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:ESTÚDIO 3

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222 Rupp, Bettina (2011) “Artur Lescher frente a outro desafio tridimensional: a curadoria”

Figura 4 Henrique Oliveira, Tapume, 2009, Mostra Texto Público, 7ª Bienal do Mercosul. Foto: Eduardo Seidl/indicefoto.com Figura 5 Daniel Acosta, Kosmodrom, 2009, Mostra Texto Público, 7ª Bienal do Mercosul. Foto: Cristiano Sant’Anna/indicefoto.com

dores da mostra e de um interessante repertório musical, foram encomendados a mais de 100 artistas programetes de quatro minutos e trinta e três segundos inspirados no concerto Ao redor de 4’33” (1952), de John Cage (EUA, 1912-1992). No vetor pontos no mapa, dois artistas trabalharam a questão dos vestígios urbanos. Enquanto o argentino Patricio Larrambebere (1968) sutilmente reativou logotipos de empresas que não existem mais, VASP e Cia. União de Seguros Gerais, colorindo seus letreiros abandonados no projeto Vermelhor (Figuras 1, 2 e 3); Henrique Oliveira (Brasil, 1973) recheou com chapas usadas de compensado um casario do início do século XX. A obra Tapume (Figura 4) não permitia a entrada de pessoas, mas por alguns dias, ela preencheu de uma ‘vida estranha’ aquela estrutura abandonada. Os dois trabalhos questionaram o nível de invisibilidade na paisagem urbana. Por mais que os painéis fossem pintados de vermelho, ainda assim permaneciam ‘invisíveis’ aos olhos cansados de muitos caminhantes. Em Tapume, o choque foi evidente. Pessoas paravam para ver a casa deformada. O uso do vermelho como uma forma de salientar a palavra ‘união’ em Vermelhor vai além de um simples gesto de chamar a atenção ao passado, incita uma reflexão sobre o sentido da coletividade, cada vez mais abafada pelo individualismo das grandes cidades. Se por um lado uma intervenção urbana amplia o número de observadores


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