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:ESTÚDIO 3

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206 Prieto, Margarida P. (2011) “(A)TOPOS: Para uma (a)topologia da instalação pictórica” Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 206-212.

(A)TOPOS Para uma (a)topologia da instalação pictórica Margarida P. Prieto Portugal, pintora. Doutoranda na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Artigo completo submetido em 21 de Janeiro e aprovado a 14 de Fevereiro de 2011

Resumo O exercício pictórico, tomado dentro de uma praxis que se apropria do espaço expositivo, dá-se a ver como instalação para exaltar o paradoxal conceito da (a)topologia. O “lugar” (como espaço plástico de revisitação em anamnese) é concebido para escapar a classificações, para se desvincular de regulamentações a priori, para se constituir dentro do “a” privativo que lhe abre outro campo de possibilidade. Palavras-chave: pintura, instalação, (a)topos, inter-textualidade.

Title (A)TOPOS. Toward an installation topology Abstract The pictorial exercise, from within a praxis that takes over the space of exhibition, is to be seen as an installation intended to exalt the conceptual paradox of an (a) topology. This topos (as material space of anamnesic re-visitation) is conceived as a strategy to escape classifications, to get away from à priori regulations in order to build another field of possibilities inside the “a” of atopos. Keywords: painting, installation, (a)topos, intertextuality.

Introdução

Este artigo incide sobre a obra de Rui Macedo (1975), pintor que vive e trabalha em Lisboa. De forma exemplar e sistemática, a sua investigação plástica recorre aos diferentes regimes da intertextualidade, a saber: a citação, a alusão, a evocação e a referência. Aliados a conceitos literários como o mise-en-abîme e a técnicas de convocação como a anamnese, vão permitir um trabalho de retorno, pela reinvenção da herança cultural (história da pintura) na criação poiëtica de um tempo próprio na pintura. Este esquema conceptual configura as suas instalações onde questiona os a priori expositivos dos espaços museológicos e/ ou galerísticos. Será este o nosso foco da análise, aqui abordado à luz do termo atopos, tomado como conceito operativo.


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