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:ESTÚDIO 3

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ou de ultrapassar alguma situação difícil (um luto, um exílio, uma depressão, uma desgraça) (Foucault 1995: 272).

Agamben, Giorgio (2007) Estâncias – a palavra e o fantasma na cultura ocidental. Belo Horizonte: Editora UFMG. ISBN: 978-85-7041-573-8 Costa, Luiz Claudio da (2009) Dispositivos de registro na arte contemporânea. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria / FAPERJ. ISBN: 978-85-7740-059-1 Felman, Shoshana (2000) Educação e Crise, ou as vicissitudes do ensino. In.: Nestroviski, Arthur; Seligman-Silva, Márcio (orgs). Catástrofe e representação: ensaios. São Paulo: Escuta. ISBN: 85-7137-155-5 Foucault, Michel (1995) Michel Foucault entrevistado por Hubert Dreyfus e Paul Rabinow. In.: Dreyfus, Hubert. Uma trajetória filosófica para além do estruturalismo e da hermenêutica. Rio de Janeiro: Forense Universitária. ISBN: 85-218-0158-0 Obrist, Hans Ulrich (org) (2006). Arte Agora!: em cinco entrevistas. São Paulo: Alameda. ISBN: 85-98325-38-4

Contactar o autor: alinemdias@hotmail.com

Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 184-189.

Referências

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Foucault (1995) frisa que, embora pessoais, os cadernos não devem ser considerados diários íntimos, descrevendo movimentos interiores relacionados às práticas cristãs que visam decifrar, purificar e renunciar o si. Ao contrário: os cadernos não perseguem nem revelam o oculto, mas agrupam aquilo que foi pensado, lido e ouvido, numa escuta sensível, cuja escrita torna-se um exercício permanente tendo como objetivo a construção de si próprio. Esta perspectiva permite pensar o caderno como um trabalho diário e um trabalho da vida inteira e finalizar o texto com um anotação dos cadernos: "valor do inacabado / indefinível / imprevisível / incontrolável."


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