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:ESTÚDIO 3

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142 Polidoro, Marina Bortoluz (2011) “O que desaparece, o que resiste: para pensar o apagamento” Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 142-147.

O que desaparece, o que resiste: para pensar o apagamento. Marina Bortoluz Polidoro Brasil, artista visual. Doutoranda em Artes Visuais - Poéticas Visuais no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre em Artes Visuais também pelo PPGAV/UFRGS. Bacharel em Comunicação Social pela UCS. Professora do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter). Artigo completo submetido em 31 de Janeiro e aprovado a 14 de Fevereiro de 2011.

Resumo O artigo enfoca a possibilidade do apagamento como operação significativa nas artes visuais, a partir da abordagem dos Diários públicos de Leila Danziger, em diálogo com outros artistas. Para tanto, invoca o conceito de palimpsesto, a aparente perda de tempo implicada em ações de desfazer e enfatiza a ineficiência propositada desta operação, que não se concretiza por completo.

Title Thinking on erasing: what lasts, what vanishes Abstract This paper focuses on the possibility of erasing as a significant operation in the visual arts, from the approach of Leila Danziger’s Public diaries, in dialogue with other artists. To do so, it invokes the concept of palimpsest, the apparent waist of time involved in acts of undoing and emphasizes the purposeful inefficiency of this operation, that is not realized in full.

Palavras chave: apagamento, palimpsesto, fazer e desfazer.

Keywords: erasing, palimpsest, doing and undoing.

Introdução

Nas artes visuais, operações que desgastam a imagem também podem integrar a sua construção: fazer e desfazer como parte de um mesmo processo. Seguindo tal ponto de vista, este artigo busca investigar o apagamento, considerando que esta operação pode ter relevância equivalente à de que está imbuída a inscrição. Essa questão pode ser encontrada no trabalho da brasileira Leila Danziger, bem como, ainda que de formas distintas, em Cy Twombly e Robert Rauschenberg. Leila Danziger é artista, pesquisadora e professora dos cursos de graduação e pós-graduação do Instituto de Artes da UERJ. A sua pesquisa poética tensiona memória e esquecimento, sendo muito forte a sua relação com a poesia. Mais especificamente na série Diários públicos (figuras 1 e 2) a artista esvazia


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