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:ESTÚDIO 3

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132 Gordeeff, Eliane Muniz (2011) “O Reflexo Cultural na Estética da Animação: a imagem animada em De Janela pro Cinema”

Figura 2 Detalhe da estutura do boneco de Belle. Fonte: acervo do diretor.

culturais brasileiras, pictórica, simbólica e narrativa.Reflexão sobre as questões histórico-culturais e estéticas. Como expressão artística, a produção fílmica não reflete apenas os anseios e visões de seu criador, mas a própria realidade social em que vive, é uma interpretação desta realidade (Bernardet, 2007), ou seja, do momento histórico e da cultura – “uma totalidade complexa feita de normas, de hábitos, de repertórios de ação e de representação, adquirida pelo homem enquanto membro de uma sociedade” (Rossini, 2007) – que lhe deram origem. Em 1985, através do acordo Brasil-Canadá, a empresa estatal responsável pelo apoio às produções cinematográficas, Embrafilme, promoveu o apoio tecnológico com o National Film Board of Canada, através do qual recebeu equipamentos para a criação de quatro núcleos de produção em animação e um workshop com técnicos canadenses (Centro Técnico Audiovisual, 2007). Dele participaram, entre outros, Marcos Magalhães, Aída Queiroz, Léa Zagury, César Coelho (futuros diretores do Anima Mundi). Um desses núcleos foi o Centro Técnico Audiovisual (Ctav), no Rio de Janeiro. Porém, o objetivo de desenvolver a produção de animação não prosperou. Em 1988, o Ctav foi incorporado à Fundação do Cinema Brasileiro. Em 1990, a Embrafilme foi extinta, e quatro anos depois, o Centro foi vinculado à Fundação Nacional de Arte (FUNARTE). Houve uma acentuada queda na produção cinematográfica. Entre 1985 e 1990, foram lançados no Brasil 18 filmes com mais de 500 mil espectadores; entre 1991 e 1995, foram apenas quatro (Ancine, 2010). As produções animadas autorais eram praticamente inexistentes. A retomada


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