126 Almeida, Carla (2011) “A multi-dimensionalidade minimal de Mohr” Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 126-129.
A multi-dimensionalidade minimal de Mohr Carla Almeida Portugal, Designer de Comunicação. Doutoranda em Arte Interactiva, na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (EA-UCP), Porto. Licenciada em Design de Comunicação pela Escola Superior de Artes e Design, Porto. Investigadora do CITAR - Centro de Investigação em Ciências e Tecnologia das Artes, UCP, Porto. Docente Assistente Regente na EA-UCP. Artigo completo submetido em 31 de Janeiro e aprovado a 14 de Fevereiro de 2011.
Resumo Este artigo pretende reflectir sobre a obra de Manfred Mohr, artista construtivista digital dos anos 60, dedicado à criação de estruturas racionais a preto-e-branco, através de computador. Pioneiro no conceito de arte generativa, em “Monograph” Mohr explora vários sistemas gráficos através do hipercubo, atribuindo-lhes variações exaustivas. Durante a criação do seu trabalho, Mohr leva-nos numa viagem ao desconhecido e ao imprevisível. Palavras chave: Manfred Mohr, arte generativa, êtres-graphiques, construtivismo digital, algoritmos.
Title Mohr’s minimal multidimensionality Abstract This paper aims to reflect on the work of Manfred Mohr, digital constructivist artist of the 60’s, who dedicated himself to the creation of black and white rational structures, with the use of the computer. Pioneer on the concept of generative art, in ‘Monograph,’ Mohr explores several graphical systems trough the hypercube, applying them into countless variations. During the process of his work, Mohr takes us on a journey to the unknown and unpredictable. Keywords: Manfred Mohr, generative art, êtres-graphiques, digital constructivism, algorithms.
Introdução
Por construtivismo, entendemos um movimento artístico russo instituído na segunda década do século passado, que negava a arte pura e que se apropriava de intervenções da indústria, sendo considerado um movimento de arte abstracta. O interesse de Manfred Mohr por sinais gráficos bidimensionais (êtresgraphiques) e a sua (des)construção flutuante com base em algorítmica, faz-nos atribuir a Mohr o título de construtivista da era digital. Nascido em 1938, numa cidade no sul da Alemanha, Pforzheim, Mohr teve a sua formação artística marcada pela falta de entusiasmo e crença no sistema universitário. Nasce com veia artística, de sensibilidade poética e um prazer muito característico pela música jazz, o que veio influenciar o seu futuro como