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:ESTÚDIO 8

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Está ornamentada com elementos naturais que nos esclarecem sobre a verdade das flores e a sabedoria do belo na grandeza límpida e encantatória de um jardim das delícias. Segue-se a apresentação de um núcleo de peças que primam pela ambiência floral, pela simplicidade e pela alegria na exaltação da festividade campestre, edificante de valores morais, espirituais e estéticos; de eterno no retorno, sempre que se desenham as pequenas e grandes crises individuais e colectivas (Teixeira, 2000: 3)

Conclusão

Com este conjunto de obras que foram aqui apresentados, esperamos ter chamado à atenção para a notável produção de Maria Gabriel, que sem dúvida merece uma maior atenção para a descoberta das metáforas que lhe estão subjacentes. E este enigma que vincula a obra de Maria Gabriel a uma dimensão dramática onde a angústia, o medo, o espectro da morte e as dúvidas várias se amontoam sem esperarem resposta. A não ser … o simples bálsamo da comunicação potencial com o outro que somos todos nós. Porventura é esta dimensão dramática e profundamente existencial que torna a obra de Maria Gabriel íntima de todos nós, e por isso (e) “perigosamente” singular no contexto de arte actual (Tavares, 1987: s/p).

Referências Azevedo, Fernando de (1984) Maria Gabriel, Espaço a Clube Cinquenta, Lisboa. Gabriel, Maria (2003) Personagens e Pássaros do Atelier da Artista, Galeria de Arte Ygrego, Lisboa. Latka, Joanna (2013) entrevista com Maria Gabriel, Linda-a-Velha, (2013-06-27).

Patrício, Madalena (1995) Encontros Marítimos, Mares e Peixes, Galeria de Arte Ygrego, Lisboa. Tavares, Cristina, Azevedo (1997) Outras Figurações, Galeria Municipal de Exposições de Vila Franca de Xira, Vila Franca de Xira.

263 Revista :Estúdio, Artistas sobre outras Obras. ISSN 1647-6158, e-ISSN 1647-7316. Vol. 4 (8): 259-263.

cios tem ainda o significado de introduzir nas suas atuais composições memórias de outros trabalhos, restos do que já foi feito como se quisesse fazer florescer de novo o que já pereceu e foi dado como finito, acabado morto (Teixeira, 2000:4).


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