124 Rey, Sandra (2013) “Paisagens latentes em situações tridimensionais.” Revista :Estúdio, Artistas sobre outras Obras. ISSN 1647-6158, e-ISSN 1647-7316. Vol. 4 (8): 119-124.
local onde as foram captadas. A forma de apresentação agencia assim imagens icônicas e algum vestígio que registra e sinaliza processos de transformação da matéria (Figura 3). O olhar que o artista lança ao entorno é um olhar que gera paisagens pela falha, insuficiência e omissão, a partir do ínfimo encontrado na natureza: pedras que tropeçamos pelo caminho. O que distingue essas paisagens não é a monumentalidade da natureza ou do entorno, mas a dimensão monumental operada pelo enquadramento fotográfico. Pode-se dizer então que é o olhar que opera a metamorfose de objetos mínimos, o mais das vezes insignificantes, em esculturas monumentais.
Referências Cristofaro, R. (2007). Objetos Imaturos: por uma arte objetual no contexto da artemídia. Tese de Doutorado realizada e defendida no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais, Área de Concentração Poéticas Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 2007. Cristofaro, R. (2012). In REY: Fazer e Desfazer
a Paisagem. Catálogo de Exposição 63p. Porto Alegre: Ed. do Autor. ISBN: 978-85-914129-0-7 Danto, A. (2010). Após o fim da arte. A arte contemporânea e os limites da história. São Paulo: Edusp. ISBN: 85-314-0932-2 Dubois, P. (2000). O Ato fotográfico. Campinas, SP: Papirus. ISBN 85-3080246-2