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112 Costa, Clóvis Martins (2013) “As paisagens obscuras de Lizângela Torres: incursões noturnas como método.” Revista :Estúdio, Artistas sobre outras Obras. ISSN 1647-6158, e-ISSN 1647-7316. Vol. 4 (8): 112-118.

As paisagens obscuras de Lizângela Torres: incursões noturnas como método Clóvis Martins Costa*

Artigo completo recebido a 9 de setembro e aprovado a 24 de setembro de 2013

*Brasil, artista visual e professor universitário. Professor do Curso de Artes Visuais da Universidade Feevale — Novo Hamburgo/RS. Mestre em Poéticas Visuais. Graduado em Artes Plásticas. AFILIAÇÃO: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre/RS Brasil). Instituto das Artes. Programa de pós Graduação em Poéticas Visuais. Rua Senhor dos Passos, 248, CEP 90020-180 — Centro — Porto Alegre, RS. Brasil. E-mail: clovismartinscosta@gmail.com

Resumo: Este artigo versa sobre experiências

em paisagens noturnas como escopo para uma investigação no campo da arte. A noção de indeterminação é observada na ação geradora de imagens, bem como na proposição de situações expositivas que exploram formas de apresentação diversas: produções textuais, fotografias, vídeos e trabalhos in situ. Palavras-chave: noite / experiência / indeterminação / fotografia.

Title: The dark landscapes of Lizângela Torres Abstract: This paper discusses some experi-

ences in night landscapes as base for a research in the field of art. The notion of indeterminacy is observed on the actions which generate the images, as well as in the proposition of the exhibition situations, exploring a range of presentation forms: textual productions, photography, videos and works in situ. Keywords: night / experience / indetermination / photography

Incursão inicial Um passeio à noite deflagra um circuito de procedimentos calcados na experiência. Lizângela Torres opera neste lugar instável, onde qualquer forma de racionalização barra na espessura característica do breu noturno. A paisagem aqui é este campo de passagem no qual o corpo avança, atravessando o que a artista denomina zona de indeterminação (Figura 1). Lembremos então que a noção de paisagem nesta poética remonta aos tempos arcaicos da experiência


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