246 Bronze, Manuela (2012) “Um Teatro Intimista: ou o jogo entre imagem e palavra no livro de artista.” Revista :Estúdio, Artistas sobre outras Obras. ISSN 1647-6158, e-ISSN 1647-7316. Vol. 3 (6): 241-246.
conferem significado ao que vemos. Assim o livro, abandonada a portabilidade que lhe é inerente, reforça o carácter da metáfora conceptual, já contida na sequência das páginas que nos falam sobre “organizações plurais do tempo” para assim se assumir como experiência alternativa de leitura. “Être devant l’image, c’est à la fois remettre le savoir en question et remettre du savoir en jeu” (Didi-Hubermam, 2011: 83). Conclusão
Estabelecida a transferência do real físico para o ficcional, o carácter relacional cria, nesta Instalação, a possibilidade da percepção da teatralidade. Este processo permite, assim, uma experiência próxima da de um teatro intimista (espaço limitado e reduzido; íntimo de estilo e conteúdo) e que exige, para a sua compreensão, a cumplicidade que lhe valoriza o sentido. Neste jogo, Gil Maia propõem-nos, afinal, um objecto de resistência onde se reflete sobre a possibilidade de resgatar uma outra forma de entender o tempo.
Referências AAVV (2011), ‘’Elipse da Duração’’, catálogo da exposição-curadoria Fátima Lambert, Porto, IPP Augé, M., Didi-Huberman, G., Eco U. (2011), ‘’L’ Expérience des Images’’, Paris, INA Éditions Didi-Huberman, Georges (2000), ‘’Devant le temps’’, Paris, Les Editions de Minuit Féral, Josette e Ronald P. Bermingham (2002),
Contactar a autora: manuela.bronze@gmail.com
‘’Theatricality: The Specificity of Theatrical Language’’, in Substance, Vol. 31, No. 2/3, Issue 98/99: Special Issue: Theatricality pp. 94-108, University of Wisconsin Press Maia, Gil (1992) ‘’Book of Hours’’, # 34, Porto, Porto Editora Proust, Marcel (2003), ‘’O Prazer da Leitura’’, trad. Magda B. Figueiredo, Lisboa, Teorema