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:ESTÚDIO 6

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232 Pereira, Cláudia Matos (2012) “Livro de artista: o olhar colecionador no universo de Frederico Merij.”

Figura 5 ∙ Série Venetas II-a, 39 × 35 cm. Fonte: <URL: http://www.ufjf.br/mamm/2012/04/12/del-clasicogusto-espanol/>. Fotos de Alexandre Dornelas.

como suporte-objeto-proposta. A imagem da caravela na capa, (figuras 3 e 4), já arremete para a atmosfera de expedições e grandes navegações: o imaginário que decorre do mundo ibero americano. Há uma imersão no universo de Velázquez e busca daquilo que expressa o que é ‘ser espanhol.’ Não se trata de um álbum tradicional onde se coleciona fotos de família, mas de uma composição sequencial que trabalha as imagens do passado, transportando-as à contemporaneidade. Colagens, técnicas mistas, sobreposições, transparências, arte postal, tudo se mescla nas construções visuais. As lâminas soltas, (figuras 5, 6 e 7) dispostas dentro do álbum, no expositor ao lado de objetos criados pelo artista, ou expostas na parede, formam a arquitetura visual, que parte do despojamento para leituras e envolvimento perceptivo do espectador. Este conjunto se expande na multiplicidade de imagens criadas e estabelece uma unidade estética. O processo conceitual estabelece um jogo estético entre passado e atualidade. Traz à tona a feminilidade e a fragilidade da mulher ‘princesa sem voz e sem fala.’ Existem ainda no século XXI, mulheres com o paradigma do sentimento inconsciente de ‘ser Infanta’ e de se conservar sempre jovem? Conclusão

A obra de arte orgânica é construída de maneira onde “as partes individuais e o todo formam uma unidade dialética” (Burgüer, 2008:147). O círculo hermenêutico verifica que as partes são compreendidas a partir da totalidade da obra,


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