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357 Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol. 3, (5): 356-357.
alquímica (ou seja, proto-científica) é, na sua essência, análoga à que Delgado propunha na sua ambição de decifração da produção estética enquanto consequência e comunicação do funcional, análoga ao espaço que se propôs ocupar, no qual a obra artística se propõe e se ensaia, não como outro espaço de conhecimento, mas como uma outra porta para um mesmo conhecimento, “o” conhecimento. A mesma luz relacional prontamente nos permitirá reconhecer que a obra de Madoz será possivelmente poética e retórica (como argumenta Gómez), mas igualmente nos aponta para uma possibilidade de observação “produtiva” do quotidiano, algures entre o desenvolvimento de uma perceção ativa por parte de cada um e o reconhecimento de que o design (os objetos, as funções, os desejos e necessidades, o cruzamento entre estes) é ele mesmo uma omnipresença nesse quotidiano. E da mesma forma, perante a luz relacional proposta, o trabalho de Pijuan e Capucho se encontram e revelam no espaço estruturante da paisagem, esse ato primeiro da civilização, o da dotação geométrica do espaço: em Pijuan pela transcrição (quase-linguística) nos terrenos observados, em Capucho pela produção de grelhas que sustentam a palavra. E à palavra somos devolvidos.