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:ESTÚDIO 5

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162 Marques, Joana Ganilho (2012) “Novas formas de habitar o ‘Bairro’ de Gonçalo M. Tavares: sobre os projetos Galerista por um dia e Senhores Projetos no Bairro de Gonçalo M. Tavares.”

Figura 1 – Joana Latka (2011), Sem Título. Instalação. Fonte: Galeria das Salgadeiras.

Introdução

Gonçalo M. Tavares (Luanda, 1970) é já uma referência incontornável na literatura portuguesa contemporânea. Ao longo da sua ainda breve vida literária o autor escreveu e publicou mais de duas dezenas de livros, do ensaio ao teatro, passando pela poesia, o romance ou o conto. Dentro desta vasta obra existem um conjunto de pequenas obras singulares que, juntas, formam O Bairro. São livros com nomes de personalidades que o autor homenageia criando personagens fictícias que habitam também eles um bairro fictício. O Bairro conta já com dez habitantes que criam uma mini história da literatura em ficção. As obras que integram o Bairro têm sido frequentemente reinterpretadas e adaptadas a outros formatos artísticos: teatro, ópera, dança, fotografia, pintura, gravura, arquitetura. Neste artigo pretendemos apresentar alguns exemplos: a partir do olhar de quatro artistas plásticos que integraram o projeto curatorial Galerista por um dia, desenvolvido pela Galeria das Salgadeiras; e a partir do olhar dos alunos de Arquitetura da Universidade Lusíada, que desenvolveram o projeto Senhores Projectos no Bairro de Gonçalo M. Tavares. Reabitar o bairro

O projeto Galerista por um dia surgiu como uma tentativa de abrir a galeria a outras formas de encarar a arte e a outras sensibilidades. Para isso, por cada edição, é convidada uma personalidade de uma área diferente da curadoria para organizar uma exposição a partir dos artistas e do acervo da galeria. Em 2010


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