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:ESTÚDIO 5

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Os dois principais recursos empregados por Oldenburg para transformar o objeto comum são as estratégias de gigantismo e/ou da maciez. Eles constituem obstruções do espaço do observador por terem-se tornado variações colossais de sua escala natural e por promoverem um sentido de interação em que o observador é um participante, sendo a massa dos objetos construída em termos que sugerem o corpo dele próprio - flexível e macio, como a carne (Krauss, 1998: 273). Nos registros sobre sua vida artística, é recorrente encontrar textos que destacam sua atitude inovadora. No texto de Adalice Araujo de 1976 revela que, “Elke Hering foi uma das primeiras artistas do Sul do país a tentar experiências abstratas, seria também uma das primeiras a apresentar esculturas-objetos recobertos de plavinil de ampla absorção pop, como os carretéis gigantes que nos falam das indústrias de Blumenau” (Araujo, 1976). Nesta mesma abordagem, o curador Charles Narloch, em seu texto de 2004 define que “seus trabalhos das décadas de 60 e 70 refletem as novas possibilidades da época. A madeira, o concreto, o barro e o vinil ganham o destaque do metal. A simples representação da realidade cede espaço ao conceito. As instigantes esculturas e objetos em vinil colorido se desprendem de qualquer preocupação com o belo, numa atitude de vanguarda incomum” (Narloch, 2004). Os dois autores acima dão ênfase as esculturas-objetos que começaram a ser empregadas por Elke no início da década de 1970.

Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol. 3, (5): 155-160.

Figura 3 – Lesma Amarela, de Elke Hering. Madeira e Plavinil. 1973. Fonte: Acervo MASC.


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