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134 Salvatori, Maristela (2012) “Habitar.” Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol. 3, (5): 134-135.

Habitar MARISTELA SALVATORI Conselho Editorial

São infinitas as possibilidades e desdobramentos da criação artística. Se, por vezes, é manifestada em obras, conceitos, transgressões, sugere fantasias, novas percepções. É, sobretudo, a falta que move e fertiliza este universo. Tal qual uma busca atávica de completude, as instigantes obras aqui apresentadas propõe-se a habitar. Habitar o corpo e suas impressões sensoriais, ocupar/habitar espaços circundantes ou circunscritos, extrapolar paredes, invadir colunas e pisos, habitar espaços expandidos como a cidade ou mesmo espaços/bairros, fictícios. Nas recentes instalações da brasileira Lucia Fonseca, abordadas no texto de Cláudia França, Borracha, transparência e peso no espaço real: por um novo modo de habitar os desenhos de Lúcia Fonseca, as formas obtidas em borracha negra ocupam/habitam o espaço, estendendo-se pelas paredes e pisos brancos da galeria, formando desenhos com força e tensão. Cláudia França utiliza o conceito ampliado de transparência a partir de Colin Rowe para tratar da resistência da matéria e da força gravitacional latente nestas formas de potência escultórica. Daiana Schvartz, em Elke Hering: percurso de uma escultura em transformação, apresenta esculturas, dos anos 60 e 70, da brasileira Elke Hering. Suas obras habitam o espaço introduzindo materiais ainda pouco difundidos e trazendo, naquele momento, certa irreverência à construção tridimensional. Os projetos intertextuais Galerista por um dia (2010) e Senhores Projetos no Bairro de Gonçalo M. Tavares (2009) são relatados por Joana Ganilho Marques no texto Novas formas de habitar o Bairro de Gonçalo M. Tavares: sobre os projetos Galerista por um dia e Senhores Projetos no Bairro de Gonçalo M. Tavares. Nestes projetos, o primeiro sob curadoria do próprio Gonçalo M. Tavares, artistas e estudantes de arquitetura foram convidados a propor modos de habitar os bairros imaginários do conhecido escritor. Em “Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência” Grupo Poro, Sandra Makowiecky analisa ações deste grupo brasileiro que, atuando desde 2002, perturba e/ou surpreende o olhar distraído, instiga à reflexão e convida


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