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:ESTÚDIO 4

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Manéa, Fernanda (2011) “O corpo — objeto de observação e meio de percepção/expressão.”

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Figura 2 Hans Bellmer. La Poupée. Montagem e Fotografia, 1934 (Livro KRAUSS, 1996). Fonte: Hungry Hyaena (2011)

femininos. A artista evoca a flexibilidade e a factividade do corpo tornando isso visível em desenhos, gravuras e materiais plásticos como cristal, bronze e papéis nepaleses (utilizado em suas bonecas). Kiki Smith escreve a respeito da reprodutibilidade “Cópias imitam o que nós somos como seres humanos: nós somos todos os mesmos, e, no entanto cada um é diferente. Eu penso que há um poder espiritual na repetição, uma qualidade devocional, como dizer rosários.” (Smith, apud Weitman, 2003: 44). A artista converte em carne materiais frágeis e orgânicos como cera e papel ou materiais ditos nobres como bronze e cristal. “Visceral” é um termo frequentemente aplicado às suas obras, sejam esculturas de corpo em escala real ou delicados objetos que reproduzem órgãos internos, contrapondo-se às tradicionais representações eróticas dos corpos femininos diferenciando-os dos padrões estereotipados e artificiais impostos pela mídia. Além dos referenciais artísticos relacionados ao desenho do corpo já abordados neste artigo, apresento Hans Bellmer como referencia que explora a ideia do corpo fragmentado. Hans Bellmer (1902-1975) foi fotógrafo, escultor, gravador, pintor e escritor francês de origem alemã (Katowice, Alemanha, hoje Polônia).


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