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Café de Portinari na Exposição do Mundo Português: modernidade e tradição na imagem do Estado Novo brasileiro (2011), Luciene Leehmkuhl
Café de Portinari na Exposição do Mundo Português: modernidade e tradição na imagem do Estado Novo brasileiro (2011), de Luciene Leehmkuhl, corresponde à tese de doutoramento em história da autora, realizada na Universidade Federal de Santa Catarina, e agora publicada pela Editora da Universidade Federal da Uberlândia (EDUFU), Minas Gerais, Brasil. O livro parte da “nota dissonante” que foi a exibição da obra “Café” de Portinari no Pavilhão do Brasil durante a Exposição do Mundo Português, em 1940 – celebração oficial do estado salazarista – para tecer, com uma extensa pesquisa historiográfica amplamente ilustrada a cores e a preto e branco, ao longo de 268 páginas, a narrativa da importância do porquê da presença de tal obra: a sua capacidade de simbolizar a contradição entre modernidade e tradição num “retorno à ordem”. ISBN: 978-85-7078248-9. 270 páginas. Fernanda Maio
A Arte na Belle Époque: o simbolismo de Eliseu Visconti e as Musas (2008) Valéria Ochoa Oliveira
O livro A Arte na Belle Époque: o simbolismo de Eliseu Visconti e as Musas, da autoria de Valéria Ochoa Oliveira, publicado pela Editora da Universidade Federal da Uberlândia
(EDUFU), Minas Gerais, Brasil, em 2008, trata da obra do artista brasileiro Eliseu Visconti, (1866-1944), sobretudo o seu painel “A Música” (1913-1916) como forma de melhor compreender a sua simbologia própria e o seu contexto histórico-cultural. Este painel de grandes dimensões integra a decoração do tecto do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a autora parte da questão “a quem se referem esses nus e o que significariam no contexto cultural onde foram produzidos?” para produzir um estudo que propõe a hipótese de que as mesmas representam as nove Musas, as Três Graças e Apolo, utilizando para isso a metodologia produzida pelo historiador de arte Erwin Panofsky. 201 páginas. ISBN: 978-85-7078194-9. Fernanda Maio
Tempo e Memória no texto e na cena de Jorge Andrade (2008) Luiz Humberto Martins Arantes
Tempo e Memória no texto e na cena de Jorge Andrade, publicado em 2008 pela Editora da Universidade Federal da Uberlândia (EDUFU), Minas Gerais, Brasil, é da autoria de Luiz Humberto Martins Arantes, que pretendeu problematizar a relação entre história e teatro num estudo interdisciplinar, abordando, por um lado, a criação teatral face à história e, por outro, a historicidade do texto teatral: “Foi possível perceber um autor que entende a memória como Labirinto, lembra e esquece e, no encontro com as perdas – materiais e de status – tenta despertar o passado (p. 229). 249 páginas. ISBN: 978-85-7078-189-5 Fernanda Maio