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96 Nascimento, Cinthya Marques do & Maneschy, Orlando Franco (2014) “Sinval Garcia e os fluxos incessantes em Samsara.” Revista :Estúdio, Artistas sobre Outras Obras. ISSN 1647-6158, e-ISSN 1647-7316. Vol. 5 (10): 90-96.

da manipulação entre fotografia e pintura, no que tange a manipulação do aparelho fotográfico e suas experimentações que resultam em obras potenciais para a observação e análise. Sua produção artística revela um atento pesquisador, instigado pela arte que busca esgarçar os limites da fotografia enquanto linguagem, desenvolvendo pesquisas extensas sobre a imagem e a representação, constituindo uma obra cuja beleza não se encontra apenas nas imagens, mas na conduta séria, dedicada. Garcia constituía por meio da fotografia um espaço de pensamento e de conduta, que se desdobrou entre sua arte e sua vida. Um artista numa busca contínua que deixa um legado para pensarmos o papel da fotografia no mundo contemporâneo. Nesse fluxo do tempo, em que seguir não é permanecer no mesmo lugar, o olhar acompanha os ciclos de Samsara. Sinval Garcia talvez não saiba, mas existem traços de transcendência em sua obra, no reflexo desse corpo, aquele que está em constante mutação, figura o seu próprio caminho em busca da eternidade.

Referências Maneschy, Orlando (2007) Sequestros: Imagem na arte contemporânea paraense. Belém, PA: Edufpa. ISBN 978-85-2470405-5. Merleau-Ponty, M. (2004) O olho e o espírito. São Paulo: Cosac Naify. ISBN 978-85405-0354-0

Oliveira, Adelaide (2012) Imagens do corpo e da sensualidade na arte contemporânea paraense: o erotismo masculino nas fotografias de Sinval Garcia e Orlando Maneschy. Universidade Federal do Pará: Mestrado Acadêmico.


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