154 Makowiecky, Sandra (2014) “José Silveira D’Ávila entre céus e infernos.” Revista :Estúdio, Artistas sobre Outras Obras. ISSN 1647-6158, e-ISSN 1647-7316. Vol. 5 (10): 154-162.
José Silveira D’Ávila entre céus e infernos Jose Silveira D’Ávila between heaven and hell
Sandra Makowiecky* Artigo completo submetido a 6 de setembro e aprovado a 23 de setembro de 2014
*Brasil. Professora e pesquisadora, programa de pós-graduação e crítica de arte. Licenciatura em Educação Artística Habilitação Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Santa Catarina, especialização em Arte — Educação pela UDESC; Mestrado em Gestão do Desenvolvimento e Cooperação Internacional pela Universidade Moderna de Lisboa e Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina. AFILIAÇÃO: Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Centro de Artes ( CEART), Av. Madre Benvenuta, 1907, Itacorubi, Florianópolis / SC. CEP: 88035-901, Brasil. E-mail: Sandra.makowiecky@gmail.com
Resumo: O objetivo deste texto é apresentar
Abstract: The purpose of this paper is to present
em breves notas uma leitura de parcela da obra de José Silveira D’Ávila, enfatizando sua formação clássica, sua erudição e presença de religiosidade católica, dando vida a mundos fantásticos, povoados de santos e demônios, imagens de céus e infernos, como realidades palpáveis que interferem no cotidiano de cada um. Palavras-chave: José Silveira D’Ávila / Céus e infernos / Deus.
in brief notes a reading of a portion of José Silveira D’Ávila’s work, emphasizing his classical formation, his erudition and presence of Catholic religiosity giving life to fantasy worlds, populated by saints and demons, images of heaven and hell, as tangible realities that affect the daily lives of each one. Keywords: José Silveira D’Ávila / Heaven and Hell / God.
Introdução: os clássicos que não são lidos Hoje, nem sempre os clássicos são lidos, nos diz Adauto Novaes (2008: s.p). Para o autor, política, obras de arte e obras de pensamento, antes admiradas, tornam-se coisas indiferentes e as duas maiores invenções da humanidade — o