MYBOYTOYS
Lud Lower texto da artista editado por Filipe Chagas
M
e chamo Ludmila, mas geral me chama de Lud. Sou uma mãe solo – meu baby é a coisa mais linda do meu mundo! –, capricorniana com ascendente em aquário e lua em câncer. Nasci no último dia do ano e acho que foi aí que comecei a nadar contra corrente: enquanto todo mundo celebra o fim do ano, eu celebro o meu começo. Não tenho formação acadêmica. Sou autodidata na fotografia, na edição e em quase tudo na minha vida. E a Arte sempre esteve presente na minha vida. Na verdade, eu nunca fiz nada que não fosse ligado à Arte. Aos nove anos eu fazia pulseira de miçanga e vendia na escola e no prédio. Aos treze eu sonhava com ter uma câmera e usei meus conhecimentos de desenho de perspectiva nas minhas composições fotográficas.
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Nos meus primeiros anos de fotografia, fazia retratos com uma pegada fotojornalística, ensaios de bandas, grupos e de subculturas de São Paulo. Um dia conheci uma guria que era modelo sensual e fiz o primeiro ensaio desse tipo. Nunca tinha me imaginado nesse mercado, mas, depois que postei esse primeiro ensaio, surgiram tantos clientes e oportunidades que me vi trabalhando somente com isso. Nesses ensaios gosto de conversar antes com a pessoa que vou fotografar. Presto atenção nela, nos trejeitos, manias. Já tentei trabalhar roteirizando e seguindo ideias, mas na hora não faço nada. É muito importante pra mim respeitar os limites emocionais e físicos das pessoas. Por isso, não me adianta criar algo antecipado e, às vezes, a pessoa é completamente o oposto de tudo que eu pensei ou tem limitações físicas e emocionais. Claro que rola uma inspiração em Terry Richardson e Estevan Oriol, mas não sigo um artista fielmente. Admiro muitos, muitos amigos e amigas fotógrafos também, mas tento não me apegar muito ou ver muitos trabalhos e fotos antes dos ensaios para deixar minha