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A Voz do Colégio | 32

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.cantinho dos pequeninos

A MINHA ESCOLA É QUASE UMA QUINTA PEDAGÓGICA!

raças a Deus, já há sol e agora já podemos ir ao campo! Queremos acreditar que as intempéries já lá vão e que não somos mais reféns nem da chuva, nem do frio, nem do vento!

Compreendemos que, com tantas chuvadas, tivéssemos os nossos recreios mais limitados, mas agora, sempre que o sol desperta, já temos autorização das Irmãs para irmos ao campo de futebol, ao pinhal, num saltinho ir dar uma espreitadela às hortas e, os mais pequenitos, aos baloiços.

Até já dá para vermos, de mais perto, o gato Chico, gordo, amarelo fogo, passeando-se preguiçosamente ou, esticado, a apanhar o seu banho de sol!

Os esquilos, que nos entram desabridamente nos jardins do colégio, tal como as árvores de Monsanto, ora dão corridas, ora trepam velozmente às árvores à cata de comida.

E que dizer do nosso Leão, de juba farta e olhar traquina, sempre com a sua cauda, tipo espanador a dar a dar, achando que a sua autoridade é incontestável?

O seu vizinho Bobby tem aqueles olhos doces que emitem mil mensagens de afeto. O seu pelo fofo, de um branco neve e castanhos de nuances diversas, é longo e às vezes parece querer “varrer” todas as carumas dos pinheiros e com elas fazer uma caminha fofa para dormir uma calma sesta.

Mas a surpresa maior ainda está para chegar! É que, enquanto nós aprendíamos no refúgio das nossas salas e lá fora a chuva teimosa, o vento e o frio resistentes, tomavam conta dos nossos espaços exteriores, os coelhinhos bebés nasciam e começavam a fazer pela vida. Acarinhados pelas mães, bebiam leitinho e dormiam aninhados e a crescer no conforto das suas tocas.

Agora, já mais crescidos, puderam vir dar um passeiozinho às nossas salas de aula, para nos visitarem. Dentro de uns cestinhos de panos e palhas, para não terem frio, traziam as suas caras escondidas porque ainda são tímidos e estavam com vergonha. O branquinho era o mais destemido e corajoso. Cheio de curiosidade, baloiçava os seus bigodes para poder tocar e cheirar tudo e todos. Pudemos fazer-lhes festinhas e observá-los de perto; mas, a um determinado momento, eles ficaram ensonados, arrumaram muito arrumadinhas as suas longas orelhas e puseram-se a dormir. Foi uma bela surpresa que a Irmã Patrocínio nos fez! Foi uma festa! Assim sim, vale a pena passarmos os longos invernos recolhidos, sabendo que estes milagres de vida acontecem em recantos aconchegados do nosso colégio e que, depois nos vêm visitar, tornando mais sorridente a nossa primavera escolar! As educadoras da Infantil

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