.página das línguas
Quando os vidros da minha sala se embaciam, O frio, o vento e a chuva eles anunciam. Parecem chorar, tanta é a água corrente Mas não!! Só pretendem lembrar à gente: que recreios no campo, agora não pode ser, senão molhar-nos-íamos a valer!!... Mas, graças a Deus, pelo bar e o telheiro Transparentes, translúcidos, tanta luz!! E lá brincamos, rimos, jogamos... Espaço que, mesmo com chuva, seduz!! E nas aulas? Os professores a explicar Aconchego da sala, cada um sua maneira Uns de ar sério, outros à laia de brincadeira E nós a crescer… sentimo-nos “brilhar”! Nas salas o calor brota do coração e rima com emoção, concentração … as tarefas fazem-nos ruborizar põem-nos os neurónios a trabalhar ! Ficamos acalorados, sentimos conforto e amor Mesmo quando o aprender acarreta alguma dor...
E os nossos professores??... Ai, Jesus! Agora é que é: Quem canta o “être” e bate o pé? Quem dá as aulas numa andança, acalorada que não cansa? Quem ensina o Lavoisier e a física? Com laboratório e experiência química? Quem é que com a análise sintática Nos deixa boquiabertos, numa posição estática? Com régua e esquadro e a equação Definimos esquadrias com o coração... É uma festa, aprender, ouvir e ensinar Ao canto da chuva e de um gargalhar. Universo quente, conforto acolhedor Contraste gritante! Tanta chuva! Pavor! E para memória, que fique, por tanto afeto, cor e calor, Nas janelas da minha sala de aula o meu registo de Amor! Diana Vaz Antunes, 7ºA
CONTRASTES
Beatriz Teixeira, 7ºA
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