.3º ciclo
Os azulejos da nossa escola… Entrevista à Irmã Madre de Deus sobre a decoração interior do Externato
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o dia 7 de Fevereiro de 2013, pelas 14h, a Irmã Madre de Deus aceitou responder a algumas perguntas sobre os belíssimos azulejos pelos quais passamos todos os dias. Cumprimentámos a Irmã, sentámo-nos na Sala das Irmãs, 2º piso, e iniciámos a entrevista: «Alunas – Irmã Madre de Deus, saberá contar-nos, certamente, como é que o colégio conseguiu ter nas suas paredes estes azulejos tão invulgares?
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o passado dia 9 de janeiro, após um bom almocinho, os alunos do 7ºano deram início a uma visita de estudo à companhia de teatro “O Sonho”, para ver uma peça inspirada no livro de Sophia de Mello Breyner Andresen, “O Cavaleiro da Dinamarca”. Chegámos ao teatro por volta das 14:20 horas. A sala onde nos sentámos era pequena, escura, mas confortável. Quem narrou a história foram três personagens muito engraçadas- Os Scappinos. A história falava de um cavaleiro muito corajoso que vivia numa floresta, no norte da Dinamarca, com a sua família e criados. Estes, todos os anos celebravam o Natal juntos, mas houve um ano em que o cavaleiro decidiu ir à Terra Santa.
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E porquê estes azulejos? É muito provável que a Madre Maria Rita tenha escolhido os azulejos a partir de algumas rudimentares amostras, possivelmente; a nossa Madre, recorrendo à sua sensibilidade, terá sabido explicar o que, concretamente, queria. Todos os azulejos foram pintados à mão, e não há duas flores exatamente iguais; todas têm pequenas diferenças, ou nas cores, ou nas formas das pétalas ou dos caules… E após as obras? Houve azulejos destruídos, não houve? Como conseguiram recuperá-los?
Irmã - Ora bem, há cerca de 55 anos, quando o colégio foi fundado pela Madre Geral da época, Madre Maria Rita, não havia dinheiro. A Madre Maria Rita, pessoa fina, delicada, sensível, empenhou o pouco que tinha, depois de se ter juntado à congregação, para poder pedir o empréstimo que permitiu construir esta nossa escola. Os azulejos foram encomendados diretamente pela Madre à Fábrica Santana - Lisboa - não sem antes pedir a opinião do arquiteto responsável pela construção do Externato de S. José, o Senhor arquiteto Regaleira, o qual foi a favor da encomenda.
Sentimo-nos esclarecidas e, agradecendo a disponibilidade da Irmã, voltámos às nossas aulas. E assim ficámos a saber um pouco mais sobre os azulejos que dão uma nota colorida aos nossos dias, que muitas vezes nos prendem o olhar e que são peças únicas e valiosas. É um privilégio poder passar por eles todos os dias!
Entrevista realizada pelas alunas Inês Pontes e Mª Carolina Branco, 8ºC.
Perguntas e texto redigidos pela aluna Ana Catarina Branco, 8ºC.
Os que foram encomendados após as obras são cópias. Aliás, estes novos já não foram pintados à mão.»
O cavaleiro da Dinamarca
Depois de partir e ter visitado todos aqueles sítios maravilhosos, o cavaleiro seguiu para Veneza, depois Florença e finalmente, depois de longos meses, Flandres. Muito aprendeu e trouxe para contar e ensinar!
O cavaleiro consegue chegar à sua casa, mesmo na véspera de Natal, passando-o com a sua família e os seus criados que, ao verem-no chegar, suspiraram de alívio, pois há muito tempo que não dava notícias. Esta visita de estudo foi muito engraçada e também muito divertida. Beatriz Fonseca, Mª Inês Cara-linda, Mª Leonor Jesus, 7ºB