.vale a pena ler e pensar... mostrando-se despida, inóspita e nua… vê como os últimos passos tímidos de verão recolheram, transidos de frio… tolhidos À cadeira junto ao fogão…
«Faleceu…». Ouviu-se o verbo, ficou o assombro ! Alguém há pouco me dizia: “ouve-se tanto falar deste verbo agora no Outono, não é?” Do Outono ecoa um apelo telúrico… Ele marca um ritmo ancestral… … é o compasso da vida: Vê como caem as folhas das árvores, vê como os cabelos entopem os ralos, vê como a água a arrastar formando riachos, caudais… correndo, arrastando, lavando levando tudo p’rò mar… renova , fertiliza, reverdece abrilhanta, limpa , purifica agiganta a verde erva e cresce uma claridade que chega e fica! Vê como a natureza refreia a sua presença,
Uma professora (evocando o mês que gosta de levar Mães)
…e daqui desta para a cama, ao compasso do relógio do tempo que mais não faz que medi-lo: o tempo dos que ficam e dos que vão… Como a folha que amarelece e vai, o ciclo do cabelo que já foi vivo e cai a natureza fria, cinzenta e morta vem a Morte… e bate à porta . Truz… Truz…Truz… «Vens libertar-me, eu sei e o teu convite seduz! Deixa-me só beijar os meus… Agora, sim, partamos… Oh! Mas que Brilho…que Luz!» Ela foi… ela jaz… Ela, como a Natureza, absorta parece… mas não está morta… Isso no-lo veio provar Jesus!
O outono
“As boas ações ocultas são as mais dignas de estima.”
(Pascal)
Oração da manhã O sol nasceu para todo o mundo Mas teve cores e sentidos diferentes para cada país, região ou pessoa. Tu és tão de todos e todo de cada um. Também nós sentimos plena alegria na tua pertença. Temos também o nosso modo, o nosso sentir, mas queremos abrir este dia apenas com o teu evangelho: Livro universal da festa, da luta, do luto e do amor. Foi essa prenda que veio embrulhada na nossa vida. Bendito sejas, meu Senhor, Que nos amas como somos e és novo e diferente para cada um de nós. À tua imagem e semelhança nos criaste E pacientemente à nossa imagem te acomodas para seres, connosco, um apenas, como se fôramos uma só idade, uma só raça, uma só cor, um só ser. E é assim que a todos nos compreendes e amas... Pe. António Rego Oração da manhã – Rádio Renascença – 8 de Novembro, 2011
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