.os nossos pais estão aqui
Primeira Separação T odos os pais devem preparar-se para a fase de adaptação da criança, que pode durar poucos dias ou prolongar-se por mais tempo. É fundamental que a criança seja preparada para a entrada na escola, que é um ato comum para todas as crianças. O entusiasmo dos pais também pode ajudá-la a criar uma expetativa positiva sobre a sua ida à escola. É natural que a criança fique ansiosa e receosa nos primeiros dias de escola, trata-se de uma situação nova. Mas, são os pais que, na maioria das vezes, não conseguem esconder a sua preocupação. Diante desta ansiedade transmitida pelos pais, a criança acaba por sentir-se perdida. Se os pais controlarem a ansiedade, estarão a ajudar bastante no processo de adaptação do seu filho; quanto
mais tranquilos e naturais os pais se mostrarem, melhor será para a criança. O choro na hora da separação é muito comum e não significa que a criança não queira ficar na escola. A criança deve ser levada pelo próprio pé e entregue à Educadora, pois é sempre mais difícil sair do colo de alguém que é muito amado. Deve tentar confortá-la e reforçar que a escola é um lugar agradável. A entrada na escola é um momento muito importante na vida de uma criança; é o primeiro passo em direção à independência em relação aos pais. Para os pais é um momento de constatação de que o seu filho está a crescer e a tornar-se cada vez menos dependente.
Gabinete de Psicologia
Tempos Difíceis N ão estávamos habituados… Tínhamos tudo, exigíamos tudo. Era uma obrigação dos pais. Todos os colegas da escola tinham o mesmo… Mas…tempos difíceis chegaram. Cortes, nos ordenados e subsídios, greves e protestos que se transformam em convívios pacíficos. Velhos, pensionistas, desalojados, desempregados, pobres aderem também. A rua é o seu palco. Os jovens estão “à rasca” e manifestam as suas justas e legítimas frustrações com ordem e muita adesão. E os pais deles que se esfalfaram para lhes dar um curso, férias, viagens, e noitadas longas? Alguns dos jovens, foram identificados, em zonas de diversão noturna, em Lisboa, nessa mesma noite. Acredito, que uma parte
É importante que os pais transmitam à criança que a escola é um lugar seguro e tranquilo para aprender coisas interessantes e um local onde poderá divertir-se, fazer novos amigos e em que a Educadora é a pessoa com quem pode contar sempre. As crianças devem encarar a ida para a escola como um ato natural da vida de um indivíduo. Diga-lhe quem irá buscá-la; dessa forma ganhará confiança de que voltará normalmente para casa. Quando for buscá-la pergunte-lhe as novidades, como foi o seu dia, o que fez, com quem conversou e brincou, etc. Faça-o com uma expressão alegre, sorridente, recorrendo a frases exclamativas e de entoação agradável. Mostre-lhe que a mudança de rotina será benéfica e que o retorno ao “ninho” e ao “colinho” do pai e da mãe, está garantido.
deles ficou em casa por respeito e coerência. Não seria possível que essa “geração à rasca” fizesse alguma coisa? Já que são tantos e todos tão bem preparados e licenciados, não poderia sair de um grupo, uma ideia nova, um apoio, um serviço cívico, um voluntariado, um trabalho numa fábrica ou numa floresta? Não há dinheiro - Não há dinheiro e sem ele nada se pode concretizar… Tempos Difíceis A Europa que foi a dona do mundo está a esboroar-se, a história é feita de ciclos económicos de abundância e de miséria. Não se pode fugir; vem aí um tempo de recessão. Que fazer? Que podemos fazer nós? -Trabalhar, não estragar, não exigir, sei lá, pagar os 50 cêntimos que deves ao teu amigo; quem deve tem de pagar! Tempos Difíceis chegaram e… o que vem aí proximamente? O Pai
Natal morreu, já não vem mais - já não existe… e os velhos pensionistas já não podem sonhar (talvez os meus netos me deem umas meias novas). Só os jovens podem mudar o mundo, pois o mundo mudou, de repente. Mas há algo que não mudou, o sentido do verdadeiro Natal. Vem aí Jesus, despojado de tudo. Deu-nos talentos e só com eles podemos contar. Não se passe connosco a história do servo que recebeu do seu Senhor um talento e o enterrou, por medo, por medo de arriscar. A ti, a nós, aos jovens, aos velhos, à classe média e destroçada, só nos resta a competência e o talento que temos de pôr a render nestes tempos difíceis. O maior talento é o Amor e só este nos pode salvar! Beijinhos. Cuca
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