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Ano 1

Número 4

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Associação aguarda autorização para substituir creche degradada

gratuito | quinzenário | 10 Fevereiro 2014 Director: Sérgio Fonseca

Amadora

w O Moinho da Juventude tem tudo pronto para construir uma creche e jardim-de-infância para substituir os espaços instalados há quase 11 anos em contentores pré-fabricados, mas continua a aguardar que a Câmara da Amadora autorize a obra l pág. 17

lisboa

Câmara de Lisboa quer acabar com algumas calçadas até 2017 w O presidente António Costa pretende eliminar algumas calçadas da capital em zonas menos turísticas, mas a medida não convence as associações l pág. 10 PUBLICIDADE

O mar e o vento voltaram a fazer estragos no litoral

n expressodalinha

As praias de Sintra foram novamente fustigadas pelas ondas, embora com menos danos do que no início do ano. No Magoito, o vento arrancou a cobertura da esplanada, que ficou suspensa em dois postes de telecomunicações l pág. 9

Empresários de Sintra vão reunir com Pires de Lima w O ministro da Economia, António Pires de Lima, vem a Sintra no dia 26, para participar no segundo encontro do Conselho Estratégico Empresarial, o novo órgão consultivo da autarquia, presidido pelo empresário João Talone l . 8 pág


Opinião

Editorial

redes sociais | código qr | ficha técnica

in http://urbanizacaocasasdolago.blogspot.pt/

Já começou a pré-campanha

A

pesar de faltarem quase quatro anos para as próximas eleições autárquicas, quem segue diariamente a actividade de comunicação do concelho de Sintra, fica com a ideia de que a pré-campanha já começou ou, se preferirem, que a campanha eleitoral ainda não terminou, sobretudo para os primeiros classificados. Depois de uma campanha paupérrima em termos de comunicação, o novo executivo socialista não perdeu tempo nas primeiras semanas e montou um autêntico “ministério da propaganda”. Deu-se, inclusive, ao desplante de criar o endereço de e-mail “Sintra Notícias” (noticiasdesintra@cm-sintra.pt), destinado a enviar “pré-cozinhados” muitas vezes de qualidade duvidosa, aos órgãos de informação locais e nacionais. A desinformação e a ausência de respostas aos pedidos de esclarecimento faziam antever um mandato ainda mais complicado que os anteriores, de Fernando Seara, nos quais dezenas de pedidos devem ter apodrecido “em cima da secretária do professor”. Era essa, pelo menos, a informação “geo-referenciada” sempre que se procurava saber deles. Felizmente, desde o início do ano, a postura parece ter mudado, embora ainda haja falhas a colmatar, desde logo a forma como a autarquia comunica na Internet. Não basta ter uma página, é preciso actualizá-la e modernizá-la. E não basta estar nas redes sociais a partilhar “postais de Sintra” e as iniciativas da presidência. É preciso ir além da agenda de Basílio Horta, dando a informação factual que interessa aos munícipes.

A desinformação e a ausência de respostas aos pedidos de esclarecimento faziam antever um mandato ainda mais complicado que os anteriores, de Fernando Seara, nos quais dezenas de pedidos devem ter apodrecido “em cima da secretária do professor” A oposição, leia-se, o movimento Sintrenses com Marco Almeida, também não perdeu tempo, e tem tentado ocupar o espaço mediático que diz corresponder aos seus 32 mil eleitores, apenas menos 1700 que o PS. Consegue, em certas semanas, produzir o mesmo número de comunicados, normalmente a queixar-se de ser deixado de lado em iniciativas camarárias, ou a criticar Basílio Horta por estar “mais preocupado em aparecer na comunicação social do que fazer por Sintra”. Os independentes liderados por Marco Almeida até já assumem no papel timbrado a referência “Autárquicas 2017”, o que lhes valeu, em reunião de câmara, uma chamada de atenção do PSD, que diz não alinhar na tentativa de trazer para aquele espaço comícios eleitorais. E pouco mais se ouve do PSD, um partido que em Sintra não tem por hábito comunicar, excepto no período em que o candidato Pedro Pinto se desdobrou em manobras de marketing político. Já a CDU, que juntamente com o PSD recebeu pelouros de Basílio Horta, ao contrário dos independentes, continua igual a si própria, fazendo questão de manter na agenda os dossiers que domina, embora assuma parte da comunicação e “externalize” a restante através de estruturas aparentemente autónomas, como as comissões de utentes. Do BE e do CDS-PP, com apenas dois e um deputados municipais, respectivamente, pouco se ouve, a não ser na Assembleia Municipal. w lgalrao@expressodalinha.pt

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Hortas e barracas a crescer exponencialmente nas imediações da urbanização As hortas que têm vindo a crescer exponencialmente nas imediações da urbanização [Casas do Lago – Serra de Carnaxide], têm vindo a dar lugar a pequenas barracas e o local escolhido tem sido cada vez mais perto das casas e entrada da urbanização. Neste momento está a ser criada uma nova horta/barraca na entrada da urbanização. Telefonei para a policia e eles dizem que aquilo nada tem de mal e até num tom de gozo dizem que é bom ter alguém a tratar do terreno. Dizem que a câmara quando quiser é que os tira de lá. Eu acho que se não for feito algo urgentemente, as hortas darão lugar a barracas e problema passa a ser outro. por perfil ‘Casas do Lago’

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Destaque saúde

Utentes queixam-se da falta de médicos e enfermeiros no Amadora-Sintra Há falta de médicos nos centros de saúde da Amadora e de Sintra e só no Hospital Fernando Fonseca faltarão “30 médicos e 100 enfermeiros”, dizem as comissões de utentes, mas a administração do hospital afirma que estes números não reflectem a realidade. luís galrão w lgalrao@expressodalinha.pt

As Comissões de Utentes de Saúde de Sintra e Amadora realizaram no final de Janeiro uma vigília de protesto frente ao Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), contra a falta de médicos e o aumento dos tempos de espera nas urgências. “Não é por causa do pico da gripe que temos tempos de espera de 10, 15 e até 25 horas. Isso acontece porque estão em falta 30 médicos e 100 enfermeiros, números transmitidos por pessoal do hospital”, denuncia Paula Borges, porta-voz da Comissão de Utentes da Saúde de Sintra. A acção juntou cerca de 50 pessoas ao longo de quase duas horas, incluindo vereadores da CDU nas duas autarquias, deputados municipais do PCP e do BE, e uma deputada do PCP na Assembleia da República, que criticaram a redução de 300 milhões prevista para o orçamento do Serviço Nacional de Saúde e reiteraram a necessidade de construção de um hospital público em Sintra. “Este serve 552 mil habitantes e é francamente insuficiente para dar resposta condigna às necessidades. Não colocamos na esfera da administração do hospital a resolução do problema, nem na esfera dos profissionais de saúde, é um problema de definição de políticas para a área da saúde, e é contra essas que nos manifestamos, não contra quem está a desenvolver o seu trabalho em condições que não são as melhores”, afirma Paula Borges, que também faz parte do PCP de Sintra. Administração do hospital rejeita números apresentados. Para utentes como Vasconcelos Carvalho, de 60 anos, o hospital “é mal gerido, porque está entregue

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a pessoas incompetentes e assente numa política errada”. Este munícipe da Amadora queixa-se que “as marcações e os períodos de espera são muito demorados e que sente-se que os profissionais estão esgotados, porque andam a correr feitos loucos, o que faz que a qualidade do serviço esteja pior”. No entanto, a administração do hospital desvaloriza os números avançados pelas comissões de utentes no âmbito do que considera “uma acção política à qual o hospital é alheio”, revela ao Expresso da Linha fonte do gabinete de comunicação. “Esses números não reflectem a realidade. Os efectivos são os necessários, tendo havido a capacidade de dotar o hospital de novos profissionais (com autorização das Finanças) para as especialidades que apresentavam carências: gastroenterologia, ginecologia e urgência geral”. Quanto à alegada sobrelotação da urgência, a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde terá ordenado já uma inspecção aos centros de saúde da área, para apurar se os atrasos são provocados por falhas dos médicos de família ou dos serviços do hospital, avança o semanário Expresso. Centros de saúde sem médicos. Relativamente aos centros de saúde, as duas comissões apontam também a falta de meios, mas saúdam a abertura dos municípios em avançar com algumas obras (ver página seguinte). “Os municípios, por serem o poder que está mais próximo das populações, tentam resolver muitas das questões. Sabemos que a Câmara de Sintra estará disponível para financiar até 30% destas novas unidades, e acompanhamos com

Doentes queixam-se da demora nas marcações n expressodalinha

grande expectativa para perceber o que é que aí vem”, diz Paula Borges, que salienta a falta de médicos em Queluz e Rio de Mouro, e o encerramento das instalações de Belas. “Existe uma série de centros de saúde que viram diminuir, no final do ano, o número de médicos, pelo que temos um número crescente de utentes sem médico de família”. Acresce o fim do centro de saúde de Belas, que funcionava num prédio de habitação sem condições, e cujos utentes têm agora de ir à freguesia vizinha de Monte Abraão. “Quem não tenha um modo de transporte próprio ou não possa pagar um táxi, ou chamar uma ambulância, terá de ir a Queluz de transporte público para apanhar outro transporte que o coloque em Monte Abraão”, revela. A situação na Amadora é igualmente “preocupante”, diz António Tremoço. “Faltam médicos, enfermeiros e material, o que

é vergonhoso. Temos o centro de saúde da Buraca, que não tem o mínimo de condições, é uma vergonha. O da Reboleira estava em situação idêntica, não tinha condições, fecharam-no, e está a funcionar provisoriamente noutro centro, à espera de obras que vão ser feitas no Mercado da Reboleira. Mas as pessoas têm de lutar, porque senão, não terão as obras tão cedo”, defende. O responsável pela Comissão de Utentes de Saúde da Amadora alerta ainda para a situação do novo centro construído no Casal de S. Brás. “Fizeram um centro com vários contentores, que era provisório, e não resolveu nada. Agora dizem que a renda de 20 mil euros/mês é de tal maneira grande que, ou resolvem o problema, ou têm de fechar. Isto não pode continuar assim. Estes problemas têm de ser resolvidos com luta, pelo que voltaremos as vezes que forem necessárias”.


Câmara de Sintra quer construir cinco novos centros de saúde O presidente da Câmara de Sintra quer “tentar abrir cinco novos centros de saúde dignos”, mas precisa que o Governo pague 70% das obras. “Há instalações em condições miseráveis, onde é uma vergonha entrar, como em Agualva-Cacém”, lamenta Basílio Horta, que diz que as novas unidades de “Almargem e Queluz são as mais avançadas”, com terrenos já cedidos pela câmara. “Em Queluz está tudo pronto para avançar, com projecto já feito pelo Departamento de Obras Municipais. A Câmara disponibilizase a pagar 30% do investimento, desde que o Governo se comprometa a pagar 70%. É para isso que poupamos”, afirma. Já o vereador com a pasta da Acção Social complementa que “a câmara está em negociações com a Administração Regional de Saúde (ARS) numa parceria estratégica para a saúde, para chegar a acordo quanto aos locais de instalação em Almargem, Queluz, Sintra, Agualva-Cacém e Algueirão-Mem Martins”. Outro processo avançado será o de Sintra, cujo centro de saúde funciona num prédio de habitação junto à estação ferroviária, e que deverá ser transferido para o edifício que se destinava à sede da junta da União de Freguesias de Sintra, um imóvel que está inacabado há anos devido à falência da empresa construtora. Quanto à falta de meios em algumas unidades, Eduardo Quinta Nova explica que não tem apenas a ver com a entrada de alguns profissionais na reforma, mas com dificuldades em encontrar quem queira vir para Sintra. “De acordo com explicações do Ministério, não há assistentes técnicos, médicos de família ou enfermeiros que aceitem a mobilidade para o concelho, devido à situação precária a que alguns equipamentos chegaram”. Neste cenário, continuam a faltar em Sintra médicos de família para cerca de 130 mil utentes, alerta também a CDU.

Centro de Saúde de Sintra vai deixar prédio de habitação n expressodalinha

Situação caótica Veredores exigem que o Ministério da Saúde cumpra os rácios legais em matéria de recursos humanos

Executivo exige mais meios. A “situação dramática” da saúde no concelho preocupa todo o executivo municipal, que numa das últimas reuniões aprovou por maioria, com a abstenção do PSD, uma moção proposta pela bancada dos vereadores do movimento Sintrenses com Marco Almeida, que exige que o Ministério da Saúde cumpra “os rácios legalmente estabelecidos” em matéria de recursos humanos.

“Sabemos desde há muito que a falta de médicos de família é uma constante, facto que o Ministério da Saúde nunca conseguiu resolver, mas desde o final do mês de Dezembro acresce uma outra particularidade com o fim dos contratos de prestação de serviços com administrativos, enfermeiros e técnicos especialistas na área da assistência social, por exemplo”, alerta o agora independente Marco Almeida. O ex-vice-presidente nos mandatos de Fernando Seara diz que “a situação é tão caótica que há unidades que têm a sua actividade suspensa porque não têm um funcionário administrativo; que há o adiamento das iniciativas de apoio à comunidade, porque não há assistentes sociais; e que está em causa a prestação de cuidados de enfermagem, porque o número de enfermeiros disponíveis é claramente inferior ao rácio previsto pelo ministério, uma situação que é intolerável e que tem de ser rapidamente resolvida”. L.G.

Amadora

Centro de Saúde da Reboleira vai avançar 300 milhões

Autarcas, deputados e utentes criticam a redução prevista para o orçamento do Serviço Nacional de Saúde em 2014

A construção de um novo Centro de Saúde da Reboleira, uma aspiração antiga da população, “vai avançar dentro em breve”, garantiu a presidente da Câmara da Amadora, adiantando que, após uma reunião com os responsáveis da ARS, está a ser estudada a “melhor” localização deste equipamento. “Tive uma reunião na ARS e estamos, agora, a trabalhar no projecto”, garante Carla Tavares, acrescentando que o equipamento está a ser pensado para dois espaços da freguesia. “Tudo depende da avaliação que será feira, poderá ser construído de raiz no largo da igreja, ou será aproveitado o edifício do Mercado”, afirma.

O antigo Centro de Saúde da Reboleira esteve instalado num prédio de habitação quase 40 anos, mas a falta de condições, como a ausência de elevadores ou rampas de acesso, levou ao encerramento em Setembro do ano passado. As pessoas com mobilidade reduzida eram muitas vezes impedidas de terem acesso às consultas, havendo casos em que os médicos se deslocavam à entrada do edifício para atender utentes. Depois do encerramento, os utentes passaram a ser assistidos na unidade da Amadora, situada junto à estação da CP. Apesar de reconhecer a necessidade de um equipamento novo para a zona da Reboleira, a autarca, ga-

rante que “neste momento, todos os utentes têm médico de família assegurado”. Também os cerca de oito mil utentes da Damaia que tinham sido transferidos, no final de 2011, para a Buraca, já regressaram à Unidade de Saúde Familiar da Damaia. A funcionar também desde Janeiro de 2013 está a Unidade de Saúde Familiar Ribeiro Sanches que serve a população de São Brás, resolvendo o problema de mais de seis mil utentes sem médico de família. Esta unidade serve mais de 18 mil utentes, que estavam distribuídos pelos Centros de Saúde da Amadora e Venda Nova. milene matos silva 10 de Fevereiro 2014 segunda-feira

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Sintra

destaque

Centro histórico de Sintra “precisa de uma chefia diferente” Moradores, empresários e autarcas concordam que é tempo da vila de Sintra, sobretudo o centro histórico, ser gerido de forma diferente, com mais iniciativa, reproduzindo os bons exemplos internacionais e até de outros municípios. Estacionamento é um dos principais problemas da vila n expressodalinha

luís galrão w lgalrao@expressodalinha.pt

O lema tem sido repetido nos últimos anos pelo grupo informal de Amigos da Vila Velha de Sintra, mas sintetiza o sentimento da maior parte dos participantes numa recente tertúlia sobre o centro histórico: a vila precisa de liderança. “Falta-nos uma chefia diferente, para um lugar diferente, como a serra conseguiu e o Palácio da Vila acaba de conseguir. Um amigo culto e apaixonado”, defende Vítor Marques, um dos Amigos da Vila Velha. Para este morador e empresário, é a autarquia que deve assumir esse papel. “A criação da Parques de Sintra – Monte da Lua foi o 25 de Abril na serra de Sintra, mas agora a câmara tem de entrar no seu lugar, que é defender o que está além dos palácios, porque não deve ser a empresa a tomar contra do centro histórico”, acrescenta, lamentando que o encontro não tenha decorrido “em chão da vila velha”. Não foi no Palácio Valenças, como preferia, mas também não foi muito longe. A tertúlia promovida no dia 31 de Janeiro pela Alagamares – Associação Cultural, decorreu no Café Saudade, a meio caminho entre a estação ferroviária de Sintra e a câmara municipal, e juntou moradores, empresários e autarcas, num “encontro de forças vivas” que não pretendeu ser um exercício de activismo político, como explicou Fernando Morais Gomes. A ideia foi “desassossegar” e insistir em temas cuja resolução se arrasta há décadas, como os “cancros que persistem na paisagem, como são os casos dos prédios devoluPUBLICIDADE

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tos, o estacionamento, o excursionismo de meio-dia, e a falta de animação do centro histórico”, sintetizou o presidente da Alagamares, que insiste na necessidade de mais participação cívica em torno do futuro da vila e da Paisagem Cultural – Património da Humanidade. “Os estudos estão todos feitos”. No encontro estiveram vários autarcas, como Hermínio Santos, actualmente deputado municipal no movimento independente Sintrenses com Marco Almeida, que questionou a opção da câmara em adquirir as ruínas do Hotel Netto, quando a empresa Parques de Sintra estava prestes a concluir o negócio. “Não seria mais lógico que a Câmara de Sintra investisse estes milhões – as obras

Mobilização

“Os sintrenses têm o direito e o dever de defender Sintra, e de fazer força para que as coisas aconteçam”

não devem ficar em menos de 4,5 milhões de euros – num programa de requalificação do centro histórico?”, questiona. Paulo Parracho, líder da bancada do PSD na Assembleia da União de Freguesias de Sintra, também duvida desta opção da autarquia, e lamenta que Sintra não tenha ainda sabido aproveitar os bons exemplos. “Fez-se muito pouco nos últimos 20 anos, talvez porque as pessoas de Sintra sejam um bocadinho avessas à mudança. Devíamos seguir os bons exemplos de outras câmaras”, diz, lamentando o desinteresse que sentiu nas últimas autárquicas, enquanto candidato. “As pessoas na rua não queriam ouvir o meu programa, queriam porta-chaves”, conta o também jornalista. O historiador João Rodil também considera que as patologias estão há muito levantadas e que é preciso mais mobilização. “Os sintrenses têm o direito e o dever de defender Sintra, e de fazer força para que as coisas aconteçam”, diz, lamentando os milhares de euros gastos nos últimos anos em estudos e projectos nunca aplicados. “Os estudos estão todos feitos, acho. É hora de começar a fazer as coisas. É necessário ter coragem e avançar, porque há aqui muito trabalho a fazer. Boa parte dos edifícios degradados do centro histórico, por exemplo, pertence à Câmara de Sintra”. “Sintra continua à sombra de Lisboa”. Outros participantes, como Paulo Raposo, defenderam “novos mecanismos” como os adoptados em Guimarães, que tem tido um processo de desenvolvimento acima dos ciclos eleitorais. “Sintra precisa

de um projecto para o futuro, que tem de continuar para lá dos mandatos políticos, mas por cá nunca tivemos políticos à altura”, uma crítica partilhada pelo designer Filipe Costa. “Temos tido vereadores do turismo que não são nada nessa área. A vila e o concelho necessitam de uma equipa de verdadeiros profissionais em turismo. Isto em Espanha era uma preciosidade. Aqui não vale nada”. Do lado dos empresários foram apontados dois problemas principais: “o estacionamento que é um caos”, queixa-se Rui Amadeu, proprietário de uma unidade hoteleira na Estefânia, e a fraca promoção turística, sobretudo em feiras internacionais, onde Sintra continua à sombra de Lisboa, diz Pedro Almeida, empresário de animação turística instalado em S. Pedro de Sintra. “Estive recentemente na Feira Internacional de Turismo de Madrid e não encontrei nada de Sintra”, lamenta. O que falta, sintetizou o encenador Jozé Sabugo, são “homens de iniciativa, com cultura, que pensem as coisas para as pessoas, que pensem em que tem amor e paixão pelas coisas, e que não esperem apenas resultados eleitorais, mas sim que os filhos e os netos vivam em locais mais aprazíveis”. Além do resumo do debate que será compilado pela Alagamares e enviado à Câmara de Sintra, o presidente da União das Freguesias de Sintra, Eduardo Casinhas, presente no encontro, comprometeu-se igualmente a dar eco ao presidente da câmara das preocupações e propostas ali discutidas, que não se circunscreveram ao centro histórico, facto criticado por alguns dos participantes.


Saúde

destaque

Requalificação da EN117 entre Belas e Queluz só avança em 2015 A Câmara de Sintra e a Estradas de Portugal querem construir uma ciclovia junto ao Rio Jamor, mas ainda aguardam pelos pareceres do Ministério do Ambiente. A empresa Estradas de Portugal apresentou na sexta-feira o projecto de requalificação da Estrada Nacional 117 (EN117), entre Belas e Queluz, onde há seis anos morreram duas irmãs arrastadas pelas águas do Rio Jamor. “Se tudo correr bem, as obras começam em 2015, e devem demorar um ano”, disse ao Expresso da Linha o engenheiro José Faísca, durante uma visita realizada à União de Freguesias de Queluz e Belas no âmbito de uma “presidência aberta” promovida pelo presidente da Câmara de Sintra.

w A empresa pretende reabilitar cerca de 1300 metros de estrada

A empresa pretende reabilitar cerca de 1300 metros de estrada e introduzir sistemas de segurança para os peões, nomeadamente passeios e uma ciclovia. “É uma pretensão de há longos anos, para ligar Belas a Queluz, e aguarda apenas os pareceres das entidades ligadas ao ambiente, que poderão inviabilizar essa componente se impuserem uma distância de segurança ao Rio Jamor”, disse. A obra deverá custar um milhão e duzentos mil euros e será articulada com outras intervenções a cargo da Câmara de Sintra e da BRISA. O atraso de vários anos terá ficado a dever-se às negociações com a autarquia, que inicialmente previa uma nova estrada com duas vias em cada sentido. “O espaço é exíguo para isso, porque temos a limitação da ribeira e da encosta, pelo que prevaleceu o bom senso”, acrescenta. Quanto às questões de segurança em caso de cheias, este responsável acredita que a obra resolverá o problema do escoamento das águas. “Temos uma encosta do lado oposto ao da ribeira, com um grande grau de impermeabilização, e quando há grandes chuvadas, as águas vêm por ali abaixo e acumulam-se. A

Obras vão custar cerca de 1,2 milhões de euros n expressodalinha

situação que infelizmente aconteceu é que existia um muro de contenção entre a estrada e o rio, que funcionou um pouco como barragem, e quando o muro cedeu, levou a viatura para o rio”, uma situação que será resolvida com o novo sistema de drenagem. Em relação à segurança dos peões, uma revindicação antiga das autarquias e dos mo-

radores, “estão previstas várias passadeiras em pontos chave, associadas às paragens de autocarro, e um sistema de pequenos ilhéus em plena via para que um utente idoso, ou crianças, fiquem protegidos no eixo da via, seguindo as novas regras em termos de segurança rodoviária”. L.G.

GNR deve sair do Palácio Nacional de Sintra após incêndio O incêndio ocorrido no dia 28 de Janeiro no Destacamento de Sintra da GNR, instalado provisoriamente há quase um século em anexos do Palácio Nacional da vila, levou à saída do Núcleo de Investigação Criminal para a esquadra de Colares e a que a Câmara de Sintra esteja a procurar outra solução para instalar a Guarda. “Estamos à procura de terreno e há já uma possibilidade, mas ainda é cedo para falar. É um projecto excelente de adaptação de instalações, assim a GNR possa ter capacidade financeira, porque não pode esperar que seja a câmara a fazer o projecto, a construir e a dar o terreno. Isso não pode. Mas pode esperar que dê

Fogo não afectou Palácio Nacional n expressodalinha

um grande apoio para ficar bem instalada”, diz o presidente Basílio Horta. A proposta será apresentada após concluída

a avaliação do terreno, que é privado, porque é do interesse da autarquia e da Parques de Sintra, a empresa pública que agora gere o Palácio, que o espaço seja libertado. “A Parques de Sintra não está confortável com a GNR naquela zona das antigas cavalariças, que é necessário pôr ao serviço do Palácio. Mas há também questões de segurança, porque se houver um problema ou alguém que corte a entrada, a GNR fica lá metida dentro, porque não pode sair. E nós queremos um concelho seguro com uma GNR com capacidade de intervenção. E não é ali que tem a melhor”, diz o autarca, que considera ainda que o espaço é desconfortável para os operacionais. “Fui

lá almoçar e percebi que não era digno da Guarda ter instalações daquelas”. Quanto ao fogo de dia 28, foi prontamente controlado com a ajuda das corporações de Sintra e de São Pedro, que mobilizaram de 28 bombeiros, apoiados por 9 viaturas. As chamas terão sido provocadas por um curto-circuito, que provocou a destruição da cobertura de parte da zona administrativa e da sala de estar, bem como de parte das salas do Núcleo de Investigação Criminal. Segundo os bombeiros, o Palácio Nacional de Sintra não chegou a estar em risco, embora tenha sido evacuado preventivamente. L.G.

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Autarquias sintra

Câmara quer trazer ministros Pires de Lima e Poiares Maduro Basílio Horta juntou empresários, associações e centrais sindicais no novo Conselho Estratégico Empresarial, enquanto a oposição alerta que é tempo de produzir resultados contra o crescente desemprego. luís galrão w lgalrao@expressodalinha.pt

Uma das primeiras iniciativas do novo Conselho Estratégico Empresarial criado por Basílio Horta, será ouvir o ministro Pires de Lima no fórum que junta perto de 25 empresários de Sintra, representantes das centrais sindicais, das associações empresariais, e da autarquia. E, logo a seguir, tentar trazer Poiares Maduro, para ajudar a perceber de que forma Sintra pode tirar partido de verbas comunitárias. “Vamos ter quatro reuniões ordinárias por ano, e algumas excepcionais, a primeira com o ministro da economia já no dia 26. E vamos tentar ter, em Abril ou Maio, uma reunião com o ministro Poiares Maduro, por causa do tema dos fundos comunitários, porque é muito importante para o desenvolvimento do concelho perceber exactamente que fundos podem ter interesse, estando Lisboa fora do QREN”, diz João Talone, convidado pelo presidente da câmara para dirigir a estrutura. “Acedi porque tenho muita consideração por ele e conheço-o à imensos anos, é uma pessoa que concretiza, quando no país há muita gente a dar opiniões e pouca a executar; e porque estou ligado a Sintra há muitos anos, onde habito parte do ano, e acho que está muito aquém do seu potencial”, explicou o empresário no final da primeira reunião que decorreu no dia 5, no Palácio Valenças. No entanto, João Talone admite que a tarefa não remunerada não será simples. “Pôr a funcionar uma coisa destas não é fácil, porque reuniões com mais de cinco pessoas dificilmente levam a conclusões práticas e eficientes. Por isso, temos de criar um modelo que seja eficaz. Lancei a mim próprio e ao conselho o desafio de que, daqui a um ano, faríamos uma auto-avaliação, e que se chegarmos à conclusão que não fomos eficien-

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10 de Fevereiro 2014

O empresário João Talone aceitou o convite de Basílio Horta para presidir ao Conselho Estratégico Empresarial n pedro tomé/cms

Desafio

“Pôr a funcionar uma coisa destas não é fácil, porque reuniões com mais de cinco pessoas dificilmente levam a conclusões práticas”

tes, auto-extinguíamos o conselho”, revela. Já Basílio Horta acredita no sucesso da iniciativa, que pretende que assuma dois objectivos: “significar de uma maneira inequívoca a proximidade que a câmara quer ter com quem investe e com quem trabalha no concelho”, e “resolver problemas mais rapidamente do que se costuma ver no concelho”. Nesta matéria, o autarca garante que “estará ao lado dos investidores” e, se necessário, “terá voz audível nos gabinetes ministeriais”. Segue-se a criação de um Conselho Estratégico Ambiental. O trabalho do Conselho Estratégico terá apoio no Gabinete de Apoio ao Investidor, que irá criar “gestores de cliente que acompanhem as empresas”;

atrair novo investimento; e ajudar as empresas a lidar com os custos de contexto, tarefa realizada em articulação com outra estrutura a lançar em breve, o Conselho Estratégico Ambiental. “Em princípio, será criado no dia 19, com a assinatura de um protocolo entre a câmara e o ministro do ambiente”, avança Basílio Horta. Este conselho será formado por diversas estruturas da Câmara de Sintra e do Ministério do Ambiente, e irá funcionar num formato de “conferência de serviços”, de forma a “poupar tempo na troca de papéis” entre a autarquia e as várias entidades com competência sobre o território, sobretudo o litoral, que preocupa a câmara. A presidir aos trabalhos estará o professor Nunes Correia, ex-ministro do ambiente. “É a primeira vez que acontece a nível nacional uma comissão destas, onde esperamos ter um diálogo para a requalificação da costa e para a resolução dos problemas de empresas”. Questionado sobre o futuro da unidade da Siemens no Sabugo, o autarca diz que não há evolução. “Não temos nenhuma decisão de saída, o que neste caso, não havendo notícias, é boa notícia. Mas a Siemens sabe que pode contar com a câmara e com o ministro da economia, com quem já falei, para, se quiser mudar a actividade que está aqui

a desenvolver, mantendo um pequeno núcleo nesta actividade dos semicondutores, e fazer outra que julgue de maior valor acrescentado. Não podemos fazer mais”. Oposição alerta para crescimento do desemprego. A maior bancada da oposição, o movimento Sintrenses com Marco Almeida, saudou a criação do Conselho Estratégico Empresarial, mas lamentou ser “a única iniciativa” de Basílio Horta até ao momento, em matéria de emprego, um tema que preocupa os independentes. “Se considerarmos que os dados oficiais do emprego no concelho se agravaram em Dezembro, são urgentes todas as iniciativas de estímulo concreto à economia em Sintra, sendo que esta já não vem cedo”. Segundo o grupo liderado por Marco Almeida, que foi vice-presidente pelo PSD nos mandatos anteriores, os dados do desemprego em Sintra estão “em contraciclo com a tendência nacional de redução, registando um aumento preocupante em Dezembro, com 21394 desempregados”. “A criação de emprego e a dinamização do tecido empresarial não devem ser meros argumentos mediáticos. Para lá do anúncio sistemático de encontros e reuniões, é importante que o actual presidente comece a governar”, reclamam.


Litoral

autarquias

Breves

Primeiros 100 dias de Basílio Horta não convencem oposição Nos primeiros 100 dias como presidente da Câmara de Sintra, marco assinalado no final de Janeiro, Basílio Horta, centrou o trabalho na reestruturação interna da autarquia, que incluiu a revogação de dezenas de avenças e contratos de aquisição de serviços. O autarca anunciou ainda a aquisição das ruínas do Hotel Netto, que estava prestes a ser comprado pela empresa pública Parques de Sintra, e iniciou negociações com os sindicatos com vista à adopção do horário de 35 horas semanais. Foram “100 dias de demagogia”, reclama o movimento Sintrenses com Marco Almeida, que ficou a apenas 1700 votos do candidato eleito pelo PS, e que foi a única força política deixada de fora do acordo pós-eleitoral que viabiliza o actual executivo. A maior bancada da oposição tem dúvidas sobre a compra do Hotel Netto, cuja “real intenção subjacente ainda está por desvendar”, acusa a gestão camarária de “insensibilidade” e diz que Basílio Horta está “mais preocupado em aparecer na comunicação social do que fazer por Sintra”, onde o desemprego voltou a crescer em Dezembro.

PSP alerta para operação de controlo de velocidade em Fevereiro A Polícia de Segurança Pública informa que durante o mês de Fevereiro irá efectuar várias acções de fiscalização rodoviária com recurso a radares de velocidade, inclusive nos concelhos de Sintra e Lisboa. Segundo o alerta divulgado no Facebook, serão realizadas as seguintes acções: no dia 19, entre as 8h e as 12, na Avenida da Índia; no dia 24, entre as 14h e as 18h, na Avenida Calouste Gulbenkian, ambas em Lisboa; e no dia 26, entre as 14h30 e as 16h, na Avenida Engenheiro Duarte Pacheco, em Queluz.

Mau tempo volta a fazer estragos no litoral de Sintra As primeiras semanas do ano não estão a ser fáceis para o litoral de Sintra que, depois dos estragos do início de Janeiro, continua a ser assolado pelos efeitos da forte agitação marítima e do vento. À hora de fecho desta edição, ainda não se sabe qual será o balanço da “situação de tempo severo” prevista até à madrugada desta segunda-feira, dia 10, com avisos vermelhos para a agitação marítima e o vento. Ontem, ao final da tarde, a Protecção Civil encerrou os acessos à serra de Sintra devido à queda de uma dúzia de árvores, que chegaram a bloquear dois autocarros. Há mais de uma semana, a maré-cheia da madrugada de dia 2 provocou nova interdição do acesso à Praia Grande, em Colares, devido às inundações causadas pelo galgamento das zonas de protecção. Os piores estragos deramse nos balneários e na casa das máquinas das piscinas do hotel, inundada pelo mar. Temia-se que a preia-mar da tarde repetisse o cenário, o que levou a nova interdição da estrada, sobretudo devido ao alerta do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que avisava para ondas de cinco a sete metros, que podiam atingir alturas máximas entre oito e dez metros. No entanto, apenas três ou quatro ondas tiveram força para galgar o murete de protecção, mas sem provocar danos. A maior enchente foi a de curiosos que quiseram aproveitar o final de tarde soalheiro para espreitar o mar, o que levou a que a GNR e a Polícia Municipal fossem alargando as zonas interditas e condicionadas ao trânsito. Ao longo da última semana, o acesso voltou a ser interditado mais uma vez, mas sem registo de danos. Os efeitos do mau tempo acabaram por repetir-se com mais gravidade na quinta-feira, na Praia do Magoito, freguesia de S. João das Lampas, onde uma rajada de vento arrancou parte da cobertura da esplanada Duna Mar, sem provocar vítimas. “Em 32 anos nunca me aconteceu isto. O vento já me tinha arrancado um reclamo luminoso, mas nunca levou o telhado”, contava ainda incrédulo o proprietário Eduardo Monteiro.

n fotos expressodalinha

w No Magoito o vento arrancou parte da cobertura da esplanada O vento não provocou danos no interior do estabelecimento, mas fez com que parte da cobertura ficasse presa a vários metros de altura em dois postes de operadores de telecomunicações, forçando a uma intervenção da Protecção Civil, e ao condicionamento temporário do acesso rodoviário à praia enquanto decorriam as operações de remoção e limpeza dos destroços.

Tubo gigante surpreende na Praia das Maçãs e desaparece. Dias antes, no final de Janeiro, foi a vez da Praia das Maçãs ser surpreendida por um tubo de cerca de 200 metros que deu à costa. O insólito objecto viajou desde Mira, no distrito de Coimbra, de onde se desprendeu de uma instalação de piscicultura. O tubo de plástico de alta densidade continuou a deriva para sul, até ficar preso perto do buraco do Fojo (entre as praia da Adraga e da Ursa), onde acabou por partirse em vários pedaços e desaparecer. “Em consequência da agitação marítima, o tubo acabou por se seccionar em inúmeras partes, de pequena dimensão, que foram reclamadas pelo mar, encontrando-se presumivelmente à deriva, em parte incerta”, explicou ao Expresso da Linha o capitão Dario Moreira. “Apesar das patrulhas realizadas pela Policia Marítima em terra e no mar, não há avistamentos desde dia 30 de Janeiro, mas ainda se encontra em vigor o aviso aos navegantes”, acrescenta o responsável pela Capitania do Porto de Cascais. L.G.

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Lisboa

Cultura

autarquias

património

Lisboa vai perder algumas calçadas até 2017, apesar da oposição de associações Numa altura em que a Câmara de Lisboa pretende remover a calçada portuguesa em algumas ruas da cidade, para melhorar a acessibilidade, surgem projectos para promover a arte de calcetar. susana paula w spaula@expressodalinha.pt

Durante a campanha eleitoral, o então candidato António Costa abordou por várias vezes o Plano de Acessibilidade Pedonal, que prevê facilitar que idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou invisuais andem a pé pela cidade, removendo barreiras, como a calçada portuguesa. “A calçada portuguesa é uma das nossas marcas identitárias, mas temos de ver onde é que a podemos retirar para que as pessoas não tenham medo de tropeçar num buraco ou de escorregar na rua”, defendeu, numa acção de campanha na Ajuda, onde 25% da população é idosa. A Câmara de Lisboa tem vindo a afirmar que a remoção da calçada vai acontecer apenas em zonas que não sejam turísticas, mas movimentos ligados à cidade e a oposição têm-se mostrado contra a medida. A Associação de Defesa do Património de Lisboa apelou à vertente histórica da calçada artística e ao seu potencial de turismo. Para a melhoria da mobilidade, apontou uma efectiva actuação contra o estacionamento de carros em cima do passeio, questão apontada também pelo Fórum Cidadania Lx. Para o movimento, a Câmara devia optar por “corrigir as más práticas”: do estacionamento abusivo à falta de qualificação (e de qualidade) na colocação da calçada portuguesa na cidade. O próprio Plano de Acessibilidade Pedonal faz a distinção entre calçada artística e “calçada sem qualidade”, associada a uma “generalização ao uso de cubos de vidraço” e que levou a uma aplicação em zonas menos adequadas (como ruas inclinadas, já que o polimento acelerado do calcário o torna escorregadio), à utilização de materiais de

O projecto Neo-Fofo promove a calçada através do tricô n dr

menor qualidade, ao aumento do volume de trabalho (com redução de tempo de execução e do preço e desencorajando o uso de mãode-obra especializada) e tornou a fiscalização mais difícil. “Nestes termos, defender a calçada à portuguesa, mas bem executada é uma pretensão que, sendo simpática em teoria é pouco ou nada viável na prática. Este desfasamento está na origem de muitos problemas

Garantia

Câmara de Lisboa diz que a remoção da calçada acontecerá apenas em zonas que não sejam turísticas

A associação Renovar a Mouraria dá formação na arte de calcetar n dr

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de acessibilidade, segurança e conforto na rede de percursos pedonais”, refere o plano, coordenado por Pedro Homem de Gouveia. Ao mesmo tempo, e em plena zona histórica da cidade, a associação Renovar a Mouraria juntou-se a uma empresa de construção civil e à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para dar formação na arte de calcetar a quatro desempregados. O objectivo é melhorar a acessibilidade pedonal do Beco do Rosendo (e nas ruas envolventes) através da renovação da calçada existente e da instalação de calhas (para carrinhos de bebé e bicicletas) e corrimãos em ruas íngremes e escadarias. “A calçada pode ser perigosa se não for bem colocada e se não houver manutenção, pode ficar escorregadia. Bem colocada e mantida terá uma maior durabilidade”, admitiu a presidente da associação, Inês Andrade. Por outro lado, e numa vertente artística, Patrícia Simões e Tiago Custódio promovem a calçada através do tricô, assinando o projecto NeoFofo. A ideia é substituir as falhas da calçada com ‘pedras’ de madeira enroladas em tricô colorido. Esta “calçada fofa” tem sido apontada nas redes sociais – onde esta forma de arte urbana tem sido promovida – como uma solução para a calçada escorregadia da cidade. Onde retirar a calçada, que materiais usar e quanto gastar são questões que ainda vão ser definidas pela Câmara de Lisboa, disse ao Expresso da Linha o vereador dos Direitos Urbanos, João Afonso. Para já, a Avenida da República e a Estrada de Benfica estão entre as prioridades e o reforço da fiscalização do estacionamento ilegal é para avançar, afirma o vereador. O Plano será implementado até 2017.

necrópole de Carenque

Degradação junto a monumento pré-histórico preocupa centristas da Amadora A entrada para a necrópole de Carenque, situada perto dos Moinhos da Funcheira, numa zona limite do concelho da Amadora, junto a uma estrada sem saída, tem o acesso barrado por blocos de cimento. A situação não é nova, mas o CDS-PP voltou a levantar a questão na última Assembleia Municipal que decorreu a 31 de Janeiro. A autarquia diz não ter alternativa. “Se alguém de fora seguir as placas indicativas, no final, vai deparar-se com conjunto de blocos de cimento, lixo e entulho que antecedem o monumento pré-histórico”, lamenta o líder da bancada centrista João Paulo Castanheira, argumentando que “a Câmara da Amadora não trata bem o seu património”. A necrópole é constituída por três grutas esculpidas pelo Homem em rocha calcária, há cinco mil anos, no período do Neolítico final, e foi classificada Monumento Nacional em 1936. Neste momento, a área da necrópole encontra-se vedada e é aberta ao público duas vezes por ano. No entanto, a classificação não evitou a degradação da envolvente, terrenos que pertencem a privados. Em 2008, a Câmara da Amadora recuperou o caminho de acesso, mas pelo facto do local se situar num sítio ermo, pouco frequentado, é recorrente o depósito de entulhos. Nessa altura, foi também pedida a protecção de toda aquela zona ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), mas o processo ainda não teve seguimento. “Não temos opção em relação àquela zona, estão constantemente a ser feitos depósitos de entulho ilegais e, infelizmente, não temos condições para vigiar aquele espaço 24 sobre 24 horas”, diz Carla Tavares, a presidente da autarquia. “Por enquanto, os blocos de cimento são a única solução para o local para evitar a sua degradação”, acrescenta a autarca. M.M.S.


Casa Aprígio Gomes vai reabrir como galeria municipal

Concurso “Sintra Romântica 2014” com inscrições até dia 28

O antigo Centro de Ciência Viva da Amadora, fechado há três anos, vai receber a nova galeria municipal e o espólio autárquico.

O Vida de Bairro, a União das Freguesias de Sintra (Santa Maria São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim) e o Projecto Reviver a Estefânia, estão a promover o Concurso “Sintra Romântica 2014”, uma iniciativa que pretende “desafiar todos os apaixonados a desenharem um coração alusivo ao Dia dos Namorados, sob o tema “Sintra Romântica”. O concurso pretende também apoiar o comércio local, já que os prémios serão oferecidos por parceiros locais. As candidaturas decorrem até ao dia 28 de Fevereiro. Mais informações em www.vidadebairro.pt.

milene matos silva w mmsilva@expressodalinha.pt

A Galeria Municipal Artur Bual, que neste momento funciona no rés-do-chão do edifício sede da autarquia da Amadora, vai passar para a Casa Aprígio Gomes, imóvel classificado de interesse municipal, situado numa das principais entradas da cidade, onde funcionou durante mais de oito anos o Centro de Ciência Viva. O espaço está fechado há três anos e já apresentava alguns indícios de degradação. Neste momento, estão a ser feitas obras de melhoramentos e manutenção para que a galeria, que actualmente recebe exposições temporárias, possa aí funcionar, de forma a garantir que o imóvel “continue a estar aberto à população”, garante a presidente da autarquia, Carla Tavares. Ao mesmo tempo a Casa Aprígio Gomes terá condições para acolher o espólio autárquico. Para o actual espaço da galeria, a autarca já tem projecto. “Irá receber serviços da câmara”, afirma, sem querer adiantar quais. Aberto ao público desde Setembro de 2003, o Centro de Ciência Viva da Amadora era um espaço interactivo dedicado à ciência e tecnologia. Encerrou em 2011, depois dos únicos associados, a câmara e a Agência Nacional para

Atletas da Sintra medalhados em Goa nos Jogos da Lusofonia

Antigo Centro Ciência Viva passa a galeria municipal n mms

w Galeria Artur Bual vai ter nova morada

a Cultura Científica e Tecnológica, terem entendido o fim da actividade. De acordo com declarações de responsáveis da autarquia na altura, o encerramento foi “motivado pela degradação dos serviços prestados nos últimos tempos de actividade”.

Montepio viabiliza Museu do Brinquedo A Fundação Montepio e o Montepio - Associação Mutualista assinaram a 3 de Fevereiro um protocolo de cooperação com o Museu do Brinquedo, “que garantirá a solvência financeira” deste espaço museológico situado na Vila de Sintra, pelo menos “enquanto é

Breves

desenhada uma estratégia de relançamento”. Na ocasião, o administrador do Montepio, Carlos Beato, destacou o facto daquele espaço “ser um símbolo de História e também de memória, único no mundo”. O protocolo de cooperação “visa dotar o

Apoio financeiro garante continuidade até 2015 n expressodalinha

Museu do Brinquedo dos fundos necessários à sua subsistência, diligenciando esforços no sentido da sua administração angariar patrocinadores, visitantes e amigos, que garantam a sustentabilidade no médio e longo prazo, disponibilizando o Montepio apoio técnico de dois juristas, enquanto colaboradores-voluntários da Instituição”. O valor do acordo institucional não foi divulgado, mas duplica o apoio que a Fundação Montepio assegurou em 2013, e será entregue em duas tranches, em 2014 e 2015, ao abrigo da política de responsabilidade social da empresa. Como contrapartida, a Fundação Arbués Moreira, responsável pelas actividades do Museu do Brinquedo, garantirá o acesso dos associados Montepio às exposições e actividades a um preço único de 3 euros, bem como um acesso preferencial aos utentes de instituições de solidariedade social seleccionadas pela Fundação Montepio.

Cinco atletas da Juventude Operária de Monte Abraão (JOMA) e do Futebol Clube “O Despertar”, de Casal de Cambra, trouxeram medalhas da última edição dos Jogos da Lusofonia, realizados no final de Janeiro em Goa, na Índia. Da JOMA, Cláudia Pereira, conquistou a medalha de ouro na prova de 10 quilómetros estrada e Vanessa Rocha obteve o terceiro lugar na final de triplo salto, assegurando a medalha de bronze; Holder Silva venceu a final dos 200 metros, dando uma medalha de ouro ao seu país, Guiné-Bissau, também representado por Graciela Martins, que ficou no segundo lugar nos 400 metros barreiras, depois do quarto lugar obtido nos 400 metros planos. Já do Futebol Clube “O Despertar”, a atleta Joana Cardoso conquistou a medalha de prata em taekwoodo, na categoria de - 67Kg.

Mário Ferreira vence corrida “Fim da Europa” O atleta Mário Ferreira correu os 16 945 metros do Grande Prémio “Fim da Europa”, realizado a 26 de Janeiro, em 58 minutos e 12 segundos, seguido por Nuno Carpinteiro e João Oliveira. O segundo classificado obteve 59 minutos e 24 segundos, enquanto o terceiro classificado ligou Sintra ao Cabo da Roca em 1 hora e 22 segundos. Chantal Xhervelle venceu na competição feminina com 1 hora, 11 minutos e 41 segundos, enquanto Raquel Carvalho e Cátia Guerreiro alcançaram, respectivamente, o segundo e terceiro lugar, na prova que contou com a participação de cerca de 2300 atletas. Rui Pereira, vice-presidente da Câmara de Sintra, considerou “fundamental para o sucesso da prova” o facto de a edição deste ano ter contado com mais 1400 inscrições. “Estamos no bom caminho para valorizar aquela que é, provavelmente, a prova mais bela de Portugal”, afirma o autarca, que pretende que o número de participantes duplique nos próximos quatro anos. “É um dos objectivos que temos, para além do reforço na internacionalização do evento”. 10 de Fevereiro 2014 segunda-feira

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Dossier agricultura

Sementes podem ter os dias contados

As sementes tal como são conhecidas e utilizadas há séculos estão em risco de desaparecer, alerta a Campanha pelas Sementes Livres, que não desiste de impedir Bruxelas de aprovar a nova legislação. Nelson Mingacho w nmingacho@expressodalinha.pt

Guardar sementes de plantas utilizadas na alimentação humana para novas sementeiras ou comercializar variedades não registadas são duas práticas à beira de serem declaradas ilegais. Esta é pelo menos a convicção de várias associações ambientais face à aprovação da nova Lei das Sementes pela Comissão Europeia e que se encontra em discussão no Parlamento Europeu. Segundo as associações, com o pretexto de eliminar a concorrência desleal, criar um mercado justo e proteger a saúde pública, a indústria de sementes “quer ver ilegalizadas a prática de guardar sementes e a produção de variedades não registadas”. Em causa, adiantam, estão muitos milhares de variedades tradicionais, a herança genética vegetal da Europa e do mundo. Apresentada em Maio de 2013, a proposta de lei tem dado muito que falar e está a dividir o Parlamento Europeu e Governos, “com cada vez mais pessoas a apelar que seja rejeitada, por ser demasiado restritiva, limitando severamente as actividades de produção de sementes tradicionais e locais”, salienta Lanka Horstink da Campanha pelas Sementes Livres. As associações ambientais acusam a Comissão Europeia de satisfazer as exigências da indústria de sementes “que nas últimas décadas assumiu os contornos de um oligopólio, com dez empresas – gigantes da agroquímica – a controlar actualmente mais de metade do mercado mundial das sementes comerciais e a quase totalidade do mercado das sementes transgénicas”.

que a actual proposta de alteração à lei reúne doze directivas em vigor desde os anos 60. A mesma “visa actualizar este acervo legal, simplificando-o face às novas realidades do mercado, às exigências do consumidor e às actuais preocupações da União Europeia (UE), designadamente no que respeita a con-

w Indústria quer ver ilegalizada a prática de guardar sementes

servação e promoção de variedades tradicionais e a defesa da biodiversidade”. O MA refere que esta legislação só é aplicável à produção de material de reprodução de plantas quando se destina a ser comercializado. “Não se aplica aos materiais de reprodução de plantas multiplicados e usados pelos próprios agricultores (autoconsumo) e não institui um regime de obrigatoriedade de utilização na agricultura de apenas sementes registadas”. Alexandra Azevedo, da Quercus, diz que o balanço desta campanha é até ao momento “claramente positivo pela mobilização alcançada” a nível nacional e europeu. Uma dinâmica que já resultou em várias versões da proposta da nova lei. Na sua opinião, a história das negociações

Ministério da Agricultura apresenta argumentos. O Ministério da Agricultura (MA) referiu ao Expresso da Linha n dr

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Defender as variedades agrícolas e a livre circulação de sementes é o objectivo da campanha SOS Sementes n dr

na UE aponta para que esta nova lei possa avançar. “Tanto mais que já tem sido aprovada legislação no sentido de limitar o cultivo das variedades tradicionais. Veja-se ainda o caso dos transgénicos. Apesar da forte oposição dos consumidores europeus não se conseguiu evitar que os transgénicos continuem a ser importados e portanto a entrar na nossa cadeia alimentar. E não se conseguiu impedir o cultivo em território europeu por mais do que seis anos (de 1999 a 2005), e lentamente vão sendo aprovados novos cultivos transgénicos na Europa, sendo portanto tudo uma questão de tempo”. De acordo com a responsável da Quercus, a agricultura portuguesa ainda não está dominada pela grande indústria, com 75% dos campos nas mãos de pequenos agricultores. “Por enquanto ainda goza de um património vegetal genético considerável e até invejável comparado com outros Estados-Membros”. Em Portugal a campanha SOS sementes é dinamizada pelo Campo Aberto, GAIA, Movimento Pró-Informação para Cidadania e Ambiente, Plataforma Transgénicos Fora e Quercus, e conta já com perto de cem subscritores e milhares de apoiantes individuais.


Como funcionam os Círculos de Sementes: w Cada elemento escolhe uma cultura que gosta de cuidar w É preciso colher, limpar e armazenar as sementes w Organiza-se um encontro por trimestre w O apoio técnico é gratuito e prestado por uma equipa

Oficinas pedagógicas criam bancos de sementes Preservar a diversidade de sementes tradicionais e rústicas ainda existentes em Portugal é o objectivo da Rede Círculos de Semente, com trabalho em curso em Sintra. Em Portugal existem ainda muitas variedades antigas e tradicionais de sementes, um património valioso que o Núcleo de Horticultura Sustentável da Associação Wakeseed quer proteger e valorizar, através do projecto Rede Círculos de Semente. Frederica Teixeira e Pepa Bernardes são o rosto e a alma deste projecto iniciado em 2012, na sequência do pedido internacional da activista ambiental indiana, Vandana Shiva, para defesa das sementes livres. O objectivo é simples: criar uma rede de bancos de sementes por todo o país, através da realização de oficinas pedagógicas e visitas de campo. A primeira Oficina de Sementes aconteceu em Évora. Mas “decidimos que não podíamos ficar por aí”, recorda Pepa Bernardes. A equipa lançou-se então num trabalho de pesquisa para resgatar algumas das sementes tradicionais ainda existentes no país. “Ao mesmo tempo surgiu a necessidade de partilha de conhecimento, o que deu origem ao conceito de Círculos de Sementes”.

O que na prática tem resultado na criação de uma estrutura semelhante a um banco de sementes. O Círculo de Sementes é uma ideia simples. Consiste em reunir um grupo de amigos ou vizinhos, em que cada um se inscreve para multiplicar e guardar sementes de uma ou mais culturas. “Cada elemento escolhe uma espécie, semeia, cuida, colhe, limpa, seca e

armazena as sementes”. Nos encontros os participantes partilham as suas sementes e a informação que têm sobre a planta escolhida. Encontro nacional em Cinfães. “Imaginem só! Se o círculo tiver 12 elementos e cada elemento escolher uma cultura. Ao fim de um ano o círculo terá no seu banco de sementes 12 variedades. No ano seguinte

cada pessoa escolherá outra cultura e aí já serão 24 variedades. Ao fim de 5 anos…” Para iniciar um círculo é preciso um elemento que o dinamize, pessoas interessadas (no mínimo duas) em multiplicar sementes e disponibilidade para se encontrarem trimestralmente. E claro, sementes de boa qualidade, locais e rústicas de preferência. E uma horta. Não são permitidas sementes híbridas ou transgénicas. Todas as sementes são partilhadas, nenhuma poderá ser vendida. Neste momento as promotoras da rede estão a apoiar a instalação de uma horta em permacultura para uma cooperativa da zona de Sintra e a preparar o 2º Encontro Nacional de Círculos de Sementes, a decorrer no mês de Junho em Cinfães. Palestras de sensibilização sobre sementes, oficinas de recolha e conservação, visitas a agricultores para troca de sementes e saberes, participação em eventos dedicados ao tema são algumas das iniciativas que organizam. Frederica Teixeira e Pepa Bernardes promovem ainda workshops de hortas sustentáveis em pequenos espaços, hortas pedagógicas e holísticas.

Um Círculo de Sementes consiste em reunir um grupo de amigos para multiplicar e guardar sementes n dr

N.M.

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Agricultura dossier

Actualmente existem 16 em produção em Beja e 17 em Sintra, Galamares n dr

Hortas ligadas à Internet levam legumes a casa Gerir uma horta real no ecrã do computador, sentado a partir de casa ou no local de trabalho, já é possível graças ao projecto MyFarm.com, que já chegou a Sintra. Nelson Mingacho w nmingacho@expressodalinha.pt

Imagine um pedaço de terra fértil onde pode plantar 70 variedades de legumes à sua escolha, sem pôr o pé fora de casa. Semanas de sol e regadores de água depois da sementeira são servidos à sua mesa, cozidos, grelhados ou salteados. Pois bem, isto não é um jogo e muito menos uma brincadeira. É o projecto MyFarm.com que começou no Alentejo e está já em Sintra. Quantas vezes duvida da qualidade de certos legumes que adquire para a sua família? Quantas vezes desejou ter uma horta e com ela a garantia de frescura e qualidade dos produtos? Estas são hesitações às quais o MyFarm.com pretende pôr fim. Gerir uma cultura hortícola através da Internet é a receita encontrada para o problema. Não se trata de uma horta virtual, mas sim de

uma horta real, em que os produtos cultivados são entregues em casa ou no local de trabalho. Para Luís Luz, um dos responsáveis do projecto, trata-se de uma iniciativa única no mundo. Na medida em que “permite a gestão de uma horta real, com todos os factores que condicionam a mesma, numa aplicação informática que dá aos nossos clientes (e-agricultores, ou agricultores virtuais) o controlo da horta, mas de uma forma lúdica e descontraída”, refere ao Expresso da Linha. As hortas podem ser geridas por uma ou mais pessoas. Actualmente existem 16 em produção em Beja e 17 em Sintra, Galamares. “Os nossos e-agricultores estão satisfeitos com o conceito e o serviço que prestamos”, garante. “Mandam semear e plantar os legumes que querem, consoante a época do ano e nas quantidades que entendem. Damos a possibilidade de irem às suas hortas reais quando querem, sem qualquer tipo

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de obrigação, podendo até realizar pequenos trabalhos”. Hortas com sorriso verde. O e-agricultor pode ainda escolher o modo de produção. Recebe informação sobre o que está a acontecer na sua horta, através de emails, mensagens na aplicação, fotos e vídeos da horta. “E no final de tudo sabem de onde vieram e como foram produzidos os legumes que colocam na sua mesa”, conclui o empreendedor.

MyFarm.com É uma startup ligada ao Instituto Politécnico de Beja

Recentemente o MyFarm.com lançou também as “hortas sorriso verde”, geridas por Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS), mas apadrinhadas por empresas no âmbito da responsabilidade social. “Queremos desta forma dar a nossa contribuição à comunidade, quer através destas hortas de sorriso verde, quer através do apoio à agricultura familiar, pois é em terrenos de agricultores locais que os agri-parques MyFarm funcionam”. A MyFarm.com é uma startup ligada ao Instituto Politécnico de Beja, formada por seis elementos e parcerias com empresas, fundações e agricultores locais. Neste momento pretende abrir mais um agri-parque perto de Lisboa. “Estamos à procura de um agricultor com terrenos no máximo a 20 quilómetros de Lisboa e também aceitamos pré-inscrições de famílias de Lisboa que queriam ser e-agricultores”.


Feira

regiões

Caldas da Rainha voltou a ser a capital das antiguidades e velharias O Pavilhão da Expoeste, nas Caldas da Rainha, recebeu no final de Janeiro e início de Fevereiro mais uma edição da Feira de Velharias, Antiguidades e Artesanato, a maior iniciativa do género realizada em recinto fechado em Portugal, com mais de 300 vendedores e cerca de 20 mil visitantes. Os cerca de dez mil metros quadrados do espaço acolheram desde peças mais requintadas, colecções de todo o género, ofícios e artes, atraindo coleccionadores em busca de raridades, e simples curiosos. Entre os stands de artes e artesanato, esteve também o coleccionismo e a decoração, com comerciantes de antiguidades, discos de vinil (LPs), livros e revistas raras e antigas, brinquedos, louças e móveis rústicos. Quem quis, encontrou também bijutarias, almofadas, luminárias, bonsais, quinquilharias em geral, artigos orientais, rádios, gira-discos e televisões de outros tempos, lustres, móveis e peças decorativas, com preços para todos os bolsos.

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Não faltaram, também, stands com esculturas, candelabros, moedas antigas e objectos para a casa, enfeites, velas, roupas usadas, esculturas em madeira, artigos de couro, artes decorativas, telas e quadros, peças mecânicas entre tantas outras curiosidades. Os antiquários também estiveram presentes, conjuntamente com os vendedores de colecções de todo o tipo, que receberam mi-

w Expoeste: feira acolheu cerca de 300 vendedores e 20 mil visitantes

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Comunidades Lisboa

Sonha, Faz e Acontece: há dois anos a ajudar o Príncipe Dar aulas, recuperar uma escola e criar um jornal local: estes são alguns dos planos de uma equipa de 12 voluntários da associação “Sonha, Faz e Acontece” para apoiar jovens da ilha do Príncipe no próximo verão. Susana Paula w spaula@expressodalinha.pt

manuel carvalho tem 27 anos e está a coordenar o projecto do Príncipe da Sonha, Faz e Acontece (SFA) – uma associação de voluntariado e empreendedorismo social, instalada em Lisboa - para este ano. Com ele, um total de 11 voluntários (na casa dos 20 anos) vão passar três meses do verão na ilha do Príncipe (em São Tomé) a ajudar a comunidade local. Dar aulas de inglês, de ciências e de empreendedorismo, fazer um campo de férias, lançar clubes de leitura (e distribuir livros) e criar um jornal local (em parceria com a rádio local) são alguns dos projectos que a SFA vai desenvolver um pouco por toda a ilha. “Na roça mais pobre, a de São Joaquim, que é muito isolada, queremos estar na comunidade, identificar os problemas e ajudar a resolver. Sabemos que a principal forma de sustentabilidade é a pesca, mas queremos ver de que forma é que a pesca pode ser mais do que isso e trazer dinheiro à população”, diz Manuel Carvalho. Recuperar a escola da comunidade também é uma das hipóteses em cima da mesa. Mas esta não é a primeira vez que a SFA vai ao Príncipe. Criada em 2012, dois dos fundadores da associação estiveram pela primeira vez na ilha há quatro anos – num mês de voluntariado. Os amigos chamaram amigos, e a vontade de ajudar a comunidade levou-os a criar uma associação. “A partir do momento que surge a associação ficamos também com uma equipa maior. Somos entre 30 associados e 20

A associação tem 30 associados e 20 voluntários n DR

Apoiar jovens

A SFA tem vindo também a trabalhar com jovens da ilha do Príncipe que se deslocam a Portugal para estudar, dando apoio a nível burocrático, mas também no apoio ao estudo

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voluntários. Temos entre 20 e 30 anos e somos de várias áreas: direito, medicina, comunicação, engenharias”, descreve Manuel Carvalho. Manuel conta que no ano passado a associação levou ao Príncipe oito voluntários que, durante um mês, desenvolveram um campo de férias para cerca de 100 crianças com a ajuda dos escuteiros da ilha. E conseguiram requalificar uma escola (a do Abade, onde existe também uma comunidade piscatória muito pobre) – o que achavam que não ia ser possível.

“Quando lá chegámos achámos que ia ser impossível de fazer, mas falámos com os chefes da comunidade e tivemos o apoio da comunidade. Ao primeiro dia conseguimos pintar a escola inteira e avançar para outras coisas mais complicadas. Acabámos por arranjar um parque, as janelas, o sistema eléctrico”, diz Manuel. A escola hoje está “a funcionar perfeitamente”. E é isso que move esta associação. “Mexe muito connosco”, confessa o jovem de 27 anos. A SFA tem vindo também a trabalhar com jovens da ilha do Príncipe que se deslocam a Portugal para estudar, dando apoio a nível burocrático, mas também no apoio ao estudo. “Chegam completamente perdidos, é um choque enorme. Sabemos de pessoas que já cá estavam há algum tempo e que acabam por desistir dos estudos. Por isso tentamos identificar os jovens mais cedo e tornar esta passagem mais fácil e aumentar o sucesso escola”, conta. A Sonha, Faz e Acontece tem desenvolvido acções de angariação de fundos através de concursos, corridas ou acções de comédia. Em Dezembro promoveu um espectáculo de stand-up comedy para angariar roupa de inverno e distribuir pelos jovens do Príncipe que cá vivem. A próxima acção é um concurso de cultura geral, que decorre dia 18 de Fevereiro à noite, em Alvalade. Quem quiser trabalhar com a associação pode inscreverse em voluntarios@sonhafazacontece.org.pt.


Associativismo comunidades

Moinho pede creche de raiz para a Cova da Moura

Jogos de Sotchi: discriminação e violência

Projecto de arquitectura pretende substituir estrutura amovível que foi instalada em terrenos da Misericórdia em 2003. milene matos silva w mmsilva@expressodalinha.pt

Há quase 11 anos que a creche do Moinho da Juventude, situada na Cova da Moura, está instalada em contentores pré-fabricados, acolhendo 60 crianças. Inconformada, a direcção da associação que gere o equipamento já tem o projecto pronto para a construção de um edifício de raiz no mesmo local. O financiamento está garantido, a cedência do terreno também, apenas falta a aprovação da autarquia para que a obra avance. A degradação dos contentores amovíveis pré-fabricados já é visível, ao ponto do tecto ter começado a deixar entrar água. A solução encontrada, em 2010, foi a colocação de uma cobertura que cria também uma zona de recreio para as crianças. O espaço ficou mais agradável, no entanto, para Isabel Marques, da direcção do Moinho, “as crianças da Cova da Moura já merecem crescer num espaço com mais dignidade, porque o local já não tem condições”. “A estrutura é frágil. Já tivemos uma praga de formigas e todo o chão abana quando andamos nas salas. Já para não falar que as crianças têm que comer na própria sala, pois não dispomos de refeitório junto às salas”. Chamaram “Creche e Jardim-de-Infância de raiz” ao projecto de arquitectura que foi elaborado a título gratuito e irá ocupar os terrenos que estão ocupados pela creche, junto ao pavilhão Polidesportivo da Buraca e à Unidade de Cuidados Continuados da Misericórdia. Neste momento, são 60 crianças dos 4 meses aos 3 anos que frequentam a creche, cujo horário de funcionamento é das 6h às 20h. Com a construção do edifício, para além da criação de um refeitório que poderia servir todos os serviços do Moinho da Juventude, as 84 crianças que frequentam actualmente o

A Camâra da Amadora prefere não comentar o assunto n MMS

w “As crianças da Cova da Moura merecem crescer num espaço com mais dignidade” jardim-de-infância passariam também para o novo edifício, dando também resposta à actual lista de espera. “Estamos há anos a lutar por uma creche de raiz e não conseguimos obter as licenças necessárias, no entanto, foi construída a Unidade de Cuidados Continuados muito perto da creche que teve todas as autorizações. Não estamos contra a sua abertura, mas esse equipamento não serve as neces-

sidades da população do bairro”, acrescenta Vitalina Monteiro, da Moinho da Juventude. A Santa Casa da Misericórdia da Amadora é a proprietária dos terrenos onde está actualmente a creche. “Estamos disponíveis para ceder o terreno em troca de uma contrapartida que até pode ser social. Desde que a Associação Moinho da Juventude obtenha todas as licenças, a Misericórdia tudo fará para que se construa uma creche”, assegurou o director Manuel Girão. O Expresso da Linha tentou obter um esclarecimento junto do executivo da autarquia que preferiu não comentar este assunto. O Plano Pormenor para a Cova da Moura que estava previsto no âmbito da iniciativa governamental Bairros Críticos está suspenso. A área onde está integrado o bairro será sujeita a uma intervenção, embora ainda não se saiba quando.

Não há direito humano que não seja estrangulado na Rússia, da liberdade de expressão à prisão arbitrária. E é sobre este pano de fundo que o país realiza os Jogos Olímpicos de Inverno, em Sotchi. Para denunciar a pacatez com que as autoridades russas atropelam direitos e liberdades fundamentais enquanto divertem as pessoas, a Amnistia Internacional entregou ao Gabinete presidencial russo uma petição assinada por 336 mil activistas, de 112 países, contra o desastroso panorama do país. A Amnistia quer, com esta acção, que o mundo olhe para além das competições olímpicas: que ponha os olhos também na forma como o regime tem vindo a restringir cada vez mais o exercício das liberdades mais básicas dos cidadãos. Desde a recondução de Vladimir Putin na chefia do Estado, em 2012, foram aprovadas leis que limitam ainda mais fortemente a liberdade de expressão, de reunião e de associação no país, além de medidas que estrangulam o trabalho das organizações não-governamentais, incluindo a AI, e adoptada uma escandalosa propaganda homofóbica. Nos últimos dois meses, as autoridades russas adoptaram uma série de iniciativas para envernizar o grosseiro desrespeito pelas obrigações internacionais de direitos humanos assumidas por Moscovo. Se assistir aos jogos russos de Sotchi, ajude a Amnistia Internacional a alertar as pessoas para a cortina com que as autoridades russas tapam a realidade do país. www.amnistia-internacional.pt.

Amnistia Internacional Portugal Grupo 19 | Sintra Apartado 168, 2711 Sintra Codex https://www.facebook.com/Grupo19Sintra

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Especialista psicologia

Texto escrito com a nova grafia

O sexo do cérebro Homens e mulheres são, sem dúvida, muito diferentes. Não se trata apenas das características externas, refiro-me a forma de agir, de falar e até de amar. AnaMary Monteiro Lapa w www.anamaryml.pt

Atualmente fala-se do sexo dos cérebros. Ao que parece, o funcionamento cerebral difere consoante o género em várias áreas da cognição e do comportamento, incluindo a emoção, a memória, a visão, a audição, o processamento de rostos, etc. Técnicas sofisticadas, não invasivas, como são o caso da tomografia por emissão de positrões e a ressonância magnética funcional, tornaram possível a observação do cérebro em ação, permitindo perceber que homens e mulheres funcionam, em termos cerebrais, de forma diferente. Até há bem pouco tempo, acreditava-se que as diferenças comportamentais eram resultado do condicionamento social: influência de pais, professores e da sociedade. Claro que a educação desempenha um papel fundamental nestas questões, mas não justifica tudo. Allan Pease e Barbara Pease no seu livro “Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor”, defendem que a história da humanidade ditou a forma como os cérebros evoluíram. Na época das cavernas, os homens saíam para caçar enquanto as mulheres ficavam com o grupo (crianças, velhos, doentes e as outras mulheres). A função masculina era a de caçador de comida, não apresentando grandes diálogos com os parceiros de caça. A sua relação com eles era de companheirismo e de proteção e, devido a isso, desenvolveram o senso de direção, a pontaria e a visão a longa distância (visão em túnel) e muito pouco, a arte de conversar. A mulher, por seu lado, era a perpetuadora da espécie, tendo, para isso desenvolvido o senso de direção de curta distância, a visão periférica e a identificação de alterações

comportamentais e de aparência de todo o grupo, através do aguçar de capacidades sensoriais que são muito mais desenvolvidas nas mulheres do que nos homens. Ambos os cérebros adaptaram-se a estas necessidades, fazendo frente às especificidades das tarefas que detinham. Os pesquisadores descobriram ainda que determinadas partes do córtex frontal - envolvido em muitas funções cognitivas superiores - são mais volumosas em mulheres do que em homens, assim como partes do córtex límbico, responsável por grande parte das reações emocionais. A fala encontra-se localizada no hemisfério esquerdo, no entanto, nas mulheres também está presente, em menor grau, no lobo frontal direito. Por outro lado, nos homens, partes do córtex parietal, responsável pela perceção espacial, são maiores do que nas mulheres, assim como a amígdala, que reage a informações que despertam emoções fortes – tudo o que faça o coração disparar e a adrenalina fluir pelo corpo. Os neurónios das mulheres parecem formar maior número de conexões (sinapses), essenciais do ponto de vista do funcionamento, mas os homens têm mais neurónios, e eles encontram-se mais densamente empacotados na maior parte dos centros cerebrais. Daí que as mulheres revelem maior destreza em realizar várias tarefas ao mesmo tempo, enquanto os homens se fixam apenas numa. Isto também é devido ao corpo caloso, espécie de cabo que liga os dois computadores cerebrais (hemisfério direito e hemisfério esquerdo), que é proporcionalmente mais desenvolvido nas mulheres.

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Iguais

Os homens são acusados de “devorar” as mulheres com o olhar. Na verdade, as mulheres observam os homens tanto quanto os homens observam as mulheres E por causa destas, e muitas outras diferenças, o conflito entre “marcianos” e “venusianas” instala-se. Os homens são acusados de “devorar” as mulheres com o olhar. Na verdade, as mulheres observam os homens

tanto quanto os homens observam as mulheres, a grande diferença é que a visão periférica dos homens é pouco desenvolvida. Os olhos masculinos são configurados para uma visão de longa distância, daí que perante a proximidade, eles precisam de mexer a cabeça de um lado a outro para observar qualquer objeto ou pessoa, tornando a observação demasiado evidente. Às mulheres basta fixar um ponto, próximo do alvo, de forma muito discreta, para conseguir um raio de ação alargado.


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Outro dado importante de análise, à luz destas novas descobertas, são as relações sociais. Quando um grupo de amigos se junta para ver um jogo de futebol, por exemplo, praticamente não conversam, os barulhos que emitidos servem apenas para pedir mais cerveja, reclamar pela falta de batatas fritas, grunhir perante a falta de eficácia da sua equipa ou gritar impropérios contra o arbitro. Quando precisam de conversar sobre emoções, afetos, sentimentos, procuram uma amiga, que exerce melhor esse papel. Num jantar de amigas, a TV nunca é o

tema central e os longos silêncios são sinais de graves problemas. Nesses jantares, as mulheres falam dos mais diversos temas e ao mesmo tempo, sem que nenhum detalhe lhes escape. Conseguem seguir atentamente a conversa da colega da frente, não perdendo pitada da conversa estabelecida do outro lado da mesa. Se precisarem de uma visão pratica e objetiva sobre qualquer assunto, procuram um amigo que as saiba aconselhar melhor. Como vimos, os homens são seres de ação, falam pouco. Se quer pôr um homem a falar, adormeça o lado esquerdo do cérebro com uma boa dose de álcool. O hemisfério esquerdo (o racional, o lógico) é muito sensível às bebidas espirituosas, acaba por entorpecer tornando-se refém daquele fala-barato do lado direito (o sensível, o emocional, o artístico), que sob efeito do álcool se torna o rei da festa. Mas se for mulher e pretender uma estratégia de comunicação menos agressiva, não esqueça que quando um homem fala, usa de modo geral, frases mais curtas e mais estruturadas do que as da mulher. Geralmente, ele comunica com um início simples, uma ideia clara e apresenta uma conclusão. É fácil entender o que ele quer dizer. Se a mulher misturar vários assuntos, o que frequentemente faz (resultado de um aprimorado corpo caloso e de um maior número de sinapses por segundo), ele simplesmente perde-se, acabando por ficar confuso, irritar-se ou desligar. É importante que a mulher entenda que, para comunicar com um homem, deve apresentar com clareza uma ideia de cada vez. Não é mau feitio dele não a entender, é mesmo feitio. Por outro lado, se for homem e quer pôr uma mulher a falar, pergunte-lhe como é que ela se sente, ela encarregar-se-á de fazer o resto. E não esqueça as mulheres são mulheres precisamente por que se comportam, sentem e amam como tal. Com aquela intensidade afectiva e apaixonada com que vivem as relações e tudo o que as rodeia. E mesmo assim, entre queixas, choros, discussões, abraços e beijos, Marcianos e Venusianas não conseguem largar-se. E é isto que torna tudo tão interessante.

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Tribuna

Alguns texto da Tribuna podem ser escritos de acordo com a nova ortografia

Opinião

Opinião

Daniela Oliveira Associação

Sara Fumega

Sonha, Faz e Acontece (Lisboa)

Associação Dínamo (Sintra)

Como queres ser quando fores grande?

A participação é um lugar estranho

C

T

onheci o Arruá no último sábado, numa das rondas que a Sonha, Faz e Acontece fez pelo país, na distribuição de material escolar e de roupa aos estudantes do Príncipe que temos por cá. Está em Tomar há 2 anos, esteve em Torres Novas outros 3, o que significa que desde há 5 combate o frio e a incerteza com a coragem de quem sonha voltar à terra Natal e ser político no Príncipe. Conheci empreendedores sociais no último mês. Encontrei-os numa reportagem do El País, numa lista da Forbes e nos episódios do CNN Heroes. Mas conheci-os sobretudo na incubadora que é África, por se destacarem nos programas de desenvolvimento, nas instituições não governamentais e nas ruas de Lagos, na Nigéria, onde fui parar no meu novo desafio profissional, que me vai levar a vários países em desenvolvimento. Conheci África no último semestre. Na minha primeira grande aventura no continente pelo qual todos se apaixonam, consegui perceber o que ia lendo nos artigos com que me cruzava: ninguém, aqui na Europa, conhece África, sem que alguma vez lá tenha ido. Pintei o meu quadro nesse dia: as cores que me descreviam, os cheiros que me forçavam a sentir, os ritmos que sempre me obrigam a imaginar, as pessoas que nunca tinha conhecido e até as histórias que até ali só tinha ouvido. Trouxe comigo o poder imensurável da idade e deixei que o conceito de Bill Drayton, o tal de “empreendedorismo social”, sobrevoasse a minha cabeça em loop. Deixei-o pousar quando fiquei certa de que existe na juventude uma obrigação que não se consegue cumprir noutra fase da vida. Que seja egoísmo ou qualquer outro palavrão aplicado ao vício de gerar mudança e transformação social - e ao de ver resultados. Que seja realização pessoal se for essa a motivação principal dos protagonistas. Para mim é por em prática a capacidade de inovação, o idealismo do sonho e a ingenuidade de que se consegue mudar o mundo.

Aliada à generosidade e à maturidade que vamos conquistando, é a fórmula principal para encontrarmos o nosso papel na sociedade. Até pode ser uma moda passageira ou uma tendência enfadonha, mas o empreendedorismo social dá um sentido aos teus “vintes-e-poucos” e é uma obrigação dos teus “trinta-e-muitos”. Acho que o Arruá sente o mesmo que eu. E na Sonha, Faz e Acontece apostamos nos estudantes do Príncipe em Portugal porque acreditamos que eles são os futuros criadores de mudança na ilha. Perguntam-nos muitas vezes por que decidimos trabalhar no Príncipe quando os portugueses vivem um momento difícil; explicamos que vivemos em Portugal mas que sonhamos com o mundo. Que as respostas às causas sociais não se dão apenas em frente à porta mas em todo o bairro. Que os valores que nos guiam e que o pesado rótulo que nos colocamos nos impele a sonhar mais alto – e mais longe. Que os mapas não mostram a distância mas apenas o caminho para lá chegar. Que decidimos promover a educação onde não existe acesso a ela. Que nos dedicamos aos jovens porque somos jovens como eles. Que, sempre que lá vamos, damos muito de nós, mas trazemos muito deles. Como dizia Manuel Forjaz, há uns dias, no seu programa na TVI24, estamos a fazer a pergunta errada às crianças: deve perguntar-se “como querem ser quando forem grandes”. É o perfil que nos distingue e não a nossa profissão. Eu quero ser como os empreendedores sociais, sejam lá eles quem forem. E ainda me falta muito para ser grande.

Na minha primeira grande aventura no continente pelo qual todos se apaixonam, consegui perceber o que ia lendo nos artigos com que me cruzava: ninguém, aqui na Europa, conhece África, sem que alguma vez lá tenha ido

ropecei na participação quase sem querer. Isto foi há poucos anos. Agora sei que é um direito fundamental da cidadania, que é muito mais do que votar nas eleições ou a dar opinião quando sou chamada a fazê-lo. Aliás, quase nunca sou chamada a fazê-lo, mas há cerca de 4 anos decidi experimentá-lo, esse tal direito que por vezes mais parece uma obrigação. Comecei sem dar por isso, num local perto de casa porque estava desempregada e não dava para ir muito longe. Para muitas pessoas a Tapada das Mercês é um lugar estranho. De carro, só lá passa quem está de passagem, talvez para escapar a qualquer fila de trânsito dos movimentos pendulares. De comboio os passageiros olham pela janela com pena de quem vive em apartamentos enterrados no subsolo de uma selva de prédios. A pé, toda a gente anda apressada e a olhar de lado para os convívios nas esquinas dos prédios. Mas a cada dia eu ia descobrindo um bairro onde para além do cimento floresciam ideias, viviam pessoas motivadas, simples, mas com sonhos, ou talvez só com o desejo de participar. Com o tempo o bairro tornou-se num mundo inteiro para mim, cheio de oportunidades e aprendizagens, e assim que decidi mergulhar mais nele dei por mim a implementar um projeto de um ano, talvez demasiado ambicioso para os 8 jovens que nele se envolveram. Criámos uma Rede para a Participação Juvenil de Sintra, realizámos dois encontros com jovens e toda a comunidade que com eles trabalha, criámos uma Carta de Recomendações para os decisores políticos do concelho entenderem melhor a participação juvenil. Ao mesmo tempo tentava encontrar espaço na agenda para não perder uma reunião dos vários grupos que trabalhavam em prol do bairro.

Vi moradores dedicados a unir culturas, mulheres numa luta incansável pelos seus direitos e afirmação na sociedade, e jovens com projetos ousados a tentar mudar o mundo em Sintra. Não estava nos meus planos, nem sequer cheguei a pensar que um dia viria a ser dirigente de uma associação juvenil. Mas o convite foi feito e não demorei muito tempo até dizer o “sim”. Tudo na Dínamo me fazia sentido: a educação para os direitos humanos, a educação para a cidadania democrática, a forma inovadora de trabalhar com os jovens, mas sobretudo a bandeira da participação juvenil. Ao mesmo tempo que tinha a oportunidade de praticá-la, de vários autores aprendi que uma sociedade só se realiza totalmente quando todos estão empenhados nela, que o Homem enquanto ser eminentemente político quer intervir nos assuntos que lhe concernem, e que a verdadeira capacitação e responsabilização das pessoas acontece quando todos sentimos que a nossa voz é importante. Acredito que os jovens, com a sua capacidade de sonhar são capazes de “acordar o dormitório”, de fazer a diferença mesmo nos lugares mais estranhos. Porque a participação, tal como o amor, também é precisa.

A cada dia eu ia descobrindo um bairro onde para além do cimento floresciam ideias, viviam pessoas motivadas, simples, mas com sonhos, ou talvez só com o desejo de participar

Errata: Por lapso, na última edição, o escritor Eduardo Nascimento foi identificado como presidente do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual, cargo que não ocupa, apesar de fazer parte da direcção. O presidente é Alves Dias, a quem também pedimos desculpa pela incorrecção.

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Teatro

cultura n fotos nuno gomes

Direitos Humanos voltam a inspirar Susana C. Gaspar Tendo como ponto de partida o tráfico de seres humanos e a escravidão moderna, a actriz e encenadora Susana C. Gaspar apresenta a peça “Corpo-mercadoria”, na Casa de Teatro de Sintra, de 13 a 15 de Fevereiro, às 21h30. Um projecto que pretende sensibilizar o público para a temática que afecta a sociedade actual. Dentro do país, mas também por todo o mundo, assiste-se a novas formas de escravidão, envolvendo “vítimas que são forçadas, defraudadas e coagidas para trabalho ou exploração sexual”, refere a produção da peça, justificando a escolha do tema. “É o segundo negócio ilícito mais lucrativo do mundo e estima-se em cerca de 30 milhões de pessoas que estão actualmente em situação de escravidão em todo o mundo”, acrescenta o documento, citando os números do relatório anual de Trafico de Seres Humanos. Só em Portugal foram registadas 125 ocorrências. As notícias, reportagens ou relatórios de Organizações Não Governamentais (ONG) sobre exploração sexual, laboral ou

w “Queremos resgatar os nossos corpos, recuperar a nossa voz, recuperar a intervenção. Falar sobre vítimas mas também de opressores, de governos e de nós próprios”

extracção de órgãos servem de material base a Susana C. Gaspar para a criação artística de “Corpo-mercadoria”. “Quanto vale o nosso corpo? Quanto vale um órgão? Quem são as vítimas de tráfico? Quem é a mercadoria?”, são as questões levantadas pela autora, numa peça co-produzida pela Musgo – produção cultural, Utopia Teatro e Animateatro. “Queremos resgatar os nossos corpos, recuperar a nossa voz, recuperar a intervenção. Falar sobre vítimas mas também de opressores, de governos e de nós próprios. Quem somos, afinal? A que geração pertencemos? Desempregados, sem perspectivas de futuro, vulneráveis a toda a sorte de atropelos de direitos humanos”, refere ainda a nota. O guião do espectáculo é produzido envolvendo toda a equipa. O objectivo final será o de colocar o público a reflectir sobre este tema, ao mesmo tempo que “atribui ao teatro o seu valor de despertador de consciências, instigador da vontade de mudança e de conhecimento, conduzindo a uma possível procura colectiva de soluções, que terá de passar, indubitavelmente, pela valorização dos Direitos Humanos”. Trata-se do segundo trabalho de Susana C. Gaspar dedicado aos direitos humanos, depois de “Lampedusa”, o exercício de teatro documental estreado em 2011, que valeu à actriz e encenadora um dos prémios do concurso nacional de Jovens Criadores 2012. Susana C. Gaspar é também membro da direcção da Alagamares - Associação Cultural e coordenadora do Grupo 19, Sintra, da organização de direitos humanos Amnistia Internacional. M.M.S. 10 de Fevereiro 2014 segunda-feira

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Agenda cultura

Sintra

“Corpo-mercadoria” em Fevereiro na Casa de Teatro de Sintra Estreia dia 13 de Fevereiro, às 21h30, na Casa de Teatro de Sintra, integrado no programa de acolhimentos do Chão de Oliva, e repete dias 14 e 15. “Corpo-mercadoria” é um projecto teatral sob direcção de Susana C. Gaspar que tem como ponto de partida o tema do tráfico de seres humanos e a escravidão moderna. A produção está a cargo da Musgo - Produção Cultural, Utopia Teatro e Animateatro. Mais em https://www.facebook.com/corpomercadoria. Instantâneos, Teatro de Improviso, apresentam novo espectáculo SLOT! Os Instantâneos, um colectivo de teatro de improviso, estão de volta a Sintra com o novo espectáculo SLOT!, que tem lugar às quintas feiras, pelas 22h30, no bar Sabot (Rua Alfredo da Costa, 74). “Quantas palavras são necessárias para se contar uma história? E quantas histórias se podem esconder por detrás de uma só palavra? É este o desafio de “Slot”, o novo espectáculo de improviso teatral, dos Instantâneos. Ao longo de 60 minutos, “Slot” levará actores e público numa descoberta conjunta de cenas, momentos e diálogos, que se irão entrelaçar entre si, através de combinações surpreendentes e imprevisíveis. Aleatoriamente, a sorte empurra os actores para um salto no escuro. Quem será o próximo?”. Informações: 938 598 247 e reservas@instantaneos.pt, preço: 3€. Mais em www.instantaneos.pt. “Tempestade e Galanterie” no Palácio de Queluz Começa dia 8 de Março, no Palácio de Queluz, a temporada de música “Tempestade e Galanterie”, sob direcção artística de Massimo Mazzeo, do Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal. A temporada inclui dois ciclos, Carnaval e Outono, com 11 concertos no total. Serão apresentadas obras de Beethoven, Bach, Mozart e Mendelshonn, entre outros. Periferias regressa em Março ao bairro da Estefânia O “Festival Internacional de Artes Performativas em Sintra – Periferias”, organização do Chão de Oliva, está de volta em Março, a partir de terça-feira, dia 4, dia de Entrudo, na Casa de Teatro de Sintra como pólo principal, mas também no Casino e na Vila Alda, na Estefânia. Nesta 3ª edição, além de grupos portugueses, participarão outros vindo da Galiza, Brasil, Cabo-Verde e Moçambique. De Macau virá uma exposição de marionetas asiáticas – pertencentes ao espólio do futuro Museu da marioneta de Macau. Além disso, o festival não se esgota na apresentação dos espectáculos, prolongandose durante o ano, escorado em protocolos assinados entre grupos e que permitem o intercâmbio e a troca de experiências. Mais informações em http://www. chaodeoliva.com. “ULISSES” na Quinta da Regaleira A MUSGO Produção Cultural tem em cena até dia 15 de Junho, na Quinta da Regaleira, o espectáculo ULISSES, baseado na Odisseia de Homero, sob direcção e adaptação de Mário Trigo e interpretação de Filipe Araújo, Ricardo Soares, Rute Lizardo e Susana C. Gaspar. A peça para maiores de 6 anos pode ser vista aos sábados (16h) e domingos (11h), e durante a semana para escolas e grupos organizados, sob marcação. O bilhete normal custa sete euros.

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Lisboa

Amadora

Exposição “Os morcegos e os seus segredos” O Centro de Interpretação de Monsanto, no Parque Florestal de Monsanto, acolhe de 14 a 20 de Abril, uma exposição que pretende dar a conhecer os morcegos, os únicos mamíferos voadores, a sua biologia, as 27 espécies existentes em Portugal, habitats, medidas de protecção e conservação das espécies protegidas. A exposição/instalação inclui grutas misteriosas, ilustrações científicas e histórias de bruxas e vampiros. O integra-se nas comemorações de encerramento do Ano do Morcego (2013). A entrada é livre.

Exposição de Pintura de Carlos Nogueira A Biblioteca José Régio, na Venteira, acolhe até dia 28 de Fevereiro a exposição de pintura de Carlos Nogueira, numa iniciativa promovida pela Junta de Freguesia da Venteira.

Mler ife Dada assinalam 30º aniversário no CCB Os Mler ife Dada regressam este ano ao palco para celebrar os 30 anos da banda, que mantém na liderança a dupla Anabela Duarte (voz) e Nuno Rebelo (guitarra). Os novos Mler ife Dada contarão ainda com os músicos Francisco Rebelo (Orelha Negra, Cool Hipnoise) no baixo, Filipe Valentim (Rádio Macau, Wordsong) nos teclados e Samuel Palitos (Rádio Macau, A Naifa) na bateria. Esta formação ficará completa com a inclusão, e pela primeira vez, de um trio de sopros e um trio de cordas. O concerto “Pintar Um Vai Vem 1984-2014” terá lugar no dia 14 de Fevereiro, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém. Os bilhetes custam entre 15 e 19 euros e estão à venda nos locais habituais. Festival de Inverno de Lisboa dias 21 e 22 O Café-Teatro Santiago Alquimista e o Teatro do Bairro acolhem dias 21 e 22 de Fevereiro, sexta e sábado, o “Festival de Inverno”, iniciativa que conta com um cartaz quase todo de música nacional, com música para todos os gostos. Já confirmados estão concertos de Mesa, Balla, O Martim, NBC, entre outros. Teatro Infantil no Bocage O Teatro Bocage tem em cena em Fevereiro os espectáculos “O Gato das Botas - O herói contra-ataca!” – dias 15 e 22, sábados, às 16h (últimas sessões) - e “A Rainha de Trapos” - domingos 16 e 23, às 16h. O primeiro espectáculo, de 50 minutos, destina-se a maiores de seis anos e tem texto e encenação de Leone de Lacerda, e interpretação de Carlos Pereira, Tiago Peralta e Zé Pedro Ramos. Já “A Rainha de Trapos” tem texto de Cátia Terrinca e Ricardo Boléo, e interpretação de Cátia Terrinca e Inês Basto. Os bilhetes custam cinco euros (reservas 91 244 9909).

Pintura e desenho do artista João Dias da Cunha A Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, na Venteira, acolhe até dia 1 de Março a exposição de pintura e desenho do artista João Dias da Cunha, com o título “Eternamente Nu”. Exposição “Vertical Horizontal” na Galeria Municipal Artur Bual A Galeria Municipal Artur Bual, na Amadora, acolhe até dia 2 de Março a exposição colectiva de artes plásticas “Vertical Horizontal”, de Ana Bárbara Fonseca, Elsa Bruxelas, Filipa Roque e Patrícia Mendonça. “Até ao dia 2 de Março, será possível conhecer os projectos artísticos destas quatro criativas, que se conheceram quando ainda eram estudantes, contemplando trabalhos de pintura, escultura, vídeo, serigrafia e desenho”, diz a autarquia. A entrada é livre.

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Horóscopo de

10 a 28/02/2014

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Carneiro

Caranguejo

Touro

Leão

É natural que termine o mês de Fevereiro com alguma apreensão ou nostalgia, no entanto, não deve desanimar. Existem situações, assuntos e até pessoas (porque não?) que não fazem parte da sua jornada, por isso, é natural que deva deixar para trás o que não faz falta e olhar em frente. Verá que essa atitude o vai compensar de alguma forma. Este ano será pautado pelo despertar de uma nova vida e de uma nova postura perante a mesma. Naturalmente, nem todos percebem isso e nem se organizam da mesma maneira. No caso dos nativos de Touro terão agora a possibilidade de fazer pequenas alterações, através das indicações que vão surgindo naturalmente. Esteja atento aos sinais!

Gémeos

A dupla personalidade deste signo vai atingir um ou outro ponto de ebulição. A questão surge através de algumas dúvidas que tendem em pairar no ar. A chave para desemaranhar esses novelos psico-emocionais está na coerência e na ponderação. Tente não deitar tudo a perder.

Poderá entretanto ver-se a “braços” com alguns obstáculos. Acredite que a questão prende-se com alguma falta de sensibilidade para contornar os mesmos. O ano de 2014 terá uma forte componente estrutural e isso poderá fazer com que, em momentos de apuros, sinta que ninguém o quer ajudar. Não é bem assim. Na verdade o Universo leva-o a confiar na sua capacidade de resolução. O segundo mês do ano tende em deixar-lhe algum amargo de boca, justamente devido ao facto da leviandade ou pouca educação de algumas pessoas, com quem habitualmente convive. Não esmoreça. Nem toda a gente está tão bem preparada a nível espiritual como você. Pratique a compaixão e aceite as diferenças.

Virgem

Aguarde por um momento de tréguas. Isso fará maravilhas ao seu coração e a sua cabeça. Neste período poderá estar preparado para saborear alguma calmaria ao seu redor. Aproveite para descontrair e ter algum contacto com a Natureza. Se não o poder fazer, devido ao tempo atmosférico, tente traze-la para casa, através do cuidar de algumas plantas que possua ou aromatize o ambiente com óleos essenciais.

Balança

Capricórnio

Escorpião

Aquário

Os nativos deste signo podem fechar este mês com segurança e confiança. O momento convida a reorganização e aos projectos. Aproveite para dizer aos outros o quanto gosta deles e partilhe conselhos e opiniões. Mantenha o optimismo e a determinação. Se conduz, tente ser o mais moderado possível! Aguarde por um momento de surpresas. Boas surpresas! O tarô mostra que você está cada vez mais em sintonia com o Destino. Esteja atento a algumas respostas pelas quais esperava há algum tempo. Continue a confiar em si. Seja feliz!

Sagitário

As cartas revelam uma nova fase para os sagitarianos ligada ao campo das emoções. É natural que não tenha vindo a dar a atenção necessária a alguém importante na sua vida. Aproveite para o fazer agora. A fase que atravessa poderá estar a consumir o seu tempo e por isso, não tenha reparado nesse pormenor. Daí, a sugestão do tarô!

Tente não entrar na Primavera com situações pendentes ou mal resolvidas. Embora ainda falte algum tempo, este, não tem a mesma estrutura terrestre. Talvez pairem algumas dúvidas ou desconfianças em relação a ditos e mexericos. Confie na sua intuição e esclareça as coisas com firmeza. Tenha em conta algum nervosismo, se lida com falsidade e inveja. A sua noção de justiça estará acima da média, o que o poderá levar a cometer algum exagero. Em vez de avançar de cabeça quente para a batalha, opte pelo factor estratégia. A verdade é como o azeite, você sabe disso. Proteja-se das energias negativas.

Peixes

A sua persistência em se pautar pela honestidade e humildade, poderá trazer-lhe frutos até ao final de Fevereiro. Talvez não seja ainda a onda de boa sorte que tem vindo a aguardar mas, se continuar a saber manter os pés assentes no chão, os obstáculos desvanecer-se-ão e a Luz será cada vez mais visível no seu horizonte!

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10 de Fevereiro 2014 segunda-feira

| ExpressodaLinha 23


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Expresso da Linha n.º 4 - 10 de Fevereiro de 2014  

Ano 1 | Número 4 | 10 de Fevereiro de 2014 Mais em http://expressodalinha.pt

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