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. A NO III . NÚME RO 7 . T RIME S T R A L . A BRIL / M A IO / JUNHO . 2 0 1 3 . 5, 00 €

. E VENTOS . CONGRESSOS . FEIRAS . INCENTIVOS . DESTINOS .

GRANDE ENTREVISTA: SECRE TÁRIO DE ESTADO DO TURISMO CRIATIVIDADE E DESIGN NOS E VENTOS MARATONAS: MAIS DO QUE UMA MODA


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FICHA TÉCNICA

EDITORIAL

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PROPRIETÁRIO Estação Livre . Comunicação Tel: 226053936 info@eventpoint.com.pt www.eventpoint.com.pt SEDE DA REDACÇÃO Rua do Sporting Clube Candalense, 14, 1° Dto. Frt. 4400-688 Vila Nova de Gaia . Portugal DIRECTOR Rui Ochôa (rui@eventpoint.com.pt) EDITORA / DIRECTORA DE INFORMAÇÃO Cláudia Coutinho de Sousa (claudia@eventpoint.com.pt) REDACÇÃO Cláudia Coutinho de Sousa Maria João Leite (mj@eventpoint.com.pt) Sara Marques (sara@eventpoint.com.pt)

DIRECTOR COMERCIAL Filipe Silva ASSISTENTE DE DIRECÇÃO Rita Coutinho Costa COLABORAÇÃO Ana Godinho (agodinho@eventpoint.com.pt) Maria Pereira (mpereira@eventpoint.com.pt) COLUNISTAS José Carlos Coutinho José Pimentel Furtado Norma Franco Pedro Cardoso Pedro Figueiredo

DESIGN Norma Design (geral@normadesign.com) FOTOGRAFIA Minifoto IMAGEM DE CAPA Minifoto IMPRESSÃO Norprint Zona Industrial Alto da Cruz ‑ Fontiscos Apt.: 172 . 4780‑583 Santo Tirso

Nº REGISTO ERC 126066 DEPÓSITO LEGAL 330066/11 TIRAGEM 3.500 exemplares PERIODICIDADE Trimestral

É estritamente proibida a reprodução parcial ou integral de textos ou ilustrações da Event Point. As informações contidas nos anúncios são da exclusiva responsabilidade dos anunciantes. Consequentemente, não podemos ser responsabilizados por qualquer informação incorrecta que se possa verificar.

CLÁUDIA COUTINHO DE SOUSA

RUI OCHÔA

EVENT POINT PASSA A TER EDIÇÃO INTERNACIONAL Podemos dizer que a grande novidade destes últimos meses foi, para nós, a primeira edição internacional da Event Point. Com uma linha editorial completamente diferente da desta revista que está a ler, surge vocacionada para a promoção externa do destino Portugal, no segmento da chamada meetings industry. Assim, as duas edições, uma em português e outra em inglês, articulam-se entre elas, e completam a nossa oferta para o sector dos eventos. Como já percebeu pela capa, o nosso grande entrevistado é Adolfo Mesquita Nunes, secretário de Estado do Turismo. Curiosidade para perceber o que alguém que vem de fora do turismo, mas tem agora responsabilidades políticas no sector, pensa sobre um conjunto de questões que nos parecem relevantes. Não perca o rescaldo do International & European Associations Congress, que se realizou no Estoril. Mais de 700 associações internacionais, com um potencial de 8500 congressos, de acordo com os dados da organização, estiveram representadas no nosso país. Uma oportunidade rara, que talvez não tenha sido suficientemente bem aproveitada pelos portugueses. Nessa altura pudemos entrevistar Dame Helen Alexander, antiga directora do grupo The Economist. Dedicamos o dossiê temático ao design e aos eventos. Que papel, que ferramentas, qual o lugar da criatividade? Especialistas portugueses, e não só, debruçaram-se sobre estas questões, e procuram dar aqui algumas respostas. O Porto assistiu a uma festa verdadeiramente hollywoodesca, apadrinhada por Sharon Stone e Andie MacDowell, na comemoração dos 20 anos da Douro Azul,

a empresa de Mário Ferreira que se dedica, entre outras actividades, à exploração de cruzeiros fluviais. Fazemos aqui a reportagem do evento, produzido pela agência Expanding Group. Apresentamos um novo espaço na região de Lisboa, que promete agitar o sector. Trata-se do Centro de Congressos Freeport, mesmo em frente à capital. Contamos-lhe ainda as peripécias que envolveram a eleição da presidência portuguesa do Capítulo Ibérico da ICCA International Congress and Convention Association, agora assumida por Alexandra Torégão, directora de marketing do Centro de Congressos de Lisboa. A tragédia da Boate Kiss, no Brasil, é motivo de reflexão para o Coronel Pimentel Furtado, nosso habitual especialista em questões de segurança. E passando do concreto para o virtual, damos-lhe a conhecer a We Are Interactive, uma empresa onde as tecnologias, nomeadamente o video mapping estereoscópico, estão ao serviço dos eventos. Iniciámos um novo espaço na revista dedicado à formação, coordenado por Pedro Figueiredo, um professor que há muito se debruça sobre estas questões. E não podíamos deixar de falar de um fenómeno, que muitos consideram bem mais do que uma moda, que é o das corridas. Organizadores e marcas pronunciam-se sobre o assunto. Por fim, não perca um destino exótico, apostado em captar eventos e mais eventos: Porto Rico.

Boa leitura, e até Setembro.


ÍNDICE 5

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Colunistas Espaço APECATE Notícias Em destaque: Networking Camp MI Portugal Acreditas em Portugal?, por Pedro Cardoso

GRANDE ENTRE VISTA: SECRE TÁRIO DE ESTADO DO TURISMO International & European Associations Congress Design de eventos II - Do design ao design thinking, por Pedro Figueiredo

DOSSIÊ TEMÁTICO: DOIS OLHARES SOBRE DESIGN E CRIATIVIDADE

Case-study: 20 anos da Douro Azul Se sustentabilidade é a resposta, qual é a pergunta?, por Norma Franco Espaços: Centro de Congressos Freeport Em destaque: Alexandra Torégão assume presidência do Capítulo Ibérico da ICCA A tragédia da Boate Kiss - Algumas lições para o seu evento, por José Pimentel Furtado Tecnologia: We Are Interactive Feiras: uma visão global com conclusões nacionais, por José Carlos Coutinho Formação Consultório de protocolo

PORTUGAL , PORTUGAL : O FENÓMENO DAS MARATONAS Destino internacional: Porto Rico Directório de empresas

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COLUNISTAS 6

JOSÉ CARLOS COUTINHO Licenciado em Engenharia Mecânica pela FEUP, tendo posteriormente tirado o Curso Geral de Gestão da Universidade Católica. Desempenhou funções de administração, direcção geral e de direcção técnica em empresas do sector industrial, dos serviços e organizações sem fins lucrativos. Trabalhou 19 anos na AEP. Foi o responsável pelo arranque e gestão operacional do Europarque e nos últimos cinco foi director geral da Exponor. Foi Presidente da APFC - Associação Portuguesa de Feiras e Congressos. Actualmente desenvolve actividade de consultoria e formação.

JOSÉ PIMENTEL FURTADO Coronel de Cavalaria, Pimentel Furtado é licenciado em Ciências Militares. Desempenhou diversas funções na área de Segurança, entre as quais Comandante de diversas Unidades da Polícia Militar das Forças Armadas Angolanas e a de Staff Security Manager do Quartel-General da NATO, em Oeiras. Foi responsável pela organização da segurança de dezenas de eventos oficiais. Actualmente dedica-se à consultoria, ensino superior e formação técnica.

NORMA FRANCO Mestre em Engenharia do Ambiente pela Universidade Nova de Lisboa, investigadora, faz há vários anos trabalho de consultoria nesta área. Enquanto gestora de produto do selo Carbono Zero®, da E.Value, foi responsável por projectos de sustentabilidade aplicada a eventos, destacando-se o Rock in Rio, em Portugal, Espanha e Brasil, o Delta Tejo ou a Moda Lisboa, para citar apenas alguns. É oradora habitual em conferências sobre sustentabilidade e eventos. Actualmente vive em Edinburgo, na Escócia, mantendo uma regular actividade de consultora.

PEDRO CARDOSO Formado em Gestão Hoteleira, foi director de Front-Office/Alojamento na abertura do ex-Sheraton Porto em 1986 e director de Marketing e Vendas até 1995. Quadro co-fundador e director-executivo da Sugestões&Opções e do Grupo QRM, de 2002 a 2008. Fundador, em 2002, administrador e principal accionista da The House of Events. Consultor de Hotelaria e Turismo, e ex-docente na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto.

PEDRO FIGUEIREDO É docente da Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos e tem desenvolvido investigação e formação sobre design, marketing, comunicação e processos de investigação aplicados aos eventos. Coordenou uma pós-graduação em Design de Eventos, o curso de técnico de organização de eventos. Colabora com a revista Event Point, como colunista e assessor para a formação, e tem sido orador convidado em diversos seminários sobre eventos. É mestre em Comunicação e Imagem e possui Formação de Executivos em Comunicação e Eventos.


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ESPAÇO APECATE . W W W. APECATE .PT 8

O DESIGN NO UNIVERSO DOS EVENTOS DESIGN ESTÁ NA MODA! Todos sabemos o que é o design. Se nos perguntarem o que é, melhor ou pior, eventualmente de modo diferente, todos vamos conseguir responder e todos vamos estar correctos de alguma forma. Isto mostra o quão abrangente e genérico o conceito de design pode ser. Se olharmos para onde o design é utilizado, percebemos que tudo hoje em dia pode ser ou está associado ao design. Temos hotéis, carros, roupas, edifícios, vinhos, decoração, telemóveis… e podemos continuar. Qualquer um destes produtos basta ter no seguimento do seu nome a palavra “design” para se tornar mais apelativo. Sabemos com certeza que será algo moderno, charmoso, atractivo. O termo design apareceu ligado à indústria e ao que é o desenho industrial, como forma de projectar ou materializar um produto, desenhando-o em termos estéticos, mas também em termos funcionais. O design não é apenas tornar um objecto apelativo é dar-lhe um objectivo, uma função. O design é uma ferramenta de valorização de um produto, seja ele qual for. Esta valorização passa por tornar o produto especial aos olhos do seu público-alvo, ou seja, mais apelativo, seja pela parte estética, seja pela parte funcional. Isto levou a que se tornasse um factor chave na criação industrial e, por sua vez, em algo artístico. É aqui que o conceito se torna abrangente e onde todos os exemplos atrás referidos se integram, ligando o design à estética e à arte. No entanto o design é mais do que isso. É tornar algo único para o nosso público, combinando a imagem, que tem de ser agradável à percepção do utilizador, à funcionalidade, cumprindo o objectivo a que se propõe. Esta combinação pode ter pesos e medidas diferentes consoante o objectivo do produto,

mas ambas devem estar presentes, e nos eventos isso não é diferente. O design associado aos eventos não pode ser apenas a decoração, a imagem, as cores. É algo que tem de estar embebido no conceito e aspectos técnicos do evento: o porquê da sinalética ter as especificações que tem, qual a iluminação e o objectivo em cada momento, etc. É uma conjugação estética, funcional e artística. Os eventos têm objectivos cada vez mais concretos e o design tem de ser parte integrante da estratégia. Já não existem eventos apenas para posicionamento, visibilidade, activação... É uma conjugação de vários objectivos. Esta componente de funcionalismo é o futuro, cada vez mais competitivo e exaustivo em termos da reason why de um evento acontecer. Com isto não quero dizer que se deve descurar a parte ilustrativa do design dentro dos eventos, pelo contrário a sua importância é da maior relevância, há que continuar a rasgar com o óbvio, mas com uma perspectiva cada vez mais estratégica. As acções de vídeo mapping têm essa força, conjugam a parte estética com o seu objectivo, seja ele captar a atenção do público ou criar interacção. A força da imagem é imprescindível nos eventos. Já nos habituamos às mega-produções em concertos e espectáculos, onde parte do bilhete que pagamos é só para ver a espectacularidade dos efeitos, de luz, pirotecnia, imagem, etc. Um óptimo exemplo disso é o espectáculo

“Michael Jackson the Imortal World Tour”, onde a força do cenário, dos adereços e das cores é meio espectáculo. O mesmo acontece com a comunicação. A atractividade de uma marca está intimamente relacionada com a sua imagem e consequentemente com o design. Isto implica uma renovação constante e sempre evolutiva em termos de impacto e efeito, de forma a manter a marca no top of mind do seu público. O design é, também por si, uma indústria. Temos cada vez mais eventos dedicados exclusivamente a esta área, como por exemplo o Experimenta Design, ou espaços, de que é exemplo o Museu da Moda e do Design. Isto implica que o design esteja de tal forma na percepção das pessoas que inovar se torna um desafio. Algo com uma repercussão enorme nos new media, uma forma cada vez mais dedicada de comunicação e interacção. Porém, aqui, a atenção do público está dispersa por muito mais informação e a captação é mais difícil, tornando o trabalho do designer cada vez mais desafiante, pela necessidade de inovar a um ritmo alucinante. Com isto podemos dizer que design é mais do que a imagem e ilustração gráfica de um evento, é uma conjugação de factores, que cada pessoa utiliza enquanto ferramenta com diferentes objectivos…

..e para si, o que é design? Nuno Ribeiro Realizar Portugal, Vice-Presidente da Secção de Eventos


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NOTÍCIAS 10

EXPOEVENTOS 2013 “PARA UMA ONDA DE MUDANÇA” Assente nos seminários Gest, na entrega de prémios da Gala dos Eventos, e num show-room de empresas e serviços para o sector, a ExpoEventos vai decorrer no Fontana Park Hotel a 4 e 5 de Julho. No âmbito da programação, tal como no ano passado, vai realizar-se um workshop da Associação de Hotéis de Portugal sobre a relação entre os hotéis e os eventos. O primeiro dia, 4 de Julho, será preenchido pelo seminário de Marketing Desportivo, que tem a coordenação científica de Pedro Dinis, do ISCTE, e Henrique Conceição, director de

Marketing do Sport Lisboa e Benfica. No dia seguinte o seminário de Gestão de Eventos e Turismo de Negócios terá a coordenação científica de Linda Pereira, directora da CPL Meetings & Events. O tema global será “Para uma onda de mudança” e o evento vai abordar os temas mais actuais do sector da meetings industry nacional e internacional. Entre os oradores já anunciados contam-se os nomes de: Miguel Pinto Luz, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Isabel Guerreiro, ex-vereadora da Câmara Municipal de Portimão e João

Sacchetti, consultor e professor de organização e comunicação de eventos. Como novidade, Linda Pereira conta na comissão científica com a colaboração de um Comité Jovem “Young Leaders”, integrado por Carmen Colim, event coordinator no Grupo Opal, Isabel Santos, event marketing & PR executive na CPL Events e European ambassador na Sands Cotai Macao, Andreia Mendes, event coordinator na CPL Events, Sandra Mateus, events manager na Weber Shandwick | D&E e Vasco Otero, da Federação Portuguesa de Ginástica.

GALA DOS EVENTOS

EXPECTATIVA DE MAIS CANDIDATURAS DO QUE NO ANO PASSADO A organização da ExpoEventos está satisfeita com a adesão à Gala, afirmando que o número de candidaturas, 35, está “em linha” com as edições anteriores. “Tendo em conta a conjuntura, pensamos que corresponde às expectativas. No fundo acompanha os tempos que correm”, revela António Silva e Sousa, director da ExpoEventos. A diversidade de candidatos “manteve-se grande, tal como no ano passado”, e houve um “crescimento em termos de conteúdo”, sublinha António Silva e Sousa, Os concorrentes enviaram as suas candidaturas até ao dia 15 de Maio e agora cabe ao júri decidir os vencedores de cada uma das categorias. O júri desta sexta edição da Gala dos Eventos

é constituído por Alberto Gouveia dos Santos (Centro de Congressos da Alfândega do Porto), António Manuel Brito (NewEvents), Carlos Coelho (Ivity Brand Corp), Cristina Siza Vieira (Associação da Hotelaria de Portugal), Fátima Madureira (Câmara Municipal de Lisboa), Gonçalo Coelho de Sousa (Fontana Park Hotel Lisboa), Henrique Conceição (Sport Lisboa e Benfica), Isabel Amaral (Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo), João Lagos (Lagos Sports), João Sacchetti (Consultor sénior), João Santos (Electroaudio), Linda Pereira (CPL Events), Luís Reis (Campo Aventura), Manuela Botelho (Associação Portuguesa de Anunciantes), Miguel Neves

(IMEX), Paula Oliveira (Associação de Turismo de Lisboa), Pedro Chenrin (Ambitur), Pedro Dionísio (INDEG / ISCTE), Sérgio Junqueira Arantes (Eventos Expo Editora), Sofia Barros (Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing) e António Silva e Sousa (ExpoEventos).

A cerimónia terá o mesmo tom das anteriores, sendo que a organização vai manter a prática de dar voz aos participantes, ganhem ou não.


NOTÍCIAS 11

LISBOA GANHA CONGRESSO DA IAPCO Lisboa vai receber em 2015 a reunião anual e assembleia geral da IAPCO (International Association of Professional Congress Organisers). Esta é a primeira vez que Portugal acolhe um congresso desta associação. Os anfitriões do evento são a Leading

e a AIM Portugal. São esperados entre 100 e 120 delegados, dos principais PCO do mundo. Sarah Storie-Pugh, da IAPCO, revelou à Event Point o grande “entusiasmo” da associação pelo evento viajar até Lisboa, acreditando que o destino vai motivar muitos

participantes a assistirem ao congresso. O evento ainda não tem data, mas deverá realizar-se na segunda quinzena de Fevereiro de 2015. Lembre-se que a IPACO conta com 42 países-membros. Os congressos realizam-se todos os anos em cidades diferentes.

MIGUEL NEVES VENCE PRÉMIO RISE A Meetings Professionals International atribuiu o prémio RISE (Recognizing Industry Success and Excelence) de 2013 ao português Miguel Neves, que gere a

comunidade online da IMEX, pelo seu trabalho em comunicação, marketing e redes sociais. O responsável, que é colunista da Event Point, está envolvido em

iniciativas educativas no Reino Unido. O prémio será entregue em Las Vegas, no World Education Congress, a 22 de Julho.

PAVILHÃO ATLÂNTICO PASSA A MEO ARENA A MEO assumiu o naming do Pavilhão Atlântico, que passou a chamar-se de Meo Arena. A campanha arrancou em Maio. A marca passa a estar presente no exterior do pavilhão, na sinalética de rua, nas

bilheteiras, postes e bandeiras, enquanto que no interior ficará visível nas lonas laterais de palco, anéis circundantes, régie de topo, sinalética das portas, balcões de welcome desk e biombos separadores, segundo

a Meios & Publicidade. Lembre-se que o Pavilhão Atlântico foi vendido ao consórcio Arena Atlântida, composto pela Ritmos & Blues, Luís Montez, Banco Espírito Santo e pela equipa de gestão do espaço.

GOVERNO REDUZ TAXAS DA ANIMAÇÃO TURÍSTICA O Governo decidiu reduzir em cerca de 80% as taxas de acesso a actividades de animação turística e eliminar o registo como condição à entrada e permanência no sector, informou a Secretaria de Estado do Turismo. A medida foi tomada no Conselho de Ministros de 9 de Maio. A alteração do diploma,

lê-se no comunicado do Conselho de Ministros, conforma-se com a directiva comunitária relativa aos serviços no mercado interno, nomeadamente no que se refere à simplificação de procedimentos da burocracia e dos obstáculos no acesso à actividade. O registo é eliminado como condição de acesso

à actividade, sendo substituído pela comunicação prévia junto do Registo Nacional dos Agentes de Animação Turística (RNAAT). Está ainda prevista a redução das taxas, “cujo valor passa a reflectir a complexidade do serviço efectivamente prestado pelo Estado”.

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NOTÍCIAS 12

© CLÁUDIA COUTINHO DE SOUSA . EVENT POINT

© CLÁUDIA COUTINHO DE SOUSA . EVENT POINT

DOC DMC APRESENTA... … O CASINO DO VINHO

É um produto da DOC DMC destinado a incentivos e eventos corporate. Une o mundo do casino ao dos vinhos, numa experiência de conhecimento e animação. Alguns minutos depois do início do evento, o ambiente na Sala Biblioteca das Caves Taylor’s, em Vila Nova de Gaia, era já de grande descontracção. É esse mesmo o objectivo do Casino do Vinho, ser um quebra-gelo, um espaço de animação, de fortalecimento de relações e networking, além de uma experiência única, levada a cabo, conforme explica Susanna Tocca, “por pessoas que percebem do assunto”. E na verdade o papel dos animadores, encabeçados por Jorge Belizõn, da Vinelis, foi essencial na criação de uma atmosfera de grande à vontade e diversão. O Casino era constituído por três mesas, mas pode ter mais se o número

de pessoas o justificar. Na mesa das regiões, os jogadores tinham que adivinhar, através do paladar, a proveniência do vinho (Alentejo, Douro, Setúbal, etc.) e apostavam as “vinifichas” consoante o seu nível de segurança na resposta. Já na mesa dos aromas, o sentido mais importante era o olfacto. A animadora passava um frasco pelo nariz do jogador e este tinha de adivinhar qual o aroma. A mesa dos copos negros era a mais concorrida. O jogador tinha de determinar a cor da bebida, se branco, tinto ou rosé, pelo sabor do vinho. Parece fácil? Puro engano, a atestar pelas muitas exclamações de alegria e muitas mais

de desapontamento. No final houve um leilão de produtos, personalizáveis, onde se podiam trocar as fichas. O conceito do Casino do Vinho é da empresa espanhola Vinelis, representado em exclusivo para Portugal pela DOC DMC. O produto é destinado ao sector dos incentivos e corporate e por isso foi apresentado, em Lisboa e no Porto, para um público constituído por DMCs, PCOs, hoteleiros e outros profissionais do turismo. O evento Casino do Vinho pode ser feito para 30 ou para mil pessoas, em qualquer zona do país. Mais informações em www.doc-dmc.com. Cláudia Coutinho de Sousa [claudia@eventpoint.com.pt]


EM DESTAQUE 13

© CLÁUDIA COUTINHO DE SOUSA . EVENT POINT

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COLOCAR O SECTOR DOS EVENTOS NA AGENDA POLÍTICA Esta poderia bem ser a principal conclusão do segundo Networking Camp MI Portugal, realizado por nós, Event Point, desta vez com o apoio do Porto Convention Bureau. O local escolhido foi, uma vez mais, a Pousada do Porto, Palácio do Freixo. E fica aqui um agradecimento muito especial à sua directora, Mariana Lacerda, e a toda a equipa, pelo extraordinário acolhimento que nos dispensaram. Desde logo tínhamos um conjunto de questões que sugerimos para debate aos participantes, algumas delas inspiradas por uma entrevista do Secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, à Ambitur. Que acções precisamos desenvolver para relevar a importância do sector e incluir a meetings industry na agenda pública e política? Como

contribuir para focar a actuação do Convention Bureau no segmento MI, gerando candidaturas e oportunidades de negócio? Que modelo de cooperação e acções conjuntas para optimizar os programas de internacionalização, comunicar e vender melhor? Como fidelizar os actuais e futuros turistas, e os participantes em congressos e eventos? Como nos vamos diferenciar dos nossos concorrentes? Que conteúdos precisamos desenvolver, e que canais de marketing usar? Como estruturar o produto MI para diferentes mercados e grupos-alvo? Como lidar com o excesso de oferta, face à crescente globalização do sector? A possibilidade de ouvir, partilhar, discutir entre pessoas com experiências tão diferentes, ligadas ao

Convention Bureau, ao turismo, à imprensa, à hotelaria, aos espaços, aos PCOs, aos fornecedores, à Universidade, ao poder autárquico, tornou a experiência garantidamente enriquecedora. Mais uma vez, tratou-se de pôr as pessoas em contacto, frente-a-frente, e desejar que destes encontros, sucessivos, resultem acções. As que cada um, ou que cada grupo, entenda adequadas. Regressando ao princípio, parece razoável admitir que o sector dos eventos, da meetings industry em Portugal tem que fazer algum trabalho de casa, de modo a conquistar a atenção dos políticos, nos diferentes círculos de poder, da esfera local à nacional. E encontrar novas formas de trabalhar, simultaneamente competindo e colaborando. W W W . E V E N T P O I N T. C O M . P T


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PEDRO CARDOSO DIRE C T OR ‑ E X E C U T I V O D A T HE HOU S E OF E V E N T S © RUI LUÍS ROMÃO . EVENT POINT


OPINIÃO 15

ACREDITAS EM PORTUGAL? A questão foi formulada no Networking Camp MI Portugal, com a Event Point. O objectivo destes encontros é dialogar, partilhar, motivar. Partimos de uma série de questões relevantes, em pequenos grupos, que dialogam sobre os temas, contribuem com a sua experiência e diferentes perspectivas. Um processo catalítico, num ambiente informal, que estimula a relação interpessoal e a criatividade, permite sintetizar conceitos, colher ideias e motivar para a acção. Pensar e agir colectivamente como forma de encontrar soluções. “Na nova economia, as conversas são a mais importante forma de trabalho... a conversa é a organização”*. E aqui, como “raça”, sabemos que temos um problema genético e psicossocial! A nossa ancestral vontade de independência e necessidade de afirmação, dificulta a criação de redes de colaboração competitiva. E é pena, porque, colectivamente, podemos ganhar escala e eficiência nas acções, gerar uma verdadeira cadeia de valor, criar uma actividade integrada. Vale a pena voltar a citar um dos novos conceitos de tecnologia social. “… Unidos à volta de temas e problemas comuns, responsáveis governamentais, empresários e membros da sociedade civil, partilham sensibilidades, aprofundam o seu conhecimento dos actuais sistemas, para descobrir e criar protótipos de novas ideias e oportunidades de colaboração…” O desafio é cada vez mais global, cheio de incertezas e oportunidades. O caminho faz-se caminhando como diria o poeta, reunindo os nossos recursos que, ao contrário do que alguns afirmam,

são muitos e diversificados. Temos uma natureza generosa - que nos oferece um bom clima, mar a perder de vista com o melhor peixe do mundo, frutas e legumes de sabor autêntico, infra-estruturas do melhor que há, pessoas educadas e qualificadas, património cultural com potencial de desenvolvimento. O que é que nos falta? Se calhar apenas organizarmo-nos em comunidades para tirar partido da nossa capacidade criativa e valorizar o que temos para oferecer, de forma sustentável. Em vez de ficar a carpir as nossas desgraças, ouvir o discurso da dívida, vamos organizar expedições para os mercados, com as nossas melhores gentes, carregados de ideias e estórias, para descobrir e despertar motivações e emoções. A probabilidade de sucesso está comprovada em muitas outras áreas de negócio, que conseguiram seduzir os seus clientes e dar-lhes uma experiência única. No turismo, como em muitas outras actividades, pensar em termos de “segmentos de mercado e grupos-alvo” é uma espécie de miopia estratégica. O

que realmente importa é que, quer se tratem de turistas individuais, famílias, reuniões de empresas ou associações, sejamos capazes de surpreender, criar e manter relações com os nossos clientes para toda a vida. Recordo-me sempre do conselho de um vitivinicultor e epicurista, que dizia, “a escolha de um vinho não tem apenas a ver com a ementa, mas sobretudo com quem se está!” Como corolário, diria que na meetings industry é fundamental ser inovador e sedutor nas propostas, mas respeitar e implementar princípios de sustentabilidade e responsabilidade social. Leio nos livros e no digital, sinto no ar um sinal dessa mudança de paradigma do Eu para Nós, que vai ajudar-nos a criar um mundo melhor. Fica a promessa de mudança para a qual estou disponível, o desenvolvimento de alianças estratégicas com outros clusters com que podemos pensar e agir colectivamente.

Acredito em Portugal! Desistir não é de todo opção.

* Alan Webber. “What’s so new About the New Economy”, Harvard Business Review

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ADOLFO MESQUITA NUNES S E C RE TÁ RIO DE E S TA DO DO T URIS MO © ANTÓNIO CAMILO . MINIFOTO


GRANDE ENTRE VISTA 17

“NÃO É O SECRETÁRIO DE ESTADO QUE VAI TRAZER CONGRESSOS PARA PORTUGAL”

Adolfo Mesquita Nunes, Secretário de Estado do Turismo, coloca o acento tónico na iniciativa privada, quer na captação de eventos, quer na eventual construção de um novo centro de congressos. O sector da meetings industry debatese com um problema de raiz que é não saber quanto é que vale. Parece-lhe importante fazer essa avaliação? Há a convicção de que este é um mercado que traz turistas, pela especificidade do segmento turístico em causa, ou seja, a realização dos eventos e dos congressos, e que pode ter um efeito multiplicador. É esse efeito multiplicador que há alguma dificuldade em contabilizar. Não sei se precisamos de o contabilizar para termos este como um produto estratégico. É importante para Portugal continuar a estar no pelotão da frente dos países com melhores rankings na organização de congressos e ter as cidades portuguesas a competir com capitais e outras cidades europeias. Claro que tudo aquilo que puder ser feito para conhecer melhor o

mercado e lhe poder responder melhor é positivo. Mas não sei se é uma prioridade da Secretaria de Estado. O último ranking da ICCA [International Congress and Convention Association] mostra que Portugal e Lisboa desceram, e pelo segundo ano consecutivo. O que está a falhar? O segmento dentro do segmento em que Lisboa e Portugal se inserem está muito competitivo e temos que saber responder a essa concorrência. Penso que a oferta que temos é a adequada. Provavelmente aquilo em que está a pensar é se poderemos avançar para um segmento superior em termos de capacidade, para congressos de maior dimensão, e aquilo que tenho dito é que cabe à iniciativa privada lançar esse projecto, eventualmente com algum apoio público.

Está a referir-se a um novo centro de congressos? Sim, a um centro de congressos com maior dimensão. Do ponto de vista da oferta hoteleira, da oferta de centros de congressos e da diversidade concentrada de uma cidade, Lisboa tem óptimas condições. Não podemos é esquecer a competição, a concorrência com outros destinos, mas não me parece que Lisboa ou Portugal estejam a trabalhar para decair nos rankings. Que imagem é que lhe parece que devemos passar do país? Isso poderá variar consoante a localização mas, se estivermos a falar de Lisboa e do Porto, é a enorme diversidade concentrada, a facilidade de acesso aeroportuário às cidades, e a enorme oferta para acompanhantes W W W . E V E N T P O I N T. C O M . P T


GRANDE ENTRE VISTA . A D OL F O ME S Q UI TA NUNE S 18

que Lisboa e Porto oferecem a walking distance. Outros destinos, que se especializaram neste segmento, mas em zonas específicas da cidade, terão provavelmente tendência para perder competitividade porque hoje em dia este segmento do mercado aposta no walking distance e na diversidade concentrada. Lisboa e Porto têm muito a ganhar, como o Funchal tem a ganhar, e parece-me que qualquer iniciativa de construção de um centro de congressos deverá, do meu ponto de vista, ter em conta esta nova tendência de que as cidades com recintos e feiras longe da cidade estão a perder competitividade. Ouvimos os profissionais desta área a queixarem-se de alguma falta de apoio institucional quando é altura de apresentar candidaturas e concorrer com outros destinos no mundo. Qual é que acha que deve ser o papel reservado neste capítulo às entidades públicas? Temos o Fundo de Captação de Congressos, que eu reactivei, e que tem precisamente como objectivo contribuir com essa ajuda suplementar que pode faltar. Por outro lado é importante, e penso que o Turismo de Portugal está a fazer esse trabalho, existir quem possa, nesses momentos, congregar todos os actores que são necessários para conseguir tornar a candidatura competitiva. Mas não é o Secretário de Estado que vai trazer congressos para Portugal, a não ser que seja um Congresso de Secretários de Estado. É papel da Secretaria de Estado e do Estado não prejudicar quem tem uma ideia, quer levá-la para a frente, e se mexe para o efeito, e nesse sentido se o Estado faltar está a falhar. Não é papel do Estado substituir-se a quem quer trazer congressos, porque se limitou a ter essa ideia e acha que depois é o Estado que tem que trazer o congresso. Provavelmente isto não é muito popular, mas tenho de o dizer.

Fez referência às ligações aéreas, que são de facto uma questão condicionante quando se trata de trazer um evento para um destino, ou não. O que é que pode ser melhorado nesta matéria? As ligações aéreas já não são da minha tutela e, portanto, não queria interferir. O que é importante, e penso que Portugal tem essa valência, é ter ligações aéreas adequadas com a Europa e ter a localização dos aeroportos perto das cidades. Claro que se houvesse mais ligações aéreas directas isso facilitaria, mas também não estou em querer que haja muita gente que decida não organizar um congresso em Portugal porque tem que fazer uma escala. Penso que nesse sentido, e dentro da nossa localização geográfica, somos um país competitivo. Os profissionais dizem que a aposta nas low-cost para este segmento não é uma resposta suficiente... Não podemos ter uma espécie de guichet à porta do aeroporto a dizer: o senhor é turista de qualidade, pode entrar; o senhor é pé de chinelo, não entra. Isso não existe em parte nenhuma do mundo. Esta ideia de que temos de filtrar que estilo de turistas é que temos, tem-nos conduzido a opções estratégicas erradas. Penso que do ponto de vista das acessibilidades aéreas um grande destino turístico tem de ter espaço para os vários segmentos do turismo e para os vários tipos de ligações aéreas, cujos efeitos também variam de destino para destino. O efeito das low-cost numa cidade como o Porto foi um, no Algarve foi outro. Temos de facto que ver isto como um todo, e isso significa que não podemos ter a ideia de escolher centralmente que estilo de ligação aérea é que queremos ou que estilo de turista é que temos.

Relativamente ao papel da diplomacia económica, que intervenção pode haver neste sector específico? Sendo um segmento que está já muito estruturado do ponto de vista da sua organização, os players já estão montados, os fóruns, quem conseguir interferir ou estar nesses fóruns a fazer lobbying para Portugal irá trazer com certeza um contributo acrescido. O papel da diplomacia económica será esse, fazer integrar os nossos representantes lá fora, nesses circuitos onde se discute de facto com muito tempo de antecedência a realização de um congresso. Como é que olha para a possibilidade de várias áreas de actividade poderem partilhar algumas acções com o turismo? Tenho referido isso nas minhas intervenções. Estamos a trabalhar para que todas as áreas económicas com potencial exportador e com política de promoção exterior se possam articular. É um trabalho que estamos a fazer. Identifiquei o problema e estou empenhado em que pelo menos comece já a haver uma articulação para que depois no futuro possamos ter de facto uma estratégia mais integrada. Há algum tempo a APECATE [Associação Portuguesa das Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos] lançou o desafio de poder ser criado um registo nacional de empresas organizadoras de congressos e eventos. Como é que olha para esta possibilidade? E faz sentido que os eventos integrem assumidamente este sector do turismo? Não integra o sector do turismo quem está registado, isso é hipervalorizar um papel. Este segmento turístico é um produto estratégico do nosso Plano Estratégico Nacional para o Turismo. E como Secretário de Estado eu vejo-o como estratégico para o turismo, portanto está integrado no turismo. Não sei se precisamos, sem prejuízo de outras vantagens, de um registo para que as empresas de congressos, por exemplo, sejam tratadas como fazendo parte de um produto estratégico, porque já o são.


GRANDE ENTRE VISTA . A D OL F O ME S Q UI TA NUNE S 19

E relativamente aos eventos que têm intervenção directa do Turismo de Portugal, a apresentação em feiras, em workshops, como é que olha para esse papel e como vê essas ferramentas de comunicação e de promoção? Num momento de contenção orçamental tivemos de fazer escolhas e as escolhas passaram por seleccionar muito bem o número de feiras em que Portugal devia estar presente. Seleccionamos as principais e substituímos a presença nas restantes por workshops mais focalizados, sem a concorrência de outros países naquele mesmo momento, para podermos ser mais eficazes. Ressalvando as grandes feiras, que são de facto um local onde temos todos de estar, o momento da decisão, da compra, da venda está cada vez menos institucionalizado nesse género de eventos e nós temos de saber responder a essa evolução, estarmos presentes nas redes sociais, e utilizar as novas tecnologias de informação e comunicação que é onde muita da decisão se faz. E em relação aos eventos que o Turismo de Portugal apoia? Também reduzimos drasticamente os eventos apoiados e escolhemos eventos que pudessem, por um lado, associarse aos produtos estratégicos que temos, e à projecção do destino Portugal que queremos transmitir, e, por outro lado, olhando para a possibilidade de retorno desses eventos, não apenas na óptica da sua repercussão imediata, na hotelaria, no turismo, mas na possibilidade de poderem ser multiplicadores e de os seus efeitos perdurarem no tempo. E foi por isso que se seleccionaram cinco. Sobretudo desportivos... Sim. Associados ao golfe, porque queremos projectar o país como um país de golfe, ao surf, e também no caso do Rally de Portugal porque é uma prova que está muito bem cotada no circuito internacional e porque permite uma projecção do destino que é de facto importante.

Outras provas desportivas, mercê da sua especificidade, que se passam dentro de um court, ou dentro de um campo, não permitem projecção do destino. Na altura de decidir que eventos apoiar, por vezes faltam ferramentas, mecanismos de avaliação do retorno do investimento que é aplicado nos eventos. Sente enquanto político falta dessas ferramentas de análise? A partir do momento em que se seleccionaram estes cinco, através de critérios muito apertados, não posso dizer que tenha sentido falta deles para esta escolha. Admito que no passado, quando o leque de eventos era tão alargado, faltasse essa avaliação. Mas as crises têm sempre este efeito de nos fazer pensar na forma como estamos a actuar e parece-me que a escolha de os eventos a apoiar pelo Turismo de Portugal, feita pela anterior Secretária de Estado, é acertada e com os critérios acertados.

Qual o alcance desta medida, anunciada há muito pouco tempo, de diminuição de taxas e de facilitar o acesso à profissão no sector da Animação Turística? Diminuímos drasticamente as taxas e facilitámos o acesso à profissão. O objectivo é por um lado permitir a criação de emprego para as novas gerações, que têm aqui uma óptima oportunidade, e contribuir para algo que é muito importante e que é diversificar a oferta turística em Portugal. Tenho dito várias vezes que turismo não é alojamento, não é só alojamento, e precisamos de o complementar com a animação turística, que permita que os turistas se interessem pelo destino. O objectivo duplo é esse. Há muita criatividade aí à espera de uma oportunidade de se colocar ao serviço do turismo. E é isso em que estamos apostados. Cláudia Coutinho de Sousa [claudia@eventpoint.com.pt] Rui Luís Romão [rui@eventpoint.com.pt]

DEZ PERGUNTAS A ADOLFO MESQUITA NUNES Que livro tem na mesinha de cabeceira neste momento? O primeiro livro de Nuno Camarneiro, “No meu peito não cabem pássaros”. A quem encomendaria um livro sobre Portugal? Infelizmente já não o posso encomendar, porque ela já não escreve, mas seria a Agustina Bessa-Luís. Que figura histórica gostaria de ter conhecido? Margaret Tatcher. Qual foi a sua primeira viagem? A primeira viagem que fiz totalmente com o meu dinheiro para poder realizar um objectivo foi à Lapónia, em pleno Inverno. E onde não gostaria de deixar de ir? À Antártida.

Consegue dizer um evento que o tenha marcado? É pessoal. E que evento gostaria de trazer para Portugal? Acho que o Secretário de Estado não tem que impor os seus gostos às políticas públicas. Esse seria o caso e não é esse o meu papel. Twitter ou Facebook? Os dois. O que é que não dispensa numa mala de viagem? Livros. Este ano vai passar férias em Portugal ou fora? Não sei quando é que vou de férias, mas será em Portugal.

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INTERNATIONAL & EUROPEAN ASSOCIATIONS CONGRESS: RENDIDOS AO ESTORIL Paris que se prepare pois não vai ser fácil igualar a qualidade do International & European Associations Congress 2013 (ACIE), que se realizou no mês de Abril (21 a 23) no Estoril. Damian Hutt, director do congresso, era no final um homem visivelmente satisfeito. “Foi um grande sucesso, não poderia ter sido melhor. Fomos muito bem acolhidos no Estoril”, sublinha o responsável. Do feedback transmitido pelos delegados, a componente educacional foi realçada, assim como as oportunidades de networking.


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https://vimeo.com/64903017 Também Linda Pereira, anfitriã e presidente do congresso, estava satisfeita com o evento. “Estou super feliz”, dizia à Event Point a directora da CPL Meetings & Events. “Termos mais de 700 associações representadas, com um potencial de 8500 congressos. Não preciso de dizer qual é o impacto para este destino”, refere Linda Pereira. A responsável apenas lamenta a ausência “do país”. “O país não esteve presente e a maior crítica aqui vai para o Turismo de Portugal. Não estiveram presentes, não apoiaram, não se envolveram”.

https://vimeo.com/64903017 E foram vários os destinos que disseram “sim” ao evento, desde a Austrália, passando pela África do Sul ou pela Malásia, até aos países europeus, Eslovénia, Alemanha, França, Suíça, para citar apenas alguns.

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A SURPRESA: MILTON SOUSA O organizador das Conferências do Estoril foi o keynote speaker do primeiro dia de trabalho, e impressionou os delegados com uma comunicação sobre o papel das associações no mundo actual. Podem as associações fazer a diferença? Há razões que indicam que sim: o mundo “networked” em que vivemos; o facto do trabalho ser cada vez mais orgânico; da conexão ser poder; a necessidade de conhecimento; o fenómeno “glocality” (global + local), a liderança facilitadora, a abertura à inovação. Resta saber que mundo queremos... O sector corporate devia (vai) tornarse mais parecido com o associativo, caracterizado pela visão e propriedade partilhada, pela liderança facilitadora e os capítulos como unidades semi-autónomas. O papel do líder foi amplamente tratado por Milton Sousa, que acredita

que a melhor caracterização de um grande líder é ser um servidor. O segundo dia contou com Dame Helen Alexander como keynote. Alexander é chairman da UBM, Port of London Authority e Incisive Media. É ainda directora não-executiva da Rolls-Royce. Foi até 2008 directora do grupo The Economist. “É extremamente importante ter os olhos e ouvidos bem abertos para perceber o que acontece no mundo. Os líderes têm de olhar para a frente, para os obstáculos de amanhã, procurar os sinais e capitalizar”, alerta. Em 2013 vivemos o problema do crescimento económico, que é muito frágil. Este outlook económico é a “nova normalidade” Os membros das associações vão querer mais por menos. “E isso é razoável”, diz Dame W W W . E V E N T P O I N T. C O M . P T


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Helen Alexander. Vivemos uma “dupla ressaca”, temos de tratar das dívidas e começar a atacar o problema do crescimento. “A Ásia é parte do futuro e as empresas que já estão neste continente vão ter mais sucesso”, sublinha Alexander, que salienta, “é preciso ir para esses mercados emergentes, sem esquecer a Europa”. Outro aspecto importante é a figura do líder, este tem de ser capaz de reter os membros e ser confiável.

“O líder tem de ter estratégia, comunicá-la bem e ter conhecimento do mercado”. As associações são um repositório de informação muito valiosa para os seus membros. “Extrair este valor é muito importante”, admite a ex-directora do The Economist. É necessário perceber o que os clientes/membros querem a todo o momento, e os novos meios digitais vieram ajudar neste trabalho. Uma questão importante emerge: pagar ou não pagar pelos conteúdos? É uma questão difícil de responder, mas Alexander sugere que se teste, meça e monitorize para chegar a uma conclusão. A oradora lembra ainda a importância da presença nos telemóveis e da transferência para a web dos conteúdos. Em relação à formação, Dame Helen Alexander refere que hoje em dia o bem mais escasso é o tempo, pelo que esta questão deve ser bem equacionada. “Ao fazermos uma formação temos de perceber se o fazemos melhor do que os outros, se podemos fazê-lo com profissionalismo e lucro”, alerta. Termina dizendo que quem apostou nos “live events” foi favorecido, e que estes continuam a ser uma “muito boa ideia”. Cláudia Coutinho de Sousa [claudia@eventpoint.com.pt]

CINCO PERGUNTAS A DAME HELEN ALEXANDER Que papel cabe às associações nestes tempos conturbados? Acho que a necessidade humana de aprender, de partilhar, do contacto presencial é muito importante. As associações têm tudo isto na sua essência e, no contexto da economia, o facto de serem um centro de conhecimento e excelência numa determinada indústria, área científica ou em qualquer outra actividade, dá às pessoas a possibilidade de saberem onde se dirigir, onde procurar a informação. E isto é particularmente importante quando os tempos são tão difíceis. Além dos económicos, que outros desafios enfrentam neste momento as associações? A mudança estrutural para um mundo digital é algo com que toda a gente tem que lidar. Se é um editor, ou na verdade em qualquer tipo de empresa, há impacto da tecnologia digital. E isso não é menos verdade, pelo contrário, no caso das associações, porque são ao mesmo tempo fornecedores de informação e organizações constituídas por membros e isso tem exigências muito particulares, que implicam mudanças estruturais. Falou na sua comunicação, em termos de conteúdos, sobre a decisão de os cobrar ou não, acha que há um aspecto cultural em jogo? Não acho que seja cultural, é uma questão polémica em todo o lado. É uma questão um pouco histórica, de formação. O bom conteúdo é aquele que é seleccionado, filtrado, em oposição aos blogues, estes são gratuitos, mas não são de forma alguma uma mais-valia. Como é que os destinos podem ajudar as associações? Acho que as cidades com presidentes de Câmara muito fortes reconhecem que receber pessoas no destino é altamente valioso para a economia. E estes são normalmente os destinos mais mexidos e que conseguem os investimentos. Como é que vê, neste momento, a liderança na Europa? Bom... acho que é muito importante que a União Europeia reflicta naquilo que precisa de mudar nos próximos tempos. Teve um desenvolvimento muito bem sucedido, uma UE que é maior do que o que era quando foi inicialmente formada, e que agora tem desafios distintos. E como na maioria das nossas organizações, revemos o que fazemos bem, o que fazemos mal, e se estamos a servir os interesses dos nossos membros. Este trabalho tem que ser feito num clima de relações positivas, não com ameaças de que se não fizeres como quero, eu saio.


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PEDRO FIGUEIREDO DOC E N T E DO E N S INO S UPE RIOR E PROF IS S ION A L


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DESIGN DE EVENTOS II DO DESIGN AO DESIGN THINKING . REWIND, PLAY, FORWARD.

Quando, em 2008, a convite da revista Festas & Eventos, redigimos um dos primeiros textos em língua portuguesa sobre design em eventos 1 , procurámos contribuir para a clarificação de algumas visões “ambíguas e redutoras” sobre o assunto. O facto de o design ser “frequentemente reduzido a uma função meramente decorativa” - um estatuto que Mauro Porcini 2 historicamente identifica como entendimento limitado e socialmente perceptível dos designers como “cake designers” e do design como “beautification”, qualquer coisa como “algo que torna as coisas bonitas” ou, como se diz na gíria, “a cereja no topo do bolo” - foi o mote que, nesse artigo, usámos para clarificar o contributo do design e dos designers nos eventos. Neste texto vamos ainda mais longe, e revisitando o pensamento de um dos mais reconhecidos embaixadores do design, idealizamos o design thinking , como mindset para inovação em eventos. 1. O artigo, elaborado em coautoria com Joana Santos, foi publicado no n.º 10, pp. 58-59. 2. Mauro Porcini, a que Alessandro Bruggia (3M) se refere como “o maior possível embaixador do design”, chefia atualmente o departamento de design da PepsiCo. Com uma carreira brilhante, Porcini é um dos grandes apaixonados e promotores do design, sendo internacionalmente reconhecido pelo desenvolvimento de estratégias de design promotoras de sucesso empresarial.

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Dada a importância que os eventos têm vindo a assumir como ferramentas de comunicação ao serviço de pessoas, instituições e marcas, começamos por salientar que o design em eventos, fazendo uso das valências das suas áreas de especialização comunicação, produto e interiores -, é disciplina promotora de conceitos e mensagens. Reduz o ruído na comunicação, polarizando e enfatizando o valor de promotores e de outros stakeholders nos eventos. Seja através da dinamização holística da identidade e da comunicação do evento (design de comunicação), seja da criação de dispositivos/equipamentos específicos (design de produto), seja ainda do desenvolvimento de ambientes estimulantes e sobretudo funcionais (design de interiores), o design é intrínseco ao desenvolvimento de experiências impactantes e memoráveis em eventos e porque é “função catalisadora de vivências ancoradas em inputs sensoriais e emocionais”, permite inclusive, como ideámos em 2008, a “concretização perene de experiências inevitavelmente efémeras”. No mesmo número em que Pedro Cardoso (The House of Events), em texto sobre tendências do mercado de eventos, diagnosticava “uma nova geração de clientes cada vez mais exigentes, mas ao mesmo tempo mais receptivos à inovação” e advogava a necessidade de equipas de eventos com “múltiplas áreas de competências”, reivindicámos para o design o mesmo estatuto da gestão, do marketing, da comunicação ou de outra disciplina reconhecida no contexto dos eventos. Mais ainda, posicionámo-lo como disciplina transversal às diferentes fases do evento, particularmente ao planeamento deste, reconhecendo, deste modo, as suas inúmeras valências estratégicas.

A função do design em eventos - “como processo, variável de negócio e característica intrínseca da experiência projectada” 3 - pode ainda ser exponenciada se se assumir o design thinking , uma metodologia de pensamento criativo, como mindset para a inovação. Entenda-se, como sintetiza Mauro Porcini, que os design thinkers, que podem não ser necessariamente designers!, são indivíduos capazes de vislumbrar a big picture, equilibrar um número mínimo de elementos para que produtos ou serviços possam ser oferecidos ao mais alto nível de experiência esperada pelo público-alvo e são ainda capazes de falar diferentes “línguas”, movendo-se do marketing à ciência, do design à antropologia, para oferecer mensagens que sejam compreensíveis e relevantes para os públicos-alvo, pelo que, no contexto dos eventos, se afiguram como profissionais de pensamento criativo, leia-se estratégico, ideais à gestão de projectos de eventos.

Em suma, três ideias. O design em eventos promove experiências diferenciadoras. Para inovar pelo design não basta, contudo, integrar o design em eventos e designers nas equipas. Sendo já um passo significativo, no contexto dos eventos, para que o design possa atingir todo o seu potencial, é necessário adoptar o design thinking como metodologia de pensamento. Eventualmente será até necessário, como idealiza Porcini em “Your new design process is not enough - hire design thinkers!”, que os membros da equipa sejam todos eles design thinkers.

O design thinking é, para o responsável pelo design na PepsiCo, como “um desporto algumas pessoas têm talento natural, mas com o treino adequado qualquer um pode melhorar esta capacidade”.

3. Porcini, M. (2009). “Your new design process is not enough - hire design thinkers!”. Design Management Review, vol. 20, n.º 3, pp. 7-18.


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DOSSIÊ TEMÁTICO 28

K ATJ A T S C H I M M E L © RUI LUÍS ROMÃO . EVENT POINT

CRI(S)E!

DOIS OLHARES SOBRE A CRIATIVIDADE E O DESIGN NOS EVENTOS O tema é inesgotável, mas, nesta edição privilegiamos o ângulo da criatividade. Fomos ouvir uma das maiores especialistas em criatividade no nosso país, Katja Tschimmel, uma alemã a viver no Porto há mais de 20 anos, e um dos principais organizadores de eventos, Pedro Rodrigues, da Desafio Global.


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UMA EQUIPA MOTIVADA, BEM PAGA, É MAIS CRIATIVA? A CRIATIVIDADE E A CRISE A criatividade está em todos nós? “Sim, com toda a certeza”, responde Katja Tschimmel, professora de design, considerada uma das maiores especialistas em criatividade no nosso país. “Nascemos com essa capacidade, que depois desenvolvemos perante os estímulos que recebemos. Por isso é que é tão importante dar o máximo de estímulos visuais, auditivos, artísticos, científicos às crianças.” A criatividade é algo que se treina, como se de um músculo se tratasse. “Quanto mais fizerem exercícios que trabalhem o pensamento criativo, mais capacidade de pensar criativamente as pessoas vão ter”, explica a professora da Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos. E que exercícios são esses? “Exercícios que treinem a percepção com todos os sentidos; pensamento por associações - todos nós pensamos por associações, mas por associações estereotipadas. Se lhe digo mesa, em que é que pensa? Em tampa e quatro pernas. Posso treinar associações diferentes: mesa, cozinheiro e vou saindo daquilo que é o estereótipo. Pensar em analogias. Ou seja transferir o conhecimento de uma área para a outra. A lata de atum foi inventada através de uma analogia à banana. Qual é o mecanismo mais fácil, mais intuitivo de abrir?, e foi esse o colocado nas latas de atum. Isto chama-se analogia directa; pensamento metafórico, narrativo, pensar em histórias”.

“Bem paga, não diria. Não fica bem dizer isso” (risos). Segundo Katja Tschimmel há estudos científicos que dizem que mais dinheiro não é uma razão para se ser mais criativo. “É aquilo a que chamamos motivação intrínseca. Quando uma pessoa está realmente motivada para um tema, ou para um projecto, não interessa se recebe muito, ou nada até, vai dar o máximo porque acredita naquele projecto. A primeira coisa é a motivação intrínseca, mas depois há outros factores. Não é preciso que todos sejam cobertos, mas quantos mais forem, mais probabilidade existe de que esse sistema produza”. Já uma pessoa feliz, inserida num bom ambiente de trabalho, tem mais propensão para ser criativa. “Se tenho um ambiente cativante, esteticamente agradável, apetece-me ficar mais tempo, se trabalho num espaço sem luz, cinzento, quero é ir para casa”. A pressão, e este sector dos eventos é de alta pressão, pode ser um estímulo, mas varia de pessoa para pessoa. “Em Portugal essa capacidade de trabalhar sob pressão é boa, aqui decide-se no último momento. Há pessoas que conseguem trabalhar sob esta pressão, que funcionam bem, e outras que não conseguem, que bloqueiam. Não há regras. Aliás do ponto de vista de como incentivar a criatividade, não há receitas”, explica.

“Por vezes dizem que em momentos de conflito as pessoas são mais criativas. Eu acho que nem uma coisa, nem a outra. O que acontece é que em momentos de crise a necessidade é maior. E quando realmente precisamos de pensar diferente, para sair de algum impasse, temos mesmo de pensar criativamente. Não é por acaso que neste momento o tema da criatividade está no topo”, sublinha Katja Tschimmel. Não há povos mais criativos do que outros, diz a especialista, e lembra a investigação já produzida sobre essas matérias. “Às vezes dizem que tem a ver com o clima. Imaginando que estão 40 graus, não é só pensar criativamente, quem é que consegue sequer pensar com esse calor? E quem é que consegue fazer algo quando está a morrer de frio. Há um contexto que talvez bloqueia. Quando tenho uma boa temperatura, um ambiente estimulante, agradável, quando tenho boa luz, boa ventilação, produzo melhor. Mas não só criativamente. É com tudo em geral”. Em relação ao mundo dos eventos, os profissionais portugueses são normalmente considerados pela sua grande capacidade de improviso e de resolução de problemas, mas Tschimmel vê isto como um estereótipo. “Dizem que os alemães são mais racionais, os portugueses são mais intuitivos, mais desenrascados. Não gosto muito disso. Na Alemanha há pessoas extremamente desenrascadas, imaginativas, intuitivas, e depois há outras pessoas muito racionais. São estereótipos que não ajudam muito”.

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O DESIGN DEVE ESTAR PRESENTE... SEMPRE “O design é uma actividade, uma maneira de olhar para qualquer tipo de projecto, seja ele de um produto, de um serviço, de um processo, de um evento, e desenvolver novas propostas, novas possibilidades”, explica Katja Tschimmel. Dizer que o design resolve problemas é redutor. “Ao resolverem problemas os designers criam outros. Houve uma mudança de paradigma, e diria que neste momento o designer é mais visto como alguém que dá respostas a desafios, identifica oportunidades e faz novas ofertas”. A funcionalidade é apenas um dos critérios quando se avalia um projecto de design. “O conceito do bom design está intimamente ligado à funcionalidade. Mas não é o único. E não é o mais importante. Neste momento em que estamos numa era mais narrativa, as pessoas procuram histórias diferentes. Um dos critérios são as emoções que são tocadas. Um dos motivos para as pessoas gostarem ou não de um evento é a experiência emocional que vivem. Se são surpreendidos, se se riem, se são provocados por alguma razão, o evento fica muito mais na memória do que se acharem que funcionou tudo muito bem. Claro que se as coisas não funcionarem vai ficar de forma negativa na memória. A funcionalidade tem que estar lá, mas não é o que domina”. Quantos mais sentidos forem envolvidos mais impactante pode tornar-se essa experiência. “Mais de 90% do nosso cérebro vai para o sentido visual. E não é por acaso que tanto os cozinheiros, como os músicos, quando se concentram, fecham os olhos. Para poupar a energia visual que gastamos e se concentrarem ou no sabor ou na música. O mais importante nos eventos é ainda o visual. Agora se damos ainda outro valor, uma mais-valia através do cheiro, do gosto, dos toques, do som, então ainda mais rica é a experiência”,

PEDRO RODRIGUES

explica Tschimmel. Por exemplo os jovens esperam de um evento que este tenha muito movimento, que seja multimédia, é o visual aliado ao som. “É muito diferente desenhar um evento para a terceira idade ou para um público com mais de 50 anos, e para adolescentes. Uma equipa que projecta um evento para adolescentes tem que ter obrigatoriamente adolescentes na equipa. Porque senão não vai conseguir entrar na cabeça do grupo”.

PENSAR OS EVENTOS COLABORATIVAMENTE No entender da especialista em criatividade os eventos só tinham a ganhar se fossem pensados de forma colaborativa, por várias pessoas de áreas diferentes, com diferentes tipos de inteligência. “O que é isso de criar algo novo? No fundo são sempre combinações. É assim que surgem as ideias novas. É pegar numa coisa e juntá-la a outra. Se eu junto pessoas com vários conhecimentos, as probabilidades de que eles combinem uma coisa muito distante da outra e assim surja algo de novo, muito mais surpreendente, são muito maiores do que pessoas da mesma área que só têm conhecimento dessa mesma área. O resultado nunca vai ser tão inovador”.

“A CRIATIVIDADE É A RECEITA PARA A CRISE E PARA OS ORÇAMENTOS APERTADOS” Quem o diz é Pedro Rodrigues, da Desafio Global ativism. O responsável pela premiada agência partilhou com a Event Point os seus pontos de vista sobre o design e a criatividade. Como é que funciona o processo criativo na Desafio Global? Em que altura entra o design? Depende do design, nomeadamente se falamos de “design do evento” ou de “design de evento”. Parece apenas uma letra de diferença mas falamos de dois conceitos perfeitamente distintos. Por “design do evento” entendemos, num sentido mais lato, o desenho de todo o evento, desde o programa, aos diversos momentos, local, dinâmicas e tudo o que seja o “esqueleto” do evento. Por “design de evento”, num sentido mais estrito, falamos dos aspectos relacionados com a imagem, que podem englobar a marca a criar ou utilizar no evento, as suas aplicações, peças e expressões e todos os aspectos gráficos ou decoração do espaço.


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O design sacrifica-se à funcionalidade, ou vice-versa? Poderíamos responder com o clichê “vivem de mão dadas”, mas a realidade é que é mais do que desejável que cada um se tente impor ao outro em cada evento. Se a equipa de design tem um rasgo de génio e uma ideia brilhante e irrecusável, então cabe à equipa de gestão de eventos viabilizar essa visão. Por outro lado, se do ponto de vista prático existem constrangimentos reais do espaço, do timing de montagens, ou outras variáveis, provavelmente o design vai ter que se adaptar a essa realidade. É um casamento em que cada parte tem que conquistar a outra no dia-a-dia com uma surpresa, uma novidade ou um gesto arrojado. Nem o designer do evento se sente estimulado a criar se não for provocado e

espicaçado pelo gestor do evento, nem a equipa do evento se sente realizada para produzir um evento cujo projecto estético não seja inovador. O design de um evento pode sair prejudicado quando os prazos são muito apertados? Um pouco. Quem sai mais prejudicado em projectos de prazos irrealistas (apertados, hoje em dia são todos os projectos) é a área de produção que tem que materializar a visão do projecto de design. O ambiente humano que se vive na Desafio Global, a motivação, contribui para a criatividade, para eventos mais criativos? Acredito que sim. Não conheço outras realidades, mas no nosso caso existe uma obsessão pela superação a

todos os níveis. Superação do próximo evento, que tem que ser melhor do que o anterior, e superação individual de conseguir fazer sempre melhor. É um ADN que leva a um elevado grau de autocrítica e exigência. Muitas vezes o gestor do evento acaba por ser mais crítico e exigente, consigo e com os seus projectos, do que o próprio cliente. No fundo, voltando à pergunta, é uma motivação para a excelência com o mérito de estarmos a falar de uma área de actividade - eventos - que não é uma ciência exacta. Antes pelo contrário, são projectos nunca antes tentados, que são imaginados e criados a uma escala e em timings capazes de fazer tremer qualquer mortal… É a tal superação e, no fim do evento realizado, uma descarga de adrenalina e uma sensação de missão cumprida.

P UB

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Os eventos saem a ganhar quando são pensados de forma colaborativa? Sim, quando isso é possível… Antigamente os projectos eram pedidos com vários meses de antecedência e, na sequência disso, pensados, elaborados, alterados e, com várias fases do processo, até ao dia do evento. Hoje em dia o evento é normalmente pedido demasiado em cima da data. O cliente acha normal, a equipa de gestão de evento até gosta dessa pressão e as coisas vão correndo bem. Isso faz com que a “anormalidade” dos timings apertados se torne normal. Assim, não é desejável, mas é compreensível que, nestes prazos, muito do colaborativo possa ficar pelo caminho ou não aconteça com a profundidade desejada. Num contexto de crise, que importância dá o cliente à criatividade? Muita. E nós também. A criatividade é a receita para a crise e para os orçamentos apertados. Fazer eventos estrondosos com grandes orçamentos é relativamente fácil. Difícil é fazer bons eventos com recursos limitados. Aí entra claramente a criatividade no sentido de reciclar materiais, potenciar aspectos estéticos, etc… Comparativamente com outros países da Europa, como a Alemanha, os eventos em Portugal têm orçamentos muito mais reduzidos. Assim, de cada vez que um evento português ganha um prémio num concurso internacional, contra orçamentos inimagináveis, esse prémio devia valor por três… ou mais. Agora é complicado o cliente entender que o projecto de criatividade de um evento é um bem precioso e que deve ser remunerado de uma forma justa. Muitos clientes, alguns que lidam com eventos há algum tempo, estão a agora a entender que, no mix de custos, a parte de projecto e de criatividade tem que ser convenientemente remunerada. Apesar de não ser uma área palpável como a cenografia ou o catering, a criatividade do evento são horas e dias de trabalho, realizadas por profissionais altamente qualificados, e que vão

fazer a diferença no resultado final do evento. Lembra-me sempre a piada da avaria no reactor nuclear. O reactor avaria com perigo de explosão. Nessa altura é chamado o maior especialista do mundo que descobre que era um parafuso desapertado. Quando chega a conta de €1.000.000 o cliente questiona esse valor por um parafuso. E ele responde. Não, o parafuso foi €1, os outros €999.999 são relativos a saber qual o parafuso a apertar. Com a conhecida pressão sobre os orçamentos, que novos caminhos pode o design seguir para compensar essa pressão? Acho que a corrente estética, em design de eventos, que tem prevalecido nos últimos anos já é uma ajuda sobre o tema da pressão dos orçamentos. Há alguns anos atrás, um evento teria tanto mais impacto quanto as cortinas, candelabros, flores e outros adereços tivesse. Enveredámos, felizmente, por um caminho estético mais minimalista que, no fundo, ajuda a dosear a referida pressão orçamental. Qual foi o impacto de novas tecnologias, nomeadamente as de projecção, no design de um evento? Essa foi a grande revolução estética dos eventos. Não é preciso recuar muito, uns seis anos, para encontrarmos fotos em que a “grandeza” de um evento era medida nos metros quadrados de telas impressas. Hoje em dia, do ponto de vista de um evento com um design aclamado, é raro ver-se sequer um metro quadrado de tela impressa. Vemos sim grandes projecções alicerçadas em conteúdos dinâmicos. Há uns anos atrás dizia que a cenografia era uma área ainda pouco desenvolvida em Portugal. Entretanto mudou de opinião? Mudei de opinião com grande satisfação. Na altura em que emiti essa opinião realizava eventos em Portugal e no Brasil mercados onde, na época, o contraste era total do ponto de vista cenográfico.

O Brasil não tinha a pujança económica actual, nem os actuais budgets e patrocinadores de eventos mas, em contraste, tinha na altura uma mãode-obra muito barata. Nós, por outro lado, começávamos a criar marcas para os eventos e a ter acesso a pequenos e grandes formatos de impressão digital. E o contraste na cenografia era muito curioso porque, em Portugal usávamos nos eventos mobiliário existente e imprimíamos digitalmente o logo e a imagem do evento. Quando, nessa mesma época, chegava ao Brasil, tudo era literalmente construído. O mobiliário era construído, o logo do evento ou do cliente mesmo que fosse num formato muito pequeno, era feito em madeira, serrado e pintado. Como avalia o design de eventos em Portugal?

Temos para todos os gostos em Portugal, desde o design de eventos sofisticado que acrescenta valor ao projecto e ao cliente, até ao design de evento francamente piroso. E, neste tema, acho que a responsabilidade é da agência de eventos em apresentar um bom trabalho e educar o cliente.Muitas vezes, pela foto do evento, e pelo tipo de design, consigo claramente identificar um estilo e a agência que o organizou.

Cláudia Coutinho de Sousa [claudia@eventpoint.com.pt]


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CASE-STUDY 34

E S P E C TÁ C U L O S O B R E A Á G U A P A R A A S S I N A L A R O S 2 0 A N O S D A D O U R O A Z U L © JORGE LEAL . EXPANDING GROUP

20 ANOS DA DOURO AZUL

CELEBRADOS COM POMPA E CIRCUNSTÂNCIA Não é todos os dias que o Porto recebe estrelas de cinema de Hollywood como Sharon Stone ou Andie MacDowell. Aconteceu no evento que assinalou os 20 anos da Douro Azul e a inauguração de dois navios-hotel da empresa. A agência de eventos responsável foi a Expanding Group.


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Tudo começou a ser preparado seis meses antes, - o evento realizou-se em Março -, com uma ideia muito clara por parte do cliente. O evento devia responder a três objectivos principais: “celebrar os 20 anos de actividade do Grupo Douro Azul, baptizar e apresentar as nossas duas novas embarcações, o MS AmaVida e o MS Queen Isabel, divulgar e promover internacionalmente a Douro Azul como operador de cruzeiros fluviais de luxo, e o Douro e Portugal como destinos turísticos de excelência”, explica Bruno ribeiro, marketing manager da Douro Azul à Event Point. “O cliente tinha a noção da forma e a nós coube-nos fazer o agenciamento artístico, apoiar a configuração e implantação do evento, construir o alinhamento e geri-lo”, explica Manuel Vaz, director da Expanding Group. O trabalho começou “imediatamente”. “O grande desafio, mais do que a parte técnica, foi o de convencer as celebridades a virem a um evento corporate”, refere o responsável. No entanto, segundo Manuel Vaz, as celebridades que estiveram presentes, Sharon Stone, Andie McDowell (e Michael Bolton em concerto), foram “primeiras escolhas”. Com a vinda destas estrelas o objectivo foi chegar a públicos externos. O evento recebeu 33 jornalistas estrangeiros, de publicações que iam desde o Daily Mail, ao El Mundo, passando pela Associated Press. A Douro Azul teve intervenção em todo o processo. Aliás a produção foi totalmente gerida pela empresa, desde o catering ao alojamento, num projecto exclusivamente nacional, dos móveis até à tecnologia. A relação entre cliente e a agência revelou-se muito “tranquila”, observa Manuel Vaz. A equipa da Expanding, de resto, “mudou-se, de armas e bagagens” para as instalações da Douro Azul, de modo a trabalharem como um conjunto.

SHARON STONE E MÁRIO FERREIRA, PRESIDENTE DA DOURO AZUL © JORGE LEAL . EXPANDING GROUP

HUB : PARIS A articulação de todos os voos foi um dos desafios desta organização, uma vez que a TAP e a Ibéria tinham greves marcadas para a altura do evento. “Esta foi uma parte dura”, lembra Manuel Vaz. A solução passou por alterar todos os voos e fazer de Paris o hub principal. Os transfer foram depois feitos por jacto.

100% NA ÁGUA Gerir um evento que se realizou “100% na água” obrigou a equipa da Expanding a aprender muito sobre marés e a pensar em mais variáveis do que habitualmente. Manuel Vaz não tem dúvidas, “a experiência da Douro Azul em termos fluviais foi muito importante. Fez a diferença”. Um dos períodos críticos foi a da mudança de cenário entre a recepção e a inauguração dos navios, e a festa. “A equipa

tinha de alterar em 36 minutos a fisionomia da tenda para construir a festa. Isto exigiu muita coordenação, sobretudo porque o espaço era limitativo e o acesso logisticamente complicado”, lembra o responsável da Expanding. A concepção do evento era ao jeito da passadeira vermelha de Hollywood, não fosse o acontecimento contar com duas grandes estrelas da meca do cinema. Todos os convidados tinham de vestir traje de cerimónia. A parte da hospitality coube também à Expanding, que preparou um programa à medida para os convidados e para a imprensa internacional. “A acção de charme junto da imprensa foi muito forte”, sublinha Manuel Vaz. Foram utilizados, por exemplo, dez Porsches, três helicópteros, dois jactos e um iate. A segurança esteve no topo das preocupações. “O plano de segurança foi coordenado pela Douro Azul e pela PSP e funcionou muito bem”, explica o responsável da Expanding Group. W W W . E V E N T P O I N T. C O M . P T


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TRÊS PERGUNTAS A BRUNO RIBEIRO, MARKETING MANAGER DA DOURO AZUL

ANDIE MACDOWELL E RAINEY QUALLEY © JORGE LEAL . EXPANDING GROUP

ALGUNS NÚMEROS Equipa Expanding: 14 pessoas, entre coordenadores e assistentes de produção Pessoas envolvidas na organização: 400 Convidados: 300 Hospitality: 10 Porsches 3 helicópteros 2 jactos 1 iate Cláudia Coutinho de Sousa [claudia@eventpoint.com.pt]

Que balanço, enquanto cliente, fazem do evento? Um balanço bastante positivo. O evento decorreu de acordo com o planeado e conseguimos concretizar os objectivos que estiveram na sua base. Estiveram presentes mais de 150 jornalistas de todo o mundo e foram desenvolvidas várias peças de reportagem, em diversos formatos, incluindo directos nos telejornais de horário nobre de todas as televisões nacionais. Os presentes manifestaram o seu agrado com todo o evento, nomeadamente os nossos convidados internacionais que nos congratularam pela qualidade do mesmo e pela capacidade de organização demonstrada. Como exemplo, posso indicar que só no Reino Unido mais de 200 publicações - entre jornais nacionais e locais, revistas ou publicações dedicadas ao sector do turismo - abordaram a nossa gala. Temos sentido também um acréscimo assinalável nos contactos que temos recebido tanto de imprensa internacional, interessada em realizar reportagens, como também de operadores que pretendem realizar parcerias de negócio com a Douro Azul. Para este sucesso também contribuíram os nossos convidados especiais, Sharon Stone e Andie MacDowell, enquanto madrinhas das embarcações, e Michael Bolton, cantor convidado, que ficaram deslumbrados com a beleza do Porto e do Douro, contribuindo para a divulgação internacional da região. Qual foi a parte mais complicada ou os maiores desafios na sua organização? A coordenação logística de todo o evento foi sem dúvida o maior desafio na organização do evento. Estamos a falar em coordenar um conjunto de equipas que, na sua totalidade, agrupavam mais de 400 pessoas e cujo desempenho e sucesso estava interligado. Juntando a isto tivemos ainda a realização de um programa VIP de visita à região para as celebridades presentes, com todas as condicionantes que isso acarreta. Além disso, estamos a falar de um evento que pelas suas características específicas envolveu um conjunto de meios não convencionais. Desde logo a colocação de um palco flutuante em pleno rio Douro, com as duas embarcações a ladearem essa estrutura. Toda esta organização envolveu meios aéreos, terrestres e navais bem como a participação de várias entidades oficiais ao nível da segurança. Felizmente conseguimos criar mecanismos de comunicação e procedimentos de acção que nos permitiram coordenar toda a organização do evento de uma forma funcional e dinâmica, capazes de solucionar os problemas e dificuldades que iam surgindo com relativa facilidade. Como correu a relação com o organizador do evento? A relação entre a Douro Azul e a Expanding decorreu de forma fluída e integrada como se de uma única entidade se tratasse. Trabalhámos em conjunto desde a concepção do evento até ao pós-evento, com reuniões e contactos permanentes, e trabalhando como uma equipa, não apenas dentro de uma relação formal cliente-fornecedor.


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NORMA FRANCO C ON S ULT OR A E M S U S T E N TA BIL ID A DE


OPINIÃO 39

SE SUSTENTABILIDADE É A RESPOSTA, QUAL É A PERGUNTA?

Sempre que os mais pequenos me pedem apoio nos jogos didácticos de labirintos, por que não conseguem chegar do ponto A ao ponto B, tenho tendência a sugerir: porque não tentar o caminho inverso? Sim, é mais fácil, mas a percepção de que é exequível promove confiança! E sim, o verdadeiro desafio está efectivamente do ponto A para o ponto B, mas fazer o percurso inverso também lhes permite aprender, perceber barreiras, as armadilhas, os cuidados a ter ou evitar, permite conjecturar e experienciar um pouco de criatividade... No final, a verdade é que quando se olha para trás, para algo feito, tudo parece mais fácil, mais simples. E, perante um novo desafio, o sentido de alerta aguça-se, e a compreensão permite dominar. Não querendo descomplicar os desafios da vida (fazendo a transposição dos desafios da realidade de uma criança), nem tão pouco desvalorizar a importância da tentativa e erro, é certo que para a maioria será mais fácil descer a montanha, depois de subi-la. Porquê? Porque do caminho levamos conhecimento e compreensão. O CAMINHO MAIS CURTO - PERTO DO (IN)SUCESSO, LONGE DO VALOR É comum extrapolar-se da amostra para o universo. No entanto, estatisticamente, só poderá fazê-lo se a amostra for robusta e, previamente, deverão reunir-se as condições necessárias

para que a extrapolação seja verdadeira. Frequentemente, a par de algum cepticismo, assiste-se em tempo real à desvalorização do jargão sustentabilidade, à luz de extrapolações que não cumprem

as condições básicas. Tal acontece porque se opta por utilizar o termo ao invés de compreender o conceito. O refúgio exclusivamente em “termos” evidencia corta-matos, que inevitavelmente W W W . E V E N T P O I N T. C O M . P T


OPINIÃO . S E S U S T E N TA B IL ID A DE É A RE S P O S TA , Q U A L É A P E RG UN TA?, P OR NORM A F R A NC O 40

SHHH! É SEGREDO: NÃO É O PLANETA… SOMOS NÓS! conduzem a soluções de insucesso, distanciando-as do verdadeiro valor. Já dizia Albert Einstein, “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”. Inspire-se na sua sabedoria, e abra a mente a novos termos dando-se a oportunidade de compreender conceitos (percorra o caminho do conhecimento, independentemente do sentido), e com certeza o resultado final trará sempre mais valor.

A URGÊNCIA DA SUSTENTABILIDADE, SEM CORTA-MATO E SEM CEPTICISMO “Nós não herdámos a terra dos nossos antepassados, pedimo-la emprestada aos nossos filhos”

Basta de olhar para o lado, e escudar‑se nos argumentos da “impossibilidade”, do “constrangimento orçamental”, do “não é tendência”. Estes argumentos revelam alienamento e total distanciamento do objecto da acção. Todos os dias usufruímos dos serviços aprovisionados gratuitamente pela Terra, sem carregar num botão on/off. Na verdade, este mecanismo é accionado pela relação entre a Terra e os que nela habitam, uma relação bidireccional - um fluxo de acções, comportamentos, atitudes e de serviços nos dois sentidos. Quem mais beneficia desta relação, sou eu… Somos nós! E é tanto melhor esta relação, quanto maior for o somatório dos empenhos individuais. Do empenho espera-se compromisso e responsabilização, na multiplicidade de responsabilidades que acumulamos enquanto indivíduos (cidadão, profissional…).

DE REPENTE, O DESAFIO É “EVENTO” E “DESIGN”

Fonte: provérbio índio

Tão importante como perceber a necessidade de garantir que as gerações vindouras usufruirão da mesma qualidade e bom estado dos recursos que as gerações anteriores tiveram oportunidade de usufruir é substanciar e integrar uma resposta clara e efectiva ao desafio do futuro. Para isso é urgente um somatório de contribuições individuais e colectivas, de todas as esferas da sociedade, para que se preconize um desenvolvimento sustentável.

E em todos nós habita uma verdade escondida - um pequeno herói, dotado de valores, moral e consciente da bidireccionalidade dos ecossistemas. Esta torna inevitável a tentativa de integrar “evento” e “design” com a layer “sustentabilidade”, quando se pensa em criação de valor e benefício.

ECO DESIGN E VENTO SUSTENTÁVEL DESIGN DE E VENTO Da sobreposição destas diferentes áreas de conhecimento - nas zonas de intercepção -, surgem novos conceitos, que são respostas a uma necessidade, a um problema, a um desafio… E a capacidade de resposta é tanto melhor quanto maior for o canal de comunicação, e quanto maior for o número de combinações possíveis entre o genoma das áreas de conhecimento interceptadas. Deste desafio, e da interconectividade e realimentação positiva entre “evento” e “design” e “sustentabilidade”, espera-se no final (entre outros): eficiência, cadeia de valor, melhoria contínua, redução de impactes, integração, optimização de recursos, planeamento, estratégia, sucesso, reputação. Independentemente do desafio (na área design de evento/produto ou não), é de realçar a importância da responsabilidade e do compromisso atendendo sempre à sustentabilidade envolvente.

Se é inegável o facto de não haver teatro sem actores, personagens e público… como é possível conceber-se a vida num planeta sem sustentabilidade?


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ESPAÇOS 42

CENTRO DE CONGRESSOS

FREEPORT

“VAMOS ABORDAR CADA EVENTO COM GRANDE FLEXIBILIDADE” Aproveitando a infra‑estrutura existente dos cinemas, e com um investimento sobretudo na componente tecnológica, o Freeport ganhou um Centro de Congressos que, segundo o seu responsável, promete concorrer com os actuais venues do mercado. Quando no final de 2011 o Freeport se viu confrontado com a situação de que, para manter os cinemas - 21 salas -, tinha que fazer um investimento de meio milhão de euros (passando a projecção de 35 mm para digital)

havia uma decisão importante a tomar: avançar ou reconverter aquele espaço. “O investimento era simplesmente para conseguirmos continuar a assegurar a distribuição dos filmes, não se perspectivando, no entanto, um aumento

do número de visitantes que trariam uma rentabilidade adicional para fazer face ao investimento”, esclarece Nuno Oliveira, director do Freeport. A opção foi por reconverter o espaço. “Nos contactos que fomos fazendo,


ESPAÇOS . C E N T RO DE C ONGRE S S O S . F RE E P OR T 43

junto dos diferentes operadores que estão no turismo, tomámos consciência da realidade dos congressos, de conferências, de reuniões e eventos”, refere, e aí foi percebida a oportunidade de mercado. “Os números que temos da ICCA dão aproximadamente 10 mil reuniões todos os anos. Portugal recebe 230 dessas. Essas 230 correspondem a mais de 140 mil pessoas. Lisboa consegue absorver 50%. Temos um potencial grande e em crescimento. Aqui estamos a falar numa perspectiva de que as pessoas vêm para estar presentes nesses eventos, mas depois a componente de gastos, shopping, lazer, é muito importante. Então fomos avaliar o que é a oferta na zona de Lisboa para acolher este tipo de eventos, e observamos que, sobretudo no segmento dos grandes eventos, Lisboa está limitada na oferta existente”, afirma Nuno Oliveira. A segunda oportunidade que identificaram foi à luz da forma como se posicionam os actuais operadores. “Na aprendizagem que temos do mercado de retalho somos muito flexíveis na abordagem com os nossos parceiros comerciais. É certo que temos regras, mas o mais importante no final é que o visitante tenha a melhor experiência possível. Transpondo para a realidade dos congressos, significa que um dos pontos que os diferentes operadores do mercado apontam é muitas vezes a falta de flexibilidade dos operadores [espaços] existentes para um período crucial, e que são as montagens dos eventos. Nós vamos garantir aos diferentes players uma grande flexibilidade nesta área, e um posicionamento relativamente à parte logística distinto daquele que existe no mercado”. Esta reconversão não teve um investimento “significativo”. “O principal investimento foi realizado em 2004 quando desenvolvemos a infra-estrutura, na altura para cinemas. Investimos sobretudo na parte tecnológica, dotando as salas de todos os equipamentos audiovisuais necessários para proporcionar uma experiência muito positiva”, sublinha o responsável.

SISTEMA DE CONCESSÃO MISTO O modelo de concessão implementado no Centro de Congressos do Freeport é misto, com excepção dos audiovisuais e da segurança, em que a opção recaiu por trabalhar com um único fornecedor. Já no catering foram escolhidos três operadores do mercado. “Se alguma empresa quiser ter no seu evento uma acção de catering, poderá contactar três fornecedores, acreditados por nós, que entram em concorrência entre eles na apresentação das propostas ao cliente”, esclarece Nuno Oliveira. Em outras áreas existem serviços recomendados, mas não obrigatórios. Agregada está a oferta de restauração já existente no Freeport e que pode ser utilizada. A hotelaria, ou a falta dela, não é uma preocupação para Nuno Oliveira. “Quando olhamos para um raio de 30 km do Freeport, temos a norte uma oferta extraordinária no Parque das Nações, com excelentes hotéis. A sul temos menos oferta, é verdade, mas uma oferta mais característica, seja em Alcochete, seja em Palmela, seja no Montijo. Não temos a menor dúvida de que localização não é um ponto fraco”.

REACÇÃO POSITIVA “A principal vantagem é o produto que temos”, admite Nuno Oliveira. E para já a reacção do mercado tem sido “muito positiva”. Os esforços comerciais vão concentrar-se, este ano, no mercado nacional, mas o internacional não será descurado. “Estamos a desenvolver já o trabalho a nível internacional, no segmento das reuniões associativas, para no próximo ano começarmos já a ter alguns resultados. Sabemos no entanto que este tipo de reuniões implicam um planeamento com maior antecedência”. O segmento dos eventos culturais também está a ser trabalhado. Cláudia Coutinho de Sousa [claudia@eventpoint.com.pt]

CARACTERÍSTICAS DO ESPAÇO ESPAÇOS: 20 salas e auditórios, com capacidade para 100 a 800 pessoas; Sala multiusos: 2100 m2; Foyer principal: 875 m2; Centro de exposições: 500 m2; Estacionamento: 2475 lugares

OUTROS SERVIÇOS: Tradução e interpretação simultânea Inscrições online, credenciação e certificados electrónicos Secretariado (permanente ou no dia do evento) Hospedeiras Sinalética e decoração Logística Stands Aluguer de mobiliário Fotografia e vídeo Assistência médica permanente

NUNO OLIVEIRA © RUI LUÍS ROMÃO . EVENT POINT

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EM DESTAQUE 44

© RUI LUÍS ROMÃO . EVENT POINT

ALEXANDRA TORÉGÃO ASSUME PRESIDÊNCIA DO CAPÍTULO IBÉRICO DA ICCA Foi preciso esperar pela IMEX, em Frankfurt, para conhecer oficialmente a nova presidente do Capítulo Ibérico da ICCA- International Congress and Convention Association: a actual directora de marketing do Centro de Congressos de Lisboa. Alexandra Torégão sucede assim a Frank Garcia, do Centro de Convenções Internacional de Barcelona. O processo, que deveria ter ficado concluído em Abril, nos Açores, durante a reunião anual do Capítulo, sofreu uma reviravolta inesperada quando, nas vésperas desse encontro, o candidato anunciado, Pedro Rocha dos Santos, director do Centro de Congressos do Estoril (CCE), soube que estava impedido de assumir o cargo. Porquê? Por causa da Lei 50/2012, publicada a 31 de Agosto, que “Aprova o regime jurídico da actividade empresarial local e das participações locais”. Uma circunstância que só muito tardiamente foi transmitida a Rocha dos Santos, como este refere à Event Point, e que na prática impede o CCE de ser membro de

entidades como a ICCA, ou sequer do Convention Bureau do Estoril. No artigo 38º da referida Lei pode ler-se, no ponto 1, que “as empresas locais não podem constituir nem adquirir quaisquer participações em sociedades comerciais, nem criar ou participar em associações, fundações ou cooperativas”. E continua

no ponto 2, dizendo, “Os actos praticados e os contratos celebrados em violação do disposto no número anterior são nulos”. A Lei 50/2012, afirma ainda Pedro Rocha dos Santos, vem “comprometer a estratégia de negócio e de promoção do CCE, assente no networking”, e no envolvimento em associações como


EM DESTAQUE . A L E X A NDR A T ORÉ G Ã O A S S UME P RE S IDÊ NC I A D O C A P Í T UL O IB É RIC O D A IC C A 45

© RUI LUÍS ROMÃO . EVENT POINT

© RUI LUÍS ROMÃO . EVENT POINT

REGRESSO AOS AÇORES

a ICCA, o GMIC - Green Meeting Industry Council, o BCSD Portugal - Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável ou a Sociedade Ponto Verde. Perante esta reviravolta, e a necessidade de cumprir a alternância entre Portugal e Espanha na presidência do Capítulo Ibérico da ICCA, a lista candidata foi reformulada, incluindo, para além de Alexandra Torégão, a vice-presidente Maria del Mar Carnero, da FIBES Congress, e as vogais Maria José Alves, do Convention Bureau do Estoril, e Sonia Serracarbassa, do Convention Bureau da Catalunha. Depois de ouvidos todos os membros do Capítulo, a nova direcção, eleita para um período de dois anos, foi finalmente aprovada e tomou posse a 20 de Maio, durante a IMEX. Este é um mandato assumidamente de continuidade, mas mais focado em objectivos de comunicação e marketing, e de visibilidade do Capítulo. A rentabilização da base de dados da ICCA é outro dos objectivos estratégicos.

Seria injusto não voltar agora um pouco atrás, e recuperar os principais aspectos da Reunião Anual do Capítulo Ibérico da ICCA, que se realizou em São Miguel, entre 17 e 19 de Abril. Ao todo estiveram 38 participantes, incluindo os portugueses Associação de Turismo do Algarve, Viagens Abreu, Estoril Convention Bureau, AIP, Porto Convention Bureau, Pacific World, Centro de Congressos do Estoril e Factor Chave. Do programa constaram as comunicações de Elling Hamso, do Event Roi Institute, sobre a nova Meetings Architecture, de Pedro Norton de Matos, organizador do Green Festival, abordando a temática da sustentabilidade, e de Oscar Cerezales, responsável pela Ásia/Pacífico no Grupo MCI, que destacou a importância das questões culturais, quando se pensa em novas oportunidades nos mercados emergentes. Uma inovação neste encontro açoreano foi a sessão “You are the speaker”, realizada no formato de Pecha Kucha, e em que qualquer um dos participantes pôde partilhar as suas experiências e preocupações face ao momento que o sector atravessa. Ao longo destes três dias bem preenchidos de actividades, podemos dizer

que a preocupação geral, presente em quase todos os momentos de debate, foi a de ir para lá do discurso da crise, e encontrar formas de gerar mais negócio e abrir novos mercados. O segredo, defendem muitos, poderá estar na cooptition ou, se preferirem, numa competição colaborativa. A estadia nos Açores não poderia chegar ao fim sem uma actividade de responsabilidade social corporativa. Deste modo, em colaboração com os serviços florestais, o grupo plantou um logo da ICCA, só com espécies autóctones que importa preservar. Um logo suficientemente grande para poder ser visto através do Google Earth (!).

A próxima Assembleia-Geral do Capítulo Ibérico da ICCA está marcada para Girona, em Espanha, na Primavera de 2014, e continua a ter a Event Point como media partner. Rui Luís Romão [rui@eventpoint.com.pt]

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JOSÉ PIMENTEL FURTADO C ORONE L DE C AVA L A RI A , E S PE C I A L IS TA E M S E GUR A NÇ A E GE S TÃ O DE C RIS E S © CLÁUDIA COUTINHO DE SOUSA . EVENT POINT


OPINIÃO 47

A TRAGÉDIA DA BOATE KISS - ALGUMAS LIÇÕES PARA O SEU EVENTO

Volvidos alguns meses sobre o incêndio ocorrido na discoteca Kiss, no Brasil, que matou 241 pessoas e feriu gravemente mais de 400, já poucas são as referências ao assunto na comunicação social, entretanto submergida por outros temas igualmente importantes, ou não, e que nos fazem esquecer a dimensão da tragédia. Porém, é principalmente através dos erros que o conhecimento humano vai progredindo e, nesta perspectiva, a tragédia da Boate Kiss encerra em si alguns ensinamentos que não devem ser ignorados por todos aqueles que organizam eventos dentro de determinados tipos de edifícios, como discotecas, bares, hotéis, caves diversas, garagens, escolas, etc. O incêndio teve origem quando o vocalista do conjunto que actuava no momento lançou um very-light no interior da discoteca, que de imediato incendiou o material de isolamento acústico, à base de espuma de poliuretano. Este tipo de material isolante é o que se encontra instalado na maioria dos estabelecimentos do nosso país e, quando arde, desenvolve temperaturas da ordem dos 1000º C. As principais causas das mortes foram a intoxicação pelos gases altamente venenosos que se desenvolveram

- monóxido de carbono, fosgénio e ácido clorídrico gasoso - as queimaduras - os investigadores concluíram que a temperatura no interior da sala atingiu mais de 1500º C em poucos minutos - o esmagamento das pessoas em fuga que ficaram entaladas na única porta de saída e, finalmente, a asfixia que se deu quando o incêndio consumiu todo o oxigénio que havia no interior da discoteca, matando todos os que ainda aí se encontravam, e extinguindo o incêndio - em menos de oito minutos após o seu início.

Quando os bombeiros chegaram, já o incêndio se tinha extinguido.

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OPINIÃO . A T R A GÉ DI A D A B O AT E K I S S - A L G UM A S L I Ç ÕE S PA R A O S E U E V E N T O , P OR J O S É P IME N T E L F UR TA D O 48

OS PRINCIPAIS FACTORES QUE CONTRIBUÍRAM PARA A TRAGÉDIA FORAM: a. Utilização indevida de fogo-de-artifício no interior de um edifício; b. Grandes quantidades de espuma de poliuretano, situação própria deste tipo de estabelecimentos; c. Excesso de pessoas no interior da discoteca, relativamente ao máximo autorizado; d. Existência de apenas uma saída, incapaz de dar escoamento em tempo útil para a fuga das pessoas;

c. Nunca utilize fogo-de-artifício no interior de edifícios sem verificar que se tratam de artefactos especialmente destinados a esse efeito - existem artefactos especiais para utilização no interior de edifícios; d. Tenha muita atenção na manutenção preventiva das suas instalações, com especial atenção para os equipamentos eléctricos e a gás - equipamentos de cozinha, de frio, de som, de iluminação e de ventilação, aquecimento e ar condicionado; e. Tenha muita atenção na manutenção preventiva dos seus equipamentos de segurança contra incêndio - extintores, sistema de detecção e de alarme, sistemas de extinção;

e. Nos momentos iniciais do incêndio, os “seguranças” impediram a saída das pessoas, para as obrigar a pagar (uma constante nas diversas tragédias idênticas ocorridas em discotecas e bares);

f. Verifique diariamente, antes da abertura ao público, que todas as saídas de emergência se encontram bem assinaladas e desimpedidas, quer no interior quer no exterior do edifício;

f. Não funcionamento dos extintores utilizados inicialmente para tentar extinguir o incêndio.

g. Nunca deixe entrar pessoas a mais relativamente ao efectivo de público aprovado para o recinto;

QUE ENSINAMENTOS DEVEMOS RETIRAR DESTA TRAGÉDIA PARA APLICAR NOS RECINTOS QUE UTILIZAMOS NOS NOSSOS EVENTOS:

h. Dê formação aos seus colaboradores, nas seguintes áreas:

a. Verifique o tipo de materiais que utiliza no isolamento acústico do recinto - existem isolamentos que não são combustíveis; b. Verifique o tipo de todos os materiais que utiliza no interior do seu recinto pois uma cuidadosa selecção reduz substancialmente a carga de incêndio - existem tecidos, mobiliários, decorações, etc., resistentes ao fogo;

> evacuação do recinto - é o seu staff quem tem que guiar o público pelas saídas de emergência, em caso de incêndio; > utilização dos meios de primeira intervenção - os extintores e as bocas de incêndio armadas, se existirem e estiverem operacionais, podem extinguir um incêndio em segundos, sem perigo para o público e para quem ataca o foco de incêndio; > chamamento dos meios de socorro - bombeiros, emergência médica e polícia;

> primeiros socorros.

Não se esqueça de que a legislação de segurança no trabalho e de segurança contra incêndios exigem a aplicação destas medidas. E se é o proprietário do recinto, o promotor ou o director do evento, a legislação não lhe deixa muita margem para “escapar”: a responsabilidade é SUA! Por fim, não deve jamais esquecer este facto importantíssimo: um pequeno foco de incêndio atinge proporções incontroláveis em pouco mais de um minuto e o fumo gerado espalha-se pelo recinto, atingindo concentrações letais em poucos segundos; como consequência, a evacuação do recinto tem que ser feita de imediato sob a direcção do responsável de segurança - cada segundo conta! Frequentemente, como foi o caso na Boate Kiss, quando os bombeiros chegam, já é tarde demais, pois por mais rápidos que sejam, demorarão sempre alguns minutos a chegar ao local do incêndio.


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TECNOLOGIA 50

© WE ARE INTERACTIVE

WE ARE INTERACTIVE CRIATIVIDADE E TECNOLOGIA

Precursores da tecnologia de Stereoscopic Video Mapping no nosso país, a We Are Interactive trabalha o mercado dos eventos corporate e da activação de marcas, aliando criatividade à tecnologia, de forma a criar uma experiência impactante. A empresa nasceu em 2010, pela mão de Eduardo Pinto e, de lá para cá, o projecto tem crescido, sobretudo na área dos eventos corporate, mas também na activação de marca. Os principais clientes são as agências que procuram a We Are em busca de soluções multimédia. Entre as marcas com que já trabalharam contam-se as três operadoras móveis, a Bial, a SIBS ou a Volkswagen. “Nós aqui temos o know-how tecnológico, os serviços de

criatividade de design gráfico, motion graphics, produção 3D, som, para pensar e desenvolver ideias e soluções para os eventos. Do ponto de vista tecnológico, temos os nossos parceiros, que são uma peça fundamental”, refere Eduardo Pinto. O processo criativo decorre em estreita colaboração com fornecedores e clientes. “O nosso processo passa por receber o briefing com o tipo de evento que vai acontecer, pensar em soluções,

enviar algumas soluções nossas ou produzidas por outras companhias, tanto nacionais como internacionais, desenvolver maquetas e orçamentos, e ajustar àquilo que é o desejo do cliente”, indica o responsável. Para criar peças de grande impacto experiencial, a We Are trabalha com soluções de visão por computador, detecção 3D de corpo, ecrãs de toque, de sensibilidade a som, entre outras.


TECNOLOGIA . W E A RE IN T E R A C T I V E . C RI AT I V ID A DE E T E C NOL O GI A 51

Uma das tecnologias que tem estado em evidência é o video mapping. A We Are acrescenta-lhe a estereoscopia. “Estereoscopia é a imagem que vemos com os óculos 3D, no cinema, e que cria a sensação de profundidade”, explica Eduardo Pinto, sublinhando que a esterescopia funciona “lindamente” com o video-mapping, mas também pode ser usada para outras apresentações. O avanço tecnológico permite neste momento “projectar estereoscopia em qualquer superfície graças à tecnologias que temos dos fornecedores”, diz o fundador da We Are.

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“Jogamos com todas essas tecnologias. E normalmente tentamos remeter o que estamos a fazer do ponto de vista tecnológico e da solução para as redes sociais, através da captação de fotografias ou vídeos das pessoas a interagirem com o produto”, explica Eduardo Pinto.

© WE ARE INTERACTIVE

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VIDEO MAPPING VAI PARA DIFERENTES BOLSOS CONTINUAR EM VOGA “Desenvolvemos soluções económicas e soluções de high cost, tudo depende do evento que se está a tratar e do budget”, diz Eduardo Pinto, e nem a crise e o cuidado para não incutir uma percepção de extravagância por parte dos espectadores/consumidores tem afastado os clientes das soluções tecnológicas impactantes. “As empresas continuam a querer coisas com impacto. No fundo nós, mesmo que tenhamos soluções de grande impacto, os projectores de grandes dimensões, o que as pessoas vêem é uma tela na qual criamos aquilo que as pessoas vão absorver. A tecnologia fica em backstage, escondida. Temos é depois uma facilidade plástica de desenvolver coisas que tenham impacto, mas que não estejam ali a denotar uma opulência de custos. De impacto, mas com a mensagem mais cuidada do ponto de vista do investimento que estava a ser feito para o evento”, refere Eduardo Pinto. O responsável considera que a criatividade tem sido injustamente menosprezada nos últimos tempos, “provavelmente devido ao budget que muitos eventos têm neste momento”, considera o director da We Are Interactive.

Hoje em dia os custos associados ao video mapping são diferentes daqueles que eram praticados quando a tecnologia surgiu. “Não vou dizer que é a solução mais económica, mas tem neste momento custos ajustados. Acredito que o video mapping vai continuar a ser das soluções visualmente mais apelativas”. Eduardo Pinto considera que a junção de soluções interactivas ao video mapping vai ser um upgrade. Para 2013, os objectivos da We Are são os de manter um crescimento sustentável. “A equipa que tenho é flexível em dimensão, elástica, que cresce para eventos de maior dimensão. Somos seis neste momento, o que nos permite gerir os budgets de uma forma mais flexível”, refere Eduardo Pinto. A internacionalização está nos planos da We Are. “Não tivemos ainda nenhuma situação de ter de levar a equipa para o estrangeiro, mas estamos a exportar produtos multimédia que fazemos, videos, spots de tv”. Os principais mercados são Angola e Brasil.

Cláudia Coutinho de Sousa [claudia@eventpoint.com.pt]

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JOSÉ CARLOS COUTINHO C ON S ULT OR DE F E IR A S E E V E N T O S © RUI LUÍS ROMÃO . EVENT POINT


OPINIÃO 53

FEIRAS: UMA VISÃO GLOBAL COM CONCLUSÕES NACIONAIS

O ambiente económico e as feiras têm uma relação de amor / ódio. Quando o ambiente está bom as feiras registam indicadores positivos, mas quando está mau é inevitável a quebra em todos os indicadores. Ou seja, até apetece dizer que quando o primeiro espirra o segundo constipa-se. Como contrariar esta suposta inevitabilidade é o que actualmente preocupa os organizadores de feiras em Portugal. Como em qualquer indústria, uma das ferramentas a que os gestores recorrem para os auxiliar na tomada de decisões são os estudos que as associações sectoriais efectuam, quer sobre a evolução global do mercado, quer identificando as tendências em termos de produtos e mercados. A UFI - The Global Association of The Exhibition Industry, e desde 2009 com o início dos reflexos da crise no sector, tem vindo a efectuar à escala internacional um inquérito designado “Crises Barometer” com o qual informa os seus associados da evolução de diversos indicadores: volume de negócio; evolução do lucro; percepção da crise económica e prioridades estratégicas. Em Janeiro de 2013 foi publicado o relatório do décimo inquérito,

realizado em Dezembro de 2012, que aborda os resultados de 2012 e previsões para 2013, e que de uma forma muito sucinta me proponho partilhar convosco.

VOLUME DE NEGÓCIO - AS EMPRESAS FORAM QUESTIONADAS SOBRE A FORMA COMO ANTECIPAM A EVOLUÇÃO DO SEU NEGÓCIO EM RELAÇÃO AO MESMO PERÍODO DO ANO PASSADO. Na Europa 53% das empresas prevêem um crescimento em 2013. Em África e no Médio Oriente são 57%, na Ásia e Pacifico 60%, e nas Américas 76%. O resultado da Europa é muito influenciado pelas previsões da Rússia, 75%, e da Turquia, 81%. Por outro lado o resultado das Américas resulta de um crescimento significativo nos EUA, 77%, e na América do Sul.

LUCRO OPERACIONAL - AQUI PRETENDE-SE SABER A EVOLUÇÃO DOS LUCROS EM 2012 FACE A 2011. Regista-se uma tendência generalizada para uma estabilização do lucro operacional. O facto mais significativo é o facto de a Europa ser o único continente onde as empresas antecipam quebras de lucro entre 11% e 50% (17%) e cerca de 5% prevêem resultados operacionais negativos. É nas Américas e na Ásia que se registam as previsões mais optimistas.

PERCEPÇÃO DA CRISE - QUAL O IMPACTO DA CRISE ECONÓMICA NO SEU NEGÓCIO É A QUESTÃO. Apenas nas Américas se registam respostas de que o impacto da crise tinha terminado. Em todas as outras regiões a maioria antecipa a continuação do impacto negativo da crise no negócio. Com o decorrer do tempo verifica-se que o número de empresas que prevê o fim do impacto da crise em 2013 foi W W W . E V E N T P O I N T. C O M . P T


OPINIÃO . F E IR A S : UM A V I S Ã O GL OB A L C OM C ONC L U S ÕE S N A C ION A I S , P OR J O S É C A RL O S C O U T INHO 54

CONCLUSÃO diminuindo, passando de 44% em Junho de 2012, para 33% em Dezembro de 2012. Mas o mais relevante é que 36% prevê apenas em 2014 o fim do impacto, 23% prevê para 2015 e 8% só mais tarde! Também aqui a Europa regista as taxas mais pessimistas.

NEGÓCIO - QUAIS OS ASPECTOS QUE MAIS VÃO INFLUENCIAR O SEU NEGÓCIO EM 2013? O estado da economia nacional/regional, 25%, a incerteza da economia global, 21%, a concorrência interna, 17%, e as alterações internas na organização, 17%, são os aspectos que globalmente foram referidos por 80% das empresas como os que mais vão influenciar o negócio.

ESTRATÉGIA -PRE TENDE-SE SABER QUAIS SERÃO AS PRIORIDADES PARA 2013. Em todas as regiões as empresas revelam vontade em lançar novos produtos/feiras, seja no formato tradicional, seja em novos formatos. Nas Américas regista-se uma forte tendência para os eventos virtuais. Na Europa 26% das empresas vai manter o mesmo “portfolio” de feiras, 39% pretende lançar novas feiras e 23% pretende desenvolver novos conceitos de eventos, nomeadamente virtuais. Em termos de expansão geográfica, 54% pretende organizar feiras em outros países. Só na Ásia é que não se regista esta tendência. A Europa regista 58% de intenções.

Após três anos de previsões de crescimento de volume de negócio (VN), a Ásia apresenta para 2013 previsões de redução, as quais ficam ao nível das da Europa e da África/Médio Oriente. As Américas, que registaram em 2012 uma quebra no VN, apresentam previsões de crescimento para 2013 e são a primeira região do globo que acredita que o impacto da crise termina este ano. A incerteza e o estado da economia local, a concorrência local e os temas organizacionais internos (recursos humanos, formação, financiamento) são os factores que mais vão preocupar as organizações em 2013. A maioria planeia o desenvolvimento de novos negócios no âmbito da sua actividade (75%) e a expansão para outros países (54%). Estas conclusões são extraídas de um trabalho realizado à escala mundial (213 empresas de 56 países). A extrapolação para Portugal deve ser feita com cautela. O facto de 50% das respostas serem da Europa, onde estamos integrados, faz com que devamos olhar para elas. E é com base nisto que arrisco a apresentar algumas linhas de orientação para o futuro. A primeira é a da adaptação do negócio à realidade existente. Redução de margens, reformulação da estrutura de custos (direccionar os recursos para onde mais fazem falta) e análise da concorrência, principalmente espanhola, são aspectos a ter em conta permanente. A segunda reside na adaptação dos serviços a prestar à realidade actual. Numa fase em que as empresas têm como principal objectivo da participação na feira, a procura e/ou

concretização de negócio, é importante prestar serviços vocacionados para o apoio à captação de visitantes, a promoção e realização de encontros de negócio, o apoio à promoção das empresas. O estabelecimento de parcerias estratégicas, visando o lançamento de novos produtos com formatos diferentes deve ser reforçado. Fóruns especializados, com feiras temáticas, é uma das vias. Por último, a “exportação” dos produtos para outros países. E preferencialmente fazê-lo com um parceiro estratégico e acompanhando as tendências do mercado. A decisão deve ter em conta não só o mercado, mas também o produto.

As feiras podem e devem assumir um papel crucial na recuperação económica do nosso país. Só o conseguem ajustando-se à realidade actual, modernizando-se e internacionalizando-se. Hoje, mais do que nunca, a união de esforços é vital e aqui surge o associativismo que neste sector tem sido tão descurado, mas isso deixa-nos para futuras conversas.


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FORMAÇÃO 56

PRÁTICAS & ACTORES

MESTRANDOS DE DESIGN DE INTERIORES DESENVOLVEM PROJECTOS PARA EVENTOS Um grupo de alunos de mestrado da ESAD - Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos encontra-se a desenvolver projectos de ambientes para diferentes eventos no âmbito dos seus projectos finais. Estivemos à conversa com dois intervenientes.

PEDRO FIGUEIREDO DOCENTE DO ENSINO SUPERIOR E PROFISSIONAL. ASSESSOR EVENT POINT PARA A FORMAÇÃO.

SUMÁRIO DOIS PONTOS

FORMAÇÃO. UMA DUPLA APOSTA EVENT POINT. A formação em eventos é relativamente recente, cresceu nos últimos cinco anos, e resulta da resposta do mercado de educação e formação à indústria dos eventos no contexto nacional. Em Portugal já é possível fazer uma licenciatura em gestão de eventos ou um mestrado. Existem também pós-graduações e propostas de formação para executivos, e até MBAs, e algumas ofertas de formação financiada, as chamadas unidades de formação de curta duração. No que respeita à formação inicial de jovens, os alunos podem optar pela via profissional e concluir o 12º ano como técnicos de organização de eventos. Em termos gerais, estas são as ofertas existentes. Mas o que sabemos efectivamente sobre elas? Qual o seu contributo para o sector? Iniciamos neste número uma aposta Event Point na formação. E uma aposta em duplo sentido: sobre a formação e com formação. Por um lado, ao longo dos próximos números, procuraremos contribuir, em contacto directo com os seus intervenientes, para a caracterização da educação e formação existente em Portugal. Quais as suas experiências, que desafios enfrentam, que expectativas têm, é o que pretenderemos conhecer melhor. Por outro lado, daremos início, a partir de Setembro, a um ciclo de formações (seminários e workshops). Adiantamos ainda que, no próximo número, nos dedicaremos ao ensino profissional. O curso de técnico de organização de eventos e os seus actores (escolas, professores e alunos) serão alvo do nosso olhar.

E XPERIÊNCIAS DE LUZ Projecto de ambientes para o evento de lançamento de São José de Ribamar. Autoria: Benedita Álvares Ribeiro. Projectado para a quinta de São João de Ribamar, onde nascerá um empreendimento imobiliário de luxo, o projecto refere-se ao evento de lançamento desse empreendimento num palacete e faz uso da exploração da luz para a criação de diferentes ambientes e momentos no evento.


FORMAÇÃO 57

O design de eventos não é tema novo na ESAD como faz lembrar a directora do mestrado em design. Joana Santos recorda que “a ESAD lançou em 2008 uma pós-graduação em design de eventos” e que, no que respeita ao mestrado, na especialização em Interiores, “neste momento, temos três projectos finalizados e dois em fase de conclusão e ainda uma dissertação sobre gestão do design em eventos”.

Os projectos desenvolvidos pelos alunos “são propostas de design de interiores para lançamento de produtos, participação em feiras internacionais, eventos em espaço urbano, eventos de moda e eventos corporativos”.

AUSÊNCIA /PRESENÇA

DESIGN DE E VENTOS EM ESPAÇO URBANO

Projecto de interiores Murmur para a edição 2013 da 100% Design.

Projecto de ambientes para um festival de artes cénicas.

Autoria: Catarina Sinde.

Autoria: Filipa Freitas.

É um projecto que tem como dimensão referencial um clássico do cinema europeu, La

Trata-se de um projecto que procura fazer uso de três coretos na cidade do Porto como

Grande Bouffe, e que explora a dicotomia ausência/presença na concepção de um espaço

âncoras de um festival de artes cénicas, aproveitando a localização privilegiada quer física

expositivo, uma de sala de jantar, num stand destinado à participação de uma marca

quer no imaginário colectivo das pessoas destes espaços. O evento foi conceptualizado para

numa feira internacional de design.

acontecer, em simultâneo, nos jardins da Cordoaria, do Marquês de Pombal e de São Lázaro.

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FORMAÇÃO 58

Filipa Freitas, foi uma das alunas que optaram por investigar sobre eventos reconhecendo que estes “são uma disciplina em expansão”, mas confessa que “a curiosidade pela área” foi a motivação da sua opção. A investigação que desenvolveu originou a conceptualização de um festival de artes cénicas e o desenvolvimento de um projecto, que, do ponto de vista do design de interiores, procura promover “experiências, a circulação de fluxos, o conforto e a segurança no evento”, explica a designer.

[IN]FORMAÇÃO - PARA LER SOBRE…

DESIGN DE EVENTOS

Events Design and Experience é um texto pioneiro no tratamento do tema do design em eventos e assenta em três premissas: os ambientes em eventos têm de ser criados, as experiências em ambientes de eventos devem ser propositadamente desenhadas e os stakeholders são os receptores directos dessas experiências. Em quatro capítulos, Graham Berridge discute eventos, experiências em eventos, o desenho da experiência e analisa, apresentando casos de estudo, experiências bem sucedidas. Uma referência para a compreensão da experiência dos participantes em eventos e da forma como esta pode ser desenhada e controlada pelo design.

E VENTS DESIGN AND E XPERIENCE AUTOR: GRAHAM BERRIDGE EDITORA: BUT TERWORTH-HEINEMANN ANO: 2007 ( 1ª ED.) 296 PÁGINAS

O design thinking é uma competência nuclear dos processos criativos de qualquer designer e para quem possa pretender compreendê-los melhor, particularmente a forma como pensam e trabalham, Design Thinking, de Nigel Cross, é a sugestão. O autor, que reconhece que “qualquer um pode - e faz - design”, apresenta-nos o resultado da sua investigação sobre as práticas de design, que incluiu entrevistas a designers, observação e estudos de caso, estudos experimentais, simulação e reflexão, e teorização. O professor de Design Studies da Open University, oferece, ao longo de oito capítulos articulados com casos de estudo, contributos para o entendimento do design thinking e daquilo que aparentemente parece ser uma “misteriosa capacidade do design”.

DESIGN THINKING. UNDERSTANDING HOW DESIGNERS THINK AND WORK. AUTOR: NIGEL CROSS EDITORA: BERG ANO: 201 1 ( 1ª ED.) 163 PÁGINAS Pedro Figueiredo [pedrofigueiredo@esad.pt]


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LEITOR 60

CONSULTÓRIO DE PROTOCOLO

Os leitores perguntaram e as nossas especialistas de protocolo respondem. Susana de Salazar Casanova e Cristina Fernandes foram desta vez desafiadas para reflectir sobre assuntos como a relação entre hospedeiras e o gestor de eventos e sobre o novo acordo ortográfico. Que conselhos devemos dar às hospedeiras de um evento? Lidar com o público é tantas vezes complicado… FG, Matosinhos

A questão que apresenta é muitíssimo pertinente. E, se nos permite, consideramos o termo “conselho” redutor: as hospedeiras de um evento devem ser contratadas a uma empresa que assegure os devidos padrões de qualidade ou, se não for o caso, quem organiza o evento deverá dar às hospedeiras todas as directivas necessárias para que o seu comportamento possa estar totalmente em consonância com a imagem do evento e com os objectivos da organização anfitriã. O mais importante é a sua capacidade de comunicação, verbal e não verbal. Quanto à comunicação verbal, deve garantir-se que falem a língua oficial do evento (que poderá não ser o português) e uma língua estrangeira (normalmente o inglês), caso a nacionalidade dos participantes assim o justifique. Devem falar com clareza, correcção e sem recurso a calão. Quanto à linguagem não verbal (a mais complexa e ampla) deve acautelar-se a questão da presença visual (em coerência com o tipo de evento e demais

características da entidade anfitriã) bem como postura, (fundamental para profissionais que muito provavelmente vão passar muito tempo de pé), discrição dos gestos, tom de voz, manutenção de contacto visual durante o atendimento e, importantíssimo, o sorriso genuíno. Note-se que as hospedeiras de um evento são profissionais que devem ser fisicamente resistentes, além de demonstrarem grande flexibilidade e disponibilidade mas, sobretudo, simpatia e habilidade para orientar/ajudar os participantes, não raramente sob pressão. Apesar de não concordar com o novo acordo ortográfico, este já faz parte da minha vida e da da minha empresa, pelo que sempre que alguém ou alguma entidade não o utiliza questiono-me: - porque não o fazem? Qual a opinião dos experts em protocolo sobre este tema? RM, Lisboa

O acordo ortográfico foi ratificado a 4 de Agosto de 1991 pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares. Surgiu porque se considerou prejudicial para a unidade e prestígio da língua portuguesa a existência de várias ortografias. O acordo ortográfico entrou em vigor a 13

de Maio de 2009, havendo um período de transição de seis anos. Este período de transição para implementação do acordo terminará em 2015, sendo, por isso, possível, na actualidade, encontrarem-se textos escritos das duas formas. A escolha é, ainda, uma opção de cada um, de cada organização, justificandose assim o facto de algumas agências optarem por não usar o acordo. O protocolo é utilizado por pessoas e essas pessoas trabalham em organizações; as regras protocolares ajustamse, também, às transformações da língua portuguesa. Assim, em primeiro lugar devem cumprir-se as normas estipuladas nessa entidade. O acordo ortográfico é flexível e permite, por exemplo, ao utilizador escrever certas palavras com ou sem letra maiúscula. Num convite, a data deverá passar a ser escrita com o mês do ano correspondente em letra minúscula, bem como o dia da semana respectivo: Lisboa, 22 de abril de 2013, segundafeira. Do mesmo modo, as fórmulas de tratamento podem ser escritas com letra minúscula ou maiúscula: senhor doutor / Senhor Doutor, sua excelência / Sua Excelência. Já a na indicação da morada pode constar Rua da Paz ou rua da Paz. O pedido de resposta escreve-se R.S.F.F. ou R.S.V.P.


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© RUNPORTO

FENÓMENO DAS MARATONAS E CAMINHADAS

MAIS DO QUE UMA MODA

Apesar de sermos um dos países na Europa com menor prática desportiva, a verdade é que o fenómeno das caminhadas, das maratonas se impôs em Portugal. São, na sua generalidade, eventos com grande capacidade de atracção de público, com um nível de profissionalismo alto por parte das empresas organizadoras, e uma aposta para diferentes marcas. Fomos conhecer duas empresas de organização destes eventos e falar com dois patrocinadores.


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JORGE TEIXEIRA © RUI LUÍS ROMÃO . EVENT POINT

OS EVENTOS TROUXERAM AS PESSOAS PARA A CORRIDA Jorge Teixeira é um decano na organização de corridas. A sua empresa, RunPorto, é responsável por alguns dos principais eventos nesta área, nomeadamente a corrida de São Silvestre Porto, a corrida de São João ou a Maratona do Porto, para citar apenas alguns. “A população portuguesa finalmente percebeu que correr, independentemente de ser uma moda, porque o é, faz-nos bem”, começa por referir Jorge Teixeira durante a conversa com a Event Point nas instalações da RunPorto. Isso tem muito a ver com a multiplicação dos eventos, acredita o responsável. “Eles é que trouxeram gente para a corrida”. Os eventos da RunPorto são muito concorridos e o segredo do sucesso, no

entender de Jorge Teixeira, é a “organização”. “Como somos corredores sabemos naturalmente colocar em cima da mesa o prato que gostávamos de comer, e depois recebemos bem as pessoas, oferecemos um evento seguro, com animação”. Além disso os participantes contam com uma t’shirt e uma medalha. “Conseguimos vestir as pessoas todas de igual, e passar a mensagem de que o uso da t’shirt faz parte da subsistência do evento. Porque se um patrocinador não se sentir retornado ele não vai continuar a apoiar”. A RunPorto não tem sentido grandes dificuldades em termos de angariação de patrocínios, pese embora o período de crise em que vivemos. “Os verdadeiros profissionais,

os projectos absolutamente credíveis e que têm um plano estratégico, com uma visão estratégica, ampla e para a frente, não têm problemas. É em crise que mais se precisa de fazer publicidade. Quando não se está em crise, tudo se vende”. O responsável não tem dúvidas, “nunca tivemos tantos patrocínios como agora. Estamos bem”. A RunPorto tem uma série de eventos da própria autoria, mas se uma marca solicitar a organização de uma corrida, a empresa está preparada para responder. “Já fizemos várias”, adianta Jorge Teixeira. O director da RunPorto diz que há sensibilidade das instituições da cidade para este género de eventos. “Financeiramente a Câmara apoia, mas cada vez menos, porque também não pode. Mas ainda bem que conseguimos ser autónomos e hoje o apoio da Câmara não chega a 3% do nosso orçamento total”. O impacto económico destes eventos é assinalável. “De todos os que organizo a maratona do Porto é aquele que gera maior volume de dinheiro para a cidade, qualquer coisa como 2 a 3 milhões de euros num fim-de-semana. Dinheiro que fica cá. Os hotéis, restaurantes adoram os nossos eventos. Se na hora prejudica, porque temos de fechar as ruas, conseguimos chegar à população de outra maneira, convencendo-a a participar”, comenta Jorge Teixeira. E em termos de articulação entre as várias instituições tudo funciona. Num dia de corrida há pelo menos 300 pessoas a trabalhar e no caso da Maratona do Porto o número sobe para as mil. A evolução tecnológica neste sector tem sido muito grande. “Qualquer corredor hoje tem um relógio com GPS, e se a prova não tiver rigorosamente 10 km, ele discute. As novas tecnologias obrigam-nos a ser cada vez mais rigorosos”, refere o director. E se no passado as classificações eram feitas à mão, hoje em dia a realidade é muito diferente. “Agora temos três sistemas de cronometragem e ainda vamos mais longe, transmitimos os resultados para o telemóvel”. W W W . E V E N T P O I N T. C O M . P T


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EXPERIÊNCIA, EXPERIÊNCIA, EXPERIÊNCIA

© GLOBAL SPORT DOURO

A MAIS BELA CORRIDA DO MUNDO “Como levar o Douro ao mundo e o mundo ao Douro?” Esta era a pergunta que estava constantemente na cabeça de Paulo Costa, um apaixonado pela região. Depois de uma carreira consistente, em que se destaca a direcção do Estádio das Antas durante cinco anos, decidiu largar tudo e abraçar um projecto próprio. Montou uma empresa de eventos, marketing e comunicação na zona, a Global Sport Douro. Trabalhar estas áreas no interior “é muito difícil”, mas o projecto desportivo Meia Maratona do Douro, que já conta com oito edições, conseguiu unir as 19 autarquias da região num objectivo comum, “levar a marca para fora e trazer os turistas para dentro”. “O desafio é gigante”, sublinha Paulo Costa e o contexto actual não ajuda. “É cada vez mais difícil montar eventos em Portugal, e sobretudo numa região que é a mais pobre, desertificada e envelhecida da Europa”. Numa zona que só dispõe de 2300 camas, e com uma participação na ordem das dez mil pessoas, a logística assume-se como uma tarefa hercúlea. O que acontece é que muitas pessoas viajam a partir do Porto, de comboio, no próprio dia, as outras espalham-se

© RUNPORTO

o mais possível pela região. Na tarefa de organização a Global Sport Douro conta com a ajuda, em termos de voluntariado, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. A Escola de Hotelaria e Turismo do Douro, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, a Associação Comercial e Industrial do Peso da Régua e o Museu do Douro são outras entidades envolvidas, assim como as empresas de animação turísticas, de vinhos e de gastronomia. Em termos de fornecedores, quase tudo vem de fora da região, o que encarece o evento. “Um problema gigante são as baias. A única Câmara que nos consegue dar 150 baias - nós precisamos de mil -, é a Câmara de Vila Real”. Todo o centro logístico está localizado no Museu do Douro, desde o levantamento de dorsais ao jantar de protocolo. Esta é uma área que vem sofrendo grandes transformações em termos de tecnologia. “Começámos com contagem manual no primeiro ano, depois arranjamos parceiros em termos de chips”. A Event Services disponibiliza o software para a meia-maratona. Segundo Paulo Costa, a meia-maratona do Douro foi também a primeira a colocar o “My VideoFinish”, a oportunidade do participante poder ver o momento em que corta a meta. “Isto é continuar a viver a corrida em casa”.

“O fenómeno das maratonas é mais do que uma moda e casa muito bem com o turismo. As novas gerações querem conhecer mais coisas, ter novas experiências, singulares, e querem fazê-lo de forma activa”, sublinha o director da Global Sport. Paulo Costa lembra que este é um produto tradicional em que se inovou. O responsável acredita ainda que a linha de crescimento das corridas não vai retroceder. “Há espaço para fazer mais eventos nesta área em Portugal. Este aumento vai contagiar aqueles que não praticam. Estamos a falar de corrida e de caminhada. E como provoca a tal experiência as marcas envolvem-se”. No entanto a angariação de patrocínios é “cada vez mais difícil”. “O país está inclinado há 35 anos para o litoral. Há cada vez menos pessoas, e menos pessoas significa menos negócio e as grandes organizações fazem cada vez menos coisas e mais megalómanas. E isto tira espaço a pessoas como nós que organizam eventos, porque há cada vez mais concentração de recursos nos mesmos episódios. Podemos ir com óptimos cadernos de encargos, com planos de retorno para as marcas, que elas não vão acreditar”, lamenta Paulo Costa. “A forma de envolver os públicos mudou, e cada vez mais os eventos são diferenciadores, a experiência é cada vez mais marcante. Ir correr ao Douro é uma experiência diferente. E este trabalho é muitas vezes inglório porque o director de marketing está do lado de lá, vê apenas a estatística de retorno nos media - e isso já não é bem assim.


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P A U L O C O S TA © RUI LUÍS ROMÃO . EVENT POINT

RUNNING WONDERS: CORRER EM PATRIMÓNIOS MUNDIAIS

Depois há o lobby lisboeta, claro. Quando se está no interior, longe dos centros políticos, é mais complicado”, desabafa. Com a assinatura “A mais bela corrida do mundo”, a promoção do evento faz-se sobretudo em canais online, nomeadamente através do Facebook O segredo é a forma como conseguimos utilizar a imagem do Douro para a activação no Facebook”.

É um projecto arrojado, que vai nascer em 2014, e que já foi apresentado à UNESCO e a alguns países. “É um projecto de paixão”, diz Paulo Costa, “de criar um circuito mundial de meias -maratonas em patrimónios mundiais, como a Muralha da China, as Cataratas do Iguaçú, Cidade Velha de Cabo Verde, Patagónia, Chichen Itza”. O posicionamento é premium. Para alavancar o projecto era necessário um

parceiro forte inicial. “Fiz um desafio ao destino Cataratas de Iguáçu, que também organiza uma meia-maratona um ano mais nova do que a nossa, para virem conhecer o Douro”. A comitiva política, institucional brasileira ficou “abismada”. “Geminamos as provas, e eles convidaram a Rosa Mota para ser madrinha deles”. Foi este o início das Running Wonders.

P UB

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VITALIS: UMA LIGAÇÃO DE 14 ANOS ÀS MARATONAS A Vitalis é uma das marcas que apostam consecutivamente nas maratonas. Miguel Araújo, Manager de Gestão de Patrocínios e Activação da Unicer, explica a aposta no segmento. “As maratonas enquadram-se naturalmente no posicionamento da marca, que tem incentivado os portugueses a praticar desporto, promovendo a saúde e o bem-estar. Daí a sua assinatura ser: “Beba Vitalis, olhe por si”. A aposta já vem de longe, “a Vitalis já está ligada às maratonas há 14 anos com presença nas principais provas que, anualmente, acontecem em Portugal. Um trabalho contínuo que já a torna na Água Oficial das Maratonas”, refere Miguel Araújo. Nestes eventos encontram valores próximos da marca, nomeadamente “vitalidade, energia e paixão pela vida. São três grandes valores da marca e das pessoas que participam nas maratonas, que têm um estilo de vida activo e saudável. Logo a presença de Vitalis nestes eventos é fundamental para reforçar a proximidade aos consumidores”. Para activar a marca nestes eventos têm sido implementadas várias acções, conforme nos conta Miguel Araújo. “A marca organiza todos

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os anos a “Corrida da Amizade” na Meia-Maratona de Lisboa e, desde 1999, apoia o “Prémio Rosa Mota”, distinguindo personalidades que, de alguma forma, contribuíram para o desenvolvimento do atletismo; lançou o “Desafio Vitalis 2013” no Facebook para incentivar os fãs a inscreverem-se nas diversas provas de atletismo que patrocina. Os desafios a serem superados em cada prova são: “Bater o meu record pessoal”; “Completar a prova”; “Ganhar aos meus amigos” e “Ficar no top 100 da minha categoria”. Além de poderem comprovar o desafio que fizeram online, através de fotografia, os atletas podem aproveitar os espaços Vitalis existentes nas várias provas para fazer exercícios de alongamento”. Miguel Araújo não acredita que este fenómeno seja só uma moda. “Acreditamos que irá prolongar-se no tempo. Mais do que um fenómeno de moda, é um estilo de vida que está a ser adoptado pelos portugueses e ano após anos verifica-se que existe uma maior adesão ao running e à prática do atletismo outdoor, com destaque para as maratonas e meias -maratonas. Vitalis irá continuar a apostar nesta modalidade”.

Com iniciativas de norte a sul do país, os critérios para apoiar uma ou outra prova têm que ver com a relevância, o número de atletas e a capacidade de organização. “A água Vitalis iniciou a associação às maratonas através de uma parceria com o Maratona Clube de Portugal. Depois desse primeiro acordo temos celebrado outras parcerias com entidades de referência no mundo da organização das provas de atletismo como são a RunPorto, a HMS Sports e a Associação O Mundo da Corrida”, refere Miguel Araújo. O grau de profissionalismo em termos da organização das provas é muito bom. “Temos a oportunidade de ir a algumas a provas que se realizam fora de Portugal na companhia desses parceiros e constatamos que, embora haja sempre ideias e ferramentas novas a surgir além-fronteiras, a organização das nossas maiores provas, como a Meia Maratona de Lisboa, a Maratona do Porto ou a S. Silvestre de Lisboa, está ao nível do que de melhor se faz lá fora. Aliás, por vezes conseguimos mesmo superar essa fasquia”.


PORTUGAL , PORTUGAL . F E NÓME NO D A S M A R AT ON A S E C A MINH A D A S . M A I S D O Q UE UM A MOD A 67

EDP

SUSTENTABILIDADE E HUMANIZAÇÃO A EDP é uma das marcas mais presentes nas corridas e esta aposta faz parte da política de responsabilidade social da empresa. Paulo Campos Costa, Director de Marca e de Comunicação do Grupo EDP, partilha com a Event Point a estratégia do grupo para este segmento. Porquê a aposta da marca neste segmento das maratonas/corridas? O Grupo EDP aposta neste segmento das maratonas/corridas porque faz parte da sua política de responsabilidade social apoiar eventos que permitam que todos os cidadãos mantenham hábitos de vida saudável, nomeadamente através da prática do desporto. A prática desta modalidade tem crescido significativamente nos últimos tempos em parte devido à consciencialização das pessoas para a importância da prática do exercício físico. Nesse sentido, a EDP tem apoiado um grande número de modalidades desportivas, desde a bicicleta, ao surf e à vela, passando pelas corridas e pelas maratonas. Faz parte da estratégia do Grupo continuar a apoiar estas provas desportivas, não só a nível nacional mas também noutras geografias onde a empresa está presente.

Que valores encontram nestes eventos que se aproximam dos da marca? São os valores da sustentabilidade e da humanização. Sustentável porque são provas ao ar livre e que dispensam qualquer aparelho motorizado; humana porque todas as provas envolvem um grande número de cidadãos, não só de nacionalidade portuguesa, o que proporciona um grande convívio e troca de experiências entre todos os presentes. Qual é a estratégia da marca para esses eventos? Como a activam? Este ano, o Grupo apresentou uma nova imagem e um conceito emocional para todos os seus eventos na área do desporto e da música. Com a assinatura “EDP, a energia oficial da música e do desporto” a estratégia da marca passa por surpreender os participantes com explosão de cores e grandes emoções vividas no momento. A EDP é a energia oficial de todos os portugueses em 2013 é uma aposta num novo conceito que alia as grandes emoções ao lado sustentável, inovador e humano da marca. A aproximação aos clientes e a possibilidade de lhes proporcionar experiências únicas e contagiantes são o mote escolhido. Conquistar, celebrar, participar, vibrar são algumas das palavras de ordem que a EDP vai partilhar ao longo de todo o ano, nos diversos eventos que apoia e patrocina, e onde não faltarão momentos de pura diversão e grande espectáculo. As grandes emoções serão vividas a todas as cores, um conceito que irá contagiar todos os que marcarem presença nos muitos eventos em que o Grupo continua a apostar. A activação da marca surge assim com um conceito envolvente e mais próximo do público. Acreditam que este é um fenómeno de moda, ou que vai manter-se por muitos anos? Acreditamos que não se trata de um fenómeno de moda, mas sim de um desporto que veio para ficar pois trata-se de uma modalidade que é praticada ao ar livre e, por norma, de forma gratuita e de fácil acesso. Hoje em dia há uma

grande consciencialização por parte dos cidadãos da importância da prática do desporto como forma de vida saudável, por isso acreditamos que esta modalidade vai continuar a ser praticada por milhões de cidadãos em todo o mundo. Com tantas iniciativas neste segmento, que critérios usam para apoiar este ou aquele evento? No Grupo EDP não apoiamos uma prova desportiva só por apoiar, privilegiamos provas desportivas que tenham uma causa social associada. A título de exemplo, na Volta a Portugal em Bicicleta do ano passado, através de um jogo que envolveu as populações locais das cidades por onde passou a prova nacional, a EDP ofereceu kits escolares (mochila, caderno, lápis de cor, borracha, etc.) aos alunos do 1º ciclo das escolas da Trofa, Castelo Branco e Leiria (total de 9 escolas). No contexto actual, e em início de época escolar, esta foi uma forma que a EDP encontrou para colaborar com os pais no regresso à escola dos seus filhos. Como avaliam o grau de profissionalismo na organização destes eventos? É muito alto, corre sempre tudo bem e o envolvimento de todas as partes (organizações e empresas) é feito desde o primeiro momento. Que balanço fazem da participação nestes eventos? Que targets estão a conseguir atingir? Que retorno estão a ter?

O balanço é muito positivo pois temos conseguido uma grande interacção com os nossos actuais e potenciais futuros clientes e um feedback muito positivo de todo o público envolvido. Cláudia Coutinho de Sousa [claudia@eventpoint.com.pt] Rui Luís Romão [rui@eventpoint.com.pt]

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DESTINO INTERNACIONAL 68

© BRIAN NEGIN

PORTO RICO EVENTOS TROPICAIS

A convergência de tantas culturas na ilha, índios, espanhóis, africanos e norteamericanos, durante cinco séculos de história tornou Porto Rico num mosaico cultural, evidente em todas as facetas da vida deste território, na gastronomia, na música, na arquitectura ou no estilo de vida.


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© CONVENTION BUREAU DE PORTO RICO

É em 1493 que Cristóvão Colombo descobre esta ilha, dando-lhe o nome europeu de San Juan Bautista. A colonização espanhola do território acontece mais tarde, em 1508, pela mão de Juan Ponce de Leon, que se tornou o primeiro governador. Este muda o nome da ilha para Porto Rico, ficando a capital como San Juan. A importância de Porto Rico era central para Espanha, dada a situação geográfica. Era daqui que partiam as expedições de colonização das Américas. A ilha começa a definir-se culturalmente depois do século XVIII. Em 1873 é abolida a escravatura e Espanha reconhece Porto Rico como um estado autónomo. A guerra hispano-americana vai ser determinante para o futuro deste país. A Espanha, derrotada, cede Porto Rico aos Estados Unidos, em 1898. Em 1917, os porto-riquenhos passam a ter direito à cidadania americana e em 1951 a ilha pode estabelecer o próprio governo e uma constituição. Quase todos os habitantes de Porto Rico falam espanhol, e muitos deles inglês. A beleza natural desta ilha - com baías de prender a respiração, florestas tropicais únicas ou um espectacular e antigo sistema de grutas -, juntamente com o facto de ser considerada a capital gastronómica das Caraíbas, ter uma vida nocturna animada, e um património histórico interessante, fazem deste um destino de excelência para umas férias, para um incentivo ou para um congresso.

MEETINGS INDUSTRY: UMA APOSTA Mais de 1,3 milhões de metros quadrados de espaços de eventos e mais de 14 mil quartos, Porto Rico está em crescendo no sector dos eventos e congressos. Fomos saber mais junto do presidente e CEO do Convention Bureau de Porto Rico, Neil J. Mullanaphy. “Por trás da beleza e espectacularidade da ilha há um destino que lidera o mercado global nos produtos manufacturados, nos serviços financeiros, no desenvolvimento farmacêutico e na investigação biotecnológica”, sublinha o responsável. Este conjunto feliz, entre os recursos endógenos e uma sociedade moderna, faz com que Porto Rico continue a apostar no sector dos eventos. Hoje em dia, e segundo dados

do Convention Bureau, dois terços da ocupação hoteleira pertence a turistas de negócios. O sector contribui, todos os anos, em mais de 900 milhões de dólares para a economia local e emprega mais de 75 mil pessoas em Porto Rico. Um terço dos delegados de congressos e convenções prolonga a sua estadia na ilha. São dados interessantes de um país que cresce nos rankings da ICCA (International Congress and Convention Association). Da posição 77 em 2010 passou à 56. E nos rankings regionais, da América do Norte e Latina, subiu do 18º para o 12º. “Isso significa que estamos no caminho certo”, destaca Mullanaphy. No entanto os rankings não são “um objectivo por si só”, confessa o CEO.

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© CONVENTION BUREAU DE PORTO RICO

ESTADOS UNIDOS: MERCADO PRINCIPAL A capital, San Juan, é o principal destino para congressos e eventos, logo seguida por Ponce, a segunda maior cidade. O mercado principal são os Estados Unidos. “Os Estados Unidos são o principal emissor e é de onde obtemos mais grupos e reuniões. No entanto, Porto Rico está determinado a desenvolver o negócio internacional e está a aumentar as acções de marketing na Europa e na América Latina. O Convention Bureau implementou uma estratégia de vendas para trazer mais grupos para Porto Rico porque acreditamos que é o destino ideal para delegados da Europa, e da América do Norte e do Sul, devido à localização,

oferta de voos, infra-estruturas e a mistura entre diferentes culturas”, refere Neil J. Mullanaphy. Esta aposta noutros mercados passa pela participação em feiras internacionais e por um representante de vendas nas duas regiões do globo referidas.

“Porto Rico oferece um leque extraordinário de atributos para uma experiência de reunião tropical inesquecível”, afirma o presidente do Convention Bureau.

E é por isso, refere, que neste momento é uma das regiões mais procuradas da América para grandes conferências e convenções. Os espaços vão desde salas para grupos pequenos até ao maior salão da zona das Caraíbas. As grandes cadeias hoteleiras estão presentes no país e o centro de congressos mais recente - data de 2005-, “é o mais avançado tecnologicamente das Caraíbas e América Latina”. Além disso, dispõe de um conjunto de actividades de animação que incluem desportos náuticas, golf, spas, vida nocturna, shoppings e uma herança cultural com mais de 500 anos.


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TRÊS PERGUNTAS A NEIL J. MULLANAPHY

MEETING UNIVERSITY

Como é que promovem o país no segmento da meetings industry? Porto Rico faz uma viagem de familiarização por ano com organizadores de eventos pré-escolhidos e que tenham o potencial de trazer negócio. Realizamos visitas de inspecção individuais, temos uma campanha de marketing que inclui publicidade, email marketing e redes sociais. Participamos na IMEX Frankfurt, AIBTM e co-patrocinamos algumas fam tours juntamente com companhias aéreas como a Condor Airlines.

O Convention Bureau de Porto Rico lançou um programa de formação online para organizadores de eventos a que chamou Meeting University. O portal foi desenvolvido por uma publicação de turismo do país, a Travel Agent. A iniciativa “oferece aos organizadores um maior entendimento do país enquanto destino de eventos e um ponto de apoio com ferramentas de booking e de planeamento, diz Neil J. Mullanaphy. “Estamos confiantes de que os profissionais que completem estes cursos online não só vão ficar com um conhecimento superior da oferta de Porto Rico, como vão ter claros os benefícios de trazerem os grupos para este destino de classe mundial”. Mais informações em www.meetinguniversity.com.

O ano passado receberam o congresso da ICCA. Como correu essa experiência? Receber o congresso da ICCA foi uma grande oportunidade para Porto Rico para colocar no mapa global o nosso destino e o centro de congressos. Durante o evento, os delegados expressaram o apreço pela beleza, cultura e infra-estruturas sofisticadas de Porto Rico. Além disso, os delegados relevaram o design e a funcionalidade do Centro de Congressos Pedro Rosselló. Especialmente a luz natural em todo o edifício foi destacada como sendo um forte argumento comercial. Os organizadores da ICCA registaram a presença de 715 participantes, com cerca de três dezenas dos delegados a levarem acompanhantes. Os delegados eram de 64 países, incluindo China, África do Sul, Austrália, Colômbia, Brasil, entre outros. Em termos de venues e hotéis, considera que a oferta é suficiente? Porto Rico está a ser agressivo em termos de desenvolvimento hoteleiro e quer aumentar o número de quartos na ilha. As recentes unidades incluem o Condado Vanderbilt, Courtyard by Marriott San Juan Miramar, The St. Regis Bahia Beach Resort, W Retreat & Spa and Dorado Beach, e o Ritz-Carlton Reserve.

Cláudia Coutinho de Sousa [claudia@eventpoint.com.pt]

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DIRECTÓRIO 72

DIRECTÓRIO AMBIENTE E )MISSION

L I S B O A | 2 1 0 1 5 7 1 6 1 | S E R G I O @ E‑ M I S S I O N N E U T R A L . C O M | W W W. E‑ M I S S I O N N E U T R A L . C O M / P T

SMART WAT T

P O R T O | 2 2 0 1 1 4 3 6 6 | I N F O @S M A R T WAT T. P T | W W W. S M A R T WAT T. P T

ANIMAÇÃO 2 THE LOVE PRO JEC T

L I S B O A | 9 6 2 3 4 1 9 5 5 | 2 T H E L O V E P R O JE C T@ G M A I L . C O M

ADEREÇO PRODUÇÕES

P O R T O | 2 2 5 3 2 2 7 2 0 | G E R A L@A D E R E C O . C O M | W W W. A D E R E C O . C O M

ASE S NA MANG A

B R A G A | 2 5 3 2 8 3 4 8 3 | A S E S@A S E S N A M A N G A . C O M | W W W. A S E S N A M A N G A . C O M

CONCEP T 4 TALENT S

L I S B O A | 2 1 3 9 4 0 2 4 2 | G E R A L@ C O N C E P T4 TA L E N T S . C O M | W W W. C O N C E P T4 TA L E N T S . C O M

FADUS

E S T O R I L | 2 1 4 6 6 2 5 5 0 | G E R A L@ FA D U S P E C I A L E V E N T S . C O M | W W W. FA D U S P E C I A L E V E N T S . C O M

MOVE IT

C O VA D A P I E D A D E | 2 1 2 5 8 1 9 8 0 | I N F O @ M O V E I T. P T | W W W. M O V E I T. P T

ROTA DO F RE SCO

V I L A N O VA D A B A R O N I A | 2 8 4 4 7 5 4 1 3 | I N F O @ R O TA D O F R E S C O . C O M | W W W. R O TA D O F R E S C O . C O M

RUSTIT UR

É V O R A | 2 6 6 9 7 8 0 4 3 | I N F O @ R U S T I T U R . C O M | W W W. R U S T I T U R . C O M

SAL

S E T Ú B A L | 2 6 5 2 2 7 6 8 5 | S A L@S A L . P T | W W W. S A L . P T

T UR AVENT UR

É V O R A | 2 6 6 74 3 1 3 4 | T U R AV E N T U R @T U R AV E N T U R . C O M | W W W.T U R AV E N T U R . C O M

ARTISTAS E ESPECTÁCULOS E VERY THING IS NE W

L I S B O A | 2 1 3 9 3 3 7 7 0 | G E R A L@ E V E R Y T H I N G I S N E W. P T | W W W. E V E R Y T H I N G I S N E W. P T

MÚSIC A NO COR AÇ ÃO

L I S B O A | 2 1 0 1 0 5 7 0 0 | M U S I C A N O C O R A C A O @ M U S I C A N O C O R A C A O . P T | W W W. M U S I C A N O C O R A C A O . P T

RITMOS & BLUE S

PA Ç O D ’A R C O S | 2 1 4 6 9 4 0 5 0 | I N F O @ R I T M O S E B L U E S . P T | W W W. R I T M O S E B L U E S . P T

UAU

L I S B O A | 2 1 3 3 0 3 5 0 0 | U A U @ U A U . P T | W W W. U A U . P T

AUDIOVISUAIS

PMP PRODUÇÕE S

L I S B O A | 2 1 8 6 1 9 3 7 5 | P M P @ P O R T U G A L M A I L . C O M | W W W. P M P E V E N T O S . C O M

RITMOS URBANOS

L I S B O A | 2 1 0 1 6 8 4 5 2 | G E R A L@ R I T M O S U R B A N O S . C O M | W W W. R I T M O S U R B A N O S . C O M

TOC Á RUFAR

A L D E I A D E PA I O P I R E S | 2 1 2 2 6 9 0 9 0 | T O C A R U FA R @T O C A R U FA R . C O M | W W W.T O C A R U FA R . C O M

WINE SOLU TIONS

S I N T R A | 9 6 4 3 7 0 6 3 3 | I N F O @ W I N E S O L U T I O N S . C O M | W W W.W I N E S O L U T I O N S . C O M

ANIMAÇÃO TURÍSTICA BIG TIME

FÁT I M A | 2 4 9 5 3 3 7 7 0 | J U L I O . S A N T O S@ B I G T I M E . P T | W W W. B I G T I M E . P T

C AMPO AVENT UR A

Ó B I D O S | 2 6 2 9 6 8 8 7 0 | G E R A L@ C A M P O AV E N T U R A . P T | W W W. C A M P O AV E N T U R A . P T

EQUINÓCIO

L I S B O A | 2 1 0 1 5 5 1 3 9 | I N F O @ E Q U I N O C I O . C O M | W W W. E Q U I N O C I O . C O M

GR AU 5

B A R R O C A | 9 3 4 74 3 5 1 9 | C O N TA C T O @ G R A U 5. P T | W W W. G R A U 5. P T

JAVSPORT

S T O . T I R S O | 2 5 2 8 5 0 6 2 1 | AV E N T U R A@J AV S P O R T. P T | W W W. J AV S P O R T. P T

MARGENS

B A R R O S I N H A S | 2 3 4 6 4 8 5 7 1 | M A R G E N S@ M A R G E N S . P T | W W W. M A R G E N S . P T

PROMÓBIDOS

C A L D A S D A R A I N H A | 2 6 2 8 4 3 5 7 9 | P R O M O B I D O S@ P R O M O B I D O S . C O M | W W W. P R O M O B I D O S . C O M

X VENA - E VENTOS E AUDIOVISUAIS

L I S B O A | 9 1 8 3 9 4 4 3 4 | G E R A L@X V E N A . P T | W W W. X V E N A . P T

ADLC AUDIOVISUAIS

C A R N A X I D E | 2 1 8 6 2 1 4 4 0 | C O M E R C I A L@A D L C ‑ AV. C O M | W W W. A D L C ‑ AV. C O M

AUDINOVA

L E Ç A D A PA L M E I R A | 2 2 9 9 6 1 9 3 0 | G E R A L@A U D I N O VA . P T | W W W. A U D I N O VA . P T

AUDIOMEIOS

V E N D A D O P I N H E I R O | 2 1 9 6 6 3 8 4 3 | G E R A L@A U D I O M E I O S . P T | W W W. A U D I O M E I O S . P T

AVK

L I S B O A | 2 1 9 4 1 3 5 3 0 | C O M E R C I A L@AV K . P T | W W W. AV K . P T

BACKLIGHT

S E T Ú B A L | 2 1 2 3 4 9 74 0 | B A C K L I G H T@V E R Y L I G H T. P T

DIGITAL F R AME

V I L A N O VA D E G A I A | 2 2 7 8 7 0 17 5 | I N F O @ D I G I TA L F R A M E . P T | W W W. D I G I TA L F R A M E . P T

ELEC TROAUDIO

S . D O M I N G O S D E R A N A | 2 1 4 5 3 1 2 2 3 | I N F O @ E L E C T R O A U D I O . N E T | W W W. E L E C T R O A U D I O . N E T


DIRECTÓRIO 73

EUROLOGISTIX

T URISMO DO CENTRO DE PORT UG AL

MAINVISION MEDIA SOLU TIONS

T URISMO DO DOURO

SERVICE PACK

T URISMO DO OE STE

CATERING

DESTINATION MANAGEMENT COMPANIES

B HOLDING

ABREU

C ASA DO MARQUÊ S

AIMS

C ATERI

CIT UR TR AVEL

COISAS DO VINHO

DOC DMC SERVICE S

COOKING L AB

E VENT S BY TLC

COZINHA DIVINA

F ÓRUM D’IDEIAS - PCO & DMC

ENCONTRUS

IMAGINE MORE

MO JITO BAR C ATERING

THE HOUSE OF E VENT S

SILVA C ARVALHO C ATERING

TOP ATL ÂNTICO DMC

SOLINC A E VENTOS E C ATERING

T UR ANGR A

TRÊ S SÉCULOS

ESPAÇOS MULTIUSOS

A L M A N C I L | 2 8 9 4 1 9 1 9 9 | I N F O @ E U R O L O G I S T I X . P T | W W W. E U R O L O G I S T I X . N E T

L I S B O A | 9 3 9 1 17 5 6 4 | M A R C I A . F E R R E I R A@ M A I N V I S I O N . P T | W W W. M A I N V I S I O N . P T

L E Ç A D A PA L M E I R A | 2 2 9 9 4 2 9 4 4 | G E R A L@S E R V I C E PA C K . P T | W W W. S E R V I C E PA C K . P T

A B Ó B O D A | 2 1 4 6 5 8 4 2 0 | G E R A L@ B H O L D I N G . C O M . P T | W W W. B H O L D I N G . C O M . P T

L I S B O A | 2 1 4 1 1 8 1 5 2 | C A S A D O M A R Q U E S@ C A S A D O M A R Q U E S . P T | W W W. C A S A D O M A R Q U E S . P T

A L C A B I D E C H E | 2 1 4 6 0 8 8 3 0 | G E R A L@ C AT E R I . P T | W W W. C AT E R I . P T

C O L A R E S | 2 1 9 2 8 2 7 3 3 | C O I S A S D O V I N H O @ C O I S A S D O V I N H O . P T | W W W. C O I S A S D O V I N H O . P T

L I S B O A | 9 1 1 5 5 9 6 6 6 | I N F O @ C O O K I N G L A B . N E T | W W W. C O O K I N G L A B . N E T

L O U R I N H Ã | 9 17 8 9 8 5 5 5 | C O N TA C T O @ C O Z I N H A D I V I N A . C O M | W W W. C O Z I N H A D I V I N A . C O M

C A R R E G A L D O S A L | 2 3 2 9 6 0 2 0 0 | M A I L@ E N C O N T R U S . C O M | W W W. E N C O N T R U S . C O M

PA Ç O D E A R C O S | 9 1 9 1 8 6 0 2 9 | I N F O @ M O J I T O B A R C AT E R I N G . C O M | W W W. M O J I T O B A R C AT E R I N G . C O M

S I N T R A | 2 1 9 2 5 5 5 1 0 | C O M E R C I A L@S C C AT E R I N G . P T | W W W. S I LVA C A R VA L H O C AT E R I N G . C O M

P O R T O | 7 0 7 5 0 2 2 2 0 | C O M E R C I A L@S O L I N C A C AT E R I N G . C O M | W W W. S O L I N C A E V E N T O S E C AT E R I N G . C O M

V I L A N O VA D E G A I A | 2 2 3 74 2 8 0 0 | G E N E R A L . O F F I C E@T R E S S E C U L O S . P T | W W W.T R E S S E C U L O S . P T

TROPIC AL C ATERING

F U N C H A L | 2 9 1 7 0 0 8 4 0 | R E S TA U R A N T E .T R O P I C A L@ C L I X . P T | W W W.T R O P I C A L C AT E R I N G . PA ‑ N E T. P T

CONVENTION BURE AUX / TURISMOS ALG ARVE CONVENTION BURE AU

FA R O | 2 8 9 8 0 0 4 0 3 | W W W. A L G A R V E C O N V E N T I O N . C O M

E STORIL & SINTR A CONVENTION BURE AU X

E S T O R I L | 2 1 4 6 6 8 1 6 7 | G E R A L@ E S T O R I L M E E T I N G S . C O M | W W W. E S T O R I L M E E T I N G S . C O M

PORTO CONVENTION BURE AU

P O R T O | 2 2 3 3 2 6 7 5 1 | P O R T O C V B @ P O R T O C V B . C O M | W W W. P O R T O C V B . C O M

T URISMO LEIRIA FÁTIMA

L E I R I A | 2 4 4 8 4 8 7 7 1 | I N F O @ R T‑ L E I R I A FAT I M A . P T | W W W. R T‑ L E I R I A FAT I M A . P T

AV E I R O | 2 3 4 4 2 0 7 6 0 | G E R A L@T U R I S M O D O C E N T R O . P T | W W W.T U R I S M O D O C E N T R O . P T

V I L A R E A L | 2 5 9 3 2 3 5 6 0 | I N F O @ D O U R O ‑T U R I S M O . P T | W W W. D O U R O ‑T U R I S M O . P T

Ó B I D O S | 2 6 2 9 5 5 0 6 0 | I N F O @T U R I S M O D O O E S T E . P T | W W W.T U R I S M O D O O E S T E . P T

P O R T O | 2 2 2 0 4 3 5 2 0 | C O N G R E S S O S . E X P @A B R E U . P T | W W W. A B R E U . P T

L I S B O A | 2 1 3 2 4 5 0 4 0 | L I S B O N @A I M S ‑ I N T E R N AT I O N A L . C O M | W W W. A I M S . P T

L I N D A ‑ A ‑V E L H A | 2 17 7 1 2 6 1 0 | L I S B O N @ C I T U R . P T | W W W. C I T U R . P T

L I S B O A | 2 1 3 2 4 2 0 0 0 | E V E N T S@ D O C ‑ D M C . C O M | W W W. D O C ‑ D M C . C O M

L I S B O A | 2 1 3 2 1 3 0 6 0 | E V E N T S@T L C . P T | W W W. E V E N T S B Y T L C . C O M

V I L A N O G U E I R A D E A Z E I TÃ O | 2 1 2 1 8 9 3 9 3 | I N F O @ F O R U M D I D E I A S . C O M | W W W. F O R U M D I D E I A S . C O M

L I S B O A | 2 1 3 6 2 8 3 9 3 | A N A .T E L O @ I M A G I N E M O R E . P T | W W W. I M A G I N E M O R E . P T

P O R T O | 2 2 8 3 4 8 9 4 0 | I N F O @T H E . P T | W W W.T H E . P T

L I S B O A | 2 1 8 9 2 5 8 0 0 | T O PAT L A N T I C O @T O PAT L A N T I C O . C O M | W W W.T O PAT L A N T I C O . P T

A N G R A D O H E R O Í S M O | 2 9 5 4 0 1 5 1 5 | A N G R A@T U R A N G R A . C O M | W W W.T U R A N G R A . C O M

AVEIRO EUROPARQUE

S A N TA M A R I A D A F E I R A | 2 5 6 3 7 0 2 0 0 | E V E N T O S@ E U R O PA R Q U E . P T | W W W. E U R O PA R Q U E . P T

BR AG A MULTIUSOS DE GUIMAR ÃE S

G U I M A R Ã E S | 2 5 3 5 2 0 3 0 0 | G E R A L@T E M P O L I V R E . P T | W W W.T E M P O L I V R E . P T

PARQUE DE E XPOSIÇÕE S DE BR AG A

B R A G A | 2 5 3 2 0 8 2 3 0 | P E B @ P E B . P T | W W W. P E B . P T

COIMBR A CENTRO DE ARTE S E E SPEC TÁCULOS DA F IGUEIR A DA F OZ F I G U E I R A D A F O Z | 2 3 3 4 0 7 2 0 0 | G E R A L@ F I G U E I R AT U R I S M O . C O M | W W W. C A E . P T

T URISMO DA MADEIR A

FARO

T URISMO DA SERR A DA E STREL A

CENTRO DE CONGRE SSOS DO AR ADE

T URISMO DE LISBOA VISITORS & CONVENTION BURE AU

PORTIMÃO ARENA

M A D E I R A | 2 9 1 2 1 1 9 0 0 | I N F O @ M A D E I R AT O U R I S M . C O M | W W W. M A D E I R A I S L A N D S .T R AV E L

C O V I L H Ã | 2 7 5 3 1 9 5 6 0 | I N F O @T U R I S M O D A E S T R E L A . P T | W W W.T U R I S M O S E R R A D A E S T R E L A . P T

L I S B O A | 2 1 0 3 1 2 7 0 0 | AT L@V I S I T L I S B O A . C O M | W W W.V I S I T L I S B O A . C O M

P O R T I M Ã O | 2 8 2 4 1 0 4 4 0 | G E R A L@ E X P O A R A D E . P T | W W W. E X P O A R A D E . P T

P O R T I M Ã O | 2 8 2 4 1 0 4 4 0 | G E R A L@ P O R T I M A O T U R I S . P T | W W W. P O R T I M A O A R E N A . C O M

T URISMO DO ALENTE JO

G R Â N D O L A | 2 6 9 4 9 8 6 8 0 | G E R A L@T U R I S M O D O A L E N T E J O . P T | W W W.V I S I TA L E N T E J O . P T

W W W . E V E N T P O I N T. C O M . P T


DIRECTÓRIO 74

LEIRIA CENTRO CULT UR AL E CONGRE SSOS DAS C ALDAS DAS R AINHA C A L D A S D A R A I N H A | 2 6 2 8 8 9 6 5 0 | S E C R E TA R I A D O @ C C C . E U . C O M | W W W. C C C . E U . C O M

E XPOSAL ÃO BATALHA

B ATA L H A | 2 4 4 7 6 9 4 8 0 | I N F O @ E X P O S A L A O . P T | W W W. E X P O S A L A O . P T

LISBOA AUDITÓRIO DA FACULDADE DE MEDICINA DENTÁRIA L I S B O A | 2 17 9 2 2 6 2 5 | A U D I T O R I O @ F M D . U L . P T | W W W. F M D . U L . P T

ASSOCIAÇ ÃO COMERCIAL DE LISBOA

L I S B O A | 2 1 3 2 2 4 0 5 0 | S M @A C L . O R G . P T | W W W. A C L . O R G . P T

C AMPO PEQUENO

L I S B O A | 2 17 9 9 8 4 5 0 | VA S C O C O R N E L I O @ C A M P O P E Q U E N O . C O M | W W W. C A M P O P E Q U E N O . C O M

COLISEU DO PORTO

P O R T O | 2 2 3 3 9 4 9 4 0 | C O L I S E U @ C O L I S E U D O P O R T O . P T | W W W. C O L I S E U D O P O R T O . P T

E STÁDIO DO DR AG ÃO

P O R T O | 2 2 5 0 8 3 0 2 7 | P O R T O E S TA D I O @ F C P O R T O . P T | W W W. F C P O R T O . P T | V E R PÁ G I N A : 5 5

E XPONOR

M AT O S I N H O S | 2 2 9 9 8 1 4 0 0 | I N F O @ E X P O N O R . P T | W W W. E X P O N O R . P T

F UNDAÇ ÃO DE SERR ALVE S CONGRE SS CENTER

P O R T O | 2 2 6 1 5 6 5 0 0 | S E R R A LV E S@S E R R A LV E S . P T | W W W. S E R R A LV E S . C O M

MOSTEIRO DE SÃO BENTO DA VITÓRIA

P O R T O | 2 2 3 4 0 1 9 0 0 | L A R C H E R @T N S J . P T | W W W.T N S J . P T

SANTARÉM CNEMA

S A N TA R É M | 2 4 3 3 0 0 3 0 0 | C E N T R O D E C O N G R E S S O S@ C N E M A . P T | W W W. C N E M A . P T

C ASINO E STORIL

E S T O R I L | 2 1 4 6 6 7 7 0 0 | I N F O . C E S T O R I L@ E S T O R I L . S O L . C O M | W W W. C A S I N O ‑ E S T O R I L . P T

VISEU

CENTRO CULT UR AL DE BELÉM

E XPOVIS

CENTRO DE CONGRE SSOS DE LISBOA

AÇORE S

L I S B O A | 2 1 3 6 1 2 6 9 7 | D A C@ C C B . P T | W W W. C C B . P T

L I S B O A | 2 1 3 6 0 1 4 0 0 | L I S B O A C C@A I P. P T | W W W. L I S B O A C C . P T

CENTRO DE CONGRE SSOS DO E STORIL

E S T O R I L | 2 1 4 6 4 7 5 7 5 | I N F O @ E S T O R I L C O N G R E S S C E N T E R . C O M | W W W. E S T O R I L C O N G R E S S C E N T E R . C O M

COLISEU DE LISBOA

L I S B O A | 2 1 3 2 4 0 5 8 0 | M J O A O @ C O L I S E U L I S B O A . C O M | W W W. C O L I S E U L I S B O A . C O M

CONVENTO DO BE ATO

L I S B O A | 2 1 0 1 0 9 9 2 3 | C O N V E N T O D O B E AT O @ C E R E A L I S . P T | W W W. C O N V E N T O D O B E AT O . C O M

E STÁDIO ALVAL ADE X XI

L I S B O A | 2 17 5 1 6 5 2 2 | E V E N T O S . C O R P O R AT E@S C P. P T | W W W. S P O R T I N G . P T

E STÁDIO DA LUZ - BENF IC A E VENTOS

L I S B O A | 2 17 2 1 9 5 6 5 | B S A@S L B E N F I C A . P T | W W W. S L B E N F I C A . P T

V I S E U | 2 3 2 4 2 2 0 1 8 | G E R A L@ E X P O V I S . P T | W W W. E X P O V I S . P T

AÇOR ARENA

V I L A F R A N C A D O C A M P O | 2 9 6 5 3 9 3 9 0 | A C O R A R E N A@A C O R A R E N A . P T

CENTRO CULT UR AL E DE CONGRE SSOS DE ANGR A DO HEROÍSMO A N G R A D O H E R O Í S M O | 2 9 5 2 0 6 1 2 0 | C U LT U R A N G R A@ C U LT U R A N G R A . P T

MADEIR A CENTRO CULT UR AL E DE CONGRE SSOS DE PORTO SANTO P O R T O S A N T O | 2 9 1 9 8 0 6 0 0

MADEIR A TECNOPOLO

F U N C H A L | 2 9 1 7 2 0 0 0 0 | A D M I N @ M A D E I R AT E C N O P O L O . P T | W W W. M A D E I R AT E C N O P O L O . P T

ESTRUTURAS E ALUGUER DE MATERIAL

F IL - F EIR A INTERNACIONAL DE LISBOA L I S B O A | 2 1 8 9 2 1 5 0 0 | F I L@A I P. P T | W W W. F I L . P T

MEO ARENA

L I S B O A | 2 1 8 9 1 8 4 0 9 | I N F O @ M E O A R E N A . P T | W W W. M E O A R E N A . P T

MUSEU DA C ARRIS

L I S B O A | 2 1 3 6 1 3 0 8 7 | M U S E U @ C A R R I S . P T | H T T P : // M U S E U . C A R R I S . P T

PL A Z A RIBEIRO TELLE S - CENTRO DE E VENTOS

V IL A F R A NC A DE XIR A | 26 3 288 559 | MRT ELLE S@PL A Z A RIBEIROT ELLE S.C OM | W W W.PL A Z A RIBEIROT ELLE S.C OM

PORTO

ALUGOCLIMA ( AR ‑CONDICIONADO)

A L D E I A D E PA I O P I R E S | 2 1 2 5 4 9 5 5 0 | I N F O @A L U G O C L I M A . C O M | W W W. A L U G O C L I M A . C O M

ALUGU’AQUI (MOBILIÁRIO, LOUÇ A )

S I N T R A | 2 1 9 1 0 8 0 0 3 | I N F O @A A Q U I . C O M | W W W. A A Q U I . C O M

EURODOME (DOME S E OU TR AS E STRU T UR AS)

F E R N Ã O F E R R O | 9 17 2 2 4 8 6 6 | E U R O D O M E S@ G M A I L . C O M | W W W. E U R O D O M E . P T

EUROPALCO (PALCOS E OU TR AS E STRU T UR AS)

M E M M A R T I N S | 2 1 9 6 0 5 5 2 0 | VA N E S S A . F O N S E C A@ E U R O PA L C O . P T | W W W. E U R O PA L C O . C O M

E VENTPACK (E STRU T UR AS, MOBILIÁRIO, DECOR AÇ ÃO) CENTRO DE CONGRE SSOS E E XPOSIÇÕE S DA ALFÂNDEG A P O R T O | 2 2 3 4 0 3 0 2 4 | C C E@A M T C . P T | W W W. A M T C . P T | V E R PÁ G I N A : 3 3

C AVES C ALÉM - SOGE VINUS F INE WINE S

V I L A N O VA D E G A I A | 2 2 3 74 6 6 6 0 | T U R I S M O @S O G E V I N U S . C O M | H T T P : // W W W. C A L E M . P T

B R A G A | 2 5 3 2 8 3 4 8 3 | P E D R O @ E V E N T PA C K . N E T | W W W. E V E N T PA C K . N E T

E VIDÊNCIA DISPL AY (STANDS)

L I S B O A | 2 1 4 6 0 3 6 2 0 | G E R A L@ E V I D E N C I A D I S P L AY. C O M | W W W. E V I D E N C I A D I S P L AY. C O M


DIRECTÓRIO 75

GL E VENT S (MOBILIÁRIO)

PAL ACE HOTEL BUSSACO

MODEL STAND (STANDS)

BE JA

A L C O C H E T E | 2 1 2 3 17 4 3 0 | I N F O @ G L E V E N T S ‑ P O R T U G A L . C O M | W W W. G L E V E N T S ‑ P O R T U G A L . C O M

B R A G A | 2 5 3 3 0 0 3 2 0 | C O M E R C I A L@ M O D E L S TA N D . P T | W W W. M O D E L S TA N D . P T

MULTIARCO ( AR ‑ CONDICIONADO)

L I S B O A | 2 1 8 4 8 3 74 0 | I N F O @ M U LT I A R C O . P T | W W W. M U LT I A R C O . P T

PEBÊ DESIGN (STANDS)

T E R R U G E M | 2 1 9 1 8 8 7 2 0 | G E R A L@ P E B E . P T | W W W. P E B E . P T

POP COMMUNIC ATION GROUP (STANDS, SINALÉ TIC A ) L I S B O A | 2 1 8 6 5 0 4 0 0 | P O P G R O U P @ P O P G R O U P. P T | W W W. P O P G R O U P. P T

PUBLIACÇ ÃO (ROAD‑ SHOW )

A L M A R G E M D O B I S P O | 2 1 0 1 0 6 2 9 5 | G E R A L@ P U B L I A C C A O . C O M | W W W. P U B L I A C C A O . C O M

SIR AM (PALCOS E OU TR AS E STRU T UR AS)

F U N C H A L | 2 9 1 2 3 0 3 5 0 | S I R A M @S I R A M . P T | W W W. S I R A M . C O M

L U S O | 2 3 1 9 3 7 9 7 0 | B U S S A C O @A L M E I D A H O T E L S . C O M | W W W. A L M E I D A H O T E L S . C O M

BE JA PARQUE HOTEL

B E J A | 2 8 4 3 1 0 5 0 0 | R E S E R VA S@ B E J A PA R Q U E H O T E L . C O M | W W W. B E J A PA R Q U E H O T E L . C O M

BR AG A A XIS OF IR

E S P O S E N D E | 2 5 3 9 8 9 8 0 0 | R E S E R VA S@A X I S O F I R . C O M | W W W. A X I S H O T E I S E G O L F E . C O M

MELIÃ BR AG A

B R A G A | 2 5 3 1 4 4 0 0 0 | M E L I A . B R A G A@ M E L I A P O R T U G A L . C O M | W W W. M E L I A B R A G A . C O M

BR AG ANÇ A HOTEL SÃO L Á Z ARO

B R A G A N Ç A | 2 7 3 3 0 2 7 0 0 | C O M E R C I A L . H S L@ H O T E I S ‑ A R C O . C O M | W W W. H O T E I S ‑ A R C O . C O M

SPORME X (STANDS)

C ASTELO BR ANCO

FORMAÇÃO

TRYP COLINA DO C ASTELO

E SCOL A DE GE STÃO E NEGÓCIOS

TRYP CONF ORT D. MARIA

B R A G A | 2 5 3 6 7 3 6 8 9 | G E R A L@S P O R M E X . P T | W W W. S P O R M E X . P T

L I S B O A | 2 1 3 17 7 6 0 7 | E G N E G O C I O S@ U N I V E R S I D A D E‑ A U T O N O M A . P T | W W W. E G N E G O C I O S . U A L . P T

E SCOL A SUPERIOR DE HOTEL ARIA E T URISMO DO E STORIL E S T O R I L | 2 1 0 0 4 0 7 0 0 | I S A B E L . S O U S A@ E S H T E . P T | W W W. E S H T E . P T

E TIC

L I S B O A | 2 1 3 9 4 2 5 5 0 | I N F O @ E T I C . P T | W W W. E T I C . P T

ISL A

L I S B O A | 8 0 8 2 0 3 5 4 4 | E L P M E@ L X . I S L A . P T | W W W. I S L A . P T

RE START

L I S B O A | 2 1 3 6 0 9 4 5 0 | I N F O @ R E S TA R T. P T | W W W. R E S TA R T. P T

FOTOGRAFIA E VÍDEO

CASTELO BRANCO | 272 349 280 | TRYP.COLINA.CASTELO@SOLMELIAPORTUGAL.COM | WWW.TRYPCOLINACASTELO.COM

C O V I L H Ã | 2 7 5 3 1 0 0 0 0 | T R Y P. D O N A . M A R I A@S O L M E L I A . C O M

COIMBR A HOTEL QUINTA DAS L ÁGRIMAS

C O I M B R A | 2 3 9 8 0 2 3 8 0 | C O M E R C I A L@ Q U I N TA D A S L A G R I M A S . P T | W W W. Q U I N TA D A S L A G R I M A S . P T

HOTEL VIL A G ALÉ COIMBR A

C O I M B R A | 2 3 9 2 4 0 0 0 0 | C O I M B R A@V I L A G A L E . P T | W W W.V I L A G A L E . P T

É VOR A HOTEL MAR DE AR

É V O R A | 2 6 6 74 0 7 0 0 | G E R A L@ M A R D E A R H O T E L S . C O M | W W W. M A R D E A R H O T E L S . C O M

FARO CROWNE PL A Z A HOTEL

V I L A M O U R A | 2 8 9 3 8 1 6 0 0 | G E R A L@ C P V I L A M O U R A . C O M | W W W. C R O W N E P L A Z AV I L A M O U R A . C O M

C S SALG ADOS GR ANDE HOTEL

A L B U F E I R A | 2 8 9 5 9 8 3 3 1 | G R O U P S . A L G A R V E@ C S H O T E L S A N D R E S O R T S . C O M | W W W. C S H O T E L S A N D R E S O R T S . C O M

HOTEL FARO MINIF OTO

L I S B O A | 2 17 5 6 7 3 3 0 | M I N I F O T O @ N E T C A B O . P T | W W W. M I N I F O T O ‑ E S T U D I O . C O M

CIT Y L AB

M A R C O D E C A N AV E S E S | 2 5 5 5 3 9 2 3 0 | C I T Y L A B @ C I T Y L A B . P T | W W W. C I T Y L A B . P T

FABRICE ZIEGLER

L I S B O A | 2 1 8 8 7 7 7 1 9 | FA B R I C E Z I E G L E R @ N E T C A B O . P T | W W W. FA B R I C E Z I E G L E R . C O M

NV ST UDIO

P O R T O | 2 2 6 1 8 0 74 1 | N V S T U D I O @ N V S T U D I O . C O . P T | W W W. N V S T U D I O . C O . P T

HOTÉIS AVEIRO GR ANDE HOTEL DA CURIA

FA R O | 2 8 9 8 3 0 8 3 0 | C O M E R C I A L@ H O T E L FA R O . P T | W W W. H O T E L FA R O . P T

LE MERIDIEN PENINA GOLF E RE SORT

P O R T I M Ã O | 2 8 2 4 2 0 2 0 0 | R E S E R VAT I O N S . P E N I N A@ L E M E R I D I E N . C O M | W W W. L E M E R I D I E N P E N I N A . C O M

MONTE DA QUINTA

A L M A N C I L | 2 8 9 0 0 0 3 0 0 | M Q R E S E R VA S@ M Q C L U B . C O M | W W W. M O N T E D A Q U I N TA R E S O R T. C O M

SHER ATON ALG ARVE HOTEL & RE SORT

A LBUF EIR A | 289 500 100 | PINECLIF F S.RE SERVAT IONS@L U X URYC OLLEC T ION.C OM | W W W. SHER AT ON AL G ARV E .C OM

TIVOLI MARINA DE VIL AMOUR A

V I L A M O U R A | 2 8 9 3 0 3 3 0 3 | H T M A R I N AV I L A M O U R A@T I V O L I H O T E L S . C O M | W W W.T I V O L I H O T E L S . C O M

GUARDA HOTEL LUSITÂNIA CONGRE SS & SPA

G U A R D A | 2 7 1 2 3 8 2 8 5 | L U S I TA N I A . D I R @ N AT U R A I M B H O T E L S . C O M | W W W. N AT U R A I M B H O T E L S . C O M

A N A D I A | 2 3 1 5 1 5 7 2 0 | G E R A L@ G R A N D E H O T E L D A C U R I A . C O M | W W W. G R A N D E H O T E L D A C U R I A . C O M

W W W . E V E N T P O I N T. C O M . P T


DIRECTÓRIO 76

LEIRIA

VIANA DO C ASTELO

MARRIOT PR AIA D’EL RE Y & BE ACH RE SORT

A XIS GOLF PONTE DE LIMA

LISBOA

F LÔR DE SAL

Ó B I D O S | 2 6 2 9 0 5 1 0 0 | I N F O . P D R @ M A R R I O T T‑ P D R . C O M . P T | W W W. P R A I A ‑ D E L‑ R E Y. C O M

ALTIS BELÉM

P O N T E D E L I M A | 2 5 8 9 0 0 2 5 0 | R E S E R VA S@A X I S P O N T E D E L I M A . C O M | W W W. A X I S P O N T E D E L I M A . C O M

V I A N A D O C A S T E L O | 2 5 8 8 0 0 1 0 0 | R E S E R VA S@ H O T E L F L O R D E S A L . C O M | W W W. H O T E L F L O R D E S A L . C O M

L I S B O A | 2 1 0 4 0 0 2 0 0 | I N F O @A LT I S B E L E M H O T E L . C O M | W W W. A LT I S H O T E L S . C O M

V I L A R E AL

CORINTHIA LISBOA HOTEL

VIDAGO PAL ACE HOTEL

F ONTANA PARK HOTEL

VISEU

L I S B O A | 2 17 2 3 6 3 6 3 | L I S B O A@ C O R I N T H I A . P T | W W W. C O R I N T H I A H O T E L S . C O M

L I S B O A | 2 1 0 4 1 0 6 0 0 | G E R A L@ F O N TA N A PA R K H O T E L . C O M | W W W. F O N TA N A PA R K H O T E L . C O M

HOTEL C ASC AIS MIR AGEM

C A S C A I S | 2 1 0 0 6 0 6 0 0 | R E S E R VAT I O N S@ C A S C A I S M I R A G E . C O M | W W W. C A S C A I S M I R A G E . C O M

HOTEL DOM PEDRO LISBOA

L I S B O A | 2 1 3 8 9 6 6 0 0 | L I S B O A . R E S E R VAT I O N S@ D O M P E D R O . C O M | W W W. D O M P E D R O . C O M

HOTEL RE AL VILL A ITÁLIA

C A S C A I S | 2 1 0 9 6 6 0 0 0 | R E A LV I L L A I TA L I A@ H O T E I S R E A L . C O M | W W W. R E A L H O T E L S G R O U P. C O M

HOTEL VILL A RIC A

L I S B O A | 2 1 0 0 4 3 0 0 0 | H O T E LV I L L A R I C A@V I P H O T E L S . C O M | W W W.V I L L A R I C A H O T E L S G R O U P. C O M

LISBON MARRIOT T HOTEL

L I S B O A | 2 17 2 3 5 4 0 0 | C L A U D I A .V E N T U R A@ M A R R I O T T H O T E L S . C O M | W W W. M A R R I O T T. C O M

PAL ÁCIO E STORIL

E S T O R I L | 2 1 4 6 4 8 0 0 0 | F R O N T‑ D E S K@ PA L A C I O E S T O R I L H O T E L . C O M | W W W. PA L A C I O E S T O R I L H O T E L . C O M

PE STANA PAL ACE

L I S B O A | 2 1 3 6 1 5 6 0 0 | S A L E S . P O R T U G A L@ P E S TA N A . C O M | W W W. P E S TA N A . C O M

RIT Z F OUR SE ASONS HOTEL LISBOA

L I S B O A | 2 1 3 8 1 1 4 0 0 | F S H . L I S B O N @ F O U R S E A S O N S . C O M | W W W. F O U R S E A S O N S . C O M / L I S B O N

SHER ATON LISBOA

L I S B O A | 2 1 3 1 2 0 0 0 0 | S H E R AT O N . L I S B O A@S H E R AT O N . C O M | W W W. S TA R W O O D H O T E L S . C O M

V I D A G O | 2 7 6 9 9 0 9 0 0 | V I D A G O PA L A C E@ U N I C E R . P T | W W W.V I D A G O PA L A C E H O T E L . C O M

AQUAPUR A DOURO VALLE Y

L A M E G O | 2 5 4 6 6 0 6 0 0 | A Q U A P U R A D O U R O @A Q U A P U R A D O U R O . C O M | W W W. A Q U A P U R A H O T E L S . C O M

HOTEL MONTEBELO

V I S E U | 2 3 2 4 2 0 0 0 0 | M O N T E B E L O V I S E U @V I S A B E I R AT U R I S M O . C O M | W W W. M O N T E B E L O V I S E U . P T

MELIA CONF ORT GR ÃO VASCO

V I S E U | 2 3 2 4 2 3 5 1 1 | G E R A L@ H O T E L G R A O VA S C O . P T | W W W. H O T E L G R A O VA S C O . P T

AÇORE S HOTEL AVENIDA

P O N TA D E L G A D A | 2 9 6 2 0 9 6 6 0 | AV E N I D A@ B E N S A U D E . P T | W W W. B E N S A U D E . P T

HOTEL AÇORE S ATL ÂNTICO

P O N TA D E L G A D A | 2 9 6 3 0 2 2 0 0 | AT L A N T I C O @ B E N S A U D E . P T | W W W. B E N S A U D E . P T

HOTEL PRÍNCIPE DO MÓNACO

P O N TA D E L G A D A | 2 9 6 3 0 2 4 6 0 | C O M E R C I A L@A S TAT L A N T I D A . C O M | W W W. P R I N C I P E D O M O N A C O . C O M

MADEIR A HOTEL SAVOY

F U N C H A L | 2 9 1 2 1 3 0 0 0 | R E S E R VAT I O N S@S AV O Y R E S O R T. C O M | W W W. S AV O Y R E S O R T. C O M

THE VINE HOTEL

F U N C H A L | 2 9 1 0 0 9 0 0 0 | R E S E R VAT I O N S@ H O T E LT H E V I N E . C O M | W W W. H O T E LT H E V I N E . C O M

VIP E XECU TIVE ART ’S

L I S B O A | 2 1 0 0 2 0 4 0 0 | H O T E L A R T S@V I P H O T E L S . C O M | W W W.V I P H O T E L S . C O M

LIMPEZA

PORTO

VADEC A

PORTO PAL ÁCIO CONGRE SS HOTEL & SPA

P O R T O | 2 2 6 0 8 6 6 0 0 | G E R A L@ P O R T O PA L A C I O H O T E L . P T | W W W. P O R T O PA L A C I O H O T E L . P T

POUSADA DO PORTO

M AT O S I N H O S | 2 2 9 3 9 7 8 0 0 | VA D E C A . S E R V I C O S@VA D E C A . P T | W W W.VA D E C A . P T

CLIME X

L I S B O A | 2 1 8 4 7 5 8 5 4 | C O M E R C I A L@ C L I M E X . P T | W W W. C L I M E X . P T

P O R T O | 2 2 5 3 1 1 0 0 0 | G U E S T@ P O U S A D A S . P T | W W W. P O U S A D A S . P T

ORGANIZADORES PROFISSIONAIS DE CONGRESSOS

SHER ATON PORTO HOTEL & SPA

ACRÓPOLE

P O R T O | 2 2 0 4 0 4 0 0 0 | S H E R AT O N . P O R T O @S H E R AT O N . C O M | W W W. S H E R AT O N P O R T O . C O M

P O R T O | 2 2 6 1 9 9 6 8 0 | G E R A L@A C R O P O L E‑ S E R V I C O S . P T | W W W. A C R O P O L E‑ S E R V I C O S . P T

THE YE ATMAN

BLOOM UP

V I L A N O VA D E G A I A | 2 2 0 1 3 3 1 0 0 | R E S E R VAT I O N S@T H E Y E AT M A N . C O M | W W W.T H E Y E AT M A N . C O M

L I S B O A | 2 17 6 1 1 0 1 0 | B L O O M @ B L O O M . P T | W W W. B L O O M . P T

TIAR A PARK ATL ANTIC

CI - CONGRE SSOS E INCENTIVOS

P O R T O | 2 2 6 0 7 2 5 0 0 | R E S E R VA S . P O R T O @T I A R A ‑ H O T E L S . C O M | W W W.T I A R A ‑ H O T E L S . C O M

S I N T R A | 2 1 9 2 4 6 3 4 2 | C I C O N G R E S S O S@S A P O . P T | W W W. C I ‑ C O N G R E S S O S . C O M

SANTARÉM

CPL MEE TINGS & E VENT S

DOM GONÇ ALO HOTEL & SPA

FÁT I M A | 2 4 9 5 3 9 3 3 0 | M A I L@ H O T E L D G . C O M | W W W. H O T E L D G . C O M

C A S C A I S | 2 1 4 0 0 3 5 4 0 | E V E N T S@ C P L E V E N T S . P T | W W W. C P L E V E N T S . P T

FAC TOR CHAVE

L I N D A - A -V E L H A | 2 1 4 3 0 7 74 0 | C O N G R E S S O S@ FA C T O R C H AV E . P T | W W W. FA C T O R C H AV E . C O M

LE ADING - CONGRE SS & ASSOCIATION MANAGEMENT L I N D A ‑ A ‑V E L H A | 2 17 7 1 2 6 3 4 | L E A D I N G @ L E A D I N G . P T | W W W. L E A D I N G . P T


DIRECTÓRIO 77

MUNDICONVENIUS

L AGOS PREMIUM E VENT S

SK YROS

LINEUP

ORGANIZADORES DE E VENTOS

MERC ADO DA CULT UR A

L I S B O A | 2 1 3 1 5 5 1 3 5 | I N F O @ M U N D I C O N V E N I U S . P T | W W W. M U N D I C O N V E N I U S . P T

P O R T O | 2 2 6 1 6 5 4 5 0 | S K Y R O S@S K Y R O S ‑ C O N G R E S S O S . C O M | W W W. S K Y R O S ‑ C O N G R E S S O S . C O M

C A R N A X I D E | 2 1 3 0 3 4 9 0 0 | G E R A L@ L A G O S S P O R T S . C O M | W W W. L A G O S S P O R T S . C O M

L I S B O A | 2 1 3 3 0 3 7 3 4 | I N F O @ L I N E U P. P T | W W W. L I N E U P. P T

O E I R A S | 2 1 4 4 1 0 4 4 8 | G E R A L@ M E R C A D O D A C U LT U R A . P T | W W W. M E R C A D O D A C U LT U R A . P T

NE W E VENT S

L I S B O A | 2 1 3 3 0 3 7 6 8 | G E R A L@ N E W E V E N T S . C O M . P T | W W W. N E W E V E N T S . C O M . P T

PLURE VENTO

C A C É M | 2 1 9 1 2 9 5 9 9 | M A I L@ P L U R E V E N T O . C O M | W W W. P L U R E V E N T O . C O M

PRE STÍGIO

L I S B O A | 2 1 3 8 3 9 6 0 0 | G E R A L@ P R E S T I G I O . P T | W W W. P R E S T I G I O . P T

DE SAF IO GLOBAL ATIVISM

LINDA‑A‑VELHA | 214 149 550 | PEDRO.RODRIGUES@DESAFIOGLOBAL.ATIVISM.PT | W W W.DESAFIOGLOBAL.ATIVISM.PT

RE ALIZ AR

P O R T O | 2 2 5 0 74 5 3 0 | I N F O @ R E A L I Z A R . C O M | W W W. R E A L I Z A R . C O M

SF ORI

L I S B O A | 2 17 6 0 4 8 3 9 | G E R A L@S F O R I . C O M | W W W. S F O R I . C O M

SIR AM

F U N C H A L | 2 9 1 2 3 0 3 5 0 | S I R A M @S I R A M . P T | W W W. S I R A M . P T

STRESS LESS

L I S B O A | 2 1 3 4 0 3 3 0 0 | G E R A L@S T R E S S L E S S . P T | W W W. S T R E S S L E S S . P T

INF ORPRE SS

L I S B O A | 2 1 3 2 4 0 2 2 7 | L I S B O A@ I N F O R P R E S S . C O M | W W W. I N F O R P R E S S . C O M

TEMPOS E VENTOS

AV E I R O | 2 3 4 3 8 5 6 2 4 | C P E R E S T R E L O @T E M P O S E V E N T O S . C O M | W W W.T E M P O S E V E N T O S . C O M

TOX’INN - PROMOÇ ÃO E E VENTOS

L I S B O A | 2 17 9 2 3 3 5 | G E R A L@T O X I N N . C O M | W W W.T O X I N N . C O M

UPPARTNER - COMUNIC AÇ ÃO DE MARKE TING

L I S B O A | 2 1 0 4 1 0 1 0 0 | H E L I O . S O A R E S@ U P PA R T N E R . P T | W W W. U P PA R T N E R . P T

YOU ARE ONE

S E S I M B R A | 2 8 9 4 1 0 2 7 0 | G E R A L@Y O U A R E O N E . C O M | W W W.Y O U A R E O N E . C O M

TAVOL ANOSTR A E VENTOS GLOBAIS

A R G A N I L | 2 3 5 2 0 3 0 2 9 | G E R A L@TAV O L A N O S T R A . C O M | W W W.TAV O L A N O S T R A . C O M

A A‑COM.

L I S B O A | 2 1 1 9 2 9 7 0 7 | G E R A L@A A ‑ C O M . P T | W W W. A A ‑ C O M . P T

AC TING OU T

L I S B O A | 2 1 4 5 4 4 3 5 5 | A C T I N G O U T@A C T I N G O U T. P T | W W W. A C T I N G O U T. P T

ADDSOLU TIONS

L I S B O A | 2 1 8 4 4 4 4 6 0 | G E R A L@A D D S O L U T I O N S . P T | W W W. A D D S O L U T I O N S . P T

ADEREÇO PRODUÇÕE S

P O R T O | 2 2 5 3 2 2 7 2 0 | G E R A L@A D E R E C O . C O M | W W W. A D E R E C O . C O M

B+

E S T O R I L | 2 1 4 6 8 9 6 6 8 | G E R A L@ B P O S I T I V O . C O M | W W W. B P O S I T I V O . C O M

BAIX A 62

C A C É M | 2 1 4 2 7 8 6 6 0 | J O A N A . B O T E L H O @ B A I X A 6 2 . P T | W W W. B A I X A 6 2 . C O M

BE ST E VENT S

B R A G A | 2 5 3 2 0 4 0 5 3 | I N F O @ B E S T E V E N T S . P T | W W W. B E S T E V E N T S . P T

GL E VENT S

A L C O C H E T E | 2 1 2 3 17 4 3 0 | I N F O @ G L E V E N T S ‑ P O R T U G A L . C O M | W W W. G L E V E N T S ‑ P O R T U G A L . C O M

KRIAE VENTOS

L I S B O A | 2 17 9 5 5 4 2 4 | K E@ K R I A E V E N T O S . P T | W W W. K R I A E V E N T O S . P T

PIROTECNIA LUSO PIROTECNIA

A L M A D A | 2 1 2 74 1 0 5 6 | H E A D O F F I C E@ L U S O P I R O T E C N I A . C O M | W W W. L U S O P I R O T E C N I A . C O M

MACEDO’S PIROTECNIA

L I X A | 2 5 5 4 8 3 9 9 9 | P I R O T E C N I A@ M A C E D O S . C O M . P T | W W W. M A C E D O S . C O M . P T

SAÚDE CRUZ VERMELHA PORT UGUE SA

L I S B O A | 2 1 3 9 1 3 9 3 2 | M C E C I L I O @ C R U Z V E R M E L H A . O R G . P T | W W W. C R U Z V E R M E L H A . P T

F EMÉDIC A

B E L A S | 2 1 1 9 7 5 7 2 3 | G E R A L@ F E M E D I C A . P T | W W W. F E M E D I C A . P T

HELPED

C O R R O I O S | 7 0 7 4 5 2 4 5 2 | I N F O @ H E L P E D . P T | W W W. H E L P E D . P T

MED F IRST

PA Ç O D E A R C O S | 2 1 6 0 0 2 7 3 2 | G E R A L@ M E D F I R S T. P T | W W W. M E D F I R S T. P T

SEGURANÇA 20 45

M A LV E I R A | 2 1 9 6 6 3 0 7 0 | G E R A L@2 0 4 5 S A . P T | W W W. 2 0 4 5. P T

GRUPO 8

L I S B O A | 2 1 8 4 3 2 8 0 0 | G R U P O 8 @ G R U P O 8 . P T | W W W. G R U P O 8 . P T

W W W . E V E N T P O I N T. C O M . P T


DIRECTÓRIO 78

JOSÉ PIMENTEL F URTADO

EDIGMA

A D A Ú F E | 7 0 7 3 0 9 1 3 1 | E D I G M A@ E D I G M A . C O M | W W W. E D I G M A . C O M

9 17 7 2 6 2 6 9 | J O S E P F U R TA D O @S A P O . P T

PROSEGUR

L I S B O A | 2 1 8 3 6 2 2 0 0 | D R S F. L I S B O A@ P R O S E G U R . C O M | W W W. P R O S E G U E . P T

SOF T WARE DE GESTÃO DE E VENTOS

E STAÇ ÃO LIVRE COMUNIC AÇ ÃO P O R T O | 2 2 6 0 5 3 9 3 6 | I N F O @ E L C . P T

F CO.

S Ã O J O Ã O D A M A D E I R A | 2 5 6 2 0 0 9 2 9 | F C O @ F C O . P T | W W W. F C O . P T

E VENT SERVICE S

HELLO MOVEMENT

V I L A N O VA D E G A I A | 2 2 0 9 3 2 9 4 7 | I N F O @ E V E N T S E R V I C E S . P T | W W W. E V E N T S E R V I C E S . P T

L I N D A ‑ A ‑V E L H A | 9 6 9 9 7 8 9 8 4 | H E L L O M O V E M E N T@ G M A I L . C O M | W W W. H E L L O M O V E M E N T. C O M

T ZIR ANDA

HOSPEDEIR AS DE PORT UG AL

L I S B O A | 2 1 3 1 4 0 9 8 3 | R G F@T Z I R A N D A . C O M | W W W.T Z I R A N D A . C O M

P O R T O | 2 2 5 3 2 0 2 8 0 | P O R T O @ H O S P E D E I R A S ‑ P O R T U G A L . P T | W W W. H O S P E D E I R A S ‑ P O R T U G A L . P T

TRANSPORTES

ID - INTÉRPRE TE S DIREC TOS

AIRE VENT S

M O R E I R A D A M A I A | 2 2 9 4 1 5 5 2 5 | A I R E V E N T S@A I R E V E N T S . C O M . P T | W W W. A I R E V E N T S . C O M . P T

L I S B O A | 9 6 1 3 7 2 2 6 9 | I D @ I N T E R P R E T E S D I R E C T O S . C O M | W W W. I N T E R P R E T E S D I R E C T O S . C O M

ME SSE F R ANKF URT

L I S B O A | 2 17 9 3 9 1 4 0 | I N F O @ P O R T U G A L . M E S S E F R A N K F U R T. C O M | W W W. M E S S E F R A N K F U R T. C O M

AIR NIMBUS

S . D O M I N G O S D E R A N A | 2 1 4 4 4 6 1 17 | G E R A L@A I R N I M B U S . P T | W W W. A I R N I M B U S . P T

DOURO A ZUL

P O R T O | 2 2 3 4 0 2 5 0 0 | R E S E R VA S@ D O U R O A Z U L . C O M | W W W. D O U R O A Z U L . P T

F IDALGUIA

L I S B O A | 2 1 9 5 6 6 3 5 9 | G E R A L@ F I D A L G U I A . P T | W W W. F I D A L G U I A . P T

F ROTA A ZUL

O L I VA L B A S T O | 2 1 9 3 8 0 4 0 0 | G E R A L@ F R O TA ‑ A Z U L . P T | W W W. F R O TA ‑ A Z U L . P T

GRUPO BARR AQUEIRO

L I S B O A | 2 17 5 1 1 9 0 0 | B A R R A Q U E I R O @ B A R R A Q U E I R O . C O M | W W W. B A R R A Q U E I R O . C O M

SPECIALBUS

L I S B O A | 9 1 9 3 0 2 3 1 0 | G E R A L@S P E C I A L B U S . P T | W W W. S P E C I A L B U S . P T

TR ANSOL

P O R T I M Ã O | 2 8 2 4 5 0 4 6 0 | R E S E R VA S@T R A N S O L . P T | W W W.T R A N S O L . P T

OUTROS SERVIÇOS

BULL INSUR ANCE

L I S B O A | 2 1 8 5 2 2 1 8 3 | A S A LV O @ B U L L‑ I N S U R A N C E . C O M | W W W. B U L L‑ I N S U R A N C E . C O M

NORMA DE SIGN

P O R T O | 9 1 9 6 1 1 3 5 0 | G E R A L@ N O R M A D E S I G N . C O M | W W W. N O R M A D E S I G N . C O M


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