Catalogo - Exposição Internacional/International exhibition – Eu não sou uma ilha/I am not an Island

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Exposição Internacional/International exhibition – Eu não sou uma

Foto/Photo: Débora Esperança

ilha/I am not an Island

Curadora/Curator: Genoveva Oliveira Espaço Santa Catarina, Lisboa 1


“Eu

não

sou

uma

ilha”

é

uma

exposição

coletiva

internacional, que reúne dezasseis artistas de diferentes vertentes (Fotografia, pintura, escultura e instalação) no Espaço Santa Catarina em Lisboa entre os dias 8 e 21 de janeiro de 2016. Os autores

são

naturais

de

diversas

geografias

nacionais

e

internacionais. A organização desta exposição insere-se num projeto que terá continuidade em outros locais expositivos. Apesar desta sociedade, a que vivenciamos, não ser mais conturbada do que outra qualquer, nem este tempo histórico ser pior do que outros já vividos, foi colocado aos artistas o desafio de refletirem,

Exposição Internacional /International exhibition – Eu não sou uma ilha/I am not an Island

denunciarem, documentarem vivências dos tempos inquietos da sociedade contemporânea. José Saramago afirmava que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós próprios. Esta é a angústia de orientarmos sozinho o barco das nossas próprias vidas. A arte permite a descoberta da dimensão social e comunitária que nos possibilita a construção, a fundação da nobreza de espírito. Solidariedade, generosidade para com o outro: afinal qual é a verdadeira dimensão do ser humano? Através da arte transmitimos desejos, anseios, esperanças, desafios, tristezas, alegrias e metas. Provocativos e críticos, os

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artistas trabalharam a temática perante diferentes perspetivas.

tristeza, alegria e propósito, a revelação da individualidade. Na obra

André Lemos Pinto (Fotografia) reforça no seu trabalho “Espaços

“Nós Não Somos Ilhas" refere que nenhum de nós, apesar de viver

com alma” uma intenção de documentar, mas também de

em uma ilha, na verdade, precisa ser um. Rita Demarchi

denunciar e de intervir. Sublinha o drama do abandono nas cidades

(Fotografia) mostra-nos imagens de visitantes em exposições de

e vilas portuguesas, do que foi e deixou de ser, as ambições e os

arte no Brasil e Europa em “Entre encontros I e II” que

sonhos de quem perdeu tudo ou quase tudo. Em contrapartida,

representam diálogos com a complexidade e ambivalência do

Colin Ginks (Pintura) refere nas suas obras “Angie” e “Dona Joana,

cenário contemporâneo, que requer abertura e sensibilidade para

quinta-feira”, o poder daquele que lidera e tem o poder da decisão.

os possíveis encontros. É apenas o outro que permite o

A sua obra aponta o interesse pelos estados emocionais, os jogos

conhecimento de mim e o sentido de minha existência.

de poder, mas também da vulnerabilidade humana, invocados pela representação mais ou menos figurativa. Carla de Sousa (fotografia e instalação) sublinha o Eu como um ser vocacionado ao Outro através da obra “O Eu e o Outro”. A vocação do Eu é ser, individual, nos outros e com os outros. A esta reflexão aliam-se as obras de outros três artistas que desenvolvem o seu trabalho em torno do Eu. Débora Gomes (fotografia) expõe nas obras “Amanhã vou pôr isto numa gaveta que não seja minha” a procura constante do individuo, a construção da identidade pessoal, com base numa interação estabelecida consigo mesmo, com o mundo e com o outro. Carlos Gomes (fotografia) parte da necessidade de transmitir desejo, desejando, esperança, desafio,

Aliado à angústia de existir, temos a felicidade da existência. O homem é um ser que não pode querer senão a sua liberdade e que reconhece também que não pode querer senão a liberdade dos outros. Daí que ninguém é livre sozinho. Helena Dias (Pintura) sublinha que as suas obras “Pôr um fim ao absurdo” e “Lembrança de tudo aquilo que não deu certo ” são uma procura da ideia de liberdade, igualmente partilhada pelo artista Ulrich Hilmer (Pintura) que refere

através das obras “Romeu” e “Dia de Liberdade” a

necessidade de não se resignar, de procurar com optimismo. Isabel Lima (Pintura) destaca nas suas obras “Carrossel” e “Viagem” uma evocação, em tempo de drama mundial, do imaginário coletivo, o devaneio, mas também a criança que reside no sonho. Susana Aleixo Lopes (Escultura) salienta no seu trabalho

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“By Far, Close”, a tortura gerada pela vontade e a dificuldade de partir. Seguir, sem nunca se desprender da memória e o desejo de voltar e percorrer um caminho que constrói a esperança de olhar um pelo outro. Manuel Lima (Pintura) expressa que a série “Diálogos” remete para cenários que emergem nos média da sociedade contemporânea, tanto incidem no conflito, na tensão, como na ternura.

suas ligações. Dissemelhantes mas complementares, as instalações de Nelson Crespo e de Henrique Neves estão assentes na força dos materiais empregues e remetem-nos a duas análises: a primeira, “3”, um trabalho escultural feito de materiais como os invulgares paus longos de canela, esmalte, tintas e pigmentos insere-se numa investigação sobre a representação da natureza e a dinâmica entre

Luís Lobo Henriques (Fotografia) frisa que a sua obra “Cais

o natural e o artificial. A segunda obra Ó Mar ! Ó Mar! é produzida

Nostálgico” nos entrega a uma reflexão em torno da solidão.

com mapas do extinto Ministério do Ultramar e de um atlas do

Mesmo que não queira, cada homem é uma ilha quando se isola.

mundo. São representações de território, de poder físico e

Susana Paiva (Fotografia) com a obra "Ilha" refere que apesar de,

simultaneamente formas de apropriação do mesmo, mas que

socialmente, não sermos - não podermos, não devermos - ser

igualmente nos conduz para um fetichismo do lugar.

ilhas, artisticamente havemos de ser sempre ilhas de singularidade.

A arte cria hábitos de ação social sustentada, em termos do

Citando Joseph Beuys, o artista Paulo Sousa manifesta

conteúdo, planeamento e execução das obras. O artista ao

através da instalação “Emptiness to fill in IV” que necessita

expressar e expor a realidade utiliza linguagens que abrem novas

construir um mundo autenticamente diferente, onde a ideia de arte

formas de expressão artística podendo criar uma consciência social

tenha uma função especial que esteja relacionada com o conjunto

em torno dos problemas relatados. É também uma invocação

da sociedade. A atitude que cada um assume em face daquilo que

permitir que o trabalho artístico nos interrogue e incomode, que

ele é contribui para a sua própria transformação. Assim, criou uma

saia da rua, onde parece que nada importa, nem o sofrimento, nem

peça que representa um sistema vivo, complexo e multiplicável nas

a alegria de cada um. Curadora Genoveva Oliveira

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“Eu não sou uma ilha” (“I am not an island”) is an international group exhibition bringing together seventeen artists from different disciplines (photography, painting, sculpture and installation), at Espaço Santa Catarina, Lisbon, between january 8-21, 2016, artists who have come from wide-ranging national and international backgrounds. The organisation of this show is intended as part of an on-going project to be presented in further locations. Even if the society in which we live is not necessarily more troubled than others that came before it, nor this historic time any worse than others already lived, the artists were presented with the challenge of reflecting, critiquing and documenting lives lived amongst this unsettled period of our contemporary society. José Saramago made the point that you have to leave the island in order to be able to see the island, and unless we step out of ourselves nor can we see ourselves. Taking the wheel of our own lives can be a harrowing experience. Art can help reveal a social, community-oriented dimension allowing us to build, or simply lay the foundations of a more noble spirit. Solidarity, generosity towards others: in the end, what is the true potential of humanity? Through art we transmit desire, anxiety, hope, challenges, sadness, joy and aspirations. Whether they are being provocative or critical,

artists

explore

concurrent

themes

from

varying

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perspectives. André Lemos Pinto (photography) reveals throughout

sadness, joy and purpose, and thus the revelation of individuality.

his work “Espaços com alma” (“Spaces with soul”) the intention to

In the work “Nós Não Somos Ilhas" “We Are Not An Island”, he

document, but also to critique and intervene. He underlines the

refers that none of us, even if we inhabit an island, need to actually

drama of the abandonment of Portuguese cities and towns, what

be one. Rita Demarchi (photography) shows us images of visitors to

used to be and what has come to an end, the ambitions and

art shows in Brazil and Europe in “Entre encontros I e II” (“Between

dreams of those who have lost all or nearly all. In contrast, Colin

meetings I and II”) which reveal a discourse with the complexity

Ginks (painting) implies in his works “Angie” and “Dona Joana,

and ambivalence of contemporary life, in need of openness and

quinta-feira” (“Joana, Thursday”), the supremacy of those who pull

sensitivity towards possible interactions. It is only through the other

the strings and have the power of decision-making. His work shows

that one can begin to know oneself, and the meaning of one’s

an interest in emotional states, power struggles, but also in human

existence.

vulnerability, depicted in a more or less figurative style.

Besides the anxiety of existence, there is also the possibility of

Carla de Sousa (photography and installation) addresses the Self as a being oriented towards the Other, through her work “O Eu e o Outro” (“I and the Other”). The vocation of the Self is to be, as an individual, of others and among others. Pieces by three more artists also contemplate the role of the Self. Débora Gomes (photography) shows us in her work “Amanhã vou pôr isto numa gaveta que não seja minha” (“Tomorrow I shall put this in a drawer that is not mine”) the constant search for the self, the construction of an identity based on an interaction with oneself, with the exterior and with the other. Carlos Gomes (photography) takes as his starting point the need to transmit desire, yearning, hope, resistance,

finding happiness in life. All a human being can do is desire freedom and also recognise that freedom for others is also an imperative. No one is free, if they stand alone. Helena Dias (painting) affirms that her works “Pôr um fim ao absurdo” (“Put an end to the absurd”) and “Lembrança de tudo aquilo que não deu certo” (“Keepsake of all that didn’t go right”) are a quest for a belief in freedom, also shared by the artist Ulrich Hilmer (painting) who reveals through his works “Romeu” (“Romeo”) and “Dia de Liberdade” (“Freedom Day”) the importance of not giving up, and continuing our search with a positive outlook. Isabel Lima (painting) in her works “Carrossel” (“Carrousel”) and “Viagem” (“Voyage”) focuses, at a time of intense global strife, on

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evoking the collective imagination and our dream states, as well as the child found at the heart of the dream. Susana Aleixo Lopes (sculpture) highlights in her work “By Far, Close”, the trauma, and difficulty of parting, followed by an obsessive attachment to its memory, and the desire to go back and walk a path built on the hope of seeing each other again. Manuel Lima (painting) states that the series “Diálogos” (“Dialogues”) refers to scenes plucked from contemporary media, which can linger as much on conflict and tension, as they can on tenderness.

a vibrant, complex and organic system in its associations Unalike if complementary pieces, the installations of Nelson Crespo and Henrique Neves hinge on on the strength of the materials chosen and lead us towards differing interpretations: the first, “3”, a sculptural piece combining unusual materials such as long cinnamon sticks, enamel, paint and pigment, explores the representation of nature and the tension between the natural and the artificial. The second work Ó Mar! Ó Mar! (“The Sea! The Sea!”) has been produced based on maps from the now-defunct Ministério

Luís Lobo Henriques (photography) posits that his work “Cais

do Ultramar (Overseas Ministry) and a world atlas. These are

Nostálgico”

the

representations of territory, physical power and simultaneously

contemplation of our solitude. Whether we like it or not, each of us

instances of their appropriation, which nonetheless guide us

becomes an island when we isolate ourselves. Susana Paiva

towards a fetishistic appreciation of physical space.

(“Nostalgic

Quayside”)

leads

us

towards

(photgraphy) with the work "Ilha" (“Island”) states that, if in society we are not – nor can or should we be – an island, as creative beings we nonetheless become islands of singularity.

Art encourages a constant socially interventive stance, in terms of the content, planning and execution of works of art. The artist, in the act of expressing and exposing reality makes use of

Citing Joseph Beuys, the artist Paulo Sousa demonstrates through

languages which reveal new forms of artistic expression, thus

the installation “Emptiness to fill in IV” that it is imperative we build

enabling a socially conscientious perception of the problems being

an authentically different world, in which the concept of art has a

addressed. It is also a call for this artistic work to question and

special purpose in relation to society as a whole. The posture each

unsettle, to be let out on those same streets where nothing seems

of us assumes in the face of this, shall contribute to our own

to matter, be it the suffering or the happiness of each one of us.

transformation. With this in mind, he has created a piece revealing Curator: Genoveva Oliveira

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Genoveva Oliveira, curadora (Moçambique) Genoveva Oliveira é formada em História e Ciências Sociais, Mestre em História Local e Regional (na área de História da Arte / Museologia) e é doutorada em História da Arte / Museologia. Genoveva Oliveira trabalhou na adoção de diferentes práticas curatoriais através do seu contato com curadores, artistas e profissionais de museus de quase quarenta países. Revela na sua prática curatorial um profundo interesse na relação entre a arte e a comunidade, relacionado com questões feministas / teorias de género. Ela desenvolveu o seu trabalho com galerias de arte, museus, diferentes embaixadas, universidades e fundações culturais envolvendo artistas de Portugal, Inglaterra, China, França, Espanha, Brasil, Alemanha,

Itália,

Angola e Cabo Verde.

Tem sido

responsável por vários projetos de arte, tais como o Tijolo Parade (envolvendo o Castelo de Leiria, os alunos do ensino secundário e artistas selecionados, 2009-2011); "No silence" com foco nas obras de Paula Rego e Judy Chicago (2011-2013), e “Ela” (2014-2015), um projecto relativo à pesquisa sobre género e trabalho artístico que envolveu organizações culturais a partir de sete diferentes cidades portuguesas.

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Genoveva Oliveira, curator (Mozambique) Genoveva Oliveira has a degree in History and Social Sciences, a Masters degree in Regional and Local History (in the area of History of Art/ Museology) and she is a Ph.D. in History of Art/ Museology. Genoveva Oliveira has worked adopting different curatorial practices and deepening her knowledge via her contact with curators, artists and professionals of museums of almost forty countries. She reveals in her curatorial practice

a

deep

interest

in

the

relationship between art and community, related with feminist gender/theories issues. She has developed her work with art galleries, museums, different embassies, universities and cultural foundations involving artists from Portugal, England, China, France, Spain, Brazil, Germany, Italy, Angola and Cabo Verde. She has been responsible for several art projects such as the Brick Parade Project (involving Leiria Castle, high school students and selected artists, 2009-2011); “No silence” focusing on works by Paula Rego and Judy Chicago (2011-2013), and the “She Project” (2014-2015), a project concerning gender research and art work which involved cultural organizations from seven different Portuguese cities).

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OS ARTISTAS

THE ARTISTS

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André Lemos Pinto (Porto, 1976) Licenciado em Design de Comunicação/Arte Gráfica pela FBAUP, vive e trabalha no Porto. A sua forma de expressão artística e comunicativa está profundamente influenciada pela sua formação. Participa desde 2000 em exposições de Artes Plásticas e Fotografia dentro e fora do país. Representado em coleções particulares em Portugal, Espanha, Croácia, EUA e Japão e em coleções públicas em Portugal e EUA. André Lemos Pinto (Oporto, 1976) BFA in Communication Design FBAUP, lives and works in Oporto. His form of artistic and communicative expression is deeply influenced by his training. Since 2000 he has participated in a number of Visual Arts and Photography exhibitions. Represented in private collections in Portugal, Spain, Croatia, USA and Japan and in public collections in Portugal and the USA. André Lemos Pinto Espaços Com Alma II 01/Spaces with soul C-Type Print on Professional Mate Fuji Paper 30x30 2015 11


André Lemos Pinto Espaços Com Alma II 02/ Spaces with soul C-Type Print on Professional Mate Fuji Paper 30x30 2015

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photography collective – Zenith9 – from Leiria.

Carla de Sousa (Angola, 1974) Natural de Luanda, Angola, onde nasceu em 1974, a autora assume a fotografia, a que se dedica desde 2012, como uma linguagem poético-georreferencial de auto e heteroconhecimento. Desde 2013, vem expondo o seu trabalho, coletiva e individualmente, em Portugal (Leiria, Fátima, Coimbra, Águeda, Viseu, Porto, Guimarães, Braga e Lisboa), Espanha (Pontevedra) e Itália (Savignano sul Rubicone). É um dos membros fundadores do coletivo fotográfico, Zenith9 – Associação de Fotógrafos, sedeado em Leiria.

Carla de Sousa (Angola, 1974) Born in Luanda, Angola, in 1974, the artist has worked in photography, since 2012, exploring geo-referential relationships and knowledge of the self and the other. The artist has also been showing her work since 2013, in collective and solo events in

Carla de Sousa

Portugal (Leiria, Fátima, Coimbra, Águeda, Viseu, Porto, Guimarães,

O Eu e o outro/Me and the Other

Braga and Lisboa), Spain (Pontevedra) and Italy (Savignano sul

Instalação:

Rubicone). She is also one of the founding members of the

Installation: Triple-exposure, digital, fineart printed

tripla-exposição,

digital,

impressão

fineart/

Broken Mirror. Word Poem 30x30

13 2015


Carlos Gomes (Coimbra, 1973) Formado em Belas Artes pela ARCA-EUAC, Escola Universitária das Artes de Coimbra. De 1998 a 2012 é professor de Artes Visuais. Participou em várias exposições de pintura e instalação. Desde que terminou a licenciatura que dedica grande parte do seu tempo à fotografia como linguagem artística e de expressão. Participa em diversos cursos de fotografia, das quais destacamos os cursos o EIF (E), "Cena Fotografia" (2013-14) e atualmente "Memória e Imaginação" A partir de abril de 2013, dedica-se exclusivamente à fotografia. Foi fotógrafo do "O Teatrão" e "Projecto d”, companhias de teatro, entre outros. Foi um membro da "The Portfolio Project", um coletivo de fotógrafos e colaborador do Photobook Club de Coimbra. Desenvolveu projetos de autor, quer coletivos ou individuais, de EIF, Escola Informal de Fotografia, e do PP, o Carlos Gomes

Portfolio Project.

Nós Não Somos Ilhas/ We are not islands Foto impressão fineart/ Print fineart 2015 Obrigado/ Thank You: Celso Pedro, Vânia Fernandes e Luísa Borges 14


Carlos Gomes (Coimbra, 1973) Graduated in Fine Arts at the ARCA-EUAC, University School of Arts of Coimbra. From 1998 to 2012, he was a teacher of Visual Arts. He has participated in several exhibitions of painting and art installation. Since finishing his degree, he has dedicated himself for the most part to photography as an artistic language and means of expression. He has taken part in several photography courses, notably the EIF (E) courses: "Scene Photography" (2013-14), and currently "Memory and Imagination". Since April 2013, he has dedicated

himself

exclusively

to

photography.

He

was

set

photographer of for the "O Teatrão” and "Projecto d” theatre companies, among others. He was a member of "The Portfolio Project" photographers’ collective, and a collaborator in the Photobook Club of Coimbra. He has developed artistic projects, either collectively or individually, for EIF, Informal School of Photography, and TPP, The Portfolio Project .

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Colin Ginks (Inglaterra) Artista Plástico: pintura, escrita, vídeo, instalação.

Exposições e curadoria 2016: “Eu não sou uma ilha”, coletiva, Espaço Santa Catarina. Lisboa. Curadora: Genoveva Oliveira 2014: “Senhoras e Senhores”, individual,

Liberdade

Provisória,

Festival”,

co-comissário,

Lisboa

festival

2013:

de

“Loose

performance

Holes

queer

internacional, Lisboa e Porto. 2012: “Isto Também Sou Eu”, coletiva, participante e comissário. Igualmente com a participação de artistas João Pedro Vale, Rodrigo Oliveira, Ana-Perez Quiroga, entre outros. 2009: “At the Edges I am Also”, individual, Lorrie Saunders Gallery, Norfolk, Virginia, EUA. 2006 a 2009: Residência artística na organização Saint At Large, NYC. Colaboração em numerosos projetos culturais, exposições, media e eventos como artista e diretor artístico. 2006: “Art, Actually”, coletiva, LeslieLohman Museum, NYC. 2005: “In Cock We Trust”, individual, LGBT Museum, NYC. 2 das obras selecionadas para o livro de arte: “Umbigo, Coordenados do Corpo” (Portugal). 2002: “Lusco Fusco”, a primeira exposição individual, Frágil, Lisboa.

Colin Ginks Angie óleo sobre tela/oil on canvas 80m x 80m 2015 16


Colin Ginks (England) Exhibitions and curation 2016: “Eu não sou uma ilha”, group show, Espaço Santa Catarina. Lisbon.

Curator:

Senhores”/”Ladies

Genoveva and

Oliveira

Gentlemen”,

2014: solo

“Senhoras

show,

e

Liberdade

Provisória, Lisboa 2013: “Loose Holes Festival”, co-curator with Daniel Pinheiro, international queer performance festival, Lisbon and Oporto. 2012: “Isto Também Sou Eu”/”I Am This Also”, group show, participant and curator. Alongside participating artists João Pedro Vale, Rodrigo Oliveira, Ana-Perez Quiroga, and others. 2009: “At the Edges I am Also”, solo show, Lorrie Saunders Gallery, Norfolk, Virginia, USA 2006 to 2009: Artistic residence for The Saint At Large, NYC. Collaboration in a wide range of cultural media projects, exhibitions and events as artist and artistic director. 2006: “Art, Actually”, group show, Leslie-Lohman Museum, NYC. 2005: “In Cock We Trust”, solo show, LGBT Museum, NYC. 2 works selected for the hardback art catalogue: “Umbigo, Coordenados do Corpo” (Portugal) 2002: “Lusco Fusco”/”Twilight”, first solo show, Frágil, Lisboa. Represented in a number of international public and private

Colin Ginks Dona Joana, quinta-feira/Dona Joana, Thursday Tinta da China/watercolour ink 1m x 80m 2009

collections.

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Débora Esperança (Portugal, 1989) Débora Esperança nasceu em 1989. Licenciada em Fotografia e Cultura Visual pelo IADE em 2013, atualmente frequenta o mestrado de Arte Multimédia-Fotografia, na Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes. Trabalha sobre a temática do Ser e na relação do sujeito com a paisagem. Em 2013 participou na exposição coletiva do

X’13

(IADE)

e

em

2014 na exposição

coletiva inserida no Festival Miradas de Mujeres, em León, Espanha. No ano de 2015 integrou no Projeto She, na exposição coletiva Olhares de Mulheres, em Coimbra e esteve presente em Sevilha e Castelo de Vide no projeto coletivo Arte Y Acciones Sostenibles; Al Sur de Iberia, que envolveu Portugal e Espanha.

Débora Esperança Amanhã vou pôr isto numa gaveta que não seja minha Untitled 8 Papel Fine Art Cotton/Paper Fine Art 12 × 12 cm

P.A. 1 Ed. 1/3 2014 18


Débora Esperança (Portugal, 1989)

Débora Esperança was born in 1989, has a Degree in Photography and Visual Culture from Iade (2013) and is currently completing a Masters Degree in Multimedia Art-Photography at Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes. Her main work subject is the Self and the relationship between the human figure and the landscape. In 2013 she took part in the collective exhibition “X’13” (IADE) and in 2014 in the collective exhibition “Miradas de Mujeres”, in Leon, Spain. In 2015 she participated in the Project “She”, in the collective exhibition “Olhares de Mulheres”, in Coimbra, and was present in Seville and Castelo de Vide in the collective Arte Y Acciones Sostenibles, Al Sur de Iberia, an initiative involving Spain and Portugal.

Débora Esperança Amanhã vou pôr isto numa gaveta que não seja minha Untitled 9 Paper Fine Art Cotton/Paper Fine Art 12 × 12 cm A.P. 1 Ed. 1/3 192014


Helena Dias (Viana do Castelo, 1956) Nascida em Viana do Castelo em 1956. É licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto. Desde 2011 tem realizado exposições individuais e coletivas em Portugal, Espanha e Canadá. Está representada em coleções públicas e privadas. Vive e trabalha em Oliveira de Azeméis.

Helena Dias Pôr um fim ao absurdo/ Let us stop the absurd Acrílico s/tela/ Acrylic on canvas 40x40x2,8cm 20

2015


Helena Dias (Viana do Castelo, 1956) Born in Viana do Castelo 1956. Graduated in Painting at the Fine Arts University of Porto. Since 2011 has exhibited in solo and group shows in Portugal, Spain and Canada. Is represented in private and public collections. Lives and works in Oliveira de Azeméis.

Helena Dias Que se acolha num chão seguro/ To be hosted in a safe floor Acrílico s/tela/ Acrylic on canvas 40x40x2,8cm

21 2015


Henrique Neves Lopes (Lisboa) Tem apresentado o seu trabalho em locais que não são os mais usuais para a arte contemporânea, como a sala de atendimento do SEF, serviço de estrangeiros e fronteiras, em Lisboa, ou o jardim histórico Potager du Roi em Versalhes, França. Estudou no Programa Independente De Estudos da Maumaus, escola de artes visuais em Lisboa, e teoria de arte em Londres (MA, Art History, 20th century Goldsmiths College, University of London). Do seu trabalho recente destaca a participação na XVIII Bienal de Cerveira, a exposição AO SUL DA IBÉRIA, Sevilha e Castelo de Vide , e a participação no Bairro das Artes em Lisboa.

Henrique Neves Lopes Ó Mar ! Ó Mar! / Oh The Sea! Oh The Sea! Colagem/ Collage aprox 50 cm x 80cm 2009 22


Henrique Neves Lopes (Lisboa)

Henrique Neves has presented most of his work in places which are not the most usual for showing contemporary art, such as a waiting room of SEF the Portuguese border police, or the historic garden of Potager du Roi in Versailles, France. He studied at Maumaus, School of Visual Arts in Lisbon, and Art theory in London (MA, Goldsmiths College, University of London). From his exhibitions in which he has taken part he highlights the XVIII Bienal de Cerveira, Ao Sul da Iberia, Seville and Castelo de Vide, and Bairro das Artes, 2015, in Lisbon. Henrique Neves Lopes Ă“ Mar ! Ă“ Mar! / Oh The Sea! Oh The Sea! Colagem/ Collage aprox 50 cm x 80cm 2009

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Isabel Lima (Porto, 1951)

Isabel Lima nasceu no Porto, Portugal, em 1951. Licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto em 1973, foi bolseira da Fundação C. Gulbenkian de 1971 a 1973. Foi docente de artes visuais em vários níveis de ensino e desenvolveu a sua investigação na intersecção das artes com a pedagogia. Orientou

ateliers de pintura para crianças e adolescentes em várias instituições.

Participou

em

diversas

exposições

colectivas,

destacando: 4 Exposições para 1 espaço, Espaço Linha Norte, Viana do Castelo, 2015; De outro modo e noutro lugar, Mercearia de Arte, Coimbra, 2015; Corpo e Corpos, Transgressões e Narrativas, Museu MiMo, 2013, Leiria; A Caixa, Desafios Artísticos em Óbidos, 2013, Galeria Nova Ogiva; Sete, questionando a identidade, 2012, Oficina Cultural, I.P.V.C. Está representada em várias colecções privadas e

Isabel Lima

institucionais.

Carrossel/ Carousel Técnica mista/ Mixed media Acrílico, espelho e papel de jornal sobre tela/ Acrylic, mirror and newspaper on canvas 50x50 2015 24


Isabel Lima (Porto, 1951) Isabel Lima was born in Porto, Portugal, in 1951. She graduated in Painting from the Faculty of Fine Arts of University of Porto in 1973. As a student, she was a grantee of the C. Gulbenkian Foundation from 1971-1973. As a teacher, she taught visual arts at various levels of education and pursued research at the intersection of art and pedagogy. She mentored painting workshops for children and teenagers at various institutions. She has participated in several collective exhibitions, highlighting: 4 Exposições para 1 espaço, Espaço Linha Norte, Viana do Castelo, 2015; De outro modo e

noutro lugar, Mercearia de Arte, Coimbra, 2015; Body and Bodies, Transgressions and Narratives in MiMo Museum, 2013, Leiria; The Box, Óbidos Art Challenge, Galeria Nova Ogiva, 2013, and Seven, Questioning Identity, 2012, Oficina Cultural, I.P.V.C. Her work is represented in various private and institutional collections. Viagem/ Journey Técnica mista/ Mixed media Acrílico e espelho sobre tela/ Medium – Acrylic and mirror on canvas 50x50 2015 25


Luís Lobo Henriques (Angola)

Luís Lobo Henriques, professor e fotógrafo nasceu em Luanda e dedica-se à fotografia com grande paixão há 40 anos. Fez um curso de fotografia em Coimbra e desde aí começou a expor e a vencer concursos nacionais e internacionais de fotografia. Tem exposto por todo o país, publicado em livros e revistas de fotografia e viagens, tem sido jurado em concursos de fotografia e lançou o seu primeiro livro de fotografia em 2014, “Corpo, luz e alma”. Depois da sua exposição individual “Viagem a um pequeno mundo”, expõe agora 60 imagens sob o título “Índia, rosto de canela” na Galeria de Arte – Igreja de Santiago, em Monsaraz, a convite da Câmara Municipal de Reguengos, até janeiro 2016. Luís Lobo Henriques Cais Nostálgico (Imagem captada perto do Pinhão, Rio Douro, Portugal/ Nostalgic Pier (Image taken near Pinhao, Douro river, Portugal) Fotografia/ Photography 40x60 2012 26


Luis Lobo Henriques (Angola)

Luis Lobo Henriques, teacher and photographer, he was born in Luanda and he has dedicated himself to photography with great passion for 40 years. He

studied photography in Coimbra and

subsequently started to show his work and to win national and international photography competitions. He has exhibited all over the country, has been published in books and magazines on photography and travel, he has been a jury member in photography contests and he presented his first photography book in 2014, "Body, light and soul." After his solo exhibition "Journey to a small world," he is now showing 60 images entitled "India, cinnamon face" at the Art Gallery - Church of Santiago in Monsaraz, at the invitation of the municipality of Reguengos, until January 2016.

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Manuel Lima (Portugal)

Manuel Lima licenciou-se em Pintura pela Escola Superior de BelasArtes do Porto em 1973, ainda estudante foi-lhe atribuído o Prémio

de Desenho de Estátua José da Costa Meireles Rodrigo. Mais tarde recebeu o Prémio José de Brito, Colectiva-artes plásticas, C.C.A.M., 1986 e a Menção Honrosa/Prémio Nacional de Pintura Júlio Resende, 1997. Expõe individualmente e participa em várias exposições colectivas, das quais destaca: 4 Exposições para 1

espaço, Espaço Linha Norte, Viana do Castelo, 2015; De outro modo e noutro lugar, Mercearia de Arte, Coimbra, 2015; 9º Prémio Amadeu Sousa Cardoso, Amarante, 2013; Seven, Questioning Identity, Oficina Cultural, IPVC, Viana do Castelo, 2012; 5º Prémio

Manuel Lima

Amadeu

de

Sousa

Cardoso,

Amarante,

2005;

XII

Bienal

Diálogos Nostálgicos 1 /Nostalgic Dialogs 1

Internacional de Cerveira, 2003; Prémio Baviera de Pintura, Casa de

Técnica mista – acrílico e tinta da China/ Mixed media, Acrylic and indian

Serralves, Porto, 2000. Está representado em várias colecções

ink on canvas

privadas e institucionais.

45x60cm 2015

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Manuel Lima (Portugal)

Manuel Lima graduated in Painting from the Faculty of Fine Arts of the University of Porto in 1973. As a student, he was awarded the Statue Drawing Prize José Costa Meireles Rodrigo. He was awarded the Prize José de Brito of Plastic Arts, C.C.A.M. in 1986, and received an Honorable Mention of the Júlio Resende National Painting Prize, in 1997. He has participated in several solo and collective exhibitions such as 4 Exposições para 1 espaço, Espaço Linha Norte, Viana do Castelo, 2015; De outro modo e noutro lugar, Mercearia de Arte, Coimbra, 2015; 9th Prize Amadeo Sousa

Cardoso, 2013; Seven, Questioning Identity, Oficina Cultural, IPVC, Viana do Castelo, 2012; the 5th Prize Amadeu de Sousa Cardoso, 2005; the XII Bienal International de Cerveira, 2003 and the

Baviera Painting Prize, Casa de Serralves, Porto, 2000. He is represented in various private and institutional collections.

Manuel Lima Diálogos Nostálgicos 2/Nostalgic Dialogs 2 Técnica mista – acrílico e tinta da China/ Mixed media, Acrylic and indian ink on canvas 45x60cm 2015

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Nelson Crespo (Portugal)

Nelson Crespo vive e trabalha em Londres. Tem um mestrado em Belas Artes do Camberwell College of Art, em Londres e um BA da ESAD, Caldas da Rainha. Atualmente, ele é o Coordenador da 4D Digital Media e Film na Central Saint Martins, em Londres. O seu trabalho tem sido exibido em exposições individuais e coletivas em Londres, Manchester, Lisboa, São Paulo, Tóquio, Munster e Berlim. Em

2005,

ele

foi

selecionado

para

a

Bloomberg

New

Contemporaries Prize no Reino Unido. Em 2012 fez uma residência artística em Tokyo Wondersite, Tóquio. Em 2015 foi premiado como Artista Residente na FAAP, São Paulo Brasil. Recebeu bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Fundação Oriente, Lisboa e do British Council, Reino Unido.

Nelson Crespo 3 canela/cinnamon, tinta de esmalte/enamel paint, pigmento/pigment 90(H) x 30(W) x 20(D) cm 2015 30


Nelson Crespo (Portugal)

Nelson Crespo lives and works in London. He holds a Masters Degree in Fine Art from Camberwell College of Art, London and a BA Fine from ESAD, Caldas da Rainha. Currently he is the 4D – Digital Media and Film Coordinator at Central Saint Martins, London. His work has been exhibited in solo and group shows in London, Manchester, Lisbon, São Paulo, Tokyo, Munster and Berlin. In 2005 he was selected for the Bloomberg New Contemporaries Prize in the UK. In 2012 he was Creator in Residence at Tokyo Wondersite, Tokyo. In 2015 he was awarded the Artist in Residence at FAAP, São Paulo Brazil. He has received grants from the Calouste Gulbenkian Foundation, Lisbon, Oriente Foundation, Lisbon and Grants for the Arts, British Council, UK.

Nelson Crespo 3 canela/cinnamon, tinta de esmalte/enamel paint, pigmento/pigment 90(H) x 30(W) x 20(D) cm 2015

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Paulo Ávila Sousa (Angra do Heroísmo, 1976) Nasceu em Angra do Heroísmo (1976), formou-se em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Desde então criou diversos projetos em áreas distintas, como:

Artes Plásticas, Design, Música, Moda, Vídeo, entre

outros. Interessa-se pelo desenvolvimento de conceitos e espaços, numa perspetiva de sustentabilidade e reutilização. Fundador do projecto refunction (uma residência artística), é um residente permanente e mentor do espaço, onde realiza as suas criações e desenvolve projetos criativos sustentáveis, ao mesmo tempo que gere o projeto de agricultura biológica. Paulo Ávila Sousa (Angra do Heroísmo, 1976) Born in Angra do Heroísmo (1976) he has a degree in Design Communication from the Fine Arts University of Porto, Portugal. Since then he has been involved in a vast array of projects in the areas of Plastic Arts, Design, Music, Video Production, just to name a few. Interested in the development of concepts and physical areas

with

self-sustainable

and

"re-functional"

Paulo Ávila Sousa Emptiness to fill IV Plástico/ plastic

mindsets. "Refunction" is the name of the Artistic Residence he 2015

founded, manages and mentors. Most of his creations are also produced there, where he also practices Organic Agriculture.

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Rita Demarchi (Brasil) Artista, professora, pesquisadora. Vive em São Paulo/Brasil. Doutorado em Educação, Arte e História da Cultura – Universidade Mackenzie/São Paulo, com a tese: “Ver aquele que vê: um olhar poético sobre os visitantes de museus e exposições de arte”. Estágio na Faculdade de Belas Artes/ Universidade de Lisboa. Mestrado em Artes Visuais – Instituto de Artes Unesp/São Paulo.Professora no IFSP – Instituto de Educação. Ciência e Tecnologia de São Paulo. Membro de Grupos de Pesquisa nas áreas: Mediação Cultural e Linguagens e Inovação. Produção artística: pintura, fotografia, ensaios visuais e literários.

Rita Demarchi Entre encontros I /Between meetings I. Fotografia/Foto-ensaio. Foto-essay

33 2014


Rita 2014

Rita Demarchi (Brasil) Artist, teacher, researcher. Lives in São Paulo/Brazil. PhD in Education, Arts and History of Culture - Mackenzie University / São Paulo, thesis: “See who sees: a poetic eye on visitors in museums and art exhibitions”. International exchange with the Faculdade de Belas-Artes of Lisbon University. Master in Visual Arts - UNESP Institute of Arts. Currently an Art Professor at IFSP / Federal Institute of Education, Science and Technology of São Paulo. Member of Research Groups: Mediation of Culture and Languages and Innovation. Art production: painting, photography, visual and literary essays.

Rita Demarchi Entre encontros II/Between meetings II. Fotografia/Foto-ensaio. Foto-essay

34 2014


Rita Demarchi Entre encontros II/Between meetings II. Fotografia/Foto-ensaio. Foto-essay 2014 Susana Aleixo Lopes (Ponta Delgada, 1987) Susana nasceu em 1987, em Ponta Delgada na ilha de São Miguel, Açores. Atualmente vive e trabalha em Coimbra. Em 2007 frequentou o curso de Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e licenciou-se em Escultura, terminando o curso durante o Erasmus na Academia de Belas Artes de Gdansk, na Polónia, em 2012. Tem vindo a expor desde 2010 e em 2014 foi convidada para o Festival de Arte Pública Walk&Talk Azores. Foi também selecionada para a Bienal de Coruche em 2013 e para a Exposição Internacional de Escultura Arte Mar Estoril em 2013 e 2014. Em 2015 apresentou a sua exposição individual intitulada “por um fio”. Susana Aleixo Lopes By Far, Close 1 Madeira pintada, pregos, varão roscado e porcas, fio de pesca, eye Door/ painted wood, nails, threaded rod and nuts, fishing wire, eye door 26 x 23 x 23 cm 2015

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Susana Aleixo Lopes (Ponta Delgada, 1987)

Susana Aleixo Lopes was born in 1987 in Ponta Delgada, Azores and currently lives and works in Coimbra. She studied Sculpture at the University of Porto's Faculty of Fine Arts, where she got her degree in Sculpture after graduating during Erasmus at the Academy of Fine Arts in Gdansk, Poland, in 2012. She has been exhibiting since 2010 and in 2014 was invited to participate in the Festival of Public Art, Walk & Talk Azores. Susana was also selected for the Biennale Coruche in 2013 and the International Sculpture Exhibition ArteMar Estoril in 2013 and 2014. In 2015 she had her Solo Exhibition titled ”By a Thread”. Susana Aleixo Lopes By Far, Close 2 Madeira pintada, pregos, varão roscado e porcas, fio de pesca, eye Door/ painted wood, nails, threaded rod and nuts, fishing wire, eye door 26 x 23 x 23 cm 2015

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Susana Paiva (Moçambique, 1970) Fotógrafa. Tornou-se fotógrafa ao longo das duas últimas décadas, anos cheios de aprendizagens e dúvidas. Construiu a sua singularidade através de constante pesquisa e experimentação, descobrindo o seu ritmo, a sua zona de conforto e os seus conceitos de eleição. Hoje sabe que é uma fotógrafa lenta que requer tempo para a contemplação e para a instalação num determinado espaço ou interação com um determinado sujeito. Descobriu que é uma fotógrafa tangencial, que necessita estar perto, para mover e ser movida e partilhar generosamente os seus projetos

fotográficos

e

ideais.

Compreende

agora

que

é

propulsionada por uma imensa necessidade de transfigurar a realidade e navegar na poética dos fragmentos da vida cotidiana, e que a fotografia se tornou a sua primeira linguagem, substituindo gradualmente a palavra primordial na sua interação com o mundo. Hoje sabe que só quando compartilha as imagens que cria fica preenchida não apenas como profissional mas, mais importante do

Susana Paiva

que isso, como ser humano.

Ilha/Island Fotografia instantânea, impressa em papel fineart com pigmentos de tinta/ Susana Paiva (Moçambique, 1970) Instant photograph, printed in fineart paper with pigment inks 50x50 cm, 1/1 + PA

37 2015


I am a photographer. I’ve become a photographer over the past 20 years, which were years full of learning and doubts. I’ve built my vision through constant research and experimentation, discovering my pace, comfort zone and favorite subjects. Today I know I’m a slow photographer who requires time for contemplation, installation in a certain space or interaction with a certain subject. I have discovered that I am a photographer who needs to be close to the subject, to create emotions – to move and to be moved – to share generously the photographic projects and the ideals. I understand now that I am motivated by an immense need to transfigure

reality and to browse the poetic fragments found in

everyday life, until photography became my first language, gradually replacing the primal word in my interaction with the world. Today I know that it is only when I share the images I create, as well as the passion I have for photography, that I am fulfilled, not only as a professional but most importantly as a human being.

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Ulrich Hilmer (Vieira de Leiria, 1956) Aprendi a pintar com minha mãe e é isso que tenho feito desde então. Nasci em Vieira de Leiria, filho duma portuguesa e pai alemão no final do ano de 1956. Estudei Direito e Filosofia na Universidade de Lisboa, mas o meu desejo pelas artes era mais forte. Exposições Individuais: Telepáticos"

1992

Gal.

Rafael,Leiria

►1992

"Movimentos

Gal. do Turismo,Leiria ►1992 "Memórias" Gal.

Alexander,Caldas da Rainha ►1995 "Pinturas e Desenhos sobre Pinturas e Desenhos" Gal. Século 17,Leiria ►1995 "Solilóquio (sombra) e View-master" Gal. do Turismo,Leiria ►1998 "India Song: duas vidas numa só..." Gal. do Turism, Leiria ►2000 Biblioteca de Instrução Popular , Vieira de Leiria ► 2013 “Nó Liberto” Gal. Gabinete,Penafiel ►2013 Gal. Casco,Marinha Grande ►2013 Biblioteca de Instrução Popular,Vieira de Leiria ►2015 “Nula Paisagem” Gal. do Centro Cult. Mercado de Sant’ Ana,Leiria ►2015 “Amor com Amor se paga” Biblioteca Municipal Afonso

Ulrich Hilmer

Lopes

Vieira,Leiria

Colectivas/Group

Exhibitions:1991

Gal.

Romeu/Romeo

Roca,Marinha Grande ►1992 Gal. Roca,Marinha Grande ►1995

Acrílico e grafite/tela/ Acrylic and grafite/canvas)

Gal. Alexander,Caldas da Rainha ►1995 Gal. Século 17,Leiria ►1996 1ª Bienal (1st Bienale), Marinha Grande ►1999 Gal. Lídia

60x60cm

Cruz,Leiria 2013

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Ulrich Hilmer (Vieira de Leiria, 1956) As my mother was an artist I learned with her how to paint, and that's what I' ve been doing since then... I' m Portuguese/German and I was born in Vieira de Leiria, Portugal, at the end of the year of 1956. I studied Law and Philosophy at Lisbon’s University, but my desire for art was stronger. Solo Exhibitions: 1992 Gal. Rafael,Leiria ►1992 "Movimentos Telepáticos"

Gal. do Turismo,Leiria ►1992 "Memórias" Gal.

Alexander,Caldas da Rainha ►1995 "Pinturas e Desenhos sobre Pinturas e Desenhos" Gal. Século 17,Leiria ►1995 "Solilóquio (sombra) e View-master" Gal. do Turismo,Leiria ►1998 "India Song: duas vidas numa só..." Gal. do Turism, Leiria ►2000 Biblioteca de Instrução Popular , Vieira de Leiria ► 2013 “Nó Liberto” Gal. Gabinete, Penafiel ►2013 Gal. Casco, Marinha Grande ►2013 Biblioteca de Instrução Popular, Vieira de Leiria ►2015 “Nula Paisagem” Gal. do Centro Cult. Mercado de Sant’ Ana, Leiria ►2015 “Amor com Amor se paga” Biblioteca Municipal Afonso Ulrich Hilmer

Lopes Vieira, Leiria Group Exhibitions:1991 Gal. Roca, Marinha

Dia da Liberdade/Liberty Day

Grande ►1992 Gal. Roca, Marinha Grande ►1995 Gal. Alexander,

Acrílico, lápis e encáustica/tela sobre cartão e contraplacado/ Acrylic, pencil and encaustic/canvas on paperboard and wood agglomerated

Caldas da Rainha ►1995 Gal. Século 17,Leiria ►1996 1ª Bienal (1st Bienale),Marinha Grande ►1999 Gal. Lídia Cruz, Leiria

40x60cm 2015

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Ficha Técnica Curadoria/curator: Genoveva Oliveira Organização da exposição e do catálogo/Catalogue organization: Genoveva Oliveira Design gráfico/ Graphic design : Cristiana Monteiro Organização/espaço/Organization: Espaço Santa Catarina, Junta de Freguesia da Misericórdia, Lisboa Créditos das fotografias/Photo credits: são da responsabilidade dos artistas envolvidos /artists Agradecimentos especiais/Special thanks: Celso Pedro, Vânia Fernandes e Luísa Borges (envolvidos nas fotografias de Carlos Gomes), Saul Falcão (violinista) ISBN: 978-989-206404

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