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PortuguĂŞs

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PORTUGÊS

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Coordenação editorial: Estúdio Conejo, Zênite. Preparação de texto: Zênite, Jorge Teles. Coordenação de design e projetos visuais: Pedro Yañez. Capa: Pedro Yañez. Revisão: Geisa Teixeira. Pré-Impressão: Estúdio Rabbit.

Organizador: Estúdio Conejo

Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pelo estúdio Conejo.

Editor Executivo: Pedro Yañez.

Livro dos professores: JORGE TELES

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Estudar e preciso, viver nao e preciso; quem quer vencer o ENEM tem que estudar bem. Diria isso Fernando Pessoa, caso estivesse na situacao dos heroicos estudantes que terao o desafio gigantesco de superar os obstaculos das provas que virao. Um ano decisivo como este vai exigir muita concentracao, esforco, atencao e dedicacao. Encare-o como uma maratona, em que o corredor deve por em pratica uma estrategia que lhe de a possiblidade de alcancar exito no final, procurando largar bem e se situar entre os melhores no inicio, administrar o cansaco nas subidas e descidas do trajeto, hidratar-se no momento certo e buscar folego para dar a arrancada final onde os concorrentes estejam implorando pelo fim da corrida. Todos temos habilidades e inteligencia (como homo sapiens que somos) o que nos diferencia na obtencao da vitoria e o quanto transpiramos. Diriamos que o seu sucesso sera determinado por 5% de inspiracao e 95% de transpiracao.Por isso, aproveite bem as dicas e informacoes do seu material que servira de bussola para a navegacao que comeca agora, rumo a Gloria e a descoberta de um novo mundo de conquistas, do surgimento de uma nova vida. Sejam senhores do destino de voces. Facam a hora acontecer agora. Sucesso.

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Bom estudo!

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SUMÁRIO

Linguagem .................................................................................. Funções da linguagem ................................................................ Figuras de Linguagem ................................................................ Ortografia ................................................................................... Acentuação gráfica ..................................................................... Formação de palavras ................................................................ Classes de palavras ..................................................................... Pronome ..................................................................................... Verbo .......................................................................................... Sintaxe ........................................................................................ Período Composto ..................................................................... Pontuação ................................................................................... Regência Verbal .......................................................................... Regência Nominal ...................................................................... Concordância Nominal .............................................................. Concordância Verbal ................................................................. Função do “que” e do “se” ..........................................................

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LINGUAGEM A Linguagem trata-se da manifestação interativa que estabelece um nível de comunicação. Todo contexto em que haja troca de informações estabelece determinado nível de Linguagem, que pode se estabelecer de várias formas entre os interlocutores. Ao proferimos uma palavra, ao fazer uso de uma expressão facial, ao fazermos um gesto, ao emitirmos um som, ao acendermos uma luz, ao visualizarmos uma placa ou letreiro, estamos nos inserindo num processo de Linguagem. DIFERENÇA ENTRE OS TIPOS DE LINGUAGEM Pode-se dizer, então, que a Linguagem se estabelece de duas formas: de maneira Verbal (por meio das palavras) e de maneira Não-Verbal (sem o uso das palavras). No âmbito dos estudos, interessa-nos investigar primordialmente a parte verbal da linguagem, embora, nos últimos tempos, a modalidade não-verbal da língua também tenha se mostrado muito presente nas provas de vestibulares e do ENEM, por meio de análises de tirinhas, charges ou textos publicitários. A partir disso, é interessante que o vestibulando também se atenha a todos os elementos envolvidos na análise de textos que mesclem as duas modalidades envolvidas no processo comunicativo, pois, muitas vezes, as bancas fazem uso dessa estratégia de elaboração de pôr em evidência a linguagem mista.

(Fonte: Google imagens – preconceito linguístico)

O livro acima é de autoria do doutor linguista Marcos Bagno, que vem sendo o principal especialista a combater a ideia do Preconceito Linguístico (julgamento negativo que é feito dos falantes em função da variedade linguística que utilizam), em relação a variedades desprestigiadas

socialmente. Tal autor bem como a matéria de que trata na sua obra têm sido muito cobrados nas provas do ENEM e dos vestibulares. Portanto fica a dica desta leitura para o vestibulando, a fim de ter uma visão mais precisa sobre um tema muito recorrente. VARIEDADE LINGUÍSTICA Num processo de comunicação, interessa aos interlocutores entenderem e se fazerem entendidos, não importando a forma como isso vai se estabelecer. Portanto, ao utilizarmos a fala para nos comunicarmos, não interessa saber ou dominar regras gramaticais e se expressar de forma muito rebuscada, mas sim transmitir e compreender o que se diz. Construções como “Isso é pra mim fazer”, “Eu vou convidar ela pra festa”, “A gente vamos agora para casa”, embora, gramaticalmente erradas, podem linguisticamente ser aceitas na comunicação oral, pois satisfazem o que o receptor da mensagem precisa entender da fala do emissor. Isso acontece por a língua falada ser um mecanismo aberto, espontâneo, informal, cotidiano, criativo, inventivo, de improviso, que faz com que a comunicação seja o principal objetivo a ser alcançado. Nessa perspectiva, não se deve entender como errada a forma como tal pessoa fala – embora se policiar gramaticalmente na fala influencie positivamente o falante a se expressar melhor no âmbito da escrita –, pois o importante, nessa visão, é o entendimento mútuo que deve se estabelecer. Analisando-se a língua falada, percebe-se que muitos fatores como: faixa etária, situação econômica, origem geográfica, grau de escolaridade, profissão, influenciam na expressividade oral dos falantes. Disso é que se ocupa o ramo da Sociolinguística, (este nome tem aparecido com frequência nas provas do ENEM) que busca entender como essas características são postas em prática no cotidiano das pessoas, influenciando a cultura local e a expressividade individual de cada falante. Com isso aparecem as diferentes variedades linguísticas que são frequentemente exigidas nas provas de vestibulares, para saber até que ponto o vestibulando consegue discernir o grau pertencente à formalidade do idioma de que faz uso no dia a dia, ao mesmo tempo em que testa o reconhecimento por parte deste das diferentes formas de sua sociedade se valer da rica expressividade que possui. As variedades são as seguintes: A gíria ou jargão é uma forma de linguagem baseada em um vocabulário especialmente criado por um determinado grupo social com o objetivo de servir de emblema para os

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seus membros, distinguindo-os dos demais falantes da língua. Gíria costuma designar o jargão utilizado por grupos de jovens (skatistas, surfistas, clubbers, etc.).

(Fonte: Google imagens – gírias)

O termo jargão ou linguagem técnica, por sua vez, quase sempre identifica um uso específico da linguagem associado a um grupo profissional (economistas, profissionais da informática, etc.).

(Fonte: Google imagens – dialeto)

(Fonte: (Fonte: Google imagens – jargão)

Dialeto: trata-se da manifestação própria de uma falante

pertencente a um espaço geográfico específico. Notam-se características marcantes disso principalmente na parte da prosódia (parte sonora da expressão oral), porém tal fator também se estende no que se refere ao vocabulário, com expressões específicas para designar uma coisa, atitude, ação, alimento, sentimento etc que, em outro lugar, não é conhecido ou se designa outra palavra para se dizer a mesma coisa. Por isso o dialeto é um fator de riqueza da cultura de um povo falante de uma língua. No Brasil, embora tenhamos uma referência comum – o Português – , cada região faz uso de uma forma diferente deste idioma. Criam-se, assim, o baianês, o gauchês, o carioquês, pernambuquês, o catarinês e todas os demais dialetos que agregam, de modo particular, a língua portuguesa falada no Brasil.

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(Fonte: Google imagens – dialeto)


A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM VERBAL Num âmbito social, faz-se importante analisarmos esse dualismo (Língua Falada x Língua escrita) dando maior ênfase à parte verbal da Linguagem. Se prestarmos bastante atenção na sociedade à nossa volta, perceberemos que todo o domínio de regimento legal em uma sociedade civilizada se estabelece por meio do conhecimento que indivíduos fazem da linguagem. A noção de cidadania se amplia e se revigora à medida que o indivíduo estreita sua relação com a palavra, e isso é percebido desde as ações mais simples até as mais refinadas no nosso cotidiano. Imaginemos um homem analfabeto de uma área rural (citada aqui apenas a tipo de exemplificação, e não de discriminação como muitos imaginariam), que não tenha tido contato com nenhum tipo de assistência educacional e que tenha de resolver, na zona urbana, questões documentais ou previdenciárias: como fará para saber o itinerário correto do ônibus em que deverá entrar, ou o ponto em que deverá dar sinal se baseando nos letreiros que deveriam lhe servir como ponto de referência? Ao adentrar no local, como saber a quem recorrer ou em que sala deve entrar? E para assinar os registros necessários? Terá de passar pelo constrangimento (na visão de uma sociedade letrada) da coleta da digital! A quem deverá entregar documentos ou fazer pagamentos? Em todos esses casos imaginados, essa pessoa dependeria provavelmente do auxílio de uma outra, para indicar-lhe todas as ações necessárias a fim de que sua empreitada obtivesse sucesso. Por outro lado, sendo pessimista, o mesmo homem do exemplo pode ser vítima de qualquer indivíduo aproveitador que faça uso de má fé para ludibriá-lo com fins de zombaria, de furto ou até de agressão, indicando-lhe falsos caminhos, abrindolhe portas erradas, apresentando-lhe impostores para roubar-lhe documentos ou dinheiro. Tudo isso graças à incapacidade da pessoa em não dominar propriamente a modalidade verbal da língua. Isso nos faz afirmar que a obtenção do conhecimento das letras é usado – como sempre foi ao longo da história – como instrumento de distinção social que deve ser interpretado não de forma discriminatória, mas desafiadora: se queremos nos destacar, alcançar prestígio, sermos respeitados, devemos nos esforçar o máximo para nos aperfeiçoarmos no campo educacional – que, por tabela, exige a leitura e o desenvolvimento da escrita. Vejamos: No mercado de trabalho, têm mais facilidade de adquirir uma vaga os candidatos que apresentem no curriculum maior capacidade educacional, que advém por

intermédio da busca dos estudos e consequentemente da “palavra”. Nesse mesmo mercado, o indivíduo minimamente escolarizado ganha a vaga do analfabeto; o que tenha o ensino médio sobressai ao que saiba apenas ler e escrever; o graduado supera o do ensino médio; o que tenha especialização deixa para trás os anteriores; o que tenha doutorado ou mestrado sempre vai estar à frente de qualquer outro indivíduo. Conclusão: quanto mais próximo da palavra, mais oportunidades de vencer pelo próprio mérito o indivíduo terá, sem depender de nenhuma pessoa para abrir-lhe as portas ou indicar-lhe caminhos. Cria-se um cidadão com autonomia intelectual para galgar qualquer posição que desejar e com senso crítico mínimo para saber escolher satisfatoriamente o melhor para si e para a sociedade da qual faz parte. O cidadão comum, como foi mostrado, depara-se a todo momento com situações em que sua vida depende do bom uso da palavra. Nossos políticos aprovam uma lei e temos que agir como está escrito na Constituição; os magistrados “batem o martelo” na Justiça de acordo com o que está escrito na lei; obtemos a nossa salvação divina por confiarmos na escritura sagrada, pois a palavra tem poder. Um homem para ser homem tem que ter palavra! Em todas essas situações que norteiam nossas atitudes e nossa conduta em sociedade, dependemos desta para que não sejamos enganados e, assim, possamos reivindicar direitos. Está aí a importância de um ensino de qualidade que estreite nossas relações com “a palavra”, pois dependemos dela para nosso crescimento intelectual que vá nos servir para colaborar com a sociedade da qual fazemos parte – por meio da nossa contribuição enquanto trabalhadores ou como cidadãos conscientes que analisam a realidade de forma crítica, buscando, em relação a ela, evolução política e aprimoramento da nossa cidadania. Cobraremos dos nossos governantes, exigiremos justiça, não aceitaremos postulações equivocadas, arbitrárias e inescrupulosas das escrituras sagradas, estaremos em sintonia para melhorar o nosso meio e fazer dele um lugar mais digno para se viver. Portanto o domínio da palavra nos faz sabedores dos nossos direitos e investigadores do nosso saber e da nossa existência. A palavra realmente pode salvar o indivíduo e a sociedade, pois ela é uma manifestação clara de domínio político e autonomia intelectual que todos devem possuir para garantir direitos e pôr em prática os seus deveres. (Jorge Teles)

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(Fonte: Google imagens – preconceito linguístico)

A placa acima é um exemplo claro da confusão que os falantes fazem em relação à escrita, tentando transcrever os sons (fonemas) de consoantes e vogais como se representassem as palavras convencionalmente criadas numa língua. (Fonte: Google imagens – preconceito linguístico)

A charge acima ironiza um desserviço feito pelo Ministério da Educação que tentou, por meio de uma cartilha, influenciar os alunos das escolas públicas a utilizarem, na escrita, expressões próprias e aceitas na fala. Isso foi uma demonstração de falta de conhecimento sobre as fronteiras que separam as duas modalidades verbais da língua, o que, felizmente, não foi aceito pela sociedade. Portanto deve-se entender que o que vale para a fala nem sempre vale para a escrita.

LINGUAGEM FALADA X LINGUAGEM ESCRITA

Entre as características distintivas mais frequentemente apontadas entre as modalidades falada e escrita, estão as seguintes: FALA 1. não-planejada 2. fragmentária 3. incompleta 4. pouco elaborada 5. predominância de frases curtas, simples ou coordenadas 6. pouco uso de passivas

ESCRITA 1. planejada 2. não-fragmentária 3. completa 4. elaborada 5. predominância de frases complexas, com subordinação abundante 6. emprego frequente de passivas

KOCH, Ingedore G. Villaça. A inter-ação pela linguagem. 3. ed. São Paulo: Contexto, 1997. p. 68.(Coleção Repensando a língua portuguesa).

FONÉTICA E ORTOGRAFIA

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Fonologia  Língua falada  Fonema A fonologia é a parte da gramática que se dedica ao estudo dos fonemas de uma língua e sua ocorrência em diferentes contextos. Fonema é a unidade de som que contribui para o estabelecimento de diferenças de significado entre as palavras de uma língua. Entre as palavras vaca e faca, por exemplo, a mudança de sentido é provocada pela substituição do fonema /f/ pelo fonema /v/. Ortografia  Língua escrita  Morfema (letra) O uso de um sistema alfabético da escrita costuma ser regulado por uma ortografia, que estabelece as normas para utilização das letras na representação dos fonemas das diversas palavras da língua.


FUNÇÕES DA LINGUAGEM O processo da comunicação Em todo ato de comunicação estão envolvidos vários elementos:

1. Emissor ou remetente: é aquele que codifica e envia a mensagem. Ocupa um dos polos do circuito da comunicação. 2. Receptor ou destinatário: é aquele que recebe e decodifica a mensagem. Ocupa, em relação ao emissor, o polo do circuito da comunicação. 3. Mensagem: é o conteúdo que se pretende transmitir. 4. Canal ou veículo: é o meio pelo qual a mensagem é transmitida do emissor para o receptor. O canal é diferente para cada tipo de mensagem. Podem ser canais: sons, sinais visuais, odores, sabores, mãos, raios luminosos, ondas, etc... 5. Código: é um sistema de signos convencionais que permite dar à informação emitida (pelo emissor) uma interpretação adequada (pelo receptor). A língua portuguesa, por exemplo, é um código; o sistema de sinais Morse é outro código. Mas, para que o processo comunicativo se realize a contento, o emissor e o receptor devem empregar um mesmo código; do contrário, não haverá comunicação. 6. Contexto ou referente: é a situação circunstancial ou ambiental a que se refere a mensagem. A palavra “sereno”, por exemplo, pode ter sentidos diversos em contextos diferentes. EX:  O céu está sereno. (=tranquilo)  O sereno cai suavemente. (=orvalho)  Em Portugal, chamar uma moça de “rapariga” é um tratamento respeitoso, já no Brasil, pode ser ofensa. Em ambos os casos, é preponderante o contexto em que se produz a mensagem para se obter o sentido pretendido.

Em síntese, as funções da linguagem podem ser resumidas assim: Funções predominantes A) Referencial ou denotativa

Finalidade

Recursos

Transmitir informações

Frase declarativa: Comunicação impessoal e objetiva. Frase exclamativa: Comunicação pessoal e subjetiva; uso de recursos como: interjeição, superlativos, aumentativos, diminutivos, hipérboles, figuras, entonação e etc... Frases imperativa: Comunicação indutora, convincente, decidida. Frases breve, exata, clara, de fácil compreensão.

B) Emotiva ou expressiva

Exprimir sentimentos e emoções

C) Apelativa ou conotativa

Influenciar, persuadir o receptor

D) Fática ou de contato

Gerar, sustentar, favorecer e facilitar a comunicação Definir, explicar, analisar, criticar o código linguístico Valoriza a elaboração da linguagem como meio de expressão

E) Metalinguística

F) Poética

Explicações, definições, conceituações.

Frases de valor artístico, com o predomínio da conotação, figuras de linguagem e musicalidade.

Na comunicação oral ou escrita, normalmente, um dos elementos da comunicação pode ser mais enfatizado que outros, apresentando a preponderância de uma função da linguagem no contexto criado.

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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO Leia o texto a seguir que serve de base de análise para a questão 1:

mencionado anteriormente, sendo comumente considerado um “erro” grosseiro notado por aqueles que desconsideram a língua como um sistema amplo de opções e escolhas. a) É um absurdo falar “pet” quando naturalmente podemos utilizar “animal de estimação”. b) “Pra mim fazer” não existe, pois “mim” não faz nada. c) “Obedecer” só pode ser obedecer a, pois quem obedece, obedece a alguém. d) “Subir pra cima” é impossível, pois quem sobe só pode subir para cima. e) Ninguém consegue acender um fogão usando “fosfro”. Leia o poema a seguir para responder as questões 3 e 4

Pequeno Concerto Que Virou Canção Não, não há por que mentir ou esconder A dor que foi maior do que é capaz meu coração Não, nem há por que seguir cantando só para explicar Não vai nunca entender de amor quem nunca soube amar Ah, eu vou voltar pra mim Seguir sozinho assim Até me consumir ou consumir toda essa dor Até sentir de novo o coração capaz de amor (VANDRÉ, Geraldo. Disponível em <www.terra/letrasdemusicas.com.br>)

QUESTÃO 1 Através da função poética presente na música “Mais uma vez”, o principal objetivo do anúncio publicitário é: a) garantir ao receptor a qualidade dos serviços prestados pela empresa evidenciada no anúncio. b) persuadir o receptor a economizar através dos serviços da instituição em destaque. c) fazer o receptor refletir sobre a importância do pensamento otimista. d) convencer o leitor a continuar investindo na sua própria vida. e) convidar o receptor a acreditar num futuro próspero. QUESTÃO 2 A variação linguística é uma característica inerente às línguas, expressando vários aspectos das potencialidades do idioma. Discutir o que é certo ou errado, sob a perspectiva das variantes, pode significar uma visão conservadora e limitada sobre os fatos linguísticos. Nesse sentido, afirmar que seja “errado” pronunciar “tauba” significa desconhecer as possibilidades de variação em uma língua como um sistema amplo de matizes. Aponte dentre os enunciados a seguir, aquele que apresenta um “problema” de mesma natureza ao

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QUESTÃO 3 Na canção de Geraldo Vandré, tem-se a manifestação da função poética da linguagem, que é percebida na elaboração artística e criativa da mensagem, por meio de combinações sonoras e rítmicas. Pela análise do texto, entretanto, percebe-se, também, a presença marcante da função emotiva ou expressiva, por meio da qual o emissor... a) imprime à canção as marcas de sua atitude pessoal, seus sentimentos. b) transmite informações objetivas sobre o tema de que trata a canção. c) busca persuadir o receptor da canção a adotar um certo comportamento. d) procura explicar a própria linguagem que utiliza para construir a canção. e) objetiva verificar ou fortalecer a eficiência da mensagem veiculada.

QUESTÃO 4 É uma marca explícita de função emotiva ou expressiva da linguagem o verso:


a) Não, não há por que mentir ou esconder b) Não, nem há por que seguir cantando só para explicar c) Não vai nunca entender de amor quem nunca soube amar d) Ah, eu vou voltar pra mim e) Seguir sozinho assim

QUESTÃO 6 I.

QUESTÃO 5

II.

Os quadrinhos configuram um tipo de texto que, além do caráter humorístico, transmitem também uma crítica satírica sobre vários aspectos ligados à realidade e, às vezes, se utilizam da própria criação para passar suas mensagens por meio da metalinguagem. A partir disso, é correto afirmar que a composição da mensagem da tirinha acima se desenvolve a partir do momento em que... a) Os recursos verbais estão totalmente relacionados para formularem um discurso apelativo. b) A fala de um dos personagens contradiz completamente a dinâmica transmitida pelas imagens, o que caracteriza uma anulação entre discurso verbal e nãoverbal. c) A preocupação dos personagens diz respeito especificamente à manutenção do canal, o que caracteriza o texto como fático. d) A busca pelo arranjo especial da mensagem faz com que estejam ligadas as funções expressiva e poética no texto em análise. e) A imagem, em sincronia com a parte escrita, transmite uma autoexplicação por parte do próprio texto, caracterizando um sentido metalinguístico.

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Artes_marciais)

Violência é um comportamento que causa intencionalmente dano ou intimidação moral a outra pessoa, ser vivo ou dano a quaisquer objetos. Tal comportamento pode invadir a autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado. Artes marciais são disciplinas físicas e mentais codificadas em diferentes graus, que tem como objetivo um alto desenvolvimento de seus praticantes para que possam defender-se ou submeter o adversário mediante diversas técnicas. A partir da visualização dos textos acima que servem de referência para a análise em questão, é correto afirmar que as imagens se relacionam diretamente com um tipo de arte específica que tem por objetivo: a) Estimular atos violentos, uma vez que expressam ações nocivas praticadas por alguém contra outrem num contexto de agressão física. b) Orientar sobre o bom uso corporal em favor de movimentos técnicos que objetivam o equilíbrio entre corpo e mente e a defesa pessoal.

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c) Demonstrar a diferença entre o caratê e outras formas de artes marciais que são consideradas piores, enquanto técnicas de defesa pessoal. d) Expor que não importa o tipo de arte marcial, todas elas devem ser rejeitadas pela sociedade, pois colocam em risco a integridade física de qualquer pessoa. e) Somente ajudar as pessoas a obterem um condicionamento físico ideal, sem colocarem em prática os movimentos aprendidos em quaisquer situações do cotidiano.

QUESTÃO 8 A função da linguagem presente no cartum acima é:

QUESTÃO 7

a) Referencial b) Emotiva c) Conativa d) Metalinguística e) Fática QUESTÃO 9 Leia abaixo um anúncio publicitário criado no final de 2008 por uma instituição financeira.

Diante dos recursos argumentativos utilizados, depreende-se que o texto apresentado: a) se dirige aos líderes comunitários para tomarem a iniciativa de combater a dengue. b) conclama toda a população a participar das estratégias de combate ao mosquito da dengue. c) se dirige aos prefeitos, conclamando-os a organizarem iniciativas de combate à dengue. d) tem como objetivo ensinar os procedimentos técnicos necessários para o combate ao mosquito da dengue. e) apela ao governo federal, para que dê apoio aos governos estaduais e municipais no combate ao mosquito da dengue.

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A partir da leitura do texto acima, pode-se afirmar que o anúncio: a) Valoriza somente o signo verbal, para destacar as qualidades da empresa mencionada. b) É elaborado com o intuito de destacar apenas as necessidades do cliente para o período que se inicia. c) Tem por objetivo único impactar aqueles que esperam da empresa melhores rendimentos na suas transações financeiras d) Enfatiza, por meio do jogo de signos, um sentido múltiplo de valorização do slogan da empresa e de expectativas que se renovam. e) Concentra-se unicamente no caráter informativo, valorizando o conteúdo em detrimento à forma.


capaz de traduzir as nossas belezas, de pôr-nos em relação com a nossa natureza e adaptar-se perfeitamente aos nossos órgãos vocais e cerebrais, por ser criação de povos que aqui viveram e ainda vivem, portanto possuidores da organização fisiológica e psicológica para que tendemos, evitando-se dessa forma as estéreis controvérsias gramaticais, oriundas de uma difícil adaptação de uma língua de outra região à nossa organização cerebral e ao nosso aparelho vocal – controvérsias que tanto empecem o progresso da nossa cultura literária, científica e filosófica. Seguro de que a sabedoria dos legisladores saberá encontrar meios para realizar semelhante medida e cônscio de que a Câmara e o Senado pesarão o seu alcance e utilidade P. e E. Deferimento. QUESTÃO 10 Sobre o cartum acima, é correto o que se diz em: a) Enaltece a capacidade de inteligência dos chimpanzés. b) Expõe o problema de maus tratos dos animais c) Questiona a racionalidade do homem. d) Estimula as visitas que todos devem fazer ao zoológico. e) Não demonstra caráter crítico frente ao que retrata. Texto para as questões de 11 a 16 REQUERIMENTO Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que dentro do nosso país, os autores e os escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendose, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma – usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o Tupi-Guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro. O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais alta manifestação da inteligência de um povo, é a sua criação mais viva e original; e, portanto, a emancipação política do País requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática. Demais, Senhores Congressistas, o Tupi-Guarani, língua originalíssima, aglutinante, é verdade, mas que o polissintetismo dá múltiplas feições de riquezas, é a única

(Lima Barreto; O triste fim de Policarpo Quaresma)

QUESTÃO 11 Apesar da rigidez gramatical, percebe-se que o autor da carta fez uso de uma forma coloquial comum do cotidiano em: a) “... certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil (...)” b) “... sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas (...)” c) “... com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical (...)” d) “... usando do direito que lhe confere a Constituição (...)” e) “e, portanto, a emancipação política do País requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática.” QUESTÃO 12 Pertence à evidência de Função Apelativa da linguagem o seguinte trecho: a) “Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público (...)” b) “O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia (...)” c) “... e, portanto, a emancipação política do País requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática.” d) “Demais, Senhores Congressistas, o Tupi-Guarani, língua originalíssima (...)” e) “... controvérsias que tanto empecem o progresso da nossa cultura literária, científica e filosófica.”

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QUESTÃO 13 A linguagem empregada no requerimento é caracterizada por: a) Formalíssima e bem afinada com a tradição gramatical lusitana. b) Bastante formal, mas com pequenas influências da fala brasileira. c) Informal, já que o requerente condena a própria língua que emprega. d) Informal e descuidada no aspecto gramatical, ainda que com vocábulos cultos. e) Convencional e artificial, com concessões à fala popular.

b) “... sabendo, além, que dentro do nosso país, os autores e os escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem (...)” – linhas 5-6 c) “O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar (...)” – linhas 10-11 d) “... a emancipação política do País requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática.” – linhas 13-14 e) “... por ser criação de povos que aqui viveram e ainda vivem (...)” – linhas 17-18 QUESTÃO 17 Leia o que segue:

QUESTÃO 14 A alternativa que apresenta um argumento que não está presente no requerimento é: a) A dependência linguística dos brasileiros em relação a Portugal. b) As divergências internas e externas no tocante às regras gramaticais. c) A significação política de uma língua original. d) A adaptação da língua ao meio ambiente. e) A necessidade de editarem-se obras com a fala brasileira. QUESTÃO 15 A alternativa em que o adjetivo sublinhado expressa a opinião do requerente é: a) Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro (...) – linha 1 b) ... certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil (...) – linhas 1-2 c) ... se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras (...) – linhas 3-4 d) ... não se entendem no tocante à correção gramatical (...) – linha 6 e) ... possuidores da organização fisiológica e psicológica para que tendemos (...) – linhas 18-19 QUESTÃO 16 O requerente se refere a si mesmo na terceira pessoa; a alternativa em que, no entanto, utiliza-se da primeira é: a) “Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil (...)” – linhas 1-2

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Na parte superior do anúncio, há um comentário escrito à mão que aborda a questão das atividades linguísticas e sua relação com as modalidades oral e escrita da língua. Esse comentário deixa evidente uma posição crítica quanto a usos que se fazem da linguagem, enfatizando ser necessário: a) implementar a fala, tendo em vista maior desenvoltura, naturalidade e segurança no uso da língua. b) conhecer gêneros mais formais da modalidade oral para a obtenção de clareza na comunicação oral e escrita. c) dominar as diferentes variedades do registro oral da língua portuguesa para escrever com adequação, eficiência e correção. d) empregar vocabulário adequado e usar regras da norma padrão da língua em se tratando da modalidade escrita. e) utilizar recursos mais expressivos e menos desgastados da variedade padrão da língua para se expressar com alguma segurança e sucesso.


QUESTÃO 18 Texto I O professor deve ser um guia seguro, muito senhor de sua língua; se outra for a orientação, vamos cair na “língua brasileira”, refúgio nefasto e confissão nojenta de ignorância do idioma pátrio, recurso vergonhoso de homens de cultura falsa e de falso patriotismo. Como havemos de querer que respeitem a nossa nacionalidade se somos os primeiros a descuidar daquilo que exprime e representa o idioma pátrio? ALMEIDA, N. M. Gramática metódica da língua portuguesa. Prefácio. São Paulo: Saraiva, 1999 (adaptado).

Texto II Alguns leitores poderão achar que a linguagem desta Gramática se afasta do padrão estrito usual neste tipo de livro. Assim, o autor escreve tenho que reformular, e não tenho de reformular; pode-se colocar dois constituintes, e não podemse colocar dois constituintes; e assim por diante. Isso foi feito de caso pensado, com a preocupação de aproximar a linguagem da gramática do padrão atual brasileiro presente nos textos técnicos e jornalísticos de nossa época. REIS, N. Nota do editor. PERINI, M. A. Gramática descritiva do português. São Paulo: Ática, 1996.

Cliente – Sou Júlio César Fontoura, também sou funcionário do banco. Gerente – Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê ta em Brasília? Pensei que você inda tivesse na agência de Uberlândia! Passa aqui pra gente conversar com calma. BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola, 2004 (adaptado).

Na representação escrita da conversa telefônica entre a gerente do banco e o cliente, observa-se que a maneira de falar da gerente foi alterada de repente devido: a) à adequação de sua fala à conversa com um amigo, caracterizada pela informalidade. b) à iniciativa do cliente em se apresentar como funcionário do banco. c) ao fato de ambos terem nascido em Uberlândia (Minas Gerais). d) à intimidade forçada pelo cliente ao fornecer seu nome completo. e) ao seu interesse profissional em financiar o veículo de Júlio. QUESTÃO 20

Confrontando-se as opiniões defendidas nos dois textos, conclui-se que a) ambos os textos tratam da questão do uso da língua com o objetivo de criticar a linguagem do brasileiro. b) os dois textos defendem a ideia de que o estudo da gramática deve ter o objetivo de ensinar as regras prescritivas da língua. c) a questão do português falado no Brasil é abordada nos dois textos, que procuram justificar como é correto e aceitável o uso coloquial do idioma. d) o primeiro texto enaltece o padrão estrito da língua, ao passo que o segundo defende que a linguagem jornalística deve criar suas próprias regras gramaticais. e) o primeiro texto prega a rigidez gramatical no uso da língua, enquanto o segundo defende uma adequação da língua escrita ao padrão atual brasileiro.

QUESTÃO 19 Gerente – Boa tarde. Em que eu posso ajudá-lo? Cliente – Estou interessado em financiamento para compra de veículo. Gerente – Nós dispomos de várias modalidades de crédito. O senhor é nosso cliente?

Os principais recursos utilizados para envolvimento e adesão do leitor à campanha institucional incluem: a) o emprego de enumeração de itens e apresentação de títulos expressivos. b) o uso de orações subordinadas condicionais e temporais.

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c) o emprego de pronomes como “você” e “sua” e o uso do imperativo. d) a construção de figuras metafóricas e o uso de repetição. e) o fornecimento de número de telefone gratuito para contato. QUESTÃO 21 O texto tem o objetivo de solucionar um problema social, a) descrevendo a situação do país em relação à gripe suína. b) alertando a população para o risco de morte pela Influenza A. c) informando a população sobre a iminência de uma pandemia de Influenza A. d) orientando a população sobre os sintomas da gripe suína e procedimentos para evitar a contaminação. e) convocando toda a população para se submeter a exames de detecção da gripe suína. QUESTÃO 22

QUESTÃO 23

PREÇO É O MÍNIMO QUE A GENTE FAZ POR VOCÊ

Sobre o anúncio publicitário em evidência, é correto dizer que: a) A expressão “a gente” demonstra o uso formal utilizado pelo anúncio. b) No contexto utilizado, a palavra “mínimo” serve para atenuar a virtude anunciada na publicidade. c) O pronome “que” exerce papel localizador de um vocábulo no discurso, possuindo função subjetiva. d) A propaganda é produzida, dando ênfase à imagem como fator de primeira importância para se projetar a marca anunciada na publicidade. e) Os vocábulos “preço” e “mínimo” enfatizam campos semânticos opostos que convergem para um objetivo específico ditado pelo contexto. QUESTÃO 24

A partir da leitura do texto da questão 10, é errôneo afirmar que: a) A palavra “Telefônica” designa a nomeação do produto anunciado. b) Não possui valor determinante, frente ao tipo de texto veiculado, a linguagem não-verbal do anúncio. c) Há característica de substantivação na expressão “Use o 15”. d) Há, no discurso, registro metafórico no uso do vocábulo “anjo”. e) O texto em evidência possui função apelativa, pois visa a convencer seu leitor a tomar determinada atitude. As diferentes esferas sociais de uso da língua obrigam o falante a adaptá-la às variadas situações de comunicação. Uma das marcas linguísticas que configuram a linguagem informal usada entre avô e neto neste texto é

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a) a opção pelo emprego da forma verbal “era” em lugar de “foi”. b) a ausência de artigo antes da palavra “árvore”. c) o emprego da redução “tá” em lugar da forma verbal “está”. d) o uso da contração “desse” em lugar da expressão “de esse”. e) a utilização do pronome “que” em início de frase exclamativa.

a) contraria o uso previsto para o registro oral da língua. b) contraria a marcação das funções sintáticas de sujeito e objeto. c) gera inadequação na concordância com o verbo. d) gera ambiguidade na leitura do texto. e) apresenta dupla marcação de sujeito.

QUESTÃO 27

QUESTÃO 25

O anúncio publicitário está intimamente ligado ao ideário de consumo quando sua função é vender um produto. No texto apresentado, utilizam-se elementos linguísticos e extralinguísticos para divulgar a atração “Noites do Terror”, de um parque de diversões. O entendimento da propaganda requer do leitor a) A identificação com o público-alvo a que se destina o anúncio. b) A avaliação da imagem como uma sátira às atrações de terror. c) A atenção para a imagem da parte do corpo humano selecionada aleatoriamente. d) O reconhecimento do intertexto entre a publicidade e o dito popular. e) A percepção do sentido literal da expressão “noites do terror” equivalentes à expressão “noites de terror”. QUESTÃO 26

Os cartuns retratam, de forma crítica e sintética, algo que envolve o dia a dia da sociedade. O texto e a imagem desse cartum têm por finalidade induzir o leitor a uma mudança de comportamento em relação ao consumo de bebidas alcoólicas. Para isso, a) Recorre a uma situação cotidiana para inverter causa e consequências. b) Satiriza o comportamento ingênuo dos dois personagens na situação. c) Demonstra a inconsequência das ações dos protagonistas da cena. d) Aponta ao leitor atitudes cotidianas, por meio de recursos não verbais. e) Satiriza as causas do consumo de bebidas alcoólicas.

O humor da tira decorre da reação de uma das cobras com relação ao uso de pronome pessoal reto, em vez de pronome oblíquo. De acordo com a norma padrão da língua, esse uso é inadequado, pois:

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QUESTÃO 28 Do diálogo entre o menino Calvin e sua mãe, na tira abaixo, pode-se inferir uma das funções associadas aos textos literários.

Segundo Calvin, os textos literários têm a função de: a) Fazer sonhar, porque dão ao leitor a possibilidade de descansar dos problemas cotidianos. b) Provocar a reflexão do leitor, porque fazem com que ele reavalie sua própria vida. c) Divertir, porque proporcionam ao leitor momentos de descontração por meio da leitura. d) Denunciar a realidade, porque possibilitam ao leitor o desenvolvimento de uma consciência política e social. e) Construir a identidade, permitindo que o leitor compreenda o tempo em que vive. O texto a seguir serve de análise para as questões 29, 30, 31 e 32 (UFRN 2010)

QUESTÃO 29 O folheto autoriza inferir-se que, ao usar aparelho celular enquanto dirige, o condutor do veículo a) deve ter, além de coordenação motora, bastante controle emocional. b) causa acidentes mais por inexperiência que por falta de precaução. c) põe em risco tanto a segurança de motoristas quanto a de pedestres. d) precisa redobrar sua atenção, principalmente em perímetros urbanos. QUESTÃO 30 Observe, no balão inserido no folheto, a fala do motorista. A relação semântica que, de modo implícito, o segundo período mantém com o primeiro é a mesma que se estabelece entre os períodos desta opção: a) Não esqueça o cinto de segurança. Não beba antes de dirigir. b) O motorista tinha experiência. Não conseguiu evitar o acidente. c) O motorista atropelou um pedestre. Prestou socorro à vítima. d) Não buzine defronte a um hospital. Isso perturba os pacientes. QUESTÃO 31 No folheto, constata-se uma ambiguidade intencional quanto ao emprego da palavra: a) ligação, que pode ser interpretada como combinação ou telefonema. b) direção, que pode ser interpretada como volante ou orientação. c) perigosa, que pode ser interpretada como arriscada ou deliberada. d) celular, que pode ser interpretada como telefone ou tecnologia. QUESTÃO 32 No slogan CELULAR: Não Fale no Trânsito, uma característica da função conativa da linguagem é: a) a objetividade da informação transmitida. b) a manutenção da sintonia entre a STTU e o públicoalvo. c) o esclarecimento da linguagem pela própria linguagem. d) o emprego do verbo no modo imperativo.

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QUESTÃO 33

Constitui uma possibilidade de entendimento da fala do último quadrinho, em relação aos dois quadrinhos iniciais, o que se afirma em: a) Os mecanismos linguísticos utilizados nos dois primeiros quadrinhos acionam a personagem para uma atitude de alienação social. b) O discurso produzido pela personagem é revelador de pouca inteligência que permeia o seu pensamento sobre o mundo. c) As falas da personagem são reveladoras de uma consciência crítica da realidade e de um certo comportamento social. d) O uso da expressão “hoje” na fala da personagem instaura uma pressuposição de seu comportamento imprevisível. e) A personagem tem como seu objetivo diário fazer algo desvinculado da realidade do mundo factual.

acompanhada de um cordel. A alternativa em que se faz uma análise correta sobre a linguagem da placa e/ou do cordel é a a) Os dois textos constituem discursos preconceituosos contra pessoas com necessidades especiais. b) A placa apresenta uma linguagem sintética e precisa, enquanto o cordel constitui um discurso prolixo e sem clareza. c) Os textos são gramaticalmente corretos, pois estão redigidos na norma padrão da língua portuguesa. d) A linguagem do cordel refere-se, com humor, à ambiguidade da linguagem da placa. e) A leitura da placa feita pelo cordelista revela o seu preconceito contra a linguagem publicitária. QUESTÃO 35 Analise a imagem

QUESTÃO 34

A fotografia retrata duas crianças na cidade do Rio de Janeiro, na última década do século XIX. A análise da imagem demonstra

CAMARGO, José Eduardo; SOARES, L. O Brasil das placas: viagem por um país ao pé da letra, 3. imp., São Paulo: Panda Books, 2007. p. 14-15.

Os textos apresentados fazem parte do livro “O Brasil das placas — viagem por um país ao pé da letra”, de José Eduardo Camargo e L. Soares. Cada placa está

a) a adoção das medidas de inclusão social por meio da inserção no trabalho criada pelo regime republicano. b) a ausência da preocupação em adotar vestimentas especificamente infantis entre crianças pobres cariocas. c) o baixo preço dos serviços fotográficos no Rio de Janeiro, permitindo que crianças pobres pudessem ser fotografadas.

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d) o pouco investimento público em educação básica, o que explica o alto número de crianças fora das escolas. QUESTÃO 36 Caçadas a Pedrinho Talvez seja até um bom sinal, em país acostumado a dizer que "tudo termina em pizza", a circunstância de que tanta coisa, agora, alcance o Supremo Tribunal Federal. Constitui evidente exagero, todavia, que a polêmica sobre o livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, necessite da intervenção do STF para ser dirimida. Parece faltar equilíbrio em muitas dessas manifestações. Em primeiro lugar, não se trata propriamente de "censura" ao clássico infantil. "Caçadas de Pedrinho" continua a circular livremente. Para alguns setores do movimento negro, o recurso a notas explicativas não é suficiente. Com parcela de razão, argumentam que nem sempre os professores da rede pública estão preparados para desenvolver esclarecimentos satisfatórios sobre o assunto. A lembrança não exclui, entretanto, a comichão censória que tantas vezes acompanha o espírito politicamente correto. Julga-se eliminar o racismo recalcando, e não dissecando, suas manifestações. Há algo de ridículo nessa insistência, e não há conciliação possível quando uma das partes está mais interessada em manter a discussão para além do que seu âmbito, restrito e pontual, permite. (Adaptado,http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/66111-cacadas-apedrinho.shtml)

Na construção argumentativa, uma estratégia frequente é aquela na qual se reconhecem dados ou fatos contrários ao ponto de vista defendido, para, em seguida, negá-los ou reduzir sua importância. O fragmento em que o autor reconhece uma posição contrária ao que pretende defender é: a) “Constitui evidente exagero, todavia, que a polêmica sobre o livro ‘Caçadas de Pedrinho’...”. b) “Em primeiro lugar, não se trata propriamente de "censura" ao clássico infantil.” c) “Com parcela de razão, argumentam que nem sempre os professores da rede pública estão preparados...” d) “A lembrança não exclui, entretanto, a comichão censória...” e) “Há algo de ridículo nessa insistência, e não há conciliação possível...”

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TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES Palavras, palavras, palavras Um amigo erudito, que ocasionalmente vem visitar meu enfisema, como não tem fundos para flores ou presentes, me traz o prazer de sua presença e um papo — monólogo ou preleção, a bem dizer — sobre seu assunto favorito: vida, paixão e morte das palavras. Sabe que eu tenho o mesmo gosto por elas que ele, embora indigno de beijar seus pés incalustres (obsoleto, português do Brasil: livre de calos). Sempre que posso tomo nota depois de pedir a devida vênia (outro termo nosso em vias de extinção) e fico por uns dias pesquisando e, que me resta?, meditando. Meu amigo, que ensina inglês para emigrantes lusos e brasileiros recém-chegados à Grã-Bretanha (pois é, nem todo mundo está indo embora), gosta de se dizer poliglota, embora mais de uma vez tenha me explicado, e eu sempre esquecendo, a contradição existente na confecção do termo formado por poli + glota. "Trata-se de um idiotismo lusitano seiscentista", já me explicou e, tamanha sua verve formal e presença avassaladora, que eu já me esqueci. Em matéria de idiotismos minha cota já se esgotou. (...) Mas eu tenho minha forma de apoquentá-lo. Como o dileto (Dileto não é seu verdadeiro nome) se encontra fora do país natal, que é o mesmo meu, gosto de atazaná-lo, ou melhor, espicaçar sua mente viva, com os neologismos que pesco aqui e ali nas águas bravias do mare nostrum cibernético. Já o pus frente a frente com brasileirismos atuais que o deixaram rubro de vergonha ou ódio, pois ele é difícil de distinguir quando se queima. Taquei-lhe brasileirismos atuais como bullying, point, fashion week, os irmãos Loxas e Lunda e vi-o deixar minha casa falando sozinho entredentes, como se tivesse sido assaltado pelo mundo. (... )De certa feita, fui contra as regras do jogo e deixei-o zonzo por desconhecer o significado de biringaço, que, após revelar-me sua total ignorância, danou-se quando eu expliquei tratar-se de lusitanismo obsoleto significando, nas altas camadas sociais do século 17, uma espécie de guarda-costas alugado a preços de arrasar. Palavras. Há nelas, embutida, uma tremenda luta corporal. Urge dela participar, mesmo passando rasteira (regionalismo, Brasil). (http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1093251-ivan-lessa-palavras-palavraspalavras.shtml)


QUESTÃO 37 Leia as seguintes definições dadas para “idiotismo”, de acordo com o dicionário Aulete: 1. Qualidade ou estado de idiota; idiotice, idiotia. 2. Ling. Construção ou locução particular a uma língua. Nas duas ocorrências de “idiotismo” no texto, o autor empregou o termo a) de forma ambígua em cada uma delas. b) com o sentido de “idiotice” na primeira e de “construção particular a uma língua” na segunda. c) de forma ambígua especificamente na primeira. d) exclusivamente como conceito linguístico apenas na primeira. e) para associar ao amigo a “qualidade de idiota”. QUESTÃO 38 Considerando-se a temática central explorada no texto de Ivan Lessa, é possível identificar a predominância da função: a) apelativa, já que destaca o receptor. b) emotiva, já que destaca o emissor. c) referencial, já que destaca a informação. d) metalinguística, já que destaca o código. e) poética, já que destaca a mensagem.

QUESTÃO 39 INFANTIL O menino ia no mato e a onça comeu ele. Depois o caminhão passou por dentro do corpo do menino e ele foi contar para a mãe. A mãe disse: mas se a onça comeu você, como é que o caminhão passou por dentro do seu corpo? É que o caminhão só passou renteando meu corpo e eu desviei depressa. Olha, mãe, eu só queria inventar uma poesia. Eu não preciso de fazer razão. (Manoel de Barros)

A fala do menino nos versos “É que o caminhão só passou renteando meu corpo e eu desviei depressa” está corretamente transformada em discurso indireto em:

a) Era que o caminhão só passou renteando o corpo dele e ele desviara depressa – disse o menino. b) O menino disse: É que o caminhão teria passado renteando meu corpo e eu desviara depressa. c) É que, depressa, ele desviara seu corpo quando o caminhão passou rente ao seu corpo. d) O menino disse que o caminhão só passara renteando seu corpo e ele desviara depressa. e) Como o caminhão passou depressa! Disse o menino à mãe. QUESTÃO 40 As variedades linguísticas brasileiras são diversas à medida da extensão territorial do País. Considere o texto seguinte, que apresenta uma dessas variedades. — Vancê já sabe, nha Lainha, que eu ‘tou na mente de lhe pedir; alguém já lhe havéra de ter contado. Ela avermelhou toda: — É: eu sube mesmo. — Agora vancê me diga, p’r o seu mesmo dizer, si d’aqui por diante eu fico no direito de falar p’r’o seu véio no negócio, e também si já não é tempo de ir comprando a roupinha, a louça, a trastaria dûa casa. — Isso ‘ta no seu querer. — Mas vancê casa antão comigo de tuda a sua vontade, não tem nem um no pensamento? — Não tenho, nho Vicente. Eu não incubro a ideia de casar c’o Réimundo, e ele também queria casar comigo. Agora, dêsque ele faltou c’a promessa, eu não tenho prisão por ninguém. (Silveira , Valdomiro. Constância. In: Os caboclos: conto. Rio de Janeiro; Brasília: Civilização Brasileira; INL, 1975. Adaptado.)

Assinale a interpretação correta de acordo com o texto. a) “Agora vancê me diga, p’r o seu mesmo dizer” – Vicente queria que Lainha repetisse para si mesma algo. b) “Eu não incubro a ideia de casar c’o Réimundo” – Lainha não esconderia de Vicente a intenção de Réimundo em tomá-la como esposa. c) “não tem nem um no pensamento” – Lainha não pensava em ninguém melhor que Vicente para ser seu esposo. d) “Agora, dêsque ele faltou c’a promessa” – Réimundo não fez a promessa que deveria ter feito a Lainha. e) “eu não tenho prisão por ninguém.” – Lainha afirmou não ter compromisso com ninguém.

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QUESTÃO 41

PREFÁCIO

São os primeiros cantos de um pobre poeta. Desculpai-os. As primeiras vozes do sabiá não têm a doçura dos seus cânticos de amor. É uma lira, mas sem cordas; uma primavera, mas sem flores; uma coroa de folhas, mas sem viço. Cantos espontâneos do coração, vibrações doridas da lira interna que agitava um sonho, notas que o vento levou, – como isso dou a lume essas harmonias. São as páginas despedaçadas de um livro não lido... E agora que despi a minha musa saudosa dos véus do mistério do meu amor e da minha solidão, agora que ela vai seminua e tímida por entre vós, derramar em vossas almas os últimos perfumes de seu coração, ó meus amigos, recebei-a no peito, e amai-a como o consolo que foi de uma alma esperançosa, que depunha fé na poesia e no amor – esses dois raios luminosos do coração de Deus. AZEVEDO, Álvares de. Lira dos vinte anos. In: Obra completa. Organização de Alexei Bueno. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000. p. 120.

No prefácio, a cena enunciativa coloca o autor e o leitor em um mesmo tempo e espaço. Quais elementos linguísticos contribuem para esse efeito no diálogo? a) As vozes em terceira pessoa e a palavra “primavera”. b) Os enunciados negativos e o termo “lira”. c) As orações adversativas e o substantivo “poeta”. d) Os argumentos explicativos e o adjetivo “pobre”. e) As frases imperativas e o advérbio “agora”.

QUESTÃO 42 DESABAFO Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha divertida hoje. Simplesmente não dá. Não tem como disfarçar: esta é uma típica manhã de segunda-feira. A começar pela luz acesa da sala que esqueci ontem à noite. Seis recados para serem respondidos na secretária eletrônica. Recados chatos. Contas para pagar que venceram ontem. Estou nervoso. Estou zangado. CARNEIRO, J.E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento)

Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. No fragmento da crônica Desabafo, a função de linguagem predominante é a emotiva ou expressiva, pois:

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a) o discurso do enunciador tem como foco o próprio código. b) a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que está sendo dito. c) o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem. d) o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais. e) o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da comunicação.

QUESTÃO 43 TEXTO I

O texto na era digital Para além do internetês, a internet está mudando a maneira como lemos e escrevemos

Com cada vez mais usuários – o acesso à rede no Brasil aumentou 35% entre 2008 e 2009 – a internet está criando novos hábitos de comunicação entre as pessoas, que acabam se adaptando às facilidades da nova tecnologia. (...) O que já havia sido deflagrado nos anos 90 pela comunicação via e-mail, mensageiros eletrônicos e pela cultura escrita dos blogs, as redes sociais elevaram à enésima potência ao garantir interatividade e visibilidade às pessoas em torno de interesses em comum. (...) Para além dos modismos que nascem e morrem na grande rede mundial de computadores, o advento do microblog Twitter extrapolou essa esfera para cair na boca de grandes homens de letras, muitas vezes avessos a novidades tecnológicas, como o escritor José Saramago, que chegou a declarar: "Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido". (...) Embora não se possa afirmar categoricamente que a internet favoreceu o desenvolvimento de uma "cultura letrada", com ênfase em informações profundas e relevantes, ela reforçou o peso da palavra escrita no cotidiano das pessoas. Mais do que gírias e jargões, como o famigerado "internetês", as transformações pelas quais passam a escrita e a leitura estão por ser dimensionadas. Disponível em: http://revistalingua.uol.com.br/textos/64/artigo249031-1.asp


TEXTO II

c) mostrar aos professores que a tv é importante para se ensinar atualidade. d) enfatizar as divergências entre informações da mídia e da escola. e) indicar aos estudantes que meio ambiente é um tema já desgastado. QUESTÃO 45 Texto 1

Os Textos I e II abordam a questão da linguagem nos meios digitais. A partir de sua leitura, infere-se que: a) Em ambos os textos, há evidências de que a navegação na internet limita a disseminação do saber. b) O Texto I defende que as inovações tecnológicas produziram uma torrente de informações tão grande que tornaram a escrita banal e empobrecedora. c) Tanto o Texto I quanto o Texto II revelam que o acesso à rede está interferindo na capacidade de leitura de crianças e adolescentes. d) O Texto II apresenta marcas específicas da linguagem do Twitter que limitam a compreensão da tira em leitores que não são usuários do microblog. e) O Texto I demonstra que o internetês produziu impactos na comunicação escrita, enquanto que o texto II nega esse fato. QUESTÃO 44 Todo estudante sabe que atualidade também é questão de vestibular. Para garantir um bom desempenho, fique atento a temas que se repetem durante alguns dias em jornais, sites ou canais de TV. Quando estiver se informando, relacione os acontecimentos aos conteúdos aprendidos em sala de aula. E cuidado especial com meio ambiente, sempre em alta nas provas. (Veja, 18.05.2011.)

A intenção explícita do texto, considerada a interlocução nele definida, é a) descrever que o próprio vestibular é um tema de atualidade. b) orientar os vestibulandos sobre como estudar atualidade.

O livro de língua portuguesa ‘Por uma Vida Melhor’, adotado pelo Ministério da Educação (MEC), contém alguns erros gramaticais. “Nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe” são dois exemplos de erros. Na avaliação dos autores do livro, o uso da língua popular, ainda que contendo erros, é válido. Os escritores também ressaltam que, caso deixem a norma culta, os alunos podem sofrer “preconceito linguístico”. A autora Heloisa Ramos justifica o conteúdo da obra. “O importante é chamar a atenção para o fato de que a ideia de correto e incorreto no uso da língua deve ser substituída pela ideia de uso da língua adequado e inadequado, dependendo da situação comunicativa.” (www.opiniaoenoticia.com.br. Adaptado.)

Texto 2 Ninguém de bom-senso discorda de que a expressão popular tem validade como forma de comunicação. Só que é preciso que se reconheça que a língua culta reúne infinitamente mais qualidades e valores. Ela é a única que consegue produzir e traduzir os pensamentos que circulam no mundo da filosofia, da literatura, das artes e das ciências. A linguagem popular a que alguns colegas meus se referem, por sua vez, não apresenta vocabulário nem tampouco estatura gramatical que permitam desenvolver ideias de maior complexidade – tão caras a uma sociedade que almeja evoluir. Por isso, é óbvio que não cabe às escolas ensiná-la. (Evanildo Bechara. Veja, 01.06.2011. Adaptado.)

Assinale a alternativa correta acerca da relação entre linguagem popular e norma culta. a) Os dois textos apresentam preocupação com a prática do preconceito linguístico sobre pessoas que se expressam fora dos padrões cultos da língua portuguesa. b) Os dois textos defendem ser possível expressar ideias filosóficas tanto em linguagem popular quanto seguindo os padrões da norma culta.

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c) Para Evanildo Bechara, não existem critérios que possam definir graus de superioridade ou inferioridade entre linguagem popular e norma culta. d) O texto 2 sugere que a norma culta é instrumento de dominação das elites burguesas sobre as classes populares. e) Para Evanildo Bechara, a norma culta é superior no que se refere à capacidade de expressão de ideias complexas no campo cultural. QUESTÃO 46 ENTREVISTA COM MARCOS BAGNO Pode parecer inacreditável, mas muitas das prescrições da pedagogia tradicional da língua até hoje se baseiam nos usos que os escritores portugueses do século XIX faziam da língua. Se tantas pessoas condenam, por exemplo, o uso do verbo “ter” no lugar do verbo “haver”, como em “hoje tem feijoada”, é simplesmente porque os portugueses, em dado momento da história de sua língua, deixaram de fazer esse uso existencial do verbo “ter”. No entanto, temos registros escritos da época medieval em que aparecem centenas desses usos. Se nós, brasileiros, assim como os falantes africanos de português, usamos até hoje o verbo “ter” como existencial é porque recebemos esses usos de nossos ex-colonizadores. Não faz sentido imaginar que brasileiros, angolanos e moçambicanos decidiram se juntar para “errar” na mesma coisa. E assim acontece com muitas outras coisas: regências verbais, colocação pronominal, concordâncias nominais e verbais etc. Temos uma língua própria, mas ainda somos obrigados a seguir uma gramática normativa de outra língua diferente. Às vésperas de comemorarmos nosso bicentenário de independência, não faz sentido continuar rejeitando o que é nosso para só aceitar o que vem de fora. Não faz sentido rejeitar a língua de 190 milhões de brasileiros para só considerar certo o que é usado por menos de dez milhões de portugueses. Só na cidade de São Paulo temos mais falantes de português que em toda a Europa! Informativo Parábola Editorial, s/d.

Na entrevista, o autor defende o uso de formas linguísticas coloquiais e faz uso da norma de padrão em toda a extensão do texto. Isso pode ser explicado pelo fato de que ele a) adapta o nível de linguagem à situação comunicativa, uma vez que o gênero entrevista requer o uso da norma padrão.

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b) apresenta argumentos carentes de comprovação científica e, por isso, defende um ponto de vista difícil de ser verificado na materialidade do texto. c) propõe que o padrão normativo deve ser usado por falantes escolarizados como ele, enquanto a norma coloquial deve ser usada por falantes não escolarizados. d) acredita que a língua genuinamente brasileira está em construção, o que o obriga a incorporar em seu cotidiano a gramática normativa do português europeu. e) defende que a quantidade de falantes português brasileiro ainda é insuficiente para acabar com a hegemonia do antigo colonizador. QUESTÃO 47 O LÉXICO E A CULTURA Potencialmente, todas as línguas de todos os tempos podem candidatar-se a expressar qualquer conteúdo. A pesquisa linguística do século XX demonstrou que não há diferença qualitativa entre os idiomas do mundo – ou seja, não há idiomas gramaticalmente mais primitivos ou mais desenvolvidos. Entretanto, para que possa ser efetivamente utilizada, essa igualdade potencial precisa realizar-se na prática histórica do idioma, o que nem sempre acontece. Teoricamente uma língua com pouca tradição escrita (como as línguas indígenas brasileiras) ou uma língua já extinta (como o latim ou grego clássico) podem ser empregadas para falar sobre qualquer assunto, como, digamos, física quântica ou biologia molecular. Na prática, contudo, não é possível, de uma hora para outra, expressar tais conteúdos em camaiurá ou latim, simplesmente porque não haveria vocabulário próprio para esses conteúdos. É perfeitamente possível desenvolver esse vocabulário especifico , seja por meio de empréstimos de outras línguas , seja por meio de criação de novos termos na língua em questão, mas tal tarefa não se realizaria em pouco tempo nem com pouco esforço. BEARZOTI FILHO, P. Miniaurélio: o dicionário da língua portuguesa. Manual do professor. Curitiba: Positivo, 2004 (fragmento)

Estudos contemporâneos mostram que cada língua possui sua própria complexidade e dinâmica de funcionamento. O texto ressalta essa dinâmica, na medida em que enfatiza a) a inexistência de conteúdo comum a todas as línguas, pois o léxico contempla visão de mundo particular específica de uma cultura. b) a existência de língua limitadas por não permitirem ao falante nativo se comunicar perfeitamente a respeito de qualquer conteúdo.


c) a tendência a serem mais restritos o vocabulário e a gramática de línguas indígenas, se comprados com outras línguas de origem europeia. d) a existência de diferenças vocabulares entre os idiomas, especificidades relacionadas à própria cultura dos falantes de uma comunidade. e) a atribuição de maior importância sociocultural às línguas contemporâneas, pois permitem que sejam abordadas quaisquer temáticas, sem dificuldades. QUESTÃO 48 Observe a capa de um livro reproduzida abaixo:

Um aspecto da composição estrutural que caracteriza o relato pessoal de A.P.S. como modalidade falada da língua é: a) predomínio de linguagem informal entrecortada por pausas. b) vocabulário regional desconhecido em outras variedades do português. c) realização do plural conforme as regras da tradição gramatical. d) ausência de elementos promotores de coesão entre os eventos narrados. e) presença de frases incompreensíveis a um leitor iniciante. QUESTÃO 50 – Fio, fais um zoio de boi lá fora pra nois. O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça, e no terreiro, debaixo da chuva miúda e continuada, enfincou o calcanhar na lama, rodou sobre ele o pé, riscando com o dedão uma circunferência no chão mole – outra e mais outra. 3 círculos entrelaçados, cujos centros formavam um triângulo equilátero. Isto era simpatia para fazer estiar. ÉLIS, Bernardo. Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá. In: TELES, Gilberto M. (Org.). Os melhores contos de Bernardo Elis. São Paulo: Global, 2003. p. 27.

A linguagem utilizada no trecho exposto acima revela um a) registro formal, seguido de um informal. b) registro informal, seguido de um formal. c) registro diacrônico, seguido de um regional. d) registro regional, seguido de um diacrônico. O título desse livro ilustra um caso de intertextualidade estabelecida por meio de: a) um plágio explícito. b) uma transcrição literal. c) uma paráfrase direta. d) um procedimento paródico. QUESTÃO 49 eu gostava muito de passeá... saí com as minhas colegas... brincá na porta di casa di vôlei... andá de patins... bicicleta... quando eu levava um tombo ou outro... eu era a::... a palhaça da turma... ((risos))... eu acho que foi uma das fases mais... assim... gostosas da minha vida... essa fase de quinze... dos meus treze aos dezessete anos... A.P.S., sexo feminino, 38 anos , nível de ensino fundamental. Projeto Fala Goiana, UFG, 2010 (inédito).

QUESTÃO 51 Moradores de Higienópolis admitiram ao jornal Folha de S. Paulo que 6a abertura de uma estação de metrô na avenida Angélica traria “gente diferenciada” ao bairro. Não é difícil imaginar que alguns vizinhos do Morumbi compartilhem esse medo e prefiram o isolamento garantido com a inexistência de transporte público de massa por ali. Mas 1à parte o gosto exacerbado dos paulistanos por levantar muros, erguer fortalezas e se refugiar em ambientes distantes do Brasil real, o poder público não fez a sua parte em desmentir que a chegada do transporte de massas não degrade a paisagem urbana. Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, na Colômbia, e grande especialista em transporte coletivo, diz que não basta criar corredores de ônibus bem asfaltados e servidos por diversas linhas. Abrigos

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confortáveis, boa iluminação, calçamento, limpeza e paisagismo que circundam estações de metrô ou pontos de ônibus precisam mostrar o status que o transporte público tem em uma determinada cidade. Se no entorno do ponto de ônibus, a calçada está esburacada, há sujeira e 7a escuridão afugenta pessoas à noite, é normal que moradores não queiram a chegada do transporte de massa. 8 A instalação de linhas de monotrilho ou de corredores de ônibus precisa vitaminar uma área, não destruí-la. 9 Quando as grades da Nove de Julho foram retiradas, 2 a avenida ficou menos tétrica, quase bonita. Quando o corredor da Rebouças fez pontos muito modestos, que acumulam diversos ônibus sem dar vazão a desembarques, 3a imagem do engarrafamento e da bagunça vira um desastre de relações públicas. 4 Em Istambul, monotrilhos foram instalados no nível da rua, como os “trams” das cidades alemãs e suíças. Mesmo em uma cidade de 16 milhões de habitantes na Turquia, país emergente como o Brasil, houve cuidado com os abrigos feitos de vidro, com os bancos caprichados – em formato de livro – e com a iluminação. Restou menos espaço para os carros porque a ideia ali era tentar convencer na marra os motoristas a deixarem mais seus carros em casa e usarem o transporte público. Se os monotrilhos do Morumbi, de fato, se parecerem com um Minhocão*, o Godzilla do centro de São Paulo, os moradores deveriam protestar, pedindo melhorias no projeto, detalhamento dos materiais, condições e impacto dos trilhos na paisagem urbana. 5Se forem como os antigos bondes, ótimo. Mas se os moradores simplesmente recusarem qualquer ampliação do transporte público, que beneficiará diretamente os milhares de prestadores de serviço que precisam trabalhar na região do Morumbi, vai ser difícil acreditar que o problema deles não seja a gente diferenciada que precisa circular por São Paulo. (Raul Justes Lores. Folha de S. Paulo, 07/10/2010. Adaptado.) (*) Elevado Presidente Costa e Silva, ou Minhocão, é uma via expressa que liga o Centro à Zona Oeste da cidade de São Paulo. Considere as correlações entre o texto e a tirinha expostas abaixo.

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I. O personagem que fala tem uma postura semelhante à de parte de moradores de Higienópolis em relação às pessoas que representariam a “gente diferenciada”. II. Os personagens que se encontram fora do carro no segundo quadro corresponderiam à “gente diferenciada” a que se refere parte dos moradores de Higienópolis. III. No segundo quadro, o carro seria comparável aos muros e fortalezas que separam parte dos moradores de Higienópolis do “Brasil real”. Estão corretas: a) I e II, apenas. b) I e III, apenas. c) II, apenas. d) II e III, apenas. e) todas.


SEMÂNTICA Em diversos textos, nem sempre a linguagem apresenta um único sentido. Em alguns contextos, as frases podem ganhar novos sentidos ou não. Para se entender qualquer tipo de texto, se faz necessário o estudo das linguagens denotativa (do dicionário) e conotativa (sentido figurado). É isto que iremos estudar agora. Denotação e Conotação Estes dois conceitos são muito fáceis de entender. Vamos começar entendendo as duas partes de um signo linguístico (a palavra): 1. O Significante – Parte concreta da palavra, é constituída de sons e da forma escrita. Cobra – O significante é a própria palavra. 2. O Significado – Parte que a gente entende, ou seja, o conceito. Cobra – O significado é aquilo que a palavra representa. O significado nos remete a uma idéia mental ou uma imagem.

Exemplo 1: A cobra picou o homem! (cobra = tipo de réptil peçonhento) Exemplo 2: Este homem é uma cobra! (cobra = pessoa falsa) Perceba que Um mesmo significante (parte concreta) pode ter vários significados (conceitos)! Podemos concluir que: a) Um signo linguístico (palavra) apresenta duas partes: significante e significado! b) O significado varia de acordo com o contexto! c) Um significante pode ter vários significados! Vamos agora entender os significados! Os significados apresentam duas formas: a) A forma primitiva e original – A cobra picou o homem. b) Uma forma secundária, uma alegoria – Este homem é uma cobra. A partir destas noções, podemos entender o que são Denotação e Conotação. DENOTAÇÃO: Usamos o significado primitivo e original, com o sentido do dicionário; usado de modo automatizado; linguagem comum. Ex: O cão está latindo! CONTAÇÃO: Usamos o significado secundário, com o sentido amplo; usado de modo criativo, numa linguagem rica e expressiva. Ex: Esta menina é um cão!

Vamos Revisar: Denotação – sentido comum! (Macete: “D” de Dicionário – sentido do dicionário) Conotação – sentido figurado! Observe o texto: A autônoma Michele M. F, 20 anos, foi presa na tarde de quinta-feira, sob suspeita de ter assassinado o marido com um tiro na cabeça na Vila Maria, zona oeste de São Paulo. A Secretaria da Segurança informou que Michele permaneceu no local do crime e disse aos policiais que matou Joaquim de Moraes Barros, 40anos, seu marido porque ele mantinha um relacionamento extra-conjugal com uma adolescente. O texto jornalístico traz as palavras com significados primitivos. O texto é denotativo. Veja agora: Michele descobriu que seu marido tinha uma amante, certamente uma franguinha bem mais nova que ela… Michele resolveu dar o troco e matou o marido de ciúmes, saindo toda noite com um antigo amigo de faculdade. O texto é pessoal, apresenta palavras com significado secundário, portanto, trata-se de um texto conotativo. EXERCÍCIOS 1) Leia atentamente os textos abaixo e indique D quando prevalecer a denotação e C quando prevalecer a conotação: a) ( ) “O ano de 1948, em Pernambuco, foi marcado por um processo revolucionário, liderado por um Partido Liberal radical.” b) ( ) “Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois – Recife das revoluções libertárias – Mas o Recife sem história nem literatura – Recife sem mais nada – Recife da minha infância”. c) ( ) “Depois de analisar os prontuários de 964 pessoas operadas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, o médico Cláudio Moura Lacerda de Melo, 31 anos, concluiu que seus colegas exageraram na requisição de exames radiológicos e de laboratório, ao mesmo tempo em que dão pouca atenção ao exame direto do paciente e a uma conversa com ele sobre o seu histórico de saúde”. d) ( ) “Em todo triângulo, o quadrado de qualquer lado é igual a soma dos quadrados dos outros dois, menos o duplo produto destes dois lados pelo co- seno do ângulo que eles formam.

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e) ( ) “A ciência que se constituiu em torno dos fatos da língua passou por três fases sucessivas antes de reconhecer seu verdadeiro e único objeto’’. f) ( ) “Tantas palavras / Que eu conhecia / E já não falo mais, jamais/ Quantas palavras/ Que ela adorava/ Saíram de cartaz” g) ( ) “Abriu os olhos devagar. Os olhos vindos de sua própria escuridão nada viram na desmaiada luz da tarde. Ficou respirando. Aos poucos recomeçou a enxergar, após poucos as formas foram se solidificando, ela cansada, esmagada pela doçura de um cansaço”. h) ( ) “Na literatura brasileira de hoje, talvez seja o conto o gênero de maior destaque, em termos de vigor e criatividade”. 2) Leia as frases ( Fuvest- SP) a) Uma andorinha só não faz verão. b) Nem tudo que reluz é ouro. c) Quem semeia ventos, colhe tempestades. d) Quem não tem cão caça com gato. b) As idéias centrais dos provérbios acima são, na ordem (marque um X na opção correta): c) solidariedade- aparência- vingança- dissimulação. d) cooperação – aparência- punição- adaptação. e) egoísmo- ambição- vingança- falsificação. f) cooperação – ambição – consequência- dissimulação g) solidão – prudência- punição – adaptação. Fonte: <http://www.resultadoconcursos.net/portugues-para-concursos-conotacaoe-denotacao/>

3- Leia:

Em todos os momentos, ao produzirmos nossos textos, orais ou escritos, valemo-nos do uso de duas referências

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de linguagem, gramaticalmente conhecidas como Denotação e Conotação. Assim, a depender da situação e da intenção da produção do nosso discurso, podemos ser diretos no nível de expressividade, dando ao nosso interlocutor o entendimento do que o que queremos dizer é “preto no branco”; ou simplesmente podemos camuflar nossa intenção, por meio do sentido figurado, sendo suaves ou até mesmo poéticos na nossa forma de expressão. A partir dessa variedade de uso do sentido do que se afirma, é que se constrói a noção de Semântica. Sobre isso, é correto afirmar, sobre a elaboração da capa da revista Veja, que: a) A parte central da capa se baseia no sentido metafórico, amparado pela visualização da imagem que reforça a temática do título. b) O sentido denotativo prevalece no discurso de elaboração da fala principal da capa da revista. c) Há um distanciamento semântico entre a parte verbal e a parte não-verbal da capa da revista. d) É percebido exclusivamente o sentido conotativo sobre todos os elementos linguísticos que fazem parte da composição da capa da revista Veja. e) Neste tipo de texto, a imagem sempre possui um aspecto secundário em relação à parte escrita. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO Questão 01 (UFBA 2003 – 2ª FASE) UNIVERSIDADE SEM LUZ A metáfora não poderia ser mais perfeita: por falta de verbas, a universidade ficou sem luz. (...) Por atrasos nos pagamentos, a Light cortou o fornecimento de energia elétrica para diversos prédios da UFRJ, incluindo centros hospitalares. A associação mais clara entre universidade e luz remonta ao iluminismo (ou filosofia das luzes), o movimento que surgiu na França do século XVIII e que se caracterizava pela confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento.(...) Essa matriz de pensamento lançou as bases do racionalismo ocidental contemporâneo, e alguns de seus princípios constituem o núcleo dos direitos políticos das democracias. Uma universidade sem luz simboliza, portanto, a negação de tudo o que uma universidade deve ser.


FOLHA DE S. PAULO. São Paulo, 7. ago. 2002. Opinião, p. A 2 . Editoriais. GNERRE, Maurizio. Linguagem, escrita e poder. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p.5 – 7

A partir da associação de ordem subjetiva que constitui a metáfora, identifique os sentidos da palavra “luz” no contexto. Questão 2 (UFBA 2ª FASE)

Campanha publicitária do COT Salvador Faça uma análise do anúncio, considerando:  A campanha publicitária em função da atividade do anunciante.  O aparente paradoxo da mensagem passada ao públicoalvo.  A responsabilidade social implícita no texto verbal.

Questão 4 (UESC) As análises da crise financeira falam de tudo, menos de moral e de política. Dão a impressão de que o problema se limita a aspectos técnicos, sem vinculação com valores independentes das relações de poder. Joseph Stiglitz foi o único a observar que a crise teria sobre o fundamentalismo do mercado efeito da queda do muro de Berlim sobre o comunismo. Poderia ter acrescentado que a ligação dos dois eventos não é só comparativa. O fim do socialismo foi um maremoto político. O vácuo ideológico e o desequilíbrio de forças consequentemente tornam possível aquilo que era antes inconcebível: a absoluta hegemonia dos mercados financeiros e excessos responsáveis pelo colapso social. Ricúpero, Rubens. Moral da Crise. Folha de São Paulo. SP Out. 2008. A polissemia da língua fica bem evidente no uso das palavras “fundamentalismo” e “maremoto”. Faça um breve comentário sobre os sentidos de cada termo a partir do contexto das frases em que se encontram.

Questão 03 (UFBA 2ª FASE)

VIVO: propaganda. Veja, São Paulo: Abril, ed. 2000, ano 40, n. 11, 21 mar. 2007. Fragmento do encarte especial destacável.

O texto publicitário faz uso da polissemia dos signos — ou seja, da multiplicidade de significados de uma palavra — como recurso de construção de sentidos Identifique em que palavras se percebe o uso desse recurso na propaganda apresentada e explique como isso ocorre:

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FIGURAS DE LINGUAGEM 1- Enumere corretamente os parênteses de acordo com a figura de figura de linguagem adequada: 1) Aliteração. 2) Assonância. 3) Onomatopeia. a) ( )Princesinha parabólica/ Prenda minha parabólica/ O pecado mora ao lado do paraíso/ Paira no ar. b) ( ) O rato roeu a roupa do rei de Roma. c) ( ) Essa moleca sapeca pega no pé. d) ( ) Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral. e) ( ) Zum-zum, trim, atchhhim... f) ( ) Do toque-toque na porta ao chuá da cachoeira...

2- Continue enumerando os parênteses de acordo com a figura de linguagem adequada: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10)

anáfora inversão ou hipérbato pleonasmo elipse hipálage polissíndeto assíndeto silepse zeugma repetição ou reduplicação

a) ( ) Aos troianos venceram os gregos. b) ( ) Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante. c) ( ) É pau... / É pedra... / É o fim do caminho.../ É um pedaço de toco... (Tom Jobim) d) ( ) Olha a voz que me resta / Olha a veia que me salta / Olha a gota que falta... e) ( ) O aluno, ninguém o viu na escola. f) ( ) Vi tudo com meus próprios olhos a terrível cena. g) ( ) O voo negro dos urubus fazia... (G. Ramos) h) ( ) O movimento pesado dos elefantes. i) ( ) Gosto de legumes. j) ( ) Na terra, tanta guerra, tanto engano. k) ( ) Eu vendo revistas; minha irmã, frutas. l) ( ) Vossa majestade é muito bondoso. m) ( ) Sua santidade estava muito abatido.

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n) ( ) Coisa curiosa é aquela gente. Divertem-se com tão pouco. o) ( ) A banda Flor chegou ao sucesso depois de cinco anos. Já gravaram oito discos. p) ( ) Os brasileiros somos mais ricos que os americanos. q) ( ) “Cantei, cantei, cantei, / Como é cruel cantar assim”... (Chico Buarque) r) ( ) Entrei, peguei o livro, fui para a rede. s) ( ) Ela canta, e dança, e sapateia, e sorri.

3- Continue enumerando os parênteses de acordo com a figura de linguagem adequada: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7)

antítese eufemismo hipérbole ironia paradoxo ou oxímoro prosopopeia gradação

a) ( ) Com certeza ele vende produtos legítimos que vêm de Taiwan com escala em Assunção. b) ( ) Muito inteligente aquela loira que não sabe a capital do Brasil. c) ( ) Você não foi feliz com suas palavras. d) ( ) O moribundo finalmente descansou. e) ( ) Tenho milhares de coisas para fazer. f) ( ) Ela morreu de rir. g) ( ) As folhas sorriam para ela. h) ( ) As paredes ouviam a conversa. i) ( ) Era cedo para alguns e tarde para outros. j) ( ) Cabelos longos, ideias curtas! k) ( ) Uma exposição clara para uma ideia tão complicada. l) ( ) Todo mundo está relendo o que nunca foi lido. m) ( ) Um cantor disse em um show: “É um prazer estar aqui pela primeira vez novamente”. n) ( ) Amor é fogo que arde sem se vê / É ferida que dói e não se sente / É um contentamento descontente / É dor que desatina sem doer... o) ( ) A mulher foi-se encolhendo, agarrada aos braços da poltrona. Cravou o olhar esgazeado no retângulo negro do céu. Encolheu-se mais ainda, cruzando os braços. Limpou as mãos pegajosas na barra da saia. Susteve a respiração.


4- Continue enumerando os parênteses de acordo com a figura de linguagem adequada: 1) 2) 3) 4) 5) 6)

antonomásia catacrese comparação metáfora metonímia sinestesia

a) ( ) Ela é delicada como um lírio. b) ( ) Ela é um lírio. c) ( ) A jovem estava branca tal qual uma vela. d) ( ) Minha vida era um palco iluminado. e) ( ) Ouviu um som colorido. f) ( ) Escuto a cor dos peixes/No ermo o silêncio encorpase. g) ( ) Sempre li Machado de Assis. h) ( ) Não tinha um teto onde morar. i) ( ) Comi dois pratos. j) ( ) O Ford quase nos atropelou. k) ( ) O rei do futebol esteve no Maracanã. l) ( ) A cidade luz continua belíssima. m) ( ) Ele embarcou no trem das dez. n) ( ) Não trouxe um dente de alho.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO – FIGURAS DE LINGUAGEM 1- “Como pode ver, ganhar dinheiro no Brasil não é sopa”. Nessa frase, aparece uma figura sintática e uma figura de palavra. Assinale a alternativa que identifique essas figuras: a) hipérbato e metáfora b) silepse e metonímia c) elipse e metonímia d) elipse e metáfora e) anacoluto e catacrese 2- Em cada uma das 3 frases a seguir, aparece uma figura de linguagem. Naquela terrível guerra, muitos adormeceram para sempre. Vários de nós ficamos surpresos. Quantos copos você bebeu?

Essas figuras são respectivamente: a) eufemismo, silepse de pessoa e metonímia b) eufemismo, pleonasmo e metáfora c) antítese, anacoluto e sinédoque d) hipérbole, silepse de gênero e metonímia e) ironia, inversão e antonomásia 3- Leia o texto com atenção: Na primeira semana de aula, todos já tinham apelido. A Cláudia, que todo dia vinha à escola com tranças no cabelo, foi apelidada de Trancinha. Mário, cujas orelhas eram imensas, passou a ser chamado de Orelha. Raul, que jogava futebol muito bem, ouvia orgulhoso o seu apelido: Pernas de Ouro. E o Rodolfo, que tinha o tique de piscar o olho, foi maldosamente apelidado de Pisca-pisca. Nesse trecho, os alunos, ao apelidarem seus colegas, utilizaram uma figura de linguagem. Assinale-a: a) metáfora b) ironia c) antonomásia d) metonímia e) sinédoque 4- Leia os versos a seguir: Bomba atômica que aterra Pomba atônita da paz Pomba tonta, bomba atômica... Nesses versos, podemos notar a presença de uma figura de som (marcada pela repetição de determinados elementos fônicos) e de uma figura de pensamento (marcada pela oposição entre bomba e pomba). Os nomes dessas figuras são respectivamente: a) aliteração e ironia b) onomatopeia e hipérbole c) onomatopeia e antítese d) antonomásia e hipérbole e) aliteração e antítese 5- Quando dizemos “boca do túnel”, “cabeça de alfinete” e “bico de pena”, recorremos a uma figura de linguagem denominada: a) metonímia b) personificação c) catacrese d) antítese e) onomatopeia

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6- Identifique as figuras de linguagem presentes na frase: “Nem tudo tinham os antigos. Nem tudo temos os modernos.” (Machado de Assis)

a) apóstrofe, antítese e silepse b) anáfora, antítese e silepse c) pleonasmo, comparação e perífrase d) anáfora, antítese e zeugma e) pleonasmo, hipérbato e elipse 7- Nos versos: “Tudo ama! As estrelas no azul, os insetos na lama, A luz, a treva, o céu, a terra, tudo Num tumultuoso amor, num amor quieto e mudo Tudo ama! Tudo ama!” (Menotti Del Picchia)

Estão presentes as seguintes figuras de linguagem: a) antítese e onomatopeia b) pleonasmo e metáfora c) antítese e prosopopeia d) eufemismo e hipérbole e) gradação e antonomásia 8- Observe a frase: “Eu comprei dois danones, um pacote de omo, uma caixa de giletes e dois litros de cândida”. Nessa frase, ocorre várias vezes uma figura de linguagem denominada: a) catacrese b) ironia c) metáfora d) sinestesia e) sinédoque 9- Leia com atenção os dois trechos a seguir: “E o olhar estaria ansioso esperando E a cabeça ao sabor da mágoa balançando E o coração fugindo e o coração voltando E os minutos passando e os minutos passando” (Vinícius de Moraes)

“Há dois dias meu telefone não fala, nem ouve, nem toca, nem muge”. (Rubem Braga)

Esses trechos apresentam, quanto à construção, uma característica comum: a) há ausência de conectivos entre os termos coordenados, e esta figura de construção recebe o nome de assíndeto.

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b) há a repetição de termos com a mesma função sintática, e essa figura de construção chama-se Pleonasmo. c) há a omissão de termos que, no entanto, são facilmente subentendidos, e essa figura de construção chama-se elipse. d) há a repetição de conectivos entre os termos coordenados, e esse recurso é chamado de polissíndeto. e) em ambos os fragmentos predomina-se a metonímia. 10- Leia: “Com seu colar de coral Carolina Corre por entre as colunas Da colina O colar de Carolina Colore o colo de cal, Torna corada a menina” (Cecília Meireles)

Nesse poema, há a predominância de uma figura de som. Qual? a) onomatopeia b) anacoluto c) aliteração d) assíndeto e) paronomásia 11- Nas duas frases seguintes, ocorre uma mesma figura de linguagem: “Dê um sapato novo pro seu velho pai”. “Finalmente um carro grande por dentro e pequeno por fora”. O nome dessa figura de linguagem é: a) hipérbole b) ironia c) apóstrofe d) antítese e) eufemismo 12- Assinale a alternativa em que há prosopopeia ou personificação: a) “A beleza, é em nós que ela existe”. (Manuel Bandeira) b) As meninas choravam a morte do animalzinho querido. c) Os inimigos atacaram o coração da cidade. d) Ele era seguido por uma multidão que cantava e gritava o seu nome. e) Os ônibus reclamavam e gemiam ao subir a ladeira. 13- Assinale a alternativa que não aparece uma silepse de gênero.


a) Recife é grande e populosa. b) Era uma criança intragável: mimos e castigos podiam com ele. c) Alguém andava então bem tristonha. d) Vossa Excelência deve estar muito aborrecido. e) Milhões de brasileiros assistimos emocionados ao final do campeonato. 14- Leia: “Folheada, a folha de um livro retoma O lânguido e vegetal da folha, E um livro se folheia ou se desfolha Como sob o vento a árvore que o doa”. (João Cabral de Melo Neto)

A partir da leitura desses versos, considere as seguintes proposições: (I) Temos, em “a folha de um livro”, uma catacrese; (II) A repetição expressiva da consoante fricativa /f/ constitui uma aliteração; (III) Nos dois últimos versos, há uma comparação metafórica entre o livro e a árvore. Agora assinale a alternativa correta: a) Nenhuma das proposições é correta. b) Todas as proposições são corretas. c) Apenas I e II são corretas. d) Apenas II e III são corretas. e) Apenas III é correta. 15- Leia: “Senhora, partem tão tristes Meus olhos por vós, meu bem, Que nunca tão tristes vistes Outros nenhum por ninguém”. (Camões)

Podemos afirmar que nesses versos ocorrem as seguintes figuras de linguagem: a) hipérbole e metáfora b) anáfora e sinestesia c) hipérbato e metonímia d) silepse e sinédoque e) hipérbato e catacrese 16“A casa tem muitas gavetas e papéis, escadas compridas.

Quem sabe a malícia das coisas quando a matéria aborrece?” (Carlos Drummond de Andrade)

Nesses versos, temos a seguinte figura de linguagem: a) antítese b) prosopopeia c) assíndeto d) antonomásia e) catacrese 17- Assinale a alternativa em que há erro de classificação de figura: a) “Moça linda bem tratada, / três séculos de família, / burra como um porta: / um amor.” (Mário de Andrade) – Ironia b) “Teve uma contração nas asas do nariz, uma palpitação”. (Osman Lins) – Catacrese c) De onde teria vindo aquela gente? Pareciam estar morrendo de fome. – Silepse de número d) As flores exalavam aromas coloridos. – Sinestesia e) “Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba”. (Vieira) – Perífrase 18- (VUNESP) No trecho: "...dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo", a figura de linguagem presente é chamada: a) metáfora b) hipérbole c) hipérbato d) anáfora e) antítese 19- (PUC - SP) Nos trechos: "O pavão é um arco-íris de plumas" e "...de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira..." enquanto procedimento estilístico, temos, respectivamente: a) metáfora e polissíndeto; b) comparação e repetição; c) metonímia e aliteração; d) hipérbole e metáfora; e) anáfora e metáfora.

20- (PUC - SP) Nos trechos: "...nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major" e "...o essencial é acharem-se as palavras que o violão pede e deseja" encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:

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a) prosopopeia e hipérbole; b) hipérbole e metonímia; c) perífrase e hipérbole; d) metonímia e eufemismo; e) metonímia e prosopopeia. 21- (VUNESP) Na frase: "O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô", encontramos a figura de linguagem chamada: a) silepse de pessoa b) elipse c) anacoluto d) hipérbole e) silepse de número 22- (ITA) Em qual das opções há erro de identificação das figuras? a) "Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono." (eufemismo) b) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopeia) c) Já não são tão frequentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de número) d) "E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua..." (aliteração) e) "Oh sonora audição colorida do aroma." (sinestesia) 23- (UM - SP) Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse: a) Os irmãos de Teresa, os pais de Júlio e nós, habitantes desta pacata região, precisaremos de muita força para sobreviver. b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório. c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades. d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais satisfatórios. e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus insubordinável a qualquer tratamento. 24- (FEI) Assinalar a alternativa correta, correspondente às figuras de linguagem presentes nos fragmentos abaixo: I. "Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste." II. "A moral legisla para o homem; o direito para o cidadão." III. "A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam." IV. "Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um, para, ergue a mão em viseira, firma os olhos." a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo;

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b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto; c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato; d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo; e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma. 25- (FEBA - SP) Assinale a alternativa em que ocorre aliteração: a) "Água de fonte .......... água de oceano ............. água de pranto. (Manuel Bandeira) b) "A gente almoça e se coça e se roça e só se vicia." (Chico Buarque) c) "Ouço o tique-taque do relógio: apresso-me então." (Clarice Lispector) d) "Minha vida é uma colcha de retalhos, todos da mesma cor." (Mário Quintana) e) N.d.a. 26- (CESGRANRIO) Na frase "O fio da ideia cresceu, engrossou e partiu-se" ocorre processo de gradação. Não há gradação em: a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou. b) b) O avião decolou, ganhou altura e caiu. c) O balão inflou, começou a subir e apagou. d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou-se. e) Ao sair da festa, ficou em estado de coma emocional. 27- (FATEC) "Seus óculos eram imperiosos." Assinale a alternativa em que aparece a mesma figura de linguagem que há na frase acima: a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes." b) "Nasci na sala do 3° ano." c) "O bonde passa cheio de pernas." d) "O meu amor, paralisado, pula." e) "Não serei o poeta de um mundo caduco." FONTE: http://www.coladaweb.com/questoes/portugues/figling.h

28- (UESB 2011.1) Leia:


Considere o sentido de “eufemismos” evidenciado no fragmento e indique a alternativa em que esse recurso expressivo está presente. a) O planejamento de carreira é apenas um aspecto de um processo maior do planejamento de vida. b) Dividir conhecimentos para multiplicar oportunidades é um lema das sociedades modernas. c) Milhões de brasileiros encontram soluções para os seus problemas em livros de autoajuda. d) Os homens que faltam com a verdade são perigosos para a sociedade. e) A liderança é uma das responsabilidades humanas mais universais e duradouras. 29- Oxímoro, ou paradoxismo, é uma figura de retórica em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão (Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa) Considerando a definição apresentada, o fragmento poético da obra Cantares, de Hilda Hilst, publicada em 2004, em que pode ser encontrada a referida figura de retórica é: a) “Dos dois contemplo rigor e fixidez. Passado e sentimento me contemplam” (p. 91). b) “De sol e lua De fogo e vento Te enlaço” (p. 101). c) “Areia, vou sorvendo A água do teu rio” (p. 93). d) “Ritualiza a matança de quem só te deu vida. E me deixa viver nessa que morre” (p. 62). e) “O bisturi e o verso. Dois instrumentos entre as minhas mãos” (p. 95) 30- Leia:

(fonte: Google imagens – Charges sobre Zé Dirceu)

A partir da leitura da tirinha acima, é correto dizer sobre sua intencionalidade crítica que: a) O fator cômico do texto é construído pela expressão “Exijo respeito”, já que se trata de um político condenado por desvio de ética. b) O segundo quadrinho retifica legitimamente a fala do primeiro, uma vez que representam significados discrepantes. c) A expressão “Ação Penal 470” no último quadrinho suaviza a ideia contida em “Chefe do Mensalão”, o que acentua o caráter irônico do texto. d) A fala do segundo quadrinho busca corrigir uma possível injustiça cometida por uma eventual fala anterior. e) A palavra não é um advérbio de negação que foi aplicado para modificar o verbo “exijo”. 31- (ENEM 2009) Leia: Canção do vento e da minha vida O vento varria as folhas, o vento varria os frutos, o vento varria as flores... E a minha vida ficava cada vez mais cheia de frutos, de flores, de folhas. O vento varria os sonhos e varria as amizades... o vento varria as mulheres. E a minha vida ficava cada vez mais cheia de afetos e de mulheres. O vento varria os meses e varria os teus sorrisos... o vento varria tudo! E a minha vida ficava cada vez mais cheia de tudo. (BANDEIRA, Manoel. Estrela da Manhã, em Antologia Poética, org. Emmanuel de Moraes, José Olympio Editora, Rio, 1986.)

Na estruturação do texto, destaca-se: a) A construção de oposições semânticas. b) A apresentação de ideias de forma objetiva. c) O emprego recorrente de figuras de linguagem, como o eufemismo. d) A repetição de sons e de construções sintáticas semelhantes. e) A inversão da ordem sintática das palavras.

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32- (UESC 2008) Leia o poema a seguir e responda o que se pede: Escuto a cor dos peixes. Essa vegetação de ventos me inclementa. (Propendo para estúrdio?) O escuro enfraquece meu olho. Ó solidão, opulência da alma! No ermo o silêncio encorpa-se. A noite me diminui. Agora biguás prediletam bagres. Confesso meus bestamentos. Tenho vanglória de niquices. (Dou necedade às palavras?) BARROS, Manoel de. O livro das ignorãças. 4ed. São Paulo: Record. 1997. P. 51.

Vocabulário: Propendo: tender a algo Estúrdio: extravagante, incomum, esquisito Niquices: pequenices; minúcias aborrecidas Necedade: ignorância, estupidez O texto apresenta a) Um indivíduo criador, que discute o seu domínio sobre as palavras para traduzir vivências. b) Um eu lírico que discute a necessidade de o ser humano adaptar-se a um novo ritmo de vida. c) Um sujeito poético que, através de imagens sensoriais, sugere o seu modo de ser incomum. d) Um indivíduo que teme o isolamento e, por isso, almeja a companhia de outros homens. e) O confronto do homem com a natureza criando um clima de tensão permanente.

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Anotações:


ORTOGRAFIA

- no sufixo -isa, indicador de ocupação feminina: poetisa, sacerdotisa, papisa

Parte da gramática que se preocupa com a correta representação escrita das palavras. Emprega-se a letra X - depois de ditongo eixo, encaixotar, feixe, enfaixar, frouxo Exceções: caucho, recauchutar, recauchutagem

- nas formas dos verbos pôr e querer: pus, pusera, puser, quis, quisermos, quisera - nas palavras derivadas cujo radical termina em S: casa - casinha, casebre, casarão atrás - atrasar, atrasado

- depois da sílaba -me: mexicano, mexer, mexilhão, mexerico

Exceção: mecha e derivados - depois da sílaba en-: enxada, enxame, enxaqueca, enxoval

- depois de ditongo: coisa, mausoléu, faisão, maisena

escreve-se a terminação -isar em derivados de palavras que tá têm S: enxotar,

enxurrada,

Exceções: enchova, encher (cheio) e seus derivados: preencher, enchimento, preenchimento, enchente. Quando o prefixo en- junta-se a um radical iniciado por CH: encharcar (charco); enchapelado (chapéu); enchumaçar (chumaço), etc.

análise – analisar aviso – avisar paralisia – paralisar pesquisa – pesquisar liso – alisar Exceções:

Emprega-se CH

catequese – catequizar síntese – sintetizar hipnose – hipnotizar

- depois da sílaba in-: inchada, bochinche, inchação, inchaço

correlação gráfica entre nd e ns na formação de substantivos a partir de verbos:

Observação: brocha (pequeno prego); broxa (pincel); chá (planta); xá (título antigo de soberano do Irã); chácara (propriedade rural); xácara (narrativa popular em versos); cheque (ordem de pagamento); xeque (jogada do xadrez); cocho (vasilha para alimentar animais); coxo (capenga, de coxa); tacha (mancha, defeito; pequeno prego); taxa (imposto (tributo)

ascender – ascensão distender – distensão compreender – compreensão repreender – repreensão apreender – apreensão pretender – pretensão

Emprega-se a letra S - nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso/-osa, indicadores de estado pleno, abundância: formoso, teimoso, dengosa, cheirosa - nos sufixos -ês/-esa, indicadores de origem, títulos de nobreza: holandês, camponesa, marquês, princesa

verbos que apresentam rt no radical: divertir – diversão converter – conversão subverter – subversão reverter – reversão verter – versão verbos que apresentam rg: convergir – conversão aspergir – aspersão

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submergir – submersão Substantivos derivados dos verbos terminados em pelir: expelir – expulsão repelir – repulsão Escrevam-se com s (sinho) os diminutivos derivados de palavras que já têm o s: vaso – vasinho lápis – lapisinho pires – piresinho tênis – tenisinho mesa – mesinha Emprega-se a letra Z nos sufixos -ez/-eza, formadores de substantivos abstratos a partir de adjetivos: mesquinhez (mesquinho) magreza (magro) timidez (tímido) beleza (belo) nos sufixos -izar, formadores de verbos (a palavra primitiva não tem S, então emprega-se Z): canal – canalizar atual – atualizar moral – moralizar ameno – amenizar legal – legalizar - nas palavras derivadas de uma primitiva grafada com Z: cicatriz – cicatrizar, cicatrizante deslize – deslizar, deslizamento, deslizante Escrevam-se com z (=zinho) os diminutivos derivados de palavras que não têm a letra S: pé – pezinho pó – pozinho café – cafezinho anel – anelzinho pai – paizinho Emprega-se a letra Ç em palavras cognatas, quando se encontra um t, a ele se corresponde um ç: exceto – exceção setor – seção

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quando os substantivos ou verbos primitivos apresentam t ou nt no radical; substantivos derivados dos verbos ter e torcer: cantar – canção conter – contenção deter – detenção reter – retenção abster – abstenção torcer – torção contorcer – contorção distorcer – distorção substantivos derivados de verbos terminados em ver: promover – promoção resolver – resolução remover – remoção descrever – descrição substantivos derivados de verbos terminados em gir: afligir – aflição infringir – infração interagir – interação agir – ação depois de ditongo: calabouço, afeição, beiço, louça Emprega-se a letra G nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, úgio: pedágio, régio, litígio, relógio, subterfúgio nos substantivos terminados em -gem: aragem, vertigem, coragem, margem, (substantivo)

viagem

exceções: pajem, lajem, lambujem formas dos verbos terminados em jar: arranjar – arranjem enferrujar – enferrujem viajar – viajem nas formas derivadas de outras que já apresentam g: ágio – agiota, agiotagem gesso – engessado, engessar em geral, depois de a inicial:


ágil, agir, agitar, agenda Observação: Nas derivadas de uma palavra primitiva com j, mantém-se o j: ajeitar (jeito) Depois de r: virgem, vargem, sargento, aspergir Exceções: sarjeta, tarjeta, gorjeta Emprega-se a letra J nas palavras derivadas de primitivas que se escrevem com J: jeito – ajeitar, ajeitado, jeitoso nojo – nojento laranja – laranjinha sujo – sujeira, sujidade loja – lojista gorja – gorjeio, gorjear, gorjeta sarja – sarjeta rijo – rijeza, enrijecer cereja – cerejeira em palavras de origem tupi, árabe ou africana: jibóia, pajé, jenipapo, canjica, jerico, manjericão nas formas dos verbos terminados em jar: arranjar – arranje, arranjei, arranjemos despejar – despejei, despeje na terminação – aje: traje, ultraje Emprego do E verbos terminados em –uar e –oar são escritos com a letra e nas formas do presente do subjuntivo:

possui (possuir) cai (cair) mói (moer) palavras como: pirulito, crânio, digladiar, lampião, disenteria, privilégio, meritíssimo Emprego do O palavras como: molambo, abolir, boteco, botequim, apóstolo, bússola, cortiça, êmbolo, focinho, lombriga, óbolo, poleiro, polenta, bocal (abertura) Emprego do U palavras como: bucal (relativo à boca), bueiro, bulir, cúpula, curtume, embutir, jabuti, jabuticaba, léu, míngua, tábua, tabuada Emprego do SS substantivos derivados de verbos terminados em mitir: demitir – demissão omitir – omissão permitir – permissão transmitir – transmissão substantivos derivados de verbos terminados em gredir: agredir – agressão progredir – progressão regredir – regressão transgredir – transgressão substantivos derivados de verbos terminados em ceder: conceder – concessão retroceder – retrocessão interceder – intercessão suceder – sucessão

efetue, efetues (efetuar) abençoe, abençoes (abençoar) palavras como: cadeado, candeeiro, destilar, empecilho, paletó, irrequieto, mexerico, mimeógrafo, periquito

Emprego do I verbos terminados em -uir, -air, -oer são escritos com a letra j nas formas do presente do indicativo:

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ATENÇÃO! 01) Sairemos daqui a vinte minutos. (futuro) Saiu há vinte minutos. (passado) 02) Ele está em via de perder o emprego. (emprega-se essa expressão sempre no singular)

10) Sua classificação foi abaixo de todos os alunos da classe. (= embaixo, sob) Puseram o prédio a baixo. (= para baixo, até embaixo)

03) Não realizou a tarefa, tampouco apresentou qualquer justificativa. (= nem, também não) Tenho tão pouco entusiasmo pelo trabalho. (intensidade, contrário de muito)

11) As irmãs eram afins nas atitudes e nos pensamentos. (= semelhantes)

04) O cientista falou acerca dos explosivos. (= sobre, a respeito de) Moro a cerca de três quarteirões do cinema. (= a aproximadamente) Há cerca de trinta advogados na reunião. (= existem aproximadamente) Não o vejo há cerca de quatro meses. (= faz aproximadamente) 05) Pedro é mau motorista. (contrário de bom) Pedro dirige mal. (contrário de bem) Mal cheguei, ele saiu. (= assim que, logo que) 06) Agora não posso. Estou ao telefone. 07) Comprei uma tevê em cores. (tevê em preto e branco; logo tevê em cores) 08) Fazemos entrega em domicílio. (entrega-se algo em algum lugar) 09) Não sei por que Pedro mente tanto. (= por que motivo) Por que Joana nunca consegue chegar cedo? (= por que motivo) Eis o caminho por que passo sempre. (= pelo qual) Pedro mente muito, por quê? (= por que motivo – final de frase) Joana não consegue chegar cedo, por quê? (= por que motivo – final de frase) Pedro mente muito porque não é um pessoa sincera. (= pois – justificativa) João não chegou cedo porque é desorganizado. (= pois – explicação, justificativa) infringir – violar, transgredir, cometer infração

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Não sei o porquê da sua mentira. (depois de um determinante: artigo, numeral, pronome) Acertei o emprego de dois porquês. Este porquê deveria ser acentuado.

ESSAS 2 LINHAS EMBAIXO DA 1 COLUNA Participei do jogo a fim de ganhar o primeiro prêmio. (=finalidade, propósito)

PALAVRAS PARÔNIMAS Palavras parônimas são parecidas na forma e diferentes no significado: descriminar – inocentar discriminar – separar retificar – corrigir, emendar ratificar – confirmar descrição – ato de descrever discrição – qualidade de quem é discreto comprimento – extensão cumprimento – saudação ou ato de se cumprir algo tráfego – trânsito tráfico – comércio ilegal delatar – denunciar dilatar – ampliar eminente – excelente, elevado iminente – preste a se realizar arrear – pôr arreios arriar – abaixar mandado – ordem judicial mandato – período de missão política infligir – aplicar pena soar – produzir som


suar – transpirar COLUNA

--------- APARTIR DESSA NA 2

destratar – insultar distratar – desfazer contrato

imergir – entrar, penetrar, mergulhar emergir – sair

precedente – antecedente procedente – proveniente, oriundo

flagrante – momento fragrante – perfumado, aromático

prescrição – ordem expressa proscrição – eliminação ou expulsão

despensa – compartimento dispensa – desobrigação

vultoso – volumoso, de grande importância vultuoso – vermelho, inchado

deferir – aprovar, atender, consentir diferir – divergir, adiar acender – pôr fogo ascender – subir, elevar-se

bucho – estômago de animais buxo – arbusto ornamental vês – forma do verbo ver vez – ocasião censual – relativo a censo sensual – relativo aos sentidos serrar – cortar cerrar- fechar assento – lugar onde se assenta acento – sinal gráfico sela – arreio de cavalgadura cela – cubículo, aposento para presos coser – costurar cozer – cozinhar cocho – lugar onde comem os animais taxa – tributo censo – recenseamento senso – juízo expiar – cumprir pena, sofrer consequências de espiar – olhar celeiro – depósito de cereais seleiro – pessoa que faz sela calda – xarope

PALAVRAS HOMÔNIMAS HOMÓFONAS Palavras homônimas homófonas são iguais na pronúncia, mas diferentes na grafia e no significado. coxo – manco estático – firme, imóvel extático – posto em êxtase, admirado incipiente – iniciante, o que está no início insipiente – não sapiente, sem sabedoria sessão – reunião seção – parte, divisão, departamento cessão – ato de ceder apressar – tornar rápido apreçar – ajustar o preço cassar – anular caçar – perseguir a caça ruço – pardacento russo – natural da Rússia tacha – prego cauda – rabo esperto – ativo, inteligente, vivo experto – perito, entendido conserto – reparo, correção concerto – harmonia, sinfonia cerração – nevoeiro serração – ato de serrar

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HOMÔNIMAS HOMÓGRAFAS Apresentam a mesma grafia, mas sons e significados diferentes: almoço (substantivo) – almoço (primeira pessoa do singular do verbo almoçar) colher (substantivo) – colher (verbo) governo (substantivo) – governo (primeira pessoa do singular do verbo governar) HOMÔNIMAS PERFEITAS mesma grafia e mesma pronúncia; manga (substantivo, fruta) – manga (substantivo, parte da camisa) – manga (substantivo, pasto de animais) bala (substantivo = doce, caramelo) – bala (substantivo = munição de arma de fogo) EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1- Identifique se são:

EXERCÍCIOS ADICIONAIS DE ORTOGRAFIA 1- Preencha as lacunas com: há, a ou à nas frases abaixo: a) Saí _____ pouco. b) Sairei daqui _____ pouco. c) Saí ______ tarde. d) ______ alunos estudiosos aqui. e) ______ dias que o vi. f) Daqui _____ pouco, rezaremos pelo sucesso da cirurgia. g) ______ alguns anos, os vestibulares se constituíam de questões dissertativas. h) Ela chorava de medo ______ muitas horas e sempre ______ tardinha. i) O governador assumiu _______ poucos meses, mas as próximas eleições serão daqui ______ alguns anos. 2- Preencha as lacunas com mau ou mal: a) Ele sentiu-se ______ e foi embora. b) Não fiquemos de _____ humor. c) A ambição é o ______ deste mundo. d) A empresa está _______ administrada. e) Sinto-me _______ quando como demais. f) Se você não é ______ por que faz o ______ ? g) Cuecas ______ costuradas e de muito _______ gosto. h) _____ saí de casa, fui assaltado por dois vândalos. i) Porque ele é ______ pratica o ______.

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1) 2) 3) 4)

Homônimas homófonas Homônimas homógrafas Homônimas perfeitas Parônimas

01. ( ) Eu como feijão como um verdadeiro brasileiro. 02. ( ) Ônibus tem um acento e vários assentos. 03. ( ) Sua licença foi cassada devido a uma caçada fora de temporada. 04. ( ) Por espiar o que não devia, ele deverá expiar um castigo. 05. ( ) Ele deu o seu apoio e eu apoio também. 06. ( ) O ladrão entrou despercebido e tomou o banco que estava desapercebido. 07. ( ) É iminente a vinda daquela eminente pessoa. 08. ( ) A descrição da mulher foi feita com bastante discrição. 09. ( ) Este Estado fica a este e não a oeste. 10. ( ) Sujou a manga da camisa com o suco de manga.

j) Ele não é ______, apenas raciocina _____. k) Ele vive _____-humorado por não conter o seu ______ humor. l) Foi um _____-estar súbito. m) O bom aluno pesquisa além da matéria ensinada o ______ sequer cumpre as tarefas normais. n) Quem recebe ______-tratos é maltratado. 3- Complete com um dos porquês: a) - Juca, _____________ você faz aviõezinhos durante a aula? b) - Ora, faço ___________ me agrada. c) O Sr. vai me punir, __________? d) Depois da aula, o diretor dirá o ____________ da suspensão das atividades. e) Não vejo razões _______________ desconfiar dele. f) Você cometeu este equívoco ______________ não se concentrou bem. g) Se eu erro ____________ quero, qual o _____________ da pergunta? h) Você não gosta de mim e eu quero saber _____________. i) Ninguém sabia ___________ Flávia não comparecera à aula. 4- Complete com o vocábulo adequado entre parênteses: a) Fizeram a __________ de cestas básicas aos funcionários que trabalhavam na __________ de limpeza


da fábrica em Nova Friburgo, durante a __________ das telas do artista. (sessão, seção, cessão) b) __________ iremos amanhã? (onde, aonde) c) __________ nos encontraremos amanhã? (onde, aonde) d) Dormir _________? Ora, ____________ pudermos ir. (onde, aonde) e) __________ moro? Resido __________ você não conhece, _________ ninguém vai sem proteção policial. (onde, aonde) f) Havia ___________ no seu modo de vestir e não houve nenhuma ___________ de atitudes suspeitas. (descrição, discrição) g) O último ___________ revelou Curitiba com mais de um milhão de habitantes. (censo, senso) h) Tenhamos o _____________ de perceber que dissertação não é bilhete de amor. (censo, senso) i) Pelo __________ de sua ignorância não espere nenhum __________. (cumprimento, comprimento) j) A reitoria precisa _____________ a solicitação do colegiado para encaminhar os papéis necessários. (retificar, ratificar) k) O professor demonstrou humildade ao _______________ o erro cometido em sua fala. (retificar, ratificar) l) De sua _____________, o prisioneiro contemplava a _____________brilhante do vaqueiro. (cela, sela) m) Ao ____________ candidato a derrota nunca se apresenta ___________. (eminente, iminente) n) Com a chuva forte, o carro _____________ no buraco aberto na avenida. (emergiu, imergiu) o) O submarino teve de ____________ rapidamente depois do problema com o oxigênio interno. (emergir, imergir) p) Não fomos ao ______________ da orquestra, pois o nosso veículo estava no ______________. (conserto, concerto). 5-Complete as frases a seguir com a expressão mais adequada gramaticalmente: a) As anotações ____________ referem-se ao que foi relatado na página cinco. (abaixo / a baixo) b) Li o processo de alto ____________. (abaixo / a baixo) c) Estamos _____________ dois andares da Diretoria. (a cerca de / acerca de / há cerca de) d) Explicou tudo _____________ daquele processo de demissão. (a cerca de / acerca de / há cerca de)

e) Este processo entrou aqui _____________ de uma semana. (a cerca de / acerca de / há cerca de) f) _____________ consultar um advogado, consultou um charlatão. (ao invés de / em vez de) g) Redigiu ofício ______________ um memorando. (ao invés de / em vez de) h) Tudo será resolvido ____________ federal. (a nível / em nível) i) ___________, o processo trata de multas de trânsito. (A princípio / Em princípio) j) ___________, concordamos com a informação dela. (A princípio / Em princípio) k) Este parecer vem ______________ do meu. (ir ao encontro / ir de encontro) l) Este parecer vem ______________ ao meu. (ir ao encontro / ir de encontro) m) Faça logo o ofício ____________ o chefe não nos deixará sair. (senão / se não) n) Não era caso de demissão, ______________ de repreensão. (senão / se não) o) Naquele dia de ponto facultativo não havia ninguém, ___________ os vigilantes. (senão / se não) p) O diretor não assinará o abaixo-assinado ___________ houver consenso. (senão / se não) q) Deixou os processos ___________ a estante. (sob / sobre) r) As vítimas do desabamento ficaram __________ os escombros. (sob / sobre) s) Trabalhou _____________ que todos admiraram. (tão pouco / tampouco) t) Não trabalha ____________ deixa que os outros trabalhem. (tão pouco / tampouco) 6- Complete as lacunas de acordo as orientações do professor: 1. Um ___________ da presidente não a comunicou do grave problema no Ministério. Por isso toda a equipe de ___________ foi demitida do Palácio do Planalto. 2. O carro que comprei não veio com todos os __________ de fábrica. 3. A cozinheira pôs sal em __________ na comida. 4. O problema da Gramática são as __________ para as regras. Se fosse apenas uma __________ para cada caso, seria bem mais fácil. 5. Temos um ___________ importante para transmitir. Por isso prestem atenção para que ninguém mais precise ___________ depois.

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6. O _________________ na casa estava crítico. 7. Muitas mulheres gostam de _______________ o cabelo no salão. 8. A prefeitura tinha de __________________ o esgoto para um local de tratamento adequado. 9. A ________________ foi uma das primeiras ações dos portugueses no Brasil, por isso os jesuítas tinham de ___________________ os índios que aqui viviam. 10. O candidato não cometeu nenhum __________ na prova do DETRAN. Mas ficou impedido de voltar para casa após a chuva, por causa de um ____________ na estrada. 11. A vovó não pôs a ____________ no mingau. 12. Havia um ______________ entre os funcionários que me causava ______________. 13. A BR 116 foi privatizada, por isso há vários __________ ao longo da rodovia. 14. O meia do Santos é muito _____________. 15. A vítima foi alvejada por um _______________ que saiu de uma pistola. 16. O problema da política são os ________________ concedidos aos corruptos. 17. O ________________ deu a sentença do réu há pouco. 18. Quero que ele _____________ a trabalhar e se _____________ a uma vida sem regalias. 19. Não coloque ________________ na realização do projeto! 20. Havia sobre a ____________ do depósito ___________, ____________ e _________. 21. O casal tinha de _____________ o ______________ rapidamente, depois das ____________. 22. O _________ de lenha estava um pouco ___________ na cabeça do andarilho. 23. A frota tinha de ______________ todos os pneus já gastos. 24. Todos de ___________ bem a tintura, aplicou-a nas ______________. 25. Muitos ____________ ficaram entupidos com a chuva.

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26. O aluno do terceiro ano estava _____________ por passar no vestibular. 27. Os ___________ precisam votar com mais ______________. 28. Todos queriam o __________________ do país. 29. O aluno queria a _________________ para sair da sala. 30. A empresa confirmou a _________________ do estagiário. 31. A ___________________ da rodovia será dada a uma empresa estrangeira. 32. Gostaria da _________________ de todos neste momento difícil. 33. A __________________ do quadro se deu subitamente. 34. Aquele estagiário está em _______________ na carreira. 35. Todos deveriam ter _________________ pelo preconceito. 36. A _________________ dos conselheiros inviabilizou a eleição do clube. 37. A __________________ do discurso do candidato levou à revolta dos eleitores. 38. A dignidade de um homem é medida pela sua ________________. 39. Todos admiravam a __________________ do aluno. 40. Na sociedade quem trabalha e ganha dinheiro honestamente é chamado de _________________. 41. A __________________ saiu com o barão. 42. A humildade é a demonstração de _______________ que apresentamos no nosso cotidiano. 43. Comprei um cão ______________. 44. O ________________ deu a sentença do réu há pouco. 45. Quero que ele _____________ a trabalhar e se _____________ a uma vida sem regalias.


USO DO HÍFEN COM A REFORMA ORTOGRÁFICA Uso em palavras compostas

PALAVAS COMPOSTAS ELEMENTOS OU PALAVRAS Compostas comuns

REGRAS 1. Usa-se hífen nas palavras compostas comuns, sem preposições, quando o primeiro elemento for substantivo, adjetivo, verbo ou numeral.

EXEMPLOS Amor-perfeito, boa-fé, guarda-noturno, guarda-chuva, criado-mudo, decreto-lei.

OBSERVAÇÕES; SAIBA MAIS A) Formas adjetivas como afro, luso, anglo, latino não se ligam por hífen: afrodescendente, eurocêntrico, lusofobia, eurocomunista. B) Mas com adjetivos pátrios (de identidade), usa-se o hífen: afro-americano, latino-americano, indo-europeu, ítalo-brasileira, anglo-saxão. C) Se a noção de composição desapareceu com o tempo, deve-se unir o composto sem hífen: pontapé, madressilva, girassol, paraquedas, paraquedismo (perdida a noção do verbo parar); mandachuva (perdida a noção do verbo mandar). D) Demais casos com para e manda usam hífen: para-brisa, para-choque (sem acento no para); manda-tudo, manda-lua. E) Compostos com elementos repetidos também levam hífen: tico-tico, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá. F) Compostos com apóstrofo também levam hífen: cobra-d'água, mãe-d'água, mestre-d'armas.

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Nomes geográficos antecedidos de grão, grã ou verbos

2. Usa-se o hífen em nomes geográficos compostos com grã e grão ou verbos de qualquer tipo.

Grã-Bretanha, Grão-Pará, Passa-Quatro.

Demais nomes geográficos compostos não usam hífen: América do Norte, Belo Horizonte, Cabo Verde. (O nome Guiné-Bissau é uma exceção).

Espécies vegetais/ animais

3. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies vegetais e animais.

bem-te-vi, bem-me-quer, erva-de-cheiro, couve-flor, erva-doce, feijão-verde, coco-da-baía, joão-de-barro, não-me-toques (planta).

Se a palavra for usada em sentido figurado, não leva hífen: Ela está cheia de não me toques (melindres).

Mal

4. Usa-se hífen com mal antes de vogais ou h ou l.

mal-afamado, mal-estar, mal-acabado, mal-humorada, mal-limpo.

A) Escreva, porém: malcriado, malnascido, malvisto, malquerer, malpassado. B) Escreva com hífen no feminino: má-língua, más-línguas.

Além, aquém, 5. Usa-se hífen recém, bem, com além, sem aquém, recém, bem e sem.

além-mar, aquém-oceano, recém-casado, recém-nascido, bem-estar, bem-vindo, sem-vergonha.

Quando o bem se aglutina com o segundo elemento, não se usa hífen: benfeitor, benfeitoria, benquerer, benquisto.

à vontade, cão de guarda, café com leite, cor de vinho, fim de semana, fim de século, quem quer que seja, um disse me disse.

A) Certas grafias consagradas agora são exceções à regra. Escreva: água-de-colônia, arco-da-velha, pé-de-meia, mais-que-perfeito, cor-de-rosa, à queima-roupa, ao deus-dará. B) Outras expressões/locuções que não usarão hífen: bumba meu boi, tomara que caia, arco e flecha, tão somente, ponto e vírgula. C) Escreva também sem hífen as locuções à toa (adjetivo ou advérbio), dia a dia (substantivo e advérbio) e arco e flecha.

Locuções

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6. Não se usa hífen nas locuções dos vários tipos (substantivas, adjetivas etc).


Encadeamentos 7. Os de palavras encadeamentos vocabulares levam hífen (e não mais traço).

A relação professor-aluno. O trajeto Tóquio-São Paulo. A ponte Rio-Niterói. Um acordo Angola-Brasil. Áustria-Hungria. Alsácia-Lorena.

Hífen no fim da 8. Quando cai linha no fim da linha, o hífen deve ser repetido, por clareza, na linha abaixo.

Atravesso a ponte Rio-Niterói. Couve-flor.

Este quadro está apoiado nas BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. Rio de Janeiro/São Paulo, GOMES, Francisco Álvaro. O acordo ortográfico. Porto, Porto Editora, 2008.

Nova Fronteira, Houaiss/Publifolha,

obras: 2008. 2008.

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REFORMA ORTOGRÁFICA: Hífen - prefixação O caso dos prefixos e falsos prefixos COM PREFIXOS OU FALSOS PREFIXOS PREFIXOS OU FALSOS PREFIXOS

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REGRAS

EXEMPLOS

Vogais iguais

1. Usa-se o hífen quando o prefixo e o segundo elemento juntam-se com a mesma vogal.

anti-ibérico, auto-organização, contra-almirante, infra-axilar, micro-ondas, neo-ortodoxo, sobre-elevação, anti-inflamatório.

Vogais diferentes

2. Não se usa o hífen quando os elementos se unem com vogais diferentes.

autoescola, autoajuda, autoafirmação, semiaberto, semiárido, semiobscuridade, contraordem, contraindicação, extraoficial, neoexpressionista, intraocular, semiaberto, semiárido.

Consoantes iguais

3. Usa-se o hífen se a consoante do final do prefixo for igual à do início do segundo elemento.

inter-racial, super-revista, hiper-raquítico, sub-brigadeiro.

Se o segundo elemento começa com s, r.

4. Não há hífen quando o segundo elemento começa com s ou r; nesse caso, duplicam-se as consoantes.

antirreligioso, minissaia, ultrassecreto, ultrassom.

Se o segundo elemento começa com m, n, com vogais e h, m, n.

5. Usa-se o hífen: se o primeiro elemento, terminado em m ou n, unir-se com as consoantes h, m ou n.

circum-murado, circum-navegação, pan-hispânico, pan-africano, pan-americano.

Ex, sota, soto, vice

6. Usa-se hífen com os prefixos: ex, sota, soto, vice.

ex-almirante, ex-presidente, sota-piloto,soto-pôr, vice-almirante, vice-rei.

OBSERVAÇÕES; SAIBA MAIS Mas os prefixos co, pro, pre, re se juntam ao segundo elemento, ainda que este inicie pelas vogais o ou e: coocupar, coorganizar, coautor, coirmão, cooperar, preenchimento, preexistir, preestabelecer, proeminente, propor reeducação, reeleição, reescrita.

Porém, coforme a regra anterior, com prefixos hiper, inter, super, deve-se manter o hífen: hiper-realista, inter-racial, super-racional, super-resistente.

Escreva, porém, sobrepor.


Pré, pós, pró

7. Usa-se hífen com os prefixos pré, pós, pró (tônicos e acentuados com autonomia).

pré-escolar, pré-nupcial, pós-graduação, pós-tônico, pós-cirúrgico, pró-reitor, pró-ativo, pós-auricular.

Se os prefixos não forem autônomos, não haverá hífen: predeterminado, pressupor, pospor, propor.

O prefixo termina em vogal ou r e b e o segundo elemento se inicia com h.

8. Usa-se o hífen quando o prefixo termina em r, b ou vogais e o segundo elemento começa com h.

anti-herói, inter-hemisférico, sub-humano, anti-hemorrágico, bio-histórico, super-homem, giga-hertz, poli-hidratação, geo-história.

A) Mas as grafias consagradas serão mantidas: reidratar, desumano, inábil, reabituar, reabilitar, reaver. B) Se houver perda do som da vogal final, preferese não usar hífen e eliminar o h: cloridrato (cloro+hidrato), clorídrico (cloro+hídrico).

Sufixos de origem tupi 9. Usa-se o hífen com sufixo de origem tupi, quando a pronúncia exige distinção dos elementos.

Anajá-mirim, Ceará-mirim, capim-açu, andá-açu, amoré-guaçu.

Este quadro está apoiado nas BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. Rio de Janeiro/São Paulo, GOMES, Francisco Álvaro. O acordo ortográfico. Porto, Porto Editora, 2008.

Nova Fronteira, Houaiss/Publifolha,

obras: 2008. 2008.

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EXERCÍCIO EXPLICATIVO 1- Dê o produto da soma dos elementos das palavras a seguir: 1) para + quedas = 2) ferro + velho = 3) manda + chuva = 4) bem + humorado = 5) mal + estar = 6) bem + feitor = 7) anti + higiênico = 8) semi + hospitalar = 9) sub + humano = 10) micro + ondas = 11) auto + observação = 12) auto + escola = 13) extra + oficial = 14) contra + indicado = 15) agro + industrial = 16) hiper + requintado = 17) inter + resistente = 18) super + revista = 19) hiper + mercado = 20) inter + municipal = 21) super + proteção = 22) sub + ração = 23) sub + bibliotecário = 24) anti + religioso = 25) anti + semita = 26) mini + saia = 27) bio + ritmo = 28) co + seno = 29) amoré + guaçu = 30) anajá + mirim =

EXERCÍCIOS 1- A _______ das _______ levou à ________ dos trabalhos do departamento. a) contenção, despezas, paralisação b) contensão, despezas, paralisação c) contenção, despesas, paralisação d) contensão, despesas, paralização e) contenção, despezas, paraliszação 2- O guarda _______ em ________ o motorista que ______ as normas de trânsito. a) atuou – fragrante – infringiu b) autuou – fragrante – infringiu

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c) atuou – fragrante – infligiu d) atuou – flagrante – infligiu e) autuou – flagrante – infringiu 3- A _____ de gêneros alimentícios já começava a provocar ______ e ______. a) escassez, ansiedade, desassossego b) escassez, anciedade, desassocego c) escassês, anciedade, desassossego d) esacssês, ansiedade, deasssocego e) escassês, ansiedade, desassossego 4- Não fez ____, embora seu projeto fosse bastante ______. A direção não quer atender às nossas _______. a) conceções, pretensioso, reinvindicações b) conceções, pretencioso, reivindicações c) conceções, pretensioso, reinvindicações d) concessões, pretensioso, reivindicações e) concessões, pretencioso, reinvidicações 5- Assinale a alternativa em que os termos estão grafados corretamente: a) limpeza, defeza, exceção b) acesso, hiato, torácico c) espontâneo, acessível, toráxico d) exceção, suspenção, acessível e) excessão, defesa, limpesa 6- Assinale a alternativa em que NÃO há erro, de acordo com a norma culta. a) Afim de ser bem sucedido, estudou muito para as provas. b) Ele não saiu, tão pouco conseguiu dormir. c) O Governo tinha que saber que agente tinha representatividade no Congresso. d) A morte do paciente nada tem a ver com a paralisia das pernas. e) A assensão do candidato nas pesquizas surpreendeu a todos. 7- Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada: “Estavam _______ de que os congressistas chegassem ______ para a ______”. a) receiosos, atrasados, sessão b) receosos, atrasados, sessão c) receiozos, atrazados, sessão d) receosos, atrazados, seção e) receiosos, atrasados, cessão 8- Fui atendido com _______. a) previlégio, e cortezia


b) previlégio, e cortesia c) privilégio, e cortezia d) privilégio, e cortesia e) previlégiu, e cortesia 9- Todas as palavras estão grafadas corretamente: a) sub-diretor, anti-ácido, para-militar b) para-quedismo, sanguessuga, suprarrenal c) extra-ordinário, mal-educado, bem-vindo d) anti-inflamatório, ultrassecreto, à toa e) prevestibular, ante-projeto, sub-raça 10- Preencha os espaços vazios com a alternativa adequada. Estava ________ a ________ da guerra, pois os homens _______ nos erros do passado. a) eminente / defraglação / incidiram b) iminente / deflagração / reincidiram c) eminente / conflagração / incidiram d) preste / confraglação / incidiram e) prestes / flagração / reincidiram 11- Aponte a alternativa em que todos os vocábulos estejam corretamente grafados. a) Os administradores atribuem o sucesso da tecnologia moderna à eliminação dos impecílios surgidos e a capacidade de improvisar concessões. b) Há meses, os seiscentos manuais de instrução causaram estranhesa a homens simples e crédulos. c) A incompatibilidade do fax e da secretária eletrônica prejudicou a compreensão do texto, bem como as transmissões de mensagens. d) Se os indivíduos com instrução pusessem explicações mais inteligíveis nos manuais, talvez os obcessivos por aparatos eletrônicos quisessem aumentar a compra. e) Nenhum dos deputados agiu com bom censo ao aprovar outro aumento de verba de gabinete, em plena crise, aumentado ainda mais os previlégios concedidos a eles próprios. 12- Assinale a alternativa correta: a) Eis as causas por quê não venceremos. b) Você não ganhou porque demorou muito. c) Faltou à escola, por que? d) Ninguém atinava com o por quê daquela situação. e) Eles querem saber o por quê de tudo.

13- Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas: ________ você pensa que vai? Ele não vai seguir ______, ficará na cidade e irá à _____ das oito horas. Faça-me um favor, ______ com ele. a) onde, viagem sessão, viaje b) onde, viajem sessão, viaje c) onde, viajem cessão, viaje d) aonde, viajem sessão, viage e) aonde, viagem sessão, viaje 14- Assinale o grupo de homônimos homógrafos: a) acento (intensidade) – assento (banco) b) cerrar (fechar) – serrar (cortar) c) sede (vontade de beber) – sede (residência) d) laço (laçada) – lasso (frouxo) e) cessão (ato de ceder) – seção (divisão) 15- O ____ tempo sempre faz ____ à saúde das pessoas que se cuidam ____. a) mal – mau – mal b) mau – mau - mal c) mau – mal - mau d) mau – mal - mal e) mal – mal – mau 16- Após a _____ de cinema fomos à _____ de reclamações e depois fizemos uma ______ de agasalhos aos desabrigados. a) sessão – seção - cessão b) seção – cessão - seção c) sessão – seção - sessão d) cessão – sessão - sessão e) sessão – seção – seção 17- Assinale a alternativa em que o emprego do hífen está correto: a) auto-escola b) mini-saia c) neo-liberal d) auto-análise e) pré-operatório 18- Encontram-se palavras escritas de maneira INCORRETA na frase: a) Altas tachas de reicindência, apesar de reconhecidas, não são levadas em consideração quando se avaliam os resultados negativos do sistema carcerário no Brasil.

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b) É aconselhável entregar a um bandido tudo aquilo que ele está exigindo, sem discussão nem reação, ou tentativa de convencê-lo a mudar de ideia. c) Pesquisas recentes revelam a preocupação dos brasileiros com o aumento da criminalidade, especialmente nos grandes centros urbanos. d) Todos devem, ao entrar e sair de casa, agir com precaução para reduzir as possibilidades de serem vítimas acessíveis de assaltantes. e) A direção do presídio constatou, após a fuga, que as grades da cela onde estava a quadrilha estavam serradas.

b) Com essa atitude política, as previsões se tornarão uma profescia auto-realizável, um resultado inevitável da emição dos políticos. c) O urso polar sobre bancos de gelo cada vez menores, fadado à estinção, transformou-se no íconi do aquecimento global. d) O animal não socumbiu apenas à seca, mas também ao impacto da aridez da região ecessivamente explorada. e) À medida que a água se torna mais cara, o ônos dos ajustes ao novo regime passará para os grupos subauterno, como os agricultores e os pobres das áreas urbanas.

19- Todas as palavras estão corretamente grafadas na opção: a) azuleijo – aleijado – reivindicar b) prazeroso – cabeleireiro – irrequieto c) descarrilhar – marcineiro – previlégio d) suspenção – enxame – poleiro e) excesão – acessores – exato

23- Assinale a alternativa correta quanto à ortografia: a) Os que pretendem fazer dos fascinorosos menores morais, incapazes de se decidir entre o bem e o mau, não se atrevem a pedir que lhes sejam caçado o direito de voto. b) O Ministério Público consagrou os princípios da unidade, da indivisibilidade e da independência funcional, tudo como estratégia para o desenvolvimento de uma atuação livre de injunções externas. c) O Direito Penal assume nova feição, devendo apontar suas baterias para os delitos que colocam em cheque os objetivos do Estado Social. d) No novo Código são previlegiadas as anotações sobre as novidades trazidas pelo sistema e os aspectos da jurisprudência nacional que remanecem do interesse para o novo sistema jurídico. e) A credebilidade do Ministério Público é alta e subistimável é enfraquecer a cidadania, a justiça e o povo brasileiro, cuja defesa á a própria razão de sua existência.

20- Aponte o grupo de palavras escritas corretamente: a) despejem, cafajeste, jeca, jequitibá, gerimum b) supetão, desajeitado, sargeta, jejum c) laranjeira, enrijecimento, manjericão, jenipapo, vertigem d) giló, linhagem, pajem, abranger, jerico e) bege, tijela, vagem, tangerina, gengibre 21- Está correto dizer: a) Como machucava minhas orelhas, deixei meu óculos para consertar. b) Como machucavam minhas orelhas, deixei meus óculos para concertar. c) Como machucava minhas orelhas, deixei meu óculos para concertar. d) Como machucavam minhas orelhas, deixei meus óculos para consertar. e) Como machucava minhas orelhas, deixei meus óculos para concertar. 22- Assinale a alternativa correta quanto à ortografia: a) O relatório sobre as condições climáticas representa um consenso avassalador que chega a ser sóbrio diante do volume de evidências, especialmente das adaptações ecológicas ao aquecimento.

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ACENTUAÇÃO GRÁFICA COM A REFORMA ORTOGRÁFICA Tipo de palavra ou sílaba

Quando acentuar

Proparoxítonas

sempre

simpática, lúcido, sólido, cômodo

Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia. Observe: Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico, fenômeno (Brasil) académico, fenómeno (Portugal).

Paroxítonas

Se terminadas em: R, X, N, L, I, IS, UM, UNS, US, PS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS; ditongo oral, seguido ou não de S

fácil, táxi, tênis, hífen, próton, álbum(ns), vírus, caráter, látex, bíceps, ímã, órfãs, bênção, órfãos, cárie, árduos, pólen, éden.

Continua tudo igual. Observe: 1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens, polens. 2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen, fêmur (Brasil) ou sêmen, fémur (Portugal). 3) Não ponha acento nos prefixo paroxítonos que terminam em N nem nos que terminam em I: inter-helênico, super-homem, anti-herói, semi-internato.

Oxítonas

Se terminadas em: A, AS, E, ES, O, OS, EM, ENS

vatapá, igarapé, avô, avós, refém, parabéns

Continua tudo igual. Observe: 1. terminadas em I, IS, U, US não levam acento: tatu, Morumbi, abacaxi. 2. Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé, puré (Portugal).

Monossílabos tônicos (são oxítonas também)

terminados em A, AS, E, ES, O,OS

vá, pás, pé, mês, pó, pôs

Continua tudo igual. Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc.

Í e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas

Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato)

Exemplos (como eram)

saída, saúde, miúdo, aí, Araújo, Esaú, Luís, Itaú, baús, Piauí

Observações (como ficaram)

1. Se o i e u forem seguidos de s, a regra se mantém: balaústre, egoísmo, baús, jacuís. 2. Não se acentuam i e u se depois vier 'nh': rainha, tainha, moinho. 3. Esta regra é nova: nas paroxítonas, o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca, bocaiuva, feiura, maoista, saiinha (saia pequena), cheiinho (cheio). 4. Mas, se, nas oxítonas, mesmo com ditongo, o i e u estiverem no final, haverá acento: tuiuiú, Piauí, teiú.

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Ditongos abertos em palavras paroxítonas

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EI, OI,

idéia, colméia, bóia

Esta regra desapareceu (para palavras paroxítonas). Escreve-se agora: ideia, colmeia, celuloide, boia. Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. Por exemplo: contêiner, Méier, destróier serão acentuados porque terminam em R.

papéis, herói, heróis, troféu, céu, mói (moer)

Continua tudo igual (mas, cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais sílabas).

Ditongos abertos em palavras oxítonas

ÉIS, ÉU(S), ÓI(S)

Verbos arguir e redarguir (agora sem trema)

arguir e redarguir usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo.

Esta regra desapareceu. Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gú-o, mas não acentue); ele argui (fale: ar-gúi), mas não acentue.

Verbos terminados em guar, quar e quir

aguar enxaguar, averiguar, apaziguar, delinquir, obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo.

Esta regra sofreu alteração. Observe:. Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando a ou i tônicos, aí acentuamos estas vogais: eu águo, eles águam e enxáguam a roupa (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (í tônico). tu apazíguas as brigas; apazíguem os grevistas. Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averigú-o, mas não acentue) o caso; eu aguo a planta (diga a-gú-o, mas não acentue).

ôo, ee

vôo, zôo, enjôo, vêem

Esta regra desapareceu. Agora se escreve: zoo, perdoo veem, magoo, voo.

Verbos ter e vir

na terceira pessoa do plural do presente do indicativo

eles têm, eles vêm

Continua tudo igual. Ele vem aqui; eles vêm aqui. Eles têm sede; ela tem sede.

Derivados de ter e vir (obter, manter, intervir)

na terceira pessoa do singular leva acento agudo; na terceira pessoa do plural do presente levam circunflexo

ele obtém, detém, mantém; eles obtêm, detêm, mantêm

Continua tudo igual.


Acento diferencial

Esta regra desapareceu, exceto para os verbos: PODER (diferença entre passado e presente. Ele não pôde ir ontem, mas pode ir hoje. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo, então vamos pôr casacos; TER e VIR e seus compostos (ver acima). Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios, para-choque. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional; se possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja forma de pagamento é parcelada.

Trema (O trema não é acento gráfico.) Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça, averiguei, delinquente, tranquilo, linguístico. Exceto as de língua estrangeira: Gunter, Gisele Bundchen, muleriano

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EXERCÍCIOS 1- Assinale, em cada questão, a única palavra que NÃO deve receber acento gráfico: 01. 02. 03. 04. 05. 06. 07. 08. 09. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35.

( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( (

) alcool ) omega ) amavamos ) bilingue ) amendoa ) delinquimos ) açucar ) fluor ) abdomen ) climax ) revel ) faceis ) fosseis ) biquini ) venus ) triceps ) ananas ) complo ) hifens ) marques ) ele detem ) ele vem ) ele rele ) parabens ) ve-lo ) gratuito ) constroi ) crueis ) miudo ) reunir ) egoista ) intuito ) o fluido ) eu cai ) saudo

( ) arquetipo ( ) caracteres ( ) deviamos ( ) especie ( ) frequencia ( ) desagua ( ) ambar ( ) impar ( ) eletron ( ) durex ( ) consul ( ) jogueis ( ) vendeis ( ) arco-iris ( ) lotus ( ) álbuns ( ) talvez ( ) propo-lo ( ) vaivens ( ) maciez ( ) eles detem ( ) eles intervem ( ) eles retem ( ) abdomens ( ) da-lo ( ) caido ( ) destrois ( ) reus ( ) politeismo ( ) reuno ( ) faisca ( ) jesuita ( ) fluido (v.) ( ) cairam ( ) saudam

( ) biotipo ( ) vermifugo ( ) fossemos ( ) pancreas ( ) espontaneo ( ) aguo ( ) abajur ( ) sueter ( ) liquen ( ) latex ( ) estencil ( ) estenceis ( ) vendieis ( ) cutis ( ) bauru ( ) fuzil ( ) portugues ( ) burgues ( ) recem ( ) o porque ( ) tu detens ( ) eles provem ( ) ele prove ( ) proton ( ) ele de ( ) construido ( ) construiste ( ) carteis ( ) cafeina ( ) reune ( ) feiura ( ) grauna ( ) proibo ( ) atrai-lo ( ) saudamos

2- Assinale a alternativa que completa corretamente as frases: I- Cada qual faz como melhor lhe ______. II- O que ______ este frasco? III- Neste momento, os teóricos _____ os conceitos. IV- Eles ____ a casa do necessário. a) convém, contém, reveem, proveem b) convém, contêm, revêem, provêm c) convêm, contém, revêm, provêem d) convêm, contêm, revêem, provêem e) convém, contém, revêem, provêem

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( ) pantano ( ) pudico ( ) exodo ( ) aerolito ( ) ponhamos ( ) iamos ( ) necropsia ( ) autopsia ( ) peculio ( ) coroa ( ) enxaguam ( ) arguo ( ) cancer ( ) femur ( ) dolar ( ) impor ( ) polens ( ) ions ( ) cortex ( ) onix ( ) dificil ( ) textil ( ) repteis ( ) texteis ( ) falaveis ( ) usarieis ( ) Parati ( ) juri ( ) onus ( ) orfão ( ) orfãos ( ) fusivel ( ) buque ( ) vende-lo ( ) inglesa ( ) inves ( ) refens ( ) amem ( ) reves ( ) ama-la-iamos ( ) eles plantem ( ) eles tem ( ) ele preve ( )ele cre ( ) que ele prove ( ) eles advem ( ) eletrons ( ) hifen ( ) tres ( ) vez ( ) imbuido ( ) açai ( ) decidi ( ) ele moi ( ) estreia ( ) povareu ( ) ciume ( ) campainha ( ) reuna ( ) reunas ( ) genuino ( ) babuino ( ) viuva ( ) gaucho ( ) prejuizo ( ) uisque ( ) construi-la ( ) ele trai ( ) influiram ( ) eu trai

3- Assinale a alternativa cujas palavras são acentuadas segundo as regras que determinam a acentuação, respectivamente de emergência, caído, época. a) ciência, pastéis, marítimo b) circunstâncias, saúva, ninguém c) espécie, raízes, até d) veterinário, faísca, ótimo e) antagônico, uísque, construído 4- O plural de tem, vem, dê e vê é, respectivamente: a) têm, vêem, dêem, vêm b) tem, vem, dêem, vêem c) têm, vêm, deem, veem d) têem, vêm, dêem, vêm e) tém, vém, deem, veem


5- Comparando-se as palavras diarreia e semeia, podese afirmar que, quanto à tonicidade, o que as diferencia é: a) a tonicidade b) a separação silábica c) o timbre d) a função sintática e) a classificação morfológica

Anotações:

6- Assinale a alternativa em que o acento gráfico das palavras se justifica pela mesma regra de acentuação: a) mês, fôrma, mártir b) crânio, suíço, está c) ninguém, até, água d) constrói, cartéis, escarcéu e) lâmpada, laticínio, táxi 7- Assinale a alternativa correta em ralação à acentuação gráfica, observando a numeração: I- saída, saúde, egoísta II- egoísmo , distribuia, heróico III- recém, refens, Nobél IV- heroína, saude, dsitribuía V- cérebro, epidemia, idéia a) Apenas a numeração I está correta b) Todas as numerações estão corretas c) Nenhuma das numerações está correta d) Somente os números I e V estão corretos e) Somente os números II e IV estão corretos

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MORFOLOGIA FORMAÇÃO DE PALAVRAS 1- A estrutura das palavras Palavra é uma unidade linguística de som e significado que entra na composição dos enunciados da língua. Morfemas são unidades mínimas de significação. Afixos são os morfemas que, somados aos radicais, formam novas palavras. Quando acrescentados antes do radical são chamados de prefixos e, adicionados após o radical, de sufixos. Morfema Lexical gramatical (radical) (afixo) – [prefixo, sufixo] Os morfemas são classificados em lexicais e gramaticais. Os morfemas lexicais fazem referência a seres ou conceitos da realidade objetiva ou subjetiva (Paulo, dia, ar), ou seja, possuem referentes extralinguísticos. Os morfemas gramaticais têm uma significação interna ao sistema linguístico, porque atuam para estabelecer relações entre palavras ou para marcar categorias como gênero, número, modo, pessoa, etc. As desinências são os morfemas que indicam as flexões das palavras variáveis. A vogal temática é um morfema vocálico que se acrescenta a determinados radicais antes das desinências. O conjunto formado por radical + vogal temática recebe o nome de tema. Os temas podem ser nominais e verbais. Mudança de sentido básico: papel, papelada; folha, folhagem; pedra, pedraria; rocha, rochedo; laranja, laranjal; ferro, ferrugem. Mudança de classe gramatical: lembrar (verbo), lembrança (substantivo); trair (verbo), traição (substantivo); úmido (adjetivo), umidade (substantivo); livre (adjetivo), livremente (advérbio). 2- Formação de palavras I Palavras primitivas: radicais Palavras derivadas: radicais + prefixos e/ou sufixos Palavras primitivas são aquelas que não foram formadas a partir de alguma outra já existente na língua. Os radicais

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das palavras primitivas permitem a formação de novas palavras. Exemplos: flor, pedra, fogo, casa. Palavras derivadas são aquelas que se formam a partir de outras palavras da língua, por meio do acréscimo de morfemas derivacionais (prefixos e/ou sufixos). Exemplos: florescer, empedrar, fogaréu, caseiro. Derivação:  Prefixal  Sufixal  Parassintética  Regressiva  Imprópria Derivação é o processo de formação de palavras que se faz a partir do acréscimo, a um radical, de prefixos ou sufixos derivacionais inútil: radical útil + prefixo in-; floreira: radical flor + sufixo -eira. A derivação pode ser prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e imprópria. Derivação prefixal: acrescenta-se um prefixo à palavra primitiva. Essa operação sempre produz alguma alteração no sentido do radical. Ex.: fazer (radical) – des- (prefixo) + fazer = desfazer. Derivação sufixal: acrescenta-se um sufixo à palavra primitiva. Como na derivação prefixal, o acréscimo de um sufixo sempre produz alguma alteração no sentido do radical. Ex.: belo (radical) + -eza (sufixo) = beleza; céu (radical) + -este (sufixo) = celeste; beber (radical) + -icar (sufixo) = bebericar; tranquilo (radical) + -mente (sufixo) = tranquilamente. Temos respectivamente, nos exemplos apresentados, sufixos nominais (que derivam substantivos e adjetivos), sufixo verbal (para derivar verbos) e o sufixo adverbial (para derivar advérbios). Derivação parassintética: ocorre o processo de derivação parassintética sempre que a um determinado radical agregam-se, simultaneamente, um prefixo e um sufixo: en- (prefixo) + raiva (radical) + -ecer (sufixo) = enraivecer; des- (prefixo) + alma (radical) + -do (sufixo) = desalmado.


Derivação regressiva: é definida pela redução na forma fonológica da palavra derivada em relação à forma da palavra primitiva: abalo (de abalar), busca (de buscar), choro (de chorar), alcance (de alcançar), perda (de perder), etc. Derivação imprópria: acontece quando uma palavra muda de classe gramatical sem que sua forma original seja alterada. Transformar palavras de outras classes gramaticais em substantivos é um exemplo de derivação imprópria. Essa transformação é muitas vezes feita pela anteposição de um artigo ou pronome adjetivo ao termo que será substantivado. Exemplos: - O esperto conseguiu se aproveitar da situação. - Não aceito um não como resposta. - O azul do céu é lindo. 3- Formação de palavras II Quando uma palavra resulta da combinação de dois radicais, dizemos que ela é formada pelo processo de composição. A composição por justaposição se define pela combinação de dois (ou mais) radicais que não sofrem alteração na sua forma fonológica (não há mudanças nos fonemas originais e cada radical mantém o seu acento tônico). Composição por justaposição: combinação de radicais sem mudança fonológicaComposição por aglutinação: combinação de radicais com mudança fonológica. A composição por aglutinação é definida pela combinação de dois (ou mais) radicais que sofrem alteração na sua forma fonológica (há mudança nos fonemas originais e no acento tônico dos radicais envolvidos no processo). Ex: outrora (outra + hora), ir embora (em boa hora), pernalta (perna + alta), planalto (plano + alto), aguardente (água + ardente)...

(Fonte: Google imagens contratação de Pato - locopositivo)

Em cada anúncio em evidência, tem-se a criação de um neologismo que, primariamente, seria entendido como composição por justaposição, em que se tem louco + pirose; louco + positivo. O que chama a atenção, talvez por uma tentativa de aglutinação, é a perda da semivogal “-u” no 1º elemento, provavelmente, para acentuar a jogada de marketing de criar uma identidade entre o atleta contratado e a torcida do Corinthians que é conhecida como “um bando de locos”. A redução (ou abreviação) é o processo pelo qual se forma uma nova palavra por eliminação de parte de uma palavra já existente. Ex: refri (refrigerante), pneu (pneumático), play (Playstation), motô (motorista), facu (faculdade), moto (motocileta)... Os empréstimos lexicais são palavras de outras línguas que vão entrando na língua portuguesa através dos tempos. Esses empréstimos têm origem no contato entre as culturas e na influência que uma cultura exerce sobre a outra em vários aspectos do comportamento e da vida social. Ex: lanche, estresse, sanduíche, menu, abajur, garçom, macarrão, estoque, clube, futebol, basquete, trailer, chip, download, link... A palavra neologismo é formada pelos radicais gregos néos, que significa “novo, ou moderno”, e lógos, “palavra, tratado”. Significa, portanto, palavra nova. Ex: piriguéti, valerioduto, mensalão, trairagem, petralhas.

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PREFIXOS GREGOS Prefixo

Sentido

Exemplificação

an- (a-)

privação, negação

anarquia, ateu

aná-

ação ou movimento repetição

anagrama, anáfora

anfi-

de um e outro lado, em torno

anfíbio, anfiteatro

anti-

oposição, ação contrária

antiaéreo, antípoda

apó-

afastamento, separação

apogeu, apóstata

arqui- (arcarque-, arce-)

superioridade

arquiduque, arcanjo arquétipo, arcebispo

catá

movimento de cima para baixo, oposição

catadupa, catacrese

diá- (di-)

movimento através de, afastamento

diagnóstico, diocese

dis-

dificuldade, mau estado

dispnéia, disenteria

ec- (ex-)

movimento para fora

eclipse, êxodo

en- (em-, e-)

posição interior

encéfalo, emplastro, elipse

endo- (-end)

posição interior, movimento para endotérmico, endosmose dentro

epi-

posição superior, movimento para, epiderme, epílogo posterioridade

eu- (ev.)

bem, bom

eufonia, evangelho

hiper-

posição superior, excesso

hipérbole, hipertensão

hipó

posição inferior, escassez

hipodérmico, hipotensão

metá- (met-)

posterioridade, mudança

metacarpo, metátese

pará- (par-)

proximidade, ao lado de

paralogismo, paramnésia

peri-

posição ou movimento em torno

perímetro, perífrase

pró-

posição em frente, anterior

prólogo, prognóstico

sin- (sim-, si-)

simultaneidade, companhia

sinfonia, simpatia, sílaba

Fonte: Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra, Editora Nova Fronteira, 2ª edição.

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PREFIXOS LATINOS Prefixo

Sentido

Exemplificação

ababsa-

afastamento, separação

abdicar, abjurar abster, abstrair amovível, aversão

ada- (ar-, as-)

aproximação, direção

adjunto, adventício abeirar, arribar, assentir

ante-

anterioridade

antebraço, antepor

Circum(circun-)

movimento em torno

circum-adjacente, circunvagar

cis-

posição aquém

cisalpino, cisplatino

com- (com-) co- (cor.)

contiguidade, companhia

compor, conter cooperar, corroborar

contra-

oposição, ação conjunta

contradizer, contra-selar

de-

movimento de cima para baixo

decair, decrescer

des-

separação, ação contrária

desviar, desfazer

separação, movimento para diversos lados, negação

dissidente, distender dilacerar, dirimir

entre-

posição intermediária

entreabrir, entrelinha

exese-

movimento para fora, estado anterior

exportar, extrair escorrer, estender emigrar; evadir

extra-

posição exterior (fora de)

extra-oficial, extraviar

in- (im-) i- (ir-) em- (em-)

movimento para dentro

ingerir, impedir imigrar, irromper embarcar, enterrar

in- (im-) i- (ir-)

negação, privação

inativo, impermeável ilegal, irrestrito

intra-

posição interior

intradorso, intravenoso

disdi- (dir-)

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intro-

movimento para dentro

introversão, intrometer

justa-

posição ao lado

justapor, justalinear

obo-

posição em frente, oposição

objeto, obstáculo ocorrer, opor

per-

movimento através

percorrer, perfurar

pos-

posterioridade

pospor, postônico

pre-

anterioridade

prefácio, pretônico

pro-

movimento para a frente

progresso, prosseguir

re-

movimento para trás, repetição

refluir, refazer

retro-

movimento mais para trás

retroceder, retrospectivo

sotosota-

posição inferior

soto-mestre, sotopor sota-vento, sota-voga

sobsosubsussu-

movimento de baixo para cima, inferioridade

sobestar, sobpor soerguer, soterrar subir, subalterno suspender, suster suceder, supor

sobresuper-

posição em cima, excesso

sobrepor, sobrecarga superpor, superpovoado

supra-

posição acima, excesso

supradito, supra-sumo

trans-

movimento para além de, posição transpor, transalpino além de

trástresultra-

posição além do limite

trasladar, traspassar tresvariar, tresmalhar ultrapassar, ultra-som

vicevis(vizo-)

substituição, em lugar de

vice-reitor, vice-cônsul visconde, vizo-rei

Fonte: Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra, Editora Nova Fronteira, 2ª edição.

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SUFIXOS Os sufixos são capazes de modificar o significado e, principalmente, a categoria gramatical dos radicais aos quais são agregados. Os sufixos, em língua portuguesa, são de origem variada, mas a maioria é de origem latina. Podem ser nominais (formam substantivos e adjetivos), verbais (formam verbos) e adverbiais (formam advérbios). Veja alguns sufixos no quadro a seguir: Sufixos

Sufixos que indicam aumentativo

Sufixos que indicam diminutivo

Sufixos que indicam profissão

Sufixos que indicam lugar

Exemplos

-aça, -aço, uça

barcaça, ricaço, dentuça

-alha, -alhão

Fornalha, grandalhão, brincalhão

-anzil

corpanzil

-ão, -eirão, -(z)arrão

casarão, latão, caldeirão, vozeirão, boqueirão, homenzarrão

-áreu

povaréu, fogaréu, mundaréu

-arra, -orra

bocarra, cabeçorra, naviarra

-ázio

copázio

-acho, -icha, -ucha

riacho, barbicha, papelucho, gorducho

-ebre

casebre

-ejo

vilarejo, lugarejo

-acho, -icha, -ucha

riacho, barbicha, papelucho, gorducho

-ebre

casebre

-ejo

vilarejo, lugarejo

-eto, -eta

poemeto, saleta

-ico, -eco, -eca

burrico, livreco, soneca, padreco

-inha, -inho, -zinho, - zinha

casinha, lapisinho, papelzinho, mãozinha

-isco

chuvisco

-ote

filhote

-ulo, -culo, -cula

glóbulo, grânulo, versículo, partícula

-ão

escrivão

-ário

bibliotecário

-dor

vendedor

-eiro

jornaleiro

-ista

dentista

-tor

tradutor

-aria

padaria, confeitaria

-ato

orfanato

-ia

academia

-mento

acampamento

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Sufixos que indicam nacionalidade

Sufixos que indicam coleção

Sufixos utilizados na formação de verbos

Sufixo utilizado na formação de advérbio

-tério

batistério

-tório

dormitório

-ano

pernambucano

-ão

alemão

-eiro

mineiro

-ense

paranaense

-ês

francês, chinês

-eu

europeu

-ada

boiada

-al

milharal, cafezal

-ama, -eme

dinheirama, enxame

-edo

arvoredo

-eiro

formigueiro

-ear

espernear, folhear

-ejar

festejar, gotejar

-entar

amamentar

-icar

bebericar

-iscar

rabiscar

-ecer, -escer

entardecer, florescer

-izar

utilizar, conscientizar

-itar

saltitar

-mente (é o único sufixo adverbial)

vagarosamente, rapidamente, felizmente, propriamente

Fonte: Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra, Editora Nova Fronteira, 2ª edição.

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EXERCÍCIO EXPLICATIVO 1- Aponte a palavra primitiva (quando possível) dos vocábulos abaixo e explique seu processo de formação: a) amigas b) cantássemos c) felizmente d) indecente e) desrespeitoso f) entardecer g) perfumar h) plantação i) canto j) fuga 2- Forme substantivos a partir das palavras abaixo: 1) global ________________ 2) consciente ________________ 3) arrepender ________________ 4) perder ________________ 5) lavar ________________ 6) cruel ________________ 7) escuro ________________ 8) orar ________________ 9) deter ________________ 10) altivo ________________ 11) áspero ________________ 12) calvo ________________ 13) quieto ________________ 14) processar _____________ 15) viajar _____________ 16) romântico _____________ 17) obedecer _____________ 18) crer _____________ 19) branco _____________ 3- Forme adjetivos a partir das palavras abaixo: 1) ambição ________________ 2) cantar ________________ 3) atrair ________________ 4) injetar ________________ 5) prometer _______________ 6) comprometer________________ 7) angústia ________________ 8) requinte ________________ 9) burgo ________________ 10) campo ________________

11) escola 12) áudio 13) ouro 14) água

________________ ________________ ________________ ________________

4- Forme parassintéticos verbais que tenham por base os nomes seguintes: 1) terra ________________ 2) sócio ________________ 3) pedra ________________ 4) tímido________________ 5) pálido________________ 6) papel ________________ 7) caixa ________________ 8) pedaço ________________ 9) pobre ________________ 10) grande________________ 11) velho ________________ 12) parede________________

EXERCÍCIOS 1- Assinale a alternativa errada com relação à análise mórfica da palavra desonrosa: a) O radical é onr b) O sufixo é rosa c) O prefixo é des d) O a final é desinência de gênero e) A palavra possui prefixo e sufixo 2- Indique a alternativa que contenha palavras formadas exclusivamente por derivação sufixal: a) irreal, magreza, incerto, desgraçado b) deslealdade, dentada, indignidade, transpor c) altura, copázio, realismo, acidez d) artista, anoitecer, temido, incapaz e) anormal, romantismo, conquistense, endividado 3- Indique a alternativa que contenha palavras formadas exclusivamente de composição por aglutinação: a) cata-vento, rodapé, petróleo b) pernalta, lobisomem, vinagre c) girassol, cabisbaixo, pernilongo d) Santana, fidalgo, obra-prima e) embora, guarda-roupa, outrora

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4- Indique a incorreta quanto à análise mórfica: a) arrozal – derivação sufixal b) bambuzal – derivação sufixal c) gasômetro – vogal de ligação d) flor – radical e) irreal – derivação prefixal 5- Indique a correta quanto à análise mórfica: a) bolas – as (vogal temática) b) sofá – á (vogal temática) c) incapaz – radical d) garotas – a (desinência de gênero), s (desinência de número) e) paulada – pau (radical), lada (sufixo) f) 6- Onde não há elemento de ligação? a) cafeteira b) capinzal c) pezinho d) lapisinho e) gasômetro

11- Assinale a alternativa em que o elemento mórfico em destaque está corretamente analisado: a) partiremos (-mos) desinência de futuro do indicativo b) falassem (-sse-) desinência de segunda pessoa do plural c) menina (-a) desinência nominal de gênero d) louvaste (-a-) vogal de ligação e) vender (-e-) desinência modo-temporal

12- Nos vocábulos: infeliz, cozinheiro, milharal e amanhecer, temos, respectivamente: a) prefixo, sufixo, prefixo, prefixo + sufixo b) prefixo, sufixo, sufixo, prefixo + sufixo c) sufixo, prefixo, prefixo, sufixo d) prefixo + sufixo, prefixo, sufixo, sufixo e) sufixo, sufixo, prefixo + sufixo, prefixo

7- Sociologia, homem-mosca e foto formam-se, respectivamente, pelo processo de: a) hibridismo – derivação imprópria – redução b) hibridismo – derivação regressiva – sigla c) derivação regressiva – hibridismo – redução d) onomatopeia – derivação imprópria – redução e) derivação imprópria – hibridismo – redução

13- Ao processo de composição em que são unidas duas ou mais palavras (ou radicais) sem lhes alterar a estrutura, dá-se o nome de: a) Aglutinação b) Redução c) Justaposição d) Parassíntese e) Prefixação e sufixação

8- Dentre as alternativas, assinale aquela em que ocorre prefixo que dá ideia de negação: a) impune b) pressupor c) importar d) refazer e) extração

14- Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação: a) readquirir, predestinado, propor b) irregular, amoral, demover c) remeter, conter, antegozar d) cotizar, deter, antever e) prever, indiferença, anteposto

9- Assinale a opção em que ocorre prefixo que dá ideia de movimento para fora: a) decair b) irregular c) exportar d) prever e) reavaliar

15- O embarque dos passageiros será feito no aterro. Os dois termos destacados representam, respectivamente, casos de: a) formação regressiva e formação regressiva b) conversão e formação regressiva c) formação regressiva e conversão d) derivação prefixal e palavra primitiva e) justaposição e aglutinação

10- As palavras passatempo e embora são formadas, respectivamente, por: a) justaposição e aglutinação b) hibridismo e redução c) derivação regressiva e composição

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d) composição e derivação regressiva e) justaposição e derivação sufixal


Texto para as questões de 1 a 3 Impostômetro alcança R$ 1 trilhão quarta-feira 27/08/2012 às 11h43 O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) alcançará R$ 1 trilhão em impostos federais, estaduais e municipais pagos por todos os brasileiros desde 1º de janeiro deste ano, quarta-feira (29), às 16h30. A marca será atingida 15 dias antes na comparação com 2011. Para marcar a chegada precoce de mais um R$ 1 trilhão, um caminhão com o Impostômetro - que percorreu 10 cidades do Estado desde o dia 9 de agosto – rodará na véspera da virada pelas principais ruas e avenidas da capital, para que a população veja o quanto todos os brasileiros juntos e também exclusivamente os paulistanos pagaram de impostos este ano. O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, aposta na ação como uma alavanca para a conscientização das pessoas em relação ao excesso de impostos pagos no Brasil. “O momento é de conscientizar e mobilizar a população. O Impostômetro alcançará R$ 1 trilhão com 15 dias de antecedência em relação ao ano passado, o que mostra que a arrecadação não para de crescer. Somos pagadores de impostos e temos que saber para onde vai o nosso dinheiro. É preciso exigir o bom uso do dinheiro público”, disse.

2- Sobre o título do texto é correto afirmar: a) Apresenta o uso de um neologismo que tem o sufixo como marca indicadora de sua função. b) A parte “–metro” da palavra impostômetro identifica o sentido principal dessa palavra, uma vez que aponta sua raiz semântica. c) A palavra impostômetro exemplifica, no Português, a falta de capacidade dos morfemas se combinarem a fim de formarem novos vocábulos. d) A inovação transmitida pelo vocábulo eleva o valor de neologismo a partir do uso do seu prefixo. 3- “O momento é de conscientizar e mobilizar a população. O Impostômetro alcançará R$ 1 trilhão com 15 dias de antecedência em relação ao ano passado, o que mostra que a arrecadação não para de crescer. Somos pagadores de impostos e temos que saber para onde vai o nosso dinheiro. É preciso exigir o bom uso do dinheiro público”. A partir da leitura do fragmento em evidência, percebe-se um tom de: a) Indignação frente aos problemas do país. b) Ufanismo em relação à marca alcançada. c) Indiferença por parte da população sobre o problema. d) Desaprovação da forma como o dinheiro é investido no país. e) Desconfiança do destino dado à arrecadação.

http://www.jb.com.br/economia/noticias/2012/08/27/impostometroalcanca-r-1-trilhao-quarta-feira/

1- Sobre o texto é incorreto afirmar: a) O elemento principal noticiado é visto como ferramenta capaz de mudar o senso crítico da sociedade. b) O texto noticia um fato de ocorrência única na história do país, o que faz com que a temática em evidência se eleve mais. c) A marca alcançada pelo índice em evidência indica que a arrecadação anunciada já ultrapassa o mesmo período do ano anterior. d) As palavras “Estado” e “capital” – no segundo parágrafo – referenciam-se a um lugar específico que é facilmente identificável pelo contexto de leitura. e) O fato noticiado aponta um entrave ao contexto econômico da população.

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MORFOLOGIA CLASSES DE PALAVRAS

O numeral dá ao substantivo uma idéia de quantidade. Essa idéia deve ser tão exata que seja possível representála através de um algarismo. Trouxe para Larissa doze rosas. Fui o primeiro colocado do concurso anual. Preciso ainda de meio ponto para passar de ano direto. Trouxe uma dúzia de rosas. Fui o primeiro do concurso anual. Preciso de poucos pontos para passar de ano direto. d) Pronomes – Explicações iniciais

Grupo ou sintagma nominal É formado por cinco tipos - ou classes - de palavras: substantivo, artigo, adjetivo, numeral e pronome.

O pronome, por definição, é a palavra que acompanha o substantivo (pronome adjetivo) ou o substitui (pronome substantivo).

a) Substantivo e artigo

Ele não sabia onde havia deixado seus discos novos.

Substantivo é a palavra que dá nome a todas as coisas, seres, ações ou elementos. Pode ser facilmente reconhecido pelo fato de sempre aceitar diante de si um artigo. Artigo, por sua vez, é a palavra que determina ou indetermina o substantivo.

O grupo ou sintagma verbal

O livro que o professor indicou já pode ser encontrado em todas as livrarias. Política é um assunto geralmente abordado em debates de Redação. Jamais aceite um não como resposta. Henrique sempre foi considerado o bonitão da sala. b) Adjetivo – Termos caracterizadores O adjetivo é a palavra que caracteriza, especifica ou singulariza o substantivo. Ganhei uma calça nova. Ganhei uma calça marrom. Ganhei uma calça de pregas. Ganhei uma calça que está na moda. Um grupo de palavras, que desempenha o mesmo papel do adjetivo, recebe o nome de LOCUÇÃO ADJETIVA (de pregas, por exemplo). Além disso, se neste grupo houver um verbo, teremos uma oração adjetiva (que está na moda, por exemplo). c) Numeral

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É tomado basicamente por dois tipos – ou classes – de palavras: o verbo e o advérbio. O orador começou o discurso apressadamente. O orador começou o discurso às pressas. O orador começou o discurso assim que a platéia acomodou-se. A febre da criança mostrou-se muito alta. A criança estava muito mal. Grupo ou sintagma verbal Verbo é a palavra que exprime ação, estado ou fenômeno da natureza e admite variação de tempo, modo número, pessoa e voz. Ex: andar, ando, andei, andarás, andavam... O verbo, como núcleo do Grupo verbal é modificado pelo Advérbio, para imprimir-lhe determinada(s) circunstância(s). Ex: Os turistas chegaram aqui (lugar) ontem (tempo) tranquilamente (modo). Além do verbo, um advérbio pode modificar ainda um adjetivo ou um próprio advérbio, como mostram respectivamente os exemplos abaixo: João está bastante entusiasmado com o projeto. Maria canta muito mal.


Existem ainda, fazendo parte do sintagma verbal, as locuções adverbiais, que são nada mais do que expressões compostas (duas ou mais palavras) com a mesma natureza morfológica de um advérbio. Ex; Os turistas chegaram à cidade (lugar) de manhã (tempo) com muita tranquilidade (modo). Outras classes de palavras Preposição é a palavra que liga duas outras numa oração ou expressão. 1) Preposições simples ou essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Ex: Vim de casa; Fui a São Paulo, Redação sem erros... 2) Preposições acidentais: palavras de outras classes, funcionando, em certas circunstâncias, como preposição. Ex: Tenho que sair. Outras: conforme, segundo, como, salvo, fora, mediante, durante etc. 3) Locuções prepositivas: grupo de palavras que funcionam como preposição. Terminam sempre por uma preposição simples, tais como: à frente de, à espera de, a fim de, à beira de, graças a, de acordo com, à procura de etc. Conjunção é a palavra que liga duas orações, que podem ser: 1) Coordenativas: ligam orações coordenadas. 2) Subordinativas: ligam uma oração subordinada à sua principal. Ex: Entrei e fechei a porta. (conjunção coordenativa) Sei que ela voltará. (conjunção subordinativa) A conjunção, em certos casos, liga duas palavras. Ex: Paulo e Antônio estudam muito. Obs: Veremos com mais detalhes as conjunções, quando estudarmos classificação das orações. Interjeição é a palavra exclamativa com que traduzimos espontaneamente nossas emoções. Ex: Ui! Puxa! Epa! Bis!

PALAVRAS DENOTATIVAS

Cabe fazer aqui um breve comentário a respeito das palavras denotativas. Estas não podem ser confundidas com os advérbios e são indicadoras de exclusão, inclusão, realce, designação, retificação e limite. Confira: Inclusão: até, inclusive, mesmo, também etc.: Todos podem falhar, até você. A família sente, os amigos sentem também, saudades de suas traquinagens. Exclusão: apenas, salvo, senão, só, exceto etc.: Todos podem falar, exceto você. Salvo Larissa, todos sentem traquinagens.

saudades

de

suas

Designação: eis: Eis a mulher da história de Jorge Amado. Realce: cá, lá, é que, só etc.: Eu cá tenho minhas razões para desconfiar dele. Os contos da década de 30 é que eram de pôr suspensório em cobra. Retificação: aliás, ou antes, isto é, ou melhor etc.: Escute um pouco, aliás: ouça. Sinto que ela não me ama mais, ou melhor: que nunca me amou. Limite: apenas, somente, só, até etc.: Só um homem retornou da festa lúcido. Caminharemos até a Avenida Manoel Dias.

EXERCÍCIOS 1- Relacione corretamente as colunas de acordo com a classificação das palavras em destaque das frases a seguir: (1) Dá nome a um ser ou coisa (2) Dá nome a um sentimento, sensação ou ação (3) Qualifica algo (4) Acompanha o nome (5) Substitui ou representa o nome (6) Especifica o nome

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(7) Generaliza o nome, dando-lhe caráter impreciso (8) Indica quantidade exata (9) Indica quantidade indeterminada 1) ( 2) ( 3) ( 4) ( 5) ( 6) ( 7) ( 8) ( 9) ( 10) 11) 12) 13) 14) 15) 16) 17)

) Todos o achavam insipiente para o cargo. ) Indignava-se contra o setor burocrático da repartição. ) Demonstrava uma aversão por tudo que o desequilibrava. ) A caminhada ou a corrida matutina ajuda na prevenção do diabetes. ) O político tinha medo da cela. ) Os juízes condenaram os réus. ) Jéssica estava muito alegre na festa. ) Ela se divertiu muito com os convidados. ) Seus convidados se divertiram muito, Jéssica. ( ) ( ) Muitos políticos roubam do país, outros, porém, mostram-se honestos. ( ) Romário falou que, quando nasceu, Papai do céu apontou o dedo e disse: “Esse é o cara”. ( ) ( ) Ao chegarem à sala um e outro discutiam sobre o trabalho da professora. ( ) Dos dez amigos que tinha na infância, um se fez solidário à situação ruim em que se encontrava. ( ) Os alunos precisavam de uma professora que desse aula de Física. ( ) Dos vários manifestantes na passeata, apenas um atirou objetos na polícia. ( ) Havia bastantes problemas para resolver. ( ) Poucos estudantes foram reprovados.

2- Continue relacionando corretamente as colunas: (1) Expressa ação ou estado. (2)Expressa circunstância na frase. (3) Indica qualidade de um nome (4) Acompanha o nome. (5) Elemento de ligação entre ideias. (6) Elemento de ligação entre palavras. (7) Expressa sentimento ou sensação 1) ( 2) ( 3) ( 4) ( 5) ( 6) ( 7) ( 8) ( 9) (

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) A empresa depositou o dinheiro na conta dos trabalhadores. ) Tudo é só alegria. ) ( ) Clara estudou muito para a prova. ) ( ) Daniel se mostrou bastante esforçado no vestibular ) ( ) Daniel se saiu espantosamente bem. ) Muito esbravejou e pouco foi ouvido. ) Bastantes atletas se preparam para as próximas olimpíadas. ) A camisa do Barcelona é cara. ) A camisa do Barcelona é muito cara.

10) ( ) O estagiário digitava muitíssimo mal na empresa. 11) ( ) Nossa! Que ótima promoção, gente! 12) ( ) Os desabrigados precisavam de ajuda governamental. 13) ( ) Oh! Que coisa extraordinária! 14) ( ) Os brasileiros não têm confiado nos políticos. 15) ( ) Não fomos ao shopping, pois chovia bastante. 16) ( ) Jerônimo trabalhava, e não prosperava. 3- Coloque (1) para locução adjetiva e (2) para locução adverbial: 1) ( ) Os alunos já saíam de casa. 2) ( ) Todos fomos ao shopping ontem. 3) ( ) O eclipse do sol era magnífico. 4) ( ) Aquele cidadão é louco de pedra. 5) ( ) A bailarina era linda de morrer. 6) ( ) O policial era duro de matar. 7) ( ) Raios de prata amorteciam com suavidade o verde das águas. 8) ( ) Os moradores do bairro reivindicaram melhorias. 9) ( ) A capital da Bahia quer inaugurar o metrô. 10) ( ) ( ) O centro da cidade estava lotado de turistas que vinham dos lugares mais longínquos. 4- Coloque (1) para oração substantiva, (2) para oração adjetiva e (3) para oração adverbial. 1) ( ) Esperamos que tudo saia bem. 2) ( ) A escola precisava que todos se fizessem presentes. 3) ( ) O funcionário que fez greve foi demitido. 4) ( ) Os países que emergiram nos últimos anos possuem maior visibilidade internacional. 5) ( ) Os operários entravam na fábrica assim que amanhecia. 6) ( ) Os baderneiros sumiram quando a sirene tocou. 7) ( ) Queremos que vocês passem na prova. 8) ( ) Os alunos que demonstraram esforço passaram no concurso da prefeitura. 9) ( ) O funcionário não chegou no horário porque o carro dele quebrou na avenida. 10) ( ) São mais confiáveis os produtos que têm longa durabilidade. 11) ( ) Dos alunos da sala, só chamei os que eram mais disciplinados. 12) ( ) Luísa demonstrava ser inteligente tal qual o pai. 13) ( ) Aquele aluno se esforçou tanto que passou no concurso em primeiro lugar.


5- Dê a classificação morfológica e o possível sentido das palavras em destaque nas frases a seguir: 1) Tal fato não preocupa a Diretoria. 2) Não acreditamos em proposta tal. 3) A imprensa noticiou que certos ministros estão sob investigação Federal. 4) A presidente Dilma espera nomear a pessoa certa para a vaga de Ministro. 5) Todos ficaram surpresos, pois semelhante caso nunca houve na história. 6) Pelo bom desempenho na Câmara, todos os colegas admitiram que nunca existiu deputado semelhante na política brasileira. 7) Bastantes pessoas estiveram na posse do prefeito. 8) A empresa contratou pessoas bastantes para os cargos desejados. 9) Todos ficaram bastante decepcionados com o resultado do jogo. 10) Onde estão as chaves da casa? 11) Moro num bairro onde não passa ônibus. 12) Os estagiários se saíram mal no primeiro teste da empresa. 13) Mal começou o ano, já existem muitos trabalhos a serem feitos no colégio. 14) Ela ficou só na festa. 15) Só ela veio, ninguém mais. 16) O todo sem a parte não é todo. 17) Todo homem é igual perante a lei. 18) Estudou a tarde toda. 19) A presidente ficou todo irritada com as declarações infelizes do seu ministro. 20) Ela é toda boa, ai, ai, ela é toda boa. 21) A Comunidade Internacional está meio desconfiada das intenções iranianas com o enriquecimento do urânio. 22) Só tomei meia garrafa de vinho. 23) O meio da sala era o lugar mais disputado pelos colegas. 24) Ainda que doa, diga somente a verdade. 25) Com toda desconfiança, ele foi ainda mais longe do que se esperava. 26) Ainda não se resolveu o impasse da construção do prédio. 27) Especializamo-nos na área de tecnologia. Podemos, então, candidatarmo-nos ao status de nação desenvolvida. 28) A janela estava aberta e tudo estava em silêncio. Surgiu então o invasor. 6- Marque corretamente a Loteca abaixo: Jogo I

1. Falou novamente em tom mais alto. 2. Alto não falei por estar afônico. 3. Mais sorte tem o defunto. 4. Muito tempo se passou. 5. Como são belos os dias da juventude!. 6. Como segurava a boca do saco, Fabiano não pôde reagir. 7. Ele será o mais rico, ou melhor, o mais estabilizado dos herdeiros. 8. Essa é que é a verdade, meu povo. 9. Todos faltaram, inclusive Tiago. 10. O bem que menos custa; custa a saudade que deixa. 11. 11.Embora não fosse professor, deu aulas maravilhosas.. 12. Amo tudo quanto me rodeia. 13. Musa, chora e chora tanto, que o pavilhão se lave no teu pranto. 1

advérbio

conjunção

adjetivo

2

advérbio

outra

adjetivo

3 4

pronome advérbio

advérbio pronome

numeral outra

5

interjeição

advérbio

adjetivo

6 7

pronome conjunção

advérbio advérbio

conjunção expressão denotativa

8

adjetivo

Expressão de realce

advérbio

9

Palavra denotativa

pronome

advérbio

10 11 12

substantivo conjunção Locução pronominal

adjetivo advérbio advérbio

advérbio adjetivo Locução adjetiva

13

adjetivo

conjunção

advérbio

7- Coloque (1) para as frases corretamente elaboradas e (2) para as que apresentarem algum problema: 1) ( ) Bastantes alunos fizeram a atividade. 2) ( ) Pessoas várias frequentavam o festival. 3) ( ) A empresa contratou pessoas bastantes para as funções. 4) ( ) As alunas estavam menas apreensivas. 5) ( ) Depois de limpar meia casa a diarista ficou meia cansada.

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6) ( ) A presidente ficou todo irritada com as declarações infelizes do seu ministro. 7) ( ) Os guardas permaneciam alertas durante a noite. 8) ( ) Só coloque duzentas gramas de mortadela. 9) ( ) As motos custaram caras para a empresa. 10) ( ) As casas foram baratas naquele feirão. 11) ( ) É proibido entrada de pessoas não autorizadas. 12) ( ) Sopa é boa. 13) ( ) Duzentos gramas de queijo ralado é suficiente.

EXERCÍCIOS ADICIONAIS (UNIFENAS 2011) “Quanto me custa, senhora, tamanha dor suportar, quando me ponho a lembrar o que penei desde a hora em que, formosa, vos vi; e todo este mal sofri só por vos amar, senhora. Desde o momento, senhora, em que vos ouvi falar, não tive senão pesar; cada dia e cada hora mais tristezas conheci; e todo este mal sofri só por vos amar, senhora. Devíeis ter dó, senhora, do meu profundo pesar, de minha mágoa sem par, porque já sabeis agora o que muito padeci; e todo este mal sofri só por vos amar, senhora..” cantiga de amor atribuída a D. Dinis (1261-1325), rei de Portugal e fundador da Universidade de Lisboa (transferida depois para Coimbra). 1- Assinale a alternativa que encerra informação incorreta sobre os aspectos destacados da cantiga de D. Dinis. a) Nos versos “mais tristezas conheci” e “o que muito padeci”, destacaram-se elementos com a mesma classificação morfológica. b) Em “...o / que penei desde a hora / em que, formosa, vos vi; / e todo este mal sofri...”, todos os termos destacados exercem a mesma função sintática.

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c) “Tende dó, senhora...” Esse é o resultado correto caso o autor houvesse usado o imperativo, mantendo o mesmo tratamento. d) O acento gráfico do vocábulo destacado em “de minha mágoa sem par” também se repete, pela mesma razão, em todos os da seguinte série: bilíngue, calvície, amêndoa, côdea, pônei, idôneo, eficácia, delírio. e) A palavra destacada em “todo este mal sofri” preencherá, sem nenhuma alteração gráfica, todas as lacunas do seguinte período: “___chegou à sala, sentiu-se ___. Na verdade, estava apenas ___-humorado porque haviam falado ___dele.” 2- Numere os parênteses de acordo com o seguinte esquema: (1) Masculino (2) Feminino (3) Comum de dois (4) Sobrecomum (5) Epiceno 1) ( 2) ( 3) ( 4) ( 5) ( 6) ( 7) ( 8) ( 9) ( 10) (

) testemunha, vítima ) colegial, selvagem ) infante, pulôver ) espírita, personagem ) cônjuge, criatura ) análise, aguardente ) tartaruga, formiga ) ajudante, pianista ) zangão, elefante ) onça, sabiá

3- Complete com o artigo O ou A de acordo com o gênero: 01. 02. 03. 04. 05. 06. 07. 08. 09. 10.

_____ telefonema _____ dinamite _____ eclipse _____ elipse _____ omoplata _____ formicida _____ saca-rolha _____ trema _____ sósia _____ epígrafe

_____ suéter _____ cal _____ clã _____ derme _____ faringe _____ lança-perfume _____ tapa _____ hematoma _____ milhar _____ libido

4- Complete as frases abaixo com o artigo definido conveniente: 01. N___ capital, as grandes empresas aumentam ____ capital mais rapidamente. 02. Foi _____ cabeça do movimento, embora tenha sido ferido n____ cabeça.


03. _____ cura desta igreja contribuiu para _____ cura de muitos fiéis. 04. _____ moral da história aumentou _____ moral da turma. 05. Lá contratei _____ língua indicado, que falava muito bem _____ língua alemã. 06. _____ guarda foi expulso d____ guarda do presidente. 07. Quebrou-se _____ lente dos óculos d_____ lente de Português. 08. _____ caixa estava nervoso atrás d_____ caixaregistradora. 09. N_____ rádio da sala somente se ouvia ______ rádio Nacional. 10. _____ lotação estava com _____ lotação esgotada. 5- Assinale, em cada questão, a única palavra terminada em ÃO cujo plural é destoante das demais: 01. a) cidadão b) bênção c) pagão d) pagão e) zangão 02. a) escrivão b) tabelião c) peão d) capitão e) alemão 03. a) grão b) formão c) coração d) melão e) balão 04. a) vulcão b) irmão c) questão d) razão e) botão

05. a) órgão b) órfão c) sótão d) mamão e) concidadão 6- Coloque no plural os compostos abaixo: 01. 02. 03. 04. 05. 06. 07. 08. 09. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26.

terça-feira feira-livre primeiro-ministro homem-macaco operário-padrão banana-maçã peixe-espada salário-família cirurgião-dentista pé-de-moleque joão-de-barro guarda-noturno guarda-roupa beija-flor perde-ganha alto-falante grã-duquesa ex-reitor toque-toque tique-taque o campus da universidade pacto luso-franco-brasileiro torcedor rubro-negro azulejo azul-piscina pessoa surda-muda camisa azul-celeste

7- Complete as frases abaixo com os adjetivos entre parênteses no grau comparativo de superioridade. 01. Sua casa é _________________________ do que a minha (GRANDE) 02. Sua casa é ___________________________ do que moderna. (GRANDE) 03. Este cãozinho é ___________________________ que um leão. (MAU) 04. Este cãozinho é ___________________________ do que fedorento. (MAU) 05. Estes problemas são _______________________ do que desagradáveis. (PEQUENO)

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8- Dê o superlativo absoluto sintético dos adjetivos: 01. Inimigo 02. Incrível 03. Provável 04. Geral 05. Negro 06. Frio 07. Magro 08. Livre 09. Pessoal 10. Audaz 9- Escreva, no espaço em branco, o adjetivo correspondente às expressões destacadas: 1. Carta do bispo 2. Bênção do papa 3. Problemas da cidade 4. Poderio de guerra 5. Golpe de morte 6. Funcionário sem aptidão 7. Água com enxofre 8. Águas dos rios 9. Índices de chuva 10. Soldado de chumbo 11. Atitudes de criança 12. Testemunha de vista 13. Taças de prata 14. Clima de inverno 15. Chuvas de verão 16. Visão do sonho 17. Lesão do pulmão 18. Transplante dos rins 19. Medicamento na veia 20. Indenização de caráter obrigatório 21. Linguagem que não se escreve 10- O segmento “estamos tão envolvidos” equivale a “temos tanto envolvimento”; o item em que essa equivalência é dada de forma incorreta é: 1. Inimigo xc A vida era mais segura – tinha mais segurança 2. Incrível Valores eram mais respeitados – tinham mais respeito 3. Provável Eles eram bem mais comunicativos – tinham mais comunicação 4. O ato der matar não era reprovado – não tinha reprovação 5. A violência era mais intensa – acontecia mais intensamente

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11- O adjetivo Vingativo corresponde ao substantivo vingança, assim como: a) Matar corresponde à morte b) Violento corresponde à violência c) Tempestade corresponde a tempo d) Religiosidade corresponde à religião e) Parentela corresponde a parente 12- Marque a alternativa que apresenta erroneamente a flexão de gênero do substantivo entre parênteses: a) A amazona lutava muito bem no combate. (cavaleiro) b) A viscondessa esteve presente no baile. (visconde) c) A freira rezava todas as manhãs. (frei) d) Ninguém conseguiu prender a ladra do assalto. (ladrão) e) A nora discutia com a sogra. (genro) 13- Marque a alternativa que apresenta erro no plural do substantivo composto: a) guarda-louças, quintas-feiras, frutas-pão, abaixoassinados b) os arco-íris, pés-de-moleque, troca-tintas, mangas-rosa c) altos-falantes, amas-de-leite, boias-fria, primeirosministros d) bem-te-vis, guardas-civis, toque-toques, grã-duquesas e) taxis-aéreos, más-línguas, criados-mudos, grão-mestres 14- Marque a alternativa que apresenta, pela ordem, o grau erudito dos substantivos beiço, boca e corpo a) beiçola, bocarra, corpanzil b) beição, bocão, corpão c) beiçalha, bocona, corpão d) beiçola, boqueirão, corpão e) beiçola, bocão, corpanzil 15- Leia: I- Na transmissão de um jogo do Real Madrid, o comentarista disse: “Esse Cristiano Ronaldo é um belo jogador”. II- Durante um programa de auditório, uma apresentadora disse: “Cristiano Ronaldo é um jogador muito belo”. De posse da interpretação das duas frases, é correto afirmar: a) O que faz com que a interpretação das falas seja diferente é a colocação do substantivo Cristiano Ronaldo. b) Embora façam uso da mesma palavra como qualidade atribuída a Cristiano Ronaldo, o sentido das frases é


diferente, graças ao posicionamento do adjetivo em cada uma delas. c) Pode-se dizer que, em ambas as frases, o sentido será o mesmo, embora haja uma sutil mudança no posicionamento das palavras em cada fragmento. d) O elemento que faz com que haja semelhança de sentido entre as falas é a palavra belo, que, em ambas, corresponde ao substantivo beleza. e) O que faz com que exista diferença de sentido entre as falas é o contexto em que foram utilizadas: programa de auditório e programa esportivo; independentemente das palavras usadas.

Anotações:

16- A frase que não apresenta qualquer flexão de grau é: a) Aquela rua é muito perigosa. b) Tomei um café amaríssimo. c) Por conta da crise, o banco emitiu juros mais altos do que os do ano passado. d) O indivíduo, por estar alcoolizado, atropelou muitos pedestres no centro. e) As rodovias do país estão pouco conservadas. 17- Marque a alternativa que apresenta uma frase corretamente escrita: a) João é mais grande que o irmão. b) Joaquim é maior que inteligente. c) Esta casa está mais bem arejada que reformada. d) Aquele apartamento está mais pequeno do que este. e) O clima daqui mais ruim do que o de Jequié. 18- As expressões destacadas em: “carta do bispo”; “chuvas de verão”; “voz de prata”; “navegação dos lagos” correspondem, pela ordem a: a) episcopal, veraneias, prateada, lagosta b) episcopal, estivais, argêntea, lacustre c) bispal, estivais, prateada, lacustre d) bispal, veraneias, argêntea, lacustre e) episcopal, torrenciais, argentinas, lacustre 19- Assinale a alternativa que se apresenta corretamente: a) Vários guardas-civis fizeram a segurança das pessoas surdas-mudas no Congresso. b) Na história que li, havia duas mulas-sem-cabeças que vestiam camisas amarelas- ouros. c) Vários primeiro-ministros da Europa não concordaram os abaixos-assinados propostos. d) Os guardas-federais vestiam fardas azul-marinhos. e) Os alunos vestiam roupas com coletes amarelo-ouros e chapéus cor de rosas.

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PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO 1- Correlacione as colunas conforme o valor circunstancial que a preposição expressa: 01. O gás chegava ao fogão pela tubulação. 02. Lutamos por este amor. 03. Conversava com os colegas. 04. Feriu-se com o garfo. 05. Ficou vermelho de vergonha. 06. Chegaram cedo do cinema. 07. Saiu de manhã bem cedo. 08. Ganhou um cordão de prata. 09. Não sabe nada de Física. 10. Ninguém pode viver de ilusões. 11. Só conseguiu falar a altos brados. 12. Estuda muito para ser aprovado. ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( (

) Finalidade ou causa ) Instrumento ) Causa ) Através de ) Companhia ) Tempo ) Lugar ) matéria ) Meio ) Modo ) Finalidade ) Assunto

2- Assinale a opção em que a preposição POR exprime a mesma ideia que possui em – “Resolveu a questão POR esta regra”. a) Faça por mim. b) Esforcemo-nos por esta Pátria. c) Este erro valeu por dez. d) Nós o temos por gênio. e) Deu-me a resposta por este bilhete. 3- Assinale a opção em que a preposição COM exprime a mesma ideia que possui em – “Reuniu-se COM os sócios para decidir o futuro da empresa”. a) Caminhava com o neto todas as tardes. b) Escreveu tudo com caneta hidrocor. c) Confundiu-se com a minha decisão. d) Empobreceu com a inflação. e) Retirou-se com um repentino mal-estar.

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4- Assinale a opção em que a preposição DE exprime a mesma ideia que possui em – “Ele cantava de alegria”. a) Foi de automóvel até o clube. b) Só ia ao cinema de tarde. c) A casa tinha um portão de ferro. d) Todos os candidatos pulavam de satisfação. e) De longe eu não distingo nada. 5- Assinale a opção em que a preposição A exprime a mesma ideia que possui em – “A redação deve ser feita a lápis”. a) Iremos a Paris no próximo ano. b) Corria a toda velocidade. c) Fugiu a cavalo pela estrada velha. d) Estará em casa daqui a dias. e) Ele saiu a seus pais. 6- Classifique a conjunção COORDENATIVA segundo o esquema a seguir: 01. Aditiva 02. Adversativa 03. Alternativa 04. Conclusiva 05. Explicativa 01. ( ) Ele correu bastante e não se cansou. 02. ( ) Ele não só estuda muito mas também é muito inteligente. 03. ( ) Não se canse muito que o jogo só está no início. 04. ( ) O jogo só começou, por conseguinte não convém maior esforço. 05. ( ) Fale agora ou se cale para sempre. 06. ( ) Ele ora se calava ora reclamava em altos berros. 07. ( ) Não compareceu tampouco se preocupou em justificar sua ausência. 08. ( ) Comprava todas as apostilas, no entanto não as abria sequer. 09. ( ) Eu acho que ele não virá mais uma vez que a chuva engrossou muito. 10. ( ) O time treinou bastante, tenhamos, pois, confiança nos atletas. 7- Classifique a conjunção subordinada adverbial dos períodos abaixo conforme o esquema a seguir: 01. Causal 02. Comparativa 03. Concessiva 04. Condicional 05. Conformativa 06. Consecutiva


07. Final 08. Proporcional 09. Temporal 10. Integrante

Anotações:

01. ( ) Mesmo que se esforce muito, dificilmente vencerá. 02. ( ) Não a convencerá sem que mude seu comportamento. 03. ( ) Fez a experiência segundo o livro orientara. 04. ( ) Eles ficaram nervosos visto que o jogo se aproximava do final. 05. ( ) Eles ficavam nervosos ao passo que o jogo se aproximava do final. 06. ( ) Mal ele recebeu o cheque, foi assaltado. 07. ( ) O atacante contundiu-se assim que disputou a primeira jogada. 08. ( ) Ele se estudou para que passasse de ano. 09. ( ) Ele se esforçou tanto como nós. 10. ( ) Ela se esforçou tanto que nós a aceitamos no grupo.

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PRONOME I Pronome é a palavra variável que identifica, na língua, os participantes da interlocução (1ª e 2ª pessoas discursivas) e os seres, eventos ou situações aos quais o discurso faz referência (3ª pessoa discursiva). Em termos da sua ocorrência, o pronome pode ocupar o lugar dos substantivos. Pode, também, acompanhá-los, antecedendo-os ou seguindo-os, de forma a explicitar a relação dos seres referidos pelos substantivos com as pessoas do discurso. Os pronomes podem desempenhar, portanto, funções equivalentes às exercidas pelos substantivos e adjetivos. Observe: Muitos políticos, com uma postura agressiva, fazem oposição ferrenha ao presidente. Outros, porém, preferem criticar o governo de forma mais moderada. O pronome muitos, no primeiro caso, acompanha o substantivo políticos, desempenhando, portanto, uma função adjetiva. Quando isso ocorre, ele é considerado um pronome adjetivo. No segundo caso, o pronome outros está no lugar do substantivo políticos e é classificado como um pronome substantivo. Pronomes pessoais Os pronomes pessoais fazem referência explícita e direta às pessoas do discurso, ou seja, as pessoas que participam da interlocução. Sua classificação é feita de acordo com a posição que a pessoa por eles identificada ocupa na interlocução. 1ª pessoa

- eu (singular); nós (plural

2ª pessoa

- tu (singular); vós (plural) - pronomes de tratamento que, embora empregados com a forma verbal de 3ª pessoa, referem-se à 2ª pessoa do discurso: - você (singular); vocês (plural) - o senhor, a senhora (singular); os senhores, as senhoras (plural) - vossa excelência (singular); vossas excelências (plural)

Em uma interlocução, a 1ª pessoa é quem “fala”, o enunciador do discurso. A 2ª pessoa identifica sempre o interlocutor, a pessoa a quem o enunciador se dirige. A 3ª pessoa refere-se ao assunto (pode ser um ser humano ou não) dessa conversa, aquilo sobre o que falam os dois interlocutores. Pronomes pessoais do caso reto Quando desempenham a função de sujeito ou predicativo do sujeito da oração, os pronomes pessoais assumem suas formas chamadas retas, ou do caso reto. Pronomes pessoais do caso oblíquo Quando desempenham a função de objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, adjunto adverbial ou agente da passiva, os pronomes pessoais assumem suas formas chamadas oblíquas, ou do caso oblíquo. Pessoas do discurso Singular: 1ª pessoa 2ª pessoa 3ª pessoa Plural: pessoa

2ª pessoa 3ª pessoa

3ª pessoa

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- ele, ela (singular); eles, elas (plural)

Pronomes pessoais retos Eu Tu Ele, ela

Nós Vós Eles, elas

Pronomes pessoais oblíquos Átonos

tônicos

Me Te O, a, lhe se Nos Vos Os, as, lhes se

Mim, comigo Ti, contigo Si, consigo conosco convosco Si, consigo


Os pronomes oblíquos e a ação reflexiva

Este segredo deve ficar entre mim e você.

Os pronomes se, si, consigo são formas especiais de 3ª pessoa para indicar ação reflexiva, isto é, são usados para indicar que o objeto direto ou indireto do verbo, ou seu adjunto adverbial de companhia, tem por referente o mesmo ser referido pelo sujeito da oração. Observe os exemplos:

As formas conosco e convosco devem ser substituídas por com nós e com vós toda vez que vierem acompanhadas de alguma palavra que reforça seu sentido, como próprios, mesmos, outros, todos e ambos, ou por algum numeral. Veja:

O trabalhador feriu-se com o canivete. Os vaidosos estão sempre a falar de si. Os pais trouxeram consigo os filhos. Com relação à 1ª e à 2ª pessoa do discurso, a ação reflexiva vem expressa pelas mesmas formas oblíquas átonas me, te, nos, vos. Observe. Eu me cortei com a faca de cozinha. Tu te penteias sempre depois que acordas? Nós nos vestimos às pressas porque estávamos atrasadíssimos.

Eles vão ter de habituar-se a conviver conosco nesta casa. Eles vão ter de habituar-se a conviver com nós todos nesta casa. Pronomes de tratamento Os pronomes de tratamento são palavras e locuções utilizadas para designar o interlocutor. Por isso funcionam como pronomes pessoais. Abreviatura V. A.

Tratamento Vossa alteza

V. Em.ª V. Ex.ª

Vossa eminência Vossa excelência

Os pronomes oblíquos e a ação recíproca As formas reflexivas do plural podem ser utilizadas também para indicar ação recíproca, ou seja, para indicar que a ação afeta simultaneamente dois ou mais indivíduos. Veja.

V. Mag.ª

Vossa magnificência Vossa majestade

Paulo e o pai abraçaram-se emocionadamente, depois do longo período de separação. Pedro e José se machucaram com o canivete.

V. P.

Ação reflexiva  1ª pessoa: me, nos  2ª pessoa: te, vos  3ª pessoa: se, si consigo

No último exemplo, o pronome tanto pode indicar ação reflexiva (Pedro e José machucaram-se, cada um com um instrumento cortante diferente) como ação recíproca (em uma briga, Pedro machucou José e José machucou Pedro). No primeiro caso, diz-se que o pronome é reflexivo; no segundo, diz-se que é recíproco. Emprego dos pronomes pessoais Nunca devem ser usadas as formas eu e tu depois de preposições, a menos que essas formas pronominais desempenhem a função de sujeitos de verbos no infinitivo: Por favor, leia esse trecho do jornal para mim. Por favor, passe o jornal para eu ler.

V. M. V. Ex.ª Rev.ª

V. Rev.ª

V. S. V. S.ª

Vossa excelência reverendíssima Vossa paternidade

Vossa reverência ou vossa reverendíssima Vossa santidade Vossa senhoria

Usado para Príncipes, duques, arquiduques Cardeais Altas autoridades do governo e oficiais das forças armadas Reitores das universidades Reis, imperadores Bispos e arcebispos Abades, superiores dos conventos Sacerdotes em geral Papa Funcionários públicos graduados, oficiais até coronel; na linguagem escrita, pessoas de cerimônia

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EXERCÍCIOS

Emprego dos pronomes de tratamento  São usadas sempre com a forma verbal de 3ª pessoa, embora estejamos nos dirigindo diretamente à(s) pessoa(s) que requere(m) esse tratamento respeitoso: “Vossa Excelência consideraria a hipótese de votar a favor da emenda proposta pelo nosso partido?”  São usadas com os possessivos sua, suas, em vez de vossa, vossas, quando, em conversa com o interlocutor, fazemos referência a essa(s) pessoa(s) (ou seja, quando elas ocupam o lugar de 3ª pessoa do discurso): “Imagine que Sua Excelência demonstrou enorme dificuldade em entender a argumentação do líder da oposição”.  São usadas com outros pronomes, quando for o caso, também na 3ª pessoa gramatical: “Vossa Excelência poderia explicar melhor esse seu projeto de lei?” Também são considerados pronomes de tratamento o senhor, a senhora, você e vocês, empregados frequentemente na linguagem cotidiana. As formas você e vocês (usadas em muitas variedades do português do Brasil, em substituição a tu e a vós, para assinalar a 2ª pessoa do discurso) originam-se das formas arcaicas de tratamento respeitoso Vossa(s) Mercê(s), das quais resultaram a partir de uma série de reduções fonológicas.

01. a) Ele fez isso por (EU ou MIM). b) Ele saiu antes de (EU ou MIM) conversar com ele. c) O livro é para (TI ou TU) estudares para a prova. d) A discussão ocorreu entre (EU ou MIM) e os diretores. e) Estas palavras são para (EU ou MIM) discursar no palanque. f) Para (EU ou MIM) sair da empresa, só se aparecer uma proposta melhor. g) Para (EU ou MIM), deixar a empresa não seria algo vantajoso hoje. h) Não há nada entre ela e (EU ou MIM). 02. a) A diretora se explicou (CONOSCO ou COM NÓS) . b) A diretora averiguou o fato (CONOSCO ou COM NÓS) dois. c) Ele se explicou (CONOSCO ou COM NÓS) que fomos à reunião. d) (CONOSCO ou COM NÓS) ambos, falará a coordenadora. e) (CONOSCO ou COM NÓS), ele conversou ontem à noite. 03. a) O excelentíssimo ministro gostaria de conversar (CONTIGO, CONSIGO ou COM VOCÊ), para perguntar-lhe sobre as propostas de emprego. b) O assessor do ministro disse que gostaria de falar (CONTIGO, CONSIGO ou COM VOCÊ), já que não te passou os detalhes da reunião. c) O assessor carregava todo o dinheiro (CONTIGO, CONSIGO ou COM VOCÊ), durante aquela solitária viagem. 04. a) Eu não (O ou LHE) encontrei durante o Congresso. b) Já (OS ou LHES) apresentei o novo diretor. c) Ele não (OS ou LHES) incumbiu de resolver o problema. d) Vimos cientificar (LOS ou LHES) as nossas decisões. e) Proibiram (NO ou LHE) de comparecer à reunião. f) Gostaria de informar (LO ou LHE) as nossas datas. 05. a) Nós trabalhamos aqui, (NESTA ou NESSA) empresa. b) Estou trabalhando (NESTE ou NESSE) projeto há vários dias.

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c) É necessário que vocês leiam (ESTES ou ESSES) relatórios que receberam. d) Não me façam mais (ISTO ou ISSO)! e) Quem fez (ISTO ou ISSO) aí? f) Tudo deve ser resolvido durante (ESTA ou ESSA) semana. g) Tudo será resolvido (NESTA ou NESSA) semana do próximo mês. h) O homem necessita de ciência e fé: (ESTA ou AQUELA) para atingir a Deus pela sensibilidade e (ESTA ou AQUELA) para atingi-lo pela razão. i) “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Jesus disse (ISTO ou ISSO) j) Jesus disse (ISTO ou ISSO): “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. k) O Brasil teve um grande desafio ao sediar a Copa 2014, em meio a tantas prioridades básicas que até hoje não foram resolvidas. Estima-se que (ESTA ou ESSA) tenha deixado um bom legado no que diz respeito a obras de infraestrutura no país. Pronomes possessivos Pronomes possessivos são aqueles que fazem referência às pessoas do discurso indicando uma relação de posse. Formas dos pronomes possessivos Um possuidor Um objeto Vários objetos 1ª pessoa: Meus meu Minhas

Vários possuidores Um objeto Vários objetos Nosso Nossos Nossa Nossas

Minha 2ª pessoa: teu

Teus Tuas

Vosso Vossa

Vossos Vossas

Tua 3ª pessoa: seu

Seus suas

Seu sua

Seus suas

sua Emprego dos pronomes possessivos Os pronomes possessivos ocorrem, na maioria das vezes, antes do substantivo que determinam. Existem casos,

porém, em que a posposição produz efeitos de sentido interessantes. Observe: Meu filho não anda de moto. Filho meu não anda de moto. Os pronomes oblíquos me, lhe e te podem ser usados com valor de possessivo em construções como: Ele beijou-me as mãos muito respeitosamente. (Ele beijou as minhas mãos.). Comprei-te o carro porque estavas muito precisado de dinheiro. (Comprei o teu carro.). Amarrei-lhe as tranças com uma fita vermelha. (Amarrei as tranças dela...). EXERCÍCIO EXPLICATIVO 1- Relacione: (1) palavra que representa um nome no discurso (2) palavra que situa seres ou coisas no tempo e no espaço (3) palavra indicadora de posse (4) artigo definido a) Sua excelência tem pedido vossa compreensão ( ). b) Vossa excelência ( ) não pode ser leviano de fazer afirmações sem provas. c) Seu amigo se saiu bem no teste e por isso vou contratá-lo ( ) para o cargo. d) O estagiário estava desviando recursos da empresa e por isso os patrões demitiram-no ( ). e) O ( ) bom se esforça, enquanto que o ( ) mau reclama. f) Todos esqueceram o ( ) que realmente deveriam ter feito no momento oportuno. g) Neste ( ) ano acontecerá a Copa das Confederações. Tal ( ) evento antecederá a Copa de 2014. h) Sua rotina é a ( ) que qualquer um pediu a Deus: trabalho e praia. Por isso a ( ) considero uma sortuda, a ( ) esperta que se deu bem na vida. i) Disseram-te ( ) a verdade no trabalho. Porém, logo depois, reduziram-te ( )o salário. j) Os meninos se perderam na mata depois da tempestade, porém encontram-nos ( ), nesta manhã, nos ( ) arredores da montanha, sãos e salvos, o ( ) que deixou todos admirados. k) Drummond e Rosa foram grandes escritores. Este ( ) na prosa, aquele ( ), na poesia. l) O próprio ( ) advogado da família armou tudo contra a vítima. Isso ( ) deixou todos na cidade perplexos.

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m) Um gari, depois de encontrar uma quantia alta em dinheiro, devolveu-a ( ) ao dono. Semelhante ( ) caso de honestidade nunca houve neste país. n) Tu ( ) passaste no vestibular para Medicina. Por isso os colegas rasparam-te ( ) a cabeça. o) Por ter batido o carro, o pai de José lhe cortou ( ) a mesada. p) Bateram-me ( ) a carteira! q) Todos estão muito quietos na reunião. Tal ( ) fato me preocupa.

r) Onde está sua ( ) colega? A ( ) que fez cirurgia plástica... s) Não me saí bem na ( ) terceira questão. Não a ( ) fiz corretamente porque não estudei. Pronome II Pronomes demonstrativos são aqueles que fazem referência às pessoas do discurso, estabelecendo, entre elas e os seres por eles designados, uma relação de proximidade ou distanciamento, no tempo e no espaço. Esse tipo de pronome também mantém um vínculo estreito com os pronomes pessoais, pois indica, com relação às pessoas do discurso, o que delas está próximo ou distante, no espaço e no tempo. Assim:

Eu comprei este livro (este: pronome demonstrativo que indica aproximação no espaço entre o objeto por ele designado [livro] e a 1ª pessoa do discurso). Tu compraste esse livro (esse: pronome demonstrativo que indica aproximação no espaço entre o objeto por ele designado [livro] e a 2ª pessoa do discurso). Ele comprou aquele livro (aquele: pronome demonstrativo que indica aproximação no espaço entre o objeto por ele designado [livro] e a 3ª pessoa do discurso). Formas dos pronomes demonstrativos VARIÁVEIS Masculino Este estes Esse esses Aquele aqueles

Feminino

INVARIÁVEIS

Esta estas Essa essas Aquela aquelas

Isto Isso aquilo

Também são pronomes demonstrativos o, a, os, as quando seu sentido for equivalente a isto, isso, aquilo, aquele, aquela, aqueles, aquelas. O (aquele) que chegar primeiro ganhará um prêmio.

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Não podemos ignorar tudo o (aquilo) que os nossos antecessores fizeram. São loucos os (aqueles) que agem desta forma. São pronomes demonstrativos as palavras mesmo(a)(s), próprio(a)(s), semelhante(s) e tal, tais quando determinam substantivos. Observe: Encontrei-me, depois de tantos anos, com a mesma senhora que vendia balas de coco! Este é o próprio autor do livro? Ele já sabia que tais boatos iriam circular, após a sua demissão. Os demonstrativos podem ocorrer combinados com as preposições de e em. Nesse caso, as formas resultantes serão: deste(e flexões), neste(e flexões), nesse(e flexões), disto, disso, nisto, nisso; daquele(e flexões), naquele(e flexões), daquilo, naquilo. Emprego dos pronomes demonstrativos Este (e suas flexões), esse (e suas flexões), isto, isso Este (e suas flexões de gênero e número) e isto indicam proximidade espacial com relação à 1ª pessoa do discurso. Este indica tempo presente, também com relação à 1ª pessoa. Veja: Isto está com cheiro de mofo. Nesta tarde, às cinco horas, haverá um show beneficente. Esse (e suas flexões) e isso indicam proximidade espacial com relação à 2ª pessoa do discurso. Garoto, pegue esse embrulho à sua direita. Esse indica ainda tempo passado ou tempo futuro pouco distante com relação à época em que se dá a interlocução. Veja. O resultado sairá nessa segunda. Aquele (e suas flexões) e aquilo indicam distanciamento espacial com relação à 1ª e à 2ª pessoas do discurso. Aquele indica passado vago ou muito remoto. Aquelas árvores no alto daquela colina são pinheiros. Você sabe o que é aquilo brilhando lá no céu? Naquele tempo, acreditava-se mais na palavra das pessoas.


Pronomes indefinidos Os pronomes indefinidos, como o próprio nome indica, fazem referência à 3ª pessoa do discurso de uma maneira mais indefinida, vaga, imprecisa, ou genérica. Existem vários pronomes indefinidos na língua portuguesa, alguns dos quais são variáveis, porque podem receber flexão de número e/ou de gênero. Pronomes indefinidos variáveis Os seguintes pronomes indefinidos podem variar quanto ao gênero e ao número: algum, (alguma, alguns, algumas); nenhum; um; muito; todo; pouco; outro; vário; certo; tanto; quanto. Variam apenas quanto ao número: qualquer, quaisquer; qual, quais; bastante, bastantes.

O carro que comprei é excelente! O pronome que retoma o antecedente carro, estabelecendo com ele uma relação de natureza anafórica. Anáfora (do grego ana-, ‘para trás’ + phorá, ‘ação de levar, transportar’) processo linguístico por meio do qual um termo recupera outro termo que o antecedeu em um texto. Os pronomes relativos sempre introduzem orações subordinadas adjetivas, tomando como antecedente algum elemento anterior e qualificando-o. Por essa razão, desempenham um importante papel sintático na estruturação dessa classe específica de orações subordinadas.

São invariáveis para gênero e número os pronomes: alguém, ninguém, quem, que, outrem, algo, tudo, nada, cada, mais, menos, demais.

1. Comprei aquele livro de Machado de Assis. 2. Aquele livro de Machado de Assis tem alguns contos muito interessantes. 3. Comprei um livro de Machado de Assis que tem alguns contos muito interessantes. (Período composto criado pela subordinação das orações 1 e 2.)

Pronomes interrogativos

Formas dos pronomes relativos

Os pronomes interrogativos, como seu próprio nome indica, são usados nas perguntas diretas ou indiretas. São eles: que, quem, qual, quanto. Veja.

São pronomes relativos variáveis: o qual, a qual, os quais, as quais; cujo, cuja, cujos, cujas; quanto, quanta, quantos, quantas. São pronomes relativos invariáveis: que, quem, onde, quando, como.

Pronomes indefinidos invariáveis

Que são metáforas? (pergunta direta) O professor perguntou aos alunos que são metáforas. (pergunta indireta) Qual é o local escolhido para o acampamento? (pergunta direta) Os soldados querem saber qual é o local escolhido para o acampamento. (pergunta indireta) Emprego dos pronomes interrogativos O pronome quem faz referência a seres humanos, o pronome que se refere a não humanos. Pronomes relativos Os pronomes relativos são definidos a partir de um critério formal: são chamados de relativos os pronomes que fazem referência a algum elemento anteriormente mencionado no texto, considerando seu antecedente. Observe:

Emprego dos pronomes relativos Que – de todos os pronomes relativos, que é o mais frequentemente usado, sobretudo na linguagem coloquial. Pode tomar como antecedentes tanto seres humanos como quaisquer outros seres ou objetos, no singular ou no plural. Veja. Esta é a menina que chegou do Rio de Janeiro. Estes são os livros de que lhe falei. Por vezes, o uso do pronome relativo que pode resultar em ambiguidade com relação ao seu referente. Isso acontece porque esse pronome é invariável, não admitindo flexão de gênero e número. Observe. Esta é Josefina, uma das namoradas de Ricardão, que também tem um caso com Pedro.

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O enunciado é ambíguo, porque o antecedente do relativo que tanto pode ser Josefina (é ela que tem um caso com Pedro) como Ricardão (é ele que tem um caso com Pedro). Em casos como esse, deve-se optar pelo uso de o qual e suas flexões, para evitar a ambiguidade. Esta é Josefina, uma das namoradas de Ricardão, a qual... Esta é Josefina, uma das namoradas de Ricardão, o qual... Quem – o pronome quem faz referência a seres humanos. Este é o meu pai, a quem devo as orientações que me ajudaram a definir o rumo da minha vida. Cujo (e suas flexões) – cujo e suas flexões são pronomes relativos que assinalam uma relação de posse entre o antecedente e o termo que especificam. Seu sentido equivale ao de de quem, do qual, de que. Observe. Evite remédios cujos efeitos colaterais incluam “morte”. Na tira, o pronome cujos equivale a “efeitos colaterais dos remédios”. Onde – onde é pronome relativo quando, indicando lugar, pode ser substituído por em que. Quero comprar uma casa com um quintal onde (em que) eu possa construir uma piscina. Os pronomes quem e onde podem ocorrer sem que seu antecedente esteja explícito, como em: Quem procura, acha! (Aquele que procura, acha!) Em sua expedição por terra, a equipe de resgate chegou onde o avião havia caído. (... a equipe de resgate chegou ao lugar em que o avião havia caído.) Quando e como – as palavras quando e como são pronomes relativos quando, depois de um substantivo, introduzem uma oração subordinada adjetiva que especifique tempo (quando) e modo (como). Observe. Esta é a estação do ano quando (durante a qual) florescem os ipês. Não consigo entender o modo como (através do qual) as peças deste aparelho devem ser montadas. Quanto, quantos, quantas – quanto, quantos e quantas são pronomes relativos quando introduzem orações subordinadas adjetivas após os pronomes indefinidos tudo, todos, todas.

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Façam de conta que tudo quanto (aquilo que) eu disse é bobagem. EXERCÍCIO EXPLICATIVO 1- Continue enumerando corretamente de acordo com o código a seguir: (1) expressa indefinição ou indeterminação, (2) modifica verbo ou adjetivo, (3) palavra interpeladora: a) O estado depositou bastante ( ) dinheiro na conta do parlamentar. b) O vestibulando estudava bastante ( ) para o ENEM. c) Pouco ( ) candidato se preocupa muito ( ) com os discursos nos palanques. d) A Europa está todo ( ) preocupada com os vários ( rumores de mais crise na sua economia.

)

l) O pai se perguntava por que seu filho estudava tanto (

).

e) Quantos ( ) quilômetros separam Conquista de Salvador? f) Não sabia quanta ( ) mentira havia contado. g) Alguns ( ) brasileiros se importam com a política, embora ninguém ( ) se mobilize partidariamente. h) Nenhum ( ) dos diretores se manifestou sobre o caso e tudo ( ) permaneceu como antes. i) Não sabia nada sobre o time de coração, quais ( ) atacantes comporiam o elenco. j) Qual ( ) atacante é o novo contratado pelo time? k) Ele não tinha ideia de quão ( ) competente era o colega. m) Tanta ( ) corrupção não surpreende mais o brasileiro. n) Quem ( ) quisesse podia entrar na festa. o) Quem ( ) te disse tamanha asneira? 2- Siga o modelo: O homem trabalha. / O homem vence. O homem que trabalha vence. a) O aluno estuda. / O aluno passa. b) O diretor acreditou na notícia. / A notícia era verdadeira. c) Assisti ao filme. / Um aluno me indicara o filme. d) Moro em um bairro. / No bairro, há violência. e) Todos gostaram da forma diferente de explicação do professor. / O professor explicou de uma forma diferente o assunto. f) O ministro deixou o governo num momento. / A imprensa o denunciou de corrupção num momento.


g) A diretoria não conhecia o motivo / O atleta se ausentava tanto dos treinos por um motivo. h) Moro em um bairro. / A infraestrutura do bairro é precária. i) Conheci Pedro. / O pai de Pedro é professor da faculdade. 3- Siga o modelo:  

Este é o filme que o aluno viu. Este é o filme a que o aluno assistiu.

a) Acreditar: ______________________________________ b) Gostar: _____________________________________ c) Opor-se: ______________________________________ d) Simpatizar: ______________________________________ 4- Siga o modelo: 

Este é o autor cuja obra conheço.

a) Gostar: ______________________________________ b) Referir-se: ______________________________________ c) Acreditar: ______________________________________ d) Simpatizar: ______________________________________ e) Duvidar: ______________________________________ Pronome – Colocação Pronominal 5- Assinale as frases com erro de colocação do pronome átono: 01. ( ) Não quero te ouvir. 02. ( ) Ele, envolvendo-se com os fatos, prejudica-se politicamente. 03. ( ) Em fazendo-se dia, partirei. 04. ( ) Quero que nunca nos esconda a verdade. 05. ( ) Não deves oferecer-lhe tantas vantagens. 06. ( ) Eles o estão construindo há cinco anos. 07. ( ) Tenho obedecido-lhe todas as ordens. 08. ( ) Deveria-se atender melhor a todos. 09. ( ) Eu recebê-lo? Impossível!

10. ( ) Se disser-lhe a verdade, ela morrerá. 11. ( ) Ninguém pode-me ver aqui de cima. 12. ( ) Quem veio trazer-lhe as mercadorias? 13. ( ) Eu estava-as vendendo muito barato. 14. ( ) Eles devem nos encontrar no cinema. 15. ( ) Não foram à festa por pouparem-lhe situações incômodas 16. ( ) Ideias deixaram-no louco. 17. ( )Nós encontramo-la logo. EXERCÍCIOS ADICIONAIS - PRONOME 1- Assinale a opção em que houve erro no emprego do pronome pessoal em relação ao uso culto da língua. a) Ele entregou um texto para mim corrigir. b) Para mim, a leitura está fácil c) Isto é para eu fazer agora? d) Não saia sem mim. e) Entre mim e ele há uma grande diferença. 2- O uso do pronome está correto, exceto em: a) Meus pais querem conversar com nós todos. b) Ele jamais viverá sem mim. c) Meu professor fez tudo para eu acertar as questões. d) Entre eu e meu noivo há muito respeito. e) Entregue os documentos para mim. 3- Indique o pronome demonstrativo inadequado: a) Não se esqueça disto: sempre a amarei. b) Esta blusa que estou usando não é de linho. c) Ana e Paula são muito elegantes. Essas mulheres me deixam louco. d) Isto que está na sua cabeça é uma barata? e) 1989 muito importante para a história do Brasil. Naquele ano foi proclamada a República. 4- Aponte a incorreta: a) Vamos prender ele = Vamos prendê-lo. b) Mantenham ela aqui = Mantenham-la aqui. c) Diga a eles que preciso dormir cedo = Diga-lhes que preciso dormir cedo. d) Põe ela dentro do carro = Põe-na dentro do carro. e) Fiz o exercício = Fi-lo. 5- Numa das frases, está empregado indevidamente o pronome de tratamento:

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a) Os reitores das universidades recebem o título de Vossa Magnificência. b) Sua excelência, o senhor Ministro, não compareceu à reunião. c) Senhor deputado, peço a Vossa Excelência que conclua a sua oração. d) Sua eminência, o Papa Paulo VI, assistiu à solenidade. e) Procurei o chefe da repartição, mas Sua Senhoria se recusou a ouvir as minhas explicações. 6- Nos trechos: “... aquelas cores todas não existem na pena do pavão...” “... este é o luxo do grande artista...” “Ele me cobre d glórias...” Sob o ponto de vista morfológico, as palavras em destaque são respectivamente: a) pronome demonstrativo, pronome demonstrativo, pronome pessoal b) pronome indefinido, pronome indefinido, pronome pessoal c) pronome demonstrativo, pronome demonstrativo, pronome relativo d) pronome indefinido, pronome demonstrativo, pronome relativo e) pronome relativo, pronome demonstrativo, pronome possessivo 7- Ninguém atinge a perfeição alicerçado na busca de valores materiais, nem mesmo os que consideram tal atitude um privilégio dado pela existência. Os pronomes destacados no período acima classificam-se, respectivamente, como: a) indefinido, demonstrativo, relativo, demonstrativo b) indefinido, pessoal oblíquo, relativo, indefinido c) de tratamento, demonstrativo, indefinido, demonstrativo d) de tratamento, pessoal oblíquo, indefinido, demonstrativo e) demonstrativo, demonstrativo, relativo, demonstrativo 8- Em “O casal de índios levou-os à sua aldeia, que estava deserta, onde ofereceu frutas aos convidados”, temos: a) dois pronomes possessivos e dois pronomes pessoais b) um pronome pessoal, um pronome possessivo e dois pronomes relativos c) dois pronomes pessoais e dois pronomes relativos d) um pronome pessoal, um pronome possessivo, um pronome relativo e um pronome interrogativo

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e) dois pronomes possessivos e dois relativos 9- Assinale a alternativa em que há erro quanto ao emprego dos pronomes se, si e consigo: a) Feriu-se quando brincava com o revólver e o virou para si. b) Os homens carregam consigo as suas pernas. c) Ele só cuida de si. d) Espere um pouco, pois tenho de falar consigo. e) Ele lembrar-se-á do ocorrido assim que acordar do acidente. 10- Assinale a alternativa em que o pronome foi empregado adequadamente: a) O diretor jantará com nós nesta noite. b) Iremos consigo ao teatro. c) Trouxe os documentos para eu assinar. d) Dei-o três dias de prazo. e) Convidei-lhe para o aniversário. 11- Estamos certos de que Vossa Excelência ______ merecedor da consideração que ______ dispensam _______ funcionários. a) é, lhe, vossos b) é, lhe, seus c) é, vós, vossos d) sois, lhe, seus e) sois, vos, vossos 12- Marque a opção em que há erro no emprego do pronome pessoal: a) A seca sempre traz consigo muito sofrimento. b) Quanto aos riachos, represem-os de cem em cem metros. c) Padre Cícero reservou a si a tarefa de orientar o povo. d) Foi importante, para eu sentir o drama da seca, ter lido Graciliano Ramos. e) Para mim, conhecer regiões assoladas pela seca foi inesquecível experiência.

13- Identifique o pronome demonstrativo inadequado: a) A placa cotinha estes dizeres: “Não ultrapasse”. b) O jardim está abandonado. Isso não pode acontecer. c) Lembre-se disto: “Quem estuda com afinco passa no concurso”. d) Essa meia não quer sair do meu pé. e) Aquele casaco do João está fora de moda. 14- Nem tudo que reluz é ouro. A palavra sublinhada é: a) pronome adjetivo demonstrativo


b) pronome substantivo demonstrativo c) pronome adjetivo indefinido d) pronome substantivo indefinido e) pronome e advérbio de intensidade

Anotações:

15- Segundo a norma culta, é apropriada somente uma construção com referência ao emprego do pronome. Indique-a. a) Entre João e eu, há grande distância. b) Entre eu e João, há grande distância c) Entre João e tu, há grande distância. d) Entre João e mim, há grande distância. e) Entre tu e eu, há grande distância. 16- Indique a frase em que o pronome relativo foi empregado de forma incorreta. a) Naquela rua estreita, há uma casa onde nasci. b) Tenho uma caneta cuja a pena é de ouro. c) Quero viver numa fazenda em que possa trabalhar. d) Aqui está o técnico em eletricidade de cuja opinião não podes prescindir. e) Conheci o professor cuja sabedoria é grande. 17- Assinale a frase em que há incorreção quanto ao uso do pronome: a) Egoísta é aquele que só pensa em si. b) Foi bom encontrá-la. Precisava mesmo falar consigo. c) Os alunos trouxeram os trabalhos para eu avaliar. d) Para mim, todos os homens são iguais. e) Não irás àquela festa.

18- Os pronomes de tratamento Vossa Alteza, Vossa Excelência, Vossa Magnificência, Vossa Majestade e Vossa Reverendíssima, respectivamente, são usados para: a) príncipes, altas autoridades, reitores de universidades, reis e sacerdotes b) duques, papas, príncipes, reis e imperadores c) príncipes, altas autoridades, sacerdotes, reis e papas d) imperadores, reis, altas autoridades, papas e cardeais e) reis, altas autoridades, reitores de universidades, príncipes, papa.

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VERBO É a palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo, seja ação, estado ou fenômeno da natureza. Os verbos apresentam três conjugações. Em função da vogal temática, podem-se criar três paradigmas verbais. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas, obtém-se a seguinte classificação:  regulares: seguem o paradigma verbal de sua conjugação;  irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir - ouço/ouve, estar - estou/estão); Entre os verbos irregulares, destacam-se os anômalos que apresentam profundas irregularidades. São classificados como anômalos em todas as gramáticas os verbos ser e ir.  defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas, tempo ou modo (falir - no presente do indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do plural). Os defectivos distribuem-se em três grupos: impessoais, unipessoais (vozes ou ruídos de animais, só conjugados nas 3ª pessoas) por eufonia ou possibilidade de confusão com outros verbos;  abundantes - apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. Mais frequente no particípio, devendo-se usar o particípio regular com ter e haver; já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado, acendido/aceso - tenho/hei aceitado ≠ é/está aceito);

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 tempo: referência ao momento em que se fala (pretérito, presente ou futuro). O modo imperativo só tem um tempo, o presente;  voz: ativa, passiva e reflexiva;  modo: indicativo (certeza de um fato ou estado), subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem, advertência ou pedido). As três formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio e particípio) não possuem função exclusivamente verbal. Infinitivo é antes substantivo, o particípio tem valor e forma de adjetivo, enquanto o gerúndio equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que exprime. Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os seguintes valores:  presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala;  presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala;  pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no passado;  pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado, mas não foi concluída ou era uma ação costumeira no passado;  pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado;

 auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. Presentes nos tempos compostos e locuções verbais;  certos verbos possuem pronomes pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Nesses casos, o pronome não tem função sintática (suicidar-se, apiedar-se, queixarse etc.);  formas rizotônicas (tonicidade no radical - eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical - nós cantaríamos).

 futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível, hipotético, situado num momento futuro, mas ligado a um momento passado;

 Quanto à flexão verbal, temos:  número: singular ou plural;  pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª;

 futuro do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso, hipotético, situado num momento ou época futura;

 pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação já passada;  futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época vindoura;


Quanto à formação dos tempos, os chamados tempos simples podem ser primitivos (presente e pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal) e derivados: São derivados do presente do indicativo:  pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do presente + VA (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj.) + Desinência número pessoal (DNP);

 pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha falado);  futuro do presente: futuro do presente do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei falado);  futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do auxiliar + particípio do VP (Teria falado).

 presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa singular do presente + E (1ª conj.) ou A (2ª e 3ª conj.) + DNP; Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei" na 1ª pessoa do plural (passeio, mas passeemos).  imperativo negativo (todo derivado do presente do subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas vêm do presente do indicativo sem S, as demais também vêm do presente do subjuntivo).

No modo Subjuntivo a formação se dá da seguinte maneira:

São derivados do pretérito perfeito do indicativo:  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do perfeito + RA + DNP;  pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do perfeito + SSE + DNP;  futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP.  São derivados do infinitivo impessoal:

 futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tiver falado).

 futuro do presente do indicativo: TEMA do infinitivo + RA + DNP;

 pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tenha falado);  pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tivesse falado);

Quanto às formas nominais, elas são formadas da seguinte maneira:  infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / Teres falado);

 infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES - 2ª pessoa, -MOS, -DES, -EM)

 gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio do VP (Tendo falado). O modo subjuntivo apresenta três pretéritos, sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e o mais-queperfeito nas formas compostas. Não há presente composto nem pretérito imperfeito composto

 gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO;

Quanto às vozes, os verbos apresentam a voz:

 particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO (2ª e 3ª conjugação). Quanto à formação, os tempos compostos da voz ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou HAVER + particípio do verbo que se quer conjugar, dito principal.

 ativa: sujeito é agente da ação verbal;  passiva: sujeito é paciente da ação verbal;

 futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + DNP;

No modo Indicativo, os tempos compostos são formados da seguinte maneira:

A voz passiva pode ser analítica ou sintética:  analítica: - verbo auxiliar + particípio do verbo principal;  sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE (partícula apassivadora);

 pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar + particípio do verbo principal (VP) [Tenho falado];

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 reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo, variável em função da pessoa do verbo); Na transformação da voz ativa na passiva, a variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na maioria das vezes), como notamos nos exemplos a seguir: Ele fez o trabalho - O trabalho foi feito por ele (mantido o pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando as folhas - As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal). Alguns verbos da língua portuguesa apresentam problemas de conjugação. A seguir temos uma lista, seguida de comentários sobre essas dificuldades de conjugação.  Abolir (defectivo) - não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, por isso não possui presente do subjuntivo e o imperativo negativo. (= banir, carpir, colorir, delinquir, demolir, descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir).  Acudir (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - acudo, acodes... e pretérito perfeito do indicativo - com u (= bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir) / Adequar (defectivo) - só possui a 1ª e a 2ª pessoa do plural no presente do indicativo.

 Atrair (irregular) - presente do indicativo - atraio, atrais... / pretérito perfeito - atraí, atraíste... (= abstrair, cair, distrair, sair, subtrair).  Atribuir (irregular) - presente do indicativo - atribuo, atribuis, atribui, atribuímos, atribuís, atribuem - pretérito perfeito - atribuí, atribuíste, atribuiu... (= afluir, concluir, destituir, excluir, instruir, possuir, usufruir).  Averiguar (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - averiguo (ú), averiguas (ú), averigua (ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú) - pretérito perfeito - averiguei, averiguaste... - presente do subjuntivo - averigúe, averigúes, averigúe... (= apaziguar).  Cear (irregular) - presente do indicativo - ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam - pretérito perfeito indicativo ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes, cearam (= verbos terminados em -ear: falsear, passear... - alguns apresentam pronúncia aberta: estréio, estréia...).

 Aderir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - adiro, adere... (= advertir, cerzir, despir, diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir).

 Coar (irregular) - presente do indicativo - côo, côas, côa, coamos, coais, coam - pretérito perfeito - coei, coaste, coou... (= abençoar, magoar, perdoar) / Comerciar (regular) - presente do indicativo - comercio, comercias... - pretérito perfeito - comerciei... (= verbos em -iar , exceto os seguintes verbos: mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar).

 Agir (acomodação gráfica g/j) - presente do indicativo ajo, ages... (= afligir, coagir, erigir, espargir, refulgir, restringir, transigir, urgir).

 Compelir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - compilo, compeles... - pretérito perfeito indicativo - compeli, compeliste...

 Agredir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir, transgredir) / Aguar (regular) - presente do indicativo - águo, águas..., pretérito perfeito do indicativo - aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar, minguar).

 Compilar (regular) - presente do indicativo - compilo, compilas, compila... - pretérito perfeito indicativo compilei, compilaste...

 Aprazer (irregular) - presente do indicativo - aprazo, aprazes, apraz... / pretérito perfeito do indicativo aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram.  Arguir (irregular com alternância vocálica o/u) presente do indicativo - arguo (ú), argúis, argúi, arguimos,

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arguis, argúem - pretérito perfeito - argui, arguiste... (com trema).

 Construir (irregular e abundante) - presente do indicativo - construo, constróis (ou construis), constrói (ou construi), construímos, construís, constroem (ou construem) - pretérito perfeito indicativo - construí, construíste...  Crer (irregular) - presente do indicativo - creio, crês, crê, cremos, credes, crêem - pretérito perfeito indicativo cri, creste, creu, cremos, crestes, creram - imperfeito indicativo - cria, crias, cria, críamos, críeis, criam.


 Falir (defectivo) - presente do indicativo - falimos, falis - pretérito perfeito indicativo - fali, faliste... (= aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir).

 Rir (irregular) - presente do indicativo - rio, rir, ri, rimos, rides, riem - pretérito perfeito indicativo - ri, riste... (= sorrir).

 Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem - pretérito perfeito indicativo - frigi, frigiste...

 Saudar (alternância vocálica) - presente do indicativo saúdo, saúdas... - pretérito perfeito indicativo - saudei, saudaste...

 Ir (irregular) - presente do indicativo - vou, vais, vai, vamos, ides, vão - pretérito perfeito indicativo - fui, foste... - presente subjuntivo - vá, vás, vá, vamos, vades, vão.  Jazer (irregular) - presente do indicativo - jazo, jazes... - pretérito perfeito indicativo - jazi, jazeste, jazeu...  Mobiliar (irregular) - presente do indicativo - mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam pretérito perfeito indicativo - mobiliei, mobiliaste... / Obstar (regular) - presente do indicativo - obsto, obstas... - pretérito perfeito indicativo - obstei, obstaste...  Pedir (irregular) - presente do indicativo - peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem - pretérito perfeito indicativo - pedi, pediste... (= despedir, expedir, medir) / Polir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem - pretérito perfeito indicativo - poli, poliste...  Precaver-se (defectivo e pronominal) - presente do indicativo - precavemo-nos, precaveis-vos - pretérito perfeito indicativo - precavi-me, precaveste-te... / Prover (irregular) - presente do indicativo - provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem - pretérito perfeito indicativo - provi, proveste, proveu... / Reaver (defectivo) - presente do indicativo - reavemos, reaveis - pretérito perfeito indicativo - reouve, reouveste, reouve... (verbo derivado do haver, mas só é conjugado nas formas verbais com a letra v).  Remir (defectivo) - presente do indicativo - remimos, remis - pretérito perfeito indicativo - remi, remiste...  Requerer (irregular) - presente do indicativo - requeiro, requeres... - pretérito perfeito indicativo - requeri, requereste, requereu... (derivado do querer, diferindo dele na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo e derivados, sendo regular).

 Suar (regular) - presente do indicativo - suo, suas, sua... - pretérito perfeito indicativo - suei, suaste, sou... (= atuar, continuar, habituar, individuar, recuar, situar).  Valer (irregular) - presente do indicativo - valho, vales, vale... - pretérito perfeito indicativo - vali, valeste, valeu... Também merecem atenção os seguintes verbos irregulares:  Pronominais: Apiedar-se, dignar-se, persignar-se, precaver-se. Caber  presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem;  presente do subjuntivo: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam;  pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis, couberam;  pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem;  futuro do subjuntivo: couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem. Dar  presente do indicativo: dou, dás, dá, damos, dais, dão;  presente do subjuntivo: dê, dês, dê, demos, deis, dêem;  pretérito perfeito do indicativo: dei, deste, deu, demos, destes, deram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera, deras, dera, déramos, déreis, deram;  pretérito imperfeito do subjuntivo: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem;  futuro do subjuntivo: der, deres, der, dermos, derdes, derem.

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Dizer  presente do indicativo: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem;  presente do subjuntivo: diga, digas, diga, digamos, digais, digam;  pretérito perfeito do indicativo: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram;  futuro do presente: direi, dirás, dirá, etc.;  futuro do pretérito: diria, dirias, diria, etc.;  pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem;  futuro do subjuntivo: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem; Seguem esse modelo os derivados bendizer, condizer, contradizer, desdizer, maldizer, predizer. Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: dito, bendito, contradito, etc. Estar  presente do indicativo: estou, estás, está, estamos, estais, estão;  presente do subjuntivo: esteja, estejas, esteja, estejamos, estejais, estejam;  pretérito perfeito do indicativo: estive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes, estiveram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estivera, estiveras, estivera, estivéramos, estivéreis, estiveram;  pretérito imperfeito do subjuntivo: estivesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, estivésseis, estivessem;  futuro do subjuntivo: estiver, estiveres, estiver, estivermos, estiverdes, estiverem; Fazer  presente do indicativo: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem;  presente do subjuntivo: faça, faças, faça, façamos, façais, façam;  pretérito perfeito do indicativo: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram;  pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem;  futuro do subjuntivo: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem. Seguem esse modelo desfazer, liquefazer e satisfazer.

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Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: feito, desfeito, liquefeito, satisfeito, etc. Haver  presente do indicativo: hei, hás, há, havemos, haveis, hão;  presente do subjuntivo: haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam;  pretérito perfeito do indicativo: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: houvera, houveras, houvera, houvéramos, houvéreis, houveram;  pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse, houvesses, houvesse, houvéssemos, houvésseis, houvessem;  futuro do subjuntivo: houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem. Ir  presente do indicativo: vou, vais, vai, vamos, ides, vão;  presente do subjuntivo: vá, vás, vá, vamos, vades, vão;  pretérito imperfeito do indicativo: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam;  pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;  pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;  futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem. Poder  presente do indicativo: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem;  presente do subjuntivo: possa, possas, possa, possamos, possais, possam;  pretérito perfeito do indicativo: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam;  pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pudessem;  futuro do subjuntivo: puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem. Pôr  presente do indicativo: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem;


 presente do subjuntivo: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham;  pretérito imperfeito do indicativo: punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham;  pretérito perfeito do indicativo: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram;  pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, pusessem;  futuro do subjuntivo: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem. Todos os derivados do verbo pôr seguem exatamente esse modelo: antepor, compor, contrapor, decompor, depor, descompor, dispor, expor, impor, indispor, interpor, opor, pospor, predispor, pressupor, propor, recompor, repor, sobrepor, supor, transpor são alguns deles. Querer  presente do indicativo: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem;  presente do subjuntivo: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram;  pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram;  pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem;  futuro do subjuntivo: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem; Saber  presente do indicativo: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem;  presente do subjuntivo: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam;  pretérito perfeito do indicativo: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soubera, souberas, soubera, soubéramos, soubéreis, souberam;  pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem;  futuro do subjuntivo: souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem.

Ser  presente do indicativo: sou, és, é, somos, sois, são;  presente do subjuntivo: seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam;  pretérito imperfeito do indicativo: era, eras, era, éramos, éreis, eram;  pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;  pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;  futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem. As segundas pessoas do imperativo afirmativo são: sê (tu) e sede (vós). Ter  presente do indicativo: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm;  presente do subjuntivo: tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham;  pretérito imperfeito do indicativo: tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham;  pretérito perfeito do indicativo: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram;  pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem;  futuro do subjuntivo: tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem. Seguem esse modelo os verbos ater, conter, deter, entreter, manter, reter. Trazer  presente do indicativo: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem;  presente do subjuntivo: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam;  pretérito perfeito do indicativo: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram;  futuro do presente: trarei, trarás, trará, etc.;  futuro do pretérito: traria, trarias, traria, etc.;  pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem;

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 futuro do subjuntivo: trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem. Ver  presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, veem;  presente do subjuntivo: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam;  pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram;  pretérito imperfeito do subjuntivo: visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem;  futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem. Seguem esse modelo os derivados antever, entrever, prever, rever. Prover segue o modelo acima apenas no presente do indicativo e seus tempos derivados; nos demais tempos, comporta-se como um verbo regular da segunda conjugação. Vir  presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm;  presente do subjuntivo: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham;  pretérito imperfeito do indicativo: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham;  pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram;  pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram;  pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem;  futuro do subjuntivo: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem;  particípio e gerúndio: vindo. Seguem esse modelo os verbos advir, convir, desavir-se, intervir, provir, sobrevir. O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas. O impessoal é usado em sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o pessoal refere-se às pessoas do discurso, dependendo do contexto. Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase.

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Usa-se o impessoal:  sem referência a nenhum sujeito: É proibido fumar na sala;  nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua situação;  quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos: É um problema fácil de solucionar;  quando o infinitivo possui valor de imperativo - Ele respondeu: "Marchar!" Usa-se o pessoal:  quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal: Eu não te culpo por saíres daqui;  quando, por meio de flexão, se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro responderes dessa maneira;  quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pessoa do plural): - Escutei baterem à porta. Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/verbo

EXERCÍCIOS 1- Relacione corretamente os parênteses de acordo com ideia que se passa nos verbos destacados das frases abaixo: (1) fato habitual no presente (2) fato que se processa no exato momento da fala (3) fato concluído no passado (4) fato interrompido no passado (5) fato habitual no passado (6) ação que ocorre anteriormente a outra no passado (7) indica um passado remoto a) Ontem, eu estudei ( ) para a prova do professor Jorge. b) Terminei ( ) os trabalhos de casa pela manhã. c) Neste exato momento, estou ( ) no colégio, tendo aula de português. d) Todos os dias leio ( ) a bíblia. e) Faço ( ) minhas caminhadas todas as manhãs. f) Eu tomava ( ) meu café, quando você me ligou. g) Eu estudava ( ) para a prova quando meu colega chegou. h) Antigamente eu soltava ( ) pipa e jogava ( ) bola descalço na rua. i) Quando garoto, tu sempre acordavas ( ) cedo para ir à escola. j) O Brasil fora ( ) descoberto em 1500. k) O Brasil conquistara ( ) sua independência em 1822. l) Hoje de manhã, nós fomos ao Hiper, mas, antes, passáramos ( ) no escritório do doutor Gouveia. m) Antes que eu percebesse, tu mudaras ( ) as peças do xadrez.


2- Continue fazendo a correspondência adequada entre os verbos e as ideias contidas nos parênteses: (1) ação correta no futuro (2) fato futuro provável que gerará uma outra ação futura (3) fato futuro em relação a um passado hipotético (4) fato presente expresso com polidez (5) passado hipotético que geraria uma ação posterior. (6) fato provável ou hipotético no presente a) Todos querem que eu estude ( ) e passe ( ) em Medicina. b) Passarás ( ) no vestibular, com fé em Deus!. c) Faremos ( ) a prova de Português semana que vem. d) Ontem sonhei com os números da mega sena; se eu apostasse ( ), ganharia ( ) sozinho a bolada. e) Quando vós estudardes ( ) passareis ( ) no vestibular. f) João quer que toquemos ( ) no festival de Música. g) Eu gostaria ( ) de falar com Marisa, se possível. h) Você me emprestaria ( ) sua caneta? i) Quando tu depositares ( ) o dinheiro na conta, pagarás ( ) os juros. j) Vós estudareis ( ) para o vestibular ano que vem. l) Acertaríamos ( ) a questão se escutássemos ( ) a dica do professor. 3- Faça a conjugação verbal adequada dos seguintes verbos entre parênteses: 1) O técnico __________ muito bem o jogo da arquibancada. (ver – presente do Ind.) 2) Os torcedores ________ muito bem o jogo da arquibancada. (ver – presente do Ind.) 3) Eles _______ para o almoço hoje. (vir – presente do Ind.) 4) ________, por meio deste, reivindicar nossos direitos. (vir – presente do Ind.) 5) Nós não _________ o professor na sala. (ver – pretérito perfeito do Ind.) 6) Ninguém _______ culpa disso. (ter – presente do Ind.) 7) Os estudantes ________ muita força de vontade. (ter – presente do Ind.) 8) Ninguém _______ na melhora dessa situação. (crer – presente do Ind.) 9) Mariazinha _______ muito bem. (ler – presente do Ind.) 10) José e João _______ muito mal. (ler – presente do Ind.) 11) Todos _______ que a crise financeira acabará. (crer – presente do Ind.)

12) Ele _______ os documentos na gaveta. (pôr – pretérito perfeito do Ind.) 13) Quando ele ________ o dinheiro na conta, avise-me. (pôr – futuro do Subj.) 14) Os candidatos ___________ as provas ontem. (fazer – pretérito do Ind.) 15) Tu __________ um bom trabalho. (fazer – pretérito perfeito do Ind.) 16) Quero que vocês _________ o máximo de si no vestibular. (dar – presente do Subj.) 17) Eu ___________ falar com o prefeito, se possível. (querer – futuro do pretérito do Ind.) 18) Os economistas ____________ a crise econômica. (antever – pretérito perfeito do Ind.) 19) Ninguém ___________ que isso aconteceria. (prever – pretérito perfeito do Ind.) 20) Ninguém ___________ na situação. (intervir – pretérito perfeito do Ind.) 21) Os policiais ___________ no tumulto generalizado. (intervir – pretérito perfeito do Ind.) 22) Ele __________ a prova várias vezes. (reler – pretérito perfeito do Ind.) 23) Até o presente momento, o réu ___________ a calma em juízo. (manter – presente do Ind.) 24) As testemunhas ____________ a calma até o presente momento no tribunal. (manter – presente do Ind.) 25) O fiscal _____________ as mercadorias dos feirantes. (reter - pretérito perfeito do Ind.) 26) Os trabalhadores _____________ os dias de greve neste mês. (repor – pretérito perfeito do Ind.) 4- Idem: 1) Eu não ___________ nessa roupa. (caber – presente do Ind.) 2) Você não _________ nada, mas eu __________. (valer – presente do Ind.) 3) Quero que você, meu filho, __________ alguma coisa nessa vida. (valer – presente do Subj.) 4) Os investidores não se ________________ com o investimento do governo na economia. (satisfazer – pretérito perfeito do Ind.) 5) Quando você o ________, ligue-me imediatamente. (ver – futuro do Subj.) 6) Quando você ________, traga-me seu caderno. (vir – futuro do Subj.) 7) Assim que nós _____________ esse filme, devolveremos o DVD. (rever – futuro do Subj.)

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8) O preso foi posto em liberdade antes que o advogado _____________ recurso junto ao Tribunal (interpor – pretérito imperfeito do Subj.) 9) No comício ontem realizado em São Paulo, a polícia _____________ para restabelecer a ordem. (intervir – pretérito perfeito) 10) Quando ele ______________ a canção, todos ficarão boquiabertos. (compor – futuro do subjuntivo) 11) Quer o médico que você ____________ de carne. (abster-se – presente do Subj.) 12) Varela sempre ____________ os debates da tevê Itapoan. (mediar – presente do Ind.) 13) Pode deixar, que eu _____________ nessa situação por você. (intermediar – presente do Ind.) 14) Tu _____________ agora um completo imbecil para o cargo. (nomear – presente do Ind.) 15) Nós ______________ com nossos filhos no parque. (passear – presente do Ind.) 16) A Lua e as estrelas ________________ a noite. (clarear – presente do Ind.) 17) O padeiro quer que o forno ______________ rapidamente. (incendiar – presente do Subj.) 18) As respostas ______________ conforme as perguntas. (variar – presente do Ind.) 19) É preciso que ele _________________ agora. (remediar – presente do Subj.) 20) Foram convidados para que _________________ os vencedores. (premiar – presente do Subj.) 21) É bom que tu ______________ tudo até o fim. (saborear – presente do Subj.) 22) ___________ (pegar – Imperativo Afirmativo) tuas coisas e não ____________ (voltar – Imperativo Negativo) mais aqui. 23) ____________ para Caixa você também. (vir – Imperativo Afirmativo) 24) Não ___________ com a boca cheia, meu filho! (falar – Imperativo Negativo) 25) ___________ o que eu te digo sem reclamares. (fazer – Imperativo Afirmativo) 26) ___________ o que queres agora! (dizer – Imperativo Afirmativo)

EXERCÍCIOS COMPLENTARES 1- Observe: I. Eu venho pensando em exercer atividades no campo da fiscalização. II. Vi quando você apreendeu a mercadoria.

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III. Não vá dizer que não foi orientado no tocante às formas tributárias. Os verbos em negrito têm, no plural, as seguintes formas: a) Vimos, vimos, ide b) Viemos, vimos, vades c) Viemos, vimos ides d) Vimos, vimos, vão e) Vimos, viemos, vão 2- Assinale a frase em que aparece o pretérito perfeito do verbo ser: a) b) c) d)

Carla e eu fomos ao baile de vestido vermelho. Fui muito feliz. Seria interessante se ficasses calado. Fui ao hospital visitar o meu amigo.

3- Se você _______, e o seu amigo ________, talvez você ______ esses bens. a) Requisesse, intervisse, reavesse b) Requeresse, intervisse, reavesse c) Requeresse, interviesse, reouvesse d) Requeresse, interviesse, reavesse e) Requisesse, interviesse, reouvesse 4- Aponte a opção que preenche corretamente os espaços: Ela _______ tal acidente. Ele _______ na discussão. Nós _______ de carro. (presente) Se você _______ distância daquele sujeito, todos o aplaudirão. a) Preveu, interviu, viemos, manter b) Preveu, interveio, vimos, manter c) Previu, interviu, viemos, mantiver d) Previu, interveio, vimos, mantiver

5- Sem que ninguém ________, o próprio menino se _______ contra as más companhias. a) Intevisse – precaviu b) Intervisse – precaveu c) Interviesse – precaveu d) Interviesse – precaviu e) Intervisse – precouve 6- Assinale a alternativa em que há erro na forma verbal: a) Se a testemunha depor favoravelmente, o réu será absolvido. b) Eu esperava que ele reouvesse os bens. c) Se você se mantiver calmo, poderemos conversar.


d) Praz-me muito a sua presença. e) Quando virem isso, descobrirão tudo. 7- Indique a série que contém as formas do futuro do subjuntivo, na mesma pessoa gramatical, relativas às formas assinaladas no segmento: “Venho de longe e vou para longe: e não vi nada, porque as ervas cresceram e as serpentes andaram”. a) Vier – for – vir b) Vir – ir – ver c) Vir – vier – vir d) Vier – ir – vir e) Vir – for – ver 8- Dos verbos seguintes, assinale o único que não apresenta duplo particípio: a) Abrir b) Imprimir c) Eleger d) Morrer e) Enxugar 9- Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: 10I. O intruso já tinha sido __________. II. Não sabia se já haviam sido __________. III. Mais de uma vez lhe haviam __________ a vida. IV. A capela ainda não tinha sido __________. a) Expulsado, coberto, salvo, benzida b) Expulso, cobrido, salvo, benzida c) Expulsado, cobrido, salvado, benta d) Expulso, coberto, salvado, benta e) Expulsado, cobrido, salvo, benzida 11- Assinale a alternativa em que o verbo está na voz passiva: a) Roberto foi ferido por Joaquim. b) Não vejo nuvens no céu. c) Roberto feriu-se. d) Dei-me pressa em voltar. 12- Transpondo para a voz passiva a frase: “A assembleia aplaudiu com vigor as palavras do candidato”, obtém-se a forma verbal: a) Foi aplaudido b) Aplaudiu-se c) Foram aplaudidas d) Estavam aplaudindo

e) Tinha aplaudido 13- Numere a segunda coluna de acordo com a primeira: (1) Voz passiva sintética (2) Voz passiva analítica (3) Voz ativa (4) Voz reflexiva ( ) Ele está cercado de anjos. ( ) Ele se puniu pelos seus pecados. ( ) Apresentei-o a todos. ( ) Pregam-se botões. 14- Transpondo para a voz passiva a oração: “Esse engenheiro construirá novas salas”, obtém-se a forma verbal: a) São construídas b) Seriam construídas c) Fossem construídas d) Será construída e) Serão construídas 15- Ele ( ) que lhe ( ) muitas dificuldades, mas, enfim, ( ) a verba para a pesquisa. a) Receara, opusessem, obtera b) Receara, opusessem, obtivera c) Receiara, opusessem, obtivera d) Receiara, opossem, obtera e) Receara, opossem, obtera 16- Não te ( ) com essas mentiras que ( ) da ignorância. a) Aborreça, provém b) Aborreças, provêm c) Aborreça, provêem d) Aborreças, provém 17- “Não fales! Não bebas! Não fujas!” Passando para a forma afirmativa, teremos: a) Fala! Bebe! Foge! b) Fala! Bebe! Fuja! c) Fala! Beba! Fuja! d) Fale! Beba! Fuja! 18- Observe a frase: “Se tu _____ que os eleitores chegam para votar, _____ a porta e _____ - os entrar”. a) Veres, abre, deixa b) Veres, abra, deixe c) Vires, abra, deixa d) Vires, abre, deixa e) Virdes, abri, deixai

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19- Leia a seguinte passagem na voz passiva: “Esses jogadores foram descobertos pelos técnicos”. Se passarmos para voz ativa, teremos: a) Os técnicos descobriam esses jogadores. b) Os técnicos descobrirão esses jogadores. c) Os técnicos descobriram esses jogadores. d) Os técnicos descobririam esses jogadores. 20- “Comprando uma casa maior, você poderá hospedar os parentes vindos do interior”. As formas verbais grifadas, no período acima, poderão ser substituídas, conservando-se o mesmo sentido, por: a) “Se comprasse” e “que viessem” b) “Se comprar” e “que vierem” c) “Embora comprasse” e “que vieram” d) “Mesmo comprando” e “quando vieram” 21- Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna da frase: “O responsável pelo trabalho _____ eu”. a) É b) Sou c) Foi d) Será 22- Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna da frase: “Quer o médico que você se _______ de carne”. a) Abstenha b) Abstêm c) Abstenhas d) Absténs 23- Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna da frase: “Foste enérgico e _______ tua opinião”. a) Imposte b) Impuseste c) Impusestes d) Impostes 24- Indique, nas alternativas abaixo, o verbo defectivo: a) Ser b) Passear c) Fazer d) Abolir e) Pôr 25- Não _______ (você) as esperanças. a) Perde b) Perdes c) Perca d) Percas

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e) Perda 26- A primeira pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo trazer é: a) Trague b) Trago c) Não pode ser conjugado d) Trouxesse e) Traga 27- É importante que você _________ preparado. a) Esteja b) Esteje c) Estejes d) Estejas e) Estege 28- Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase: “Quando você o ________, __________ que já concluímos o trabalho. a) Ver, diga-lhe b) Ver, diz-lhe c) Vir, dize-lhe d) Vir, diga-lhe 29- Transpondo para a voz passiva a oração: “O menino ia assinalando as respostas”, obtém-se a forma verbal: a) Foram assinaladas b) Tinham sido assinaladas c) Iam sendo assinaladas d) Eram assinaladas e) Estavam assinaladas 30- Assinale a opção em que a forma verbal não tem valor imperativo. a) “Lança teu grito ao vento da procela”. b) “Bandeira – talvez rasgue-te a metralha”. c) “Ergue-te, ó luz! – estrela para o povo”. d) “Traze a bênção de Deus ao cativeiro”. e) “Levanta a Deus do cativeiro o grito”. 31- Assinale a alternativa incorreta quanto à correspondência entre a voz passiva analítica e a voz passiva sintética. a) Seriam uniformizados os padrões de gosto. / Uniformizar-se-iam os padrões de gosto. b) Fora conhecida a formação dos habitantes de todas as regiões do país. / Conhecera-se a formação dos habitantes de todas as regiões do país.


c) O domínio televisivo era provocado pela sobreposição de imagens visuais. / Provocar-se-á o domínio televisivo pela sobreposição de imagens visuais. d) Infelizmente, não serão aceitas as manifestações culturais. / Infelizmente, não se aceitarão as manifestações culturais. 31- Dê os tempos, respectivamente, em que se encontram as seguintes formas verbais compostas: I- houvéssemos feito II- tenhamos explicado III- tens lembrado IV- haviam trazido a) Pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo – pretérito perfeito do subjuntivo – pretérito perfeito do indicativo – pretérito mais-que-perfeito do indicativo b) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo – pretérito perfeito do indicativo – pretérito perfeito do subjuntivo – pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo c) Pretérito imperfeito do subjuntivo – presente do subjuntivo – presente do indicativo – pretérito imperfeito do indicativo d) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo – presente do indicativo – presente do subjuntivo – pretérito mais-queperfeito do subjuntivo e) Pretérito perfeito do indicativo – pretérito mais-queperfeito do indicativo – pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo – pretérito perfeito do subjuntivo 32- Em “Basta que ele tenha existido”, a forma verbal está no: a) Pretérito perfeito composto do indicativo b) Pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo c) Presente composto do subjuntivo d) Pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo e) Pretérito perfeito composto do subjuntivo 33- “Já nessa altura eu tinha pegado a segunda de uma figueira...” A forma verbal sublinhada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por: a) Pegaria b) Pegara c) Pegava d) Havia de pegar e) Tive que pegar

b) Ter sabido c) Tiver sabido d) Tenha sabido e) Souber 35- Marque a opção em que a forma verbal do tempo composto corresponde à forma verbal do tempo simples, modificando o modo, na frase a seguir: “Quando eu cheguei, ela já saíra”. a) Tinha saído b) Tenha saído c) Tem saído d) Tivesse saído e) Teria saído 36- “Os infantes não chegariam lá, ou, se chegassem, seria a duras penas...” As formas verbais compostas correspondentes às formas simples destacadas são, respectivamente: a) Tinha chegado – tivessem chegado b) Não há – tinha chegado c) Teriam chegado – têm chegado d) Terão chegado – tivessem chegado e) Teriam chegado – não há 37- (UFRJ) A forma verbal “expôs” corresponde à terceira pessoa do singular do pretérito perfeito simples do indicativo. Como seria a forma dessa mesma pessoa no pretérito perfeito composto do indicativo? a) Havia exposto b) Tinha exposto c) Tem exposto d) Teve exposto e) Foi exposto 38- (NCE) “... que roubou, ameaçando cortar a garganta do garoto”. O bom uso do gerúndio requer que sua ação seja simultânea à do verbo principal, como ocorre nesse segmento do texto. Assim, é exemplo de mau uso do gerúndio a frase: a) O assaltante gritou, abrindo a porta. b) O motorista acovardou-se, abaixando o vidro. c) O assaltante entrou, sentando-se no banco traseiro. d) O marginal ameaçou-o, mostrando a arma. e) O motorista obedeceu, acelerando o carro.

34- (Fuvest) Passando-se o verbo do trecho: “aquilo que o auditório já sabe” para o futuro composto do subjuntivo, obtém-se a forma verbal: a) Terá sabido

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ADVÉRBIO – EXERCÍCIO 1- Localize e classifique os advérbios e locuções adverbiais das frases abaixo: a) Sino que assim badalas, não falas à toa! b) É o que se murmura por aí, à boca pequena. c) O Brasil então medrava a olhos vistos. d) Realmente, há pessoas que são como vitrais de igrejas: feias por fora, bonitas por dentro. e) De vez em quando, falavam baixo, trocando segredos à socapa. f) Fugiram em carreira pelo vale afora. g) Onde se demorava mais era na agência do correio, com certeza, para vigiar a abertura das malas. h) A linha reta nem sempre é o caminho mais curto entre dois pontos. i) Num átimo, cessou de todo o ruído das vozes e ele entrou a falar à vontade, calma e decididamente. j) À noite, as águas arrombam a represa: a jusante, o povo foge em massa, mal agasalhado. 2- Substitua as locuções destacadas pelos advérbios correspondentes: a) A máquina trabalha sem interrupção. b) A patroa repreendeu com aspereza a empregada. c) Agistes sem flexão e com precipitação. d) O crime foi praticado com frieza e premeditação. e) Depois que liquidou as dívidas, foi consolidando pouco a pouco sua situação econômica. f) O artista toca e dança ao mesmo tempo. g) Percebia-se, no olhar vago e distante do proscrito, que sua alma estava em outro lugar. h) Não sei onde, mas já sucedeu em algum lugar um caso assim. i) É preciso que o homem e a natureza convivam em paz. j) Joel abriu com displicência o livro e leu um trecho. EXERCÍCIOS ADICIONAIS MORFOLOGIA RAÍZES Diante da minha janela havia uma pedra. Não, não vou fazer imitação de poesia. Nada tem de poética a história que vou contar. A pedra de que falo é na verdade uma imensa pedreira, de topo liso, coberto em alguns pontos pela vegetação rasteira, uma espécie de enclave rural em pleno Leblon, onde às vezes cabras pastavam e onde um galo alucinado insistia em cantar na hora errada, no início da madrugada. Era o lugar ideal para, nas tardes de domingo, uma menina se deitar, sentindo nas costas o calor do sol retido pela pedra, enquanto olhava as pipas

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agitando-se no ar. Eu ia com meus irmãos e seus amigos, quando eles subiam lá para soltar pipa. São só lembranças. Essa pedra não existe mais. Ou pelo menos não existe assim, como a descrevo agora, a pedra da minha infância. Hoje, é uma pedra nua morta. Sua base ainda está lá e servirá, pelo que sei, de fundação para um shopping. Mas a superfície foi toda raspada, a vegetação desapareceu, a pedreira foi rebaixada em quatro ou cinco metros, retalhada durante dois anos por uma orquestra de britadeiras, e nela foram erguidos os primeiros andares do que seria um estacionamento. Assim que começaram a destruir a pedreira, pensei com alarme numa pequena árvore, uma muda de amendoeira cujo crescimento árduo eu vinha acompanhando havia anos. A árvore crescera numa das laterais da pedra e seu tronco se encorpava, equilibrandose de forma improvável no paredão íngreme. Eu admirava sua bravura, tirando seiva de um lugar onde não havia terra, fazendo um esforço enorme para crescer na ranhura mínima que encontrara. E caminhei um dia até o local onde ela crescia, para ver se, com as obras que tinham começado, a pequena árvore sobreviveria. Mas cheguei tarde demais. Só encontrei o tronco, decepado. Em torno, as raízes, que por anos se haviam agarrado à pedra com tanto esforço, agora condenadas a secar, inúteis. O tempo passou. E eu não pensei mais no assunto. Até que, outro dia, assistindo a um documentário sobre os talibãs, vi uma inglesa de origem afegã mostrando a foto de um jardim onde brincava na infância e que fora destruído pela guerra civil. O documentário, feito antes da guerra com os Estados Unidos, fora gravado em solo afegão, e a moça conseguira chegar ao local do tal jardim. Mas não encontrou nada. A comparação com a foto que trazia nas mãos era chocante. Todo o verde havia desaparecido. No meio de um descampado monocromático, restara apenas o círculo de pedra de uma velha fonte, seca. E a única coisa que não mudara na paisagem eram as montanhas, ao fundo, testemunhas da devastação que - hoje sabemos - estava apenas no princípio. Aquela mulher e seu jardim desaparecido me fizeram pensar na pequena amendoeira que crescera na pedra e que também fora decepada. E, com isso em mente, voltei ao ponto do paredão onde ela um dia se agarrara. Com surpresa, descobri que das raízes deixadas na pedra surgiam brotos, com folhas de um verde limpo. A amendoeira teimava em renascer - como talvez fizesse o jardim afegão -, apesar da fúria dos homens. (Heloísa Seixas, Domingo, n° 1336)


1- Entre o episódio do jardim da mulher e o da amendoeira da autora há um(a): a) Oposição ideológica b) Contiguidade temporal c) Paralelismo espacial d) Semelhança afetiva e) Diferença de opiniões 2- O título dado ao texto, raízes, se refere: a) exclusivamente às raízes da amendoeira, que voltaram a brotar. b) metaforicamente, a tudo o que nos prende ao passado. c) às nossas origens raciais e espaciais. d) às recordações da infância que desaparecem na idade adulta. e) a tudo o que amamos e que o tempo levou. 3- “Nada tem de poética a história que vou contar.”; esse segmento do texto traz implícita a ideia de que só é poético (a): a) o tema ligado à vida real b) a realidade pertencente à vida passada c) a temática das coisas, seres e fatos harmoniosos d) a discussão política de fatos atuais e) a análise dos pensamentos do homem universal 4- “Nada tem de poética a história que vou contar.” A história contada pela autora tem como ponto de partida cronológico: a) a existência de uma pedra diante da janela da autora. b) a foto de um jardim onde uma afegã brincara na infância c) o crescimento de uma pequena amendoeira na pedra d) a fato de a amendoeira ter sido decepada e) as lembranças da infância da autora. 5- Sobre o texto é correto afirmar que: a) A autora, ao se referir ao acontecimento afegão, retifica fatos da sua história. b) A infância da autora é recobrada por um fato atual, referenciado pela existência de um poema. c) As recordações da infância se materializam de modo igual no presente, enfatizando somente momentos positivos. d) A realidade a que autora se refere mostra-se como algo deturpado e não condizente com a contemporaneidade dos fatos. e) A conclusão a que se chega, após a leitura, é que os fatos são movidos por ações inevitáveis que tendem a prejudicar a natureza humana.

6- Sobre os elementos de coesão do texto, é incorreto o que se diz em: a) Possuem diferente funcionalidade os vocábulos onde (1º parágrafo) e onde (4º parágrafo) b) O título do texto “Raízes” associa-se diretamente à destruição do jardim afegão e do tronco da amendoeira. c) Essa (final do 1º parágrafo) e sua (início do 2º) são elementos modificadores de uma mesma referência nominal. d) O pronome cujo (3º parágrafo) pode ser substituído por da qual com os devidos ajustes no texto. e) “... e a única coisa que não mudara na paisagem eram as montanhas” (4º parágrafo) o vocábulo “que”, embora tenha função substantiva, inicia uma oração adjetiva. 7- “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase, que alguns técnicos denominam como a da regulação”. Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. O termo “a”, que aparece destacado, possui o mesmo valor morfológico do fragmento: a) Os gastos públicos com tecnologias relacionadas à internet chegam anualmente a nada menos que US$ 500 milhões. b) Um dos instrumentos é a criação de fundos, a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações. c) É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada. d) No Brasil, já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. e) A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social. 8- (UFMG) As expressões destacadas correspondem a um adjetivo, exceto em: a) João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo. b) Demorava-se de propósito naquele complicado banho. c) Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira. d) Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caatinga sem fim. e) E ainda me vem com essa conversa de homem da roça. 9- (UFOP) Em que trecho a seguir a palavra ou segmento destacados não corresponde a um adjetivo, mas a um advérbio? a) ... você vai receber o produto que comprou. b) ... e sua festa seja completa. c) Você acertou no produto que escolheu...

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d) Quanto mais rápido você enviar... e) ... construiu a sua história de tradição 10- Assinale o item em que a classe da palavra destacada está correta: a) Contratei pessoas bastantes para o cargo de que precisava. – adjetivo b) Tais palavras não me ofendem. – numeral c) Iracema tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna. – advérbio de intensidade d) Moro num bairro onde não passa ônibus. – advérbio de lugar e) Só vocês fizeram as provas. – advérbio de modo

Na qualificação progressiva da palavra água, feita pela primeira estrofe, dá-se a alteração de estanque para estancada. Essa alteração expressa uma nova noção a partir do seguinte recurso gramatical: a) Flexão de gênero b) Emprego de estrutura passiva c) Complemento do nome “palavra” d) Correção da concordância nominal e) Indicação de uma circunstância de modo 13- Leia:

Texto para a questão 11

11- Sobre a tirinha acima, leia as afirmações a seguir: I- O verbo “vir”, no 1º quadrinho, indica uma hipótese futura. II- O verbo “baterei” é uma ação futura que toma o passado como referência de realização. III- Todos os verbos do 2º quadrinho se encontram no modo Subjuntivo. IV- A conjugação de “não deixa”, no 2º quadrinho, apresenta-se como inadequada, inexistindo tal forma no Imperativo negativo. De acordo com a Gramática, estão corretas as afirmações contidas em a) I e II b) II e III c) III e IV d) I e IV e) I, III e IV

a) Relaciona conteúdo escolar ao contexto educacional desfavorável. b) Demonstra caráter crítico social, não isentando de responsabilidade a figura do estudante. c) Apesar de não referenciar no discurso a quem se refere a ideia do “eles”, fica evidente a quem se destina a crítica. d) Os tempos verbais evidenciados no texto expõem desde a origem às previsões futuras desfavoráveis em relação a todas as pessoas do discurso citadas. e) Apesar da crítica próxima de fatos do cotidiano, o texto apresenta marcas linguísticas próprias da formalidade, o que se nota na exatidão das conjugações verbais como esperado.

12- Leia:

TEXTO II (para as questões 14 a 21)

Rios sem discurso

Em situação de poço, a água equivale A uma palavra em situação dicionária: Isolada, estanque no poço dela mesma, E porque assim estanque, estancada; (João Cabral de Melo Neto. Antologia Poética)

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Não se infere da leitura do texto que este

O MEDO SOCIAL No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automóvel com o filho ao lado. De repente foi assaltada por um adolescente, que a roubou, ameaçando cortar a garganta do garoto. Dias depois, a mesma senhora


reconhece o assaltante na rua. Acelera o carro, atropela-o e mata-o, com a aprovação dos que presenciaram a cena. Verídica ou não, a história é exemplar. Ilustra o que é a cultura da violência, a sua nova feição no Brasil. Ela segue regras próprias. Ao expor as pessoas a constantes ataques à sua integridade física e moral, a violência começa a gerar expectativas, a fornecer padrões de respostas. Episódios truculentos e situações-limite passam a ser imaginados e repetidos com o fim de caucionar a ideia de que só a força resolve conflitos. A violência torna-se um item obrigatório na visão de mundo que nos é transmitida. Cria a convicção tácita de que o crime e a brutalidade são inevitáveis. O problema, então, é entender como chegamos a esse ponto. Como e por que estamos nos familiarizando com a violência, tornando-a nosso cotidiano. Em primeiro lugar, é preciso que a violência se torne corriqueira para que a lei deixe de ser concebida como o instrumento de escolha na aplicação da justiça. Sua proliferação indiscriminada mostra que as leis perderam o poder normativo e os meios legais de coerção, a força que deveriam ter. Nesse vácuo, indivíduos e grupos passam a arbitrar o que é justo ou injusto, segundo decisões privadas, dissociadas de princípios éticos válidos para todos. O crime é, assim, relativizado em seu valor de infração. Os criminosos agem com consciências felizes. Não se julgam fora da lei ou da moral, pois conduzemse de acordo com o que estipulam ser o preceito correto. A imoralidade da cultura da violência consiste justamente na disseminação de sistemas morais particularizados e irredutíveis a ideais comuns, condição prévia para que qualquer atitude criminosa possa ser justificada e legítima. (Jurandir Freire Costa)

Vocabulário: caucionar: dar em garantia, assegurar-se com caução (cautela, garantia) tácita: silencioso, o que não se expressa por palavras, subentendido coerção: ato de coagir, repressão vácuo: vazio, que não contém nada

14- É correto o que se afirme sobre o texto em: a) Os indivíduos da sociedade agem de forma violenta quando não conhecem as leis que servem de coerção para suas ações. b) As pessoas têm posto em prática, no seu cotidiano, ações de brutalidade com o intuito de saciar um senso de justiça que julgam pertinente.

c) A sociedade tem ficado à mercê de ações violentas que são reflexo da desigualdade social no país. d) Desenvolvem tendências a atos violentos indivíduos que são perturbados por traumas de infância. e) O exemplo citado no primeiro parágrafo é uma exceção apresentada pelo autor para o problema de que trata. 15- “No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automóvel com o filho ao lado. De repente foi assaltada por um adolescente,...” a passagem do pretérito imperfeito para o pretérito perfeito marca a mudança de: a) Um texto descritivo para um texto narrativo b) A fala do narrador para a fala do personagem c) Um tempo passado para um tempo presente d) Um tempo presente para um tempo passado e) A mudança de narrador 16- A narrativa contida no primeiro parágrafo tem a função textual de: a) Exemplificar algo que vai ser explicado depois. b) Justificar a reação social contra na violência. c) Despertar a atenção do leitor para o problema da violência. d) Mostrar a violência nas grandes cidades. e) Relatar algo que vai justificar uma reação social. 17- Uma ideia não contida no texto é: a) A violência cria regras próprias. b) Os criminosos agem segundo regras particulares. c) A violência aparece socialmente justificada. d) A violência aparece como algo inevitável. e) A violência requer uma ação governamental eficiente. 18- Segundo o texto, para que a lei deixe de ser o remédio contra a violência, é necessário: a) Que as leis se tornem obsoletas. (não utilizáveis) b) Que os governos cuidem dos problemas. c) Que a violência se banalize. d) Que os marginais se tornem audaciosos. e) Que a violência crie regras próprias. 19- “Nesse vácuo, indivíduos e grupos passam a arbitrar o que é justo ou injusto...”; o comentário correto sobre esse segmento do texto é: a) O vácuo referido é o espaço vago deixado pela ação governamental. b) Indivíduos e grupos passam a tomar a lei em suas mãos. c) A justiça acaba sendo determinada pelos marginais. d) A injustiça acaba por elaborar as leis. e) Passa a vigorar a lei do mais esperto.

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20- “Episódios truculentos e situações-limite passam a ser imaginados e repetidos com o fim de...”; a reescrita do trecho anterior, mantendo seu sentido inicial e de voz passiva é: a) Passam a se imaginar e a se repetir episódios truculentos e situações-limite... b) Imagina-se e repete-se episódios truculentos e situações-limite... c) Imaginam episódios truculentos e situações-limite... d) Imaginaram episódios truculentos e situações-limite... e) Deve-se imaginar episódios truculentos e situaçõeslimite... 21- “Não se julgam fora da lei ou da moral, pois conduzem-se de acordo com o que estipulam ser o preceito correto.” Sobre o trecho em destaque, é correto o que se diz em: (o trecho se encontra destacado no texto) a) As ações verbais presentes no fragmento acima “se julgam” e “conduzem-se” se referem no texto a um sujeito mencionado no período anterior. b) Os verbos no fragmento transmitem a ideia de voz passiva na frase. c) O fragmento se encontra na voz ativa, sendo o sujeito indeterminado. d) O trecho acima equivale a “julgaram os criminosos e os conduziram como foras da lei”. e) O fragmento se apresenta de forma errada, pois os verbos deveriam estar no singular para concordar com o sujeito “O medo social”. Texto III (para análise da questão 22) O GLOBO (13/07/01) A imprensa brasileira vem noticiando uma proposta milionária do Lázio da Itália, que pretende adquirir o passe do zagueiro Juan por 10 milhões de dólares. Este é o time cuja torcida já agrediu o jogador brasileiro Antônio Carlos, do Roma, e perdeu o mando de campo por incitamento racista em pleno estádio. Aqui fica uma sugestão a este jovem negro, atleta brasileiro de 22 anos, com um brilhante futuro profissional: recuse o convite e não troque o Brasil pela Itália, pois moedas não resgatam a dignidade. Diga não aos xenófobos e racistas. 22- “A imprensa brasileira vem noticiando...”. Com a utilização do tempo verbal destacado, o autor do texto quer referir-se a uma ação que: a) acaba de terminar b) acaba de começar

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c) se iniciou antes de outra ação passada d) se iniciou há pouco tempo e permanece no presente e) se repete no passado e no presente 23- (UFMG) As expressões destacadas correspondem a um adjetivo, exceto em: a) Encontrei o comboio de operários que fizeram greve ontem. b) Respondia as questões com consciência, à medida que o tempo passava. c) O morador da cidade conserva hábitos diferentes do campesino. d) Deparei-me com questões que não podiam ser lidas na prova. e) Os moradores de Conquista temem a falta de água. 24- Marque a alternativa cujo elemento destacado seja um determinante do nome. a) Estudamos muito para a prova de Português. b) Muitos candidatos estão pouco preparados para o cargo. c) Não sabia quão inteligente era seu irmão. d) Com a Lei da Ficha Limpa, vários parlamentares estão menos seguros da cassação. e) No comício havia bastantes pessoas. 25- Assinale a alternativa cujo pronome apresente caráter possessivo. a) Ao passear pelas Pedrinhas, roubaram-me a carteira. b) O trabalho, deram-mo para que o fizesse. c) O casaco, pu-lo no cabide. d) Houve grande polêmica naquele caso, por isso deramno por encerrado. e) Conheci sua prima, a que fez Medicina na USP. 26- Assinale a alternativa que apresenta incorreção gramatical: a) Entrego a ti todos os comprovantes de inscrição. b) Vi-o assim que apareceu no portão. c) Para eu passar no Vestibular, precisarei “devorar livros”. d) Entre eu e tu, há muitos ressentimentos. e) Esforçar-me-ei para passar em Medicina. 27- Leia: I- Conheci a cidade cuja cachoeira é famosa. II- Visitei a cidade onde há muitas cachoeiras. III- Os que estiverem sem ingresso não poderão entrar. Sobre as frases anteriores, é incorreto o que se afirma em:


a) Na frase I, a palavra “cuja” pode ser substituída por “da qual” com os devidos ajustes na frase. b) A palavra “cuja”, na frase I, estabelece ideia de posse. c) Na frase II, a palavra “onde” possui natureza adverbial. d) Na frase II, “onde” é um pronome relativo para indicar ideia de lugar ao antecedente. e) Na frase III, a expressão “Os que” é formada por um pronome demonstrativo e outro relativo.

Anotações:

28- Marque a alternativa que apresenta erro no uso do pronome demonstrativo. a) Neste ano, acontecerão as Olimpíadas de Londres. b) Nessa semana anterior ao evento realizado, foi que entregaram a encomenda esperada. c) Isso aí é trabalho bem feito? d) Em 1929, aconteceu a Semana de Arte Moderna. Naquele ano, a história da arte brasileira mudaria para sempre. e) Isso que está na minha rua é um trio elétrico. 29- Sobre o uso dos pronomes pessoais oblíquos, é incorreta a frase: a) Convidei-lhe para o aniversário e depois o enviei o convite. b) Encontrei-o na rua com os colegas. c) Não lhe havíamos confiado o pagamento das duplicatas. d) Desculpamo-nos pelos equívocos do nosso grupo. e) Vamos massacrá-los na final do campeonato do colégio. 30- Assinale a alternativa que represente um termo de Função Adjetiva: a) Ele partiu assim que amanhecera. b) Saíra atrasado do trabalho. c) Respondeu a questão com calma. d) Em junho, os pobres morrem de frio. e) ... que corou em manhã de chuva.

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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA SINTAXE Enunciado é tudo aquilo que é dito ou escrito. É uma sequência de palavras de uma língua que costuma ser delimitada por marcas formais: na fala, pela entonação; na escrita, pela pontuação. O enunciado está sempre associado ao contexto em que é produzido. Sintaxe é o conjunto das regras que determinam as diferentes possibilidades de associação das palavras da língua para a formação de enunciados. É função da sintaxe organizar a estrutura das unidades linguísticas (sintagmas) que se combinarão em sentenças. Relações e funções sintáticas Os enunciados da língua constituem unidades linguísticas que possuem uma estrutura sintática, ou seja, que refletem uma organização específica prevista pela língua. Não são, portanto, o resultado de combinações aleatórias de palavras. As associações de palavras são sempre reguladas pela sintaxe, que define as sequências possíveis no interior dessas estruturas. Para que fique claro o que é estrutura sintática, é importante compreender as noções de relação sintática e de função sintática. Observe: Relações sintáticas Cláudia comprou um cd dos Titãs. - Cláudia: agente da ação expressa pelo verbo comprar. - um cd dos titãs: completa o sentido de comprar. - dos Titãs: especifica o cd comprado. São as relações sintáticas estabelecidas entre as palavras que definem as estruturas possíveis na sintaxe das línguas. As noções de estrutura e de relação estão, portanto, intimamente relacionadas. Só é possível dizer que entre os elementos dos enunciados já comentados acima se estabelece alguma relação sintática porque esses elementos desempenham uma função sintática específica nas estruturas das quais fazem parte, e no interior das quais entram em relação. Veja: Funções sintáticas Cláudia comprou um cd dos Titãs. - Cláudia: sujeito do verbo comprar. - comprou um cd dos Titãs: predicado verbal do sujeito Cláudia.

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- um cd dos Titãs: objeto direto de comprar. - um e dos Titãs: adjuntos adnominais do objeto direto. No estudo dos enunciados da língua, identificam-se três unidades que apresentam características estruturais próprias: a frase, a oração e o período. Frase é um enunciado linguístico que, independentemente de sua estrutura ou extensão, traduz um sentido completo em uma situação de comunicação. O início e o fim da frase são marcados, na fala, por uma entonação característica e, na escrita, por uma pontuação específica. Tipos de frase: Alguns gramáticos optam por criar uma tipologia de frases associada à entonação com que elas são enunciadas. Falam, portanto, em: - Frases interrogativas: Quando eles vêm nos visitar? - Frases exclamativas: Que horror! - Frases declarativas: Hoje está um dia quente. - Frases imperativas: Façam silêncio! Oração é um enunciado linguístico que apresenta uma estrutura caracterizada sintaticamente pela presença obrigatória de um predicado. O predicado é introduzido, na língua, por um verbo. Por esse motivo se diz que toda oração precisa ter um verbo. A oração apresenta, na maioria dos casos, um sujeito e vários outros termos (essenciais, integrantes ou acessórios). Observe: - Nós compramos livros muito interessantes na Bienal. - Esses exercícios parecem muito difíceis. - Chove muito em Manaus. Período é um enunciado de sentido completo constituído por uma ou mais orações. O início e o fim do período são marcados, na fala, pelo uso de uma entonação característica e, na escrita, pelo uso de uma pontuação específica, que delimitam sua extensão. O período pode ser simples (oração absoluta) ou composto (mais de uma oração). Observe: - Os dias de inverno são muito curtos. - Paulo disse que não viria, mas mudou de idéia, porque precisa pegar os documentos de sua irmã. Sintaxe do período simples Período simples:


- Termos essenciais: sujeito e predicado. - Termos integrantes: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva. - Termos acessórios: adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto. Os termos essenciais são o sujeito e o predicado, responsáveis pela estrutura básica da oração. A maioria das orações apresenta um sujeito e um predicado. Podem ocorrer orações sem sujeito, mas não sem predicado. Os termos integrantes têm a função de complementar o sentido de determinados verbos e nomes. São eles: o objeto direto e o objeto indireto (complementos verbais), o complemento nominal e o agente da passiva. Os termos acessórios modificam ou especificam outros termos, não sendo fundamentais para a estrutura sintática das orações. São eles: o adjunto adnominal, o adjunto adverbial e o aposto. Sua ocorrência nas orações se justifica por razões de ordem semântica e discursiva.

EXERCÍCIO INICIAL DE SINTAXE 1- Diga em que voz verbal se encontra cada oração a seguir, apontando, quando possível, o sujeito da frase: a) Os alunos produziram o trabalho na escola. b) O trabalho foi produzido pelos alunos na escola. c) Identificou-se uma falha na segurança do prédio. d) Alugam-se apartamentos em Copacabana. e) Precisa-se de engenheiros com experiência. f) Vive-se bem nesta cidade. g) O soldado feriu-se com a granada. h) João e Maria se abraçaram no reencontro. Sujeito é o termo com o qual o verbo da oração concorda em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª e 3ª).

TIPOS DE SUJEITO Os sujeitos das orações podem ser simples ou compostos, determinados ou indeterminados. Existem também orações sem sujeito. Uma noção importante para a análise dos diferentes tipos de sujeito é a de núcleo de um sintagma. Núcleo é o termo central de um sintagma (nominal ou verbal). Outros termos podem ser a eles anexados e subordinados.

Os grandes tuiuiús brancos do Pantanal são aves que devem ser protegidas. - Os grandes tuiuiús brancos do Pantanal: sujeito da oração. - tuiuiús: núcleo do sintagma nominal sujeito. - Os, grandes, brancos, do Pantanal: termos que modificam o núcleo do sintagma sujeito, especificando seu sentido. Sujeito simples ou composto Com base na identificação da quantidade de núcleos apresentados por um sujeito, estabelece-se a diferença entre o sujeito simples e o sujeito composto. Observe: - Antônio foi ao cinema. - Os alunos do segundo ano foram ao cinema. - Eduardo e Mônica foram ao cinema. O sujeito simples apresenta um único núcleo, enquanto o sujeito composto apresenta mais de um núcleo. Com base na definição, dizemos, portanto, que as duas primeiras orações apresentam sujeito simples e a terceira, sujeito composto.

Sujeito oculto ou elíptico

O sujeito, seja ele simples ou composto, pode ser omitido das orações, quando sua identificação é possível a partir do contexto ou da flexão de número-pessoa do verbo. Observe o fragmento: Através das janelas Janelas são molduras dos acontecimentos. Testemunham o tempo e a vida que corre por fora e por dentro. Mostram e escondem. Quando abertas, fazem a conexão da casa com a vida lá fora. Fechadas, preservam o lar do frio e dos olhares externos. (...) No texto, o sujeito dos verbos destacados é janelas. Esse termo é explicitado apenas na primeira oração. Nas orações seguintes, o contexto e a flexão do verbo na 3ª pessoa do plural permitem identificar o termo janelas (ou o pronome pessoal equivalente, elas) como o sujeito com o qual esses verbos concordam. Nesse caso, diz-se que ocorreu o sujeito oculto ou elíptico.

Exemplo:

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Sujeito determinado ou indeterminado

“Disseram que alguns cheques meus voltaram”.

Nas orações acima, só conseguimos identificar o sujeito (alguns cheques meus) que determina a flexão do segundo verbo, voltaram. No primeiro caso, observamos que o verbo disseram está flexionado na 3ª pessoa do plural, mas não podemos atribuir tal flexão a nenhum termo presente nas orações. Esse exemplo ilustra a diferença entre o sujeito determinado e o sujeito indeterminado. Sujeito determinado é aquele que vem expresso na oração ou pode ser identificado pela flexão de númeropessoa do verbo ou ainda pelo contexto do enunciado (sujeito presente em outra oração do mesmo período ou do período antecedente). Sujeito indeterminado ocorre quando não é possível identificar um referente explícito na oração (ou no contexto do enunciado) para a flexão verbal. Sujeitos constituídos por pronomes indefinidos apresentam uma indefinição semântica (não se consegue identificar o referente específico do pronome), mas sintaticamente estão explícitos na oração e devem ser considerados determinados. Veja os exemplos: - Alguém quebrou o vidro da escola. - Ninguém sabe quando os resultados serão divulgados. Somente os casos de indeterminação sintática (impossibilidade de identificar o termo a que se refere o verbo) é que definem sujeitos indeterminados. A estrutura sintática dos sujeitos indeterminados Os sujeitos indeterminados podem ser caracterizados, no português, por duas estruturas sintáticas.  Verbo transitivo direto flexionado na 3ª pessoa do plural. - Incendiaram vários ônibus.  Verbo transitivo indireto, verbo intransitivo ou verbo de ligação flexionado na 3ª pessoa do singular + pronome se (índice de indeterminação do sujeito). - Precisa-se de vendedores. (verbo transitivo indireto) - Come-se bem na Itália. (verbo intransitivo)

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- Aqui se está feliz. (verbo de ligação)

As orações sem sujeito

Há orações que apresentam verbos impessoais, ou seja, que não se referem a uma pessoa do discurso e que, portanto, não admitem sujeito. Oração sem sujeito é aquela que apresenta um verbo impessoal. Também se diz, nesses casos, que o sujeito é inexistente. Tipos de oração sem sujeito Alguns contextos semânticos específicos criam condições para que determinados verbos sejam utilizados de modo impessoal. Observe: Não há um chamado dos céus. Não há trombetas. Nem sombra de um anjo anunciador aparecendo diante de um cenário azul-turquesa. [...] (SARMATZ, Leandro, Você é artista) No trecho, os verbos destacados são impessoais, porque não têm sua flexão de número-pessoa determinada por um termo específico da oração. A forma gramatical utilizada para marcar a impessoalidade verbal é a 3ª pessoa do singular. Os principais contextos para a inexistência de sujeito em orações são os seguintes:  Verbos que indicam fenômenos da natureza. Exemplos: chover, nevar, trovejar, anoitecer, amanhecer, etc. - Chove muito na região Amazônica. - No inverno, anoitece mais cedo.  Verbos ser, estar, fazer, haver relacionados a fenômenos da natureza ou a expressões temporais. - É ainda muito cedo. - Está muito tarde. - Faz dois anos que não vejo meus pais. - Há séculos que esperamos uma solução para o problema da fome. Um caso particular de concordância verbal ocorre com o uso do verbo ser na indicação de uma hora precisa. Mesmo impessoal, ele deve concordar em número com a expressão temporal que o acompanha. Observe:


- É uma hora da tarde. - São duas horas da madrugada. Essas orações não têm sujeito, mas a concordância verbal precisa ser realizada.

2- Nas seguintes orações: “Pede-se silêncio”; “A caverna anoitecia aos poucos”; “Fazia um calor tremendo naquela tarde”; o sujeito se classifica, respectivamente, como:

 Verbo haver no sentido de “existir”.

a) Indeterminado, inexistente, simples; b) Oculto, simples, inexistente; c) Inexistente, inexistente, inexistente; d) Oculto, inexistente, simples; e) Simples, simples, inexistente.

- Há muitos políticos que só pensam em enriquecer. - Houve sérios casos de dengue hemorrágica em alguns estados, recentemente. - Havia momentos em que o professor não sabia o que fazer para manter a atenção dos alunos. É importante lembrar que o verbo existir é pessoal. Quando ele for utilizado, portanto, deve ser feita a concordância com o sujeito a que se refere. Observe a diferença entre o uso do verbo haver (impessoal) e o do verbo existir (pessoal) em um mesmo contexto sintático. - Há muitos alunos nessa escola. - Existem muitos alunos nessa escola.

EXERCÍCIO EXPLICATIVO – SUJEITO 1- Correlacione: (1) sujeito simples (2) sujeito composto (3) sujeito desinencial ou oculto (4) sujeito indeterminado (5) sujeito inexistente a) ( ) Falhamos ao negligenciarmos atendimento aos mais pobres. b) ( ) Admitiu-se o erro. c) ( ) Chegou-se a uma triste conclusão d) ( ) Faz três meses da volta de Manoel. e) ( ) Choveram pedras nesta briga terrível. f) ( ) Ventava todos os dias em Granada. g) ( ) Desmantelaram mais uma quadrilha na favela do Vidigal. h) ( ) O cantor e sua banda não compareceram a outro espetáculo. i) ( ) Não se pedem favores nesta firma. j) ( ) Não se acreditou em nenhuma de suas palavras. k) ( ) Não voltarão mais para o Brasil meu irmão e sua esposa. l) ( ) Juca e Escopeta fugiram da cadeia. Logo depois, assaltaram ( ) uma lotérica.

3- Considerando os verbos HAVER e FAZER assinale a frase correta: a) Sempre haverão vozes discordantes. b) Vão fazer três anos, a contar do momento em que comecei o projeto. c) Houveram muitas falhas na operação. d) Fazem dois anos que não o vejo. e) Hão de trazer o que me prometeram! Ora, se hão! 4- Entre as frases abaixo, somente uma apresenta sujeito indeterminado. Assinale-a: a) Há a marca da vida nas pessoas. b) Não se necessita de lavadeira. c) Vai um sujeito pela rua. d) Não se engomou seu paletó. e) Pede-se um pouco de paciência. 5- Considerando: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante... O sujeito da afirmação com que se inicia o Hino Nacional é: a) indeterminado b) um povo heroico c) as margens plácidas do Ipiranga d) do Ipiranga e) o brado retumbante

6- Na oração: “Sabe-se que isso é uma calúnia”; o sujeito é: a) Agente b) Indeterminado c) Paciente d) Inexistente e) Oculto

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7- Há crianças sem carinho / Disseram-me a verdade / Construíram-se represas. Os sujeitos das orações acima são respectivamente: a) Inexistente, indeterminado, simples b) Indeterminado, implícito, indeterminado c) Simples, indeterminado, indeterminado d) Inexistente, inexistente, simples e) Indeterminado, simples, inexistente 8- Qual a alternativa em que há sujeito indeterminado? a) Comecei a estudar muito tarde para o exame. b) Em rico estojo de veludo, jazia uma flauta de prata. c) Soube-se que o proprietário estava doente. d) Houve muitos feridos no desastre. e) Julgaram-no incapaz de exercer o cargo. 9- O sujeito é simples e determinado em: a) Há somente um candidato ao novo cargo, doutor? b) Vive-se bem ao ar livre. c) Na reunião de alunos, só havia pais. d) Que calor, filho! e) Viam-se eleitores indecisos durante a pesquisa. 10- “O Brasil não conseguirá resolver os problemas da miséria e da infância abandonada em 1994...” Se transformarmos esta oração do texto numa oração de sujeito indeterminado, qual seria uma de suas possíveis formas? a) Não conseguiremos resolver os problemas da miséria e da infância abandonada em 1994. b) Não se conseguirá resolver os problemas da miséria e da infância abandonada em 1994. c) Não se conseguirão resolver os problemas da miséria e da infância abandonada em 1994. d) Os problemas da miséria e da infância abandonada não conseguirão ser resolvidos em 1994. e) Não conseguirão resolver os problemas da miséria e da infância em 1994. 11- O segmento do texto que apresenta um sujeito posposto ao verbo é: a) Anestesiada e derrotada, a sociedade nem está percebendo a enorme inversão de valores em curso. b) Parece aceitar como normal que um grupo de criminosos estenda faixas pela cidade e nelas fale de paz. c) Há um coro, embora surdo, que tenta retratar criminosos como coitadinhos. d) Coitadinhos e vítimas de um sistema ineficiente, aqui, são os parentes dos abatidos pela violência.

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e) Mas não merecem um micrograma que seja de privilégios.

Anotações:


PREDICADO É tudo que se declara do sujeito. Ex: O leão é um animal feroz. O predicado se classifica em: 1) Nominal: formado por um verbo de ligação e um predicativo do sujeito, que é seu núcleo. Ex: Isabel está nervosa. Está: verbo de ligação Nervosa: predicativo do sujeito 2) Verbal: formado por um verbo transitivo ou intransitivo. O verbo é o núcleo do predicado. Ex: Joana fez os doces. Fez: verbo transitivo direto. 3) Verbo-nominal: formado por um verbo transitivo ou intransitivo e um predicativo (do sujeito ou do objeto). Ex: Joana fez os doces nervosas. Fez: verbo transitivo direto Nervosa: predicativo do sujeito. Observe bem: Joana fez os doces e estava nervosa. PREDICATIVO É o termo que atribui ao sujeito uma qualidade, estado, característica etc. Pode ser: 1) Do sujeito. Ex: Rodrigo é estudioso. Ela voltou cansada. 2) Do objeto. Ex: Eu o considero inteligente. (predicativo de o, que é objeto) TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO Objeto Direto é o complemento verbal não introduzido por preposição necessária. Ex: Comprei um novo aparelho. Coloquei-o ali. Ela pegou da agulha. (objeto direto preposicionado) Observe que, no último exemplo, o verbo não exige a preposição de por necessidade semântica, sendo, então, transitivo direto. O objeto direto pode ainda ser: 1) Pleonástico: repetição do objeto direto. Ex: Sua irmã, ninguém a viu.

2) Interno ou Cognato: do mesmo campo semântico linguístico do verbo que, em condições normais, é intransitivo. Ex: Tu vives uma vida tranquila. Objeto Indireto é o complemento verbal iniciado por uma preposição necessária por uma necessidade semântica. Ex: Todos precisam de afeto. Refiro-me a ela. O objeto indireto também pode ser pleonástico. Ex: Ao colega, não lhe diga isso. Complemento Nominal é o termo preposicionado que completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio. Ex: Tenho medo dos exames. (medo é substantivo) Estava certo da vitória. (certo é adjetivo) Agiu contrariamente a meus interesses. (contrariamente é advérbio) Obs: Não se confunda o complemento nominal com o objeto indireto, que também tem preposição. O objeto completa o sentido de um verbo; o complemento nominal, de um nome. Ex: Necessitamos de leis. (objeto indireto) Temos necessidade de leis. (complemento nominal) Agente da passiva é o termo que pratica a ação na voz passiva. Corresponde ao sujeito da voz ativa. Vem introduzido pelas preposições por (pelo[s], pela[s]) ou de. Ex: A história foi contada por vovó. (o sujeito é passivo: a história) Mudando a voz do verbo, temos: Vovó contou a história. O agente da passiva (por vovó) transformou-se no sujeito da voz ativa (Vovó). EXERCÍCIO EXPLICATIVO 1- Coloque (1) para quando o verbo indicar ação e (2) para quando o verbo indicar estado: a) b) c) d) e)

( ( ( ( (

) Os alunos são estudiosos. ) A criança encontra-se triste. ) Ele veio para a reunião dos pais. ) Os ladrões obedecem às leis. ) As pessoas do bairro parecem doentes.

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f) ( ) O trem chegou atrasado. g) ( ) As pessoas saíram apressadas do metrô. h) ( ) Aqui, as coisas continuam horríveis. i) ( ) O técnico do time anda angustiado com a equipe. j) ( ) O técnico do time andou pelo gramado do estádio hoje. k) ( ) A secretária ficou confusa com os telefonemas. l) ( ) A secretária ficou no ponto esperando pelo ônibus. m) ( ) O aluno está doente. n) ( ) O aluno está em casa. 2- Dê a classificação dos predicados das orações acima no caderno:

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Anotações:


VERBOS SIGNIFICATIVOS E VERBOS DE LIGAÇÃO 1. Significativos: 1.1 Intransitivo – quando a oração não necessita de um complemento verbal para que tenha um sentido frasal pleno. 1.2 Transitivo – quando a oração precisa de um complemento verbal para completar-lhe o sentido. Os verbos transitivos podem ser: a) direto: sem o auxílio de preposição; seu complemento verbal tem o nome de objeto direto. b) indireto: com o auxílio da preposição; seu complemento verbal tem o nome de objeto indireto. c) direto e indireto: quando se exigem os dois complementos: um objeto direto e um objeto indireto. 2. De ligação: são aqueles que ligam o sujeito ao seu predicativo, expressando uma ideia de estado ou qualidade. A depender do contexto, são verbos de ligação: ser, estar, parecer, continuar, ficar, andar, permanecer... Obs: Os verbos que indicam ação (significativos) podem ser “transitivos ou intransitivos” na oração. Porém, os verbos que indicam estado serão sempre “verbos de ligação”. EXERCÍCIO ADICIONAL DE PREDICADO 1- Coloque (1) para predicativo do sujeito e (2) para predicativo do objeto: a) ( ) Nós somos jovens. b) ( ) Os contribuintes estão desesperados. c) ( ) Os países ricos consideraram caótica a situação dos haitianos. d) ( ) O prefeito anda atordoado com a política. e) ( ) Os funcionários ficaram presos no elevador. f) ( ) O cliente qualificou como salgada a comida do restaurante. g) ( ) Eles nomearam meu primo diretor. h) ( ) O povo elegeu-o deputado. i) ( ) Ronaldinho fez uma partida excepcional. j) ( ) Teu pai virou juiz de direito. 2- Assinale a passagem onde se indica erroneamente a predicação do verbo em destaque: a) Também não cantarei o mundo futuro. (transitivo direto)

b) Estou preso à vida. (de ligação) c) Vamos de mãos dadas. (transitivo indireto) d) Não direi os suspiros ao anoitecer. (transitivo direto) e) Não fugirei para as ilhas. (intransitivo) 3- Numa oração do tipo: “As meninas assistiram alegres ao espetáculo”, temos: a) Predicado verbal b) Predicado verbo-nominal c) Predicado nominal 4- Em relação à predicação verbal, marque a opção em que a classificação apresentada corresponde ao verbo do respectivo exemplo: a) Verbo transitivo direto – “...entrava a polícia”. b) Verbo transitivo direto – “Quer entregar-ma?” c) Verbo de ligação – “Onde está ela?” d) Verbo intransitivo – “Ia atrás, pálido, com as mãos cruzadas nas costas”. e) Verbo transitivo direto e indireto – “...parava à porta da rua uma carruagem”. 5- Correlacione corretamente a 1ª coluna de acordo com a 2ª e assinale a opção que corresponde à sequência correta: ( ) Ela anda com muita desenvoltura. ( ) Ele andou ontem pela cidade inteira. ( ) Ele anda extremamente desgastado porque está trabalhando muito. ( ) O prefeito andou ontem pela cidade muito preocupado com os engarrafamentos. 1. Predicado nominal 2. Predicado verbal 3. Predicado verbo-nominal a) 2 – 2 – 1 – 3 b) 1 – 2 – 1 – 3 c) 1 – 2 – 3 – 2 d) 2 – 2 – 3 – 2 e) 3 – 2 – 1 – 2 6- “Mas hoje ele fez um negócio que me deixou preocupado”... No trecho, a oração sublinhada contém um predicado: a) Verbal com Adjunto adverbial de modo. b) Nominal com predicativo do sujeito. c) Verbo-nominal com predicativo do objeto indireto. d) Verbal com adjunto adnominal do objeto direto. e) Verbo-nominal com predicativo do objeto direto.

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7- Na oração: “A inspiração é fugaz, violenta”, podemos afirmar que o predicado é: a) Verbo-nominal, porque o verbo é de ligação e vem seguido de dois predicativos. b) Nominal, porque o verbo é de ligação. c) Verbal, porque o verbo é de ligação e são atribuídas duas caracterizações ao sujeito. d) Verbo-nominal, porque o verbo é de ligação e vem seguido de dois advérbios de modo. e) Nominal, porque o verbo tem sua significação completada por dois nomes que funcionam como adjuntos adnominais. 8- Observe as duas orações abaixo: I- Os fiscais ficaram preocupados com o alto índice de sonegação fiscal. II- Houve uma sensível queda na arrecadação do ICM em alguns Estados. Quanto ao predicado, respectivamente, como:

elas

classificam-se,

a) Nominal e verbal b) Verbo-nominal e verbal c) Nominal e verbal d) Verbal e verbo-nominal e) Verbal e nominal 9- Leia: I- Pedro está adoentado. II- Pedro está no hospital. a) O predicado é verbal em I e II. b) O predicado é nominal em I e II. c) O predicado é verbo nominal em I e II. d) O predicado é verbal em I e nominal em II. e) O predicado é nominal em I e verbal em II.

EXERCÍCIOS – PREDICATIVO DO SUJEITO E DO OBJETO 1- Correlacione: 1. Predicativo do sujeito 2. Predicativo do objeto 3. Predicativo preposicionado do sujeito 4. Predicativo preposicionado do objeto 5. Adjunto adnominal a) ( ) Li um livro bastante interessante. b) ( ) As crianças especiais da APAE fizeram um lindo trabalho de arte.

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c) d) e) f) g)

( ( ( ( (

) Ele sempre foi muito mal-humorado. ) Chamei-os de diferentes. ) Eles eram chamados de diferentes por todos. ) Encontrei-os mortos. ) Bebi uma cerveja geladíssima.

2- Em qual das frases abaixo há um predicativo do objeto? a) “A viagem era curta”. b) “... tanto bastou para que ele interrompesse a leitura”. c) “... e acabou acunhando-me Dom Casmurro”. d) “... que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados”. e) “... não cuide que o dispenso do teatro amanhã”. 3- Aponte a opção em que o termo destacado tem a mesma função sintática que “A lua era magnífica”. a) “Vede o que não seria com este exército amigo.” b) “Mas os seus olhos, não; estão aqui, ao pé de mim (...)” c) “Rubião parecia totalmente outro”. d) “..., tendia antes a cercá-las, que a inspirar-lhe novas”. e) “..., e tudo isso, sem que ele se zangasse, sem que se fosse embora”. 4- Indique a opção em que o termo destacado não é predicativo. a) “As palavras, porém, são mais difíceis”. b) “... e vêm carregadas de uma vida”. c) “... vi-me cercada de pessoas”. d) “... selecionando animadamente e com grande competência”. e) “Pareciam pequenas abelhas alegres”.

TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO 1- Enumere corretamente de acordo com o código entre parênteses: (1) complemento do verbo (2) complemento do verbo preposicionado (3) qualidade predicativa do sujeito (4) circunstância adverbial a) Os pobres precisam de ajuda ( ). b) O patrão não confia em pessoas desonestas c) O assaltante ficou nervoso na fuga. ( ). d) O diretor comprou um carro novo ( ). e) A secretária pegou a bolsa ( ). f) O jogador pagou a pensão ( ) à ex-mulher

(

).

( ).


g) Maria ainda está no prédio ( ). h) Eduardo viajou ontem pela manhã ( ). i) Você é de vidro ( ) ? j) Ele arrematou, de imediato ( ), uma arma ( ) para executar o assalto. k) Joaquim vendeu o carro ( ). l) As coisas ficaram confusas ( ). m) Entregaram os papéis ( ) à Secretaria de Educação ( ). n) Ninguém assistiu ao jogo ( ). o) Convidei-o ( ) para a festa. p) José surpreendeu Joana. Segurou-a ( ) pelo braço e beijou-a ( ) demoradamente. q) Ninguém lhe ( ) pedia sequer um favor ( ). r) A louça era de porcelana ( ). s) Marcela ficou no ponto de ônibus ( ).

2- Dê a função sintática dos termos em destaque e, logo a seguir, justifique-a: a) Preciso usar da linguagem dos homens. ______________________________________________ ______________________________________________ b) Amo a meus familiares acima de tudo. ______________________________________________ ______________________________________________ c) Os convidados comeram do bolo. / Desta água não beberei. ______________________________________________ ______________________________________________ d) Venceram aos troianos os gregos. ______________________________________________ ______________________________________________ e) O dinheiro, entregue–o amanhã ao João. ______________________________________________ ______________________________________________ f) Sua primas, convidei-as para minha festa. ______________________________________________ ______________________________________________ g) Ao amigo, dar-lhe-ei a camisa. ______________________________________________ ______________________________________________

COMPLEMENTO NOMINAL 1- Acrescente a cada oração abaixo um complemento nominal: a) Devemos obediência b) É preciso que sejas útil c) Você seria capaz ? d) Sou favorável e) Todos estavam concordantes f) Os favelados sentem necessidade 2- Os termos destacados exercem a função de complemento nominal. Ligue-os com uma flecha à palavra a que se referem. A seguir, assinale a classe gramatical dessa palavra, baseando-se no código: (1) substantivo (2) adjetivo (3) advérbio a. ( ) A sala estava cheia de convidados. b. ( ) Temos confiança no futuro. c. ( ) Morava perto do estádio. d. ( ) A torcida ficou satisfeita com o resultado. e. ( ) O rico deve ser igual ao pobre perante a lei. f. ( ) A rodovia foi construída paralelamente à ferrovia. g. ( ) Não podemos adiar a publicação do nosso jornalzinho. 3- Coloque (1) para objeto indireto e (2) para complemento nominal: a) ( b) ( c) ( d) ( e) ( f) (

) Os moradores do bairro têm dúvidas do ocorrido. ) Os moradores duvidaram do ocorrido. ) Os desabrigados necessitam de ajuda. ) Os desabrigados possuem necessidade de ajuda. ) Os escravos tinham anseio de liberdade. ) Os escravos ansiavam pela liberdade.

ADJUNTO ADNOMINAL X COMPLEMENTO NOMINAL 1- Coloque (1) para Adjunto Adnominal e (2) para Complemento Nominal: a) Nada faremos relativamente ( ) a este caso. b) Ninguém tinha dúvida ( ) da fraude da prova. c) Ela estava consciente ( ) de tudo. d) Ele parece ter medo ( ) de altura.

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e) A porta ( ) da sala estava com problemas. f) Os moradores ( ) de Conquista esperam as obras da prefeitura. g) A criação ( ) do projeto depende da aprovação ( ) do diretor. h) A explicação ( ) do professor facilitou o entendimento ( ) do assunto. i) O crescimento ( ) do jornalismo aumentou a procura ( ) de bons profissionais. j) A apresentação ( ) de suas ideias exige uma aceitação ( ) do público. k) A divisão e a organização ( ) das tarefas deixam o trabalho dos operadores ( ) mais dinâmico. l) O orgulho ( ) dos brasileiros está em alta com as Olimpíadas do Rio. m) Não há fórmulas capazes ( ) de preencher as necessidades ( ) das pessoas. n) Indiferente ( ) à discussão, buscava o aprendizado ( ) da língua.

o) Os meios (

) de comunicação formam a opinião (

) do

público.

5- Observe o período abaixo e indique as duas possibilidades de interpretação possíveis, apontando a mudança da função sintática do termo que causaria tal transtorno: A matança dos marginais deixou a população revoltada. 6- “Foi a descoberta de novas terras...” O item abaixo que repete a mesma função sublinhada neste segmento é: a) “As lendas da Grécia...” b) “Estudos do fundo do oceano...” c) “... numa de suas extremidades...” d) “... tendo submergido de um dia para o outro.” e) “... a oeste do estreito de Gibraltar...” 7- O caso em que o segmento em destaque tem valor agente e não de paciente do termo anterior é: a) Cometeu-se um erro fatal. b) O técnico indicou o caminho da vitória. c) Deixe-me ver este material. d) A venda do prédio foi vantajosa para o corretor. e) Parabenizei-o pelo bom trabalho.

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Anotações:


TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO Adjunto Adnominal é o termo que determina, modifica um substantivo. Ex: O rapaz trouxe para a escola uma bela composição. Note bem: O rapaz (sujeito), rapaz (núcleo), o (adjunto adnominal). E assim por diante. O adjunto adnominal pode ser representado: 1) Por um artigo. Ex: O cão latiu. 2) Por um pronome adjetivo. Ex: Minha tia é francesa. 3) Por um numeral adjetivo. Ex: Tenho três canetas. 4) Por uma adjetivo. Ex: Ele sempre tira boas notas. 5) Por uma locução adjetiva. Ex: Achei um anel de ouro. Cuidado para não confundir este último caso com o complemento nominal. Vejamos algumas diferenças: a) O adjunto adnominal dá uma qualidade, indica posse ou restrição. Ex: Comprei copos de vidro. (qualidade ou matéria) Não encontrei o brinquedo do garoto. (posse) Observe também que copos e brinquedos são substantivos concretos. Assim, não poderiam ter complementos nominais. b) O complemento nominal completa o sentido da palavra. Sem ele, seria possível uma pergunta do tipo: de quê? Ex: Tenho certeza da vitória. (certeza de quê?) c) Se a palavra precedida de preposição se liga a adjetivo ou advérbio, só pode ser complemento nominal. Ex: Estava pronto para tudo. (pronto é um adjetivo) Atuou favoravelmente a nós. (favoravelmente é um advérbio) d) Se a palavra que está sendo modificada é proveniente de um verbo, o termo preposicionado será complemento nominal se se tratar de termo passivo, correspondendo a um objeto ou a um adjunto adverbial; sendo ativo, trata-se de um adjunto adnominal. Ex: A invenção do telégrafo beneficiou a humanidade.

Pode-se dizer: Inventaram o telégrafo. Logo, o telégrafo é um termo que sofre a ação. Do telégrafo é complemento nominal. A invenção do sábio beneficiou a humanidade. Não se pode transformar invenção no verbo inventar, porque o sábio praticou a ação de inventar. Logo, do sábio é adjunto adnominal. O adjunto adnominal representado por adjetivo pode confundir-se com o predicativo. Vejamos as diferenças: a) Junto a verbo, será predicativo. Ex: Maria é inteligente. Mauro voltou animado. b) Unindo-se diretamente ao núcleo de uma função (sujeito, objeto direto etc), é adjunto adnominal. Ex: A bela criança sorriu. (está dentro do sujeito) c) Vindo depois de um substantivo, pode haver confusão. Nesse caso, inverta-se a frase, pondo o adjetivo antes do substantivo. Se continuar ligado a ele, será adjunto adnominal; ficando afastado, será predicativo. Ex: Comprei uma casa bonita. (Comprei uma bonita casa) Adj. Adnominal Considero o aluno inteligente. (Considero inteligente o aluno) Predicativo Neste último caso, em que temos um predicativo, a palavra o ficou entre o substantivo e o adjetivo. Adjunto adverbial é o termo que modifica um verbo, adjetivo ou advérbio, indicando a circunstância em que se desenvolve o processo verbal. É representado geralmente por advérbio ou expressão adverbial. Ex: Ontem fomos à praia. tempo lugar Principais adjuntos adverbiais: 1) Afirmação: Certamente ele voltará. 2) Negação: Não o quero aqui. 3) Dúvida: Irei provavelmente à tarde. 4) Lugar: Deixamos o carro naquela esquina. 5) Tempo: Nós discutimos uma vez ou outra. 6) Modo: Márcia saiu apressadamente. 7) Intensidade: Estava muito nervosa. 8) Causa: Ele tremia de frio.

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9) Instrumento: Cortou-se com a lâmina. 10) Meio: Só viajavam de trem. (meio de transporte) 11) Companhia: Passeava com o pai. 12) Finalidade ou fim: Vivia para o estudo. 13) Concessão; Foi à praia apesar da chuva. 14) Assunto: Falavam de política. 15) Conformidade: Agimos conforme as ordens. 16) Condição: Sem estudo, não passarás. Aposto é o termo que se une a um substantivo ou pronome substantivo, esclarecendo-lhe o sentido. Geralmente, é separado por vírgula ou dois pontos. Ex: O cão, melhor amigo do homem, é sempre fiel. (explicativo) Só queria uma coisa: compreensão (explicativo) Glória, poder, dinheiro, tudo passa. (resumitivo ou recapitulativo) O rio Amazonas é muito extenso. (apelativo ou especificativo) Obs: O aposto apelativo ou especificativo é o nome de alguém ou alguma coisa. Estudou o dia todo, o que deixou a mãe feliz. (aposto referente a toda uma oração). Nesse caso, o aposto é representado por palavras como: o, fato, coisa etc. Agora atente bem para a seguinte comparação: Gosto de Petrópolis. (objeto indireto: complemento do verbo) Vim de Petrópolis. (ad. adv. De lugar: vim é intransitivo) Tive medo de Petrópolis. (complemento nominal: medo de quê?) O clima de Petrópolis é bom. (adj. adn.: vale por petropolitano) A cidade de Petrópolis é linda. (aposto: é o nome da cidade) Vocativo: termo com valor exclamativo que serve para interpelar alguém ou algo. Não pertence nem ao sujeito, nem ao predicado. Sempre com vírgula. Ex: Luís, empreste-me o martelo. (Ó Luís!) Veja, meu filho, que linda lagoa! (ó meu filho!) Não faça isso, garoto! (ó garoto!)

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EXERCÍCIO EXPLICATIVO – TERMOS ACESSÓRIOS 1- Continue enumerando corretamente de acordo com o código a seguir: (1) vocativo (2) aposto (3) adjunto adnominal (4) agente da passiva (5) adjunto adverbial a) ( ) Pedro II, imperador do Brasil, morreu no exílio. b) ( ) Pelé, o rei do futebol, esteve na Vila Belmiro. c) ( ) Meninos, entrem agora. d) ( ) O feirante gritava: João, tem freguês!!! e) ( ) A pergunta fora feita pelo aluno. f) ( ) Maria é conhecida de todos. g) ( ) Os torcedores pulavam de alegria. h) ( ) Aloísio Mercadante, ministro da educação, fez um balanço sobre o último ENEM. i) ( ) Aquela aluna simpática da Bahia venceu a Olimpíada de Matemática. j) ( ) Jornal, televisão, rádio, cinema, tudo influencia o comportamento. k) ( ) Drummond e Rosa são grandes escritores, aquele na poesia; este na prosa. l) ( ) A presidente Dilma viajou para a Argentina nesta manhã. m) ( ) O rio Tietê está cada vez mais poluído. n) ( ) O time do São Paulo o) ( ) A camisa do São Paulo está em promoção. p) ( ) O presidente veio de São Paulo. q) ( ) O clima de Petrópolis é ameno. r) ( ) A cidade de Petrópolis é tranquila.

EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES CONTEXTUALIZADOS 1- “O desinteresse histórico da elite brasileira em formar um mercado consumidor amplo e a preferência pela imigração da mão-de-obra europeia no período final da escravidão ainda se refletem, atualmente, na atitude de empresários, publicitários e produtores de TV, na escolha dos modelos publicitários, na estética da propaganda e nas dificuldades de apoio financeiro e de incentivo cultural aos programas de TV voltados para a população afrobrasileira”. Marque a alternativa que apresenta análise incorreta para o termo destacado no fragmento acima:


a) da elite brasileira é complemento nominal de desinteresse histórico. b) um mercado consumidor é objeto direto do vocábulo formar. c) pela imigração da mão-de-obra europeia é um termo integrante da oração. d) no período final da escravidão exerce ideia de tempo sobre o que se afirma. e) A expressão “se refletem” atribui valor paciente aos sujeitos a que se referem. 2- Assinale a alternativa correspondente ao período onde há agente da passiva. a) O rapaz foi preso por um investigador, compadre do Bertolão. b) O coração não resistiu à prova. c) Não o sabíamos doente. d) Tão grande e forte, não era resistente à bebida. e) Seu apartamento fora interditado poucas horas depois do crime. 3- Leia os períodos abaixo: I- A filha deixou a mãe magoada. II- Magoada, a filha se queixava da ausência da mãe. Em cada um dos períodos acima, aparece o adjetivo magoada, responsável por atribuir um caráter qualificativo a outro vocábulo. A partir da leitura feita, pode-se afirmar que tal palavra se refere ao mesmo termo? Justifique sua resposta, apresentando – se igual ou diferente – a função sintática desta palavra em cada uma das sentenças acima: 4- Durante um treino no Centro de Treinamento do Santos Futebol Clube, um grupo de torcedores resolveu fazer um protesto contra o desempenho ruim do time e de alguns jogadores no campeonato de 99 e levou uma faixa com o seguinte dizer: *VIOLA JOGA BOLA! *Atacante do Santos na época do protesto A partir da leitura da frase e das discussões em sala, aponte a incoerência de sentido que se tem entre a intencionalidade de protesto dos torcedores e o real sentido que a frase expressa da maneira como foi escrita. A seguir, indique a correção da faixa, enfatizando a função sintática de uma determinada palavra na frase:

5- Leia: I- A corrupção derrotará o Brasil. II- O Brasil será derrotado pela corrupção A partir da leitura das frases, é correto afirmar que: a) No exemplo 1, o Brasil é objeto direto de uma frase na voz ativa, repetindo-se essa mesma relação no exemplo 2. b) Em ambas as frases corrupção é agente da ação verbal, estando as frases na voz ativa. c) O exemplo 1 apresenta Brasil como termo agente da oração. d) Há diferença de voz verbal entre os exemplos, sendo que a corrupção na frase 1 é sujeito da frase na voz ativa; e pela corrupção, na frase 2, é agente da passiva. e) Nos dois exemplos não há sujeito, uma vez que os verbos são impessoais. 6- Qual frase não apresenta complemento nominal? a) Estava pronto para o passeio. b) Anseio por tua presença. c) A gaveta está cheia de formigas. d) Terminou a construção da casa. e) O amor à pátria era sua maior característica. 7- O seu filho, encontrei-o na Olívia em má companhia. O termo destacado é um: a) Objeto direto preposicionado b) Predicativo do sujeito c) Objeto direto pleonástico d) Adjunto adnominal e) Predicativo do objeto 8- Marque a alternativa que apresenta função sintática correta para a palavra destacada na oração. a) Todos sentiam a falta de uma educação de qualidade. – Adjunto Adnominal b) A opinião do público consagrou o espetáculo. – Complemento Nominal c) Precisava de dinheiro. – Adjunto Adverbial d) Maria, venha cá! – Sujeito e) A presidente Dilma fez um pronunciamento de apoio ao ministro. – Aposto Texto II (UNEB 2008) Vive o Centro Histórico de Salvador, representado pelo Pelourinho e áreas adjacentes, um processo de degradação que, a prosseguir, lhe comprometerá a

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grandeza de mais belo e uniforme conjunto de arquitetura colonial da América Latina, considerado pela UNESCO patrimônio da humanidade. A decadência não é apenas física. Manifesta-se também na inadimplência de comerciantes e moradores com que o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), órgão do Estado, firmou contratos de concessão de uso, comodato e aluguel. Chega-se a uma situação em que o Pelourinho, à falta de resultados comerciais favoráveis, tende ao abandono e à negligência ruinosos. [...] O Pelourinho abriga prédios e casarões do século 18 e início do século 19. A restauração devolveu-lhes o esplendor original. Mas o modelo de manutenção revelouse desastroso no decorrer dos anos. Faltou lógica econômica ao processo de atividades traçado para soprar no Centro Histórico um permanente hálito vital. O paternalismo influenciou certos contratos. Atividades comerciais e artísticas se mostram incapazes de gerar retorno: praças de diversão fechadas, como se viu esta semana, falta de eventos culturais diversos. Resultado: desânimo e decadência. Até as Terças da Bênção, do Grupo Olodum, que atraíam multidões, são hoje pálida imagem de ontem. SEM VIDA. A TARDE, Salvador, 16 set. 2007. Opinião, p. 3. Editorial

9- Com relação aos fatos focalizados no texto, é correto o que se afirma em: a) A deterioração do complexo arquitetônico e cultural do Pelourinho e adjacências é resultante do mau gerenciamento público e privado. b) A degradação do espaço histórico de Salvador vem acentuando a expansão da ocupação informal na cidade. c) O projeto de revitalização urbana do Pelourinho como novo espaço de consumo descaracterizou e desgastou o seu valor histórico. d) O quadro atual da ilegalidade da ocupação da área do Pelourinho é ignorado pelo poder. e) A transformação do Centro Histórico de Salvador em área de turismo, comércio e serviços tem incitado uma depredação do patrimônio colonial da cidade. 10- “A decadência não é apenas física. Manifesta-se também na inadimplência de comerciantes e moradores com que o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), órgão do Estado, firmou contratos de concessão de uso, comodato e aluguel. Chega-se a uma situação em que o Pelourinho, à falta de resultados comerciais favoráveis, tende ao abandono e à negligência ruinosos”.

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Os termos em destaque no fragmento acima possuem respectivamente a função sintática de: a) Adjunto adnominal, complemento nominal, objeto indireto, objeto indireto b) Complemento nominal, sujeito paciente, objeto direto, objeto direto c) Adjunto adnominal, objeto indireto, complemento nominal, objeto indireto d) Complemento nominal, adjunto adnominal, objeto direto, objeto indireto e) Sujeito, predicativo, complemento nominal, objeto indireto 11- Considerando os dois últimos parágrafos do texto, é correto afirmar: a) O enunciado final do texto explicita que o Grupo Olodum é irrelevante, hoje, para o Pelourinho. b) A declaração “Atividades comerciais e artísticas se mostram incapazes de gerar retorno” constitui um pressuposto no contexto. c) A expressão “certos contratos” vai ser explicitada e justificada na sequência textual. d) O último período do penúltimo parágrafo exemplifica tão somente o uso da linguagem referencial no contexto do editorial. e) O termo lhes é um elemento de coesão textual, retomando termos anteriormente expressos. QUESTÕES 12 e 13 Quem tem amor em seu coração por seu semelhante tem ética. Não adianta buscar um conceito cerebral para a Ética, pois ela só é possível quando não pensamos apenas em nós mesmos. A senda da Ética é repleta de desafios. Não basta ter boas intenções, é preciso boa vontade e obstinação para segui-la. Faz-se mister estar imbuído do sentimento certo ou todo esforço será vão. Pode-se falar muito sobre Ética. Mas uma Ética só de palavras nada significa. A ética é uma afirmação das ações e não das palavras. Ela é uma possibilidade humana: a de reconhecer o outro como alguém importante e de, ao mesmo tempo, reconhecer-se nele. Reconhecer o outro como importante quer dizer imputar-lhe valor. Isso se dá quando percebemos que as outras pessoas, assim como nós mesmos, temos medos, angústias, necessidades, aspirações e esperanças; quando identificamos, em outras palavras, sentimentos semelhantes aos nossos no outro. Nesse instante, descobrimos o outro como semelhante. Tomamos consciência de que ele está próximo de nós,


pois tem limitações e potencialidades parecidas com as nossas. Quando vemos isso com clareza, passamos a nos reconhecer no outro. Contudo, ter Ética é muito mais do que se dizer ético. Para sintetizar o que significa possuir um comportamento rigorosamente ético, é preciso recorrer a uma pequena frase: ter Ética é amar. Ninguém se tornará ético por seguir um código, um manual ou uma receita. Pois esses até podem ser reflexos da Ética, mas nunca a causa, pois a causa é o amor. O amor desinteressado, puro, penitente, generoso, leal, bondoso. Simplesmente o amor.

Leia a capa da veja abaixo para responder as questões 15 e 16:

AGUIAR, Emerson BARROS DE. Ter Ética é amar. Filosofia. Ciência & Vida, São Paulo: Escala, ano II, n. 14, p. 70. 2007.

12- De acordo com o texto, o ser ético a) Nega o vínculo que o liga à sua comunidade e preocupa-se com seu vínculo político partidário. b) Cultiva um discurso de conteúdo político hostil à liberdade pessoal, mas favorável ao amor livre. c) Constitui um indivíduo singular, com desejos e necessidades pessoais, sem, contudo, abandonar o seu envolvimento com a comunidade. d) Renuncia às suas características, como forma de autopreservação e de afirmação pessoal no grupo social. e) Insere-se na diversidade concreta da condição humana, buscando destaque para a sua ação individual. 13- Constitui uma afirmação correta sobre o texto a indicada em: (os trechos desta questão estão destacados no texto). a) O fragmento “quando não pensamos apenas em nós mesmos” é um argumento que revela egoísmo do enunciador do discurso. b) As frases “Pode-se falar muito sobre Ética. Mas uma Ética só de palavras nada significa” estabelecem entre si uma relação sintático-semântica de acréscimo. c) Na declaração “Faz-se mister estar imbuído do sentimento certo...”, a palavra certo, se viesse antes do nome ao qual se refere, mudaria seu aspecto semântico. d) As expressões “quando identificamos” e “Nesse instante” referem-se a diferentes circunstâncias temporais. e) Os termos “por” e “ou”, em “Ninguém se tornará ético por seguir um código, um manual ou uma receita”, denotam, respectivamente, direção e oposição. 14- “A construção do prédio depende da aprovação dos engenheiros”. Pode-se dizer que os termos em destaque possuem a mesma classificação sintática? Justifique, expondo o sentido que tais termos exercem no contexto sobre as palavras que modificam.

15- Diga se a frase central da capa da Veja está escrita corretamente. Para isso, justifique sua resposta enfatizando a função sintática de um determinado termo e o que a gramática normativa diz sobre isso, no contexto em que fora empregado: 16- No trecho “O fenômeno planetário que engolfou o locutor da Globo na Copa mostra... A FÚRIA DO TWITER”, é correto afirmar sintaticamente que: a) As reticências depois da palavra “mostra” indica a expectativa de que se anuncie um complemento do verbo necessário ao entendimento oracional. b) A declaração feita sobre engolfou diz respeito ao termo “A FÚRIA DO TWITER”. c) Em “locutor da globo”, há a presença de um aposto denominativo. d) Em “O fenômeno planetário”, pode-se dizer que os vocábulos “o” e “planetário” são modificados por fenômeno. 17- Dê a função sintática dos termos destacados a seguir: a) João Romão, pessoa distinta do cortiço, queria se livrar de Bertoleza. _____________________________________________ b) Viola, joga bola! ____________________________

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c) Tonho era apelidado de todos na escola. ____________________________________________ d) A revista Veja é líder de tiragens na América Latina. ____________________________________________ e) Todos os alunos queriam ouvir a explicação do professor. ___________________________________________ 18- Marque a alternativa em que se apresenta um Aposto destacado: a) Joaquim é querido de todos. b) Na manhã deste domingo, fomos às ruas da cidade. c) Todos os alunos tiveram de ler o romance Iracema. d) Todos os alunos tiveram de ler o romance de José de Alencar. e) Corrigiu-se o exercício em sala. 19- Marque a alternativa que apresenta um Complemento Nominal destacado: a) Não sabíamos se o diagnóstico do médico era positivo, ou não. b) Todos queriam fazer a análise da questão. c) Ninguém se importa com a opinião do povo. d) Sabe-se que a obra da ponte foi superfaturada. e) Os moradores das Pedrinhas sentem medo da violência.

2. Aponte a oração de sujeito simples. a. b. c. d. e.

Você e ele também são importantes. Fala-se muito. Há muitas vagas. Chegou ele e o irmão. Apareceu no bairro um novo circo.

3. Assinale a oração sem sujeito: a. Iremos à feira. b. Chove muito nesta cidade c. Regressaram os trabalhadores.

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de

4. Em “Construiu-se a ponte”, o sujeito é: a. b. c. d. e.

Indeterminado Simples: se Inexistente Composto Simples: a ponte

5. Assinale a única oração que não possui sujeito: a. b. c. d. e.

Choveu tomate sobre ele Queixou-se da prova Havia saído o aluno Não existe essa possibilidade Neva muito na Europa

6. Assinale a oração em que o sujeito não está indeterminado. a. Pede-se silêncio b. Estuda-se muito c. Fica-se nervoso lá d. Cumpriu-se com o dever e. Naquela casa se lê o dia todo 7. Aponte a oração de predicado verbo-nominal:

A TEORIA NA PRÁTICA – SINTAXE 1. “Fiquei em casa”. “Necessita-se Respectivamente, temos sujeito: a. Indeterminado, indeterminado b. Desinencial, simples c. Desinencial, indeterminado d. Simples, inexistente e. Indeterminado, inexistente

d. Perdeu-se uma boa oportunidade. e. Estou aqui

ajuda.”

a. O menino é pacato b. Poucos leram o relatório c. Marcos trabalha zangado d. Os pombos voaram para longe e. Cheguei alegremente 8. Aponte a frase de sujeito simples e predicado verbonominal. a. A jovem passeava tranquilamente b. Mariana fez o concurso esperançosa c. Existem grandes possibilidades d. Paulo e Marcelo estudam animados e. Os cientistas retornaram da gruta às pressas 9. O garoto derrubou a mesa. a. Complemento nominal b. Objeto direto c. Agente da passiva d. Sujeito e. Predicativo


10. O leite será bebido pelo neném. a. Sujeito b. Objeto indireto c. Complemento nominal d. Agente da passiva e. Adjunto adverbial 11. Qual a função sintática do termo em negrito em “Tinha confiança no amigo?” a. Objeto indireto b. Predicativo c. Agente da passiva d. Adjunto adverbial e. Complemento nominal

17. Aponte a frase em que se destacou um objeto direto preposicionado. a. Muitos carecem de vergonha. b. Ela pegou da agulha. c. Obedeça a seus pais. d. Ele jamais se furtou à responsabilidade. e. Ele não desistirá daquilo. 18. Assinale a oração com predicativo do objeto. a. Elegeram-no presidente. b. Marília é esforçada. c. Nós o admiramos muito d. Trabalharemos com entusiasmo. e. Ninguém saiu satisfeito.

12. Aponte a frase em que se destacou um predicativo do sujeito. a. O trem partiu carregado b. Isto não depende de mim c. O urso afugentou os visitantes d. A vida é um dom divino e. Carlos deixou-a magoada

19. Ela voltou com os primos. a. Adjunto adverbial b. Objeto indireto c. Predicativo d. Agente da passiva e. Aposto

13. Jamais concordei com aquele projeto. a. Objeto direto preposicionado b. Complemento nominal c. Objeto indireto d. Agente da passiva e. Adjunto adverbial

20. O lar, instituição sublime, deve ser preservado. a. Vocativo b. Predicativo c. Aposto d. Adjunto adnominal e. Sujeito

14. Qual frase não apresenta complemento nominal? f) Estava pronto para o passeio. g) Anseio por tua presença. h) A gaveta está cheia de formigas. i) Terminou a construção da casa. j) O amor à pátria era sua maior característica.

21. Aponte o adjunto adverbial de causa. a. Carlos chorou de raiva. b. Recebemos cadeiras de aço. c. Não tenho queixas de ninguém. d. Precisava de incentivos. e. Viajou de trem.

15. Aponte a frase com agente da passiva. a. O motorista está cansado. b. Lutemos por dias melhores. c. Eles vieram de Belo Horizonte. d. Tudo foi feito por Manuel. e. Tenho dor de cabeça. 16. Foi-lhe oferecida uma participação nos lucros. a. Predicativo b. Complemento nominal c. Objeto indireto d. Objeto direto e. Adjunto adverbial

22. Assinale a frase em que se destacou um vocativo. a. Fala alto aquele homem. b. O diamante, pedra muito dura, corta vidro. c. Não quero, José, que você se desespere. d. Voltará, depois de ano, a clinicar aqui. e. O livro de Mauro sumiu. 23. O que fiz estava certo. a. Objeto direto b. Adjunto adnominal c. Objeto indireto d. Aposto e. Sujeito

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24. Ele trouxe aquela pasta. a. Objeto direto b. Complemento nominal c. Adjunto adnominal d. Núcleo do objeto direto e. Sujeito 25. Isto lhe será útil. a. Complemento nominal b. Objeto indireto c. Adjunto adnominal d. Sujeito e. Predicativo 26. Deixei-o sair. a. Objeto direto b. Adjunto adnominal c. Aposto d. Objeto indireto e. Sujeito 27. Apesar do frio, não pôs o agasalho. Adjunto adverbial de: a. Causa b. Condição c. Instrumento d. Concessão e. Fim 28. Classifique os adjuntos adverbiais destacados em “Atrás da árvore, encontrava-se uma pessoa lendo calmamente o jornal.” a. Tempo, modo b. Lugar, tempo c. Lugar, concessão d. Lugar, modo e. Lugar, lugar 29. Aponte o aposto, entre os termos destacados abaixo. a. Mostrem-me, amigos, uma boa razão. b. O livro Iracema foi escrito por Alencar. c. A mesa do professor caiu. d. O lápis quebrou. e. Aqui, ontem, faltou luz. 30. Ele tem um coração de pedra. a. Complemento nominal b. Agente da passiva c. Adjunto adverbial d. Predicativo do objeto

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e. Adjunto adnominal 31. Em qual frase se destacou um adjunto adnominal? a. Esse resultado me interessa. b. Alguém apareceu ali. c. Mônica ficou preocupada. d. Minha história é triste. e. Falei a verdade. 32. Só não foi colocado em negrito um adjunto adnominal em: a. Nada foi resolvido b. Aceitamos a oferta c. Dez pessoas se intoxicaram. d. Ele era ótimo colega. e. Cada um fez sua parte. 33. Só não foi colocado em negrito um adjunto adverbial em: a. Talvez você consiga. b. Ela fala demais. c. Estarei no aeroporto ainda hoje. d. Combinei com ele essa estratégia. e. Irei mesmo. 34. Só não há complemento nominal em: a. Estava apto para o trabalho. b. O candidato está ciente de tudo. c. É preciso abster-se de vícios. d. A realização da prova foi normal. e. Não duvido de você, pois seu gosto pelo estudo é enorme. 35. Em qual frase o termo em negrito é adjunto adnominal, e não complemento nominal? a. Foi importante a invenção da imprensa. b. Foi necessária a destruição da ponte. c. Demorou muito a colocação do cartaz. d. A admiração pela professora tornou-se um grande amor. e. A explicação do garoto não agradou à mãe. 36. Trabalhava muito, preocupado. a. Aposto b. Adjunto adnominal c. Objeto direto d. Sujeito e. Adjunto adverbial

o

que

deixava

o

pai


37. (CÂM. DEP.) “... entender como sendo uma tomada de posição pessoal o que não passa de uma adaptação passiva...”. O “o” exerce função sintática de: a. b. c. d. e.

Sujeito Objeto direto Complemento nominal Adjunto adnominal Predicativo do objeto

38. (T.JUST. - RJ) “Em silêncio, o povo do Rio de janeiro demonstra o seu inconformismo diante da violência.” (1.1,3) Que termo destacado a seguir apresenta classificação inadequada? a. O povo do Rio de Janeiro – sujeito b. O seu inconformismo – objeto direto c. Do Rio de janeiro – adj. Adv. De lugar d. Em silêncio – adj. Adv. De modo e. Seu- adjunto adnominal 39. (TALCRIM) ... certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil:... a. Complemento nominal b. Adjunto adnominal c. Aposto d. Adjunto adverbial e. Objeto indireto 40. (CÂM. DEP.) “Ele foi CRIANÇA e voltou ADULTO”. Os termos destacados, na ordem apresentada, são: a. Adjunto adverbial e adjunto adverbial b. Adjunto adverbial e adjunto adnominal c. Complemento nominal e complemento restritivo d. Predicativo do sujeito e predicativo do objeto e. Predicativo do sujeito e predicativo do sujeito 41. (UM. METODISTA-PIRACICABA) “Três seres esquivos que compões em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade.” O TRECHO DESTACADO É: a. Complemento nominal b. Vocativo c. Agente da passiva d. Objeto direto e. Aposto

42. (FUVEST-SP) Assinale a alternativa que tem oração sem sujeito. a. Existe um povo que a bandeira empresta. b. Embora com atraso, haviam chegado. c. Existem flores que devoram insetos. d. Alguns de nós ainda tinham esperança de encontrá-lo. e. Há de haver recurso desta sentença. 43. (UFGO) Em uma das alternativas abaixo, o predicativo inicia o período. Assinale-a. a. A dificílima viagem será realizada pelo homem. b. Em suas próprias inexploradas entranhas descobrirá a alegria de conviver. c. Humanizado tornou-se o sol com a presença humana. d. Depois Da dificílima viagem, o homem ficará satisfeito? e. O homem procura a si mesmo nas viagens a outros mundos. 44. (FUVEST-SP) Assinalar a oração que começa com um adjunto adverbial de tempo. a. Com certeza havia um erro no papel do branco. b. No dia seguinte Fabiano voltou à cidade. c. Na porta, (...) enganchou as rosetas das esporas. d. Não deviam tratá-lo assim. e. O que havia era safadeza. 45. (UFV-MG) Assinale a alternativa que, em sequência, numera CORRETAMENTE as frases abaixo, indicando, assim, a função sintática do QUE. 1. Sujeito 2. Objeto direto 3. Objeto indireto 4. Predicativo 5. Complemento nominal ( ) Perdeu o único aliado a que se unira. ( ) O artilheiro que o julgaram ser não se revelou na nossa equipe. ( ) À janela, que dava para o mar, assomavam todos. ( ) A prova de que tenho mais receio é a de Matemática. ( ) Os exames que terá pela frente não o assustam. a. b. c. d. e.

3, 2, 1, 4,1 5, 4, 4, 3,2 3, 1, 2, 5,4 5, 2, 2, 3,1 3, 4, 1, 5,2

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46. (FMU-SP) Observe a estrofe: “ Lembra-me que, em certo dia, Na rua, ao sol de verão, Envenenado morria Um pobre cão.” Aparece aí a inversão do: a. Objeto direto: um pobre cão b. Sujeito: um pobre cão c. Sujeito: certo dia d. Predicado: lembra-me e. Predicativo do sujeito: me 47. (FMU-SP) “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante...” O sujeito da afirmação com que se inicia o Hino Nacional é: a. Indeterminado b. Um povo heróico c. As margens plácidas do Ipiranga d. Do Ipiranga e. O brado retumbante 48. (COR. GERAL – RJ) Em “... convivência com desenhos populares...” o termo destacado exerce a função sintática de: a. Adjunto adnominal b. Adjunto adverbial

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c. Agente da passiva d. Complemento nominal e. Objeto indireto GABARITO

1C 2E 3B 4E 5E 6ª 7C 8B 9B 13C 14B 15B 16B 17B 18A 19A 23E 24C 25A 26E 27D 28D 29B A 33D 34C 35E 36A 37B 38C 42E 43C 44B 45E 46B 47C 48D

10D 20C 30E 39A

11E 12A 21A 22C 31A 32 40E 41E


ANÁLISE SINTÁTICA DO PERÍODO COMPOSTO A análise sintática do período procura estabelecer as relações sintáticas entre as orações que o formam. Existem dois tipos de período: 1) PERÍODO SIMPLES: Formado por apenas uma oração, chamada de absoluta. Ex: Os trabalhadores fizeram a reunião no galpão da esco0la. (oração absoluta / período simples) Obs: período = frase Nasceu o filho de Luzia. Os policiais perseguiram os ladrões. (período simples / oração absoluta) (período simples / oração absoluta) 2) PERÍODO COMPOSTO: Formado por duas ou mais orações. Ex: André almoçou, vestiu o casaco e saiu apressado. 1ª oração + 2ª oração + 3ª oração No período composto, aparecem três tipos de orações:  Oração principal  Oração coordenada  Oração subordinada a) Oração principal: é a oração que detém a idéia principal do período, não desempenhando nenhuma função sintática em relação às outras orações. b) Oração coordenada: coloca-se ao lado da oração principal, mas não desempenha nenhuma função sintática em relação a ela.

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO O período composto por coordenação é formado por orações independentes umas das outras que simplesmente se justapõem, ou que se ligam umas às outras (através de uma conjunção coordenativa), sem função sintática. (São orações autônomas, cada uma com seu sentido próprio). Ex: Maria assistiu ao filme, sofreu e chorou. 1ª oração + 2ª oração + 3ª oração O período acima possui três orações coordenadas. As orações coordenadas podem ser: 1) Orações coordenadas assindéticas: orações que não são introduzidas por uma conjunção coordenativa (são justapostas). No lugar do conectivo oracional pode aparecer vírgula, ponto-e-vírgula ou dois pontos. Ex: O tempo passa, a vida continua a mesma. Oração coordenada assindética + oração coordenada assindética Obs: Nesse caso, não há oração principal. Sérgio gritou, chorou, sofreu à toa. Obs: No período acima, há três orações coordenadas assindéticas. 2) Orações coordenadas sindéticas: orações introduzidas por conjunção coordenativa (conectivos oracionais). Ex: O tempo passa, mas a vida continua a mesma. Or. Coord. Assindética Or. Coord. Sindética adversativa Sérgio gritou O. C. Assindética Adversativa

e chorou, mas sofreu à toa. O. C. Sind. Aditiva O. C. Sind.

c) Oração subordinada: tem função sintática (de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo, aposto, adjunto adnominal, adjunto adverbial) em relação à oração principal.

De acordo com a conjunção que a inicia, a oração coordenada sindética pode ser:

Assim, de acordo com a natureza das orações que o compõem, o período pode ser:  Composto por coordenação;  Composto por subordinação.

Edgar tomou o remédio e depois se deitou. Tomás não fez a tarefa e nem procurou fazê-la.

a) Aditiva: expressa a ideia de soma, adição.

Principais conjunções e locuções conjuntivas:  E

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    

Nem (= e não) Também Não só... mas também Tanto... quanto Assim... como

b) Adversativa: expressa a ideia de contrariedade, adversidade. João esforçou-se muito, mas não foi compreendido. Fugi, ainda assim não me libertei. Principais conjunções e locuções conjuntivas:  Mas  Porém  Todavia  Entretanto  Contudo  No entanto  Senão  Ainda assim c) Alternativa: expressa ideias alternadas. Eles irão viajar, quer queira, quer não queira Umas vezes sente-se feliz, outras vezes sente-se triste. Principais conjunções e locuções conjuntivas:  Umas... outras  Já... já  Quando... quando  Ou... (ou)  Quer... quer d) Conclusiva: a segunda oração coordenada expressa uma conclusão (lógica) da primeira. Eles estão famintos, então devem alimentar-se. O mico-leão está em extinção; devemos, pois, protegê-lo. Principais conjunções e locuções conjuntivas:  Portanto  Por isso  Pois (após o verbo)  Logo De acordo com a função sintática desempenhada, a oração subordinada pode ser:  Substantiva;  Adjetiva  Adverbial

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 Consequentemente  De modo que  Em vista disso  Por conseguinte e) Explicativa: a segunda oração coordenada exprime uma explicação sobre a primeira. Choveu, pois as ruas estão molhadas. Eles ainda não almoçaram porque a comida não está pronta. Principais conjunções e locuções conjuntivas:  Pois (antes do verbo)  Porque  Que  Isto é  Porquanto  Demais  Ademais  Pois bem

PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO O período composto por subordinação é formado por uma oração principal (que contém a principal informação e não possui função sintática) e uma oração a ela ligada e que completa seu sentido (oração subordinada). Obs: Num período composto formado por mais de duas orações, estabelecem-se relações sintáticas entre as próprias orações subordinadas (uma desempenha determinada função sintática em relação à outra). Ex: Mariana nos disse que se emocionou quando visitou o avô. op Or. Sub. Subst. Objetiva direta Or. Sub. Adv. temporal No exemplo acima:  A 2ª oração é subordinada em relação à 1ª;  A 3ª oração é subordinada em relação à 2ª. As orações subordinadas podem exercer (em relação a uma outra oração) a função sintática de substantivo, adjetivo ou advérbio. Obs: OP = Oração principal 1) Orações Subordinadas Substantivas Exercem a função de um substantivo, que pode ser: sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo, aposto ou agente da passiva.


que precisa comprar um Renault Fluence. (= Oração Sub. Substantiva Objetiva Direta, pois completa o sentido do verbo da O. Principal).

Tipos de orações substantivas: a) Subjetiva: possui a função sintática de sujeito da oração principal.

No anúncio acima, o primeiro período é claramente composto por subordinação. Tem-se, assim, a seguinte análise: Você já sabe (= Oração Principal) c) direto do verbo da OP. Ex: Todos os seus amigos desejam que você os admire. = Parece certo o namoro deles. OP Or. Sub. Subst. Objetiva direta Objeto direto d) Objetiva indireta: possui a função sintática de objeto indireto do verbo da OP. Ex: O pai não se opunha a que eles saíssem. =O pai não se opunha à saída deles. OP Or. Sub. Subst. Objetiva indireta Objeto indireto e) Completiva nominal: possui a função sintática de complemento nominal de um dos termos da OP. Ex: Muitas pessoas tinham medo de que o avião caísse. = Muitas pessoas tinham medo da queda do avião. OP Or. Sub. Subst. Completiva nominal Complemento Nominal f) Predicativa: possui a função sintática de predicativo do sujeito da OP. Ex: Meu desejo era que ela fosse feliz. = Meu desejo era a sua felicidade. OP Or. Sub. Subst. Predicativa Predicativo g) Apositiva: possui a função sintática de aposto de um dos termos da Oração Principal.

Ex: Parece certo que eles namorem. = Parece certo o namoro deles. OP or. Sub. Substantiva subjetiva Sujeito b) Objetiva direta: possui a função sintática de objeto Ex: Joaquim tinha uma grande vontade: que os pais se reconciliassem. = a reconciliação dos pais. OP Or. Sub. Subst. Apositiva aposto h) Agente da passiva: possui a função sintática de agente da passiva da OP. Ex: Ele é admirado de quantos o cercam. OP Or. Sub. Subst. Agente da passiva

OBSERVAÇÃO: As orações subordinadas podem se encontrar na forma reduzida: orações que se apresentam com o verbo no infinitivo (terminação -ar, -er, -ir) particípio (terminação -do) ou gerúndio (terminação -ndo). Não se iniciam nem por conjunções subordinativas nem por pronomes relativos.  Quando reduzidas, as orações subordinadas substantivas só podem se encontrar no infinitivo. Foi necessário OP infinitivo

arrecadar mais dinheiro. Or. Sob. Subst. Subjetiva reduzida de

Quero descobrir os caminhos da felicidade. OP Or. Sub. Subst. Objetiva direta reduzida de infinitivo Meu desejo era ser feliz.

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OP infinitivo

Or. Sub. Subst. Predicativa reduzida de

Tinha receio de pedir aumento ao chefe. OP Or. Sub. Subst. Completiva nominal reduzida de infinitivo 2) Orações subordinadas adjetivas Funcionam como um adjetivo de um termo antecedente que aparece na oração principal à qual se liga. Sintaticamente tem a função de adjunto adnominal. Pode ser restritiva ou explicativa. Quando desenvolvidas, vêm sempre introduzidas por pronome relativo (que, o qual, a qual, cujo, cuja, onde, quanto, como, quem). Tipos de Orações adjetivas: A) RESTRITIVAS – quando restringem ou especificam o sentido antecedente, ao qual se ligam sem marcação de pausa. Ex.:  Este é o autor que foi premiado.  Corria um vento que lhe esfriava os pés. B) EXPLICATIVAS – quando apenas acrescentam uma qualidade ao antecedente, esclarecendo um pouco mais seu significado, mas sem restringi-lo, determiná-lo. Separam-se do antecedente por uma pausa, representada pela vírgula. Ex.:  Causais  Comparativas  Concessivas  Condicionais  Conformativas A) causais: indicam a causa da ação expressa na oração principal. As conjunções causais são: porque, visto que, como, uma vez que, posto que... Ex: A cidade foi alagada porque o rio transbordou. B) consecutivas: indicam uma consequência do fato referido na oração principal. As conjunções consecutivas são: que (precedido de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que... Ex: A casa custava tão cara que ela desistiu da compra. C) condicionais: expressam uma circunstância de condição com relação ao predicado da oração principal. As conjunções condicionais são: se, caso, desde que, contanto que, sem que...

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 Seus pais, que são italianos, ficaram entusiasmados com tudo.  O homem, que ama, é feliz. Observação: (sem a vírgula) Os homens que são honestos merecem atenção. (restritiva) (=apenas os homens honestos) (com a vírgula) Os homens, que são mortais, temem a doença. (explicativa) (=todos os homens) (FONTE:<http://www.concursospublicosonline.com/informacao/view/Apostilas/ Portugues/Oracoes-Subordinadas-Adjetivas/>)

 As orações subordinadas adjetivas podem ser reduzidas de infinitivo ou gerúndio. Ex: Vi policiais a cavalgar pela avenida. = Vi policiais que cavalgavam pela avenida Ex: Contemplei flores brotando no jardim. = Contemplei flores que brotavam no jardim. 3) Orações subordinadas adverbiais Uma oração é considerada subordinada adverbial quando exerce sobre a oração principal a função sintática de Adjunto Adverbial. São introduzidas pelas conjunções subordinativas e classificadas de acordo com as circunstâncias que exprimem. Podem ser:  Consecutivas  Finais  Proporcionais  Temporais

Ex: Deixe um recado se você não me encontrar em casa. D) concessivas: indicam um fato contrário ao referido na oração principal. As conjunções concessivas são: embora, a menos que, se bem que, ainda que, conquanto que... Ex: Embora tudo tenha sido cuidadosamente planejado, ocorreram vários imprevistos. E) conformativas: indicam conformidade em relação à ação expressa pelo verbo da oração principal. As conjunções conformativas são: conforme, consoante, como, segundo... Ex: Tudo ocorreu como estava previsto. F) comparativas: são aquelas que expressam uma comparação com um dos termos da oração principal. As conjunções comparativas são: como, que, do que...


Ex: Ele tem estudado como um obstinado (estuda). G) finais: exprimem a intenção, o objetivo do que se declara na oração principal. As conjunções finais são: para que, a fim de que, que, porque... Ex: Sentei-me na primeira fila, a fim de que pudesse ouvir melhor. H) temporais: demarca em que tempo ocorreu o processo expresso pelo verbo da oração principal. As conjunções temporais são: quando, enquanto, logo que, assim que, depois que, antes que, desde que, ... Ex: Eu me sinto segura assim que fecho a porta da minha casa. I) proporcionais: expressam uma idéia de proporcionalidade relativamente ao fato referido na oração principal. As conjunções proporcionais são: à medida que, à proporção que, quanto mais...tanto mais, quanto mais...tanto menos... Ex: Quanto menos trabalho, menos vontade tenho de trabalhar.

EXERCÍCIOS 1- Coloque: (1) Oração coordenada sindética aditiva (2) Oração coordenada sindética adversativa (3) Oração coordenada sindética alternativa (4) Oração coordenada sindética conclusiva (5) Oração coordenada sindética explicativa a) ( ) Ele já chegou ao trabalho e ainda não registrou o ponto. b) ( ) Ele não só estuda muito mas também é muito inteligente. c) ( ) Não se canse muito que o jogo só está no início. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1- Só queria que ele estudasse mais. Oração subordinada substantiva: a) Subjetiva

d) ( ) O jogo só está no início, por conseguinte não convém maior esforço. e) ( ) Fale agora ou se cale para sempre. f) ( ) Ele ora se calava ora reclamava em altos berros. g) ( ) Não compareceu tampouco se preocupou em justificar sua ausência. h) ( ) Comprava todas as apostilas, no entanto não as abria sequer. i) ( ) Eu acho que ele não mais virá uma vez que a chuva engrossou muito. j) ( ) O time treinou bastante, tenhamos, pois, confiança nos atletas.

2- Coloque: (1) Oração subordinada substantiva subjetiva (2) Oração subordinada substantiva objetiva direta (3) Oração subordinada substantiva objetiva indireta (4) Oração subordinada substantiva completiva nominal (5) Oração subordinada substantiva predicativa (6) Oração subordinada substantiva apositiva a) ( ) Nós queremos que vocês se casem. b) ( ) Não sei se viajarei amanhã. c) ( ) Não sabia quanto gastara na viagem. d) ( ) A comissão precisa de que todos contribuam financeiramente. e) ( ) É provável que ele chegue hoje. f) ( ) Convém que você diga a verdade. g) ( ) Falou-se que haveria reunião esta tarde. h) ( ) Parece que ninguém estudou para a prova. i) ( ) Meu desejo era que todos fossem felizes. j) ( ) A esperança é que o acordo seja cumprido. k) ( ) Sou favorável a que o condenem. l) ( ) Esperamos isto: que todo mundo tenha uma vida digna. m) ( ) É preciso contratar mais pessoal para os cargos. n) ( ) Desejo ficar nesta cidade por mais um ano. o) ( ) Dedicar-se mais aos estudos, é esse o objetivo para o ano. b) Objetiva direta c) Predicativa d) Completiva nominal e) Apositiva 2- É importante que meditemos. Oração subordinada substantiva:

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a) Objetiva direta b) Predicativa c) Completiva nominal d) Subjetiva e) Apositiva 3- Tinha esperança de que chegaria a tempo. Oração subordinada substantiva: a) Completiva nominal b) Objetiva indireta c) Predicativa d) Subjetiva e) Apositiva 4- Assinale o exemplo de oração substantiva objetiva indireta: a) Esperamos que a prova seja anulada. b) Estava convencido de que era importante. c) Hélio se queixava de que não tinha amigo. d) O certo é que muitos o apoiariam. e) Tenho receio de que não haja vagas. 5- Só não há oração objetiva direta em: a) Suponho que Maria está doente. b) Veja para onde ele vai. c) Sinto que vou desmaiar. d) Helena prefere que não a procurem em casa. e) Sua resposta foi que se esforçasse mais. 6- Só não há oração subjetiva em: a) Percebemos de imediato que alguma coisa não ia bem. b) É necessário que continuemos. c) Basta que me sigam. d) Urge que nos apressemos. e) Quem estuda passa no vestibular. 7- Não há dúvida de que estarei lá. A oração substantiva é: a) Subjetiva b) Completiva nominal c) Objetiva indireta d) Predicativa e) Apositiva 8- Só me faltava isto: que ele perdesse as cópias. Oração substantiva: a) Objetiva direta b) Predicativa c) Completiva nominal d) Subjetiva

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e) Apositiva 9- Certifiquei-me de que não haveria reunião. Oração substantiva: a) Predicativa b) Subjetiva c) Apositiva d) Completiva nominal e) Objetiva indireta 10- Ignoro a quem ele mandou o livro. Oração substantiva: a) Objetiva indireta b) Completiva nominal c) Objetiva direta d) Apositiva e) Predicativa 11- Todas orações subordinadas substantivas que aparecem a seguir são subjetivas, exceto em: a) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço. b) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita sobre sua vida. c) Ignoras quanto custou meu relógio? d) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebidos. e) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião. PERÍODO COMPOSTO – ORAÇÕES ADJETIVAS 1- Leia: I- Os professores que se especializam lecionam com mais desenvoltura. II- Os professores, que se especializam, lecionam com mais desenvoltura. A partir das explicações dadas em sala, dê a classificação das orações adjetivas em destaque, explicando a diferença semântica entre elas. 3- Desenvolva e classifique as orações reduzidas dos períodos abaixo: a) Vi flores brotando no jardim. b) Testemunhei guardas batendo em presos. c) Havia soldados a cavalgar pela avenida. d) Está marcada a festa a realizar-se na próxima semana.


Período Composto Orações Adverbiais 1-Classifique as orações em destaque abaixo em: (1) Oração subordinada adverbial causal (2) Oração subordinada adverbial condicional (3) Oração subordinada adverbial consecutiva (4) Oração subordinada adverbial concessiva (5) Oração subordinada adverbial comparativa (6) Oração subordinada adverbial conformativa (7) Oração subordinada adverbial final (8) Oração subordinada adverbial proporcional (9) Oração subordinada adverbial temporal a) ( ) Joaquim chegou atrasado porque pegou um engarrafamento. b) ( ) Já que está chovendo, não vou trabalhar. c) ( ) Susan cantou tão bem que logo se tornou um fenômeno. d) ( ) Ele estudou tanto que foi aprovado no vestibular. e) ( ) Eu teria uma mágoa profunda se você faltasse à minha festa. f) ( ) Caso você melhore, volte logo para casa. g) ( ) Embora estivesse cansado, corria o campo todo. h) ( ) Mesmo que ele venha, não resolverá o problema. i) ( ) Os meninos venderam rifas para ajudar na campanha. j) ( ) Ele chegou, assim que você saiu. k) ( ) Apenas ele limpou a casa, as moscas sumiram. l) ( ) À medida que o salário mínimo cresce, aumenta o poder de compra do brasileiro. m) ( ) Agi como me fora orientado. n) ( ) Estudei para prova ,segundo o professor me orientara. o) ( ) Os políticos roubam como raposas. 2- Desenvolva e classifique as orações adverbiais abaixo: a) Chegando o inverno, comprarei um casaco. b) Não sendo professor, deu aulas maravilhosas. c) Fazendo os exercícios, poderão sair. d) Desaparecida a causa, cessará o efeito. e) Feitos os trabalhos, puderam sair. f) Ela veio aqui para me ver. h) Por estudar bastante, passou no vestibular. 3- (FUVEST) “Sei que esperavas desde o início que eu te dissesse hoje o meu canto solene. Sei que a única alma que possuo é mais numerosa que os cardumes do mar”. (Jorge de Lima)

As orações grifadas são orações subordinadas, respectivamente: a) substantiva subjetiva – adjetiva – adverbial consecutiva b) adjetiva – substantiva objetiva direta – adverbial consecutiva c) substantiva objetiva direta – adjetiva – adverbial comparativa d) adjetiva – substantiva subjetiva – adverbial comparativa e) substantiva predicativa – adjetiva – adverbial consecutiva 4- Na frase “Como anoitecesse, recolhi-me pouco depois e deitei-me... (Monteiro Lobato), a oração destacada é: a) coordenada sindética explicativa b) subordinada adverbial causal c) subordinada adverbial conformativa d) subordinada adjetiva explicativa e) subordinada adverbial final Os brasileiros são mais ricos que os americanos Um amigo acaba de me mandar o resultado de uma comparação entre nós e os americanos. Uma discussão em que um ianque prova, pela ciência exata da Matemática, que os brasileiros são mais ricos que os americanos. Ele começa argumentando que pagamos o dobro que os americanos pela água consumida. Embora tenhamos mais água doce. Depois, demonstra que nós pagamos 60% a mais nas tarifas de telefone e eletricidade. Além disso, os brasileiros pagam o dobro pela porcaria de gasolina consumida por seus carros. Por falar em carro, argumenta o americano, nós pagamos US$ 40 mil por um carro que nos Estados Unidos custa 20 mil, porque damos de presente US$ 20 mil para o nosso governo gastar não se sabe onde, já que os serviços públicos no Brasil são um lixo perto dos serviços prestados pelo setor público nos Estados Unidos. O americano diz não entender como somos tão ricos a ponto de não nos importarmos em pagar, além disso, PIS, Cofins, CPMF, ISS, INSS, IPTU, IPVA, IR, e dezenas de impostos, taxas e contribuições, em geral com efeito cascata, de imposto sobre imposto, e ainda fazemos festa nos estádios e nas grandes passarelas de carnaval. Sinal de que nem nos incomodamos com esse confisco de mais de três em cada dez dias de nosso trabalho.

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O americano lembra que em relação ao Brasil eles são pobres, tanto que são isentos do imposto de renda se ganham menos de US$ 3 mil por mês (equivalente a R$ 7.500,00 mensais). Voltando aos serviços públicos, os brasileiros são tão ricos que pagam sua própria segurança; nos Estados Unidos, os pobres cidadãos dependem da segurança pública. No Brasil, os pais pagam a escola e os livros dos seus filhos, porque, afinal, devem nadar em dinheiro. Nos Estados Unidos, os pais americanos não têm toda essa fortuna e mandam seus filhos para as escolas públicas, onde os livros são emprestados aos alunos. Os ricaços brasileiros, quando tomam no banco um empréstimo pessoal, pagam por mês o que os pobres americanos pagam de juro por ano. Eu contei ao americano que acabei de pagar R$ 2.500,00 pelo seguro de meu carro e ele confirmou sua tese: Vocês são ricos. Nós não podemos pagar tudo isso. Por meu carro grande, eu pago US$ 345 por ano. E acrescentou: e US$ 15 de licenciamento anual. Meu IPVA é de R$ 1.700,00. O ianque pergunta: Afinal quem é rico e quem é pobre? Aí no Brasil, 20% da população economicamente ativa não trabalha. Aqui, não podemos nos dar ao luxo de sustentar além dos 4% que estão desempregados. Não é mais rico quem sustenta mais gente que não trabalha? Cada vez mais, vamos nos convencendo de que não é preciso ser, basta parecer. E, afinal, gastando muito, a gente aparenta ser rico. E somos infelizes sem saber. Lembre-se disso na hora de votar!!! (Crônica de Alexandre Garcia)

Interpretação 1- O texto aborda principalmente: a) A falta de planejamento tarifário do Estado, que cobra altos impostos dos brasileiros. b) O fato de que os brasileiros pagam muitos impostos e não são ressarcidos socialmente como deveriam. c) O problema do péssimo atendimento prestado pelo Estado aos brasileiros. d) O fato de os americanos pagarem menos impostos que os brasileiros. e) O problema instaurado na saúde, que, segundo o texto, é oferecida aos brasileiros como um serviço ineficiente.

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2- Marque a alternativa que representa o que é mais criticado pelo autor: a) Os impostos, parcialmente, utilizados no serviço público. b) Os brasileiros, que não cobram do Estado as benfeitorias necessárias. c) Os americanos, que não conhecem a real condição social dos brasileiros. d) O Estado, que arrecada muito e gasta mal. e) Os serviços públicos de péssima qualidade. 3- Marque a alternativa cujo fragmento do texto não expressa ironia: a) “Sinal de que nem nos incomodamos com esse confisco...”. (l. 27) b) “os brasileiros são tão ricos que pagam sua própria segurança.” (l. 37) c) “damos de presente R$ 20 mil para o nosso governo.”(l.15) d) “os pobres americanos...” (l. 48) e) “pagamos o dobro que os americanos...” (l. 6) 4- Sobre o texto é incorreto dizer: a) O autor, para corroborar sua tese, prescinde de estatísticas e dados relacionados à economia dos dois países comparados. b) A base argumentativa de produção do texto é a forma irônica com que o autor camufla sua crítica em relação ao Poder Executivo. c) Dentre as várias considerações, o autor não se exime de condenar a indiferença do povo brasileiro em relação ao problema apontado. d) Em “além disso, PIS, Cofins, CPMF, ISS, INSS, IPTU, IPVA, IR, e dezenas de impostos, taxas e contribuições...” o autor utiliza siglas que representam o alvo de sua crítica no referido trecho. e) Pode-se dizer que o entendimento contrário das afirmações norteia o real significado do estado de espírito do autor frente ao tema abordado. 5- Marque a alternativa incorreta sobre o texto: a) O texto aborda um fato real dos brasileiros sob uma perspectiva inversa em comparação com os americanos. b) Transmite, ironicamente, sua indignação com os abusos na cobrança de impostos no Brasil. c) Transmite em suas considerações angústia moderada frente à realidade com que se deparam os brasileiros. d) Critica o Estado que gerencia mal os serviços públicos do país.


e) Aborda, com sarcasmo, um problema enfrentado pelos brasileiros. 6- Comparando os impostos e os serviços públicos entre o Brasil e os Estados Unidos mencionados no texto, é correto afirmar que: a) Os americanos pagam menos e recebem menos do seu Estado. b) Brasileiros e americanos desfrutam do mesmo tipo de serviço oferecido pelos seus respectivos Estados. c) Não há compensação entre os tributos pagos e os serviços prestados pelo governo brasileiro. d) Há equivalência de tributação entre os dois países que os faz pertencerem ao padrão de desenvolvidos. e) Brasileiros e americanos se igualam em graus de riqueza e pobreza. 7- Analise o fragmento em destaque: “Ele começa argumentando que pagamos o dobro que os americanos pela água consumida. Embora tenhamos mais água (II) doce”. Sobre o fragmento em destaque, é errôneo o que se diz em: a) O pronome pessoal Ele funciona como um termo localizador de um outro vocábulo já mencionado no texto. b) O sujeito da oração expressa pelo verbo pagamos é perfeitamente passível de identificação pelo contexto. c) No trecho (...) pagamos o dobro que os americanos pela água consumida... existe a elipse de um verbo perceptível pelo contexto. d) O substantivo água (II) exerce função subjetiva na oração à qual pertence. e) Possuem a mesma classificação os sujeitos das orações dos verbos pagamos e tenhamos. 8-Leia: “E, afinal, gastando muito, a gente aparenta ser rico. E somos infelizes sem saber. Lembre-se disso na hora de votar!!!” Percebe-se nesse fragmento o nível de linguagem: a) Metalinguístico b) Fático c) Conativo d) Poético e) Emotivo 9- Dos fragmentos abaixo, marque o único que apresenta aspecto substantivo com relação à palavra em destaque:

a) Damos de presente US$ 20 mil para o nosso governo... b) (...) já que os serviços públicos no Brasil são um lixo... c) No Brasil, os pais pagam a escola e os livros dos seus filhos . d) (...) e ainda fazemos festa nos estádios e nas grandes passarelas de carnaval. e) Um amigo acaba de me mandar o resultado de uma comparação entre nós e os americanos. 10- Sobre as afirmações abaixo, marque a alternativa correta: a) Ele começa argumentando que pagamos o dobro que os americanos pela água consumida. / os termos em destaque exercem a mesma função sintática e semântica. b) ... nós pagamos US$ 40 mil por um carro que nos Estados Unidos custa 20 mil,(...) / o conectivo em destaque é uma conjunção integrante. c) O americano lembra que em relação ao Brasil eles são pobres, tanto que são isentos do imposto de renda se ganham menos de US$ 3 mil por mês (...) / o enunciado possui uma ideia de causa e efeito. d) Voltando aos serviços públicos, os brasileiros são tão ricos que pagam sua própria segurança; / o período anterior é composto, sendo destituído de forma reduzida em qualquer oração. e) Nos Estados Unidos, os pais americanos (...) mandam seus filhos para as escolas públicas, onde os livros são emprestados aos alunos. / O conectivo em destaque no período anterior inicia uma oração de valor adverbial. 11- (UFV) No seguinte período: “Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas”; a oração destacada é: a) subordinada adverbial consecutiva b) coordenada sindética explicativa c) subordinada adverbial causal d) coordenada sindética conclusiva e) subordinada adverbial concessiva 12- Nos períodos abaixo, que oração destacada tem sua classificação indicada corretamente? a) “Era a grande tosse dos pobres, sintoma e denúncia da silicose que os roia.” – Oração subordinada adverbial modal. b) “Contou-me um amigo uma história exemplar, que teria ocorrido na cidade mineira de Nova Lima, por volta dos anos 30” – Oração subordinada adjetiva explicativa.

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c) “É claro que a criminalidade, enquanto sintoma, tem de ser adequadamente combatida por medidas policiais enérgicas.” – oração subordinada substantiva objetiva direta. d) “Os ingleses, dessa forma, uniram o útil ao agradável.” – oração coordenada assindética e) “A criminalidade está para a patologia social assim como a tosse convulsiva para a silicose”. – oração subordinada adverbial proporcional.

e) Quanto mais fala, mais fica rouco. (subordinada adverbial proporcional)

13- Desça daí para que possamos conversar. A oração adverbial é: a) temporal b) conformativa c) consecutiva d) final e) causal

19- Só não há oração subjetiva em:

14- Assinale a oração sindética explicativa: a) Depois que saíram, tudo serenou. b) Gritou, mas ninguém ouviu. c) A máquina parou porque faltou luz. d) Trabalhou demais, estava, pois, esgotado. e) João já deve ter chegado porque o casaco dele está sobre o sofá.

20- Assinale o exemplo de oração substantiva objetiva indireta:

15- Aponte a oração adverbial consecutiva: a) Era tranquilo como o pai. b) Falou alto para que todos escutassem. c) Era tal sua preocupação, que ficou em casa. d) Já que pediram, lerei novamente. e) Agiu como lhe fora ordenado. 16- Assinale o erro na análise da oração destacada: a) Vi um garoto chorando. (adverbial condicional) b) É importante estudar. (substantiva subjetiva) c) Trouxe o anel, entregando-o à mãe. (coordenada aditiva) d) Estava ansioso por voltar. (substantiva completiva nominal) e) Meu desejo é encontrá-la. (substantiva predicativa)

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17- Assinale o erro na análise da oração destacada: a) Há sentimentos que aproximam o homem de Deus. (subordinada adjetiva restritiva) b) Vim, vi, venci. (coordenada assindética) c) Ficou doente, por não se alimentar direito. (subordinada adverbial causal reduzida de infinitivo) d) Fiquem calmos, porque tudo se resolverá. (coordenada sindética explicativa)

18- Só não há oração objetiva direta em: a) Suponho que Maria está doente. b) Veja para onde ele vai. c) Sinto que vou desmaiar. d) Helena prefere que não a procurem em casa. e) Sua resposta foi que se esforçasse mais.

a) Percebemos de imediato que alguma coisa não ia bem. b) É necessário que continuemos. c) Basta que me sigam. d) Urge que nos apressemos. e) Parecia que tudo estava bem.

a) Esperamos que a prova seja anulada. b) Estava convencido de que era importante. c) Hélio se queixava de que não tinha amigo. d) O certo é que muitos o apoiariam. e) Tenho receio de que não haja vagas.

21- Só não há oração objetiva direta em: a) Convém que todos estudem para as provas finais. b) A diretoria confirmou que as notas fiscais serão entregues hoje. c) A polícia constatou que o réu era culpado. d) Imaginamos que haverá adiamento da prova do concurso. e) Desejamos que todos passem nas provas. 22- Só não há oração subjetiva em: a) Confirmou-se que houve fraude na prova. b) É importante que todos se preparem para o vestibular. c) Afirmo que houve fraude nas provas do ENEM. d) Urge que nos apressemos. e) Parecia que tudo estava bem. 23- Aponte a alternativa que faz uma análise correta do SE nas frases abaixo: a) Necessita-se de vendedores com experiência. – pronome reflexivo com função de objeto indireto b) Ele se vai rapidamente ao destino esperado. – índice de indeterminação do sujeito


c) Nega-se tudo diante do tribunal. – partícula apassivadora d) O técnico irritou-se com a apatia do time. – pronome reflexivo com função de sujeito. e) Deixou-se ficar na rede durante o feriado. – parte integrante do verbo

crack, a verdade é que os meios de comunicação nos bombardeiam, durante 24 horas por dia, com a propaganda não de drogas, mas do efeito das drogas. A publicidade, nesse sentido, não refreia, mas reforça o desejo pelo efeito das drogas. Por favor, não se pode culpar os publicitários por isso – eles, assim como todo mundo, não sabem o que fazem. (Eugênio Bucci)

TEXTO II (para análise da questão 24 a 27) DROGAS: A MÍDIA ESTÁ DENTRO Há poucos dias, assistindo a um desses debates universitários que a gente pensa que não vão dar em nada, ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça. Ouvio de um professor – um brilhante professor, é bom que se diga. Ele se saía muito bem, tecendo considerações críticas sobre o provão. Aliás, o debate era sobre o provão, mas isso não vem ao caso. O que me interessou foi um comentário marginal que ele fez – e o exemplo que escolheu para ilustrar seu comentário. Primeiro, ele disse que a publicidade não pode tudo, ou melhor, que nem todas as atitudes humanas são ditadas pela propaganda. Sim, a tese é óbvia, ninguém discorda disso, mas o mais interessante veio depois. Para corroborar sua constatação, o professor lembrou que muita gente cheira cocaína e, no entanto, não há propaganda de cocaína na TV. Qual a conclusão lógica? Isso mesmo: nem todo hábito de consumo é ditado pela publicidade. A favor da mesma tese, poderíamos dizer que, muitas vezes, a publicidade tenta e não consegue mudar os hábitos do público. Inúmeros esforços publicitários não resultam em nada. Continuemos no campo das substâncias ilícitas. Existem insistentes campanhas antidrogas nos meios de comunicação, algumas um tanto soporíferas, outras mais terroristas, e todas fracassam. Moral da história? Nem que seja para consumir produtos químicos ilegais, ainda somos minimamente livres diante do poder da mídia. Temos alguma autonomia para formar nossas decisões. Tudo certo? Creio que não. Concordo que a mídia não pode tudo, concordo que as pessoas conseguem guardar alguma independência em sua relação com a publicidade, mas acho que o professor cometeu duas impropriedades: anunciou uma tese fácil demais e, para demonstrá-la, escolheu um exemplo ingênuo demais. Embora não vejamos um comercial promovendo explicitamente o consumo de cocaína, ou de maconha, ou de heroína, ou de

24- Sobre alguns elementos de coesão do texto, é errôneo o que se diz em (estes se encontram destacados nos referidos parágrafos): a) “Aliás” e “ou melhor” (ambos no 1º parágrafo) expressam ideia de retificação no discurso. b) O vocábulo “corroborar” (1º parágrafo) pode ser substituído, no contexto por “ratificar”. c) A conjunção “e” (2º parágrafo) expressa ideia de adição. d) “Nem que” (2º parágrafo) expressa contextualmente valor concessivo. e) “impropriedades” (3º parágrafo) denota “equívocos”. 25- “Ele se saía muito bem, tecendo considerações críticas sobre o provão,...”; o gerúndio tecendo mostra uma ação: a) Que antecede a do verbo da oração anterior. b) Posterior à do verbo da oração anterior. c) Que é a consequência da ação da oração anterior. d) Simultânea à do verbo da oração anterior. e) Que mostra oposição à ação da oração anterior. 26- A expressão destacada que tem seu significado corretamente expresso é: a) “... que a gente pensa que não vão dar em nada”. – que não vão chegar a ser publicados. b) “... ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça”. – que me deixou com dor de cabeça. c) “... o debate era sobre o provão; mas isso não vem ao caso”. – é ridículo dar importância a isso. d) “Ele se saía muito bem...” – ele desviava do assunto principal. e) “... um professor brilhante, é bom que se diga”. – é importante destacar isso. 27- “Sim, a tese é óbvia... Para corroborar sua constatação, o professor lembrou que muita gente cheira cocaína e, no entanto, não há propaganda de cocaína na TV.”; em termos argumentativos, podemos dizer, com base nestes dois segmentos, que: a) A tese é acompanhada de argumento que a defende.

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b) A tese leva a uma conclusão explícita. c) A tese parte de uma premissa falsa. d) A tese não é acompanhada de dados que a comprovem. e) A tese é falaciosa e não pode ser provada. 28- Assinale a opção em que a conjunção E está empregada com valor adversativo: a) Deixou viúva e órfãos. b) Para diminuir a mortalidade infantil e aumentar a produção, proibi a aguardente. c) Tenho visto criaturas que trabalham demais e não progridem. d) Iniciei a avicultura e a apicultura. e) Perdi dois caboclos e levei um tiro de emboscada. 29- “Na verdade, a palavra escrita não apenas permanece...” O segmento sublinhado indica que, na progressão do texto, vai aparecer um segmento com valor de: a) Comparação b) Retificação c) Condição d) Adição e) Alternância 30- “É preciso ter sonho sempre”. Assinale a classificação correta da oração subordinada reduzida destacada nesse período: a) Adverbial consecutiva b) Adverbial final c) Substantiva predicativa d) Substantiva subjetiva e) Substantiva apositiva 31- Assinale a alternativa que não apresenta a oração subordinada com função de sujeito: a) Tínhamos esperança de que houvesse aula. b) É importante que estudemos para as provas da unidade. c) Ficou provado que o réu era culpado. d) Diz-se que haveria obras de saneamento básico no bairro. e) Era necessário dedicar-se mais aos estudos. 32- “Espia se ele está na esquina”. Qual das orações abaixo não analisa corretamente esse período? a) Período composto por subordinação. b) Conjunção integrante indicando a 2ª oração. c) Verbo da 1ª oração: transitivo direto d) A oração subordinada é adverbial reduzida. e) Frase em discurso direto.

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33- Se suprimirmos o pronome indefinido “Ninguém” e acrescentarmos “se” à forma verbal “informou”, na frase “Ninguém informou que haverá aula”, o sujeito da oração principal é: a) que haverá aula b) aula c) indeterminado d) ninguém e) inexistente Leia os períodos a seguir para responder as questões 34 e 35: I- Esperamos que os juros no país baixem. II- A taxa de juros, que é muito elevada no país, deve ser revista pelo governo. III- Estudou tanto que foi aprovado em Medicina. 34- A classificação dada ao conectivo QUE em cada uma das orações acima é respectivamente: a) Pronome relativo, conjunção adverbial, conjunção integrante. b) Pronome relativo, conjunção integrante, conjunção adverbial. c) Conjunção adverbial, pronome relativo, conjunção integrante. d) Conjunção integrante, conjunção adverbial, pronome relativo. e) Conjunção integrante, pronome relativo, conjunção adverbial. 35- Assinale a alternativa que faz uma análise errônea sobre um dos períodos acima: a) No primeiro período, há uma oração subordinada que pode ser representada pelo pronome “isso” b) No segundo período, a oração subordinada expressa um valor explicativo. c) Preserva-se o fator semântico e gramatical a retirada das vírgulas no segundo período. d) O terceiro período é formado por uma relação de causa e efeito. e) A oração subordinada do terceiro período é adverbial consecutiva. 36- Leia: Quando o enterro passou Os homens que se achavam no café Tiraram o chapéu maquinalmente. (Manuel Bandeira)

Sobre os versos do poeta Bandeira acima, é correto o que se diz em:


a) A conjunção quando inicia uma oração principal. b) A oração “que se achavam no café” restringe a ideia que é dita em relação ao termo “Os homens”. c) O verbo da 1ª oração pede um complemento verbal. d) Em “Tiraram o chapéu maquinalmente”, tem-se uma oração reduzida de gerúndio. e) Poder-se-ia colocar uma vírgula antes do pronome “que” na segunda linha, preservando a ideia inicial. 37- Na frase “Como anoitecesse, recolhi-me pouco depois e deitei-me” (Monteiro Lobato), a oração destacada expressa ideia de: a) comparação b) conformidade c) causa d) consequência e) modo 38- Leia: I- Mário estudou muito e foi reprovado. II- Mário estudou muito e foi aprovado. Em I e II, a conjunção E tem, respectivamente, valor: a) Aditivo e conclusivo b) Adversativo e aditivo c) Aditivo e aditivo d) Adversativo e conclusivo e) Concessivo e causal 39- “Apesar de não ser formado, era um exímio técnico de informática”. A oração subordinada no período anterior poder-se-ia apresentar da seguinte forma: a) Embora não fosse formado... b) Para que esteja formado... c) Porque era formado... d) À medida que se formava... e) Caso se formasse... 40- Leia: I- Estudaram a fim de passarem na prova. II- O poder de compra do brasileiro aumenta à medida que o salário mínimo cresce. III- Todos os funcionários atuavam no balcão segundo o patrão os orientara. Pela ordem, pode-se dizer que as orações destacadas acima classificam-se como subordinada adverbial:

a) Consecutiva, causal, temporal b) Concessiva, condicional, consecutiva c) Final, temporal, consecutiva d) Final, proporcional, conformativa e) Consecutiva, proporcional, conformativa 41- Leia: I- Abandonou o posto desde que anoitecera. II- Desde que cumpra o combinado, receberá a recompensa. III- Saíram segundo lhes ordenei. IV- Perseguiram o sonho com o intuito de serem felizes. As ideias transmitidas em cada oração subordinada destacada são respectivamente de: a) Causa, condição, proporcionalidade, tempo b) Consequência, causa, finalidade, concessão c) Tempo, condição, conformidade, finalidade d) Tempo, consequência, causa, finalidade e) Finalidade, tempo, condição, causa

PONTUAÇÃO 1- Justifique o uso da pontuação nos períodos abaixo: a) Manoel, venha cá! ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ b) Vendi a televisão, o fogão, a geladeira e a máquina de lavar. ______________________________________________ ______________________________________________ _______________________________________ c) O diretor e os professores se reuniram ontem à tarde. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ d) Márcia lava, e Joana Passa. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________

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e) Maria lava e passa. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ f) Minha mãe chora, e ri, e canta, e dança. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ g) Ele sempre se dedicou à empresa, porém nunca foi promovido. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ h) Ele sempre se dedicou à empresa, será, portanto, promovido. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ i) O brasileiro, que paga seus impostos, não obtém retorno do Estado. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ j) A verdade, meu povo, deve sempre ser dita. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ k) Eu vendo jornais; minha noiva, revistas. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ l) Assim que entrei, todos me fitaram. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ m) Todos me fitaram assim que entrei. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ n) Que João não virá, nós já sabemos. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________

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o) Com você, eu caso. / De chocolate, eu gosto. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ____________________________________ p) Desanimada, Ana entrou na sala de aula. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ q) Guido Mantega, ministro da Fazenda, implantou medidas de combate à inflação. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ r) A diretoria, convém lembrar, não se reúne há cinco meses. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ s) A vida é triste, ou melhor, muito triste. / Tu não trabalhas mais aqui, ou seja, estás demitido. ______________________________________________ ______________________________________________ _______________________________________ t) A introdução dos computadores pode acarretar duas consequências: uma, de natureza econômica, é a redução de custos; a outra, de implicações sociais, é a demissão de funcionários. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ u) O Brasil produz café, milho, arroz; ouro, níquel, ferro. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ v) É como o jornalista disse: “eles criam a dificuldade para vender a facilidade”. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________


w) Num estado de fúria, bradou fortemente: - Ouçam, miseráveis, vocês hão de me pagar amargamente! ______________________________________________ __________________________________________ x) “A empresa – afirmou o presidente – deve investir em seus funcionários”. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ y) O fato – convém lembrar – é inaceitável numa empresa como esta. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________ z) Acredito que, devendo desta maneira exagerada, “sua empresa logo alcançará um desenvolvimento invejável”. ______________________________________________ ______________________________________________ ________________________________________

EXERCÍCIOS ADICIONAIS 2- Os períodos seguintes apresentam diferença do emprego da pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta. a) O sinal, estava fechado; os carros, porém, não paravam. b) O sinal, estava fechado: os carros porém, não paravam. c) O sinal estava fechado; os carros porém, não paravam. d) O sinal estava fechado: os carros porém, não paravam. e) O sinal estava fechado; os carros, porém, não paravam. 3- Assinale a alternativa em que a pontuação não pode ser aceita. a) Os homens fazem as leis; as mulheres, os costumes. b) Cada livro dele, de parte o estilo, traz uma novidade. c) Às vezes, lá em casa, um simples telefonema podia suscitar a ocorrência de um cataclismo. d) Cipião general africano dizia: “Ingrata Pátria não terás meus ossos”. e) Comigo, meu bem, é que você não pode, por enquanto, contar.

a) Só te peço isto: que não demores. b) A raposa, que é matreira, enganou o corvo. c) Mal ele entrou, todos se retiraram. d) A cartomante fez uma só previsão; que ele ainda seria feliz. e) Pensei que não mais virias. 5- Qual o período com pontuação correta? a) Pouco depois, quando chegaram, outras reunião ficou mais animada. b) Pouco depois quando chegaram outras reunião ficou mais animada. c) Pouco depois, quando chegaram outras reunião ficou mais animada. d) Pouco depois quando chegaram outras reunião, ficou mais animada. e) Pouco depois quando chegaram outras reunião ficou, mais animada.

pessoas a pessoas a pessoas, a pessoas a pessoas a

6- Assinale a alternativa em que o período está corretamente pontuado: a) Repetindo a recomendação o diretor deu um voto, de confiança aos funcionários, mas poucos se sensibilizaram, com isso. b) Repetindo a recomendação, o diretor deu um voto de confiança aos funcionários mas, poucos se sensibilizaram com isso. c) Repetindo, a recomendação o diretor deu um voto de confiança aos funcionários, mas poucos, se sensibilizaram com isso. d) Repetindo a recomendação, o diretor deu um voto de confiança aos funcionários, mas poucos se sensibilizaram com isso. e) Repetindo a recomendação o diretor, deu um voto de confiança, aos funcionários mas poucos se sensibilizaram, com isso. 7- Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta. a) Tu meu amigo, se não me engano, estás atrasado. b) Tu meu amigo se não me engano, estás atrasado. c) Tu, meu amigo, se não me engano estás atrasado. d) Tu, meu amigo se não me engano estás atrasado. e) Tu, meu amigo, se não me engano, estás atrasado.

4- Assinale a alternativa em que a pontuação do período é incorreta.

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8- Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta. a) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que mesmo sérias, trazem impresso constante sorriso. b) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que mesmo sérias trazem, impresso constante sorriso. c) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, mesmo sérias, trazem impresso, constante sorriso. d) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, mesmo sérias trazem impresso constante sorriso. e) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, mesmo sérias, trazem impresso constante sorriso. 9- Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase: “Quando se trata de trabalho científico _ duas coisas devem ser consideradas __ uma é a contribuição que o trabalho oferece __ a outra é o valor prático que possa ter.” a) dois pontos, ponto-e-vírgula, ponto-e-vírgula b) vírgula, vírgula, ponto-e-vírgula c) vírgula, dois pontos, ponto-e-vírgula d) ponto-e-vírgula, dois pontos, ponto-e-vírgula e) ponto-e-vírgula, vírgula, vírgula 10- Assinale a alternativa que contém os sinais de pontuação adequados para a seguinte frase: “Carlos __ todo domingo __ segue a mesma rotina __ praia __ futebol __ jantar em restaurante __” a) Vírgula, vírgula, ponto-e-vírgula, vírgula, vírgula, ponto b) Vírgula, vírgula, dois pontos, vírgula, vírgula, ponto c) Vírgula, ponto-e-vírgula, vírgula, ponto-e-vírgula, ponto-e-vírgula, ponto d) Vírgula, vírgula, vírgula, vírgula, vírgula, ponto 11- Assinale a alternativa que apresenta correto emprego das vírgulas: a) Mário, de acordo com as ordens recebidas, partiu. b) Mário de acordo, com as ordens, recebidas partiu. c) Mário, de acordo com as ordens, recebidas, partiu. d) Mário de acordo com, as ordens, recebidas, partiu. 12- A frase em que devem ser utilizadas duas vírgulas é: a) Espera-se que a reforma da casa seja realizada com êxito.

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b) Comenta-se que a Universidade brasileira tem um ótimo nível. c) Deseja-se que a seleção dos melhores candidatos à Universidade seja bem organizada. d) Afirma-se que a boa formação universitária propicia melhores oportunidades aos jovens. e) Acredita-se que apesar dos inúmeros obstáculos a vencer a reforma será feita em breve. 13- Assinale a alternativa corretamente pontuada: a) No inverno através dos vidros ele vê a trama dos finos galhos negros. b) No inverno através dos vidros, ele vê, a trama dos finos galhos negros. c) No inverno através dos vidros ele vê: a trama dos finos galhos negros. d) No inverno, através dos vidros, ele vê, a trama, dos finos galhos negros. e) No inverno, através dos vidros, ele vê a trama dos finos galhos negros. 14- Assinale a alternativa em que o texto esteja corretamente pontuado: a) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem chapéu trazendo pela mão, uma menina de quatro anos. b) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito, baixo, sem chapéu, trazendo pela mão, uma menina de quatro anos. c) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo, sem chapéu, trazendo pela mão uma menina de quatro anos. d) Enquanto eu, fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem chapéu, trazendo pela mão uma menina de quatro anos. e) Enquanto eu fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito baixo, sem chapéu trazendo, pela mão, uma menina, de quatro anos.

Anotações:


REGÊNCIA VERBAL Dá-se quando o termo regente é um verbo e este se liga a seu complemento por uma preposição ou não. Aqui é fundamental o conhecimento da transitividade verbal. A preposição, quando exigida, nem sempre aparece depois do verbo. Às vezes, ela pode ser empregada antes do verbo, bastando para isso inverter a ordem dos elementos da frase (Na rua dos Bobos, residia um grande poeta). Outras vezes, ela deve ser empregada antes do verbo, o que acontece nas orações iniciadas pelos pronomes relativos (O ideal a que aspira é nobre).  Alguns verbos e seu comportamento: ACONSELHAR (TD e I) Aconselho-o a tomar o ônibus cedo. Aconselho-lhe tomar o ônibus cedo. AGRADAR * no sentido de acariciar ou contentar (pede objeto direto - não tem preposição). Agrado minhas filhas o dia inteiro. Para agradar o pai, ficou em casa naquele dia. * no sentido de ser agradável, satisfazer (pede objeto indireto - tem preposição "a"). As medidas econômicas do Presidente nunca agradam ao povo. AGRADECER * TD e I, com a preposição A. O objeto direto sempre será a coisa, e o objeto indireto, a pessoa. Agradecer-lhe-ei os presentes. Agradeceu o presente ao seu namorado. AGUARDAR (TD ou TI) Eles aguardavam o espetáculo. Eles aguardavam pelo espetáculo. ASPIRAR * No sentido sorver, absorver (pede objeto direto - não tem preposição). Aspiro o ar fresco de Rio de Contas. * No sentido de almejar, objetivar (pede objeto indireto - tem preposição "a"). Ele aspira à carreira de jogador de futebol. Não admite a utilização do complemento lhe. No lugar, coloca-se a ele, a ela, a eles, a elas. Também observa-se

a obrigatoriedade do uso de crase, quando for TI seguido de substantivo feminino (que exija o artigo) ASSISTIR * No sentido de ver ou ter direito (TI - preposição A). Assistimos a um bom filme. Assiste ao trabalhador o descanso semanal remunerado. * No sentido de prestar auxílio, ajudar (TD ou TI - com a preposição A) Minha família sempre assistiu o Lar dos Velhinhos. Minha família sempre assistiu ao Lar dos Velhinhos. * No sentido de morar é intransitivo, mas exige preposição EM. Aspirando a um cargo público, ele vai assistir em Brasília. Não admite a utilização do complemento lhe, quando significa ver. No lugar, coloca-se a ele, a ela, a eles, a elas. Também observa-se a obrigatoriedade do uso de crase, quando for TI seguido de substantivo feminino (que exija o artigo) ATENDER * Atender pode ser TD ou TI, com a preposição a. Atenderam o meu pedido prontamente. Atenderam ao meu pedido prontamente. * No sentido de deferir ou receber (em algum lugar) pede objeto direto * No sentido de tomar em consideração, prestar atenção pede objeto indireto com a preposição a. Se o complemento for um pronomes pessoal referente a pessoa, só se emprega a forma objetiva direta (O diretor atendeu os interessados ou aos interessados / O diretor atendeu-os) CERTIFICAR (TD e I) Admite duas construções: Quem certifica, certifica algo a alguém ou Quem certifica, certifica alguém de algo. Certifico-o de sua posse. Certifico-lhe que seria empossado. Certificamo-nos de seu êxito no concurso. Certificou o escrivão do desaparecimento dos autos. CHAMAR * TD, quando significar convocar. Chamei todos os sócios, para participarem da reunião. * TI, com a preposição POR, quando significar invocar. Chamei por você insistentemente, mas não me ouviu.

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* TD e I, com a preposição A, quando significar repreender. Chamei o menino à atenção, pois estava conversando durante a aula. Chamei-o à atenção. A expressão "chamar a atenção de alguém" não significa repreender, e sim fazer se notado (O cartaz chamava a atenção de todos que por ali passavam) * Pode ser TD ou TI, com a preposição A, quando significar dar qualidade. A qualidade (predicativo do objeto) pode vir precedida da preposição DE, ou não. Chamaram-no irresponsável. Chamaram-no de irresponsável. Chamaram-lhe irresponsável. Chamaram-lhe de irresponsável. CHEGAR, IR (Intransitivo) Aparentemente eles têm complemento, pois quem vai, vai a algum lugar e quem chega, chega de. Porém a indicação de lugar é circunstância (adjunto adverbial de lugar), e não complementação. Esses verbos exigem a preposição A, na indicação de destino, e DE, na indicação de procedência. Quando houver a necessidade da preposição A, seguida de um substantivo feminino (que exija o artigo a), ocorrerá crase (Vou à Bahia) * no emprego mais frequente, usa-se a preposição A, e não EM. Cheguei tarde à escola. Foi ao escritório de mau humor. * se houver idéia de permanência, o verbo ir segue-se da preposição PARA. Se for eleito, ele irá para Brasília. * quando indicam meio de transporte no qual se chega ou se vai, então exigem EM. Cheguei no ônibus da empresa. A delegação irá no vôo 300. COGITAR * Pode ser TD ou TI, com a preposição EM, ou com a preposição DE. Começou a cogitar uma viagem pelo litoral. Hei de cogitar no caso. O diretor cogitou de demitir-se. COMPARECER (Intransitivo) Compareceram na sessão de cinema. Compareceram à sessão de cinema. COMUNICAR (TD e I)

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* Admite duas construções alternando algo e alguém entre OD e OI. Comunico-lhe meu sucesso. Comunico meu sucesso a todos. CUSTAR * No sentido de ser difícil será TI, com a preposição A. Nesse caso, terá como sujeito aquilo que é difícil, nunca a pessoa, que será objeto indireto. Custou-me acreditar em Hipocárpio. Custa a algumas pessoas permanecer em silêncio. * no sentido de causar transtorno, dar trabalho, será TD e I, com a preposição A. Sua irresponsabilidade custou sofrimento a toda a família. * no sentido de ter preç,o será intransitivo. Estes sapatos custaram R$ 50,00. DESFRUTAR E USUFRUIR (TD) Desfrutei os bens de meu pai. Pagam o preço do progresso aqueles que menos o desfrutam. ENSINAR - TD e I Ensinei-o a falar português. Ensinei-lhe o idioma inglês. ESQUECER, LEMBRAR * quando acompanhados de pronomes, são TI e constroem-se com DE. Ela se lembrou do namorado distante. Você se esqueceu da caneta no bolso do paletó. * constroem-se sem preposição (TD), se desacompanhados de pronome. Você esqueceu a caneta no bolso do paletó. Ela lembrou o namorado distante. FALTAR, RESTAR E BASTAR * Podem ser intransitivos ou TI, com a preposição A. Muitos alunos faltaram hoje. Três homens faltaram ao trabalho hoje. Resta aos vestibulandos estudar bastante. IMPLICAR * TD e I com a preposição EM, quando significar envolver alguém. Implicaram o advogado em negócios ilícitos. * TD, quando significar fazer supor, dar a entender; produzir como consequência, acarretar. Os precedentes daquele juiz implicam grande honestidade. Suas palavras implicam denúncia contra o deputado.


* TI com a preposição COM, quando significar antipatizar. Não sei por que o professor implica comigo. Emprega-se preferentemente sem a preposição EM (Magistério implica sacrifícios) INFORMAR (TD e I) Admite duas construções: Quem informa, informa algo a alguém ou Quem informa, informa alguém de algo. Informei-o de que suas férias terminou. Informei-lhe que suas férias terminou. MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE (Intransitivo) * Seguidos da preposição EM e não com a preposição A, como muitas vezes acontece. Moro em Londrina. Resido no Jardim Petrópolis. Minha casa situa-se na rua Cassiano. NAMORAR (TD) Ela namorava o filho do delegado. O mendigo namorava a torta que estava sobre a mesa. OBEDECER, DESOBEDECER (TI) Devemos obedecer às normas. / Por que não obedeces aos teus pais?  Verbos TI que admitem formação de voz passiva: PAGAR, PERDOAR São TD e I, com a preposição A. O objeto direto sempre será a coisa, e o objeto indireto, a pessoa. Paguei a conta ao Banco. Perdôo os erros ao amigo. As construções de voz passiva com esses verbos são comuns na fala, mas agramaticais PEDIR (TD e I) * Quem pede, pede algo a alguém. Portanto é errado dizer Pedir para que alguém faça algo. Pediram-lhe perdão. Pediu perdão a Deus. PRECISAR * No sentido de tornar preciso (pede objeto direto). O mecânico precisou o motor do carro. * No sentido de ter necessidade (pede a preposição de).

Preciso de bom digitador. PREFERIR (TD e I) * Não se deve usar mais, muito mais, antes, mil vezes, nem que ou do que. Preferia um bom vinho a uma cerveja. PROCEDER * TI, com a preposição A, quando significar dar início ou realizar. Os fiscais procederam à prova com atraso. Procedemos à feitura das provas. * TI, com a preposição DE, quando significar derivarse, originar-se ou provir. O mau-humor de Pedro procede da educação que recebeu. Esta madeira procede do Paraná. * Intransitivo, quando significar conduzir-se ou ter fundamento. Suas palavras não procedem! Aquele funcionário procedeu honestamente. QUERER * No sentido de desejar, ter a intenção ou vontade de, tencionar (TD). Quero meu livro de volta. Sempre quis seu bem. * No sentido de querer bem, estimar (TI - preposição A). Maria quer demais a seu namorado. Queria-lhe mais do que à própria vida. RENUNCIAR * Pode ser TD ou TI, com a preposição A. Ele renunciou o encargo. Ele renunciou ao encargo. RESPONDER * TI, com a preposição A, quando possuir apenas um complemento. Respondi ao bilhete imediatamente. Respondeu ao professor com desdém. Nesse caso, não aceita construção de voz passiva. * TD com OD para expressar a resposta (respondeu o quê?) Ele apenas respondeu isso e saiu. REVIDAR (TI) Ele revidou ao ataque instintivamente.

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SIMPATIZAR E ANTIPATIZAR (TI) * Com a preposição COM. Não são pronominais, portanto não existe simpatizar-se, nem antipatizar-se. Sempre simpatizei com Eleonora, mas antipatizo com o irmão dela. SOBRESSAIR (TI) * Com a preposição EM. Não é pronominal, portanto não existe sobressair-se. Quando estava no colegial, sobressaía em todas as matérias. VISAR * no sentido de ter em vista, objetivar (TI - preposição A) Não visamos a qualquer lucro. A educação visa ao progresso do povo. * No sentido de apontar arma ou dar visto (TD) Ele visava a cabeça da cobra com cuidado. Ele visava os contratos um a um. Se TI não admite a utilização do complemento lhe. No lugar, coloca-se a ele (a/s) São estes os principais verbos que, quando TI, não aceitam LHE/LHES como complemento, estando em seu lugar a ele (a/s) - aspirar, visar, assistir (ver), aludir, referir-se, anuir. Avisar, advertir, certificar, cientificar, comunicar, informar, lembrar, noticiar, notificar, prevenir são TD e I, admitindo duas construções: Quem informa, informa algo a alguém ou Quem informa, informa alguém de algo. Os verbos transitivos indiretos na 3ª pessoa do singular, acompanhados do pronome se, não admitem plural. É que, neste caso, o se indica sujeito indeterminado, obrigando o verbo a ficar na terceira pessoa do singular. (Precisa-se de novas esperanças / Aqui, obedece-se às leis de ecologia) * Verbos que podem ser usados como TD ou TI, sem alteração de sentido: abdicar (de), acreditar (em), almejar (por), ansiar (por), anteceder (a), atender (a), atentar (em, para), cogitar (de, em), consentir (em), deparar (com), desdenhar (de), gozar (de), necessitar (de), preceder (a), precisar (de), presidir (a), renunciar (a), satisfazer (a), versar (sobre) - lista de Pasquale e Ulisses.  As variáveis na conjugação de alguns verbos: Existem algumas variáveis na conjugação de alguns verbos. Os linguistas chamam os desvios de variáveis, enquanto os gramáticos tratam-nos como erros. verbo ver e derivados. Forma popular: se eu ver, se eu rever, se eu revesse.

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Forma padrão: se eu vir, se eu revir, se eu revisse. verbo vir e derivados. Forma popular: se eu vir, seu eu intervir, eu intervi, ele interviu, eles proviram. Forma padrão: seu eu vier, se eu intervier, eu intervim, ele interveio, eles provieram. ter e seus derivados. Forma popular: quando eu obter, se eu mantesse, ele deteu. Forma padrão: quando eu obtiver, se eu mantivesse, ele deteve. pôr e seus derivados. Forma popular: quando eu compor, se eu disposse, eles disporam. Forma padrão: quando eu compuser, se eu dispusesse, eles dispuseram. reaver. Forma popular: eu reavi, eles reaveram, ela reavê. Forma padrão: eu reouve, eles reouveram, ela reouve. (Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/regencia-verbal)

REGÊNCIA NOMINAL Substantivos, adjetivos e advérbios podem, por regência nominal, exigir complementação para seu sentido precedida de preposição. Segue uma lista de palavras e as preposições exigidas. Merecem atenção especial as palavras que exigirem preposição A, por serem passíveis de emprego de crase.  acostumado a, com;  afável com, para;  afeiçoado a, por;  aflito com, por;  alheio a, de;  ambicioso de;  amizade a, por, com;  amor a, por;  ansioso de, para, por;  apaixonado de, por;  apto a, para;  atencioso com, para;  aversão a, por;  ávido de, por;  conforme a;  constante de, em;  constituído com, de, por;


 contemporâneo a, de;  contente com, de, em, por;  cruel com, para;  curioso de;  desgostoso com, de;  desprezo a, de, por;  devoção a, por, para, com;  devoto a, de;  dúvida em, sobre, acerca de;  empenho de, em, por;  falta a, com, para;  imbuído de, em;  imune a, de;  inclinação a, para, por;  incompatível com;  junto a, de;  preferível a;  propenso a, para;  próximo a, de;  respeito a, com, de, por, para;  situado a, em, entre;  último a, de, em;  único a, em, entre, sobre.

(http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/regencia-nominal)

EXERCÍCIO EXPLICATIVO 1- Corrija as frases incorretas quanto à regência: a) Os alunos chegaram cedo no colégio. b) Os amigos foram no cinema. c) A conversa constante implicou na perda do ano. Ele situa-se à rua S. Campos. d) Aristides namora com Marta. e) Prefiro mais cinema que teatro. f) Prefiro antes estudar do que trabalhar. g) Lá em casa, somos em quatro. h) Fazemos entrega à domicílio. i) Quem assistiu o filme da Globo? 2- Acrescente preposições às lacunas somente quando a correção da frase o exija: a) São ações incompatíveis _____ suas ideias. b) Ele não fez alusões ______ estes projetos. c) Ele não tem confiança _______ seus técnicos.

d) Ele tem desconfiança _____ seus técnicos. e) São ávidos ______ promoção. f) Prefiro que você não faça o trabalho _____ que o faça de má vontade. g) Nós devemos aspirar _____ melhores resultados. h) Eu quero bem ____ meus subordinados. i) Eu quero ____ meus subordinados aqui. j) Os convidados assistiram _____ um grande espetáculo. k) Os mestres assistiam _____ seus alunos em suas dificuldades. l) Sua resposta não agradou _____ o presidente. m) Ele agradou _____ o chefe com este presente. n) Ele não precisava _____ a quantia que lhe foi emprestada. o) Ele não precisava _____ a quantia necessária. p) O diretor chamou _____ este engenheiro de gênio. q) O diretor chamou _____ este engenheiro à sua sala. r) Nós não lembramos _____ o fato. s) Nós não nos lembramos _____ o fato. t) Nós lembramos _____ o fato _____ os presentes à reunião. u) Ele perdoou _____ todos os nossos erros. v) O chefe perdoou ______ seus funcionários. w) O diretor encarregou ______ engenheiro ______ esta tarefa. 3- Coloque o acento da crase onde for necessário: a) Ele fez referência a tarefa feita por nós. b) Traçou uma reta oblíqua a do centro. c) Não conheço as que saíram. d) Ela se referia as que saíram. e) Apresentou-lhe a esposa. f) Apresentou-o a esposa. g) Era uma camisa semelhante a que o diretor usava. h) Ele não obedecia aquele regulamento. i) Ele desconhecia aquele regulamento. j) Não me refiro aquilo. k) Não vi aquilo. l) Esta é a lei a qual fiz alusão. m) Esta é lei a qual desconhecia. n) Esta é a mulher a quem fiz referência. o) Esta é a mulher a qual fiz referência. p) Ele se dedica a empresa e obedece as leis. q) Não compareceu as reuniões que eram úteis as pesquisas. r) O juiz, indiferente as súplicas, condenou o réu a forca. s) Nas próximas férias, iremos a Bélgica, a Suécia e a Portugal.

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t) Viajaremos a Londres e a Roma do Coliseu. u) Já fomos a Paraíba, a Pernambuco e a Goiás. v) Também fomos a Santa Catarina e a progressista Florianópolis. w) As vezes, o pessoal saía as escondidas. x) A reunião vai das cinco as seis horas. y) A reunião vai durar de cinco a seis horas. z) Devemos obediência a pessoas mais velhas.

e) Ela aspirava a uma carreira rendosa.

4- Em cada questão, assinale a única frase onde se emprega o acento da crase.

5- Em cada questão, assinale a única frase onde não se emprega o acento da crase: 1) a) Uns vendem a prazo, outros a vista. b) Ele sempre viveu a custa do pai. c) Ele está aqui desde as sete horas. d) Ela só sairá as nove horas. e) As vezes, ele sai a uma hora da tarde.

1) a) Refiro-me a alunas estudiosas. b) Refiro-me a esta aluna aqui. c) Refiro-me a todas as alunas. d) Refiro-me a uma aluna em especial. e) Refiro-me aquela aluna.

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7) a) Entreguei os convites a essa senhora. b) Não me refiro a tua casa, mas a de tua irmã. c) Estavam ali, frente a frente. d) Os marinheiros desceram a terra. e) Os filhos retornaram a casa.

2) a) Dirigi a palavra a você. b) Dirigi a palavra a Vossa Majestade. c) Dirigi a palavra a senhora. d) Dirigi a palavra a minhas tias. e) Dirigi a palavra a quem reclamava.

2) a) Ele está sujeito a ela, aquela moça ali. b) Não saia a estas horas. Saia a tardinha. c) Renunciou a vida pública e a seus direitos. d) Refiro-me a que saiu, porque desobedeceu a ordem recebida. e) Enfrentou o ladrão cara a cara.

3) a) Faço alusão a meu pai. b) Faço alusão a várias cidades. c) Faço alusão a primeira aluna da turma. d) Faço alusão a alguma aluna. e) Faço alusão a essa cidade aí.

3) a) Dedicava-se as suas músicas e visava a glória artística. b) Ele tinha um estilo a José de Alencar. c) Ele chegou a Roma hoje, e amanhã vai a Londres. d) Ele chegou a Roma dos Césares. e) Ele irá a Londres do Big Ben.

4) a) No verão, vamos a casa de meus tios. b) No verão, vamos a Minas Gerais ou a Goiás. c) No verão, vamos a Fortaleza e a Manaus. d) No verão, vamos a terra. e) No verão, vamos para a Bolívia e para a Venezuela. 5) a) Saiu a andar a pé. b) Levam as moças a uma fuga. c) Ficou a discorrer a respeito dos estudos. d) A professora não chegou a tempo. e) Só as primeiras horas da noite pôde assistir a cerimônia.

4) a) Ela fugia as escondidas com o pai sentado a porta. b) Voava a mercê dos ventos. c) Fugia as pressas, a medida que eu me aproximava dela. d) Sua maneira de escrever é igual a de meu irmão. e) Comuniquei a elas a informação recebida. 5) a) Respondi as que me perguntaram. b) Respondi a quem me perguntou. c) Traçou duas linhas paralelas a do centro. d) Ele escrevia poesias a 1922. e) Antes de entrar, bata a porta.

6) a) Ele doou a sua coleção a mim. b) Perdoamos a quem falou. c) Ele escreveu uma carta a V. Sª. d) Leve-o aquele salão e não a este.

6) a) Ao sair, bata a porta! b) Ele prefere Roma a Atenas dos filósofos gregos. c) Ele não foi a Curitiba, mas retornou a progressista Florianópolis.


d) Aqui está a atriz a qual fizeste referência. e) Ele só chegará a uma hora. 7) a) Estará em casa daqui a cinco horas. b) Ele talvez volte as nove horas. c) A certa hora, eles ficaram lado a lado e falaram as claras. d) Chegou a casa a hora certa. e) Retornaremos a terra natal. 6- Assinale, em cada questão, a única frase que apresenta erro quanto ao emprego da crase. 1) Dirijo-me... a) àquela casa da esquina. b) aquele lugar escuro. c) àquele teatro moderno. d) a este cinema aqui. e) a toda turma. 2) Chegamos... a) a terra. b) à Terra. c) a casa. d) à casa da paria. e) a casa Sloper. 3) Faria referência... a) aquilo. b) a quem ficasse. c) às que saíssem. d) àqueles que fugissem. e) a esta que aqui está. 4) Este ano, iremos... a) à fazenda de meus avós. b) a cidades estrangeiras. c) as cidades históricas. d) à Minas de Tiradentes. e) a Belo Horizonte.

5) O professor respondeu... a) a suas alunas. b) às críticas dos alunos c) à minha irmã. d) à primeira da turma. e) as suas alunas.

6) Ele saiu... a) à toa e às pressas. b) à uma hora ou às duas horas. c) dali a uma ou duas horas. d) a noitinha hoje. e) às vezes, à hora combinada. 7) Ela sempre escreveu... a) a nós. b) a V. Exa. c) a todos. d) à certa mulher. e) à Maria Clara. 8) O diretor fazia alusão... a) à aluna. b) às alunas. c) a alunas. d) a alunos. e) à algumas alunas. 9) Paguei... a) a conta. b) aquela dívida. c) a você. d) àquela senhora. e) à esta mulher. 10) Perdoamos... a) as faltas. b) às faltosas. c) as que falharam. d) àquela que falhou. e) a uma aluna. 11) Todos desobedeceram... a) às leis. b) a estas leis. c) as professoras. d) a Vossa Majestade. e) a minha mãe. 12) Nós assistimos... a) à aula. b) às festas. c) àquela peça. d) ao jogo à noite. e) à coisas estranhas.

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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1- Marque onde há erro na regência do verbo: a) Ele chegou na cidade ontem à noite. b) Eu o vi ontem no cinema. c) Obedeça às minhas ordens. d) Informei os amigos sobre a carta. e) Paga o que deves aos teus funcionários. 2- Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do período: “Não nos interessa _____ eles vêm, _____ moram, nem _____ pretendem ir”. a) Donde – onde – aonde b) Aonde – onde – aonde c) Donde – aonde – aonde d) De onde – aonde – onde e) Donde – aonde – onde 3- Às vezes, ele faz coisas __ gosta pensando em agradar as pessoas __ convive. a) Que – das quais b) Que – pelas quais c) Que – cujas quais d) De que – com as quais e) De que – cujas as quais 4- Assinale a frase em que a regência do verbo assistir está errada. a) Assistimos um belo espetáculo de dança semana passada. b) Não assisti à missa. c) Os médicos assistiram os doentes durante a epidemia. d) O técnico assiste aos jogos. e) Este comportamento não assiste aos nossos alunos. 5- Assinale a alternativa gramaticalmente correta: a) Obedeço aos superiores. b) Vimos por esta informar-lhe de que já enviamos as mercadorias solicitadas. c) Prefiro mais estudar do que seguir as más companhias. d) Que cidades vocês chegaram, quando foram na Bahia, naquela excursão? e) Eu lembrei da prova! 6- Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo: I.Certifiquei _____ de que o prazo esgotara. II.Recebi ___ em meu escritório. III. Informo ___ que as notas fiscais estão rasuradas. IV. Avise ____ de que tudo fora resolvido.

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a) o – o lhe – o b) o – o – o – o c) lhe – lhe – lhe – o d) o – lhe –lhe – o e) lhe – lhe – o – o 7- “Visando __ o objetivo, visou __ o cheque e retirouse”. De acordo com a regência do verbo visar, o preenchimento adequado das lacunas seria: a) o – ao b) a – ao c) ao – o d) ao – ao e) o – o 8- Que frase apresenta erro na regência nominal? a) Ninguém está imune a influências. b) Ela já está apta para dirigir. c) Tinha muita consideração por seus pais. d) Ele revela muita inclinação com as artes. e) Era suspeito de ter assaltado a loja. 9- Aponte a alternativa incorreta quanto à regência nominal: a) Este caso é análogo ao que foi discutido ontem. b) É preferível remodelar o antigo projeto a contratar um novo. c) Foi reintegrado no ministério que ocupava. d) Pretendemos estar presentes na reunião. e) Sua intenção profissional é caracterizada pelo interesse de projetar-se a qualquer custo. 10- “Um dos candidatos ___ prefeito daquela cidade informou ____ assessores ___ não receberá os estudantes”. a) à – os – de que b) a – aos – que c) a – aos – de que d) à – os – que e) à – aos – que 11- Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços na frase. “Eu não ___ vi na festa do clube ontem. Os diretores não ___ convidaram? Não ___ disseram que era ontem? Eu ___ avisei de que não podia confiar neles.” a) o, o, o, o b) o, lhe, lhe, o c) o, o, lhe, o d) lhe, lhe, o, o e) lhe, lhe, o, lhe


12- Assinale a alternativa em que a regência verbal está correta. a) Simpatizei com ela. b) Assisti o jogo. c) Fazem três anos que trabalho aqui. d) Haviam muitas pessoas na sala. e) Prefiro sorvete do que limonada. 13- Assinale a questão em que a palavra “onde” ou “aonde” foi utilizada de forma correta. a) Onde você vai Clementina? b) Aonde colocaste meu livro? c) Aonde está meu vestido? d) Onde eles querem chegar? e) Aonde irão esses malucos? 14- “Ele ____ encontrou, depois ___ convidou para uma entrevista, mas não ___ viu mais”. a) o – o – o b) lhe – o – lhe c) lhe – lhe – lhe d) o – o – lhe e) o – lhe – o 15- Assinale a alternativa gramaticalmente correta quanto à regência verbal. a) Este é o livro que eu gosto e o qual me referi. b) Este é o livro o qual eu gosto e que me referi. c) Este é o livro do qual eu gosto e do qual me referi. d) Este é o livro de que eu gosto e ao qual me referi. e) Este é o livro cujo o qual eu gosto e me referi. 16- Que frase não apresenta erro de regência verbal. a) Avisei-lhe da hora da reunião. b) Quando iremos na empresa. c) Reclamava muito, mas ninguém o ajudava. d) Proíbo-lhe de sair sem autorização. e) Lembrei de suas palavras. 17- Assinale a alternativa que reescreve a frase de acordo com a norma culta. a) Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. / Os graduados apenas ocasionalmente se dedicam a profissão. b) Os advogados devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhecimento. / Os advogados devem primar nessa prova por um mínimo de conhecimento.

c) Ele não fez o exame da OAB. / Ele não procedeu o exame da OAB. d) As corporações deviam promover o interesse da sociedade. / As corporações deviam almejar do interesse da sociedade. e) Essa é uma forma de limitar a concorrência. / Essa é uma forma de restringir à concorrência.

CONCORDÂNCIA NOMINAL Na concordância nominal, os determinantes do substantivo (adjetivos, numerais, pronomes adjetivos e artigos) alteram sua terminação (gênero e número) para se adequarem a ele, ou ao pronome substantivo ou numeral substantivo a que se referem na frase. O problema da concordância nominal ocorre quando o adjetivo se relaciona a mais de um substantivo, e surgem palavras ou expressões que deixam em dúvida. Observe estas frases: Aquele beijo foi dado num inoportuno lugar e hora. Aquele beijo foi dado num lugar e hora inoportuna. Aquele beijo foi dado num lugar e hora inoportunos. (aqui fica mais claro que o adjetivo refere-se aos dois substantivos)  regra geral - a partir desses exemplos, pode-se formular o princípio de que o adjetivo anteposto concorda com o substantivo mais próximo. Mas, se o adjetivo estiver depois do substantivo, além da possibilidade de concordar com o mais próximo, ele pode concordar com os dois termos, ficando no plural, indo para o masculino se um dos substantivos for masculino.  Um adjetivo anteposto em referência a nomes de pessoas deve estar sempre no plural: As simpáticas Joana e Marta agradaram a todos.  Quando o adjetivo tiver função de predicativo, concorda com todos os núcleos a que se relaciona. São calamitosos a pobreza e o desamparo Julguei insensatas sua atitude e suas palavras.  Quando um substantivo determinado por artigo é modificado por dois ou mais adjetivos, podem ser usadas as seguintes construções: a) Estudo a cultura brasileira e a portuguesa; b) Estudo as culturas brasileira e portuguesa; c) Os dedos indicador e médio estavam feridos; d) O dedo indicador e o médio estavam feridos.

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A construção: Estudo a cultura brasileira e portuguesa, embora provoque incerteza, é aceita por alguns gramáticos.  No caso de numerais ordinais que se referem a um único substantivo composto, podem ser usadas as seguintes construções: a) Falei com os moradores do primeiro e segundo andar./ (...) do primeiro e segundo andares.  Adjetivos regidos pela preposição de, que se referem a pronomes indefinidos, ficam normalmente no masculino singular, podendo surgir concordância atrativa. a) Sua vida não tem nada de sedutor; b) Os edifícios da cidade nada têm de elegantes.  Anexo, incluso, obrigado, mesmo, próprio - são adjetivos ou pronomes adjetivos, devendo concordar com o substantivo a que se referem. a) O livro segue anexo; b) A fotografia vai inclusa; c) As duplicatas seguem anexas; d) Elas mesmas resolveram a questão. Mesmo = até, inclusive é invariável (mesmo eles ficaram chateados) / expressão "em anexo" é invariável.  Meio, bastante, menos - meio e bastante, quando se referem a um substantivo, devem concordar com esse substantivo. Quando funcionarem como advérbios, permanecerão invariáveis. "Menos" é sempre invariável. a) Tomou meia garrafa de vinho; b) Ela estava meio aborrecida; c) Bastantes alunos foram à reunião; d) Eles falaram bastante; e) Eram alunas bastante simpáticas; f) Havia menos pessoas vindo de casa.  Muito, pouco, longe, caro, barato - podem ser palavras adjetivas ou advérbios, mantendo concordância se fizerem referência a substantivos. a) Compraram livros caros; b) Os livros custaram caro; c) Poucas pessoas tinham muitos livros; d) Leram pouco as moças muito vivas; e) Andavam por longes terras; f) Eles moram longe da cidade;

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g) Eram mercadorias baratas; h) Pagaram barato aqueles livros.  É bom, é proibido, é necessário - expressões formadas do verbo ser + adjetivo NÃO variam se o sujeito não vier determinado. Caso contrário, a concordância será obrigatória. a) Água é bom; b) A água é boa; c) Bebida é proibido para menores; d) As bebidas são proibidas para menores; e) Chuva é necessário; f) Aquela chuva foi necessária.  Só = sozinho (adjetivo. - variável) / só = somente, apenas (não flexiona). a) Só elas não vieram; b) Vieram só os rapazes.  Só forma a expressão "a sós" (sozinhos).  A locução adverbial "a olhos vistos" (= visivelmente) - invariável (ela crescia a olhos vistos).  Conforme = conformado (adjetivo - var.) / conforme = como (não flexiona). a) Eles ficaram conformes com a decisão; b) Dançam conforme a música.  O (a) mais possível (invariável) / as, os mais possíveis (é uma moça a mais bela possível / são moças as mais belas possíveis).  Os particípios concordam como adjetivos. a) A refém foi resgatada do bote; b) Os materiais foram comprados a prazo;  Haja vista - não se flexiona, exceto por concordância atrativa antes de substantivo no plural sem preposição. a) Haja vista (hajam vistas) os comentários feitos; b) Haja vista dos recados do chefe.  Pseudo, salvo (= exceto) e alerta não se flexionam a) Eles eram uns pseudo-sábios; b) Salvo nós dois, todos fugiram; c) Eles ficaram alerta.


 Os adjetivos adverbializados são invariáveis (vamos falar sério / ele e a esposa raro vão ao cinema)  Silepse com expressões de tratamento - usa-se adjetivo masculino em concordância ideológica com um homem ao qual se relaciona a forma de tratamento que é feminina. a) Vossa Majestade, o rei, mostrou-se generoso; b) Vossa Excelência é injusto.

EXERCÍCIOS 1- Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas: Por ser ______ a entrada fora do horário, Maria ficou ____ irritada e passou a dizer _____ desaforos. a) Proibida – meio – bastante b) Proibida – meia – bastantes c) Proibido – meio – bastantes d) Proibida – meio – bastantes e) Proibido – meia – bastante 2- Assinale a frase de concordância incorreta: a) Anexo, seguem as procurações que me pediste. b) Pagaram o aluguel e ficaram quites com a imobiliária. c) Não me diga que eles mesmos gritaram por socorro! d) Todas elas estavam meio distraídas. e) A ministra estava todo irritada com a situação. 3- Dadas as afirmativas: I. Era meio-dia e meia quando ela chegou meio agitada. Haja vista o alvoroço que causou. II. Lêem bastante os bibliotecários, pois têm bastantes livros à mão. III. Ele está quite com suas obrigações, nós, porém, não estamos quites com as nossas. IV. Os agentes de plantão permanecem alerta toda a noite. V. Ele está de mau humor ou é mal-educado? Pode-se afirmar que: a) Somente duas estão corretas. b) Somente três estão corretas. c) Somente quatro estão corretas. d) Todas estão corretas.

e) Todas estão incorretas. 4- Analise: I. Vão ____ à carta várias fotografias. II. Paisagens as mais belas _____ . III. Ela estava _____ narcotizada. a) Anexas – possíveis – meio b) Anexas – possível – meio c) Anexo – possíveis – meia d) Anexo – possível – meio e) Anexo – possível – meia 5- Aponte a alternativa em que a concordância nominal não é adequada: a) Obrigava sua corpulência a exercício e evolução forçada. b) Obrigava sua corpulência a exercício e evolução forçados. c) Obrigava sua corpulência a exercício e evolução forçadas. d) Obrigava sua corpulência a forçado exercício e evolução. e) Obrigava sua corpulência a forçada evolução e exercício. 6- “Ainda ____ furiosa, mas com ____ violência, proferia injúrias ____ para escandalizar os mais arrojados”. a) Meia – menas – bastantes b) Meia – menos – bastante c) Meio – menos – bastante d) Meio – menas – bastantes e) Meio – menos – bastantes 7- Tendo em vista as normas de concordância, assinale a opção em que a lacuna só pode ser preenchida por um dos termos colocados entre parênteses: a) Cabelo e pupila _____ (negros / negra) b) Cabelo e corpo ______ (monstruoso / monstruosos) c) Calma e serenidade _____ (invejável / invejáveis) d) Dentes e garras _____ (afiados / afiadas) e) Tronco e galhos ______ (seco / secos) 8- Assinale a alternativa que completa corretamente a seguinte frase, segundo os padrões da norma culta: “A apostila e o texto ______ sofreram ____ modificações. Isso foi feito porque é _____ a adaptação do material às atuais características do curso”. a) Antiga – bastantes – necessária

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b) Antigas – bastante – necessária c) Antigos – bastantes – necessária d) Antigos – bastantes – necessário e) Antigo – bastantes – necessário 9- “Não foi ____ a suspensão que lhe deram, porque você foi o que ____ falhas cometeu; poderiam ter pensado em outras penalidades mais _____”. a) Justo – menas – adequada b) Justa – menos – adequadas c) Justa – menos – adequada d) Justo – menas – adequadas e) Justo – menos – adequada 10- Aponte a frase correta: a) Fui à padaria e comprei duzentas gramas de mortadela. b) Fui à padaria e comprei duzentas gramas de mortandela. c) Fui à padaria e comprei duzentos gramas de mortandela. d) Fui à padaria e comprei duzentos gramas de mortadela. 11- Levando em consideração as regras de concordância, escreva (1) para as frases corretas e (2) para as frases incorretas. ( ) Quando a senhora terminou de abrir as malas, já era meio-dia e meia. ( ) A própria sogra presenciou a abertura das malas; sim, ela mesmo. ( ) Anexo àquela carta destinada ao pai da moça, foram remetidas as joias. ( ) Ao final da tarde, a senhora mostrava-se meio apreensiva. ( ) Naquelas bagagens, havia joias muito preciosas. A sequência correta é: a) 1,1,2,2,1 b) 2,1,1,2,2 c) 1,2,1,2,1 d) 1,2,2,1,1

CONCORDÂNCIA VERBAL REGRA BÁSICA: O núcleo do sujeito de uma oração concorda em número com o verbo do predicado. Casos gerais: * sujeito simples - verbo concorda com o sujeito simples em pessoa e número. a) Uma boa Constituição é desejada por todos os brasileiros;

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b) De paz necessitam as pessoas. * sujeito coletivo (singular na forma com ideia de plural) - verbo fica no singular, concordando com a palavra escrita, e não com a ideia. a) O pessoal já saiu. b) A gente ficou preocupado. Quando o verbo se distanciar do sujeito coletivo, o verbo poderá ir para o plural concordando com a ideia de quantidade (silepse de número). a) A turma concordava nos pontos essenciais, discordavam apenas nos pormenores. * o sujeito é um pronome de tratamento - verbo fica na 3ª pessoa. a) Vossa Senhoria não é justo; b) Vossas Senhorias estão de acordo comigo. * expressão mais de + numeral - verbo concorda com o numeral. a) Mais de um candidato prometeu melhorar o país; b) Mais de duas pessoas vieram à festa. * mais de um + se (ideia de reciprocidade) - verbo no plural. a) Mais de um sócio se insultaram. * mais de um + mais de um - verbo no plural. b) Mais de um candidato, mais de um representante faltaram à reunião. * expressões perto de, cerca de, mais de, menos de + sujeito no plural - verbo no plural. a) Perto de quinhentos presos fugiram. b) Cerca de trezentas pessoas ganharam o prêmio. c) Mais de mil vozes pediam justiça. d) Menos de duas pessoas fizeram isto. * nomes só usados no plural - a concordância depende da presença ou não de artigo.  sem artigo - verbo no singular . a) Minas Gerais produz muito leite. b) Férias faz bem.  precedidos de artigo plural - verbo no plural. a) "Os Lusíadas" exaltam a grandeza do povo português. b) As Minas Gerais produzem muito leite.


 Para nomes de obras literárias, admite-se também a concordância ideológica (silepse) com a palavra “obra” implícita na frase ("Os Lusíadas" exalta a grandeza do povo português). * expressões a maior parte, grande parte, a maioria de (= sujeito coletivo partitivo) + adjunto adnominal no plural - verbo concorda com o núcleo do sujeito ou com o especificador (AA). a) A maior parte dos constituintes se retirou (retiraram). b) Grande parte dos torcedores aplaudiu (aplaudiram) a jogada. c) A maioria dos constituintes votou (votaram). Quando a ação só pode ser atribuída à totalidade, e não separadamente aos indivíduos, usa-se o singular. d) Um bando de soldados enchia o pavimento inferior. * quem (pronome relativo sujeito) - verbo na 3ª pessoa do singular concordando com o pronome quem ou concordando com o antecedente. a) Fui eu quem falou (falei). b) Fomos nós quem falou (falamos). * que ( pronome relativo sujeito) - verbo concorda sempre com o antecedente. a) Fomos nós que falamos. * sujeito é pronome interrogativo ou indefinido (núcleo) + de nós ou de vós - depende do pronome núcleo.  pronome-núcleo no singular - verbo no singular. a) Qual de nós votou conscientemente? b) Nenhum de vós irá ao cinema.  pronome-núcleo no plural - verbo na 3ª pessoa do plural ou concordando com o pronome pessoal. a) Quais de nós votaram (votamos) conscientemente? b) Muitos de vós foram (fostes) insultados. * sujeito composto anteposto ao verbo - verbo no plural. a) O anel e os brincos sumiram da gaveta.  com núcleos sinônimos - verbos no singular ou plural. a) O rancor e o ódio cegou o amante. b) O desalento e a tristeza abalaram-me.

 com núcleos em gradação - verbo singular ou plural. a) Um minuto, uma hora, um dia passa/passam rápido.  dois infinitivos como núcleos - verbo no singular. a) Estudar e trabalhar é importante.  dois infinitivos exprimindo idéias opostas - verbo no plural. a) Rir e chorar se alternam. * sujeito composto posposto - concordância normal ou atrativa (com o núcleo mais próximo). a) Discutiram / Discutiu muito o chefe e o funcionário.  Se houver ideia de reciprocidade, verbo vai para o plural. a) Estimam-se o chefe e o funcionário.  Quando o verbo ser está acompanhado de substantivo plural, o verbo também se pluraliza. a) Foram vencedores Pedro e Paulo. * sujeito composto de diferentes pessoas gramaticais depende da pessoa prevalente.  eu + outros pronomes - verbo na 1ª pessoa plural. a) Eu, tu e ele (= nós) sairemos.  tu + eles - verbo na 2ª pessoa do plural (preferência) ou 3ª pessoa do plural. a) Tu e teu colega estudastes/estudaram?  Se o sujeito estiver posposto, também vale a concordância atrativa. a) Saímos/saí eu e tu. * sujeito composto resumido por um pronome-síntese (aposto) - concordância com o pronome. a) Risos, gracejos, piadas, nada a alegrava. * expressão um e outro - verbo no singular ou no plural. a) Um e outro falava/ falavam a verdade.  Com ideia de reciprocidade - verbo no plural. a) Um e outro se agrediram.

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* expressão um ou outro - verbo no singular. a) Um ou outro rapaz virava a cabeça para nos olhar. * sujeito composto ligado por nem - verbo no plural. a) Nem o conforto, nem a glória lhe trouxeram a felicidade.  Aparecendo pronomes pessoais misturados, leva-se em conta a prioridade gramatical. a) Nem eu, nem ela fomos ao cinema. * expressão nem um nem outro - verbo no singular. a) Nem um nem outro comentou o fato. * sujeito composto ligado por ou - faz-se em função da ideia transmitida pelo ou.

 ideia de exclusão - verbo no singular. a) José ou Pedro será eleito para o cargo. b) Um ou outro conhece seus direitos.  ideia de inclusão ou antinomia - verbo no plural. a) Matemática ou física exigem raciocínio lógico. b) Riso ou lágrimas fazem parte da vida.  ideia explicativa ou alternativa - concordância com sujeito mais próximo. a) Ou eu ou ele irá. b) Ou ele ou eu irei. * expressão um dos que - verbo no singular (um) ou plural (dos que). a) Ele foi um dos que mais falou/falaram.  Se a expressão significar apenas um, verbo no singular. a) É uma das peças de Nelson Rodrigues que será apresentada.

b) Aqueles 30% do lucro obtido desapareceram. * sujeito é número fracionário - verbo concorda com o numerador. a) 1/4 da turma faltou ontem. b) 3/5 dos candidatos foram reprovados. * sujeito composto antecedido de cada ou nenhum verbo na 3ª pessoa do singular. a) Cada criança, cada adolescente, cada adulto ajudava como podia. b) Nenhum político, nenhuma cidade, nenhum ser humano faria isso. * sujeito composto ligado por como, assim como, bem como (formas correlativas) - deve-se preferir o plural, sendo mais raro o singular. a) Rio de Janeiro como Florianópolis são belas cidades. b) Tanto uma, como a outra, suplicava-lhe o perdão. * sujeito composto ligado por com - observar presença ou não de vírgulas.  verbo no plural sem vírgulas. a) Eu com outros amigos limpamos o quintal.  verbo no singular com vírgulas, ideia de companhia. a) O presidente, com os ministros, desembarcou em Brasília.) * sujeito indeterminado + SE - verbo no singular. a) Assistiu-se à apresentação da peça. * sujeito paciente ao lado de um verbo na voz passiva sintética - verbo concorda com o sujeito.

* sujeito é número percentual - observar a posição do número percentual em relação ao verbo.  verbo concorda com termo posposto ao número.

a) Discutiu-se o plano. b) Discutiram-se os planos.

a) 80% da população tinha mais de 18 anos. b) Dez por cento dos sócios saíram da empresa.

* locução verbal constituída de: parecer + infinitivo verbo parecer varia ou o infinitivo.

 o verbo concorda com o número quando estiver anteposto a ele.

a) As pessoas pareciam acreditar em tudo. b) As pessoas parecia acreditarem em tudo.

a) Perderam-se 40% da lavoura.

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 verbo no plural, se o número vier determinado por artigo ou pronome no plural. a) Os 87% da produção perderam-se.


 Com o infinitivo pronominal, flexiona-se apenas o infinitivo. a) Elas parece zangarem-se com a moça. * verbos dar, bater e soar + horas - verbos têm como sujeito o número que indica as horas. a) Deram dez horas naquele momento. b) Meio-dia soou no velho relógio da igreja. * verbos indicadores de fenômenos da natureza - verbo na 3ª pessoa singular por serem impessoais, extensivo aos auxiliares se estiverem em locuções verbais. a) Geia muito no Sul. b) Choveu por muitas noites no verão.  Em sentido figurado deixam de ser impessoais. a) Choveram vaias para o candidato. * haver = existir ou acontecer, fazer (tempo decorrido) é impessoal. a) Havia vários alunos na sala (= existiam). b) Houve bastantes acidentes naquele mês (= aconteceram). c) Não a vejo há uns meses (= faz). d) Deve haver muitas pessoas na fila (devem existir). Considera-se errado o emprego do verbo ter por haver, quando tiver sentido de existir ou acontecer. a) Há um lugar ali. / Tem um lugar ali.  Os verbos existir e acontecer são pessoais e concordam com seu sujeito (Existiam sérios compromissos. a) Aconteceram bastantes problemas naquele dia. * verbo fazer indicando tempo decorrido ou fenômeno da natureza (impessoal). a) Fazia anos que não vínhamos ao Rio. b) Faz verões maravilhosos nos trópicos. * verbo ser - impessoal quando indica data, hora e distância, concordando com a expressão numérica ou a palavra a que se refere. a) Eram seis horas. b) Hoje é dia doze.

c) Hoje é ou são doze. d) Daqui ao centro são treze quilômetros. * se estiver entre dois núcleos das classes a seguir, em ordem, concordará, preferencialmente, com a classe que tiver prioridade, independente de função sintática. * pronome pessoal → pessoa → substantivo concreto → substantivo abstrato → pronome indefinido, demonstrativo ou interrogativo. a) Tu és Maria. b) Maria és tu. c) Tu és minhas alegrias. d) Minhas alegrias és tu. e) Maria é minhas alegrias. f) Minhas alegrias é Maria. g) As terras são a riqueza. h) A riqueza são as terras. i) Tudo são flores. j) Emoções são tudo. * se o sujeito é palavra coletiva, o verbo concorda com o predicativo. a) A maioria eram adolescentes. b) A maior parte eram problemas. * sujeito indica peso, medida, quantidade + é pouco, é muito, é bastante, é suficiente, é tanto, verbo ser no singular. a) Três mil reais é pouco pelo serviço. b) Dez quilômetros já é bastante para um dia. * silepse de pessoa - verbo concorda com um elemento implícito. a) A formosura de Páris e Helena foram a causa da destruição de Tróia. b) Os brasileiros somos improvisadores (ideia de inclusão de quem fala entre os brasileiros).

EXERCÍCIO EXPLICATIVO 1- Complete as lacunas a seguir de acordo com a flexão solicitada dos verbos entre parênteses. 1. Uma boa Constituição ____ desejada por todos os brasileiros. (ser – Pres. do Ind.) 2. De paz ___________ as pessoas. (necessitar – Pres. do Ind.)

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3. O pessoal já ________. (sair – Pret. Perf.) 4. A gente _________ preocupado. (ficar – Pret. Perf.) 5. A turma concordava nos pontos essenciais, ____________ apenas nos pormenores. (discordar – Pret. Perf.) 6. Perto de quinhentos presos _________. (fugir – Pret. Perf.) 7. Cerca de trezentas pessoas __________ o prêmio. (ganhar – Pret. Perf.) 8. Mais de mil vozes ___________ justiça. (pedir - Pret. Imp.) 9. Menos de duas pessoas __________ isto. (fazer - Pret. Perf.) 10. Minas Gerais __________ muito leite. (produzir – Pres. Do Ind.) 11. Férias __________ bem. (fazer – Pres. Do Ind.) 12. "Os Lusíadas" ____________ a grandeza do povo português. (exaltar – Pres. Do Ind.) 13. As Minas Gerais _____________ muito leite. (produzir – Pres. Do Ind.) 14. A maior parte dos constituintes _____________ (retirar-se – Pret. Perf.). 15. Grande parte dos torcedores _____________ (aplaudir – Pret. Perf.) a jogada. 16. A maioria dos constituintes ___________ (votar – Pret. Perf.). 17. Fui eu quem __________ (falar – Pret. Perf.). 18. Fomos nós quem ___________ (falar – Pret. Perf.). 19. Fomos nós que ___________. (falar – Pret. Perf.) 20. O anel e os brincos __________ da gaveta. (sumir – Pret. Perf.) 21. O rancor e o ódio __________ o amante. (cegar – Pret. Perf.) 22. O desalento e a tristeza _____________ o relacionamento. (abalar – Pret. Perf.) 23. _____________ muito o chefe e o funcionário. (discutir - Pret. Perf.) 24. _____________-se o chefe e o funcionário. (estimar – Pres. Do Ind.) 25. Eu, tu e ele ____________. (sair - Fut. do Pres.) 26. Tu e teu colega ______________? (estudar – Pret. Perf.) 27. ___________ eu e tu. (sair – Pret. Perf.) 28. Um ou outro rapaz __________ a cabeça para nos olhar. (virar - Pret. Imp.)

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29. Nem um nem outro ____________ o fato (comentar – Pret. Perf.) 30. Nem o conforto, nem a glória lhe ___________ a felicidade. (trazer – Pret. Perf.) 31. José ou Pedro __________ eleito para o cargo. (ser – Fut. Do Pres.) 32. Um ou outro ____________ seus direitos. (conhecer - Pres. Do Ind.) 33. Matemática ou física __________ raciocínio lógico. (exigir – Pres. Do Ind.) 34. Riso ou lágrimas ___________ parte da vida. (fazer – Pres. Do Ind.) 35. Rio de Janeiro como Florianópolis ________ belas cidades. (ser – Pres. Do Ind.) 36. Tanto uma, como a outra, ___________-lhe o perdão. (suplicar – Pret. Imp.) 37. Eu com outros amigos ___________ o quintal. (limpar – Pret. Perf.) 38. O presidente, com os ministros, ____________ em Brasília. (desembarcar – Pret. Perf.) 39. _____________-se à apresentação da peça. (assistir – Pret. Perf.) 40. _____________-se o plano. (discutir – Pret. Perf.) 41. ______________-se os planos. (discutir – Pret. Perf.) 42. ____________ por muitas noites no verão. (chover – Pret. Perf.) 43. _____________ vaias para o candidato. (chover – Pret. Perf.) 44. _____________ vários alunos na sala (haver – Pret. Imp.) 45. ______________ bastantes acidentes naquele mês. (haver – Pret. Perf.) 46. Não a vejo ________ uns meses. (haver – Pres. Do Ind.) 47. _________ haver muitas pessoas na fila (dever – Pres. Do Ind.) 48. ________ seis horas. (ser – Pres. Do Ind.) 49. Hoje _____ dia doze. (ser – Pres. Do Ind.) 50. Hoje _____ doze. (ser – Pres. Do Ind.) 51. Tu _______ Maria. (ser – Pres. Do Ind.) 52. Maria _______ tu. (ser – Pres. Do Ind.) 53. Tu ________ minhas alegrias. (ser – Pres. Do Ind.) 54. Minhas alegrias ________ tu. (ser – Pres. Do Ind.) 55. Maria ________ minhas alegrias. (ser – Pres. Do Ind.)


56. Minhas alegrias ________ Maria. (ser – Pres. Do Ind.) 57. As terras ________ a riqueza. (ser – Pres. Do Ind.) 58. A riqueza _______ as terras. (ser – Pres. Do Ind.) 59. Tudo _______ flores. (ser – Pres. Do Ind.) 60. Emoções _______ tudo. (ser – Pres. Do Ind.) EXERCÍCIOS ADICIONAIS 1- Dadas as sentenças: I. Eram duas horas da tarde. II. Fui eu que resolvi o problema. III. Hoje são sete de março. Deduzimos que: a) Apenas a sentença número 1 está correta. b) Apenas a sentença número 2 está correta. c) Apenas a sentença número 3 está correta. d) Todas estão corretas. e) N.d.a. 2- Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal: a) Houveram muitos distúrbios na cidade ontem. b) Os Estados Unidos da América é dos países que mais luta pela liberdade. c) Deve fazer três semanas que não vejo meu amigo João. d) Fazem quinze anos que saí da escola. e) Haviam muitas pessoas na prefeitura. 3- Observe a frase: “Para armazenar água da chuva ____ muitas cisternas”. Quanto à concordância, a forma verbal que preenche corretamente a lacuna acima é: a) Construiu-se b) Existia c) Havia d) Devia existir e) Deviam haver 4- Concordância verbal incorreta: a) Vossa Excelência é generoso. b) Mais de um jornal comentou o jogo. c) Elaborou-se ótimos planos. d) Minha família e eu fomos ao mercado. e) Os Estados Unidos situam-se na América do Norte.

5- Não chove ___ meses; mas a esperança e o vigor que sempre ____ no sertanejo não o _____. a) Faz – existiu – abandonou b) Faz – existiram – abandonaram c) Fazem – existiu – abandonou d) Fazem – existiram – abandonaram e) Fazem – existiu – abandonaram 6- Selecione, entre as alternativas abaixo, a que completa corretamente o seguinte período: “___ nove horas que começara o engarrafamento, e não ____ caminhões livres para se chegar à cidade, pois já ___ muitos pontos de retenção”.

a) Faziam – haviam – existia b) Faziam – havia – existia c) Faziam – havia – existiam d) Fazia – haviam – existiam e) Fazia – havia – existiam 7- “Já ____ uns doze anos que ele não voltava à terra natal, por isso não sabia que lá ____ ocorrido mudanças”. a) deviam fazerem – havia b) devia fazer – haviam c) devia fazer – havia d) deviam fazer – haviam e) deviam fazer – havia 8- O verbo deve ir para o plural: a) Organizou-se em grupos de quatro. b) Atendeu-se a todos os clientes. c) Faltava um banco e uma cadeira. d) Pintou-se as paredes de verde. e) Já faz mais de dez anos que o vi. 9- Já ___ anos, ___ neste local árvores e flores. Hoje, só __ ervas daninhas. a) fazem – haviam – existe b) fazem – havia – existe c) fazem – haviam – existem d) faz – havia – existem e) faz – havia – existe 10- ____ fazer cinco meses que não a vemos; ____ existir motivos imperiosos para a sua ausência, pois, se não ___, ela já nos teria procurado. a) Vai – deve – houvessem

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b) Vai – devem – houvesse c) Vão – deve – houvesse d) Vão – devem – houvesse e) Vão – devem – houvessem 11- Talvez ___ dúvidas quanto ao funcionamento do veículo, mas não ____ existir defeitos mecânicos, pois o caminhão está rodando sem problemas ____ cinco dias. a) Haja – devem – faz b) Hajam – deve – fazem c) Haja – deve – fazem d) Haja – deve – faz e) Hajam – devem – faz 12- A mãe, a doce mulher, a criatura amorosa _____ a casa; não ____ jamais; ____ sempre por perto. a) guardam – se descuidam – está b) guardam – se descuida – estão c) guarda – se descuida – está d) guarda – se descuidam – está e) guarda – se descuidam – estão 13- Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços na frase. “Hoje, quem ___, porque, ontem _____ tu que ______”. a) paga sou eu – fostes – pagastes b) paga sou eu – foi – pagou c) paga sou eu – foste – pagaste d) paga é eu – foi – pagaste 14- Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços na frase. “Não ___ razões para acreditarmos nele, pois ___ provas suficientes e ____ anotações memoráveis a seu favor.” a) faltava – haviam – existiam b) faltavam – haviam – existiam c) faltava – havia – existia d) faltavam – havia – existiam e) faltavam – haviam – existia 15- Assinale a oração em que o verbo fazer foi utilizado corretamente. a) Iam fazer dois meses que ele estava aqui. b) Vão fazer dois séculos de independência daquele país. c) Faz dez anos que ele se foi. d) Irão fazer três anos que não o vejo. e) Fazem cinco anos que ele morreu. 16. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, de acordo com a norma culta, as frases: I.O monopólio só é bom para aqueles que ____. II. Nos dias de hoje, nem 20% advogam, e apenas 1% ____.

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III. Em sua maioria, os advogados sempre ______. a) o retêem – obtem sucesso – se apropriaram os postos de destaque na política e no mundo dos negócios. b) o retém – obtém sucesso – se apropriaram aos postos de destaque na política e no mundo dos negócios. c) o retém – obtêem sucesso – se apropriaram os postos de destaque na polícia e no mundo dos negócios. d) o retêm – obtém sucesso – se apropriaram de postos de destaque na política e no mundo dos negócios. e) o retem – obtêem sucesso – se apropriaram de postos de destaque na polícia e no mundo dos negócios. 17- Assinale a alternativa em que se admite a concordância verbal tanto no singular como no plural como em: “A maioria dos advogados ocupam postos de destaque na política e no mundo dos negócios”. a) Como o direito, a medicina é uma carreira estritamente profissional. b) Os Estados Unidos e a Alemanha não oferecem cursos de administração em nível de bacharelado. c) Metade dos cursos superiores carecem de boa qualificação. d) As melhores universidades do país abastecem o mercado de trabalho com bons profissionais. e) A abertura de novos cursos tem de ser controlada por órgãos oficiais. 18- Concordância verbal incorreta. a) Poderá haver problemas. b) V. Senhoria já se decidiu? c) Eu e tu iremos hoje. d) Você e ele ficarão de guarda. e) Quando chegares, telefone-me. 19- Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas dos períodos abaixo. Pedrinho _________ as esperanças dos pais. ________ fazer horas que eles saíram. Dez quilos _________ suficiente para a viagem. Joaquim ou Manoel ________ com Maria. a) são – Devem – são – casarão b) são – Devem – é – casarão c) é – Deve – são – casarão d) são – Deve – são – casará e) é – Deve – é – casará 20- A única concordância verbal correta está na afirmativa: a) O que fizeram Capitu e eu?


b) No relógio deu duas horas. c) Fazem, hoje, dois meses de sua morte. d) Houveram muitas discussões naquela reunião. e) Os Estados Unidos são o país mais poderoso do mundo. 21- Há erro de concordância em relação ao verbo sublinhado em: a) Grande parte dos jovens desaprovou o orador. b) Fui eu que joguei o jornal para que ele o pegasse. c) Choviam reclamações de todos os lados do salão. d) Ficaremos os alunos e eu à espera do sinal combinado. e) Embora ninguém notasse, haviam vários erros na tradução. 22- Assinale a opção em que a concordância do verbo destacado está incorreta. a) Informa o funcionário que hoje é dia 24 de novembro. b) Só à tarde é que se definiram os objetivos da reunião. c) Devem fazer poucos dias que ele abandonou o curso. d) Luta-se bravamente contra os desmandos dos ditadores. e) Haviam discutido os pontos mais importantes do programa. 23- Assinale o período que apresenta erro de concordância verbal. a) As relações dos ecologistas com uma grande empresa que desrespeitava as normas de prevenção ambiental, começa a melhorar, para o benefício da humanidade. b) Até 1995, 50% de recursos energéticos e de matériaprima serão economizados por uma empresa que pretende investir 160 milhões de dólares no projeto. c) Hoje não só o grupo dos ecologistas carrega a bandeira ambientalista, mas também aqueles empresários que centram seus objetivos no uso racional dos recursos naturais. d) Os Estados Unidos são o país mais rico e poluidor do mundo, entretanto não defendem a tese do “desenvolvimento sustentável”, a exemplo de muitas nações ricas. e) É preciso ver que águas contaminadas, ar carregado de poluentes e florestas devastadas exigem o manejo correto da natureza, num país povoado de miseráveis.

24- Marque o trecho que contém erro quanto à sintaxe de concordância. a) O projeto de integração que vêm realizando as frágeis democracias uruguaia, argentina e brasileira é um esforço inegavelmente significativo para o cone sul. b) Há registros de um sistema de exames competitivos elaborado por chineses, há mais de 2000 anos antes de Cristo, para selecionar crianças superdotadas. c) Grande número de programas têm sido direcionados, nos EUA, para áreas consideradas prioritárias pelo Estado, como Matemática e Ciências. d) Ignorância, preconceito e tradição mantêm vivas uma série de ideias que dificultam a implementação de programas direcionados às crianças superdotadas. e) São extremamente importantes, para se criar um ambiente favorável ao desenvolvimento dos superdotados, a criação de uma variedade de experiências de aprendizagem enriquecedoras e estimulantes. 25- As normas de concordância verbal estão inteiramente respeitadas somente na frase: a) Quando se fatigam os corpos, as almas restam mais sossegadas e limpas. b) O que aflige o autor é os compromissos e os ofícios vãos, com os quais se envolvem permanentemente. c) Não dura senão um rápido instante os vislumbres de uma vida mais simples. d) Todas as coisas que se sonha nascem de carências reais. e) Se houvessem mais coisas simples em nossa vida, não sonharíamos tanto com elas. 26- Para preencher de modo correto a lacuna da frase, o verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural em: a) As normas que num código legal se ________ (estipular) devem acompanhar a prática das ações sociais. b) As recentes alterações que ________ (haver) no código civil brasileiro são elogiáveis em muitos aspectos. c) Não nos ________ (dizer) respeito definir o que é ou não é legítimo, se não distinguimos entre o que é e o que não é um fato social. d) Se dos postulados dos códigos ________ (nascer) todo direito, a justiça humana seria uma simples convenção. e) Ao longo das lutas feministas tanta coisa se ________ (conquistar) que muitos dispositivos legais se tornaram imediatamente obsoletos.

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27- Para preencher corretamente a lacuna, o verbo indicado entre parênteses deverá ser flexionado numa forma do plural na seguinte frase: a) A menos que se _________ (perder) no tempo, essas imagens “higienizadas” testemunharão para sempre a insensibilidade de nossa época. b) Uma das marcas dessas transmissões jornalísticas ________ (estar) nas semelhanças que guardam com as imagens de um jogo eletrônico. c) Mesmo que não ________ (criar) outros efeitos, esse tipo de transmissão já seria nocivo por implicar a banalização da violência. d) Se tudo o que as câmeras captassem _________ (chegar) até nós, sem uma edição maliciosa, nossas reações seriam bem outras. e) As pessoas a quem se __________ (dirigir) esse tipo de jornalismo são vistas mais como consumidores de entretenimento do que como cidadãos. 28- Na reconstrução de uma frase do texto, desrespeitouse a concordância verbal em: a) Às economias nacionais não se permite, modernamente, que se desenvolvam de modo autônomo e competente. b) Ainda não se encontraram, para essas duas tendências contraditórias, quaisquer possibilidades de harmonização. c) Quando não se está ligado ao processo da vida moderna, como ocorre com boa parte dos brasileiros, paga-se com as consequências do atraso. d) Devem-se às oscilações dos líderes da economia mundial boa parcela do desequilíbrio da nossa própria economia. e) Devido à dificuldade de se ajustarem ao ritmo variável da economia mundial, há medidas que, mesmo necessárias, deixamos de tomar. 29- Para se atender às normas de concordância, é preciso corrigir a forma verbal sublinhada na frase: a) Não nos parece que sejam irrelevantes quaisquer medidas que visem à preservação de línguas utilizadas pelas minorias. b) Que não se meça esforços para se preservar ou resgatar um fato cultural que ajude a compreender o nosso passado histórico. c) Tem havido muitas pressões para garantir os direitos das minorias, tais como a utilização e a veiculação de línguas que resistem ao desaparecimento.

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d) As populações a quem interessa preservar seus direitos devem unir-se e mobilizar-se contra medidas autoritárias. e) Caso politicamente não convenha às autoridades do Ministério das Comunicações proibir o programa “Nheengatu”, este será mantido em sua forma original. 30- As normas de concordância verbal estão inteiramente respeitadas na frase: a) O pessoal que não quiserem malhar tem agora mais razões para ficar acomodado num sofá. b) Comprovaram-se que os efeitos dos exercícios físicos e das drogas têm algo em comum. c) A privação de endorfina e dopamina podem levar a estados depressivos. d) Existem, além das complicações físicas, a possibilidade de alterações no plano social. e) Sempre haverá atletas compulsivos, pois sempre existirão pessoas ansiosas. 31- O verbo indicado entre parênteses adotará obrigatoriamente uma forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase: a) Foi nos anos 80 que _______ (ocorrer) a pesquisa dos estudiosos americanos. b) ________ (resultar) do excesso de exercícios algumas complicações para a nossa vida. c) Mesmo quando _________ (prejudicar-se) com os excessos, o atleta compulsivo os comete. d) __________ (acarretar) uma série de malefícios essa ginástica feita de modo compulsivo. e) Quando _______ (praticar) tantos exercícios, o atleta compulsivo não avalia os efeitos. 32-A concordância está feita corretamente em: a) Os poucos anos de escolaridade do trabalhador são insuficientes para um bom uso das inovações tecnológicas. b) O número de postos de trabalho geralmente aumentam quando as empresas elevam a produtividade. c) Os trabalhadores que perdem o emprego pode ser admitido em novos postos, dependendo do nível de escolaridade. d) Existe vários efeitos que é resultante da aplicação da tecnologia, capazes de gerar novos empregos. e) A recuperação de novos postos de trabalho nas empresas são possíveis para candidatos com formação adequada a eles.


33- As formas verbais sublinhadas respeitam as normas de concordância na frase: a) Não caberiam aos caboclos ter consciência de todas as coisas que o progresso lhes trariam. b) Entre os diversos fatores que determinam o estresse, um dos mais importantes está nos hábitos alimentares. c) Toda a comunidade de Aracampinas acabaram por se envolver em tanta melhoria que passaram a ficar ao seu alcance. d) Tão logo surgiu, as primeiras manifestações de estresse deixou bem claro que se deviam às novidades do cotidiano. e) Fogão a gás, televisão, luz elétrica, tudo fascinavam os caboclos, a quem ninguém advertiram da outra face da moeda. 34- O verbo indicado entre parênteses deverá se flexionar numa forma do plural para completar corretamente a lacuna da frase. a) Por mais que se __________ (haver) beneficiado com o progresso, os caboclos não deixaram de sofrer algumas de suas vantagens. b) Em todas as vezes que se _________ (falar) dos benefícios do progresso, costuma-se omitir o quanto ele pode ser prejudicial. c) Até mesmo às fraldas descartáveis _________ (ter) acesso, agora, a mulher que vive em Aracampinas. d) Entre as novidades com que se ________ (entusiasmar) o morador de Aracampinas estão a televisão e o telefone. e) Pouca gente ________ (poder) censurar a atração que têm os moradores pelas novidades que chegariam a Aracampinas. 35- As normas de concordância estão inteiramente respeitadas na frase: a) Muitos julgam imprescindíveis que se consulte os especialistas para que se avalie com precisão os livros de uma velha biblioteca. b) Qualquer um dos que entram desprevenidos numa velha biblioteca podem se defrontar com surpresas de que jamais se esquecerá. c) Mesmo que hajam passado cem anos, as fotos revelam instantâneos de um presente perdido, no qual se contava com os efeitos do tempo.

d) Nada do que se lê nos grandes livros, mesmo quando extinta a época em que foram escritos, parecem envelhecidos para quem os compreende. e) Lá estão, como se fosse hoje, a imagem dos jovens e sorridentes senhorinhas daqueles tempos, inteiramente alheias ao passar do tempo. 36- O verbo indicado entre parênteses adotará, obrigatoriamente, uma forma no plural, ao se flexionar na seguinte frase: a) À grande maioria dos livros de uma biblioteca _______ (caber) um destino dos mais melancólicos. b) É comum que livros antigos, na perspectiva de um herdeiro pouco afeito às letras _________, (representar) mais de um incômodo do que uma dádiva. c) _________ (costumar) haver muitas surpresas para quem se propõe a vasculhar uma antiga biblioteca. d) Pouca gente, tendo o compromisso de avaliar uma biblioteca, __________ (saber) separar com rigor os livros valiosos dos que não o são. e) __________ (ocorrer) a muitos imaginar que uma velha biblioteca valerá mais pela quantidade do que pela qualidade dos livros. 37- O verbo indicado entre parênteses deverá ser flexionado numa forma do singular para preencher corretamente a lacuna da seguinte frase: I- Ninguém, entre nós, ________ (habilitar-se) a tempo de inscrever no próximo concurso. II- A quitação de todas as prestações restantes só se _______ (dar) se ganharmos a causa. III- Por mais que nos _________ (ameaçar) de recorrer à justiça, nossos fiadores sabem que não nos é possível quitar essa dívida. Atende ao enunciado da questão somente o que está em: a) I e II b) I e III c) II e III d) II e) III

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FUNÇÃO MORFOSSINTÁTICA DO “QUE” E DO “SE” 1- Dê a classificação morfológica do “que” nas frases abaixo; a) O pássaro que pousou naquele galho está ferido. b) Que desejas aqui? c) Que fruta você trouxe? d) Que nota baixa! e) Que bela estava a lua! f) Estava tão triste que chorou. g) Espero que ela volte. h) Não vou à praia que o tempo está feio. i) Ela é mais alta que o irmão. j) Errados que estejam, devem ser compreendidos. k) Faço votos que alcancem seus objetivos. l) Não saia agora, que vai chover. m) Ela chorou, que eu vi. n) Diga isso a ele, que não a mim. o) Quê! Você não viu aquilo?! p) Há dois dias que não saio. q) Nós é que não iremos. r) Ela tem um quê especial. s) O quê é a 16ª letra do nosso alfabeto. 2- Dê a função sintática do que nas orações abaixo: a) Vi uma gaivota que sumiu no horizonte. b) As maçãs que colhi estavam maduras. c) Aquele que pareces ser não és. d) O cargo a que aspiras está vago. e) Observava-se atentamente a obra que se construía. f) Não encontrei o poema a que fizeste referência. g) Admirávamos a clareza com que expunha suas ideias. h) Era imensa a euforia do que estávamos possuídos. i) A carta por que estava ansioso acaba de chegar. j) Devemos agradecer a atenção com que ele se manifestou. k) Perdeu o único aliado a que se unira. l) Estavam assustados com a enxurrada que inundara a cidade. m) Tratamos do assunto de que falamos. 3- Faça a análise morfossintática do “se” nas frases a seguir: a) Se gritares, mordo-te! b) Se você permitir, eu me escreverei. c) Veja se ele chegou. d) Cortam-se as árvores. e) Evitem-se as más companhias. f) Assista-se às boas aulas.

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g) Falava-se em guerras. h) Ele se ocultou entre as folhagens. i) Ele sempre se pergunta isso. j) Ele se comoveu com o acidente. k) À saída da capela, ajoelhou-se mais uma vez. l) Ela não se lembrava do ocorrido. m) Meus sonhos adolescentes foram-se embora. n) Enquanto se é jovem, as responsabilidades são poucas. o) Ele sempre se pergunta isso. p) No Zênite se aprende Português. q) Vocês se lavaram antes do jantar? r) Ama-se a paz. s) Ama-se à paz. t) Foi-se a última esperança. u) Foi-se a uma festa.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO ANÁLISE DO QUE 1- Em “Os poucos que chegaram foram premiados”; a palavra que é: a) Conjunção integrante b) Substantivo c) Pronome relativo – sujeito d) Pronome relativo – objeto direto e) Pronome indefinido 2- Em “Pediram-me que lesse a ata anterior”, a palavra que é: a) Pronome interrogativo b) Pronome relativo c) Conjunção integrante d) Advérbio de intensidade e) Conjunção causal 3- Em “Chorou tanto que os olhos incharam”, a palavra que é: a) Pronome relativo – objeto direto b) Conjunção causal c) Conjunção integrante d) Conjunção consecutiva e) Pronome relativo – sujeito 4- Só não há pronome relativo na opção: a) Era tal seu medo que desmaiou. b) Tudo que fiz foi por você. c) A história que me contou é dolorosa. d) Todos que aqui estão são bem-vindos. e) Ali está a fotografia a que me referi.


5- Aponte a frase em que a palavra que é conjunção coordenativa explicativa. a) Peço que me compreendam. b) Que nota baixa! c) Pegue as tintas que estão no armário. d) Eu é que não irei. e) Procurem abrigo, que vem aí uma tempestade. 6- Em “Não me disseram que desejavam ali”, a palavra que é: a) Conjunção integrante b) Pronome interrogativo c) Pronome relativo d) Conjunção explicativa e) Preposição acidental 7- Assinale o erro na análise da palavra que: a) Que lindos são aqueles olhos! – advérbio de intensidade b) Não me agradou o que vi. – pronome relativo c) Há dias que não o vejo. – partícula expletiva d) Estávamos certos de que seríamos chamados. – conjunção integrante e) Ele fala que deixa a gente com sono. – conjunção causal. 8- Temos que fazer algo que resolva o problema. Respectivamente, temos: a) Conjunção integrante – pronome relativo b) Preposição acidental – pronome relativo c) Preposição acidental – conjunção integrante d) Preposição acidental – conjunção consecutiva e) Conjunção integrante – conjunção consecutiva 9- Assinale a opção em que a palavra que é conjunção coordenativa: a) Ninguém me avisou que era tarde. b) Diga isso a outro, que não a ele. c) Ela percebeu que fora inoportuna. d) Olhem que cristalinas são as águas da lagoa. e) Pedi apenas o que achei necessário. 10- Em “Que coisa feia, menino!” a palavra que é: a) Advérbio de intensidade b) Pronome indefinido c) Interjeição d) Preposição acidental

e) Partícula expletiva 11- Em “Não trabalhamos ontem, que estávamos muito cansados”, a palavra que é: a) Conjunção coordenativa explicativa b) Conjunção subordinativa integrante c) Pronome relativo d) Conjunção subordinativa causal e) Partícula de realce 12- Em “Triste que ficasse, não deixaria de colaborar”, a palavra que é: a) Pronome relativo b) Preposição acidental c) Conjunção concessiva d) Conjunção integrante e) Advérbio de intensidade 13- Assinale a oração em que a palavra que é conjunção final. a) Faço sinceros votos que sejam muito felizes. b) É normal que ajam assim. c) Disseram coisas que me aborreceram. d) Estude, garoto, que a prova é amanhã. e) Eis aí uma coisa em que não acredito. 14- Ela tem um quê de diferente. a) Conjunção integrante b) Pronome relativo – sujeito c) Substantivo – sujeito d) Pronome relativo – adjunto adnominal e) Substantivo – núcleo do objeto direto

15- Assinale a frase em que a palavra que é pronome relativo na função de complemento nominal. a) É novo o apartamento em que moramos. b) A prova de que se queixou foi difícil. c) O idealista que fui não morreu. d) Escreve poemas que a todos agradam. e) Tiram-nos aquilo de que mais tínhamos necessidade. 16- Só não há conjunção integrante em: a) É certo que desejo seu bem. b) Solicitaram que viessem todos. c) O garoto respondeu que estava bem. d) Seria conveniente que o jogo fosse adiado. e) Realmente não sabemos que trabalho ela quer fazer.

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17- (UFSC) No período “Avistou o pai, que caminhava para a lavoura”, a palavra que classifica-se morfologicamente como: a) Conjunção subordinativa integrante b) Pronome relativo c) Conjunção subordinativa final d) Partícula expletiva e) Conjunção subordinativa causal 18- Na oração “João retirou-se, tinha que sair à rua”, a palavra grifada tem o valor de: a) Um pronome relativo b) Uma preposição c) Uma conjunção integrante d) Uma conjunção explicativa e) Uma partícula explicativa 19- O que é pronome interrogativo na frase: a) Os que chegaram atrasados farão a prova? b) Se não precisas de nós, que vieste fazer aqui? c) Quem pode afiançar que seja ele o criminoso? d) Teria sido o livro que me prometeste? e) Conseguirás tudo que desejas? 20- “Que pena!” Classifica-se a palavra sublinhada como: a) Conjunção subordinativa integrante b) Interjeição c) Preposição d) Adjetivo e) Pronome adjetivo indefinido ANÁLISE DO SE 21- Assinale a alternativa em que o se é partícula apassivadora. a) Eles se abraçaram. b) Fala-se muito. c) Via-se bem dali. d) Percebe-se tudo. e) Veja se a luz voltou. 22- Em “Já não se lê mais como antigamente”, a palavra se é: a) Pronome apassivador b) Partícula de realce c) Pronome reflexivo d) Símbolo de indeterminação do sujeito e) Parte integrante do verbo

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23- Só não há símbolo de indeterminação do sujeito em: a) Caminhou-se até aqui. b) Anseia-se por notícias. c) Discutir-se-ia a noite toda. d) Anda-se agitado. e) Quer-se compreensão. 24- Se Deus quiser, eu irei. a) Conjunção integrante b) Pronome reflexivo c) Conjunção condicional d) Partícula apassivadora e) Símbolo de indeterminação do sujeito 25- Assinale a frase em que o se é pronome reflexivo funcionando como objeto indireto. a) Ela se cortou com o vidro. b) Deixou-se levar pela mão. c) Queixou-se dos serviços. d) Ninguém se dá muita importância. e) Ficou-se só. 26- “Se fui aprovado ninguém sabe”. a) Conjunção condicional b) Pronome reflexivo c) Partícula de realce d) Parte integrante do verbo e) Conjunção integrante 27- “Vai-se embora sempre que chegamos”. a) Pronome reflexivo b) Partícula de realce c) Conjunção integrante d) Índice de indeterminação do sujeito e) Pronome apassivador 28- Só não há partícula apassivadora em: a) Solicita-se calma. b) Aqui se observam com nitidez as montanhas. c) Não se obedeceu ao regulamento. d) Podem-se ver algumas manchas. e) Não se comentou a sua saída.

29- (UN. URBELÂNDIA) Classifique o “se” na frase “Ele queixou-se dos maus tratos recebidos”. a) Partícula integrante do verbo b) Conjunção condicional c) Pronome apassivador d) Conjunção integrante e) Símbolo de indeterminação do sujeito


30- O se é símbolo de indeterminação do sujeito na frase: a) Não se ouvia o sino. b) Assiste-se a espetáculos degradantes. c) Alguém se arrogava o direito de gritar. d) Perdeu-se um cão de estimação. e) Não mais se falsificará tua assinatura.

31- O se é pronome apassivador em: a) Precisa-se de uma secretária. b) Proibiram-se as saídas. c) Assim se vai ao fim do mundo. d) Nada conseguiria, se não fosse esforçado. e) Eles se propuseram um acordo. 32- (PUC – SP) Nos trechos: I- Se eu convencesse Madalena... Se lhe explicasse... II- Ouviam-se as pancadas do pêndulo, ouviam-se muito bem. A partícula se é, respectivamente: a) Conjunção, pronome apassivador b) Pronome recíproco, conjunção c) Conjunção, índice de indeterminação do sujeito d) Pronome reflexivo, conjunção e) Conjunção, pronome reflexivo 33- Na frase “O médico vê-se estendido no chão; a paciente aproximou-se da mesa”, o se é respectivamente: a) Pronome apassivador e pronome reflexivo b) Expletivo e expletivo c) Pronome apassivador e pronome apassivador d) Pronome reflexivo e pronome apassivador e) Pronome reflexivo e pronome reflexivo

ANEXO DE PROVAS

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INSTITUIÇÃO: EBMSP – CURSO DE MEDICINA DATA: 25/11/2011/ - BAHIANA Questões de 01 a 04. Qualidade de vida na vida real. É bom ter em mente, antes de tentarmos definir o que é qualidade de vida, que não apenas as escolhas sobre com quem faremos o que decidimos fazer, na escola, no trabalho, e no lazer influenciam quem somos e definem nossa saúde, nossa qualidade de vida e o nosso bem-estar. Existe, no momento, mais de uma centena de diferentes definições para qualidade de vida, nenhuma delas completamente satisfatória. A principal dificuldade que os cientistas encontram para definir o conceito é a natureza multifacetada e instável do fenômeno, cuja compreensão vem sendo, pouco, aumentada pelo uso de métodos e pesquisa qualitativa, aplicados em cenários de vida específicos. Assim a qualidade de vida das pessoas depende dos “cenários de vida” em que vivem, quero dizer, depende daqueles lugares onde nos encontramos com outras pessoas, geralmente com um propósito definido como, por exemplo, ganhar a vida trabalhando. O “cenário” assume grande importância porque é dentro de suas fronteiras que vamos analisar o que acontece com as pessoas. Por exemplo, um dos cenários de vida que mais influência exerce sobre nossa saúde e nossa qualidade de vida é o emprego, o cenário de trabalho. O termo cenário não indica somente o local físico de trabalho. Os locais onde a fábrica, o escritório, a loja, a escola estão são os “palcos” nos quais se desenrolam as tramas de vida, os jogos de poder, as seduções, as agressões e violências que interferem profundamente em nossa saúde, qualidade de vida e percepção de bem-estar. NICOLETTI, Sérgio J. Qualidade de vida na vida real.

Questão 01. Com relação às ideias focalizadas no texto, é correto afirmar: a) A coexistência da saúde física com a mental, por si só, é suficiente para que alguém possa dizer que tem uma boa qualidade de vida. b) Os indicadores de qualidade de vida de um indivíduo estão invariavelmente relacionados com os seus valores pessoais, independendo, portanto, dos socioculturais. c) A importância dada ao ambiente de trabalho deve-se ao fato de ser ele que rege grande parte da vida do indivíduo, sendo dele que depende a sua posição social, o que acaba

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se constituindo o fator determinante da sua qualidade de vida. d) A concepção de qualidade de vida está ligada diretamente à de bem-estar e a algumas de suas dimensões - a psíquica, a material, a da saúde, a da segurança, a da privacidade, dentre outras – atreladas à realidade circundante de cada pessoa. e) Os métodos usados por cientistas para obter uma melhor definição de qualidade de vida estão associados às relações interpessoais, porque elas sinalizam o padrão de vida das pessoas e, consequentemente, se elas possuem ou não qualidade de vida. Questão 02. Da leitura do texto, pode-se inferir: a) A aceitação dos limites da vida sem questionamentos e sem maiores desgastes resulta, incondicionalmente, em paz interior, saúde e sensação de bem-estar. b) Os eventos que impactam a vida de uma pessoa podem ser evitados, se a pessoa souber gerenciar sua vida, sem se deixar levar por situações passageiras. c) As sensações de ansiedade fazem parte normalmente da experiência humana e, por isso mesmo, as pessoas têm certa facilidade para afastar de si esses e outros sentimentos que afetam seu bem-estar. d) O ser humano, mesmo sendo o maior responsável por tudo de bom ou ruim que ocorre em sua vida, se for capaz de equacionar e superar as conhecidas e esperadas dificuldades do dia a dia, será possível manter a qualidade de vida. e) Uma pessoa, ao transformar, por exemplo, seu tempo em uma mercadoria no ambiente de trabalho, está, de alguma forma, buscando sua satisfação pessoal e seu bemestar, e, portanto, lutando por uma melhor qualidade de vida. Questão 03. A organização estrutural do texto permite considerar como verdadeira a afirmativa explicitada na alternativa: a) A ideia básica do texto é introduzida e definida no primeiro parágrafo, sendo resignificativa no segundo. b) As dificuldades dos cientistas sobre a conceituação de qualidade de vida, citadas no segundo parágrafo, são relativizadas, a seguir pela voz enunciadora do discurso. c) Os ‘cenários de vida” e seu papel como sinalizador dos indicadores da qualidade de vida de um indivíduo, referência feita no segundo parágrafo, constituem o eixo sobre o qual gira o desenvolvimento temático. d) O propósito de “ganhar a vida trabalhando” alusão feita no terceiro parágrafo, leva ao pressuposto de que o mundo


do trabalho é, contraditoriamente, o céu e o inferno de qualquer trabalhador da atualidade. e) O último parágrafo retoma as ideias do primeiro para que o enunciado questione os efeitos dos dramas vividos por uma pessoa nas diferentes comunidades de que faz parte, comente-os e tire conclusões. Questão 04. De acordo com a forma de trabalhar a linguagem e suas funções sócio-comunicativas, o discurso pode ser caracterizado como informativo ou persuasivo. Por suas características, pode-se classificar o texto em análise como predominantemente: a) informativo instrucional por definir, em primeiro lugar, o que se deseja alcançar para, em seguida, dizer como se deve proceder a fim de atingir os objetivos pleiteados. b) informativo-jornalismo, por tratar de fatos que interessam sobretudo ao público adulto, esclarecendo-o sobre como ele deve proceder para a obtenção de uma melhor qualidade de vida. c) persuasivo de fundo lúdico, pela quase inexistência de outras possibilidades de leituras pelo receptor da mensagem em face de a maior preocupação do emissor ser com as verdades humanas. d) persuasivo de cunho polêmico, pela impossibilidade – diante da força dos argumentos usados – de o leitor discordar das informações transmitidas pelo emissor sobre qualidade de vida e sua multidimensionalidade. e) informativo de caráter técnico-científico, por sua temática estar voltada para um assunto relacionado com os indicadores em que se baseia a medição das condições de vida do ser humano, divulgando, desse modo, conhecimentos acerca do saber científico.

Medicina paliativa e qualidade de vida O grande desenvolvimento da Medicina nas últimas décadas do século XX, junto com as melhoras das condições de vida, tem feito com que a expectativa de sobrevivência do ser humano venha aumentando continuadamente. Desafortunadamente, todos os esforços da ciência para aumentar a qualidade da vida humana podem ser inutilizados, em boa parte, se a Medicina não minimizar o significativo prejuízo que as doenças crônicas e degenerativas podem produzir na qualidade da vida.

Evitando pessoas de adoecerem, a Medicina já estaria cumprindo seu papel na melhoria da qualidade e da quantidade de vida. Porém a pergunta intrigante é: o que a Medicina tem feito para aqueles que adoeceram e, principalmente, para aqueles que não têm cura? É nesse ponto que aparece a Medicina Paliativa. Ao médico cumpre curar sempre, em não curando, aliviar sempre e, em não aliviando, consolar. Por incrível que possa parecer, tornou-se mais comum curar que aliviar. Consolar, então, nem se fala, embora não faltem recursos para ambos. Existem infelizmente, muitas doenças e situações médicas cuja cura ainda não foi possível, mas nem por isso, a Medicina deve se acomodar e negligenciar o muito que tem para ser feito. O paciente tem direito de pleitear sempre um alívio da dor, uma melhor qualidade de vida e não obstante, uma melhor qualidade de morte. Segundo a Organização Mundial de Saúde, Cuidados Paliativos são aqueles que consistem na assistência ativa e integral a pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo, sendo o principal objetivo a garantia da melhor qualidade de vida, tanto para o paciente como para seus respectivos familiares. A Medicina Paliativa nasceu da necessidade de melhorar a qualidade de vida dos pacientes para os quais a cura não é mais possível e a qualidade de vida está ou estará em breve deteriorada. O objetivo concreto dessa área da saúde é aliviar os sintomas decorrentes de doenças degenerativas, crônicas e refratárias, favorecer o lhor possível as atividades do paciente, oferecer adequada atenção emocional e social, tanto ao paciente quanto à própria família. MEDICINA paliativa e qualidade de vida. Questão 05. É impossível comprovar no texto o que sobre ele se afirma em: a) A manutenção da saúde da pessoa, uma das mais importantes dimensões da qualidade de vida, sempre foi o foco principal da atividade médica, o que não isenta o profissional de Medicina de adequar-se ao próprio ser humano, mostrando-se sensível às angústias, a seu sofrimento. b) A busca do melhor para o paciente que não responde mais ao tratamento curativo deve ser constante e efetiva, a fim de que sua qualidade de vida seja mantida no nível

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mais alto possível e seus familiares se sintam confortados, recebendo também especial atenção do médico. c) O médico, com o avanço da Medicina, chega ao diagnóstico da doença do seu paciente, pressupõe-se por meio do suporte técnico e do científico, mas nem sempre atenta para a individualidade do doente, o que também é significativo para sua cura. d) A função do médico em relação ao paciente com doenças que limitam sua qualidade de vida não deve restringir-se simplesmente ao aspecto farmacológico, mas abranger inclusive, o psicológico, o social, o ético, o religioso, o familiar, dentre outros. e) A fase paliativa de um doente terminal, por ser aquela em que o pessimismo assume o lugar da esperança, é a que prescinde de maior atenção à qualidade de vida do paciente, por ele já se encontrar em estado precário e irreversível. Questão 06. Identifique com V as alternativas verdadeiras sobre o texto e com F as falsas. (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) ( ) O termo “ do ser humano” (1º par.) complementa o sentido de “sobrevivência” (1º par.) que sugere a ideia de luta. ( ) A expressão “em boa parte” (2º par.) relativiza o sentido do que foi anunciado anteriormente, na frase. ( ) O conector “se” (2º par.) prediz a condição para que os fatos possam ocorrer, conforme o presumido. ( ) A oração “Evitando pessoas de adoecerem” (3º par.) admite sem prejuízo do sentido original a releitura Desde que fosse evitado o adoecimento de pessoas. ( ) A substituição de “Existem” (4º par.)por Há nada altera a estrutura frasal, sendo conservada também as funções antes exercidas por todos os elementos oracionais. A alternativa que contém a sequência correta de cima para baixo é a: a) V, F, F, F, V b) F, V, V, V, F c) F, F, V, V, V d) V, V, F, F, F e) V, V, V, V, V Questão 07. Sobre os recursos linguísticos usados no texto, está sem respaldo gramatical o que se afirma em: (as expressões em

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análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) a) “Desafortunadamente” (2º par) e “infelizmente” (4º par.) traduzem opiniões do emissor evidenciando sua interferência na transmissão das informações. b) “Porém” (3º par.) é um elemento coesivo que estabelece uma ideia de ressalva entre o que foi afirmado antes e o questionamento prestes a ser feito. c) ”cuja” (4º par.), se substituído por que a, mantém a correção gramatical e a mesma relação significativa entre “muitas doenças e situações médicas” (4º par.) e “cura” (4º par.). d) “não obstante” (4º par.) expressa uma concessão diante do que foi declarado e o que vai ser anunciado. e) “dessa área da saúde” (6º par.) retoma, num processo de coesão textual, o termo “Medicina Paliativa” para estabelecer suas reais funções no cenário hospitalar e até fora dele. Questão 08. Quanto às situações retratadas nas duas charges. Identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.

( ) Tanto uma quanto a outra trabalham com a mesma temática, embora enfoquem diferentes vieses. ( ) Ambas mostram que nem sempre é possível obter a qualidade de vida que se defende junto à clientela. ( ) A I revela uma dicotomia entre a preocupação do paciente, não revelada, e a do médico, explicitada na sua fala. ( ) A II dialoga com as ideias de Sérgio J, Nicoletti, veiculadas em seu texto “ Qualidade de vida na vida real”, no que se refere à influência que o cenário de trabalho exerce na qualidade de vida das pessoas. ( ) A II assume um caráter humorístico ao tentar mostrar a exaustão de um profissional da Medicina quando tem de suprir a ausência de outros.


A alternativa que contém a sequência correta de cima para baixo, é a: a) V,V,V,V,V b) V,F,F,F,V c) F,F,V,V,V d) V,V,F,F,F e) F,V,V,V,F

INSTITUIÇÃO: EBMSP – CURSO DE MEDICINA DATA: 09/06/2011/ - BAHIANA TEXTO I Relação médico-paciente A comunicação entre médico e paciente é um fator importante para estabelecer uma boa ou má relação entre ambos. Os comportamentos positivos (éticos) dos médicos fortalecem a relação médico-paciente e diminuem a possibilidade de insatisfação por parte das pessoas que os procuram. Um sentimento de conforto e de confiança mútua entre médico e paciente é um componente bem aceito e desejável em qualquer consulta médica. A partir de informações de que os pacientes desejam conhecer mais detalhes de suas doenças e principalmente, porque eles querem ser ouvidos, a comunicação entre médicos e pacientes deve esmerar-se cada vez mais. Os médicos devem adaptar seus estilos de comunicação às variações intelectuais individuais e às necessidades emocionais de seus pacientes. Quando os médicos providenciam cuidado tecnicamente adequado, os pacientes esperam respostas aos seus questionamentos e querem participar das decisões. O mais salutar nessa relação é providenciar um cuidado médico que seja padrão de boa qualidade. A comunicação entre os médicos, paciente e seus familiares é identificada na literatura médica, como a

causa mais importante de insatisfação dos pacientes contra médicos. (RODRIGUES,2011).

Questão 01. A leitura do texto permite que se chegue a algumas conclusões, dentre as quais, fica sem suporte textual a indicada em: As palavras, como um instrumento de trabalho podem promover tanto o bem quanto o mal para quem as escuta. a) As variantes intelectuais devem ser previstas pelos médicos, aos quais cabe o ajuste de seu discurso na busca de uma melhor relação com os seus pacientes. b) O paciente, fragilizado pelo mal que o acomete, necessita ser ouvido, ter respostas inteligentes para seus questionamentos, enfim, participar das decisões relativas aos cuidados médicos de que precisa. c) A prioridade médica deve ser a promoção da saúde do paciente, antes de qualquer outra coisa, razão por que suas insatisfações com o local de trabalho ou com qualquer outro evento devem ser sumariamente postas de lado. d) O distanciamento do médico, em uma consulta, é causadora da insatisfação do paciente, que passa a não credibilizar os serviços por ele prestados como de qualidade desejável para a cura de enfermidade de que é portador. Questão 02. Quanto aos elementos da língua que compõem o texto, está correto afirmar em: (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) a) As palavras “boa” (1º par.) e “má” (1º par.) são antônimas e, por isso, estão exercendo diferentes funções sintáticas no período de que fazem parte. b) As locuções “dos médicos” (2º par.) e “dos pacientes” (5º par.) se opõem do ponto de vista semântico, mas quanto à sintaxe, possuem o mesmo valor, ou seja, restringem o sentido do nome que modificam. c) O termo “cada vez mais” (3º par.) expressa, no contexto em que se insere, a necessidade de intensificar a frequência de uma ação. d) Os pronomes “seus” (4º par.) e “seus” (4º par.) indicam posse de sujeitos distintos no contexto frasal. e) Os verbos “participar” (4º par.) e “providenciar” (4º par.) exigem, já que possuem sentido incompleto, o mesmo tipo de complemento.

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TEXTO II A reconstrução do relacionamento médico-paciente: a importância da comunicação Atualmente, a relação médico-paciente tem despertado grande interesse em pesquisadores de várias áreas do conhecimento, seja na produção científica, na formação ou na prática médica. A interface entre comunicação e saúde é um exemplo desse interesse e destaca a preocupação interdisciplinar, propagando em várias vertentes, inclusive, a que nos dedicamos: as técnicas comunicacionais utilizadas ou aplicadas para proporcionar a melhoria da relação e, consequentemente, do serviço. Ao saírem dos bancos escolares e atuar profissionalmente, os médicos têm a base de suas atividades constituída pelos relacionamentos, visto não terem tido nenhum preparo acadêmico nesse sentido, quando a comunicação pode oferecer amplas possibilidades de melhora do relacionamento interpessoal, conforme assinala Epstein (s. d 1): “A boa comunicação pode aumentar a eficácia dos serviços de saúde. Em nível de comunicação interpessoal, isso começa a ser reconhecido oficialmente. Os problemas da adequação da comunicação médico-paciente que sempre existiram como questões periféricas começam a ser reconhecidos oficialmente, inclusive como temas dos círculos de nossas escolas de medicina”. Oliveira (2002: 64) reconhece que uma das principais atribuições do médico é “traduzir o discurso, os sinais e os sintomas do paciente para chegar ao diagnóstico da doença”. Quando uma pessoa procura um serviço de saúde, então, estabelece-se uma relação que “pressupõe uma comunicação com duas vias de fluxo, permitindo, no momento em que o indivíduo busca atendimento de saúde, o encontro de duas visões de mundo diferentes [...]”. É justamente aí que a formação dada ao médico tem falhado, quando não o prepara para se comunicar com o doente, mas para olhar a doença, na medida em que enfatiza o distanciamento, a utilização dos recursos tecnológicos, em substituição à escuta, ao diálogo, à própria relação, que não chega a se instaurar, pois somente o médico tem voz. Cabe, então, considerar a necessidade de ampliar a formação do médico para além do reducionismo técnico a que está sujeito, tendo em conta que a educação médica integradora deve abordar a ideia do homem para além do corpo ou do psíquico, tampouco deve ser considerada como a soma dessas duas dimensões. É necessário considerá-la em sua complexidade, que implica

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a utilização de linguagens comuns a outras áreas do conhecimento. (NASSAR, 2011)

Questão 03. O texto objetiva destacar: a) O médico como o eixo centralizador das decisões a serem tomadas em função do resgate da saúde de quem o procurou para curar-se e sua preocupação centrada no olhar a doença. b) As repercussões negativas que os atendimentos médicos têm causado no âmbito social, em virtude do uso dos recursos, por exemplo, em lugar do diálogo. c) Os serviços médicos como de capital importância para as sociedades, razão da necessidade cada vez maior de que os médicos estejam atualizados em face dos avanços acelerados da tecnologia e da ciência. d) A base da estrutura fundamental da prática médica, ou seja os conhecimentos e as habilidades que ele possui para pesquisar sobre as queixas do paciente e fazer o diagnóstico preciso da enfermidade que o acometeu. e) A preocupação atual com a melhoria da relação médico-paciente, através de uma comunicação capaz de aproximar dois seres com visões de mundo diferentes, o que contribuirá até para a otimização dos serviços de saúde.

Questão 04. Uma leitura mais atenta do texto leva ao pressuposto de que: a) A capacidade de escuta por parte do médico, dadas as circunstâncias atuais de atendimento nas instituições de saúde, passou a ser irrelevante para a relação terapêutica médico-paciente. b) As situações clínicas atuais dispensam certas atitudes de cortesia e desvelo do médico, porque há meios para o paciente e seus familiares se manterem informados sobre a enfermidade que precisa ser trabalhada. c) A consulta médica embora de relevância inquestionável, deixou de ser vista como condição básica para o tratamento de uma enfermidade, diante do conceito democrático que rege a maioria das sociedades atuais. d) A tradução do discurso dos pacientes, por ser uma tarefa nem sempre fácil, dificulta a investigação médica sobre a doença daqueles que o procuram, o que gera inquietação e desconfiança dessas pessoas quanto à exatidão do diagnóstico de sua enfermidade. e) O médico do novo milênio deve estar preparado para trabalhar com uma visão holística do paciente, voltando-


se desse modo, para o entendimento dos mais diversos valores inseridos em complexos contextos históricos, culturais e sociais, sendo em outras palavras, mais humano. Questão 05. Sobre os aspectos linguísticos do texto e seus efeitos de sentido, é correto afirmar: (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados). ( ) A declaração “ Atualmente a relação médico-paciente tem despertado grande interesse em pesquisadores de várias áreas do conhecimento” (1º par.) evidencia a importância dos serviços médicos para as diversas camadas sociais. ( ) Os dois pontos presentes em “a que nos dedicamos: as técnicas comunicacionais utilizadas ou aplicadas para proporcionar a melhoria da relação e, consequentemente, do serviço” (1º par.) esclarecerem a afirmativa anterior, ressaltando o valor da comunicação nas relações interpessoais. ( ) A oração “que pressupõe uma comunicação com duas vias de fluxo” (3º par.) modifica o termo “relação” (3º par.), restringindo-lhe o sentido. ( ) O fragmento “É justamente aí que a formação dada ao médico tem falhado” (3º par.) procura justificar, de forma indireta, os deslizes na comunicação médico-paciente, o que tem comprometido, em parte, a qualidade dos serviços de saúde. ( ) A locução “na medida em que” (3º par.) introduz, no período, uma ideia de proporcionalidade, podendo ser permutada por à medida que. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo é a: a) F V V V F b) F V F F V c) V V F F F d) V F V F V e) V V V V V

Questão 06. O termo em negrito, nos fragmentos “Quando uma pessoa procura um serviço de saúde, então estabelece uma relação” (3º par.) e “Cabe, então, considerar a necessidade

de ampliar a formação do médico para além do reducionismo técnico a que está sujeito” (4º par.) a) possui o mesmo valor semântico. b) pertence à mesma classe de palavras. c) pode ser substituído, respectivamente, por porque e tão logo. d) denota consequência na primeira ocorrência e conclusão, na segunda. e) pode ser retirado do contexto em que está inserido, pelo seu caráter, sem prejudicá-los Questão 07. Confrontando os dois textos – o primeiro da autoria de Silvio Rodrigues e o segundo, de Maria Rosana Ferrari Nassar – marque com V ou com F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas. ( ) Em ambos, nota-se a impessoalidade do discurso, marcado pela ausência de opiniões do locutor. ( ) Tanto no primeiro quanto no segundo, existe a sinalização de que a relação médico-paciente precisa ser melhorada. ( ) Nos dois, por seu caráter argumentativo, há diálogos com outros enunciadores para reforçar o ponto de vista defendido. ( ) No primeiro, o enunciador faz constatações, mostrando a necessidade de atitudes mais humanas por parte do médico, enquanto, no segundo, além disso, há indicação da causa maior para a concorrência de certos fatos. ( ) No segundo ao contrário do primeiro fica claro que a reconstrução da relação médico-paciente é algo previsto para as novas gerações ou para os que voltarem à escola, objetivando mestrado, doutorado, dentre outros cursos. A alternativa que contém a sequência correta de cima para baixo, é a: a) F V F V V b) F V F V F c) V F V F V d) V V F F F e) V V V V V

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I

II

Questão 08 Sobre as charges, que retratam situações envolvendo a relação médico-paciente é correto afirmar: a) Em ambas, a perspectiva democrática é negada, mas, na II, a qualidade do relacionamento entre o médico e o paciente não chega a se constituir um fator de descrédito da prática médica, nem de distanciamento do paciente, como é o caso da I. b) Na I e na II, o olhar do médico está tão somente voltado para o doente embora a segunda mostre uma prática médica mais humanizada, pois o profissional de saúde quer ter as condições indispensáveis para realizar um atendimento de qualidade, uma vez que compreende o paciente como sujeito cultural e integral. c) Na I, a insatisfação do paciente se faz sentir logo no questionamento feito de início, enquanto, na II a queixa do paciente é levada a sério, pois o médico alega a situação hospitalar como uma espécie de justificativa por não poder atende-lo melhor. d) Na I, fica subentendido que a pressa do médico é uma forma encontrada para atender a todos que por ele esperam e dele precisam, enquanto na II, o médico tenta explicar ao paciente como é difícil trabalhar sem o mínimo de que precisa para atender bem à clientela.

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e) Na I, a pressa que se tornou marca registrada dos novos tempos, também se faz presente no cotidiano da prática médica, num flagrante desrespeito aos direitos do paciente, enquanto na II a problemática das carências dos hospitais públicos serve de contraponto para o desabafo do médico, o que não deixa de se configurar falta ética na conduta do profissional de saúde. Questão 09. Os conhecimentos sobre as questões sociais no Brasil permitem afirmar que as charges fazem uma crítica: a) às deficiências dos serviços públicos, consequência direta do predomínio da população oriunda do campo nos centros urbanos. b) ao processo de metropolização, que é sem sombra de dúvida, o principal fator responsável pela falta de médicos e de medicamentos básicos para o atendimento da população. c) à precariedade da infraestrutura, que dificulta a relação médico x paciente, que é agravada pelo descaso das autoridades constituídas. d) à escassez de médicos no país, decorrente do número insuficiente de cursos de medicina, fato que reflete na dispensa de um bom atendimento de saúde para a população. e) ao péssimo atendimento dos serviços de saúde pública, que tem como solução de medidas como a mecanização do campo e o estímulo ao êxodo rural, para que toda a população tenha acesso a um bom atendimento de saúde nas áreas urbanas.

INSTITUIÇÃO: EBMSP – CURSO DE MEDICINA DATA:: 01/12/2010/ BAHIANA Questões de 01 a 03. “O mundo [...] não é uma hospedagem, mas um hospital”, disse sir Thomas Browne mais de três séculos e meio atrás, em 1643. Essa é uma interpretação do mundo nada encorajadora, senão completamente surpreendente, por parte do prestigioso autor de Religio Medici e Pseudoxia Epidemica. Mas Brownw podia não estar totalmente enganado: mesmo hoje (e não apenas na Inglaterra do século XVII), a doença, de uma forma ou de outra, tem sido uma presença importante na vida de um número grande de pessoas. Na verdade, Browne pode ter sido um tanto otimista por evocar um hospital: grande parte das pessoas que estão mais doentes no mundo de hoje não têm tratamento para seus males, nem acesso a meios eficazes de prevenção.


a) “mais” (1º par.) indica como “mais’ (1º par.), quantidade. b) “senão” (1º par.) exprime uma ideia diferente da expressa por “senão” (2º par.). c) “mesmo” (1º par.) apresenta-se com valor concessivo. d) “grande” (1º par.), se transposto para antes de “número” (1º par.) sofre alteração de sentido. e) “que” (1º par.) e “seus” (1º par.) retomam referentes que se opõem no mesmo contexto frasal.

Em qualquer discussão de equidade* e justiça social, doença e saúde devem figurar como uma preocupação da maior importância. Coloco meu ponto de partida – a ubiquidade** da saúde como uma consideração social – e começo ressaltando que a equidade na saúde não pode ser outra coisa senão um aspecto central da justiça dos mecanismos sociais em geral. O alcance da equidade na saúde é imenso. Mas há um aspecto recíproco dessa conexão ao qual também devemos prestar atenção. Equidade na saúde não pode se preocupar somente com a saúde, isoladamente. Em vez disso, ela tem de estar em sintonia com a questão mais ampla da justiça social, incluindo a distribuição econômica, dando a devida atenção ao papel da saúde na vida e na liberdade humana. Equidade na saúde com certeza não se refere apenas ao acesso à saúde, muito menos ao enfoque ainda mais restrito do acesso aos serviços de saúde. Na verdade, equidade na saúde como conceito tem um alcance e uma relevância extremamente amplos.

A frase “O mundo [...] não é uma hospedagem, mas um hospital”. a) forma um período simples, já que só contém um verbo. b) usa “hospital” e “hospedagem” com a mesma acepção. c) foi estruturada, predominantemente, em sentido literal. d) apresenta termos pertencentes à oralidade da língua. e) constitui um exemplo de linguagem metafórica.

SEM, Amartya; KLIKSBERG, Bernardo. Por que equidade na saúde? As pessoas em primeiro lugar, a ética do desenvolvimento e os problemas do mundo globalizado. Tradução Bernardo Azemberg e Carlos Eduardo Luis da Silva. São Paulo: Companhia das letras, 2004p. 73-74

TEXTO I:

*Equidade: reconhecimento de que os direitos são iguais para todos. **Ubiquidade: onipresença. Questão 01. O autor do texto: a) relativiza a colocação de Thomas Browne a respeito do mundo. b) desvincula, até certo ponto, a saúde do papel que a sociedade exerce na vida de cada um. c) conceitua doença e saúde, do ponto de vista da equidade e da justiça social, do mesmo modo. d) vê a equidade na saúde como uma oportunidade de o indivíduo ganhar melhor e ser mais livre. e) afirma a existência de justiça social em boa parte do mundo, por ser ela a promotora da saúde humana. Questão 02. Está correta a afirmação que se faz sobre o termo transcrito em: (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados)

Questão 03.

O mundo acompanhou recentemente a batalha travada pelo governo norte-americano para promover uma profunda reforma de seu sistema de saúde, que irá atender mais de 46 milhões de americanos, atualmente sem cobertura médica garantida. A ideia é estender o direito de assistência médica a esses cidadãos, como aquele garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todos os brasileiros. No Brasil, a assistência médica é um direito universal há mais de duas décadas. De um sistema centralizado na atenção hospitalar e restrito aos que contribuem com a previdência social, o país passou a partir da Constituição Federal de 1988, a ter um modelo de saúde descentralizado, com forte participação social, foco na atenção primária, promoção da saúde e acesso universal e gratuito a todos os brasileiros. Uma revolução social apaixonante. Os resultados alcançados pelo trabalho solidário realizado por União, estados e municípios em prol da universalidade e da integralidade no atendimento em saúde são de domínio público. Passadas duas décadas, está mais do que na hora de promover novo salto, qualitativo e quantitativo, na assistência em saúde oferecida pelo SUS aos

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brasileiros. E, para isso, algumas medidas são imperativas e urgentes. Faz dez anos que a Emenda Constitucional 29, que determina o quanto cada governo deve destinar de seu orçamento para saúde, vigora sem ser regulamentada, o que seria essencial para estabelecer o que pode ser ou não considerado gasto com saúde, assegurando que os recursos sejam, de fato aplicados na área. Do mesmo modo, faz-se necessário o reajuste substancial dos valores pagos pelo SUS aos hospitais públicos e privados que prestam serviços ao sistema, dentre outras. BARATA. Luiz Alberto Barradas. Paixão pelo SUS Folha de S.Paulo. São Paulo, 2 fev 2010. Opinião P.4. Tendências/Debates. Adaptado.

TEXTO II. Nada impede a regulamentação da já aprovada Emenda Constitucional 29 – que disciplinará os gastos a serem computados como investimentos em saúde. O aporte de recursos é fundamental diante de uma rede à beira do caos. Sem a regulamentação, muitos bilhões de reais deixaram de ser investidos na rede de saúde pública nos últimos anos, pela União, estados e municípios desde a aprovação da Emenda 29. O SUS completou 21 anos em 2009. A saúde é uma área extremamente dinâmica, envolvendo inovações tecnológicas, evolução do conhecimento, avanços da indústria de medicamentos, modificações constantes no perfil das patologias mais prevalentes, etc. O sistema público necessita, portanto, acompanhar tais transformações. Paralelamente, as atuais distorções existentes precisam ser corrigidas, algumas com a máxima urgência. Esse é o caso específico do financiamento do SUS, do qual dependem exclusivamente cerca de 80% dos cidadãos brasileiros. E para que o sistema receba um volume de recursos condizente com as suas necessidades de ampliação e modernização dos serviços, é fundamental regulamentar a Emenda 29. ABRAHÃO, Marco Antônio. Saúde pública a muleta uma eterna desculpa. NewsLab: a revista do laboratório moderno, São Paulo: Estado, ano XVII,n 100 p.96. jun/jul 2010. Opinião Adaptado.

Questão 04. Os dois textos, embora escritos por diferentes pessoas, apresentam em comum.

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a) um enfoque crítico da situação vivenciada pelo SUS, após seus vinte e um anos de funcionamento. b) o reconhecimento dos serviços que o SUS, não obstante os entraves enfrentados em seu dia a dia, vem prestando à população do Brasil. c) a lentidão com que se processam os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde em virtude parcos valores pagos a seus prestadores de serviço. d) a defesa do Sistema Único de Saúde em face do que outros países, como os Estados Unidos, vêm sofrendo por não dispor de uma cobertura médica garantida para toda a sua população. e) a sinalização de falta de vontade política em investir na saúde da população brasileira, o que inviabiliza a correção de distorções existentes no sistema e, consequentemente, a melhoria do atendimento ao público.

Questão 05. O que se afirma sobre o fragmento transcrito do Texto I está correto em: (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) a) “O mundo acompanhou recentemente a batalha travada pelo governo norte-americano para promover uma profunda reforma de seu sistema de saúde” (1º par.) revela em outras palavras que parte da população norteamericana era contra a referida reforma. b) “como aquele garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todos os brasileiros” (1º par.) aponta o caso do SUS como o parâmetro tomado pelos Estados Unidos para fazer a reforma de seu sistema de saúde. c) “Uma revolução social apaixonante” (2º par.) faz referência à conquista expressiva da população brasileira no que se refere à garantia de assistência médica extensiva a todos, via Constituição Federal de 1988. d) “Passadas duas décadas está mais do que na hora de promover novo salto qualitativo e quantitativo, na assistência em saúde oferecida pelo SUS aos brasileiros”. (4º par.) relativiza de alguma forma, os resultados alcançados anteriormente. e) “Faz dez anos que a Emenda Constitucional 29, que determina o quanto cada governo deve destinar de seu orçamento para saúde, vigora sem ser regulamentada” (5º par.) se refere ao descumprimento da lei por parte das autoridades estaduais e municipais.


Questão 06. Em “A saúde é uma área extremamente dinâmica”(texto II / 3º par.), o termo “extremamente” a) é um qualificador de “dinâmica”. b) trata-se de uma palavra variável. c) possui valor semântico superlativo. d) está modificando a forma verbal “é”. e) é formada por derivação prefixal e sufixal.

c) A substituição da forma verbal “deixaram” (2º par.) por deixam altera o sentido do contexto frasal, comprometendo, pois a coerência da argumentação. d) O conector “portanto” (3º par.) expressa, nesse caso uma ressalva e aparece entre vírgulas que são perfeitamente dispensáveis. e) A oração “regulamentar a Emenda 29” (4º par.) constitui uma reduzida de infinitivo com valor subjetivo.

Questão 07. “Faz dez anos que a Emenda Constitucional 29, que determina o quanto cada governo deve destinar de seu orçamento para saúde, vigora sem ser regulamentada, o que seria essencial para estabelecer o que pode ser ou não considerado gasto com saúde, assegurando que os recursos sejam de fato aplicados na área.” (texto I / 5º par.) Quanto ao fragmento em destaque, é correto afirmar: a) “Faz” está usado no singular, porque o sujeito da oração está posposto. b) “o” na primeira ocorrência, é uma partícula expletiva, embora, nas outras duas exerça uma função no contexto. c) “deve destinar” não forma uma locução verbal, já que o infinitivo “destinar” pode ser desdobrado em oração com a presença de um conectivo. d) “para” em “para saúde”, e “para” em “ para estabelecer” pertencem à mesma classe de palavras. e) “com saúde” complementa o sentido de “gasto” e “de fato” modifica “recursos”.

Questão 08. Sobre os elementos linguísticos que compõem o Texto II, a única informação sem respaldo nas normas gramaticais é a referente à alternativa. a) A coerência da argumentação e a correção gramatical do texto ficam preservadas ao se substituir “a serem computados” (1º par.) por que serão computados. b) O emprego do sinal indicativo de crase em “ à beira do caos” (1º par.), deve-se ao fato de ser uma locução prepositiva, cujo núcleo é um termo feminino.

INSTITUIÇÃO: ESCOLA BAHIANA DE MEDICINA E SAÚDE PÚBLICA CURSO DE MEDICINA DATA: 10/06/2010/ BAHIANA Questões de 01 a 04 O envelhecimento da população mundial e suas implicações. Apesar de os índices de esperança de vida dos países subdesenvolvidos serem mais baixos do que os dos desenvolvidos, eles estão aumentando expressivamente nesses países mais pobres. Isso vem acontecendo pela melhoria generalizada da qualidade de vida de suas populações, como resultado especialmente do crescimento urbano-industrial que ocorreu nas últimas décadas nesses países. Assim, o ser humano está vivendo cada vez mais, tanto nos países desenvolvidos como nos subdesenvolvidos. Por outro lado, a natalidade nos dois grupos de países caiu bastante nos últimos anos, o que significa dizer que a população mundial está envelhecendo consideravelmente. Para se ter uma ideia do que vem ocorrendo, em 1960 o percentual de idosos na população mundial (população situada na faixa etária acima dos 65 anos) era da ordem de 4,5%, enquanto as previsões da Organização das Nações Unidas (ONU) para os primeiros anos do século XXI estão indicando que ele será de 6,5%. A presença de um elevado número de idosos nos países desenvolvidos, tanto em termos absolutos como relativos, não implica que vivam mal, pois o sistema previdenciário desses países funciona muito bem e remunera satisfatoriamente seus aposentados.

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O mesmo não acontece nos países subdesenvolvidos, onde, apesar da pequena ocorrência de idosos, os sistemas previdenciários são muito falhos. No Brasil, por exemplo, com exceção de uma parcela de privilegiados, a aposentadoria que recebem não lhes permite viver com dignidade, o que acaba colocando-os depois de trabalharem cerca de 35 anos, na vexatória situação de dependência crônica de seus familiares. (MÊDICI; ALMEIDA, 2000, P. 38-41).

Questão 01. A leitura do texto possibilita algumas inferências, dentre as quais se excetua a que afirma que o envelhecimento da população mundial a) está vinculado a aspectos socioeconômicos, culturais e de saúde. b) pressupõe algumas mudanças na oferta de serviços e de produtos. c) reflete a saúde da população de um país, mantendo relação, inclusive, com a significativa queda na taxa de natalidade que ele registra. d) sugere a mesma idade média máxima de vida para todas as nações, tendo em vista a equalização dos padrões tradicionais de envelhecimento. e) oportuniza ao idoso com boa remuneração desfrutar mais e melhor da sua velhice, já que, a essa altura da vida não tem mais obrigações financeiras com filhos, enfim, com a família constituída. Questão 02. As informações contidas no texto permitem que se chegue à seguinte conclusão: a) Uma nação com alto índice de idosos pode refletir unicamente uma tendência genética para a longevidade da população local. b) A correlação entre longevidade populacional e qualidade de vida do idoso é diretamente proporcional ao desenvolvimento do país. c) A melhoria do poder aquisitivo e cultural de uma sociedade não significa, necessariamente, mais chances de envelhecimento de sua população. d) As implicações que o envelhecimento da população mundial acarreta são, de um modo geral, irrelevantes e perfeitamente contornáveis do ponto de vista familiar e socioeconômico. e) A queda da natalidade, em todos os países está associada à longevidade, porque cada Estado continua

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crescendo e disponibilizando mais recursos para manter a saúde de sua população idosa. Questão 03. Considerando-se o contexto em que se insere, descarta-se como outra possibilidade de leitura para o termo transcrito a referente a: (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) a) “Apesar de” (1º par.) – A despeito de. b) “Por outro lado” (2º par.) – Por sua vez. c) “acima dos” (3º par.) – além dos. d) “da ordem de” (3º par.) – por determinação de. e) “com exceção de” (5º par.) – com ressalva a.

Questão 04. Quanto aos recursos linguísticos no texto, é verdadeiro o que se afirma em: (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) a) A forma verbal “estão aumentando” (1º par.) indica uma ação que se repete, estando muito próxima do presente. b) O conector “enquanto” (3º par.) expressa simultaneidade entre duas ações com o mesmo agente. c) A palavra “mesmo” (5º par.), devidamente contextualizada, dá ideia de reforço. d) A expressão ‘por exemplo” (5º par.) denota retificação. e) Os referentes “lhes” (5º par.) e “os” (5º par.) resgatam diferentes termos.

Você está no comando Se você chegou aos 50 anos com uma rotina pouco saudável, mas livre de doenças graves, saiba que tem 80% de chance de chegar à velhice, e em boa forma (os 20% continuam a caber à genética). Ou seja, quanto e como viver daqui para a frente está em suas mãos. Basta achar que não é tarde para mudar. “Modificar os maus hábitos aos 50 é quase tão bom quanto nunca tê-los tido”, diz o


médico Wilson Jacob Filho, diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. E a chave para o envelhecimento proveitoso é não fumar, praticar exercícios físicos, dormir bem, alimentar-se de forma adequada, evitar o stress e blá-blá-blá... A ladainha dos hábitos saudáveis sempre foi muito marcante, convenhamos. O poder de cada um sobre o destino de sua própria saúde paradoxalmente, aumenta com o passar do tempo. Doutor Michael Roizem, médico da Cleveland Clinic, criador, na década de 90 do século passado, do conceito da idade real, sustenta que as pessoas não têm necessariamente a idade indicada em seus documentos. Do ponto de vista biológico, podem ser mais jovens ou mais velhas, dependendo do modo como cuidam de si mesmas ao longo da existência. Conforme os anos avançam, enquanto os genes vão perdendo a capacidade de causar maiores danos por si só, o estilo de vida ganha mais relevância. Em geral, as doenças genéticas se manifestam nos primeiros vinte anos de vida. Depois dessa fase, são os hábitos que ativam ou não os genes associados à maioria das doenças crônico-degenerativas. Para se ter uma ideia de tal equação, basta lembrar que a genética controla cerca de 75% do desenvolvimento de um feto. Se o embrião carrega mutações genéticas graves, ainda que a mãe siga todos os preceitos da boa gestante, ele não vinga. É um dos mecanismos biológicos mais importantes para a proteção e a perpetuação da espécie. Se o feto, no entanto, possuir uma genética favorável, mesmo que ele seja exposto a comportamentos inadequados da mãe, como fumar ou beber, ainda são boas as chances de ele nascer com saúde. (LOPES:MAGALHÃES, 2009, p. 130-131)

Questão 05. Em sua composição, o texto apresenta: a) citação de exemplos comprobatórios das afirmações feitas. b) parágrafos longos, construídos com o predomínio da linguagem coloquial. c) presença de recursos metafóricos e pleonásticos no desenvolvimento temático. d) ausência de posicionamento das enunciadoras do discurso sobre o assunto enfocado. e) longevidade com saúde como uma conquista muito mais pessoal que propriamente genética.

Questão 06. Pode ser considerada uma negação da ideia básica do texto a expressa pelo provérbio. a) “Velhice é segunda meninice” b) “A boi velho não busques abrigo”. c) “Papagaio velho não aprende a falar”. d) “Macaco velho não mete a mão em cumbuca”. e) “Se queres ser velho moço, faze-te velho cedo”. Questão 07. A única afirmativa sem suporte de natureza gramatical é a referente ao termo transcrito na alternativa: (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) a) “mas” (1º par.) introduz uma ressalva ao que foi declarado anteriormente na frase. b) “daqui para a frente” (1º par.) pode ser reescrito, sem prejuízo semântico por a partir daí. c) “chave” (1º par.) está empregada como “ladainha” (1º par.), em sentido figurado. d) “Para” (2º par.), do ponto de vista morfológico, recebe a mesma classificação de “para” (2º par.). e) “da espécie” (2º par.) funciona como paciente da ação nominal presente no contexto em que está inserido. Os sem-idade Nas últimas três décadas, a expectativa de vida aumentou mais do que em qualquer outro momento na história, na maioria dos países. No Brasil, ela pulou de 62 anos, em 1980, para 73, hoje. Essa evolução fez com que o próprio conceito de velhice fosse reformulado. Já não se espera dos sessentões que se aposentem e passem os dias de pijama numa cadeira de balanço. Cada vez mais aposentados voltam ao mercado de trabalho por motivos diversos, como manter-se atualizado ou complementar o orçamento. O aumento da longevidade propiciou o surgimento de outro fenômeno, desta vez no terreno do comportamento – o de pessoas maduras que cruzam as fronteiras entre as gerações e não apenas agem, mas também se sentem como se fossem mais jovens. São homens e mulheres que já passaram dos quarenta ou cinquenta anos, gozam de boa saúde, disposição e acreditam que hábitos de vida e a forma de se expressar não devem se atrelar à idade, mas à

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personalidade de cada um. Os americanos, sempre rápidos em dar nome aos fenômenos culturais, os chamam de ageless (sem idade, em português) “No mundo de hoje, em que vivemos mais e melhor, a idade cronológica deixou de ser relevante para determinar o modo de vida de uma pessoa. O que mais importa é a sua capacidade no terreno funcional, social e emocional”, diz o gerontologista carioca Alexandre Kalache, conselheiro da Academia de Medicina e ex-diretor do Programa de Envelhecimento da organização Mundial de Saúde. Com essa espécie de democratização da juventude, produtos e serviços antes direcionados exclusivamente ao público adolescente ou jovem começam a ganhar adeptos entre os mais velhos. “Os ageless rompem com o padrão convencional em que o comportamento é ditado pela faixa etária”, disse a inglesa Ruth Marshall. A ascensão dos sem-idade, desse modo, pode ser notada na publicidade. Independentemente do comportamento que se adote, todo mundo quer passar os anos a mais ganhos no calendário com boa qualidade de vida, livres de doenças associadas à velhice. (ROMANMI, 2009, p. 63-64).

Questão 08.

d) “propiciou o surgimento de outro fenômeno” (1º par.). e) “cruzam as fronteiras entre as gerações” (1º par.). Questão 10. Uma análise do primeiro parágrafo do texto permite afirmar: a) O vocábulo “Essa”, em “Essa evolução fez com que o próprio conceito de velhice fosse reformulado” anuncia algo a ser declarado. b) A oração “Já não se espera dos sessentões” pode ser reescrita, sem nenhum problema de ordem semântica ou gramatical, como Não se espera mais dos sessentões. c) O conector “como” em “como manter-se atualizado ou complementar o orçamento” estabelece com o que se afirma antes no período em que se insere, uma relação de conformidade. d) O termo “o” em “o de pessoas maduras que cruzam as fronteiras entre as gerações” resgata a palavra “comportamento”. e) A palavra “mais”, em “mais jovens” modifica “jovens”, exprimindo a ideia de quantidade.

O texto evidencia: a) a padronização da conduta dos mais velhos na modernidade. b) um balanço do processo de envelhecimento nas últimas três décadas. c) uma transformação na estrutura social proveniente de surgimento dos sem-idade. d) uma reviravolta no mercado publicitário devido ao crescimento do público com mais de 50 anos. e) uma mudança comportamental dos idosos como reflexo de uma nova concepção de envelhecimento. Questão 09. Está desvinculada da ideia em “rompem com o padrão convencional” (3º par.) a expressa no fragmento. (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) a) “pulou de 62anos em 1980, para 73 hoje” (1º par.). b) “fez com que o próprio conceito de velhice fosse reformulado” (1º par.). c) “voltam ao mercado de trabalho por motivos diversos” (1º par.).

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INSTITUIÇÃO: FBMSP – CURSO DE MEDICINA. Data: 28/06/2009/ BAHIANA Questões de 01 a 03. Além de pavimentar o caminho para uma revolução na medicina, o sequenciamento do genoma humano permitiu que cientistas identificassem uma série de genes relacionados ao comportamento. Não se passa um mês sem que um novo estudo associe determinado gene à tendência a adquirir certo traço de personalidade, ou a desenvolver um hábito ou vício – desde que o gene seja “ligado” pelo ambiente em que a pessoa vive. A mais recente dessas pesquisas, conduzida pela Universidade da Essex, na Inglaterra, debruça-se sobre o gene responsável pelo transporte da serotonina, neurotransmissor associado a sensações, como o bem-estar e a felicidade. Uma variação nesse gene estaria associada à maneira como cada um processa as informações positivas ou negativas – ou seja à tendência a ser otimista ou pessimista. O gene do otimismo como foi batizado pela comunidade


cientifica, já havia sido rastreado pela equipe da geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo em parceria com o geneticista João Ricardo de Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco, durante uma pesquisa, para tentar descobrir a influência genética das doenças psíquicas. [...]. Tanto a pesquisa da Universidade Essex quanto a da universidade de São Paulo realizaram testes com grupos de voluntários para aferir quantos deles tinham o gene do otimismo. No caso dos ingleses, 16% o possuíram. Entre os brasileiros, a marca bateu em 40%. Antes que se conclua que o Carnaval tem origem genética, é bom esclarecer que esses estudos precisam ser confirmados em outras populações. De qualquer maneira, parece claro que o brasileiro é mais propenso a olhar o mundo com otimismo. O pensador de genética evolutiva Ricardo Kanitz da Pontifícia Universidade Católica do Rio grande do Sul, diz que o índice favorável aos brasileiros pode ter origem na mistura de etnias e nacionalidades promovida pela colonização e pelas ondas migratórias do inicio do século XX.

c) V F V F V d) F V V F F e) V V V V V

Questão 02. Uma análise do primeiro parágrafo do texto permite afirmar que inexiste correlação entre o termo transcrito e o que dele se afirma em: (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas no referente parágrafo indicado) a) “Além de” introduz no contexto a ideia de acréscimo. b) “desde que” estabelece uma condição para que o enunciado antes se concretize. c) “em que” pode ser substituído por onde, sem prejuízo semântico. d) “como” expressa a mesma ideia de “como”. e) “ou seja” denota explicação.

(BEGUOOL, 2009,p. 132-134).

Questão 01. Identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas. O texto. ( ) deixa subentendido que pesquisas envolvendo o genoma humano constituem uma verdadeira revolução na medicina. ( ) confirma a propalada inclinação do povo brasileiro a enxergar o lado positivo das diferentes situações vivenciadas pelo ser humano. ( ) mostra o resultado do primeiro estudo associado ao gene do otimismo, realizado recentemente pala Universidade Essex, na Inglaterra. ( ) anuncia descobertas da associação existente entre os genes e a inclinação das pessoas para determinados hábitos e estilos de vida. ( ) evidencia mais um avanço no ramo da genética que busca explicações para traços da personalidade na interação entre o ambiente e o genoma.

Questão 03. Sobre o segundo parágrafo, é correto afirmar. a) A primeira frase apresenta um pensamento que se apoia numa correlação de ideias, estabelecendo entre elas uma proporcionalidade. b) A declaração “Entre os brasileiros, a marca bateu em 40%” está estruturada em uma linguagem predominantemente referencial. c) A construção do período “Antes que se conclua que o Carnaval tem origem genética, é bom esclarecer que esses estudos precisam ser confirmados em outras populações” atende a um processo de subordinação de ideias. d) O uso da expressão “De qualquer maneira” caracteriza um registro de oralidade da língua. e) O pronunciamento do pensador de genética evolutiva da Universidade Católica do Rio Grande do Sul acerca do otimismo brasileiro está embasado na apresentação de dados concretos.

A alternativa que contém a sequência correta de cima para baixo, é a: a) V V F V F b) F V F V V

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UNIMONTES 2014.1 – GRUPO 1 INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder as questões de 01 a 12, que a ele se referem ou que o tomam como ponto de partida. Não éramos cordiais? Clovis Rossi O nível impressionante de violência no cotidiano está cada vez mais próximo de uma barbárie intolerável A morte do cinegrafista Santiago Andrade não configura um atentado à liberdade de imprensa, ao contrário do que tantos apregoam. É muito pior que isso: é um atentado ao convívio civilizado entre brasileiros, um degrau a mais na escalada impressionante de violência que está empurrando o país para um teor ainda mais exacerbado de barbárie. O incidente com o cinegrafista é parte de uma coreografia de violência crescente que se dá por onde quer que se olhe. Nunca se matou com tanta facilidade em assaltos. Nunca se apertou o gatilho com tanta facilidade. É até curioso que as estatísticas policiais no Estado de São Paulo apontem uma redução no número de homicídios dolosos, como se fosse um avanço, quando aumenta o número de vítimas de latrocínio, que não passa de homicídio precedido de roubo. De fato, em 2013, o número de latrocínios (379) foi o mais alto em nove anos, com aumento de 10% em relação aos 344 casos do ano anterior. Mas a violência não é um fenômeno restrito à criminalidade. A polícia age muitas vezes com uma violência desproporcional. A vida nas cidades e, cada vez mais, no interior é de uma violência inacreditável. O trânsito é uma violência contra a mente humana. O transporte público violenta dia após dia. Não é um atentado aos direitos humanos perder às vezes três horas entre ir e voltar do trabalho? A saúde é uma violência contra o usuário. A educação violenta, pela sua baixa qualidade, o natural anseio de ascensão social. A existência de moradias em zonas de risco é outra violência. A contaminação do ar mata ou fere de maneira invisível os habitantes das cidades em que o nível de poluição supera o mínimo tolerável. Não adianta, agora, culpar o governo do PT ou a suposta herança maldita legada pelo PSDB, ou os crimes praticados pela ditadura militar ou a turbulência que precedeu o golpe de 1964. O país foi sendo construído de maneira torta, irresponsável, sem o mais leve sinal de planejamento, de preparação para o futuro.

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Acumularam-se violências em todas as áreas de vida. A explosão no consumo de drogas exacerbou, por sua vez, a violência da criminalidade comum. Não há “coitadinhos” nessa história. Há delinquentes e vítimas e há a incompetência do poder público. É como escreveu, para Carta Capital, esse impecável humanista chamado Luiz Gonzaga Belluzzo: “O descumprimento do dever de punir pelo ente público termina por solapar a solidariedade que cimenta a vida civilizada, lançando a sociedade no desamparo e na violência sem quartel.” Antes que o desamparo e a violência sem quartel se tornem completamente descontrolados, seria desejável o surgimento de lideranças capazes de pensar na coisa pública em vez de se dedicarem a seus interesses pessoais, mesmo os legítimos. Alguém precisa aparecer com um projeto de país, em vez de projetos de poder. Não é por acaso que 60% dos brasileiros querem mudanças, ainda que não as definam claramente. A encruzilhada agora é entre ideias e rojões. (Folha de S. Paulo, A18 mundo, quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014.)

QUESTÃO 01 O primeiro enunciado do texto expressa uma negativa de tom polêmico porque A) trata de um tema que causou grande impacto na sociedade. B) manifesta uma opinião contrária à daqueles que querem a liberdade de imprensa. C) endossa uma ideia de senso comum, no Brasil. D) se opõe, conflituosamente, a uma voz anterior a do locutor do texto. QUESTÃO 02 Constituem argumentos a apoiar teses expressas no texto, EXCETO (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) A) “[...] aumenta o número de vítimas de latrocínio.” (2º par.) B) “Nunca se matou com tanta facilidade em assaltos.” (2º par.) C) “A polícia age muitas vezes com uma violência desproporcional.” (3º par.) D) “O trânsito é uma violência contra a mente humana.” (3º par.)


QUESTÃO 03 O conceito de violência que o locutor nos fornece A) abrange, de forma mais ampla, as condições gerais de vida dos cidadãos. B) é manipulado para que entendamos que as situações de barbárie que vivemos são de responsabilidade da polícia. C) é redutor, pois só contempla os modos de vida nas grandes cidades. D) é baseado em estudos e pesquisas acadêmicas realizados por ele. QUESTÃO 04 Qual das alternativas a seguir NÃO pode ser comprovada pelas ideias veiculadas no texto? A) Seu título evoca um traço tido como do povo brasileiro, que é vindo de uma crença do senso comum. B) A morte de um trabalhador da imprensa constitui-se num fato desencadeador da argumentação utilizada no texto. C) As formas de violência praticadas no Brasil são múltiplas e várias delas não costumam ser tratadas como violência. D) A explosão no consumo de drogas é responsável por toda sorte de violências que temos vivido. QUESTÃO 05 Entre outros aspectos, o uso do vocabulário do texto contribui para gerar efeitos de persuasão no leitor. O uso figurado das palavras ocorre nos seguintes enunciados, EXCETO (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) A) “[...] escalada [...] de violência que está empurrando o país [...].” (1º par.) B) “O país foi sendo construído de maneira torta [...].” (5º par.) C) “[...] redução no número de homicídios dolosos [...].” (2º par.) D) “[...] é parte de uma coreografia de violência crescente [...].” (1º par.) QUESTÃO 06 Primordialmente, a força de persuasão desse texto A) está fundada em argumentos cuja verdade é comprovável pelo leitor comum.

B) ocorre devido ao fato de que todas as mazelas apresentadas pelo locutor não superam em crueldade a morte do cinegrafista. C) reside na defesa do ponto de vista de que, apesar de toda a violência, os brasileiros ainda praticam a cordialidade. D) encontra-se na esperança expressa pelo locutor de que, cedo ou tarde, surjam lideranças capazes de reverter o quadro de violência instalado no País.

QUESTÃO 07 Os trechos “A explosão no consumo de drogas” (6º par.) e “a violência da criminalidade comum” (6º par.) estão organizados numa relação de A) contraste ou oposição. B) finalidade. C) causa e efeito. D) conclusibilidade. QUESTÃO 08 No 7º par., acerca da substituição de “esse” (em “esse impecável humanista”) por “este”, é CORRETO afirmar que A) não causaria prejuízo à coerência textual. B) causaria prejuízo à coerência textual. C) propiciaria a não relação de “este” com “Luiz Gonzaga Belluzzo”. D) impediria que se estabelecesse uma relação entre “impecável humanista” e “Luiz Gonzaga Belluzzo”. QUESTÃO 09 Em se tratando da eliminação da vírgula após “o número de vítimas de latrocínio” (2º par.), é CORRETO afirmar: A) Não prejudicaria a correção gramatical do período, mas criaria alteração de sentido. B) Não provocaria alteração semântica nem prejudicaria a correção gramatical. C) Anularia o risco de haver um problema sintático. D) Prejudicaria a correção gramatical e criaria alteração do sentido. QUESTÃO 10 Em “O nível impressionante de violência no cotidiano está cada vez mais próximo de uma barbárie intolerável” (no

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subtítulo), sob o ponto de vista da modalidade padrão da língua portuguesa, é CORRETO afirmar: A) “Próximo” faz concordância com o vocábulo “cotidiano”. B) “Próximo” faz concordância com o núcleo do sujeito, “nível”. C) A concordância poderia ser feita, também, entre “violência” e “próxima”, substituindo-se exclusivamente essa última palavra. D) A concordância poderia ser feita, também, entre “próxima” e “uma barbárie intolerável”, substituindo-se exclusivamente “próxima”. QUESTÃO 11 No 2º parágrafo, pode-se identificar, primordialmente, a presença da seguinte função de linguagem: A) Metalinguística – o autor do texto informa o leitor sobre o significado de uma palavra. B) Conativa – o autor do texto tenta persuadir o leitor acerca dos argumentos que defende, em tom imperativo. C) Fática – o autor do texto dialoga com o leitor, intercalando frases específicas para manter esse contato por meio do parágrafo, intentando mais manter a conversa do que informar. D) Expressiva – o autor expressa, no texto, a subjetividade com que se posiciona sobre os fatos tratados, com um teor intimista em que não pode ser constatada a objetividade na argumentação. QUESTÃO 12 O uso da locução adverbial “De fato”, no inicio do 3º parágrafo, deixa entrever, nesse contexto, que A) essa locução introduz um aspecto novo, não mencionado no texto até aquele momento. B) o autor passou a refutar a ideia anteriormente defendida. C) o autor reforça os aspectos imediatamente anteriores ao comentário introduzido por essa locução. D) essa locução introduz um aspecto a ser explorado apenas nos parágrafos ulteriores.

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Anotações:


UNIMONTES 2014.1 – GRUPO 2 INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder as questões de 01 a 12, que a ele se referem ou que o tomam como ponto de partida. O significado de Mandela para o futuro ameaçado da humanidade Leonardo Boff Nelson Mandela, com sua morte, mergulhou no inconsciente coletivo da humanidade para nunca mais sair de lá porque se transformou num arquétipo universal do injustiçado que não guardou rancor, que soube perdoar, reconciliar polos antagônicos e nos transmitir uma inarredável esperança de que o ser humano ainda pode ter jeito. Depois de passar 27 anos de reclusão e eleito presidente da África do Sul em 1994, se propôs e realizou o grande desafio de transformar uma sociedade estruturada na suprema injustiça do apartheid, que desumanizava as grandes maiorias negras do país, condenando-as a não pessoas, numa sociedade única, unida, sem discriminações, democrática e livre. E o conseguiu ao escolher o caminho da virtude, do perdão e da reconciliação. Perdoar não é esquecer. As chagas estão aí, muitas delas ainda abertas. Perdoar é não permitir que a amargura e o espírito de vingança tenham a última palavra e determinem o rumo da vida. Perdoar é libertar as pessoas das amarras do passado, é virar a página e começar a escrever outra a quatro mãos, de negros e de brancos. A reconciliação só é possível e real quando há a admissão completa dos crimes por parte de seus autores e o pleno conhecimento dos atos por parte das vítimas. A pena dos criminosos é a condenação moral diante de toda a sociedade. Uma solução dessas, seguramente originalíssima, pressupõe um conceito alheio à nossa cultura individualista: o ubuntu, que quer dizer: “eu só posso ser eu através de você e com você”. Portanto, sem um laço permanente que liga todos com todos, a sociedade estará, como na nossa, sob risco de dilaceração e de conflitos sem fim. Deverá figurar nos manuais escolares de todo o mundo esta afirmação humaníssima de Mandela: “Eu lutei contra a dominação dos brancos e lutei contra a dominação dos negros. Eu cultivei a esperança do ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas e em harmonia e têm oportunidades iguais. É um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar.

Mas, se preciso for, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer”. Por que a vida e a saga de Mandela fundam uma esperança no futuro da humanidade e de nossa civilização? Porque chegamos ao núcleo central de uma conjunção de crises que pode ameaçar o nosso futuro como espécie humana. [...] Isso quer dizer que a crença persistente no mundo inteiro, também no Brasil, de que o crescimento econômico material nos deveria trazer desenvolvimento social, cultural e espiritual é uma ilusão. Estamos vivendo tempos de barbárie e sem esperança. [...] Acrescento a opinião do conhecido filósofo e cientista político, Norberto Bobbio, que, como Mandela, acreditava nos direitos humanos e na democracia como valores para equacionar o problema da violência entre os estados e para uma convivência pacífica. Em sua última entrevista declarou: “Não saberia dizer como será o Terceiro Milênio. Minhas certezas caem, e somente um enorme ponto de interrogação agita a minha cabeça: será o milênio da guerra de extermínio ou o da concórdia entre os seres humanos? Não tenho condições de responder a esta indagação”. Em face destes cenários sombrios, Mandela responderia seguramente, fundado em sua experiência política: Sim, é possível que o ser humano se reconcilie consigo mesmo, que sobreponha sua dimensão de sapiens àquela de demens e inaugure uma nova forma de estar juntos, na mesma casa. Talvez valham as palavras de seu grande amigo, o arcebispo Desmond Tutu, que coordenou o processo de Verdade e Reconciliação: “Tendo encarado a besta do passado olho no olho, tendo pedido e recebido perdão e tendo feito correções, viremos agora a página — não para esquecer esse passado, mas para não deixar que nos aprisione para sempre. Avancemos em direção a um futuro glorioso de uma nova sociedade em que as pessoas valham não em razão de irrelevâncias biológicas ou de outros estranhos atributos, mas porque são pessoas de valor infinito [...]”. Essa lição de esperança nos deixa Mandela: nós ainda viveremos se, sem discriminações, pusermos em prática de fato o ubuntu. (Disponivel em: <http://leonardoboff.wordpress.com/2013/12/07/o-significadode-mandela-para-o-futuro-ameacado-dahumanidade/>, acesso em: 10 mar. 2014. Adaptado.)

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QUESTÃO 01 O locutor do texto diz que Mandela se transformou num “arquétipo universal”. Isso quer dizer que ele A) foi o tipo de cidadão que todos aspiram a ser, no que se refere ao perdão. B) se tornou um mártir por causa das injustiças sofridas em seu país. C) se transformou num modelo, num padrão desejável de cidadão, de homem que soube perdoar. D) conseguiu, com a prisão, o distanciamento necessário da sua comunidade, a qual lhe fazia mal. QUESTÃO 02 Tendo como base o tema do texto de que trata o locutor, assinale a alternativa CORRETA. A) Nelson Mandela tinha como princípio que, apesar de sabermos que o caos é inevitável, sempre há como tentar instaurar a paz. B) O conceito de perdão defendido pressupõe um conjunto de ações de ambas as partes, criminosos e vítimas, voltadas para o futuro. C) O preconceito, a discriminação são desencadeadores de um choque de civilizações. D) Nelson Mandela, assim como o locutor do texto, não acredita que apenas uma condenação moral seja suficiente para crimes como o racismo. QUESTÃO 03 Quanto à sua estruturação, são características desse texto, EXCETO A) Uso abundante da adjetivação, traço revelador de subjetividade. B) Utilização de vozes e opiniões alheias para sustentar suas teses. C) Presença de um tom intimista em suas reflexões. D) Utilização reiterada de linguagem figurada. QUESTÃO 04 No trecho “Sim, é possível que o ser humano se reconcilie consigo mesmo, que sobreponha sua dimensão de sapiens àquela de demens e inaugure uma nova forma de estar juntos, na mesma casa.” (6º par.), A) a fala é do locutor do texto. B) a fala é de Mandela. C) não podemos distinguir com clareza se a fala é de Mandela ou do locutor do texto. D) a fala pertence tanto a Mandela quanto ao locutor do texto.

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QUESTÃO 05 O trecho “[...] sem um laço permanente que liga todos com todos, a sociedade estará, como na nossa, sob risco de dilaceração e de conflitos sem fim.” (2º par.) pressupõe A) a virtude social. B) o desprendimento por parte dos brancos. C) a fraternidade social. D) o perdão por parte dos negros. QUESTÃO 06 Entre os enunciados retirados do texto, assinale aquele que apresenta o recurso da metalinguagem. (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) A) “[...] sem um laço permanente que liga todos com todos, a sociedade estará [...] sob risco [...]”. (2º par.) B) “Perdoar é não permitir que a amargura e o espírito de vingança tenham a última palavra [...]”. (2º par.) C) “Uma solução dessas [...] pressupõe um conceito alheio à nossa cultura [...]”. (2º par.) D) “[...] Norbeto Bobbio, que, como Mandela, acreditava nos direitos humanos [...]”. (5º par.) QUESTÃO 07 Em qual das alternativas que se seguem a palavra ou expressão em destaque NÃO remete a um trecho anteriormente expresso no texto? A) “Não tenho condições de responder a esta indagação.” (5º par.) B) “Uma solução dessas, seguramente originalíssima, pressupõe um conceito alheio à nossa cultura individualista: o ubuntu [...]”. (2º par.) C) “[...] o ser humano [...] sobreponha sua dimensão de sapiens àquela de demens e inaugure uma nova forma de estar juntos, na mesma casa.” (6º par.) D) “[...] uma sociedade estruturada na suprema injustiça do apartheid, que desumanizava as grandes maiorias negras do país, condenando-as a não pessoas [...]”. (1º par.) QUESTÃO 08 “[...] não para esquecer esse passado, mas para não deixar que nos aprisione para sempre.” (7º par.) Acerca desse enunciado, é INCORRETO afirmar que A) o verbo em destaque concorda com “esse passado”. B) há a elipse do pronome “ele”, que poderia localizar-se depois do “que”, em “que nos aprisione”.


C) é uma estrutura legítima na língua portuguesa, sem prejuízo ao entendimento e passível de explicação gramatical. D) o verbo em destaque poderia ser substituído por seu plural: aprisionem. QUESTÃO 09 Mantém o mesmo sentido deste trecho: “[...] Norberto Bobbio [...], como Mandela, acreditava nos direitos humanos e na democracia como valores para equacionar o problema da violência [...]” (5º par.) o que se apresenta na alternativa A) Os direitos humanos e a democracia eram tidos como valores para equacionar o problema da violência. B) Os direitos humanos e a democracia deixaram de ser vistos como valores para equacionar o problema da violência. C) Os direitos humanos e a democracia equacionam o problema da violência. D) Os direitos humanos e a democracia continuam se sustentando como valores para equacionar o problema da violência.

Nas alternativas que se seguem, será obrigatório o uso do acento grave, indicativo de crase, se se substituir a expressão em destaque acima por A) a uma cultura individualista. B) a toda cultura individualista. C) a cultura individualista. D) a qualquer cultura individualista. QUESTÃO 12 NÃO pode assumir sentido conotativo, figurado, considerando o contexto em que se insere, o vocábulo que se encontra na alternativa... (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) A) “manuais” (3º par.). B) “chagas” (2º par.). C) “mergulhou” (1º par.). D) “laço” (2º par.).

QUESTÃO 10 “Avancemos em direção a um futuro glorioso de uma nova sociedade [...]”. (7º par.)

UNIMONTES 2013.2 – GRUPO 1

A alternativa que apresenta forma verbal com o mesmo conceito semântico do termo destacado acima, de acordo com o seu contexto, é... (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados)

INSTRUÇÃO: As questões de 01 a 12 referem-se ao texto a seguir ou tomam-no como ponto de partida. Leia-o. Esculhambação Ferreira Gullar

A) “[...] a crença [...] de que o crescimento econômico material nos deveria trazer desenvolvimento social, cultural e espiritual é uma ilusão.” (4º par.) B) “[...] viremos agora a página [...]”. (7º par.) C) “[...] nós ainda viveremos se, sem discriminações, pusermos em prática de fato o ubuntu.”(8º par.) D) “Talvez valham as palavras de seu grande amigo, o arcebispo Desmond Tutu [...]”. (7º par.) QUESTÃO 11 “Uma solução dessas, seguramente originalíssima, pressupõe um conceito alheio à nossa cultura individualista [...]”. (2º par.) No trecho acima, a modalidade padrão da língua portuguesa possibilita que o uso do acento grave seja facultativo.

1- A tragédia de Santa Maria impactou o país pela quantidade de mortes que ocasionou, mas também pelo que significa no quadro da realidade brasileira: a denúncia da irresponsabilidade que tomou conta do país. 2- Que, no Brasil de hoje, as leis, as normas sociais estão aí apenas para constar, a gente já sabia. Mas foi preciso, desgraçadamente, que o incêndio da boate Kiss resultasse na morte de quase 240 pessoas – na sua maioria jovens universitários – para que as autoridades se mancassem e se sentissem obrigadas a fazer o que mais as desagrada: cumprir as leis e, pior ainda, punir quem as desrespeita. Na verdade, querem ser todos bonzinhos, especialmente consigo mesmos.

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3- A tragédia de Santa Maria tornou de repente inviável essa cômoda atitude. A postura usual dos governantes e das autoridades é a de não admitir os seus próprios erros, atribuindo-os a injúrias ou mentiras inventadas pela imprensa. 4- Mas, desta vez, diante de centenas de cadáveres amontoados na rua e dos parentes soluçando em desespero, o que fazer? Dizer que se tratava de uma invenção da mídia não podiam. Tiveram, eles próprios, que mentir. 5- O prefeito de Santa Maria não sabia nada do que se passava naquela boate. 6- Já o comandante do Corpo de Bombeiros da cidade afirmou, com firmeza, que, legalmente, bastava uma única porta numa casa de shows onde se divertiam mais de mil pessoas, embora a lotação legal fosse de apenas 650 frequentadores. Os extintores de incêndio não funcionavam, como ficou provado pela perícia, mas ele alegou que estavam em perfeito estado e, se não funcionaram, teria sido pela imperícia de quem tentou manejá-los. 7- Noutras palavras, embora o Corpo de Bombeiros tenha permitido que a boate funcionasse sem obedecer a quaisquer exigências legais, nenhuma culpa tem pelo que ali ocorreu. 8- Indignei-me ao ouvi-lo, mas tampouco esperava que ele dissesse outra coisa, uma vez que, se tanta gente morreu naquele incêndio, a razão disso não é outra senão a desobediência a toda e qualquer norma de segurança. E por que isso ocorre? Por negligência? Por receberem propina? Por obedecerem a recomendações superiores? Ninguém sabe ao certo. O que se sabe é que este nosso Brasil é hoje uma pura e simples esculhambação. 9- Veja se exagero. Como a boate pegou fogo mesmo e 239 pessoas morreram mesmo; como a boate só tinha uma porta e os extintores de incêndio não funcionavam, ninguém pode, desta vez, alegar que se trata de uma calúnia. É inegável que o desastre ocorreu porque as autoridades responsáveis foram omissas. Mas, em seguida, diante da tragédia e da omissão comprovada, todas elas, imediatamente, passaram a agir com a presteza e o rigor que nunca tiveram antes. 10- O resultado não poderia ser outro: em todos os Estados e cidades, onde a fiscalização foi acionada, centenas de casas noturnas ou não apresentavam as condições de segurança exigidas ou estavam com a licença de funcionamento vencida. Isso significa que os proprietários e responsáveis por esses espaços vêm durante anos pondo em risco a vida dos frequentadores, como se isso se

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tratasse da coisa mais normal do mundo. Até uma borracharia funcionava como boate. 11- É que, do governador ao comandante do Corpo de Bombeiros, do chefe da fiscalização ao fiscal menos categorizado, todos usam o poder que detêm para tirar vantagens, sejam elas políticas, sejam pessoais. O interesse público é sua moeda de troca. 12- Pois bem, a pergunta a fazer é por que isso acontece e de maneira tão generalizada? Não tenho a resposta pronta. Mas não há dúvida de que a máquina do Estado foi apropriada por partidos e líderes políticos, que a usam em benefício próprio, seja pessoal, seja partidário. As leis, portanto, não têm valia ou só valem quando servem a esses interesses. 13- É que, para eles, a opinião pública não merece nenhum respeito. Que outro sentido tem a recente eleição de Renan Calheiros para presidir o Senado Federal, embora denunciado pelo procurador-geral da República por peculato, uso de documentos falsos e corrupção? Há cinco anos, ele renunciou a essa mesma presidência e ao seu mandato parlamentar para escapar de ser cassado. E volta, agora, sob os aplausos efusivos de seus companheiros de farsa. É ou não é uma esculhambação? (Folha de S. Paulo, E10 ilustrada, domingo, 17 de fevereiro de 2013.)

QUESTÃO 1 Leia o trecho: “Mas foi preciso [...] que o incêndio resultasse na morte de quase 240 pessoas [...] para que as autoridades se mancassem e se sentissem obrigadas a fazer o que mais as desagrada: cumprir as leis e, pior ainda, punir quem as desrespeita.”(2º par.) No trecho acima há ironia, pois A) o locutor do texto se utiliza do termo giriático “se mancassem”, quando não deveria tê-lo utilizado. B) seria contraditório dizer, seriamente, que as autoridades se sentem obrigadas a cumprir leis e punir quem não as cumpre, já que esse é o papel delas. C) constitui um juízo apressado dizer que as autoridades são obrigadas a cumprir as leis. D) não desagrada às autoridades punir quem desrespeita as leis. QUESTÃO 2 Para argumentar contra a postura e atitudes das autoridades e dos governantes, o locutor do texto utilizase de A) declarações feitas pelas vítimas.


B) demonstração de incredulidade diante das declarações feitas pelas autoridades. C) conivência em relação ao que afirmavam as autoridades. D) fatos ou eventos ocorridos. QUESTÃO 3 Leia os trechos a seguir: “Relatório sobre a tragédia de Santa Maria mostra que luzes de emergência não funcionaram...” (revista Veja, 13-2-2013) “Somos todos culpados porque o ‘jeitinho’, infelizmente, já faz parte de nossa cultura e o aceitamos quando nos convém.” (revista Veja,13-2-2013) Os trechos acima, pela ordem dos enunciados, apresentam A) fato e opinião. B) dois fatos. C) opinião e fato. D) duas opiniões. QUESTÃO 4 Na seguinte passagem expressa: “... o comandante do Corpo de Bombeiros da cidade afirmou [...] que [...] bastava uma única porta ...” (linha 26), há A) uma única fala, a do locutor responsável pelo texto. B) três falas, uma manifestada em discurso indireto livre. C) duas falas, sendo uma delas citada em discurso indireto. D) uma fala preponderante, a da justiça, responsável por permitir a permanência de mais de mil pessoas na boate. QUESTÃO 5 O locutor do texto cita o episódio ocorrido com o senador Renan Calheiros porque, segundo ele, os episódios do incêndio e da eleição do senador assemelham-se no seguinte aspecto: A) No Brasil, as autoridades e políticos beneficiam-se do poder para tirar vantagens partidárias ou pessoais. B) Todos os dois episódios foram descobertos pela imprensa e tais autoridades alegaram tratar-se de calúnias. C) Nos dois casos, seria possível evitar que as duas situações tivessem o desfecho que tiveram se a população tivesse descoberto a tempo e se revoltado contra esses episódios. D) Em ambos os episódios, as autoridades responsáveis por fazer cumprir as leis não tiveram conhecimento das

consequências negativas que o incêndio e a eleição proporcionariam. QUESTÃO 6 O locutor finaliza seu texto com um enunciado interrogativo. O objetivo desse recurso é A) deixar o leitor responder a uma questão para a qual não sabe a resposta. B) demonstrar a sua postura de resignação diante da tragédia ocorrida na boate. C) explicar como, no Brasil, a classe política se utiliza do poder para se beneficiar. D) fazer o leitor refletir e tirar conclusões com base na argumentação desenvolvida no texto. QUESTÃO 7 Considerando tanto as relações de significado que um termo possa assumir num dado contexto (que se relaciona à Semântica) quanto os recursos expressivos da língua em um segmento de texto (que se relaciona à Estilística), analise as alternativas a seguir e assinale, nesses termos, a alternativa INCORRETA. (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) A) Em “O interesse público é sua moeda de troca.” (par. 11), temos uma expressão metafórica. B) Em “parentes soluçando” (par. 4), tem-se a ideia de um choro perpassado pela dor e incredulidade. C) Em “Que, no Brasil de hoje, as leis, as normas sociais estão aí apenas para constar, a gente já sabia.” (par. 2), a expressão “a gente” engloba as autoridades e o cidadão comum e delata que este tem sua parcela de responsabilidade equivalente à dos demais segmentos sociais. D) Em “Ninguém sabe ao certo.” (par. 8) e “Não tenho a resposta pronta.” (paragrafo 12), embora com diferentes interlocutores, têm-se sentidos afins entre esses dois enunciados. QUESTÃO 8 “[...] foi preciso, desgraçadamente, que o incêndio da boate Kiss resultasse na morte de quase 240 pessoas [...] para que as autoridades se mancassem e se sentissem obrigadas a fazer [...] cumprir as leis [...]” (par. 2) Acerca da subordinação presente nesse período, assinale a alternativa em que a análise feita NÃO é procedente.

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A) Esse trecho encerra uma ideia de finalidade. B) Há, no trecho do enunciado, uma oração na forma desenvolvida, amparada pela conjunção “para que”, com verbos no subjuntivo. C) Entre esse trecho expresso no enunciado e o seguinte trecho: “[...] ele renunciou a essa mesma presidência [...] para escapar de ser cassado.” (par. 13), há o estabelecimento de mesma ideia, explicitada por conjunção com mesmo valor ou função, com esta oração na forma reduzida. D) Está expressa, no trecho, uma ideia de condição. QUESTÃO 9 Nas alternativas a seguir, escolha aquela em que a explicação para as regras gramaticais de concordância verbal está EM DESACORDO com a forma e o contexto priorizados no período correspondente. (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) A) “[...] embora o Corpo de Bombeiros tenha permitido que a boate funcionasse sem obedecer a quaisquer exigências legais, nenhuma culpa tem pelo que ali ocorreu.” (par. 7) → O verbo “ter”, em “nenhuma culpa tem”, é neutro, impessoal, ou seja, não tem sujeito com que concordar, por isso permanece no singular. B) “A postura usual dos governantes e das autoridades é a de não admitir os seus próprios erros, atribuindo-os a injúrias ou mentiras inventadas pela imprensa.” (par. 3) → Quando o núcleo do sujeito está no singular e seus especificadores estão no plural, a concordância do verbo é feita com o núcleo desse sujeito, nesse caso, no singular. C) “É inegável que o desastre ocorreu porque as autoridades responsáveis foram omissas. Mas, em seguida, diante da tragédia e da omissão comprovada, todas elas, imediatamente, passaram a agir com a presteza e o rigor que nunca tiveram antes.” (par. 9) → “tiveram” é pluralizado por concordar com o sujeito “as autoridades responsáveis”, retomado, nesse período, por “todas elas”. D) “Dizer que se tratava de uma invenção da mídia não podiam.” (par. 4) → O verbo “poder” encontrasse na forma pluralizada por haver uma elipse do sujeito, o qual está explícito em predicação anterior, e não pelo fato de ele denotar indeterminação do sujeito.

A) O verbo “haver” poderia ser substituído pelo verbo “existir”, desde que este fosse pluralizado. B) O verbo “haver” poderia ser substituído pelo verbo “fazer”, desde que este fosse pluralizado. C) O verbo “haver” poderia ser substituído pelo verbo “fazer”, com este permanecendo no singular. D) Nesse enunciado não seria deturpado o sentido se, em vez do verbo “haver” no singular, fosse usada a forma plural desse verbo. QUESTÃO 11 De acordo com a NGB – Nomenclatura Gramatical Brasileira –, há palavras que não se enquadram entre as classes de palavras (substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição) por não expressarem uma função verdadeiramente sintática na oração. (CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 46. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005, p. 263).

Nesse sentido, em qual das alternativas a palavra em destaque NÃO pertence a nenhuma dessas classes, segundo o contexto em que se apresenta? (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) A) “Que, no Brasil de hoje, as leis, as normas sociais estão aí apenas para constar [...]” (par. 2) B) “Até uma borracharia funcionava como boate.” (par. 10) C) “[...] bastava uma única porta numa casa de shows onde se divertiam mais de mil pessoas [...]” (par. 6) D) “A tragédia de Santa Maria tornou de repente inviável essa cômoda atitude.” (par. 3) QUESTÃO 12 De acordo com Cegalla (p. 429): “Não há uniformidade entre os escritores quanto ao emprego dos sinais de pontuação.” Por essa razão, o autor reconhece não ser “possível traçar normas rigorosas sobre a matéria”, endossando “apenas as que o uso geral vem sancionando, na atual língua escrita”. (CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da lín.gua portuguesa. 46. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005, p. 429)

QUESTÃO 10 “Há cinco anos, ele renunciou a essa mesma presidência ...” (final do texto) Sobre esse trecho, pode-se fazer a seguinte afirmação, considerando a língua portuguesa padrão:

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Dessa forma, pode-se verificar que o emprego da vírgula, considerando essa relação norma-uso, acataria como facultativo, não ocasionando prejuízo ao sentido, o uso de vírgula(s) no seguinte trecho:


A) “E volta, agora, sob os aplausos efusivos de seus companheiros de farsa.” (par. 13) B) “Indignei-me ao ouvi-lo, mas tampouco esperava que ele dissesse outra coisa, uma vez que, se tanta gente morreu naquele incêndio, a razão disso não é outra senão a desobediência a toda e qualquer norma de segurança.” (par. 8) C) “Os extintores de incêndio não funcionavam, como ficou provado pela perícia, mas ele alegou que estavam em perfeito estado [...]” (par. 6) D) “Que outro sentido tem a recente eleição de Renan Calheiros para presidir o Senado Federal, embora denunciado pelo procurador-geral da República por peculato, uso de documentos falsos e corrupção?” (par. 13) UNIMONTES 2013.2 – GRUPO 2 VIRAMOS ESCRAVOS DA TECNOLOGIA? (Por Caroline Mariano e Nina Neres/São Paulo; Lucas Rossi/Estados Unidos) Nas mudanças comportamentais e sociais que smartphones, softwares, tablets, aplicativos e redes sociais estão provocando, o trabalho tem um papel central. Talvez o escritório seja o lugar em que as marcas da tecnologia sejam as mais profundas – tanto as boas quanto as ruins. Uma pesquisa feita em 2012 pelas consultorias McKinsey e IDC aponta que, nos últimos quatro anos, ferramentas colaborativas aprimoraram a eficiência de processos corporativos. Das mais de 2000 companhias consultadas pela pesquisa, 74% afirmam que o acesso ao conhecimento aumentou, 58% declaram ter reduzido custos de comunicação, 40% conseguiram um aumento na satisfação dos funcionários. Mas a tecnologia criou novos problemas profissionais. Um deles, aparentemente simples de resolver, é a distração. Estamos disponíveis para receber mensagens e estímulos eletrônicos o tempo inteiro. Um estudo da Universidade da Califórnia, campus de Irvine, mostra que profissionais que trabalham em frente de um computador são interrompidos (ou interrompem-se espontaneamente) a cada três minutos. Toda vez que isso ocorre, leva-se até 23 minutos para retomar a tarefa. “Em uma semana, um profissional distraído perdeu muitas horas de trabalho”, diz o psiquiatra Frederico Porto, consultor da LHH/DBM, empresa de recolocação de executivos, de Belo Horizonte. “Além disso, o desgaste

mental de mudar de uma atividade para outra faz a pessoa ficar muito mais cansada”, diz Frederico. A tecnologia também tem efeitos sérios sobre a ansiedade. De acordo com Kelly McGonigal, PhD em psicologia e professora da escola de negócios da Universidade Stanford, em São Francisco, o sistema de recompensa do cérebro, o mesmo que nos faz ingerir alimentos para não morrer de fome, se adaptou à era digital e hoje é carente também da informação. A consequência é sentir necessidade de consumir notícias como se sente vontade de jantar. Essa avidez por atualização se reflete no trabalho de algumas maneiras. Em primeiro lugar, ela causa um aumento da insegurança: os profissionais sentem-se na obrigação de estar disponíveis 24 horas por dia, já que o trabalho não fica mais restrito ao escritório. Além disso, as pessoas passam mais tempo observando os outros nas redes sociais e fazendo comparações. Com isso, elas deixam de se medir com o colega para se comparar, no limite, com todos os usuários do LinkedIn, o que pode ser terrível para a autoestima. O mesmo hábito faz a pessoa conviver com a sensação de ter ficado para trás. A ansiedade digital levou a Associação de Psiquiatria Americana a incluir a partir deste ano a desordem de uso da internet no Manual de Transtornos Mentais, espécie de lista das doenças psiquiátricas existentes. “Trata-se de um vício, na linha das dependências comportamentais, como comprar ou jogar”, diz Cristiano Nabuco, coordenador do programa de dependência de internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Uma pesquisa da consultoria de gestão do tempo Triad PS, de São Paulo, com 4100 profissionais, mostra que 62% das pessoas que admitem adiar atividades o fazem porque se perdem navegando na internet. O estudo constatou que 25% dos entrevistados gastam até uma hora no trabalho com assuntos pessoais na web. “Essas pessoas vão ter de cumprir o serviço alguma hora, o problema é que elas estão sacrificando também os momentos de praticar atividade física, ler e cuidar da saúde”, diz Christian Barbosa, diretor da Triad PS e especialista em gestão do tempo, de São Paulo. Obviamente, um telefone celular ou um software não podem levar a culpa por esse tipo de comportamento. O centro do problema está no uso que se faz de aparelhos e aplicativos. “As pessoas estão se afastando umas das outras, mas isso não é culpa da tecnologia”, diz Rich Fernandez, diretor de RH do Google para os Estados

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Unidos, que compara a tecnologia a um bisturi: pode salvar vidas ou machucar, depende da capacidade do usuário. “Seríamos ingênuos se achássemos que a tecnologia não tem nenhuma consequência, mas um aparelho não é viciante. A maneira como você o utiliza é que o torna viciante”, diz Rich. Entre os benefícios da tecnologia, há os que se dizem satisfeitos de poder fazer tudo ao mesmo tempo (a dita multitarefa). No entanto, do ponto de vista cerebral, isso pode ser estressante e comprometer a qualidade do trabalho. Estudos da Universidade Stanford mostram que, quanto mais a pessoa se julga eficiente fazendo várias coisas ao mesmo tempo, pior ela as executa. E, quando for necessário se concentrar numa única atividade por longo tempo, a pessoa terá de fazer um esforço maior. “Para nosso cérebro, não há multitarefas”, afirma o psiquiatra Cristiano Nabuco, da Universidade de São Paulo. De acordo com ele, quando tentamos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, nosso cérebro acaba destinando pouca energia e atenção a cada tarefa. “Ser multitarefa é um desejo, mas não é possível. Fazemos muito bem somente uma coisa por vez. Quando somos multitarefas nos tornamos ineficientes”, diz Rich Fernandez, diretor de RH do Google nos Estados Unidos. O trabalho moderno é conectado. Não dá para escapar. Melhor é ver o lado positivo e cortar o negativo. No ano passado, o Facebook contratou Dacher Keltner, psicólogo da Universidade da Califórnia no campus de Berkeley e estudioso de relações humanas, para entender como poderia tornar menos frias as interações entre os usuários da rede social. A intenção da empresa é incluir, por exemplo, sons nos posts e comentários. “A tecnologia pode fazer as relações ficarem mais próximas e os laços mais fortes”, afirma Dacher. “Mas sabemos que não há substituto para abraços ou para o olho no olho”.

(Adaptado da revista Você S/A. Março de 2013, p. 29-37.)

QUESTÃO 01 Como seres humanos, devemos equilibrar o uso da tecnologia. Constitui um exemplo desse equilíbrio, de acordo com o texto, A) a distração no trabalho. B) a obrigação de estar sempre disponível. C) a ansiedade. D) o aumento do acesso ao conhecimento. QUESTÃO 02 No 3º parágrafo do texto, há uma informação relativa ao sistema de recompensa do cérebro. Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o parágrafo: A) O sistema de recompensa estimula o consumo de notícias para encontrar satisfação.

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B) A avidez pelo consumo de notícias é um gatilho que dispara a ansiedade. C) O trabalho não se restringe mais ao escritório, por isso nos tornamos mais produtivos. D) A sensação de “ficar para trás” gera a diminuição da autoestima. QUESTÃO 03 Do ponto de vista cerebral, é INCORRETO dizer que ser multitarefa A) gera uma baixa capacidade de concentração. B) é um benefício da tecnologia. C) pode comprometer a qualidade do trabalho. D) é ilusório, porque julgamos estar sendo eficientes, quando na verdade não estamos. QUESTÃO 04 Assinale a única alternativa que apresenta uma ideia que NÃO pode ser comprovada pelo texto. A) Aumentar o cuidado nas interações pessoais é a forma mais fácil para que as relações via internet se tornem mais próximas. B) Há ganhos significativos no uso da tecnologia. C) Entre os caminhos que a tecnologia proporcionou para a vida das pessoas, um deles se tornou um problema de saúde pública. D) Assumir o controle da nossa vida digital permite que não sejamos dominados pelos aparelhos tecnológicos, mas que os dominemos. QUESTÃO 05 Observe o enunciado que fecha o texto: “Mas sabemos que não há substituto para abraços ou para o olho no olho”. Nesse enunciado, a palavra e a expressão destacadas sugerem de forma implícita, respectivamente, A) manifestação de indiferença e insinceridade nas relações entre as pessoas. B) manifestação de hipocrisia e espírito vingativo nas relações entre as pessoas. C) manifestação de calor humano e sinceridade nas relações entre as pessoas. D) manifestação de desconfiança e estreitamento de laços nas relações entre as pessoas. QUESTÃO 06 Tendo como base a temática do texto, todas as ações a seguir constituem maneiras que podem ajudar a organizar o uso da tecnologia, EXCETO


A) controle do tempo de permanência em uso de aparelhos tecnológicos. B) execução de atividades além das que exijam que estejamos em frente à tela de aparelhos tecnológicos. C) iniciativa de fechar o computador quando conversamos pessoalmente com os outros. D) aproveitamento do tempo no trabalho para discutir questões pessoais via internet. QUESTÃO 07 Leia os dois trechos a seguir e observe o uso dos termos neles em destaque, considerando o contexto ao qual cada um deles se integra: Trecho 1 → “[...] o problema é que elas estão sacrificando também os momentos de praticar atividade física, ler e cuidar da saúde...” (4º par.) Trecho 2 → “A maneira como você o utiliza é que o torna viciante [...]” (5º par.) Ao se observar o uso de “é que”, percebe-se que ele assume diferentes interpretações de um trecho para outro. Sobre essas construções em que se dá a ocorrência das formas “é que”, em qual das alternativas está apresentada uma explicação que NÃO condiz com a realidade que essa forma assume em um desses contextos? A) No trecho 2, “é que” pode ser suprimido do texto sem qualquer prejuízo ao sentido, ao contexto. B) No trecho 1, tanto o “é” como o “que” poderiam ser suprimidos, pois essa expressão forma uma locução que tem função exclusiva de dar ênfase nesse contexto. C) No trecho 1, “é que” deve ser mantido na oração, pelo fato de essas duas palavras serem fundamentais para a construção do sentido que se pretende dar ao texto. D) No trecho 2, “é que” tem um valor tão somente expressivo, não interferindo ou modificando o sentido final que se pretenda obter com essa construção. QUESTÃO 08 Nas orações abaixo, de acordo com as características individualizantes, de explicação, de esclarecimento, resumitivas, especificadoras, de referência a um sentido global anterior, etc., alusivas ao aposto, pode-se afirmar que NÃO se constitui como aposto o termo sublinhado na alternativa A) “Com isso, elas deixam de se medir com o colega para se comparar, no limite, com todos os usuários do

LinkedIn, o que pode ser terrível para a autoestima”. (3º par.) B) “Trata-se de um vício, na linha das dependências comportamentais, como comprar ou jogar [...]” (3º par.) C) “[...] diz o psiquiatra Frederico Porto, consultor da LHH/DBM, empresa de recolocação de executivos, de Belo Horizonte”. (2º par.) D) “Uma pesquisa feita em 2012 pelas consultorias McKinsey e IDC aponta que [...] ferramentas colaborativas aprimoraram a eficiência de processos corporativos”. (1º par.) QUESTÃO 09 “Toda vez que isso ocorre, leva-se até 23 minutos para retomar a tarefa.” (2º par.) A palavra sublinhada nesse trecho, considerando sua inserção no parágrafo, refere-se ao que está apresentado na alternativa: A) Interrupção do trabalho, voluntariamente ou não. B) Os estudos recentes da Universidade da Califórnia. C) O fato de profissionais trabalharem em frente ao computador. D) A perda de muitas horas de trabalho. QUESTÃO 10 Observe a construção dos períodos a seguir: “No ano passado, o Facebook contratou Dacher Keltner, psicólogo da Universidade da Califórnia no campus de Berkeley e estudioso de relações humanas, para entender como poderia tornar menos frias as interações entre os usuários da rede social. A intenção da empresa é incluir, por exemplo, sons nos posts e comentários”. (7º par.) Acerca da estrutura dessa construção, aliada a seu contexto, NÃO se pode afirmar: A) “Entender” é um verbo que deve retomar “Dacher Keltner”, a quem é necessária a compreensão das relações humanas virtuais. B) “Poderia tornar” está integrado a “Facebook”, empresa que tem a preocupação de estreitar as relações entre seus usuários. C) Em “para entender”, o termo “para” pode ser substituído por “a fim de”, por explicitar a ideia do objetivo do Facebook. D) A flexão do tempo do verbo poder (“poderia”) indica que as soluções acerca dos mecanismos de maior interação nas redes sociais são dependentes de certa condição: o conhecimento desses mecanismos para que eles sejam inclusos.

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QUESTÃO 11 Em qual das alternativas a seguir o(s) termo(s) sublinhado(s) NÃO poderia(m) ser substituído(s), em termos de função sintática, pelo pronome apresentado à direita? A) “Estamos disponíveis para receber mensagens e estímulos eletrônicos o tempo inteiro”. (2º par.) → Estamos disponíveis para recebê-los o tempo inteiro. B) “O centro do problema está no uso que se faz de aparelhos e aplicativos”. (5º par.) → O centro do problema está no uso que se faz deles. C) “[...] o desgaste mental de mudar de uma atividade para outra faz a pessoa ficar muito mais cansada [...]” (2º par.) → o desgaste mental de mudar de uma atividade para outra faz-lhe ficar muito mais cansada. D) “[...] nos últimos quatro anos, ferramentas colaborativas aprimoraram a eficiência [...]” (1º par.) → nos últimos quatro anos, ferramentas colaborativas aprimoraram-na. QUESTÃO 12 Considere o trecho a seguir: “Talvez o escritório seja o lugar em que as marcas da tecnologia sejam as mais profundas – tanto as boas quanto as ruins”. (1º par.) O uso de modos verbais distintos em um texto representa uma ação do autor no sentido de revelar o processo verbal, o qual pode ser visto como algo real, eventual ou necessário na construção das ideias que alinhavam um contexto, de acordo com a significação contida no verbo. No trecho acima apresentado, o verbo “ser” configura-se como: A) um desejo, diante da fragilidade do termo “talvez”, o qual aponta a perspectiva de a tecnologia ser boa ou ruim. B) uma opinião que, apoiada no termo “talvez”, faz com que o autor não refute nem endosse o fato de haver tecnologia boa ou ruim. C) uma condição, a qual expressa que, se o escritório utiliza a tecnologia, ela pode ser boa ou ruim. D) uma hipótese, que se relaciona ao termo “talvez”, de que o escritório detenha o lugar de primazia em se tratando do uso da tecnologia.

UNIMONTES 2013.1 – GRUPO 1 O instinto animal Alguns traduzem por "instinto animal" o que o economista inglês John Maynard Keynes na década de 30 descreveu como "animal spirit", isto é, espírito animal. A tradução do termo original não importa muito,

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importa o que significa, e significa várias coisas: o gosto ou a capacidade pelo risco ao investir, por exemplo, quando se fala em empresários e economia. Neste artigo tomo a expressão como nossa capacidade geral de sentir, pressentir algo, e agir conforme. Isso se refere não só a indivíduos, mas a grupos, instituições, estados, governos. Sendo intuição e audácia, ele melhora se misturado com alguma prudência e sabedoria, para que o bolo não desande. Não me parece muito apurado o espírito animal que, nas palavras de uma autoridade, declara que empregar 7% do PIB em educação (e 10% em mais alguns anos) vai "quebrar o país". Educação não quebra nada: só constrói. Sendo bom esse instinto ou espírito, o fator educação terá de ser visto como o mais importante de todos. Aquele, sólido e ótimo, sem o qual não há crescimento, não há economia saudável, não há felicidade. Uso sem medo o termo "felicidade", pois não me refiro a uma cômoda alienação e ignorância dos problemas, mas ao mínimo de harmonia interna pessoal, e com o mundo que nos rodeia. Não precisar ter angústias extremas com relação ao essencial para a nossa dignidade: moradia, alimentação, saúde, trabalho. Como base para tudo isso, educação. Educação que pode consumir bem mais do que 7% do PIB sem quebrar coisa alguma, exceto a nossa miséria nascida da ignorância; nossas escolhas erradas nascidas da desinformação; nossa má qualidade de vida; e a falta de visão quanto àquilo que temos direito de receber ou de conquistar, com a plena consciência que nasce da educação. A verdadeira democracia só floresce no terreno da boa educação e ótima informação de seu povo. Pois não será governo de todos o comando dos poucos que estudaram bem, os informados, levando pela argola do nariz de bicho domesticado milhões e milhões de seres humanos cegos, aflitos ou alienados, que não sabem; e que, se quiserem boa educação desde as bases na infância, correm o risco de ser acusados de querer quebrar o país. Precisamos medir nossas palavras: cuidar do que dizemos, do que escrevemos, e também do que pensamos e não dizemos. Podem acusar quanto quiserem os empresários, os louros de olhos azuis, as elites, os ricos, os intelectuais, não importa: mas não acusem de querer o mal da nação aqueles que batalham pela mera sobrevivência ou por uma vida melhor, num orçamento que tenha a educação como prioridade. Pois não é certo que da treva sempre nasce a luz: dela brotam como flores fatídicas o sofrimento, a miséria, a subserviência. Na treva da ignorância nasce o atraso, de suas raízes se alimenta a pobreza em todos os sentidos, financeira, moral, intelectual. Uma educação bem cuidada


e fomentada, com professores bem pagos, boas escolas desde a creche até a universidade, com orientação sadia e não ideológica, mas realmente cultural, aberta ao mundo e não isolacionista, grande e não rasa, promove crescimento, nos insere no chamado concerto das nações, e nos torna respeitados — nos faz incluídos, consultados, procurados. Dirão que continuo repetitiva com esse tema: sou, e serei, porque acredito nisso. Precisamos ter cuidados pelos que nos governam: se nas relações pessoais amar é cuidar, na vida do país cuidar é nutrir não só o corpo e fortalecer condições materiais de vida, mas iluminar a mente. Para que a gente possa ter esperanças fundamentadas, emprego digno, salário compensador, morando e trabalhando num ambiente saudável, aprendendo a administrar nossos ganhos, poucos ou abundantes. Para não estarmos entre os últimos nas listas de povos mais ou menos educados e saudáveis, mas plenamente inseridos no mundo civilizado. Parece utopia, aceito isso. Mas batalharei, com muitos outros, para que ela se transforme na nossa mais fundamental realidade: simples assim. (LUFT, Lya. O instinto animal. Revista Veja, São Paulo, p. 2, julho de 2012.)

QUESTÃO 01 A autora relaciona o significado de “espírito animal” com, EXCETO A) intuição. B) audácia. C) medo. D) ação. QUESTÃO 02 No segundo parágrafo do texto, a autora contra-argumenta em relação à seguinte ideia (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados): A) “Sendo bom esse instinto ou espírito, o fator educação terá de ser visto como o mais importante de todos.” B) “... empregar 7% do PIB em educação (e 10% em mais alguns anos) vai ‘quebrar o país’.” C) “Não precisar ter angústias extremas com relação ao essencial para a nossa dignidade...” D) “... não me refiro a uma cômoda alienação e ignorância dos problemas, mas ao mínimo de harmonia interna pessoal...”

QUESTÃO 03 Observe o trecho: “A verdadeira democracia só floresce no terreno da boa educação...” (3º par.) Em que alternativa a autora apresenta a definição da palavra em destaque? (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) A) “Precisamos medir nossas palavras: cuidar do que dizemos, do que escrevemos, e também do que pensamos e não dizemos.” (4º par.) B) “Precisamos ter cuidados pelos que nos governam: se nas relações pessoais amar é cuidar, na vida do país cuidar é nutrir não só o corpo e fortalecer condições materiais de vida, mas iluminar a mente.” (4º par.) C) “... não será governo de todos o comando dos poucos que estudaram bem, os informados, levando pela argola do nariz de bicho domesticado milhões e milhões de seres humanos cegos, aflitos ou alienados...” (3º par.) D) “Podem acusar quanto quiserem os empresários, os louros de olhos azuis, as elites, os ricos, os intelectuais, não importa: mas não acusem de querer o mal da nação aqueles que batalham pela mera sobrevivência ou por uma vida melhor, num orçamento que tenha a educação como prioridade.” (4º par.)

QUESTÃO 04 Segundo a autora, a falta de uma educação de qualidade gera, EXCETO A) má qualidade de vida. B) alienação. C) subserviência. D) inclusão social. QUESTÃO 05 Considere a afirmativa: “Parece utopia, aceito isso. Mas batalharei, com muitos outros, para que ela se transforme na nossa mais fundamental realidade: simples assim.” (5º par.) Todos os aspectos relacionados abaixo são aceitos pela autora como, ainda, utópicos, EXCETO A) “... angústias extremas com relação ao essencial para a nossa dignidade: moradia, alimentação, saúde, trabalho.” (2º par.)

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B) “... educação bem cuidada e fomentada, com professores bem pagos, boas escolas desde a creche até a universidade...” (4º par.) C) “... orientação sadia e não ideológica, mas realmente cultural, aberta ao mundo e não isolacionista...” (4º par.) D) “... esperanças fundamentadas, emprego digno, salário compensador, morando e trabalhando num ambiente saudável, aprendendo a administrar nossos ganhos, poucos ou abundantes.” (4º par.) QUESTÃO 06 Considere o trecho: “Uma educação bem cuidada e fomentada, com professores bem pagos, boas escolas desde a creche até a universidade, com orientação sadia e não ideológica, mas realmente cultural, aberta ao mundo e não isolacionista, grande e não rasa, promove crescimento, nos insere no chamado concerto das nações...” (4º par.) Em relação à palavra destacada, é CORRETO afirmar que, nesse contexto, foi usada com valor semântico de: A) correção, reparo. B) sessão, apresentação musical. C) harmonia, conformidade. D) emenda, acomodação. QUESTÃO 07 Assinale o contexto em que a autora faz uso da linguagem figurada, metafórica, como recurso de expressão. (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) A) “Pois não será governo de todos o comando dos poucos que estudaram bem, os informados, levando pela argola do nariz de bicho domesticado milhões e milhões de seres humanos cegos, aflitos ou alienados...” (3º par.) B) “A tradução do termo original não importa muito, importa o que significa, e significa varias coisas: o gosto ou a capacidade pelo risco ao investir, por exemplo, quando se fala em empresários e economia.” (1º par.) C) “Para não estarmos entre os últimos nas listas de povos mais ou menos educados e saudáveis, mas plenamente inseridos no mundo civilizado.” (4º par.) D) “Uso sem medo o termo ‘felicidade’, pois não me refiro a uma cômoda alienação e ignorância dos problemas, mas ao mínimo de harmonia interna pessoal, e com o mundo que nos rodeia.” (2º par.) QUESTÃO 08 Considere o contexto: “Podem acusar quanto quiserem os empresários, os louros de olhos azuis, as elites, os ricos, os intelectuais, não importa: mas não acusem de querer o

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mal da nação aqueles que batalham pela mera sobrevivência ou por uma vida melhor, num orçamento que tenha a educação como prioridade. Pois não é certo que da treva sempre nasce a luz: dela brotam como flores fatídicas o sofrimento, a miséria, a subserviência.” (4º par.) A palavra em destaque foi usada como elemento coesivo e anafórico, uma vez que retoma o termo: A) luz. B) educação. C) vida. D) treva. QUESTÃO 09 Considere o trecho: “Uma educação bem cuidada e fomentada, com professores bem pagos, boas escolas desde a creche até a universidade, com orientação sadia e não ideológica, mas realmente cultural, aberta ao mundo e não isolacionista, grande e não rasa, promove crescimento, nos insere no chamado concerto das nações, e nos torna respeitados — nos faz incluídos, consultados, procurados.” (4º par.) Em relação aos verbos em destaque, é CORRETO afirmar: A) Encontram-se na terceira pessoa do singular, uma vez que o sujeito das orações das quais fazem parte são indeterminados. B) Tem como sujeito “Uma educação bem cuidada e fomentada”, por isso encontram-se na terceira pessoa do singular, seguindo a regra geral de concordância verbal. C) Todos são classificados como verbos transitivos diretos e tem como complemento o pronome pessoal oblíquo átono “nos”. D) Foram conjugados no tempo presente do modo subjuntivo, uma vez que estão expressando fatos hipotéticos, condicionados.

QUESTÃO 10 Em todos os contextos, há verbos que foram flexionados na terceira pessoa do plural para indeterminar o sujeito, EXCETO A) “Podem acusar quanto quiserem os empresários, os louros de olhos azuis, as elites, os ricos, os intelectuais, não importa...” (4º par.) B) “Alguns traduzem por ‘instinto animal’ o que o economista inglês John Maynard Keynes na década de 30 descreveu como ‘animal spirit’...” (1º par.) C) “Dirão que continuo repetitiva com esse tema: sou, e serei, porque acredito nisso.” (4º par.)


D) “... não acusem de querer o mal da nação aqueles que batalham pela mera sobrevivência ou por uma vida melhor...” (4º par.) QUESTÃO 11 Assinale o contexto em que a palavra ‘se’ foi usada com valor semântico de condição, introduzindo, pois, uma oração subordinada adverbial condicional. A) “Sendo intuição e audácia, ele melhora se misturado com alguma prudência e sabedoria, para que o bolo não desande.” (1º par.) B) “Na treva da ignorância nasce o atraso, de suas raízes se alimenta a pobreza em todos os sentidos...” (4º par.) C) “Precisamos ter cuidados pelos que nos governam: se nas relações pessoais amar é cuidar, na vida do país cuidar é nutrir não só o corpo e fortalecer condições materiais de vida, mas iluminar a mente.” (4º par.) D) “Parece utopia, aceito isso. Mas batalharei, com muitos outros, para que ela se transforme na nossa mais fundamental realidade: simples assim.” (5º par.) QUESTÃO 12 Considere o trecho: “Educação que pode consumir bem mais do que 7% do PIB sem quebrar coisa alguma, exceto a nossa miséria nascida da ignorância; nossas escolhas erradas nascidas da desinformação; nossa má qualidade de vida; e a falta de visão quanto àquilo que temos direito de receber ou de conquistar, com a plena consciência que nasce da educação.” (2º par.) Em relação à ocorrência do sinal indicativo de crase no termo em destaque, pode-se afirmar: A) O termo antecedente é regido pela preposição ‘a’, e houve contração dessa preposição com o artigo feminino ‘a’. B) Ocorre crase nas locuções conjuntivas formadas por substantivo feminino expresso ou elíptico. C) Ocorre crase nas locuções prepositivas formadas por substantivo feminino expresso ou elíptico. D) O termo antecedente é regido pela preposição ‘a’, e houve a contração dessa preposição com a vogal ‘a’ do pronome demonstrativo ‘aquilo’. UNIMONTES 2013.1 – GRUPO 2 O caminho da sustentabilidade Nenhum cidadão responsável pode deixar de estar preocupado com os estragos que sofre o meio ambiente.

Por isso, seja no governo, seja fora dele, muitos tomam iniciativas para mitigar os desastres. Os governantes passam leis com fé ingênua nos seus efeitos. Almas generosas e bem-intencionadas pregam a defesa do meio ambiente. Economistas só pensam em prêmios e punições financeiras. Olhando os resultados, é um no cravo e outro na ferradura. O pobre caboclo, perdido na Floresta Amazônica, está longe da lei que impediria suas aventuras com a motosserra. E, se estivesse ao alcance de pregações, não veria razões para segui-las. O maleducado que joga lixo na rua sabe que não será punido, pois, se alguém viu, não vai denunciar. Não há altruísmo que convença os prefeitos a não jogar esgotos in natura nos rios, pois o tratamento é caro, não dá votos e os malefícios só prejudicam o município rio abaixo. Não funcionam as leis que carecem de poder para obrigar o seu cumprimento. Quem confia na impunidade não presta atenção. Em muitos casos, a lei proíbe fazer, mas é frágil para obrigar a fazer. Pouco serve para mandar fazer o bem ou ajudar o próximo. Pregar a conservação do meio ambiente, quando pesa no bolso fazê-lo? Ou dá trabalho? Sermões entram por um ouvido e saem pelo outro. Temos três ferramentas: a lei, os incentivos econômicos e os valores. Individualmente, funcionam em alguns casos e falham em outros. No fundo, a boa receita requer invenção e inteligência, para combinar o seu uso. Em conjunto, seu poder de fogo é amplamente maior. E a tal da sinergia. Proibir bolsinhas plásticas em Belo Horizonte teria sido mais uma lei que não cola. Mas colou, porque foi precedida de um movimento popular que mostrou os seus inconvenientes ecológicos. Para o prefeito, é mais conveniente empurrar com a barriga a construção da planta de tratamento de esgotos. Mas, se a sociedade começasse a entender os danos à saúde e se houvesse uma lei (estadual ou federal) cobrando pelo volume de efluentes prejudiciais lançados nos rios, rapidinho, a construção seria feita. Vem dando certo a prática de oferecer ao caboclo uma mesada para manter as árvores em pé. O manejo também pode proteger as florestas, ao gerar madeiras certificadas, que são mais caras. Se aparece um extrativismo lucrativo e que não prejudica o meio ambiente, criam-se boas razões para deixar guardada a motosserra. É ingênuo querer que as pessoas comprem um carro elétrico, mais caro e menos prático. É esperar demais do fervor ecológico. Mas, se há menos impostos para ligar o carro na tomada e não na

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bomba de gasolina, aí é diferente. De fato, foi o que aconteceu com o etanol. Do dia para a noite, a geração fotovoltaica em residências e pequenas empresas tornou-se viável. Bastou uma lei que obrigasse as companhias elétricas a comprar o excesso de produção. De dia, vende-se para a rede. De noite, compra-se dela. Como os impostos sobre eletricidade são muito altos, igualam-se os preços da rede aos da geração local com células fotovoltaicas, ainda caras. Apelos para que se use menos água tem pouco impacto, seja em nossas chuveiradas, seja na agricultura irrigada. Mas, se combinados com leis que estabeleçam preços para a água, bem como cotas de uso, podem ter um impacto fulminante. Não encontramos receitas para coibir as queimadas. Mas é porque temos memória curta. No século XVII, as Ordenações Filipinas prescreviam que onde a mata foi queimada não se podia caçar, retirar carvão nem manter gado. Vejam a genialidade: não é possível impedir os incêndios, pois basta um fósforo quando ninguém olha. Mas os benefícios desfrutáveis da mata queimada podem ser fiscalizados. Ou seja, como não se pode impedir o ato, retiram-se as motivações. A receita inteligente está no tripé virtuoso: o convencimento, as ações que mexem no bolso e as boas leis. Em muitos casos, as que criam incentivos tendem a ser mais eficazes do que as proibições, mais difíceis de fiscalizar. O que cada um desses instrumentos isolados não pode fazer torna-se possível com uma combinação imaginativa e robusta dos três. CASTRO, Claudio de Moura. O Caminho da Sustentabilidade. Revista Veja, p.24. 19 de setembro de 2012.

QUESTÃO 01 Segundo o autor do texto, iniciativas empreendidas em prol de um meio ambiente saudável contêm um grave erro. Indique-o. A) Não partem da ação educativa por meio dos discursos. B) Recebem pouco ou nenhum apoio governamental. C) Carecem, fundamentalmente, do engajamento e de ações concretas dos responsáveis pela energia elétrica no Brasil. D) Funcionam mal, por meio de ações isoladas. QUESTÃO 02 É correto afirmar que são indicadores de responsabilidade das autoridades, em relação ao meio ambiente, EXCETO A) acreditar que a mudança de mentalidade é capaz de solucionar o problema dos incêndios. B) fazer campanhas educativas em prol da sua defesa. C) criar leis que o protejam. D) punir aqueles que infrinjam as leis ambientais.

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QUESTÃO 03 Em todos os enunciados a seguir, os trechos destacados são responsáveis por veicular uma postura crítica do autor em face do que enuncia, EXCETO (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) A) “Os governantes passam leis com fé ingênua nos seus efeitos.” (1º par.) B) “Almas generosas e bem-intencionadas pregam a defesa do meio ambiente.”(1º par.) C) “... seja no governo, seja fora dele, muitos tomam iniciativas para mitigar os desastres. (1º par.) D) “Economistas só pensam em prêmios e punições financeiras.” (1º par.) QUESTÃO 04 Qual dos enunciados a seguir indica que há conivência, por parte dos cidadãos, com aqueles que agridem o meio ambiente? (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) A) “Não funcionam as leis que carecem de poder para obrigar o seu cumprimento.” (1º par.) B) “O mal educado que joga lixo na rua sabe que não será punido, pois, se alguém viu, não vai denunciar.” (1º par.) C) “Pouco serve [a lei] para mandar fazer o bem ou ajudar o próximo.” (1º par.) D) “Sermões entram por um ouvido e saem pelo outro.” (1º par.) QUESTÃO 05 Levando em conta dados do texto, assinale a alternativa CORRETA, no que se refere à falta de ações efetivas dos prefeitos em relação ao meio ambiente. A) Certos cuidados com o meio ambiente não caracterizam ações eleitoreiras, que resultam em votos. B) Certos prefeitos, confiantes na impunidade, não cumprem as leis. C) Sem incentivos econômicos, os prefeitos não acreditam nos malefícios de se jogar esgotos in natura nos rios. D) Ingenuamente, os prefeitos tomam medidas erradas porque desconhecem as leis ambientais. QUESTÃO 06 Antes de apresentar, no 2º parágrafo, os procedimentos que, no seu entender, convergiriam em resultados positivos para o meio ambiente, o autor apresenta, no fim do parágrafo anterior, ações que, a seu ver:


A) são boas opções que só não funcionam por causa da falta de cidadania dos indivíduos. B) são efetivamente estéreis no Brasil. C) são fruto do excesso de idealismo de alguns indivíduos. D) pecam pela falta de competência de quem as pratica. QUESTÃO 07 Segundo o texto, constituem exemplos da “receita inteligente”, EXCETO (as expressões em análise das afirmativas encontram-se destacadas nos referentes parágrafos indicados) A) “É ingênuo querer que as pessoas comprem um carro elétrico, mais caro e menos prático. É esperar demais do fervor ecológico.” → Convencimento (2º par.) B) “Proibir bolsinhas plásticas (...) colou porque foi precedida de um movimento popular que mostrou os seus inconvenientes...” → Convencimento (2º par.) C) “Apelos para que se use menos água têm pouco impacto. (...) se combinados com leis que estabeleçam preços para a água (...) podem ter um impacto fulminante.” → Ações que mexem no bolso (3º par.) D) “No século XVII, as Ordenações Filipinas prescreviam que onde a mata foi queimada não se podia caçar, retirar carvão nem manter gado.” Boas leis → (3º par.) QUESTÃO 08 No texto, a utilização de expressões coloquiais, como “lei que não cola” (linha 17), “empurrar com a barriga” (2º par.) A) não prejudicaram a argumentação utilizada no texto, pois tinham um propósito bem definido. B) prejudicaram a argumentação utilizada no texto, que deveria ter primado apenas pelo uso do português culto. C) trouxeram obscuridade as ideias explicitadas no trecho em que foram usadas. D) seu uso não surtiu o efeito esperado, apesar de tentar chamar a atenção do leitor com dois enunciados de impacto. QUESTÃO 09 Assinale a única alternativa em que o elemento assinalado NÃO opera uma coesão por retomada de termo anterior. A) “O pobre caboclo, perdido na Floresta Amazônica, está longe da lei que impediria suas aventuras com a motosserra.” (1º par.) B) “Bastou uma lei que obrigasse as companhias elétricas a comprar o excesso de produção.” (3º par.)

C) “Pregar a conservação do meio ambiente, quando pesa no bolso fazê-lo” (1º par.) D) “A receita inteligente está no tripé virtuoso: o convencimento, as ações que mexem no bolso e as boas leis (...) O que cada um desses instrumentos não pode fazer torna-se possível com uma combinação imaginativa e robusta dos três.” (3º par.) QUESTÃO 10 Quanto à semântica de alguns verbos utilizados no texto, eles se apresentam em sentido figurado em todas as passagens do texto, EXCETO A) “Para o prefeito, é mais conveniente empurrar com a barriga.” (2º par.) B) “Proibir bolsinhas plásticas (...) teria sido mais uma lei que não cola.” (2º par.) C) “Almas generosas e bem-intencionadas pregam a defesa do meio ambiente”. (1º par.) D) “... as ações que mexem no bolso...” (3º par.) QUESTÃO 11 Assinale a única alternativa em que o pronome relativo NÃO se refere ao nome destacado. A) “Nenhum cidadão responsável pode deixar de estar preocupado com os estragos que sofre o meio ambiente”. (1º par.) B) “O pobre caboclo (...) está longe da lei que impediria suas aventuras com a motosserra.” (1º par.) C) “Se aparece um extrativismo lucrativo e que não prejudica o meio ambiente...” (2º par.) D) “Não há altruísmo que convença os prefeitos a não jogar esgotos in natura nos rios...” (1º par.) QUESTÃO 12 Assinale a alternativa em que o valor semântico da conjunção foi identificado incorretamente. A) “Apelos para que se use menos água têm pouco impacto...” (3º par.). Finalidade. B) “Mas colou, porque foi precedida de um movimento popular...” (2º par.). Explicação. C) “E, se estivesse ao alcance de pregações, não veria razões para segui-las.” (1º par.). Condicionalidade. D) ”... como não se pode impedir o ato, retiram-se as motivações.” (3º par.). Comparação.

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FUVEST 2013 1. São Paulo gigante, torrão adorado Estou abraçado com meu violão Feito de pinheiro da mata selvagem Que enfeita a paisagem lá do meu sertão Tonico e Tinoco, São Paulo Gigante.

Nos versos da canção dos paulistas Tonico e Tinoco, o termo “sertão” deve ser compreendido como a) descritivo da paisagem e da vegetação típicas do sertão existente na região Nordeste do país. b) contraposição ao litoral, na concepção dada pelos caiçaras, que identificam o sertão com a presença dos pinheiros. c) analogia à paisagem predominante no Centro-Oeste brasileiro, tal como foi encontrada pelos bandeirantes no século XVII. d) metáfora da cidade-metrópole, referindo-se à aridez do concreto e das construções. e) generalização do ambiente rural, independentemente das características de sua vegetação. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES: Vivendo e... Eu sabia fazer pipa e hoje não sei mais. Duvido que se hoje pegasse uma bola de gude conseguisse equilibrá-la na dobra do dedo indicador sobre a unha do polegar, quanto mais jogá-la com a 1precisão que tinha quando era garoto. (...)

Na verdade, deve-se revisar aquela antiga frase. É vivendo e .................... . Não falo daquelas 13coisas que deixamos de fazer porque não temos mais as condições físicas e a coragem de antigamente, como subir em bonde andando – mesmo porque 14não há mais bondes andando. Falo da sabedoria desperdiçada, das 10artes que nos abandonaram. Algumas até úteis. Quem nunca desejou ainda ter o cuspe certeiro de garoto para acertar em algum alvo contemporâneo, bem no olho, e depois sair correndo? Eu já. Luís F. Veríssimo, Comédias para se ler na escola.

2. A palavra que o cronista omite no título, substituindo-a por reticências, ele a emprega no último parágrafo, na posição marcada com pontilhado. Tendo em vista o contexto, conclui-se que se trata da palavra a) desanimando. b) crescendo. c) inventando. d) brincando. e) desaprendendo.

Juntando-se as duas mãos de um determinado jeito, com os polegares para dentro, e assoprando pelo buraquinho, tirava-se um silvo bonito que inclusive variava de tom conforme o posicionamento das mãos. Hoje não sei mais que jeito é esse. Eu sabia a 2fórmula de fazer cola caseira. Algo envolvendo farinha e água e 3muita confusão na cozinha, de onde éramos expulsos sob ameaças. Hoje não sei mais. A gente começava a contar depois de ver um relâmpago e 11o número a que chegasse quando ouvia a trovoada, multiplicado por outro número, dava a 4 distância exata do relâmpago. Não me lembro mais dos números. (...)

3. Considere as seguintes substituições propostas para diferentes trechos do texto: I. “o número a que chegasse” (ref. 11) = o número a que alcançasse. II. “Lembro o orgulho” (ref. 12) = Recordo-me do orgulho. III. “coisas que deixamos de fazer” (ref. 13) = coisas que nos descartamos. IV. “não há mais bondes” (ref. 14) = não existe mais bondes. A correção gramatical está preservada apenas no que foi proposto em a) I. b) II. c) III. d) II e IV. e) I, III e IV.

Lembro o orgulho com que consegui, pela primeira vez, cuspir corretamente pelo espaço adequado entre os dentes de cima e a ponta da língua de modo que o cuspe ganhasse distância e pudesse ser mirado. Com prática, conseguia-se controlar a 5trajetória elíptica da cusparada com uma

4. Um dos contrastes entre passado e presente que caracterizam o desenvolvimento do texto manifesta-se na oposição entre as seguintes expressões: a) “precisão” (ref. 1) / “fórmula” (ref. 2). b) “muita confusão” (ref. 3) / “distância exata” (ref. 4).

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mínima margem de erro. Era 7puro instinto. Hoje o mesmo feito requereria 8complicados cálculos de balística, e eu provavelmente só acertaria a frente da minha camisa. Outra 9habilidade perdida. 6


c) “trajetória elíptica” (ref. 5) / “mínima margem de erro” (ref. 6). d) “puro instinto” (ref. 7) / “complicados cálculos” (ref. 8). e) “habilidade perdida” (ref. 9) / “artes que nos abandonaram” (ref. 10). TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES: A essência da teoria democrática é a supressão de qualquer imposição de classe, fundada no postulado ou na crença de que os conflitos e problemas humanos — econômicos, políticos, ou sociais — são solucionáveis pela educação, isto é, pela cooperação voluntária, mobilizada pela opinião pública esclarecida. Está claro que essa opinião pública terá de ser formada à luz dos melhores conhecimentos existentes e, assim, a pesquisa científica nos campos das ciências naturais e das chamadas ciências sociais deverá se fazer a mais ampla, a mais vigorosa, a mais livre, e a difusão desses conhecimentos, a mais completa, a mais imparcial e em termos que os tornem acessíveis a todos. Anísio Teixeira, Educação é um direito. Adaptado.

5. De acordo com o texto, a sociedade será democrática quando a) sua base for a educação sólida do povo, realizada por meio da ampla difusão do conhecimento. b) a parcela do público que detém acesso ao conhecimento científico e político passar a controlar a opinião pública. c) a opinião pública se formar com base tanto no respeito às crenças religiosas de todos quanto no conhecimento científico. d) a desigualdade econômica for eliminada, criando-se, assim, a condição necessária para que o povo seja livremente educado. e) a propriedade dos meios de comunicação e difusão do conhecimento se tornar pública. 6. Dos seguintes comentários linguísticos sobre diferentes trechos do texto, o único correto é: a) Os prefixos das palavras “imposição” e “imparcial” têm o mesmo sentido. b) As palavras “postulado” e “crença” foram usadas no texto como sinônimas. c) A norma-padrão condena o uso de “essa”, no trecho “essa opinião”, pois, nesse caso, o correto seria usar “esta”.

d) A vírgula empregada no trecho “e a difusão desses conhecimentos, a mais completa” indica que, aí, ocorre a elipse de um verbo. e) O pronome sublinhado em “que os tornem” tem como referente o substantivo “termos”. 7. No trecho “chamadas ciências sociais”, o emprego do termo “chamadas” indica que o autor a) vê, nas “ciências sociais”, uma panaceia, não uma análise crítica da sociedade. b) considera utópicos os objetivos dessas ciências. c) prefere a denominação “teoria social” à denominação “ciências sociais”. d) discorda dos pressupostos teóricos dessas ciências. e) utiliza com reserva a denominação “ciências sociais”.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: V – O samba À direita do terreiro, adumbra-se* na escuridão um maciço de construções, ao qual às vezes recortam no azul do céu os trêmulos vislumbres das labaredas fustigadas pelo vento. (...) É aí o quartel ou quadrado da fazenda, nome que tem um grande pátio cercado de senzalas, às vezes com alpendrada corrida em volta, e um ou dois portões que o fecham como praça d’armas. Em torno da fogueira, já esbarrondada pelo chão, que ela cobriu de brasido e cinzas, dançam os pretos o samba com um frenesi que toca o delírio. Não se descreve, nem se imagina esse desesperado saracoteio, no qual todo o corpo estremece, pula, sacode, gira, bamboleia, como se quisesse desgrudar-se. Tudo salta, até os crioulinhos que esperneiam no cangote das mães, ou se enrolam nas saias das raparigas. Os mais taludos viram cambalhotas e pincham à guisa de sapos em roda do terreiro. Um desses corta jaca no espinhaço do pai, negro fornido, que não sabendo mais como desconjuntarse, atirou consigo ao chão e começou de rabanar como um peixe em seco. (...) José de Alencar, Til.

(*) “adumbra-se” = delineia-se, esboça-se. 8. Na composição do texto, foram usados, reiteradamente, I. sujeitos pospostos;

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II. termos que intensificam a ideia de movimento; III. verbos no presente histórico. Está correto o que se indica em a) I, apenas. b) II, apenas. c) III, apenas. d) I e II, apenas. e) I, II e III.

10. As expressões “ares aristocráticos” e “descamisados” relacionam-se, respectivamente, a) aos “sabadoyleanos” e a Plínio Doyle. b) a José Mindlin e a seus amigos cariocas. c) a “gentilezas” e a “camaradescamente”. d) aos signatários do documento e aos amigos de São Paulo. e) a “reuniões cariocas” e a “tradição bandeirante”.

9. Para adequar a linguagem ao assunto, o autor lança mão também de um léxico popular, como atestam todas as palavras listadas na alternativa a) saracoteio, brasido, rabanar, senzalas. b) esperneiam, senzalas, pincham, delírio. c) saracoteio, rabanar, cangote, pincham. d) fazenda, rabanar, cinzas, esperneiam. e) delírio, cambalhotas, cangote, fazenda.

11. Da leitura do texto, depreende-se que a) o anfitrião carioca, embora gentil, é cioso de sua biblioteca. b) o anfitrião paulista recebeu com honrarias os amigos cariocas, que visitaram a sua biblioteca. c) os cariocas não se sentiram à vontade na casa do paulista, a qual, na verdade, era uma mansão. d) os cariocas preferiram ficar no Rio de Janeiro, embora a recepção em São Paulo fosse convidativa. e) o fracasso da visita dos cariocas a São Paulo abalou a amizade dos bibliófilos.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: Ata Acredito que o mau tempo haja concorrido para que os sabadoyleanos* hoje não estivessem na casa de José Mindlin, em São Paulo, gozando das delícias do cuscuz paulista aqui amavelmente prometido. Depois do almoço, visita aos livros dialogantes, na expressão de Drummond, não sabemos se no rigoroso sistema de vigilância de Plínio Doyle, mas de qualquer forma com as gentilezas das reuniões cariocas. Para o amigo de São Paulo as saudações afetuosas dos ausentespresentes, que neste instante todos nos voltamos para o seu palácio, aquele que se iria desvestir dos ares aristocráticos para receber camaradescamente os descamisados da Rua Barão de Jaguaribe. Guarde, amigo Mindlin, para breve o cuscuz da tradição bandeirante, que hoje nos conformamos com os biscoitos à la Plínio Doyle. Rio, 20-11-1976.

Signatários: Carlos Drummond de Andrade, Gilberto de Mendonça Teles, Plínio Doyle e outros. Cartas da biblioteca Guita e José Mindlin. Adaptado. * “sabadoyleanos”: frequentadores do sabadoyle, nome dado ao encontro de intelectuais, especialmente escritores, realizado habitualmente aos sábados, na casa do bibliófilo Plínio Doyle, situada no Rio de Janeiro.

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FUVEST 2014 1. Leia o seguinte texto, que faz parte de um anúncio de um produto alimentício: EM RESPEITO TRABALHAMOS NATUREZA

A SUA NATUREZA, COM O MELHOR

SÓ DA

Selecionamos só o que a natureza tem de melhor para levar até a sua casa. Porque faz parte da natureza dos nossos consumidores querer produtos saborosos, nutritivos e, acima de tudo, confiáveis. www.destakjornal.com.br, 13/05/2013. Adaptado.

Procurando dar maior expressividade ao texto, seu autor a) serve-se do procedimento textual da sinonímia. b) recorre à reiteração de vocábulos homônimos. c) explora o caráter polissêmico das palavras. d) mescla as linguagens científica e jornalística. e) emprega vocábulos iguais na forma, mas de sentidos contrários. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: Leia o texto: A civilização 2“pós-moderna” culminou em um progresso inegável, que não foi percebido antecipadamente, em sua inteireza. Ao mesmo tempo, sob o 3“mau uso” da ciência,


da tecnologia e da capacidade de invenção nos precipitou na miséria moral 1inexorável. Os que condenam a ciência, a tecnologia e a invenção criativa por essa miséria ignoram os desafios que explodiram com o capitalismo monopolista de sua terceira fase. Em páginas secas premonitórias, E. Mandel* apontara tais riscos. O 4“livre jogo do mercado” (que não é e nunca foi 5“livre”) rasgou o ventre das vítimas: milhões de seres humanos nos países ricos e uma carrada maior de milhões nos países pobres. O centro acabou fabricando a sua periferia intrínseca e apossou-se, como não sucedeu nem sob o regime colonial direto, das outras periferias externas, que abrangem quase todo o 6“resto do mundo”. Florestan Fernandes, Folha de S. Paulo, 27/12/1993.

(*) Ernest Ezra Mandel (1923-1995): economista e militante político belga. 2. O emprego de aspas em uma dada expressão pode servir, inclusive, para indicar que ela I. foi utilizada pelo autor com algum tipo de restrição; II. pertence ao jargão de uma determinada área do conhecimento; III. contém sentido pejorativo, não assumido pelo autor. Considere as seguintes ocorrências de emprego de aspas presentes no texto: A. “pós-moderna” (ref. 2); B. “mau uso” (ref. 3); C. “livre jogo do mercado” (ref. 4); D. “livre” (ref. 5); E. “resto do mundo” (ref. 6). As modalidades I, II e III de uso de aspas, elencadas acima, verificam-se, respectivamente, em a) A, C e E. b) B, C e D. c) C, D e E. d) A, B e E. e) B, D e A. 3. No trecho “nos precipitou na miséria moral inexorável” (ref. 1), a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por a) inelutável. b) inexequível. c) inolvidável. d) inominável. e) impensável.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: Leia o texto: Ora nesse tempo Jacinto concebera uma ideia... Este Príncipe concebera a ideia de que o “homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado”. E por homem civilizado o meu camarada entendia aquele que, robustecendo a sua força pensante com todas as noções adquiridas desde Aristóteles, e multiplicando a potência corporal dos seus órgãos com todos os mecanismos inventados desde Teramenes, criador da roda, se torna um magnífico Adão, quase onipotente, quase onisciente, e apto portanto a recolher [...] todos os gozos e todos os proveitos que resultam de Saber e Poder... [...] Este conceito de Jacinto impressionara os nossos camaradas de cenáculo, que [...] estavam largamente preparados a acreditar que a felicidade dos indivíduos, como a das nações, se realiza pelo ilimitado desenvolvimento da Mecânica e da erudição. Um desses moços [...] reduzira a teoria de Jacinto [...] a uma forma algébrica: Suma ciência   Suma felicidade    Suma potência 

E durante dias, do Odeon à Sorbona, foi louvada pela mocidade positiva a Equação Metafísica de Jacinto. Eça de Queirós, A cidade e as serras.

4. O texto refere-se ao período em que, morando em Paris, Jacinto entusiasmava-se com o progresso técnico e a acumulação de conhecimentos. Considerada do ponto de vista dos valores que se consolidam na parte final do romance, a “forma algébrica” mencionada no texto passaria a ter, como termo conclusivo, não mais “Suma felicidade”, mas, sim, Suma a) simplicidade. b) abnegação. c) virtude. d) despreocupação. e) servidão.

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5. Sobre o elemento estrutural “oni”, que forma as palavras do texto “onipotente” e “onisciente”, só NÃO é correto afirmar: a) Equivale, quanto ao sentido, ao pronome “todos(as)”, usado de forma reiterada no texto. b) Possui sentido contraditório em relação ao advérbio “quase”, antecedente. c) Trata-se do prefixo “oni”, que tem o mesmo sentido em ambas as palavras. d) Entra na formação de outras palavras da língua portuguesa, como “onipresente” e “onívoro”. e) Deve ser entendido em sentido próprio, em “onipotente”, e, em sentido figurado, em “onisciente”.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia o texto:

Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem... E caem! — Folhas misérrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, dar-vos-ia uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar... Heis de cair.

CAPÍTULO LXXI

Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.

6. No contexto, a locução “Heis de cair”, na última linha do texto, exprime: a) resignação ante um fato presente. b) suposição de que um fato pode vir a ocorrer. c) certeza de que uma dada ação irá se realizar. d) ação intermitente e duradoura. e) desejo de que algo venha a acontecer.

a) personificação. b) paradoxo. c) eufemismo. d) sinestesia. e) silepse.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES: Leia o texto Revelação do subúrbio Quando vou para Minas, gosto de ficar de pé, contra a [vidraça do carro*, vendo o subúrbio passar. O subúrbio todo se condensa para ser visto depressa, com medo de não repararmos suficientemente em suas luzes que mal têm tempo de brilhar. A noite come o subúrbio e logo o devolve, ele reage, luta, se esforça, até que vem o campo onde pela manhã repontam laranjais e à noite só existe a tristeza do Brasil. Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo, 1940.

(*) carro: vagão ferroviário para passageiros. 7. Para a caracterização do subúrbio, o poeta lança mão, principalmente, da(o)

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O senão do livro

8. Em consonância com uma das linhas temáticas principais de Sentimento do mundo, o vivo interesse que, no poema, o eu lírico manifesta pela paisagem contemplada prende-se, sobretudo, ao fato de o subúrbio ser a) bucólico. b) popular. c) interiorano. d) saudosista. e) familiar. 9. Considerados no contexto, dentre os mais de dez verbos no presente, empregados no poema, exprimem ideia, respectivamente, de habitualidade e continuidade a) “gosto” e “repontam”. b) “condensa” e “esforça”. c) “vou” e “existe”. d) “têm” e “devolve”. e) “reage” e “luta”.


SIMULADOS DE 2014 QUESTÃO 01 Entre 1808, com a abertura dos portos, e 1850, no auge da centralização imperial, modificara-se a pacata, fechada e obsoleta sociedade. O país europeizava-se, para escândalo de muitos, iniciando um período de progresso rápido, progresso conscientemente provocado, sob moldes ingleses. O vestuário, a alimentação, a mobília mostram, no ingênuo deslumbramento, a subversão dos hábitos lusos, vagarosamente rompidos com os valores culturais que a presença europeia infiltrava, justamente com as mercadorias importadas. O contato litorâneo das duas culturas, uma dominante já no período final da segregação colonial, articula-se no ajustamento das economias. Ao Estado, a realidade mais ativa da estrutura social, coube o papel de intermediar o impacto estrangeiro, reduzindo-o à temperatura e à velocidade nativas. Raymundo Faoro, Os donos do poder.

e) para designar a convergência de hábitos e costumes locais em relação à cultura portuguesa. f) A expressão “para escândalo de muitos” foi utilizada contextualmente para designar uma ideia que demonstra um consenso social já aguardado entre os indivíduos, graças ao progresso rápido do país. QUESTÃO 02

Língua

Esta língua é como um elástico que espicharam pelo mundo. No início era tensa, de tão clássica. Com o tempo, se foi amaciando, foi-se tornando romântica, incorporando os termos nativos e amolecendo nas folhas de bananeira as expressões mais sisudas. Um elástico que já não se pode mais trocar, de tão usado;

Simulado de outubr A partir das ideias expostas no texto para o leitor, percebese um raciocínio que, levando-se em consideração a macroestrutura, desenvolve-se semanticamente por expor a) Uma contradição quanto ao uso das expressões “europeizava-se” e “presença europeia” pois a sociedade brasileira já havia recebido anteriormente a influência da cultura do colonizador português, obviamente, também europeu. b) As palavras “litorâneo” e “temperatura” foram usadas exclusivamente no sentido denotativo, haja vista o caráter de investigação social e geográfica que o texto emprega para explicar fatos da origem econômica brasileira. c) A enumeração dos vocábulos “pacata”, “fechada” e “obsoleta” – modificadores do substantivo “sociedade” – são empregados com o intuito de associar seus sentidos ao raciocínio de progresso rápido na sequência do texto. d) As palavras “vestuário”, “alimentação” e “mobília” foram empregadas contextualmente nem se arrebenta mais, de tão forte. Um elástico assim como é a vida que nunca volta ao ponto de partida.

GILBERTO MENDONÇA TELES Hora aberta: poemas reunidos. Rio de Janeiro: José Olympio; Brasília: INL, 1986.

Ao expor uma mensagem concernente à evolução linguística, é válido afirmar que. a) Assim como o uso de certos objetos tende a causar desgaste, a língua também se encontra no mesmo nível. b) O uso da língua confirma a ideia do senso comum de substituição de tudo aquilo que se torna obsoleto e desgastado. c) O idioma aludido passou por transformações que o distanciam do seu estágio inicial, comparado ao que ocorre com a vida. d) Uma língua que se desgasta com o decorrer do tempo tende a desaparecer por não se adequar a dinâmica expressiva de seus falantes. e) Assim como os objetos tendem a evoluir sua funcionalidade ao longo do tempo a língua alcança também um estágio pleno de evolução.

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QUESTÃO 03

Os infográficos apresentam informações de forma sintética, utilizando imagens, cores, organização gráfica, etc. A partir da leitura dos elementos verbais e não verbais presentes no texto em destaque, é válido afirmar que ocorre uma inferência legítima de que: a) Muitas nações não têm cumprido as metas necessárias de consumo adequado de água. b) O consumo de água no mundo, além de desigual, pode superar muito a média apontada como ideal. c) Países muito desenvolvidos não têm colaborado economicamente com os que não têm acesso à água. d) Há uma ameaça iminente de que água no mundo possa acabar, prejudicando, principalmente, as nações mais pobres do globo. e) Os países do globo têm se conscientizado cada vez mais quanto ao acesso igualitário que todos devem em relação à água. QUESTÃO 04 “Dos púlpitos dessa igreja, o padre Antônio Vieira pronunciara com sua voz de fogo os sermões mais célebres de sua carreira”, escreveu Jorge Amado, protestando [contra o projeto de demolição da igreja da Sé]. Conta Jorge que correu na época [decênio de 1930] a notícia de que o arcebispo embolsou gorjeta grande para permitir que a Companhia Linha Circular de Carris da Bahia abatesse o templo. Não há provas do suborno, é certo, mas o fato é que o arcebispo, em documento assinado por ele mesmo, deu a sua “inteira aquiescência”

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à obra destrutiva. A irritação anticlerical de Jorge Amado subiu então ao ponto de ele fazer o elogio dos “índios patriotas” que, nos primeiros dias coloniais, haviam realizado uma “experiência culinária” com o bispo Sardinha. Acrescentando ainda que, naquela década de 1930, baiano já não gostava de bispo nem como alimento. Antonio Risério, Uma história da cidade da Bahia. Adaptado.

O relato em evidência no texto expõe uma situação intrigante envolvendo Jorge Amado e uma autoridade clerical de nome não mencionado. Quanto à questão exposta no texto, percebe-se como válida a ideia de que o autor. a) Utiliza os vocábulos “aquiescência” e “anticlerical” como forma de demonstrar um uso linguístico condizente com o registro informal. b) Valeu-se de um fato histórico ao mencionar o caso do “bispo Sardinha” como forma de corroborar sua ira quanto ao arcebispo. c) Busca expor a reverência legítima de Jorge Amado e de todos os baianos quanto às autoridades clericais ao longo da história. d) Expõe Jorge Amado como defensor dos valores culturais e do patrimônio histórico do povo baiano assim como a imagem do arcebispo. e) Expõe a opinião de Jorge Amado no último período do texto como forma de relativizar a opinião de todo povo baiano quanto a bispos.


QUESTÃO 05

De acordo com a intencionalidade autoral de marcar um efeito de humor, foram usados propositadamente os advérbios de tempo fora do contexto lógico que a situação de diálogo exigiria. Percebe-se, quanto a isso, que as respostas dos dois interlocutores foram elaboradas com o intuito de. a) Satirizar o personagem que faz o pedido por este ser inconveniente. b) Ignorar o pedido feito com o intuito de retardar o diálogo. c) Ironizar a figura do personagem que faz as perguntas, já que não há disponibilidade de tempo evidente para que o diálogo ocorra. d) Ridicularizar a situação de diálogo pretendida, uma vez que inexiste motivo para que este ocorra. e) Não garantir a interação comunicativa imediata pretendida por um dos interlocutores. QUESTÃO 06 TEXTO 1 “O navio negreiro” Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras, moças... mas nuas, espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs. (Castro Alves)

TEXTO 2 “7” Eu não sou eu nem sou o outro, Sou qualquer coisa de intermédio: Pilar da ponte de tédio Que vai de mim para o Outro. (Mário de SáCarneiro)

TEXTO 3 “Os arredores florem” Os arredores florem: figos, nervos, libélulas a criarem nas águas os brevíssimos movimentos. (Paulo Roberto Sodré)

É muito comum, na dinâmica de expressividade dos textos literários – principalmente os poéticos – o uso recorrente linguagem metafórica que auxilie na construção de imagens e conceitos esperados. Nesse sentido, faz-se como legítimo apontar como válido o que se refere sobre um dos fragmentos acima em. a) No texto I, “O navio negreiro”, impacta pela narração imparcial da cena, em que se mostram crianças magras que mamam sangue das suas mães e também pelo quadro seguinte no qual outras mulheres se arrastam, melancólicas, em meio a “fantasmas”. b) Em II, sobressai a metáfora acerca da constituição da subjetividade, que envolve o “eu” e o “outro” (o “Outro), mostrando-se o eu-lírico um intermédio em relação a este, daí a figura da “ponte”. c) No fragmento III, Em “Os arredores florem”, destacase uma imagem paradoxal em relação aos elementos da natureza apresentados a seguir, servindo estes para atenuarem a intencionalidade pretendida. d) No fragmento I, a evocação feita aos “espectros” revela a visão objetiva da cena construída pelo eu-lírico, a fim de descrever o contexto acentuado de terror em que se encontram as mulheres retratadas. e) No texto II, O sujeito determina uma conceituação exata para todos os pronomes utilizados, embora ele se refira distintamente aos pronomes indefinidos “outro” e “Outros” indicando, portanto, sentidos diferentes. QUESTÃO 07 Gênesis Quando ele nasceu foi no sufoco Tinha uma vaca, um burro e um louco Que recebeu Seu Sete Quando ele nasceu foi de teimoso Com a manha e a baba do tinhoso Chovia canivete

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Quando ele nasceu nasceu de birra Barro ao invés de incenso e mirra Cordão cortado com gilete Quando ele nasceu sacaram o berro* Meteram faca, ergueram ferro Exu falou: ninguém se mete! Quando ele nasceu tomaram cana Um partideiro puxou samba Oxum falou: esse promete!

ALDIR BLANC In: FERRAZ, Eucanaã (org.). Veneno antimonotonia. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.

* berro – revólver Uma característica marcante do poema “Gênesis” é a simetria, que consiste na harmonia de certas combinações e proporções. Sobre um dos recursos postos em prática para o fim mencionado, é correto apontar: a) Recurso rítmico e sonoro próprio do estilo Clássico. b) O uso de versos livres, dando caráter de modernidade à elaboração. c) O uso de metáforas obscuras para retratar as figuras mencionadas. d) Repetição de mesma estrutura sintática no início de cada estrofe. e) Oposição semântica entre o título e as ideias expostas ao longo do poema.

QUESTÃO 08

Na elaboração do tipo de texto em evidência, é comum a presença do caráter crítico, fazendo com que os leitores (re)pensem atitudes, hábitos, pensamentos e convicções. Pode-se dizer que a mensagem do texto acima objetiva expor uma situação em que. a) b) c) d)

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Os homens vão perdendo paulatinamente seu lado humano. As pessoas demonstram resistência intelectual contra hábitos de consumo alienantes. Os indivíduos têm se colocado na condição de produto, num contexto em que deixam de ser apenas agentes do processo. Conduta e valores humanos são corrompidos por um

e)

sistema capitalista que relega muitos à miséria. Aparece em forma de contraste a riqueza do sistema capitalista e a pobreza de espírito das pessoas que são condicionadas pelas normas de consumo.


QUESTÃO 09 O parágrafo reproduzido abaixo introduz a crônica intitulada Tragédia concretista, de Luís Martins. poeta concretista acordou inspirado. Sonhara a noite toda com a namorada. E pensou: lábio, lábia. O lábio em que pensou era o da namorada, a lábia era a própria. Em todo o caso, na pior das hipóteses, já tinha um bom começo de poema. Todavia, cada vez mais obcecado pela lembrança daqueles lábios, achou que podia aproveitar a sua lábia e, provisoriamente desinteressado da poesia pura, resolveu telefonar à criatura amada, na esperança de maiores intimidades e vantagens. Até os poetas concretistas podem ser homens práticos. (Luís Martins, Tragédia concretista, em As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 132.)

O poeta concretista acordou inspirado. Sonhara a noite toda com a namorada. E pensou: lábio, lábia. O lábio em que pensou era o da namorada, a lábia era a própria. Em todo o caso, na pior das hipóteses, já tinha um bom começo de poema. Todavia, cada vez mais obcecado pela lembrança daqueles lábios, achou que podia aproveitar a sua lábia e, provisoriamente desinteressado da poesia pura, resolveu telefonar à criatura amada, na esperança de maiores intimidades e vantagens. Até os poetas concretistas podem ser homens práticos. (Luís Martins, Tragédia concretista, em As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 132.)

A partir da leitura do texto, tendo o uso vocabular como referência, é correto afirmar que a) Expressões do tipo “lábia” e “lábio” designam a modalidade formal do idioma, já que são empregados com a intenção de legitimar o discurso literário. b) A expressão “na pior das hipóteses” designa um contexto de consequência favorável ao eu-lírico em relação ao fato de a “namorada” certamente satisfazer o seu desejo amoroso. c) A expressão “cada vez mais” denota um sentido temporal específico, na medida em que estipula um limite da dinamicidade das ações que lhe dizem respeito. d) O uso do vocábulo “todavia” visa a justificar a ideia de resignação quanto ao fato de o poeta concretista possuir, pelo menos, um bom início de poema. e) O termo “lábio” designa cada parte externa do contorno da boca, e o seu feminino, “lábia”, está associado, na linguagem informal, à arte de iludir alguém com palavreado astucioso.

QUESTÃO 10 A propaganda a seguir explora a expressão idiomática ‘não leve gato por lebre’ para construir a imagem de seu produto: NÃO LEVE GATO POR LEBRE SÓ BOM BRIL É BOM BRIL Percebe-se que o mercado publicitário se vale de várias estratégias apara promover o que anuncia. Tendo como referência, no cotidiano, o reconhecimento de alguns utensílios domésticos e sua funcionalidade, percebe-se no texto acima: a) Substituição entre nomes a fim de facilitar a assimilação direta sobre o que se anuncia. b) Inadequação linguística por omitir fatos na leitura que ajudem na associação do produto mostrado. c) A falta de relação, por parte do autor, no anúncio, envolvendo os vocábulos “Bom Bril” e “lebre”. d) A valorização da imagem do vocábulo “gato” em detrimento da imagem a que se associa a palavra “lebre”. e) Antítese envolvendo “Bom Bril e “lebre” e “Bom Bril” e “gato”, o que valida a estratégia do anúncio.

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QUESTÃO 11

No gênero textual da tirinha, percebe-se o uso de recursos linguísticos verbais que, combinados à dinâmica das ações retratadas pelas imagens, leva o leitor a um entendimento pretendido pelo produtor. Quanto a isso, é válido dizer que, na tirinha em destaque, nota-se. a) Sentido objetivo na expressão “esse tal”. b) Uso de ironia no uso do vocábulo “belo”. c) Presença de sujeito elíptico na forma verbal “Dizem”. d) Uso da variedade padrão em “ter batido as botas”. e) Conjugação de um verbo regular em “tá”. QUESTÃO 12 Um músico ambulante toca sua sanfoninha no viaduto do Chá, em São Paulo. Chega o “rapa”* e o interrompe: — Você tem licença? — Não, senhor. — Então me acompanhe. QUESTÃO 13

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— Sim, senhor. E que música o senhor vai cantar? *rapa: carro de prefeitura municipal que conduz fiscais e policiais para apreender mercadorias de vendedores ambulantes não licenciados. Por extensão, o fiscal ou o policial do rapa. Sobre os elementos constitutivos do texto de ordem sintática e semântica, que fazem com que o texto produza um efeito de sentido, é pertinente afirmar que: a) A polissemia do verbo “acompanhar” instaura o humor da anedota. b) Há, no texto, a predominância do discurso indireto. c) O vocábulo “então” poderia ser substituído devidamente pela conjunção “todavia”. d) A fala do oficial do rapa é permeada de ironia. e) Percebe-se, claramente, a presença da metonímia na parte final do texto.


A tira trata de modo bem-humorado aspectos relativos à adolescência. Observando a parte verbal e a não verbal no texto acima, percebe-se, contextualmente, a intenção de se transmitir uma mensagem que legitime a criação do que se chama “kit básico de frases para sobreviver”... a) Por causa das dificuldades que o adolescente tem com imprevistos e frustrações como em situações que exijam que ele assuma seus erros, administre as perdas e as emoções. b) Para garantir que o jovem possa usufruir de sua fase com traquinagem, porém com respeito aos valores estabelecidos que assegurarão que este se torne uma QUESTÃO 14 “Os turistas que visitam as favelas do Rio se dizem transformados, capazes de dar valor ao que realmente importa”, observa a socióloga Bianca Freire-Medeiros, autora da pesquisa “Para ver os pobres: a construção da favela carioca como destino turístico”. “Ao mesmo tempo, as vantagens, os confortos e os benefícios do lar são reforçados por meio da exposição à diferença e à escassez. Em um interessante paradoxo, o contato em primeira mão com aqueles a quem vários bens de consumo ainda são inacessíveis garante aos turistas seu aperfeiçoamento como consumidores.” No geral, o turista é visto como rude, grosseiro, invasivo, pouco interessado na vida da comunidade, preferindo visitar o espaço como se visita um zoológico e decidido a gastar o mínimo e levar o máximo. Conforme relata um guia, “O turismo na favela é um pouco invasivo, sabe? Porque você anda naquelas ruelas apertadas e as pessoas deixam as janelas abertas. E tem turista que não tem ‘desconfiômetro’: mete o carão dentro da casa das pessoas! Isso é realmente desagradável. Já aconteceu com outro guia. A moradora estava cozinhando e o fogão dela era do lado da janelinha; o turista passou, meteu a mão pela janela e abriu a tampa da panela. Ela ficou uma fera. Aí bateu na mão dele.”

pessoa de bem. c) No momento em que as ações dos adolescentes deixam de possuir a inocência da infância e começam a ser permeadas de malícia, podendo levá-los a atitudes desvirtuadas. d) Com o objetivo de “blindar” todas as atitudes antissociais dos adolescentes, o que fará com que estes possam não sofrer punição alguma em situações em que deveriam ser advertidos. e) A fim de que as atitudes dos adolescentes possam ter amparo sócio-educativo, o que fará com que este cresça orientado pelas regras que o direcionam para o pleno desenvolvimento cognitivo. (Adaptado de Carlos Haag, Laje cheia de turista. Como funcionam os tours pelas favelas cariocas. Pesquisa FAPESP no. 165, 2009, p.90-93.)

Percebe-se, de acordo com o texto, a tentativa de exposição de um perfil do turista que visita a favela. Sobre os hábitos e costumes deste turista, a partir do relato e do testemunho de alguns moradores, é correto dizer que: a) O que faz com que o turista vá até a favela visitá-la é uma curiosidade em conhecer o exótico e desfazer todos os estereótipos que possui sobre o lugar e seus moradores. b) Ao afirmar que “os turistas se dizem transformados” a matéria deixa a entender quão negativa é a experiência de se visitar um lugar que não oferece o conforto esperado. c) Apesar do contato com indivíduos de classe social inferior, a experiência não faz com que o turista repense seus hábitos de consumo, o que é visto como paradoxo. d) A atitude do turista chamada de “invasiva” demonstra o respeito mútuo que há entre os visitantes e os moradores da favela, o que ajuda a entender a transformação positiva daquele ao ter o contato com a comunidade. e) O fragmento que diz “preferindo visitar o espaço como se visita um zoológico” demonstra uma tentativa do turista em desconstruir um estereótipo que carrega consigo quanto aos moradores da favela.

QUESTÃO 15

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Em toda mensagem há a predominância de algum tipo de finalidade comunicativa. No texto acima, tal fato é posto em prática com o intuito de promover um(a): a) Denúncia quanto aos maus tratos que pessoas com síndrome de Down estejam sofrendo na sociedade. b) Crítica legítima contra o preconceito e seus efeitos maléficos na sociedade. c) Pedido para que as pessoas possam tratar melhor os indivíduos que se enquadrem no perfil de minorias d) Trabalho científico que aponte as causa do preconceito contra portadores da síndrome de Down. e) Aceitação da diversidade com o pedido de que o receptor da mensagem possa aderir à campanha. QUESTÃO 16 A correção da língua é um artificialismo, continuei episcopalmente. O natural é a incorreção. Note que a gramática só se atreve a meter o bico quando escrevemos. Quando falamos, afasta-se para longe, de orelhas murchas. Monteiro Lobato, Prefácios e entrevistas.

No texto em destaque, Monteiro Lobato parte da hipótese de que, se a linguagem coloquial é desprovida de regras e a linguagem escrita é subordinada às regras da gramática normativa, “a correção da língua é um artificialismo”. Este raciocínio demonstra um embate de ordem linguística na medida em que expõe que... a) As variedades linguísticas deveriam coexistir. b) A norma culta possui uma importância superior em relação às outras normas. c) A expressividade dos falantes deve ser orientada unicamente pela fala. d) Há uma fronteira que separa a funcionalidade da língua formal e o registro oral. e) Afirmar que “a correção da língua é um artificialismo” significa, no contexto, atribuir-lhe valor. QUESTÃO 17

Nessa propaganda do dicionário Aurélio, a expressão “bom pra burro” é polissêmica, e remete a uma representação de dicionário, popularmente conhecido como “pai dos burros”. Essa representação, fugindo do contexto em que se encontra, é inadequada, pois as pessoas que buscam o dicionário para obter conhecimento

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sobre as palavras não são falhas de inteligência, ao contrário, revelam o bom senso e a inteligência de quem quer analisar as diversas interpretações a que a língua está sujeita. Porém, como se trata de uma construção de efeito, percebe-se que o seu autor buscou elaborar esta produção com o objetivo de mostrar que a) Por se valer de uma expressão esdrúxula, o texto em análise perde legitimidade social, passível de ser recriminado pelo equívoco. b) Existe ambiguidade na expressão “pra burro”, pois pode ser lida com o sentido de intensidade ou para estabelecer o complemento nominal de “bom”. c) A parte verbal poderia ser preterida no anúncio, haja vista a importância maior em se expor o produto a ser anunciado. d) Destaca-se na elaboração do anúncio o caráter referencial e informativo texto, acompanhado do uso da norma padrão na parte verbal. e) Percebe-se evidentemente uma tentativa de se legitimar a metalinguagem na produção do anúncio, em decorrência do objeto apresentado. QUESTÃO 18 Leia estas duas estrofes da conhecida canção “AsaBranca”, de Luís Gonzaga e Humberto Teixeira. Quando olhei a terra ardendo Qual fogueira de São João, Eu perguntei a Deus do céu, ai Por que tamanha judiação. Quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação, eu te asseguro, não chores não, viu, eu voltarei, viu, meu coração. Observando-se o papel que alguns elementos possuem no contexto de produção da letra da música em destaque, é correto afirmar que. a) A palavra “qual” é um pronome substantivo com o papel de interrogar algo no contexto em que se insere. b) Percebe-se, na elaboração da letra, o uso de versos livres, recurso comum às obras modernistas do período. c) Por transmitir sentimentos de forma original e concisa, a letra da música em destaque se aproxima da modalidade padrão do idioma. d) O termo “viu” é utilizado com a finalidade de chamar a atenção do receptor para se certificar que existe contato entre ambos. e) A representatividade cultural nordestina presente na letra da música faz com que haja nesta somente a metáfora enquanto figura de linguagem.


QUESTÃO 19

ser que, alguma vez, as paixões políticas dominassem nele a ponto de poupar nos uma ou outra correção. (...) Estendi-lhe a mão direita, depois a esquerda, e fui recebendo os bolos uns por cima dos outros, até completar doze, que me deixaram as palmas vermelhas e inchadas. Acabou, pregou-nos outro sermão. Chamou-nos sem vergonhas, desaforados, e jurou que, se repetíssemos o negócio, apanharíamos tal castigo que nos havíamos de lembrar para todo o sempre. Machado de Assis. Contos de escola. São Paulo: Cosac & Naify, 2002, p. 13 e 24.

Considerando o texto, extraído de Contos de Escola, e os diversos temas por ele suscitados, julgue os itens a seguir.

A partir da composição do anúncio, assinale a alternativa que faz a devida relação de sentido existente entre a imagem e o trecho “quem é e o que pensa”, que faz parte da mensagem verbal. a) Importância cultural do estado de São Paulo para a construção da identidade do povo brasileiro. b) Influência da cultura paulista no contexto cosmopolita em que se encontram seus moradores c) Singularidade de pensamento e personalidade de cada morador de São Paulo o qual, provavelmente, expressará as características positivas da cidade ao ser inquirido sobre o assunto. d) Deturpação dos valores locais, que faz com que apresentem os moradores de São Paulo como seres estereotipados. e) Reconhecimento dos hábitos urbanos que distingam o paulistano dos demais indivíduos do país. QUESTÃO 20 Na verdade, o mestre fitava-nos. Como era mais severo para o filho, buscava-o muitas vezes com os olhos, para trazê-lo mais aperreado. Mas nós também éramos finos, metemos o nariz no livro, e continuamos a ler. Afinal, cansou e tomou as folhas do dia, três ou quatro, que ele lia devagar, mastigando as ideias e as paixões. Não esqueçam que estávamos então no fim da Regência, e que era grande a agitação pública. Policarpo tinha, decerto, algum partido, mas nunca pude averiguar esse ponto. O pior que ele podia ter, para nós, era a palmatória. E essa lá estava, pendurada no portal da janela, à direita, com os seus cinco olhos do diabo. Era só levantar a mão, despendurá-la e brandi-la, com a força do costume, que não era pouca. E daí, pode

a) No trecho “Não esqueçam que estávamos então no fim da Regência”, o narrador dirige-se aos leitores, utilizando a linguagem em sua função fática, como evidencia o emprego do modo imperativo no início do período. b) O narrador menciona a imparcialidade política do mestre Policarpo ao se manter distante de qualquer partido. c) A relação entre a política e o castigo empregado pelo “mestre” é sublinhada com fina ironia pelo narrador, como se pode perceber no final do primeiro parágrafo. d) A palmatória é mostrada como instrumento necessário para a manutenção da ordem a ser estabelecida no ambiente de sala. e) Os contos machadianos são conhecidos pela fuga ao contexto histórico, como se a ação dos narradores fosse o único elemento da narrativa deveras significante. GABARITO 1- A 2- C 3- B 4- B 5- E 6- B 7- D 8- C 9- E 10- A 11- B 12- A 13- A 14- C 15- E 16- D 17- B 18- D 19- C 20- C

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SIMULADO DE SETEMBRO Questão 01 Não passa de asneira a recorrente ideia de que a corrupção é monopólio do governo, e a sociedade, sua vítima. A corrupção é, em larga medida, resultado de uma sociedade que não fiscaliza e, pior, em que alguns setores de elite são coniventes com as mais diferentes modalidades de mazelas, que vão de sonegar impostos até subornar o guarda. Estamos inventando até mesmo a fraude com doutorado. A Folha divulgou detalhes do mercado da venda de dissertações de mestrado e de doutorado, por valores altos. Podem-se encontrar os vendedores abertamente na internet, todos eles, claro, titulados. Mas a verdade é que, junto com seus clientes, eles participam de uma fraude. (Gilberto Dimenstein. Folha Online, 08/11/2005. Adaptado).

A partir da leitura do texto, percebe-se que o autor introduz sua abordagem crítica expondo uma ideia consensual na sociedade brasileira que: a) A ideia de que a responsabilidade pela corrupção deve ser imputada apenas aos governantes. b) A responsabilidade pela corrupção é exclusiva dos órgãos governamentais e todo cidadão comum é apenas uma vítima passiva. c) A sociedade como um todo é a principal culpada pela degeneração de ordem ética que aflige suas ações. d) Todas as instituições de ensino superior colaboram com a corrupção ao tolerarem o comércio ilegal de trabalhos acadêmicos. e) A falta de fiscalização popular e midiática causam os transtornos de ordem ética que o país enfrenta. Questão 02

novo texto de Jaguar AVANTE SELEÇÃO, é válido afirmar: a) Há uma tentativa de legitimar a propaganda governamental quanto à necessidade de alinhar o sucesso do futebol com o da economia local. b) Ocorre uma abordagem de ordem literária, para relacionar arte e conjuntura política. c) As imagens divergem por completo da mensagem poética de Drummond, já que se apresenta uma dicotomia envolvendo alegria e frustração. d) O texto discute a contradição entre a euforia pela vitória da seleção de futebol e a realidade política do país em 1970. e) As feições de pobreza dos personagens, a posição da bandeira brasileira e as condições sociais dos retratados buscam questionar o tom otimista dos versos do poeta. QUESTÃO 03 A resposta de qualquer pai ou mãe, questionado sobre o que deseja para os filhos, está sempre na ponta da língua: “Só quero que sejam felizes”. A frase não deixa dúvidas de que, numa sociedade moderna, livre de muitas das restrições morais e culturais do passado, a felicidade é vista como a maior realização de um indivíduo. Até governos nacionais se viram na obrigação de fazer algo a respeito. Neste ano, a China e o Reino Unido anunciaram a intenção de medir o grau de felicidade de seus habitantes. Os governantes, espera-se, querem o melhor para seu país, assim como os pais querem o melhor para seus filhos. Mas a ambição de sempre colocar um sorriso no rosto pode ter um efeito contrário. A pressão por ser feliz, condição nada fácil de ser definida, pode acabar reduzindo as chances de as pessoas viverem bem. “Quero que meus filhos sejam felizes, mas também que encontrem um propósito e conquistem seus objetivos”, diz o americano Martin Seligman, considerado o mestre da psicologia positiva. Depois de estudar a busca da felicidade por mais de 20 anos, ele afirma ser tolice elegê-la como a única ambição na vida. Ex-presidente da Associação Americana de Psicologia, professor da Universidade da Pensilvânia, pai de sete filhos e avô pela quarta vez, Seligman reviu suas teorias e concluiu que é preciso relativizar a importância das emoções positivas. “Perseguir apenas a felicidade é enganoso”, diz Seligman a ÉPOCA. Segundo ele, a felicidade pode tornar a vida um pouco mais agradável. E só. Em seu lugar, o ser humano deveria buscar um objetivo mais simples e fácil de ser contemplado: o bem-estar. (Letícia Sorg e Juliana Elias, revistaepoca.globo.com, 27.05.2011).

O texto expõe para o leitor, de maneira informativa, considerações a respeito do grau de felicidade que se espera das pessoas. Sobre isso, constata-se como legítimo no texto a ideia de que: Estabelecendo uma relação entre a linguagem não-verbal e o fragmento do poema "E agora, José?" de Carlos Drummond de Andrade, na construção de sentido desse

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a) Por poder se concretizar de diferentes maneiras, a busca pela felicidade pode ser algo ilusório, comprometendo a qualidade de vida das pessoas.


b) A preocupação anunciada inicialmente no texto mostrase legítima, ao longo da leitura, à medida que são apresentadas as teses dos especialistas citados. c) É mais fácil de se alcançar a felicidade numa sociedade moderna, por esta não possuir restrições morais que se refiram ao seu passado cultural. d) As bases ideológicas para se alcançar a felicidade se encontram mais evidentes na sociedade ocidental, haja vista maior preocupação desta em possuí-la. e) Encontrar um propósito de vida e alcançar objetivos – como defende um especialista citado – só se mostram como verdade válida, se o indivíduo perseguir arduamente a felicidade. Questão 04 Cada um dos grupos de manchetes acima reproduzidos, por ter sido escrito em épocas diferentes, caracteriza-se pelo uso reiterado de determinados recursos linguísticos.

A partir da análise dos fragmentos em evidência, pode-se considerar válido afirmar, estilisticamente, que: a) As manchetes jornalísticas do grupo I costumavam suprimir vírgulas, enquanto que, na segunda, prioriza-se a estrutura de voz passiva. b) Há, em ambos os grupos, uma tentativa de expor expressões explicativas internas, a fim de referenciarem contextualmente vocábulos já citados. c) Enquanto que as mensagens do Grupo I apresentam inversão de oração, dando destaque à ação, as do Grupo II, apresentando-se na ordem direta, enfatizam o agente e não a ação em si. d) Na última frase de cada grupo, acontece um respeito gramatical, principalmente, no que tange à regra que se ocupa do Adjunto Adverbial deslocado. e) Percebe-se evidentemente que os títulos das matérias de ambos os grupos se destacam pelo caráter precário de suas verdades. QUESTÃO 05 A Linguística moderna tem buscado explicar e compreender os vários fatos da língua, a fim de demonstrar a existência de diferentes tipos de variações existentes no idioma.

Tendo como referências a língua formal e a língua coloquial, é possível notar: a) Emprego linguístico convergente com a língua formal. b) Utilização escorreita dos recursos linguísticos. c) Falta de adequação à modalidade formal do idioma. d) Diferentes formas de elaboração linguística. e) Demonstração de uso de variedades urbanas. QUESTÃO 06 A crise da Europa é hoje o maior risco para a economia mundial, disse o secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América, referindo-se à tensão entre os bancos e os governos endividados. Disse, ainda, que a China e outros 1países emergentes com superávit nas contas têm espaço 5bastante para 2estimular o consumo interno, 3aumentar as importações e 4compensar a fraca demanda nas economias desenvolvidas. Para isso, os governos desses países deveriam deixar suas moedas valorizar-se. Em outras palavras, o câmbio subvalorizado da China resulta em valorização real das moedas de outros países emergentes, torna seus produtos mais caros e diminui seu poder de competição no comércio internacional. (Rolf Kuntz. O Estado de São Paulo, 25/9/2011).

Com referência às ideias do texto acima, aos temas a ele associados e às estruturas nele empregadas, é correto julgar como verdadeira a seguinte assertiva. a) Há, no texto, a defesa da ideia de que, somente com o apoio global, é possível superar momentos adversos na Economia de um país. b) No seguinte fragmento “Disse, ainda, que...”, há uma exemplificação de estrutura coordenada entre as orações. c) Qualquer esforço governamental na economia é capaz de alavancar os resultados esperados pelo setor industrial. d) Os verbos do último período: “resulta”, “torna” e “diminui” foram gramaticalmente mal empregados, pois não se respeitou a regra de concordância e regência verbal. e) No segundo período do texto, as estruturas oracionais com as formas infinitivas “estimular” (ref. 2), “aumentar” (ref. 3) e “compensar” (ref. 4) são demonstrações de emprego de paralelismo sintático.

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QUESTÃO 07 Observe o texto:

canção do estilo gravada pelo cantor. Xerêm partiu adolescente para Minas Gerais, formou dupla caipira e virou cantor de moda de viola. O diretor do Memorial Luiz Gonzaga de Recife, Mauro Alencar, ouviu pela primeira vez a música “Forró na roça” a pedido da reportagem do iG. Para ele, a canção só tem “forró” no título. “Isso não é forró nem baião. É música mineira, lembra o calango, ritmo mineiro dos ‘bão’”, ironiza. O estilo musical que se convencionou chamar forró sequer é considerado um gênero por muitos músicos. Segundo Mauro Alencar, a palavra seria uma corruptela de uma expressão lusitana: ‘forrobodó’, que quer dizer ‘baile popular’. O pesquisador explica que o ritmo a que atribuem o nome de forró é o baião, criado por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. (Daniel Aderaldo, www.ig.com.br. Adaptado).

O texto em destaque faz uso de marcas verbais que legitimam a função conativa ou apelativa da linguagem – a que busca convencer o receptor a agir de determinada forma. Levando-se em consideração a intencionalidade autoral bem como a função social empregada pelo veículo de comunicação em que foi exposta a matéria, é válido afirmar, sobre sua elaboração, que: a) As afirmações existentes apontam uma preocupação essencial do produtor em noticiar fatos, o que faz com que prevaleça o caráter informativo. b) Os subtítulos que introduzem os tópicos tematizados utilizam o modo imperativo, concedendo ao texto o sentido de sugestão, conselho e ordem. c) Ocorre o caráter subjetivo de elaboração, que parte do princípio de que uma mensagem é, fundamentalmente, o resultado de seu produtor. d) As ideias apresentadas obedecem a um princípio de elaboração centrada na preocupação exclusiva com o entendimento de sua mensagem por parte do receptor. e) As informações passadas se baseiam em aspectos meramente objetivos de elaboração, com o intuito de demonstrar isenção de juízo de valor, demostrando, assim, imparcialidade. QUESTÃO 08 Ceará tenta tirar de Pernambuco o título de “pai” do forró Pernambuco e Ceará sempre dividiram o título de precursor do ritmo que ficou conhecido popularmente como forró. O pernambucano de Exu, Luiz Gonzaga, e o cearense de Iguatu, Humberto Teixeira, foram autores de músicas que descreviam tanto a seca e a fome da região quanto as belezas do sertão nordestino. O clássico “Asa branca”, de autoria dos dois, representa bem isso. Agora, músicos cearenses atribuem esse pioneirismo a outro artista. O primeiro registro fonográfico de um forró teria sido feito por um violeiro. Em outubro de 1937, Xerêm gravou “Forró na roça”. Apesar de ser cearense, essa foi a única

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Os diferentes estilos musicais que existem na MPB apontam uma diversidade de criação e expressão próprias do país. Assim a investigação a que se propõe o texto em destaque abrange a origem de um dos ritmos mais conhecidos dos brasileiros: o Forró. A partir disso, percebe-se que, na tentativa de levantar uma polêmica a respeito da origem de tal estilo, o texto... a) tece considerações de ordem histórico-cultural b) expressa a insolubilidade em para a questão apresentada c) expõe a preocupação dos indivíduos em solucionar a polêmica levantada d) cria um contexto de embate social envolvendo dois estados da federação e) afasta-se da preocupação elementar de questionar a qualidade da produção musical QUESTÃO 09

A charge em evidência – como modalidade textual que mescla o fator humorístico com a reflexão crítica – é capaz de demonstrar uma mensagem bem ampla quanto a uma questão de ordem discriminatória e de denúncia sobre o papel executado por uma instituição. De acordo com essa


ótica e analisando o discurso dos personagens amparado pela imagem, é válido o que se diz em:

artística, é pertinente o que se diz como algo característico do cordel em:

a) Há um exagero nas falas dos personagens, o que as caracteriza como sensacionalistas. b) O policial acaba se tornando uma vítima do contexto, tanto quanto os personagens por ele reprimidos. c) O contexto das ações demonstra que a justiça é executada de forma equânime entre as diferentes classes. d) Os personagens são vítimas de preconceitos de ordem racial e social e os expressam em suas falas. e) A ação policial é condicionada por fatores externos que a direciona para uma exclusão social em que ele se torna o principal opressor.

a) Utilização de estrutura de produção rígida e formal. b) Valorização das ações firmes e refinadas por parte dos personagens. c) Apresentação de figuras que transcendem culturalmente o cenário nordestino. d) Forma poética rica em situações dramatúrgicas e linguagem imagética. e) Âmbito narrativo rigorosamente marcado pelas fronteiras de ordem temática.

QUESTÃO 10 Preste atenção por favor na história que vou contar ela explica o que é cordel grande manifestação popular.

QUESTÃO 11 Os enunciados abaixo são parte de uma peça publicitária que anuncia um carro produzido por uma conhecida montadora de automóveis.

(Paulo Araújo. Internet: <www.bibceuguarapiranga.blogs.com).

Manifestação popular caracterizada por poesias escritas em folhetos, a literatura de cordel originou-se na Europa em meados do século XII. Em Portugal, escritores amadores usavam cordões para pendurarem e divulgarem suas produções em lugares públicos. Com a vinda dos portugueses ao Brasil, a tradição de contar histórias disseminou-se pela região Nordeste, tornando-se um dos símbolos da cultura e memória nordestina. No início, como a maioria das pessoas não sabia ler e escrever, as poesias eram apenas decoradas e recitadas em feiras e praças. Mais tarde, passaram a ser impressas em folhetos, cujas capas eram ilustradas em xilogravura, e afirmaram-se como manifestação artística e popular nas décadas 60 e 70 do século passado. A importância do cordel não se limita à literatura. O cordel se expande como registro histórico da cultura nordestina, reverberando nas manifestações artísticas, tais como teatro, dança, cinema, música e artes visuais.

No

gênero do cordel, O contador de histórias tem a preocupação de trabalhar a afetividade, a emoção e o imaginário do ouvinte, desenvolvendo a narrativa com imagens, movimentos e sons, muitas vezes, através da improvisação. Tendo como referências o texto e as figuras acima, bem como o conhecimento acerca desta modalidade

(Adaptado de Superinteressante, jun. 2009, p. 9)

A menção à Organização Mundial da Saúde na peça publicitária é justificada pela apresentação de uma das características do produto anunciado. Sobre isso, é correto afirmar que o modo como a característica é apresentada sustenta a referência à Organização Mundial da Saúde, pois: a) Há uma relação de oposição entre as metas buscadas e as atitudes referentes a uma rotina de vida saudável. b) Ocorre uma utilização de expressões que relacionam, automaticamente, no imaginário do leitor, o setor automobilístico com a preservação da saúde. c) O carro é personificado através das características alusivas a cuidados com a saúde, que lhe são atribuídas pelas expressões “anda mais” e “bebe menos”. d) Alinha-se um discurso que relaciona, de maneira direta, preço a uma vantagem de caráter ambiental. e) O carro, por ser acessível ao bolso do comprador, também expõe o caráter de ordem ambiental e política. QUESTÃO 12 O que torna a tortura atraente é o fato de ela funcionar. O preso não quer falar, apanha e fala. É sobre essa simples constatação que se edifica a complexa justificativa da tortura pela funcionalidade. O que há de terrível nela é a sua verdade. O que há de perverso nessa verdade é o sistema lógico que nela se apoia valendo-se da compreensão, em um juízo aparentemente neutro, do conflito entre dois mundos: o do torturador e o de sua vítima.

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O poder absoluto que o torturador tem de infligir sofrimento à sua vítima transforma-se em elemento de controle sobre o seu corpo. No meio da selva amazônica, espancando um caboclo analfabeto que pedia ajuda divina para sustar os padecimentos, um torturador resumiria sua onipotência embutida: “Que Deus que nada, porque Deus aqui é nós mesmo”. A mente insubmissa torna-se vítima de sua carcaça, que é, a um só tempo, repasto do sofrimento e presa do inimigo. A dor destrói o mundo do torturado, ao mesmo tempo que lhe mostra outro, o do torturador, no qual não há sofrimento, mas o poder de criá-lo. Quando a vítima se submete, conclui-se um processo em que a confissão é um aspecto irrelevante. O preso, na sala de suplícios, troca seu mundo pelo do torturador. (Elio Gaspari. A ditadura escancarada. SP: Companhia das Letras, 02)

A abordagem temática do texto contempla uma análise social e psicológica do ato de tortura. Sobre as considerações expostas no texto, bem como o entendimento das ideias apontadas, é válido inferir que: a) No período “O preso não quer falar, apanha e fala”, não se estabelece relação de causa e efeito no nível sintático, nem se depreende tal relação no nível semântico. b) O texto utiliza exclusivamente expressões linguísticas que mantêm relação estreita com a modalidade formal do idioma, já que, por apresentar uma abordagem científica, vale-se também do registro técnico para isso. c) No contexto em destaque, envolvendo a imagem do torturador e do torturado, percebe-se papel equivalente de ambas as partes, no que se refere ao ato de colher a confissão espontânea do último. d) O mundo do torturado pode se encontrar num âmbito superior ao do torturador, na medida em que obscurece informações desejáveis que este busca colher diante da dor infligida àquele. e) O termo “tortura” designa qualquer ato pelo qual dores ou sofrimentos agudos, físicos ou mentais são infligidos intencionalmente a uma pessoa a fim de que ela ou uma terceira pessoa forneça informações ou faça confissões. QUESTÃO 13 O orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso próprio mérito; a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência do nosso próprio mérito para os outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana — vaidoso sem ser orgulhoso. É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso mérito para os outros, sem a consciência do nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse racional, não haveria explicação alguma. Contudo, o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a noção de efeito precede, na evolução da mente, a noção de causa interior desse mesmo efeito. O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em ação. (Fernando Pessoa, Da literatura europeia)

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Sobre as considerações feitas por Fernando Pessoa, percebe-se, em sua abordagem que: a) Faz parte da natureza humana esperar um lisonjeio que agrade mais o aspecto externo, em detrimento da consciência maior do estado interno. b) Orgulho e vaidade se encontram no mesmo patamar no que tange à análise do espírito humano. c) A consciência como ser falível e imperfeito causa no espírito humano a caraterística necessária para que este se afaste dos vícios da vaidade. d) Essência e aparência encontram-se tematizados no texto a fim de se expor a impossibilidade de diferenciá-las, já que o espírito humano mostra-se demasiadamente complexo. e) A vida interior sobressai a exterior, pois a noção de causa precede a de efeito, num contexto em que se busca valorizar mais a essência do que a aparência. QUESTÃO 14 O "POBREMA" É NOSSO Segundo Eliana Marquez Fonseca Fernandes, professora de Língua Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás, em se tratando de linguagem, não se pode falar em erro ou acerto, mas desvios à norma padrão. "O importante é estabelecer a comunicação. Para isso, usamos a língua em vários níveis, desde o supercuidado ou formal até o não-cuidado ou nãoformal." "A gramática tradicional diz que, quando se fala 'nóis vai, nóis foi', isso não é português. Mas é sim. Em outro nível. Estudos mais recentes na área dizem que tais formas de expressão são corretas. Censurar ou debochar de quem faz uso delas é discriminação linguística." Para a professora, o domínio da norma culta não deve ser exigido da população de modo geral, principalmente de pessoas que têm baixo grau de escolaridade. "Quem tem obrigação de saber o português formal, falar e escrever de acordo com as regras são os professores, os jornalistas, os acadêmicos", diz. (Diário da Manhã, Goiânia, 05.05.04. Adaptado.) O texto em destaque faz referência, em termos de abordagem, a uma questão pertencente ao ramo da sociolinguística – Ciência que estuda a relação entre a língua e a sociedade. É o estudo descritivo do efeito de qualquer e todos os aspectos da sociedade, incluindo as normas culturais, expectativas e contexto, na maneira como a linguagem é usada, e os efeitos do uso da linguagem na sociedade. Sobre a polêmica levantada quanto a esta temática, percebe-se por parte do autor: a) Indiferença quanto à obrigatoriedade de se pôr em prática, no âmbito social, o uso da modalidade formal do idioma. b) Defesa das variedades ditas informais expressas por falantes que são alvo de preconceito linguístico.


c) Entendimento que a modalidade formal do idioma deve estar sempre num patamar acima das demais a fim de se promover uma revolução educacional. d) Crítica social quanto à falta de atitude em se promover como legítima e necessária a modalidade informal do idioma. e) Indignação extrema quanto ao fato de não se incentivar o uso legítimo de variedades incultas no âmbito social.

TEXTO I

SIMULADO DE AGOSTO Um escritor que é lido nunca morre

Estou aqui escrevinhando, e acabo de receber a tristíssima notícia de que o grande Ariano Suassuna faleceu no Recife. Na última sexta-feira, acordei com a notícia da morte

QUESTÃO 15

de João Ubaldo Ribeiro. Ele foi um dos autores que me ensinou a sonhar, e o tanto que ri e me emocionei nos seus livros… Bem, fica difícil descrever. Aquele tijolo amarelo, Viva o povo brasileiro, me acompanha para onde vou, caso eu tenha de ficar mais do que uns meses num lugar. E, quando uma das minhas grandes amigas foi viver nos EUA, o que eu dei pra ela levar, como amuleto e lembrança, foi esse romance do Ubaldo. Gosto de folheálo a esmo, e sempre saio desses passeios com uma alegria na alma…. Ainda lembro de ver o Ubaldo, certa manhã, no seu boteco preferido, jogando conversa fora, de bermuda e chinelos, e que vontade tive eu de ir lá e darlhe um abraço ─ mas a timidez me fez atravessar a rua ─ e me mandar logo dali, afastando a mundana tentação de ficar mirando de longe um dos meus escritores preferidos

Toda charge possui um aspecto de questionamento social, a fim, de maneira humorística, impactar o leitor, apresentando-lhe um caráter crítico, capaz de desequilibrálo intelectualmente a respeito de diferentes tipos de temas. A partir da visualização da charge acima, constata-se como mensagem crítica o que se diz em: a) O texto, ao opor dois modelos de favelas, marca, de maneira idêntica, a dinâmica de vida dos moradores de um e outro. b) As unidades de polícia pacificadora, graças à imposição do estado pela força, mostra-se como modelo mais eficiente de segurança. c) A unidade de pacificação definitiva mostra-se, para o autor, como modelo utópico de desenvolvimento e paz social. d) Só haverá pacificação em favelas e áreas de risco, se as polícias civil e militar permanecerem nas comunidades. e) O trabalho policial não é única forma de se combater efetivamente as causas dos atos de violência na sociedade.

tomar uma cerveja com seus amigos. No sábado, foi a vez de Rubem Alves. Que delicadeza tão azul eu levava de cada um dos seus poemas e textos ─ Rubem Alves fará muita falta neste mundo de agudezas e virulências. Foi duro de aguentar aquela notícia, ainda mais uma em cima da outra. Então eis que Ariano Suassuna não deixou por menos e teve um AVC. Assim não vale, Ariano! Ainda me lembro de antigas tardes sob o sol invernal, lendo as fabulosas histórias do Suassuna, sentada no terraço da velha casa dos meus pais, e pensando na magia que ele tinha no dom de criar ─ era um lorde, um gênio das palavras, o grande contador do Brasil. E tudo isso ─ todas essas tristezas em série ─ me lembram uma história: muito anos atrás, comprei numa lojinha no Rio três miniaturas de escritores que eu admirava: Vinicius de Moraes, Jorge Amado e João Ubaldo. A miniatura do Vinicius foi a primeira a sumir, inexplicavelmente. A do Jorge Amado, numa tarde, anos depois, espatifou-se em mil pedaços no chão por causa de

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um vento encanado. No dia seguinte a esse acidente veio a notícia de que Amado tinha morrido. Nunca me esqueci da estranha coincidência e guardei o boneco do João Ubaldo com redobrado zelo, bem longe dos meus meninos sapecas e dos ventos inesperados que costumam varrer este meu apartamento ─ e o boneco ainda está ali no seu honroso lugar. Mas João Ubaldo já se foi (e muito bem acompanhado). Ficarão todos para sempre, eternizados naquilo que tinham de mais grandioso ─ a palavra. LETICIA WIERZCHOWSKI é autora de Sal, primeiro romance nacional publicado pela Intrínseca, e assina uma coluna aqui no Blog. Fonte: http://www.intrinseca.com.br/blog/2014/07/um-escritor-que-elido-nunca-morre/

1- Sobre o texto é correto afirmar que: a) Há uma sensação de pesar perpétuo da articulista, haja vista a qualidade insubstituível da obra dos autores que se foram. b) A perda de alguns dos cânones da literatura brasileira empobrece o espírito criativo dos demais autores na medida em que desaparece a referência de produção. c) A Literatura Brasileira fica mais triste com a perda de seus grandes autores, pois sua qualidade tende sempre ao empobrecimento de criação. d) A infeliz coincidência da perda de grandes nomes da literatura sobreleva o sentimento da articulista permeado de saudosismo. e) Obras de grande valor literário tendem a cair no ostracismo do gosto popular com a morte de seus autores ao longo dos anos. 2- Sobre o título e os parágrafos do texto, é correto o que se diz em: a) O título do texto demonstra o perecimento absoluto de grandes autores no que se refere ao imaginário popular. b) O primeiro parágrafo expressa de maneira clara que, embora tenha morrido fisicamente, Ariano Suassuna perpetuar-se-á no gosto literário local por muitos anos. c) No segundo parágrafo, a menção feita a João Ubaldo atenua o aspecto argumentativo de pesar sobre a morte de autores da literatura local. d) No terceiro parágrafo, a expressão “Assim não vale, Ariano!” apresenta, indiretamente, maior pesar pela perda deste do que a de Rubem Alves.

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e) No quarto parágrafo, ocorre uma metáfora que se revela frustrante na tentativa de conservar a existência dos autores de maneira indeterminada. 3- Um fragmento do texto que é capaz de justificar a ideia da articulista expressa no título é: a) “E, quando uma das minhas grandes amigas foi viver nos EUA, o que eu dei pra ela levar, como amuleto e lembrança, foi esse romance do Ubaldo.” – 2º parágrafo b) “Que delicadeza tão azul eu levava de cada um dos seus poemas e textos...” – 3º parágrafo c) “Ainda me lembro de antigas tardes sob o sol invernal, lendo as fabulosas histórias do Suassuna...” – 3º parágrafo d) “... muito anos atrás, comprei numa lojinha no Rio três miniaturas de escritores que eu admirava: Vinicius de Moraes, Jorge Amado e João Ubaldo.” – 4º parágrafo e) “Ficarão todos para sempre, eternizados naquilo que tinham de mais grandioso ─ a palavra.” – 4º parágrafo 4- Marque a alternativa que não apresenta em destaque no texto um termo de valor apositivo (as alternativas em análise a seguir encontram-se devidamente destacadas no texto I). a) Aquele tijolo amarelo, Viva o povo brasileiro, me acompanha para onde vou... – 2º parágrafo b) Então eis que Ariano Suassuna não deixou por menos e teve um AVC. Assim não vale, Ariano! – 3º parágrafo c) ...me lembram uma história: muito anos atrás, comprei numa lojinha no Rio três miniaturas de escritores que eu admirava – 4º parágrafo d) muito anos atrás, comprei numa lojinha no Rio três miniaturas de escritores que eu admirava: Vinicius de Moraes, Jorge Amado e João Ubaldo. – 4º parágrafo e) Ficarão todos para sempre, eternizados naquilo que tinham de mais grandioso ─ a palavra. TEXTO II O texto de Carlos Drummond de Andrade a seguir (escrito no caderno de Esportes do "Jornal do Brasil" em 7 de julho de 1982) foi providencialmente adaptado (em itálico e negrito) pela blogueira Kika Castro na sua página da internet: www.otempo.com.br em 13/07/2014 às 11:30 "Perder, Ganhar, Viver Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes


eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia da suicida do Nepal e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada da presidente, que se preparava, como torcedora número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmulas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo pela sexta vez, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas… Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pósvoluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade atuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo. Certamente, fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas será suficiente fazer tudo, e exigir da sorte um resultado infalível? Não é mais sensato atribuir ao acaso, ao imponderável, até mesmo ao absurdo, um poder de transformação das coisas, capaz de anular os cálculos mais científicos? Se a Seleção jogasse dentro do Brasil, apenas para pegar o caneco, como propriedade exclusiva e inalienável do país, que mérito haveria nisso? Na realidade, nós jogamos aqui pelo gosto do incerto, do difícil, da fantasia e do risco, e não para recolher um objeto roubado. A verdade é que não estamos de mãos vazias porque não ganhamos a taça. Ganhamos alguma coisa boa e palpável, conquista da necessidade de renovação. Suplantamos

quatro seleções igualmente ambiciosas e perdemos para a quinta. A Alemanha não tinha obrigação de perder para o nosso time, nas condições em que ele está. [Frase cortada] Paciência, não vamos transformar em desastre nacional o que foi apenas uma experiência, como tantas outras, da volubilidade das coisas. Perdendo, após o emocionalismo das lágrimas, readquirimos ou adquirimos, na maioria das cabeças, o senso da moderação, do real contraditório, mas rico de possibilidades, a verdadeira dimensão da vida. Não somos invencíveis. Também não somos uns pobres diabos que jamais atingirão a grandeza, este valor tão relativo, com tendência a evaporar-se. Eu gostaria de passar a mão na cabeça de Felipão e de seus jogadores, reservas e reservas de reservas, como São Victor, o craque não utilizado, e dizer-lhes, com esse gesto, o que em palavras seria enfático e meio bobo. Mas o gesto vale por tudo, e bem o compreendemos em sua doçura solidária. Ora, o Felipão! Ora, os atletas! Ora, a sorte! A Copa do Mundo de 2014 acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos. E agora, amigos torcedores, que tal a gente começar a trabalhar, que o ano já está na segunda metade?" Fonte: http://kikacastro.com.br/2014/07/13/o-fim-da-copa-do-mundo-a-vida-emcirculos-e-a-cronica-de-drummond/

5- A informação fornecida antes da leitura do texto II faz com que, em relação às ideias apresentadas, o texto de Drummond tenha sofrido um aspecto de: a) Plágio literário, com apropriação distorcida das ideias de Drummond. b) Quebra da crítica autoral, com alterações profundas no aspecto formal. c) Tom paródico com adaptação contextual e preservação do caráter crítico. d) Paráfrase das ideias do autor com mudança significativa na sua elaboração. e) Abrandamento do caráter crítico do original em relação ao texto alterado. 6- Sobre as ideias apresentadas no texto, apesar das mudanças feitas pela blogueira Kika Castro, percebe-se como correto o que se afirma em: a) O texto aponta para o leitor que as desilusões futebolísticas não merecem ser dimensionadas a ponto de prejudicar-lhe a vivência cotidiana. b) Ocorre uma alteração radical das ideias de Drummond a ponto de sua análise inicial sobre a realidade se tornar irreconhecível. c) A reescrita em evidência buscou a preservação da estrutura textual, porém com uma ruptura das ideias defendidas por Drummond quando tematiza a respeito do futebol.

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d) Tematicamente, há um grande distanciamento entre as derrotas relacionadas na reescrita do texto, já que cada uma delas se insere num recorte espaço-temporal diferente. e) Há no texto a defesa do ponto de vista que o imaginário popular pode ser profundamente abalado pelas derrotas que acontecem durante a copa do mundo. TEXTO III Tirei a carteira, escolhi uma nota de cinco mil-réis, – a menos limpa, – e dei-lha [a Quincas Borba]. Ele recebeuma com os olhos cintilantes de cobiça. Levantou a nota ao ar, e agitou-a entusiasmado. — In hoc signo vinces!* bradou. E depois beijou-a, com muitos ademanes de ternura, e tão ruidosa expansão, que me produziu um sentimento misto de nojo e lástima. Ele, que era arguto, entendeu-me; ficou sério, grotescamente sério, e pediu-me desculpa da alegria, dizendo que era alegria de pobre que não via, desde muitos anos, uma nota de cinco mil-réis. — Pois está em suas mãos ver outras muitas, disse eu. — Sim? acudiu ele, dando um bote para mim. — Trabalhando, concluí eu. * “In hoc signo vinces!”: citação em latim que significa “Com este sinal vencerás” (frase que teria aparecido no céu, junto de uma cruz, ao imperador Constantino, antes de uma batalha). Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.

7- Tendo em vista a autobiografia de Brás Cubas e as considerações que, ao longo de suas Memórias póstumas, ele tece a respeito do tema do trabalho, é pertinente afirmar que: a) O conselho de Brás Cubas demonstra preocupação verídica quanto à situação do seu interlocutor, já que se constitui como personagem idealizado na trama. b) A ação demonstra a coerência das ações do personagem que é destituído de qualquer interesse social. c) Faz-se uma análise idealizada do trabalho como forma honrosa de se livrar da degradação moral que o estado de pobreza transmite no ser humano. d) A atitude executada por Brás Cubas demonstra o típico herói da literatura, por demonstrar benevolência e compaixão quanto à situação de terceiros. e) Utiliza o conselho dado a Quincas Borba como conveniência para se livrar deste na situação, já que o próprio protagonista nunca recorreu a tal prática de sobrevivência. Leia estes trechos, a fim de responder à questão 8 que segue: TRECHO 1 Ouvimos o ferrolho da porta que dava para o corredor interno; era a mãe que abria Eu, uma vez que digo tudo, digo aqui que não tive tempo de soltar as mãos da minha amiga...

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MACHADO DE ASSIS, J. M. Dom Casmurro. São Paulo: Globo. 1997. p. 67. TRECHO 2 Fomos jantar com a minha velha. Já lhe podia chamar assim, posto que os seus cabelos brancos não o fossem todos nem totalmente; e o rosto estivesse comparativamente fresco... MACHADO DE ASSIS. J. M. Dom Casmurro, São Paulo: Globo, 1997. p.165.

8- Pode-se dizer que os elementos de coesão em destaque nos dois fragmentos expressam respectivamente ideias de: a) Explicação e Causa b) Causa e Concessão c) Causa e Explicação d) Conformidade e Condição e) Explicação e Proporção Leia o trecho a seguir, a fim de responder à questão 9 que segue: O emplasto Um dia de manhã, estando a passear na chácara, pendurou-se-me uma ideia no trapézio que eu tinha no cérebro. Uma vez pendurada, entrou a bracejar, a pernear, a fazer as mais 1arrojadas cambalhotas. Eu deixei-me estar a contemplá-la. Súbito, deu um grande salto, estendeu os braços e as pernas, 4até tomar a forma de um X: deciframe ou devoro-te. Essa ideia era nada menos que a invenção de um medicamento sublime, um emplasto anti-hipocondríaco, destinado a aliviar a nossa melancólica humanidade. 3

Na petição de privilégio que então redigi, chamei a atenção do governo para esse resultado, verdadeiramente cristão. Todavia, não neguei aos amigos as vantagens pecuniárias que deviam resultar da distribuição de um produto de tamanhos e tão profundos efeitos. Agora, porém, que estou cá do outro lado da vida, posso confessar 7tudo: o que me influiu principalmente foi o gosto de 9ver impressas nos jornais, mostradores, folhetos, esquinas e, enfim, nas caixinhas do remédio, 8 estas três palavras: Emplasto Brás Cubas. Para que negá-lo? Eu tinha a paixão do arruído, do cartaz, do foguete de lágrimas. Talvez os 11modestos me arguam esse defeito; fio, porém, que esse talento me 10hão de reconhecer os 12hábeis. Assim, 5a minha ideia trazia duas faces, como as medalhas, uma virada para o público, outra para mim. De um lado, filantropia e lucro; de outro, 2 sede de nomeada. Digamos: — amor da glória. Um tio meu, cônego de prebenda inteira, costumava dizer que o amor da glória temporal era a perdição das almas, que só devem cobiçar a glória eterna. 13Ao que 6


retorquia outro tio, oficial de um dos antigos terços de infantaria, que o amor da glória era a coisa mais verdadeiramente humana que há no homem e, consequentemente, a sua mais genuína feição. Decida o leitor entre o militar e o cônego; eu volto ao emplasto. Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. Obra completa, v. I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992, p. 514-5 (com adaptações).

9- Com relação ao texto acima, à obra Memórias Póstumas de Brás Cubas e a aspectos por eles suscitados, julgue os itens subsequentes. a) O compromisso do narrador com a verdade dos fatos, honestidade decorrente da vida além-túmulo, e o seu interesse pela ciência e pela filosofia aproximam a narrativa de Memórias Póstumas de Brás Cubas da forma de narrar do Naturalismo, ou seja, da descrição objetiva da realidade. b) O termo “tudo” (ref. 7) especifica e resume as ideias evocadas na estrutura após o sinal de dois-pontos. c) O termo “estas três palavras” (ref. 8) é complemento direto de “ver” (ref. 9) e sintetiza o termo coordenado que antecede essa expressão. d) As “arrojadas cambalhotas” (ref. 1) da ideia inventiva de Brás Cubas relacionam-se à forma como Machado de Assis compôs esse romance, no qual o narrador intercala a narrativa de suas memórias com divagações acerca de temas diversos, o que produz constante vaivém na condução do enredo. e) Em “hão de reconhecer” (ref. 10), o verbo auxiliar denota tempo futuro e de obrigatoriedade de ação, o que ratifica, no nível estrutural, a oposição postulada pelo autor entre “modestos” (ref. 11) e “hábeis” (ref. 12). 10- Examine a tirinha a seguir e assinale a alternativa pertinente quanto à sua interpretação.

a) O texto em destaque é desprovido de qualquer caráter crítico em relação à realidade a que se refere. b) A tirinha em destaque se preocupa fundamentalmente com o caráter ideológico e social do papel da mídia televisiva. c) Causa o humor no texto a troca de sentido feita pela personagem Mafalda quanto à polissemia concernente ao vocábulo “veículo”. d) O uso do vocábulo “cultura” é convergente com a ideia transmitida pelas onomatopeias “BANG” e “AUGH” do segundo quadrinho. e) O texto em evidência é uma clara demonstração de defesa dos valores televisivos no que se refere a seu papel como instituição social. GABARITO 1- D 2- E 3- E 4- B 5- C 6- A 7- E 8- B 9- D 10- C

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QUESTÃO 1 Nelson Rodrigues

Complexo de vira-latas

Eis a verdade, amigos: — desde 50 que o nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo. A derrota frente aos uruguaios, na última batalha, ainda faz sofrer, na cara e na alma, qualquer brasileiro. Foi uma humilhação nacional que nada, absolutamente nada, pode curar. Dizem que tudo passa, mas eu vos digo: menos a dor-decotovelo que nos ficou dos 2 x 1. E custa crer que um escore tão pequeno possa causar uma dor tão grande. O tempo passou em vão sobre a derrota. Dir-se-ia que foi ontem, e não há oito anos, que, aos berros, Obdulio arrancou, de nós, o título. Eu disse “arrancou” como poderia dizer: “extraiu” de nós o título como se fosse um dente. (...) A pura, a santa verdade é a seguinte: — qualquer jogador brasileiro, quando se desamarra de suas inibições e se põe em estado de graça, é algo de único em matéria de fantasia, de improvisação, de invenção. Em suma: — temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossas qualidades. Quero aludir ao que eu poderia chamar de “com plexo de vira-latas”. Estou a imaginar o espanto do leitor: — “O que vem a ser isso?” Eu explico. Por “complexo de vira-latas” entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores e, sobretudo, no futebol. Dizer que nós nos julgamos “os maiores” é uma cínica inverdade. Em Wembley, por que perdemos? Por que, diante do quadro inglês, louro e sardento, a equipe brasileira ganiu de humildade. Jamais foi tão evidente e, eu diria mesmo, espetacular o nosso viralatismo. Na já citada vergonha de 50, éramos superiores aos adversários. Além disso, levávamos a vantagem do empate. Pois bem: — e perdemos da maneira mais abjeta. Por um motivo muito simples: — porque Obdulio nos tratou a pontapés, como se vira-latas fôssemos. Eu vos digo: — o problema do escrete não é mais de futebol, nem de técnica, nem de tática. Absolutamente. É um problema de fé em si mesmo. O brasileiro precisa se convencer de que não é um viralatas e que tem futebol para dar e vender, lá na Suécia. SIMIULADO DE JULHO

(Texto editado na revista Manchete esportiva, a 31 de maio de 1958, e republicado em À sombra das chuteiras imortais - crônicas de futebol – organização de Ruy Castro para a Cia. das Letras, São Paulo, 1993 – . Tratase da última crônica antes da estreia do Brasil na Copa de 1958, que, como se sabe, foi a primeira vencida pela Seleção brasileira.) Nelson Falcão Rodrigues foi um jornalista e escritor brasileiro, tido como o mais influente dramaturgo do Brasil. Nascido no Recife, Pernambuco, mudou-se em

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1916 para a cidade do Rio de Janeiro. Em 1962, começou a escrever crônicas esportivas, deixando transparecer toda a sua paixão por futebol. Sobre o trecho da crônica em destaque acima, é correto dizer. a) Demonstra principalmente seu ufanismo ao abordar as qualidades dos brasileiros. b) Aponta a derrota na copa de 1950 como fator psicológico insuperável, o que prejudica as ações do povo brasileiro em todos os setores. c) Considera as derrotas no futebol como causas de todos os fracassos brasileiros nas demais áreas, especialmente na política. d) Toma uma desilusão no futebol como referência argumentativa para se queixar do pessimismo que afeta a autoestima do brasileiro, sobretudo no futebol. e) Vê os estrangeiros como grandes culpados por estigmatizarem o povo brasileiro como “vira-lata”, em contraposição às incontestáveis vitórias do Brasil no futebol. QUESTÃO 2 PRA FRENTE BRASIL Miguel Gustavo Noventa milhões em ação Pra frente Brasil, no meu coração Todos juntos, vamos pra frente Brasil Salve a seleção!!! De repente é aquela corrente pra frente, parece que todo o Brasil deu a mão! Todos ligados na mesma emoção, tudo é um só coração! Todos juntos vamos pra frente Brasil! Salve a seleção! Todos juntos vamos pra frente Brasil! Salve a seleção! Somos milhões em ação Pra frente Brasil, no meu coração Todos juntos, vamos pra frente Brasil Salve a seleção!!! De repente é aquela corrente pra frente, parece que todo o Brasil deu a mão! Todos ligados na mesma emoção, tudo é um só coração! Todos juntos vamos pra frente Brasil, Brasil! Salve a seleção! Todos juntos vamos pra frente Brasil, Brasil!

Salve a seleção! Salve a seleção! Link: http://www.vagalume.com.br/os-incriveis/pra-frentebrasil.html#ixzz33Kv0Foae

“Pra frente Brasil” foi uma canção composta por Miguel Gustavo para inspirar a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970. Foi cantada pelo país na euforia ufanista gerada pela primeira transmissão ao vivo de uma Copa, e tornou-se hino desta edição para os brasileiros. A partir da leitura da letra acima e do reconhecimento desta como “testemunha” de um fato histórico brasileiro, é legítimo afirmar sobre sua importância que... a) Busca fundamentalmente engrandecer a figura da seleção brasileira, a fim de motivar os atletas e os torcedores para a copa do mundo. b) Engrandece a imagem da seleção brasileira como único elemento capaz de proporcionar alegria e satisfação ao povo. c) Serve como elemento de elevação da autoestima do povo brasileiro, afetado por diversas crises econômicas e instabilidade política. d) Representa mais um episódio de frustração quanto ao desempenho do país, tanto no campo esportivo como político. e) Extrapola o aspecto esportivo, servindo também de motivação política por parte dos setores dirigentes brasileiros da época, que se apropriaram da imagem vitoriosa da seleção brasileira. QUESTÃO 3

Sobre os recursos verbais e não-verbais utilizados na charge acima para construir seu aspecto crítico, é correto dizer que há a) Sentido literal em relação às marcas linguísticas utilizadas.

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b) Uso de polissemia quanto à imagem do “dinheiro” e do vocábulo “laranjas” em relação aos personagens. c) Uma demonstração didática e positiva quanto à administração pública. d) Ausência de “camaradagem” entre os colegas, graças ao sentido obscuro por parte do uso das palavras. e) Discurso desprovido de interpretação que indigne o leitor, graças à certeza de impunidade que motiva os personagens. QUESTÃO 4 Alexandre Garcia: 'Brasil vence um triste campeonato: o do crime' Edição do dia 26/06/2014 São 150 carros roubados por dia em São Paulo. É um número assustador, um carro a cada 10 minutos. Não bastasse o trânsito complicado, o motorista tem que ficar alerta com para não ser a próxima vítima. Isso é insegurança, não é sensação. A sensação é o Brasil estar vencendo um triste campeonato mundial: o do crime. Porque também temos por dia, em média, mais de 150 homicídios. E, como vimos, às vezes há roubo de carro com homicídio, e por motivo fútil, apenas porque voltou e olhou para o bandido. A vida e a propriedade carecem da proteção, que é um dever do Estado. A Constituição diz que segurança pública é um dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. E a gente sente que esses são direitos humanos absolutos desrespeitados no Brasil: vida e propriedade. Nós ouvimos o secretário de Segurança tentar justificar que não é só São Paulo; que o Brasil é assim. Outras autoridades vão além: alegam que o mundo é assim. Pois não é. Basta comparar números da ONU. E o que fazer, já que a responsabilidade também é de todos? Como a gente pode se defender se as autoridades nos ensinam a não nos defendermos? E, com isso, encorajam os bandidos, que vão confiantes de não enfrentar reação. Os brasileiros estão indo, cada vez mais, para os Estados Unidos. E descobrem que por lá a polícia aparece de repente, parece que estava invisível e se materializa por mágica quando acontece alguma coisa. É a presença na rua. Aqui, em acontecimentos internacionais, somos capazes de dar segurança aos eventos. Por que não segurança todos os dias e noites a todos os cidadãos que pagam impostos e têm o poder do voto? Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2014/06/alexandre-garcia-brasil-venceum-triste-campeonato-o-do-crime.html

A partir da leitura feita, assinale a alternativa em que se apresenta como incorreta a afirmação a respeito de um dos vocábulos que se encontram em destaque ao longo do texto.

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a) O vocábulo “sensação” apresenta no contexto sentido equivalente ao do vocábulo “insegurança”. b) O uso da palavra “campeonato” alude indiretamente à copa do mundo, representada no final do texto como “acontecimentos internacionais”, a fim de realçar a crítica num âmbito em que também o Brasil se destaca. c) Ao fazer uso da palavra “propriedade”, o autor se refere aos pertences e bens dos contribuintes sujeitos a furtos e assaltos. d) O sentido da palavra “todos” abrange um aspecto geral de cidadania que inclui, neste contexto, a responsabilidade do leitor. e) A utilização da palavra “presença” se refere contextualmente a um exemplo de bom trabalho da instituição policial que o autor espera ver no país. QUESTÃO 5 TENHO PENA DOS ASTRÔNOMOS. Eles podem ver os objetos de sua afeição – estrelas, galáxias, quasares – apenas remotamente: na forma de imagens e telas de computador ou como ondas luminosas projetadas de espectrógrafos antipáticos. Mas, muitos de nós, que estudam planetas e asteroides, podem acariciar blocos de nossos amados corpos celestes e induzi-los a revelar seus mais íntimos segredos. Quando eu era aluno de graduação em astronomia, passei muitas noites geladas observando por telescópios aglomerados de estrelas e nebulosas e posso garantir que tocar um fragmento de asteroide é mais gratificante emocionalmente: eles oferecem uma conexão tangível com o que, de outra forma, pareceria distante e abstrato. Os fragmentos de asteroides que mais me fascinam são os condritos. Esses meteoritos, que compõem mais de 80% dos que se precipitam do espaço, derivam seu nome dos côndrulos que praticamente todos contêm - minúsculas esferas de material fundido, muitas vezes menores do que um grão de arroz. (...) Quando examinamos finas fatias de condritos sob um microscópio, ficamos sensibilizados da mesma maneira como quando contemplamos pinturas de Wassily Kandinsky e outros artistas abstratos. (Alan E. Rubin*, Segredos dos meteoritos primitivos. Scientific American Brasil. março 2013, p. 49.)

* Alan E. Rubin é geofísico e leciona na Universidade da Califórnia. Esse trecho, que introduz um artigo científico sobre meteoritos primitivos, apresenta um estilo pouco usual nessa espécie de texto em algumas partes. Partindo desta observação, assinale a alternativa que apresente um fragmento que foge do uso da modalidade formal da língua. a) Eles podem ver os objetos de sua afeição – estrelas, galáxias, quasares – apenas remotamente...


b) ...na forma de imagens e telas de computador ou como ondas luminosas... c) Mas, muitos de nós (...) podem acariciar blocos de nossos amados corpos celestes... d) ...eles oferecem uma conexão tangível com o que, de outra forma, pareceria distante e abstrato. e) Esses meteoritos, que compõem mais de 80% dos que se precipitam do espaço, derivam seu nome dos côndrulos... QUESTÃO 6 Na mídia em geral, nos discursos, em mensagens publicitárias, na fala de diferentes atores sociais, enfim, nos diversos contextos em que a comunicação se faz presente, deparamo-nos repetidas vezes com a palavra cidadania. Esse largo uso, porém, não torna seu significado evidente. Ao contrário, o fato de admitir vários empregos deprecia seu valor conceitual, isto é, sua capacidade de nos fazer compreender certa ordem de eventos. Assim, pode-se dizer que, contemporaneamente, a palavra cidadania atende bastante bem a um dos usos possíveis da linguagem, a comunicação, mas caminha em sentido inverso quando se trata da cognição, do uso cognitivo da linguagem. Por que, então, a palavra cidadania é constantemente evocada, se o seu significado é tão pouco esclarecido? Maria Alice Rezende de Carvalho, Cidadania e direitos.

QUESTÃO 7 Define-se geometricamente a razão áurea do seguinte modo: O ponto C da figura abaixo divide o segmento AB na razão áurea quando os valores AC/AB e CB/AC são iguais. Esse valor comum é chamado “razão áurea”.

Uma estratégia argumentativa por parte de alguns produtores é fazer uso de um tipo de questionamento que não pode ser respondido ou que o leitor é condicionado a respondê-lo mecânica e evidentemente. Trata-se, portanto, da “pergunta retórica”. Pode-se afirmar que a autora do texto acima fez uso de tal modalidade de produção presente no último período. Sobre isso, é correto inferir que a justificativa mais plausível para o recurso adotado, pelas ideias apresentadas ao longo do texto, é:

a) A razão áurea, também denominada proporção áurea, número de ouro ou divina proporção, conquistou a imaginação popular... / A imaginação popular foi conquistada pela razão áurea, também conhecida como proporção áurea, número de ouro ou divina proporção. b) (...) mas muitas afirmações feitas sobre ela na arte na arquitetura, na literatura e na estética são falsas ou equivocadas. / (...) embora muitas afirmações feitas sobre ela na arte, na arquitetura, na literatura e na estética sejam falsas e equivocadas. c) Define-se geometricamente a razão áurea do seguinte modo... / A razão áurea é geometricamente definida do seguinte modo... d) Mesmo livros de geometria utilizados no ensino médio trazem conceitos incorretos sobre ela. / Inclusive livros de geometria utilizados no ensino médio apresentam definições incorretas sobre ela. e) Infelizmente, essas afirmações sobre a razão áurea foram amplamente divulgadas... / Infelizmente, divulgaram-se amplamente essas afirmações sobre a razão áurea...

a) A palavra cidadania é constantemente evocada por se tratar de assunto amplamente discutido, mas, muitas vezes, de forma banal, sem a preocupação com o seu verdadeiro significado. b) A mídia tem se tornado um instrumento de deturpação da verdade, o que degenera o real significado da palavra. c) Não há por parte dos debatedores embasamento intelectual suficiente para se chegar ao sentido fidedigno da palavra. d) A ordem dos eventos não pode ser compreendida graças ao fato de existir um conceito único sobre a palavra. e) Pelo fato de que, nos diversos contextos em que a comunicação se faz presente, deparamo-nos repetidas vezes com a palavra cidadania.

A razão áurea, também denominada proporção áurea, número de ouro ou divina proporção, conquistou a imaginação popular e é tema de vários livros e artigos. Em geral, suas propriedades matemáticas estão corretamente enunciadas, mas muitas afirmações feitas sobre ela na arte, na arquitetura, na literatura e na estética são falsas ou equivocadas. Infelizmente, essas afirmações sobre a razão áurea foram amplamente divulgadas e adquiriram status de senso comum. Mesmo livros de geometria utilizados no ensino médio trazem conceitos incorretos sobre ela. Trecho traduzido e adaptado do artigo de G. Markowsky, Misconceptions about the golden ratio, The College Mathematics Journal, 23, 1, january, 1992, pp. 2-19.

Sobre o trecho acima, assinale a alternativa que, para um fragmento do texto, apresenta uma tentativa de reescrita equivocada por apresentar alteração no seu aspecto semântico.

QUESTÃO 8

Ditadura / Democracia

A diferença entre uma democracia e um país totalitário é que numa democracia todo mundo reclama, ninguém vive satisfeito. Mas se você perguntar a qualquer cidadão de

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uma ditadura o que acha do seu país, ele responde sem hesitação: “Não posso me queixar”.

d) O pronome relativo “cujas” está inserido num contexto com o propósito de substituir os vocábulos “loucura” e “individualidades”. e) O referente do pronome “se” é loucura e o do pronome seu, “razão”.

A comparação intencionada pelo autor do texto cria um efeito humorístico e irônico ao se estruturar por meio de uma estratégia que fora elaborada, tendo como base:

QUESTÃO 10

Millôr Fernandes, Millôr definitivo: a bíblia do caos.

a) Uma crítica que se refere à generalização feita com a expressão “todo mundo”. b) A maneira direta e explícita como as falas e opiniões são colocadas. c) As diferenças e igualdades que são expostas envolvendo países totalitários e democráticos. d) A oposição criada entre os dois lados mencionados, especialmente pela utilização de expressões indefinidas como “todo mundo” e “qualquer cidadão”. e) O uso do último período do texto que transmite, de forma ambígua, uma mensagem que deixa em aberto a opinião de um dos ouvidos. QUESTÃO 9

De um lado, a loucura existe em relação à razão ou, pelo menos, em relação aos “outros” que, em sua generalidade anônima, encarregam-se de representá-la e atribuir-lhe valor de exigência; por outro lado, ela existe para a razão, na medida em que surge ao olhar de uma consciência ideal que a percebe como diferença em relação aos outros. A loucura tem uma dupla maneira de postar-se diante da razão: ela está ao mesmo tempo do outro lado e sob seu olhar. Do outro lado: a loucura é diferença imediata, negatividade pura, aquilo que se denuncia como não-ser, numa evidência irrecusável; é uma ausência total de razão, que logo se percebe como tal, sobre o fundo das estruturas do razoável. Sob o olhar da razão: 1a loucura é individualidade singular cujas características próprias, a conduta, a linguagem, os gestos, distinguem-se uma a uma daquilo que se pode encontrar no nãolouco; em sua particularidade ela se desdobra para uma razão que não é termo de referência mas princípio de julgamento; a loucura é então considerada em suas estruturas do racional. FOUCAULT, Michel. História da Loucura na Idade Clássica. Tradução: José Teixeira Coelho Netto. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1972. p.203.

O entendimento textual é atingido pela concatenação de alguns vocábulos em relação a outros, sendo que o sentido é alcançado pela harmonia que as palavras, assim, estabelecem num papel de referência ou recorrência, conhecida como Coesão. Sobre os elementos coesivos em destaque que ajudam a compor o texto acima, é correto o que se afirma em: a) O pronome oblíquo “lhe”, por representar o vocábulo “loucura”, poderia ser substituído por “la”, mantendo a correção gramatical. b) O pronome “ela”, por recorrência textual, diz respeito à palavra “exigência”. c) A palavra “que” é uma conjunção integrante que inicia uma oração substantiva.

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A intervenção urbana acima reproduzida foi criada pelo Coletivo Transverso, um grupo envolvido com arte urbana e poesia, que afixou cartazes como esses em muros de uma grande cidade. Sobre o cartaz em destaque, na imagem, pode-se afirmar como equivocado o que se diz em: a) O cartaz produzido pelo “Coletivo Transverso” toma como referência um conhecido provérbio popular a fim de se criar o efeito pretendido. b) Uma conclusão crítica do que se lê é que muita segurança, muitas vezes, leva a vida a uma rotina que pode ser tediosa e, consequentemente, pouco criativa. c) Sabendo da intertextualidade com o conhecido dito popular, pode-se acrescentar mais agilidade à compreensão da mensagem. d) A mensagem do cartaz prescinde de um caráter crítico em relação ao meio em que se encontra. e) O cartaz do grupo “Coletivo Transverso” critica a segurança, comparando-a com o comodismo, com a falta de imaginação e o tédio. QUESTÃO 11 Leia os seguintes conceitos: 1- PARALELISMO: consiste em uma sequência de expressões com estrutura idêntica. 2- PARALELISMO SINTÁTICO: ocorre paralelismo sintático quando a estrutura de termos coordenados entre si é idêntica. Partindo das duas definições empregadas acima, pode-se dizer que houve reescrita que tenha respeitado o sentido original do seguinte fragmento “O Iluminismo endossou a fé na razão. Durante a segunda metade do século XVII, passou-se a criticar, condenar e massacrar qualquer coisa que fosse considerada irracional.” em: a) O Iluminismo endossou a fé na razão. Durante a segunda metade do século XVII, criaram-se críticas,


porém não condenaram massacres a qualquer coisa que fosse considerada irracional. b) O Iluminismo endossou a fé na razão. Durante a segunda metade do século XVII, começou-se a criticar condenações e massacres a qualquer coisa que fosse considerada irracional. c) O Iluminismo endossou a fé na razão. Durante a segunda metade do século XVII, efetuaram-se críticas, condenações e massacres a qualquer coisa que fosse considerada irracional. d) O Iluminismo endossou a fé na razão. Durante a segunda metade do século XVII, iniciou-se um processo de críticas, além de condenar e massacrar qualquer coisa que fosse considerada irracional. e) O Iluminismo endossou a fé na razão. Durante a segunda metade do século XVII, existiram críticas que começaram a condenar massacres a qualquer coisa que fosse considerada irracional. QUESTÃO 12 TEXTO I Entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza absoluta (rendimento médio domiciliar per capita até meio salário mínimo mensal), permitindo que a taxa nacional dessa categoria de pobreza caísse 33,6%, passando de 43,4% para 28,8%. No caso da taxa de pobreza extrema (rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo mensal), observa-se um contingente de 13,1 milhões de brasileiros a superar essa condição, o que possibilitou reduzir em 49,8% a taxa nacional dessa categoria de pobreza, de 20,9%, em 1995, para 10,5%, em 2008. (Dimensão, evolução e projeção da pobreza por região e por estado no Brasil, Comunicados do IPEA, 13/07/2010, p. 3.)

TEXTO II

Percebe-se que, entre os dois textos acima, tomando os termos “miséria” e “pobreza” e a situação social da camada mais carente da população brasileira como temática, ocorre uma relação de explicação seguida de uma exemplificação de caráter crítico. Assim, o ambiente degradante em que vivem os dois personagens da tirinha sugere que as diferenças entre o pobre e o miserável... a) são tão insignificantes que se tornam imperceptíveis no cotidiano dessas pessoas. b) são visivelmente ultrapassadas haja vista o ambiente favorável em que os personagens se encontram c) podem ser superadas pelo empenho do poder do Estado, com obras de saneamento aludidas no texto II. d) seriam combatidas se as pessoas que padecem delas estivessem mais empenhadas em transformar o meio em que se encontram. e) são reflexo de uma economia incapaz de prover as melhorias sociais para as camadas mais carentes. QUESTÃO 13 Se alguma dúvida paira ainda, depois dos últimos acontecimentos, sobre o caráter e a natureza do Mercosul, a Copa Libertadores da América está aí para ajudar a dissipá-la. Mercosul e Copa Libertadores são duas instituições da América Latina. Atuam em ambientes diversos, cada qual com os próprios personagens e os próprios instrumentos, mas se unem na essência. Uma espelha e explica a outra. Os locutores chamam de "espírito da Libertadores" o conjunto de eventos que caracterizam o torneio. Eles dividem os times entre os que têm e os que não têm "espírito da Libertadores". Classificam as partidas mais tomadas pelo afã sanguinário dos contendores como "típicas da Libertadores". E se animam com isso. Os jogadores se estraçalham em campo, a plateia ulula, e os locutores entoam: “É o es-pí-ri-to da Liber-tado- res!!!". O Mercosul é uma instituição de livrecomércio que permite a seus membros impedir o livre comércio entre si por meio de medidas protecionistas. Quando as medidas protecionistas não bastam, inventamse papéis necessários à circulação das mercadorias e bloqueia-se a passagem dos caminhões nas fronteiras. "É o es-pí-ri-to do Mer-co-sul!!!", comemoraria o locutor, se locutor houvesse como há no futebol. Roberto P. de Toledo, Veja, 11/07/2012. No texto anterior, percebe-se que o autor faz uma comparação entre o espírito que norteia os participantes da Copa Libertadores e os da instituição de livre-comércio Mercosul: O primeiro expressa as emoções da competição “como se tratasse de uma luta entre guerreiros em campo de batalha” e o segundo, a defesa de interesses de circulação de mercadorias que beneficiam apenas um dos

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parceiros do grupo. Assim, em ambos os casos, pode-se dizer que o autor buscou criar um contexto de: a) ratificação do pensamento que defende sobre o modo como se estabelece a disputa futebolística e os negócios no mercado financeiro. b) oposição entre os exemplos como forma de estabelecer quão distantes se encontram no âmbito de disputa em que cada um se insere. c) contradição sobre o espírito da conjunção de interesses mútuos que deveria ser a base de entendimento dos grupos ou partes envolvidas. d) diferenciação entre os exemplos, a fim de demonstrar que a rivalidade esportiva não compromete os negócios no campo econômico. e) exclusão, já que o princípio que norteia o primeiro não é posto em prática no segundo, pois, caso assim o fosse, prejudicaria o contexto harmonioso entre os países. QUESTÃO 14 Tempo: cada vez mais acelerado Pressa. Ansiedade. E a sensação de que nunca é possível fazer tudo — além da certeza de que sua vida está passando rápido demais. Essas são as principais consequências de vivermos num mundo em que para tudo vale a regra do “quanto mais rápido, melhor”. “Para nós, ocidentais, o tempo é linear e nunca volta. Por isso queremos ter a sensação de que estamos tirando o máximo dele. E a única solução que encontramos é acelerá-lo”, afirma Carl Honoré. “É um equívoco. A resposta a esse dilema é qualidade, não quantidade.” Para James Gleick, Carl está lutando uma batalha invencível. “A aceleração é uma escolha que fizemos. Somos como crianças descendo uma ladeira de skate. Gostamos da brincadeira, queremos mais velocidade”, diz. O problema é que nem tudo ao nosso redor consegue atender à demanda. Os carros podem estar mais rápidos, mas as viagens demoram cada vez mais por culpa dos congestionamentos. Semáforos vermelhos continuam testando nossa paciência, obrigando-nos a frear a cada quarteirão. Mais sorte têm os pedestres, que podem apertar o botão que aciona o sinal verde — uma ótima opção para despejar a ansiedade, mas com efeito muitas vezes nulo. Em Nova York, esses sistemas estão desligados desde a década de 1980. Mesmo assim, milhares de pessoas o utilizam diariamente. É um exemplo do que especialistas chamam de “botões de aceleração”. Na teoria, deixam as coisas mais rápidas. Na prática, servem para ser apertados e só. Confesse: que raios fazemos com os dois segundos, no máximo, que economizamos ao acionar aquelas teclas que fecham a porta do elevador? E quem disse que apertá-las, duas, quatro, dez vezes, vai melhorar a eficiência? Elevadores, aliás, são ícones da pressa em tempos velozes. Os primeiros modelos se moviam a vinte centímetros por segundo. Hoje, o mais veloz sobe doze metros por segundo. E, mesmo acelerando, estão entre os maiores focos de impaciência. Engenheiros são obrigados a desenvolver sistemas para conter nossa irritação, como

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luzes ou alarmes cuja única função é aplacar a ansiedade da espera. Até onde isso vai?

SÉRGIO GWERCMAN Adaptado de <super.abril.com.br>.

O artigo de opinião em destaque transmite uma crítica quanto a um problema de ordem social, causador de impaciência, inquietude e irritação. Dentro dessa linha, a mensagem que o autor quer expressar para o leitor é a de que... a) Os avanços tecnológicos, especialmente a sofisticação dos meios de transporte, têm conseguido conter a impaciência das pessoas. b) As pessoas não estão conseguindo conter sua ansiedade em acelerar o tempo, o que tem gerado efeitos maléficos em sua rotina. c) Os únicos indivíduos que conseguem ter qualidade de vida por estrem imunes à pressa são os pedestres que “podem apertar o botão que aciona o sinal verde”. d) Se não fossem pelo que é chamado “botões de aceleração”, a vida das pessoas seria cada vez mais corrida, gerando impaciência e irritação. e) Impaciência e irritação são consequências maléficas que a sociedade tem encontrado ao não ser capaz de aprimorar os objetos que podem abreviar seu esforço e trabalho, como elevadores, carros e semáforos. QUESTÃO 15 Reproduzimos abaixo a chamada de capa e a notícia publicadas em um jornal brasileiro que apresenta um estilo mais informal. Governo quer fazer a galera pendurar a chuteira mais tarde Duro de parar Como a vovozada vive até mais tarde, a intenção, agora, é criar regra para aumentar a idade mínima exigida para a aposentadoria; objetivo é impedir que o INSS quebre de vez Página 12 Descanso mais longe O brasileiro tá vivendo cada vez mais – o que é bom. Só que quanto mais ele vive, mais a situação do INSS se complica, e mais o governo trata de dificultar a aposentadoria do pessoal pelo teto (o valor integral que a pessoa teria direito de receber quando pendura as chuteiras) – o que não é tão bom. A última novidade que já tá em discussão lá em Brasília é botar pra funcionar a regra 85/95, que diz que só se aposenta ganhando o teto quem somar 85 anos entre idade e tempo de contribuição (se for mulher) e 95 anos (se for homem). Ou seja, uma mulher de 60 anos só levaria a grana toda se tivesse trampado registrada por 25 anos (60+25=85) e um homem da mesma idade, se tivesse contribuído por 35 (60+35=95). Quem quiser se aposentar antes, pode – só que vai receber menos do que teria direito com a conta fechada.

(notícia JÁ, Campinas, 30/06/2012, p.1 e 12.)


A linguagem coloquial, informal ou popular é uma linguagem utilizada no cotidiano em que não se exige a atenção total da gramática, de modo que haja mais fluidez na comunicação oral. Usam-se muitas gírias e palavras que, na linguagem formal, não estão registradas ou têm outro significado. Apesar disso, alguns tipos de textos jornalísticos fazem uso desse tipo de modalidade, como ocorre com o que está acima. Foge ao registro coloquial no texto o que se diz em:

a) O brasileiro tá vivendo cada vez mais – o que é bom. b) (...) e mais o governo trata de dificultar a aposentadoria do pessoal pelo teto... c) A última novidade que já tá em discussão lá em Brasília... d) Ou seja, uma mulher de 60 anos só levaria a grana toda se tivesse trampado registrada por 25 anos (60+25=85) e) Quem quiser se aposentar antes, pode – só que vai receber menos do que teria direito com a conta fechada.

QUESTÃO 16

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Ao focalizar as lutas dos excluídos ao longo da História, os quadrinhos contrapõem, com ironia, a realidade dessas lutas do presente com as bandeiras levantadas em épocas em:

a) Os slogans de antes exigiam direitos civis e cidadania

para todos, propunham uma organização social mais justa e igualitária em que os direitos básicos dos cidadãos fossem respeitados. b) As exigências das reivindicações pretéritas tinham caráter social e coletivo e desejavam o bem-estar de todas as pessoas. c) Os slogans do século XX são propagados pela mídia e seus apelos que conclamam as pessoas a se voltarem para o consumo de bens materiais. d) Embora os avanços históricos estejam sempre em constante mudança, o caráter das reivindicações é sempre algo legítimo, independentemente do contexto social. e) O texto expressa crítica aos valores mercantilistas da sociedade contemporânea, contraste entre os valores e ideais do passado e os do presente e predomínio de interesses individuais em detrimento dos coletivos. QUESTÃO 17 Este texto foi extraído de um conto de Monteiro Lobato, cujo personagem principal enlouquece, quando vê seu cafezal inteiramente destruído pela geada. E a geada veio! Não geadinha mansa de todos os anos, mas calamitosa, geada cíclica, trazida em ondas do Sul. O sol da tarde, mortiço, dera uma luz sem luminosidade, e raios sem calor nenhum. Sol boreal, tiritante. E a noite caíra sem preâmbulos. Deitei-me cedo, batendo o queixo, e na cama, apesar de enleado em dois cobertores, permaneci d) subjetiva amparada pelo uso de comparações ou expressões metafóricas como “vestir-se dum esplendoroso véu de noiva”. e) De todos os fatores de composição que constroem o entendimento textual, destaca-se o caráter argumentativo como o narrador-personagem aborda o problema. f) O que prevalece no texto como fator de elaboração são as antíteses criadas pelo autor como em “Não geadinha mansa de todos os anos, mas calamitosa”.

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passadas. Comparando os slogans antigos e os atuais e analisando os valores a eles implícitos, considera-se como equivocada a afirmação feita entanguido uma boa hora antes que ferrasse no sono. Acordou-me o sino da fazenda, pela madrugada. Sentindo-me enregelado, com os pés a doerem, ergui-me para um exercício violento. Fui para o terreiro. O relento estava de cortar as carnes – mas que maravilhoso espetáculo! Brancuras por toda a parte. Chão, árvores, gramados e pastos eram, de ponta a ponta, um só atoalhado branco. As árvores imóveis, inteiriçadas de frio, pareciam emersas dum banho de cal. Rebrilhos de gelo pelo chão. Águas envidradas. As roupas dos varais, tesas, como endurecidas em goma forte. As palhas do terreiro, os sabugos de ao pé do cocho, a telha dos muros, o topo dos moirões, a vara das cercas, o rebordo das tábuas – tudo polvilhado de brancuras, lactescente, como chovido por um suco de farinha. Maravilhoso quadro! Invariável que é a nossa paisagem, sempre nos mansos tons do ano inteiro, encantava sobremodo vê-la súbito mudar, vestir-se dum esplendoroso véu de noiva – noiva da morte, ai!... Monteiro Lobato, O drama da geada, in Negrinha. São Paulo: Brasiliense, 1951.

Levando em consideração as diferentes formas de elaboração textual, percebe-se que o autor do trecho acima se valeu de um tipo específico de texto, a fim de produzir um efeito literário que aguçasse a imaginação do leitor e o transportasse para o cenário da leitura. Sobre isso, é correto dizer que: a) É apresentado um trecho predominantemente narrativo, em que se fazem presentes várias figuras de linguagem como a metonímia, a sinestesia e a metáfora. b) Prevalece a estrutura narrativa acompanhada de alguns fragmentos descritivos que fazem uso predominante da linguagem figurada. c) Predomina a descrição


QUESTÃO 18

O texto publicitário em evidência transmite sua mensagem escrita amparada pelo aspecto não-verbal. Ou seja, o entendimento do que é dito pelas palavras é ampliado com a análise oferecida pelo desenho, estratégia comum ao tipo de texto em evidência. Sobre esse aspecto constitutivo, é correto dizer que:

QUESTÃO 19 TEXTO I Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval; esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil; este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas; este orgulho, esta cabeça baixa... Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!

ANDRADE, Carlos Drummond de. Confidência do Itabirano. In: MORICONI, Italo (Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro:

Objetiva, 2001. p. 97-98.

a) A principal relação entre as palavras e a parte nãoverbal diz respeito ao uso do vocábulo Amazônia e à imagem de uma folha de árvore. b) As nervuras da folha assemelham-se a desenhos de rotas e caminhos traçados em mapas relacionando-se, desta forma, com a expressão “mapeamento logístico”, c) O que atrai a atenção do leitor é a aparente oposição existente entre a imagem e sua negação por meio da escrita. d) O objetivo da mensagem é a negação irônica do trecho verbal, já que esta não pode se conciliar com nenhuma atitude de preservação. e) O que fundamenta a elaboração argumentativa do anúncio publicitário é a temática da preservação ambiental e sua relação com a tentativa de fomentar o desenvolvimento na região da Amazônia. TEXTO II Meu caminho pelo mundo Eu mesmo traço A Bahia já me deu Régua e compasso Quem sabe de mim sou eu Aquele abraço! Pra você que me esqueceu Ruuummm! Aquele abraço! Alô Rio de Janeiro Aquele abraço! Todo o povo brasileiro Aquele abraço!

GIL, Gilberto. Aquele abraço. Disponível em: <http://letras.terra.com.br/gilbertogil/ 16138/7>. Acesso em: 23 ago. 2011. Fragmento.

Lendo o poema de Carlos Drummond de Andrade e o fragmento da canção “Aquele abraço”, de Gilberto Gil, é possível identificar a presença da terra natal na configuração da vida de cada sujeito lírico. A ideia que, nesse contexto, aparece como análise comum aos dois textos é: a) Ambos os sujeitos líricos demonstram sentimento de orgulho pela origem, sendo que, no segundo isso ocorre sem especificações. b) Ambos os textos demonstram a mesma intensidade de saudosismo pelos locais de origem. c) Enquanto que no texto I a saudade por Itabira é relativizada, no segundo, mostra-se como superada.

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d) A expressão “Mas como dói!” do texto I possui o mesmo grau de importância no texto II quando o eu-lírico afirma “Pra você que me esqueceu”.

e) Os dois textos apontam como superadas todas reminiscências que os ligam à terra natal.

QUESTÃO 20

Ocorre na tirinha a análise de um personagem construída por meio de um pressuposto: o de que o acordo ortográfico promoveria a unidade da língua em todos os países lusófonos. A partir dos fatos comprovados na história, percebe-se que tal expectativa, ao final do texto, é quebrada, pois... a) ... se mostra que é impossível que tal iniciativa possa dar certo. b) ... há diferenças linguísticas que não são aceitas de forma alguma por ambos os lados. c) ... existem diferenças profundas na gramática da língua portuguesa no Brasil em relação à gramática em Portugal. d) ... se comprova que, embora se possa unificar a ortografia nos dois países, as variantes sempre existirão. e) ... os falantes do Brasil, diferentemente dos portugueses, não estão preparados para lidar com as diferenças de ordem de vocabulário.

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GABARITO 1- D 2- E 3- B 4- A 5- C 6- A 7- B 8- E 9- E 10- D 11- C 12- A 13- C 14- B 15- E 16- D 17- C 18- B 19- A 20- D


SIMULADO DE MAIO QUESTÃO I Texto I “No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma. Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar exclamava: — Ai! Que preguiça!...”

e) Demonstram uma preocupação literária em retratar a figura indígena e sua importância indiscutível, independente de qualquer época. QUESTÃO 2 IMAGEM I

ANDRADE, Mário; Macunaíma. Fonte: http://www.cpv.com.br/cpv_vestibulandos/livros/litobr4901.pdf

Texto II “Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Mais rápida que a corça selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas”. ALENCAR, José; Iracema Fonte: ttp://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/iracema.pdf

Os romances citados acima configuram-se como registros em prosa a respeito da colaboração indígena no que se refere à formação do povo brasileiro. Sobre pontos de vista concordantes ou discordantes em relação à temática desenvolvida por cada fragmento, ao tentarem descrever a figura de cada personagem, é correto dizer que ambos os textos: a) Idealizam personagens capazes de transmitir as virtudes da nação brasileira. b) Apresentam uma abordagem um pouco limitada, na medida em que se restringem a focar apenas um dos elementos da cultura local. c) Expõem uma visão mais realista ao caracterizar o índio como falso herói. d) Representam visões e abordagens literárias díspares em relação a um elemento formador da cultura nacional.

IMAGEM II

As imagens fotográficas são reveladoras de um momento particular e intrigante quanto à ocorrência de manifestações e protestos. Sobre o contexto de crítica apresentado pelos anúncios de posse das pessoas retratadas, está correto interpretá-los como: a) Atitude revolucionária ao expor questionamentos de ordem política. b) Forma bem humorada de explorar o tema. c) Um momento de reflexão desvinculado de crítica social. d) Uma alusão desprovida de mobilização popular. e) Um conflito de pensamentos contrastantes de caráter social.

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QUESTÃO 3

Textos de campanha publicitária visam, quase sempre, a interferir na conduta e na forma de pensar de seus leitores. A partir das marcas verbais e não-verbais presentes no cartaz acima, é correto pensar que sua intencionalidade foi: a) Expor as dificuldades de se ter um trânsito tão complexo. b) Culpar unicamente o uso do carro como vilão maior da problemática abordada. Beija Eu Seja eu! Seja eu! Deixa que eu seja eu E aceita O que seja seu Então deita e aceita eu... Molha eu! Seca eu! Deixa que eu seja o céu E receba O que seja seu Anoiteça e amanheça eu... Marisa Monte (Fonte: http://letras.mus.br/marisa-monte/63)

Muitos artistas se valem de um recurso conhecido como “Licença Poética” para driblar possíveis desvios de natureza gramatical na composição de suas canções. Ao desconsiderarmos tal recurso na música em evidência, percebemos que o eu-lírico: a) Utiliza a modalidade formal erudita nos versos de sua canção. b) Emprega maior expressividade aos versos, na medida em que escolhe a ordem indireta para elaborar as frases.

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c) Fazer uso de marcas linguísticas indicadoras de impessoalidade, já que a mensagem se direciona um tipo de leitor específico. d) Apontar a cidade mencionada como vítima de uma problemática exclusiva. e) Conscientizar seus pares por meio de questionamentos de preocupação ambiental e social. QUESTÃO 4 Beija eu! Beija eu! Beija eu, me beija Deixa O que seja ser... Então beba e receba Meu corpo no seu Corpo eu, no meu corpo Deixa! Eu me deixo Anoiteça e amanheça...

c) Faz uso pronominal inadequado, ao marcar o complemento de alguns verbos com um pronome próprio da condição de Sujeito. d) Utiliza corretamente os verbos no modo imperativo, priorizando a terceira pessoa do discurso. e) Como forma de conferir maior expressividade aos versos, faz uso inadequado de todos os pronomes nas frases.


Ao longo da história da arte musical brasileira, pode-se dizer que muitos estilos foram criados, conferindo diferentes nuances ao que se chama MPB. Isso se deve por diferentes ritmos, arranjos, temáticas, melodias, letras, de

vários gênios e épocas, que, de forma multifacetada, buscaram traduzir uma expressividade própria, formando um verdadeiro caldeirão de cultura e criação. A partir disso, pode-se dizer que o fragmento de uma música a seguir que não representa, em sua origem, uma criação genuinamente brasileira está exposto em:

a) “Por isso chame, chame, chame gente / Que a gente se

c) “Olhe que coisa mais linda, mais cheia de graça / É ela

completa, enchendo de alegria / A praça e o poeta...”

menina que vem e que passa / Num doce balanço a

(Chame Gente - Moraes Moreira)

caminho do mar...” (Garota de Ipanema – Tom Jobim)

b) “Era um garoto que como eu / Amava os Beatles e os

d) “Quando olhei a terra ardendo / Qual fogueira de São

Rolling Stones / Girava o mundo sempre a cantar / As

João / Eu perguntei a Deus do céu, ai / Por que tamanha

coisa lindas da América...” (Era um garoto... -

judiação...” (Asa Branca – Luiz Gonzaga)

Engenheiros do Hawaii)

e) “E o que me resta é só um gemido / Minha vida, meus

QUESTÃO 5

mortos, meus caminhos tortos / Meu sangue latino, minha alma cativa...” (Sangue Latino – Secos e Molhados) QUESTÃO 6

A charge acima apresenta uma crítica referente a uma das ações humanas num dado contexto. A partir de sua análise reflexiva, é possível explorar como raciocínio de consequência a seguinte ideia: a) Direcionamento humano relacionado a seu poder de decisão. b) Condicionamento do ser humano à felicidade. c) Controle da ascensão social dos indivíduos. d) Impossibilidade de expor a opinião contida.

e) Impedimento do livre-arbítrio em direcionar suas ações. QUESTÃO 7 Alexandre Garcia sobre caos em trem: 'Um ano de dignidade pisoteada' Edição do dia 27/01/2014 27/01/2014 09h32 - Atualizado em 27/01/2014 09h32

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Nos noticiários de agora e do fim-de-semana, a gente vê aí: ônibus queimados – isso acontece quase todos os dias –, aviões que não conseguem desembarcar os passageiros, metrô com enguiço, trem que para no meio do trajeto. E mais do que as calculadas em dinheiro, as perdas mais importantes são em qualidade de vida e em tempo de vida, o que é impagável. Quem gasta a média otimista de 1 hora e 22 minutos por dia, em 20 anos, um ano inteiro terá sido perdido em trânsito, que é lugar nenhum: não se está nem casa nem no lugar de trabalho. Um ano de vida com a dignidade “pisoteada”. Nem todos tem a mesma sorte de só perder 1 hora e 22 minutos. Tem gente que sai de casa às quatro da manhã para estar no trabalho às 7h30 ou 8h. E volta para casa na mesma escuridão com que saiu. Uma marchinha de Carnaval, refletindo um argumento usado na época na eleição presidencial, tinha a seguinte letra: "Quatro horas da manhã sai de casa o Zé Marmita, pendurado na porta do trem, Zé Marmita vai e vem”. A marchinha é de 1953 – mais de 60 anos atrás – quando o problema já era grave a ponto de merecer a crítica carnavalesca. Sessenta carnavais depois, o país e seus dirigentes não tiveram a capacidade de resolver o problema. Será que um dia vai ser resolvido? A partir da crítica feita pelo cronista, constata-se como correto o que se diz em: a) As marchinhas de carnaval configuram um importante e indispensável modo de protesto contra as mazelas sociais. b) O tempo gasto no trajeto para o trabalho é compensador para o usuário quando se estima um futuro próximo. c) O discurso do cronista é desvinculado de exemplos reais que possam embasar sua crítica, o que empobrece o argumento e o torna obsoleto. d) O péssimo serviço de transporte público que agride a dignidade dos usuários é um problema ignorado pelos nossos políticos há muito tempo. e) O tempo gasto no trajeto e na volta para o trabalho apontam qualidade de vida, na medida em que demonstram uma rotina controlada e saudável. QUESTÃO 9 Deus chamou Lula, Barack Obama e Fidel Castro para uma conversa. - Chamei vocês aqui porque o mundo vai acabar e quero que digam isso ao seu povo, informou o Todo-Poderoso. Obama voltou para a casa e fez um pronunciamento em cadeia nacional: - People, tenho duas notícias: uma boa e outra ruim. A boa é que Deus existe, eu falei com ele pessoalmente. A má notícia é que o mundo vai acabar. Enquanto isso, em Cuba, Fidel reunia o povo em praça pública para as novas. - Mi pueblo querido, tenho duas más notícias. Uma é que Deus existe, eu falei com ele pessoalmente. A outra má notícia é que o mundo vai acabar, e vai junto com ele

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QUESTÃO 8

O quadro acima “Os Retirantes” de autoria de Cândido Portinari foi produzido em 1944 e, enquanto manifestação artística, aponta uma situação concernente ao cenário social do nordeste brasileiro, no qual se percebe um quadro de: a) Desolação pela miséria enfrentada e busca por melhores condições de vida. b) Valorização da cultura do povo nordestino ao preservar seus costumes rurais. c) Perseverança quanto às possibilidades de colheita proporcionadas pela terra local. d) Orgulho por pertencer a um lugar rico de possibilidades agrárias. e) Frustração quanto à falta de oportunidade que os grandes centros não proporcionam ao povo nordestino. nuestro sueño socialista! Aí veio o Lula e reuniu a imprensa para uma coletiva: - Companheiros, tenho duas ótimas notícias. Uma é que Deus existe, falei com ele pessoalmente. A outra é que em breve vai acabar toda a pobreza, a fome, os juros altos e todos os impostos! Fonte: Leia mais em: http://www.clickgratis.com.br/piadas/profissoes/politicos/noticias-doplanalto.html#ixzz315HmRrFF

Percebe-se como conclusão crítica do texto acima que: a) As ideologias políticas são capazes de promover o bem-estar social nos mais diferentes lugares. b) Ocorre uma transparência sadia e necessária envolvendo poder político e sociedade.


c) O discurso político é capaz de manipular ou deturpar os fatos em favor da legitimação de um ponto de vista peculiar. d) O benefício social pode ser promovido a depender da visão que se tenha da sociedade. e) A visão do papel político dos governantes é similar no que tange aos esforços de promover o bem-estar social. QUESTÃO 10 A essência da teoria democrática é a supressão de qualquer imposição de classe, fundada no postulado ou na crença de que os conflitos e problemas humanos — econômicos, políticos, ou sociais — são solucionáveis pela educação, isto é, pela cooperação voluntária, mobilizada pela opinião pública esclarecida. Está claro que essa opinião pública terá de ser formada à luz dos melhores conhecimentos existentes e, assim, a pesquisa científica nos campos das ciências naturais e das chamadas ciências sociais deverá se fazer a mais ampla, a mais vigorosa, a mais livre, e a difusão desses

conhecimentos, a mais completa, a mais imparcial e em termos que os tornem acessíveis a todos. Anísio Teixeira, Educação é um direito. Adaptado.

Uma conclusão correta para as ideias apontadas pelo produtor do texto acima está explicitada em: a) Um país democrático deve primar pela imposição da educação a fim de legitimar uma ideologia específica. b) A educação é vista como ferramenta capaz de transformar positivamente a sociedade. c) Existem diferentes tipos de conhecimento e, por isso, deve-se priorizar mais a área da educação conhecida como ciências sociais. d) Um país que se deseja democrático deve primar por uma qualidade educacional que nem sempre pode ser acessível a todos. e) A pesquisa científica é algo que prescinde das ciências naturais e sociais, pois estas não se fazem completamente necessárias ao desenvolvimento humano.

QUESTÃO 11

Sobre os fatos que acontecem na história acima e o seu entendimento, pode-se dizer que a) É um exemplo de que o pensamento lógico ajuda as pessoas a não serem ludibriadas. b) A racionalidade é sempre algo suscetível a ser frustrada. c) Não existe pensamento que possa beneficiar o indivíduo pelo raciocínio lógico. d) A lógica, graças a seu aspecto puramente abstrato, não é capaz de proporcionar resultados positivos ao homem. e) O raciocínio lógico desenvolvido inicialmente foi quebrado por uma ação instintiva do personagem.

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QUESTÃO 12 Um anjo dorme aqui; na aurora apenas, disse adeus ao brilhar das açucenas sem ter da vida alevantado o véu. - Rosa tocada do cruel granizo – Cedo finou-se e no infantil sorriso passou do berço para brincar no céu! (Casemiro de Abreu)

12- Marque a alternativa correta sobre o poema em análise: a) Trata de uma expressividade subjetiva que parte da visão de mundo do seu produtor sobre um fato, combinando as frases de modo especial. b) Baseia-se no registro jornalístico para expressar uma informação de forma objetiva para o leitor. c) Explica um acontecimento para comover o receptor, fazendo com que este aja de uma determinada forma. d) Privilegia o conteúdo em detrimento à forma, causando o efeito intencionado. e) Tem por finalidade a preocupação com o fator do canal, preocupando-se em manter o contato com o receptor. QUESTÃO 13 Os anúncios de campanha comunitária visam, muitas vezes, à conscientização dos moradores, chamando-lhes a atenção para assuntos de importância geral. A partir disso, num determinado bairro de São Paulo, foi entregue aos moradores o texto a seguir contendo o seguinte dizer:

Sobre isso, pode-se dizer que: I- O anúncio está escrito corretamente, segundo a norma culta. a) explicação b) ressalva c) conclusão d) constatação e) ironia

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QUESTÃO 16 Um dia o menino mais velho ouviu de Sinhá Terta, durante uma reza para curar uma espinhela do pai, a palavra “inferno”. Daí surgiu na cabeça da curiosa criança a dúvida: o que é “inferno”. Perguntou à sua mãe. Distraída, disse que era “um lugar ruim demais”. O menino insistiu, querendo mais, e foi

II- Houve uma inadequação quanto à regência do verbo combater. III- O texto respeita integralmente as regras gramaticais, pois preza pela clareza. A partir das afirmações feitas sobre o anúncio acima, é correto o que se afirma em: a) I b) II c) III d) I e II e) II e III QUESTÃO 14 Assinale a alternativa que faz análise correta do trecho a seguir que se refere a uma faixa de torcedores de futebol: NEYMAR VAI PRA CIMA DELES! a) Dever-se-ia colocar uma vírgula depois da palavra NEYMAR para se isolar um aposto explicativo. b) Da forma como foi elaborada, a frase expressa um pedido que é feito a NEYMAR. c) A colocação de uma vírgula depois da palavra NEYMAR alteraria a função sintática desta palavra e o sentido expresso na frase. d) A expressão PRA CIMA deveria vir isolada por vírgulas, por se tratar de um vocativo. e) O que faz com que a frase tenha um tom de imperativo é a colocação de uma exclamação ao final desta.

QUESTÃO 15 Sem escolaridade básica e sem experiência, afirmo que este candidato é “a melhor escolha para assumir o posto de prefeito da nossa cidade”. A partir da frase em evidência, percebe-se que a colocação das aspas se justifica por expressar ideia de: desprezado. Perguntou ao pai, nem obteve resposta. Voltou à mãe e ela disse que havia lá espetos quentes e fogueiras. O garoto, inocente, perguntou se ela já havia visto. A mãe zangou-se e deu-lhe um cocorote. Indignado, o garoto saiu e pôs-se a chorar. A cachorra Baleia apareceu para consolá-lo, pulando e agitando o rabo. Ele não acreditava que um nome tão bonito como “inferno” poderia significar algo ruim. Aliás, não existia para ele lugar ruim, o chiqueiro, o barreiro, o pátio, o bebedouro, tudo que conhecia era bom. Mas lembrou-se de quando sua mãe carregava o baú e seu irmão sob o sol, e quando ele desmaiou de tanto calor, e quando


precisaram parar sob um juazeiro para aguentarem a viagem. Talvez aquilo fosse “inferno”. (Vidas Secas, Graciliano Ramos, Capítulo 6) Sobre a passagem da obra de Graciliano Ramos acima, tendo o personagem “o menino mais velho” como referência, é correto dizer que: a) A falta de curiosidade do personagem é capaz de caracterizá-lo como um ser resignado. b) O questionamento do menino mais velho foi totalmente respondido, graças ao pleno conhecimento dos demais personagens. c) A presença de baleia no fragmento a caracteriza como ser inferior que é, pois suas ações não se igualam em termos de importância se comparadas aos personagens humanos. d) O contexto de vida do personagem é o único elemento capaz de auxiliá-lo a resolver o conflito de ordem intelectual em que se encontra. e) Em “tudo que conhecia era bom”, há um exemplo evidente do pensamento otimista do personagem, mesmo tendo a consciência dos fatores desfavoráveis que lhe dizem respeito.

QUESTÃO 17 Entrevistado por Clarice Lispector, para a pergunta “Como você encara o problema da maturidade?”, Tom Jobim deu a seguinte resposta: “Tem um verso do Drummond que diz: ‘A madureza, esta horrível prenda...’ Não sei, Clarice, a gente fica mais capaz, mas também mais exigente”. Nota: O verso citado por Tom Jobim é o início do poema “A ingaia ciência”, de Carlos Drummond de Andrade, e sua versão correta é: “A madureza, essa terrível prenda”. Sobre a resposta de Tom Jobim na entrevista dada à Clarice Lispector, é correto dizer: a) Ampara-se no sentido metafórico e literal ao mesmo tempo. b) Faz uso de um recurso linguístico e semântico próprio dos textos formais em prosa. c) Estrutura-se com um paradoxo para caracterizar ironicamente a “maturidade”. d) Caracteriza-se pela falta de clareza marcada pela sintaxe mal elaborada propositalmente. e) Retira do estilo da entrevistadora a inspiração para caracterizar a maturidade.

QUESTÃO 18 A sobrevivência dos meios de comunicação tradicionais demanda foco absoluto na qualidade de seu conteúdo. A internet é um fenômeno de desintermediação. E que futuro aguardam os meios de comunicação, assim como os partidos políticos e os sindicatos, num mundo desintermediado? Só nos resta uma saída: produzir informação de alta qualidade técnica e ética. Ou fazemos jornalismo de verdade, fiel à verdade dos fatos, verdadeiramente fiscalizador dos poderes públicos e com excelência na prestação de serviços, ou seremos descartados por um consumidor cada vez mais fascinado pelo aparente autocontrole da informação na plataforma virtual. (Carlos Alberto di Franco, Democracia demanda jornalismo independente. O Estado de São Paulo, São Paulo, 14/10/2013, p. A2.)

“Só nos resta uma saída: produzir informação de alta qualidade técnica e ética”. Sobre o desabafo do autor, tendo o assunto e seu contexto como referências de análise, é válido afirmar que a) A fala em destaque anuncia explicitamente o problema para o autor. b) Indiretamente, constrói-se uma crítica ao jornalismo atual e sua postura. c) Há uma defesa do modelo tradicional de se fazer jornalismo. d) O autor aponta que não há como fazer frente ao fenômeno do jornalismo instantâneo da internet. e) Há uma defesa da ética atual aplicada no jornalismo como forma de legitimar o trabalho mencionado.

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QUESTÃO 19

Tendo como referência seus elementos verbais e nãoverbais, é correto afirmar que a mensagem do texto. a) É marcada pela ideia de oposição, no que diz respeito a seus elementos constitutivos. b) Estrutura-se por um discurso utópico. c) Tem na imagem da “Tartaruga” uma crítica ao modelo de interpretação da realidade. d) Apresenta o entendimento do tempo como algo de pouca relevância para o modelo de vida das pessoas. e) Faz uma comparação entre o passado e o futuro para legitimar um modelo de vida ideal. QUESTÃO 20

Na mensagem do texto acima, pode-se constatar: a) A presença do aspecto visual como elemento capaz de anular uma visão crítica sobre o tema. b) A ambiguidade gerada pela presença da passagem “lavar as mãos” como forma de expressar um pensamento crítico e reflexivo. GABARITO 1- D 2- A 3- E 4- C 5- B 6- E 7- D 8- A 9- C 10- B

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c) Ausência de matéria concreta e objetiva para o que se propõe a debater. d) A responsabilidade do poder público como alvo da crítica para o problema mencionado. e) A importância da água para o uso diário das pessoas, que não têm o direito de ficarem privadas deste bem.

11121314151617181920-

E A B C E D C B A B


SIMNULADO DE ABRIL LÍNGUA PORTUGUESA – SIMULADO UNIMONTES A recente crise entre o governo e o PMDB tem a ver, em última análise, com espaço de poder e cobiça por empregos públicos. Não desvalorizo a política partidária, mas creio que a demanda por melhor tratamento na indicação de ministros reflete o interesse do PMDB por nomeações para cargos que carreiam votos e financiamento de campanhas. Na área federal, mais de 20 mil deles são preenchidos por indicação política. O primeiro serviço público profissional surgiu na China. A dinastia Qin (221-207 a.C.) selecionava funcionários à base de rigorosos concursos públicos, que depois serviam também para promoções. A dinastia Song (960-1279) proibiu altos funcionários de se relacionarem com parentes; membros da família real não podiam assumir cargos públicos. A dinastia Ming (1368-1644) estabeleceu a rotatividade de cargos a cada três anos. A ascensão da China muito deveu a esse profissionalismo, que viria a ser abolido em 1905, na dinastia Qing, em um dos momentos finais do longo declínio do país. No Ocidente, as ideias de profissionalização apareceram na Revolução Francesa (1789), mas o paradigma do serviço público moderno nasceu na Inglaterra vitoriana. Escândalos de incompetência, fisiologismo e corrupção deram origem à comissão Northcote-Trevelyan (1853), cujo relatório foi a base das mudanças. Entre as distorções identificadas estava a presença de analfabetos em empregos públicos. A comissão recomendou a criação do serviço público profissional, politicamente neutro e escolhido por mérito. Outras propostas foram adotadas ao longo do tempo, incluindo o estabelecimento, em 1855, de um órgão independente, ainda existente, para supervisionar a seleção de funcionários. Os servidores ficaram impedidos de concorrer a cargos eletivos. Dirigentes passaram a ser nomeados com o auxílio de consultorias independentes (headhunters). Hoje, pouco mais de 100 cargos dependem de indicação política, incluídos os ministros. A recente designação do novo presidente do Banco da Inglaterra (o banco central) foi precedida da publicação de edital para atrair candidatos. O escolhido foi um canadense. Nossas origens são outras. Herdamos tradições de Portugal patrimonialista, cujo serviço público era composto de fidalgos. Como disse Raymundo Faoro (1925-2003), comerciantes buscavam ser funcionários para se tornar nobres e obter benefícios pessoais. Aqui não foi diferente, segundo João Francisco Lisboa (18121863), para quem “indivíduos há que abrem mão de suas profissões, deixam ao amparo suas fazendas, desleixam o

seu comércio, e se plantam na capital anos inteiros à espera de um emprego público”. Para Joaquim Nabuco (1849-1910), “o funcionalismo será a profissão nobre e a vocação de todos. Tomem-se, ao acaso, vinte ou trinta brasileiros em qualquer lugar onde se reúna a nossa sociedade mais culta: todos eles ou foram ou são, ou hão de ser, empregados públicos; se não eles, seus filhos”. No livro “Caráter e Liderança” (Mameluco, 2013), Luiz Felipe D’Ávila informa que dom Pedro II (18251891) defendia “a institucionalização da meritocracia no serviço público”, mas o primeiro esforço de modernização esperou até 1938, quando se criou o Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp) com a função de melhorar a máquina pública, assessorar o presidente da República e elaborar a proposta orçamentária. Muito se evoluiu desde então, mas o vasto número de cargos preenchidos por indicação política só aumentou. Já é hora de profissionalizar o serviço público, elegendo o mérito como critério único da escolha dos funcionários. Dirigentes de órgãos e entidades públicos, inclusive empresas estatais, deveriam ser nomeados com base em métodos competitivos. A melhoria da eficiência dos serviços públicos, a redução do potencial de corrupção e a moralização dos costumes seriam as consequências mais relevantes dessa verdadeira revolução, que equivaleria a uma ampla reforma política. Tudo isso contribuiria para a eficácia das políticas de governo, e estas reforçariam a estabilidade e a legitimidade da democracia brasileira. Espera-se surgir um candidato presidencial que empunhe essa bandeira. (Fonte: Maílson da Nóbrega, Veja, 2 de abril de 2014.)

1- Sobre o texto, é incorreto dizer que: a) O profissionalismo no serviço público é considerado algo vantajoso para o país alcançar melhores resultados políticos. b) Critica-se a postura da política brasileira no que se refere ao modo de escolha dos representantes que devem gerir a máquina estatal. c) A nomeação de pessoas para cargos de confiança unicamente por indicação partidária é vista como algo propício a maus resultados na administração pública. d) Profissionalizar o serviço público é algo prescindível para que o país promova uma administração estatal eficiente. e) O interesse do PMDB em barganhar cargos públicos está inserido na crítica do articulista como fator que se opõe à meritocracia. 2- Todas as afirmações a seguir são válidas de acordo com o texto, EXCETO:

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a) Na China, duas dinastias comprovam que contratar para o serviço público os que demonstram melhor competência é uma iniciativa válida quando se buscam resultados positivos. b) Na Inglaterra, o profissionalismo no serviço público foi capaz de combater os escândalos de incompetência, fisiologismo e corrupção a partir da comissão NorthcoteTrevelyan em 1853. c) A herança patrimonialista portuguesa fez com que o serviço público no Brasil pudesse ser otimizado na atualidade. d) O pensamento de composição do quadro do funcionalismo público se baseia numa forma de pensamento, segundo o articulista, atrasada e nociva à eficiência dos serviços. e) A escolha de um canadense para assumir o Banco da Inglaterra é um exemplo de que, na meritocracia, critérios pessoais não devem influenciar na contratação do indivíduo para um cargo público, e sim sua competência. 3- Marque a alternativa que faz uma análise correta sobre os fragmentos (encontram-se em negrito nos parágrafos indicados) do texto: a) “Na área federal, mais de 20 mil deles são preenchidos por indicação política”. (1º parágrafo) e “Hoje, pouco mais de 100 cargos dependem de indicação política, incluídos os ministros” (3º parágrafo) representam uma ideia de paradoxo entre duas formas de se pensar o serviço público. b) “A recente crise entre o governo e o PMDB tem a ver, em última análise, com espaço de poder e cobiça por empregos públicos” (1º parágrafo) exemplifica que a demonstração maior de meritocracia tem promovido o fato noticiado. c) “A ascensão da China muito deveu a esse profissionalismo, que viria a ser abolido em 1905, na dinastia Qing” (2º parágrafo), a dinastia Qing representou durante muito tempo um exemplo de profissionalismo e prosperidade no país mencionado. d) “Para Joaquim Nabuco (1849-1910), ‘o funcionalismo será a profissão nobre e a vocação de todos’....” (4º parágrafo) tal fala representa justamente a visão defendida pelo articulista, ou seja, as pessoas devem ser movidas pelo mérito para assumirem um cargo público. e) “No livro “Caráter e Liderança” (Mameluco, 2013), Luiz Felipe D’Ávila informa que dom Pedro II (18251891) defendia “a institucionalização da meritocracia no serviço público...” (5º parágrafo) esta afirmação comprova que o atraso da mentalidade de se pensar o quadro de servidores se originara desde o Segundo Reinado. 4- Sobre o quinto e sexto parágrafos, de acordo com as ideias defendidas pelo articulista, é correto pensar que

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NÃO colabora com um serviço público eficiente o seguinte fato: a) melhorar a máquina pública b) assessorar o presidente da República c) elaborar a proposta orçamentária d) o vasto número de cargos preenchidos por indicação política e) eleger o mérito como critério único da escolha dos funcionários 5- A partir das ideias expostas, é correto dizer que o autor espera que haja: a) Política partidária b) Reforma política c) Tradição patrimonialista d) Candidato presidencial e) Mais nomeações de cargos públicos 6- Leia: “A melhoria da eficiência dos serviços públicos, a redução do potencial de corrupção e a moralização dos costumes seriam as consequências mais relevantes dessa verdadeira revolução, que equivaleria a uma ampla reforma política”. (6º parágrafo) A partir da leitura do fragmento acima e sua relação com as demais ideias expostas no texto, podem-se afirmar as seguintes ideias, EXCETO: a) Há uma preocupação com os resultados referentes ao serviço público. b) O uso da expressão “verdadeira revolução” leva à conclusão de que aquilo que o articulista propõe como saída para combater a ineficiência dos serviços públicos é algo que exigiria muito embate e discussão, a fim de se mudar a cultura política do país. c) “Corrupção” e “moralização” estabelecem um raciocínio de exclusão uma em relação à outra neste contexto. d) A reforma política pretendida pelo autor se torna uma consequência natural da eficiência dos serviços públicos. e) Pensar numa reforma política é imaginar algo hostil para as instituições do país. 7- “Dirigentes de órgãos e entidades públicos, inclusive empresas estatais, deveriam ser nomeados com base em métodos competitivos”. (6º parágrafo) A partir do argumento desenvolvido no texto, é correto pensar que ratifica a ideia exposta acima o seguinte fragmento: a) A recente crise entre o governo e o PMDB tem a ver, em última análise, com espaço de poder e cobiça por empregos públicos. (1º parágrafo) b) A dinastia Song (960-1279) proibiu altos funcionários de se relacionarem com parentes; membros da família real não podiam assumir cargos públicos. (2º parágrafo)


c) Outras propostas foram adotadas ao longo do tempo, incluindo o estabelecimento, em 1855, de um órgão independente, ainda existente, para supervisionar a seleção de funcionários. (3º parágrafo) d) A recente designação do novo presidente do Banco da Inglaterra (o banco central) foi precedida da publicação de edital para atrair candidatos. O escolhido foi um canadense. (3º parágrafo) e) ... comerciantes buscavam ser funcionários para se tornar nobres e obter benefícios pessoais. (4º parágrafo) 8- É INCORRETO o que se afirma sobre algum elemento do texto em (encontram-se destacados em negrito nos parágrafos indicados): a) Os termos “à base” (2º parágrafo) e “a base” (3º parágrafo) possuem equivalência morfossintática e só se diferenciam porque o uso da crase na 1ª ocorrência é facultativo. b) Os termos “funcionários” (2º parágrafo) e “cargos públicos” (2º parágrafo) possuem equivalência sintática ao complementarem o sentido dos respectivos vocábulos “selecionava” e “assumir”. c) Após a expressão “Entre as distorções identificadas” (3º parágrafo), há a necessidade de se colocar um sinal de vírgula, por se tratar de um termo deslocado. d) O vocábulo “Dirigentes” (3º parágrafo) exerce função paciente em relação à frase a que pertence. e) Os termos “do novo presidente do banco da Inglaterra” (3º parágrafo) e “de edital” (3º parágrafo) possuem equivalência sintática e semântica. 9- Assinale a alternativa que faz uma análise legítima sobre o que expõe. a) O termo “por melhor tratamento” (1º parágrafo) exerce dependência gramatical em relação ao termo “política partidária” (1º parágrafo). b) O termo “por indicação política” (1º parágrafo) complementa o sentido da palavra “preenchidos”. c) O pronome “Outras” (3º parágrafo) em “Outras propostas” exerce função adjetiva, enquanto que “outras” (4º parágrafo) em “Nossas origens são outras” exerce papel substantivo. d) O termo “do serviço público” (3º parágrafo) exerce valor agente em relação à palavra “criação” (3º parágrafo).

e) A oração “que dom Pedro II (1825-1891) defendia ‘a institucionalização da meritocracia no serviço público’...” (5º parágrafo) exerce função adjetiva e é iniciada por um pronome de natureza anafórica. 10- “Outras propostas foram adotadas ao longo do tempo, incluindo o estabelecimento, em 1855, de um órgão independente, ainda existente, para supervisionar a seleção de funcionários”. Pode-se dizer que estabelece a mesma ideia que a destacada acima a seguinte oração: a) Alguns representantes, como dom Pedro II, tanto insistiram na meritocracia, que foi criado em 1938 o Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp). b) O serviço público não é eficiente no Brasil, pois heranças culturais históricas fizeram com que preferíssemos as nomeações por interesse. c) Métodos competitivos ajudam as instituições a alcançarem excelência no seu trabalho à medida que exigem o melhor desempenho funcional de seus candidatos. d) O serviço público não se tornou ainda eficiente porque a forma de se pensar a contratação de servidores não é vista como fator de meritocracia. e) É necessário que haja reforma política, a fim de melhorar o desempenho do serviço público. GABARITO 1- D 2- C 3- A 4- D 5- B 6- E 7- D 8- A 9- C 10- E

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SIMULADO DE MARÇO QUESTÃO 01

QUESTÃO 02

Briga de galo

Em visita a uma pequena cidade do interior, um sujeito é convidado para assistir a uma rinha de galos. Vendo que todos estão apostando, ele também resolve jogar. Vira-se para um caipira, que fuma um cigarrinho de palha enquanto observa com muita atenção a luta dos bichos e pergunta: - Qual é o galo bom na próxima briga? - Óia, diz o caipira dando uma cusparada de lado, tem o galo branco e o galo preto. O bom é o branco. Confiante, o sujeito aposta toda a grana que tem no bolso no galo branco. Mas o bicho leva uma tremenda surra do galo preto. Indignado, ele pede explicações para o caipira: - Pô, você não me disse que o galo branco era o bom? - Uai, responde o caipira, o branco era o bom mesmo. Mas o marvado é o preto. (Fonte: http://taislc.blogspot.com.br/2009/01/cndido-portinari.html)

A obra acima O Mestiço / 1934 de Cândido Portinari descreve um ser que possui os traços fortes e bem definidos, de aparência forte e de estatura alta. Sua expressão demonstra seriedade e dureza e seus braços cruzados traduzem imponência. A partir do entendimento do que a obra em destaque oferece quanto ao aspecto de riqueza cultural e histórica, é possível notar que sua expressão artística revela:

a) A submissão do negro nas lavouras de café marcada por um cenário desolador de injustiça. b) A desigualdade social que relega os indivíduos de cor a possuírem funções subalternas e pouco valorizadas. c) A resistência que os escravos da época colocavam em prática ao comandarem comunidades quilombolas. d) A deficiência do ser retratado em não possuir mão-deobra qualificada e ser obrigado a se submeter a trabalho braçal de baixa remuneração. e) A valorização da imagem do retratado referente à força do trabalho nas lavouras e à riqueza proporcionada pela miscigenação local.

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(Fonte:http://humortadela.bol.uol.com.br/piadas) No texto acima, o uso de alguns vocábulos é capaz de interferir no fator semântico, provocando o humor do texto. Isso acontece na medida em que as variedades linguísticas presentes em relação às escolhas dessas palavras são capazes de: a) Expor quão confusos podem ser os dialetos existentes no país, o que acaba provocando o fator cômico do texto. b) Ridicularizar a figura do caipira que não consegue estabelecer contato satisfatório com o seu interlocutor. c) Influenciar na omissão de informações que ajudam a beneficiar um dos personagens, graças, no contexto, ao sentido ambíguo dos vocábulos “bom” e “marvado”. d) Demonstrar a ingenuidade de indivíduos da zona urbana ao não dominarem o estilo próprio que os habitantes da zona rural põem em prática com o seu dialeto específico. e) Associar o caráter de bondade e maldade à escolha da cor dos galos, a fim de representar o vencedor e o perdedor da briga.


QUESTÃO 03 Um A Zero Compositor: Pixinguinha, Benedito Lacerda E Nelson Ângelo Vai começar o futebol, pois é, Com muita garra e emoção São onze de cá, onze de lá E o bate-bola do meu coração É a bola, é a bola, é a bola, É a bola e o gol! Numa jogada emocionante O nosso time venceu por um a zero E a torcida vibrou Habilidade, tiro cruzado, Mete a cabeça, toca de lado, Não vale é pegar com a mão Aos quarenta do segundo tempo O jogo ainda é zero a zero Todo time quer ser campeão Tá lá um corpo estendido no chão São os minutos finais Vai ter desconto Mas, numa jogada genial Aproveitando o lateral Um cruzamento que veio de trás Foi quando alguém chegou Meteu a bola na gaveta E comemorou

(Fonte: http://letras.mus.br/pixinguinha/697308/ adaptado)

O choro “Um a zero”, de dois dos maiores mestres da música brasileira - Pixinguinha e Benedito Lacerda - foi composto em 1919. Muito tempo depois, ganharia letra feita pelo compositor Nelson Ângelo, um velho conhecido do Clube da Esquina. Sobre a composição da letra da música acima e a imagem provocada no imaginário do leitor-ouvinte, percebe-se que: a) Os versos dão dinamicidade similar aos movimentos produzidos numa partida de futebol, com todos os elementos que o caracterizam. b) Há a marca do futebol moderno que preza pela estratégia e competitividade em detrimento do seu caráter plástico e emocionante. c) Os elementos focados deturpam a originalidade do esporte, além de não se prezar pela rima fixa nas estrofes. d) O entendimento acerca do futebol extrapola seu contexto de realidade, haja vista a falta de caracterização emotiva do eu-lírico.

Meio-de-campo organizou E vem a zaga rebater Bate, rebate, é de primeira Ninguém quer tomar um gol É coisa séria, é brincadeira Bola vai e volta Vem brilhando no ar E se o juiz apita errado É que a coisa fica feia Coitada da sua mãe Mesmo sendo uma santa Cai na boca do povão Pode ter até bolacha Pontapé, empurrão Só depois de uma ducha fria É que se aperta a mão Ou não! e) A cultura do futebol está acima de qualquer coisa, no que se refere ao fato de caracterizar o povo brasileiro. QUESTÃO 04 Brasil teve mais de 7 milhões de matrículas no ano passado Censo da Educação Superior - 17 de Setembro de 2013 O total de alunos matriculados na educação superior brasileira ultrapassou a marca de 7 milhões em 2012. É o que apontam os dados do Censo da Educação Superior divulgados pelo Ministério da Educação nesta terça-feira, 17, em Brasília. Esse número representa aumento de 4,4% no período 2011–2012. Enquanto o número de matrículas nas instituições públicas cresceu 7%, o aumento na rede particular, responsável por 73% do total, foi de 3,5%. "Estamos em um sistema em forte expansão, com mais ingressantes que concluintes", observou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao apresentar os dados gerais do Censo da Educação Superior, durante entrevista coletiva concedida no MEC. "Não é tarefa fácil assegurar qualidade da expansão de acordo com a demanda por vagas. Temos um compromisso no MEC de assegurar a qualidade do ensino superior." "Temos 7,2 milhões de estudantes do ensino superior e 7,1 milhões de inscritos no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio]", lembrou Mercadante. "Temos um volume equivalente de estudantes no Enem querendo entrar na universidade." Os 7.037.688 alunos matriculados em cursos de graduação no Brasil estão distribuídos em 31.866 cursos, oferecidos por 2.416 instituições — 304 públicas e 2.112 particulares. O total de estudantes que ingressaram no

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ensino superior em 2012 chegou a 2.747.089. O número de concluintes, a 1.050.413. No período 2011-2012, o número de ingressantes nas instituições de educação superior cresceu 17,1%. Fonte: http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content adaptado

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Num texto que se valha de estatísticas, os dados que são apresentados costumam ter efeito determinante no entendimento pretendido pelo autor. Percebe-se que a notícia acima apresenta números que, no contexto, ajudam o receptor a formular um entendimento de consequência sobre o que é apresentado. Essa afirmação se faz presente em: d) O setor de ensino superior passa por um momento delicado, já que o número da demanda é e) Graças ao enorme número de alunos concluindo o ensino superior, a tendência é que o mercado de trabalho fique cada vez mais exigente quanto ao currículo dos

a) Apesar de representar o maior número de estudantes no ensino superior, o setor público obteve menor crescimento do que o privado entre 2011-2012. b) Embora tenha elevado o número de alunos que ingressaram no ensino superior, garantir qualidade a essas instituições ainda representa um grande desafio para o país. c) O ministro da Educação afirmou que não há vagas nas instituições públicas de ensino superior para todos os alunos, já que o número de estudantes nessas instituições e os que fizeram o ENEM se equivale.

desproporcionalmente superior ao que instituições públicas e privadas podem oferecer. alunos, o que pode provocar discriminação no mercado de trabalho.

QUESTÃO 05

Sobre o entendimento da tirinha acima construído pelos elementos linguísticos presentes, é correto afirmar que: a) O vocábulo “péssimo” no primeiro quadrinho é um elemento que aponta uma circunstância do desempenho do personagem que fala. b) A repetição da palavra “péssimo” no primeiro quadrinho atenua o sentimento de indignação expresso pelo personagem detentor da fala. c) A expressão “pra” no terceiro quadrinho representa a modalidade formal da língua, para indicar uma ideia de finalidade. d) O pronome “isto” no último quadrinho é um elemento indicativo de algo próximo do emissor da mensagem. e) A expressão “se eu viesse” no terceiro quadrinho preza pelo caráter de certeza em relação ao passado atribuído ao contexto de queixa do personagem.

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QUESTÃO 06 Governo pode adiar obrigação de airbag e ABS nos automóveis fabricados no Brasil 11/12/2013 - Daniel Lima Repórter da Agência Brasil Brasília - A melhoria na segurança dos carros brasileiros deve ficar para depois. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou hoje (11) que, na semana que vem, deverá se reunir com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) para discutir a postergação da medida, prevista para entrar em vigor em 2014. O ministro esteve reunido com o setor, segunda-feira, em São Paulo. “Estamos discutindo as questões de segurança que seriam acrescentadas a partir de 2014, e estamos preocupados com o impacto sobre o preço do carro, pois elevaria o preço de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil”, disse. Mantega também disse que o assunto ainda está em estudo, mas é possível que o governo adie a entrada em vigor das exigências. “Hoje, 60% dos veículos já têm os equipamentos e passaria para 100%. Então, nós vamos diferir em um a dois anos. Fecharemos [a decisão] na semana que vem”, disse. A mudança, imposta pelas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) 311/2009 e 380/2011prevê, respectivamente, a instalação de airbag duplo (motorista e passageiro da frente) e freios ABS em 100% dos automóveis fabricados no país. Edição: Davi Oliveira Fonte: http://www.ebc.com.br/noticias/economia/2013/12/governo-pode-adiar-obrigacao-de-airbag-e-abs-nos-automoveis-fabricados-no

Toda notícia visa a uma transmissão de informação referente ao cotidiano. É importante atentar-se a todos os elementos que a compõem com o objetivo de abstrair a intencionalidade do produtor. A partir da leitura do texto acima e do seu entendimento macroestrutural, é correto o que se afirma em: a) Entende-se que o ministro da Fazenda e o governo encontram-se numa situação desconfortável no que se refere ao não cumprimento das promessas de promover maior segurança aos proprietários de veículos. b) O ministro teve de impor as mudanças ao setor automotivo, já que este não colaborou com as alterações sugeridas no que se refere aos itens de segurança. c) Infere-se que o impacto financeiro sobre o custo de produção pode fazer com que o governo dilate o prazo de exigência das mudanças necessárias à segurança no que se refere à fabricação de veículos. d) Compreende-se que o governo está mais preocupado com a segurança dos consumidores do que com os impactos econômicos que podem ser gerados com o aumento no custo de fabricação de veículos. e) Aumentar o custo de produção pode fazer com que os veículos fiquem muito mais caros, criando um impacto profundo na economia do Brasil, já que não há consumidores dispostos a arcar com os custos de tamanha mudança. QUESTÃO 07 O bicho Vi ontem um bicho Na imundice do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem! (Manuel Bandeira)

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Um dos papéis do poeta é expor a realidade de uma forma reveladora, que procure humanizar o universo circundante por meio de suas provocações “evidentes”; fazer a sociedade refletir sobre um óbvio não mais perceptível sob os olhos dos que só enxergam desejando não ver. Levando em consideração um contexto de “nãoestranhamento” por parte dessa sociedade sobre as discrepâncias sociais que lhe dizem respeito, é correto pensar que o poema de Bandeira em destaque: a) Denuncia o estado humano de comodismo frente às mazelas sociais. b) Expõe quão degradante é a condição do homem no que se refere à sua pobreza de espírito. c) Ao mesmo tempo em que demonstra um sentimento estarrecedor, desvela quão contraditória é uma condição humana particular. d) Questiona o caráter de racionalidade do homem, incapaz de solucionar seus problemas mais elementares. e) Indica a “desumanização” do indivíduo no que se refere à agressividade que este coloca em prática contra seus pares. QUESTÃO 08 Texto I Pela vida – contra o aborto! Abimael Borges Não é preciso ser cristão para perceber que o aborto é uma maldição, mas, como cristão e como ser humano, sou totalmente contra essa prática. Falar de dignidade humana não exclui o ser humano integral. Penso que não há o que se discutir quanto ao início da vida, que preexiste ao nascimento na forma de mãe e pai. Discutir o momento da fecundidade como o momento do início de uma vida é desprezar a vida humana em sua essência. É preciso ter a sensibilidade que a morte não gera a vida, sendo esta, portanto, uma continuidade ininterrupta da existência natural. Somente a vida é capaz de dar origem a outra vida, sendo esta uma continuidade daquela, um ciclo glorioso que ninguém tem o direito de quebrar, legalizar ou facultar sua quebra. Quando uma mulher decide, por sua livre escolha, estar com um homem, ela não pode ser inocentada de sua responsabilidade enquanto genitora, para penalizar um feto. Podemos até planejar o momento em que queremos um bebê, mas jamais tirá-lo à força, por nossa liberalidade e luxúria, o fruto de nossa atitude procriadora. Eu considero que as pessoas têm o livre-arbítrio para pensar o sexo como diversão ou procriação, isso é uma decisão pessoal que não interfere na vida dos outros. Particularmente, vejo no sexo promíscuo forte degradação moral, irresponsável e capaz de despojar o ser humano de sua dignidade e amor próprio. Sexo é para ser feito com amor e amor é reponsabilidade para consigo e para com o outro, menos que isso é insanidade. (Fonte: http://www.recantodasletras.com.br/redacoes/2527505)

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Texto II A QUESTÃO DO ABORTO Drauzio Varella Desde que a pessoa tenha dinheiro para pagar, o aborto é permitido no Brasil. Se a mulher for pobre, porém, precisa provar que foi estuprada ou estar à beira da morte para ter acesso a ele. Como consequência, milhões de adolescentes e mães de família que engravidaram sem querer recorrem ao abortamento clandestino, anualmente. Para se ter ideia, embora os números sejam difíceis de estimar, se contarmos apenas os casos de adolescentes atendidas pelo SUS para tratamento das complicações de abortamentos no período de 1993 a 1998, o número ultrapassou 50 mil. Entre elas, 3.000 meninas de dez a quatorze anos. É lógico que o ideal seria instruir as mulheres para jamais engravidarem sem desejá-lo, mas a natureza humana é mais complexa: até médicas ginecologistas ficam grávidas sem querer. Não há princípios morais ou filosóficos que justifiquem o sofrimento e morte de tantas meninas e mães de famílias de baixa renda no Brasil. É fácil proibir o abortamento, enquanto esperamos o consenso de todos os brasileiros a respeito do instante em que a alma se instala num agrupamento de células embrionárias, quando quem está morrendo são as filhas dos outros. Os legisladores precisam abandonar a imobilidade e encarar o aborto como um problema grave de saúde pública, que exige solução urgente. (Fonte:

http://drauziovarella.com.br/mulher-2/gravidez/a-questao-do-aborto

/

adaptado)

Um artigo de opinião busca expressar a defesa do ponto de vista pela ótica do seu produtor, que expõe suas ideias de forma particular. Sendo assim, o poder de argumentação neste tipo de texto responde pelo caráter de subjetividade aliado ao de argumentar. A partir disso, percebe-se que os dois textos acima apresentam idêntico papel, porém divergem no que se refere a apontar validade ou não da matéria. Sobre a concordância ou discordância do raciocínio quanto ao tema, está correto afirmar que: a) O primeiro duvida da existência do aborto no que se refere aos casos de estupro, já o segundo defende que o Estado promova cirurgias que garantam a segurança das mulheres. b) Ambos apelam para o caráter de direito e de defesa à vida, a fim de legitimarem seus pontos de vista, sendo que o primeiro pela visão do embrião e o segundo pela condição materna.


c) O primeiro texto trafega por uma visão religiosa sobre o tema, sendo que o segundo condena tal tipo de pensamento para a abertura do debate. d) O primeiro condena somente as mulheres pelos atos de promiscuidade, enquanto que o segundo aponta a autonomia das mais pobres no que se refere à decisão de abortar ou não. e) O primeiro aponta o livre-arbítrio como problema da expansão do aborto, enquanto que o segundo ataca o pensamento do início da vida no momento da fecundação. QUESTÃO 09 Antônio "Tom" Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 – Nova Iorque, 08 de dezembro de 1994) mais conhecido como Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violinista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música brasileira pela revista Rolling Stone, e um dos criadores e uma das principais forças do movimento da Bossa Nova. Nascido no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro (na época Distrito Federal), Tom mudou-se com a família no ano seguinte para Ipanema, onde foi criado. A ausência do pai, Jorge de Oliveira Jobim, durante a infância e adolescência lhe impôs um contido ressentimento, desenvolvendo no maestro uma profunda relação com a tristeza e o romantismo melódico, transferido peculiarmente para as construções harmônicas e melódicas. Aprendeu a tocar violão e piano em aulas, entre outros, com o professor alemão Hans-Joachim Koellreutter, introdutor da técnica dodecafônica no Brasil. Pensou em trabalhar como arquiteto, chegando a cursar o primeiro ano da faculdade e até a se empregar em um escritório, mas logo desistiu e decidiu ser pianista. Tocava em bares e boates em Copacabana, como no Beco das Garrafas no início dos anos 1950, até que em 1952 foi contratado como arranjador pela gravadora Continental, onde trabalhou com Sávio Silveira. Além dos arranjos, também tinha a função de transcrever para a pauta as melodias de compositores que não dominavam a escrita musical. Datam dessa época as primeiras composições, sendo a primeira gravada "Incerteza", uma parceria com Newton Mendonça, na voz de Mauricy Moura.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Carlos_Jobim

Os diferentes tipos de texto que existem permitem que se tenha ao alcance uma mensagem adequada para cada ocasião que se deseja transmitir algo. Sobre a personalidade acima e a forma como as informações são passadas, é correto dizer que o presente texto: a) Aponta informações referentes à existência de um dos maiores gênios da música brasileira, apresentando fatos sobre sua trajetória de vida pessoal e profissional. b) Narra fatos marcantes que dizem respeito à vida profissional do maior gênio da música brasileira, contada em capítulos. c) Descreve o intelecto do maior gênio da música popular, apontando suas angústias e inspirações a respeito do seu gênio incompreendido. d) Comenta aspectos de vida do grande gênio da música brasileira, apresentando uma análise laudatória sobre sua forma de criação. e) Apresenta uma linha informativa a respeito de um grande músico brasileiro, por meio de injunções que moldam o ponto de vista e o pensamento do leitor. QUESTÃO 10

(Fonte: http://www.fas.curitiba.pr.gov.br/conteudo.aspx?idf=224)

Falar sobre gêneros textuais se concebe como uma recorrência linguística, haja vista que várias são as circunstâncias sócio-comunicativas que compartilhamos cotidianamente. Uma delas é a de tentar entender o contexto de persuasão que um texto pode propor em

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relação a seus leitores. Sobre o entendimento do texto acima e seu papel social, é correto dizer que: a) O objetivo principal é esclarecer a população sobre determinado assunto, valendo-se de um caráter de efeito produzido pela expressão “Só pode ser brincadeira”. b) O texto visa a esclarecer a população sobre os malefícios de se tolerar o problema mencionado, fato este provocado principalmente pela imagem. c) Há uma crítica quanto ao problema mencionado, já que o texto satiriza o poder público com o uso da palavra “brincadeira”. d) Ao referir-se a um problema social, o texto em destaque expõe a marca do anunciante, com o objetivo principal de promovê-lo diante da sociedade. e) O texto produz a mensagem de forma objetiva, levando em consideração unicamente o caráter semântico primário da parte verbal. QUESTÃO 11 CÁLICE (Chico Buarque e Gilberto Gil) Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor, engolir a labuta Mesmo calada a boca, resta o peito Silêncio na cidade não se escuta Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue Como é difícil acordar calado Se na calada da noite eu me dano Quero lançar um grito desumano Que é uma maneira de ser escutado Esse silêncio todo me atordoa Atordoado eu permaneço atento Na arquibancada pra a qualquer momento Ver emergir o monstro da lagoa De muito gorda a porca já não anda De muito usada a faca já não corta Como é difícil, pai, abrir a porta Essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontade Mesmo calado o peito, resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade (Fonte: http://letras.mus.br/chico-buarque/45121/ adaptado)

O texto em destaque acima corresponde a fragmentos de uma canção de autoria de Chico Buarque e Gilberto Gil produzida no ano de 1973. Esta música teve sua execução proibida durante anos no Brasil. Só foi lançada em disco em novembro de

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1978 no álbum Chico Buarque, tendo Milton Nascimento nos versos de Gil, e também em dezembro no álbum Álibi de Maria Bethânia. Tendo como base o conhecimento sobre a forma de composição artística de muitos autores no período citado, percebe-se que a criação da música em destaque: a) Faz uma exclusivista alusão ao trecho bíblico como forma de reforçar o caráter religioso da cultura local. b) Teve de ser censurada por evidente desrespeito aos valores pregados pelos militares que dirigiam o país na época. c) Só foi concluída com a ajuda de outros grandes artistas, por causa do exílio que os dois autores iniciais foram obrigados a sofrer. d) Estrutura-se por meio de um elaborado jogo de palavras para despistar a censura da ditadura militar. e) Possui baixa relevância artística, pois estrutura-se por meio de um caráter de criação simplista, fortemente reprimida pelo governo da época. QUESTÃO 12

A partir da visualização da parte verbal e não verbal da mensagem acima, é pertinente afirmar que uma conclusão que se tem do anúncio é que: a) O cidadão comum depende exclusivamente do transporte público para combater o problema abordado. b) O uso de veículos particulares não colabora com a solução do problema. c) O transporte público e os veículos particulares não representam uma mobilidade sustentável. d) A saída mais viável para o problema de mobilidade é a construção de ciclo-faixas no perímetro urbano. e) O homem é o grande responsável pelos problemas que dizem respeito à falta de mobilidade urbana e ao desrespeito ao meio ambiente.

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QUESTÃO 13 SÃO JOÃO CHEGOU! AS GRANDES FESTAS DAS CAPITAIS DO FORRÓ. Na viagem com Camila: 18/06/2012 Estamos em pleno ciclo junino e a economia se movimenta, é feriado, as cidades mudam. Quem não é daqui nem tem noção da dimensão que o São João tem para nós. Não são só as festas de Caruaru e Campina Grande que concorrem pelo melhor/maior São João do mundo. Entram em cena também a gastronomia, a moda (sim, essa é uma das épocas que os nordestinos mais compram roupas e não são necessariamente roupas de matuto), as bandas de forró pé-de-serra e de forró estilizado. É realmente um período bem marcante para nós, nordestinos. Caruaru e Campina Grandre São as festas mais comerciais. Ambas as cidades disputam o título do melhor/maior São João. Apesar de serem festas grandes, com patrocinadores grandes também, cada uma investe em pontos diferentes. As duas cidades têm festas imensas, vou tentar aqui mostrar, em linhas gerais, o que cada cidade tem a oferecer. Caruaru tem o Pátio do Forró que é o ponto de encontro das pessoas, com shows todas as noites com artistas famosos. Há cidade cenográfica dentro do Pátio, mas lá costuma aglomerar muita gente, é festa de rua mesmo. Se você não é tão jovenzinho assim e prima pelo conforto pode não encontrar um lugar bacana no Pátio em si, mas na área da estação ferroviária, onde ficam restaurantes com uma infraestrutura maior. Há ainda o Alto do Moura, onde Vitalino vivia e produzia seus bonecos de barro. É possível visitar a casa de Vitalino que virou uma espécie de museu. Lá a galera jovem costuma ir passar o dia para, à noite, se encontrar no Pátio. Há festas fechadas também e as famosas Drilhas. Elas são quadrilhas estilizadas e temáticas e saem com trios elétricos no período da tarde. Campina Grande tem o Pátio do Povo. A ideia é semelhante à do Pátio do Forró com a diferença que há o que eles chamam de palhoças que tocam forró pé de serra (também há algo parecido em Caruaru, mas em Campina creio que elas funcionam melhor). Ainda nesta área ficam os restaurantes, as barraquinhas com brincadeiras, etc… (Fonte: http://naviagemcomcamila.wordpress.com/2012/06/18/sao-joao-chegou-as-grandes-festas-das-capitais-do-forro/adaptado)

Um texto, para apresentar seu sentido maior (macroestrutura), depende de elementos menores (microestrutura) que ajudem a montá-lo na base do entendimento de cada frase. Trata-se da relação existente entre Coerência e Coesão a base fundamental para se estruturar um texto com a clareza necessária, a fim de que o leitor abstraia satisfatoriamente sua mensagem. A partir disso, pode-se afirmar como correta a firmação que é feita sobre um desses elementos que se encontram destacados no texto acima: a) A palavra “nordestinos” é utilizada com o propósito de indicar a circunstância de lugar onde se passam os festejos mencionados. b) A expressão “apesar de” marca um tom explicativo no contexto em que foi empregada. c) A conjunção “mas” foi usada exclusivamente como aditiva no contexto em que se encontra. d) A palavra “onde” retoma um termo anterior com a finalidade de projetá-lo na oração seguinte, indicando-lhe noção de lugar. e) O uso do pronome “eles” possui referência exata no contexto em que foi empregado, retomando um substantivo. QUESTÃO 14 RESTOS DO CARNAVAL Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu. No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco! É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino

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Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com os quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira. Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga - talvez atendendo a meu mudo apelo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel - resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma. Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge - minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa - mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil - fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava. Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido, sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre, mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria. Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa. Clarice Lispector – Felicidade Clandestina (Fonte: http://claricelispector.blogspot.com.br/2007/12/restos-do-carnaval.html)

Uma das características das histórias de Clarice Lispector se refere à montagem do fator psicológico que molda a personalidade e interfere no estado de espírito de muitos de seus personagens. A partir do universo criado em relação à festa de Carnaval, no enredo, é correto afirmar que: a) Participar do carnaval todo ano sempre encantou o narrador-personagem, servindo-lhe de fuga do seu universo conflituoso. b) O momento de carnaval sempre proporcionou ao narrador-personagem euforia e felicidade por poder forjar aquilo que ela não era. c) O sentimento de alegria é uma consequência normal e comum no decorrer dos acontecimentos do enredo, não frustrando o narrador-personagem. d) Por possuir um pessimismo elevado, frente aos fatos que lhe dizem respeito, o carnaval é capaz de proporcionar algo hostil ao narrador-personagem, prejudicando-lhe mais ainda o estado de espírito. e) Ter a possibilidade de brincar o carnaval representaria uma fuga para os conflitos de ordem existencial e psicológica que dizem respeito à realidade do narrador-personagem. QUESTÃO 15

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Tendo por base o caráter reflexivo que as charges buscam agregar a suas ilustrações, percebe-se que, a partir da visualização da imagem acima, é correto inferir que o indivíduo de cor escura em relação a seus pares representa: a) Um ser acomodado que não evolui além do que se espera. b) Um ser alienado que reproduz o que os outros apontam. c) Um ser limitado que não consegue acompanhar o raciocínio do demais. d) Um ser diferenciado que detém mais conteúdo intelectual. e) Um ser revolucionário que contesta a ordem pré-estabelecida. QUESTÃO 16 Suécia vê conta salgada e desiste de sediar Olimpíadas de 2022 Correio do Brasil 18/01/2014 Redação, com BBC - de Estocolmo A candidatura de Estocolmo para sediar as Olimpíadas de Inverno de 2022 foi enterrada praticamente em bloco pelos partidos políticos suecos, com apoio do próprio prefeito da capital sueca e também do primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt. Três argumentos centrais orientaram a decisão, confirmada neste sábado: para os políticos da Suécia, um dos países mais ricos do mundo, a cidade tem prioridades mais importantes, a conta dos gastos para realizar o evento na cidade seria alta demais, e um eventual prejuízo com a organização dos Jogos teria que ser coberto com o dinheiro dos contribuintes. – Não posso recomendar à Assembleia Municipal que dê prioridade à realização de um evento olímpico. Precisamos priorizar outras necessidades, como a construção de mais moradia na cidade – disse o prefeito de Estocolmo, Sten Nordin, em declarações publicadas neste sábado pelo jornal Dagens Nyheter. Nos últimos dias, diversos partidos políticos vieram a público defender a rejeição à candidatura da cidade. Na avaliação dos partidos, o plano apresentado pelo Comitê Olímpico sueco apresentou cálculos pouco realistas e projeções exageradamente otimistas sobre a receita da venda de bilhetes para o evento. O orçamento previsto pelo Comitê para a realização dos Jogos era de aproximadamente 10 bilhões de coroas suecas, o equivalente a cerca de R$ 3,6 bilhões. – Quando se trata de custos deste calibre, os cidadãos que pagam impostos exigem de seus políticos mais do que previsões otimistas e boas intuições. Não é possível conciliar um projeto de sediar os Jogos Olímpicos com as prioridades de Estocolmo em termos de habitação, desenvolvimento e providência social – disse o secretário municipal de Meio Ambiente da capital sueca, Per Ankersjö, em artigo publicado quinta-feira no jornal Dagens Nyheter. A candidatura preliminar da Suécia aos Jogos foi apresentada pelo Comitê Olímpico sueco ao Comitê Olímpico Internacional (COI) em novembro passado. O

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plano do Comitê sueco foi então submetido à avaliação dos partidos que compõem o Conselho Municipal da capital sueca, dando início ao debate. “Apresentar uma candidatura aos Jogos Olímpicos seria especular demais com o dinheiro dos contribuintes. Os riscos financeiros são grandes demais”, disse o Partido Democrata Cristão (Kristdemokraterna, um dos quatro partidos da aliança governista) em comunicado à imprensa no sábado passado. Em editorial publicado recentemente no jornal Svenska Dagbladet, um comentarista destacou que a experiência de cidades que já sediaram eventos olímpicos – como Londres, Vancouver e Atenas – demonstra que um fato é recorrente: “Os cálculos iniciais da organização do evento são sempre mais otimistas do que a conta apresentada no final dos Jogos”, diz o texto, afirmando que “após os Jogos os contribuintes são forçados a pagar pelos prejuízos”. “E nenhum cientista se atreve a afirmar que a realização dos Jogos beneficia de fato o mercado de trabalho e a economia local das cidades-sede”, acrescentou o editorial. Fonte: http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/suecia-ve-conta-salgadadesiste-sediar-olimpiadas-2022/678486/

Para o bom entendimento dos fatos apresentados no texto, é essencial que se saibam as causas que originam os acontecimentos. Pode-se entender que um raciocínio válido sobre o que se noticia no texto está expresso em: a) A oposição, por meio de uma revolução popular, conseguiu convencer o governo a não sediar as olimpíadas. b) O bom uso do dinheiro dos contribuintes direciona os investimentos a serem feitos no país citado. c) Os exemplos de países que não obtiveram retorno esperado constituíram o fator determinante para a desistência da Suécia em ser sede das Olimpíadas. d) Os recentes atentados que ocorreram na Rússia intimidaram o governo sueco a não realizar as olimpíadas de 2022. e) O principal motivo para a Suécia não sediar as Olimpíadas de 2022 foram os altos gastos com segurança.


QUESTÃO 17 Limeira Eu sou Zé Limeira, caboclo do mato Capando carneiro no cerco do bode Não gosto de feme que vai no pagode O gato fareja no rastro do rato Carcaça de besta, suvaco de pato Jumento, raposa, cancão e preá Sertão, Pernambuco, Sergipe e Pará

Tropas russas já assumiram controle sobre a região, apesar dos protestos da comunidade internacional, e há temores de que possam tentar avançar sobre outras partes da Ucrânia. Putin afirmou que o novo governo ucraniano chegou ao poder "pelas armas", como resultado de um "golpe" inconstitucional. Segundo o presidente russo, Viktor Yanukovich, destituído da presidência, "é o legítimo líder da Ucrânia". "Yanukovich é certamente impotente na Ucrânia, mas legalmente falando, ele é o presidente legítimo do país", disse Putin.

cordeis.html)

Putin falou ainda que a Rússia não reconheceria os resultados de eleições na Ucrânia que tenham sido realizadas sob as atuais condições de "terror". Acrescentou que a Rússia não pretende anexar a Crimeia ao seu território. No último fim de semana, tropas russas ocuparam a península da Crimeia, região autônoma no sul da Ucrânia cuja maioria da população é alinhada à Rússia.

Literatura de cordel, também conhecida no Brasil como folheto, é um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos. Remonta ao século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos orais, e mantém-se uma forma literária popular no Brasil. Sobre as características do cordel acima, é correto afirmar que se faz presente a seguinte característica:

Putin citou ações de ativistas radicais na Ucrânia como justificativa para que a Rússia "se preocupe com as vidas e o bem-estar das pessoas no leste e no sul da Ucrânia". "Incidentes como esses são a razão pela qual a Rússia se reserva a opção de envio de tropas à região da Crimeia". "A Rússia não está planejando fazer guerra contra o povo ucraniano. Mas nossas tropas vão impedir qualquer tentativa de atingir os civis ucranianos”, disse.

a) Uso de linguagem coloquial para estabelecer as rimas. b) Valorização exacerbada da forma em relação ao conteúdo. c) Adaptação ao contexto cultural de um local específico, legitimando vocabulário e folclore. d) Exemplificação rural como modelo de vida atrasado. e) Vocabulário amparado no registro da época do Segundo Reinado.

A notícia acima expõe um conflito de ordem internacional que está ancorado em trajetórias históricas. O argumento de que, segundo a versão oficial dada pelo presidente Putin, a Rússia se preocupa com a região da Crimeia, a ponto de que esta possa sofrer algum tipo de intervenção militar, se respalda na seguinte afirmativa:

Pará, Pernambuco, Sergipe e Sertão Dom Pedro Segundo de sela e gibão Cantando galope na beira do mar. (Fonte: http://mundodasartescsta.blogspot.com.br/2011/07/exemplos-de-

QUESTÃO 18 IMPASSE COM A RÚSSIA MOTIVOU REVOLTA NA UCRÂNIA As manifestações começaram em novembro, depois que o então presidente Viktor Yanukovich anunciou sua decisão de não assinar um acordo de cooperação com a União Europeia. Uma ex-república soviética, a Ucrânia está no meio de uma disputa de forças entre grupos que querem mais proximidade com a União Europeia e outros que têm mais afinidade com a Rússia. Em fevereiro, Yanukovich foi deposto, um governo interino foi empossado e novas eleições foram convocadas. As atenções agora se viraram para a Crimeia, região autônoma da Ucrânia de maioria alinhada à Rússia e que convocou um referendo sobre sua soberania.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2014/03/04/usoda-forca-militar-sera-ultima-coisa-que-faremos-diz-putin-sobre-ucrania.htm

a) O fato do então ex-presidente Viktor Yanukovich não ter assinado um acordo de cooperação com a União Europeia. b) Haver protestos da comunidade internacional sobre a ocupação de tropas russas. c) O ex-presidente Viktor Yanukovich ter sofrido um golpe de estado, sendo destituído da presidência. d) O terrorismo instalado durante as eleições na Ucrânia, não garantindo a lisura do processo. e) O não reconhecimento do novo governo e o fato de a parte da população simpatizante da Rússia na Crimeia estar sujeita a ataques de ativistas radicais ucranianos.

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QUESTÃO 19 Samba do Approach Venha provar meu brunch Saiba que eu tenho approach Na hora do lunch Eu ando de ferryboat... Eu tenho savoir-faire Meu temperamento é light Minha casa é hi-tech Toda hora rola um insight Já fui fã do Jethro Tull Hoje me amarro no Slash Minha vida agora é cool Meu passado é que foi trash... Fica ligado no link Que eu vou confessar my love Depois do décimo drink Só um bom e velho engov Eu tirei o meu green card E fui prá Miami Beach Posso não ser pop-star Mas já sou um noveau-riche... Eu tenho sex-appeal Saca só meu background Veloz como Damon Hill Tenaz como Fittipaldi Não dispenso um happy end Quero jogar no dream team De dia um macho man E de noite, drag queen... (Fonte: http://letras.mus.br/zeca-baleiro/43674/adaptado)

A partir da leitura da música acima, percebe-se que seu autor preocupou-se, fundamentalmente, em a) Ser irreverente no seu modo de criar arte. b) Apelar para um jeito incomum de criar seus versos. c) Galgar originalidade por meio de expressões fortes. d) Apontar uma crítica de ordem linguística. e) Marcar sua expressividade pela recorrência de anglicismos. QUESTÃO 20 O objetivo da charge é ironizar um aspecto da realidade a fim de expor uma crítica sobre o que é tematizado de maneira irreverente. Pode-se dizer que um pensamento

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válido sobre a charge acima em relação à sociedade brasileira como um todo é apontar um(a): a) Círculo vicioso, expondo a responsabilidade do eleitor como a origem do problema. b) Crítica em relação aos políticos como os principais responsáveis pelo problema. c) Alusão ao crime organizado que se encontra ramificado em vários setores da sociedade. d) Facilidade que corruptos encontram em sair impunes dos crimes cometidos. e) Improbabilidade de serem resolvidos os problemas de ordem política e de segurança pública. GABARITO 1- E 2- C 3- A 4- B 5- D 6- C 7- C 8- B 9- A 10- A 11- D 12- B 13- D 14- E 15- D 16- B 17- C 18- E 19- E 20- A


TONS DO ENEM QUESTÃO 01

Na edição 2177, de 11/08/2010, a revista Veja publicou a reportagem Falar e escrever bem: rumo à vitória, com dicas para não “tropeçar” no idioma durante uma entrevista de emprego. Linguisticamente, tal iniciativa pode ser interpretada como forma de expor a vantagem que uma variedade – a normativa – obtém sobre todas as outras que existem e são utilizadas pelos falantes na sociedade. Sobre esta relação, pode-se afirmar como conclusão das dicas apresentadas na referida matéria que... a) Ao enumerar os erros apresentados, o veículo de comunicação se exime de preocupação social quanto ao desempenho do seu leitor. b) O domínio da língua formal é usado para preterir candidatos que não a utilizam, no contexto de disputa por uma vaga no mercado de trabalho. c) Há um evidente exemplo de discriminação na matéria, uma vez que expõe diretamente os usuários de outras variedades como incultos. d) Os erros descritos não podem ser determinantes para a obtenção ou não de um emprego, haja vista a falta de investigação dos fatos linguísticos que os caracterizem como falhos. e) A expressão linguística é um exemplo de força de discriminação na sociedade, relegando milhões de usuários de “variedades incultas” ao desemprego e à miséria.

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QUESTÃO 02 TEXTO I

TEXTO II Sofisma: s.m. Raciocínio vicioso, aparentemente correto e concebido com a intenção de induzir em erro; paralogismo. Lógica. Premissa ou argumentação cujo propósito se estabelece na intenção de produzir uma ilusão da verdade, apresentando uma estrutura lógica, mas, além disso, relações incorretas e propositalmente falsas. Fonte: http://www.dicio.com.br/sofisma/

A partir da visualização da charge e do sentido apresentado anteriormente, pode-se afirmar que ambos os textos possuem um ponto de convergência argumentativa quando: a) um dos personagens se baseia no registro referencial da linguagem, para, diretamente, fazer uma proposta vantajosa a seu interlocutor. b) há na história um exemplo de embate argumentativo entre os falantes, na medida em que o personagem de terno é obrigado por seu interlocutor a explicar a vantagem apresentada. c) expressam que o poder de convencimento pela palavra pode ser algo amplamente volúvel ao não evidenciar quem pode estar com a razão num diálogo. d) a linguagem é democratizada entre os falantes, de forma que haja igualdade de elaboração dos argumentos entre os interlocutores, sem a intenção de um ludibriar o outro. e) o argumento do senhor de terno preto não se sustenta ao explicar a razão pela qual o morador da favela se deve regozijar com o fato de quererem derrubar seu barraco.

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QUESTÃO 03 TEXTO I Galicismo ou francesismo é a palavra, expressão ou construção de origem francesa ou o ato de utilizá-la em nossa língua. O galicismo é considerado barbarismo em sentido restrito se se trata de uso desnecessário por já haver forma vernácula equivalente. Se, porém, tal importação vem preencher lacuna da língua, é bem-vinda e é então considerada simples estrangeirismo. Diz-se “galicismo” em referência a “Gália”, nome da província romana que corresponde à atual França. Ainda que os galicismos (e outros barbarismos em sentido restrito) devam ser evitados, não os podemos considerar erro. Quem assim age demonstra desinformação. Exemplos de galicismos são as palavras abajur (de “abat-jour”), buquê (de “bouquet”), carnê (de “carnet”), crochê (de “crochet”),filé (de “filet”); as expressões cair das nuvens, guardar o leito, golpe de Estado, perder a cabeça, ter lugar; o verbo “acontecer” com o sentido de “ocorrer”: “A comemoração acontecerá em 10 de setembro” (em vez de “ocorrerá”). É também considerado galicismo o emprego indiscriminado da preposição “a”, especialmente quando pode ser substituída por “com”, “de” ou “em”, como em “chocolate ao leite” (com leite), “entrega a domicílio” (em domicílio), “equação a duas incógnitas” (de duas incógnitas), “falar ao telefone” (no telefone) e “situado à avenida 7” (na avenida). A importação para a nossa língua de palavras e expressões francesas tem origem muito antiga. O recebimento de galicismos data da Idade Média, dada a influência que a literatura daquela região, notadamente a provençal, exerceu nas letras portuguesas. Muito tempo depois, no século XIX, tal influência foi proeminente no Brasil. Por essa época, era chique (outro galicismo) falar francês e usar roupas e consumir produtos vindos de Paris. Não há, portanto, razão que se sustente para reprovarmos por aqui os galicismos mais do que os demais barbarismos. Além disso, muitos deles estão de tal forma arraigados em nossos usos linguísticos que nem os percebemos como estrangeiros. Fonte: http://www.paulohernandes.pro.br/vocesabia/001/vcsabia115.html

TEXTO II Sobre a temática abordada nos textos acima, percebe-se respectivamente uma explicação e uma exemplificação de influências de outras línguas no uso do Português falado no Brasil. A partir da defesa das ideias do texto I e da situação retratada como uso comum dos falantes exposta no texto II, é válido afirmar que: a) A contaminação do idioma por parte dos estrangeirismos prejudica a autoafirmação do idioma pátrio entre os falantes. b) Com a influência cada vez maior de outras línguas no idioma local, a tendência é que ocorra uma degeneração semântica dos vocábulos incorporados e das palavras existentes no Português. c) A influência de estrangeirismos manifesta-se inconscientemente no cotidiano linguístico dos falantes, oferecendo-lhes maiores possiblidades de expressão. d) A Língua Portuguesa torna-se cada vez mais pobre no cotidiano, já que os falantes no Brasil têm preferido utilizar anglicismos e galicismos

como demonstração de status. e) A tendência é que o Português deixe de ser falado no Brasil, sendo substituído, a longo prazo, por um outro idioma formado pela influência do inglês e do francês. GABARITO 01 B 02 E 03 C

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LÍNGUA PORTUGUESA JORGE TELES

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Português - Zênite  
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