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O Desafio da Qualidade na confluência de uma “demo-burocracia” com uma “anarquia organizada Pag.3

JORNAL ESCOLAR Abril de 2013


s e D CATAVENTO edição N 02 Abril 2013

EQUIPA TÉCNICA Anabela Ferreira Ângela Bernardo Cecília Melo Fernando Cordeiro Luciana Hemriques Manuela Santos Rosário Agra

Destaques

Encontro com o escritor José Braga-Amaral pag. 8

O 2º Período na Biblioteca Escolar pag. 14

Fanfarra anima carnaval pag. 10

Recriar Miró pag. 25

Encontro com o escritor António Mota pag. 12

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Leonardo Buta brilha no Mega Sprint Distrital pag. 29


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CATAVENTO edição N 02 Abril 2013

Editorial Abril 2013

Francisco Vitorino Presidente da C.A.P.

O Desafio da Qualidade na confluência de uma “demo-burocracia” com uma “anarquia organizada

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definição de escola como organização assume conotações diferenciadas em função das perspetivas organizacionais que lhe estiverem subjacentes. Os estudos no âmbito da sociologia das organizações e da administração educacional têm vulgarizado uma corrente que procura olhar a escola a partir de seis imagens, a saber: a “escola como empresa”, a “escola como burocracia”, a “escola como democracia”, a “escola como arena política”, a “escola como anarquia organizada” e a “escola como cultura” que, em complementaridade, ou até provavelmente em antagonismo, nos permitem caracterizar a evolução da realidade das escolas portuguesas e em particular o nosso agrupamento. Num agrupamento recentemente constituído, a perspetiva que melhor enquadra a organização será, em meu entender, aquela que resulta da confluência de três modelos: a escola como “ “burocracia”, a escola como democracia” e a escola como “anarquia organizada”. Na verdade, atenta a dimensão, a complexidade e a dispersão de uma organização desta natureza, é impossível não a olhar a partir de uma perspetiva de “anarquia organizada”, na medida em que impera a incerteza, a imprevisibilidade e a instabilidade do seu funcionamento. As relações debilmente articuladas e a participação fluída da comunidade educativa tornam, por vezes, difícil a definição de objetivos e metas seguros, claros e mensuráveis. Por contraposição, e de modo a obviar a realidade atrás descrita, a adoção de uma confluência de dois modelos de atuação, o “burocrático” e o “democrático”, pode, de algum modo, mitigar os efeitos de um certo sentimento de efemeridade, insegurança e de “orfandade” que resultam de um fenómeno de agregação de escolas. Na verdade, parece possível compaginar uma liderança forte, mobilizadora e orientadora, assente no planeamento e na organização bem definidas, suportada por uma estrutura organizacional hierarquizada e formal, com uma atenção

particular ao individuo, ao Homem enquanto ser social, às relações humanas e à dimensão participativa dos processos de tomada de decisão. Ou seja, a adoção de um modelo piramidal na estrutura da organização, a definição clara de normas, procedimentos e de princípios de atuação, não pode apresentar uma rigidez e uniformidade normativa tal que impeça, ou iniba, a adoção de práticas organizativas que privilegiem a participação na tomada de decisão ou a procura de consensos através de estratégias de decisão colegial. Nesta linha de pensamento, ganha particular importância e acuidade o fomento de uma cultura organizacional, de uma identidade e de um sentimento de pertença em relação à organização, isto é, a procura de um conjunto de características que a individualize e a torne única perante qualquer outra. Muito embora se afigure uma tarefa difícil e morosa, atendendo à natureza das interações que se estabelecem no seu seio, a criação e consolidação de uma cultura de agrupamento não deixa de se assumir como um importante desafio para todos os seus membros. Na verdade, aquilo que melhor define a essência da cultura de uma organização escolar prende-se com a assunção do primado da escola no seu todo, em detrimento da função ou tarefa específica que cada um desempenhe no seu seio; a colocação da ênfase no grupo de trabalho, em detrimento do individuo; o trabalho colaborativo; a capacidade de inovar tendo como pano de fundo o benefício dos alunos e a qualidade das suas aprendizagens; o reconhecimento do esforço e do mérito; a orientação para resultados, nunca perdendo de vista os processos utilizados para os alcançar; a tolerância na resolução de conflitos, com espírito de abertura suficiente para estabelecer consensos; por último, a capacidade de se abrir ao exterior e de compreender a evolução do meio. Eis o grande desafio que temos pela frente!

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Atualidade

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CABEÇO DE VIDE, O BERÇO DA VIDA!?

i­en­tis­tas da NASA ad­mi­tem que a vida na Terra pode ter co­me­çado numa pe­quena vila alen­ te­jana e de­ci­di­ram vir a Portugal es­tu­dar uma bac­té­ria que só foi de­te­tada nas águas ter­mais de Cabeço de Vide e em Marte. As ca­rac­te­rís­ti­cas ge­o­ló­gi­cas do ter­reno são se­me­lhan­tes às que con­si­de­ra­mos ser as con­di­ ções exis­ten­tes nos pri­mór­dios da vida na Terra. O as­tro­bió­logo Steve Vance está a usar a ge­o­lo­gia da­quela zona do Alentejo como campo de treino para iden­ti­fi­car for­mas de vida nes­sas con­di­ções pri­mor­di­ais.

Simulacro na Escola Básica Nº2 de Aguada de Cima

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ealizou-se na tarde do dia 28 de Janeiro, pelas 14.22 horas, na Escola N.º2 de Aguada de Cima, um simulacro de incêndio. Este exercício visou testar a capacidade de evacuação de todos os ocupantes do estabelecimento, para os pontos de encontro. Outro aspeto fundamental na realização do simulacro, foi avaliar o tempo de duração quer da evacuação, quer do próprio simulacro. Esta avaliação é muito importante, porque é através deste valor que se consegue avaliar, se numa situação real os procedimentos definidos são ou não eficazes.

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Atualidade

CATAVENTO edição N 02 Março 2013

Seminário Nacional Eco-Escolas DECORREU EM ÁGUEDA

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os dias 25,26 e 27 de janeiro decorreu em Águeda o Seminário Nacional Eco-Escolas. Estiveram presentes cerca de 4 centenas de participantes que durante três dias de trabalho intenso tiveram oportunidade de assistir a vários painéis expositivos subordinados a diversos temas abordados pelo Programa Eco-Escolas; foram apresentados diversos trabalhos desenvolvidos por algumas Eco- Escolas e divulgadas propostas de trabalhos e concursos promovidos por entidades parceiras. Os participantes puderam ainda participar em diversos Workshops que decorreram na Escola Secundária Marques Castilho.

A equipa Eco Escolas participou neste seminário assim como vários docentes da escola Básica nº 2 de aguada de Cima.

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Atividades Sorteio de la cesta de Navidad

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o dia 09 de janeiro foi sorteado o cabaz de Natal ou “La cesta de Navidad”, atividade dinamizada pelos alunos do 11º C, no âmbito da disciplina de Espanhol. Muitos Parabéns à Sr.ª Maria Silva Duarte, possuidora da rifa vencedora!!!

Encontro com o escritor José Brag

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Atividades

CATAVENTO edição N 02 Abril 2013

Alunos do Curso CEF visitaram a EFAPEL

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0 de janeiro último foi dia de visita de estudo para os alunos do 2º ano do curso CEF de Eletricista de Instalações. Acompanhados pelos seus professores da área técnica, visitaram a empresa EFAPEL - fábrica de material elétrico situada em Serpins-Lousã, com o objetivo conhecer a realidade industrial e perceber metodologias de trabalho.

ga-Amaral

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o dia 1 de fevereiro de 2013, três turmas da Escola nº1 de Aguada de Cima, foram à Biblioteca Manuel Alegre conversar com o escritor de literatura infantil José Braga Amaral. Todos os alunos tiveram o cuidado de, nas escolas, se prepararem para estas visitas, lendo a obra «Os segredos de Constança». Este encontro teve três momentos. No primeiro momento conheceram

alguns segredos do escritor: a sua casa, os seus espaços preferidos, os seus animais de estimação… De seguida os alunos puderam colocar várias questões a José Braga Amaral. Seguiu-se o tão esperado momento dos autógrafos. No final desta visita professores e alunos estavam muito entusiasmados. Os alunos da turma AC6

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Atividades

CATAVENTO edição N 02 Abril 2013

Fanfarra da Escola anima Carnaval

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Clube da Fanfarra da Escola n.º 2 de Aguada de Cima animou, no dia 8 de fevereiro, o corso Carnavalesco de Águeda, promovido pela Câmara Municipal, oferecendo um espetáculo visual vermelho e branco que, junto com ritmos contagiantes, não deixou ninguém indiferente à sua passagem. No dia 9, participou, juntamente com as crianças e idosos, no desfile de Carnaval da LAAC, que decorreu no pavilhão desta instituição, tendo sido largamente aplaudidos pelos pais presentes nas bancadas.

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Atividades

CATAVENTO edição N 02 Abril 2013

CARNAVAL NA EB 1 DE AGUADA DE CIMA

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o dia 8 de fevereiro brincámos mais uma vez ao Carnaval. Este ano coube aos alunos da E.B. 1 de Aguada de Cima e às suas famílias decorar a seu gosto uma máscara dada pela escola. A criatividade foi muita. Cada um decorou a máscara com motivos bem diferentes de acordo com as suas preferências. Fizemos o desfile na escola e no fim houve um maravilhoso lanche confecionado pela Associação de Pais.

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Encontro com o escritor António Mota

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o passado dia 19 de fevereiro de 2013 uma turma do 4º ano, da E. B. nº1 de Aguada De Cima, foram à Biblioteca Manuel Alegre conhecer o escritor António Mota. Este encontro teve início com a apresentação de alguns trabalhos dos alunos. Seguiu-se o tradicional momento das perguntas, que foram muitas. E por último uma sessão de autógrafos. Foi um encontro muito enriquecedor e marcante. Notícia redigida pelos alunos da turma AC6

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o passado dia 1 de março os alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos das Escolas de Aguada de Cima, participaram no Campeonato Nacional dos Jogos Matemáticos, realizado na Arena de Évora. Para além da participação no Campeonato que correu muito bem, os alunos tiveram ainda a oportunidade de visitar o Património Histórico da cidade.

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Escola Básica n.º 2 de Aguada de Cima desenvolveu algumas iniciativas no âmbito da Semana da Internet Mais Segura, que decorreu de 4 a 8 de fevereiro, associada ao tema ”Os Direitos e os Deveres na Internet”. Durante essa semana, decorreram ações de sensibilização sobre o tema, dinamizadas pela professora Rosário Agra, em que os alunos das várias turmas, acompanhados pelos respetivos professores, assistiram, na Biblioteca da Escola. No dia 5 de fevereiro, Dia da Internet Mais Segura, decorreu uma palestra sobre a Segurança da Internet, à qual assistiram alunos do 9ºano e a Representante da Associação dos Pais e Encarregados de Educação. A mesa apresentou a seguinte constituição: professora Rosário Agra (moderadora); professor Francisco Vitorino (Presidente da CAP), que falou sobre o papel que a Escola pode ter na utilização segura da internet; o professor José Cruz (responsável pela área da informática do Agrupamento), que alertou os presentes para os vários perigos e má utilização da internet; e a Dr.ª Rosália Coelho (Psicóloga), que deu o seu contributo sobre o impacto psicológico (dependência, cyberbulling, outros) que a (má) utilização da internet tem ou pode ter no jovens. Ainda nesse dia, grupos de alunos, tiveram oportunidade de assistir, em direto, à Transmissão por Vídeodifusão do Seminário SeguraNet.

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Espaço BE

O 2º período na Biblioteca Escolar

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xposição de moinhos de vento elaborados pelos alunos do 6ºD no âmbito da disciplina de Educação Tecnológica.

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ara assinalar a data do dia de S.Valentim, a BE organizou a atividade “Amor é...” em articulação com todos os intervenientes da escola, que puderam participar completando a frase, expressando desta forma o que o amor representa para cada um.

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ecorreu neste dia uma atuação musical alusiva ao dia dos namorados com o tema “Sorte Grande” de João Só e Lúcia Moniz, tendo como cantores principais, Melanie Moreira e Alexandre Martins; coro, Julieta Abrantes, Inês Pereira e Joana Ferreira; na bateria, Diogo Marques; no teclado Cláudio Machado; na guitarra, Ana Filipa, Jéssica García e Bárbara Antunes. Assistiram a esta atuação, para além dos alunos, os professores,funcionários, a associação de estudantes e a representante da associação de pais/encarregados de educação, que elogiaram e aplaudiram este momento musical.

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ntre 11 e 15 de março teve lugar a 7ª edição da semana da leitura sobre o tema “O Mar”. A primeira atividade foi a elaboração do cartaz e do programa, com colaboração do professor Fernando Cordeiro.

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segunda etapa do projeto foi vestir a nossa biblioteca de acordo com o tema, para isso, contámos com a participação dos alunos do 9º ano que nos facultaram trabalhos em arame realizados na disciplina de Educação Visual, com a temática “Descobrimentos”.

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“O Bojador” CLUBE DE TEATRO

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o dia 14 de março, o Clube de Teatro da Escola Básica nº 2 de Aguada de Cima apresentou, na Biblioteca Escolar, a peça de teatro “O Bojador”, de Sophia de Mello Breyner Andresen. Esta atividade integrou-se na Semana da Leitura, que teve como tema “O Mar”. Que bela forma de viajar, recuando até ao século XV! Vestidos a rigor, os nossos atores levaram-nos a navegar pela obra “O Bojador”, de Sophia de Mello Breyner Andresen e fizeram-nos entrar na máquina do tempo. Estávamos em 1434. O Infante D. Henrique conseguiu incentivar Gil Eanes a tentar a proeza da passagem e este foi o primeiro a navegar para além do Cabo Bojador. A passagem deste cabo por Gil Eanes constituiu um marco importante na expansão portuguesa, porque, por um lado, pôs em causa os mitos e as lendas que aterrorizavam os navegadores e, por outro lado, abriu o caminho que daria acesso ao ouro, escravos e outras riquezas africanas. Este acontecimento leva o Infante, na carta que escreve ao seu irmão D. Pedro, a assumir-se como o grande capitão que, à proa de Portugal, vai liderar a aventura e iniciar uma Idade Nova. Abigail Dias, Alexandre Campos, Ariana Pinto,

Inês Verdade, Mafalda Mota, Márcia Fernandes, Tiago Ferreira e João Pedro Duarte constituíram o elenco de jovens atores, revelando talento, muita dedicação e, acima de tudo, humildade. De forma pedagógica, expressiva e muito habilidosa, eles encantaram o público, fazendo-o recuar à realidade de um dos marcos importantes da nossa expansão portuguesa e continuaram a sua missão de abrir novos “horizontes” para o desenvolvimento de atividades no âmbito da representação.

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Maré de Leitura...todos a ler... todos os dias.

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urante a Semana da Leitura realizouse a atividade “Maré de Leitura” com “ Todos a ler, todos os dias”. Todos os dias, na primeira aula da manhã, em voz alta, foi lido um texto sobre o mar.

Semana Da Leitura na EB1 de Aguada de Cima

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ntre 11 e 15 de março decorreu a 7ª Edição da Semana da Leitura, a nível nacional, subordinada ao tema “O Mar”. Das várias iniciativas que decorreram no Agrupamento de Escolas Águeda Sul, no qual se insere a Escola E.B. nº 1 de Aguada de Cima, realizou-se o Concurso “Ídolos da Leitura”. Previamente foi selecionado um aluno por escola. Coube à aluna Catarina Escada representar a nossa escola. Neste concurso, ela teve de ler em voz alta um texto em prosa e um poema sobre o mar perante um júri. No dia 4 de abril serão anunciados os vencedores.

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abertura da Semana da Leitura, aconteceu com a atuação musical, com o tema “Canção do Mar” versão da Dulce Pontes, protagonizada aqui pelos nossos artistas. Agradecimentos especiais ao professor de Educação Musical, Luís Amaral que orientou e participou nesta aventura e à professora Lisete Pais que contribuiu para que esta atuação fosse um sucesso. PARABÉNS aos artistas que colaboraram neste projeto e um obrigado a todos que assistiram e nos brindaram com o seu aplauso.

Nau grande pede mar fundo - a sexualidade através da leitura

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o dia 11 de março, pelas 19 horas, realizou-se a sessão “Nau grande pede mar fundo : a sexualidade através da leitura”, destinada aos pais/encarregados de educação e excelentemente dinamizada pela Professora Bibliotecária da Escola de Fermentelos, Helena Aleluia. Os encarregados de educação aderiram de uma forma muito positiva a esta iniciativa, inscrevendo-se em grande número e participando ativamente na sessão.

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Sessão de Leitura para Assistentes Operacionais

o dia 12 de março, por volta das 14:30, realizou-se uma sessão de leitura direcionada a Assistentes Operacionais, dirigida pela Professora Bibliotecária Helena Aleluia, com a participação da Professora Luciana Henriques e da Professora Bibliotecária Maria do Céu Gomes. Esta sessão decorreu de forma descontraída, os participantes tiveram oportunidade de relembrar/ conhecer alguns dos maiores poetas portugueses.

Surfar na web

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o dia 13, a Biblioteca teve a honra de receber o formador Alfredo Leite, do Mundo Brilhante, para dinamizar e orientar a oficina lúdicopedagógica de motivação para a leitura “Surfar na web : leitura e novas tecnologias, inimigas?”. Tiveram o privilégio de assistir a esta sessão orientada magistralmente, as turmas 7ºD e 7ºE.

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Lac de Côme -Dança de Mar

s alunas das turmas A, B , C e D do quinto ano, no âmbito da disciplina de Educação Moral Religiosa Católica, e orientadas pela Professora Teresa Baptista, apresentaram a dança “ Lac de Côme “ articulando com o tema “ Mar “.

Encerramento do 2º Período na EB1 de Aguada de Cima

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o âmbito do Projeto “(Re) Pensar a Escola”, os alunos, professoras e auxiliares da Escola E.B. nº 1 de Aguada de Cima encerraram o 2º Período escolar com jogos no recreio da escola, desde o jogo do pedreiro e carpinteiro, o rei manda, o jogo do galo, o jogo do arco, o jogo dos pneus, entre outros. O objetivo é ensinar as nossas crianças a brincar no recreio da escola de forma segura, criativa e divertida. No final, depois de muito cansaço, a Associação de Pais ofereceu a todos uma guloseima de Páscoa. 19


Assoc.Pais A escola ea sociedade

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endo a Escola o espelho da sociedade nela se refletem todas a características comportamentais da comunidade em que está inserida. O dia-a-dia da nossa escola é o resultado do que se passa em casa e no café, na igreja, na prática desportiva ou na bancada, na região ou, menos, no país. Se as atuais dificuldades tendem a agudizar as tensões entre pessoas e grupos, é necessário que todos estejamos atentos para detetar as dificuldades e disponíveis para ultrapassá-las ou contorná-las. Quando escasseiam os meios, é necessário que todos procuremos fazer um esforço para encontrar alternativas. Há situações que se resolvem com um pouco de imaginação e disponibilidade. Cada membro da sociedade que é a escola tem direitos e deveres, definidos na lei, e deve assumi-los plenamente de uma

forma responsável. Independentemente das opiniões de cada um, é necessário respeitar e fazer respeitar essa base mínima que permite o funcionamento equilibrado da instituição a fim de que esta cumpra a sua função: preparar os jovens para a vida ativa. Aos alunos cabe estudar e, a exemplo de todos os outros grupos que compõem a comunidade escolar, ter um comportamento cívico de respeito para com o outro. A irreverencia perde força afirmativa quando é confundida com má educação e se manifesta, por exemplo, pelo uso de linguagem violenta ou atitudes destrutivas. O estudante é um cidadão em formação e será no futuro o que começar a preparar agora. Os encarregados de educação (EE) têm, neste capítulo, um trabalho que deve ser complementar ao do professor. Esperase que façam o seu «trabalho de casa»

Os encarregados de educação (EE) têm, neste capítulo, um trabalho que deve ser complementar ao do professor.

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apoiando, se possível, nas tarefas escolares ou criando as melhores condições para o aluno trabalhar sobre as matérias em estudo. Estando em causa a formação de novos cidadãos, os EE não podem demitir-se das suas responsabilidades, a primeira das quais decorre da obrigação legal de responder pelos atos do menor. Mas compete aos EE, enquanto modelos mais presentes, não esquecer que o aluno/educando tende a imitar o seu comportamento e a levar para a «rua» o que aprende em casa. Aos professores, tendo uma função extremamente exigente e, nos últimos tempos, vilipendiada, não basta um grande profissionalismo para ultrapassar as dificuldades que surgem de dentro e de fora da escola. Deseja-se que consigam uma dedicação quase militante à causa da educação, contra todos os obstáculos e dificuldades crescentes, não corrompida pela defesa de legítimos interesses corporativos. O pessoal auxiliar e administrativo é peça fundamental na rotina da escola. Da sua eficiência depende o bom funcionamento dos serviços, não só pelo desempenho das tarefas individualmente atribuídas, a que devem dedicar o maior profissionalismo, como pelo trabalho complementar que resulta do aproveitamento dos hiatos na rotina diária. Em certos casos, usando de algum bom senso, podem ser a solução, à partida, de problemas disciplinares. A sua presença pode ser decisiva para um convívio mais harmonioso no espaço exterior às salas de aula. Embora isso não seja sempre evidente, há um objetivo comum a toda a comunidade escolar: FORMAR CIDADÃOS. Se cada um de nós assumir, humildemente, a sua função, procurando melhorar sempre, vamos consegui-lo.

Tradição Pascal lembrada na Escola Básica Nº2 Aguada de Cima

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s Assistentes Operacionais Alice Martins, Cristina Fernandes, Dora Oliveira e Rosa Gomes e a Assistente Administrativa, Fernanda Alves, a exercerem funções na Escola Básica n.º2 de Aguada de Cima, dinamizaram uma atividade para toda a comunidade escolar: aos alunos, ofereceram pequenos embrulhos coloridos com amêndoas; para os Professores e Funcionários foram colocados nas respetivas salas, cestas também com amêndoas. O objetivo foi, segundo as autoras da iniciativa, não só lembrar a quadra que se aproxima, como também ser uma demonstração de carinho, amizade e fraternidade para com toda a Comunidade Escolar.

Maria José Santiago Presidente da Associação de Pais da Escola nº2 de Aguada de Cima

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espaço

Alunos I

Viver Um Projeto, Construir Uma Vida INVERNO N

magino que estou ao pé do lume Num dia frio como este Vou beber leite quente para me aquecer Enrolo-me nos cobertores Rodo e rodo para me aquecer Nas mantas estou quente, já não tenho medo de adoecer Ontem sonhei isto tudo…

este inverno vou brincar para logo à noite ver as estrelas brilhar no quentinho do meu lar. O inverno é uma estação de chuva, mas, por vezes, cai neve e as pessoas usam roupa quentinha para se agasalhar. Edgar Lopes

Faço um cachecol e um gorro Rio e sorrio por causa deste frio Invento poesia para me distrair Ou para me divertir. Patrícia Santos, 8º F

Um retrato das aulas de AVD IAL ESP EC

ORIENTAÇÃO

ORIGINAL

FIXES

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o longo destas aulas fizemos várias experiências relacionadas com os temas trabalhados. Por exemplo: espetadas de fruta envolvidas em chocolate relacionada com o tema higiene e cuidado com a preparação dos alimentos. Também temos trabalhado o tema dos estados físicos da água no meio. Para concluir o tema fizemos gelatina. Realizamos uma pesquisa na biblioteca sobre a dissolução. Para comprovarmos os resultados da pesquisa fizemos uma experiência para verificar que tipos de dissolução têm os diferentes materiais em água. Numa das últimas aulas confecionámos um bolo de laranja, em que cada um realizou uma tarefa. Contamos com a ajuda das funcionárias da cantina para cozinharmos o bolo. Com estas experiências entendemos melhor tudo o que tem sido trabalhado nas aulas.


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Unidade de trabalho “Recriação da Obra de Arte”, permitiu aos alunos do 8º H, observar e vivenciar a arte de Joan Miró, recriando as suas formas com materiais diferentes. Os resultados remetem-nos assim para uma nova visão do universo de Miró, um pintor nascido em Barcelona, em 1893, admirador dos movimentos estéticos: fauvista e dadaísta mas que criou uma linguagem própria, cujos símbolos se assemelham a uma fantasia inocente, tal como refletem os trabalhos dos alunos.

Viriato Martins

Tiago Almeida

Filipe Vieira

Vanessa Silva

Fernando Cordeiro

Rafael Lopes

Diogo Nunes

Diana Pereira

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“Menú del día” servido ao 11ºR

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ma vez que vivenciar situações reais de comunicação é uma das melhores formas de aprender uma língua estrangeira, os alunos do 11ºR assistiram, no passado dia 18 de janeiro, no âmbito da disciplina Comunicar em Castelhano, a uma representação teatral em Lisboa intitulada “Menú del día”, uma obra espanhola de Marilia Samper. Duas personagens, Pepa e Chelo, trabalham na cozinha de um restaurante perto da autoestrada, onde passam os dias a alimentar solidões no meio de conversas, pratos, risos, panelas e copos de vinho. “Menú del día” é uma tragicomédia vital e cintilante que fala da amizade, dos sonhos, do medo da mudança e do futuro. Um futuro que é uma promessa de felicidade para aqueles que conseguem corajosamente enfrentar a vida.

Visita de Estudo ao Museu do Brincar

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Unidade de Trabalho “Imagem e

Comunicação”, para além da abordagem aos conteúdos previstos e de uma sensibilização para a importância da imagem na sociedade, permitiu ainda aos alunos das Turmas F e G, do 8º ano uma maior consciencialização dos direitos que temos enquanto consumidores. Formar cidadãos conscientes e dotados de conhecimentos essenciais para viver num mundo em permanente evolução, é também função da Educação Visual... é função da Escola.

Fernando Cordeiro

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p O Opinião

Armando Pereira Vogal da C.A.P.

Um Olhar sobre a realidade...

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uma sociedade em permanente mudança, a incerteza marca uma presença constante na vida de todos nós. O sistema de ensino não foge a esta realidade, sendo constantemente chamado a dar respostas cada vez mais amplas e complexas aos desafios que derivam de múltiplos imperativos. Uma delas é a agregação de escolas, tão apadrinhada pela tutela educativa e por alguns atores sociopolíticos, invocando um conjunto de benefícios nomeadamente, a qualidade e continuidade pedagógica, a articulação entre ciclos, a superação do isolamento de algumas escolas, a articulação entre docentes e a racionalização de recursos. Quase um ano volvido sob a implementação da CAP – Comissão Administrativa Provisória – do Agrupamento de Escolas de Águeda Sul no nosso contexto educativo, e na qualidade de profissional de educação com larga experiência na vertente da gestão educativa que me faculta uma visão consciente das mudanças que se têm operado ao longo dos últimos anos, não posso deixar de expressar aqui o meu parecer. O desafio que é atualmente imposto aos atores educativos, como resultado da agregação de escolas, é hercúleo: 1. Pelo trabalho acrescido, muito em particular da equipa de direção, e das equipas de gestão intermédia; 2. Pela diversidade e disparidade de realidades que obrigam a um conhecimento muito real da especificidade dos diferentes níveis de ensino, das condições de cada escola, do tipo de população a que dão resposta e da ação educativa que aí é desenvolvida; 3. Pela obrigatoriedade de uniformização de procedimentos e critérios a realidades e situações que carecem de diferenciação pela especificidade que as caracterizam; 4. Pela dificuldade crescente em implementar a gestão democrática e a participação ativa de todos os intervenientes, na medida em que os grupos de trabalho são cada vez maiores, o que dificulta ou entrava a tomada de decisão participada; 5. Pela crescente mobilidade e instabilidade laboral, a par do cortar de vínculos a espaços de trabalho até aqui

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tidos como seus, realidade que redunda em desapego e desinvestimento, agravados pela perda de identidade (enquanto a nova identidade não se instala e é apropriada por cada um); 6. Pelo espaço geográfico a que procura dar resposta - o que implica um acréscimo de deslocações para muitos profissionais e de horas ao serviço da escola a custo dos próprios; 7. Pela impessoalidade e perda de identidade que decorre de uma gestão cada vez mais distante da maior parte das unidades de ensino que integram o agrupamento, o que faz com que as pessoas que moram nos profissionais de educação se sintam cada vez mais órfãs. Muito embora mantenha o meu ceticismo quanto aos verdadeiros benefícios dos Mega agrupamentos, sobretudo os de carácter pedagógico, dado ser inquestionável que a sua real vantagem é a racionalização de recursos, sobretudo de ordem financeira, quero salientar que considero, no caso concreto do Agrupamento de Escolas de Águeda Sul, ter sido muito feliz a constituição da CAP e a distribuição de funções pela qual optou. Apraz-me reconhecer e louvar o esforço que tem vindo a ser desenvolvido e destacar, em particular, o bom senso e a inteligência demonstrados pelo seu presidente. A finalizar, uma nota para que o caminho a fazer se realize com o mínimo de sobressaltos: O futuro Diretor, coadjuvado pela sua equipa, deve assegurar a continuidade do trabalho até aqui desenvolvido, pelo conhecimento já adquirido e pela importância dos primeiros anos na definição, afinação e consolidação de dinâmicas de trabalho. Deve garantir, também, a criação de mecanismos verdadeiramente integradores e de interiorização, por parte de cada ator, do sentido de pertença ao novo agrupamento, sem perda da identidade de cada unidade educativa. Neste processo, defendo que a comunicação, que importa melhorar e potenciar, terá que ser assumida como trave mestra que sustenta toda e qualquer organização.


CATAVENTO edição N 02 Abril Março2013 2013

Atividades

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s alunos da Escola Básica Nº 2 de Aguada de Cima, Adriana Farias, Ana Miranda, Diana Campos, Claudio Machado e José Rodrigues, estiveram presentes na fase final do torneio de xadrez realizado no dia 13 de março na Escola Básica da Gafanha da Encarnação. Todos eles tiveram um bom desepenho, tendo a aluna Ana Miranda conquistado o 3º lugar no escalão de juvenis femininos, e o aluno José Rafael conseguido o apuramento para a fase regional no escalão de juvenis masculinos. A todos os participantes os sinceros parabéns.

Xadrez

O grupo de Educação Física

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o dia 5 de março de 2013, realizouse em Vagos a atividade “Mega Sprint” – Fase Distrital, e a Escola Básica nº2 de Aguada de Cima esteve muito bem representada pelos seus 29 alunos, que participaram de uma forma bastante empenhada nas provas de velocidade, salto em comprimento e milha. Todos os alunos deram o seu máximo e demonstraram muita responsabilidade e entusiasmo. No entanto, não podemos deixar de fazer uma referência ao aluno Leonardo Buta, do 5ºD, que terminou a prova de velocidade em 2º lugar, o que lhe garantiu o apuramento

Leonado Buta – 2º Lugar na Velocidade

Mega Sprint Distrital

para a fase Nacional do Mega Sprint, que se realizará em Vila Nova de Gaia nos dias 5 e 6 de abril. Destacam-se ainda os alunos Fábio Simões, do 5ºC, que obteve o 2º lugar na prova da milha e a aluna Beatriz Almeida, do 5ºC, que ficou em 8º lugar no salto em comprimento. Parabéns a todos os alunos pelo seu esforço e empenho!!!!!

Beatriz Almeida – 8º lugar no Salto em Comprimento

Fábio Simões – 2º Lugar na Milha

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Participa nas Campanhas!

Colabora com a escola!

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Catavento Abril2013  
Catavento Abril2013  

jornal Catavento abril 2013 Agrupamento de escolas Aguada de Cima

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