B-ESEIG - Março de 2008

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Boletim Informativo da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão Volume 1, Edição 1

Março 2008

Editorial Pontos de interesse especiais:

O cancelamento de publicações é, muitas vezes, associado à falta de interesse dos leitores e resultante do conteúdo daquelas.

nós enriquecerá de alguma maneira, na medida em que o que for bom poderá ser ainda melhor e o que se considerar mau não ser repetido.

· Jornadas de Gestão da Carreira

Esperamos que este Boletim seja o início de uma fase de sucesso. Para isso, além da nossa vontade, que é muita, necessitamos da vossa colaboração, em termos de conteúdo e de opiniões construtivas.

Sendo este um Boletim essencialmente informativo não descuraremos o aspecto técnico e científico, com a inserção de resumos de artigos científicos publicados e também, sempre que possível, com contributos de responsáveis de empresas com as quais acordámos parceria.

· Os Desafios Pedagógicos da “Escola de Massas” · Licenciatura em CTDI · Licenciatura em CA · China: O país de todos os contrastes · Concurso Poliempreende · Formação no Hospital da Trofa

Rubricas Espaço Científico

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Espaço Pedagógico

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Destaque

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Relações com o exterior

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Eventos

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Notícias

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Tribuna

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Estaremos presentes com o objectivo de servir a comunidade em geral e, em particular, o universo da ESEIG / IPP, dando notícias do que se está fazendo e de futuros projectos. Este tipo de divulgação constituirá uma fonte de aprendizagem para TODOS, pois, a cada um de

José Abel Andrade Director da ESEIG

Jornadas de Gestão da Carreira’08 A gestão da carreira é um processo contínuo no qual o indivíduo desenvolve, implementa e avalia os seus objectivos e estratégias vocacionais, com vista à satisfação e realização profissional. A eficácia da gestão da carreira depende da capacidade do indivíduo para ampliar o conhecimento que possui acerca de si próprio (interesses, competências e valores) e acerca das profissões, empregos e alternativas de formação.

de profissionais nas respectivas áreas. Simultaneamente, e ao longo destes três dias, realizarse-á uma Mostra de Empregabilidade da ESEIG, espaço que visa fomentar uma relação de maior proximidade entre o contexto académico e o contexto laboral. A presença de stands representativos de várias organizações do mundo laboral e formativo motivará os visitantes a desenvolverem as suas relações com o mercado de trabalho e com a formação.

Na 1ª Jornada de Gestão da Carreira, cada área científica da ESEIG - Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação, Contabilidade e Administração, Design, Ensino, Engenharia, Gestão e Administração Hoteleira, Recursos Humanos – pretende contribuir, de forma diversa, para um objectivo comum, seja com a presença de especialistas em gestão da carreira, seja com a presença

A ESEIG espera que esta iniciativa constitua um momento privilegiado para pontuar as carreiras objectivas e subjectivas dos participantes nesta 1ª Jornada de Gestão da Carreira com a oportunidade de enriquecimento do conhecimento acerca de si próprio e do mundo do trabalho, promovendo assim, uma gestão da carreira mais efectiva. A 1ª Jornada de Gestão da

Carreira realizar-se-á nas instalações da ESEIG – Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão do IPP - Instituto Politécnico do Porto nas cidades de Póvoa do Varzim / Vila do Conde, no período de 9 a 11 de Abril de 2008, com actividades divididas em Palestras e Secções Técnicas, além de diversas actividades Sociais e de Recreação para os participantes e acompanhantes. Sítio web: http://www.eseig.ipp.pt/ gestaodacarreira2008/


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Espaço Científico Neste primeiro número do Boletim Informativo da ESEIG, gostaria de fazer um breve comentário sobre a importância da actividade científica nas instituições de ensino politécnico. No passado, a investigação científica estava, em qualquer país, confinada às universidades. Recentemente, temos assistido, em alguns países, a uma alteração deste panorama, particularmente, nos países tecnologicamente mais avançados. De facto, a necessidade de as empresas se manterem competitivas nos mercados internacionais tem levado a que as mesmas façam elevados investimentos em I&D. Deste modo, a investigação dita mais aplicada tem sido transferida para as indústrias. Mas, ao contrário do que muitas vezes é dito, a resolução de situações e problemas da actividade das empresas não se limitam às áreas das tecnologias. As múltiplas oportunidades relacionadas com a viabilidade e a rendibilidade da sua utilização dependem essencialmente de situações e metodologias relacionadas com marketing, estratégia, planeamento, gestão e controlo, em que os recursos humanos, a diferentes

níveis de responsabilidade e acção, constituem factor essencial da chave do sucesso ou insucesso. Como sabemos, grande parte dos diplomados pelos institutos politécnicos vão trabalhar directamente nas indústrias, onde a investigação/criação é cada vez mais fundamental. Nas instituições de ensino politécnico onde a investigação científica e a inovação são secundarizadas, o ensino fica refém de um modelo limitativo que não prepara convenientemente os profissionais para os desafios futuros, que serão, com certeza, diferentes dos desafios de hoje. A participação em actividades de investigação é essencial para o desenvolvimento de capacidades de inovação e de análise crítica. Para finalizar, gostaria de felicitar os docentes Susana Martins, Milena Carvalho e Mário Pinto, que concluíram no presente ano lectivo os seus estudos pós-graduados, vindo desta forma aumentar a qualificação científica da equipa docente da ESEIG. Flávio Ferreira Vice-Presidente do Conselho Científico da ESEIG

Experiências supply-siders na UE15: a redução de impostos como política de melhoria da posição orçamental intertemporal Conceição Castro

Tékhne Revista de Estudos Politécnicos, Polytechnical Studies Review, vol. V, nº 8, ISSN: 1645-9911, (2007), 113-138 Resumo: A Curva de Laffer postula que a partir de determinados níveis de taxas de impostos, uma redução destas pode aumentar as receitas fiscais. Tendo presentes os recentes desenvolvimentos da teoria do crescimento económico, que predizem que a política fiscal tem efeitos permanentes de longo prazo na taxa de

crescimento económico, aquele argumento pode ser encarado num contexto dinâmico: a fiscalidade afecta permanentemente a taxa de crescimento económico de longo prazo, alterando as bases fiscais futuras, melhorando, em consequência, a posição orçamental de longo prazo. Neste artigo procura-se averiguar

a validação de um efeito Laffer dinâmico para os Estados-Membros da União Europeia dos 15 e, em consequência, se a política fiscal pode ser gerida de forma a substituir o endividamento por reduções de impostos. Palavras-chave: Curva de Laffer, Política fiscal.

Bullying at work in Portugal: prevalence in industrial and service sector M. S. Araújo, T. M. McIntyre, S. E. McIntyre Actas do First Portuguese Conference on Workplace Bullying, Novembro de 2007, ISEG-UTL, Lisboa, 1-3 Abstract: One of the fundamental issues for general management and human resources management is spending for health care an important part of the budget of the country or organization (Keita & Hurrell, 1996). In fact, the health of the work force is a crucial factor in the productivity and quality of the product or service (McIntyre, McIntyre & Silvério, 2000) and is essential for the quality of life and wellbeing of the human resources. The globalization and the changes in organizations in this century had some impact in the work conditions and human resources management and the organizational climate changed in a way that is more probably that violence at work occurs, namely bullying at work. Many studies having established the prevalence of bullying in their countries with a large range of

results, based in different bullying criteria (Zapf, 2003), but is crucial for international compared studies having the same measure for establish the figures of prevalence of bullying at work. In Portugal, research on bullying at work is lacking, particularly using similar criterions in bullying and the same definition of victim of bullying. The aim of this study is present the data prevalence and the most frequent bullying behaviours at work in North of Portugal in the industrial sector and the services, using one of the most used and valid instrument for assess the bullying phenomenon – the Negative Acts Questionnaire – Revised (Einarsen & Racknes, 1997; Einarsen & Hoel, 2004). The second objective of this communication is comparing the services and the industrial sector in terms of bullying at work. He have used

both objective and a subjective form for identify the percentage of bullying victims. The sample is comprised of 778 workers in a random representative sample of the Northern industrial and services organizations. The results show a major prevalence in the services and a high prevalence if compare the figures in Portugal it the prevalence in the Scandinavian countries. Is very important for bullying at work intervention’s in Portugal, have a complete picture of the phenomena and a national survey most be done for characterized the problem and design politics, programs and projects for improve the dignity at work and an culture of respect in organizations. Keywords: Bullying at work, occupational health, HRM, organizational climate.


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A filter algorithm: comparison with NLP solvers Cândida E. P. da Silva, Mª Teresa Monteiro International Journal of Computer Mathematics, DOI: 10.1080/00207160701203401, Setembro de 2007 (http://www.informaworld.com/smpp/content~content=a782083268~db=all~order=pubdate) Abstract: The purpose of this work is to present an algorithm to solve nonlinear constrained optimization problems, using the filter method with the inexact restoration (IR) approach. In the IR approach two independent phases are performed in each iteration - the feasibility and the optimality phases. The first one directs the iterative process into the feasible region, i.e. finds one point with less constraints violation. The opti-

mality phase starts from this point and its goal is to optimize the objective function into the satisfied constraints space. To evaluate the solution approximations in each iteration a scheme based on the filter method is used in both phases of the algorithm. This method replaces the merit functions that are based on penalty schemes, avoiding the related difficulties such as the penalty parameter estimation and the non-differentiability

of some of them. The filter method is implemented in the context of the line search globalization technique. A set of more than two hundred AMPL test problems is solved. The algorithm developed is compared with LOQO and NPSOL software packages. Keywords: Nonlinear programming; Filter method, Inexact restoration.

Dinâmica simbólica e ferradura de Smale Fernanda A. Ferreira Tékhne Revista de Estudos Politécnicos, Polytechnical Studies Review, vol. V, nº 8 (2007), 183-199 Resumo: Descrevemos a “ferradura de Smale”, um sistema dinâmico bem conhecido que apresenta um conjunto de propriedades muito importantes em

Sistemas Dinâmicos. O estudo da dinâmica da “ferradura de Smale” permitenos entender a importância do conceito de dinâmica simbólica.

Palavras-chave: Sistemas Dinâmicos, Ferradura de Smale, Dinâmica simbólica.

Análise multicritério para a selecção de um sistema de gestão de Frota T. Pinho, T. Pereira, J. Telhada, M. Carvalho Actas do PLURIS2 – 2º Congresso Luso Brasileiro para o Planeamento, Urbano, Regional, Integrado, Sustentável; Setembro 2007, Braga, Portugal. CD (ISBN:85-852056-59) Resumo: A escolha de Sistemas de Informação/Tecnologias de Informação (SI/TI) é, cada vez mais, um factor crítico de sucesso no desempenho da empresa, uma vez que, por envolver diversos decisores, com objectivos muitas vezes conflituosos, torna-o particularmente complexo. O objectivo principal deste trabalho é comparar os diversos siste-

mas de gestão de frota, usando uma metodologia multicritério de apoio à decisão. O sistema utilizado – MMASSI/ TI – Metodologia Multicritério para Apoio à Selecção de SI/TI – integra um modelo multicritério que visa proporcionar a aplicação de uma abordagem sistemática no processo de escolha, capaz de produzir recomendações sus-

tentadas relativamente à solução a adoptar. A sua aplicação a um caso de estudo permitiu identificar os factores relevantes no processo de selecção e obter uma solução que permite comparar a qualidade das diversas alternativas. Palavras-chave: Metodologia multicritério, Gestão de frotas.

Hausdorff dimension versus smoothness Flávio Ferreira, Alberto A. Pinto, David A. Rand Staicu (ed.): Differential Equations, Chaos and Variational Problems. Series: Progress in Nonlinear Differential Equations and Their Applications, Vol. 75, Birkhauser Verlag, Basel, (2007), 195-209 Abstract: There is a one-to-one correspondence between C1+H Cantor exchange systems that are C1+H fixed points of renormalization and C1+H diffeomorphisms f on surfaces with a codimension 1 hyperbolic attractor L that admit an invariant measure absolutely continuous with respect to the Hausdorff measure on L. However, there is

no such C1+a Cantor exchange system with bounded geometry that is a C1+a fixed point of renormalization with regularity a greater than the Hausdorff dimension of its invariant Cantor set. The proof of the last result uses that the stable holonomies of a codimension 1 hyperbolic attractor L are not C1+θ for

θ greater than the Hausdorff dimension of the stable leaves of f intersected with L. Keywords: Hyperbolic systems, attractors, Hausdorff dimension.


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Wine tourism pull motivation factors: the Port Wine Route, Portugal Luís Correia, Mário Passos Ascenção Actas do Congresso Internacional de Turismo Leira Oeste, Novembro de 2007, 1-7 (in press) Abstract: Portugal is the world’s seventh largest wine producing nation, although with a few exceptions, Portuguese wines remain little known outside the country. Since the Porto Wine Route was designated as the first wine route in 1996, ten other wine routes have been established in Portugal. Wine routes in Portugal have been recognised as important tourism and recreational capital to local visitors and international visitors. The wine routes in Portugal provide visitors with scenic, archaeological, historical, and scientific value and play an important role in the socioeconomic development of rural areas. Approximately over 150 thousand visits were reported in 2006. To date over fifty sites are registered with the Porto Wine Route. All the sites are located within the Demarcated Region of the Douro and its outlying parishes and are directly or indirectly connected to viticulture: wine producers, co-operative wineries, merchants in Port and Douro wines, wine bars, rural tourism lodgings, and centres of viticulture interest. Thus, visitors are offered the possibility of visiting vineyards and wineries, tasting and purchasing wine and participating in viticultural activities such as the harvesting and treading of the grapes. In addition, visitors visit houses, estates, quin-

tas that are of particular architectural interest, rural lodgings, museums and wine bars and local handicrafts. Such a range of offers, associated with the quality of the wines, has contributed to the number of local and international visitors to the Porto Wine Route, which has been increasing since its creation. The decision-making process leading to the choice of a wine tourism route is a complex one, influenced by social, psychological, knowledge, and economic factors. It is recognised that tourists’ motivations play an important role in the decision-making process of choosing a wine route. Because visitors act to satisfy their needs, motivation is thought to be the ultimate driving force that governs travel behaviour. A review of the literature on tourist motivation indicates that pull factors are destination generated forces and the knowledge that tourists hold about a destination. In addition, pull factors refer to those that lead visitors to select one destination over another once the decision to travel has been made. Several studies of pull factors have been reported in the travel and tourism literature. Examples of the pull factors identified include: social opportunities; friendly people; gastronomy; attractions, natural, heritage and cultural amenities; accommodation;

transportation; infrastructure; physical amenities; recreation activities; outdoor resources; entertainment; city enclave; and the countryside. As pull factors are characterised in terms of the features and attributes of the destination itself, this study builds on the knowledge that visitors to wine routes determine the wine route choice based on several pull motivations. Thus, this study first identifies key pull factors related to wine tourism and subsequently inquiries into organisations operating at the Porto Wine Route on their views on the selected key pull factors. The research methodology adopted is qualitative in nature using a case study-based research method. First, it identifies the key pull factors through a comprehensive survey of tourism literature. Consequently, significant secondary sources of business data concerning organisations operating at the Porto Wine Route are analysed. Finally, face-to-face semi-structured, indepth interviews with key organisations doing business at the Porto Wine Route are carried out in order to depict their views on the pull motivation factors of the Port Wine Route. Keywords: Portuguese wines, Porto Wine Route, tourist motivation , key pull factors.

Plataformas de Conteúdos e Aplicações Web 2.0 – Impacto da sua Utilização no Processo de Ensino/Aprendizagem em Instituições de Ensino Superior Lino Oliveira, Fernando Moreira Actas da 2ª Conferência Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação. Porto, Junho de 2007, Edições Universidade Fernando Pessoa, Porto, 1-2 Resumo: Tirando partido da crescente popularidade das aplicações Web 2.0, o presente trabalho pretende avaliar o impacto da utilização conjunta destas

aplicações com plataformas de conteúdos no processo ensino/aprendizagem em instituições de ensino superior.

Palavras-chave: e/b-learning; web 2.0; content management systems; ambientes de aprendizagem colaborativos; ensino distribuído.

Cantor exchange systems and renormalization A. A. Pinto, D. A. Rand, F. Ferreira J. Differential Equations (2007), doi:10.1016/j.jde.2007.09.014 (in press) Abstract: We prove a one-to-one correspondence between (i) C1+H conjugacy classes of C1 +H Cantor exchange systems that are C1+H fixed points of renormalization and (ii) C1+H conjugacy classes of C1+H diffeomorphisms f with a codimension 1 hyperbolic attractor L

that admit an invariant measure absolutely continuous with respect to the Hausdorff measure on L. However, we prove that there is no C1+a Cantor exchange system, with bounded geometry, that is a C1+a fixed point of renormaliza-

tion with regularity a greater than the Hausdorff dimension of its invariant Cantor set. Keywords: Cantor sets, attractors, renormalization.


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Diploma de Estudos Avançados Titulo: A produção científica portuguesa : 1990-2001 : Indicadores socioeconómicos Susana Martins Universidade de Granada, Universidade Portucalense Infante D. Henrique, Dezembro de 2007 Resumo: Todas as políticas científicas vivem dos seus inputs e geram outputs. Pretende-se com este trabalho analisar o estado da Ciência em Portugal, caracterizando-a, bem como a situação atingida no final da década de 90. Trata-se de

proceder a uma análise quantitativa do percurso de Portugal relativamente ao investimento na Ciência, qualificando-o, recorrendo, para tal, a indicadores socioeconómicos, situando o país num quadro mais amplo e traçando, sempre

que possível, comparações entre os seus pares. Palavras-Chave: Indicadores Socioeconómicos; Comunicação da Ciência; Cienciometria.

Tese de Mestrado Titulo: Estudo de caso: Organização da Informação do Arquivo Pessoal Barbedo de Magalhães – Aplicação do Modelo Sistémico Milena Carvalho Universidade de Évora, Março de 2008 Resumo: Nesta dissertação pretendese testar a aplicação do modelo sistémico e interactivo a um arquivo pessoal de cariz político, assim como avaliar e validar a utilidade de tal procedimento na organização e acesso à informação do mesmo.

O modelo proposto para organizar e tornar acessível a informação deste arquivo resulta de um novo paradigma pós-custodial, informacional e científico que vem sendo defendido por arquivistas não satisfeitos com a anterior abordagem “clássica” da arquivística.

Trata-se de um estudo de caso sobre o arquivo pessoal Barbedo de Magalhães que reúne essencialmente documentação sobre a luta do Povo de TimorLeste contra a ocupação e respectivo processo de autodeterminação, incorporada na instituição IASI (International Institute for Asian Studies And Interchange).

Segundo este modelo, o arquivo é encarado como um Sistema dinâmico de Informação sobre o qual, à luz de um novo enquadramento teóricometodológico, se impõe uma análise e caracterização orgânica e funcional do produtor da informação bem como das interacções deste com o

meio envolvente. Entende-se que só assim, através da reconstituição do contexto originário de criação/acumulação da informação e da preservação da memória de todo o processo que lhe deu origem, se pode proporcionar uma utilização eficaz e rigorosa da mesma, compreendendo o Sistema de Informação em toda a sua complexidade. Palavras chave: Arquivos Pessoais; Organização e classificação; Modelo sistémico e interactivo; Estudo orgânicofuncional; Acesso à informação.

3C@CTDI – Colaboração, Contribuição e Comunidade em CTDI Cândida Silva, Lino Oliveira, Milena Carvalho, Susana Martins Grupo PIGeCo – Projectos Integrados de Gestão de Conteúdos Actas do III Encontro de CTDI, Maio de 2007, ESEIG, Vila do Conde, 1-9 Resumo: Com a popularidade das aplicações Web 2.0, parte da (r)evolução que tem alterado a maneira como nos relacionamos com a Internet, deixamos de ser meros consumidores de informação e passamos a ter um papel activo e interventivo na sua produção e publicação. Os docentes do curso de Licenciatura em Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação (CTDI) preparam-se para tirar partido deste tipo de aplicações como complemento da sua actividade. Neste contexto, é apresentado o Grupo

de Investigação PIGeCo que pretende, por um lado, implementar a utilização de ferramentas Web 2.0 de modo a que se consigam atingir as premissas que actualmente regem a nova geração web (colaboração, contribuição, comunidade), aplicando-as à actividade lectiva e, por outro, o estímulo da produção científica dos docentes e académica dos alunos bem como a sua posterior análise. É efectuado um ponto de situação dos projectos em curso e discutem-se as expectativas esperadas. Por fim, é efec-

tuada uma análise das perspectivas e ambições futuras do grupo. Palavras-chave: Ensino distribuído, ambientes de aprendizagem colaborativos, e/b-learning, Web 2.0, content management systems, blogues, wikis, tagging, social bookmarking, social networking, produção científica.


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Hausdorff dimension bounds for smoothness of holonomies for codimension 1 hyperbolic dynamics A. A. Pinto, D. A. Rand, F. Ferreira

J. Differential Equations (2007), doi:10.1016/j.jde.2007.02.013 (in press) Abstract: We prove that the stable holonomies of a proper codimension 1 attractor L, for a Cr diffeomorphism f of a surface, are not C1+θ for θ greater than the Hausdorff dimension of the

stable leaves of f intersected with L. To prove this result we show that there are no diffeomorphisms of surfaces, with a proper codimension 1 attractor, that are affine on a neighbourhood of the attrac-

tor and have affine stable holonomies on the attractor. Keywords: Hausdorff dimension, hyperbolic systems, holonomies.

A filter inexact-restoration method for nonlinear programming Cândida E. P. da Silva, Mª Teresa Monteiro Top - A journal of the Spanish Statistical and Operations Research Society, Springer Berlin, DOI: 10.1007/s11750-0080038-3, Janeiro de 2008 (http://www.springerlink.com/content/8538j93450773173/) Abstract: A new iterative algorithm based on the inexact-restoration (IR) approach combined with the filter strategy to solve nonlinear constrained optimization problems is presented. The high level algorithm is suggested by Gonzaga et al. (SIAM J. Optim. 14:646–669, 2003) but not yet implement—the internal algorithms are not proposed. The filter, a new concept introduced by

Fletcher and Leyffer (Math. Program. Ser. A 91:239–269, 2002), replaces the merit function avoiding the penalty parameter estimation and the difficulties related to the nondifferentiability. In the IR approach two independent phases are performed in each iteration, the feasibility and the optimality phases. The line search filter is combined with the first one phase to generate a “more feasible”

point, and then it is used in the optimality phase to reach an “optimal” point. Numerical experiences with a collection of AMPL problems and a performance comparison with IPOPT are provided. Keywords: Filter method; Inexactrestoration; Line search.

Construção de quadrados mágicos Fernanda A. Ferreira, Flávio Ferreira

Boletim da Sociedade Portuguesa de Matemática, 57 (2007), 51-56 Resumo: Durante muitos séculos, os números têm sido considerados por muitos como possuindo vários poderes mágicos, ou com propriedades especiais. Um exemplo de “magia” nos números é o conceito de quadrado mágico. Os quadrados mágicos têm sido estudados desde há pelo menos três mil anos, sen-

do que o primeiro terá aparecido na China, cerca de 2200 a.C. Para além das propriedades místicas que têm sido atribuídas por muitos aos quadrados mágicos, estes também possuem uma vasta variedade de propriedades matemáticas interessantes. Neste trabalho, motivados pelo grande interesse que o

jogo Sudoku tem despertado entre os portugueses, apresentamos o conceito, algumas propriedades e métodos de construção de quadrados mágicos. Palavras-chave: Quadrado mágico, soma mágica, matemática recreativa.

Tese de Doutoramento Título: Contributo dos Sistemas de Gestão de Conhecimento na Medição do Capital Intelectual: Proposta de Modelo Mário Paulo Teixeira Pinto Universidade Portucalense Infante D. Henrique, Janeiro de 2008 Resumo: Nesta tese apresenta-se uma proposta de modelo que ilustra o contributo dos sistemas de gestão de conhecimento no suporte aos processos de gestão de conhecimento (criação, retenção, distribuição e aplicação de conhecimento organizacional), assim como na medição do capital intelectual.

O modelo proposto evidencia o papel que as diferentes categorias de sistemas de gestão de conhecimento podem desempenhar na quantificação de indicadores úteis à medição do capital intelectual, contemplando os componentes necessários para suportar a identificação e a medição dos activos intangíveis a

partir dos sistemas de gestão de conhecimento existentes em cada organização. Palavras-chave: Sistemas de Gestão de Conhecimento, Conhecimento Organizacional, Capital Intelectual.


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Co-citação de sítios web de algumas instituições de ensino superior politécnicas Susana Martins, Víctor F. Herrero Solana In Cadernos BAD, n.º 2, 2007, 52-71 Resumo: Este trabalho pretende representar a co-citação existente entre as Webs de algumas instituições de Ensino Superior Politécnico, portuguesas e estrangeiras, determinar a sua relação, representatividade, distribuição e distân-

cia existente entre si, utilizando, para isso, a representação gráfica. Para se atingir o objectivo final foi utilizada a técnica do Escalonamento Multidimensional (MDS) tendo sido criado um mapa bidimensional representativo dos resul-

tados obtidos. Palavras-chave: Webmetria; Análise de Co-citação; Mapas do Conhecimento; Escalonamento Multidimensional; Ensino Superior Politécnico.

Condições ergonómicas das salas de aulas em escolas do primeiro ciclo Maria Antónia Gonçalves, Pedro M. Arezes Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2008, Editora SPOSHO, ISBN 978-972-99504-4-5, 161-166 Resumo: As escolas estão sujeitas a factores de risco tal como em qualquer outro local de trabalho. Mas estas recebem alunos que, sendo muito jovens, desconhecem os possíveis perigos para a Segurança e Saúde que possam advir das condições físicas existente nas salas de aulas, tornando-se num grupo particularmente vulnerável. Assim sendo, caberá aos responsáveis por estas instituições a responsabilidade por zelar pela saúde e bem-estar das crianças, bem como pela promoção do bom desempenho no processo ensino – aprendizagem. Este projecto visa caracterizar os principais aspectos ergonómicos existentes em salas de aula do 1º ciclo do ensino básico, com vista a definir os parâmetros de referência para a concepção de uma sala de aula para alunos deste grau de ensino, tendo em consideração a caracterização e análise de uma amostra previamente seleccionada. Para tal, será necessário estudar as condições ergonómicas das actuais salas de aula, Nomeadamente: 1) o tipo e as dimensões do mobiliário actual face às características antropométricas dos Alunos; 2) o layout das salas de aula (forma como se encontra distribuídas e organizadas as mesas, dimensões das salas, taxa de ocupação, ou seja, existência de espaços livres para circulação dos alunos; 3) critérios utilizados para a alocação dos alunos aos

lugares, periodicidade e duração dos intervalos, pausas para se levantarem ou mudarem de posição; 4) condições de ambiente térmico, iluminação e conforto acústico; 5) existência de equipamento de apoio (ex.: cacifos) e outros equipamentos auxiliares (tipo e dimensões do quadro, posicionamento de cabides, maçanetas e trincos das portas); 6) observação e análise das posturas adoptadas pelos alunos (nomeadamente em termos de apoio lombar, inclinação da cabeça e apoio de cotovelos; 7) no caso das salas estarem equipadas com equipamentos dotados de visor, analisar as condições que possam condicionar as posturas e a, eventual, fadiga visual daí decorrente. Para definir ao parâmetros ergonómicos de referência para a concepção destes espaços, há que desenvolver um estudo antropométrico da população utilizadora com vista a definir as dimensões apropriadas/recomendáveis para a concepção do mobiliário e, em parceria com um fabricante de mobiliário escolar, desenvolver um protótipo de mesas e cadeiras escolares dimensionadas de acordo com os resultados obtidos. Há ainda que definir as condições de ambiente físico favoráveis em função da actividade desempenhada, em particular das exigências de concentração, de permanência prolongada e das actividades a desenvolver.

Este estudo, para além de, numa primeira fase, pretender constituir um diagnóstico do cenário existente, pretende servir como elemento de pesquisa e identificação dos principais aspectos de natureza ergonómica a considerar na definição de uma sala de aula “ideal” tendo em consideração o potencial grupo de utilizadores. A definição dos principais aspectos ergonómicos a considerar, bem como a definição dos valores de referência para esses parâmetros, permitirá introduzir as adaptações necessárias para minimizar as consequências físicas e, eventualmente, cognitivas que possam manifestar-se nos principais utilizadores destes espaços. Como resultado deste projecto, prevêse a possibilidade de se vir a desenvolver uma metodologia específica para avaliação da qualidade ergonómica de salas de aulas, no tocante aos aspectos ergonómicos mais relevantes, identificados na primeira fase do projecto e, com a colaboração de um conhecido fabricante de mobiliário escolar, construir um protótipo de mesa e cadeira ergonomicamente ideais. Palavras-chave: Ergonomia, salas de aula, mobiliário escolar, antropometria.

Todos estes resumos foram obtidos a partir da informação recebida no endereço direccao.doc@eseig.ipp.pt.


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Espaço Pedagógico Os Desafios Pedagógicos da “Escola de Massas” Alfredo Paulino I. Introdução Segundo a investigação que tem vindo a ser efectuada, um docente com elevado grau de reprovações é percepcionado como um mau professor. Por outro lado, ser bom professor, segundo a percepção de docentes e discentes, serdescreve cortês, não tratar os Legenda éque alunos comooucrianças, a imagem gráfico.ser metódico na exposição, utilizar exemplos práticos e fomentar a participação nas aulas. Os resultados da investigação, podendo ser considerados surpreendentes, não deixam, porém, de enfermar de algumas contradições. Na realidade, não poucos docentes que, seguindo a “cartilha” do “Para chamar a atenção do leitor, bom professor são também classificados coloque uma frase interessante ou uma bloco aqui.” comocitação mausdo professores, quando obtêm elevado grau de reprovações nas unidades curriculares que leccionam. Sem pretendermos questionar a bondade dos resultados da investigação que, como tudo na vida, valem o que valem, aquilo que nos parece verdadeiramente importante é, acima de tudo, identificar as possíveis razões do insucesso escolar e lançar as bases que possam levar ao sucesso escolar. II. Diagnóstico As culpas do insucesso escolar não podem ser assacadas a um agente em particular, pois tanto os docentes, como os discentes, como o sistema de ensino, estão comprometidos de forma directa com os resultados do ensino/ aprendizagem. A democratização política pós-25 de Abril de 74, induziu, logicamente, a democratização do ensino, isto é, pressionou a mudança da vetusta escola de elites para a hodierna escola de “massas”. Na prática, a passagem da escola de elites a escola de “massas”, traduziu-se, tão só, no aumento do número de estabelecimentos de ensino, no aumento do número de alunos por turma e no aumento do número de Legenda que descreve docentes sem pedagógica. a imagem oupreparação gráfico. A falta de lançamento dos verdadeiros fundamentos de uma escola de “massas”, criou muitas dificuldades no processo de ensino/aprendizagem, que hoje podemos diagnosticar do seguinte modo: · Entrada de alunos no ensino superior com um nível de qualificação baixo;

· Dificuldade, para grande parte dos alunos, em lidar com a clivagem ensino secundário/ensino superior; · Heterogeneidade do corpo discente no ensino superior; · Estudo, por parte dos alunos, a ritmos pouco intensos durante o período de aulas e muito intenso no período de exames; · Dificuldade em transmitir conhecimentos e competências com bom ritmo e com diálogo por falta de estudo dos alunos durante o período de aulas; · Incapacidade dos alunos gerirem processos em simultâneo; · Ínfimo recurso a bibliografia por parte dos alunos; · Dificuldade, por parte dos alunos, em formular respostas a questões diferentes das que encontraram ao longo da formação; · Sobrelotação das turmas, o que empurra os docentes para um tipo de ensino baseado em “receituário”; · Insuficiente autodisciplina de trabalho por parte dos alunos. III. Mudança A mudança terá como objectivo, obviamente, estimular os alunos para um trabalho regular e mais intenso ao longo do ano desiderato necessário à aquisição de conhecimentos e competências suficientes à correcta formulação dos problemas. Nesta medida, é essencial começar por garantir a transmissão/aquisição de um conjunto de capacidades e competências instrumentais necessárias ao exercício da cidadania e da profissão. A saber: · Métodos de estudo adaptados às matérias a estudar; · Literacia computacional (domínio de ferramentas informáticas básicas: processamento de texto, folha de cálculo, bases de dados,…); · Técnicas específicas de pesquisa de informação (em livros, em revistas, na Internet, …); · Conhecimento e utilização de técnicas de trabalho em grupo (liderança/ cooperação, planeamento, cumprimento de prazos, …);

· Numeracia (cálculo mental, unidades de medida e sua conversão, …). Em simultâneo com a aquisição das anteriormente referidas capacidades e competências instrumentais, é necessário lançar um conjunto de medidas básicas indispensáveis à melhoria do sucesso escolar. Assim, o acolhimento de novos alunos deve merecer uma atenção muito especial uma vez que é, nessa altura, que se decide, em grande medida, a sua atitude perante o curso e perante a escola. Por exemplo, a criação de sessões de abertura do ano escolar, com a entrega de diplomas e prémios aos alunos antigos, ajudaria a identificar os novos alunos com a escola e ajudaria a motivá-los para o seu percurso escolar. Por outro lado, especialmente os horários do primeiro ano, deverão ser organizados de modo a reduzir o número de horas livres entre aulas para facilitar a concentração no estudo e na preparação das aulas. Para além dos cuidados a ter com a inserção na escola dos novos alunos, há um conjunto de práticas pedagógicas, de carácter geral, que devem ser implementadas. No contexto actual, as práticas pedagógicas que podem levar ao sucesso, entendido como o aumento do número de aprovações e como a melhoria da qualidade dos licenciados, são resumidamente as seguintes: · Adopção de modos activos de aprendizagem como, por exemplo, a apresentação de trabalhos, criticando-os quanto ao seu conteúdo e, também, aferindo-os por parâmetros de qualidade, quer quanto à sua expressão escrita, quer quanto à sua expressão oral; · Inovação curricular, como, por exemplo, pela via da organização de seminários; · Avaliação pedagógica de docentes, com o objectivo de identificar problemas que possam conduzir à melhoria do sucesso escolar; · Articulação entre disciplinas sequenciais e conexas, de forma a garantir a apropriação, por parte dos alunos, das relações entre matérias (exemplo, participação em projectos multidisciplinares); · Privilegiar a avaliação dos alunos ao longo do ano.


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From Manchester to Bologna Steven Sarson The need to regenerate British Industry after WWII led to a general awareness that an education in Art and Design, at all levels, would make a valuable contribution to the design and the marketing of products made in Britain. In the 1960s Sir William Coldstream published a report, on behalf of the National Advisory Council for Art Education, a report that laid down a basic framework; one that remains influential to this day and one that is recognised in current papers such as the ‘Subject Benchmark Statements and Academic Standards’, produced by The Quality Assurance Agency For Higher Education (2002). When I was a schoolboy, growing up in post war Britain, I knew nothing about Coldstream and had no intention of ever going to university. All I knew is that I wanted to draw and for much of my academic career that is all I did. My problem was that I began to draw my way through English, History, Geography, French and Maths and so it was perhaps a good thing that my family had no expectation of my ever gaining a degree or doing anything, other than follow my grandfather into the engineering firm of Mather and Platt. Instead, I went to London and attended the infamous Hornsey College of Art. In those days, the early 1970s, there was no such thing as a BA in Art and Design, unless of course you intended to study the history and philosophy, rather than actually practice design. I am not sure that vocational degrees existed in other disciplines and by the time I had graduated I was one of the first generation of students to be offered a BA (with honours) for spending three years with a marker pen in one hand and a table tennis bat or a pint of beer in the other. I consider myself to have been blessed, in so far as I was too young for the last of National Service, but old enough to have missed many of the growing pains that the new polytechnics were going through, prior to becoming new universities. I am also fortunate that amongst my lecturers were real characters, as well as artists and some of them have had a lasting impact on my life, over the last 30 years or so. I can remember lecturers who fell asleep during their own seminars. I can remember reading notices that told us that the next ‘class’ would be held in the local pub and I can remember feeling that it was all a million miles from any-

thing anybody in my family had experienced and in 2004 that simple fact remains true. I am the only member of my entire and extended family who has ever obtained a degree and subsequently a Masters Degree. The point of all this and the legacy that I am left with, is my conviction that learning at this level is one huge ‘act of faith’. It is not something that is done to you, it is something that you must take responsibility for and it is, above all, a tremendous privilege (one that should not be taken for granted). Since I took my first class, as a teacher/ lecturer, in 1975, I have seen the ‘new’ polytechnics convert into ‘new’ universities and individual schools of art and design are now few and far between. They remain in places such as Falmouth and Glasgow and they have served as a blueprint for much of what is currently done in the name of design education. During the last 10 years or so, I have been actively involved in issues surrounding the accreditation and validation of degree courses. I have won and lost arguments about where to find evidence of ‘academic rigour’ and I have found myself here, at ESEIG and at the birth of yet a new era, one that is heralded by the Bologna agreement and one that I anticipate with some excitement, if not a sense of relief. I have also seen the sleeping lecturers disappear and the beer fed classes give way to a more business like and professional attitude towards the teaching and the structure of a vocational degree in art and design. Forgive me; I cannot speak about other areas, although I do have experience of working within Performing Arts and Media Studies and I can only comment on Bologna from a very personal point of view. What I know about Bologna is that it an attempt to arrive at a common understanding about the structures and standards, within Higher Education and that the outcome will have pan European implications and impact upon all our work, regardless of institution and or subject area I also know that it is a European initiative that, for once, the British politicians are not looking to dodge. Unlike the Euro, this is an initiative that the QAA, for example, are providing much of the ‘benchmarking’ material for. In art and design the norm

for a BA (inside the UK) continues to be 3 years. Students enter the first year either directly from secondary school or from another college or university. The system works very well and within it there is a ‘hidden’ diagnostic year. Generally referred to as a ‘Foundation Course In Art and Design’, the majority of graduates will have used this type of programme to help them decide which of the many disciplines and curricular variations is right for them. By the time they are accepted at a university to study Graphic Design, Product Design or Lens Based Media etc. the majority of students will be ready to accept the responsibility that they and they alone, must take for their own learning. In my opinion this is the first and most radical step that the Portuguese student will have to take post Bologna. What it means is quite simple, students will know why they are attending a particular institution, will know what they want from their chosen programme and will know, or will be shown, how to get it. Another Bologna issue is that the benchmark standards are not intended as an exercise in uniformity. Nowhere, within the QAA report, does it suggest that all institutions are or should be, the same. Nowhere does it suggest that all curriculum models are the same and that the only point of selection is an issue of place and geography. With a proliferation of course titles, particularly since the advent of ‘new technologies’ art and design degrees offer a wide and varied range of experiences and students are able to select the school that meets their particular requirements and suits their style of learning.. Living close to the institution may be an economic factor but it is not the criteria upon which a candidate can base his or her application and hope to be successful. Neither is the idea of ‘local’ availability or priority sympathetic to the wider aims of Bologna and the pan European stage. One concern I have is that the working groups that have been established to inform the implementation of Bologna across Portugal are looking to find a degree of commonality at curriculum level that is neither prescribed nor is healthy. Students, post Bologna, should have the same, if not a greater choice than they had before. Lecturers, postBologna, should have the same, if not greater incentive to be dynamic in both


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between one institution and another or between the various disciplines, within a single institution. This is achieved by concentrating on the generic rather than the specific, upon the acquisition of ‘independent judgement ‘and a ‘critical self-awareness ‘ (QAA 2002).

Graduates from institutions such as the Royal College of Art and or Coventry University have been hugely influential in areas such as car design. Their success in design studios worldwide has not found a counterpart in the fortunes or otherwise of the local car industry, which teeters constantly on the point of Another Bologna issue is the already collapse and is supported only by foreign charged relationship between the polyinvestment and a thriving racing and technics and the universities. Vocational tuning industry. Generic skills that are degrees have had a struggle to attain the regularly attributed to design include: same academic standing as their more ‘creative thinking’, ‘imagination’ and ‘the classical counterparts. Those of us who generation of ideas’. Whichever of these work outside the academic certainties, descriptions you might prefer, they all that a university might provide, have deal with the business of change and I contributed little to this particular deam not at all certain that adaptability and bate by using words that suggest that change are comfortable concepts within what we do is academically less rigorous the current system. For example, how than what it is that ‘they’ do. The bench- many courses rely heavily on traditional mark standards that will inform Bologna methods of assessment (tests and exhave sufficient regard for the importance aminations)? How many lecturers get of professional practice, within a vocathe opportunity to contribute to curtional degree. The same benchmark riculum design? How many see teaching standards talk at some length about the and learning as some kind of a partnerneed to contextualise, to analyse, to ship, in which the lecturer and each have an informed opinion and to be able student has a valuable and mutually to support that opinion with historical, beneficial role to play? as well as, contemporary data. These important and for the most part transSince joining the Instituto Politécnico do ferable skills will do more to enhance Porto, my methods have been politely the teaching and learning, within a voca- described as ‘different’ and less politely tional degree, than will be achieved by as ‘casual’. There is nothing particularly having the next generation of computer radical about what we are doing within or by an over reliance upon who we Design Gráfico e de Publicidade. It is might ‘know’ within the industry. Techone year longer than most degree nical skill is meaningless unless it is incourses within the UK. At 20 hours per formed and expressed intelligently and I week, we could be accused of overdo not believe that Bologna will do / teaching, by UK standards. The Univershould do anything other than support sity of Central Lancashire has been very this. I have never understood the preoc- supportive of our lecturers and our cupation with the definition of the varistudents and have commented that DGP ous types of ‘class’ within the Portuis perhaps a little ‘too intellectual’. We guese system and in my opinion everycould go much further towards blurring thing, in an institution like ours, should the edges between disciplines, towards carry the label ‘T/P’. Let the universities an even greater flexibility within teaching enjoy the status that comes with ‘T’ and and learning and towards much broader never relegate an activity to the lowly assessment models. My hope is that depths of ‘P’. There is no place for the Bolonha will take us all a little further mindless repetition of a technical procdown that particular road. That manageess, within a programme that pretends ment will not us the accord to restrict to offer a vocational degree. One thing the inventiveness of the lecturing staff is certain; Bologna is not a blueprint to and that students will take that journey go on teaching the stuff that we remem- with us. ber from our student days. Most of the Bologna is not something that should be areas we offer have technology within them that has a lifespan of what – 10 – 5 done to us, by the ministry and the various subject groups. Bologna is not - 2 years or perhaps even less? something that we, in turn, should ‘do’ The importance of the Bologna accord is to establish an approach to curriculum design that can survive a philosophical or technological shift and not leave the teaching and learning high and dry or completely dependent upon strictly local conditions and particular circumstances.

to our students. We should include as many people as possible in the process. When, for example, is anybody going to tell the secondary schools what is happening? When are the employers going to find out?

In the UK the principles that underpin these benchmark standards originate from the 19th century. If they remain relevant it is because they have been accepted and ‘owned’ by all levels, within the education system. Successive governments, structural changes and technological shifts have on more than one occasion threatened the Art and Design Foundation course. It ought not to exist and in other areas it is difficult to find a comparison. It is ignored within comparisons between the UK and Portugal and it only survives because it works. It only works because it has adapted to change and because it provides a ‘clearing house’ that enables a student to make an informed decision about which design discipline and which institution. There are no grey areas when a student begins the first of only three years of specialised study and the achievement and progression statistics are, in the main, good. The implementation of Bologna should begin with a recognition that the progression between secondary school and higher education will change. There are too few schools that, in my experience over the last 4 years, prepare students for this shift.. The implementation of Bologna should not mean that courses jettison parts of their curriculum, as if the reduction in years has suddenly turned the course into an overcrowded lifeboat. Instead, courses should use the opportunity to make major changes where major change is required. There should be no hierarchies and no comfort zones that are delineated around personalities as opposed to specialist areas. Lecturers should be encouraged to share the ‘ownership’ of these changes with one another and with their students. This is a pan-European initiative and a chance to shake off local conditions. Bologna is a pan- European initiative and it is a chance to shake free of local and historical conditions. This may be easier to achieve in some disciplines than it is in others. Resistance to change always comes from the areas we least expect and includes our students. If higher education is indeed a act of face, then we are truly playing with their futures and the only way to make sure that we all win is to take the students with us and make them part of the process. At this point, in the 21st century the factory gates no longer beckon and Mather and Platt is a large flat empty space awaiting redevelopment – a bit like most vocational degrees.


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Destaque Licenciatura em Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação Inês Braga O curso de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação (CTDI) da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG), do Instituto Politécnico do Porto (IPP), criado no ano lectivo de 2001-02 era, à data da sua génese, uma Licenciatura bietápica, estruturada em dois ciclos de estudo. O 1º ciclo, com a duração de três anos, conferia o Bacharelato e o 2º ciclo, com a duração de 2 anos, dotava os seus diplomados com o grau de Licenciatura. Este modelo funcionou assim até ao ano lectivo de 2005-06, tendo decorrido as actividades lectivas do 2º ciclo em regime póslaboral, situação favorável aos alunos trabalhadores estudantes que pretendiam frequentar o curso, desempenhando, em simultâneo, uma actividade profissional. De notar que o curso de CTDI foi uma das primeiras licenciaturas, criadas de raiz, na área da Ciência da Informação em Portugal, a par da Licenciatura em Ciência da Informação, ministrada na Faculdade de Letras do Porto, em parceria com a Faculdade de Engenharia do Porto e criada no mesmo ano lectivo da de CTDI. Com efeito, desde as duas últimas décadas, no panorama nacional, a formação na área BAD (Biblioteca, Arquivo e Documentação) era maioritariamente circunscrita a cursos profissionais de diversos tipos e a pósgraduações ou cursos de Especialização de Ciências Documentais. As referidas pós-graduações tinham a duração de dois anos e eram oferecidas sobretudo a Licenciados da área das Humanidades, com as opções de Biblioteca e Arquivo, o que obrigava a uma especialização dos Técnicos Superiores numa dessas áreas, situação que já não ocorre com os diplomados de CTDI, com uma formação abrangente e integradora na área da Biblioteconomia, Arquivística e Tecnologias, entre outras. No ano lectivo de 2006-07, no âmbito do processo de Bolonha, procedeu-se à proposta de adequação da licenciatura bietápica a licenciatura, também designada de igual forma, tendo a mesma sido aprovada, através de Despacho de Junho de 2006 , com o respectivo plano de transição aprovado em Agosto de 2006 e o plano curricular homologado em Fevereiro de 2008 . Paralelamente à

proposta de adequação da licenciatura, propôs-se a criação de um novo ciclo de estudos na área – o Mestrado em Informação Empresarial, a aguardar aprovação superior.

armazenamento, organização e tratamento técnico, pesquisa e análise de documentos e informação e têm perfil para o trabalho em equipa e para a mobilidade profissional. Aliás, a mobilidade internacional já se inicia no percurDo processo de adequação resultou so académico, com a possibilidade de os uma reorganização curricular coerente e alunos se candidatarem ao Programa sustentada em todas as áreas científicas Erasmus, situação já vivida por alguns do curso, assegurando-se, no actual alunos do curso em Espanha e avaliada plano de estudos, com um total de 180 como muito positiva, recebendo tamcréditos ECTS (60 créditos por ano) a leccionação de conteúdos programáticos bém o curso de CTDI estudantes espanucleares e respectiva actualização, ten- nhóis. De sublinhar o carácter profissionalizante desta formação superior, com do em conta a permanente inovação a realização obrigatória de um estágio científica e tecnológica das matérias, assegurando-se a manutenção do estado numa instituição (ou oferecida pela Comissão de Estágios do Curso ou da arte na área nuclear do curso - a auto-proposta pelo aluno, após aprovaCiência da Informação (com 116 ECTS ção da referida Comissão de Estágios, 64,5%) , bem como nas áreas das Tecde acordo com o Regulamento de Estánologias (com 50 ECTS - 27, 8%) e das gios). Este estágio tem a duração de 160 Ciências Sociais e Humanas (com 14 horas, realiza-se no último semestre do ECTS - 7,7%). curso e obriga à elaboração de um relaA nova licenciatura de CTDI, mantendo tório final de estágio e respectiva defesa o mesmo carácter multidisciplinar da pública. Licenciatura bietápica, passou a ter a A adopção de metodologias pedagógicas duração de três anos, com um total de diversificadas espelha a necessária inci180 créditos ECTS (60 créditos por dência profissionalizante, através de uma ano) , tendo passado todas as suas unidinâmica própria do curso, promovendades curriculares ao regime semestral e do-se a implementação de projectos sendo a tipologia lectiva teórico-prática interdisciplinares que valorizam a vere prática. O seu principal objectivo é a tente prática, a qual irá preparar melhor formação de Profissionais da Informaos alunos para um qualificado exercício ção, detentores de conhecimentos profissional. multidisciplinares de banda larga, de elevada qualidade, em áreas consideraOutras actividades cientifico-pedagógicas das nucleares da Ciência da Informação. e culturais são realizadas dentro deste Este curso confere aos seus diplomados espírito, pelo curso, tais como visitas de uma formação adequada para o exercíestudo a instituições de referência na cio profissional em unidades informacio- área, contacto com Profissionais da nais ditas tradicionais, como Bibliotecas, Informação, seja em sessões realizadas Arquivos, Centros de Documentação e na Escola, seja em acções de formação Informação, ao mesmo tempo que lhes de qualidade que decorrem no exterior, fornece competências para manterem Encontros, conferências e tertúlias tecsistemas de informação adequados a nológicas (estas últimas organizadas pelo organizações de diversa índole, públicas Grupo de Investigação PIGeCo da e privadas, desempenhando as funções ESEIG), com oradores de reconhecido de gestores da informação. Esta licencia- prestígio nacional e internacional, expotura habilita igualmente os seus graduasições, concursos de fotografia, sessões dos para a docência no Ensino Básico e de Literatura, Fórum interno do Curso, Secundário, no grupo de Informática. sessões de boas-vindas e de confraterniSendo técnicos especializados nas difezação, entre outras. Na organização de rentes competências e ferramentas da alguns dos eventos referidos, tem havido informação e da gestão documental a preocupação de envolver os alunos, tal (tecnologias, recursos materiais e huma- como no Encontro anual do curso, tennos), os diplomados do curso dominam do estes constituído, no ano de 2007, o a teoria, a prática da avaliação, selecção, Núcleo de Estudantes de Ciências e


Página 12 Tecnologias da Documentação e Informação – NECTDI que visa representar e promover o curso junto de entidades públicas e privadas e organizar actividades culturais, desportivas e de lazer com vista à boa integração e sã convivência da comunidade de CTDI.

B-ESEIG que devem nortear a actividade laboral dos Profissionais da Informação.

Concluindo, o curso de CTDI confere uma formação superior qualificada e inovadora na área da Ciência da Informação, dotando os seus licenciados de múltiplas competências de carácter científico e técnico, tendo sempre subjacente, de igual modo, os princípios éticos

Visita de Estudo 2007 ao Arquivo distrital de Bragança e Casa de Mateus

Licenciatura em Contabilidade e Administração Conceição Castro O actual Curso de Contabilidade e Administração é, em termos retrospectivos, o resultado de um processo de transformação reflexo, nomeadamente, da adaptação ao enquadramento legal. Aquando da criação da ESEIG, em 1990, entrou em funcionamento o curso de Bacharelato em Contabilidade e Gestão que teve por base três factores fundamentais: a) corresponder, em especial, a uma área profissional em falta na zona de influência da ESEIG; b) necessidade de dar continuidade a uma área de formação de preferência na região, uma vez que era cada vez maior o interesse da população estudantil do ensino secundário nas áreas de aprendizagem de Contabilidade, Gestão e Economia; e c) carências de oferta de ensino superior existentes na região, em particular, de ensino superior politécnico. Posteriormente, foi criado o Curso de Estudos Superior Especializados em Contabilidade e Gestão de Empresas. A reformulação do curso para licenciatura bietápica, seguindo os novos modelos de organização do ciclo de estudos, em 1998, foi acompanhada de uma alteração da designação para Contabilidade e Administração e, a partir de 2001, passa a contemplar os ramos de Auditoria e de Administração de Empresas. No ano lectivo de 2006/2007 entra em funcionamento a licenciatura em Contabilidade e Administração adequada ao modelo de Bolonha. Organizada em seis semestres, a que corresponde um total de 180 ECTS, fornece a generalidade das competências para satisfazer as exigências de creditação, matérias e cargas

horárias do plano de estudos obrigatórios, e preparação em matérias de exame para o exercício legal de profissões, incluindo-se as de Técnico Oficial de Contas – TOC, Revisor Oficial de Contas/Auditor externo – ROC; Inspector tributário – DGI; Auditor Interno – IPAI – IIA / APA; Contabilista profissional – APPC, e Gestor Administrativo e Financeiro. No ensino politécnico, o ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado deve valorizar especialmente a formação que visa o exercício de uma actividade profissional e, portanto, deve valorizarse a componente de aplicação dos conhecimentos e saberes adquiridos às actividades concretas do respectivo perfil profissional e, por outro lado, é imperioso assegurar a formação nestas competências. Nesta decorrência, a lógica científica e pedagógica subjacente à organização curricular da licenciatura em Contabilidade e Administração assentou, essencialmente, num projecto de desenvolvimento curricular numa perspectiva aberta – integrando não só unidades curriculares das áreas cientificas de Contabilidade, Fiscalidade, Auditoria e Gestão que permite a adequação à diversidade, mas também das áreas de Matemática, Informática, Economia, Direito e de Humanidades, como contributo para o nível de satisfação profissional e pessoal que passa, obviamente, pela construção de saberes e aplicação desses mesmos saberes. Nos dois últimos semestres da licenciatura é desenvolvido, pelos Estudantes, um trabalho em ambiente empresarial simulado onde converge uma grande parte dos conheci-

mentos adquiridos ao longo da licenciatura, que lhes permite uma aplicação dos conhecimentos adquiridos de forma prática e transversal. Este trabalho reúne diferentes fases do processo empresarial que vão desde a constituição de uma empresa/organização, passando pelas etapas contabilísticas e fiscais, prestação de contas, financeiras, logísticas, até ao desenvolvimento estratégico da empresa/organização. Desta forma, está latente a interdisciplinaridade deste trabalho que permite aos Estudantes desenvolver uma actividade profissionalizante, reconhecida e incentivada por entidades profissionais. Actualmente estão inscritos cerca de 400 Estudantes no Curso de Contabilidade e Administração e, desde a sua génese, diplomaram-se cerca de 1450 Estudantes. A boa imagem social do Curso vem assegurando uma taxa de empregabilidade dos diplomados significativamente elevada. Estes diplomados têm tido como potencial mercado empregador as empresas de região envolvente, em particular, a sua integração em gabinetes de Contabilidade. No Curso leccionam 26 docentes e aliada à formação académica pósgraduada (27% com o grau de Doutor e 50% com o grau de Mestre) coexiste um equilíbrio entre docentes com um perfil marcadamente mais académico e docentes que complementam a sua actividade de docência com uma actividade na realidade empresarial. Estes profissionais contribuem para o enriquecimento do sistema de ensino com a experiência que acumulam nas suas profissões.


Volume 1, Edição 1 É, também, prática corrente do Curso, a interacção entre a Escola e o meio envolvente, convidando Entidades e individualidades de reconhecido mérito, para partilha de experiências e conhecimentos com os Estudantes e, ao mesmo tempo, levando-os ao contacto com o mundo empresarial, proporcionando experiências reais na aquisição de competências ao nível do saber-fazer.

Página 13 Se o Curso de Contabilidade e Administração – que originou a criação da Escola há 18 anos – favoreceu o seu crescimento, a criação de novos cursos nas áreas de Recursos Humanos, de Engenharia e Gestão Industrial, Engenharia Mecânica, Design, Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação, Engenharia Biomédica e de Gestão e Administração Hoteleira, criou a diversi-

dade e, com ela, a acção que promove a permuta de conhecimentos e experiências que aproximam à realidade profissional, onde os Estudantes se vão integrar.

Gabinete de Relações Internacionais – Programas de Mobilidade e Actividades Milena Carvalho No Instituto Politécnico do Porto foi criado o Gabinete de Investigação / Internacionalização do IPP (GIN), anteriormente designado Gabinete de Programas Internacionais e que foi inicialmente instituído com o objectivo de coordenar e administrar o programa ERASMUS no IPP. Com a evolução da implementação da política de internacionalização do IPP, o GIN passou a funcionar como estrutura de acompanhamento ao desenvolvimento de todas as actividades de internacionalização do IPP. O GIN coordena e apoia as acções de relações e cooperação internacional do IPP, prestando apoio a projectos de colaboração internacional entre este e instituições de ensino superior congéneres, essencialmente no âmbito de programas comunitários de educação e de investigação e desenvolvimento. Em cada uma das seis Escolas do IPP existe um Gabinete de Relações Internacionais (GRI) que, funcionando em articulação com o GIN, orienta toda a actividade de internacionalização da respectiva Escola. Neste sentido, ao GRI da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão compete: a) Coordenar a mobilidade dos alunos e docentes nos diferentes programas internacionais e organizar os respectivos processos; b) Apoiar os alunos estrangeiros que pretendem fazer um período de estudos na ESEIG e acompanhar os procedimentos administrativos relativamente à aceitação formal desses estudantes na Escola, conforme a área académica a que se destinam, procede ao seu registo como aluno de mobilidade e presta-lhes assistência no acolhimento e na procura de alojamento. Para isso desenvolve uma relação directa com as pessoas responsáveis e/ou Serviços existentes

(Secretaria de Alunos, Residência Universitária, Associação de Estudantes), e com os Gabinetes/Serviços congéneres das Universidades estrangeiras com quem tem parceria acordada. c) Prestar informação actualizada sobre os programas de educação e de mobilidade de docentes e discentes; d) Coordenar as acções de acolhimento dos docentes e investigadores estrangeiros. Tem como funções principais informar, acompanhar e gerir programas de mobilidade e intercâmbio, de âmbito nacional e internacional, em que a Universidade participa, nomeadamente no Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida Erasmus, Leonardo da Vinci, Vasco da Gama e outros. Actividades do GRI De modo a cumprir com os planos de actividades que foram propostos pela responsável do GRI em articulação com o GIN-IPP, para os anos académicos de 2005/2006 e 2006/2007, o Gabinete de Relações Internacionais deu continuidade a projectos já implementados e desenvolveu outros projectos e actividades no âmbito da inovação e da divulgação interna e externa dos programas de mobilidade e respectivas parcerias. Apesar de haver ainda muito trabalho a desenvolver no sentido da internacionalização da ESEIG, designadamente com a implementação da declaração de Bolonha, o GRI conseguiu já atingir os objectivos propostos pelo GIN-IPP, nomeadamente através do aumento do número de estudantes e docentes, enviados e recebidos, que têm participado em programas de mobilidade e estágios internacionais atrás referidos, e do alargamento da rede de parcerias, sinal do reconhecimento da escola além fronteiras.

É com satisfação que registamos que o Programa Aprendizagem ao Longo da Vida tem atraído um número cada vez maior de estudantes e de docentes empenhados em fazer mobilidade. Ainda, no âmbito destes programas de mobilidade internacional e com o objectivo de aumentar os fluxos de mobilidade da comunidade académica da ESEIG, o GRI, em colaboração estreita com os coordenadores de curso e/ ou responsáveis pelas relações externas na ESEIG, tem desenvolvido esforços no sentido de encontrar instituições em cooperar com a nossa escola que ofereçam cursos semelhantes, com a mesma qualidade de ensino que a ESEIG ministra, e, ao mesmo tempo, encontrar países que sejam destinos atractivos, a nível financeiro. Assim, desde 2005, a ESEIG tem estabelecido novas parcerias, e tem fomentado as relações com as instituições estrangeiras com as quais já tem parceria: Haute Ecole de La Province de Liége André Vesale, Bélgica; Universidad de León, Espanha; Universidad de Alicante, Espanha; University of Lódz, Polónia; Faculty of Arts, Department of Library and Information Science and Book Studies, Eslovênia;Universidad Autónoma de Barcelona, Espanha; Tompkins Cortland Community College a College of the State University of New York, USA;


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University (Constantin Brâncoveanu) from Pitesti, Romênia; Hochschule Anhalt; Université de Liége; Universidad de Córdoba; Universidad de León; Universidad de Santiago de Compostela; Universitat de Valência; Universidade de Vigo; North Karelia Polytechnic; Lappeenranta University of Tecnhology; Université Bretagne- Sud; Alytaus Kolegija; University of Lódz; University of Central Lancashire-Preston UK; Bournemouth University; Vaxjö University. Neste sentido, e com este vasto leque de instituições parceiras podemos concluir que o reconhecimento dos nossos diplomas por organismos internacionais é uma comprovação adicional da qualidade dos cursos da ESEIG. Divulgação de informação O GRI tem organizado, no início da cada ano lectivo, sessões de esclarecimento abertas a todos os cursos da ESEIG sobre os Programas de Mobilidade internacional: Programa aprendizagem ao Longo da Vida-Erasmus, Programa Leo-

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nardo da Vinci, Estágios Profissionais e sobre o Sistema Europeu de Transferência de Créditos (ECTS). No presente ano lectivo, esta divulgação foi feita em articulação com a Responsável das Relações Externas do Curso de Recursos Humanos, resultado de um maior envolvimento e interesse manifestado por parte deste curso pelas políticas de internacionalização. O GRI tem desenvolvido em articulação com os Cursos e Serviços da Escola, estruturas de apoio aos estudantes e docentes recebidos na ESEIG, nomeadamente na elaboração do “Kit de BoasVindas” com informação institucional sobre a ESEIG, bem como, com brochuras de informação turística sobre Vila do Conde e Póvoa de Varzim. Tem organizado as visitas de docentes de instituições estrangeiras; Eventos de boas vindas e de despedidas dos alunos; Participação em fins-de-semana de caminhadas com alunos Erasmus, entre outras actividades que facilitam a integração dos alunos na comunidade eseguiana.

Além destas actividades, o GRI tem estado desde 2005, representado em reuniões de coordenação em projectos com a Rede Space, que é uma associação internacional, sem fins lucrativos, de instituições de ensino superior, criada em 1989 na Bélgica. Tem como áreas científicas de intervenção as: Línguas, Estudos de Comércio (Contabilidade, Gestão, Marketing, Comércio Internacional, etc) e Turismo e tem como missão aproximar currículos e métodos, de forma a preparar os alunos para o mercado europeu; proporcionar intercâmbios entre professores e alunos; proporcionar oportunidades de emprego no espaço europeu; oferecer diplomas e certificados, de forma a normalizar as habilitações e o seu reconhecimento no espaço europeu e alargar os seus contactos para além do espaço europeu. Para concluir, quero agradecer, a todos os intervenientes, o apoio e a colaboração que têm dado ao GRI, para que estes objectivos se continuem a concretizar.

SOVDEC/UNIVA Qual a Principal Finalidade deste Serviço? O Serviço de Orientação Vocacional e Desenvolvimento da Carreira (SOVDEC) é uma estrutura de apoio da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG) que, em articulação com o Gabinete do Estudante (GEs) do Instituto Politécnico do Porto pretende promover o desenvolvimento académico, pessoal e profissional dos alunos da ESEIG. Com o duplo objectivo de estimular as empresas para a Empregabilidade dos jovens e de apoiar a sua integração no mercado de trabalho, constituiuse a UNIVA – Unidade de Inserção na Vida Activa – resultante de uma acção conjunta com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Quem trabalha no SOVDECUNIVA? A equipa de trabalho deste Serviço é coordenada por uma docente de Recursos Humanos (Diana Vieira) e conta com a colaboração de 2 Psicólogas da UNIVA-ESEIG (Patrícia Sousa e Susana Maio). A quem se dirige? O SOVDEC é um serviço gratuito,

orientado não só para estudantes e diplomados da ESEIG como também para potenciais alunos. Por sua vez, a UNIVA focaliza-se na integração profissional de jovens à procura de estágio, emprego ou formação, podendo também atender residentes na comunidade envolvente

nal do IEFP; Feira de Emprego da ESEIG; Acções de formação de procura de emprego; Sessões de esclarecimento “As saídas profissionais do teu curso”; Workshops de desenvolvimento pessoal/profissional tais como competências de estudo, comunicação, relacionamento interpessoal, etc.

Que actividades desenvolve?

Para a comunidade envolvente, realiza o atendimento aos utentes da UNIVA, fornece apoio à inscrição de entidades externas na bolsa de emprego e ao processo de selecção de candidatos a emprego/estágio, elabora o folheto electrónico com ofertas de emprego, estágio e formação, realiza o Dia Aberto na ESEIG – visita dos alunos das Escolas Secundárias, realiza a divulgação da ESEIG junto das Escolas Secundárias, e participa em Feiras de Orientação Vocacional realizadas no exterior da ESEIG.

O SOVDEC/UNIVA desenvolve a sua acção no âmbito da orientação vocacional, da integração no mercado de trabalho, no acompanhamento e desenvolvimento da carreira dos diplomados e no apoio ao processo de qualificação académica. Neste sentido, dinamiza actividades em diversas áreas, tendo em conta as necessidades específicas de vários públicos-alvo. Para os alunos e diplomados da ESEIG, dinamiza actividades tais como: Programa de acolhimento e integração dos novos alunos; Consulta Psicológica e Vocacional; Gestão da carreira individual/Coaching de carreira; Orientação na procura de emprego/estágio; Folheto electrónico com ofertas de emprego/ estágio/formação; Gestão da bolsa de emprego/estágio; Informação sobre medidas de apoio à integração profissio-

Uma vez que o nosso programa de actividades não termina aqui, convidamos todos os alunos e diplomados da ESEIG a consultarem o Placar do SOVDEC/ UNIVA, situado junto à entrada do Bar e o site da ESEIG – www.eseig.ipp.pt/ sovdec. Aí encontrarão, certamente, mais informações do vosso interesse!


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Relações com o Exterior Formação em Combate a Incêndios com Extintores Manuel Salvador Os alunos do 3ª ano da Licenciatura em Recursos Humanos tiveram a oportunidade de, no âmbito da disciplina de Saúde Ocupacional de RH, desenvolverem competências de combate a incêndios com extintores. O treino destas competências foi desenvolvido em Janeiro no quartel de Bombeiros Voluntários de Vila de Conde, mais especificamente na “zona de fumos”. Depois de uma pequena apresentação para relembrar a dinâmica do fogo, assim como das características dos principais materiais extintores, procedeu-se a uma apresentação das

viaturas de combate a incêndios e das viaturas de transporte de doentes, tendo a manhã finalizado com o treino de uma equipa de alunos no combate a incêndios servindo estes como modelos aos restantes colegas. Com simulações em ambiente aberto e em espaço fechado, os formandos foram monitorizados no combate a incêndios com líquidos inflamáveis, tendo usado diferentes tipos de extintores, sendo monitorizados pelo Comandante dos BVVC nas melhores técnicas de combate.

No seguimento das actividades planeadas para os alunos de Recursos Humanos na disciplina de Saúde Ocupacional de RH, tivemos o instrutor de Socorrismo da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e Técnico de Ambulância de Emergência (TAE) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) Miguel Macedo. Nos dois dias do mês de Fevereiro em que nos deu a honra da sua presença, o formador apresentou a estrutura e funcionamento do INEM, assim como demonstrou através da prática em manequins das manobras de suporte básico de vida. Terminou a sua acção de sensibilização e formação, abordando a asfixia, o choque, as hemorragias e envenenamentos, com conselhos muito prag-

máticos sobre como actuar perante estas situações.

Formação em Socorrismo Manuel Salvador

Com uma demonstração muito prática e realista das situações de emergência médica, o instrutor sensibilizou os formandos para a necessidade de as organizações terem colaboradores com formação nesta área, nomeadamente sobre a responsabilidade dos profissionais de RH em todo o processo de garantir que esta competência seja uma realidade. A ESEIG já realizou dois projectos formativos em 2006 e em 2007, quer para alunos quer para professores, tendo sido certificados cerca de duas dezenas de socorristas.

Curso de Design cria cartazes da Feira de Artesanato e de Gastronomia de Vila do Conde Juan Gil Na sequência da parceria desenvolvida com a Associação de Defesa do Artesanato e do Património, entidade responsável pela organização das feiras de artesanato e de gastronomia de Vila do Conde, numa iniciativa conjunta da Direcção e do Gabinete de Ligação ao Exterior, o curso de Design criou os cartazes destes certames. Considerando o prestígio nacional e internacional, assim como a importância que às mesmas é atribuída pelo município de Vila do Conde, como instrumentos das estratégias cultural e de promoção turística, a criação pelo curso de Design da ESEIG dos cartazes constitui, por um lado, um reconhecimento da qualidade do curso e, por outro, uma demonstração do interesse que, para a escola, tem o serviço à comunidade em que se sedia a sua actividade.


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Eventos Tertúlias Tecnológicas do PIGeCo Cândida Silva As Tertúlias Tecnológicas do PIGeCo são conversas sobre tecnologias e a sua aplicação num contexto específico, sempre que possível com convidados externos e em ambiente informal, de modo a potenciar o diálogo entre o convidado e os participantes. A primeira destas tertúlias teve lugar no dia 08/11/2007 às 10h00, no restaurante da ESEIG e foi realizada em colaboração com Curso de CTDI. O tema em debate foi "Gestão de Conteúdos e Web 2.0" e o convidado é o Prof. Dou-

tor Vitor Herrero Solana da Universidade de Granada e Grupo SCImago. A segunda Tertúlia aconteceu no dia 13/12/07, pelas 14h30, na biblioteca da ESEIG, sob o tema "Software Livre vs. Software Proprietário", e teve como convidados o Prof. Doutor António Costa do Instituto Superior de Engenharia do Porto, e o Eng. Reinaldo Ferreira da Planeta Virtual - Tecnologias de Informação. Todos os detalhes no blogue “O Canto do PIGeCo” (http://pigeco.wordpress.com).

Tertúlia “Gestão de Conteúdos e Web 2.0”

Tertúlias: um formato informal muito interessante na promoção do conhecimento

Decorreu ao sabor de um café, durante cerca de 2 horas, num ambiente descontraído e animado que aproximou o nosso convidado de alunos e docentes. A conversa centrou-se, essencialmente, na utilização das tecnologias Web 2.0 no ensino, com partilha da experiência do Prof. Doutor Vítor Solana na Universidad de Granada. Foi realçado que a utilização destas tecnologias no ensino não deve ser apenas uma tarefa dos docentes, mas também dos alunos, não apenas como utilizadores de conteúdos mas

também como produtores, contribuindo para a construção desses conteúdos. E neste contexto, chegou-se à conclusão da importância que conhecimentos básicos de programação podem ter, para perceber o funcionamento das tecnologias, assim como para poder intervir com sugestões na adopção de outras soluções. Também foi discutida a importância das tags na recuperação da informação num meio tão vasto como a internet e a postura crítica que cada utilizador deve ter para aceitar a informação que recupera.

Foi uma experiência muito positiva com o claro apoio de todos os participantes para continuar com outras iniciativas!

Prof. Doutor Víctor Solana na 1ª Tertúlia Tecnológica do PIGeCo com docentes de CTDI

Tertúlia "Software Livre vs. Software Proprietário" A conversa foi iniciada pelo Prof. Doutor António Costa, defensor e utilizador de software livre desde 1993, que clarificou alguns conceitos associados ao software livre, nomeadamente a diferença entre software livre e de código aberto, apresentando as 5 liberdades na utilização de software livre. Como graça, baptizou os programadores contribuidores do software livre como Yougrammer ("Tugramador"), na perspectiva de que a filosofia do soft-

ware livre se baseia no convite a toda a comunidade a contribuir, programando, para a evolução do programa ou aplicação.

exemplo de empreendedorismo com sucesso. Também foi levantada a questão sobre o papel das institui-

O Eng. Reinaldo Ferreira vê a questão da propriedade do software segundo quatro vertentes: social, económica, legal e de liberdade individual. Também se falou sobre empreendedorismo e inovação, já que o nosso convidado Eng. Reinaldo Ferreira é um

Prof. Doutor António Costa, Eng. Reinaldo Ferreira e Eng. Lino Oliveira


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Visita de Estudo à Biblioteca Nacional e Direcção Geral de Arquivos neCTDI—Núcleo de Estudantes de CTDI Nos dias 20 e 21 de Dezembro de 2007, alunos e docentes da licenciatura em CTDI efectuaram uma visita de estudo à Biblioteca Nacional e Direcção Geral de Arquivos— Torre do Tombo, em Lisboa. A visita de estudo foi, de facto, uma mais valia para toda a comunidade de CTDI. Os alunos puderam conhecer as instituições de maior relevo a nível nacional no que concerne a Bibliotecas e Arquivos. Nas visitas de carácter mais técnico do que as habituais efectuadas ao público em geral pelas duas instituições, tivemos a oportunidade de conhecer pormenores tanto do funcionamento como da orgânica das mesmas. Foramnos apresentadas as tarefas

desenvolvidas dentro de cada instituição e o software que utilizam no desempenho da actividade (o CALM na Torre do Tombo, software utilizado na descrição dos fundos documentais presentes naquela instituição; e o HORIZON na Biblioteca Nacional utilizado para a catalogação de todo o material bibliográfico nacional). As diversas áreas físicas onde se processam as tarefas do circuito documental (Biblioteca Nacional) e as áreas de recuperação, preservação e restauro dos documentos antigos (Torre do Tombo) foram pontos essenciais nesta visita que serviu para enriquecer conhecimentos e conhecer a prática dos conteúdos apreendidos no

Curso CTDI. No que toca ao Núcleo de estudantes, foi mais uma actividade realizada com sucesso, que contribuiu não só para a nossa aprendizagem como alunos, mas também como grupo organizador. Desde a fase de planeamento, passando pela fase da programação, chegando até à fase da realização da actividade, podemos concluir que todo o sucesso desta visita se deveu ao empenho de todos: organizadores, participantes e colaboradores. Em termos organizativos, a globalidade da actividade teve um saldo muito positivo sem atrasos significativos nem desvios do programa inicial.

Seminário Gestão Hoteleira’08 – Tendências, Qualificação e Projectos Luís Correia No dia 9 de Janeiro realizouse o Seminário Gestão Hoteleira’08 – Tendências, Qualificação e Projectos, no auditório da ESEIG. Este foi organizado no âmbito da licenciatura em Gestão e Administração Hoteleira e da Unidade Curricular de Animação e Organização de Eventos e tinha como público-alvo alunos de Gestão Hoteleira e profissionais hoteleiros. Estiveram presentes cerca de 210 pessoas, entre convidados, professores, alunos e profissionais hoteleiros.

Depois da sessão de abertura, presidida pelo Doutor Abel Andrade, Director da ESEIG, deu-se início à primeira parte do seminário. O Doutor Carlos Costa, da Universidade de Aveiro apresentou as principais tendências turísticas e as suas implicações na área Hoteleira. O Dr. Vítor Almeida, Presidente da Associação de Directores de Hotéis de Portugal (ADHP) apresentou algumas considerações sobre o actual e futuro papel do Director Hoteleiro/Gestor Hoteleiro.

Neste Seminário pretendia-se apresentar, debater e reflectir sobre um conjunto de matérias que são importantes para os actuais e futuros gestores hoteleiros. Serviu, também, para os alunos do 1º e 2º ano vestirem pela primeira vez o fato do curso, o que proporcionou uma imagem mais formal e profissional.

Na segunda parte, que se iniciou depois do almoço preparado e servido pelos alunos do 2º e 3º anos do curso, debateu-se a Qualificação e Formação na Hotelaria. O Doutor Manuel Salgado, da Escola Superior de Turismo e Telecomunicações de Seia do Instituto Politécnico da Guarda, fez uma apresentação da oferta formativa de cursos

superiores em Turismo e Hotelaria em Portugal face às necessidades do mercado. O Dr. Jaime Morais Sarmento, Director de Recursos Humanos do Hotel Sheraton do Algarve e da Starwood para Portugal, dissertou sobre a necessidade de formação de quadros superiores em hotelaria e apresentou o Programa “Vita Futura”, da Starwood. A terceira e última parte contou com apresentação de dois excelentes projectos hoteleiros. O primeiro, do Grupo UNICER, através da Dra. Carla Vaz, Directora de Marketing e Desenvolvimento, onde apresentou o projecto hoteleiro do Grupo para Vidago e Pedras Salgadas. O segundo, do Grupo AXIS, pelo Senhor Filipe Silva, Administrador do Grupo, um Hotel Design a abrir brevemente em Viana do Castelo. O Seminário terminou às 18h00 com um Porto de Honra.

Doutor Manuel Salgado, Dr.ª Ana Cláudia Rodrigues e Dr. Jaime Morais Sarmento


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Visita de Estudo à Fitur’08 e ao Westin Palace Hotel, em Madrid Luís Correia De um a três de Fevereiro, dois professores e trinta e nove alunos do Curso de Gestão e Administração Hoteleira foram a Madrid visitar a Feira Internacional de Turismo (FITUR) e o Westin Palace Hotel.

O primeiro dia foi para a viagem até Madrid, com paragem para almoço em Salamanca, cidade histórica. Depois de uma pequena visita ao centro histórico de Salamanca, a viagem continuou, chegando a Madrid pelas 19h00.

A FITUR é uma Feira do sector turístico e hoteleiro e pretendia-se que os alunos conhecessem e tivessem em contacto com os principais “players” do mercado Ibérico e Europeu. Esta Feira, que é uma das principais do sector a nível europeu, ocupava doze pavilhões! Portugal (Turismo de Portugal), que foi considerado o melhor “stands”, ocupava uma área de cerca de 1.500 m2, o dobro dos anos anteriores.

O segundo dia começou com a visita ao Westin Palace Hotel, edifício histórico com 95 anos, situado no centro de Madrid, em frente à “Plaza Cibeles”. A visita foi guiada pela Mrs. Joan Peggy, relações públicas do Hotel. Todos ficaram encantados com a beleza e organização do Hotel. De seguida foram visitar a FITUR.

para visitar a cidade de Madrid e os jardins do Palácio dos Reis de Espanha. A viagem de regresso, apesar de alguma chuva e neve, decorreu muito bem.

No terceiro e último dia, aproveitou-se

eme'08: Realidade Energética em Portugal – que futuro? Elga Costa A contínua subida do preço do petróleo, a diminuição da disponibilidade dos recursos naturais, assim como, a crescente preocupação relativa ao impacto ambiental das várias soluções tradicionais, leva a que a comunidade internacional tenha vindo a questionar as opções energéticas dos diversos países. Nesse sentido, tornou-se fundamental consciencializar a opinião pública em geral e os futuros profissionais de engenharia em particular, para a situação energética em Portugal per si e no contexto global, assim como para as políticas governamentais que condicionam as tendências de aposta energética. Complementarmente e de modo a que os assuntos abordados resultassem numa clara compreensão por parte dos participantes, considerou-se necessária a abordagem dos aspectos técnicos associados ao tema, nomeadamente, a petroquímica e o gás natural, a energia eólica, a energia solar, os ciclos combinados e a energia nuclear. Desta forma, dia 13 de Fevereiro teve lugar na Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (pertencente ao Instituto Politécnico do Porto) o encontro “eme'08: Realidade Energética em Portugal – Que futuro?

(www.eng.eseig.ipp.pt/eme08), com o qual se pretendeu cumprir com a necessidade de dar a conhecer, à comunidade académica e empresarial, as bases de cariz técnico que sustentem a clara compreensão da situação actual e as tendências em termos energéticos. Para tal, contamos com a presença de oradores de relevo, nomeadamente: Engº Carlos Martins (Galp Energia) Engª Conceição Ferreira (TurboGás), Engª Rui Chousal (Enernova), Engº Armando Oliveira (FEUP) e Engº Renato Morgado (UMinho).


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Viva@Engenharia Elga Costa Na sequência do projecto que tem vindo a ser desenvolvido ao longo destes últimos anos, a ESEIG realizou, de 11 a 15 de Fevereiro, a edição 2008 do “Viva@Engenharia”. Este projecto visa despertar para as maravilhas da ciência, em particular para aquelas que, tipicamente, geram uma reacção negativa por parte dos alunos e que, como ciências de base, condicionam grandemente o seu sucesso escolar. Desmistificando alguns “bichos papões” com experiências e jogos que resultam de evidências quotidianas que, usualmente, não são perceptíveis, mas que subentendem uma explicação racional e lógica, estas experiências didácticas pretendem ser uma forma pedagógica de aumentar o conhecimento e a motivação dos alunos dos vários níveis de ensino. Em termos de Programa, a Edição deste ano contou com as seguintes iniciativas: · 2ª feira, 11 de Fevereiro (11h00m e 15h00m) – “Magia com o Prof. José Paulo Viana”;

· 3ª feira, 12 de Fevereiro (10h00m) – Palestra sobre “Compostagem” – Palestra sobre “Robótica – Ruaz: Veículo Autónomo de Superfície”; · 4ª feira, 13 de Fevereiro (09h30m) – Encontro sobre Energias: “Realidade Energética em Portugal – Que Futuro?”; · 5ª feira, 14 de Fevereiro (11h00m e 15h00m) – Workshops sobre Origami”, “Linux”, “Mac”; · 6ª feira, 15 de Fevereiro – PeddyPaper”. Durante toda a Semana teve lugar uma “Exposição Permanente”, tendo sido possível contactar com Jogos, Enigmas, Demonstrações, Curiosidades, entre tantas outras actividades. Para informações mais detalhadas, consultar http://www.eng.eseig.ipp.pt/viva.


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Notícias Segundas Jornadas Luso-Brasileiras de Ensino e Tecnologia em Engenharia - JLBE2009

Cartaz de divulgação da JBLE2009

As Segundas Jornadas LusoBrasileiras de Ensino e Tecnologia em Engenharia - JLBE09, serão um fórum para a abordagem de assuntos técnicos e científicos mais relevantes em relação às áreas de Ensino, Gestão, Projecto, Ambiente, Urbanismo, Energia, Materiais e Processos. Estas Jornadas são organizadas

pelo Instituto Politécnico do Porto - Portugal e pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - Brasil. O evento está estruturado em Sessões Plenárias e Técnicas nas áreas referidas. As comunicações das Jornadas constituem uma referência de interesse actual e linhas de trabalho futuras.

A JLBE 2009 será realizada no Instituto Politécnico do Porto, na cidade do Porto - Portugal, no período de 10/02 a 13/02/2009, com actividades divididas entre o ISEP e a ESEIG. Mais informações no sítio web http://www.isep.ipp.pt/jlbe09/.

Afrodituna em festa No dia 13 de Março decorreu o festival de tunas femininas da ESEIG. Este evento, que de ano para ano recruta cada vez mais adeptos, ofereceu à comunidade uma performance cultural assinalável. As Sirigaitas foram consideradas a “tuna mais tuna”. O ambiente sadio, jovial e musical que se viveu fizeram com que tenha valido a pena sair de casa e gozar o espectáculo que as Afrodites e as suas convidadas nos presentearam.

Alunos ESEIG vencedores do IV Concurso do Cartaz das Noites da Queima A comunidade ESEIG felicita os estudantes André Oliveira, Jorge Oliveira, Francisco Medeiros e Filipa Urbano pelo 1º prémio obtido no concurso do cartaz das Noites da Queima 2008. São feitos como este que enchem de orgulho e marcam na memória a qualidade que se pratica por aqueles que sonham ir para além da normal mediania. A eles um muito obrigado por servirem de exemplo aos que aí querem chegar.

Espaço ESEIG - Jornal Mensal da AEESEIG O B-ESEIG felicita a sua congénere informativa - Espaço ESEIG - Jornal Mensal da AEESEIG - e deseja que esta seja pautada por muito sucesso. Sabemos a dificuldade de criar e manter um espaço comunicativo, pelo que é de relevar a coragem, o esforço e o talento daqueles que se teimam em ir para além do dever. O 1º número foi lançado em Janeiro de 2008 e tem como principal destaque uma entrevista ao Presidente do IPP, Eng.º Vítor Santos.

A publicação impressa é complementada com um blogue, disponível no endereço http:// espacoeseig.blogspot.com, solução muito interessante, porque permite a publicação de material multimédia. Deste modo, é possível ver os vídeos das entrevistas aos Presidentes do IPP e da AESEIG, bem como imagens de diversos eventos: Jantar de Natal, Sarau de Natal dos Gatunos, visita do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva a Vila do Conde, viagem de CTDI a Lisboa, para além de outros conteúdos de interesse.


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Estúdio de Comunicação na ESEIG A ESEIG passou a contar com mais um recurso importante no processo de ensino-aprendizagem preconizado por Bolonha. Com efeito, partindo da existência de uma sala de aulas na ESEIG com grandes dimensões (sala 203), foi realizada uma modificação da parte posterior da sala isolando-a através de paredes acústicas, para que existisse a possibilidade de se proceder a um estúdio de gravação audiovisual, assim como a visualização de técnicas e treino de competências comportamentais sem interferência da assistência por intermédio de espelhos unidireccionais. Foram adquiridos vários equipamentos para este estúdio de comunicação, nomeadamente câmaras de vídeo digital de alta definição, microfones direccionais, lentes angulares, um televisor de LCD com tamanho considerável, uma câmara

A sala de aula continua a ter a capacidade para cerca de 40 alunos para aulas ditas normais e ao mesmo tempo oferece a possibilidade de apoio a aulas de cariz mais prático, nomeadamente a uma diversidade de disciplinas que impliquem a monitorização de comportamentos ao vivo, assim como a demonstrações de modelos de mestria. Os alunos poderão, por exemplo e de uma forma simples, treinar competências de comunicação ou de entrevista de selecção, tendo logo disponível em formato digital o resultado do seu desempenho, que passa por uma gravação em DVD ou em disco de memória, que poderá rever sempre que quiser. Por outro lado este recurso permite ao professor monitorizar de perto a adequação das competências dos alunos às exigências da profissão.

WEB, entre outros acessórios multimédia.

Noite de Óscares na ESEIG Com uma apresentação ao nível do melhor que se vive nos EUA, decorreu no Auditório da ESEIG e sob a responsabilidade da AEESEIG a entrega dos prémios do Ano 2008 a docentes, serviços e funcionários. Apresentado em Inglês e em Português, a noite foi de festa, em que os apresentadores contabilizaram bastante da magia da noite e onde os professores marcaram presença real ou implicada através dos seus representantes. Esta dupla de apresentadores bilingue e divertida, através de um misto de arte e engenho, ora conseguia arrebatar gargalhadas aos espectadores, ora atingia com a típica irreverência estudantil, alvos por eles escolhidos no conjunto das singularidades da ESEIG. Digno de nota foi a performance extraordinária do Grupo de Dança , assim como o acompanhamento musical do Duo de músicos, que coloriram a noite de um tom ao mesmo tempo intenso, jovial e harmonioso. De cada entrega de prémios fazia parte a apresentação dos nomeados, a escolha para a categoria (sexy, querido ou exigente), sendo depois obrigatório cumprimentar a apresentadora (a estrela da

noite), estar sob as luzes dos holofotes e fazer discursos (mais ou menos emocionados). Um evento a repetir em anos seguintes e que mais uma vez provou que o nível dos produtos desenvolvidos na ESEIG (mesmo os extracurriculares) são de elevada qualidade. Se nos permitem a sugestão, esta “Gala de Óscares” deverá em 2009 assumir novas categorias, algumas delas mais mordazes e irreverentes, desde que sempre respeitosas, ao género do que a academia portuense fazia em tempos com o famoso “Serrote”. Porque não algumas imitações dos maneirismos dos professores, ou mesmo um texto escrito com versos relativos a esses mesmos professores. Aguardamos com expectativa a segunda edição em 2009 desse momento social e artístico que alimenta o bom clima entre a comunidade escolar da ESEIG. Os ausentes não puderam apreciar uma técnica de sedução apresentada em palco para aplicar na praia durante o Verão de 2008 e que muitos dos presentes registaram, encontrando-se já a treinar em casa (em frente ao espelho) o seu aperfeiçoamento.

Cartão de Alberguista da ESEIG Aproveitando a necessidade de alojamento para a visita de estudo a Lisboa (ver notícia da pág. 17), o neCTDI - Núcleo de Estudantes de CTDI adquiriu o Cartão de Alberguista MoviJovem em nome da ESEIG. Tal decisão permitiu obter um desconto considerável no alojamento dos viajantes, alunos e docentes, na Pousada da Juventude.

O cartão tem validade até 23/11/2008 mas é renovável por períodos de 1 ano. Por estar em nome da ESEIG, permite que qualquer grupo da ESEIG possa usufruir do desconto correspondente em qualquer Pousada da Juventude. Para o utilizar deverão dirigir-se à Secretaria da Direcção.


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Tribuna China: O país de todos os contrastes Iva Carla Vieira É com profundo agrado que partilho as impressões de uma viagem muito especial. Nos seus traços essenciais, elas pertencem a uma série de crónicas que publiquei. Mas, pela importância emergente do “novo e desconhecido” mundo que surpreendi, no extremo Oriente, penso que é de justiça que deixe nestas linhas aquilo que mais não é do que uma visão de uma cidadã do mundo, para quem os fenómenos da globalização da economia, do crescimento e desenvolvimento económicos, da qualidade de vida e sustentabilidade do emprego ou do trabalho, da era digital e das novas competências, em sumo, de todos os desafios do século XXI, não nos devem deixar impávidos e serenos. Era muito jovem quando comprei o livro de Alain Peyrefitte, com o suges-

tivo título “QUANDO A CHINA DESPERTAR ... o mundo tremerá”. Em cerca de setecentas páginas, este estudioso registou, com a ajuda de sinólogos e de jornalistas interessados nas coisas da China, as suas próprias impressões, colhidas da viagem que lá fez, pouco antes de se dar como oficialmente acabada a Revolução Cultural encetada por Mao Tsé-tung. Confesso que nunca tive paciência para rematar esta leitura mas que, por outro lado, também não tive vontade de me desfazer do livro, que para ali ficou, num canto, à espera de dias melhores. Pouco antes da minha viagem, por mero acaso, fui buscá-lo e guardei-o, para o que desse e viesse. Ali se quedou até ao meu regresso e, depois, lio com um encanto que desconhecia até hoje. É que ler as suas passagens é

quase risível, por tanto que a China mudou! Mas a profecia do seu título, essa perdura com o fascínio de sempre. Diz Peyrefitte (e com ele concordo hoje) a páginas tantas: “Não chega que se possa dizer frequentemente:”Se não tivesse visto isso, não o acreditaria”. Esta impressão experimenta-se na China, incita a testemunhar. É preciso voltar ao mesmo sítio, para medir até que ponto o público ocidental é atormentado por uma miopia feita de preconceitos, de paixões ideológicas e, sobretudo, de ignorância; oscila entre o medo e o entusiasmo, sem conseguir equilibrar muito o seu julgamento.” O Império do Meio (como lhe chamou Eça de Queiroz no seu folhetim impagável que acabaria no prelo como “O Mandarim”), por ser tão distante, por tão imenso e estranho, atrai-nos, irremediavelmente. Contudo, é precisamente quando pisamos o solo da China que despertamos. Federico Rampini também nos brindou, recentemente, com a sua obra emblemática “O Século Chinês”, cuja leitura, feita à posteriori, ou seja, depois de visitar a China, ainda que com olhos de turistas, causa arrepios, por se tratar de um estudo que se cola fielmente à nua realidade social chinesa, que se espraia perante quem vai e perscruta, sem juízo feito. E é assim, recomendando este livro, com o qual me identifiquei, que vos vou narrar as minhas impressões de viagem por esse enorme e desmesurado, ignoto e misterioso, exótico e estranho país de contrastes, puros e duros, que chegam a doer na alma de um viajante. Atribui-se a Napoleão Bonaparte o célebre e profético comentário de que quando a China despertasse, o mundo tremeria. Sem que o tivesse deixado escrito, pensa-se, apenas, que o terá proferido em meados de 1816, depois de ter lido um relatório de viagem do primeiro embaixador da monarquia Inglesa na China, Lord Maccartney. Também Lenine retomou este pensamento prognóstico em 1923, no seu último texto que intitulou “Menos numerosos, mas melhores”. Estes pensamentos encerram o próprio enigma que a China ainda representa, em pleno século XXI. Conhecê-la é uma

tarefa impossível. Trata-se de um país gigantesco, onde coexistem múltiplas etnias e muitos dialectos e onde o tempo fundiu Confúcio com Buda, à mistura com as heranças culturais com que os ocidentais quiseram, a todo o custo, quer pela via laica, quer pela religião, marcar um território. A própria evolução da China, nos dois últimos séculos, é o retrato fiel do esforço denodado para acabar com uma sociedade feudal, baseada numa economia assente dominantemente na agricultura de subsistência, e para extirpar a apetência colonizadora de franceses e ingleses, sem esquecer o Japão que a invadiu e formou governos fantoches, bem retratados em filmes como o de Bertolucci, “O Último Imperador”. De resto, a sombra destes tempos ainda paira no ar, quando, por exemplo, um guia nos diz, simplesmente, que a arte dos Bonsai é genuinamente chinesa mas foi copiada pelos Japoneses. Pressente-se este ancestral ressentimento, e esta vontade de fazer emergir um modelo de desenvolvimento que é absolutamente chinês. Mao Tsé-tung, Chiang Kai-shek e Wang Chig-wei, que lideraram os governos que antecederam o triunfo do maoísmo, sempre comungaram da mesma ideia: a de que era imperioso lançar mão de uma revolução nacional, para expulsar de vez


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os estrangeiros e os Japoneses, e de que a China só poderia ser governada com uma mão de ferro, e por um regime ditatorial e totalitário.

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entradas da Cidade Proibida, vê uma China que desperta para a doçura etérea do consumo, com fortunas emergentes que se encontram já cotadas entre as maiores do mundo, arranha-céus que crescem numa fúria de afirmação, a noite com os cambiantes da movida de uma qualquer outra grande capital mundial, um povo sem o mítico uniforme cinzento das massas proletárias. Os rapazes e as raparigas das grandes cidades “ocidentalizaram-se” e exibem as últimas tendências da moda, apesar de flutuarem nos céus, ao sabor da brisa quente, os

papagaios de papel, ícone da cultura chinesa milenar. Em Pequim, nessa cidade do nosso imaginário, já se vêem as grandes obras e os arrojados projectos com que os Chineses afirmarão ao mundo todo o seu poder económico, aquando das Olimpíadas, e, para o olhar mais atento, não escapa a tenacidade com que pretendem ocultar a miséria mais abjecta que espreita dos hutongs, os bairros típicos e seculares situados no coração da capital.

Hoje, volvido mais de meio século sobre o primeiro governo comunista (instituído em 1949) e passados mais de trinta anos sobre o fim da Revolução Cultural Chinesa, a múmia de Mao bem pode dar reviravoltas, no seu mausoléu grandioso da Praça Tian’anmen, que se encontra fechado, porque os olhos do “Grande Timoneiro”, no retrato enorme que pende numa das

A Internet como ferramenta de negócio Lino Oliveira Net, site, e-mail, browser, web, online, chat, portal, blogue! Certamente, estas palavras não serão estranhas ao caro leitor. Nem expressões como nova economia, economia digital, empresa virtual, globalização ou comércio electrónico. Todas elas entraram, de uma vez por todas, no nosso vocabulário. Deixaram de ser termos usados, exclusivamente, por informáticos e passaram a estar presentes em quase todos os domínios da sociedade: economia, gestão, comunicação social falada e escrita, marketing, publicidade, educação, ensino, Estado. A Internet invadiu, definitivamente, as nossas vidas. O número de utilizadores está aumentar exponencialmente em todo o mundo. Poucas são as empresas que ainda não têm, nem pensam ter, nos tempos mais próximos uma presença online. As célebres letrinhas “www” ou o sinal @ proliferam em anúncios publicitários, papel timbrado e cartões de visita. Hoje em dia, para um grande número de pessoas, é normal ser a Internet o primeiro sítio em que pensam quando precisam de informações acerca de um produto, serviço ou lugar, e o meio a que recorrem para acompanhar, em

tempo real, um grande acontecimento ocorrido num dos quatro cantos do mundo. A importância da Internet é já uma certeza. A Internet não é, definitivamente, uma moda ! Esta nova economia está a alterar o modo como o comércio é conduzido. A Internet deixou de ser o meio que se usava apenas para fazer publicidade à nossa empresa ou aos nossos produtos através dum catálogo electrónico. Passou a ser o local onde se concretizam negócios entre empresas ou entre estas e os consumidores. Até há pouco parecia que unicamente os bens digitalizáveis poderiam ser comercializados através da Internet, porque apenas estes poderiam ser distribuídos nesse meio. Mas o que se está a verificar é que a estratégia não depende dos produtos mas sim dos modelos de negócios. Por isso podemos hoje fazer coisas na Internet que nem podíamos imaginar há meia dúzia de anos atrás, como comprar livros, alimentos, viagens ou automóveis, consultar a nossa conta bancária ou entregar a declaração do IRS. Este meio oferece as mesmas oportunidades para qualquer tipo de empresa, seja grande ou pequena e constitui uma oportunidade de negócio 24 horas por dia, 7 dias por semana, em qual-

quer parte do mundo. A tónica é, agora, colocada mais no serviço (de valor acrescentado) do que na mercadoria, mais na segmentação do que na massificação. O cliente é o centro do negócio e a relação com ele é directa. É o cliente que comanda a transacção comercial. A Internet permite que negócios destinados a nichos de mercado muito reduzidos tenham a sua viabilidade assegurada. Aliado ao baixo investimento necessário, e consequente risco reduzido, é possível atingir um público-alvo mais alargado, à escala planetária. Há pouco tempo, um amigo meu amante da robótica, contava-me que, antes, para conseguir determinadas peças, muito específicas, tinha, por vezes, que as construir. Isto porque tais peças, devido à sua especificidade e pouca procura, não eram importadas uma vez que só se tornava rentável fazê-lo em grandes quantidades, e os importadores não estavam dispostos a assumir esse risco devido ao reduzido mercado existente em Portugal. Agora, é possível encomendar directamente ao fabricante ou a pequenas empresas especializadas, a preços muito acessíveis, através da Internet. Está aí fora um mundo novo por explorar, um mundo que se renova todos os dias.


5º Concurso Poliempreende Rafael Pedrosa (OTIC), Teresa Pereira (ESEIG)

ESEIG Rua D. Sancho , 981 4480–876, Vila do Conde Portugal Tel: 252 291 700 Fax: 252 291 714

B-ESEIG Boletim Informativo da ESEIG

DIRECÇÃO José Abel Andrade EDIÇÃO Fernanda Ferreira Cândida Silva Lino Oliveira Manuel Salvador E-MAIL b-eseig@eseig.ipp.pt SITE www.eseig.ipp.pt/b-eseig DEPÓSITO LEGAL 273774 / 08

O “Poliempreende” é um concurso dirigido à comunidade académica e pretende ser mais um incentivo à criação de empresas inovadoras. Nesta edição, a 5.ª, o Poliempreende" assumiu pela primeira vez uma dimensão nacional. Esta escala permite que estejam envolvidos 16 politécnicos, 75 escolas, 453 cursos, um universo de 91.335 alunos de diferentes anos curriculares e cursos e 7.240 docen-

ESEIG, 2 da ESTGF e 9 da ESTSP.

Todos estes projectos transitaram para a fase seguinte: a Oficina E2 que está a decorrer entre 27 de Fevereiro e 02 de Maio e é constituída por sete sessões de formação que proporcionarão aos seus participantes o conhecimento de matérias específicas sobre a gestão de empresas: elaboração de um plano de negócios, abordando as tes. variáveis da contabilidade, recursos humanos e aspectos jurídiA sua divulgação no Instituto cos. Posteriormente os promoPolitécnico do Porto foi feita através de sessões de apresen- tores poderão finalizar os seus tação que decorreram em todas planos de negócio através de tutoria especializada, proporcioas escolas do IPP entre os dias 28 de Outubro e 26 de Novem- nado por empresas de consultobro. Depois destas sessões de ria. apresentação, ficaram abertas as Na fase seguinte os planos de inscrições para os interessados negócio serão enviados e analiparticiparem em acções de sados pelo júri que atribuirá os formação que se realizaram prémios regionais. entre 9 de Novembro e 3 de Dezembro e que tiveram como O 1.º classificado do IPP reprefito a sensibilização para o sentará a instituição na fase empreendedorismo e a inovanacional, onde contará com a ção, e consequentemente a oposição de 15 projectos proveapresentação de uma candidatu- nientes de cada um dos restanra ao “Concurso de Ideias” tes politécnicos do país. A escopromovido neste âmbito. Con- lha dos premiados basear-secluída esta fase que culminou á na análise dos planos de negócom a análise e identificação de cio e nas entrevistas que serão 32 projectos de negócios inscri- realizadas a cada equipa. Relatitos no “Concurso de ideias", vamente aos projectos retidos, foram aprovados 22 projectos: estes serão acompanhados, de 2 do ISEP, 2 do ISCAP, 7 da

forma individualizada, através da Oficina de Transferência de Tecnologia e Conhecimento (OTIC) do Politécnico do Porto que estimulará a análise e desenvolvimento das ideias com os respectivos promotores.

A gestão do Poliempreende do IPP é da responsabilidade da OTIC- Oficina de Transferência de Tecnologia e Conhecimento do IPP. Conta com o apoio de docentes de várias escolas do universo IPP. No caso da ESEIG, pelo facto de já haver uma tradição em competências de empreendedorismo (ESEIGlobal) desde o ano lectivo 2003/2004, houve uma contribuição de apoio de 3 docentes, Teresa Pereira pela sua experiência como gestora do ESEIGlobal, Joel Fernandes pela sua contribuição no ESEIGlobal e sobretudo pela sua experiência na disciplina de Projecto Empresarial do curso de Contabilidade e Administração e Luís Mourão pela sua contribuição para a base tecnológica.

Formação no Hospital da Trofa Manuel Salvador O Grupo Hospitais da Trofa, SA, solicitou à ESEIG que desenvolvesse um projecto formativo com o intuito de qualificar os seus colaboradores em competências avançadas de atendimento hospitalar. Tendo por lema “A terapia do bom atendimento”, este grupo de unidades hospitalares que se encontra actualmente em expansão, pretende ser uma referência em cuidados de saúde na região Norte, pelo que considerou estratégico que os seus colaboradores tivessem elevados padrões de atendimento. Partindo de uma avaliação mui-

to positiva dos nossos diplomados (devido à experiência com estagiários e diplomados da ESEIG), o conselho de administração do Hospital da Trofa escolheu a nossa instituição, solicitando aos responsáveis pelos cursos de GAH e de RH para apresentarem um programa formativo de 30 horas sobre atendimento. Este pedido foi prontamente atendido, tendo sido proposto uma metodologia mista de formação e consultoria. Foram já realizados quatro cursos que envolveram 60 formandos em 2007, estando agendados mais cinco cursos até Junho. No dia 13 de Dezembro foram atribuídos os

primeiros diplomas aos formandos com a presença dos formadores, do Director da ESEIG, da Directora de RH e do Presidente do Conselho de Administração do Grupo Hospitais da Trofa.

Dr. Luís Correia Doutor Abel Andrade Dr.ª Paula Pereira Dr. José Vila Nova


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