O bode como doutor De alta capacidade Namorou-se da raposa Consagrou grande amizade Lhe prometendo mais logo Fazer-lhe a felicidade A raposa muito alegre Chegou em casa e contou Pra sua mãe que sabendo Com muito gosto aceitou A raposa de contente nesse dia não jantou Disse o velho: doutor bode É um jovem muito decente Pertence a alta escol É filho de boa gente Porém queremos saber Se os pais dele consente
AMARAL, Firmino Teixeira do. O casamento do bode com a raposa, p.4. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/jn000001.pdf. Acesso em: 06 mai. 2016
O texto anterior pertence à literatura de cordel, gênero caracterizado pelo uso constante de variantes populares do português, assim chamadas por divergirem dos parâmetros da norma culta. Um exemplo de um desses desvios da forma padrão da língua nacional está presente em (A) “alta escol”. (B) “os pais dele consente”. (C) “É filho de boa gente”. (D) “É um jovem muito decente”.
A “guerra campal aos índios nomeados carijós” tornara-se uma política colonial na capitania de São Vicente desde 1585, quando Jerônimo Leitão, a pedido das câmaras de São Vicente, iniciou campanhas pelo sertão em busca de escravos. Essas entradas se tornarão frequentes nos anos seguintes, dando início ao ciclo bandeirante da “caça ao índio” e acirrando a reação dos povos indígenas contra os colonos [...] Eram essas as relações entre os colonos e os povos indígenas, e a chegada de uma frota inglesa acendeu nos índios escravizados e sublevados uma oportunidade de virar o jogo. FRANÇA, Jean Marcel Carvalho. Piratas no Brasil: as incríveis histórias dos ladrões dos mares que pilharam nosso litoral. São Paulo: Editora Globo, 2014, p.42-3
A expressão em destaque indica que os índios (A) tiveram uma chance de mudar sua situação de opressão. (B) conseguiram reverter a situação e escravizar os colonos. (C) tiveram a chance de perseguir e aprisionar os colonos. (D) conseguiram vencer a batalha ao sair de sua situação opressora.