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Simulados historia

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No seu nascedouro, a palavra descolonização já vem carregada de ideologia, parecendo definir um destino histórico dos povos colonizados: depois de ter colonizado, o europeu descoloniza, estando, pois, implícita a vontade do país colonizador de abrir mão de pretensos direitos adquiridos em determinado momento. A generalização do termo implica, de certa forma, uma interpretação eurocêntrica da História, ou seja, a noção de que só a Europa possui uma História ou é capaz de elaborá-la. Os outros não têm História: nem passado a ser contado nem futuro a ser elaborado. Maria Yedda Linhares. Descolonização e lutas de libertação nacional. In: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (Orgs.). O século XX. O tempo das dúvidas: do declínio das utopias às globalizações. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. v. 3. p. 41.

No trecho apresentado, a historiadora Maria Yedda Linhares critica a utilização do termo “descolonização”, frequentemente utilizado para fazer referência aos processos de independência das nações africanas ao longo do século XX, porque ele sugeriria uma interpretação que (A) ignora a importância das consequências futuras do colonialismo. (B) sugere que os processos de independência ocorreram de modo homogêneo no continente. (C) ignora a participação dos próprios africanos nesses processos. (D) despreza o papel das narrativas tradicionais africanas na construção do discurso historiográfico.

O ferreiro vive ainda hoje nas aldeias da África do Oeste e tem importante papel social, diferente do ferreiro europeu. Na Europa, um ferreiro é alguém especializado em trabalhar e consertar objetos de ferro, com auxílio da bigorna, do martelo ou de outros instrumentos. Na África tradicional, o termo “ferreiro” é como um recipiente no qual podemos também colocar outras palavras, como ourives, escultor de máscaras, construtor de canoas. [...] Nas sociedades africanas, o ferreiro pertence a uma casta, que é muito respeitada, porque seus membros são considerados detentores do saber e praticantes da magia. Eles só se casam com mulheres de sua casta. [...] Ahmadou Kourouma. Homens da África. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Edições SM, 2009. p. 118-24.

Segundo o texto, a principal distinção entre ferreiros da África do Oeste e da Europa consiste no fato de que, na África, os ferreiros (A) possuem técnicas menos desenvolvidas de trabalho com o metal. (B) estão associados a outras atividades de caráter artístico e religioso. (C) abandonaram o trabalho com o metal em prol do uso da magia. (D) tem a possibilidade de se casar com as filhas de outros ferreiros.


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