Conexões Química e tecnologia – Formas artificiais do carbono As buckybolas
As buckybolas assemelham-se a estruturas geodésicas, como a do museu em homenagem ao meio ambiente (The Biosphere), na cidade de Montreal, Canadá, que vemos na imagem acima. Foto de 2012.
20 hexágonos regulares
60 átomos de carbono
PAULA RADI/ARQUIVO DA EDITORA
DIVULGAÇÃO PNLD
©SHUTTERSTOCK/MEUNIERD
Uma terceira forma alotrópica do carbono foi obtida em laboratório pelas equipes de Richard Errett Smalley (1943-2005), dos Estados Unidos, e Harold (Harry) Walter Kroto (1939-), da Inglaterra, há cerca de trinta anos. A disposição dos átomos de carbono dessa forma alotrópica, conhecida por buckybolas (do inglês buckyballs) ou fulereno, lembra uma bola de futebol profissional. O nome original dessa forma de carbono é buckminster fullerene, em homenagem ao arquiteto
estadunidense Richard Buckminster Fuller (1895-1983), que criou a estrutura geodésica. Essa forma de carbono, de fórmula C60, é a mais simples de uma família de fulerenos, cujos arranjos moleculares fechados podem atingir até 960 átomos de carbono. Muitos químicos vêm realizando pesquisas sobre buckybolas, tendo em vista a enorme possibilidade de aplicações dessas substâncias, tanto na área médica, para viabilizar novas terapias (por exemplo, a de osteoporose), como em lubrificantes, combustíveis, baterias, entre outras.
Representação da estrutura das buckybolas. Cada uma delas é formada por 60 átomos de carbono, dispostos em 20 hexágonos regulares e 12 pentágonos regulares. Cores fantasia, sem escala. Fonte da ilustração: KOTZ, J. C.; TREICHEL JR., P. Chemistry & Chemical Reactivity. 3rd ed. Orlando: Saunders College, 1996. p. 105.
12 pentágonos regulares
Capítulo 3 Substâncias e misturas
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MATRIZ NOVA
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