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Sabe-se que os povos muito antigos também utilizavam a música de forma sagrada diante dos fenômenos da natureza. Cantavam para pedir proteção, chuva, ter sorte na caça, agradecer aos alimentos conseguidos, mas também para entoar cantos de guerra, de funeral e protegerem-se dos maus espíritos. Foram encontrados vestígios de exemplares, como a flauta de osso de urso, de cerca de 40 mil a.C., considerada um dos exemplares mais antigos do mundo. Também foram encontradas flautas de ossos de pássaros, como registrado na imagem acima.
Flautas de cerâmica Alguns tipos de flauta também foram instrumentos forjados pelo barro e fogo e datam de mais de 12 mil anos a.C. Conhecidas como ocarinas, são instrumentos de sopro muito antigos feitos de cerâmica. Registradas em diversas culturas, são ainda produzidas na contemporaneidade. Na China, uma espécie de flauta de cerâmica tem o nome de xun. Tem o formato de um ovo com um orifício no centro, para que o músico o sopre, e geralmente oito furos para colocar os dedos. É feita em vários tamanhos, o que proporciona timbres diferentes. No Japão, existe um instrumento bem parecido com a xun, que tem o nome de tsuchibue. Veja um modelo de xun na imagem ao lado. Em vários povos do mundo vemos tipos de ocarinas, feitos de porcelana, de terracota, madeira ou pedra. Em alguns povos indígenas também encontramos ocarinas de diversos formatos e tamanhos, como pode ser visto na ilustração ao lado.
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Rabeca, instrumento da cultura popular brasileira produzido artesanalmente.
Espécie de flauta de cerâmica chinesa chamada xun. Esse instrumento influenciou a dança e a música oriental e especula-se que foi criado ainda no tempo do Neolítico, na região da China, mas também foi encontrado em várias partes da Ásia. Frosa
Flauta de osso de abutre descoberta em uma caverna da Alemanha, entalhada há mais de 35 mil anos. Foto de 2009.
Ilustração de uma ocarina indígena.
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