Marcel Duchamp. 1965. Tate Modern, London. © Succession Marcel Duchamp/AUTVIS, Brasil, 2015. Foto: Nils Jorgensen/REX/Glow Images
Agora, observe a imagem ao lado. Ela traz uma réplica da obra original de 1923, do pintor e fotógrafo estado-unidense Man Ray (1890-1976), intitulada Objeto para ser destruído.
„„ De quais objetos essa escultura é composta? „„ Qual é o seu tamanho? „„ A que esta obra nos remete? „„ Quais relações podem ser feitas entre a escultura e seu título?
Julia Kater
A arte da colagem ainda está muito presente em todo o mundo, como podemos ver nos trabalhos da artista franco-brasileira Julia Kater (1981), que cria colagens no processo de recorte e montagem de fotografias, com base em imagens captadas por ela em diversos contextos. Júlia utiliza materiais simples, como papel fotográfico e papel algodão, para expressar situações poéticas mais complexas, nas quais propõe um jogo de percepções.
Julia Kater
Réplica da obra Objeto para ser destruído, de Man Ray, réplica de 1965 do original de 1923. Metrônomo e fotografia. As réplicas ficaram com o nome de Objeto Indestrutível.
[Sem título], obra da série Horizonte, de Julia Kater, 2012. Colagem de fotografia sobre papel algodão. Nessa série, chamada pela artista de Horizonte, as colagens são feitas por duas fotografias tiradas no mesmo local: uma com a presença da figura humana e outra apenas da arquitetura. Por meio da colagem, esses dois momentos passam a coexistir numa mesma imagem representando o limite entre a presença e a ausência.
„„ O que você consegue perceber? [Sem título], série Lugar do Outro, de Julia Kater, 2013. Colagem de fotografia sobre papel algodão, 110 cm × 165 cm. Essa obra é a colagem de uma paisagem, na qual diversas camadas de “céu” (fotografadas no mesmo espaço em diferentes “tempos”) desenham uma nova paisagem.
„„ Quem está presente na cena? O que está faltando? „„ Essas imagens mexem com a sua imaginação?
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