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Portodaparte 7

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Quando usamos a linguagem falada (oral) ou escrita, podemos explicar algo, descrever um objeto ou uma ação, usar regras, argumentar sobre um ponto de vista, pedir algo, entusiasmar nossos amigos e até inventar arte ao fazer poemas, como o Som poema trazido por Murray Schafer (1933), que veremos a seguir. Se existe silêncio e som – Silêncio sem silêncio é som Silêncio cheio de som é som Som sem som é silêncio Som cheio de som é som Som cheio de silêncio é silêncio Silêncio cheio de silêncio é silêncio Silêncio sem som é som Som cheio de silêncio é silêncio [...] Trecho do poema Som poema. SCHAFER, Raymond Murray. O ouvido pensante. São Paulo: Unesp, 1991. p. 117.

AMPLIANDO Performances sonoras é uma linguagem que pode misturar várias outras, como, por exemplo, o teatro e a música, como nas apresentações do Homem-Banda. Esse tipo de arte procura interagir, surpreender o público e, geralmente, apresenta provocação, reflexões ou expressões brincantes. Um jingle é uma composição musical simples e de curta duração, de fácil memorização, para ser lembrada e cantarolada com facilidade, produzida para publicidade ou como tema de produtos e programas, principalmente de rádio e televisão.

„„ Para o pianista e Podemos também cantar, recitar poemas, dramatizar texcompositor italiano tos de teatro. Há sempre muitas possibilidades no uso da línFerruccio Busoni gua dos sons. Uma delas é a experiência com a linguagem (1866-1924), a música era o ar musical. Podemos perceber que as músicas que escutamos, sonoro! cantamos ou tocamos fica “contida” em nós. Queremos escu„„ E para você, o que é tá-la diversas vezes e compartilhar com as pessoas de quem música? gostamos. Temos uma relação afetiva com os sons, ou seja, a linguagem musical dialoga com a gente e estabelece relações de sentimentos. Fazer e apreciar música é relacionar-se com um conjunto de sons que se comunicam com os nossos sentimentos, sensações e percepções. Existem situações em que a música pode transmitir uma ideia extramusical, ou seja, tem outras intenções além da estética e poética que a envolvem. Os hinos dos países, por exemplo, são músicas que servem para representar uma pátria e os seus ideais, como uma “bandeira sonora” de cada país. Jingles de telejornais e músicas de programas de TV também têm uma função extramusical, a de alertar o telespectador de que o programa está começando, acabando ou em intervalo, além de indicarem uma identidade sonora. E, mesmo essas músicas, podem nos levar a estabelecer relações afetivas.

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