ABERTURA DE UNIDADE
2
ARTE E RELIGIÃO
Observe as imagens desta página e a da seguinte com atenção. Quem são os personagens centrais de cada obra? Que semelhanças você vê entre essas imagens? E as diferenças? É possível perceber mudanças no modo de representação da figura humana? Em qual das imagens a figura humana é representada com mais realismo?
Cada unidade é iniciada com uma abertura em página dupla. Nessas aberturas são apresentados, por meio de imagens e textos, os temas que serão trabalhados.
} Imagem 2
Duccio di Buoninsegna. 1285. Têmpera sobre painel. Galeria degli Uffizi, Florença. Foto: The Brigdeman Art Library/Keystone
Giotto di Bondone. c.1300-10. Têmpera sobre painel. Galeria degli Uffizi, Florença. Foto: The Bridgeman Art Library/Keystone
} Imagem 1
Madona e criança, 1285, obra de Duccio di Buoninsegna (c. 1278-1318). Galeria dos Ofícios, Florença, Itália.
AméricA: AstecAs, mAiAs, incAs e tupis
Virgem dos Rochedos, de Leonardo da Vinci, século XV. Museu de Belas Artes de Caen, França. Na obra em tela, as figuras estão dispostas na forma de uma pirâmide cujo vértice é Maria. São João Batista, com as mãos postas, se inclina em direção ao menino Jesus, que tem, a seu lado, um anjo.
A Madona de Ognissanti, c. 1310 (têmpera em madeira) de Giotto di Bondone (c. 12661337). Galeria dos Ofícios, Florença, Itália.
108
UNIDADE 2 – ARTE E RELIGIÃO
109
UNIDADE 2 – ARTE E RELIGIÃO
Anders Ryman/Corbis/Latinstock
© Blaine Harrington III/Corbis/Latinstock
11
} Imagem 3 Leonardo da Vinci. Séc. XV. Óleo sobre tela. Museu des Beaux-Arts, Caen. Foto: The Bridgeman Art Library/Keystone
UNIDADE
COMO ESTÁ ORGANIZADO SEU LIVRO?
O islamismo A religião criada por Maomé é chamada islamismo, e seu princípio fundamental é a crença num único Deus (monoteísmo). O islamismo é uma religião simples, e esse é, com certeza, um dos motivos de sua rápida expansão pelo mundo. Todo muçulmano deve: • crer em um só Deus (Alá) e seguir os ensinamentos de Maomé, seu mensageiro; • orar cinco vezes ao dia com o rosto voltado para Meca; • dar aos necessitados uma ajuda proporcional aos bens que possui; • jejuar durante os trinta dias do Ramadã (mês do jejum). O fiel não deve ingerir nem alimento nem água, do nascer ao pôr do sol; • ir a Meca ao menos uma vez na vida, caso tenha recursos financeiros para isso.
Fabio Colombini
Um garoto da etnia uru murato toca flauta na cidade de Llapallani, no altiplano boliviano, 2002.
Por que será que Meca recebe tantas pessoas todos os anos?
Desafios propostos ao longo do texto para discutir imagens, gráficos, tabelas e textos.
FAYEZ NURELDINE/AFP/Otherimages
Indígena do povo navajo, estado de Utah, EUA, 2012.
Dialogando...
DIALOGANDO...
Jovem indígena kalapalo. Parque Indígena do Xingu (MT), 2011.
Observe as fotografias das pessoas retratadas nesta página. Como estão vestidas? O que estão fazendo? O que elas têm em comum? Em que são diferentes? O certo é dizer: povo indígena da América ou povos indígenas da América?
211
Nesta imagem de 2011, milhares de fiéis oram ao redor da Caaba, em Meca, na Arábia Saudita. A cidade hoje é o principal centro religioso do mundo muçulmano e um dos primeiros centros comerciais da Arábia Saudita.
ABERTURA DE CAPÍTULO As aberturas dos capítulos propõem a discussão dos temas que serão trabalhados nas páginas seguintes.
O homem medieval se guiava pelo ritmo da natureza. Acordava com o canto do galo, levantava com a luz do Sol e parava de trabalhar quando anoitecia. Ele não se preocupava em medir o tempo. Acreditava que nada podia fazer para mudar seu destino. Este já tinha sido traçado por Deus. Além disso, trabalhando muito ou pouco, o camponês continuava sendo camponês, e o senhor, senhor.
Uma seção que traz textos estimulantes sobre os conteúdos estudados e propõe a discussão sobre esses temas.
Com o crescimento do comércio e das cidades, a situação mudou. O sapateiro tinha uma data certa para entregar os sapatos encomendados a ele. O comerciante estabelecia o preço conforme o pagamento fosse à vista ou a prazo. O banqueiro cobrava juros de acordo com a duração do empréstimo.
Para saber mais
a) Copie no caderno o trecho que contém exemplos de que o homem medieval se guiava pelo tempo da natureza. b) Segundo o texto, o que gerou a necessidade de calcular, dividir e controlar o tempo? c) Você consulta o relógio muitas vezes ao dia? Por quê?
136
Intelectuais que se dedicaram aos estudos da língua e da cultura greco-romana e se inspiravam nelas para produzir suas obras.
Anônimo. Séc. XIV. Castelo de Ambras, Áustria. Foto: Leemage/Corbis/Latinstock
O humanismo Humanistas
Na Europa de Luís XIV, o estilo de pintura predominante foi o barroco; este estilo surgiu na Itália no final do século XVI, e tinha como principais características: a) disposição dos elementos na tela quase sempre em diagonal; b) gosto pelas oposições, com acentuado contraste entre o claro e o escuro e entre luz e sombra; c) predominância de temas religiosos, ou ligados à vida da nobreza ou ainda ao cotidiano das pessoas comuns. Na Espanha, um dos principais representantes do barroco foi o pintor Diego Velázquez, um filho de nobres nascido em 1599, em Sevilha, que na época era a cidade mais rica da Espanha. Ele retratou indivíduos da nobreza espanhola do século XVII, e também pessoas simples do povo, em seus afazeres cotidianos.
Um quadro que apresenta informações extras sobre os conteúdos dos capítulos trabalhados.
Relógio do século XVI, Berna, Suíça.
Francesco Petrarca (1304-1374), um dos mais notáveis humanistas, defendia o ideal de imitação dos pensadores gregos e romanos. Imitação para ele não significava cópia ou repetição, mas inspiração nos ideais greco-romanos de valorização do ser humano e da busca do novo. Segundo Petrarca, era preciso negar o “barbarismo” medieval e recuperar a idade de ouro dos antigos gregos e romanos.
O barroco europeu
PARA SABER MAIS
Assim, calcular e controlar o tempo passou a ser uma necessidade. Para atender a essa necessidade, surgiu na Europa do século XV o relógio mecânico.
No ambiente de grande efervescência cultural que caracteriza o Renascimento surgiu o humanismo: movimento intelectual que propunha o estudo dos autores antigos (gregos e romanos) para, a partir deles, construir um novo conhecimento do homem e do mundo.
Diego Rodríguez de Silva y de Velázquez. 1634. Óleo sobre tela. Museu do Prado, Madri. Foto: The Bridgeman Art Library/Keystone
A nova ideia de tempo
Underwood & Underwood/Corbis/Latinstock
Para refletir
PARA REFLETIR
50
Retrato Equestre do Conde-Duque de Olivares, 1634. Óleo sobre tela de Diego Velázquez. Museu do Prado, Madri, Espanha. Nessa imagem, vemos o jogo de claro-escuro e a composição em diagonal, próprios do estilo barroco. Diego Rodríguez de Silva y de Velázquez. 1618. Óleo sobre tela. Coleção particular. Foto: The Bridgeman Art Library/Keystone
CAPÍTULO 11 – AmériCA: AsTeCAs, mAiAs, inCAs e TUPis
182
A velha cozinheira, 1618. Pintura de Diego Velázquez. Galeria Nacional da Escócia. Nessa imagem, o autor usa tons escuros para o fundo, e ilumina os rostos e os objetos que pretende destacar.
UNIDADE 3 – A formAção Do EstADo moDErNo