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Aprenda

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O mar vem a Benjamim Brincar e interagir com o mar

arquivo pessoal da s autor a s

Benjamim vai à praia. Está com 3 anos e antes, ainda bebê, teve experiências prévias no litoral, e depois aos 2 anos. Chegou à praia com os pais de ônibus, à noite, com chuva – tudo ainda encoberto. Na manhã do primeiro dia, uma segundafeira, frio, nuvens, o pai entra no mar bravo, passa as ondas, nada um pouco e volta. Benjamim observa de longe. Terça-feira, ainda muito frio, mas o sol ilumina a praia. Cores, sons, o verde da mata, uns quero-queros aqui e ali ciscando na areia, urubus na beira do rio, o gavião próximo ao mangue, imensidão azul-turquesa do mar. O pai entra no mar, e sai. Lá de cima, do matinho, Benjamim observa. Quarta, quinta-feira, pouco a pouco o menino aproxima-se da orla, sente o frio da água nos pés. Sexta-feira, brincando de fazer buracão e castelo na beira do mar, mamãe ajuda a fazer um riacho para levar e trazer água do mar, a maré está baixando. Benjamim joga bolas de areia nas ondas que vêm – e se desmancham. Joga então uma bola cor de laranja, as ondas a trazem sempre de volta, Benjamim repete a mesma ação, dança e pula de alegria.

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APRENDER COM A CRIANÇA

No dia seguinte vou com ele ao mangue procurar gravetos para desenhar – desenhar na areia tem sido bom, chegando em casa desenhar no caderno, melhor ainda. E no mangue encontramos um graveto, Benjamim disse, mas que é um pedaço chato de madeira, uma tabuinha. Ele atira a tabuinha na onda – ela afunda, aflora, vai pra lá e pra cá, pega um jacaré e volta pra perto, o menino espirra água, pula ondas, as mãozinhas afastando espuma branca, recupera seu graveto.

Então Benjamim se aventura, ele próprio, nas ondas (em pé), corre para a areia o mais longe que dá e volta correndo para o mar, em círculos (como em seus desenhos), círculos cada vez maiores. Eu fico dentro d’água, para mim a água bate no joelho, ele me manda para o fundão, onde fui nadar e, como a tabuinha, voltei sempre. Mas não vou, porque agora sou guardiã da segurança do Benjamim. Cada vez que o círculo se amplia ele se aventura um pouco mais, a água, já em sua cintura, bate no peito, ele ri. Assoamos o nariz (ele diz zaziz) pedindo pro mar levar embora a meleca. O que acontece com xixi em toda aquela água salgada? Levamos pra casa o graveto e as conchas.

Mar e graveto, figuras circulares.


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