Adaptações quanto à disponibilidade de água
Fabio Colombini
Todos os seres precisam de água para manter vivas as suas células. Enquanto está submersa, a ulva tem água em abundância, pois as células que compõem suas estruturas permitem a livre entrada e saída de água. Fora do ambiente aquático, entretanto, suas células perdem água rapidamente e morrem ressecadas. O ipê-amarelo, assim como outras plantas terrestres, não tem a mesma disponibilidade de água que os seres que vivem em lagos, rios ou mares. Algumas características garantem a quantidade de água necessária para a vida dessa árvore — são características que permitiram a adaptação desses seres no ambiente terrestre. Por exemplo, as células das raízes do ipê absorvem a água do solo necessária para suprir as demais células da planta. Além disso, suas folhas têm uma proteção contra a perda excessiva de água. Essa proteção é um revestimento impermeável na sua superfície, denominado cutícula. A cera da cutícula evita a evaporação.
Eye of Science/SPL/Latinstock
No ambiente aéreo, as células da ulva perdem água rapidamente, como mostrado na imagem.
Outra adaptação importante no controle da perda de água é a presença de estômatos na superfície das folhas. Os estômatos são estruturas delimitadas por células, com capacidade de se abrir quando há mais umidade no ar e de se fechar quando o ambiente está mais seco. O fechamento dos estômatos reduz a perda de vapor de água da planta para o ambiente. Por meio dos estômatos ocorre a troca gasosa entre a planta e a atmosfera. (Aumento aproximado de 500 vezes e colorido artificial.)
Adaptações quanto ao transporte de substâncias e à sustentação Todos os organismos trocam substâncias entre suas células e o ambiente. O corpo das ulvas não tem diferenciação em órgãos específicos, a maior parte está organizada em forma de lâminas, ou seja, em estruturas finas e achatadas que são constituídas por apenas duas camadas de células. células
Paulo Nilson
Os elementos da imagem estão fora de escala de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.
Representação de Ulva sp. e, no destaque, visão lateral da lâmina, mostrando as duas camadas de células.
Ilustração produzida com base em: RAVEN, P. H. et al. Biologia vegetal. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. p. 352.
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