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360 biologia seriado

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Os autótrofos são aqueles que produzem matéria orgânica a partir de matéria inorgânica e de uma fonte de energia. Essa capacidade está ausente nos heterótrofos, que obtêm matéria orgânica necessária a sua sobrevivência alimentando-se de outros seres vivos ou de seus resíduos. A palavra biodiversidade expressa a diversidade de tipos de seres vivos encontrados em um ecossistema. Quanto maior a biodiversidade, maior o número de espécies e de relações que elas estabelecem entre si. Além disso, o termo biodiversidade também pode se referir às variedades existentes dentro de cada uma das espécies, visto que seus membros não são idênticos.

Hábitat e nicho ecológico Nos ecossistemas, cada espécie está adaptada a seu hábitat, que é o local que ela ocupa na natureza e onde se desenvolve. O hábitat determina as condições de sobrevivência e reprodução de cada espécie. Por exemplo, o bico e as longas pernas do jaburu

facilitam a captura de alimento nas áreas alagadas do Pantanal, mas não seriam adequados à captura de insetos em voos curtos e rápidos por entre as árvores da Mata Atlântica. Cada espécie apresenta um modo de vida característico. O conjunto de atividades da espécie em sua interação com a comunidade e com o ambiente físico (isto é, seu papel no ecossistema) representa o nicho ecológico, que inclui relações alimentares e obtenção de abrigo e de locais para reprodução, ou seja, como, onde e à custa de que a espécie se alimenta; para quem serve de alimento; quando, como e onde busca abrigo e se reproduz. O nicho ecológico inclui os recursos (como alimentos, água e gases), as condições (por exemplo, altitude, iluminação, temperatura e pH) e as interações (parasitismo, predação e outras) que permitem a sobrevivência da espécie em seu hábitat.

A unidade da vida Cada ser vivo representativo de uma população (portanto, pertencente a uma determinada espécie) é um organismo. Muitos seres vivos (animais e plantas) têm o corpo formado por sistemas. No ser humano, por exemplo, encontram-se os sistemas cardiovascular, digestório, urinário, respiratório, nervoso e outros. Cada sistema é composto por órgãos, que, por sua vez, são constituídos por tecidos, e estes são formados por células. As folhas, por exemplo, são órgãos vegetais formados por diversos tecidos, inclusive o responsável pela fotossíntese. Bactérias, protozoários, certos fungos e algumas algas possuem organização corporal mais simples; são formados por uma única célula e, por isso, denominados unicelulares. Outros seres vivos (por exemplo, certos tipos de algas e fungos, as plantas e os animais) são pluricelulares, pois são constituídos por muitas células, de tipos diferentes. As células têm componentes fundamentais: •

Membrana plasmática: revestimento delgado que separa os meios intracelular e extracelular, controlando a entrada e a saída de substâncias.

Citoplasma: espaço intracelular onde ocorre a maioria das reações químicas. Pode ser compartimentalizado, e cada compartimento, delimitado e com funções específicas, chama-se organoide (ou organela). São exemplos de organoides os cloroplastos (onde ocorre a fotossíntese) e os lisossomos (responsáveis pela digestão intracelular). As bactérias não têm organoides citoplasmáticos delimitados por membranas.

Material genético: contém informações referentes à arquitetura e ao funcionamento das células. Certas células (por exemplo, as de bactérias) não têm núcleo organizado; nelas, o material genético encontra-se disperso no citoplasma.

As células são formadas por átomos arranjados em moléculas. Nos seres vivos, encontram-se também macromoléculas, formadas pela união de dezenas ou centenas de moléculas menores. Dois importantes exemplos de macromoléculas são as proteínas e o DNA.

As atividades que o organismo executa envolvem a participação das células. O bombeamento de sangue pelo coração resulta da atividade das células que formam o músculo cardíaco. E os vírus, como os causadores da dengue e da aids? Eles podem ser considerados seres vivos? De acordo com os critérios habitualmente utilizados para definir vida, a resposta pode ser sim ou não. Os vírus não são formados por células, isto é, não têm organização celular, nem possuem atividade química própria. Eles se mantêm apenas porque utilizam o equipamento celular de organismos que parasitam. Entretanto, os vírus têm proteínas e ácidos nucleicos, reproduzem-se utilizando equipamentos biológicos das células parasitadas, evoluem, adaptam-se.

Níveis de organização Para entender o funcionamento de um sistema vivo (seja uma célula, um organismo pluricelular ou um ecossistema), não basta isolar seus componentes e estudar cada um deles individualmente. Essa abordagem é incompleta, em razão das propriedades e da complexidade que caracterizam a vida. Na natureza, observam-se níveis de organização e complexidade. Caminhando no sentido da maior complexidade, dos átomos à biosfera, notam-se propriedades que não se manifestam nos níveis menos complexos. São propriedades emergentes, que aparecem após determinado nível de complexidade. Um exemplo de propriedade emergente é a realização da fotossíntese: cloroplastos (organoides) isolados podem realizar, ao menos parcialmente, etapas da fotossíntese; já moléculas isoladas que constituem os cloroplastos não têm essa capacidade. Outro exemplo é a manutenção da temperatura corporal constante, propriedade que se manifesta em certos organismos (mamíferos e aves), mas não em sistemas ou órgãos isolados.

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