um médico completo, é preciso estudar e fazer uma boa residência. Com a internet, só não estuda quem não quer. O problema é que o jovem de hoje é muito imediatista e quer tudo pronto. Tem que estudar e correr atrás. Além disso, ser médico significa gostar de pessoas e ter um lado humano bem desenvolvido. Esteja próximo das pessoas, principalmente daquelas que podem inspirá-lo a ser um profissional melhor. O retorno financeiro, como sempre disse o meu pai, vem como consequência”, ressalta.
Wellington Nemeth
pode ficar só verificando exames, isolado numa sala escura. Ele tem que ficar mais próximo do paciente, pois isso faz uma diferença tremenda. Hoje, se fala muito que a inteligência artificial pode substituir o radiologista. Não acredito nisso. O que a tecnologia faz é tornar o médico mais produtivo, auxiliando-o a errar menos, com uma revisão do seu trabalho”, acredita Domingues. Para finalizar, o radiologista diz que ser médico é um desafio desde que o jovem profissional opta por essa carreira. “Para ser
Preocupação
SOCIAL Além de investir no pioneirismo na Medicina Diagnóstica e por Imagem, ao longo da sua trajetória, Romeu Domingues sempre se preocupou com a responsabilidade social do seu papel como médico. Por isso, em 2007, o radiologista criou, junto com outros médicos, a clínica Imagem Solidária. A ideia era oferecer exames diagnósticos, como ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia e endoscopia, para pessoas com baixa renda. “Sempre realizei exames de cortesia na minha clínica, pensando no lado social da Medicina, até porque o serviço público demorou a ter ressonância e tomografia, que são equipamentos muito caros. Porém, isso ficava restrito aos médicos e pacientes que tinham acesso a nós – a mim e meus irmãos, que eram meus únicos sócios. Foi quando percebi que poderíamos fazer algo mais”, conta Domingues. O que ele percebeu foi que, quando a clínica precisava substituir um equipamento por um mais moderno, o antigo aparelho ainda poderia ser utilizado por alguns anos. Ele fechou uma parceria com o Colégio Santo Inácio, instituição na qual estudou por muitos anos, para montar uma clínica para pacientes que não poderiam pagar por exames caros. Os aparelhos de ressonância e tomografia com cinco anos de uso e que poderiam ser utilizados por, pelo menos, mais cinco anos, foram instalados nessa clínica, localizada em Botafogo, zona sul do Rio. Outros aparelhos foram doados. “Nunca vi nada disso como um gasto, mas como um investimento. A Imagem Solidária funciona até hoje e os médicos da nossa equipe fazem a supervisão técnica. Tenho muito orgulho dessa iniciativa”, afirma.
Lembro que, quando eu participava de negociações para comprar aparelhos, sentia aquilo como se fosse um MBA. Ter sócios, principalmente com grande conhecimento financeiro, foi algo que me ensinou muito” Romeu Domingues
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