A pediatra Martina Cattaccini destaca quatro características necessárias no processo de comunicação entre o médico e a família da criança:
Diego Correia Fotografia
Destacando...
1. Clareza; 2. Respeito; 3. Objetividade; 4. Fácil acesso.
“Nem sempre o paciente tem a capacidade de compreender toda a explicação quando está sentado em frente ao médico. Se não há a possibilidade de esclarecer possíveis dúvidas após o atendimento, temos um espaço aberto para insatisfação” Martina Cattaccini, pediatra
O medo que o
jaleco provoca
Quando o assunto é a relação médico-paciente, além de expectativas e frustrações, há outro fator que está sempre presente: o medo. Nesse cenário, a chamada “síndrome do jaleco branco” ou “o medo de ir ao médico” pode proporcionar sentimentos perigosos aos pacientes. Saber lidar com esses casos é fundamental na profissão. Na Pediatria, essa síndrome é muito frequente, mas não é exclusiva. Nessas situações, brincar com a criança, sentar-se no chão, examiná-la no colo da mãe, não a deitar na maca e pedir que os pais estejam calmos no momento da consulta pode resolver. Mas e quando a situação se replica nos adultos? Segundo Valéria Avilla, às vezes, o paciente marca até três vezes uma consulta para comparecer e, na Psiquiatria, essa realidade é comum. “Já ouvi coisas divertidas em uma primeira consulta, como ‘Nossa, doutora, a senhora é psiquiatra mesmo? Não tem cara de maluca’. Mas hoje eu já respondo: ‘Disfarço bem, porque fiz teatro’”, brinca a especialista. Na rotina médica, a psiquiatra conta que alguns pacientes e familiares pedem à secretária para falar com ela antes da consulta. “Isso proporciona tranquilidade e eles, então, comparecem. Sinto-me recompensada quando um paciente chega angustiado e, no final da consulta, já está sorrindo. Fazer esse momento ficar mais leve faz com que o paciente saia do nosso consultório com um novo olhar”, assegura. Já para Domingos Mantelli, lidar com essa situação por meio do conforto e de um clima informal podem ser opções eficazes. De acordo com o ginecologista e obstetra, acomodar as pacientes de forma que não pareça uma consulta médica e, sim, um bate-papo com um amigo traz bons resultados. “Não devemos esquecer nunca que um consultório médico não deixa de ser uma pequena empresa e você deve gerir essa empresa buscando sempre a satisfação de seu cliente”, conclui.
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