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I.M.D.

Catturandi De Provenzano aOS Lo Piccolo: como capturar um perigoso foragido

Tradução Marcello Lino

Rio de Janeiro | 2012

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Prefácio de Cono Incognito*

Contar histórias da máfia e dos mafiosos se tornou quase uma moda que, sob alguns aspectos, é contraproducente em certos casos. De fato, é possível veicular mensagens e informações que não deveriam ser difundidas. Sobretudo quando essas informações provêm de fontes que parecem legítimas e qualificadas, mas que, na verdade, não são nada disso. Porém, quando recebi o telefonema de um dos meus homens perguntando se eu podia fazer a apresentação do seu livro sobre foragidos e procurados, não tive dúvida alguma e aceitei o convite. A Catturandi é e sempre será uma divisão policial única no mundo, uma experiência humana e profissional que deixa marcas para o resto da vida. Tive a honra de fazer parte desse esplêndido grupo e espero que ninguém se ofenda se eu disser que, juntos, conseguimos desarticular, de maneira estrutural e profunda, a Cosa Nostra de Palermo. Primeiro com Provenzano, e em seguida com os Lo Piccolo, os homens e mulheres da Catturandi demonstraram mais uma vez abne­

* Primeiro diretor da Polícia de Estado na Direção Central da Polícia Criminal de Roma.

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gação, espírito de sacrifício e método, provando ser a arma vencedora para capturar qualquer “fujão”. Parabenizo o “Sargento dos Telefones” (como eu o chamo afetuo­ samente), autor deste livro, por ter explicado pela primeira vez, em termos simples e abrangentes, o que está por trás de uma longa e complexa atividade da Polícia Judiciária, como a busca e a captura de um mafioso foragido. Espero que os leitores, por sua vez, ao ler nas entrelinhas, “desencavem” as emoções, as sensações e a coragem que esses incansáveis servidores do Estado põem em jogo para cumprir até o final o próprio dever. Aos meus rapazes, mais uma vez: obrigado.

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Introdução de Leonardo Guarnotta*

Nem todos sabem que a captura de foragidos, especialmente quando são entregues à justiça após muitíssimos anos no topo da Cosa Nostra, é sempre fruto de um acurado e sofisticado trabalho de intelligence e de um empenho cotidiano e louvável executado sem que sejam poupadas energias físicas e mentais. Isso é o que nos faz lembrar o autor — integrante de um grupo de policiais altamente qualificados e especializados da Divisão Catturandi da Chefatura de Polícia de Palermo — através da lúcida e sugestiva descrição “interna” da atividade complexa, cansativa e febril cujo objetivo é desentocar foragidos perigosíssimos. O leitor quase tem a impressão de que também está ouvindo conversas interceptadas, participando de longas e extenuantes tocaias e perseguições, sentindo a adrenalina que sobe ao máximo no momento de invadir o covil do foragido, colocando as algemas nos pulsos dos delinquentes presos, em suma, compartilhando com o autor uma experiência humana e profissional única e, sob certos aspectos, impossível de ser repetida.

* Presidente do Tribunal de Termini Imerese.

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Ao ler as páginas do livro, podemos sentir a paixão, o orgulho, a dedicação à causa, o respeito pelas regras e o amor pelo próprio trabalho de um fiel servidor do Estado, ao qual, bem como aos seus colegas, todos nós devemos agradecer na esperança de que seu trabalho reforce nos leitores a consciência de que a máfia deve ser combatida sempre e de qualquer forma, seja qual for o papel social desempenhado por cada um de nós.

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Catturandi - Trecho