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Revista Leal Moreira nº 35

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Televisão 1997 - O Amor Está No Ar 1998 - Serras Azuis (Band) 2000 - Marcas da Paixão (Record) 2004 - Cabocla 2006 - Por Toda Minha Vida 2006 - Sinhá Moça 2007 - Amazônia, de Galvez a Chico Mendes 2007 - Duas Caras Cinema

2008 – Casos e Acasos

2008 - Onde Andará Dulce Veiga?

2009 - Deu a Louca no Tempo

2008 - Intruso, de Paulo Fontenelle

2009 - Paraíso

2009 - Um Homem Qualquer

2010 - As Cariocas

2011 - Assalto ao Banco Central

2011 - Insensato Coração

2012 - De Pernas Pro Ar II

2012 - A Vida da Gente

lena (escola de Artes, em São Paulo), em 1989. A peça chamava ‘A vida é sonho’, com Regina Duarte e texto do Gabriel Villela, que me ajudou muito e com quem fiz a minha primeira peça de teatro, ‘Ventania’, também escrita pelo Gabriel Villela. Aprendi no teatro um ritual quase que religioso de iniciação, sendo um lugar onde eu me reencontro comigo mesmo e acesso os meus espaços mais primitivos e mais elevados. Algo como o trecho da oração: ‘Assim na terra, como no céu’. O teatro me traz isso, é um espaço sagrado onde cresço muito. E existe um projeto seu de interpretar o Jim Morrison no teatro, certo? Correto, o Jim Morrison é um projeto antigo, mas que vai acontecer quando for propício. Como disse Victor Hugo “Nada é tão forte como uma ideia quando é chegada a hora dela”. Da mesma maneira que “A Mecânica das Borboletas” (sua peça mais recente) veio como se tivesse sido escrita por encomenda, o Jim Morrison virá quando tiver de vir. Talvez após as gravações da novela ‘Guerra dos Sexos’. E como você transita pelo universo do Cinema? O cinema sempre foi um sonho mais distante, conquistado humildemente. “Assalto ao Banco Central”, que recebeu várias indicações ao Prêmio de Cinema Brasileiro, foi um presente, assim como o “De pernas pro ar – 2” (com estreia prevista para dezembro), que filmei em Nova Iorque no primeiro semestre. Voltar à Nova Iorque, onde tudo começou, me fez retornar ao quilômetro zero. O que é voltar ao quilômetro zero? Na peça “A Mecânica das Borboletas”, tudo o que aconteceu durante o espetáculo foi um retorno

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ao quilômetro zero. Por exemplo, estreei na mesma sala onde fiz minha primeira peça. Em SP, ficamos em cartaz onde fui contrarregra antes de ser ator, no SESC Anchieta. Pura sincronicidade. Perdi o meu pai no ano passado e logo enceno uma peça em que esse contexto é trabalhado; e, através da morte do meu pai, eu me aproximei do meu único irmão que, não por acaso, é faixa preta em jiu-jitsu, professor de lutadores profissionais e, por conseguinte, me aproximou de um grande amigo no UFC de Las Vegas, onde pude viver todo o clima pré-luta, dos bastidores , fundamental para a formação de minha próxima personagem, entende? Algo uniu o que eu faço ao que o meu irmão faz, logo após a morte do nosso pai. Coincidências significativas que acontecem e tornam a sua fé racional, quase matemática, sem espaço pra dúvidas. E o que é essa fé? Exatamente isso, a fé é ausência de dúvida. Daí que vem toda a inspiração e dedicação para que um personagem dê certo. A fé no que é superior a você e que te faz ser só um instrumento de uma grande engrenagem. E como peça dessa engrenagem, o que mais te instiga na atuação? Quero devorar os meus demônios e adquirir os poderes dele. Nietzsche, meu filósofo predileto ao lado de Espinosa, retrata bem o que eu almejo: a junção do super-homem e da ética, porque o “além do homem” sem ética escraviza, inclusive a si mesmo. A carreira de ator e a vida me instigam a servir de instrumento de uma força que criou tudo, e te transforma num “super-homem”, ciente de que “todo o poder é emprestado”, como disse Jesus Cristo. »»»

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