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R E V I S TA D O

abril-maio-junho/ 2005

O brasil não é nuclear ! e mais... a nova lei de biossegurança ★ combate à madeira ilegal em portugal ★ protocolo de kyoto entra em vigor ★


A diário de bordo

nossa capa: expedição antinuclear percorreu o Brasil imagem: ©Greenpeace / Rodrigo Baleia

★ O Greenpeace é uma organização independente que faz campanhas utilizando confrontos não-violentos para expor os problemas ambientais globais e alcançar soluções que são essenciais a um futuro verde e pacífico.



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luta para manter o Brasil livre de transgênicos continua. Não perdemos a guerra. Aprovada a Lei

de Biossegurança pelo Congresso, passou às mãos dos agricultores e dos consumidores a força para rejeitar os transgênicos. Seja se recusando a plantá-los e a pagar royalties para a Monsanto, seja não consumindo transgênicos, que deveriam ser rotulados de acordo com a legislação vigente. A aprovação da lei demonstrou total falta de compromisso por parte do governo Lula com a sustentabilidade e com o meio ambiente. Uma prova disso é a atitude do ministro José Dirceu de chamar à Casa Civil a decisão sobre a retomada da usina nuclear de Angra 3, declarando ser favorável a sua construção e ignorando os pareceres dos Ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente. Quais são os reais interesses do ministro com Angra 3?

© GREENPEACE / RODRIGO BALEIA

Custo da ligação: R$ 0,30 por minuto de telefone fixo.

De que lado você está?

Apenas geração de energia e fins pacíficos ou seriam militares e bélicos? Você decide!  

Frank Guggenheim Diretor executivo – Greenpeace Brasil

 © GREENPEACE / ALEXANDRE LEOMIL

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        Equipe do Greenpeace Brasil reunida

Ligue 0300-789-2510. A Amazônia precisa de você. Você precisa dela.


dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), GTA (Grupo de Trabalho da Amazônia – Núcleo Amigos da Terra Brasil) e UNE (União Nacional dos Estudantes). Cerca de 70 pessoas participaram da manifestação, que aconteceu em frente ao Consulado dos Estados Unidos, em São Paulo. Simbolizando o acordo, foi montada uma Arca de Noé e também estendida uma faixa com os dizeres “apesar de vocês, temos Kyoto”, numa referência direta aos Estados Unidos. Brasil – Na véspera da entrada em vigor do Protocolo foi reativado o Fórum Nacional de Mudanças Climáticas no Brasil. Tendo como secretário-executivo Luiz Pinguelli Rosa, a entidade reúne líderes de organizações ambientais, educadores, representantes do governo e do setor privado para discutir alternativas para o desenvolvimento sustentável. Na mesma época foi criado

Durante a ação do Greenpeace em São Paulo, ativista fantasiado de Bush criticou a não adesão dos EUA ao Protocolo de Kyoto

também o Fórum Paulista de Mudanças Climáticas. O Brasil é o quinto maior emissor de gases na atmosfera, sendo que as principais causas de emissão são desmatamento e queimada de florestas, especialmente na Amazônia. “Fica claro que o caminho mais curto para o Brasil reduzir sua contribuição no aquecimento global passa fundamentalmente por uma mudança no processo de ocupação e uso do solo na Amazônia. Para assumir um papel de liderança internacional na questão climática, o País precisa enfrentar com coragem as causas do desmatamento e promover o desenvolvimento sustentável”, disse Adilson Vieira, do FBOMS. De acordo com o compromisso assumido no Protocolo, até 2050, a redução de poluentes deve estar entre 20% e 30%. Como muito tempo se passou desde o início das conversações, as metas de redução são baixas para as emissões de hoje, já que a base para o acordo são os números de 1990 e, desde então, o ritmo de poluição aumentou. Apesar da demora para virar lei, o Protocolo é o único acordo internacional de redução de poluição em que há o compromisso público ★ de diversos países.

e

ntre janeiro e outubro de 2004, o Brasil exportou mais de 830 mil toneladas de madeira amazônica para a Europa. O problema é que a maioria dessa madeira tem origem ilegal ou destrutiva. Por isso, o Greenpeace se uniu à ONG portuguesa Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) para protestar contra o comércio de madeira ilegal. No dia 22 de março, ativistas tentaram bloquear a entrada do navio Skyman no Porto de Leixões, em Portugal, para impedir o descarregamento de madeira de empresas envolvidas na exploração ilegal da Amazônia. Uma semana depois, os ativistas fecharam a entrada principal da fábrica do grupo Vicaima, perto da cidade do Porto, e estenderam uma faixa com a mensagem “Chega de madeira ilegal”. Mas, por que Portugal? O país é, hoje, uma das principais portas de entrada da Europa para madeira extraída ilegalmente das últimas florestas primárias do planeta. Portugal é também o sétimo maior importador mundial de madeira amazônica.

ilegal

Em 2003, a União Européia apresentou um plano de ação contra madeira ilegal, conhecido como Flegt (sigla em inglês para Implementação da Legislação Florestal, Governança e Comércio). O processo Flegt é uma ferramenta essencial para coibir o comércio de madeira de origem criminosa. Contudo, a adesão dos países ao plano é voluntária. Os maiores importadores europeus de madeira apóiam a implementação do plano, mas Portugal ainda não mostrou o mesmo empenho. “O apoio de Portugal ao processo Flegt será uma forte contribuição a governos, como o do Brasil, que enfrentam dificuldades para fazer com que madeireiros cumpram as leis nacionais. Também será um sinal claro para produtores e exportadores brasileiros que o mercado europeu será fechado para a ilegalidade”, disse Marcelo Marquesini, da cam★ panha da Amazônia.

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★ O DUGONGO é um mamífero marinho muito dócil que já está extinto em vários países. A ilha de Okinawa, no Japão, é o último lugar onde ele pode ser encontrado. O Greenpeace protestou em março contra a instalação de uma base militar dos EUA, que prejudicaria a sobrevivência dos animais com o ruído das aeronaves e com o aumento da poluição. Para a atividade, foi levada uma escultura de dez metros de um Dugongo, além do navio Rainbow Warrior e mais 28 botes.

ROBERTO SOZZANI

a

entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, em 16 de fevereiro deste ano, mostra a força que o combate às mudanças climáticas está ganhando em todo o mundo. Com 141 assinaturas, o acordo tem como meta, até 2012, a redução pelos países ricos de 5,2% da emissão de gases causadores do efeito estufa. A entrada em vigor do Protocolo foi comemorada em todo o mundo pela sociedade e pelo Greenpeace, que realizou ações contra a não participação dos Estados Unidos, o maior poluidor mundial, no acordo. Amplamente criticado e alvo de protestos, o governo norte-americano não assinou o documento até hoje. Para protestar, o Greenpeace Brasil se juntou a entidades como o FBOMS (Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente), CUT (Central Única dos Trabalhadores), MST (Movimento

chega de madeira

reves breves breves breves breves

reduzir emissão de gases

portugal: © DOMINGOS PATACHO / QUERCUS / GREENPEACE

para

a m a z ô n i a

★ O Greenpeace montou em março uma base de operações em defesa da FLORESTA DA

LAPÔNIA, na Finlândia. Ela foi

instalada porque o governo não está respeitando a terra dos índios Sámi, reconhecida pela ONU. As autoridades permitiram que a empresa do ramo de papel Stora Enso explore a área. Da base, o Greenpeace irá monitorar as atividades das madeireiras e organizar ações de demarcação do território.

FOTOS: © GREENPEACE / RODRIGO BALEIA

c l i m a

acordo

© GREENPEACE / NICK COBBING

entra em vigor



Protestos contra compra de madeira ilegal foram realizados no Porto de Leixões (acima) e na empresa Vicaima

★ A cada inverno, centenas de GOLFINHOS chegam mortos às praias da França e do Reino Unido, vítimas da pesca de arrasto. Muitos outros não são levados à areia, mas ficam presos nas enormes redes estendidas dos barcos até o fundo do mar. Já foram encontrados até 30 animais de uma só vez presos à rede. Em fevereiro e março, o navio do Greenpeace Esperanza esteve no Reino Unido, realizando ações de combate à prática.




balão leva mensagem antinuclear

n

brasileiros

um país rico em fontes renováveis de energia como o Brasil, a construção de usinas nucleares pode parecer um absurdo. Afinal, investir na geração de energia cara, suja e perigosa como a nuclear em detrimento de energias limpas, baratas e abundantes como a eólica, solar e biomassa, não parece mesmo sensato. Mesmo assim, o governo Lula pretende retomar o programa nuclear brasileiro, dando início à construção de Angra 3 e tirando da gaveta projetos como o submarino nuclear da Marinha e a construção de mini-usinas nucleares pelo Norte e Nordeste do País. Para levantar a opinião pública contra a possível retomada do programa nuclear e pressio-

nar os membros do governo e do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a não embarcarem na “aventura nuclear”, o Greenpeace iniciou em Brasília, no dia 15 de março, a expedição Brasil Não É Nuclear. A campanha levou a mensagem antinuclear para diversas cidades das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, como Goiânia, Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Campina Grande, São Paulo, entre outras. Balão – Durante quase dois meses a expedição percorreu cerca de 11 mil quilômetros levando um balão simbolizando o planeta Terra às cidades para discutir os problemas do programa nuclear e mostrar soluções alternativas, como o uso de fontes renováveis de energia. Foram mobilizadas centenas de pessoas,

Em aproximadamente dois meses, a expedição rodou 11 mil quilômetros nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, conscientizando a população sobre os riscos da energia nuclear

entre ativistas, voluntários, simpatizantes, representantes de ONGs e parlamentares contrários à construção de Angra 3. Durante a passagem da expedição por Goiânia, vítimas do acidente com o Césio 137 – substância radioativa proveniente do urânio, usado como combustível de usinas nucleares – contaram sua terrível experiência na tragédia ocorrida em 1987 na capital goiana. “A população precisa saber que o País não tem hoje uma fiscalização adequada do material radioativo usado em diversas áreas, o que representa um enorme risco. E construir uma usina nuclear agora só aumenta esse risco”, afirmou João Batista, 42 anos, ex-soldado da Polícia Militar de Goiás que foi contaminado quando trabalhava isolando a área do acidente. Em Caetité, a exploração pela empresa Indústrias Nucleares do Brasil (INB) de urânio em mina próxima à cidade, localizada no interior da Bahia, foi o assunto central das conversas com a população, jornalistas e membros da sociedade

Presidente cumprimentou o personagem “Lulinha Nuclear” e recebeu material da campanha antinuclear, que percorreu o Brasil com um balão

FOTOS: © GREENPEACE / JORGE CORDEIRO

aos

® GREENPEACE / RODRIGO BALEIA

e n e r g i a

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civil que compareceram à apresentação do balão. Muitos se disseram atemorizados pelos riscos que a atividade representa e criticaram a falta de informações. “Que bom que vocês vieram até aqui para conversar com a gente e explicar um monte de coisa que eles, da INB, não falam”, comemorou Luiza Freire, professora da rede municipal de ensino de Caetité. “Nossa relação com a INB nunca foi boa, é baseada em mentiras. Eles menosprezam a inteligência da população”. Lulinha – Além do balão, a expedição levou às cidades faixas para que as pessoas pudessem deixar mensagens contrárias à construção de Angra 3. Esses banners serão entregues ao presidente Lula para confirmar que os brasileiros são contra o projeto. O personagem “Lulinha Nuclear” também esteve presente, simbolizando a ambigüidade do presidente em relação ao assunto. O processo de tomada de

decisão sobre a construção de Angra 3 deveria estar centrado no CNPE, que vem analisando esta questão do ponto de vista técnico há mais de dois anos. Em sua última reunião, realizada em abril, onde se decidiria o futuro da usina, tudo indicava que a construção de Angra 3 seria adiada por alguns anos. Além de nada ter sido decidido, entrou em cena mais um defensor de Angra 3, o chefe da Casa Civil, José Dirceu, que não só interferiu na decisão como declarou que fará um parecer favorável à construção da usina. Com base em estudos e pareceres técnico-científicos contrários à construção de uma nova usina nuclear, as ministras de Minas e Energia, Dilma Rousseff, e do Meio Ambiente, Marina Silva além de outros importantes colaboradores do governo, como o físico e ex-presidente da Eletrobrás Luiz Pinguelli Rosa se declararam contra os investimentos em Angra 3.

O posicionamento de José Dirceu, de defesa intransigente do programa nuclear, em discurso afinado com os militares, deixa claro que o programa nuclear não é apenas uma questão energética. “Está na hora da população brasileira saber dos malefícios econômicos, ambientais e na saúde humana que certas atividades nucleares têm causado ao País”, afirma Marcelo Furtado, coordenador de campanhas do Greenpeace. Integrantes da expedição entregaram a Lula o boné e a camisa da campanha Brasil Não É Nuclear durante missa em comemoração ao Dia do Trabalhador, na Igreja da Matriz em São Bernardo do Campo (SP). Na mesma semana, o Greenpeace enviou ao presidente o relatório produzido pela organização e lançado no dia 26 de abril – data do acidente na usina nuclear de Chernobyl – sobre os riscos que usinas nuclea★ res trazem ao planeta.


reforço para a amazônia

estado

Um dos maiores desafios que o Greenpeace enfrenta na campanha pela proteção da Amazônia é chegar às fronteiras remotas de destruição da floresta. O acesso a diversas áreas é possível apenas de barco ou avião, já que as condições das estradas – quando elas existem – são extremamente precárias. A viagem de barco até a terra indígena Deni, no Sudeste do Amazonas, por exemplo, pode levar mais de duas semanas. De avião, este tempo pode ser reduzido para algumas horas. Até agora, a organização contava com um pequeno Cessna 206, mais conhecido como Pata Gorda – nome dado pelos índios Deni depois de diversas tentativas de decolagem sem sucesso. Apesar de ter contribuído enormemente para a campanha, o Pata Gorda é um avião de 1981, com limitações em termos de autonomia de vôo e peso transportado.

O Greenpeace avalia que o PL de Florestas Públicas pode ajudar a resolver graves problemas, como o da questão fundiária, na Amazônia, pois tem o potencial de inibir a grilagem de terras. O PL também não representaria a “privatização” da Amazônia, uma vez que garante que as terras continuem sendo públicas, sendo concedido apenas o uso para a exploração florestal e outros serviços, como o ecoturismo. Ou, como afirmou recentemente a ministra Marina Silva, o PL pretende “que as florestas públicas continuem sendo públicas e que continuem sendo florestas”. Para isso, entretanto, será necessária a implementação adequada das medidas previstas, além de um reforço significativo dos órgãos governamentais, como Ibama e Incra, na região. Grileiros – O desestímulo à grilagem é um dos principais pontos positivos do projeto. As áreas que hoje são alvo dos grileiros deverão ser destinadas ao uso sustentável dos recursos por meio do manejo florestal. As empresas responsáveis pelo manejo florestal deverão ser escolhidas em processo de licitação pública. Um dos critérios para a escolha do vencedor

seria, além do valor ofertado, a adoção de técnicas de manejo com menor impacto ambiental. O projeto prevê ainda transparência no acesso a informações, possibilitando que qualquer pessoa vistorie as áreas manejadas. O texto apresentado pelo governo busca garantir também que as comunidades tradicionais da Amazônia não sejam afetadas pelas concessões. Desafios – O Greenpeace considera, porém, que o PL contém alguns pontos inaceitáveis, e vem trabalhando para a aprovação de emendas no Congresso. Um deles, contido no artigo 75 das disposições transitórias, possibilita a permanência de madeireiros que hoje já atuam em terras públicas, até a realização das concessões. Na prática, reconhece a ilegalidade que vem sendo cometida. A falta de garantias de preservação de áreas intocadas (as chamadas “áreas testemunha” no jargão florestal), com fins de conservação da biodiversidade e avaliação e monitoramento dos impactos do manejo, é outro problema grave. Tais áreas devem ter as mesmas características da área explorada para permitir futuras comparações e avaliar o real impacto do manejo sobre a biodi★ versidade local.

No ano passado, um doador inglês visitou a Amazônia e ficou impressionado com os bons resultados do trabalho do Greenpeace na região. Ele decidiu financiar a compra de um novo avião, avaliado em US$ 1,4 milhão, e indicou o Greenpeace Brasil como responsável por sua operação nos próximos cinco anos. A aeronave escolhida foi um Cessna Caravan anfíbio, adaptado às necessidades do trabalho do Greenpeace na Amazônia. Batizado de Amazon Edge, o avião vai aumentar o raio de ação e a segurança dos ativistas para operar na Amazônia, já que é capaz de voar durante a noite e em más condições de tempo. Além disso, pousa em terra firme e na água. O avião, registrado de acordo com as leis brasileiras, tem até 7 horas de autonomia de vôo, velocidade de cruzeiro de 290 km/h e pode transportar pas★ sageiros e carga pesada.



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★ Em abril, o Greenpeace passou a fazer parte da REDE BRASIL sobre Instituições Financeiras Multilaterais. Fundada em 1995, a entidade reúne 56 organizações da sociedade civil com o objetivo de acompanhar e intervir em questões relacionadas a ações de instituições financeiras multilaterais no Brasil, como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Fundo Monetário Internacional. Com o acompanhamento, a Rede visa garantir que esses investimentos não tragam impactos socioambientais negativos para o Brasil.

★ Projetos de centrais hidrelétri-

cas têm colocado em risco alguns dos principais ecossistemas da região Sul do Brasil, como a Floresta com Araucárias. Somente o Aproveitamento Hidrelétrico (AHE) BARRA GRANDE devasta-

rá 5.740 hectares de Mata Atlântica. O Greenpeace apóia a luta do Movimento SOS Rio Uruguai, Amigos da Terra, Apremavi, Agapan e Movimento dos Atingidos por Barragens, que exigem a suspensão imediata do desmatamento das encostas do Rio Pelotas e afluentes para a instalação da usina.

©GREENPEACE / ERICA HARRISON

©GREENPEACE / DANIEL BELTRA

p

pressionado pela repercussão da morte da irmã Dorothy, em fevereiro, o governo brasileiro decidiu adotar uma série de medidas para a proteção da Amazônia. Além de criar diversas áreas de proteção ambiental, enviou para o Congresso o Projeto de Lei de Gestão de Florestas Públicas, que prevê a concessão de áreas públicas para a exploração sustentável. O problema é que muita gente não entendeu o projeto, alegando que ele “privatiza” a floresta. Por isso, o PL vem sendo alvo de acalorados debates, tanto na imprensa quanto no Congresso.

ação

reves breves breves breves breves

florestas

PL de públicas depende da presença do

© ISABELLE ROUVILLOIS / GREENPEACE

a m a z ô n i a

do

O Cessna Caravan anfíbio foi adaptado para as necessidades do trabalho do Greenpeace na Amazônia

★ O mercado global para PRODUTOS CERTIFICADOS pelo FSC (Conselho de Manejo Florestal) pode ultrapassar US$ 5 bilhões neste ano, de acordo com recente pesquisa realizada junto a 250 empresas participantes do sistema. Nos últimos dois anos, o aumento do número de certificados foi de 25%, assegurando transparência em todo o processo até o produto chegar ao consumidor final. Neste ano, pela primeira vez, o FSC será presidido pelo movimento social, com a participação do Greenpeace no conselho diretor.


ambiente. Além disso, a lei dá amplos poderes à CTNBio (Comissão Técnica de Biossegurança), tornando-a responsável pelas decisões sobre a liberação de organismos geneticamente modificados e retirando o poder dos Ministérios da Agricultura, do Meio Ambiente e da Saúde. Manifestação – A comissão, que será ampliada para 27 integrantes, também vai decidir sobre a liberação de qualquer variedade transgênica. Como a segurança do meio ambiente e da população não foi priorizada, o Greenpeace exigiu que o presidente Lula vetasse quatro dos 216 parágrafos, além de um inciso. Foi realizada uma ciberação no site do Greenpeace e mais de 10 mil pessoas assinaram o documento, rejeitando os parágrafos determinados. Dois dias antes da sanção da lei, o Greenpeace fez um protesto

Dois dias antes da sanção da lei, o Greenpeace protestou no Palácio do Planalto

Max Dockhorn, produtor de soja orgânica no Rio Grande do Sul

em frente ao Palácio do Planalto, oferecendo um novo carro oficial para a “Presidência da República Transgênica do Brasil”. A idéia era simbolizar a decisão de Lula de dirigir ou não um país transgênico. Em repúdio à lei, o Greenpeace assinou um documento junto com organizações da sociedade civil, como ActionAid, CUT (Central Única dos Trabalhadores), Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor, MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e Terra de Direitos. Mesmo assim, Lula sancionou a lei, ignorando os pontos indicados pela sociedade civil. Entretanto, a CTNBio não esperou a sanção de Lula e liberou a produção do algodão transgênico inseticida da Monsanto. Como o pólen do algodão pode fecundar outras plantas distantes, a decisão irresponsável coloca em risco a biodiversidade do cerrado, já que pode haver contaminação. Escândalos – Apesar da existência de leis contra o plantio e a comercialização dos transgênicos sem aprovação das autoridades em muitos países, aconteceram dois graves incidentes só neste ano. Nos Estados Unidos foi distribuído durante quatro anos “por engano”

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★ VITÓRIA DOS CONSUMIDORES!!! – Os resultados da campa-

o não-autorizado milho Bt10 em vez do liberado Bt11. O caso explicita a fragilidade das leis e a incapacidade dos órgãos oficiais em fiscalizar as produções. O outro escândalo aconteceu na província chinesa de Hubei, onde foram detectadas plantações ilegais de arroz transgênico resistente a inseticidas, cultivadas durante os últimos dois anos. A irregularidade foi comprovada pelo laboratório alemão Genescan e, agora, o Ministério da Agricultura da China está agora investigando o caso. Um dos grandes problemas desta variedade é que pode causar reações alérgicas e resistência a antibióticos em seres humanos. De acordo com a cientista da Unidade Científica do Greenpeace Internacional, Janet Cotter, há evidências muito fortes de que o arroz transgênico Bt tem esses efeitos. “Já foi demonstrado que a proteína inseticida pode ter induzido à reação alérgica em ratos. Até o momento, não existe nenhum teste de segurança com o arroz transgênico Bt realizado em seres humanos”, declarou. Nestes últimos sete anos, a campanha de transgênicos do Greenpeace ajudou a esclarecer o assunto no Brasil, quando nem o

governo nem as empresas forneciam muita informação a respeito. Hoje, grande parte dos brasileiros tem informação sobre transgênicos, mas ainda há muito trabalho a ser feito e a aprovação da Lei de Biossegurança vem mostrar isso. O questionamento sobre a alimentação saudável fez crescer a demanda de produtos orgânicos no Brasil e no mundo. “O agricultor brasileiro tem a capacidade de oferecer soja convencional e orgânica para a Europa, produzida sem a destruição da Amazônia e sem o pagamento de royalties. Os mercados nacional e internacional podem garantir a demanda estável e crescente”, disse Ventura Barbeiro, engenheiro agrônomo do Greenpeace. Recusa – A rotulagem de produtos geneticamente modificados é obrigatória na Europa desde 2000. No Brasil, a obrigatoriedade da rotulagem veio em 2004, mas as empresas não cumprem a legislação. O trabalho da campanha de transgênicos continua. A ação do consumidor é fundamental nessa luta, pois, se não comprar os produtos transgênicos, as empresas não vão usar e, portanto, o agricultor não vai plantar – a velha lei da oferta e da procura. Se os transgênicos forem rejeitados pelos agricultores e pela população, não haverá pressão para que outras espécies sejam liberadas no País. Por isso, o Greenpeace vai seguir trabalhando junto aos agricultores e cooperativas para levar informações relevantes sobre os danos que os transgênicos trazem para a agricultura e a importância da produção sem destruir florestas. Segue, também, o trabalho junto aos consumidores para garantir o direito da informação nos rótulos dos produtos. ★

nha “Essa Não Dá para Engolir”, realizada no segundo semestre de 2004, não poderiam ter sido melhores. Os 100 mil exemplares do Guia do Consumidor distribuídos no País produziram “efeito cascata”. Bem informada, a população fez o seu papel, exigindo das empresas da lista vermelha alimentos livres de transgênicos. Pressionadas, as empresas buscaram novos fornecedores a fim de garantir matéria-prima não transgênica, abandonando aqueles que não dão essa garantia, como a Cargill. Passaram a fazer parte da lista verde Bauducco, Dr. Oetker, Ducôco, Fritex, Kopenhagen, Massa Leve e Visconti, graças ao consumidor consciente, que telefonou, escreveu e-mails, cartas e deixou de comprar, gerando a mudança na política destas empresas. Um bom exemplo é a sócia Cláudia Cabral Chaves, que distribuiu Guias do Consumidor em diversas praias de Ubatuba (SP) e teve a oportunidade de conversar com o responsável pelo setor de qualidade da Massa Leve. Após alguns contatos, essa empresa passou à lista verde. Alcançamos 61 indústrias nesta lista, mas podemos fazer muito mais, exigindo produtos sem transgênicos e a implementação da lei de rotulagem por parte do governo.

©GREENPEACE / JEREMY SUTTON-HIBBERT

D

esde março, o plantio e a comercialização no Brasil dos alimentos geneticamente modificados são regulamentados pela Lei de Biossegurança. Ela é resultado da tentativa do governo de resolver a polêmica questão dos transgênicos, que vêm sendo plantados de forma ilegal há anos. Entretanto, a lei sancionada por Lula no dia 24 de março não nos obriga a “engolir” os transgênicos. Está nas mãos dos consumidores recusarem produtos geneticamente modificados e dos agricultores barrarem o plantio de transgênicos, evitando o pagamento de royalties para a empresa detentora da patente. Um dos grandes furos da nova lei é a falta da obrigatoriedade da realização de estudos prévios de impacto ambiental, deixando em segundo plano os riscos que a tecnologia oferece ao meio

os

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engula transgênicos

©GREENPEACE / RODRIGO BALEIA

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© GREENPEACE / JOÃO PAULO BARBOSA

t r a n s g ê n i c o s




Você enfrentou resistência para implementar o programa? GP:

JCF: Não, de maneira alguma. No dia em que a lei foi aprovada, todos os vereadores elogiaram o trabalho do Greenpeace e ressaltaram a

VOCÊ EM AÇÃO: “Decidi agir porque entendi que o Cidade Amiga da Amazônia é uma forma de impedir a destruição da maior floresta tropical do planeta. É muito importante que todo sócio perceba que pode ser ativo, participando diretamente das campanhas do Greenpeace”.

a luta pela floresta

Conta pra gente como você conheceu o Greenpeace.

GREENPEACE:

Desde os meus 13-14 anos acompanho as atividades do Greenpeace. Pela TV, eu me encantava e me emocionava com os ativistas que se colocavam na frente de navios para salvar a vida de baleias e focas na Antártida e que eram chamados de “guerreiros do arco-íris”. Foi aí que nasceu o meu senso de voluntariado e minha consciência de responsabilidade pelo planeta. Sempre tive vontade participar. Desde os 16 anos atuo em projetos sociais de minha cidade. JOÃO CARLOS FARACO:

João Carlos Faraco GP: Como foi sua iniciativa de tornar São Manuel uma Cidade Amiga?

Em 2000, eu estava navegando pela internet e decidi me tornar sócio. Uma vez por semana eu acessava o site, mas sempre esperava por

JCF:

importância dessa lei não só para o nosso município como para a preservação da floresta amazônica.

Na sua opinião, qual o papel do Greenpeace na sociedade? GP:

JCF: O Greenpeace é uma organização na qual a gente pode confiar, que é transparente – sabemos para onde está indo o nosso dinheiro. Um fator muito importante é a proximidade do Greenpeace com pessoas comuns e com sócios, como eu. Isso aumenta nossa consciência ecológica e fica mais fácil incorporar boas práticas para preservar o meio ambiente no nosso cotidiano. É muito importante que todo sócio perceba que pode ser ativo, participando do Greenpeace. Precisamos desenvolver essa consciência de cuidar do planeta. O sócio não precisa estar só do outro ★ lado do computador.

morre o ‘inventor’ do greenpeace

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★ NAVIOS PELO MUNDO – Desde as

primeiras ações do Greenpeace, em setembro de 1971, os navios têm sido extremamente importantes para a

Mais do que qualquer outra pessoa, o canadense Bob Hunter, vítima de câncer no dia 2 de maio, aos 64 anos, é o maior responsável pelo que hoje é o Greenpeace. Em 1971 a expressão Greenpeace ainda não havia sido criada. Bob era um jornalista alternativo na cidade de Toronto, no Canadá, um fértil terreno de experimentação de ambientalistas, budistas, pacifistas, hippies e estudantes radicais. Ele havia estudado com Marshall McLuhan, do qual apreendera o conceito de “media mindbombs”. O uso de imagens e sons com o objetivo de conscientizar as pessoas viria a ser uma das marcas do Greenpeace. Bob e outros amigos começaram a se reunir em um porão de uma igreja, onde discutiam seu desejo de interromper os testes nucleares dos EUA, em Amchitka, no Alasca. Mas as discussões não estavam progredindo, até a ativista Marie Bohlen sugerir que o grupo deveria simplesmente navegar até o local onde os testes seriam realizados. E assim eles foram enfrentar a maior potência militar do planeta, em um rústico barco de pesca batizado Greenpeace. E venceram: os testes foram interrompidos. Bob Hunter foi escolhido presidente da Fundação Greenpeace em 1973, posto no qual permaneceu até 1977. Entre os desafios enfrentados com sucesso estão a expansão internacional da orga-

realização do trabalho de proteção ambiental. O primeiro navio, Rainbow Warrior, recebeu o nome de uma profecia indígena e foi afundado pelo governo francês, em julho de 1985, quando estava sendo usado em protestos antinucleares na região de Auckland, na Nova Zelândia. Um novo navio foi comprado e rebatizado com o nome que marcou o início do Greenpeace. O atual Rainbow Warrior esteve na Coréia em março e abril, sendo utilizado na campanha de oceanos. Já o Arctic Sunrise passa a maior parte do tempo nas águas polares, pois é próprio para deslizar sobre camadas de gelo, mas esteve na costa européia nos últimos meses. Suas principais atividades foram em

nização e a aquisição do primeiro grande barco do Greenpeace, o Rainbow Warrior. Em 1978 ele descreveu o surgimento da organização no livro biográfico Warrior of the Rainbow, que ajudou a atrair uma nova geração para o movimento ambientalista. A expressão “guerreiros do arcoíris”, para identificar os ativistas do Greenpeace, foi adaptada por Bob a partir de um mito dos índios norte-americanos cree, que acreditavam em uma tribo mítica de espíritos enviados para salvar a natureza, quando a Terra se tornasse doente. Bob Hunter deixou o Greenpeace em 1981, mas continuou sendo seu colaborador constante. Em 1998 esteve no Brasil para conhecer o início do trabalho do Greenpeace na Amazônia. ★

Portugal, em ações de combate à madeira ilegal, e na Espanha, na campanha antinuclear. Esperanza foi o primeiro navio a ser batizado com um nome escolhido em uma pesquisa pública. Chegou em 2002 e foi utilizado nos últimos meses na campanha de oceanos, denunciando a morte de golfinhos durante a pesca de arraste no Mar do Norte e no Reino Unido.

© 2005 GREENPEACE / KATE DAVISON

um envolvimento maior nas campanhas. Quando vi o programa Cidade Amiga da Amazônia, decidi ir atrás desse projeto para São Manuel. Peguei todas as informações no site do Greenpeace e procurei a prefeitura que, desde o início, se mostrou receptiva ao programa. Foi tudo muito rápido. Em duas semanas, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente já havia assinado o termo de compromisso e, em março, a Câmara de Vereadores aprovou a lei municipal que proíbe o consumo de madeira ilegal pela prefeitura.



reves breves breves breves breves

entrevista

No dia 15 de março, a Câmara de Vereadores de São Manuel, a 200 quilômetros da capital paulista, aprovou por unanimidade uma lei municipal que proíbe o consumo de madeira de origem ilegal pela prefeitura. Trata-se do terceiro município a concretizar o compromisso assumido com o programa Cidade Amiga da Amazônia. O diferencial é que a iniciativa partiu de um sócio do Greenpeace na cidade, João Carlos Faraco, de 29 anos. Outros sócios e pessoas físicas também já estão trabalhando para implementar o programa em municípios como Guarulhos (SP), Ubatuba (SP), Presidente Epitácio (SP), Rio Branco (AC) e Joinvile (SC). Na entrevista desta edição, conheça um pouco mais sobre a atuação de João Carlos em São Manuel.

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© GREENPEACE

FOTO: © DANIEL DOS SANTOS

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ativ smo cartas

assino emb@ixo Poderoso meio de comunicação e de entretenimento, a internet hoje é também uma importante ferramenta de protesto. Usada pelo Greenpeace desde 1998 para ciberações, ela foi responsável por reunir mais de 30 mil assinaturas contra o Projeto de Lei de Biossegurança. Só no mês de março, quando o texto foi aprovado no Congresso, foram 10.249 participações. Desde 2000, as ciberações passaram a ser usadas com mais freqüência pelo Greenpeace como importante estratégia de campanha. Um dos melhores resultados obtidos em protestos via internet foi em 2003, em uma campanha para pressionar a Nestlé a adotar controles para evitar transgênicos. “Também fizemos ações convencionais, mas a pressão do consumidor foi fundamental para a empresa

mudar sua postura”, diz André Kishimoto, responsável pelas ciberações do Greenpeace. Outros protestos tiveram resultados notáveis, como o feito contra a prorrogação da moratória do mogno, em 2002. Foram 4 mil assinaturas em três dias. Recentemente, outro recorde do ciberativismo do Greenpeace foi com as atividades envolvendo o personagem ‘Lulinha Nuclear’, em dezembro passado, quando foram coletadas mais de 8 mil assinaturas em uma semana. E desde novembro do ano passado, também está sendo feito o abaixo-assinado contra Angra 3, que tem até agora mais de 31 mil participações. Participe desta e de outras ciberações que estão no ar, acessando: www.greenpeace.org.br/ ★ participe/cyber.php

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PAZ NA FLORESTA!

Parabenizo mais uma vez o Greenpeace pelos excelentes artigos publicados. Imprimi o documento “Parceiros no crime: A extração ilegal de mogno”, que está realmente incrível. Leciono em algumas universidades no Rio de Janeiro, dedicando-me às áreas ambientais. Já há algum tempo me filiei ao Greenpeace e sintome muito honrado em poder, de alguma forma, ajudar na manutenção deste sagrado dever de defender a Mãe Terra, que vocês vêm fazendo com louvor. Claudio M. Lessa de Castro (por e-mail) Você também pode mandar seu comentário, dúvida ou sugestão. Participe! Para nos contatar: REVISTA DO GREENPEACE

correio Rua Alvarenga, 2331 cep: 05509-006 São Paulo/SP e-mail cristina.bodas@br.greenpeace.org

ASSOCIAÇÃO CIVIL GREENPEACE

conselho diretor

presidente Fernando Furriela membros Eduardo M Ehlers Jayme Brener Marcelo Sodré Pedro Jacobi Regina Scharf Samyra Crespo diretor executivo Frank Guggenheim diretor de campanhas Marcelo Furtado diretora de comunicação Gladis Éboli

diretora de marketing e captação de recursos Clélia Maury diretor financeiro Wilson Mosca Segundo REVISTA DO GREENPEACE

★ São Paulo 01 a 12 – Bazar do Surf, al. dos Arapanés, 197, Moema, das 10h às 21h 03 a 05 – Domingo na Paulista, na av. Paulista, das 8h às 14h 04 a 11 – Casa Aberta no Senac, av. eng. Eusébio Stevaux, 823, Santo Amaro ★ Porto Alegre 04 Mutirão de limpeza no Morro do Itacolomi, Gravataí/RS, com a presença da equipe Greenpeace e da AGM (Assoc. Gaúcha de Montanhismo)

18 Campeonato de Escalada com AGM (Associação Gaúcha de Montanhismo), av. Washington Luís, 1050, centro ★ Eventual alteração na programação é de responsabilidade do organizador do evento. Mais informações sobre a participação do Greenpeace nos eventos com Glauco no e-mail glauco.bernini@br.greenpeace.org

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é uma publicação trimestral do Greenpeace editora Cristina Bodas (mtb   sp)

projeto gráfico e edição (arte) Kraft design (   ) editora de imagens Caroline Donatti redatores André Muggiati Jorge Cordeiro Marília Ávila Tica Minami

impressão Litokromia Esse periódico foi impresso em papel reciclado em processo livre de cloro Tiragem:   www.greenpeace.org.br

ATENDIMENTO AO SÓCIO

por telefone (11) 3035-1151 por e-mail socios@greenpeace.org.br

FOTO: ERICA HARRISON

Veja onde a equipe do Diálogo Direto estará em junho:

Erosão em área desmatada recentemente em Santarém (Pará) para plantio de soja. Desde 2002, com a implementação de um porto graneleiro pela empresa Cargill no município, as lavouras têm avançado sobre a floresta, causando a destruição ambiental e o deslocamento de pequenos agricultores para a periferia da cidade. A fotógrafa australiana Erica Harrison sobrevoou a região no avião do Greenpeace para documentar o impacto do avanço da fronteira agropecuária na Amazônia.


05422-999 São Paulo/SP

O selo será pago por Associação civil Greenpeace

NÃO É NECESSÁRIO SELAR

CARTA - RESPOSTA

UP - AC ADOLFINA DE PINHEIROS DR / SÃO PAULO

Remetente: Endereço:

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Abr/Mai/Jun 2005