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c lana ária A o d rin enas ocia u Vete s a ap s g e A o r : C e ng na NA Nom e co uma ALA s qu s í à :H a a r p e r o to ao ia Á de d aber ssoc

e ntida . claro é ica e teresses r n o ú d éa s in gula ica. 1NAC ais e seu or re isonôm t A e L s eira a A nacion m o forma man e o e u c d q s Por ústrias s de logo iado d o diá s tratado ssoc e. a C as in s A o u t N n nt se , assu ALA alme s de stras e na com os leito individu u p q pale s r o e s Po iados, e s o o fend c nhacurs asso C de acompa ios, A n ê N v n ALA cessário uma es co ue a e m de lhor ociados. a e s i m Porq al e se n c e s os ri es pr us as tem seto avés ador C. AC es de se l u N g il atr A e s õ r A t L a s r s N A e LA ente sug do B ue a seus rrem à A Porq aberta a rania . e e b o o o n á s a rec ver tiva e est para ompeti o go acional r eo o i d u lico rídica, uan ústria n trib orte e C b q n ú o e P c u r , ju F é Porq ão da ind AC acional Pode técnica N o A e i s r L N a opin s ent tica da A s áre ntato istou na ssão armacêu o i c m a r u ue a ria F ia pa conq Porq a Indúst rênc de que e ento f e u r é lida onam ado. i de s i C b c i A a d l N e c eu re Mer la cr ALA em s ídia e o ue a utivo, pe a. r q o r t o se P d ic ,aM l do polít r pro ncia ongresso seto mica e e r e f ô é re ,oC econ NAC Governo A L A om o ue a Porq cional c tu insti s riore ante s a s Toda

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ANVISA MAIS UMA VEZ NA ALANAC

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HOMENAGEM ESPECIAL DE DIA DAS MÃES

INTERNACIONAL RASTREABILIDADE EM BUENOS AIRES E ALIFAR

ENTREVISTA ARMANDO MONTEIRO NETO DA CNI


DIRETORIA DA ALANAC

GESTÃO 2008 - 2010

Indústria Humana

Diretor Presidente Carlos Alexandre Geyer (Geyer Medicamentos) Diretor Vice-Presidente: Assuntos Políticos Fernando de Castro Marques (União Química) Diretor Vice-Presidente: Assuntos Econômicos e Comércio Exterior Álvaro Pires Zanella (Neo Química) Vice-Presidente: Assuntos Regulatórios Dante Alario Jr. (Biolab) Diretor Tesoureiro Manuel Ferreira Luis (Royton Química) Diretor-Executivo Walter Figueira

CONSELHO DELIBERATIVO Conselheiro Presidente Josimar Henrique da Silva (Hebron) Conselheiro Vice-Presidente Alcebíades de Mendonça Athayde (Libbs) Conselheiros Luiz Borgonovi (EMS) Lourdes Maria Dória Duarte (Minâncora) Carlos Fernando Gross (Gross) Thômaz Nunnenkamp (Saúde) Conselheiros suplentes Jorge Lages de Oliveira (Medquímica) Eduardo Gonçalves (Greenpharma) Conselho fiscal Antônio Benjamin Pereira Marques (Bunker) Merlin Monteiro de Castro (União Química) Paulo Sérgio Corrêa Vianna (Relthy) Conselheiro suplente Heno Jácomo Perillo (Halex Istar)

DIVISÃO VETERINÁRIA Diretor-Executivo Walter Figueira Diretor-Técnico Marcos Joaquim Gaspar Conselheiros Extra-Estatutários: André Bragard (Duprat) Celso Luiz Fila (Vansil) Javier Carracedo (Pharmalogic) Luiz Eduardo Mafra Machado (Farmabase) Merlin Monteiro de Castro (Agener) Willians Cesar Pitelli Turco (DES-VET)

1.1 Apsen Farmacêutica S/A 2. Belfar Indústria Farmacêutica Ltda. 3. Laboratório Químico e Farmacêutico Bergamo Ltda. 4. Biolab Sanus Farmacêutica Ltda. 5. Brasterápica Indústria Farmacêutica Ltda. 6. Bunker Indústria Farmacêutica Ltda. 7. Instituto Terapêutico Delta Ltda. 8. Grupo EMS-SIGMA PHARMA 9. Geolab Indústria Farmacêutica Ltda. 10. Geyer Medicamentos S/A 10 1111. Greenpharma Química e Farmacêutica Ltda. 12. Laboratório Gross S/A 12 1313. H.B. Farma Laboratórios Ltda. 14. Halex Istar Indústria Farmacêutica Ltda. 14 15. Hebron - INFAN Índ. Química Farmacêutica 15 Nacional S.A. 16. Kley Hertz S.A. Indústria e Comércio 16 17. Libbs Farmacêutica Ltda. 17 18. Luper Indústria Farmacêutica Ltda. 18

19 Medquímica Indústria Farmacêutica Ltda. 19. 20. Minancora & Cia Ltda. 20 21. Multilab Ind e Com de Prods. 21 Farmacêuticos Ltda. 22. Natulab Laboratório Ltda. 22 23. Laboratório Neo Química 23 Comércio e Indústria Ltda. 24. Nortec Química S/A 24 25. Ophthalmos Ind. E Com. 25 De Prod. Farm. Ltda. 26. Quiral Química do Brasil S/A 26 27. Relthy Laboratórios Ltda 27 28. Royton Química Farmacêutica Ltda. 28 29. Laboratório Saúde Ltda. 29 30. Laboratório Teuto Brasileiro S/A 30 3131. Tks Farmacêutica Ltda. 32. Uci-Farma Indústria Farmacêutica Ltda. 32 33. União Química Farmacêutica Nacional S/A 33 34. Zodiac Produtos Farmacêuticos S/A 34

Indústria Veterinária 1.1 Agener União Sáude Animal 2. Biofarm Química e Farmacêutica Ltda. 3. Centro Tecnológico Agropecuário Ltda. 4. Chemitec Agro Veterinária Ltda. 5. Cepav Laboratórios 6. Castell Pharma 7. Des-far Laboratórios Ltda. 8. Laboratórios Duprat Ltda. 9. Farmabase Saúde Animal Ltda. 10. Farmacampo Saúde Animal Ltda. 10 1111. Farmavet Produtos Veterinários Ltda. 12. Farmagrícola S.A 12 1313. Fitovet Produtos Fitoterápicos Ltda. 14. Laboratório Ibasa Ltda. 14 15. Produtos Veterinários J.A Ltda. 15 16. J.R. Veterinária Ltda. 16

17 Laboratório Microsules do Brasil Ltda. 17. 18. Lavizoo Laboratórios Vitamínicos e 18 Zootécnicos Ltda. 19. Laboratório Perini Ltda. 19 20. Mogivet Produtos Agro Veterinários Ltda. 20 21. Mundo Animal Laboratório Veterinário Ltda. 21 22. Noxon do Brasil Química e 22 Farmacêutica Ltda. 23. Pharmalogic Indústria e Comércio Ltda. 23 24. Produtos Veterinários Manguinhos Ltda. 24 25. Syntec do Brasil LTDS 25 26. Vansil Indústria Com. Rep. Ltda 26 27. Vigor Saúde Animal Indústria e Com. De 27 Prod. Veterinários Ltda. 28. Weizur do Brasil Ltda. 28

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EXPEDIENTE Conselho Editorial Carlos Alexandre Geyer (Diretor-Presidente) Walter Figueira (Diretor-Executivo) Editora Deborah Lima Caramico - Jornalista - MTB 46691 deborah@alanac.org.br Editor de Arte Cecil Rowlands Filho Revisão Ellen Amaral Impressão Lip Gráfica e Editora Colaboradores desta edição Walter Figueira, Guilherme Caldas, Douglas Duarte, Luiz Alves, Reinaldo Passadori, Heno Jácomo Perillo Armando de Queiroz Neto, S2 Comunicação, Rosângela Bacina, Ellen Amaral, Rogério Artoni, Ascom/Anvisa Departamento Administrativo Fernanda Perrone, Fabiana Francine, Marcela de Siqueira, Cinthya Chicetti Departamento Técnico Douglas Duarte, Guilherme Caldas Departamento de Comunicação Deborah Caramico

SUMÁRIO

PALAVRA DO PRESIDENTE Carlos Alexandre Geyer CONVÊNIOS

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CLIPPING

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POR QUE ALANAC?

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COMUNICAÇÃO ENTREVISTA RELACIONAMENTO EVENTOS ARTIGO DA TÉCNICA - HUMANAS ARTIGO DA TÉCNICA - VET OPINIÃO ESPECIAL MÃES ACONTECE FOTOREPORTAGEM INTERNACIONAL TURISMO

14 17 23 26 27 28 29 38 42 47 49

FIQUE POR DENTRO

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AÇÃO SOCIAL

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ÚLTIMA PALAVRA

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DESENVOLVIMENTO ALANAC EM AÇÃO

A Revista Canal A é uma publicação trimestral da ALANAC Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais. Rua Sansão Alves dos Santos, 433 - 8o andar Brooklin - São Paulo - SP - 04571-090 www.alanac.org.br - alanac@alanac.org.br

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PIRATARIA QUALIDADE

CARTA AO LEITOR Como é bom terminar mais uma edição da Canal A e perceber que a cada novo número, crescemos e, modéstia a parte, melhoramos. Isso é fruto da participação cada vez maior dos nossos associados, de sugestões, elogios e críticas enviadas por eles. Cada vez que nós aqui da ALANAC pautamos uma Canal A, pensamos em você, leitor, que está ligado em tudo o que acontece em sua área, mas que não abre mão de saber de tudo um pouco... e que não abre mão de ser humano, acima de tudo. Esperamos arrancar muitas ‘lagrimas sorridentes’ das mamães que foram homenageadas nesta edição, esperamos que você se sinta alimentado de informações e pronto pra mais um semestre deste ano de 2009. Nunca se esqueça de que a Canal A é a sua ligação direta com o que acontece na industria farmacêutica, no setor da saúde e nas relações ç dos associados, colaboradores e parceiros da ALANAC. É pra isso que estamos aqui. Muito obrigada pela interação e pelo carinho que recebem os contatos da ALANAC. Boa leitura e até o próximo número. 04

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CANAL A

Palavra do presidente Carlos Alexandre Geyer

Bom Senso Tributário Urgente! Acredito, sinceramente, que quando o governo fala em promover maior acesso da população aos medicamentos e não providencia de forma concomitante medidas para reduzir a absurda carga tributária - a maior do mundo - incidente sobre os mesmos, configura-se uma conduta esquizofrênica. A sociedade precisa estar consciente de que um terço do valor que paga pelos medicamentos que consome corresponde a impostos. Impostos estes que os governos estadual e federal relutam em abrir mão, mesmo sabendo do quanto estão, com esta atitude, dificultando o acesso da população aos medicamentos. Em 2008 mais de dez bilhões de reais em impostos devem ter sido arrecadados sobre os medicamentos vendidos no país. E bem sabemos que esta transferência de renda para o setor público não resultou em benefício equivalente para a população carente, visto os valores despendidos pelos gestores da saúde na compra de medicamentos, que sistematicamente ao longo dos anos têm sido significativamente inferiores ao valor do imposto arrecadado. Há tempos entidades ligadas à indústria e ao comércio farmacêutico vem alertando para o absurdo que esta carga tributária representa. O estudo “Radiografia da Tributação sobre Medicamentos”, realizado em 2005 pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) para a Febrafarma, concluiu, analisando o período compreendido entre 2000 e 2004, que a carga tributária média foi de 35,07% no preço final dos medicamentos. Nas considerações finais deste estudo destacamos as seguintes afirmações: “Indubitavelmente, ao estabelecer um conjunto de tributos que oneram demasiadamente o preço final dos medicamentos, os governos estão por descumprir as diretrizes constitucionais que tratam da proteção à vida e à saúde dos seus cidadãos”. Por qualquer grau de comparação que se faça da tributação incidente nos medicamentos, vê-se uma incoerência de política pública. “O Brasil é o país do mundo que mais cobra tributos so-

bre os produtos direcionados à proteção da vida e manutenção da saúde humana, como pode ser verificado na tributação sobre o valor agregado.” Em 2007, a PricewaterhouseCoopers, divulgou um estudo intitulado: “Indústria Farmacêutica, oportunidades de crescimento e desafios para o Brasil e demais países emergentes” com a seguinte constatação no tocante ao Brasil: “A carga tributária também é apontada como uma barreira significativa para o crescimento do mercado de medicamentos na região. Apesar das discussões para reduzir os tributos incidentes sobre os medicamentos, o Brasil ainda apresenta uma das mais elevadas do mundo. Assim como em outros setores, os demais países emergentes são muito mais competitivos que o Brasil nesse quesito.” Outro aspecto gravíssimo é que tamanha carga tributária acaba por estimular a sonegação fiscal, a venda de medicamentos falsificados, roubados ou sem registro na Anvisa. Em matéria recente publicada pela revista “Isto É” sobre “Remédios Falsos”, o presidente executivo do Instituto ETCO, André Montoro afirmou que “a enorme carga tributária influencia o aumento deste mercado negro.” Portanto, conclui-se que uma grande dose de bom senso tributário deva ser aplicada com urgência na resolução deste problema, que, além de entravar o acesso pela elevação de preço, estimula práticas ilegais e criminosas nos mercados clandestinos. É preciso discutir uma efetiva redução das alíquotas de ICMS, que seja abrangente e não apenas pontual, e reduzir ou eliminar a incidência do PIS e da COFINS para todos os medicamentos, e não somente para os da chamada “lista positiva”. A Alanac, assim como (acredito) todas as entidades representativas do setor farmacêutico, aguarda o chamado do governo para participar e apresentar sugestões para a solução adequada e efetiva deste problema, que encarece desnecessariamente os medicamentos dificultando por conseguinte o acesso aos mesmos. CA Carlos Alexandre Geyer é presidente da Alanac Mar/Abr/Maio 2009 05


FAÇA A SUA EMPRESA CONHECIDA DA INDÚSTRIA NACIONAL A ALANAC acerta com a empresa que presta serviço à indústria farmacêutica um acordo de intenção de benefício (pode ser um desconto para serviços, prazos melhores de pagamento, exclusividade de serviço, ou qualquer outra facilidade, benefício ou diferencial que a empresa quiser oferecer). Esse acordo, uma vez feito, estende-se a todos os associados da ALANAC. Em contra partida, a ALANAC divulga aos seus associados à existência do convênio, os serviços prestados pela empresa conveniada e as facilidades que só o associado ALANAC terá.

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CANAL A

Clipping

Fiocruz pesquisa 2 remédio contra mal de Chagas o

(Terra Brasil)

Unesp testa nanodrogas após cirurgia de catarata (Folha de S. Paulo) Pesquisadores brasileiros desenvolveram um tratamento com nanodrogas que poderá substituir o uso de colírios em pacientes submetidos à cirurgia de catarata-opacidade parcial ou total do cristalino e principal causa de cegueira reversível do mundo. O grupo de pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e do Hospital de Olhos de Araraquara avaliou a eficácia da nanoterapia em estudo realizado com 168 pacientes -135 receberam a aplicação de nanodrogas e 33 foram tratados da maneira tradicional, usando colírios. Os resultados apontam que nenhum dos pacientes tratados com a nanodroga desenvolveu infecção pós-cirúrgica e que a inflamação regrediu mais rápido do que entre aqueles que receberam o tratamento convencional. Os resultados serão publicados na revista científica “Investigative Ophthalmology & Visual Science”.

Operação Rebite apreende uma tonelada de medicamentos (Portal Anvisa) Operação conjunta deflagrada, nesta quarta-feira (seis de maio), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Polícia Federal resultou na interdição de seis estabelecimentos e apreensão de uma tonelada de medicamentos sem registro, falsificados e contrabandeados, em Rondonópolis (MT). Também participaram da fiscalização a Vigilância Sanitária do município e a Vigilância Estadual de Mato Grosso. No total, a ação, batizada como Operação Rebite, fiscalizou 15 estabelecimentos da região. De acordo com a Polícia Federal, seis pessoas foram presas em flagrante.

No ano do centenário da descoberta do mal de Chagas, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prepara para os próximos meses o início de testes em humanos de um novo medicamento à base de selênio, um dos elementos naturais subtraídos no organismo pela doença. A diretora do IOC, Tânia Araújo-Jorge, responsável pela pesquisa, disse que os testes em animais foram concluídos com êxito e agora cumpre-se a série de protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para os testes com os portadores da doença, em fase de seleção entre os 1,2 mil registrados no Instituto de Pesquisas Clínicas Evandro Chagas, também da Fiocruz.

Pesquisadores da Unesp desenvolvem AZT de uso nasal (O Estado de S. Paulo) Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram uma fórmula para administrar por via nasal o AZT, medicamento em cápsulas usado no coquetel de combate à AIDS. O objetivo é tornar a absorção mais eficaz e reduzir os efeitos colaterais. No mundo, cerca de 32 milhões de pacientes usam o remédio, conhecido também como zidovudina. “A estratégia é evitar que o AZT passe pelo estômago, intestino e fígado, onde é transformado em substâncias tóxicas, e, nesse processo, provoca efeitos colaterais”, explica a pesquisadora Maria Palmira Gremião, do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica do campus de Araraquara. “Além disso, o AZT é um exemplo de fármaco que se decompõe nessa trajetória e somente 60% da dose administrada chega à circulação sanguínea, para então, começar a agir.”

Representante das indústrias farmacêuticas pede atenção à incorporação de novas tecnologias (Portal STF) O presidente da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica, Ciro Mortella, disse hoje (sete de maio) na audiência pública sobre saúde, no Supremo Tribunal Federal (STF), que a incorporação de novas tecnologias em relação aos medicamentos precisa de urgentes melhoras quanto à sua operacionalização. Segundo ele, várias doenças já têm aprovado um protocolo clínico - os procedimentos sobre a condução terapêutica de determinada doença -, porém desatualizado, como em casos da oncologia, osteoporose, hepatite B e doenças renais. Ele ressaltou que, em outros países, a avaliação de novas tecnologias leva de 20 a 30 semanas e que “no Brasil há pedidos sem definição há mais de quatro anos”. As notas publicadas no clipping são de responsabilidade de suas fontes originais Mar/Abr/Maio 2009

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Clipping

R emédios influem no QI do bebê

Nova técnica pode curar feridas de pés diabéticos

(Jornal do Brasil - Rio de Janeiro)

(Folha de S. Paulo)

Um novo estudo comprovou a existência de um efeito preocupante em remédios contra epilepsia, também usados para tratar enxaquecas, dores e doenças psiquiátricas em mulheres grávidas: a maioria delas teve filhos cujos índices de QI eram significativamente inferiores ao daqueles cujas mães foram medicadas com outras drogas que previnem o ataque epilético. A droga, Valproato, vendida tanto genericamente quanto sob a marca conhecida como Depakote, permanece sendo o segundo remédio mais popular de prevenção a ataques epiléticos, mas estudos recentes descobriram que mulheres que consomem esse medicamento durante a gravidez tendem a enfrentar um aumento considerável do risco de seus filhos sofrerem atrasos no desenvolvimento, além de estarem sujeitos a deformações.

A colocação de stents, similares aos usados em cirurgias cardíacas, pode curar úlceras e feridas de difícil cicatrização, comuns nos pés dos diabéticos. O stent é uma pequena “rede” que serve para filtrar placas de gordura e desbloquear artérias. O pé diabético é a principal causa de amputação no mundo. Com o procedimento, o objetivo é garantir a abertura dos vasos entupidos quando a angioplastia -técnica que também desobstrui o vaso por meio de balão- não foi suficiente para garantir o fluxo de sangue. “Com a colocação de stents próprios para esses casos estamos salvando os pés desses pacientes”, conta o cirurgião endovascular Armando Lobato, presidente de um congresso internacional que acontece em São Paulo e que discute o tema. A colocação de stents em casos de pés diabéticos já começou a ser feita no Brasil, embora a técnica ainda não seja difundida entre os cirurgiões.

A cordo de patentes reduzirá custo e prazo para registros (DCI)

Brasil desenvolve novo medicamento

Se o Brasil aderir ao Protocolo de Madri, o que deve acontecer em 2010, o custo para registrar uma marca deve cair em até 50%, bem como o prazo de registro, que acontecerá em, no máximo, dois anos. E para facilitar a inclusão do Brasil no acordo, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) devem se reunir em junho deste ano, em Genebra (Suíça), com o objetivo de incluir o português como língua oficial. O Protocolo de Madri é um acordo internacional que facilita a obtenção do registro de marcas das empresas que irão atuar no mercado internacional, visando facilitar e baratear o processo. Atualmente, ele conta com 77 países, além da União Europeia, e tem como línguas oficiais o inglês, o francês e o espanhol. Portugal e Moçambique, que falam a língua portuguesa, já fazem parte do sistema. “A inclusão do português seria um estímulo à adesão e, para o empresário nacional, um estímulo porque dispensaria a necessidade de tradução, reduzindo as despesas das empresas com os registros”, aposta o presidente do INPI, Jorge Ávila. A agente de Propriedade Intelectual e Industrial e diretora da Cone Sul Marcas e Patentes, Maria Isabel Montañés, concorda, e completa: “Num cálculo bem grotesco, esse custo pode cair à metade. Isso porque na comunidade europeia, por exemplo, não se gasta menos de US$ 20 mil para o registro. Se o Brasil estiver no Protocolo de Madri, esse valor vai para US$ 12 mil iniciais”, prevê. Segundo ela, o Brasil demora, atualmente, cerca de três anos para fazer um registro, mas esse prazo chegou a ser o dobro.

(Zero Hora) Contrário às perspectivas mais sombrias de redução do consumo no país, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vê mais investimentos no varejo em 2009. A escassez de crédito nos demais bancos deve impulsionar a procura por financiamento no banco de fomento, avalia o chefe do departamento de Bens de Consumo, Comércio e Serviços do BNDES, Carlos Eduardo Castello Branco.

Coquetel precoce diminui morte de portadores de HIV (Folha de S. Paulo) O tema pode representar um divisor de águas no tratamento da AIDS, segundo infectologistas brasileiros. Atualmente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda considerar o tratamento quando a contagem de T CD4+ -células que coordenam a defesa do organismo, mas que são destruídas pelo HIV- estiver abaixo de 350 por microlitro de sangue. Nos níveis inferiores a 200 que caracterizam a AIDS, mesmo que assintomática- a terapia é obrigatória. No Brasil, 44% dos doentes iniciam o tratamento abaixo desse patamar. Segundo um dos estudos, a antecipação da terapia para quando a contagem ainda for superior a 500 CD4/mm3 -equivalente ao de indivíduos com sistema imunológico normal- pode reduzir até pela metade a mortalidade.

As notas publicadas no clipping são de responsabilidade de suas fontes originais 08

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Neo Química completa 50 anos com saldo positivo Empresa, hoje entre as três maiores em unidades vendidas no Brasil, projeta crescimento com rentabilidade no ano de seu cinquentenário o Laboratório Neo Química completou 50 anos em 15 de abril. Mas, além do aniversário, a empresa tem outros motivos para comemorar. Mesmo com a crise que afeta praticamente todos os setores da economia brasileira, o Laboratório - entre os três maiores em unidades vendidas do país - fechou 2008 em posição financeira privilegiada: registrou um crescimento de 15% no faturamento e 19,61% em vendas em relação ao período anterior. Com os expressivos investimentos realizados na nova fábrica, que começa a operar em 2009, o Neo Química projeta um crescimento de 30% para este ano. De acordo com o vice-presidente do Laboratório, Marcelo Henrique Limírio Gonçalves Filho, os resultados garantem tranquilidade ao Neo Química para atravessar esse período de instabilidade. “O desafio é buscar a melhor margem, mas com atenção ao grande impacto no capital de giro de toda a cadeia. Nesse contexto, estamos extremamente otimistas”, ressaltou. Marcelo observou que, com a possível redução do poder de compra do consumidor, a tendência é que os genéricos passem a vender mais, o que favorece o Neo Química. “Cerca de 40% dos produtos que lançamos em 2008 são genéricos. O resultado desse esforço foi um surpreendente crescimento de 93% em volume e 73% em faturamento quando o assunto é medicamento genérico, na comparação com o desempenho de 2007. Com esses números e o nosso amplo portfólio de produtos, estamos apostando num crescimento com rentabilidade em 2009”, destacou. Apesar de ter foco no mercado doméstico, o Neo Química planeja, para os próximos cinco anos, a ampliação de seu espaço no mercado externo. “Hoje exportamos para quatro países da América do Sul e África, mas nossa exportação responde por pouco mais de 1% de nosso faturamento. O objetivo é que, até 2015, ela alcance o patamar dos 10%. Para isso, estamos com uma nova planta prestes a entrar em operação, que atende todos os pré-requisitos de qualquer agência reguladora do mundo, inclusive do FDA (Food and Drug Administration)”, informou o vice-presidente da empresa.

EMS completa 45 anos de compromisso com o Brasil Com os tons verde e amarelo da bandeira brasileira ao lado do azul e branco de sua logomarca, a EMS acaba de lançar o selo “45 anoss dde trabalho sério”. A ação é o pontapé inicial para as comemorações das quatro décadas e meia de história da empresa. Como primeiro laboratório farmacêutico brasileiro a fabricar genéricos no País e a exportar medicamentos para a Europa, a EMS, que é 100% nacional, emprega 4,5 mil colaboradores e tem o olhar sempre voltado para o Brasil e para os brasileiros, não poderia trabalhar, este ano, outro conceito que não o da brasilidade. Os próprios valores corporativos da empresa - a responsabilidade, a ousadia, a simplicidade e a excelência - são também características marcantes da nação brasileira. Dentro de todo esse contexto, o selo comemorativo representa a trajetória séria e responsável da marca e passa a fazer parte do visual das fábricas, escritórios e materiais de comunicação interna e externa da EMS. “A EMS confia e investe no mercado brasileiro há 45 anos e, por isso, escolheu o compromisso com o Brasil e com os brasileiros como tema para celebrar mais esse marco”, explica Telma Salles, diretora de Relações Externas da EMS. Ao longo do ano, eventos, campanhas e atividades especiais para públicos estratégicos também seguirão a mesma temática. A história da EMS será resgatada por meio de fatos e personagens que fizeram e fazem a diferença para o laboratório. “A brasilidade estará presente em todas as nossas ações institucionais de 2009, reforçando o orgulho de sermos a empresa líder do mercado nacional, preocupada com o acesso à saúde no País”, destaca Telma. A EMS investe permanentemente em Pesquisa e Desenvolvimento e na ampliação contínua da linha de medicamentos. A empresa é detentora do maior portfólio do segmento farmacêutico, com mais de 1,6 mil apresentações de produtos fabricados sob rigorosos padrões de qualidade e segurança.

As notas publicadas no clipping são de responsabilidade de suas fontes originais Mar/Abr/Maio 2009

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Laboratórios oficiais terão plano de ação conjunto, diz BNDES (Valor Econômico) A rede de laboratórios públicos, formada por 17 unidades controladas pelo Governo Federal, Estados, Universidades e Forças Armadas, passará por um raio-x. Diagnóstico a ser feito por consultoria independente indicará formas de melhorar a gestão da rede - tão heterogênea e sujeita a influências políticas. O trabalho também vai propor melhoria na qualidade da produção de remédios e buscará o foco na inovação para atender a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa é resultado de parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o Ministério da Saúde, inserida no Programa de Apoio ao Complexo Industrial da Saúde, o Novo Profarma, lançado originalmente em 2004.

Novo medicamento oral ajuda na prevenção de trombose (O Globo On Line) Foi aprovada no Brasil a comercialização do etexilato de dabigatrana, um novo anticoagulante oral que ajuda a prevenir a formação de coágulos. O medicamento atua como bloqueador, e está sendo inicialmente indicado para prevenção de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes submetidos à cirurgia para colocação de prótese total de quadril e joelho. Somente no Brasil, estima-se que sejam realizados todos os anos cerca de 70 mil procedimentos como esses. Segundo o cirurgião vascular Erasmo Simão da Silva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a trombose atinge 100 mil brasileiros anualmente e, exceto nos casos de cirurgia ou fratura, ela pode ser prevenida na maioria das vezes com algumas medidas simples.

A Dispec do Brasil parabeniza a todos da Alanac pelos 25 anos de sucesso, em especial ao corpo editorial e jornalistas responsáveis pela revista Canal A, abordando com a máxima qualidade diversos assuntos ligados a indústria farmacêutica, o que permite a troca de experiências e serviços entre as empresas associadas. Nos sentimos orgulhosos por fazer parte desta história. Eliseo José Paquali Filho Diretor Presidente - Dispec do Brasil. A Revista Canal A é muito bem recebida e apreciada. As matérias são muito interessantes, atualizadas e bem editadas. Parabéns à Equipe de Comunicação e à Alanac pelos 25 anos de serviços prestados para a Comunidade Farmacêutica e Sociedade Brasileira. Orvil Costa - Relthy Laboratórios Informo que a revista chegou com sucesso e achei o conteúdo muito interessante. Raquel Drezza Tonielo - Germed Pharma 10

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Sua revista é ótima e também as informações via email. Deise Macedo - Laboratório Darrow Parabenizo as ações da Alanac na busca de adequar as empresas à legislação, mas também a legislação às condições da indústria nacional pois se não houver uma maior flexibilidade com relação às adequações, muitas (senão todas) indústrias nacionais não resistirão. Andrea Dantas - P&D - Laboratório Ibasa “Dúvidas? Críticas? Elogios? Comentários? A Canal A é sua! Faça parte da Caixa de Correio! comunicacao@alanac.org.br”


CANAL A

Por que Alanac?

Heno Jácomo Perillo

Tem alguém olhando por nós O

setor industrial farmacêutico passa constantemente por mudanças e sabemos que os pequenos e médios laboratórios nacionais precisam de muita atenção. Porém, não podemos esquecer que as grandes indústrias também necessitam de manutenções para se manterem grandes. E com certeza esse é um dos motivos que faz da ALANAC uma associação homogênea. Estão aqui os maiores laboratórios nacionais do país, bem como aqueles que ainda são pequenos, todos com o mesmo objetivo: sobreviver. A ALANAC foi criada – e bem criada – por um grupo de pessoas ligadas às indústrias do ramo farmacêutico conscientes da necessidade de unirem suas forças para alcançar de forma mais rápida as metas estabelecidas. Na historia da ALANAC podemos ler que a associação “surgiu cercada de esperanças e de intuitos ousados: encontrar as soluções para os problemas dos laboratórios autenticamente nacionais, brasileiros, e estabelecer o entrosamento das empresas do setor com as autoridades governamentais, o mercado consumidor, fornecedores e sociedade.” Para isso é necessário que as entidades de classe do setor, como a ALANAC, busquem aprofundar cada vez mais o diálogo com

os setores pertinentes do governo, com intuito de encontrar soluções que promovam o crescimento da indústria o que se dará somente através de uma efetiva representação de toda base empresarial. Como já foi dito: não queremos privilégios, apenas oportunidades para o desenvolvimento de nossas empresas. Em minha opinião, essas esperanças e objetivos concretizamse a cada dia, pois, de todas as entidades que uma empresa pode participar, com certeza, poucas têm o valor da ALANAC. Existem várias razões que justificam o sucesso de uma associação como a ALANAC, das quais destaco a maturidade visível, o nível e a qualidade de relacionamento com Ministérios, Ministros, Regudores, Congresso, Deputados, Senado, Senadores e com a sociedade como um todo. Com certeza, a indústria nacional teria condições de acompanhar a fronteira tecnológica, caso não fosse submetida a uma competição desleal com grupos estrangeiros que entravam no nosso mercado. Por isso, e por tudo o que citei anteriormente, é muito bom ter a certeza de que tem “alguém” zelando por nós, preocupado com o nosso bem estar e com a nossa sobrevivência. E esse “alguém”, com certeza, é a ALANAC.CA

Heno Jácomo Perillo é Diretor Técnico-Industrial e Sócio-Proprietário da Halex Istar Indústria Farmacêutica Ltda e Conselheiro Suplente do Conselho Fiscal da ALANAC

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Comunicação Reinaldo Passadori

Os efeitos da comunicação interna

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ma empresa existe num contexto dentro de uma sociedade inserida em um processo de civilização para produzir bens de consumo ou serviços para o mercado de trabalho. O sucesso que alcançamos é o resultado de relacionamentos iniciados com as pessoas certas e, posteriormente, o fortalecimento desses laços a partir do uso da habilidade de se relacionar. O ideal é que a empresa se relacione com o mercado de diferentes formas: desde a pesquisa de mercado, identificando a demanda, até a divulgação dos produtos. Pessoas que sabem se relacionar bem com outras costumam ser facilmente reconhecidas. Gente com essa habilidade tem muita facilidade em estabelecer vínculos duradouros para a venda certeira do produto criado e para o posicionamento que a empresa deseja que o mercado reconheça. Uma empresa é formada por pessoas e cada uma tem seus valores, suas crenças, tem seu modo de pensar e naturalmente se estabelece por meio da mentalidade, da cultura de seus idealizadores e do nível de conhecimento sobre o processo da comunicação. Ao considerarmos o sucesso de uma empresa evidenciamos um equilíbrio entre a comunicação interna e a comunicação externa, porque propicia ao mercado, uma divulgação assertiva a cerca dos produtos e dos serviços que essa empresa oferece. Essa divulgação se dá por meio da mídia utilizando os canais de comunicação dispostos a servir cada empresa com o objetivo claro de apresentar e vender estes produtos. Por outro lado, descartar o cuidado que há de se ter com a comunicação interna é no mínimo ingênuo. A comunicação interna não é apenas a maneira com que os dirigentes transmitem as suas informações, mas sim toda a cadeia de 12 Mar/Abr/Maio 2009

dados que fluem em todas as direções, ou seja: de cima para baixo, de baixo para cima, horizontalmente e nas relações com os colegas de trabalho do próprio ou de outros departamentos, transversal ou paralelamente. Apesar de todo esforço empreendido o problema de comunicação acontece pelas mais variadas razões, dentre as quais destacamos: • A pressuposição de que o outro entenda tudo o que eu quero dizer apenas através de um e-mail ou um recado no quadro de avisos. • A linguagem nem sempre leva em consideração a simplicidade e a capacidade de absorção das pessoas mais humildes. • Não há uma escuta, ou seja, não se pergunta nada do que foi informado, entendendo que a comunicação se processou apenas porque algo foi dito. • O foco da comunicação normalmente não privilegia os funcionários, mas seus dirigentes. • Nem sempre considera a consciência ou os valores dos colaboradores, impondo-lhes suas exigências. • Há diferentes mensagens para diferentes públicos, faltando um alinhamento central e coerência. • Ausência de técnicas específicas que geram uma comunicação eficiente e eficaz. • Falta de clareza e objetivo. Entretanto, uma comunicação focada, visando aos nichos de atendimento, além de facilitar e promover uma boa relação interna,


Comunicação gera um clima mais favorável, transparência, facilidade para adequação a mudanças, maior comprometimento e participação. Para se implantar e obter um sistema integrado de comunicação, há de se considerar a cultura e os valores da empresa, veículos e mídias mais adequados ao tipo de empresa e seu contexto, pessoas responsáveis pelo processo e pela coerência e um efetivo canal de escuta, ou seja, a criação de um via de mão dupla para que a resposta sirva de base para a realimentação do processo. E na sua empresa, o que acontece?

• Há, de fato, um sistema eficiente de comunicação interna? • Seus funcionários entendem exatamente o que você transmite? Tem certeza disso? • Se você é um funcionário, como avalia a comunicação da sua empresa? Lembre-se que, quando as barreiras de comunicação interna são derrubadas, abre-se a possibilidade de um maior entendimento entre todos, reforçando os laços de confiança da equipe, estimulando-a a um maior comprometimento com os resultados da empresa. CA

Reinaldo Passadori - Professor e Diretor do Instituto Reinaldo Passadori de Comunicação Verbal é Administrador de Empresas com especialização em Recursos Humanos. Conferencista dos mais requisitados no segmento de Comunicação Verbal, é autor do livro Comunicação Essencial - Estratégias Eficazes para Encantar seus Ouvintes - Editora Gente. julho/2008 www.passadori.com.br - e-mail: reinaldo@reinaldopassadori.com.br - telefone: 3488-1200

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Entrevista

“A Indústria Nacional tem papel social, pois contribui com a manutenção da saúde e do bem-estar da população” Armando de Queiroz Monteiro Neto é um administrador de empresas, industrial, advogado e político brasileiro. É Deputado Federal por Pernambuco e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Já foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) eleito por quatro mandatos consecutivos (1992 a 2004). Em 15 de outubro de 2002 assumiu a presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o período 2002-2006. Em 25 de julho de 2006, foi reeleito, em chapa única, para o exercício do mandato de 20062010, tomou posse em 7 de outubro. Iniciou sua vida política relativamente tarde, filiando-se em 1990 ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), permanecendo até 1997, quando se filiou ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Desde 2003, pertence ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Está em seu 3o mandato de deputado federal por Pernambuco: 19992003 (PMDB-PE), 2003-2007 (PTB-PE) e 2007-2011 (PTB-PE). Em entrevista à Canal A, ele fala do atual momento econômico do país e de como a indústria passa por ele.

CANAL A O que o Brasil precisa fazer para enfrentar os efeitos da crise mundial? Armando de Queiroz Monteiro Neto O Brasil deve seguir o exemplo dos demais países e cortar os juros e os spreads bancários para restabelecer o crédito e o consumo, buscar mecanismos de substituição das linhas externas às exportações e ampliar a desoneração dos investimentos. Outra questão que preocupa é a apreciação do real frente ao dólar. Evitar a revalorização da moeda brasileira é uma das condições para a recuperação da competitividade dos produtos brasileiros. O momento também exige a retomada de reformas estruturais que preparem a economia para o período pós-crise. Não podemos mais adiar a reforma tributária, a modernização da legislação trabalhista e as mudanças nas regras da Previdência Social. As reformas estruturais e as medidas propostas pela indústria complementarão as ações corretas e indispensáveis adotadas até agora pelo governo para ajudar o país a enfrentar a crise.

CANAL A Como preservar os empregos neste momento? Armando de Queiroz Monteiro Neto A retração do mercado de trabalho é um dos efeitos nefastos da desaceleração da economia. Consulta empresarial feita pela CNI mostra que 80% das empresas ajustaram o quadro de pessoal ao cenário de crise, seja com demissões, corte de serviços terceirizados ou suspensão de contratações planejadas. Além disso, em diversos setores, empresários e trabalhadores fecharam acordos para preservar emprego no curto prazo e permitir uma travessia menos traumática da crise. Mas é preciso lembrar que a criação e a extinção de empregos não são iniciativas voluntariosas do empresariado. O dinamismo do mercado de trabalho está diretamente vinculado ao

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Entrevista

crescimento da economia. Não há emprego sem produção e sem consumo. No Brasil, a abertura de postos de trabalho também depende da reforma das leis trabalhistas. Precisamos de regras mais modernas, que estimulem a criação de empregos e combatam a informalidade, garantindo direitos básicos a milhões de trabalhadores e segurança às empresas.

CANAL A Qual deve ser o período de acomodação e de recuperação? Armando de Queiroz Monteiro Neto A economia mostra sinais de recuperação. Mas ainda teremos de conviver por algum tempo com os impactos negativos da recessão mundial. A forte retração de 3,6% no Produto Interno Bruto (PIB) do país no último trimestre de 2008 explicita a intensidade dos impactos da crise global sobre a economia brasileira. Nossa previsão é que o crescimento da economia brasileira neste ano será pouco expressivo, próximo de zero.

CANAL A

Qual a sua avaliação sobre o desempenho da indústria no curto prazo? Armando de Queiroz Monteiro Neto As dificuldades com o crédito e com as exportações levaram à suspensão parcial da produção em segmentos importantes da indústria brasileira. Embora existam sinais de recuperação em alguns setores, como o automobilístico, a retomada da atividade só se intensificará a partir da melhoria das condições externas, do restabelecimento do crédito e das exportações.

CANAL A

Como a indústria vê a reforma tributária? Armando de Queiroz Monteiro Neto Há um consenso na indústria e no restante da sociedade de que o Brasil não pode mais adiar a reforma tributária. A modernização do sistema de arrecadação de impostos é imprescindível para adequar as normas brasileiras aos padrões internacionais, fortalecer a economia diante da crise e preparar o país para um novo ciclo de crescimento. O desenho do novo sistema deve contemplar a isonomia no campo tributário e rever a tributação sobre o consumo. A proposta em tramitação no Congresso Nacional contém avanços importantes na direção da simplificação do sistema, da desoneração dos investimentos e das exportações. Também reduz os encargos

sobre a folha de salários, promove a substituição de alguns tributos federais pelo IVA-Federal e propõe o fim da cumulatividade. Simplifica e harmoniza o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por meio da adoção de uma legislação federal única e melhora os mecanismos de utilização de créditos tributários e de garantias aos contribuintes. Mas há pontos que precisam ser aperfeiçoados ao longo da discussão da matéria no plenário da Câmara dos Deputados. Entre as mudanças necessárias estão a maior agilidade nos mecanismos de utilização dos créditos tributários, a não-permissão da sistemática de “cobrança por dentro” e o estabelecimento de uma regra que impeça o aumento e a criação de tributos.

CANAL A A inovação é algo que deve ser buscado por qualquer indústria? Armando de Queiroz Monteiro Neto Inovar é garantir o futuro. O acirramento da competição internacional exige a intensificação dos esforços inovadores das empresas e dos centros de conhecimento. A inovação é fundamental para a estratégia da indústria e foi identificada pelo Mapa Estratégico da Indústria 2007-2015 como um dos pilares do desenvolvimento sustentado. Os investimentos em desenvolvimento tecnológico, produtos e processos inovadores são decisivos para construção de uma economia de classe mundial e para o aumento da participação do Brasil no mercado internacional. Por isso, em outubro de 2008, a CNI lançou o Movimento Empresarial pela Inovação, cujos objetivos são mobilizar as empresas para o desafio da inovação e promover a aproximação dos atores e a troca de ideias e experiências na área de desenvolvimento tecnológico.

CANAL A

Qual é a sua visão sobre a indústria farmacêutica nacional hoje? Armando de Queiroz Monteiro Neto A indústria farmacêutica desempenha importante papel na economia brasileira. É fonte de divisas, empregos e inovação. Com investimentos significativos no desenvolvimento tecnológico de produtos e processos que facilitem o acesso da população aos medicamentos, o setor tem inegável papel social, pois contribui com a manutenção da saúde e do bemestar da população. CA

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Março Março

Relacionamento

Consulta Pública no 03/09 (BPF) em discussão DEBORAH CARAMICO/ALANAC

Reuniões sobre Degradação

DEBORAH CARAMICO/ALANAC

No dia 17 de março, ocorreu na ALANAC a continuação da discussão sobre produtos de degradação, que foi seguida de harmonização na Febrafarma para reunião com a Anvisa. O prazo de adequação para a realização dos ensaios descritos no guia é o principal tema de discussão com a Anvisa, que apresentou uma proposta de redação inviável de acordo com a opinião da indústria farmacêutica. Expomos em todas as ocasiões que o principal problema encontrado é o desenvolvimento das metodologias analíticas, que exige determinado conhecimento e tempo de pesquisa para cada produto que está hoje no mercado.

A Consulta Pública no 03/09 foi publicada em 17 de fevereiro de 2009, com o propósito de revisar a Resolução RDC no 210/03 que dispõe sobre as Boas Práticas de Fabricação na indústria farmacêutica. Com o intuito de atualizar nossos associados e compilar as sugestões sobre esta CP, a ALANAC realizou diversas reuniões técnicas sob coordenação de Henrique Tada e Douglas Duarte, em São Paulo (dias 10 e 26 de março, e 8 de maio em nossa sede), Anápolis (dia 16 de março, com o apoio do IGTF), em Porto Alegre (dias 18 de março e 13 de maio – esta coordenada por Mariele Motter, com o apoio do Sindifar-RS). As considerações da ALANAC foram encaminhadas à Anvisa.

Revisão da Portaria 185/999 Em 9 de março, o representante da Febrafarma, Levi Nunes, realizou uma reunião com a diretoria da Anvisa para reiterar a solicitação de revisão da Portaria 185/1999. Nesta oportunidade, por solicitação das entidades, incluindo a ALANAC, foi discutido também o novo sistema de comunicação “CAIXA POSTAL” entre a Anvisa e o setor regulado.

ALANAC discute BPF de ectoparasiticidas Publicada em janeiro deste ano, a RDC 4/09 estipula que serão publicados guias orientativos para o setor regulado. A ALANAC participa do grupo de trabalho quinzenal, com participação da Anvisa, para a elaboração de diversos guias, com prioridade para: glossário, guia de elaboração de relatório periódico de farmacovigilância e guia de elaboração dos planos de farmacovigilância e minimização de risco. Nos dias 1 e 2 de abril, Douglas Duarte participou das reuniões sobre o glossário e PSUR, e Guilherme Caldas participou das reuniões nos dias 28 e 30 de abril, 4, 6 e 18 de maio sobre PSUR e Planos de Farmacovigilância e Minimização de Risco, e continuará representando a ALANAC nas próximas reuniões do GT, agendadas para 4 e 18 de junho e 16 de julho. Mar/Abr/Maio 2009

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Abril Abril

Relacionamento Reunião Veterinária sobre Pós-registro

Rotulagem em pauta Em 08 de abril, coordenada por Douglas Duarte, a reunião sobre a CP 8/09, que dispõe sobre a rotulagem de medicamentos, foi marcada por dois pontos principais: a necessidade de publicação conjunta com as resoluções de bula e rastreabilidade, evitando diversas alterações de embalagens por parte das empresas, e a questão da acessibilidade para deficientes visuais, que está sendo amplamente discutida entre a ANVISA e o setor regulado. DEBORAH CARAMICO/ALANAC

DEBORAH CARAMICO/ALANAC

A ALANAC realizou no dia 1o de abril mais uma reunião sobre Pós-registro de produtos veterinários no MAPA, coordenada por Walter Figueira e Henrique Tada. Foram discutidas as formas de manter o diálogo com o MAPA com a apresentação de novas propostas sobre a adequação regulatória dos produtos no mercado.

Bulas Douglas Duarte, coordenador técnico-regulatório representou a ALANAC, em encontro com a ANVISA, no dia 23 de abril, para a discussão da CP 01/09. A gerente geral da GGMED, Dra. Nur Shuqairá, gerente geral substituta da GGMED, sensibilizou-se com a preocupação do setor regulado na adequação às novas regras, em especial aos prazos para adequação, que envolvem uma série de revisões e ações internas das empresas, além da acessibilidade, incluindo as bulas em braile, fonte ampliada ou meio magnético. Esta discussão ainda terá novos encontros para que seja publicado um regulamento que viabilize a implementação das alterações pelas empresas.

Reunião prévia para o Mercosul Em 29 de abril, Douglas Duarte representou a ALANAC na reunião prévia do GT coordenado pela Dra. Marta Veloso da ANVISA para a XXXII reunião ordinária do GT11 Mercosul. Foram discutidos os assuntos pautados, que incluíam BPF, Fitoterápicos entre outros. O evento ocorreria em Assunção, Paraguai, em 05 a 08 de maio, mas foi cancelada devido a suspeita de epidemia de Influenza A (H1N1). 18

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ALANAC na discussão dos 200 Anos de Propriedade Industrial no Brasil A gerente executiva da ALANAC, Fernanda Perrone, esteve no auditório Vladimir Murtinho, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, nos dias 29 e 30 de abril, para o seminário “A Propriedade Intelectual como Instrumento de Política Industrial: lições e desafios”, promovido pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e a Fundação Alexandre de Gusmão. Inserido na história do país quando o Brasil ainda era uma colônia, o sistema de propriedade industrial ganhou mais importância a partir de 1997, quando o país passou a conceder patentes farmacêuticas. O processo se tornou ainda mais visível nos últimos cinco anos, com o advento da globalização, que quase unificou as práticas de comércio. A existência de um parque industrial no Brasil deu destaque ao processo de inovação tecnológica. E, em paralelo, houve a inserção do país no sistema de cooperação industrial. No debate, temas relacionados com a evolução da propriedade intelectual e como o sistema da propriedade industrial pode estimular a criação de inovações tecnológicas.


CANAL A

Maio Maio

Relacionamento Discussão dos principais impactos da Resolução RDC no 96/08

Em 14 de maio, a ALANAC recebeu a Dra. Maria José Fagundes e a Dra. Patrícia Masera para a discussão dos principais impactos da Resolução RDC no 96/08. Foram esclarecidas as dúvidas enviadas previamente para a GPROP e a dos associados presentes. Parte das respostas fornecidas pela ANVISA nesta reunião foi publicada através da Instrução Normativa no 5/09 e da RDC 23, no dia 21 de maio.

A ALANAC recebeu no dia 27 de maio, o gerente de Inspeção Certificação de Insumos, Medicamentos e Produtos (GIMEP), Marcelo Vogler, para falar da CP 03/09, que atualiza a RDC 210/03, sobre Boas Práticas de Fabricação. A ANVISA expôs que o principal motivo para atualização das normas de Boas Práticas de Fabricação - BPF é a exigência dos blocos que o Brasil está contido: o MERCOSUL, que adotou integralmente a OMS 2003 e decidiu atualizar o roteiro, sem classificação de risco, a OMS, para pré-qualificação de vacinas e o PIC/S (Pharmaceutical Inspection Convention and Pharmaceutical Inspection Co-operation Scheme), com a INFARMED. Foram ressaltadas algumas alterações entre a RDC 210/03 e a CP 03/09 • Estrutura: regulamento na própria RDC e anexos, permitindo maior flexibilidade. • Novos processos: reteste, identificação lote-a-lote de todos os insumos, revisão periódica de produtos etc. • Segregação de áreas. • Biológicos: incluirá medicamentos como anexo e insumos na revisão da RDC 249/05 (que já está em discussão). • Inclusão do anexo de água. • Validação de Sistemas Computadorizados, exigência da OMS. A ANVISA já identificou falhas na CP, como a necessidade de explicitar que o Responsável Técnico deve participar de todas as atividades, mas não precisa exercer as atividades. Os medicamentos veterinários não serão incluídos nesta RDC. Isso só será possível se for permitida a fabricação de produtos não sujeitos a vigilância sanitária ou se tornar os medicamentos veterinários sujeitos a vigilância. A ANVISA trabalhará em conjunto com as

ALANAC

Reunião com Dr. Marcelo Vogler

VISAs estaduais e municipais, para harmonizar o entendimento, capacitar e cadastrar inspetores e racionalizar inspeções. O Roteiro de Inspeção elaborado após a consolidação do regulamento e colocado em consulta pública. Os guias do site da ANVISA, de caráter orientativo e não obrigatório serão atualizados e ampliados, com destaque para as guias de ar para áreas não estéreis, validação de sistemas computadorizados e qualificação de fornecedores. Vogler estimulou as indústrias a questionarem a ANVISA/VISAs, principalmente para alterações ou implantação de novos casos. A publicação está condicionada ao guia de Sistemas Computadorizados, que está previsto para setembro. Para a ALANAC, o gerente da GIMEP deixou clara a opinião da ANVISA, sendo possível saber quais pontos do pleito da ALANAC serão aceitos, como o anexo de água, a lista de sistemas computadorizados que devem ser validados e as atribuições do Responsável Técnico.

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Maio ALANAC em reunião com a Dra. Maria Angélica O diretor-executivo da ALANAC, Walter Figueira, esteve no Gabinete do Dr. Inácio Afonso Kroetz - Secretário de Defesa Agropecuária, reunido com a Dra. Maria Angélica Ribeiro de Oliveira, diretora do departamento de fiscalização de insumos pecuários - DFIP/SDA no dia 28 de maio. Na pauta estavam assuntos como a entrega da atual legislação de revisão de pós-registros da ANVISA, para análise e proposta de norma para os medicamentos veterinários, sugestão de processo onde a ANVISA pretende com esta publicação reduzir 80% do passivo de pós-registros de produtos farmacêuticos humanos. Ainda neste encontro, Walter entregou a Maria Angélica o material referente à Rastreabilidade de medicamentos veterinários, com a proposição ao MAPA de incluir empresas veterinárias em teste com implantação do código 2D. Figueira entregou amostras de material falsificado e sem registro, os quais Dra Maria Angélica encaminhará à ANVISA (em casos de farmácia de manipulação) e Polícia Federal (falsificados) para providências. O assunto rastreabilidade será transferido para a CTIA - Câmara Temática de Insumos Agropecuários, onde o tema será tratado de forma mais ampla. O diretor da ALANAC aproveitou o encontro para solicitar o documento referente à produção de betalactâmicos, já solicitado aos Drs. Marcus Vinicius e Egon Vieira da Silva, e que até hoje ainda não foram publicados. Foi fechado, também, um acordo para a construção de pauta com a Polícia Federal sobre os problemas de falsificação que estão ocorrendo frequentemente.

No dia 28 de maio, a ALANAC recebeu cerca de 20 participantes para o I Ciclo de Palestras para Desenvolvimento Pessoal. O evento faz parte do projeto da ALANAC de desenvolver cursos e workshops para seus associados e outros membros da indústria. Para a gerente de assuntos regulatórios do Laboratório Bergamo, Maura Regina de Ribeiro , é bom conhecer mais sobre temas como Comunicação e Liderança: “Achei sensacional a iniciativa da Alanac. Foram momentos agradáveis, com palestrantes competentes e platéia aplicada. Espero que possamos contar com outros eventos tão interessantes quanto este em breve.” “Os tópicos abordados foram muito relevantes e importantes para aprimorar meu desempenho profissional”, contou Ana Eliza Reis, da Eli Lilly do Brasil, que participou do evento, mesmo não sendo associada ALANAC. “A postura e o domínio do assunto pelos palestrantes nos passam confiança, ajudando assim colocarmos o conhecimento adquirido em prática”. Para Bruno Monzani, a oportunidade é boa, tanto pelo conteúdo das palestras quanto pela oportunidade: “É importante estreitarmos relações com a ALANAC e demais profissionais do ramo farmacêutico”. Os temas “Falar e Envolver o Público em Apresentações Eficazes”, “O Papel do Líder Como Fator de Sucesso da Equipe”, “Dicas Práticas de Comunicação em Vendas” e “A Comunicação como fator Essencial para Relacionamentos Eficazes” foram tratados pelos facilitadores Alonso Garrote e Ivandel Batista, ambos ministram cursos no próprio Instituto. O auditório da associação, que já recebeu um curso de validação da área veterinária, já tem agenda para outros cursos em várias áreas no decorrer de 2009. Fique atento aos eventos anunciados pelo email comunicacao@alanac.org.br.

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ALANAC

ALANAC e Instituto Passadori fazem Ciclo de Palestras em Comunicação


Maio ALANAC discute minuta de guia para ensaios não clínicos No dia 29 de maio, Douglas Duarte, acompanhado pelos técnicos do GT conjunto com o Sindusfarma, representou a ALANAC na reunião com a Gerência de Avaliação de Segurança e Eficácia - GESEF, para discussão da minuta de guia para ensaios não clínicos. Nesta reunião foram definidas as próximas ações do GT, que se concentrará nos encaminhamentos passados pela ANVISA: Este guia terá o mesmo caráter dos guidelines da OECD, EMEA, FDA e ICH, ou seja, apenas recomendado, e não mandatório. Será publicado como draft no site da ANVISA, e aberto às contribuições durante um período de pelo menos seis meses. ANVISA ressaltou que estudos que não sigam as recomendações também poderão ser aceitos, desde que devidamente validados e tecnicamente justificados. - Preocupação com a harmonização internacional: Tradução do guia M3R2, e comparação com a minuta disponibilizada pela ANVISA, que será encaminhada atualizada na próxima semana. Com base na tradução, o GT adaptará o seu conteúdo para a realidade brasileira. - ALANAC e Sindusfarma solicitarão audiência com a GGPAF, com o intuito de encontrar melhores soluções para os problemas na importação de substâncias para pesquisa e desenvolvimento nas empresas privadas nacionais. Notamos nesta reunião a preocupação da ANVISA com a implementação e aumento de P&D na indústria nacional, estando aberta e sensível à participação da ALANAC para identificação dos gargalos e barreiras existentes atualmente, buscando uma solução conjunta e harmonizada para esta importante etapa de desenvolvimento dos produtos farmacêuticos nacionais.

AGENDA DO PRESIDENTE 10/3/2009 Reunião Conselho Diretor Febrafarma, na Febrafarma. 16/3/2009 Jantar debate Febrafarma c/a presença do Dr. Armando Monteiro Neto Presidente da CNI. 25/3/2009 Assembléia Geral Ordinária da Protec, na Abinee Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, FIESP. 26/3/2009 Reunião com Ministro José Gomes Temporão em conjunto com a ABIFINA, na Esplanada dos Ministérios. 7/4/2009 Reunião Conselho Diretor Febrafarma, na Febrafarma. 7/4/2009 Reunião na Alanac, com o novo responsável da área técnico regulatória o farmacêutico Roberto Barbirato.

5/5/2009 Reunião Conselho Diretor Febrafarma, na Febrafarma. 6/5/2009 Reunião com Dr. Dirceu Raposo de Mello o Diretor Presidente da ANVISA 7/5/2009 Reunião com Dr. Dirceu Brás Aparecido Barbano, Diretor da ANVISA, na sede da ALANAC. 11-12-13/5/2009 XXX Assembléia Anual da Associação Latino-americana da Ind. Farm. - ALIFAR 18/5/2009 Reunião na Alanac com o diretor-presidente da Anvisa, Dr Dirceu Raposo de Mello e com os diretores, Dr Dirceu Brás Aparecido Barbano e Dr Agnelo Queiroz, referente a RDC 96

16/4/2009 Reunião com o Diretor Presidente da ANVISA, Dr. Dirceu Raposo de Mello, associados Alanac e GGMED.

26/5/2009 Entrega prêmio SINDUSFARMA de Qualidade - Feira FCE

24/4/2009 Reunião com Dr. Norberto Rech, diretor adjunto da presidencia da Anvisa.

26/5/2009 Almoço com o Dr. Antônio Brito Filho, presidente-executivo da Interfarma

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S O T N E V E E D AGENDA rne dutiva da Ca ro P ia e d a C a onal d a Feira Internaci 15 9 0 0 - Feicorte 2 osições Imigrantes - SP O H N JU E D p 16 A 20 n Centro de Ex énia - Yereva rm A 9 0 0 2 acy ulo rvice & Pharm e S h lt a or de São Pa e ri H te In O o H d N is JU ia dustr 20 A 22 DE rnecedores In o F e d a ir e F a RIND NHO - 3 FO inho / SP JU E D 6 2 A 24 Sertãoz a - SP a Expo Farmáci 19 O H P L ter Norte / S 08 A 11 DE JU n e C o p x E Expo a Farma Racine 19 O H L o Center / SP p x E ca ri é 08 A 11 DE JU m a erica - Trans a Pet South Am tro 8 LHO ã o d e R e g is ç a iz n o 22 A 24 DE JU rm a b re H o e m in á ri o s o o s , G u a d a la ja ra /M é x ic S V X O T n á ri AG O S 10 A 15 D E M e d ic a m e n to s Vete ri de e C o n tro le 2009 - RJ a rm a h P / SP o p x OSTO - E Expo Center ca ri é m a s n 19 A 21 DE AG ra 009 - T th America 2 u o S I h P C GOSTO o Center / SP p x E ca ri é m 26 A 28 DE A a - Trans uth America o S C E -M P a GOSTO rf / Alemanh 26 A 28 DE A o ld e ss ü D 009 Expopharm 2 O R B M E al T E nto Profission e 24 A 27 DE S im lv o v n e s De Palestras para P e d lo ic C II /S 30 DE JUNHO adori - Sede da ALANAC ss c.org.br ALANAC x Pa icacao@alana

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CANAL A

Eventos

ABRADILAN

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da Abradilan Farma 2009 e Abradilan HPC serviu de “termômetro” para o mercado farmacêutico e do setor de perfumaria e higiene nesse ano. Apesar do cenário econômico desfavorável, devido à crise econômica internacional, o volume de negócios da maior feira do setor no país superou a previsão dos organizadores e expositores. Os números ainda estão sendo finalizados, mas ultrapassam a cifra dos R$ 130 milhões – 30% a mais que o evento do ano passado em São Paulo, quando o faturamento foi de R$ 98 milhões. O volume de negócios das empresas expositoras poderá se aproximar dos R$ 150 milhões – o melhor resultado obtido em cinco edições do evento. Compareceram expositores e visitantes de todos os estados do país. O presidente da Abradilan (Associação Brasileira dos Distribuidores de Laboratórios Nacionais), Ivanilton Galindo, afirma que o faturamento do segmento farmacêutico para 2009 deve apresentar crescimento entre 6% a 8%. “A Abradilan 2009 superou todas as expectativas não só em volume de negócios como em participantes e expectativas dos expositores”, afirma Galindo. Eram esperados 10 mil visitantes, sendo que o número se aproximou dos 12 mil. Também foi realizada, em paralelo, a 5a Convenção Nacional da Indústria, Distribuição e Varejo do Setor Farmacêutico, com a participação de palestrantes. Segundo o organizador do evento, Sergio Resende, da cearense Dinâmica Eventos, outro fator que aponta o aquecimento dos negócios

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Realizada em Florianópolis de 25 a 27 de março, a quinta edição

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Abradilan Farma 2009 acontece em Florianópolis

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ASSOCIADOS ALANAC

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O laboratório Medquímica apresentou a linha de genéricos, que já possuía o Cloridrato de Tetraciclina, e agora incorporou três últimos lançamentos: Paracetamol, Carbocisteína e a Cloridrato de Ranitidina. Outra novidade é Cefalina, que está sendo

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relançada em nova embalagem. A Medquímica terá um estande temático, em estilo colonial. Ao longo dos três dias de feira, várias atrações estarão presentes no local, para animar o público e descontrair o ambiente. O Laboratório Teuto também esteve presente na Abradilan Farma. Além de participar da feira com seu estande, foi um de seus patrocinadores. O evento marcou o crescimento no setor de novos negócios do laboratório. “Em 2008 lançamos 25 novos produtos e em 2009 teremos o dobro de lançamentos. Nesta semana foram cinco novos produtos e com certeza vamos chegar à nossa estimativa até o final do ano”, explicou o Coordenador de Lançamentos do Laboratório Teuto, Rodrigo Macedo. Antes mesmo do primeiro dia de negociações em seu estande na Abradilan Farma o Laboratório Teuto já havia fechado cerca de cinco milhões em negócios, segundo Marcelo Henriques, presidente executivo do laboratório. A ocasião da feira marcou também o aniversário da indústria que completou 63 anos de existência, comemorados com bolo e champanhe no Hotel Canto da Ilha, em Florianópolis (SC).CA ABRADILAN

do setor foi a venda de estandes para edição 2010 da Abradilan em São Paulo, de 24 a 26 de março. “Durante a feira em Florianópolis, já garantimos a venda de 60% dos estandes, sendo que representantes de empresas que não estavam expondo, participando como visitantes, fizeram questão de já reservar seus espaços para o ano que vem”, afirma Sergio. Também os patrocinadores masters da próxima edição já estão confirmados. Para o diretor da Dinâmica Eventos, todos os presentes estão satisfeitos com o resultado da feira em Florianópolis, na primeira vez que a Abradilan foi realizada na Região Sul do país, e com a inclusão do segmento HPC no evento que trouxe novo mix de produtos em exposição.


Eventos

dores, representantes de laboratórios e imprensa, foram anunciados no dia 26 de maio, em evento no HSBC Brasil, os melhores fornecedores da indústria farmacêutica no Brasil em 21 categorias e a indústria farmacêutica que mais se destacou no processo de qualificação de seus fornecedores. Os vencedores receberam um troféu especialmente desenvolvido para o evento e os finalistas, uma medalha. Todos os inscritos no Prêmio receberam Certificados de Participação, outra novidade do regulamento deste ano. Ao final da cerimônia de premiação foram anunciados os laboratórios que se destacaram no processo de qualificação e orientação dos fornecedores, premiados na classe especial Indústria Farmacêutica. Venceu a Novartis Biociências e as Menções Honrosas foram para os laboratórios Aché e EMS. Após a cerimônia, o público pode assistir a um show com a banda Paralamas do Sucesso.

Carlos Alexandre Geyer, diretor-presidente da ALANAC, entregou o troféu à empresa ALCAN EMBALAGENS DO BRASIL LTDA, vencedora da classe Laminados de Alumínio, representada por Carlos Alonso Escobar.

A ALANAC aproveita para parabenizar a Nortec Química S/A, A, sua associada, pelo prêmio em “Classe Fabricantes de Fármacos co Nacionais” e EMS S/A, pela menção honrosa em “Classe Especial Indústria Farmacêutica”.CA

Com Assessoria de Imprensa do Sindusfarma- Valentina Meyer Consultoria & Comunicação

Com a presença de mais de duas mil pessoas, entre fornece-

Prêmio Sindusfarma de Qualidade 2009.doc

Melhores fornecedores da indústria farmacêutica recebem Prêmio Sindusfarma de Qualidade 2009

FCE Pharma e FCE Cosmetique recebem cerca de 25 mil visitantes ano com 1,8 bilhão no total de unidades vendidas, colocando o Brasil em 9o lugar no ranking global de vendas para o varejo, de acordo com o IMS Health. As próximas edições das FCE Pharma e FCE Cosmetique estão confirmadas de 25 a 27 de maio de 2010, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.CA S2 Comunicação Integrada

P

rincipais eventos para as indústrias cosmética e farmacêutica superam expectativas e registram 10% de crescimento em relação à edição anterior. Realizadas pela NürnbergMesse Brasil, a 14a FCE Cosmetique Exposição Internacional de Tecnologia para a Indústria Cosmética e a 14a FCE Pharma - Exposição Internacional de Tecnologia para a Indústria Farmacêutica - superaram as expectativas e receberam cerca de 25 mil visitantes entre os dias 26 e 28 de maio, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Esse número é 10% maior que o registrado nas feiras de 2008. As feiras são consideradas os principais eventos de tecnologia para as indústrias cosmética e farmacêutica na América Latina e apresentaram as novidades e tendências em matéria-prima, embalagens, equipamentos, terceirização e serviços. De acordo com informações dos responsáveis pela feira, as vendas da indústria farmacêutica cresceram 10% no primeiro trimestre de 2009 e o desempenho do setor foi positivo em 2008, fechando o

Com S2 Comunicação Integrada

14a FCE Pharma recebeu cerca de 25 mil visitantes Mar/Abr/Maio 2009 25


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AOrtigo piniãoda Técnica

Guilherme Limoni

Revisão das Boas Práticas de Fabricação O conceito de Boas Práticas de Fabricação (BPF) faz parte da política da Garantia da Qualidade das indústrias farmacêuticas, assegurando que os produtos são consistentemente produzidos e controlados, com padrões de qualidade apropriados para o uso pretendido e requerido pelo registro, ou seja, garante que os produtos tenham sempre a mesma qualidade, segurança e eficácia. Diante da observação de graves ocorrências ao redor do mundo, principalmente nas décadas de 50 e 60, envolvendo intoxicações e contaminações, em 1963, a agência reguladora dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA) elaborou o primeiro documento sobre as BPF. No Brasil, a primeira norma sobre o assunto foi a portaria da Secretaria de Vigilância Sanitária no 16, de 6 de março de 1995, que sofreu atualizações: Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 134, de 13 de abril de 2001, e a RDC 210, de 4 de agosto de 2003. Atualmente, as normas de BPF estão sendo revisadas pela Consulta Pública no 3, de 13 de janeiro de 2009. Nesta revisão, diversas alterações foram propostas, com o intuito de se adequar as normas da Organização Mundial de Saúde, entre as quais se destacam: • Validação de Sistemas Computadorizados, com um prazo de um ano para adequação; • Exigência da adequação das especificações conforme as novas edições da Farmacopeia (item 15.16); • Teste de identificação em todos os recipientes de matéria-prima, inclusive para Soluções Parenterais de Grande Volume, sendo que, na RDC 210/03, havia a possibilidade de realização de teste de identificação por amostragem; • Inclusão de um anexo específico para medicamentos fitoterápicos; A ALANAC sempre primou pela qualidade dos medicamentos produzidos por seus associados, que só fazem parte de nosso quadro caso cumpram com as Boas Práticas de Fabricação. Por isso, temos participado ativamente no processo de revisão das

normas de BPF, realizando reuniões em três pólos farmacêuticos: São Paulo/SP, Anápolis/GO e Porto Alegre/RS. Durante estas reuniões, foram levantados como ponto de maior impacto e que merecem atenção especial: • Figura do Responsável Técnico, que a Consulta Pública leva a entender que, obrigatoriamente, deve ser da Garantia da Qualidade, além de acumular diversas funções que hoje são realizadas por outras pessoas; • Prazo para adequação, uma vez que há grandes alterações a serem feitas; • Obrigatoriedade do uso de “loop” para a o sistema de água, o que não é utilizado hoje por todas as empresas, entre outros. A ALANAC está trabalhando para minimizar o impacto das alterações propostas pela ANVISA que divergem em alguns pontos em relação à prática atual da indústria farmacêutica nacional. Consideramos de extrema importância a iniciativa de revisar este regulamento, adequando o nível da produção industrial de medicamentos às normas internacionais, diminuindo as barreiras para exportação e melhorando a competitividade das empresas nacionais frente às empresas de capital estrangeiro. A Alanac está trabalhando de perto este assunto, reunindo com suas associadas e outras entidades, coletando o maior número de alterações que a nova legislação infringirá ao setor nacional sempre com o intuito de favorecer o desenvolvimento da regulamentação. A iniciativa de revisar este regulamento, adequando o nível da produção industrial de medicamentos às normas internacionais, diminuindo as barreiras para exportação e melhorando a competitividade das empresas nacionais frente às empresas de capital estrangeiro, deve sempre ser visto sob a ótica do atual momento da indústria Farmacêutica Nacional, analisados os impactos na adequação das mesmas onde temos de avançar e nos adequar desde que não haja impactos negativos com o desenvolvimento do setor. CA Guilherme Limoni é analista de assuntos regulatórios da ALANAC

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AOrtigo piniãoda Técnica - Vet

Douglas Duarte

Boas Práticas Clínicas Veterinárias Neste ano de 2009, dentre os diversos objetos de discussão pela ALANAC estão as Boas Práticas Clínicas Veterinárias e o Guia para ensaios não clínicos, fundamentais para o desenvolvimento de ensaios confiáveis para acreditação internacional e para o bem estar animal. O Ministério da Agricultura e a Anvisa têm interesse em desenvolver e implementar no Brasil as normas sobre este assunto, de acordo com as tendências internacionais. Este tema é vinculado também à Anvisa, que pretende publicar no segundo semestre o guia para estudos não clínicos (fase do desenvolvimento do produto onde são realizados os ensaios com animais para determinação de toxicidade, dose terapêutica e outros parâmetros importantes para o início da experimentação em humanos – (etapa clínica, fases I a IV). Ambas as abordagens têm como objetivo iniciar o estabelecimento de critérios para a realização de estudos envolvendo substâncias químicas e animais, e que hoje são embasados apenas em literatura internacional. Com a adoção destes novos guias, o Brasil dá um importante passo na evolução de P&D, racionalizando os investimentos das empresas e pesquisadores em protocolos já desenvolvidos, mas ainda assim abertos à utilização de novos protocolos, desde que devidamente validados. A tendência mundial mostra a diminuição da utilização de animais em pesquisa básica e aplicada, sendo substituídos gradualmente por ensaios in vitro. Embora os métodos alternativos ainda estejam em processo de desenvolvimento e validação, já substituem alguns ensaios anteriormente realizados em animais com diversas vantagens, diminuindo o número de animais envolvidos e o sofrimento durante a execução dos ensaios, além de trazer maior compreensão do efeito da substância em nível celular. A investigação de reações bioquímicas e as interações

dos fármacos em seus propostos sítios de ação são exemplos de que os ensaios in vitro têm grande potencial de aplicação na P&D. A utilização da bibliografia já existente também contribui para a diminuição dos ensaios com animais, pois não há necessidade de realizar, por exemplo, um ensaio de DL50 oral em ratos para fármacos de longo histórico de mercado, ou ainda ensaios de irritação dérmica / ocular para substâncias que possuem propriedades químicas que demonstram um potencial ofensivo. Porém, há casos em que a utilização de animais ainda não pode ser substituída, como a análise da distribuição tecidual e transposição de barreiras como a hemato-encefálica, ensaios estes que ainda requerem a utilização de um sistema animal para a correta avaliação dos parâmetros. Outro fator importante para imprimir confiabilidade nos ensaios com animais é a harmonização dos requerimentos e condições para os ensaios, a elevada qualidade dos animais utilizados, assim como as condições de crescimento e desenvolvimento do animal ainda nos biotérios. Os ensaios geram estresse e reações fisiológicas que podem mascarar os resultados finais obtidos, o que pode ser de grande risco para a população que utilizará estes medicamentos. A ALANAC coloca-se mais uma vez à disposição do governo brasileiro para auxiliar o processo de desenvolvimento e criação destes regulamentos, como sempre tem feito. Este processo é importante para que as empresas nacionais possam ter bases sólidas e claras sobre as necessidades envolvidas na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Com isto, a indústria farmacêutica nacional tornar-se-á mais competitiva e inovadora, características primordiais para conquistar o mercado.CA

Douglas Duarte é coordenador de assuntos regulatórios da ALANAC Mar/Abr/Maio 2009

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Opinião

Rosangela Bacima

Seis passos para tornar sua empresa sustentável Como minha empresa impacta o ambiente? Quais os desafios futuros? Estas e outras perguntas devem ser feitas para que a estratégia de longevidade dê certo.

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aio de 2009 - Empresas são o motor da sociedade. De qualquer porte, movimentam a economia, geram empregos, criam tendências, promovem desenvolvimento, têm seu papel e um espaço único na vida da sociedade. Como consequência dessa atuação, da estratégia que adotam, da qualidade dos seus produtos e serviços, têm lucros para remunerar o investimento dos seus acionistas, reinvestir, desenvolver novas tecnologias, crescer, gerar novos empregos, trazer benefícios para seus negócios e dar uma contribuição efetiva para a sociedade. Empresas assim são sustentáveis, são de outra “qualidade”, têm em sua essência algo que provoca admiração do mercado e orgulho de quem pertence aos seus quadros. São duradouras, dinâmicas, competitivas, lucrativas, éticas e responsáveis. Têm um valor real porque contribuem de fato com a sociedade, encontrando na sustentabilidade o ponto de partida para construírem sua perenidade. Sustentabilidade é uma palavra da moda. Estampa capas de revistas, está em matérias e cadernos especiais de jornais, mesmo em momentos de crise, em que a ordem é sobrevivência. Sustentabilidade é o novo cenário, é uma mudança que já está aí. Há confusões quanto ao significado, mas todos ao menos intuem que o tema é importante, ligado à manutenção e continuidade da vida e do trabalho, em condições saudáveis. Com a proposta de sustentabilidade incorporada ao negócio, as empresas fazem um grande movimento a favor do sucesso: o seu próprio, dos seus funcionários, fornecedores, clientes, da comunidade onde ela atua, da sociedade como um todo. Sustentabilidade é, assim, inovação, diferencial de posicionamento e competitividade, e como traz resultados e benefícios para o negócio e também para a sociedade, é um verdadeiro ganha – ganha. Na prática, integrar aspectos econômicos, ambientais e sociais diminui custos, principalmente futuros, reduz riscos, evita desperdícios, melhora relacionamentos e gera lucros. É atitude, estratégia e inova-

ção das empresas, dá resultados concretos e se traduz em práticas e processos de trabalho. Sustentabilidade é um objetivo para qualquer tipo de empresa e está no centro do negócio. Não precisa deixar para depois ou esperar que outras prioridades estejam resolvidas para então pensar a respeito. O momento certo para implantar é agora. Os benefícios serão reais e crescentes. • Tudo isso, porém, é uma questão de decisão, é começar para ver. Aí vem o primeiro impasse: como começar? • perguntar: como minha empresa / negócio impacta o ambiente e o social? Da mesma forma que pergunta como melhorar os resultados e lucros; • desenvolver um “plano de ataque” a estes impactos, de acordo com as características, história, momento atual, objetivos e desafios futuros da empresa; • definir o caminho a seguir, lembrando que ele é um processo que irá gerar resultados menores a princípio, mas sempre crescentes; • fugir de ações pulverizadas e pontuais, optando por iniciativas coordenadas e consistentes, mesmo que sejam poucas ou de pequeno porte; • estabelecer indicadores de acompanhamento e mensuração de resultados, que demonstrem com clareza custos, benefícios e impactos das iniciativas no negócio; • buscar consistência e coerência de ações, assim como manutenção ao longo do tempo. Ao contrário, com uma mentalidade antenada com a evolução da sociedade, conscientes do atual papel das empresas no mundo e ainda, com sua crença na proposta da sustentabilidade, empresários e executivos de vanguarda irão comemorar algo ainda visto por muitos como inconciliável: resultados e benefícios para o negócio ao lado de resultados e benefícios para a sociedade e o ambiente. No final, a “receita” é simples: ética, negócios sustentáveis, sucesso e longevidade.CA

Rosangela Bacima é consultora da Associação ECR Brasil (www.ecrbrasil.com.br) e sócia-diretora da RB – Responsible Business – Consultoria em Gestão Sustentável

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Homenagem mais mai a s antiga antitiga an ga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada ent ent ntra raadaa da rada da primavera p era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. O próximo próóxiximo mo registro r está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto arto t ddomingo o in ing da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de “Mothering Day”, fato que deu origem ao “mothering cake”, um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo. Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de “O Hino de Batalha da República”. Mas foi outra americana, Anna Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Anna, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele Estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração. Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em pouco tempo, mais de 40 países adotaram a data. No Brasil, o primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica. E nesse dias das mães, a ALANAC pediu que seus associados, colaboradores e parceiros enviassem suas homenagens àquelas mulheres que só querem o nosso bem. Veja nas próximas páginas as mais belas fotos e textos enviados. E segure a emoção!

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Deborah e Claudete: “Manhêêê!!!!’ mãe mãe compreende com até o que os filhos não dizem... MMas as é bbom om ddizer, izer qquando temos oportunidade Minha mãe me ensinou a gostar do doce da vida, e também, a saber lidar com o amargo, com as dificuldades. Ensinou-me a amar ao mundo inteiro: Amar a vida, a família, amar a mim mesma. E a mostrar esse amor. Toda vez que ela vem como uma leoa defender-me, ou que vem voando quando eu grito “manhêêê”, toda vez que deixa de fazer algo pela minha felicidade, ela me mostra que o amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Me desculpe por todas as vezes que não quis te ouvir, que fiquei chateada, que bati o pé, te decepcionei, pelas grosserias, pelas cenas, pelas vezes que não te dei o valor que realmente merece. Eu te amo, e muito. Amo mais que conseguiria amar qualquer outra coisa, qualquer outro alguém. Um ditado judaico diz que “Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães”. Acho que eles não poderiam estar mais certos, pelo menos sobre a minha mãe, que está em todo lugar comigo, quando não fisicamente, em pensamento. Sempre. Deborah Caramico, coordenadora de comunicação da Alanac 30

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Fernanda e seu ‘Mini Mim’, Mariana.

á alguns alguns anos me surpreendi com a notícia de que seria mãe! NNossa ossa ccomo omo ppoderia oderi ser mãe se ainda era filha? Diante de todas as minhas dúvidas e incertezas naquela época, só me restava acreditar na maior de todas as mães (além da minha): MARIA, a mãe de Jesus! Os meses foram passando e me surpreendi novamente com o milagre da vida, minha filha Mariana veio ao mundo em Junho de 1999. Ser mãe é surpreender-se diariamente! Há alguns dias fui surpreendida novamente com o comentário da minha filha ao chegar em casa cansada: - Mamãe, você é minha luz! Sem você me sinto tão apagada! EU TE AMO! SER MÃE É VIVER UM DIA DIFERENTE DO OUTRO E ESTAR EM CONSTANTE APRENDIZADO! Fernanda Perrone, diretora-executiva da ALANAC 00 Set/Out/Nov 2008 Mar/Abr/Maio 2009 31


Dona Sandra, a mãe da Marcela.

ãe da vida, ãe é o sentido se é a razão como podemos ser fortes, razão de de entender ente no momento que todos nos julga impotente. Mãe é o colo perfeito, onde as lágrimas de dor se transformam em consolo e depois de certo tempo se transformam em aprendizado. Mãe é o milagre de viver, é onde tudo começa, e o amanhecer do viver de cada um. Marcela Siqueira, recepcionista da ALANAC

ou ou mamãe ma do meu primeiro filho, o Giovanni que nasceu em 26 de Abril de 2009 às 18 h, Giovanni de de Toledo, T data de comemoração do dia da indústria farmacêutica paulista segundo a Lei 12.964/08. Ser mãe foi o ápice das minhas conquistas, sinto-me extremamente feliz e realizada. Agradeço a Deus por ser tão generoso comigo. Raquel Toledo - secretária executiva do Sindicato da Indústria Farmacêutica do Estado de São Paulo 32

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A Pirucha do Príncipe Valente sta sta história já é conhecida pelos mais íntimos, como o Walter, Willians, Merlin e o Marcos, embora tenha sido o Walter qquem uem ttenha enha ppresenciado seu resultado que aconteceu no fim do último mês de março. Foi na minha cidade natal, Buenos Aires, ocasião em que tivemos uma reunião com outras entidades representantes das indústrias veterinárias de Brasil e Argentina, além do setor oficial argentino, para trabalhar em um projeto de boas praticas de fabricação em produtos ectoparasiticidas veterinários. Em principio, como a minha mãe mora sozinha em Buenos Aires, fui ficar com ela, mas já pelo telefone, sabendo que eu iria, ela insistia em me pedir que cortasse o cabelo, pois não gostava de cabelo cumprido. Eu, sem dar importância, pedia que, por favor, não insistisse, porque eu gostava, era o meu estilo e faziam mais de três anos que eu vinha deixando crescer e cuidando ma minha cabeleira... Pois é que quando cheguei à sua casa com as malas, muito cansado pela viajem, mas luzindo o meu belo rabo de cavalo, em um momento de distração, senti um barulho estranho e uma sensação de frio na nuca. Acreditem (pois eu ainda não consigo) ela enfiou a tesoura e cortou o meu rabo de cavalo. Quando fui ver ao espelho o estrago que tinha feito, fiquei tão irado e inconformado que peguei a minha maquininha de acertar o cavanhaque, a coloquei no “zero” e passei na cabeça da minha vaidosa mãe... Deixei a velha “punk”. Nessa hora peguei as malas e fui para um hotel. Era mais de uma hora da manhã. Não consegui dormir da indignação e, pior, no dia seguinte cedo, eu tinha a reunião, como poderia acertar esse desastre que fez no meu cabelo? Tive que pegar a tesoura e tentar emparelhar a minha “melena”... Imaginem como ficou... Com um aspecto medieval, parecendo um chanel.... Isso me valeu o apelido de “Príncipe Valente” criado pelo Walter. A solução foi ficar com o cabelo engomado até voltar para o Brasil, onde o meu cabeleireiro consertou (tentou) o crime cometido pela minha mãe. Mas neste Dia das Mães eu quero lhe dizer que não lhe guardo rancor, que a perdoei, que mãe há uma só (graças a Deus, imaginem se tivesse mais) e que a amo. Nunca é tarde para aprender de que uma das principais virtudes do ser humano é o respeito e a tolerância pela individualidade, pela personalidade de cada um. Eu sei que se arrependeu e também sei o quanto ela também me ama. FELIZ DIA MAMÁ. Tu hijo Javier. Javier Carracedo, diretor da Pharmalogic, industria veterinária participante da Alanac Mar/Abr/Maio 2009

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Sandra e seu Teteus, o Matheus!

vverdade erdade é a seguinte: nunca pensei sobre a idéia de ser Mãe até o dia em que me tornei uma. EE, aacredite creedite ssee qquiser, uiser você se torna Mãe no exato dia em que descobre estar grávida. Sandra Martins, responsável pelos servços gerais da ALANAC

nndréia dréia MM.V. Tavares Arantes, Diretora ddee MMarketing da CENTAGRO com seus 3 filhos, Diretora Gabriela, Beatriz e Vinicius.

Surpresa do Sr. José Arantes Jr.

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Fabiana Francine e sua mãe, Marli

ÃÃE,E, SSEMPRE EMP MÃE! ““Horizonte Horizonte ddee eencanto nca e ternura, gesto simples, constante e forte, olhar firme, transmites alento, confiança reanimas a certeza. Fabiana Francine é coordenadora administrativa

eenhuma nhuma eexperiência xp no mundo se compara a alegria ddee sser er m mãe, ãe eestar star ggrávida, gerar um filho e tanto para as mães adotivas quanto para as mães biológicas: ver o rosto do filho pela primeira vez, este ser sempre um momento único em sua beleza e singularidade. Esses momentos intensos são apenas o início de uma grande caminhada que chamamos maternidade. Amar, proteger, cuidar, alimentar e ensinar... Cinthya, assistente administrativa da alanac, e Breno. Mar/Abr/Maio 2009

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m é pouco, dois é bom e três é bom demais. Pois, é, vou relatar, ou melhor dizendo vou tentar resumir uma emoccionante ionante hhistória istó de uma MÃE, aliás, MÃE-AVÓ. Afinal, dizem que quem é AVÓ, é MÃE duas vezes, bom, se levarmos ao pé da letra essa SUPER-MÃE, é MÃE 14 vezes, vou explicar melhor a MÃMÃE, a qual estou descrevendo, é MÃE, de 7 FILHOS e tem 7 netos e então é mãe 14 vezes. Além dos 4 primeiros netos, que já estão na fase do Infanto-Juvenil/Adolescência, depois de 7 anos nasceram 3 netas no ano passado, diferença de 12 dias e 7 meses. Bom a 1a é a Stefany que nasceu no dia 15/05, filha da Débora que é MAMÃE, pela 3a vez, que com certeza têm alguma experiência. A 2a é a Julia, filha da Selma que é MAMÃE de 1a viagem, que nasceu 12 dias depois da Stefany, e a 3a é a minha Larissa que como a Selma, também sou MÃMAE de 1a viagem e diga de passagem esperei por 7 anos e finalmente aconteceu. A história dessas princesinhas e a seguinte. Sabe como é, né. VÔ é VÓ. Quando a Stefany nasceu, ela ficou no Hospital 12 dias e quando recebeu alta, a mamãe dela, ao invés de ir para casa dela, não, ela foi para casa da vovó e como lá não tinha nada de bebê, digo coisas de bebê, a Stefany tinha que tomar banho e como não tinha banheira, a vovó entrou em ação, teve a brilhante idéia, improvisou uma banheira especial, adivinha no CALDEIRÃO, é no CALDEIRÃO e deu aquele banho, que a neném até relaxou e dormiu muito bem. Bom, agora vamos para 2a história que é a Julia, como já citado MAMÃE e PAPAI de 1a viagem, sabe como é, tudo se apavora. Adivinha quem assumiu o posto de 15 dias, é claro a Super Vovó, apelidada como Super Nani. Como a vovó, já estava passada com os últimos acontecimentos, que até perdeu a noção, pois quando chegava à hora de ir para casa dela, ela se despedia e depois de uns 30 dias, retornava a casa de minha irmã, pois quando ela chegava em casa, os PAIS da Julia ligavam desesperados e até choravam, pois não sabiam o que fazer, quando a neném chorava eles também choravam juntos, estavam perdidos e então a SUPER VOVÓ, corria para lá e tudo ficava tranquilo, pelo menos com os pais. Ai que alívio, acho que a neném sentia ufa... E a 3a história e da minha Larissa, não tivemos problemas, pois como já havia acompanhado a estória da Julia, então não perdemos tempo, assim que recebemos alta fomos todos, direto para casa da VOVÓ, pois ela cuidou da MAMÃE e da NENEN, pois confesso, também, não saberia o que fazer, se estivéssemos em casa. No caso da Larissa, vocês não vão acreditar, pois só acreditei porque eu vi, a VOVÓ fez e conseguiu acalmar a neném, pois chorava muito e eu preocupada, mas novamente a VOVÓ entrou em ação,. Vê se pode a VOVÓ, deu banho, isso aconteceu logo nos primeiros dias de vida. A vovó estava banhando a neném e a mesma não parava de chorar e então deu aquele banho rapidinho, enrolou na toalha e adivinha ao invés de trocar, Não, deu aquele famoso TETÊ (MAMADEIRA) e então conseguiu acalmar, só depois de mamar tudinho é que trocou e a neném tirou aquela sonequinha. Pois, são coisas de Vó, e que bagagem, hein! Quem sabe, sabe e a vida ensina. Vivendo e aprendendo. Estas são umas das aventuras dessa Super MÃE e Avó. É aquela coisa, na casa da vovó tudo pode. Sandra Nunes, Secretária da Diretoria da Royton 36

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CANAL A

Acontece Fórum Nacional da Indústria sugere medidas para combater a crise Em reunião realizada no dia 17 de março, na sede regional da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) em São Paulo, o Fórum Nacional da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) examinou os desdobramentos da crise internacional sobre a economia brasileira, sugerindo medidas para a retomada do crescimento. Veja abaixo as questões prioritárias discutidas no encontro:

CONGRESSO O Legislativo deve priorizar projetos que contribuam positivamente para o ambiente institucional e de negócios, a exemplo de temas como o cadastro positivo, reestruturação do sistema de defesa da concorrência, reforma tributária, licenciamento ambiental, política nacional de resíduos sólidos, terceirização, entre outros.

Ciro Mortela, da Febrafarma e Armando Monteiro Neto, da CNI. Foto: Fábio Franci

As condições de crédito permanecem insatisfatórias – tanto em termos de volume como também de custo. As medidas já anunciadas ainda não atingiram os resultados esperados. As pequenas e médias empresas foram particularmente afetadas pela falta de liquidez. Há espaço para uma política monetária mais ativa: a política econômica deve utilizar-se de todos os instrumentos para minimizar os impactos da retração da atividade e criar as condições para a retomada do crescimento. No curto prazo, as reduções de juros devem ser mais intensas. Há também espaço para o aperfeiçoamento dos instrumentos creditícios. Neste sentido foi enfatizada a necessidade de ampliação dos limites e das condições de uso do cartão BNDES, hoje restrito ao pagamento de fornecedores e a criação de mecanismos de redução do risco do crédito.

Foto: Fábio Franci

CRÉDITO

INVESTIMENTOS E INFRAESTRUTURA É imprescindível que se avance com medidas de desoneração do investimento e das exportações, se priorize os gastos de investimentos em lugar de custeio e que se agilize os procedimentos necessários para ampliação da capacidade de execução orçamentária. Essas são ações fundamentais para a recuperação da economia. 38

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Fórum Nacional da Indústria examinou os desdobramentos da crise internacional sobre a economia brasileira.


Acontece

Anvisa define temas prioritários em 2009 É a partir dessa agenda que deve se iniciar todo o processo de regulamentação da Anvisa

A

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

Foto: Deborah Caramico ALANAC

Anvisa divulgou os temas de vigilância sanitária que serão tratados com prioridade pela Agência em 2009. A agenda regulatória, instrumento que irá aperfeiçoar e dar transparência ao papel regulador da instituição, traz 60 assuntos que deverão constar na pauta de atuação da Anvisa durante todo o ano. A iniciativa é pioneira. A Anvisa é a primeira agência reguladora do país a usar o instrumento da agenda regulatória. “É a partir dessa agenda que deve se iniciar todo o processo de regulamentação da Anvisa, mas isso não significa que outros temas não possam ser regulamentados durante esse período”, ressalta o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello. Para o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a definição da agenda regulatória expressa sintonia com as políticas de saúde vigentes no país. “A agenda é um componente extremamente importante no contexto do Sistema Único de Saúde e cumpre uma série de exigências da sociedade. Ela traz previsibilidade e mais transparência às ações de vigilância sanitária”, afirma. A agenda foi elaborada a partir do levantamento de temas estratégicos considerados pelos diretores e dirigentes das diversas unidades organizacionais da Anvisa, com a participação de entidades representativas da sociedade civil, por meio das Câmaras Setoriais. O documento terá periodicidade anual. Com o lançamento da agenda de 2009, a Anvisa já começa a planejar a agenda regulatória de 2010. “Como teremos um prazo maior para as futuras agendas, a idéia é que as propostas passem por consultas públicas. Assim, podemos aferir mais diretamente quais as necessidades da sociedade”, completa Dirceu Raposo.CA

Dirceu Raposo de Mello, diretor presidente da Anvisa

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Acontece

Regulação econômica de medicamentos avança no continente Objetivando promover o intercâmbio de experiências no desenvolvimento e implementação de estratégias para a ampliação do acesso a medicamentos no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) realizaram nos dias 17, 18 e 19 de março, em Brasília, o I Seminário Pan-Americano de Regulação Econômica de Medicamentos. Os países participantes do seminário responderam a um questionário sobre regulação de preços, medicamentos genéricos, financiamento e compras públicas, avaliação e incorporação de medicamentos e propriedade intelectual, com o objetivo principal de identificar as estratégias adotadas e conhecer as experiências dos países da região Pan-Americana. Os dados preliminares mostram que dos 15 países que já responderam o questionário, apenas quatro não possuem nenhum tipo de regulação econômica. Outros seis responderam ter uma política explícita de regulação do mercado de medicamentos e cinco fazem regulação indireta. “Os países que não responderam ao questionário se comprometeram em responder nas próximas semanas”, explica Pedro Bernardo, chefe do Núcleo de Assessoramento Econômico em Regulação da Anvisa.

Durante os três dias do Seminário, os países compartilharam suas experiências nos painéis sobre regulação de preços de medicamentos, compras públicas, bases de dados de preços e avaliação econômica aplicada à tomada de decisões. No ultimo dia do encontro, os países acordaram diversas atividades para o fortalecimento do vínculo de cooperação em matéria de regulação e avaliação econômica de medicamentos, dentre elas a criação de uma base de dados pública e gratuita sobre preços de medicamentos. “Em um primeiro momento, trabalharemos em um projeto piloto com uma primeira lista de medicamentos selecionados por meio de critérios acordados pelos países”, afirma Bernardo.CA No link http://www.opas.org.br/informacao/temas.cfm?id=61&Area=Documentos você acessa as recomendações do seminário e apresentações dos palestrantes.

Com Ascom/Assessoria de Imprensa da ANVISA.

Perondi assume presidência da Frente Parlamentar da Saúde O Deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) foi eleito, no dia 28 de abril, presidente da Frente Parlamentar da Saúde para um mandato de dois anos, em substituição ao deputado Rafael Guerra (PSDB-MG). Perondi apontou como principal prioridade do grupo, em 2009, a regulamentação da Emenda Constitucional 29. “A regulamentação da lei vai acabar com os desvios de recursos do setor e resolver, de forma definitiva, o subfinanciamento do SUS”, afirmou. A regulamentação está prevista no Projeto de Lei Complementar 306/08. O texto principal da proposta - um substitutivo do relator, Deputado Pepe Vargas (PT-RS) - foi aprovado em junho de 2008. A conclusão da análise da proposta pela Câmara ainda depende da votação de um Destaque para Votação em Separado (DVS), de 40

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autoria do DEM, que pretende excluir do texto a base de cálculo da Contribuição Social para a Saúde (CSS) - tributo que será cobrado, nos moldes da antiga CPMF, com alíquota de 0,1% sobre as movimentações financeiras. A arrecadação será inteiramente destinada à área de saúde. Outras prioridades, segundo Perondi, são a recomposição do orçamento da saúde, o respeito aos profissionais, a correção da tabela de honorários e a Lei do Ato Médico. A ALANAC, em comunicado, cumprimentou o deputado pela eleição da nova diretoria, desejando a ele e a todos os membros que compõem esta Frente Parlamentar votos de um feliz desempenho em suas elevadas atribuições.CA


Acontece

Parcerias público-privadas estimularão produção nacional O ministro da Saúde José Gomes Temporão anunciou no dia 1 de o

abril nove parcerias entre sete laboratórios públicos e 10 empresas privadas que estimularão a produção nacional de medicamentos. Cerca de 24 produtos fabricados serão destinados a pacientes atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Para o ministro, a “medida é importante, pois confirma todo o esforço de fortalecimento da farmoquímica nacional, ao mesmo tempo em que representa uma economia de recursos, geração de emprego e riquezas”, afirmou durante o anúncio. Com a implantação das parcerias público-privadas, o Ministério da Saúde estima que os gastos com aquisição de fármacos sejam reduzidos, gerando economia anual de R$ 160 milhões. Segundo o ministério, cerca de R$ 800 milhões são destinados a compra desses medicamentos. De acordo com Temporão, as parcerias são importantes para a política do Complexo Industrial da Saúde, além de fortalecer a pesquisa, produção do setor e a inovação brasileira. Através das parcerias serão produzidos medicamentos para tuberculose, asma, transplantes, hemofilia, antipsicóticos e redução de co-

lesterol. O Tenofovir, insumo utilizado por pacientes com HIV, também será fabricado por meio das PPPs. Os fármacos que serão produzidos com base nas parcerias integram a lista de produtos estratégicos para o SUS, definidos na Portaria no 978, que foi publicada em maio de 2008. O funcionamento das parcerias envolve a mudança de tecnologia e pesquisas, como o desenvolvimento de princípios ativos e produtos, com a participação de farmoquímicas e farmacêuticas do país. Por exemplo, para produção do antiretroviral Tenofovir houve a parceria entre a empresa nacional Globe e o Laboratório Farmanguinhos para fabricar parte do fármaco. A outra metade será fruto da fusão entre o laboratório oficial Fundação Ezequiel Dias (Funed), Blanver Produção Farmacêutica e Adjuvantes e a Nortec Química. Cerca de 40 mil pacientes utilizam o antiretroviral e o custo médio do tratamento de cada paciente é de US$ 927 ao ano. Associados da ALANAC, como Libbs e Biolab também têm apoio previsto para a produção de anticoncepcionais.CA

Aproximadamente 250 pessoas participaram da abertura do seminário “Impactos do Regulatório Sanitário na Saúde em Tempo de Desafios”, que aconteceu dias 20 e 21 de maio, no Auditório da Sede da Anvisa em Brasília (DF). O objetivo do seminário foi discutir a relação entre a regulação e os impactos do atual contexto de crise financeira mundial sobre a indústria. Em palestra, o senador Aloísio Mercadante (PT-SP) admitiu que a atual crise econômica e financeira internacional é objeto de preocupação, mas tranqüilizou os participantes: “o Brasil está muito preparado e vem conseguindo absorver os impactos com suas reservas cambiais”,afirmou. Durante o evento o setor produtivo expôs seus anseios e demonstrou os impactos práticos que a crise pode provocar. “A Agência vai coletar esses elementos para entender de maneira mais precisa como otimizar os processos, garantindo a segurança de produtos e serviços e ao mesmo tempo contribuindo para o desenvolvimento econômico do país”, apontou o diretor da Anvisa Dirceu Barbano.

ANVISA

Seminário discute regulação, crise econômica e os impactos no setor produtivo

Ainda durante o evento, a Agência mostrou o que vem sendo feito na busca da eficiência regulatória. “Iniciativas como a Agenda Regulatória e a profissionalização do quadro de pessoal devem ser parabenizadas”, destacou o representante da Casa Civil, Luiz Alberto dos Santos, durante a abertura. O ministro interino de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Weber Barral, citou a RDC 27/08 da Anvisa, que isentou de registro os produtos para a saúde fabricados exclusivamente para fins de exportação, incentivando a produção para o mercado externo.CA Mar/Abr/Maio 2009

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CANAL A

Fotoreportagem Fotos: Deborah Caramico/Alanac

Reunião ALANAC e GGMED A ALANAC PROMOVEU NO ÚLTIMO DIA 16 DE ABRIL UMA REUNIÃO ENTRE SEUS ASSOCIADOS DA ÁREA HUMANA QUE CONTOU COM A PRESENÇA DO DR. DIRCEU RAPOSO E DR. NORBERTO RECH, DIRETOR-PRESIDENTE E ADJUNTO DE DIRETOR DA ANVISA, E TAMBÉM DA DRa. NUR SHUQAIRA M. SAID ABDEL QADER SHUQAIR, GERENTE-GERAL SUBSTITUTA DA GGMED, E TODOS OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS DA NOVA GTFAR – GERÊNCIA DE TECNOLOGIA FARMACÊUTICA.

Carlos Alexandre Geyer, presidente da ALANAC, e os diretores presentes da Anvisa, comentaram sobre os principais temas atuais que envolvem a indústria farmacêutica, como a falsificação e rastreabilidade de medicamentos, registro de insumos farmacêuticos ativos e também a evolução da Anvisa ao longo destes quase 10 anos de existência. “É perfeitamente possível sentarmos, dialogarmos e chegarmos a situações que são adequadas para a sociedade.” Afirmou Geyer. “O setor regulado sabe que existem pontos de atrito, principalmente em termos de exigências, porém, salientou que quanto mais dificuldades forem criadas, mais serão favorecidas as empresas irregulares.”

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Fotoreportagem O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, em tom de extremo bom humor, disse que a vida do regulador é tão difícil quanto à vida do setor regulado. “Obviamente, se existe um objetivo comum, a forma de buscá-lo e traçá-lo deve estar dentro da convivência harmônica e ética.”

Sobre os temas polêmicos que são levantados em todas as reuniões, Dr. Raposo afirmou que muitas vezes a interpretação é a chave do consenso, da solução de um conflito que não precisa existir: “Sabemos que muitas coisas mexem diretamente com vocês (indústria), mas temos que olhar pelo lado da saúde pública, como na questão dos medicamentos isentos, como no caso da dispensação de medicamentos, etc.”

Dr. Raposo fez ainda uma promessa: “Enquanto eu for diretor da Anvisa vou lutar contra farmácia que vende sela de cavalo, agrotóxico, refrigerante, carne, carvão, cachaça. Não é possível que um setor farmacêutico sério, vá aceitar que seu produto seja vendido ao lado desse tipo de mercadoria.”

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Fotoreportagem

E Encerrando as apresentações, o diretor da Anvisa r ressaltou a disponibilidade da agência para diálogo: “ “Muitas vezes vou ter que dizer aquilo que vocês n querem ouvir, mas tenho que dizer, olho no não o aquilo que precisa ser dito e vice versa, e é olho, a assim que se constrói uma relação.”

Em seguida, a Dra. Nur apresentou o novo organograma da GGMED, que sofreu alterações com foco principal na otimização do fluxo, racionalização de análise dos processos pelos técnicos e harmonização dos procedimentos internos. Os responsáveis por cada gerência e coordenação foram apresentados durante a exposição, pois estavam presentes no evento. A Dra. Nur ainda apresentou o assessor Dr. Antônio Kakida que a substitui nas ocasiões em que ela não está presente.

Foram ainda citados pelos técnicos da Anvisa presentes os principais assuntos que estão em pauta / revisão no momento: Consultas Públicas sobre drogas vegetais, revisão da Resolução RDC 48/04, entre outras presentes na portaria 495 (Agenda Regulatória 2009). Além disto, foi citada a CP 03/09 (BPF), que traz um anexo sobre BPF de produtos fitoterápicos.

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Fotoreportagem

AINDA SOBRE A ESTRUTURA DA GGMED, HÁ AGORA UMA ASSESSORA E DOIS SUPERVISORES DA QUALIDADE, RESPONSÁVEL PELA HARMONIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS INTERNOS. COM ISTO, PRETENDE-SE DIMINUIR AO MÁXIMO A DIVERGÊNCIA DO ENTENDIMENTO DOS TÉCNICOS, PARA QUE A ISONOMIA DE TRATAMENTO DO SETOR REGULADO SEJA ALCANÇADA. A COREC NÃO É DE RESPONSABILIDADE DIRETA DA GGMED, EMBORA OS TÉCNICOS QUE FAZEM PARTE DESTA COORDENAÇÃO SEJAM DA GGMED. ASSIM, GARANTE-SE A ANÁLISE TÉCNICA COM OS ESPECIALISTAS NOS ASSUNTOS, QUE REPORTAM SEUS PARECERES PARA O COORDENADOR DA COREC, E ENTÃO PUBLICA SEUS PARECERES.

Os representantes dos laboratórios associados a ALANAC estiveram, como sempre, presentes de forma significativa e participativa.

Após a apresentação da nova estrutura, a GGMED abordou a IN 06/08, que dispõe sobre a racionalização da análise de processos pela Anvisa. Durante a apresentação, foram expostas as dúvidas de nossos associados, que foram explanadas pela Dra. Nur e os técnicos presentes:

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Fotoreportagem

Por motivo de direito administrativo não é permitido o envio da documentação parcial do processo. A ALANAC entende que ao contrário da “juntada de documentos” normalmente vista em processos judiciais, a Anvisa não poderia tomar para si esse modelo administrativo uma vez que cada alteração/documentação incluída no decorrer do processo de registro geraria um outro número de processo no UNIAP o quê impossibilitaria a visualização do “processo mãe” do registro. A sugestão é bem vista pela ANVISA, que gostaria de diminuir o volume de papel que tramita, mas é legalmente inviável. Será incluída nova declaração como anexo, para contemplar os casos onde houve alteração parcial da documentação anteriormente apresentada. Não haverá priorização de análise, pois o único dispositivo legal que prioriza análise é a Resolução RDC 28/07, então uma IN não pode transpor descrito nesta RDC. A GGMED expôs durante sua apresentação e ao final dela, o objetivo de implementar o registro eletrônico de medicamentos, que teoricamente diminuirá drasticamente os problemas do setor regulado e aumentará o nível de produtividade de ambos os setores. A Anvisa está investindo dezenas de milhões de reais no sistema, grande parte voltada à segurança. Para o desenvolvimento e implementação do sistema, estão visitando as Agências Regulatórias internacionais que possuem os sistemas implementados, minimizando as chances de falhas no projeto. A implementação deste sistema eletrônico de peticionamento foi apontado como uma boa ferramenta de otimização de trabalho pelos técnicos presentes na reunião da ALANAC. Nossa Associação informou à Anvisa sua disposição em participar dos testes e implementação gradual do sistema, para que possamos contribuir com o andamento do projeto.

Ao final do evento, foi ainda comentado sobre a revisão da Resolução RE 893/03 (pós-registro de medicamentos), que está em fase de finalização pelo GT interno da GGMED. Em breve, a ALANAC será convidada pela Anvisa para participar de reuniões sobre estes drafts para contribuir com nossa experiência nos ajustes finais destas Instruções normativas, que tem objetivo de aumentar a celeridade da tramitação e publicação dos processos.

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CANAL A

Internacional Conferência internacional sobre a identificação e rastreabilidade dos animais acontece em Buenos Aires O

diretor-executivo da ALANAC, Walter Figueira, participou da inauguração da Conferência Internacional sobre a identificação e rastreabilidade de animais organizado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Buenos Aires de 23 a 25 de março. A Conferência foi realizada no Centro de Exposições de Palermo e foi assistido por cerca de 600 representantes de mais de 50 países, incluindo altos especialistas comprometidos com o trabalho da Comissão do Codex Alimentarius, as normas de segurança alimentar reconhecido pela Organização Mundial do Comércio. O objetivo da reunião foi o de trocar informações e a experiência de governos de diferentes partes do mundo como o órgão regulador de vários países em diferentes estágios de desenvolvimento, os setores da indústria e de organizações internacionais como setor regulado, para identificar as práticas técnicas para permitir a implementação de padrões globais de identificação e rastreabilidade e melhorar a ligação entre a rastreabilidade de animais vivos e produtos animais. A eficiência de sistemas de identificação e rastreabilidade animal depende de plano de ações conjuntas, envolvendo setor público e privado, como associações de produtores, frigoríficos, comércio de

Walter Figueira, diretor-executivo da ALANAC

Participantes da Conferência Internacional sobre a identificação e rastreabilidade de animais

carnes e transportadores, além de autoridades sanitárias. Sem a parceria dos governos federal, estadual e municipal, e o setor privado, jamais se alcançará a segurança alimentar idealizada por produtores e consumidores. Essa soma de esforços está em todos os países onde os sistemas funcionam, incluindo o Brasil que fez uma apresentação sobre rastreabilidade em carne suína, e está aí a maior razão para que seja copiada pelas nações que desejam participar do comércio internacional de alimentos, atendendo às crescentes exigências sanitárias e ambientais dos consumidores, e principalmente com a expectativa de reduzir as barreiras sanitárias e não tarifárias, que comumente são aplicadas quando o assunto é o comércio mundial de produtos de origem animal. Esta conferência, a primeira do seu tipo, ofereceu aos participantes uma oportunidade de aprender técnicas e compartilhar experiências relevantes de outros países, através de apresentações de representantes de governos, setor privado, incluindo os agricultores, distribuidores, consumidores e organismos de investigação científica, as experiências foram as mais mistas possíveis, tratando no mesmo fórum a rastreabilidade de países como Canadá, EUA e Austrália, assim como Botswana e outros da África e países em desenvolvimento. Experiências as mais variadas como a rastreabilidade de peixes em fazendas marítimas na Noruega.CA Mar/Abr/Maio 2009

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Internacional

ALIFAR

XXX Assembléia Anual da ALIFAR acontece em Lima

Representantes posam para a foto oficial

A

XXX Assembléia Anual da Associação Latino-Americana de Indústrias Farmacêuticas e do Fórum Latino-Americano da Indústria Farmacêutica aconteceu nos dias 12 e 13 de março, na capital do Peru, Lima. Estiveram presentes empresários de 14 países ligados ao setor: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. As questões-chave discutidas nos encontros foram as dificuldades e as novas leis que impedem o acesso das pessoas aos medicamentos e a análise de negociações comerciais com a União Européia. A reunião reafirmou o empenho das indústrias farmacêuticas desses países, em cooperar com os governos da região para enfrentar a crise epidemiológica e de saúde pública que afetam as co48

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munidades internacionais através de sua disponibilização científica, tecnológica e industrial. Segundo a Declaração Anual do XXX ALIFAR, existe a necessidade de implementação ativa das políticas públicas destinadas a estimular a produção nacional de princípios ativos e drogas, com base em planos de desenvolvimento que incentivem a inovação e investigação de empresas de capital nacional a contribuir para a expansão industrial da região. O documento reitera também a preocupação dos governos da região no processo de aquisição de medicamentos para considerar prioritária a aquisição de produtos fabricados na América Latina, além do empenho das indústrias farmacêuticas no combate à pirataria de medicamentos, que ameaça a saúde de pessoas, reclamando a adoção de legislação eficaz para criminalizar esse delito.CA


Turismo País que sediou ALIFAR tem belas paisagens e trilhas O número de pessoas que viajam por causa do trabalho aumenta a cada ano, ampliando as oportunidades e os lucros das empresas que atendem a essa parcela. O mercado de viagens a negócios movimenta R$ 33,6 bilhões por ano e representa 66,2% do Produto Interno Bruto (PIB) dos segmentos hoteleiro, aéreo e de locação de veículos. Já o investimento das empresas brasileiras chega a R$ 15,5 bilhões em viagens corporativas, o que gera 260,5 mil postos de trabalho no setor. Os dados são da pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto de Estudos de Hospitalidade, Lazer e Turismo, com apoio da Universidade de São Paulo (USP) e da Associação Brasileira dos Gestores de Viagens Corporativas (Abegv) e publicados pelo site Info Money.

Mesmo quando viajando a negócios, sempre é bom estar por dentro dos melhores passeios turísticos, afinal cresce cada vez mais o número de eventos corporativos em outras cidades, estados e países. Entre uma reunião e outra, não há quem resista aos passeios! Um dos destinos mais procurados na América do Sul, o Peru tem atrativos que justificam a preferência. Suas belas cidades agradam a quem busca turismo ao ar livre e aos aficionados por história. São 1.285.216 km2, limitando o Equador e a Colômbia ao norte, o Brasil e Bolívia ao leste, o Chile ao sul. Terceiro maior país da América Latina do Sul, é banhado no oeste pelo Oceano Pacífico. De acordo com estatísticas de 1999, o Peru tem uma população estimada de 25,232 milhões de habitantes e uma taxa média de crescimento de 1,71% ao ano. 50,4% da população são mulheres. 71,9% da população vive nas áreas urbanas e a densidade populacional é de 20 hab/km quadrado.

Atração que mais leva turistas ao Peru: Machu Picchu

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Turismo

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s línguas oficiais são o espanhol e o quechua o último falado pelas populações da Serra. Do mesmo modo, em outras áreas geográficas (isto é Puno), o aymara é falado. Há muitos outros dialetos falados nas comunidades nativas da Selva. Entre sítios históricos naturais e arqueológicos, o país reúne dez locais inscritos na lista de patrimônios da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). São muitas as reminiscências do período colonial que podem ser vistas em cidades como a capital, Lima. Na região Sul, a cidade de Puno, que abriga em seus arredores o lago Titicaca, fica a quase 4.000 metros de altitude e tem temperaturas frias. No entanto, a atração que mais leva turistas ao Peru é, sem dúvida, a bela Machu Picchu - santuário que se tornou símbolo da cultura pré-colombiana. Próxima a Cusco (a mais de 3.000 metros de altitude), a antiga cidadela, construída há cerca de 600 anos, fica sobre uma montanha de granito, o que explica o nome do lugar: a expressão Machu Picchu significa “montanha velha” em quechua, a língua do povo inca.

Outro destino comum (e impressionante) no país é a visita ao Titicaca, conhecido por ser o lago navegável mais alto do mundo. Localizada na cidade de Puno (a 3.827 metros de altitude), a Reserva Nacional do Lago Titicaca mantém o lago quase em sua totalidade - uma parte fica no território da Bolívia. Sipán, Chan Chan e Caral. Esses nomes dizem muito pouco se comparados a Machu Picchu e Titicaca, mas também podem fazer parte do roteiro. Enquanto Machu Picchu recebe quase 800 mil visitantes por ano, o museu de Sipán foi visto por 250 mil turistas, e Caral, por 50 mil pessoas. Por outro lado, esses números indicam outra característica comum a esses pontos: a infra-estrutura turística de Machu Picchu, com hotéis, trens, ônibus e guias, não se repete nos outros. Para viajar ao Peru como turista somente é necessário o documento de identidade - RG - e a certidão de vacina contra febre amarela aplicada com antecedência de no mínimo 10 (dez) dias antes da viagem. Por fim, com todos esses passeios, vale lembrar que, por conta da altitude, mal-estares e enjôos não são raros. E boa viagem! CA

Informações: http://www.peru.gob.pe | http://pt.wikipedia.org/wiki/Peru | http://www.embperu.org.br | 50

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Turismo

Veja as fotos que os participantes da ALANAC na Alifar conseguiram fazer de dentro do táxi, a caminho do evento no centro histórico de Lima.

Você tem alguma foto interessante tirada em uma viagem corporativa? Envie para a ALANAC! comunicacao@alanac.org.br Mar/Abr/Maio 2009

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CANAL A

Desenvolvimento Deborah Caramico

O mapa não é o território

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Programação Neurolinguistica (PNL) surgiu nos Estados Unidos na década de 70, criada – se é que podemos dizer assim - por Richard Bandler, um matemático e especialista em computadores, e por John Grinder, um linguista especializado em gramática. Os dois buscavam descobrir o funcionamento do cérebro e explicar quais eram as estratégias utilizadas por pessoas excelentes em suas atividades. Estavam dispostos a provar que se algo é possível para alguém, então é possível a todos. Podemos dizer que PNL é o estudo de como absorvemos, processamos e alteramos a realidade internamente para atingir nossos objetivos. Essa ciência tem como base alguns pressupostos, que são as “verdades” ou princípios dos quais dependem todos os demais assuntos da PNL. Um deles é o título deste artigo que, em minha opinião, é base para o desenvolvimento da tolerância entre as pessoas, seja no âmbito profissional ou pessoal: “O mapa não é o território”. Com isso, estamos usando uma metáfora (falaremos delas em outra ocasião) para resumir que não sabemos o que é realidade! Nossos sentidos nos dão um mapa de mundo, mas este mapa jamais será tão preciso quanto a realidade. Desta maneira, podemos compreender com mais clareza as diferenças existentes entre os

seres humanos. Cada um reage de forma única e individual às diversas experiências da vida. Uma mesma experiência é assimilada em diferentes aspectos. Somos capazes de filtrá-la de acordo com nossas crenças e valores adquiridos ao longo de nossa existência. Um fato nunca será interpretado de forma igual por duas pessoas. Da mesma forma, somos tentados a fantasiar o que se passa, ou como o outro interpreta tal fato. Isso nos leva a conclusões errôneas e desastrosas do comportamento alheio.

A busca pela harmonia esbarra na imposição que fazemos do nosso modelo de mapa Geralmente, não é a realidade que nos limita ou dá força, mas sim o nosso mapa da realidade. Sabendo isso, podemos encontrar melhores alternativas para lidar com o dia-a-dia de forma mais adequada, sem rótulos e projeções, redefinindo nossos papéis diante deste sistema complexo de interações que é a vida!

Deborah Caramico é coordenadora de comunicação da ALANAC e Masterpractitioner em Programação Neuroliguinstica pela Sociedade Brasileira de Coaching

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CANAL A

Alanac em ação Alanac e Oswaldo Cruz lançam curso de especialização em Assuntos Regulatórios A

ALANAC e o Centro de Pós-Graduação Oswaldo Cruz lançaram o curso lato sensu em Assuntos Regulatórios Medicamentos Cosméticos, com sua primeira turma no mês de março. A idéia surgiu da constatação de que não há no mercado um curso de especialização voltado totalmente para a área regulatória e, principalmente, da necessidade da formação de profissionais com o conhecimento das normas técnicas. “O aluno, sem dúvida, tem pouco conhecimento sobre Assuntos Regulatórios quando sai da graduação. Precisa conhecer toda a dinâmica do processo de registro do produto sujeito ao regime da Vigilância Sanitária. Esta dinâmica, apesar de existir nas regras da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não é acessível ao aluno, não é oferecida de forma que tenha um aprendizado

sobre o assunto”, explicou o coordenador do curso, Prof. Dr. Paulo Roberto Miele. Miele aponta também que a área regulatória é muito dinâmica, devido às publicações de novas normas e revisões das já existentes, isto se faz necessário por conta da busca pela qualidade e segurança dos produtos oferecidos à população. Por causa das mudanças e demandas do mercado, o curso de Assuntos Regulatórios Medicamentos Cosméticos tem por objetivo complementar e atualizar conhecimentos e estratégias utilizados no registro de produtos farmacêuticos: genéricos, similares, inovadores, fitoterápicos e homeopáticos, parenterais de grande volume, vitaminas, suplementos alimentares, medicamentos biológicos, biotecnológicos, entre outros.CA

TENHA SUA MARCA ESTAMPADA NA REVISTA CANAL A

Como é de conhecimento, unir forças é o principio que norteia as ações da ALANAC! As empresas estão percebendo que a marca é sua única esperança de ganhar atenção e respeito num mercado cada vez mais competitivo. Uma marca é uma promessa de valor!

Página inteira: 20.5 x 27.5

1/2 página: 18.5 x 13.5 na caixa Mar/Abr/Maio 2009

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Alanac em ação

ALANAC participa da 14a edição do Farmapolis A mesa redonda “A Saúde

para viabilizar este grande em Debate” abriu, na manhã evento que vemos aqui do dia 13 de maio a série de hoje”, disse, oferecendo as mais de 80 atividades que boas-vindas a todos os parforam desenvolvidas durante ticipantes, vindos de todas a 14a edição do FARMAPOLIS. as regiões de Santa Catarina, O evento contou com cerca de todo o país e também de de 1.500 participantes, entre países do Mercosul. “Tentamos fazer o melhor, e o leque de palestrantes, profissionais e estudantes, entre eles, a ALANAC. debates e de cursos oferecidos Foram 1.200 participantes mostra que esta será uma ligados às mais diversas áreas grande oportunidade para o profissional farmacêutico”, de atuação profissional dos Fernanda Perrone, gerente-executiva da ALANAC participou do evento, ao lado de nomes como afirmou. Além da mesa refarmacêuticos inscritos nesta Norberto Rech e Caroline Junckes a donda que iniciou a série de eventos, já durante a manhã e à tarde 14 edição, realizada no Centro de Eventos da UFSC, em Florianópolis. A abertura oficial do evento ocorreu às 19h, com a presença do do dia 13, vários mini-cursos foram realizados. A ALANAC marcou presença com a gerente-executiva Fernanda presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, representando o Ministério da Saúde, e de diversas autoridades do setor da Saúde. “Estamos Perrone, na discussão: “Encontro Com A Saúde Na Prática Da Indúsfelizes com a grande participação e já podemos perceber o grande tria”, falando com Norberto Rech, diretor adjunto da presidência da evento que será consolidado aqui”, afirmou o presidente do FARMAPO- ANVISA e Caroline Junckes da Silva, do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Santa Catarina, sobre pesquisa, desenvolvimento e inovaLIS, Ronald Ferreira dos Santos Hortência Müller Tierling, presidente do Conselho Regional de ção, patentes, propriedade intelectual, produção, regulação sanitária, Farmácia (CRF/SC), lembrou dos motivos do evento estar sendo regulação econômica, desenvolvimento nacional e as possibilidades realizado em maio de 2009: as enchentes em 2008. “Daquela ad- na saúde pública e sobre os impactos da lei de patentes.CA versidade vimos brotar força, solidariedade e determinação que, no Veja neste link o que foi debatido no evento: http://www.farmapolis. caso particular dos farmacêuticos, resultou no empenho ainda maior org.br/programacao.php

Aprovado texto da RDC para registro de IFAs Foi aprovado no dia 14 de abril, como antecipado pelo diretorpresidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo, em audiência concedida pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, à ALANAC e à Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina (ABIFINA), o texto da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC), para definição do registro de Insumos Farmacêuticos

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Ativos (IFAs) na Anvisa. Os Insumos Farmacêuticos Ativos são os princípios ativos usados na fabricação de medicamentos e até então, diferentemente destes últimos, não havia regulamentação para seu registro. O registro do IFA permitirá ao Brasil produzir medicamentos em melhores condições de segurança e qualidade.CA


Alanac em ação

Concluído o Curso de Validação Veterinária na ALANAC

ALANAC

ALANAC

Foi feita uma avaliação do treinamento e o resultado não poderia ser melhor. Para os itens: “Excelente” contando com 09,09% das opiniões dos alunos; “Muito Bom” contando com 50% das avaliações e “Bom” contando com 40,91% das opiniões.

ALANAC

Segundo módulo ocorreu em dezembro, tratando de Validação de Metodologia Analítica

Em março tivemos o quarto módulo, Validação de Limpeza ALANAC

ALANAC

O primeiro módulo ocorreu em novembro de 2008, falando de Estruturação da Garantia de Qualidade e Visão Sanitária sobre o processo de Validação

O tema Validação de Processo foi tratado em fevereiro, no terceiro módulo.

O quinto e ultimo módulo tratou de Validação de água e encerrou o curso.

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Alanac em ação

ALANAC recebe Dr. Dirceu Barbano Apesar de ser a primeira vez que se apresenta na ALANAC como diretor da Anvisa, seu contato com a Associação é antigo: Barbano narra que conheceu a ALANAC ainda no segundo ano da faculdade, em discussões sobre patentes.

DEBORAH CARAMICO/ALANAC

DEBORAH CARAMICO/ALANAC

DEBORAH CARAMICO/ALANAC

DEBORAH CARAMICO/ALANAC

reunião com o diretor da Anvisa Dr. Dirceu Barbano, responsável por farmacovigilância, produtos para saúde, saneantes e sangue, outros tecidos, células e órgãos. Apesar de as áreas do Dr. Barbano não estarem diretamente relacionadas com os interesses da ALANAC (com exceção da farmacovigilância), a presença de um diretor da Diretoria Colegiada da Anvisa é sempre importante, pois, segundo Barbano, os diretores estão cada vez mais integrados e discutem todos os assuntos nas reuniões e fora delas. Desta forma, as opiniões de cada diretor pode permear toda a agência. Para a gerente de assuntos regulatórios da Libbs, Márcia Martini Bueno, receber representantes da Anvisa na Alanac é sempre um momento importante de interação e troca de experiência, possibilitando aos associados tomar conhecimento dos pensamentos e ações da Anvisa. “Da mesma forma que permite aos representantes da Anvisa um entendimento mais próximo dos impactos regulatórios no setor farmacêutico nacional”, completa. Por já ter participado do Ministério da Saúde, suas opiniões estão em grande consonância com as políticas de saúde do governo, que pretendem fortalecer a indústria nacional, incluindo os laboratórios oficiais, com incentivos do BNDES, Profarma, etc, não apenas como uma fornecedora do governo, mas como uma indústria competitiva. Barbano enfatizou que a Anvisa deve ser autônoma em suas regulamentações, mas que deve sempre seguir as políticas do país.

Na visão da agência, ainda há dificuldades na relação entre os setores regulador e regulado, mas que esta distância tem diminuído muito nos últimos anos, caminhando para uma regulação inteligente, eficiente e que dialogue com a realidade. Barbano espera que a população sinta segurança nos produtos e serviços regulados pela Anvisa e está, em suas áreas diretas de atuação, alterando o foco do registro para a vigilância, que não pode ser passiva. Uma boa vigilância de produtos no mercado é boa para a população, que pode confiar no produto, para o governo, que pode tomar as ações necessárias, e para a indústria, que pode substituir registro de determinados produtos por um simples cadastro, que deve ser baseado não somente no produto, mas na confiança e no histórico da empresa. A nova postura da Anvisa também levou a publicação da consulta pública sobre a revisão das normas de alterações e inclusões pós registro de medicamentos, que deve tirar dos técnicos atividades meramente administrativa que não necessitam de avaliação técnica. Assim, esta revisão contemplará diversas notificações com aprovação imediata ou com prazos curtos, dependendo do risco sanitário da alteração. Esta visão deve chegar nas outras áreas em breve. Barbano também informou que a Anvisa ainda vê o setor regulado como predatório e com necessidade de consumidores acríticos e, por isso, precisa proteger a população. O intuito da agência é estimular os pacientes a escolherem seus produtos pela qualidade e espera que as empresas nacionais garantam esta qualidade. Outro ponto abordado foi sobre as taxas, que devem ser recolhidas para a realização de um serviço específico. Se este serviço não foi realizado, a taxa não pode ser cobrada. Por fim, ainda enfatizou que a conversa entre Anvisa e as indústrias precisa ser mais próxima e que ambas precisam “descer do altar”, visando sempre esclarecer para que servem as coisas, se elas são essenciais e como devem ser feitas para não privilegiar ou prejudicar ninguém.CA

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DEBORAH CARAMICO/ALANAC

Aconteceu na sede da ALANAC, no dia 7 de maio de 2009, a


Alanac em ação

ALANAC apóia Carlos Fernando Coruja sobre pleito contrário de Patentes de segundo uso e de Polimorfos e novas indicações A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou no dia 27 de maio, proposta que proíbe a concessão de patentes de indicação terapêutica de produtos farmacêuticos e de substâncias polimórficas. No dia 19, a ALANAC enviou ofício ao Deputado Federal Dr. CARLOS FERNANDO CORUJA AGUSTINI (PPS - SC), posicionando como contrária a Patentes de segundo uso e de Polimorfos e novas indicações. “O assunto em nada favorece o desenvolvimento do setor nacional, ao contrário, a sua liberalização seria um grande atraso em relação às conquistas que as indústrias nacionais vem alcançando, ao desenvolvimento do país e de sua indústria farmacêutica nacional”,, posicionou-se a ALANAC, pelo seu diretor-presidente Carlos Alexandre dre Geyer. Essa indicação terapêutica é o chamado “segundo uso de medicamentos” e caracteriza-se quando pesquisadores descobrem, por exemplo, que um remédio para dor de cabeça tem efeitos no combate bate

ao cálculo renal. Já substâncias polimórficas são as que possuem a mesma fórmula química, mas estrutura morfológica diferente, o que gera variações físico-químicas - como diferentes pH e ponto de fusão. O texto aprovado pela comissão foi um substitutivo da deputada Rita Camata (PMDB-ES) aos projeto de lei 2511/07, do deputado Fernando Coruja (PPS-SC), e 3995/08, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Sujeito à análise em caráter conclusivo, o projeto ainda será avaliado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.CA

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Alanac em ação

“Drs. Dirceus” da ANVISA discutem RDC 96/08 com diretoria da ALANAC Colaborou Ellen Amaral

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regra para amostra grátis: “Esta regra entra em vigência em dezembro; então não teremos nenhuma necessidade de amanhã ou depois de resolver algo ou prolongar o prazo oficial.” Dirceu Barbano defende que é preciso fazer o exercício de buscar esta discussão qualificada no campo do marketing: “Esta Instrução Normativa vai resolver bastante ruído, essa possibilidade da revisão da amostra grátis, numa perspectiva de que o mercado regulado pode ser mais justo para todos” E convida à reflexão: “Será que a gente não pode olhar algum aspecto positivo da regulação do brinde? E a partir daí tentar encontrar novas oportunidades?” A Alanac participará dos grupos de trabalho para atualizar a classe regulada ante questões regulatórias até Outubro. DEBORAH CARAMICO/ALANAC

Diretoria Colegiada (RDC) 96/08, que trata da propaganda e da promoção de medicamentos de origem nacional ou estrangeira. A legislação visa à atualização do Regulamento Técnico sobre Propaganda, Publicidade, Promoção e Informações de Medicamentos e irá mudar substancialmente a forma de se fazer propaganda e promoção de medicamentos no Brasil, uma vez que restringe diversas práticas de publicidade consolidadas há muito na indústria farmacêutica no Brasil. Preocupada com os rumos que a indústria nacional poderá tomar com as mudanças propostas, a ALANAC já fez diversas reuniões sobre o tema, afirmando que a promoção e a propaganda de medicamentos são fundamentais para a divulgação de informações úteis e relevantes sobre os produtos e suas indicações terapêuticas entre médicos, profissionais da saúde e consumidores, em consonância com o direito constitucional de acesso da população ao conhecimento e à informação. Estiveram na Alanac em 18 de maio de 2009, o diretor-presidente da ANVISA, Dr. Dirceu Raposo de Mello e os diretores Agnelo Queiroz Filho e Dirceu Barbano, para debater sobre os impactos da RDC 96/08, juntamente com o presidente da ALANAC, Carlos Alexandre Geyer e outros membros da diretoria 2008-2010. “Nós entendemos que a marca é o maior patrimônio que se tem”, iniciou Geyer. “Em qualquer que seja o segmento, a marca é o maior patrimônio, e quando a gente liga este patrimônio à confiança; quando o médico confia nesta empresa; ele não foi cooptado; até porque nós vamos distribuir trabalhos científicos”. A sugestão da ALANAC no artigo 5° é retirar e separar o que é brinde, o que é vantagem e o que é benefício. “Está tudo junto; misturando classe prescritora, dispensador e público em geral; então fica muito confuso; e o brinde que estamos solicitando é o brinde a ser distribuído à classe prescritora”, reiterou. Segundo o vice-presidente de assuntos regulatório da ALANAC, Dante Alario Jr, sempre é complicado falar de Serviço Público de marca e valor de marca: “Até pela posição de que todos acessem o medicamento, mas pra nossa indústria, queiramos ou não, o valor está na marca.” Geyer completou o pensamento: “E isto é tão verdadeiro, que o produto genérico que ‘não tem marca’ é divulgado institucionalmente”. O diretor-presidente da ANVISA, Dirceu Raposo, estabeleceu uma possibilidade de se criar um grupo de trabalho envolvendo a Agência e a Indústria, para que até outubro se tenha uma nova proposta de

Dirceu Barbano e Carlos Alexandre Geyer DEBORAH CARAMICO/ALANAC

Em dezembro, a indústria farmacêutica conheceu a Resolução da

Agnelo Queiroz Filho, Dirceu Barbano, Carlos Alexandre Geyer e Dirceu Raposo


CANAL A

Pirataria ALANAC, membro consultivo do Conselho Nacional de Combate a Pirataria (CNCP), participa de reunião em Brasília. O diretor-executivo da ALANAC, Walter Figueira, esteve presente no dia 28 de maio na reunião do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), do qual é membro consultivo, no auditório Tancredo Neves, no Ministério da Justiça, em Brasília. A reunião foi presidida pelo Ministro do Supremo, Tarso Genro, o secretário do CNCP e outras autoridades. “A ALANAC tem interesse no tema pirataria, que é inadmissível para o setor”, explicou Walter. “A ALANAC precisa estar a par de tudo o que acontece e que afeta diretamente a indústria, por isso, a importância de sermos um membro deste Conselho.” Para o diretor da ALANAC, o CNCP também serve de apoio para mediadas do setor farmacêutico relacionadas ao combate à falsificação, e como este tema está borbulhante devido à rastreabilidade - que entre outras ações trabalha no controle de falsificados - os assuntos convergem e devem ser estimulados. Após admitir que, entre 2004 e 2008, as autoridades apreenderam produtos falsos e ilegais no valor aproximado de R$ 4 bilhões, foram apresentadas as medidas que serão implantadas entre 2009 e 2012, em parceria com estados, municípios e iniciativa privada. Para o diretor da ALANAC, o destaque ficou por conta das apreensões de produtos pela polícia federal e rodoviária, onde na área de medicamentos foram citados os dados de 110 toneladas de medicamentos apreendidos.

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Uma das ações divulgadas prevê o lançamento de um selo de qualidade chamado Brasil Original - Compre essa Atitude. Outra medida estabelece um acordo com os sites de comércio eletrônico, para impedir a distribuição de produtos pirateados pela internet. Além dessas, serão feitas parcerias com o comércio (shoppings e lojistas), um portal de comunicação interativo, com campanhas educativas. O presidente do CNCP, Luiz Paulo Barreto, anunciou que os preços dos produtos originais mais atingidos pela pirataria também podem ser reduzidos. “Isso viria não só com a queda da carga tributária, mas também com a criação de linhas de produtos populares, e descontos para estudantes, por exemplo.” Como a pirataria tem caráter dinâmico, principalmente por causa dos avanços tecnológicos, foi preciso pensar num plano que envolvesse os diversos setores e também o consumidor. Conheça os principais projetos: Cidade Livre de Pirataria - a idéia é fazer parcerias com os municípios para desenvolver ações contra a falsificação de produtos. As negociações vão começar pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Ribeirão Preto e Curitiba. Uma das ações é a Feira Legal, que visa incentivar os feirantes a substituir as mercadorias piratas por originais. Comércio Contra a Pirataria: serão feitas parcerias com o comércio (shoppings e lojistas) para que sejam promovidas campanhas voltadas para a conscientizar o consumidor, incentivando-o a comprar produtos originais, principalmente em épocas como Natal e Dia das Mães.

Portal de Combate à Pirataria - será criado um portal de comunicação interativo, com campanhas educativas e promocionais. O foco será o consumidor. Parcerias com Provedores de Internet – criar mecanismos junto aos provedores de Internet para a prevenção da distribuição de produtos piratas. O objetivo é reduzir a oferta de produtos piratas na Internet. Sobre a importância do evento, e das medidas anunciadas, Walter Figueira é categórico: “Qualquer medida que visa educar o consumidor sobre a preocupação na hora de adquirir um produto e no nosso caso medicamentos, tanto para uso humano como veterinário, deve ser ampliada e estimulada. A conscientização é a melhor arma para combater este tipo de crime.”

Para saber mais, baixe a publicação do Ministério da Justiça, o Livro “Brasil Original, compre essa atitude” no site do CNCP: www.mj.gov.br/combatepirataria

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CANAL A

Qualidade Luiz Alves

Mapeamento de processo: Uma ferramenta universal M

apeamento de processos é o conhecimento e a análise dos processos e seus relacionamentos com os dados estruturados em uma visão Top-Down até um nível que permita sua perfeita compreensão. Para que um processo seja melhorado é necessário o seu entendimento como um todo na organização. É importante ouvir cuidadosamente os colaboradores envolvidos com o dia-a-dia dos processos, pois, eles fornecem com propriedade as informações sobre o real funcionamento da rotina estabelecida. Um entendimento comum do processo raramente existe no início, mesmo com grandes noções das rotinas estabelecidas. Integrantes de um mesmo processo possuem, em geral, um conhecimento detalhado de uma única parte do processo e não das demais, caracterizando uma visão de compartimento. Nunca confundir limites de processo com limites de função. São situações distintas que valem ser observadas cada uma com sua propriedade. Como tantas literaturas e experiências vividas de mapeamento relatam, deve-se identificar:

Os objetivos do processo; as saídas do processo; os clientes do processo; entradas e componentes do processo; os fornecedores do processo; os limites do processo; documentar o processo atual; identificar melhorias necessárias ao processo; aplicar conforme senso da equipe melhorias a serem aplicadas ao processo; documentar o processo revisado. Um exemplo típico de mapeamento de processos são as entradas e saídas em um sistema de gestão da qualidade. Mesmo todo o processo de certificação é mapeado para que haja coerência com a pirâmide conceito estabelecida. As entradas macros e micros de procedimentos estabelecem os caminhos lógicos e apuram a melhoria contínua do sistema de gestão da qualidade. INIC IAR A nális e do s dado s do S is te ma de G es tão da Q ualidade

Definiç ão da P olític a da Q ualidade e o bjetivos

MODELO PARA PROCESSO DE GESTÃO DA QUALIDADE

G G Q /S P T P G Q - 05

Definiç ão dos Doc um entos da Q ualidade

INICIAR IO Instrução O peracional

E laboraç ão do Manual da Q ualidade

ME Método de Ensaio

A nális e de P roblemas P otenc iais

P IQ Plano Inspeção Q ualidade

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Luiz Alves é consultor em gestão da qualidade da Doisll’s Administração de Recursos Humanos e Gestão de Qualidade Mar/Abr/Maio 2009 61


CANAL A

Fique por ddentro entro

Segundo números de 2007, do total de 37,6 milhões de d vínculos empregatícios formais, 348,8 mil foram declarados como portadores de necessidades especiais.

Empresas tem dificuldades para cumprir Lei de Cotas A baixa participação dos portadores de defdeficiência efiiciêênciaa nnoo me ef m mercado rcrcado de trabalho constitui hoje um dos mais graves problemas sociais do país. Mesmo sendo hoje nove milhões de pessoas trabalhando, todos nós sabemos que é um número proporcionalmente baixo, já que 14,5% da população brasileira é portadora de pelo menos uma deficiência, segundo dados do Censo 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS-2008) mostram que a inclusão das pessoas com deficiência continua a ser um desafio para a sociedade brasileira. Mesmo sob a modalidade de aprendizagem, os deficientes representam menos de 1% dos 130 mil aprendizes de todo o país. Para tentar melhorar esse número, foi criada a oficialmente denominada Lei 8.213/ 1991, que determina que as empresas que possuem a partir de 100 empregados cumpram uma cota, proporcional ao seu tamanho, com cargos para trabalhadores reabilitados ou pessoas com deficiência. Assim, empresas com até 200 empregados deverão reservar 2% de seu quadro para atender à Lei. De 201 a 500 trabalhadores, 3%. De 501 a mil funcionários, 4%. De 1.001 em diante, 5%. “Alguns pontos precisam ser revistos, como a obrigação de capacitação pelo Estado e a criação de incentivos às empresas que criarem programas próprios de capacitação”, diagnostica a advogada e gerente-executiva da ALANAC, Fernanda Perrone. “Talvez o mais importante e que gera a falta de profissionais portadores de deficiências (PPDs), dispostos a entrarem no mercado de Trabalho seja a alteração da legislação previdenciária para permitir a retomada do benefício em caso de perda do emprego pelo PPD”. Para Fernanda, a discussão é importante e deve ser iniciada, sob pena de termos cada vez mais leis sem efetividade. Fernanda, juntamente com a coordenadora administrativa, Fabiana Francine está idealizando na associação o Projeto Diferença que Faz Diferença. “A idéia é que as empresas não vejam a Lei de Cotas como um “peso”, e sim como parte da Responsabilidade Social, oferecendo oportunidades para os deficientes. A sensibilização e conscientização devem atingir toda a empresa, clientes e fornece62 Mar/Abr/Maio 2009

dores; propiciar o bem estar social e mostrar benefício mútuo”, diz. Saiba um pouco pouc mais desse projeto na próxima página e fique atento aos boletins enviados pela ALANAC. Cumprir a lei ainda é tarefa árdua para algumas empresas. A inserção desses profissionais esbarra em percalços que vão desde a dificuldade de acesso às empresas por má qualidade dos transportes e vias públicas, passando pela falta de estrutura para receber os deficientes, até as condições jurídicas envolvidas. Em seu time de colaboradores, a ALANAC conta com o analista regulatório Guilherme Caldas, que apresenta baixa visão (cerca de 6% de acuidade visual) e está no mercado de trabalho há dois anos e meio, sendo onze meses na ALANAC. “Desde o início de minha vida profissional, sempre trabalhei em escritório da indústria farmacêutica e, atualmente, na ALANAC”, conta Guilherme. “Mesmo com a baixa visão, nunca necessitei de adaptação no ambiente de trabalho, utilizando apenas a própria lente de aumento do Windows ou aparelhos óticos próprios, que utilizo no dia-a-dia.” Não foi o caso da ALANAC, mas é claro que a empresa poderá precisar de algumas adaptações para receber estas pessoas, como instalações de rampas, banheiros adaptados para cadeiras de rodas, de sinais sonoros e instruções em Braille para deficientes visuais, porém, a maior adaptação está relacionada a questões comportamentais. “Nós não sabemos lidar com as diferenças, nem todos tem a oportunidade de conviver com pessoas deficientes, nem na infância, nem na vida adulta”, opina a coordenadora de comunicação da ALANAC, Deborah Caramico. “Pequenas ações de treinamento e sensibilização, no entanto, podem resolver este problema.” São os gestores de cada área que serão os responsáveis pela abertura e gerenciamento das vagas especiais. Para o coordenador de assuntos regulatório da ALANAC, Douglas Duarte ter na equipe um deficiente visual é um aprendizado constante, além de ser uma lição de vida: “Presencio a superação das suas limitações pelo esforço próprio e pela busca de soluções simples, o que facilita a inclusão das pessoas que realmente querem ser incluídas, e não buscam em sua deficiência as justificativas pelos seus fracassos.”


Fique por dentro DADOS No ano passado, o MTE apresentou, pela primeira vez, o resultado da inserção de portadores de deficiência no mercado formal de trabalho: Do total dos 348,8 mil trabalhadores portadores de necessidades especiais, 50,28% são deficientes físicos, 28,16% auditivos, 2,95% visuais, 2,41% mentais e 1,67% portadores de deficiências múltiplas. Foram declarados 14,02% empregados na situação de reabilitados. A OIT aprovou a Convenção Internacional de Direitos da Pessoas com Deficiência em 2006. Entre outras disposições, a nova norma da OIT estabelece que as cerca de 650 milhões de pessoas com deficiência, em todo o planeta, têm direito à saúde, educação inclusiva e ao transporte. A expectativa é que o Brasil ratifique a Convenção Internacional de Direitos da Pessoa com Deficiência o quanto antes.

O maior número de contratações em 2009 ocorreu em São Paulo, com 1.270 trabalhadores registrados. Na sequência, estão o Rio Grande do Sul e o Ceará, com 435 e 226 admissões, respectivamente. Roraima foi o único estado onde não houve contratação no bimestre. Em 2008 a fiscalização do trabalho registrou 678 pessoas com deficiência que trabalhavam de forma irregular. Foram realizadas 95 fiscalizações, representando 98,96% da meta estabelecida pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do MTE. As empresas que não cumprem a cota arriscam-se a pagar multas que variam de R$ 1.195,13 a R$ 119.512,33. O valor da multa é calculado segundo os critérios definidos pela Portaria no 1.199, de 28 de outubro de 2003. I - De R$ 1329,18 a 1.595,02 para empresas de 100 a 200 empregados; II - De R$ 1.595,02 a R$ 1.727,93 para empresas de 201 a 500 empregados; III - De R$ 1.727,93 a R$ 1.860,85 para empresas de 501 a 1000 empregados; IV - De R$ 1.860,85 a R$ 1.993,77 para empresas com mais de 1000 empregados; INCLUSÃO – QUADRUGBY, O RÚGBY EM CADEIRA DE RODAS O esporte proporciona a oportunidade de socialização de pessoas com ou sem deficiências, torna o indivíduo mais independente para a realização de suas atividades diárias e faz com que a so-

DIFERENÇA QUE FAZ DIFERENÇA! Projeto em fase gestacional na ALANAC busca identificar demandas para deficientes na indústria farmacêutica

A partir do segundo semestre de 2009, a ALANAC promoverá o “Projeto Diferença que faz diferença” voltado principalmente para a questão da responsabilidade social. O objetivo é ajudar na identificação de demanda – vagas/ profissionais para a indústria farmacêutica. Na primeira fase, que ocorre a partir do mês de junho, ocorrem reuniões com o departamento de recursos humanos das empresas associadas à ALANAC, para filtrar as principais necessidades “do lado de cá” e também reuniões com responsáveis por outros programas de inclusão para lá.. verificar as necessidades ‘ddoo lado de lá’

O MTE disponibiliza em seu site www.mte.gov.br a cartilha “Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho” que tem como objetivo esclarecer e antecipar as ações punitivas da fiscalização do trabalho.

ciedade conheça melhor as potencialidades dessas pessoas especiais. No aspecto psicológico, o esporte melhora a autoconfiança e a auto-estima das pessoas portadoras de deficiência, tornando-as mais otimistas e seguras para alcançarem seus objetivos. O esporte adaptado surgiu na primeira década do século XX, iniciaram-se as atividades competitivas especialmente em modalidades coletivas, para portadores de deficiência visual e auditiva. Para pessoas portadoras de deficiências físicas, o início do esporte oficialmente se deu ao final da Segunda Guerra Mundial, quando os soldados voltaram para os seus países de origem com vários tipos Mar/Abr/Maio 2009 63


Fique por dentro de mutilações e outras deficiências físicas. A partir daí, o esporte para portadores de deficiências físicas não parou de crescer e, desde 1960, ocorrem os Jogos Paraolímpicos, sempre alguns dias após e na mesma sede dos Jogos Olímpicos convencionais. No Brasil, essa modalidade é muito recente e ainda tem muito que evoluir. Surgiu em 1958 com a fundação de dois clubes esportivos (um no Rio e outro em São Paulo). Não existem dados oficiais, mas estimamos que cerca de 10% dos indivíduos portadores de algum tipo de deficiência no Brasil pratiquem um esporte adaptado. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de 10% da população mundial apresenta alguma deficiência e que o Censo Nacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2000, evidenciou que 14,5% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência, o correspondente a cerca de 24,5 milhões de pessoas. A maior proporção se encontra no Nordeste (16,8%) e a menor, no Sudeste (13,1%).

A conscientização através do esporte é atualmente um forte aliado dessas pessoas, o Brasil através do DPB (Desporto Paraolímpico Brasileiro) em 1972 fez parte dos jogos pela primeira vez, em 2008, houve a nona participação brasileira, a maior cobertura da mídia. O volume de medalhas conquistadas projetou o país internacionalmente, fazendo crescer também o interesse doméstico pelo desporto adaptado. Uma das deficiências mais severas é a tetraplegia, pois a pessoa torna-se muito dependente de outras para realizar suas tarefas, neste momento surge o Rúgby em cadeira de rodas, ou Quadrugby, adaptado é um dos poucos esportes para tetraplégico e sendo o único esporte coletivo para essas pessoas. Esse desporto foi criado em Winnipeg, Canadá.

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RÚGBI EM CADEIRA DE RODAS ABRC FOI CRIADA EM 2007 Em seu primeiro ano de existência a Associação, em parceria com o Comitê Paraolímpico Brasileiro, participou do Torneio PréParaolímpico Canadá Cup 2008 onde representou o Brasil na Assembléia Geral da IWRF, firmando a credibilidade do Brasil junto à entidade internacional. O Brasil também já participou do primeiro torneio nas Américas, o Torneio Maximus na Colômbia, que foi Novembro de 2008. Em dois anos já foram realizados dois campeonatos brasileiros e foram criadas seis equipes; uma Santa Catarina, uma São Paulo, uma Campinas e três no Rio de Janeiro. Em São Paulo temos o Tigres Quadrugby da Ong Viva as Diferenças, é o primeiro time de rúgby de toda Grande São Paulo. Eles participaram na última semana do mês de maio do 2° Campeonato Brasileiro de Rúgby em Cadeira de Rodas na cidade de Paulínia - SP. O time foi formado há pouco tempo, mas três dos seis jogadores já foram convocados para treinar na seleção brasileira de rúgby para jogar no Campeonato Maximus no Rio de Janeiro e Pan-americano na Argentina ainda este ano. Agora o time está em busca de patrocínio para poder comprar 8 cadeiras de jogo, pois as que o time usou no campeonato foram emprestadas pela Associação Brasileira de Rúgby Adaptado. Todos os atletas competem em cadeiras de rodas manuais. Existem normas especificas para o desenho e a construção das cadeiras. Essas regras foram criadas para garantir a segurança dos jogadores, e para evitar que alguém possa ter vantagem pela construção e/ou pelo design de sua cadeira. CA Para patrocinar o Tigres Quadrugby, entre em contato com Ong Viva as Diferenças - http://www.vivaasdiferencas.org.br


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AOção Social pinião

Teuto apóia o Programa de Desenvolvimento Sustentável Instituto Brasil Solidário/Teuto

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formação de cidadãos conscientes e preocupados com o meio ambiente é uma grande preocupação do Laboratório Teuto, associado ALANAC e uma das maiores indústrias farmacêuticas da América Latina, localizada em Goiás. Por isso, a empresa investe em diversos projetos sociais. Pela primeira vez, o Teuto colaborou com o Programa de Desenvolvimento Sustentável (PDSE)/ Amigos do Planeta na Escola, idealizado pelo Instituto Brasil Solidário em parceria com gestores municipais de educação e empresas como o Laboratório Teuto. A ação, que teve seu início em 25 de maio, realizada em 10 municípios e será incluída no Rally dos Sertões, o mais importante da América Latina, com o qual o Teuto já colabora há cinco anos. O programa tem como objetivos melhorar a qualidade da educação no país, com diversas ações voltadas especialmente à sustentabilidade. Com planejamento de ações de 24 meses em 10 municípios brasileiros, as atividades envolvem suporte operacional para execução de ações passíveis de reprodução e re-aplicação em qualquer município e/ou escola. As atividades estão focadas em: educação, saúde, meio ambiente, teatro, cinema, inclusão social, digital e cultural. “Uma das nossas filosofias é colaborar para o desenvolvimento sustentável, e por isso participamos de ações sociais”, diz Italo Melo, trade marketing do Teuto. A empresa goiana doará milhares de produtos ao PDSE. São 43 tipos de medicamentos, entre eles anti-térmicos, antibióticos, antiinflamatórios, anti-micóticos, anti-flatulentos e hipertensivos; também serão doados produtos de higiene pessoal. Os municípios que integram o Programa Amigos do Planeta na Escola de 2009 a 2011 são: Jaíba(MG), Iraquara(BA), Bendegó (BA), Poço Redondo (SE), Poço das Trincheiras (AL), Manari (PE), Cabaceiras (PB), Balsas (MA), São Raimundo Nonato (PI) e Crateús (CE).

Laboratório Teuto apóia a ação com doação de medicamentos

Ao lado do Instituto Brasil Solidário, o laboratório Teuto também realiza uma importante ação social no Rally dos Sertões — que este ano será realizado em junho. O Teuto fornece medicamentos à população carente ao redor das localidades por onde passa o rali. Anualmente, são cerca de 20 mil pessoas beneficiadas apenas nesta ação. Profissionais contratados e voluntários acompanham a Ação Social dos Sertões dentro de uma programação com visitas detalhadas e planejadas e logística independente, em paralelo a competição, para realizar trabalhos e atividades nas áreas de educação, saúde, meio ambiente, cultura e artes na maior iniciativa do tipo ligada ao esporte no país. Segundo Luis Salvatore, diretor do projeto, cerca de 350 mil pessoas são beneficiadas por ano através de toda esta ação social. “É importante a participação de uma indústria farmacêutica como o Teuto porque com seus medicamentos as pessoas que são atendidas podem das prosseguimento aos seus tratamentos”, conclui Salvatore. CA Mar/Abr/Maio 2009

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CANAL A

Última palavra Carlos Alexandre Geyer

A verdadeira propaganda enganosa Ao ler, em edição recente (n 2074) da revista Veja, a matéria o

intitulada “Os Doutores da Internet”, de autoria de Anna Paula Buchalla, lembrei-me de uma história contada por Axel Munthe, em seu livro de San Michele. Axel foi um médico muito conceituado, exercendo sua clínica em Paris e, posteriormente, tornando-se médico da família real na Suécia. Conta Axel que ao final do século XIX, havia um sem número de charlatões praticando “medicina” em Paris, alguns inclusive com grande sucesso. A polícia, na tentativa de moralizar a questão, determinou que todos os médicos apresentassem seus diplomas até determinada data. Aqueles que não o fizessem seriam enquadrados em crime de falsidade ideológica e, obviamente, não poderiam continuar “praticando” a medicina por falta de habilitação legal. O mais famoso de todos os médicos considerados charlatões, detentor de uma clínica que lhe garantia altíssimos proventos, estava há muito na mira do chefe de polícia e despertava a ira da classe médica parisiense, que também ansiava por vê-lo desmascarado. No último dia para apresentação dos diplomas, este compareceu a polícia e solicitou uma entrevista reservada apenas com o chefe. Para surpresa do mesmo, apresentou diploma de médico emitido por conceituada faculdade alemã. Entretanto, rogou encarecidamente que tal fato não fosse divulgado ao público, pois temia que não sendo mais considerado charlatão, no caso curandeiro, pudesse perder a maior parte de seus pacientes, a maioria de alta classe social, que buscavam seus tratamentos “miraculosos”. A matéria da Veja toma exemplos do que ocorre nos Estados Unidos e, ao final, ressalva que no Brasil, por marcação cerrada dos conselhos regionais de medicina, não há práticas desse tipo, pois “introduzir no mercado substâncias sem respaldo científico resulta em punição severa ao profissional”. A realidade, infelizmente,

mostra-se diferente, basta que estejamos atentos aos anúncios veiculados nas várias mídias, muitas vezes prometendo benefícios de duvidosa comprovação científica, ou mesmo sem comprovação, que são vedados pela Resolução 1499/98 do Conselho Federal de Medicina. A Resolução 1500/98, que trata da “medicina ortomolecular”, elenca em seu art. 13o os métodos destituídos de comprovação científica e proíbe sua divulgação e uso na prática médica, mas é sistematicamente descumprida. A expressão ortomolecular passou a ter, especialmente perante o público leigo, um excepcional apelo na promoção e prevenção da saúde. Farmácias, médicos, nutricionistas entre outros profissionais utilizam esse termo amiúde em seus anúncios. Inúmeras “indústrias” de “suplementos” alimentares ou de alimentos “funcionais”, grafado entre aspas por extrapolarem o conceito legal determinado pela Anvisa, colocam seus produtos no mercado, sempre prometendo maravilhas à saúde do consumidor, em uma velocidade superior a que Anvisa e as Visas estaduais e municipais podem coibir. No entanto, quando os temas são a propaganda e publicidade de medicamentos devidamente aprovados e registrados, que devem obedecer aos ditames da RDC 102/00 da Anvisa e, em breve, da futura legislação que está em construção, a indústria farmacêutica legal é vista quase como inimiga da sociedade por suas práticas de marketing. É certo que visamos ter lucro em nossas operações, afinal, ele é fundamental para o nosso desenvolvimento e também para o da sociedade em que estamos inseridos. Mas é certo também que para obtermos o nosso lucro não precisamos enganar a sociedade com práticas que beiram a charlatanice. Mestre Darcy Ribeiro disse certa ocasião: “Só há duas opções nessa vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca”. Faço minhas as suas palavras.CA

Carlos Alexandre Geyer é presidente da Alanac. 66 Mar/Abr/Maio 2009

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