Revista Varejo&Negócios

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ABRIL, MAIO E JUNHO | 2014

COMUNICAÇÃO DIRETA COM

QUEM FAZ O VAREJO ABRIL, MAIO E JUNHO DE 2014 ||| EDIÇÃO Nº 1

PESQUISA EXCLUSIVA Como os clientes do RS e do PR pagam as compras

À espera da

COPA

CASE DE SUCESSO Conheça a história do Super Expresso

Os sócios Fernando e Nestor estão atentos às oportunidades que o Mundial trará ao Mercado Spinelli, de Porto Alegre. Reportagem traz um panorama da Copa do Mundo para o pequeno varejo

REGIÃO Frio que impulsiona as vendas

l HUMOR

Guri de Uruguaiana

l GESTÃO

Principais impactos do eSocial no seu negócio

l SAZONALIDADES

Páscoa, Dia das Mães e festas juninas


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ANÚNCIO

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VAREJO & NEGÓCIOS

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SUMÁRIO

22 Capa Pesquisa da Nielsen revela que mais de 63% das pessoas consomem algum produto enquanto assistem a eventos esportivos. Reportagem especial apresenta panorama sobre as oportunidades que a Copa do Mundo trará ao setor de supermercados e orienta varejistas a prepararem sua jogada, investindo em ações práticas e baratas para conquistar seu cliente torcedor.

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Páscoa

Antecipe suas promoções e não fique com estoques após a data

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Opinião 11 Falando de varejo 12 Direitos e deveres 37 Pessoas 56 Página do Guri

Festas juninas

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Entrevista especial

Life Coach Gabriel Carneiro Costa fala sobre realização pessoal e empreendedorismo

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Case de sucesso

Conheça a história do Super Expresso, mercado que vem ganhando destaque em sua cidade

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Dia das Mães

Ideias e sugestões para homenagear as consumidoras

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V&N Pesquisa

Levantamento exclusivo mostra as principais formas de pagamento aceitas no pequeno varejo do Rio Grande do Sul e do Paraná

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eSocial

Especialista orienta empresas a se adiantarem às exigências do novo sistema

Em época de Copa do Mundo, venda de produtos típicos pode ser ainda mais impulsionada

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O inverno na região Sul

Indústrias destacam principais aspectos do consumo impulsionado pelas baixas temperaturas

58 Varejo S/A

Fique por dentro 13 Legislação e tributos 16 Mercado e economia 18 Vitrine 20 Tendências e inspirações


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VAREJO & NEGÓCIOS | CALENDÁRIO

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F ABRIL 18/04 – Sexta-feira Santa Feriado. Data que marca o fim da Quaresma, época em que o consumo de peixes se intensifica devido às tradições cristãs. Acompanhe reportagem com dados sobre os cuidados e as estratégias para venda de pescados (p.48).

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ique atento às principais datas entre abril e junho que podem ser aproveitadas pelo seu estabelecimento. Reportagens especiais mostram estratégias para vender mais e fidelizar os clientes nessas sazonalidades.

20/04 – Páscoa Conforme a indústria, cerca de 70% dos ovos de Páscoa são comercializados na semana anterior à data. Saiba como aproveitar ainda mais esse período e não ficar com produtos nas prateleiras (p.46).

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21/04 – Tiradentes Feriado.

11/05 – Dia das Mães Nossa consultora especializada dá dicas de opções de presentes que podem ser disponibilizados pelos supermercadistas para essa ocasião, além de sugestões de homenagens simples e baratas que podem aumentar a fidelidade das clientes mães (p.34).

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vendo a Copa do Mundo (p.22).

12/06 – Dia dos Namorados Recente pesquisa encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados revela que 11% do total de chocolate comercializado anualmente no Brasil ocorre por ocasião do Dia dos Namorados. Cada vez mais o consumidor compra chocolates, bombons, trufas e outros produtos do gênero para presentear. Os vinhos também podem ser opções. Pense em kits agregando os dois produtos e não deixe a data passar em branco.

12/06 - Jogo do Brasil na Copa do Mundo, contra a Croácia

12/06 – Abertura da Copa do Mundo Reportagem especial mostra como o pequeno varejo pode aproveitar o momento para vender mais, considerando alguns produtos que devem ter sua venda acelerada durante o evento. Saiba também quais são os cuidados necessários a serem tomados em relação à publicidade envol-

23/06 – Jogo do Brasil na Copa do Mundo, contra Camarões

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17/06 – Jogo do Brasil na Copa do Mundo, contra o México 19/06 – Corpus Christi Feriado. 21/06 – Início do inverno Saiba quais são os produtos que têm procura intensificada pelo frio e encare as baixas temperaturas registradas na região Sul como aliadas dos seus negócios (p.52).

24/06 – Dia de São João As Festas juninas que ocorrem durante todo o mês são oportunidades para aumentar a venda de produtos tradicionais como amendoim e pipoca. Lembre-se que no dia 13 comemora-se o Dia de Santo Antônio e, no dia 29, de São Pedro e São Paulo (p.49).

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MAIO 01/05 – Dia do Trabalho Feriado. Dica V&N: não esqueça de homenagear seus funcionários, mesmo que não possa promover uma grande confraternização. Reconhecê-los nessa data é importante para o engajamento de sua equipe.

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VAREJO & NEGÓCIOS | EDITORIAL

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Comunicação direta com quem faz o varejo

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VAREJO E NEGÓCIOS PUBLICAÇÕES LTDA.

Redação: Editora-chefe: Débora Padilha de Oliveira (MTB/RS 16.878) (54) 9212-6102 redacao@varejoenegocios.com.br Comercial: André Luiz Tonon (54) 9102-9830 comercial@varejoenegocios.com.br Revisão de textos Cinara Sabadin Dagneze Projeto gráfico: Marcus Freitas e Fábio Rockenbach Diagramação: Marcus Freitas Logotipo: Miguel dos Santos Júnior Colaboração: Cristian Mattos e Marcellus Cruz Foto de capa: Marcellus Cruz Fotos: Divulgação assessoria de imprensa das indústrias e órgãos, bancos de imagens, arquivos pessoais.

pequeno varejo no Brasil cresceu rapidamente devido ao maior poder de compra do consumidor e, principalmente, pela busca por conveniência, proximidade e praticidade. Hoje, o setor conta com cerca de 65 mil estabelecimentos no País, considerando mercados de um a quatro checkouts, que respondem por mais de 40% do volume de vendas em alimentos, higiene e limpeza e perfumaria, conforme aponta o estudo “Mercado de Vizinhança” da GFK Brasil. Por acreditar que esse segmento é peça fundamental da economia brasileira e parcela essencial nos negócios da indústria, a revista Varejo & Negócios lança a primeira edição da publicação que se propõe a ser o principal meio de comunicação do pequeno varejo da região Sul do País e do interior de São Paulo. Destinada, especialmente, a proprietários e gerentes desses estabelecimentos, a V&N nasce de uma necessidade relatada por varejistas em receber um conteúdo editorial voltado à sua realidade, que se diferencia do médio varejo e das grandes redes pelas suas particularidades e estratégias para atrair o consumidor. Da mesma forma, as diferenças econômicas e culturais da

região Sul também serão levadas em conta no conteúdo disponibilizado. De forma gratuita, os leitores V&N terão acesso às principais atualizações em legislação e tributos que envolvem o varejo; às novidades e aos lançamentos da indústria; às ações de mercado que possam inspirar mudanças em seus estabelecimentos; bem como terão acesso a conhecimentos sobre o setor, com a análise de consultores e especialistas em aspectos como a gestão do negócio, produtos, consumidor e equipe de trabalho; a pesquisas exclusivas e à opinião de colunistas especializados no varejo. Na edição de lançamento, a Varejo & Negócios traz um panorama sobre a Copa do Mundo e as oportunidades do evento que podem ser aproveitadas pelo pequeno varejo, na visão de especialistas e de representantes da indústria, já que mais de 63% das pessoas consomem algum produto enquanto assistem a eventos esportivos, como revela pesquisa da Nielsen. Boa leitura!

Redação Varejo & Negócios

A revista Varejo & Negócios é editada pela Varejo & Negócios Publicações Ltda e destinada trimestralmente a proprietários, gerentes, compradores e profissionais de vendas e de marketing de supermercados nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Impressão: Gráfica Editora Palotti Tiragem: 26 mil Fale conosco: (54) 2104-0217 sugestoes@varejoenegocios.com.br www.varejoenegocios.com.br Varejo & Negócios Rua Clementino Luis Vieira, 500 Bairro São Cristovão Passo Fundo/RS CEP: 99060-080 Telefone: (54) 2104-0217


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ENTREVISTA

Você sabe o que precisa para ser

Feliz?

Em entrevista, o Life Coach Gabriel Carneiro Costa motiva reflexões sobre o conceito individual de felicidade e a importância das ações para alcançar o que se deseja

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que lhe deixa verdadeiramente feliz? O que você tem feito no dia a dia em prol daquilo que deseja alcançar? Independente do que seja, é a ação que vai definir qualquer processo de mudança, conforme defende o Life Coach Gabriel Carneiro Costa. Em entrevista, o autor do livro “O encantador de pessoas” provoca questionamentos sobre foco, transformação e sonhos. Em seu trabalho, se propõe a entender o que move, ou o que deixa de mover as pessoas para que sejam mais felizes. Atualmente, Gabriel trabalha com atendimentos individuais de coach de vida, é estudioso e palestrante sobre os dilemas contemporâneos que impactam a satisfação pessoal.

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Ou seja, a felicidade tem muito a ver com estar vivendo a vida que eu realmente desejo viver. Quanto mais próximo a isso – acredito também que 100% disso é muito difícil –, mais eu percebo que a pessoa está feliz. Sempre provoco isso: defina a sua fórmula de felicidade. V&N - Como vê a relação felicidade e dinheiro? Gabriel - Não faço essa analogia. Para mim, dinheiro compra prazer e segurança. E comprar prazer é muito bom, portanto, dinheiro é muito bom. A diferença é que quem tem muito dinheiro compra muito prazer e confunde esse prazer com felicidade. Mas, quando a gente passa por uma experiência de autoconhecimento, diante de alguns momentos da vida em que o dinheiro não faz diferença, vamos percebendo que não há uma relação tão direta entre felicidade e dinheiro. Por outro lado, a falta de dinheiro traz infelicidade. Alguém que vive sem conseguir pagar as contas, por exemplo, tem tudo para ser infeliz. Dinheiro, sim, tem seu lado desejado, mas não como condição de ser feliz. Já tive muitos clientes que chegaram em um patamar de dinheiro que queriam e não são felizes. Não sei o grau de importância que o dinheiro tem na felicidade. Sei dizer na minha. Então é preciso avaliar quanto o dinheiro pesa para você. O que eu noto é que 100% não pesa para primeira ninguém.

Varejo & Negócios - O que você entende por felicidade? Gabriel Carneiro Costa - Eu não acredito em um conceito, propriamente dito, de felicidade. Não acredito em fórmula porque sou contra a ideia de a gente ir atrás desse conceito. De vez em quando vem alguém e me diz: eu queria ter uma vida mais feliz. E eu não faço ideia do que ele vai ter que fazer para ser mais feliz. Eu preciso primeiro que ele pense o que é uma vida mais feliz para ele. Eu noto que felicidade está muito atrelada ao alcance das coisas que se quer na vida, sejam materiais, A circunstanciais dica ou emocionais.

sobre empreendedorismo é pensar no que realmente move você, o que realmente você sabe que são pontos fortes seus, que as pessoas reconhecem como sua qualidade

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V&N - Na sua visão, por que algumas pessoas enxergam o problema e não a solução? Que esforço deve ser feito para tentar mudar isso, pela perspectiva do ponto de vista? Gabriel - A gente, por natureza, sempre focou mais nas coisas ruins. É sempre mais fácil saber que algo está ruim na minha vida do que definir o que está bom. E quando a gente se foca nos problemas, fica numa posição um pouco mais vitimizada. Esse não é nenhum desmerecimento. Isso é ser humano. Mas é importante perceber que, quando eu me coloco nessa situação, exijo menos ações de mim mesmo. Se eu desfocar o problema e olhar para mim, eu sou obrigado a sair da posição de vítima e a me colocar na posição de fazer algo. Nem todo mundo está disposto e prefere continuar na posição de vítima para o resto da vida.

daqueles que chegam, é ação. Eles também têm medo, insegurança e dor de cabeça, mas eles fazem. Para mim, a diferença da pessoa de sucesso, que chega onde quer chegar, é que ela faz. E a ação não é um momento. É um estilo de vida. V&N - Pressupõe-se que o processo de ação na busca por um objetivo leve algum tempo. Como descobrir que se está no caminho certo? Gabriel - Esse processo, teoricamente, não tem fim. Ele tem começo, tem meio, mas não tem fim. A gente está a vida inteira atrás de coisas novas. Por exemplo, eu quero ter mais qualidade de vida. Como eu vou saber que me tornei uma pessoa com mais qualidade de vida? É preciso ter um indicador, por exemplo, quando eu dormir mais, quando eu almoçar em casa ou quando eu passar mais tempo com o meu filho. Cada um tem os seus critérios. Então, agora se concretiza o que é ter mais qualidade de vida. Senão, ficamos sempre atrás de um conceito social. A partir desse indicador, a gente vai traçando um plano para chegar até ele.

V&N - O que diferencia uma pessoa de sucesso? Gabriel - Da mesma forma como falei sobre felicidade, é preciso definir o que é sucesso. E esse, de novo, é um critério individual. Para mim, sucesso tem a ver com você conseguir alcançar aquilo a que estava se propondo, é conV&N - Voltando à questão da seguir chegar no lugar que está ação, por que algumas pessotraçando. O que difere as pessoas as, mesmo tendo algum desejo, que chegam onde queriam chegar têm uma dificuldade muito é a ação. Muitos clientes que pasgrande em agir? saram pelo processo de coaching Gabriel - Medo. Todo mundo não chegaram onde queriam. Se tem medo e não tem como mueu tivesse que dar isso. Tem definir uma como mudar Sucesso tem a única palavra quem você é

ver com você conseguir alcançar aquilo a que estava se propondo, é conseguir chegar no lugar que está traçando. O que difere as pessoas que chegam onde queriam chegar é a ação


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diante do medo. Esse, para mim, é um pressuposto básico. Aceitar que você tem medo. Uma coisa que escuto com muita frequência é: “quando eu tiver certeza, eu vou”. É óbvio. Quando tiver certeza, todo mundo vai. A minha pergunta é: qual é o mínimo que você precisa para não virar uma atitude impulsiva? Tem uma frase até que uso com meus clientes: põe a fralda e vai. No coach, meu papel acaba muitas vezes sendo só esse, incentivar. Um ponto interessante é que, se der errado, fracassou. Mas o fracasso não dói, numa perspectiva grande de vida. O que dói são as desistências. Se cada um olhar para o seu passado, vai perceber que os fracassos lá atrás passaram. Você tem hoje a memória, mas não sente mais dor. V&N - Quais são os requisitos básicos de um empreendedor? Gabriel - No início da minha carreira, trabalhei muito com empreendedorismo. Eu percebi que muita gente abria empresas como fuga, por não querer mais trabalhar com o chefe ou pela ilusão de que sendo dono de empresa vai ganhar muito dinheiro e trabalhar pouco. E aí abre a empresa baseado nesse tipo de suposição. A primeira dica sobre empreendedorismo é pensar no que realmente move você, o que realmente você sabe que são pontos fortes seus, que as pessoas reconhecem como sua qualidade. O trabalho dentro do empreen-

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dedorismo tem que partir desse pilar e não de um pilar social. Depois, tem um grande ponto que é a história da ação. Como é que a gente age? Acho que o empreendedor parte de um pressuposto de estar fazendo algo novo, estar desbravando. E isso pressupõe coragem. São pessoas que correm riscos e, por correrem riscos, passam por situações que dão muito certo e dão muito errado. Então, é preciso entender se realmente eu tenho esse perfil, se é o momento da minha vida de arriscar, de assumir medos e responsabilidades. V&N – Falando em uma empresa, por exemplo, como conduzir um processo de mudança? Gabriel – A mudança é sempre demorada. Ela nunca é um episódio. É processo. A maioria das pessoas acha que ela pode ser um episódio: vou fazer um curso, vou participar de um workshop, vou ler um livro e meu problema está resolvido. Ele não está. Uma palestra, um livro, um treinamento são gatilhos, são reforços. Na empresa, isso é mais forte porque ela envolve um grupo de pessoas. Não tem como pensar em mudança em uma empresa se os donos não estão dispostos a fazerem parte desse processo. Tem que lembrar que ele é o grande agente. Não existe mudança em que o líder pede para os outros serem. O líder tem que fazer parte dessa transformação.

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FALANDO DE VAREJO Clóvis Polese

n Diretor do Centro de Treinamento e Desenvolvimento Empresarial (CTDE), tem mais de 30 anos de experiência como supermercadista, é consultor e consumidor de supermercados. Autor dos livros Manual do gerente de supermercado e Manual dos perecíveis em supermercados e de videoaulas sobre atendimento, perecíveis, açougue, padaria, fiambreria e laticínios, hortifruti, operador de caixa, empacotador, gerente, repositor e promotor de vendas. Especialista na montagem e reforma de supermercados, com treinamento prático para aumentar as vendas e reduzir os custos. É também responsável pela Expo Supermercados, feira de negócios com exposição de produtos e equipamentos em um supermercado modelo. Site: www.ctde.com.br

Mesmo atendendo a todos esses desejos do consumidor, não é certa a garantia de sua fidelidade. O descaso com algum deles pode ser fator decisivo para esse mesmo cliente buscar um novo local

UM SUPERMERCADO DE DESEJOS

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que faz um cliente querer retornar ao seu estabelecimento? Você já se fez essa pergunta? Podemos imaginar um supermercado como um realizador de desejos do consumidor, que procura o estabelecimento com a expectativa de que suas vontades sejam alcançadas. Isso se efetivando, é muito provável que o retorno desse consumidor seja uma consequência. A pergunta, então, pode ser refeita: como satisfazer os desejos dos meus clientes? Não precisamos de uma lâmpada mágica ou do gênio da história de Aladdin para desvendar esse mistério. Alguns pontos muito simples e fáceis de serem trabalhados podem garantir a confiança desse cliente, e podem torná-lo um consumidor fiel da sua loja. Um bom atendimento, por exemplo, faz toda a diferença e é fator crucial para que o consumidor retorne ou não. Se, por um lado, o bom atendimento mantém um cliente, um atendimento ruim pode ser decisivo para uma insatisfação completa. Por isso, treinamentos para que a equipe de funcionários preste sempre o melhor atendimento será sempre uma vantagem e um diferencial. Pequenos gestos já podem trazer bons resultados, como, por exemplo, cumprimentar com um sorriso, dar atenção necessária, ser rápido, gentil, demonstrar satisfação, ter calma e paciência e mostrar conhecimento sobre os produtos do supermercado. A higiene, tanto do estabelecimento físico, quanto a pessoal, tem grande influência na decisão do cliente. Nada mais desagradável do que um local sem o mínimo de limpeza e capricho, principalmente em estabelecimentos que vendem produtos alimentícios. Outro fator, a política de preços estipulada pelo supermercado, deve mantê-lo competitivo com a concorrência. Planejar boas promoções e acompanhar os preços de venda da concorrência em certos produtos básicos, como óleo de soja, pão, leite, carne, batata, cebola, tomate, açúcar, feijão, etc, são dicas importantes. O visual da loja também influencia muito, pois, além de contribuir para um local mais organizado, auxilia o cliente na hora da compra, assim como são pontos fortes apresentar uma variedade boa de produtos e ter os preços sempre visíveis e legíveis. Supermercados próximos às residências dos

consumidores ganham certa vantagem pela comodidade, porém, serviços como tele entrega e espaço para estacionamento sempre agregam benefícios às compras e à boa imagem que o cliente faz do estabelecimento. É curioso notar que, mesmo atendendo a todos esses desejos do consumidor, não é certa a garantia de sua fidelidade. O descaso com algum deles pode ser fator decisivo para esse mesmo cliente buscar um novo local. Afinal, ninguém quer que seu desejo não seja realizado. Concedendo os desejos: gerente de supermercado moderno e rentável E qual a função do gerente de supermercado para realizar os desejos do seu público? Num ramo cada vez mais competitivo como é o nosso, o gerente tem a responsabilidade de obter um bom resultado financeiro para a empresa e, ao mesmo tempo, prestar o melhor serviço ao cliente, que é a parte mais importante do supermercado. E para garantir esse bom serviço, formar uma boa equipe de pessoas, escolhendo e observando a pessoa certa para o lugar certo, é o primeiro passo a ser dado. Planejar as atividades do dia a dia, selecionando objetivos, diretrizes e procedimentos e apresentá-las à equipe, por meio de reuniões ou treinamentos, contribui na construção de um clima de união, motivação e integração no local de trabalho. É incumbência do gerente controlar os fatos, a fim de confirmar os planos traçados, inclusive encontrar a “economia” dentro da empresa, evitando desperdício e criando a consciência de zelar pelo patrimônio do local e o manuseio dos produtos. O gerente deve ter autoridade e responsabilidade pela sua inteligência, experiência e valor moral, porém, deve condensar isso com disciplina e o respeito mútuo de toda a equipe. Com essas dicas e sugestões, o ambiente favorável à fidelização dos clientes começa a ser construído. É dever do gerente e de toda a equipe de funcionários, além de implantar, manter o estabelecimento em constante evolução. Esse grupo deve, ainda, estar atento às dicas e às sugestões dos clientes, bem como às tendências do mercado. Afinal, o desejo de hoje pode não ser o mesmo de amanhã!


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DIREITOS E DEVERES Martan Parizzi Zambotto

n Advogado (OAB/RS 76.750) militante na região Sul do País, graduado, em 2008, no Curso de Direito pela Universidade de Passo Fundo (UPF) e pós-graduado, em 2012, em Direito e Processo do Trabalho pela Faculdade Meridional (IMED). Atua nas áreas cível e trabalhista, e tem escritório profissional na cidade de Passo Fundo/RS. Atualmente é consultor jurídico de grandes empresas do ramo de distribuição. E-mail: martanpz@yahoo.com.br

FIQUE ISENTO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DE 10% DO FGTS

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m 29 de junho de 2001, objetivando obter recursos para o pagamento dos expurgos inflacionários dos Planos Verão (1989) e Collor I (1990), por meio da Lei Complementar nº 110, o Governo Federal deu início à cobrança de uma Contribuição Social de alíquota de 10%, utilizando como base de cálculo a totalidade dos valores depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) durante a vigência do contrato de trabalho, devendo essa nova contribuição ser paga nos casos de demissão sem justo motivo por iniciativa do empregador. Essa parcela de 10% do FGTS, diferente dos “8%” e dos “40%”, não vai para o bolso do empregado, mas sim para os cofres públicos. Ocorre que, desde 2012, a receita gerada pela contribuição já cobriu os valores dos expurgos inflacionários e não possui mais sustentação legal. Nesse sentido, ainda no ano de 2012, o Congresso Nacional criou a proposta de Lei Complementar 200/12, que extinguiria a Contribuição Social de 10%. Infelizmente, tal lei foi vetada pela presidente Dilma Rousseff sob a justificativa de que a extinção da cobrança geraria um impacto de mais de R$ 3 bilhões por ano, o que afetaria diretamente ações de infraestrutura e programas sociais como, por exemplo, o “Minha Casa, Minha Vida”. Agora, após o veto, o Poder Executivo, em uma decisão que tenta acompanhar a vontade da presidente, tem trabalhado para regularizar esse impasse, com a criação do Projeto de Lei 328/13, que busca normatizar que os 10% da contribuição sejam destinados para o programa Minha Casa, Minha Vida. No entanto, mesmo que o Congresso Nacional e a presidente cheguem a um consenso e que seja publicada uma lei instituindo um novo tributo nos mesmos moldes do existente, ela não tem eficácia retroativa, ou seja, do ano de 2012 até a data da

Ocorre que, desde 2012, a receita gerada pela contribuição já cobriu os valores dos expurgos inflacionários e não possui mais sustentação legal

publicação desta nova lei, os 10% pagos a título de Contribuição Social não possuem nenhuma regulamentação jurídica, sendo justo, portanto, que esse dinheiro volte para o bolso dos empresários. A classe empresária brasileira, por sua vez, estando com absoluta razão, sustenta que a contribuição já cumpriu a função de corrigir o desequilíbrio dos saldos das contas individuais do FGTS, visto que a última parcela das dívidas geradas com os planos econômicos foi paga exatamente em junho de 2012. Assim sendo, não há mais nenhuma justificativa legal para que ainda permaneça a cobrança da Contribuição Social de 10% aqui discutida. Para fins de corrigir essa grande injustiça que está ocorrendo com a classe empresarial brasileira, empresas podem pleitear na Justiça a desobrigação desse recolhimento adicional de 10% sobre o FGTS, que, dependendo do turnover existente na empresa, pode representar um valor bem considerável. É importante destacar ainda que, além da possibilidade de se isentar do pagamento até que o Projeto de Lei nº 328/13 seja regulamentado, é possível, após decisão favorável, requerer a devolução dos valores pagos à União indevidamente desde julho do ano de 2012. Por exemplo, em uma decisão recente da 6ª Vara do TRF da 1ª Região, foi deferido o pedido de uma empresa, que, em caráter liminar, está “livre” de recolher os 10% da contribuição. Segundo a Juíza, Dra. Ivani Silva da Luz, que julgou o caso, a contribuição se originou objetivando a busca de equilíbrio às contas do FGTS em razão do pagamento dos expurgos inflacionários dos planos Verão e Collor I, sendo assim, já teve sua função integralmente cumprida. Importante é destacar que pode o Magistrado, ao contrário da decisão acima comentada, não conceder o pedido liminar para declarar a desnecessidade do pagamento da Contribuição Social. Todavia, nesse caso, enquanto perdurar o processo judicial, o empresário pode depositar em juízo as quantias frutos da discussão e, assim, ao final da demanda, poderá a parte vencedora sacar o saldo dessa conta, sem prejuízo de ser cobrado o que já foi pago indevidamente após o segundo semestre do ano de 2012.


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LEIS E TRIBUTOS

Índice de agrotóxicos na merenda escolar será monitorado no Paraná José Fernando Ogura/Vice governadoria

Alimentos oriundos da agricultura familiar servidos na merenda dos 1,3 milhão de estudantes das escolas estaduais do Paraná passarão por análises de resíduos de agrotóxicos. A medida é resultado do termo de coo-

peração assinado entre as secretarias estaduais da Saúde e da Educação. A ação de monitoramento é inédita no Brasil e fará parte do Programa Estadual de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para).

Imposto de Renda 2014 Encerra no dia 30 de abril o período de entrega da Declaração do Imposto de Renda 2014. Entre os contribuintes obrigados a declarar, estão os que receberam rendimentos tributáveis cuja soma anual foi superior a R$ 25.661,70 ou receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$

40 mil. O canal da Receita Federal no Youtube traz vídeos com as novidades e dicas importantes para evitar erros no preenchimento do formulário. De acordo com o órgão, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações para aperfeiçoar a comunicação com o contribuinte. Além disso, todas as informações estão disponíveis no site www.receita.fazenda.gov.br.

Na primeira etapa, um projeto piloto será desenvolvido nas cidades de Maringá, Pato Branco e Cascavel. Os resultados servirão para ajustes nas práticas de produção.

Proposta busca que boleto vencido seja pago em qualquer banco A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado aprovou, no início de março, projeto que permite que um boleto de pagamento vencido seja pago em qualquer banco, e não apenas naquele que o emitiu. Agora, a proposta será examinada pelas Comissões de Assuntos Econômicos e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, cabendo a esta a votação final. A lei resultante da proposta deverá começar a valer 90 dias após sua publicação.


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Ampliados direitos dos consumidores de serviços de telecomunicações A Anatel publicou no Diário Oficial da União o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços Telecomunicações, que amplia os direitos de quem utiliza telefonia fixa e móvel, internet e televisão por assinatura. Entre as principais inovações estão o cancelamento automático dos serviços; a facilidade em contestar cobranças; a validade mínima de 30 dias para crédito de celular pré-pago; mais transparência na oferta dos serviços; opção para download de contrato, faturas antigas e históricos de consumo; e o fim da cobrança antecipada. As novas regras entram em vigor no dia 8 de julho.

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Redução da jornada de trabalho deve ser analisada neste semestre

Conforme a Agência Senado, o debate sobre a redução da atual jornada de trabalho de 44 horas semanais deve avançar neste semestre na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. O assunto está inserido na pauta do Senado desde 2005 e é uma bandeira da maioria das centrais sindicais de trabalhadores. A medida, se aprovada, alinharia o País a uma tendência mundial.

Vender produto que não está em estoque poderá ser equiparado a estelionato Comerciante que colocar à venda produto com o qual não conta em estoque poderá receber a mesma pena prevista para estelionatários – reclusão de um a cinco anos e multa. Pela proposta, do deputado Renato Molling (PP-RS), ficará sujeito à mesma penalidade o dono de estabelecimento que encomendar mer-

cadorias à fábrica, mas não comprá-las, e aquele que entregar produto diferente do efetivamente comprado pelo consumidor. O Projeto de Lei nº 6369/13 será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados antes de ser votado pelo Plenário.


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Porto Alegre - RS - Tel.: (51) 3333-3272 - www.ctde.com.br

7ª edição atualizada


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MERCADO E ECONOMIA

Feira gratuita para supermercados Em 2014, a 14ª Expo Supermercados, feira gaúcha de negócios com exposição de produtos e equipamentos em um supermercado modelo, trará o tema “Como montar um supermercado moderno e rentável”, com rodadas de negócios, visitas técnicas e palestras. O evento é promovido pelo Centro de Treinamento e Desenvolvimento Empresarial (CTDE) e será realizado em Lajeado nos dias 8 e 9 de abril; em Porto Alegre nos dias 20 e 21 de maio; em Passo Fundo nos dias 16 e 17 de setembro e em Novo Hamburgo nos dias 14 e 15 de outubro. A entrada na feira e o transporte para deslocamento são gratuitos. Mais informações podem ser obtidas no site www.exposupermercados.com.br.

Sem moedas para o troco O Banco Central já colocou em circulação mais de três bilhões de moedas de um centavo desde 1994. Com essa quantidade, é como se cada brasileiro tivesse mais de 15 moedas, o que seria suficiente para não faltar troco. Após pesquisa com a população, que demonstrou que mais de 90% não sentia falta dessa moeda, o Banco

Central decidiu não mais produzi-la desde 2005, pois cada unidade tinha um custo de produção de R$ 0,13. Porém, a incidência de produtos com preços fracionados e o constante arredondamento dos valores na hora de pagar as compras são fatores que abrem espaço para a discussão sobre a volta de sua produção.

Supermercados gaúchos projetam crescimento de 2% nas vendas de Páscoa Segundo estudo encomendado pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) ao Instituto Segmento Pesquisas, o crescimento real das vendas do setor, nesta Páscoa, será de 2% em relação ao ano passado. Ao todo, os supermercados do Rio Grande do Sul vão comercializar 9 milhões de ovos de chocolate, que vão alavancar um faturamento de R$ 96 milhões para o setor. Dados revelam que 89,7% dos gaúchos elegem os supermercados como local principal ou alternativo de compras para a Páscoa devido à variedade de opções de produtos (55%), ao preço mais baixo (47,5%) e à comodidade de efetuar todas as compras em um mesmo lugar (42%). Os gaúchos vão gastar, em média, R$ 180,20 em suas compras de Páscoa, valor quase R$ 20 mais alto que em 2013. Quanto às formas de pagamento, 55,9% das compras deverão ser realizadas por meios eletrônicos.


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Regulamentação da Lei do Vinho traz segurança jurídica ao setor A publicação do novo decreto que regulamenta a Lei do Vinho, no final de fevereiro, deve trazer segurança jurídica e esclarecer pontos importantes sobre a produção de vinhos, sucos, espumantes e derivados no País, como destaca o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). O documento aborda aspectos como a normatização, a rotulagem, a fiscalização, a denominação, a certificação quanto à origem, entre outros itens. O decreto era um antigo pleito do setor, que vinha aguardando sua publicação desde 2008.

Mercado pet oferece produtos para todas as classes sociais De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), cruzamento de dados revela que o mercado pet brasileito atende a todas as classes sociais. A pesquisa é fruto de uma análise entre informações do IBGE e a inteligência de mercado da entidade. Gastos mensais com cães podem ir de R$ 133 (para raças pequenas) até R$ 314 (para raças grandes). Nesse universo a ração é o produto que demanda maior investimento.

Mercosuper No Paraná, a feira voltada ao setor supermercadista ocorre de 22 a 24 de abril. A Mercosuper, 33ª Feira e Convenção Paranaense de Supermercados, aborda o tema “O Varejo Campeão”, em uma alusão ao crescimento do setor no Paraná, acima da média nacional e da região do Sul do País.

Copa do Mundo deve movimentar R$ 826 milhões no varejo Tendo como base a receita do varejo apurada por meio de pesquisas de comércio feitas pelo IBGE, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o Mundial de Futebol eleve em R$ 826 milhões a receita das lojas especializadas na comercialização de artigos de uso pessoal e doméstico no segundo trimestre de 2014. Conforme a previsão, o efeito da Copa do Mundo sobre as vendas desse segmento no segundo trimestre de 2014 deverá ser de aproximadamente 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano. As Copas de 2006 e 2010 provocaram impactos reais de 2,4% e 2,6% no mesmo período.


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NOVIDADES ZAELI

AZEITE EM SPRAY

A Zaeli Alimentos apresenta edição especial e limitada da pipoca de micro-ondas. Disponível em embalagem com dois pacotes de 100g cada, a novidade é comemorativa à Copa do Mundo e tem as cores verde e amarelo. O produto vem no sabor natural com sal. Além disso, a marca disponibiliza nos mercados os novos molhos de Pimenta Verde e de Alho para Frango, em embalagens de 150ml.

PARA O CAFÉ DA MANHÃ

NUTRIÇÃO INFANTIL Para proporcionar uma melhor nutrição para as crianças, a Mead Johnson Nutrition, líder mundial em nutrição infantil, lançou Enfagrow, um composto lácteo com DHA, colina, ferro, iodo e zinco, nutrientes que favorecem o desenvolvimento cerebral apoiando a concentração, memória e aprendizagem. Segundo a empresa, o produto também contém prebióticos (fibras alimentares) e mais 25 vitaminas e minerais. Enfagrow está disponível nas embalagens de 400g e 900g.

A Cooperativa Santa Clara lançou, em março, o Doce Cremoso de Morango. Em potes de 400g, o produto soma-se à linha que já conta com os sabores abóbora com coco, figo, goiaba e uva. Os produtos estão disponíveis para toda a região Sul do País.

EDIÇÕES LIMITADAS Jabuticaba e pera são os dois novos sabores escolhidos pela Batavo para suas linhas de bebidas lácteas, com edições limitadas em homenagem ao Brasil. Os novos produtos estão disponíveis nas versões de 180g e 900g para a linha tradicional Batavo e 170g e 850g para Pense Zero.

A marca de azeites Andorinha, da Sovena, lança versão inovadora em spray. O formato também permite que o produto seja aplicado como fio de azeite e em gotas. Conforme a empresa, a embalagem auxilia no uso da quantidade desejada do líquido, evitando possíveis desperdícios. Outra novidade é a de que o novo frasco possui quatro camadas, que evitam a exposição ao ar e à luz. O preço sugerido ao consumidor é R$18,90.


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REPARAÇÃO REJUVENESCEDORA

EMBALAGENS REPAGINADAS A Germani Alimentos atualizou as embalagens da sua linha de massas de sêmola sem ovos. O novo layout faz uso de elementos encontrados na linha de massas com ovos, como o destaque ao produto na parte frontal e o tradicional campo de trigo em segundo plano. A identidade visual das massas sem ovos foi mantida por meio do predomínio da cor verde, que, segundo a empresa, é destacada no ponto de venda e reconhecida pelo consumidor da marca.

Pantene estreia a linha Reparação Rejuvenescedora, que promete prevenir os danos futuros relacionados à passagem do tempo e os impactos causados nos fios. A nova coleção conta com o primeiro BB Cream da marca, a Ampola BBCream Rejuvene-7, produto já conhecido no mercado por seus multibenefícios para pele. A linha ainda é formada por shampoo, condicionador e creme de tratamento.

NOVAS VERSÕES DE GILLETTE A linha de antitranspirantes Gillette está reformulada. Segundo a empresa, a nova fórmula é ainda mais eficaz no combate ao suor, quando elimina o mau cheiro e não mascara. A reformulação também conta com o lançamento de duas novas fragrâncias: Sport Triumph e Sensitive. Além disso, a marca traz ao mercado a versão mini aerosol Cool Wave e embalagem Seleção Brasileira desta mesma fragrância.

OLD SPICE A P&G traz ao Brasil a marca de desodorantes masculinos Old Spice, que, segundo a empresa, é a número um da categoria nos Estados Unidos. O spray antitranspirante está disponível em embalagens de 150ml nas versões After Party, Fresh, Pure Sport e Vip. O preço sugerido é R$ 9,90. A linha roll-on é oferecida nas mesmas fragrâncias, em embalagens de 50ml pelo preço de R$ 6,90. Outra opção da marca chegada ao País é o spray para o corpo, também com preço sugerido de R$ 9,90.

DURAS E MASTIGÁVEIS, JUNTAS A Perfetti Van Melle apresenta novidade que une as duas linhas da marca Fruit-tella, dura e mastigável, em um único produto. Fruit-tella Crunchies renova o portfólio da empresa que já contava com as linhas Fruit-tella Swirl (bala dura) e Fruit-tella Natural (mastigável e com aromatizantes naturais de frutas). O produto está disponível em embalagem bag, em pacote que contém 125g das balas em formato unitário, nos sabores framboesa, maçã-verde, laranja e morango.

PRONTO PARA BEBER Sustagen Nutriferro é mais um lançamento da Mead Johnson Nutrition. Pronto para beber, o produto é rico em ferro, vitamina C, zinco e iodo, além de mais 14 vitaminas e minerais. Fortalecendo a nutrição com Sustagen sempre à mão.


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TENDÊNCIAS E INSPIRAÇÕES

Campanha pede que rótulos informem a presença de alimentos capazes de provocar alergia Para tornar obrigatória a inclusão nos rótulos dos produtos de informações claras sobre a presença dos principais alimentos capazes de causar alergias, um grupo de mães se uniu e criou no Facebook a campanha “Põe no Rótulo”. A iniciativa propõe a criação de uma legislação específica ou o estabelecimento de uma norma pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que obrigue a indústria a destacar

a presença de leite, soja, ovo, trigo, amendoim, oleaginosas, frutos secos e peixes, a exemplo do que já ocorre com o glúten. A Anvisa informou que há, no âmbito do Mercosul, uma discussão sobre a obrigatoriedade de se prestar informações sobre alergênicos nos rótulos. A aprovação da proposta, entretanto, depende de consenso entre os países-membros. O tema vai para o quarto ano de discussão, segundo a Agência.

Supermercados americanos investem em comodidade para consumidores Supermercados americanos vêm investindo alto em novas opções para fazer a experiência de compra de seus clientes cada vez mais agradável. Por exemplo, no supermercado Fields Foods, de Saint Louis, o cliente pode passar sua lista de compras a um funcionário da loja, caso deseje

conhecer o bar de degustação do local e degustar uma taça de vinho. A rede de mercados IKEA oferece um espaço de recreação supervisionado para que os pais deixem as crianças enquanto fazem suas compras, além de uma cafeteria com menu exclusivo para os pequenos. Se o investimento de

manter uma área de lazer 24 horas por dia é um pouco expressivo, a sugestão da rede é estabelecer o serviço apenas em horários de picos, ou promover eventos destinados às crianças, atraindo também os pais para o local. Fonte: Supermarket News

Ação da CGU visa combater pequenas corrupções Criada pela Controladoria Geral da União (CGU), a campanha “Pequenas Corrupções – Diga Não” tem como objetivo conscientizar os cidadãos para a necessidade de combater atitudes antiéticas – ou até mesmo ilegais –, que costumam ser culturalmente aceitas e ter a gravidade ignorada ou minimizada. As peças buscam chamar a atenção e promover a reflexão sobre práticas

comuns no dia a dia dos brasileiros, como falsificar carteirinha de estudante; roubar sinal de TV a cabo; comprar produtos piratas; furar fila; entre outras. Buscando facilitar o acesso às imagens, a CGU disponibiliza no seu site todas as peças da campanha, em alta resolução, para entidades, órgãos ou cidadãos que queiram fazer uso do material, sem fins comerciais.


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Richard Robinson

Supermercado da Nova Zelândia instala GPS nos carrinhos de compras Os consumidores que entrarem nas lojas New World Victoria Park, da cidade de Auckland, Nova Zelândia, terão seus movimentos rastreados por equipamentos de GPS, instalados nas cestas e carrinhos de compra do estabelecimento. A razão da novidade está na intenção de seus gestores de acompanhar o percurso que os consumidores executam durante as compras, no intuito de transformar os resultados em alterações no layout

da loja, posicionamento de produtos e a colocação de publicidade e promoções na loja, por exemplo. A tecnologia propicia aos supermercadistas uma visão geral de toda a loja de forma rápida e precisa, porém vem gerando polêmica por não informar aos consumidores que seus passos vêm sendo monitorados enquanto realizam as compras. Fonte: The New Zealand Herald Journal

Del Valle lança embalagens com tecnologia verde Chegadas ao mercado em março, em todo o Brasil, as novas embalagens da linha Del Valle utilizam até 78% de materiais provenientes de fontes renováveis. Na nova embalagem cartonada, da Tetra Pak, as camadas de polietileno convencional, fabricadas a partir do petróleo, são substituídas pelo polietileno à base de cana-de-açúcar, que se renova de forma natural, sem se esgotar. Conforme a Coca-Cola, a utilização desses materiais contribui ainda para a redução em até 22% das emissões de gases de efeito estufa, por meio da absorção de CO2 da atmosfera durante o processo de crescimento das plantas.

Walmart investe em pequenas lojas nos EUA Segundo Charles Holley, diretor financeiro do Walmart, a companhia pretende abrir, neste ano, cerca de 100 a 120 Walmart Express, lojas em menores formatos da maior rede de varejo do mundo. Holley destacou a importância do fator conveniência para o formato. “Acho que poderia haver oportunidades para centenas, senão milhares, de lojas neste formato”. E acrescenta: “Algo parecido com 11 mil novas pequenas lojas foram abertas nos EUA nos últimos três anos, sendo esta uma das razões pelas quais decidimos ser a hora de ir em frente e aumentar nossas lojas nos formatos expressos e de vizinhança. Acreditamos que eles serão veículos poderosos para a experiência do consumidor com a conveniência”. Fonte: Supermarket News


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Copa À espera da

O Mercado Spinelli funciona em espaço reformulado desde janeiro e está atento às oportunidades que a Copa do Mundo trará ao negócio, que fica na região central de Porto Alegre, uma das 12 cidades-sede. Veja o que os sócios Fernando e Nestor (foto) esperam do evento e acompanhe um panorama completo para o seu mercado também entrar no clima e aproveitar o momento que, segundo especialistas, será positivo para o pequeno varejo.


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ocalizado na região central de Porto Alegre, o Mercado Spinelli funciona em espaço reformulado desde janeiro. Situado em um ponto comercial que existia há 32 anos, em meio a uma área predominantemente residencial, o novo ambiente chama a atenção dos consumidores da redondeza. Empolgados com a nova loja, os empresários Fernando Luis Campanaro e Nestor Zanoni – responsáveis pela empresa juntamente com os sócios Tiago Leite e Marcos Dexheimer – afirmam que estarão atentos à movimentação que a Copa do Mundo poderá gerar no estabelecimento. Segundo Campanaro, é provável que o mercado – que tem um único checkout – receba turistas devido à proximidade com hoteis e pousadas. Porém, o principal foco de ações relacionadas à Copa será o público habitual do estabelecimento. “Vamos fazer aquela tradicional decoração verde e amarela e a uniformização do pessoal. Nada muito diferente do que se fazia nas outras Copas”. O sócio Nestor Zanoni complementa que o mercado espera o aumento no consumo de alguns produtos. “Nosso segmento não tem um impacto muito direto como o de hotelaria, por exemplo, mas já temos experiência das outras Copas de que, nos dias de jogos, há uma movimentação maior. O pessoal sempre faz um churrasquinho, come uma pipoca ou toma uma cerveja”. Mesmo pensando em investir em ações especiais, a repercussão do evento ainda é uma dúvida entre os varejistas. “Estamos preparados, porém, com muita cautela para ver o que realmente vai se apresentar no período mais próximo aos jogos. Ouve-se muito pouco falar em Copa do Mundo (a entrevista foi realizada no mês de fevereiro). Esse clima ainda não chegou. E não sei quando vai chegar, ou como, em função de toda essa contestação em cima do evento. Acredito que, se esse impasse ficar mais forte, muita gente vai evitar usar a imagem da Copa do Mundo”, diz Campanaro. Os empresários também já veem a dificuldade em contratar mão de obra especializada, principalmente com cursos de inglês e espanhol. Acerte na jogada Apesar do receio em relação à sua repercussão, a Copa do Mundo se mostra positiva para o segmento de consumo. Conforme pesquisa da Nielsen Sports, 63,2% das pessoas consomem algum produto enquanto assistem a eventos esportivos. Já o Estudo Sindicalizado Copa do Mundo do instituto Ipsos Marketing – realizado em 2013 e que buscou saber como os brasileiros se sentem em relação ao Mundial no Brasil –, mostrou que somente 4% não têm a intenção de assistir aos jogos e que 79% acompanharão em casa com a família. De acordo com o analista de mercado da Nielsen

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Sports, Otávio Carvalho, historicamente o brasileiro tem A maior parte das o hábito de assistir aos jogos empresas não é em sua própria residência. “Acreditamos que as oportupatrocinadora da Copa, mas vai nidades de algumas cateagir como formiguinha e atingir um gorias vão estar dentro do bom resultado também. O pequeno lar, porque apesar das Fan Fests e dos estádios, teremos varejo tem que se preparar para cerca de 80% da população ouvir essa proposta ou sugerir uma em casa”. Assim, sugere que o varejista esteja atento a parceria pesquisas e a experiências Adriano Amui, presidente do Invent anteriores de seu estabelecimento, como a Copa das Confederações em 2013, para planejar suas compras e promoções. “Se teremos muita gente assistindo aos jogos em casa com a família e amigos, será que vale a pena investir em embalagens de refrigerante individuais? Talvez, neste caso, as familiares sejam mais representativas”, exemplifica. Entenda qual é o seu público Para a gestora do programa Sebrae 2014 no Rio Grande do Sul, Amanda Paim, é preciso pensar em Copa do Mundo considerando dois tipos de público. “Existe o cliente local e o cliente turista. Por isso, o dono do mercado precisa avaliar qual demanda vai ter em sua região. Primeiramente, vamos ter o consumidor local, que vai querer entrar no clima de Copa, consumir uma pipoca e uma cerveja gelada, por exemplo. Independente de estarem na cidade-sede ou não, as pessoas estarão ávidas a consumir”, declara. Considerando as cidades-sede, Amanda destaca a situação que será vivenciada em Porto Alegre. “A Capital terá visitantes argentinos, que gostam tanto de futebol quanto o brasileiro e não vão ter outra oportunidade de assistir a uma Copa do Mundo tão perto como agora, pelo menos nos próximos 50 anos”. A gestora frisa que o Rio Grande do Sul é o local mais próximo e a forma mais barata de os argentinos assistirem à Copa. “O argentino é um público conhecido pelos gaúchos, que veraneia no estado. Mesmo não sendo um momento financeiro positivo na Argentina, acredito que eles não vão deixar de vir, mesmo que tenham de, para isso, economizar um pouco”, entende. Amanda também estima que esse contexto econômico pode ser positivo para o pequeno varejo. “Quando ele vai para a praia, geralmente faz compras no mercado, ou seja, não come somente

Adriano Amui, presidente do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing

Otávio Carvalho, analista de mercado da Nielsen Sports


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Coca-Cola lançou a promoção “Minigarrafinhas do Mundo Todo”

A pesquisa da Nielsen, que considera o que o público consome enquanto assiste a eventos esportivos, mostra que, entre os homens, 45,8% consomem cerveja; 40,4% refrigerante; 24,3% pipoca e 21,2% salgadinho. Considerando o público feminino, o refrigerante está na preferência, eis que 50,5% das mulheres consomem o produto; seguido da pipoca, com 46%; cerveja, 23,7%; e salgadinho, 22,6%. O estudo também aponta que na Copa de 2010, mesmo sediada fora do Brasil, algumas categorias também apresentaram crescimento no País em comparação com o ano anterior: cerveja, 15%; refrigerante, 10%; chocolate, 13% e salgadinhos, 11%.

em restaurante. Além disso, os “Muito provavelmente haverá Toda vez que temos minimercados têm o diferencial relativo aumento de preum grupo de pessoas um da conveniência, o atendimento ços neste período, oriundos rápido”. reunidas, o senso crítico e o cuidado da própria indústria e mesmo O presidente do Instituto varejo. No momento em com o comprar o mais barato deixa do Nacional de Vendas e Trade que se tem um aumento de de existir, porque é um momento Marketing (Invent), Adriano volume, a própria regra de Amui, complementa que a procura determina que o de confraternização própria movimentação vai preço vai subir um pouco, o Adriano Amui, presidente do Invent mostrar que tipo de público que ocorrerá em toda a reAmanda Paim, haverá naquela região. “Isso dondeza. Essa é uma oportugestora do projeto não é nada complicado porque os próprios clientes nidade de construir margem de contribuição para o Sebrae 2014 no Rio Grande do Sul conversam dentro desses ambientes e vão contando negócio. O que o varejista não pode é deixar passar o que vai acontecer. Na hora que o varejista enteno período e depois ver somente os outros colhendo de que vai ter um incremento de volume, tem que os resultados, porque ele não se organizou”, alerta. começar a pensar em abastecimento e em fazer Estabeleça parcerias pedidos maiores do que se costuma fazer”. Amui A indústria como um todo vem preparando acredita que o consumo não deve ser influenciado ações que podem ser aproveitadas no ponto de negativamente. “É o momento em que as pessoas venda. “Nesse momento, pelo que me parece, a estão dispostas a confraternizar. Mesmo com essa indústria vai estar muito problemática toda, com muitas pessoas manifesaberta para esse tipo de tando-se contra a Copa, acreditando haver outras diálogo, principalmente prioridades no Brasil, tudo isso vai para o lado um Independente de porque os grandes pontos pouco e as pessoas curtem aquele momento, é uma estarem na cidadede venda já têm seus escoisa agradável, cultural”, espera. paços definidos para essa sede ou não, as pessoas estarão época e a televisão já está A Copa e o pequeno varejo ávidas a consumir com os espaços publicitáO presidente do Invent também entende que o Amanda Paim, gestora do projeto Sebrae 2014 no Rio rios preenchidos. Então, movimento gerado pela Copa muda o padrão norGrande do Sul se alguma indústria quer mal de consumo. “Toda vez que temos um grupo de fazer alguma ação difepessoas reunidas, o senso crítico e o cuidado com rente, um bom canal é o o comprar o mais barato deixa de existir, porque é pequeno varejo”, salienta Amui. “Isso é que a gente um momento de confraternização. Isso traz oportuchama de marketing de gerrilha. A maior parte das nidades de alavancar as vendas no pequeno varejo, empresas não é patrocinadora da Copa, mas vai que é quem está mais próximo da casa das pessoas agir como formiguinha e atingir um bom resultado para atender qualquer necessidade emergencial também. O pequeno varejo tem que se preparar que exista. O consumidor prefere fazer essas compara ouvir essa proposta ou sugerir pras mais cotidianas lá. O tempo que uma parceria”, finaliza. você leva entre chegar, estacionar Conforme a Nielsen, Em geral, a indústria está movie encontrar um produto dentro de mentada em termos de promoções um hipermercado é muito grande. desde o início do ano. A Coca-Cola, Enquanto, no pequeno varejo, em por exemplo, parceira oficial da Copa questão de minutos você faz o que do Mundo da Fifa desde 1978, lançou precisa e vai embora. Essa condição das pessoas consomem a promoção “Minigarrafinhas do é muito rica”, frisa. Mundo Todo”. Miniaturas de alumíalgum produto Atenção aos preços nio trazem as bandeiras de 18 países enquanto assistem a Amui orienta que os produtos diferentes, além de duas edições espeeventos esportivos devem estar precificados de maneiciais da Coca-Cola. Segundo a emprera a atender a demanda da região. sa, a promoção encerra em abril.

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Ações práticas durante a Copa

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Fique atento aos dias de jogos e acompanhe as dicas práticas do consultor Frederico Gorgulho, a partir da cartilha “Como preparar sua loja e sua equipe para a Copa do Mundo de 2014”, feita em parceria com a Associação Paulista de Supermercados (Apas):

Partidas que a Seleção Brasileira vai realizar na primeira fase do torneio

Veja também quais partidas ocorrerão em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo Porto Alegre

Curitiba

No dia 30 de junho, às 17h, a capital também vai receber um jogo das oitavas de final, entre o primeiro colocado do grupo G (Alemanha, Portugal, Gana ou Estados Unidos) e o segundo colocado do grupo H (Bélgica, Argélia, Rússia ou Coreia do Sul).

A cidade de São Paulo/SP, receberá os jogos entre Brasil e Croácia (12/6, às 17h); Uruguai e Inglaterra (19/6, às 16h); Holanda e Chile (23/6, às 13h); Bélgica e Coreia do Sul (26/6, às 17h), um jogo das oitavas de final (1º/7, às 13h) e uma semifinal, (9/7, às 17h).

- O varejo não deve esperar um aumento de venda em seções como a de produtos commodities como arroz, feijão, óleo, sal, farinhas diversas ou a de limpeza, como sabão em pó, detergente, alvejantes, etc;

Lista A - 100% de certeza de aumento de venda: salsicha, pão para hot dog, salgadinhos tipo snacks, carne para churrasco, carvão, linguiça, cervejas em geral, bandeiras do Brasil, refrigerantes em geral, copos descartáveis, pães diversos, sucos prontos, pizzas, hamburgueres, pães para hamburguer, milho para pipoca, pipoca de micro-ondas, cachaça, limão, caixa de isopor, gelo e esmaltes de unha nas cores verde e amarelo.

- A demanda maior será de outras seções que visam mercadorias sazonais, regionais, de pratiLista B - relevante aumento de venda: cidade, comodidade e conveniência; filtrados e espumantes, azeitonas, macarrão instantâneo, molho de tomate, bolachas doces - Através de pesquisas com supermercadistas, e salgadas, chocolate, mistura para bolo, pilha, analisando a venda de produtos em outras pratos descartáveis, produtos da seção de Copas do Mundo e eventos semelhantes, rotisserie (pratos prontos), frutas da época (para formatou-se duas listas de produtos que não estrangeiros), spray de espuma, buzinas de devem ter rupturas durante o Mundial: plástico, camisas da Seleção, bonés tematizados, chinelos, serpentina e confete.

- Todos os produtos citados acima, principalmente os da lista “A”, devem ser muito bem expostos, sinalizados e destacados nas gôndolas, com o auxílio de material de merchandising, se disponível;

Frederico Gorgulho é publicitário, consultor supermercadista, escritor, professor e palestrante

- Nas lojas que têm mais espaço na área de venda, fica a sugestão de se montar o “Cantinho da Copa”, com o maior número possível de produtos da lista “A”; - Caso a sua loja esteja em uma das 12 cidadessede, verifique a viabilidade e oportunidade de mostrar um artesanato e/ou produtos regionais, que são de grande interesse para turistas estrangeiros.


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Promoções Se inspire em algumas dicas de promoções para o período: Modalidade “comprou, ganhou”: muito conhecida no mercado, essa estratégia de promoção de vendas tem uma simples mecânica: comprou um certo produto ou se a compra ultrapassou um valor “x”, o cliente ganha um brinde na hora. São exemplos de produtos simples e baratos, como pulseiras, chaveiros, canetas, etc. Self Liquidated: tem o significado de “autopagável” em inglês. Tipo de promoção em que o brinde entregue tem seu custo pago pelos consumidores. Ou seja, se o cliente compra um produto ou se sua compra chega a “x” reais, ele pode levar um brinde pagando um valor “y”. Nessa modalidade, podem ser incluidos brindes de maior valor agregado, como baldes de pipoca (com a logo de sua loja, por exemplo), óculos de torcida, bonés, kit de esmaltes nas cores verde e amarela, camisetas promocionais, etc.

Time vencedor Mais de 80% dos jogos são em horário comercial. Por isso, tente disponibilizar televisores em pontos estratégicos da loja para que seus colaboradores possam assistir aos jogos do Brasil. Com tal ação, a equipe fica motivada, sabendo que não vai ficar de fora da torcida. Busque recursos, mesmo que seja com fornecedores, para vestir o seu time de operação de loja. Bandanas, faixas, bonés

e até camisetas podem gerar um clima festivo e alegre entre eles, o que acaba também influenciando, de forma positiva, a clientela. Até o fechamento desta edição, não houve a informação oficial de como o comércio deverá trabalhar nos dias de jogos da Seleção Brasileira. Além de estar atento às notícias relacionadas, avalie o comportamento de compra de sua clientela e tome a decisão mais pertinente, prudente e sensata sobre a abertura e fechamento da loja nesse período.

Evite poluir a loja com muitos enfeites e adereços. O excesso de material decorativo confunde o campo de visão do cliente; Atenção para enfeites que encobrem mercadorias e/ou geram dificuldade na retirada de produtos nas gôndolas. A mesma precaução deve ser tomada em relação ao cuidado para não cobrir a iluminação da loja.

Conforme o consultor jurídico do Sebrae para assuntos relacionados à Copa do Mundo, Pedro Alfosin, algumas marcas foram registradas pela Fifa e só podem ser utilizadas pelas empresas patrocinadoras ou que conquistaram o direito de uso. Assim, as indústrias e o varejo devem estar atentos a alguns termos que não podem estar presentes nas promoções. “A Copa do Mundo movimenta 93% do valor que a Fifa arrecada. Assim, há um valor enorme em proteger a marca e permitir que os patrocinadores do evento possam utilizá-las com exclusividade. Isso agrega valor ao patrocínio, o que permite que se faça uma competição do nível de uma Copa do Mundo”, explica. Por outro lado, existem várias oportunidades de se aproveitar o evento sem a utilização dessas marcas. “Grandes empresas também fazem isso. Líderes mundiais, que não detêm o direito de explorar a marca Copa do Mundo, fazem uma alusão ao evento colocando bandeira dos países nos produtos ou as cores verde e amarelo, por exemplo. Isso é permitido fazer”, complementa Alfosin. Mercado Spinelli planeja decorar o ambiente com as cores da Seleção

Marcellus Cruz

Principais termos que não podem ser utilizados comercialmente por quem não detêm o direito de uso: FIFA World Cup Brasil, FIFA, Copa do Mundo, Juntos num só ritmo, Copa 2014, Nome da cidade-sede + 2014 (como, por exemplo, Curitiba 2014), Brasil 2014, Mundial 2014, além da imagem da taça e do mascote oficial. O que é permitido: Anúncio comercial utilizando termos ou elementos visuais gerais relacionados a futebol não cria, necessariamente, uma associação indevida. Itens de decoração relacionados de forma geral ao futebol ou ao Brasil em estabelecimentos comerciais também não geram uma associação indevida.


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O PRODUTO da Copa Varejistas devem se preparar para um fluxo de verão no setor de cervejas

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Ambev, principal indústria de bebidas alcoólicas do País, estima que 2014 trará grandes oportunidades para o setor de bebidas, pela expectativa de a Copa do Mundo representar um volume incremental de vendas em um período do ano tipicamente de baixa temporada para a categoria. Para o gerente corporativo da Ambev para a Copa do Mundo, Marcelo Tucci, a palavra-chave da organização da empresa para a Copa é

planejamento. Com produtos oficiais da Copa e com as inovações que a companhia trará, a Ambev está trabalhando para aproveitar todas as oportunidades de consumo. “Sugerimos que os varejistas se estoquem devidamente para o evento e preparem seus estabelecimentos para um fluxo de verão”. Para expor cervejas Para a diretora comercial da AZ4 Group, empresa especializada em merchandising, Christiany Zanotto de Sena, a ambientação ou decoração de gôndola é aliada dos anunciantes, num momento em que o grande desafio é desenvolver artifícios para promover a decisão instantânea do consumidor e a compra por impulso. “Principalmente em um período de grande evento como a Copa do Mundo, em meio à diversidade de produtos, aquele que consegue chamar a atenção e influenciar a intenção de compra do shopper tem grande vantagem competitiva”. Segundo ela, a cerveja certamente será o item de consumo mais requisitado nes-

se período. Assim, para diferenciar e tornar desejo de compra sem que os fatores preço ou hábito de consumo (preferência) sejam determinantes, demarcar território é a melhor forma de “pescar” o consumidor. Público masculino Enquanto as mulheres são maioria nas lojas e mais sensíveis à compra por impulso, ou à chamada compra emotiva, os homens tendem à praticidade. “Eles costumam comprar exatamente o que precisam, por isso o tempo de permanência na loja diminui. Consequentemente, a chance de envolver e fazer tomar a decisão por um produto deve ser extremamente impactante”. Levando em consideração a maior rapidez com que fazem as compras, o ponto de venda direcionado ao público masculino precisa ser, antes de mais nada, eficiente.

Christiany Zanotto de Sena, diretora comercial da AZ4 Group


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VAREJO & NEGÓCIOS | CAPA

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Veja as dicas de Christiany: - Esqueça as tradicionais mensagens voltadas para o público feminino, destacando valores, beleza e sensibilidade. O que interessa para essa comunicação é que, além de falar sobre resultados e diferenciais, o produto esteja ao alcance das mãos e disposto de forma organizada, o que auxilia a encontrar a marca e o tipo de produto procurado. - Outra característica importante a ser explorada

nos PDVs para o público masculino é a aparência e o design. Foi-se o tempo em que apenas as mulheres eram ganhadas por displays com formas arrojadas e visual jovem. Peças atrativas e bonitas tendem a fazer sucesso com eles também. Estimular a lembrança de situações de lazer também gera um bom resultado no PDV. Eles demonstram sempre muita preocupação com o futebol ou o churrasco com os amigos. Por isso, “lembrá-los” sobre compras

relacionadas a esses dois prazeres pode ser uma ótima alternativa. - Conquistar o público masculino no ponto de venda pode não ser tarefa fácil. Utilizando o conceito de objetividade a seu favor, pode-se ganhar não só a fatia mais prática do mercado, mas também uma das mais fiéis.

de junho e julho ocorre a entressafra no Rio Grande do Sul, quando geralmente a oferta de gado para abate tende a diminuir. Isso normalmente tem forçado um aumento de preço no período”.

Churrasco Em períodos festivos em geral, é comum o aumento de consumo dos cortes de churrasco, como lembra o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul, Ronei Lauxen. “Esperamos este aumento também na Copa do Mundo, porém, não podemos estimar quantitativamente. Ainda não sabemos exatamente como se darão as atividades das pessoas, inclusive pelos horários dos jogos”, afirma, complementando que a expectativa de consumo não deve oferecer nenhum risco de desabastecimento. “No inverno,

período em que ocorre a Copa, normalmente a procura por alguns cortes de churrasco tende a diminuir devido ao clima. As pessoas ficam mais dentro de casa e acabam fazendo menos churrasco. Então, se houver algum movimento de aumento de consumo, a indústria estará preparada para atender essa demanda”. Costela, picanha e maminha estão entre os cortes que deverão ter maior procura. Em nível de indústria, Lauxen acredita que não deve ocorrer diferenciação de preços devido à Copa e sim a uma característica do período. “Coincidentemente, nos meses

Vinho O Instituto Brasileiro do Vinho prepara estratégias para a Copa do Mundo, com promoções e kits para gerar atratividade para a categoria. O diretor de vendas da Vinícola Salton, Cleber Slaifer, acredita que o momento é ideal para trabalhar o vinho brasileiro, aproveitando o turismo proporcionado pelo evento. A empresa estima aumentar em 15% as vendas no período e prepara materiais de merchandising especiais. “Vamos trabalhar forte com ações de ponto de venda, inclusive do espumante, que tem ganhado muitos prêmios fora do Brasil. A África do Sul, por exemplo, trabalhou muito bem a questão do País na Copa em 2010. E acho que temos que fazer isso com o Brasil também, mostrar que temos boas vinícolas aqui. Tem-se aumentado muito o conceito de qualidade”. Já a gerente de marketing da Vinícola Aurora, Lourdes Conci da Silva, entende que o varejo possa ser inspirado pelo sucesso que os vinhos brasileiros têm feito no exterior e aproveitar a oportunidade da Copa do Mundo, proporcionando melhor exposição e aproximação desses produtos com o consumidor em suas lojas. Essa matéria contou com a colaboração do vendedor Roberto Barbo dos Santos.


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CASE DE SUCESSO

Jovens empreendedores Descubra como o mercado Super Expresso ganhou, em menos de um ano de existência, destaque em atendimento e organização


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VAREJO & NEGÓCIOS | CASE DE SUCESSO

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A rotina de Cristiane e Rafael começa cedo e termina tarde. Para administrar o mercado Super Expresso e o Hortifruti Leffa, o casal precisa se dividir para dar conta das atividades, que envolvem desde a compra, o recebimento e a organização de entregas de mercadorias, até o fechamento de caixa e, quando necessário, a atuação nas próprias atividades do mercado, tais como atender no açougue e nos checkouts. O segredo do sucesso? Dedicação de domingo a domingo. Colaboração Aurora Simone Lucho e Marcelo Jardim da Silva Fotos Marcellus Cruz

São os mínimos detalhes que fazem a diferença”. Assim, a empresária Cristiane Justo Leffa, 22 anos, define o sucesso do Super Expresso, mercado inaugurado em maio do ano passado em Cachoeirinha, região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e que já é destaque na região. Ela, formada em Administração, e seu marido, Rafael Carvalho de Mello, 29 anos, são responsáveis pelo estabelecimento de cerca de 250 m², que conta com nove funcionários. A história do mercado surgiu a partir do Hortifruti Leffa, que existe há oito anos, primeiro empreendimento do casal. “Trabalhávamos na fruteira e sentimos a necessidade de crescer. Climatizamos o ambiente e fizemos uma reforma”, relata Cristiane. O investimento rendeu um bom retorno, que fez com que o casal decidisse investir em mais um negócio. A ideia de criar uma nova empresa surgiu com a oportunidade de locação de um ponto comercial próximo à fruteira. “O dono do prédio nos ofereceu o local. Pedimos um tempo para fazermos os orçamentos e abrimos o mercado 40 dias depois. No local, antes, estava instalada uma loja de roupas. Foi preciso reformar tudo para adaptar a um mercado, desde o encanamento para o açougue até obras bem mais expressivas”, complementa Cristiane, afirmando que os próprios clientes da fruteira sentiam a necessidade de mais um mercado nas proximidades, o que foi levado em conta na hora de escolher o ramo de supermercados para investir. Para ir de um estabelecimento ao outro, é só atravessar a rua. A fruteira, que já pertencia anteriormente à família de Cristiane, conta hoje com seis funcionários. O casal não tem uma divisão fixa no dia a dia para estar na fruteira ou no mercado. Assim, ambos são atendidos simultaneamente conforme a necessidade. As compras do Super Expresso, por exemplo, só ocorrem nas segundas e quartas-

Mercado Super Expresso é o segundo empreendimento do casal Cristiane e Rafael, que iniciou no segmento de varejo atuando no Hortifruti Leffa (detalhe)

feiras. “Na fruteira, vamos ali, fazemos a lista e voltamos”, conta Cristiane.

auxiliar administrativo e outro como supridor. Além disso, a empresa conta com um suporte muito importante de uma Super Expresso consultoria de contabiQuem chega no lidade, como destacam Super Expresso se deos empresários. O Não podemos mercado cresceu 123% para com um ambiente bem iluminado, com em faturamento desde desanimar música e climatização. sua inauguração. nunca. Mercado exige 100% Localizado na prinConforme Rafael, cipal rua da cidade, o setor de bebidas e o do proprietário os clientes, em geral, açougue são os granRafael Carvalho de Mello, empresário moram ou trabalham des impulsionadores perto do estabeledas vendas, tendo sido cimento. De segunda-feira a sábado, o necessárias adaptações desde a inaugumercado funciona das 8h às 12h30min ração da loja. “O crescimento aconteceu e das 14h às 22h30min. Nos domingos, o muito rápido e de forma inesperada. atendimento ocorre das 8h às 13 horas. Para acompanhar esse ritmo, foi preciso Atualmente, três funcionários trabalham contratar profissionais mais qualificados no açougue, dois na padaria, dois nos e em maior número”, registra. Cristiane caixas, um desenvolve atividades como complementa que o estabelecimento


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exige qualificação da sua equipe e, por isso, o salário representa cerca de 30% a mais do que o piso da categoria. “Outras coisas também foram sendo mudadas. Havíamos comprado um número de freezers, o qual foi preciso dobrar. Ficamos atentos ao que acontecia e às necessidades que surgiram”. O estabelecimento também busca fazer jus ao nome e ao seu slogan: “A qualidade faz a diferença”. “Quando percebemos que tem umas três pessoas aguardando na fila, já abrimos o terceiro checkout”, diz Cristiane, destacando a atenção à conveniência e praticidade para os clientes. A empresária também afirma que, em geral, os clientes não priorizam o preço. Produtos de maior valor agregado são muito procurados, como, por exemplo, cervejas de trigo e vinagre balsâmico. “Temos também produtos pré-prontos no açougue, como bife empanado e

Acho que tudo que é feito com amor e com dedicação, dá certo. Só que é preciso cuidar muito, começando pela equipe. É preciso sempre motivá-la Cristiane Justo Leffa, empresária almôndega”. Segundo Rafael, a equipe é qualificada para atender bem. “O cliente se sente bem aqui. O atendimento é personalizado. O açougueiro já conhece o cliente e o chama pelo nome, o que faz com que ele sinta-se mais à vontade aqui dentro”, exemplifica. O Super Expresso trabalha com giro de mercadoria. “Como toda semana os vendedores estão aqui, fica fácil suprir o que falta. Geralmente, as distribuidoras nos mandam produtos de um dia para o outro”, comenta Rafael. Marketing Como o movimento do mercado cresceu rapidamente, os empresários ainda não viram necessidade em investir em marketing. “Temos apenas a fachada e o boca a boca do pessoal. Tem gente que mora aqui do lado e não conhece a loja. Todos os dias entra gente nova

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Equipe do Mercado Super Expresso: atendimento personalizado aos clientes

e diz que não conhecia o mercado”. Como estratégia para que os clientes conheçam os dois estabelecimentos, as sacolas plásticas trazem de um lado informações sobre o Super Expresso e, do outro, do Hortifruti Leffa. Fidelização de clientes Frequentemente, são realizadas promoções para os clientes, em parceria com os fornecedores. “Já sorteamos brindes, como faqueiro, bicicleta e micro-ondas. Sempre tem uma coisa ou outra e a participação dos consumidores é boa”, conta Cristiane. Outra ação é a entrega de rancho nas residências dos clientes. Perspectivas Além dos clientes habituais, o Super Expresso também efetua entregas em restaurantes e em escolas e creches – a partir de participação em licitações. “Já estamos bem limitados. São 52 unidades que recebem nossos produtos e isso toma muito tempo”, destaca a empresária. Devido à demanda, investimentos serão feitos no aluguel de um depósito, na construção de uma câmara fria e na compra de um caminhão. Além disso, o casal tem um projeto para ampliar a fruteira, que hoje tem cerca de 100 m². Segredo do sucesso Como em todo novo desafio,

O fluxo aumenta muito depois das 21 horas. Segundo os empresários, não existem outros estabelecimentos próximos que permaneçam abertos até esse horário, quando o mercado recebe clientes de outras regiões da cidade, ou mesmo de cidades vizinhas. Por isso, um segurança trabalha durante a noite para atender o interior da loja e o estacionamento que fica em frente. Além disso, no mercado estão instaladas 25 câmeras. A meta é que no próximo ano o estabelecimento funcione até a meia noite.

Cristiane e Rafael também precisaram superar dificuldades, como relata a varejista. “Abrimos no mês de maio, que não tinha tanto movimento. Mesmo assim, não desanimamos. Acho que tudo que é feito com amor e com dedicação, dá certo. Só que é preciso cuidar muito, começando pela equipe. É preciso sempre motivá-la”. Para Rafael, o sucesso do mercado passa pelo esforço de toda equipe. Reuniões quinzenais envolvem todos os funcionários e servem para avaliar o trabalho. “Chamamos todos, cada um expõe o que acha que está errado, o que precisa mudar. Algumas vezes, ouve-se alguma coisa de um cliente ou tem-se alguma opinião diferente, então analisamos e tentamos mudar”, explica Rafael. “Não podemos desanimar nunca. Mercado exige 100% do proprietário”, finaliza.

O atendimento é personalizado. O açougueiro já conhece o cliente e o chama pelo nome, o que faz com que ele sinta-se mais à vontade aqui dentro Rafael Carvalho de Mello, empresário


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Você sabia que

85% do cérebro se desenvolve nos primeiros 5 anos de vida

*

das crianças?1

Novo Enfagrow com DHA, Colina, Ferro, Iodo e Zinco, nutrientes que favorecem o desenvolvimento cerebral, apoiando a concentração, memória e aprendizagem2. Consulte seu pediatra.

O Ministério da Saúde informa: o aleitamento materno evita infecções e alergias e é recomendado até os 2 (dois) anos de idade ou mais. NÃO CONTÉM GLÚTEN. * Do tamanho total na vida adulta. 1. Scammon RE, General Characteristics of the growth and development. In: Games EJ, PalaciosJL. eds. Pediatrics Introduction. 5th ed. México; 1997:30-2. 2. Ryan, A. & E. Nelson. 2008. Clin. Pediatr. 47(4):355-362. A aprendizagem depende de vários fatores como o meio ambiente e uma nutrição adequada.


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CONSUMIDOR

DIA DAS MÃES

Hora de

Homenageá-las Além de oferecer promoções para que os filhos as presenteiem, o pequeno varejo também pode usar da criatividade para fidelizar as clientes mães. Ações fáceis e baratas podem garantir a simpatia pela loja

T

odas as datas especiais devem ser aproveitadas por qualquer tipo de varejo. É o que indica a especialista na área, Regina Blessa, que destaca que o Dia das Mães – neste ano comemorado em 11 de maio – é a segunda melhor data para a maioria dos comércios, ficando atrás somente do Natal. “É interessante que façamos a cada começo de ano um planejamento promocional baseado nas datas que mais movimentam o varejo. Podemos, no caso do Dia das Mães, escolher entre fazer uma promoção antecipada para gerar


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mais vendas, uma homenagem no dia para agradar e fidelizar as já consumidoras da loja, ou combinar as duas coisas”. Regina lembra que as mulheres representam 85% dos clientes dos supermercados. As homenagens, conforme ela, mesmo sendo singelas, são capazes de gerar simpatia com a loja e reverter em mais vendas. “Antes da data, podemos dar um convite pequeno e gracioso para que elas venham receber uma lembrança no dia certo. Na data, então, podemos dar uma rosa, um vaso de violeta, um café especial, um desconto na compra ou qualquer outra coisa que o lojista possa ofertar gratuitamente”, sugere. As mulheres representam a maioria dos clientes dos supermercados. Assim, estabelecimentos podem aproveitar o Dia das Mães para investir na fidelização

FIQUE ATENTO ÀS DICAS DA CONSULTORA REGINA BLESSA Crie presentes Uma dica é montar kits utilizando laços e papel celofane transparente, com produtos que façam bonito por um bom preço. Por exemplo, travessa ou prato cheio de doces, perfume mais toalha de rosto, óculos com lenço ou o que a criatividade permitir. O importante é que, na arrumação, seja mantido um kit aberto, para que o consumidor visualize o que está levando. Não se esqueça de colocar o preço de forma bem visível e uma frase de efeito para a data. Aposte no cross merchandising Tudo o que é usado junto pode ser uma opção, como sabonetes com esponjas de banho, vaso já com as flores, cesta de guloseimas, taças com um bom vinho, etc. Invista em decoração A sugestão mais barata e que funciona sempre são os balões vermelhos em forma de coração. Ou, então, muitas flores e dedicatórias espalhadas pela loja.

Busque parceiros Uma dica é se associar a algum fornecedor que ofereça brindes e compartilhe dos benefícios da campanha. Mas não se esqueça, tudo isso tem que ser combinado e providenciado com antecedência.

Aproveite o espaço Os pontos extras são os locais com maior visibilidade, onde se coloca os produtos que precisam de maior giro ou que sejam promocionados. A maioria deles são as pontas de gôndola, onde pode-se aproveitar e colocar os produtos direcionados para as mães e para os que vão presentear.


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VAREJISTARESPONDE

V

arejistas do interior de São Paulo contam à Varejo & Negócios quais são as suas expectativas de venda em relação à Copa do Mundo e como estão se preparando para o evento, que acontece entre os dias 12 de junho e 13 de julho. Essa seção foi realizada durante o mês de março e contou com a colaboração do vendedor Flávio Minatel.

SP

Tânia Mara de Souza Rubira Supermercado Flórida Paulista. Cidade: Flórida Paulista

“Durante a Copa do Mundo, nosso público continuará o mesmo, não temos previsão de receber turistas. Estamos com uma expectativa de aumento de vendas neste período, principalmente no setor de bebidas. Em abril, começamos a preparar o estoque. Outro setor que esperamos que seja impulsionado é o açougue, principalmente na venda de carnes para churrasco. Pretendemos também trabalhar com decoração da loja já alguns dias antes do início dos jogos, usando principalmente verde e amarelo e objetos como bolas e bandeirolas.”

Marli Auxiliadora Facco Freitas Supermercado Serve Bem Cidade: Lucélia

“Não tenho nenhuma expectativa de crescimento de vendas relacionadas ao evento. Como estamos situados no interior do estado, acredito que a Copa não terá influência no nosso comércio. Também não acredito que os hábitos dos meus clientes sejam alterados em virtude dos jogos. Em cidade pequena, o povo trabalha bastante e, como muitas partidas ocorrem em horário comercial, fica ainda mais difícil acompanhar”.

Solange de Souza Mauro Minimercado Prata Cidade: Adamantina

“Noto que o pessoal aqui da região tem um olhar bem desanimado para a Copa. No meu caso, tenho uma expectativa muito grande para a venda de bebidas. Acredito que a venda para os nossos clientes atuais aumente naturalmente e, além disso, estamos fazendo um trabalho diferenciado junto a alguns fornecedores, buscando um aumento de público durante o evento, como, por exemplo, ações promocionais voltadas à Copa, distribuição de informativos, panfletos e o próprio boca a boca.”

Vanderlei Ravaze

Supermercado Primavera Cidade: Adamantina

“Vejo que o retorno que o evento pode nos trazer é muito pequeno. Não estamos planejando nenhuma ação de preparação a ele. Os setores que podem registrar uma certa evolução são os de bebidas e carnes. A organização da Copa também nos deixa um pouco inseguros, pois a poucos dias do Mundial, não temos a certeza de como será o evento e sua repercussão.”


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PESSOAS Domingos Ricca

n Sócio-diretor da Ricca & Associados Consultoria e Treinamento Ltda e da Revista Empresa Familiar. Consultor especializado em Governança Corporativa para Empresas Familiares. Responsável pela realização do Congresso Nacional de Empresas Familiares. Autor dos livros Governança corporativa nas empresas familiares: sucessão e profissionalização; Sucessão nas empresas familiares: conflitos e soluções; e Da empresa familiar à empresa profissional. Palestrante e conferencista nacional e internacional. Professor de cursos de pós-graduação lato sensu. Site: www.empresafamiliar.com.br

EMPRESAS FAMILIARES: PROFISSIONALIZAÇÃO E SUCESSÃO

A

s empresas familiares são a forma determinante de negócio no mundo todo, inclusive no Brasil. São diversificadas em tamanho, área de atuação, capacidade de atendimento e em produtos e/ou serviços, porém, todas têm algo em comum: são geridas por membros de uma mesma família, com a característica de manter na organização a convivência entre gerações. Suas estruturas são marcadas por inúmeras vantagens e desvantagens decorrentes do fato de ser uma organização de natureza familiar. A mortalidade precoce que aflige muitas dessas empresas é, não raramente, decorrente de conflitos entre parentes, causados principalmente por disputas pelo poder. Sem dúvida, a figura mais importante da empresa familiar é o fundador, aquele que desenvolveu e concretizou o negócio. A identidade de uma empresa familiar, portanto, está pautada em quatro pilares, que foram adotados pelo fundador no início do negócio: palavra /credibilidade; perseverança; carisma/liderança; e cultura. No início, a palavra é tudo o que o fundador possui como forma de garantia, ou seja, toda sua credibilidade fica pautada na concretização de suas ações. Se o sucessor estiver consciente da força que tem a palavra dada, a confiança que os clientes depositaram no seu antecessor também será transmitida a ele. Além disso, é importante que a futura geração conheça a trajetória de vida do fundador, a fim de compreender a importância da sua perseverança e do seu esforço no desenvolvimento da empresa. Os herdeiros que sabem das dificul-

dades enfrentadas tendem a valorizar mais os negócios da família. A liderança e o carisma são as únicas características que o patriarca não consegue transmitir aos seus herdeiros, pois a personalidade é moldada a partir da trajetória de vida de cada um. O herdeiro deverá, além de apresentar capacidade necessária para assumir a gestão, possuir e transmitir os valores que simbolizam a organização. A palavra, a credibilidade, a perseverança, a liderança e o carisma foram os pilares de apoio na formação e expansão do negócio, formando a cultura empresarial. Um planejamento sucessório consiste em manter esse conjunto de valores, transferindo-os às próximas gerações. Profissionalização A continuidade deve ser realizada com o planejamento sucessório, além de estar acompanhada pela inclusão de ações de governança corporativa, sendo este um instrumento de profissionalização e de transparência, que permite a redução dos conflitos entre parentes. Governança corporativa é um sistema de regras de natureza procedimental, de cunho ético e moral, cuja finalidade consiste em: aumentar o valor do negócio; facilitar o acesso ao capital e contribuir para a sua continuidade empresarial. Portanto, para manter a continuidade dos negócios de família, é necessário determinar regras de conduta corporativa, além de promover a formação de sucessores que tenham o perfil do cargo a ser assumido, bem como vínculo com a cultura organizacional. Este é o caminho para perpetuação da empresa familiar e do sonho do fundador.

Para manter a continuidade dos negócios de família é necessário determinar regras de conduta corporativa, além de promover a formação de sucessores que tenham o perfil do cargo a ser assumido, bem como vínculo com a cultura organizacional


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CONSUMIDORRESPONDE

A

Varejo & Negócios ouviu consumidores na matriz do Imec Supermercados em Lajeado, no Rio Grande do Sul, durante o mês de fevereiro, sobre as suas expectativas para a Copa do Mundo. Eles responderam a perguntas sobre como irão acompanhar o evento e o que pretendem consumir enquanto assistem aos jogos.

Lajeado

Débora Kriger ///Advogada

Não tenho expectativas em relação à Copa por enquanto. Nas outras edições, era muito mais empolgante. Acredito que as manifestações que poderão ocorrer no Brasil vão prejudicar bastante o evento e trazer uma imagem bem negativa para o País. Dentro de campo, eu espero que não, mas acredito que, de alguma forma, tudo isso interfira no emocional dos jogadores. Acompanharei os jogos com meus filhos, família e amigos e, enquanto assistimos aos jogos, pretendemos comer a tradicional pipoca, acompanhada de um chimarrão ou de um vinho, talvez.

Luciana Vaz ///Dona de casa

Eu sou a favor da Copa do Mundo porque o País tem que ir em frente, tem que ser otimista com relação ao evento. Pretendo assistir aos jogos do Brasil pela televisão, com minha família. Com certeza, o que não poderá faltar são a pipoca e o chimarrão.

Leandro Goerck ///Técnico eletrônico

Acredito que a Seleção Brasileira pode vir a ser campeã, mas entendo que não seria o momento certo para ter a Copa aqui no Brasil. Hoje se tem outras prioridades para investimentos. Apesar disso, acredito que o evento como um todo vai ser bom. Ocorrerão manifestações, mas também terá clima de festa. Pretendo assistir aos jogos em casa mesmo, reunindo família e amigos com um “churrascão”, refrigerante e cerveja.

Onório Giroldi ///Cozinheiro

Acho que o evento vai ser bom, o Brasil vai ganhar a Copa. Assistirei às partidas em casa com a minha família, pois não estarei trabalhando nos horários de jogos. Em geral, quando assisto futebol, costumo consumir uma “cervejinha”, doces, ou uma carne assada. Espero que os mercados façam promoções neste período.

Orilde Giacomeli ///Dona de casa

Em relação à economia, acho que a Copa do Mundo não vai ajudar o País. Entendo que é muito dinheiro gasto nisso, sendo que tantas outras áreas estão precisando de investimentos. Mesmo assim, pretendo assistir à Copa em casa, reunindo os amigos. Ainda não temos nada previsto para consumo.


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V&N PESQUISA

No caixa: como seu cliente paga as compras? Pesquisa com 250 varejistas do Rio Grande do Sul e Paraná mostra um panorama sobre as formas de pagamento predominantes em estabelecimentos com até quatro checkouts. Especialistas avaliam os principais meios utilizados e apontam alternativas rentáveis ao setor

M

ais de 93% dos estabelecimentos do pequeno varejo do Rio Grande do Sul e do Paraná aceitam cartões de crédito e débito como meios de pagamento, sendo que em 66% deles esta foi a forma de pagamento que mais cresceu nos últimos anos. Esse é um dos resultados da pesquisa feita pela Varejo & Negócios com 250 proprietários de mercados com até quatro checkouts, do interior e das capitais dos dois estados, no mês de fevereiro. Resultados Os dados revelam, ainda, que 66% das lojas recebem vale alimentação; 38% utilizam o sistema de caderneta; 47% aceitam

Gráfico 1 Formas de pagamento aceitas no pequeno varejo do Rio Grande do Sul e Paraná 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20%

10% 0% Dinheiro

Cartão

Vale Alimentação

Pesquisa V&N

Gráfico 2 2% 3%

Caderneta

Cheque

Outras


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90%

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80%

40

70% 60%

cheque; e 7% contam também com outros meios,50% como cartão da loja e crediário (conforme gráfico 40% na página 39). Em 75% dos estabelecimentos, o dinheiro é a30% principal forma de pagamento para compras até 20% R$ 30; seguido pelo cartão de crédito/débito, com 20%; 10% e caderneta, 2%. Já para compras que ultrapassam esse valor, os cartões são os mais utilizados, confor0% me relatam 61% dos entrevistados. O dinheiro vem em seguida, com 27%; e, na sequência, a caderneta, com 4%; e o cheque, com 2% (veja nos gráficos 1 e 2). A amostragem aponta também que, em 33% dos mercados, o cheque é o meio que mais decaiu nos últimos anos; seguido pelo dinheiro, num índice de 18%. Em cerca de 24%, não houve diminuição de uma forma de pagamento específica (veja o gráfico na página 42).

“Utilizamos o conceito de que o terminal não é simplesmente uma máquina de aceitação de cartões e, sim, um centro de serviços. Além de aceitar os cartões de mais de 30 bandeiras diferentes, possibilita uma série de outros serviços, como recarga de celulares e a de ser correspondente bancário, por exemplo. Conforme o diretor presidente da Banrisul CarDinheiroBolivar Tarragó Cartão Vale Alimentação Caderneta Cheque tões, Moura Neto, cerca de 70% dos Gráfico 2

1- Principais formas de pagamento para compras até R$ 30 2% 3%

20%

61%

Aceitação dos cartões Entre os comerciantes que relataram aceitar cartão de do pequeno varejo tem crédito/débito, 87% registraram aumento o cartão de na movimentação de crédito/débito como clientes após aderir a esse sistema, sendo principal forma de que em 53% dessas pagamento lojas o crescimento foi considerável e em para compras 34% menos represenacima de R$ 30 tativo (gráfico 3). Para 12%, a adesão não interferiu no negócio. Os 7% que disseram não aceitar cartões, informaram que não há demanda do público (39%); que consideram as taxas muito altas (28%) e que o valor do aluguel da máquina é muito expressivo (11%). Para a Cielo – que no último mês, por exemplo, afiliou cerca de 60 mil novos clientes, sendo 98% considerados empresas de pequeno porte –, o cartão surge como um impulsionador das vendas, como avalia o vice-presidente de Comercial Varejo da Cielo, Eduardo Chedid. Conforme o executivo, ainda existe, em algumas situações, um desconhecimento quando se fala sobre o aluguel da máquina.

Alternativa ao terminal Além do terminal, outras opções podem ser estudadas pelo proprietário do mercado para pagamentos com cartão, como alternativas para usar o próprio smartphone. O Cielo Mobile é uma delas, conforme explica Chedid. “O sistema surge como opção para esses pequenos lojistas. O empresário usa o próprio smartphone, baixa um aplicativo e oferecemos um leitor de cartão para ser acoplado”, ressalta Chedid. Nessa modalidade, as taxas de conectividade custam em média 20% do valor do terminal tradicional e são exclusivas para transações com cartão. Da mesma forma, a opção mobile também é uma aposta do Banrisul Cartões e deve ser lançada em maio.

Outras

Dinheiro Cartão de crédito e débito Caderneta

Não sabe/outros

75%

Pesquisa V&N

Gráfico 3

2- Principais formas de pagamento para compras acima de R$ 30

4%

2% 2% 4%

Cartão de crédito Dinheiro Caderneta Cheque

27%

Não sabe Outros

61%

Pesquisa V&N

Gráfico 4

3- Percepção dos estabelecimentos sobre movimentação de clientes após adesão ao sistema de recebimento de cartões de crédito e débito 6%

2%

Não houve diminuição de um tipo de pagamento em específico

24%

Vale alimentação

18% Caderneta

Cheque

6% Dinheiro

11% 33%

Pesquisa V&N

Cartão Outros


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mais de 140 mil estabelecimentos credenciados no Rio Grande do Sul que aceitam os cartões do banco são micro e pequenas empresas. Por isso, busca-se tornar o sistema mais adaptado aos estabelecimentos menores. “Estamos trabalhando para permitir que esse crescimento aconteça desenvolvendo soluções tecnológicas melhores para o segmento de pequeno varejo. Sabemos que normalmente as soluções que existem são caras para um estabelecimento que tem poucas transações, o que acaba, em alguns casos, não compensando aquele custo”, avalia. Taxas De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Ricardo Vieira, a entidade não interfere na definição de valores de taxas e tarifas, o que fica a cargo da livre concorrência de mercado. Vieira ressalta os benefícios que os meios eletrônicos de pagamento geram ao comerciante. “As transações com cartões crescem consideravelmente todos os anos porque são capazes de gerar benefícios para todas as partes envolvidas”, destaca.

Existem cidades do interior que aceitam a caderneta e têm ganhos e perdas. Você pode ter uma inadimplência, e, em contrapartida, tem um cliente fiel. Se o cliente atrasar o pagamento, cobra-se juro, que acaba cobrindo essa inadimplência. A questão está em fazer uma boa carteira de clientes João Carlos Coutinho Devens, diretor do Comitê de Meios de Pagamento da Abras

Diferenciação de preços

João Carlos Coutinho Devens, diretor do Comitê de Meios de Pagamento da Abras

Bolivar Tarragó Moura Neto, diretor presidente da Banrisul Cartões

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) defende a diferenciação no preço de produtos vendidos no cartão e busca, junto à Câmara Federal e ao Banco Central, legalizar a venda por um preço reduzido para o consumidor que compra com dinheiro. Conforme o diretor do Comitê de Meios de Pagamento, João Carlos Coutinho Devens, a legislação atual não permite essa diferenciação. “Assim, o supermercado precisa fazer um preço médio e incluir o custo do cartão de crédito e do ticket alimentação no preço das mercadorias”, esclarece. “Isso provoca inflação e penaliza quem compra em dinheiro. E há que se considerar, sobre isso, que, hoje, quem compra em dinheiro no Brasil são, por exemplo, as pessoas que utilizam o programa Bolsa Família”. No caso do ticket alimentação, busca-se evoluir para pagamento do benefício em dinheiro no próprio contracheque do usuário, pois, conforme Devens, o meio também vem causando prejuízos aos varejistas.

Crediário próprio O gestor executivo da CDL Novo Hamburgo, Jôni Franck, afirma que os estabelecimentos que não aceitam esses meios eletrônicos dificilmente vão conseguir vender, se o público da região onde estão instalados demanda esse tipo de transação. Segundo ele, uma das alternativas em substituição aos cartões são os crediários próprios para parcelamento, meio que não se vê muito presente nos supermercados, mas que têm a possibilidade de implantação. No entanto, alerta que o estabelecimento precisa fazer uma avaliação sobre a viabilidade do sistema. “O varejista precisa escolher qual opção é


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OUTROS DADOS não dá mais para trabalhar dessa forma. O mercado contemporâneo não condiz com esse tipo de prática”, destaca, orientando os estabelecimentos a fazer um cadastro do seu cliente, pegar assinatura e, eventualmente, um avalista. - Os mercados maiores tendem a aceitar mais cartões de crédito/débito do Devens entende que é necessário avaliar, caso a que os menores, como, por exemplo, em Curitiba, que registra 100% de aceicaso, os benefícios da utilização do sistema. “Existem tação nos estabelecimentos de dois a quatro checkouts e 95% em mercados cidades do interior que aceitam a caderneta e têm tradicionais e de um ckeckout. ganhos e perdas. Você pode ter uma inadimplência, e, em contrapartida, tem um cliente fiel. Se o cliente atrasar o pagamento, cobra-se juro, que acaba cobrindo essa inadimplência. A questão está em Conforme pesquisa, fazer uma boa carteira de clientes, que é o melhor, comparando as taxas do cartão de que as empresas de cartão de crédito fazem. crédito e os custos de se ter esse crediário”, O varejista precisa avaliar a sua realidade”, manifesta. “Ele tem que somar os custos conclui. que se tem para fazer uma análise de créSegundo a pesquisa, a caderneta é aceita dito, com convênios com Serasa e SPC, por dos estabelecimentos com até predominantemente em cidades do interior, exemplo, e avaliar a inadimplência que pode ocorrer”, alerta o gestor. quatro checkouts do RS e PR estando, tal prática, presente em 55% do pequeno varejo no interior do Paraná e em aceitam pagamentos Compras no caderno 40% do interior do Rio Grande do Sul. Nas De acordo com a V&N Pesquisa, entre capitais, o índice alcança 38% dos mercados na caderneta as lojas que utilizam a caderneta comoGráfico meio 3 em Porto Alegre e 22% em Curitiba. de pagamento das compras – muitas delas como alternativa de substituição aos pagamentos por Cheque cartões –, 58% registram inadimplência por um períDentre os empresários que afirmaram ser o che2% 4%dos odo superior a 30 dias. Para entrevistados, a que o meio que mais decaiu nos últimos anos, os do 2%47% inadimplência chega a 4% 30% das compras nesse sisteinterior do Paraná compõem o maior índice, com 48%, ma. Já 9% dos estabelecimentos apresentam falta de seguido pelos do interior do Rio Grande do Sul, com pagamento entre 30% e 50%. O gestor da CDL de Novo 39% e pelos de Porto Alegre (30%) e Curitiba (10%). de Franck crédito acredita que as fraudes e sustações Hamburgo lembra que essa é uma prática há muito O Cartão gestor tempo usada, justamente para aqueles clientes que contribuem com a diminuição da utilização. “Caso seja Dinheiro são conhecidos do dono. “São pessoas mais próximas imprescindível aceitar cheque, porque os clientes ainCaderneta da comunidade, principalmente no interior do estado. da utilizam esse sistema, é importante ter os mesmos Cheque que se tem com a caderneta e ver, por exemPorém, tal prática cuidados 27% está muito suscetível à inadimplência, pois ninguém está livre de um imprevisto, como plo, tempo de conta bancária do cliente, que deve ser Nãoosabe uma doença ou perda de emprego”, estima. “Então, se superior a um ano”, orienta. Outros estabelece um problema em razão de que o estabeleci- 61% A pesquisa mostra que a aceitação está concenmento não tem nenhum mecanismo de cobrança. Tem trada nas cidades do interior, com 84% dos mersimplesmente a informação de que o cliente comprou cados no interior do Paraná e 62% do Rio Grande e está devendo determinado valor”. do Sul. Já Curitiba registra aceitação de cheque em Para o gestor, esse modo informal e apenas verbal apenas 24% e Porto Alegre em 27%. acabou se tornando inviável. “Hoje, infelizmente, - Estabelecimentos que aceitam cartão de crédito/débito: 95% do pequeno varejo de Curitiba, 94% de Porto Alegre; 97% do interior do Paraná e 88% do interior do Rio Grande do Sul.

38%

2%

Eugênio Goulart

6%

Daiana Berto

4 Formas de pagamentoGráfico que mais decairam nos últimos anos

Não houve diminuição de um tipo de pagamento em específico

24%

Vale alimentação

18% Caderneta

Cheque

Jôni Franck, gestor executivo da CDL Novo Hamburgo

Eduardo Chedid, vice-presidente de Comercial Varejo da Cielo

6% Dinheiro

11% 33% Pesquisa V&N

Cartão Outros

Essa matéria contou com a colaboração de Adriano Zanatta, Robson Fábio da Silva, Natacha da Silva, Marcílio Igor Castilhos, Eduardo Caetano Puhl, Diane Sebastiani, Camila Zanini e Bruna Natália da Silva


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GESTÃO

eSocial: fique atento aos impactos na sua empresa Empresas precisam estar preparadas para as mudanças que o sistema trará à sua rotina de trabalho. Especialista destaca os principais desafios do eSocial e orienta sobre como se antecipar às exigências para evitar as multas que estão previstas para falhas de transmissão

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Envio dos dados no sistema eSocial ocorrerá apenas pela internet

I

magine que hoje seu mercado admitiu mais um funcionário. Provavelmente você recolheria a documentação necessária para admissão, enquanto ele já começaria a trabalhar. Posteriormente, você avisaria seu contador e o contrato de trabalho seria feito com data retroativa. Essa é uma das dinâmicas de contratação mais comuns atualmente, conforme

lembra o CEO da Sevilha Contabilidade, Vicente Sevilha Junior. Com o eSocial, no entanto, esse tipo de procedimento não será mais aceito. “No dia anterior ao início do trabalho, a empresa precisa transmitir ao governo a informação de que contará com esse novo funcionário. Não haverá mais a possibilidade de ser retroativo”, explica, destacando que, assim como o processo de admissão, cada ação do eSocial

As organizações também devem estar atentas ao envio de dados, que ocorrerá apenas pela internet. “É preciso estar ciente que a internet tem que ser segura, pois se, no dia da transmissão do arquivo, ela não funcionar, será aplicada multa”, alerta Sevilha. Mais informações sobre o eSocial podem ser obtidas no site www. esocial.gov.br.

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e passa a ser Conflito de em tempo informações real. “Hoje, De tempos Para o de tempos em tempos, especialista, em tempos, uma das princom prazos com prazos determinados, cipais dificuldeterminados, essas documentações são dades que o essas docuentregues. A novidade é que eSocial trará mentações às empresas são entregues. o eSocial prevê que se faça será o conflito A novidade é isso todos os dias de dados. “As que o eSocial informações prevê que se transmitifaça isso todos das para o eSocial alimentam, os dias”, exemplifica. Segundo ao mesmo tempo, diferentes Sevilha, multas deverão ser órgãos. A Caixa Econômica Feaplicadas em caso de não cumderal, por exemplo, só reconheprimento dos prazos. ce um funcionário pelo número do PIS. Já a Receita Federal e Impacto no atual o INSS só reconhecem através quadro de funcionários do número do CPF. E existem Sevilha alerta que as empessoas que possuem dois presas precisam ficar atentas números de PIS, por exemplo”, aos dados que serão solicitados. afirma, destacando que isso “O eSocial pede em torno de pode impossibilitar o cadastro 160 itens de cada funcionário, adequado no sistema. ou seja, muitas empresas não Como a atualização desses possuem em seu sistema todos dados nos órgãos competentes os dados que o eSocial quer e só poderá ser feita de forma precisarão, consequentemente, presencial pelos funcionários, solicitá-los aos empregados a antecipação ao cadastro no no intuito de que tais campos sistema se torna fundamental. possam ser preenchidos. Por “Da mesma forma, pessoas que exemplo, eu tenho o número da têm seus nomes abreviados em identidade do trabalhador, mas algum documento ou mulheres o eSocial quer a data da emisque casaram e mudaram seus são desse documento. Também nomes, precisam atualizar essa o que é muito comum hoje é ter informação em todos os órgãos apenas o nome da mãe do trado governo antecipadamente”. balhador. O eSocial pede ainda o nome do pai”, exemplifica.

O eSocial envolve órgãos como Caixa Econômica Federal, INSS, Receita Federal e Ministério do Trabalho e Emprego e se propõe a aprimorar a qualidade das informações das relações trabalhistas, previdenciárias e fiscais. Os itens a serem disponibilizados abrangem admissão e demissão de funcionários, escrituração da folha de pagamento, horários de trabalho, férias, exames médicos, ações trabalhistas, dissídios, entre outros. “Observamos claramente que o governo ainda está trabalhando neste conteúdo. Tudo ainda está sujeito à mudança”, sinaliza o especialista.

fique atento ao cronograma oficial divulgado até o momento

tem um prazo a ser respeitado. As obrigações que cada empresa precisa seguir com relação aos seus funcionários não vão mudar. “O eSocial não traz nenhuma novidade nesse sentido. O que muda é a maneira com que essas obrigações são informadas ao governo”. O sistema unifica o envio de todas as informações dos empregados pelos seus empregadores a diversos órgãos do governo

Empresas do Lucro Real: deverão ter finalizado o processo de carregamento das informações até 30/06/14. No dia 01/07/14 inicia a transmissão do eSocial. Empresas do Lucro Presumido e do Simples Nacional: o prazo para carregamento das informações encerra em 30/11/14. O início do eSocial é em 01/12/14. O especialista orienta às empresas, contudo, que estejam atentas a possíveis mudanças nesse cronograma. Informações extraoficiais já dão conta de que ele será adiado. De qualquer forma, a dica é se adaptar ao eSocial o mais cedo possível.

Vicente Sevilha Junior, CEO da Sevilha Contabilidade


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PRODUTOS

Antecipe as promoções de Páscoa e garanta as vendas Indústrias orientam a não esperar a data passar para querer torrar os estoques. Se necessário, baixas nos preços de ovos de chocolate devem ocorrer durante as duas semanas que antecedem a Páscoa. Além disso, saiba quais são os cuidados com o setor de pescados para garantir a venda na Quaresma.

E

mbora as exposições de ovos de chocolate sejam costumeiramente montadas logo após o Carnaval, cerca de 70% desses produtos são vendidos na semana anterior à Páscoa, conforme destaca o gerente de marketing de Páscoa da Mondelēz Brasil, Maykon Vieira. “Esse tipo de movimento gera uma grande complexidade e energia para a indústria e os varejistas. Nesse sentido, o pequeno varejo, mais próximo do consumidor, atende à necessidade imediata e ‘em cima da hora’ que o brasileiro apresenta”. Então, é importante aproveitar o momento e entender a hora ideal para fazer promoções e não correr o Indústria aposta no pequeno varejo por atender as procuras em cima da hora feitas pelo consumidor

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risco de ficar com estoques após a data. Segundo Vieira, é preciso trabalhar com margens realistas para que se possa garantir um giro menos concentrado. “Isso garantirá a competitividade do varejista em sua região de atuação. Caso seja necessário, o momento para reduzir os preços deve se dar nas duas semanas que antecedem a Páscoa”, sugere.

Na exposição, indústria orienta separar os ovos de chocolate por fabricante

Promoções É muito comum estabelecimentos baixarem os preços de ovos de chocolate somente depois que a data comemorativa já passou. Porém, corre-se o risco de ficar com o produto na prateleira durante mepor marca. ses. A gerente A imagem do ovo Produtos mede marketing de Páscoa, para a nores, que não da Top Cau Chocolates, venda, é muito mais perecível são adequados para estarem Alais Fonsedo que a de um panetone, nas parreiras, ca, também podem estar entende que por exemplo em displays antecipar as Alais Fonseca, gerente de marketing da Top ou mesmo nas promoções é Cau Chocolates Alais Fonseca, gerente de marketing da Top Cau Chocolates; Ubiracy Fonseca, prateleiras, mais positivo. vice-presidente do setor de chocolates da Abicab; Maykon Vieira, gerente de como orienta “A imagem do marketing de Páscoa da Mondelez Brasil Alais. “É possível criar um ovo de Páscoa, para a venda, é merchandising interessante, mesmuito mais perecível do que a de também é essencial acertar no mo tendo pouco espaço na loja, um panetone, por exemplo. Você mix, tendo opções proporcionais e montar as parreiras, mesmo até compra panetone na semana ao tamanho da loja, focando nas que pequenas. As exposições são seguinte às festas, para consumo. marcas líderes de mercado. mais tímiJá o ovo de Páscoa, você consome das, mas elas o que tem em casa, mas não está devem ocorrer Cerca de Indústria pré-disposto a comprar depois da mesma fordo domingo, devido à simbologia A venda de chocolate, como um ma, no intuito que se tem. O momento mágico, todo, aumenta em 40% no período de garantir um que envolve o presentear, está de Páscoa, informa Vieira. Nesse impacto visual, exclusivamente na data”. dos ovos de chocolate sentido, os fabricantes estão prechamando a são vendidos na semana parados para a data, que é a mais atenção do Acerte na exposição importante para o setor, como consumidor”. Vieira afirma que a exposianterior à Páscoa destaca o vice-presidente do setor Alguns ção no ponto de venda é mais de chocolates da Associação Bralocais devem efetiva quando os produtos são sileira da Indústria de Chocolates, ser evitados, como os próximos separados por fabricante e, ainCacau, Amendoim, Balas e Deria produtos de higiene, beleza e da, quando, dentro de cada um vados (Abicab), Ubiracy Fonseca. limpeza. “O chocolate é muito desses espaços, são organizados “As indústrias abriram mais de 24 suscetível a odor e umidade, por tipo (adulto ou infantil) e mil vagas temporárias no período então, é preciso ter um controle respeitando uma ordem crescende outubro de 2013 a abril de muito bom nesse sentido”, acreste de tamanho. Para Alais, essa 2014, com o objetivo de reforçar centa Alais. separação se torna fundamental o contingente de colaboradores na Em função do orçamento e porque, em geral, os consumidoprodução, promoção e venda dos espaço reduzido de muitas lojas, res já procuram a identificação

70%

produtos”.


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Venda de peixes na Quaresma Aproveite a época que antecede a Páscoa e movimente ainda mais o setor de pescados da sua loja

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á cerca de seis anos, a venda de peixes durante a Quaresma chegava a triplicar o faturamento da indústria, como afirma o gerente comercial da Costa Sul Pescados, Fabiano Victorino. “Hoje, tem-se um crescimento significativo, mas não tão grande como no passado, porque a procura é mais linear durante o ano todo. Atualmente, a venda na época da Quaresma aumenta em torno de 45%. Desse índice, cerca de 50% da procura está concentrada na Semana Santa”, destaca. Ações no ponto de venda podem contribuir com o aumento da visibilidade do produto. Victorino sugere investimentos em anúncios pelo menos em torno de 15 dias antes da Sexta-feira Santa. “Cartazes, promoções e encartes vão incentivar o consumidor. A venda de pescados acontece muito por impulso. Tirar o destaque de um produto que não seja tão sazonal, dando mais espaço para o peixe, certamente vai refletir em acréscimo nas vendas”, avalia.

Mais procurados Na ilha de exposição, o que não pode faltar são os filés. “Tem mercado para todos os tipos, porém, o peixe sem a pele, sem as espinhas e já praticamente pronto para o consumo, tem mais giro”, informa Victorino, que também destaca o acréscimo no consumo de camarão, polvo, lula, mexilhão e frutos do mar como um todo. Armazenamento Conforme o gerente, ainda existe, em alguns casos, falta de cuidado com as ilhas de armazenamento. “O peixe tem uma sensibilidade um pouco maior e isso pode deixá-lo com um aspecto feio, o que vai interferir diretamente nas vendas. Se você tem um produto com uma embalagem atrativa, bem congelado, com qualidade, pode ter certeza que o consumidor vai optar por comprá-lo”. Refrigeração O fabricante orienta que se esteja atento ao congelamento. “Fazemos as entregas dos produ-

Na exposição, a dica é dividir os peixes pela forma de processo, separando filés, postas ou peixes inteiros, por exemplo. “Isso ajuda a não confundir o consumidor. É importante também cuidar bastante para que as ilhas não fiquem desorganizadas. Muitas vezes, o consumidor tira o produto de um lugar e coloca em outro. Por isso, promotores de venda são fundamentais tanto para o mercado, quanto para a indústria”, registra o gerente. Quando o estabelecimento não contar com esse tipo de profissional, os próprios funcionários devem estar atentos.

A venda de pescados acontece muito por impulso. Tirar o destaque de um produto que não seja tão sazonal, dando mais espaço para o peixe, certamente vai refletir em acréscimo nas vendas tos em uma média de -18ºC, mas quando este é deslocado para as ilhas, torna-se difícil, em algumas situações, manter essa temperatura. O que orientamos é que se mantenha a temperatura o mais próximo possível disto, para que se conserve uma boa qualidade, para que os produtos não amoleçam nem cristalizem”. Se mantido congelado, dentro da temperatura adequada, o peixe pode ser consumido em até dois anos.

A venda de peixes na Quaresma aumenta em torno de

45%

Fabiano Victorino, gerente comercial da Costa Sul Pescados

O consumo de peixes vem crescendo em todo o País, e na região Sul não é diferente. “Mesmo no Rio Grande do Sul, cuja população, tradicionalmente, consome mais carne vermelha, a procura por peixes é intensa. Isso prova que as pessoas estão procurando o peixe como uma alimentação mais saudável, também pela praticidade dos produtos que se tem hoje”, salienta Victorino.


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O arraial vai

COMEÇAR!

Festas juninas geram expectativa de aumento no consumo de produtos típicos, como pipoca e amendoim. O período representa cerca de 30% das vendas do setor. Entrar no clima festivo, utilizando estratégias de merchandising, pode ser a chance de o pequeno varejo atrair o consumidor. Regiões Sul e Sudeste também têm representatividade nessas festas Matéria Cristian Mattos


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om a proximidade do período de festas juninas, a procura por produtos típicos começa a aquecer o mercado varejista, que espera colher bons frutos até a metade do ano. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), nessa época do ano ocorre aproximadamente 30% das vendas do setor de amendoins. O mesmo índice é estimado pela Hikari Alimentos na comercialização da sua linha de produtos que, além do amendoim e derivados como a paçoca, também conta com milho para pipoca, canjica, pipoca de micro-ondas, especiarias, misturas para bolos, entre outros. Conforme o vice-presidente do setor de amendoim da Abicab, André Guedes, as empresas investem alto em ações especiais e lançamentos de produtos que atendam ao gosto dos consumidores. “Os produtos ofertados durante as festas juninas são os tradicionais, mas sempre há inovações nas embalagens e na forma como chegam ao consumidor final, o que pode ser aproveitado pelo supermercadista”, aponta. O consultor Flávio Constant Pires, da Pró Super Consultoria de Supermercados, confirma que essas festividades possuem um impacto muito forte nas vendas e os produtos de diversas categorias têm um giro elevado. “Trata-se de uma festa que proporciona uma ampla lucratividade, pois os clientes ‘não correm atrás de preços’, mas sim da alegria e do divertimento. Por isso, caracterizar o ambiente é uma ação fundamental para o sucesso das vendas juninas”, analisa. Características regionalizadas As festas juninas apresentam características distintas nas

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Quem pensa que a Copa do Mundo – realizada entre os dias 12 de junho e 13 de julho – pode ofuscar as tradicionais festas do mês de junho pode estar enganado. Pires alerta que os supermercadistas precisam ficar atentos e desenvolver ações que integrem os dois eventos. “É possível valorizar tanto as festas juninas como a Copa de forma eficiente e explorar as vantagens competitivas de cada um dos eventos.”

Segundo consultor, Copa do Mundo pode impulsionar ainda mais a venda de produtos típicos juninos

diferentes regiões Trata-se de uma festa Sul eNaSudeste. região Sul, o do País, o que reflete que proporciona uma frio é um aliado, fatambém no consumo vorecendo o consumo dos produtos típicos. ampla lucratividade, pois os dos produtos quentes, De acordo com o clientes ‘não correm atrás de como é o caso do gerente de marketing da Hikari, Luiz preços’, mas sim da alegria e do quentão, preparado com vinhos. Nessa Fernando Alves, no divertimento linha, a Hikari, por Nordeste o consumo Flávio Constant Pires, responsável pela Pró Super exemplo, aposta nos tem uma representaConsultoria de Supermercados chás de quentão e de tividade bem maior vinho quente. Segundo que nos grandes do o gerente, a venda centros. Entretanto, desses produtos registra auprodutos sazonais, como a pipomento significativo, chegando a ca, a canjica, a paçoca, o pé de dobrar nesse mês. “São bebidas moleque e os amendoins, tamque não possuem álcool, mas bém são iguarias consumidas que apresentam um sabor muito em grande número nas regiões


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Acompanhe as dicas para atrair o consumidor Abusar do cross merchandising (técnica de venda que cruza os produtos que possuem relações diretas de consumo). Pontos extras: criar exposições e destacar os produtos sazonais em diversos pontos da loja. Promocionais: estimular o consumo de maior quantidade junto ao consumidor, ofertando embalagens “família” ou combos promocionais. Estratégias de atração: criar campanhas promocionais, concursos ou sorteios, aproveitando as festividades e as tradições juninas. Alguns estabelecimentos promovem, no próprio ponto de venda, brincadeiras que chamam a atenção do consumidor. Vale até colocar um som ambiente no ritmo característico.

A junção entre uma data tão importante para o setor e a Copa do Mundo gera uma grande expectativa de impulso nas vendas, principalmente de amendoim e seus derivados”

André Guedes, vice-presidente do setor de amendoim da Abicab

André Guedes, vice-presidente do setor de amendoim da Abicab; Flávio Constant Pires, responsável pela Pró Super Consultoria de Supermercados; Luiz Fernando Alves, gerente de marketing da Hikari Alimentos

característico das festividades dessa época do ano”, observa Alves. Oportunidade dupla Com a Copa do Mundo no Brasil acontecendo simultaneamente no período das tradicionais festas, as indústrias veem uma oportunidade para potencializar as vendas dos produtos característicos e já preparam o aumento de sua produção, na expectativa do incremento no consumo. A Abicab ainda não sintetizou a expectativa de cres-

cimento esperado para o setor durante o mês da Copa, mas garante que as indústrias estão preparadas para a alta demanda de consumo. “As perspectivas para os próximos meses são muito boas, visto os constantes investimentos das empresas em processos e produtos. A junção entre uma data tão importante para o setor e a Copa do Mundo gera uma grande expectativa de impulso nas vendas, principalmente de amendoim e seus derivados”, salienta Guedes.


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REGIÃO

O frio chegou? Esteja preparado para as vendas sazonais Impossível pensar no frio sem associá-lo com pratos especiais. Fique de olho no que seu cliente consome quando as baixas temperaturas aparecem e veja o frio intenso da região sul como um aliado para impulsionar a venda de categorias como massas, vinhos e sopas prontas

O

inverno inicia oficialmente em 21 de junho. Porém, já com a chegada das baixas temperaturas, especialmente na região Sul, alguns produtos começam a ter aumento na procura, como é o caso das massas. A Germani Alimentos, por exemplo, registra entre os meses de março e novembro uma média de vendas 15% maior do que no verão. O crescimento também é destacado pela J. Macêdo, que atua principalmente com as marcas Petybon e Dona Benta. “O volume da categoria aumentou em torno de 6% no período de julho a agosto de 2013 em comparação com a média dos meses anteriores”, afirma a gerente de produtos, Lucimara Craveiro Andrade.

Conforme pesquisa realizada pela Kantar WorldPanel e encomendada pela Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias e Pão & Bolo Industrializados (Abima), mais de 99% dos brasileiros consomem algum tipo de massa. Na região Sul, 43% do consumo é voltado ao espaguete, seguido do parafuso (20%) e do talharim (7%). A pesquisa também revela que a região é a que mais consome massa fresca no Brasil, com 35% do volume total. Para vender mais O presidente da Abima, Cláudio Zanão, destaca que, mesmo que essa sazonalidade não seja tão forte no inverno, é interessante pensar em alternativas para incentivar o consumo. “O que a população em

Cross merchandising A massa é um produto que precisa de agregados, lembra Reichel. “Pode-se utilizar uma ponta de gôndola mista, juntando, por exemplo, a massa com o extrato de tomate e, no inverno, com o vinho”. Para Turmina, opções para preparação de molhos, tanto à bolonhesa, com extrato de tomate, quanto o branco, com creme de leite, podem ser pensadas, juntamente com queijo ralado. Além desses molhos e queijos, Lucimara indica azeites e vinhos como categorias que podem compor uma venda casada com massas e que podem ser trabalhadas por meio de ação promocional, como packs e exposições em lugares próximos.

A região Sul é a que mais consome massas frescas, com

35%

do volume total


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geral gosta é de ter em mãos uma receita. Assim, uma boa parceria pode ser feita entre um pequeno varejo e um fabricante de macarrão, por exemplo, para distribuir sugestões impressas de novas alternativas para o cardápio”, sugere. “Assim, o cliente vai levar também a massa e os produtos para preparação do prato. Isso custa barato, e indústria e varejo ganham”. Para o gerente comercial nos estados do Sudeste e gerente de exportação da Germani Alimentos, Júlio Reichel. “Parcerias com o fornecedor em ações, desde encartes até o ponto de venda, o destaque dos produtos na gôndola e a criação de pontos extras, são o caminho para dar maior giro aos produtos”, salienta. Além disso, evidenciar os benefícios do alimento pode ser uma estratégia, como sugere o gerente comercial da empresa no Rio Grande do Sul, Eloi Lino Turmina. “Massas são saudáveis, têm carboidratos e são

Cláudio Zanão, presidente da Abima

Massas são saudáveis, têm carboidratos e são práticas para o consumo. Ações no ponto de venda são importantíssimas, pois mais de 60% da decisão de compra ocorre nele Eloi Lino Turmina, gerente comercial da Germani Alimentos no Rio Grande do Sul

práticas para o consumo. Ações no ponto de venda são importantíssimas, pois mais de 60% da decisão de compra ocorre nele”. Instantâneas A Nissin-Ajinomoto é empresa líder no mercado de macarrão instantâneo no Brasil. O estado de São Paulo e a região Sul representam 51,3% do volume de vendas da empresa. Nesta, o consumo está alinhado ao restante do País, mas tem como particularidade o destaque para a linha 500g, com

Toshiro Tsuboi, gerente geral de marketing da Nissin-Ajinomoto

Júlio Reichel, gerente comercial nos estados do Sudeste e gerente de exportação da Germani Alimentos

No Brasil, o espaguete lidera a preferência de 57% dos consumidores de massas, conforme levantamento da Abima

percentual de vendas acima das demais regiões. Conforme o gerente geral de marketing da empresa, Toshiro Tsuboi, o mercado cresce o ano todo, não somente no inverno. “Macarrão instantâneo é uma categoria com baixíssima sazonalidade. Consideramos até que não existe, já que o lámen pode ser preparado das mais diferentes formas e com a incorporação de ingredientes quentes e frios, dada a versatilidade e a praticidade dos produtos”. Na gôndola Turmina afirma que a colocação dos produtos no ponto de venda deve seguir o posicionamento tradicional. “Na parte superior da gôndola, devem estar os itens diferenciados, como ninhos: espaguete ninho, talharim, cabelo de anjo, entre outros. No meio, onde o consumidor ‘bate o olho’, as massas cortadas mais buscadas: espaguete, parafuso e penne. Na parte inferior, produtos com maior peso, como as versões em kg de massas”, indica.

O Rio Grande do Sul consome mais as variedades com ovos em comparação às sem ovos. No entanto, há uma tendência de crescimento do produto sem ovos, devido à ausência de colesterol. Reichel ressalta o aumento nos últimos anos na demanda pelas variedades de massas com vegetais, e de macarrão instantâneo, por ser um alimento prático para o dia a dia. Conforme lembra Zanão, a venda de massas frescas no Sul é impulsionada pelo capeletti, consumido em sopas. No entanto, essa categoria representa apenas 5% dos 1,2 milhões de toneladas de massa produzidas anualmente no Brasil.


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Estudo revela que a região Sul é a segunda maior consumidora de massas, com 15% do volume nacional, logo atrás do Norte e Nordeste, que respondem por 36%

As sopas instantâneas têm sua compra considerada por impulso. De acordo com a gerente de marketing das sopas Vono, recomenda-se a exposição desse produto em áreas de cross merchandising, junto a outros produtos que são relacionados a ele, como pão, torrada, queijo ralado, ou então em áreas de maior circulação, próximo ao check stand. “Assim, já que existe esse apelo da temperatura, que é mais baixa, o consumidor vê e acaba comprando o produto”.

Anna Luiza Rocha, gerente de marketing das sopas Vono

Entre os produtos que mais se associam às baixas temperaturas, as sopas ganham destaque especial. Segundo a gerente de marketing das sopas Vono, Anna Luiza Rocha, os meses de julho a setembro registram praticamente o dobro de vendas com relação ao efetivado em janeiro. Além disso, cerca de 70% do volume de comercialização está concentrado no Sul e em São Paulo, locais que marcam o pico de temperaturas mais frias. O pequeno varejo é responsável pela compra de 27% do volume de sopas vendidas, sendo o canal que mais cresceu no último ano. “A nossa recomendação é ter o maior número de tipos possíveis, porque o consumidor desse segmento de individuais busca muito a variedade de sabores. Recomendamos tomar cuidado com as versões mais importantes para não ter ruptura de produto, porque são elas que impulsionam as vendas”. Mercado a ser explorado A categoria de sopas processadas ainda é consumida com baixa frequência pelos brasileiros, como afirma o analista sênior de

alimentos da empresa de pesquisas de vinho, ficando atrás apenas Mintel, Jean Manuel Gonçalves da do final do ano, como informa o Silva. “A preferência por comida gerente de marketing do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), caseira e alimentos sólidos, como Diego Bertolini. “Vendedores, arroz e feijão, está entre as limitações à expansão das sopas como gerentes e comerciantes em geral alternativa de falam sempre refeição na que a maior mesa dos brasiA primeira estratégia campanha de leiros. Explorar promoções de para vender vinho é vendas para o diferentes ocasiões de que o varejista comece a olhar vinho é o frio, e consumo, criar realmente para o produto como um item isso estratégias de se comprova”, para se vender o ano inteiro marketing que afirma, destacando que as ressaltem o Cleber Slaifer, diretor de vendas da regiões Sul e custo-benefíVinícola Salton cio das sopas, Sudeste têm o trabalhar memaior consulhor o público mo no Brasil. jovem – que em geral está mais Em desenvolvimento pelo aberto ao consumo de alimentos Ibravin e pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), processados – e destacar atributos uma cartilha vai levar orientações das refeições caseiras podem ser ao canal varejista, num trabalho maneiras de tornar as sopas um que já vem sendo feito na construitem de consumo mais frequente e ção da marca da categoria. “Ainda uma alternativa efetiva de refeição hoje o consumo no Brasil é baixo, aos consumidores brasileiros”, chegando a 2 litros per capita. O destaca. Uruguai, por exemplo, tem conVinho x inverno sumo de 22 litros per capita. Por O inverno marca o segundo isso, é preciso gerar atratividade maior período de comercialização para a categoria. Há um empenho

Para sopas Vono, os meses de

julho a setembro registram praticamente o dobro de vendas em relação a janeiro


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Saiba mais em sensibilizar o pequeno varejista a fazer um trabalho segmentado, trabalhar cross merchandising em datas comemorativas, ligando o vinho a épocas sazonais”, afirma Bertolini. Inverno x Copa do Mundo Para a Vinícola Salton, a expectativa de vendas neste inverno, em virtude da Copa do Mundo, é que elas superem o volume alcançado nos mesmos períodos em anos anteriores. “Teremos um momento diferente no Brasil, no qual o turismo vai ser muito impulsionado. Em geral, no inverno, temos um acréscimo de 10% a 12% de vendas. Neste ano, estamos mais otimistas, com perspectiva de crescer acima de 15%”, diz o diretor de vendas da Vinícola Salton, Cleber Slaifer, que também afirma que ações especiais estão sendo preparadas pela marca em alusão ao evento. Slaifer confirma ainda que, mesmo o consumo estando mais concentrado no Sul, ele vem crescendo em todo o País. “O Sul ainda tem o maior consumo percapita, até pela questão histórica e pela própria localização das vinícolas. No Nordeste, por exemplo, onde não chega a esfriar, é mais forte o comércio de espumante e frisante. A primeira estratégia para vender

Vendedores, gerentes e comerciantes em geral falam sempre que a maior campanha de promoções de vendas para o vinho é o frio, e isso realmente se comprova Diego Bertolini, gerente de marketing do Ibravin vinho é que o varejista comece a olhar para o produto como um item para se vender o ano inteiro”. Conquiste o consumidor Para a gerente de marketing da Vinícola Aurora, maior vinícola do País, Lourdes Conci da Silva, o pequeno varejo é um importante aliado da indústria de vinhos, uma vez que promove uma aproximação com o consumidor. “No pequeno varejo, há uma sinergia muito grande com as necessidades do dia a dia dos compradores e geralmente uma fidelização, as compras de oportunidade. Assim, é fundamental que o lojista exponha os vinhos mostrando como essa bebida pode fazer parte também do dia a dia do consumidor. Afinal, há tipos de vinhos

Janice Prado

Cleber Slaifer, diretor de vendas da Vinícola Salton

Diego Bertolini, gerente de marketing do Ibravin

Lourdes Conci da Silva, gerente de marketing da Vinícola Aurora

• Por representar 70% da comercialização dos vinhos no País, a venda em supermercados exige cuidado na exposição, com informações precisas e de fácil visualização, além de uma organização que seja atrativa ao consumidor. • A técnica para agrupamento considera itens como país de origem, tipo de vinho (tinto, branco e espumante), preço, tamanho e tipo de embalagem. Deve-se levar em conta, ainda, o perfil de público que o mercado atinge para direcionar os produtos adequados aos seus clientes. • Exemplos de cross merchandising: nos finais de semana, aproximar os vinhos da área de açougue; associar vinhos brancos com peixes e os tintos a extrato de tomate, massas e queijos; expor espumantes moscatéis próximos a doces e itens para sobremesa.

O autosserviço representa

70%

da comercialização de vinho no País

para os mais variados pratos e momentos”, explica. “Fora das datas comemorativas e daquelas que têm apelo gastronômico-culinário específico, é interessante sempre colocar vinhos próximos aos setores de queijos finos, por exemplo, ou providenciar uma ilha de destaque com uma boa seleção de vinhos, próxima das massas e de carnes selecionadas”, indica.

• Chocolate quente, fondue ou mesmo bombons recheados também estão no hábito de consumo durante o frio. De acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), a produção de chocolate no período de inverno, em 2012, representou 37% da produção total do ano. • Os chás que têm preparo quente, por sua vez, também têm mudanças significativas. A Hikari Alimentos, por exemplo, registrou, em 2013, aumento de 100% na venda dos sabores quentão e vinho quente durante o inverno.


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Página do GURI O Guri de Uruguaiana foi criado em 2001 pelo humorista porto-alegrense Jair Kobe. O personagem virou referência na cultura gaúcha e é hoje o maior expoente do humor no estado. Mais de 1,5 milhão de pessoas já acompanharam seus mais de 2 mil shows. Na internet, mais de 1,5 milhão de pessoas acompanham a página do Guri no Facebook e seus vídeos têm mais de 20 milhões de views no Youtube.

Dia das

Mães

C

hê, o Dia das Mães é uma data loca de especial. É à minha mãe que devo muito dos meus ensinamentos. Ela me ensinou, por exemplo, a valorizar o sorriso dizendo: “Vou arrebentar teus dentes se tu me responder de novo!”. Ela também ensinava a ter paciência, dizendo “Espera... espera só teu pai chegar em casa.”.

O causo do

empreendedor

B

A Copa do Mundo

C

hê! Quando pensei em escrever para os amigos que leem esta revista buenacha, me lembrei dos tempos em que eu resolvi empreender. Pensei, por que não um Sex Shop Bagual? Entre os produtos abagualados, o que mais fazia sucesso era a vaca inflável e a calcinha comestível sabor charque, além do relho e mais uma porção de cousas locas de especiais. Tô até pensando em lançar uns produtos para quem vem assistir a Copa do Mundo e quer conhecer as nossas tradições: o sutiã comestível com enchimento de sagu e o aromatizante de erva-mate. Só se fala noutra cousa!

ueno, quem tem o tal espírito empreendedor não perde tempo. É que nem o compadre Vital, que vivia lá nas bandas de Uruguaiana. O vivente era ligeiro uma barbaridade, e por isso um bom vendedor. Certo dia, dona Carmem entrou na loja de armarinhos que o compadre tinha, e ele foi logo oferecendo: “Tenho aqui linhas, agulhas, alfinetes, presilhas, zíperes, grampos, pentes, escovas...”. Dona Carmen, curta e grossa como coice de porco, foi respondendo: “Não preciso de nada disso, já tenho tudo!”. O compadre Vital, sem pestanejar, puxa um objeto do balcão e oferece: “Então por que a senhora não leva este livro de orações ótimo pra agradecer a Deus por não lhe faltar nada?”. Mas que barbaridade!


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VAREJO S/A Regina Blessa

n Doutoranda em design pela Universidade de Aveiro, Portugal, é mestre em Ciências da Comunicação pela USP. Consultora e palestrante especializada em ponto-de-venda. É autora dos livros Merchandising no Ponto-de-Venda e Merchandising Farma. É presidente do Instituto de Estudos em Varejo – IEV. Site: www.blessa.com.br

DICAS PARA MELHORAR SUA LOJA

U

m bom merchandising visual dá vida à loja através das cores, da iluminação, dos equipamentos e da exibição da mercadoria. Tudo isso, somado à criatividade, consegue envolver o consumidor, que fica mais tempo na loja, se encantando com o que pode comprar. As lojas de moda, por exemplo, já desenvolvem esse burburinho de ideias por toda a área de vendas, pois sabem que dependem de novidades para vender todos os dias. Já os supermercados, que constituem um comércio não tão acelerado assim, precisam ter cuidados para não deixar a loja ir ficando “morta” e “chata”. Se sua loja não sai da mesmice e você está percebendo que precisa de boas ideias de merchandising, observe os profissionais da indústria e as outras lojas de sucesso. Observe o que andam trazendo de novo, anote as boas ideias da internet, e, se der, contrate um profissional especializado para dar um “up” nas suas vendas.

Quando o layout é fácil e o cliente percebe as categorias disponíveis, ele compra mais facilmente o que pensava e compra por impulso aquilo que não havia pensado

Analisando a situação Comece analisando os defeitos da sua loja e consertando tudo o que for possível. Se for analisar os pontos, poderíamos começar com a circulação, largura dos corredores, todas as categorias de produtos bem separadas, todos os produtos ao alcance da mão, nada atrapalhando a entrada e os corredores e todos os preços bem visíveis.

Como identificar os pontos quentes da loja? Os pontos frios de uma loja são os quatro cantos, corredores apertados e locais sem visibilidade, tais como os situados atrás de uma coluna, atrás de um balcão, perto do banheiro, etc. Por sua vez, os pontos quentes são os com mais fluxo de pessoas, onde elas mais param (checkouts) e os lugares com melhor visibilidade, como as pontas de gôndola. Coloque-se no lugar do consumidor O cliente que entra numa loja tem sempre algumas coisas que gostaria de achar rapidamente

(produtos ou necessidades) e outras que ainda não estão em mente, mas que, se aparecerem na sua frente, podem ser desejadas. Quando o layout é fácil e o cliente percebe as categorias disponíveis, ele compra mais facilmente o que pensava e compra por impulso aquilo que não havia pensado. Preocupe-se inicialmente com a circulação e a disposição das mercadorias. Uma loja atolada ou sem caminhos bem abertos ao consumidor cria barreiras visuais que afastam os consumidores. Quando a porta e o layout facilitam a entrada e os percursos, a loja fica mais cheia de clientes, eis que estes sentem-se visualmente bem-vindos nelas. Deve-se tomar cuidado com os corredores e as entradas para que estejam bem livres para facilitar o acesso e evitar os cestões na porta, que atrapalham a entrada. Por vezes, tem-se a impressão de que algumas lojas têm mais medo de serem roubadas do que têm vontade de vender, por isso, vivem fechando as entradas e as saídas. Layout que chame atenção do consumidor Nas prateleiras, se você consegue visualizar rapidamente o produto, terá tempo para pensar se o deseja ou não antes de continuar andando. No entanto, se não perceber o produto, terá andado e deixado de vê-lo e, portanto, não irá comprá-lo. Recomenda-se misturar preços baixos com preços altos para atrair qualquer tipo de cliente. Se uma categoria de produto estiver bem definida, pode exagerar nas quantidades e no sortimento, isso faz parecer uma promoção. Maiores erros encontrados em lojas pequenas Fique atento a alguns itens que podem estar prejudicando sua loja: entrada entulhada – dificuldade para se perceber onde entrar; funcionários na frente obstruindo a entrada ou intimidando quem está pensando em entrar; mercadorias misturadas; iluminação deficiente; atendimento demorado ou desmotivado; piso ou paredes escuras; degraus na entrada ou no meio da loja; funcionários sem uniforme que os identifique, etc.


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