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Diretor administrativo Prof. Silas Franca Dourado Diretor Pedagógico Prof. Sérgio Leite Organizador: Prof. Sérgio Leite Prof. Silas Franca Dourado Revisão: Profª. Raquel Albuquerque Diagramação, Editoração Eletrônica e Capa: Prof. Silas Franca Dourado Impressão: Sinai Artes Gráficas - SP (11) 5621.6500 / 9 9332-0047 (whatsApp) www.editorasinai.com.br - / - atentidmento@editorasinai.com.br

I a Edição - Fevereiro de 2016

FABI – Centro Educacional e Teológico Rua Eng. Heitor Antônio Eiras Garcia, 6455 (Sala 30) Jd. Esmeralda, São Paulo, SP. Cep 05564-200.

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A FABI - Centro Educacional e Teológico tem por premissa a formação teológica e aperfeiçoamento ministerial de seus alunos. O conceito de formação teológica é evidenciado pelo amálgama da cosmovisão teológica e do caráter cristão partindo da práxis epistemológica e o desenvolvimento de um relacionamento pessoal e libertador com Deus. Por isso nos preocupamos não apenas com os aspectos acadêmicos, como também com uma vida cristã prática e transformadora. Fundamentados nesse pensamento preparamos uma grade de disciplinas teológicas e bíblicas do Curso Básico (13 disciplinas), Médio (25 disciplinas), Avançado (20 disciplinas) e em breve o superior (bacharel livre) com as melhores bibliografias de pensadores, teólogos e escritores, além dos cursos ministeriais que compõem uma teologia prática. Os cursos são oferecidos na modalidade presencial e a distância, em breve sistema EAD moodle. Para isso, contamos com uma equipe treinada e um corpo docente de especialistas, mestres, doutores e escritores capacitados, que dedicaram seu tempo e sapiência para escrever o material didático e de apoio, partindo de seus conhecimentos específicos em cada disciplina.

Prof. Sérgio Leite Diretor Pedagógico

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Para alcançar um melhor aproveitamento do estudo deste manual, siga estas orientações: 1. Oração – Viva em comunhão com Deus. Ele é o maior interessado em lhe ensinar as Sagradas Escrituras. 2. Perseverança – Não desanime diante das primeiras dificuldades, continue, veja-se vencedor. 3. Autodisciplina – Tenha constância no estudo diário das lições, arrume sua agenda semanal, reserve tempo para o que você acha importante. 4. Anotações – Faça-as no próprio manual ou em um caderno à parte, não confie na memória. 5. Pesquisa – Ao se deparar com um assunto aparentemente difícil, não passe por cima, pesquise, e sane suas dúvidas. 6. Material Auxiliar – Adquira materiais auxiliares: a. Bíblias — várias versões; b. Dicionários bíblicos e Teológicos; c. Concordância bíblica; d. Comentários bíblicos; e. Livros afins, etc. 7. Conheça mais a matéria: a. Verifique a bibliografia; b. Consulte a internet; c. Visite bibliotecas; d. Visite Museus; e. Participe de Escolas Bíblicas; f. Visite Exposições.

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7 9 1.

11 1.1.

Definição de Escatologia………………………………..

12

1.2. 1.3.

Conceitos Tribulacionistas …………………………………... Conceitos Milenistas …………………………………………

13 15

2.

21 2.1. 2.2. 2.3. 2.4. 2.5.

Definição Histórica …………………………………………... Análise das Setenta Semanas ……………………………….. Início da Contagem das Semanas …………………………... Cálculo das Semanas em anos e dias ……………………….. Surgimento da Igreja entre as Semanas …………………….

3.

22 23 24 26 27 31

3.1. 3.2. 3.3. 3.4. 3.5. 3.6.

Definição e Conceito de Arrebatamento …………………… Conceito de Arrebatamento Parcial ………………………... Sincronismo do Arrebatamento ………………………........ Acontecimentos no momento do Arrebatamento ………… O Tribunal de Cristo (Bema) ………………………………… As Bodas do Cordeiro ………………………………………..

4.

32 35 36 38 40 42 49

4.1. 4.2.

Definição Histórica ………………………………………….. O Anticristo …………………………………………………..

5.

50 51 57

5.1. 5.2.

Características do Juízo …………………………………….. Os Sete Selos ………………………………………………...

58 59

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5.3. 5.4. 5.5. 5.6.

As Sete Trombetas …………………………………….......... As Sete Taças ………………………………………………... A Batalha do Armagedom ………………………………….. Os Julgamentos ……………………………………………...

6.

71 6.1. 6.2.

Estabelecimento do Reino Milenar ………………………… A Batalha Final ……………………………………………….

7.

72 74 77

7.1. 7.2. 8.

60 63 64 65

Características do Juízo Final ………………………………. O Estado Eterno ……………………………………………..

78 80 85

BIBLIOGRAFIA ………………………………………………... 87 VERIFICADOR DE APRENDIZAGEM ………………………….. 89

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Aceitei de bom grado o convite a mim formulado pelo pastor e escritor Sergio Leite, para prefaciar seu livro de Escatologia bíblica, o qual será lançado pela FABI – Centro Educacional e Teológico. Concordei não somente pela proximidade que temos, sendo o escritor membro da nossa igreja Assembleia de Deus em Osasco, mas também pela capacidade e profundidade com a qual, o mesmo trata das questões abordadas em todo o conteúdo citado nessa matéria. É sem duvida alguma um grandioso prazer degustar os estudos apresentados nesse livro, quando à medida que nos adentramos à leitura, pode-se perceber o sabor da espiritualidade e inspiração divina em todo o texto, uma vez que, estamos considerando a exposição das Escrituras Sagradas, com base e fundamento para os pensamentos e ensinamentos aqui elaborados e apresentados. Os assuntos foram bem pesquisados e são os mais apropriados para compor um tratado de Escatologia, uma vez que estamos de acordo com a visão futurista em que os eventos proféticos, em sua maioria, ainda estão por acontecer. A opção do autor em utilizar uma linguagem de fácil assimilação, além de quadros e gráficos auxiliares, contribui para que o leitor absorva o conteúdo em sua totalidade e possa aproveitar disto para sua carreira ministerial e de vida cristã. Aproveito para parabenizar ao pastor Sergio Leite pela tão sublime iniciativa de escrever sobre esse tema em que durante anos, muitos se esquivaram por não receberem tal capacidade e autoridade. Se cada cristão pudesse estudar mais sobre a Doutrina das Últimas Coisas, certamente que desejaria se preparar para o grande dia em que encontraremos o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos ares. Em minhas orações diárias, repetidas vezes declaro ao meu Deus: se vieres buscar a sua igreja hoje, leveme contigo Oh! meu Senhor. Página | 7


A você caro Leitor, que lerá esse livro e participará desse curso, certamente dirá que é uma excelente obra escrita sobre tão interessante assunto, e o meu desejo é que isso lhe traga reflexões e que estas lhe permitam se aproximar ainda mais de Deus.

Bom estudo!

José Amaro da Silva Pastor Setorial da AD Belém Osasco e Diretor da IEADSP - Ministério do Belém

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Este trabalho tem por objetivo apresentar para o estudante de teologia uma visão macro, ou seja, um panorama das correntes das escolas de interpretação escatológicas, abrangendo definições dos termos gregos, bem como definições históricas seguidas da hermenêutica dos conceitos tribulacionistas, milenistas, preteristas, progressistas e futuristas. John F. Walvoord diz: "A Escatologia bíblica é o ponto culminante da teologia sistemática". Partindo desse pressuposto procuramos entre os escritores e autoridades no assunto interpretações definidas e esclarecidas no intuito de trazer a todos os alunos e leitores uma noção ampla, ou mesmo uma reciclagem, sobre escatologia. É de suma relevância para a Igreja do Senhor Jesus, que está envolvida numa obra sublime do Criador, conhecer acerca da literatura apocalíptica e ter clara e definida a diferença entre a Segunda Vinda (parousia) de Cristo e o arrebatamento da Igreja em todas as esferas de interpretação. Não há dúvida que existem enormes divergências no ensino dessa disciplina, de modo que não se tem uma linha definida sobre o assunto, abrindo assim para a discursão e o debate que de certa forma nos traz reflexão sobre o tema. Nossa preocupação não são os teólogos que defendem suas respectivas escolas de interpretação, em que por mais que não concordamos, existem métodos definidos sobre o assunto. Pior que isso são os erros grotescos praticados pelos que se aventuram a defender um assunto que na melhor das hipóteses confundem mais do que explicam, trazendo um prejuízo avassalador para a igreja.

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Dessa forma, estudaremos neste módulo, conceitos atuais da escatologia, definição de termos teológicos, históricos e métodos de interpretações, colaborando para que o estudante construa uma noção teológica acadêmico-científica do assunto. Isto é importante uma vez que muitos estão sendo doutrinados com fundamentos denominacionais alheios à revelação das Escrituras.

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1.1 – Definição de Escatologia 1.2 – Conceitos Tribulacionistas 1.3 – Conceitos Milenistas  Verificação de Aprendizagem

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1.1 – Definição de Escatologia O termo deriva-se de duas palavras gregas: eschatos = último + logia = tratado ou estudo. Portanto, escatologia significa “tratado ou estudo das últimas coisas”, ou ainda, estudo sistemático e lógico das últimas coisas compreendidas dentro da doutrina cristã, quando haverão de acontecer nos lances finais do presente ciclo histórico, o período tribulacional, o milênio e o estado eterno. 1.1.1 – Conceitos de Escolas de Interpretações Escatológicas Existem algumas escolas escatológicas que na verdade prefiguram como escolas de interpretação, e normalmente são apresentadas como:  Conceito da Escola Preterista – como o nome já sugere passado, essa corrente interpreta que as profecias de Daniel e Apocalipse já foram cumpridas, com exceção de algumas poucas, é aceita por alguns teólogos protestantes liberais, e alguns seminários teológicos.  Conceito da Escola Progressista – Interpreta as profecias de Daniel e do Apocalipse como desenvolvimento histórico do mundo, procurando o cumprimento profético nos grandes eventos e acontecimentos, como revoluções, guerras, descobertas científicas, papado, etc.. É aceita e usada pelo Adventista e Testemunhas de Jeová.  Conceito da Escola Futurista – é aceita por aqueles que creem que as profecias de Daniel e Apocalipse se cumprirão com o início da septuagésima semana de Daniel, marcada pelo arrebatamento da

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 Igreja. É aceita na maioria das Igrejas Assembleia de Deus e igrejas Pentecostais. 1.2 – Conceitos Tribulacionistas 1.2.1 – Dispensacionalismo – o significado desse termo é bem claro quando feita por Scofield, sendo claramente definida como “um período de tempo em que o homem é provado a respeito da sua obediência a certa revelação da vontade de Deus”. Seguem as principais divisões do dispensacionalismo: DISPENSAÇÃO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.

Inocência Consciência Governo humano Patriarcal Lei Graça Milênio

PERÍODO da criação até a queda da queda até o dilúvio do dilúvio até Abraão de Abraão até o Êxodo do Êxodo até Cristo de Cristo até o arrebatamento do julgamento das nações até o juízo final

1.2.2 – Pré-tribulacionismo – este conceito trabalha a ideia de que Cristo virá para os seus santos; depois virá com seus santos. O primeiro estágio da vinda de Cristo é chamado de arrebatamento (do grego harpadzo), momento em que haverá ressurreição dos mortos em Cristo, translado dos vivos e transformação de todos. O segundo é chamado de revelação (do grego apocalypsis), ou ainda 2º advento (do grego parousia). Este conceito geralmente é defendido pelos pentecostais. O ponto de partida dos pré-tribulacionistas está na forma de análise da grande tribulação, embora alguns escatólogos ressaltem que a Igreja tem experimentado a perseguição ao longo da história e, portanto, tribulação. Nesse caso o pré tribulacionista entende que já ocorreram diversas fases de tribulação no mundo, mas nenhuma igual, ou seja, nas proporções descritas nos eventos futuros relatados na Escritura. Página | 13


Particularidades do pré-tribulacionismo:  Vê esta grande tribulação sendo tão intensa e com abrangências gerais como nunca houve na história da humanidade;  Normalmente também é identificado como pré-milenista, pelo fato de ocorrer antes do milênio;  Geralmente Pré-tribulacionista é dispensacionalista, não é uma regra, porém na sua maioria adotam as Dispensações;  Sua base de interpretação é literal, estuda as Dispensações e as 70 semanas de Daniel diferenciando a Igreja de Israel;  Crê nas duas ressurreições dos justos e injustos (Dn 12.2);  Crê que a igreja está isenta da ira divina derramada na grande tribulação (1Tes 1.10, Rm 5.10), pois não há nenhuma menção da igreja em Apocalipse do capítulo 4 até o 18;  Faz distinção do arrebatamento (Jo 14.1-4; 1Co 15.51-58; 1Tes 4.13-18) e da Segunda vinda de Cristo (Zc 14.4; Mt 24.29-31; Mc 13.24-27; Lc 21.25-27; Ap 19);  Crê na doutrina da iminência, ou seja, Cristo pode voltar a qualquer momento (Tt 2.13; Fp 3.20);  Crê que o termo “aquele que o detém” de 2Tessalonicenses 2.1-12 é o Espírito Santo, e que Ele irá removê-la de forma gloriosa antes da Grande Tribulação. 1.2.3 – Meso-tribulacionismo – de acordo com este conceito a Igreja de Cristo passará pela primeira metade daquilo que é identificado como Grande Tribulação e só então será arrebatada, no meio da septuagésima semana ou no meio da Grande Tribulação. Página | 14


Argumentos do meso-tribulacionismo:    

Não aceita a teoria das Dispensações; Nega a distinção entre Israel e a Igreja; Nega a Igreja como mistério; Divide a Tribulação em duas partes distintas: três anos e meio de paz com Israel e três anos e meio de tribulação;  Nega a teoria da Iminência;  Utiliza o método espiritual e simbólico de interpretação.  Seus argumentos estão baseados em Apocalipse 11. 1.2.4 – Pós-tribulacionismo – neste conceito é visualizado como aspecto principal que a Igreja sofrerá juntamente com Israel a Grande Tribulação, portanto, não será removida do mundo antes da Grande Tribulação; o arrebatamento ocorrerá por ocasião da Segunda Vinda de Cristo (do grego parousia) após a Grande Tribulação. O pós-tribulacionista crê que a volta do Senhor será um evento unitário, e não terá duas etapas como expressa o pré-tribulacionista. Argumentos do pós-tribulacionismo:  Argumentos históricos baseados na crença da igreja primitiva e do cristianismo posterior;  Argumento contra a iminência;  Promessa da tribulação;  Cumprimento histórico da profecia de Daniel 9.24-27.  Argumento baseado no trigo e no joio 1.3 – Conceitos Milenistas 1.3.1 – Pré-milenismo – os pré-milenistas têm como aspecto importante um reino terrestre de Cristo que será estabelecido pela Sua Segunda vinda, período em que haverá perfeita paz, retidão e justiça entre os homens, sendo o reino de Cristo uma realidade na Terra. Página | 15


Particularidades do Pré-Milenismo:  O Pré-Milenismo segue o método de interpretação normal, literal, histórico gramatical.  Neste conceito, Apocalipse 20 é entendido literalmente.  Geralmente este conceito é sustentado pelos pré-tribulacionistas.  Existe a corrente do pré-milenismo histórico e o pré-milenismo dispensacional.  Crê que a ressurreição dos santos precede o milênio. 1.3.2 – Amilenismo – como a própria palavra sugere negação, literalmente amilenismo é a ideia de que não haverá um milênio, um reinado terreno de Cristo. Em suma, os amilenistas creem que a condição dos justos no céu é o milênio para a igreja. Destarte, não há milênio na terra. Os amilenistas dizem que os mil anos de Apocalipse 20 deve ser entendido de forma simbólica. 1.3.3 – Pós-milenismo – essa posição também interpreta o milênio de forma figurada, ou seja, o pós-milenismo diferencia-se do amilenismo apenas por ensinar que a era atual abrange o milênio, isto é, que já estamos vivendo no milênio espiritual, dizendo que a vinda de Cristo não acontecerá antes do milênio. O pós-milenismo acredita que haverá primeiro uma evangelização por todo o mundo (Mt 24.14) e que, através da propagação do evangelho, o reino de Jesus se expandirá gradativamente por si mesmo e que o cristianismo chegará ao ponto de dominar o mundo, e vê o reino como estando presente na terra, ou nos corações dos homens. Como consequência haverá um longo período de paz e prosperidade chamado milênio, e que é igualmente espiritualizado, não sendo especificamente mil anos literais. O pós-milenismo surgiu depois da Reforma Protestante (XVI).

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Anotações

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Verificação de Aprendizagem 1. Qual o significado do termo Escatologia? 2. Quantos Conceitos de Escolas de interpretações escatológicas existem e quais os seus nomes? 3. Defina o termo Dispensacionalismo. 4. O que trabalha o conceito Pré-tribulacionista? 5. O que ensina o conceito Meso-tribulacionista? 6. O que visualiza o conceito Pós- tribulacionista? 7. Quais conceitos Milenistas existem e o que defendem?

 Verificação de Aprendizagem

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2.1 – Definição Histórica 2.2 – Análise das Setenta Semanas (Daniel 9.24-27) 2.3 – Início da contagem das Semanas 2.4 – Cálculo das Semanas em Anos e Dias 2.5 – O Surgimento da Igreja entre as Semanas  Verificação de Aprendizagem

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2.1 – Definição Histórica O estudo das Setenta Semanas é fundamental para todo o conjunto de estudo escatológico, tendo sua base na interpretação do profeta Daniel no período do cativeiro babilônico sobre o relato profético de Jeremias 25.8-14; 29.10. E, consecutivamente entender onde entra a Igreja na história de Israel, haja vista a Igreja ser a anunciadora do Reino e não ser mencionada no Antigo Testamento. Observemos o que Walvoord diz: As setenta semanas de Daniel devidamente interpretadas, demonstram o lugar distinto de Israel e a Igreja no propósito de Deus. As Setenta Semanas de Daniel estão totalmente ligadas a Israel, seu relacionamento com os poderes gentílicos e sua rejeição do Messias. O propósito especial de Deus de chamar um povo de cada nação para formar a igreja e o projeto da presente era não se encontra em nenhum lugar dessa profecia. (PENTECOST, 2006. pág. 263) 2.1.1 - Violação do ano sabático Durante seis anos os judeus eram livres para semear e cultivar a sua terra, mas o sétimo ano (Shabua) deveria ser solene “sábado de descanso para a terra” (Lv 25.3,4). Os judeus violaram a Lei Divina do ano sabático. Da monarquia ao cativeiro, um período de 500 anos, os judeus não cumpriram a determinação divina. Além disso, as suas rebeliões e idolatria, das quais foram advertidos por várias vezes, e como não obedeceram, não dando ouvidos aos oráculos de Deus, Deus os manteve fora da terra, foram cativos em Babilônia por um período de 70 anos, o correspondente a 490 anos sabáticos.

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2.2 – Análise das Setenta Semanas (Dn. 9.24-27) Dwight Pentecost (pág. 264) cita uma importante relação de fatores relacionados à profecia de Daniel a partir da citação de McClain, vejamos algumas inferências: O v. 24 se relaciona ao povo e à cidade de Daniel, ou seja, nação de Israel e cidade de Jerusalém; Nos vv. 25 e 26 são mencionados dois príncipes diferentes que não devem ser confundidos: o primeiro é chamado “ungido” (Messias), e o segundo é designado “o príncipe que há de vir” (Anticristo); O termo hebraico para semanas é Shabua, que significa “um sete” (Lv 25.8; Nm 14.34; Ez 4.6). Os judeus tinham “um sete” de anos bem como um sete de dias. Essa semana bíblica de anos era tão conhecida dos judeus quanto uma semana de dias; O texto de Daniel expressa Setenta Setes, logo, temos 70 semanas de 7 anos = 490 anos; Sendo assim, todo o período em questão é especificado como setenta semanas, sendo semanas de anos que são divididas em três períodos: 1º período – 7 semanas: 7 x 7 = 49, este período compreende 49 anos (445 a.C. à 396 a.C. Jerusalém é reconstruída). 2º período – 62 semanas: 62 x 7 = 434; este período compreende 434 anos (396 a.C. até a morte do messias). 3º período – 1 semana: 1 x 7 = 7; este período compreende a septuagésima semana ou última semana da profecia de Daniel.

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O início da última semana se dará quando o príncipe que há de vir (o Anticristo) fizer a firme aliança com a nação de Israel; No meio desta semana, o príncipe que há de vir, quebrará a aliança com Israel e as desolações começarão (a Grande Tribulação); No final desta semana será iniciado um período de grande e incomparável bênção para a nação de Israel (Milênio). 2.3 – O Início da contagem das Semanas Para compreendermos a contagem das semanas de forma inteligível, é fundamental que analisemos os textos bíblicos que dão base ao assunto (Dn 9.24-27) com o propósito de dirimirmos qualquer dúvida que queira ofuscar este aprendizado. Portanto, se faz necessário observar pontos relevantes na profecia de Daniel como segue:

Foi dito a Daniel que esse período de 490 anos está determinado "sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade" (Daniel 9.24). As Escrituras trazem vários decretos relacionados à restauração dos judeus do cativeiro babilônico. Houve decreto de Ciro em 2Crônicas 36.22-23 e em Esdras 1.1-3, o decreto de Dario em Esdras 6.3-8 e o decreto de Artaxerxes em Esdras 7.7. Contudo, todas essas permissões foram cedidas para reconstrução do templo, e nada foi dito sobre a reconstrução da cidade. Em Esdras 4.1-4 a reconstrução do templo foi interrompida porque os judeus estavam reconstruindo a cidade sem autorização. Em nenhum desses decretos a condição de Daniel 9.25 foi realizada. Quando examinamos o decreto de Artaxerxes, estabelecido no seu vigésimo ano e registrado em Neemias 2.1-8, vemos que é a dada a permissão para a reconstrução de Jerusalém. Esse constitui o início do período profético indicado por Deus nessa profecia. (PENTECOST, 2006. pág. 267)

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O início da contagem de todo o período das setenta semanas é fixado, por teólogos e pesquisadores tendo por base Neemias 2.1. “Sucedeu no mês de Nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes...”, Onde podemos analisar que:    

O vigésimo ano do reinado de Artaxerxes = 445 a.C. O dia no calendário hebraico = mês de Nisã 1º dia O dia em nosso calendário = dia 14 de março Portanto, a data do início da contagem é 14 de março de 445 a.C.

Mês de 30 dias, é o que era usado nas Escrituras. De acordo com Gênesis o dilúvio começou no décimo sétimo dia do segundo mês (Gn 7.11) e terminou no décimo sétimo dia do sétimo mês (Gn 8.4), compreendendo um período de cinco meses; o mesmo período é apresentado em dias “cento e cinquenta dias” (Gn 7.24; 8.3). Podemos observar dessa maneira que um mês na história bíblica equivale a 30 dias, logo, temos um ano de 360 dias. O período da última semana de Daniel é o mesmo do livro do Apocalipse e o número de dias indica que o mês também continha 30 dias. Daniel afirma que o Anticristo quebraria a aliança na metade da última semana (7 anos), ou seja, nos primeiros 3 anos e meio, ou ainda 1260 dias. No livro de Apocalipse 12.4-7 e 13.5 fala-se em 42 meses de 30 dias = 1260 dias.

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2.4 – Cálculo das Semanas em Anos e Dias Iniciando o cálculo a partir do que já foi proposto no item anterior temos:  Total das semanas já ocorridas: 7 semanas + 62 semanas = 69 semanas  Total das semanas vezes 1 Shabua: 69 semanas x 7 anos = 483 anos  Total dos anos vezes os dias do ano: 483 anos x 360 dias = 173.880 dias  Total de dias a partir da ordem de restauração: Os 173.880 dias são correspondentes ao período desde 14 de março de 445 a.C. até 6 de abril de 32 d.C. No nosso calendário:  445 a.C. até 32 d.C. = 476 anos, sendo: 1 a.C. até 1 d.C. = 1 ano.  476 anos x 365 dias = 173.740 dias  Aumento de anos bissextos = 116 dias (3 a menos em cada 4 séculos).  14 de março a 6 de abril de = 24 dias  Total = 173.880 dias Tendo em vista os cálculos supra citados podemos verificar que as 69 semanas equivalem aos 483 anos, restando uma semana, ou seja, 7 anos para completar 490 anos ou 70 semanas de anos. Ou ainda, se analisarmos de outra forma com relação a dias, temos 173.880 dias cumpridos da profecia restando 2.520 dias, ou seja, a última semana de anos.

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2.5 – O Surgimento da Igreja entre as Semanas A contagem das semanas proféticas pararam na 69ª, com a morte do Messias e a destruição de Jerusalém. Podemos concluir que entre 69ª e 70ª existe um intervalo, o qual é chamado por Paulo de “mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações e que agora foi manifestados aos seus santos”. (Cl 1.26; 1Co 2.7; Rm 16.25; Ef 3.9). Os judeus rejeitaram a Cristo, o qual foi aceito pelos gentios surgindo assim a Igreja. Não há indicação de sua existência anterior, pois Jesus que a menciona e edifica, logo, Paulo compreende ser o mistério que estava oculto, mas agora revelado a todos.

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Anotações

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Verificação de Aprendizagem

1. O que demonstra as Setenta Semanas de Daniel na opinião de Walvoord? 2. Além da rebelião e idolatria em que vivia os judeus, qual o outro motivo para Deus castigar os judeus por setenta anos no cativeiro? 3. As Setenta Semanas é comumente dividida pelos escatólogos em três períodos: Quantos anos duraram cada período e qual é a data que inicia a contagem? 4. Quantas semanas se cumpriram dessa profecia e em que semana surgiu a igreja? 5. Em sua opinião, dessa profecia ainda falta se cumprir algum período? Explique.

 Verificação de Aprendizagem

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3.1 – Definição e conceito de Arrebatamento 3.2 – Conceito de Arrebatamento Parcial 3.3 – Sincronismo do Arrebatamento 3.4 – Acontecimentos no momento do Arrebatamento 3.5 – O Tribunal de Cristo (Bema) 3.6 – As Bodas do Cordeiro  Verificação de Aprendizagem

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3.1 – Definição e conceito de Arrebatamento Esse conceito está ligado à doutrina cristã relacionada aos últimos sete anos da visão de Daniel no capítulo 9, abrindo discussão entre as escolas de interpretação no quesito tempo: quando ocorrerá a repentina retirada dos salvos vivos, ressurreição dos mortos confessos a Cristo e consecutiva transformação (1Co 15.51-56). A palavra vem do termo grego harpadzo que significa:  Arrancar com força, violência (RUSCONI, Carlos. Dicionário do Grego, do NT. SP: Paulus, 2003)  Arrebatar, tomar para si (GINGRICH, F. Wilbur. Léxico do NT, grego português. SP: Vida Nova, 2007)  Apoderar-se de alguma coisa apressadamente (PEREIRA, Isidro. Dicionário Grego - português e Português e Grego. Braga: Tilgráfica, 1998)  Arrancar subitamente e transportar de um lugar para outro (1Ts 4.17); Felipe (At 8.39), Paulo (2Co 12.2,4) . (VINE, E. W. Dicionário Vine. Rio de Janeiro: CPAD, 2002)  No latim temos raptare que significa rapto.

NOTA O arrebatamento é uma mudança de localização que é outorgada aos homens por um poder mais do que humano [...] movimento de um lugar para outro (At 8.39) arrebatamento para um mundo sobrenatural (2Co 12.2,4). (BROWN, 2000)

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3.1.1 – Ocasião do Arrebatamento Segundo a escola de interpretação pré-tribulacionista o arrebatamento ocorrerá por ocasião do início da septuagésima semana de Daniel de forma humanamente invisível e somente para a igreja (harpadzo). A vinda de Jesus é mencionada trezentas e dezoito vezes no Novo Testamento e, segundo esta mesma linha pré-tribulacionista, a Segunda Vinda de Jesus será de forma visível para Israel (parousia) e a humanidade da época. Classificando assim como eventos distintos:  Primeiro invisível aos olhos humanos, vinda para a igreja;  Segundo de forma visível, "todo olho verá", para Israel e todo povo da época em cumprimento das profecias e literatura apocalíptica. Então, duas fases: Primeira = Arrebatamento (harpadzo)    

Jesus virá para a igreja (1Ts 4.16-17) Será uma surpresa (Mt 24.39-42; 1Co 15.52; 1Ts 5.2) A Igreja será livre da Grande Tribulação (Ap 3.10; Lc 17.26) A Igreja será recompensada no Tribunal de Cristo (2Co 5.10; Ap 22.12).

Segunda = Segunda Vinda (parousia)     

Jesus virá para livrar Israel (Zc 14.3; Rm 11.25-29) Virá publicamente, todo olho o verá (Ap 1.7) Trará vingança contra os rebeldes (Ap 19.11-21) Estabelecerá o trono de Davi (Is 9.6,7; Lc 1.32,33) Estabelecerá um governo Teocrático (Sl 2.1-4; Dn 2.44,45)

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3.1.2 – Distinção entre Arrebatamento e Segunda Vinda Arrebatamento

Segunda Vinda

Retirada de crentes

Manifestação de Jesus

Local – nos ares

Local – na terra

Vem buscar a Igreja

Retorna com a Igreja

O início da Grande Tribulação

O início do Milênio

Iminente

Precedida por sinais

Galardão para os crentes

Julgamento das nações

Igreja

Israel

Mistério oculto

História visível

Gentios não serão afetados

Gentios sofrem juízo

O mal continua agindo

O mal é isolado

Antes da ira do Senhor

Depois da ira do Senhor

Homens levados ao céu

Homem reinando na terra

Paz com os que foram

Paz com os que ficam

Corpo será incorruptível

Corpo será corruptível

Adquirida a imortalidade física

Ainda fisicamente mortal

Comparado à vinda de um ladrão Comparado com um relâmpago por ser silenciosa e perceptível que é acompanhado pelo barulho somente para os acordados.

de trovão e é visível para todos.

Os termos básicos para Segunda vinda do Senhor são: Termos Referências Bíblicas Literal

Parousia 1Ts 3.13 1Ts 4.15 Vinda chegada

Apocalipse 1Co 1.7 2Ts 1.6-7 Revelar

Epifania 1Tm 6.14 2Tm 4.8 Aparecer Página | 34


3.2 – Conceito de Arrebatamento Parcial Este conceito declara que nem todos os crentes serão levados no arrebatamento. Somente os crentes que estiverem vigiando e esperando pelo Senhor serão arrebatados, desde que tenham atingido uma certa maturidade espiritual, ou seja, que tenham certo nível de espiritualidade (santidade) que os torne dignos de serem incluídos neste acontecimento. Alguns educadores cristãos tem divulgado equivocadamente esse conceito que exegeticamente (interpretação do texto original) não é sustentável, fazendo com que alguns usem a eisegese (interpretação do texto subjetiva). Para não nos confundirmos a respeito deste conceito é importante se fazer a seguinte distinção da Igreja:  Como organismo vivo (espiritual) se refere ao corpo de Cristo, a noiva de Cristo, perfeita, adornada pelo Espírito Santo sendo que em nenhum momento se dividirá (não pode ser mutilada),  Como organização (instituição) se refere à denominação. Neste último caso é possível que algumas pessoas não sejam arrebatadas, pois nem todos os membros da organização pertencem ao organismo vivo. 3.2.1 – Doutrina da Iminência do Arrebatamento O termo iminência vem do latim “imminentia” e significa “o que está prestes a acontecer, suceder a qualquer instante”, palavra que é usada para descrever a vinda de Jesus para a Igreja, em que especificamente não depende das profecias se cumprirem.

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Em conformidade com esta doutrina, Jesus volta a qualquer instante para fazer a transladação. O ponto relevante é que os que creem na iminência devem viver uma vida em Cristo em comunhão com o Eterno (Hb 12.14), independendo assim dos sinais propriamente ditos, uma vez que o harpadzo difere da parousia. Segundo Dwight Pentecost (2006, pág. 227), a doutrina da Iminência impede a participação da Igreja em qualquer parte da septuagésima semana. A multidão de sinais dados a Israel para movê-lo à expectativa também seriam para a Igreja, e a Igreja não poderia estar esperando Cristo até que esses sinais fossem cumpridos. O fato é que nenhum sinal é dado à Igreja; em vez disso, ela tem a ordem de aguardar a Cristo, o que impossibilita sua participação na septuagésima semana. 3.3 – Sincronismo do Arrebatamento A palavra sincronismo significa aquilo que se realiza ao mesmo tempo, de forma simultânea. Com base no texto de Lucas 17.34-36 existem três condições em que a pessoa possa estar, vejamos:  Na cama – Dormindo; indica período da noite.  Moendo no moinho – indica o período do amanhecer e manhã.  No campo – indica o período pleno do dia. Haverá um verdadeiro sincronismo no momento do arrebatamento, Jesus Cristo virá uma só vez, em uma única hora, em todo o globo terrestre e surpreenderá a muitos devido aos fusos horários. Observemos a tabela com base no horário universal, partindo do pressuposto de que no Brasil será zero hora, vejamos as diferenças:

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Equivalência de Horário Mundial Brasil (Brasília) Bolívia (La Paz Paraguai (Assunção) Alemanha Bulgária Rússia (Moscou) Egito (Cairo) Guiné Bissau Moçambique Alfeganistão Filipinas (Sulu) Casaquistão (Akmola) China (Pequim) Corea do Norte Irã (Teera) Iraque (Bagdá) Israel (Jerusalém) Japão (Tóquio) Costa rica (São José) Haiti (Porto do Príncipe) Jamaica Canadá (Fort Reliance) EUA (California) EUA (Hawai) México (Guadalupe)

00:00 23:00 23:00 04:00 05:00 06:00 05:00 03:00 05:00 07:30 11:00 09:00 11:00 12:00 06:30 06:00 05:00 12:00 21:00 22:00 22:00 20:00 19:00 17:00 20:00

Isto nos traz uma grande advertência acerca da Vinda do Senhor, pois virá a qualquer hora. Vigiemos e nos apartemos do pecado e aguardemos a maior expectação da igreja: o arrebatamento.

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3.4 – Acontecimentos no momento do Arrebatamento 3.4.1 – Ressurreição – o termo ressurreição vem do grego “anastasis” e significa volta miraculosa à vida. Segundo a mesma linha de conceito já trabalhada analisemos os textos que seguem: a) “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar com o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1Tes 4.16,17). b) “... num momento num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co 15.52). Podemos verificar que haverá uma ressurreição por ocasião do arrebatamento. Conforme o texto em apreço, aqueles que morreram em Cristo irão ressuscitar ante o toque da trombeta. Paulo faz esta comparação mediante um costume dos judeus, que se reuniam ao toque de trombetas (Nm 10.1-10), em casos de coroações reais, ao se apresentarem reis a Israel (1Rs 1.34). Esta é chamada a primeira (parte) ressurreição na sequência dos eventos escatológicos. 3.4.2 – Transformação – após a ressurreição e o arrebatamento, imediatamente ocorrerá a transformação dos santos ressurretos e dos que estiverem vivos (1Co 15.51). Paulo faz menção a esta transformação usando termos alegóricos e comparativos, uma vez que é semeado um tipo de corpo e é feita sua respectiva colheita: “E, assim como trouxemos a imagem do terreno devemos trazer a imagem do celestial. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” (1Co 15.49,53). Página | 38


O Apóstolo João comenta sobre o assunto dizendo: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele porque havemos de vê-lo como Ele é. E a si mesmo purifica todo aquele que nele tem esta esperança, assim como Ele é puro” (1Jo 3.2-3). NOTA Este corpo não será composto de carne e sangue (do grego sarx+kai+aima que por sinédoque = um (mero) ser humano, com natureza humana (1Co 15.50), será um corpo que trará a imagem do celestial (15.22,47-49). Cristo hoje é o primeiro (primícia) de um povo (1Co 15.20), em uma magnitude (grandeza, dimensão) que foge à compreensão inteligível do ser humano (1Co 15.23).

É importante salientar neste momento que quando Cristo morreu por nós, morreu pelo homem como um todo. Os benefícios completos da sua exposição não são cumpridos até que o corpo do homem tenha se tornado imortal, o que se dará na ressurreição seguida da transformação instantânea. Portanto, os que morreram em Cristo hão de ressuscitar com um corpo físico, não diferente dos vivos que serão transformados instantaneamente juntos (1Co 15.51-54) e assim herdarão a imortalidade e incorruptibilidade. Negar a ressurreição física é negar a ressurreição física de Cristo (1Co 15.12-21). Os salvos em Cristo terão um corpo semelhante ao de Cristo (Fp 3.21; 1Jo 3.2; 1Co 15.49).

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NOTA O termo primícias era usado com relação à primeira parte da colheita, comprovando que a safra inteira estava por vir. As primícias relacionadas à Páscoa eram usadas para consagrar a colheita que chegaria. Jesus morreu na Páscoa e sua ressurreição é uma promessa de nossa própria ressurreição. Todavia, uma vez ressuscitados e transformados os santos têm a vida eterna, fato este a que inferimos que os arrebatados herdam a imortalidade e estarão para sempre com o Senhor.

3.5 – O Tribunal de Cristo (Bema) Outro acontecimento que segue a ressurreição e transformação é chamado de “Tribunal de Cristo”. O apóstolo Paulo, ao escrever sobre o assunto, usa a expressão grega “bema” que, segundo o léxico grego, significa “plataforma do orador, uma plataforma elevada ao ar livre, com acesso por meio de degraus”. O termo técnico usado aqui era bem conhecido dos coríntios, pois era empregado com relação aos jogos olímpicos, quando o juiz recebia em uma plataforma o vencedor da disputa atlética e lhe entregava, como uma recompensa, uma coroa de louros (1Co 9.24; 2Tm 4.8). Paulo diz que será instalado antes de entrarmos para as bodas do cordeiro (2Co 5.10), momento em que os santos arrebatados receberão galardão ou deixarão de receber, ou seja, haverá recompensa pelas obras realizadas por meio do corpo posteriores à conversão, como menciona Paulo: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2Co 5.10). “... Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já esta posto, que é Jesus Cristo. Se alguém constrói sobre este alicerce usando ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou

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palha, sua obra será mostrada, porque o Dia trará à luz; pois, será revelada pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um. Se o que alguém construiu permanecer este receberá recompensa. Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo será salvo como alguém escapa através do fogo”. (1Co 3.11-15). NOTA Tribunal de Cristo não é o julgamento final, portanto esse Tribunal é para galardões, recompensas pelas obras feitas e não para condenação. Então surge a pergunta: quando a Igreja será julgada? A resposta é óbvia, ela já foi julgada na Cruz, Cristo pagou o preço da reconciliação com Deus (Rm 5.1). 3.5.1 – Particularidades do Tribunal de Cristo  Será um "julgamento" para recompensa dos crentes em Jesus Cristo (Ap 22.12; 1Co 3.13-15).  Ocorrerá logo após o arrebatamento da Igreja (2Tm 4.8; 1Pe 5.4; 2Co 5.10).  O juiz será o Senhor Jesus Cristo (2Tm 4.7,8; Jo 5.22; 2Co 5.10).  O Tribunal de Cristo será nas regiões celestiais (2Co 5.10).  A base do julgamento será vinculada à fidelidade dos cristãos (1Co 4.2; Ef 1.1).  Será colocado à prova neste julgamento: nossa conduta cristã (2Co 5.10); nossos passos (Sl 139.1-3); nosso tratamento dispensado aos irmãos (Tg 5.4; Mt 18.23-25; Rm 14.10); evangelização (2Co 5.11), etc. 3.5.2 – Materiais do Julgamento Conforme expressão alegórica de Paulo alguns materiais serão julgados, sem dúvida com conotação intrinsecamente ligada às nossas obras (1Co 3.12-15). Comparando os materiais em evidência: Página | 41


 Ouro – simboliza a glória de Deus, logo, as obras que fazemos para promover a exaltação e engrandecimento de Deus, relacionam-se com as coisas divinas (Ap 3.18; Jó 22.23-25).  Prata – simboliza a redenção, tudo o que tem relação direta com o resgate de almas para o reino de Deus, todo nosso tempo e dedicação para evangelizarmos e levarmos vidas a Cristo (1Co 1.23).  Pedras preciosas – simboliza tudo aquilo que é feito através do Espírito Santo, exercício dos dons espirituais, valores espirituais aplicados para edificação do corpo de Cristo (Fp 3.3; Cl 1.29; Rm 15.18-20; 1Co 12.4-6).  Madeira – Simboliza a natureza humana, com sua fragilidade (1Co 3.3; Gl 6.8; Lc 6.33.34).  Feno – simboliza aquilo que é seco, sem renovação, sem vida (Jr 23.28).  Palha – a palha não tem sabor, simboliza a ausência de estabilidade (Ef. 4.14). 3.5.3 – Recompensas A palavra recompensa também é traduzida como galardão e prêmio. Após a avaliação das obras de cada um certamente haverão diversas recompensas que são relatadas ao longo dos textos bíblicos. O termo mais usado é “stephanos”, traduzido por coroa, que tem significado de honra pública concedido por um serviço notável ou por valor pessoal. Cabe salientar que esta coroa não é a do rei, mas a do vencedor ou do conquistador, dentre as quais podemos citar:

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 A coroa incorruptível – será entregue aos que se sujeitaram a Cristo, vencendo os desejos pecaminosos (1Co 9.25-27).  A coroa da Justiça – será entregue para aqueles que fielmente amaram e guardaram a vinda de Cristo (2Tm 4.7,8).  A coroa da vida – será entregue para os que mantiveram fidelidade ao Senhor, suportando a provação mesmo em desafios que muitas vezes os levaram a morte (Tg 1.12; Ap 2.10).  A coroa de glória – será para os que agiram com humildade e submissão e se dispuseram a apascentar o rebanho de Deus (1Pe 5.4; 2Tm 4.8; 1Co 9.24-25).  A coroa da alegria – será entregue aos ganhadores de almas (1Ts 2.19-20; Fp 4.1) NOTA Com certeza este dia trará surpresa a muitos que de uma maneira soberba acreditam ser superiores a outros por ocuparem posições de destaque, pensando que terão recompensas superiores. Devemos estar atentos à expressão de Paulo que “a obra de cada um será provada”: isto implica que sempre devemos trabalhar com humildade fazendo para glória e exaltação do nome do Senhor Jesus, e não para nos autopromover e, até, muitas vezes usando pessoas como trampolim para um destaque egoísta de nossa parte. Que o Sangue de Jesus nos livre desses obstinados. 3.6 – As Bodas do Cordeiro Nos estudos escatológicos verificamos a Igreja nos moldes do casamento bíblico. Particularmente no Novo Testamento a imagem do noivo é transferida para Cristo e a da noiva para a Igreja (Mt 9.15; Jo 3.29; 2Co 11.2; Ef 5.23-24,32; Ap 19.7; 21.2,9; 22.17) participando de um banquete, uma festa, indicando assim a união espiritual em sentido Página | 43


místico. Tradicionalmente uma festa de matrimônio costumava durar sete dias. As Bodas do Cordeiro são registradas nas Escrituras como algo que ocorre entre a translação da Igreja e a Segunda vinda de Cristo. Seguida do tribunal de Cristo ou, como vimos, o “bema”, a Igreja entrará nas Bodas do Cordeiro, como em várias passagens bíblicas é ilustrada a relação da Igreja como a Noiva do Cordeiro. As palavras do apóstolo João vem confirmar: “Alegremo-nos, exultemos e demos lhe glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesmo já se ataviou,...” (Ap 19.7). Neste caso está em foco uma união espiritual especial, com a consequente comunhão. Cristo e a Igreja tornam-se um só mediante a participação nesta união espiritual, seguida da proposta textual de um momento de regozijo daqueles que venceram, chamados aqui de Noiva do Cordeiro. 3.6.1 – Particularidades das Bodas do Cordeiro     

Posterior ao tribunal de Cristo (Ap 19.7); A noiva é a Igreja neotestamentária (Jo 3.29); O momento é esperado com alegria (Ap 19.7); A petição de Jesus é cumprida (Jo 17.24); A promessa da Ceia é cumprida (Lc 22.16,27-30).

Com o término desse evento celestial então ocorrerá o que chamamos de Segunda Vinda (parousia) conforme Zacarias 14.1-8; a Igreja estará retornando com Cristo para cumprimento da revelação profética de Daniel e a apocalíptica.

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Anotações

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Verificação de Aprendizagem

1. Defina o termo Arrebatamento. 2. O que ensina a Escola Pré-tribulacionista sobre a ocasião do Arrebatamento? 3. Faça uma breve distinção entre Harpadzo e Parousia. 4. O que ensina o conceito de Arrebatamento Parcial? 5. O que é a Doutrina da Iminência? 6. O que acontecerá no momento do Arrebatamento? 7. O que é o Tribunal de Cristo? 8. Paulo faz uma analogia com alguns materiais desse julgamento em 1Coríntios 3.12-15. Quantos materiais Paulo usa, e o que cada um simboliza? 9. Depois do Tribunal de Cristo, os salvos receberão recompensas. Que recompensas existem para os ganhadores de almas? 10. O que são as Bodas do Cordeiro?

 Verificação de Aprendizagem

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4.1 – Definição Histórica 4.2 – O Anticristo  Verificação de Aprendizagem

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4.1 – Definição Histórica A Grande Tribulação, como já mencionamos anteriormente, é compreendida como um período da história de tanta aflição, angústia, amargura e ansiedade nunca vista no globo terrestre; momento esse em que se cumprirão as visões apocalípticas do apóstolo João. A expressão vem de Mateus 24.21 e de Apocalipse 7.14, cuja construção da frase no texto grego (thlipsis megále) é idêntica nas duas referências. Outras menções no Novo Testamento sobre este assunto estão em Marcos 13.14-24; Lucas 21.24,36; 1Tessalonicenses 1.10; 5.9-11; Romanos 5.9; 2Pedro 2.9; Apocalipse 3.10, além de muitas outras. Esse acontecimento ocorrerá, segundo a escola de interpretação prétribulacionista, por ocasião do início da septuagésima semana, logo após o arrebatamento (harpadzo). A Grande Tribulação, diferente de todos os períodos anteriores de agitação relatados na história da humanidade, envolverá o mundo inteiro, civilizado e não civilizado. Haverá sofrimento para toda a humanidade, mas especialmente, para a nação de Israel (Jr 30.7), pois a última semana de anos prevista por Daniel estará se desenrolando em consonância com as visões de João que preveem teologicamente um momento chamado de juízo, um tratamento final, em que prefigura Israel no cenário de julgado junto com os demais habitantes da Terra. Não será simplesmente uma nação contra nação, mas será o Grande Dia em cumprimento dos fatos previamente revelados. Terminologia bíblica para a Grande Tribulação:  Dia da ira – Sf 2.3; Página | 50


 Tempo da angústia de Jacó – Jr 30.7;  O grande dia – Jr 30.7;  Ira vindoura – Lc 3.7;  Ira futura – 1Tes 1.10;  Dia da vingança do nosso Deus – Is 34.8;  Dia do Senhor – Jl 3.14;  Dia de trevas – Jl 2.2; Am 5.18,20. Alguns fatos marcantes deste período:  Surgimento do Anticristo (Ap 13.1);  Surgimento do Império Romano reestruturado (Ap 17.12-17; Dn 2.41-44; 7.20);  Reconstrução do Templo (Mt 24.15; 2Tes 2.3);  Rompimento da aliança com Israel e o Anticristo (Dn 9.27). 4.2 – O Anticristo A palavra vem do grego anti = contra, em lugar de + christos = ungido, significando assim “opositor de Cristo, aquele que se coloca no lugar de Cristo”. O Anticristo será o maior líder de toda a história. Será portador de um conhecimento e faculdades sobrenaturais, com alto nível de intelectualidade, estratégia, liderança, astúcia, popularidade e carisma. Será realmente um homem revestido de poderes paranormais dados por Satanás; fará milagres trazendo uma falsa paz ao Mundo e unificando as religiões (ecumenismo) e o sistema político (blocos econômicos).

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4.2.1 – O Anticristo e a Grande Tribulação O Anticristo tem uma relação intrínseca à Grande Tribulação, visto que irá dominar a terra; homens estarão sujeitos e subordinados às suas diretrizes em todos os níveis (Ap 13.16). Embora essa subordinação seja subjetiva, pois todos os homens poderão escolher se aceitarão ou não o domínio do Anticristo, os que não se curvarem a ele sofrerão e serão martirizados. O Anticristo é a besta que subiu do mar. A palavra “therion” = besta no sentido etimológico significa “uma fera”. Na Bíblia representa um chefe de nação, um homem no sentido literal. O “Mar” simboliza as massas humanas. João viu uma besta que se elevava do mar, ou seja, do meio dos povos ou nações (Ap 13.1). Os chifres representam poder. 4.2.2 – Manifestação real Ao contrário do que muitos pensam sobre a manifestação do Anticristo de forma fantasiosa, que se declarará quem é, e o que veio fazer, e ativar seus poderes, fazer apresentação de algo esplêndido, as pessoas ficando com medo, e outras coisas absurdas que ouvimos falar, o Anticristo se manifestará naturalmente em uma ascensão histórica, com autoridade, sutileza e propostas que trarão soluções em várias situações como: a) No campo político irá solucionar problemas mundiais, com proposta de unificação no governo mundial, formando uma federação mundial completa de todas as nações, eliminando assim grandes possibilidades que motivam a guerra, caracterizando uma paz mundial; b) Implantará com sucesso uma moeda única;

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c) Proporcionará um mercado mundial em que todos os tipos de empresas possam, através de facilidades, resolver o problema global de comercialização legal de mercadorias. Estas, entre outras atitudes de destaque, levarão este mortal a uma exaltação, posicionando-se contra tudo relacionado ao Cristo e exaltandose no nível de Deus, personificando em si mesmo a figura de Satanás no que diz respeito à maligna crueldade em cumprimento do que disse Daniel : “O príncipe que há de vir... ele firmará aliança com muitos por uma semana, e na metade da semana fará cessar o sacrifício...” (Dn 9.26,27). Nomes que são atribuídos ao Anticristo:  O príncipe que há de vir – Dn 9.26,27;  O filho da perdição – 2Ts 2.3;  A Besta que subiu do mar – Ap 13.1;  O homem do pecado – 2Ts 2.3;  O iníquo 2Ts 2.3;  O ímpio – Is 11.4;  O chifre pequeno Dn 7.8-11.

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Anotações

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Verificação de Aprendizagem

1. Como é definida historicamente a Grande Tribulação? 2. Cite três terminologias bíblicas para esse período. 3. Em sua opinião, qual o fato que marcará significativamente esse período? 4. Quem será o Anticristo? 5. Você acredita numa manifestação do Anticristo de forma real? Por quê? 6. Cite três nomes atribuídos ao Anticristo na Bíblia.

 Verificação de Aprendizagem

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5.1 – Características do Juízo 5.2 – Os Sete Selos (Ap 6.1 – 8.5) 5.3 – As Sete Trombetas (Ap 8.6 – 11.15) 5.4 – As Sete Taças (Ap 16.1-21) 5.5 – A Batalha do Armagedom 5.6 – Os Julgamentos  Verificação de Aprendizagem

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5.1 – Características do Juízo A partir do capítulo 6 de Apocalipse é caracterizada uma sequência de acontecimentos chamados juízos impostos pelas mãos do Senhor. Walter Scott, em seu livro Exposição da Revelação de Jesus Cristo, comenta a respeito dos juízos dizendo: “... No intervalo entre arrebatamento e segundo advento as séries sétuplas de juízos sob os selos, as trombetas e as taças se desenrolam. Estes castigos divinos aumentam em severidade à medida que passam de uma série para outra. Os juízos não são simultâneos, mas sim sucessivos. As trombetas sucedem os selos, e as taças sucedem as trombetas. Uma rigorosa sequência cronológica é observada. Os selos foram abertos a fim de que as partes sucessivas da revelação de Deus pudessem ser expostas, mas apenas à luz da fé. O restante da humanidade consideraria os juízos apenas providenciais. Mas o alto alarido das trombetas pelos anjos faz presumir uma ação pública de intenso caráter judicial para com os homens. Essas trombetas místicas soam um alarme de uma extremidade a outra da cristandade apóstata. A intervenção pública de Deus no cenário de culpa e hipocrisia fica assim subentendida. Então no terceiro símbolo geral, as taças derramadas, a ira concentrada de Deus ocupa avassaladoramente todo o cenário profético debaixo do céu...”. (SCOTT, Walter. Exposição da revelação de Jesus Cristo. London: Pickering and Inglis, p 456).

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5.2 – Os Sete Selos (Ap 6.1 – 8.5) Aqui se encontra o início do desdobramento do plano de juízo de Deus, trata-se da abertura do rolo selado com setes selos pelo Filho de Deus “o Cordeiro imaculado”. Os quatro primeiros selos são chamados os quatro cavalos do apocalipse.  Primeiro selo (Ap 6.1,2) – é relatado pelo apóstolo João o “Cavalo branco”, que tipifica o Anticristo conquistando as nações e estabelecendo um período de falsa paz (1Ts 5.3). Época de aparente paz e prosperidade, seguida de repentina destruição com a revelação do caráter maligno do Anticristo.  Segundo selo (Ap 6.3,4) – é relatado pelo apóstolo João o “Cavalo vermelho”, que tipifica guerra; revela o momento em que é rompida a aliança com o príncipe que havia de vir na metade da semana (Dn 9.27). Nesta ocasião os judeus e a igreja apóstata serão perseguidos.  Terceiro selo (Ap 6.5,6) – é relatado pelo apóstolo João o “Cavalo preto”, que tipifica fome mundial; certamente, em virtude das avassaladoras guerras, a fome atingirá toda a terra.

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 Quarto selo (Ap 6.7,8) – é relatado pelo apóstolo João o “Cavalo amarelo”, que tipifica a morte; consequência do império do Anticristo na perseguição contra a Igreja e Judeus, a fome, pestes e outros fatores catastróficos.  Quinto selo (Ap 6.9-11) – é relatado pelo apóstolo João sobre os “mártires”; refere-se àqueles que morreram pela fé no Senhor, mesmo derramando seu próprio sangue, não recebendo o sinal da besta. Estes estarão debaixo do altar de Deus (Ap 7.14).Sexto selo (Ap. 6.12-17) – é relatado pelo apóstolo João “Sinais no Cosmo” (universo); haverá uma continuidade de acontecimentos:       

Grande terremoto na Terra (Ap 6.12). O sol ficou escuro (Ap 6.12). A lua tornou-se vermelha como sangue (Ap 6.12). As estrelas do céu caíram (Ap 6.13). O céu se enrolou como se enrola um pergaminho (Ap 6.14). Montanhas e ilhas são removidas do seu lugar (Ap 6.15). Manifestou-se a ira do Senhor (Ap 6.17).

5.3 – As Sete Trombetas ( Ap 8.6 – 11.15) Do último selo é que se derivam as sete trombetas, que também representam outra série de juízos sucessivos.

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 Primeira Trombeta – Saraiva (chuva de pedra, pedrisco, granizo), fogo misturado com sangue (Ap.8.7). a – Queimou a terça parte das árvores. b – Queimou toda a relva verde. c – Queimou um terço da Terra.Segunda trombeta – Um monte em chamas é lançado no mar. Alguns escatólogos têm relatado que seja algo com a semelhança de um meteoro, um monte ardendo em fogo. a – Ocorre uma contaminação na água do mar; torna-se em sangue (Ap 8.8,9). b – Morre a terça parte da vida marítima. c – Um terço dos navios é destruído.  Terceira trombeta – Cai do céu uma grande estrela, chamada Absinto (Ap 8.10) e contamina as águas dos rios e das fontes. a – Tornam-se amargas um terço das águas potáveis. b – Muitos morrem em consequência.  Quarta trombeta – Escuridão, trevas sobre a Terra (Ap 8.12); a escuridão atinge parte do dia e da noite. a – Um terço do sol escurece. b – Um terço da lua escurece. c – Um terço das estrelas escurece. As próximas três trombetas são chamadas de os três “Ais”:  Quinta trombeta – Praga dos gafanhotos (Ap 9.1–11). Comentaristas concordam que sejam demônios saindo das profundezas do abismo para atormentar os homens. Ocorre o primeiro Ai (Ap 9.12). Página | 61


a – Estrela que caiu do céu (Satanás); no grego é chamado de “Apollion” que significa destruidor. b – Sairão do abismo gafanhotos = demônios c – Atormentarão somente os que não têm o selo de Deus. d – Como picadas de escorpião = semelhante a ser queimado no fogo. e – Dor, aflição, angústia; porém, a morte fugirá deles por cinco meses.  Sexta trombeta – os quatro anjos são soltos (Ap 9.13-21), tem sido interpretada com duas posições: 1ª - quatro anjos diabólicos chefiando duzentos milhões de demônios, chamados aqui de cavalheiros com seus cavalos. 2ª - quatro potências mundiais com seus respectivos líderes, com duzentos milhões de soldados. As Duas Testemunhas de Apocalipse 11:  Pregarão por três anos e meio, ou 1260 dias (v. 3)  Serão mortos pela Besta (v. 7)  Deus os ressuscitará e os arrebatará (v. 11,12)  Haverá um grande terremoto (v. 13)  Cai a décima parte da cidade (v. 13)  Morrem sete mil homens (v. 13)

Ocorre o segundo Ai (Ap 11.14).

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O conteúdo dessa trombeta consiste nas sete taças do capítulo 16 de Apocalipse. 5.3.1 – Nomes de personagens em Apocalipse 12 – 13 a) A mulher = Israel, a nação; b) O filho = um tipo de Cristo; c) O dragão = o Diabo d) A besta que subiu do mar = o Anticristo e) A besta que subiu da Terra = o Falso Profeta 5.4 – As Sete Taças (Ap 16.1-21) Sequenciais às trombetas que trouxeram incontáveis consternações aos que habitam na Terra, temos as taças que reservam maior intensidade da ira de Deus sobre a Terra e os que nela habitam (Ap 16).  Primeira taça (Ap 16.1-2) – feridas malignas. Sobre os que tinham a marca da Besta. Sobre os que adoravam a Besta  Segunda taça (Ap 16.3) – o mar tornou-se em sangue. Morreu toda criatura que vivia no mar  Terceira taça (Ap 16.4-7) – rios e fontes tornam-se em sangue.

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Derramaram o sangue dos santos e por isso Deus lhes deu de beber sangue. Toda água potável foi contaminada. Haverá sede mundial devido à contaminação das águas.  Quarta taça (Ap 16.8-9) – um grande calor solar. Homens são queimados pelo forte sol. Amaldiçoam o nome de Deus. Recusam arrepender-se e glorificar a Deus.  Quinta taça (Ap. 16.10-11) – trevas, agonias e blasfêmias. Pânico entre os moradores da Terra. Blasfemam contra Deus. Recusam arrepender-se e glorificar a Deus.  Sexta taça (Ap. 16.12-16) – preparação para o Armagedom. Seca-se o Rio Eufrates para passagem dos reis do Oriente. A “trindade” Satânica envia mensageiros (espíritos imundos de demônios) para agregar os reis da Terra. Estarão reunidos no Armagedom para a batalha final.  Sétima taça (Ap 16.17-21) – um cataclismo geológico. Haverá um grande terremoto nunca visto na história da humanidade. Castigo de Deus sobre a grande Babilônia. Chuva de enormes pedras vindas do céu. 5.5 – A Batalha do Armagedom O nome Armagedom é transliteração do hebraico “har megido”, e significa literalmente “a colina de Megido” ou “montanha de Megido”. Situado a oeste do Rio Jordão no centro norte da Palestina, a cerca de quinze quilômetros de Nazaré e a vinte e cinco quilômetros da costa do Página | 64


mediterrâneo, encontra-se numa planície onde ocorreram muitas batalhas de Israel. Essa planície é também chamada de planície de Esdrelom, local escolhido para o acampamento em todas as batalhas travadas na Palestina desde os dias de Nabucodonosor até a desastrosa marcha de Napoleão Bonaparte, do Egito até a Síria. É mencionado ainda em Joel 3.2,13 sobre acontecimentos que ocorrerão no vale de Josafá, sendo este nome também designado para identificar o local. Tudo indica ser uma área extensa ao leste de Jerusalém. Hoje, sua entrada está no Porto de Haifa, ao lado ocidental. É uma área da Palestina mais acessível ao desembarque de tropas e também proporciona um grande espaço para reunir tropas, equipamentos e munição. O Armagedom no Apocalipse simboliza a última luta escatológica entre o povo de Deus e as forças do mal. Este local será o ponto central da batalha contra o grosso das forças do Anticristo, a última e decisiva rebelião contra Deus (cf Jl 3.2,14). O Anticristo mobilizará as nações em um grande ataque contra Israel e contra Deus. Acampadas no Armagedom, tropas caminharão contra Israel em direção a Jerusalém (Jl 3.2,14; Zc 12.3; 14.14). Particularidades desta batalha:  O Anticristo invadirá Jerusalém – Zc 14.2;  Judeus irão batalhar de forma notória - Zc 14.14;  Alguns de Israel fugirão para Edom – Is 63.1-7;  Acontecerá a parousia para livrar Israel – Ap 11-16;  O monte das Oliveiras será fendido ao meio – Zc 14.3,4;  As forças do Anticristo se desorganizarão ante a glória do Senhor – Zc 14.13; Página | 65


 Haverá um número incalculável de mortos – Ap 19.21;  O sangue derramado chegará até os freios dos cavalos – Ap 14.20;  Gases mortíferos apodrecerão os olhos dos homens – Zc 14.12;  O Anticristo e o falso profeta serão lançados no lago de fogo e enxofre – Ap 19.20. 5.6 – Os Julgamentos Os julgamentos acontecerão para mostrar a justiça de Deus ao tratar o homem. Embora já conheça a condição de todas as criaturas criadas, revelará seu juízo. Deus é o juiz (Hb 12.23), mas julgará os vivos e os mortos através de Jesus (At 10.42; 2Tm 4.1,8; 1Pe 4.5). A Bíblia menciona alguns julgamentos com significado especial para os cristãos, como também o julgamento das nações, o julgamento da Besta e do Falso Profeta, o julgamento de Satanás e seus anjos e por fim o juízo do Grande Trono Branco. 5.6.1 – O julgamento dos Gentios Este julgamento ocorre após a Segunda Vinda de Cristo à Terra (Mt 25.31-46). Visto que este julgamento é seguido da parousia seu acontecimento se desenrolará na Terra. Conforme Joel 3.2, acontecerá no Vale de Josafá (que significa Jeová julga). Alguns acreditam que este é o vale de Cedrom que fica nos arredores de Jerusalém. De uma forma mais simples podemos usar o texto de Zacarias 14.4, para identificar o lugar como o local da vinda do Senhor sendo este o monte das Oliveiras. Os participantes deste julgamento são indivíduos vivos. De acordo com Strong a palavra nação (ethnos) é traduzida por “povo” duas vezes, “pagãos” cinco vezes, “nação” sessenta e quatro vezes e

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“gentios” noventa e três vezes. Portanto, este julgamento deve ser considerado um julgamento sobre os gentios vivos. Observamos dois termos usados em Mateus 25.31-46: 1º - Ovelhas – refere-se às nações que defenderão e protegerão Israel durante o período tribulacional. 2º - Bodes – refere-se às nações que investiram contra Israel aliadas ao Anticristo.  Base do julgamento - A base na qual o julgamento é distribuído é o tratamento das nações dispensado a Israel, identificados como ”meus irmãos”.

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Anotações

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Verificação de Aprendizagem

1. Segundo Walter Scott, o que acontece entre o Arrebatamento e o segundo Advento? 2. Quantos Selos, Trombetas e Taças relatam no livro do Apocalipse? 3. O que anuncia os quatro primeiros selos? 4. Faça uma pesquisa sobre o quinto selo e explique com suas palavras o que você entendeu? 5. O que acontece na terceira trombeta? 6. Qual é a taça que prepara o mundo para o Armagedom? 7. O que acontecerá na Batalha do Armagedom? 8. Quem são os participantes do Julgamento dos Gentios e quando acontecerá?  Verificação de Aprendizagem

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6.1 – Estabelecimento do Reino Milenar 6.2 – A Batalha Final (Ap 20.7-10)

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6.1 – O Estabelecimento do Reino Milenar Finalmente o período da grande tribulação acabará, as nações serão julgadas, o Anticristo será derrotado e o vitorioso será Jesus Cristo. Na qualidade de Rei dos Reis e Senhor dos Senhores estabelecerá o Seu governo Teocrático e reinará em um esplendor de poder e glória pelo espaço de mil anos. A palavra teocracia foi definida como “um governo do Estado pela direção imediata de Deus”; Jeová dignou-se reinar sobre Israel da mesma maneira direta que um Rei terreno governa seu povo. Com sabedoria digna dEle mesmo, assumiu superioridade não só religiosa mas também política sobre os descendentes de Abraão. Ele se constitui no sentido mais restrito do termo, Rei de Israel, e o governo de Israel tornou-se, em consequência, restrita e literalmente, uma teocracia. McClain define esse reino teocrático como: “... o governo divino por meio dum representante divinamente escolhido que fala e age em nome de Deus; um governo que tem referência especial à raça humana, apesar de em última análise abranger o universo; e esse governante mediatório é sempre um membro da raça humana”. 6.1.1 – Definindo o vocábulo “Milênio” A palavra “milênio” é referente ao termo “mil anos”, que vem do latim millenium (mille e annus). A expressão “e reinaram com Cristo durante mil anos” encontrada em Apocalipse 20.4 é a base para a expressão “o reino milenial de Cristo” que é também chamado de “o Milênio”.

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O termo em questão não é encontrado na Bíblia, porém, em Apocalipse 20.2-7 em que se encontra a expressão “mil anos” por seis vezes, tem-se a base bíblica para a “doutrina do milênio”. Essa doutrina algumas vezes é também chamada de Quiliasmo por causa do termo grego chilioi, que significa “mil”, conforme texto original do livro de Apocalipse. O milênio é um período de preparação da Terra para o estado perfeito e eterno que se seguirá. Jesus Cristo, o Leão da tribo de Judá (Ap 5.5), o Rei dos reis e Senhor dos senhores (19.16), é Ele quem reinará. Deve-se entender que será um reinado aqui na terra cumprindo muitas profecias do Antigo Testamento, antes do último julgamento (o julgamento final). Esse período de mil anos de governo de Jesus Cristo “ainda não é o princípio de um mundo novo, mas tão-somente o fim de um mundo antigo.” Na verdade, esse governo do Senhor Jesus na terra, substituirá de forma total o império do anticristo que terá ocorrido durante a Tribulação. Particularidades do Milênio:  O reino de Cristo será estabelecido na Terra, (1Co 6.2; Sl 2.8,9; Zc 9.10; Ap 5.10; 11.15; Is 65.21; Dn 2.35; Mq 4.3 Jl 3.17-20).  Jesus reinará de Jerusalém (Sl 72.8,9; Is 2.1-5).  Haverá um período de verdadeira paz sobre a Terra, pois terminarão as guerras pela unificação dos reinos do mundo sob o reinado de Cristo, juntamente com a prosperidade econômica. (Zc 9.10; 1Co 15.24-28; Ap 20.1-3).  Jesus cumprirá seu ministério de Rei (Mt 3.1-3; Is 11.1-10).  Compreendido como a última dispensação (Ef 1.10).  Israel tomará posse da terra prometida (Is 11.10; Gn 15.18; 1Cr 16.1518).  Cumprir-se-ão profecias relacionadas ao reino do Messias (Dn 9.24; At 3.20,21).

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 A plenitude da alegria será marca característica da era milenar (Is 12.3-6; 25.8,9; 30.29; 52.9; 60.15; 61.7,10; Zc 8.18,19; 10.6,7).  A doença será eliminada (Is 33.27; 35.3-6; Ez 34.16).  A Terra se encherá do conhecimento do Senhor (Is 11.9).  O Templo estará reconstruído (Ez 48.8-12).  Os desertos desaparecerão (Is 35.1,6; 41.19,20).  Haverá abundância de água (Is 30.25; Jl 3.18).  Haverá longevidade (Is 65.20).  Haverá salvação no milênio (Is 33.6; Zc 8.6-13; 9.16). No fim dos mil anos, o reino será entregue ao Pai por Jesus (1Co 15.24); então começará o reino final, eterno e perfeito de Deus e do Cordeiro (Ap 21.1 – 22.5). 6.2 – A Batalha Final (Ap 20.7-10) No final dos mil anos Satanás será solto de sua prisão e enganará a muitos para lutarem contra Cristo. Isto ocorrerá, pois fará uma grande campanha em toda a Terra; tão vasto será o exército convocado que a Bíblia o compara com a areia do mar. Mesmo com tantas bênçãos materiais o homem se revelará em sua natureza pecaminosa e dureza de coração juntando-se a Satanás. Os exércitos cercarão os judeus e assolarão a cidade de Jerusalém, e quando Israel estiver cercada então Cristo intervirá; esta é chamada a Guerra de Gogue e Magogue (Ap 20.9). Com isto Satanás será derrotado para todo o sempre e lançado no lago de fogo e enxofre, onde já está o falso profeta e a besta (Ap 20.10).

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Anotações

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Verificação de Aprendizagem

1. Qual é a sua visão sobre o Milênio? 2. Cite três particularidades do Milênio que lhe chamou a atenção? 3. Como se chama a Batalha Final? 4. Faça uma pesquisa entre a Batalha relatada em Ezequiel 38 e 39 e a Batalha relatada em Apocalipse 20. 5. O que acorrerá no final da Batalha de Gogue e Magogue?

 Verificação de Aprendizagem

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7.1 – Características do juízo final 7.2 – O Estado Eterno  Verificação de Aprendizagem

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7.1 – Características do Juízo Final Após a grande batalha de Gogue e Magogue, se dará início ao último julgamento que envolverá pessoas de todas as épocas, de todos os tempos, de todas as idades. A Bíblia emprega algumas figuras para descrever o estado futuro dos ímpios. “Então, o rei dirá aos que estiverem a sua esquerda, apartai-vos de mim malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41). Mas atenção: este texto é referência ao julgamento das nações que já vimos acima como julgamento dos gentios. Quando for dado o veredito final, os ímpios serão designados para seu estado final e irreversível. Este julgamento final é bem conhecido como o “Grande Trono Branco” (Ap 20.11-15), e tem dois aspectos importantes:  O trono é grande porque representa poder ilimitado, soberania no exercício.  O trono é branco porque representa a santidade e justiça de Deus. É o grande julgamento que ocorrerá após o milênio e trata do julgamento dos não salvos de toda a história passada, isto é, o juízo dos ímpios mortos desde o tempo de Adão (Ap 20.11-15). Este julgamento final, quando ocorrer, Satanás, a Besta e o Falso Profeta já terão sido lançados no Lago de Fogo (compare Ap 20.7-10). Será, então, o último evento antes da eternidade. Este julgamento estabelecerá o destino final dos ímpios.

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Particularidades deste julgamento:  Ocorrerá a Segunda ressurreição (Ap 20.5), quando os ímpios que morreram hão de ressuscitar para serem julgados; de acordo com teólogos abalizados na área, esta ressurreição será literal (Ap 20.1115; Mt 10.28).  O juiz será o Senhor Jesus (Jo 5.22,27).  O julgamento será para condenação (Jo 5.29).  A Bíblia será um dos livros de julgamento (Jo 12.47,48; Dt 18.19; Ap 5.1-8).  Julgados segundo suas obras (Ap 20.12).  Julgados pelo livro da vida (Ap 20.12; Sl 69.28; Dn 12.1). Lembremos que os que não foram salvos, grandes e pequenos, governantes e escravos, sábios ou ignorantes estarão diante do trono (Ap 20.12; cf Jo 12.48 e Rm 2.16). A expressão “grandes e pequenos” tem a ver com a importância da pessoa, posição e prestígio de acordo com o que descreve o texto no original grego, e não tamanho ou idade. E, um fato a se notar é que ninguém poderá se esconder dos olhos penetrantes do Senhor (cf Hb 4.13). Por que esses tais serão julgados? Por que rejeitaram a salvação oferecida por Cristo (Jo 12.48 cf Jo 5.24). Contudo, o resultado condenatório de todos os réus no lago de fogo, o fogo do juízo, é também uma demonstração de que pelas próprias más obras, esses não salvos merecem a condenação eterna (Ap 20.12,13). Façamos a comparação entre o juízo de Mateus 25.31-46 e o de Apocalipse 20.11-15.

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Mt 25. 31-46 O Julgamento das Nações

Ap 20.11-15 O Grande Trono Branco

Cristo sobre o “trono da Sua glória” Não há ressurreição

Cristo sobre um “Grande Trono Branco” Há ressurreição

Nações vivas

Os mortos

Será na terra

Fogem céus e terra

Não há livros

Abrem-se os livros

Três classes: Ovelhas, bodes e “irmãos”

Uma só classe: Os mortos

Assunto duplo: Vida eterna e castigo eterno Na vinda de Cristo antes do Milênio

Assunto único: O lago de fogo Depois do Milênio

7.2 – O Estado Eterno Após o julgamento final, segue-se o chamado “estado eterno”, ou “dia eterno”, conforme menciona o apóstolo Pedro profeticamente (2Pe 3.18). Embora haja muita especulação sobre o assunto, em nenhum lugar as Escrituras apresentam detalhes da vida do reino eterno de Deus. Às vezes o véu é levantado para nos mostrar rapidamente essa vida, da qual a nossa experiência atual com Ele é apenas “uma prévia da glória de Deus”, pois, nos diz a Palavra de Deus que “a glória a nós há de ser revelada”.

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Particularidades sobre o estado eterno:  Uma vida de comunhão com Ele (1Co 13.12; 1Jo 3.2);  Uma vida de descanso (Ap 14.13);  Uma vida de santidade (Ap 21.27);  Uma vida de serviço (Ap 22.3);  Uma vida de abundância (Ap 21.6);  Uma vida de glória (2Co 4.17);  Uma vida de adoração (Ap 19.1).

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Anotações

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Verificação de Aprendizagem

1. Como também é conhecido o Juízo Final e para quem será esse Julgamento? 2. Quem julgará como juiz nesse julgamento? 3. Faça uma pesquisa sobre os livros que serão abertos nesse julgamento além do livro da vida. 4. Para aonde irão os condenados nesse juízo segundo Apoc. 20? 5. O que significa Estado Eterno? 6. Quem estará no estado eterno com Cristo? 7. Cite três particularidades do estado eterno que mais lhe chamou a atenção.

 Verificação de Aprendizagem

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A linha escatológica é realmente muito delicada no tocante à posição a ser assumida. No entanto, devemos ser cautelosos no que diz respeito à discussão do assunto com pessoas que não têm estrutura bíblica ou teológica definida, até mesmo os que, de maneira equivocada, acham dominar esta matéria fazendo uma grande mistura de conceitos e definições, não conhecendo na realidade o que professa. Temos por importante que você adote uma linha e conheça suas vertentes, estude as bibliografias citadas, não misturando todas e fazendo uma doutrina falaciosa. Certifique-se que a vinda de Jesus ocorrerá de forma incontestável. Como é perceptível, nossa linha de interpretação tende à escola pré tribulacionista, todavia deixamos o estudante livre para analisar as diversas propostas e se alinhar aquela que com certeza se fundamenta melhor diante das Escrituras. Jesus Breve voltará!

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Bibliografia

1. ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998. 2. Bíblia Anotada. Mundo Cristão 3. Bíblia de Estudo Plenitude. SBB 4. Bíblia Sagrada. NVI. Vida 5. BOYER, Orlando S. Espada Cortante. Vol. I, São Paulo: CPAD 6. BROWN, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2000. 7. CARVALHO, Roberto Ferreira. Apostila do Seminário de Aperfeiçoamento Escatológico. 8. CHAMPLIN, Russel Norman, Ph.d. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. 5 ed. São Paulo: Hagnos, 2001. 9. GINGRICH, F. Wilbur.Léxico do Novo Testamento, grego/português. 5ª impressão. São Paulo: Vida Nova, 2000. 10. HODGE, Charles. Teologia Sistemática. 2ª impressão. São Paulo: Hagnos, 2001. 11. LIMA Gutemberg A. Mistérios do Apocalipse, versículo por versículo, 1 ed. 12. MILLARD, J. Erickson. Introdução à Teologia Sistemática. 5ª impressão. São Paulo: Vida Nova, 2001. 13. MILLARD, J. Erickson. Opções Contemporâneas na Escatologia, 2ª impressão. São Paulo: Vida Nova, 1986. 14. Novo Testamento Trilingue.grego, português e inglês, 4ª impressão. 15. O Novo Dicionário da Bíblia, 2 ed. São Paulo: Vida Nova, 1995.

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16. PENTECOST, J. Dwight. Th.d. Manual de Escatologia, uma análise detalhada dos eventos futuros. 2ª impressão. SãoPaulo: Vida, 1999. 17. PEREIRA, Isidro. Dicionário Grego - português e Português e Grego. Braga: Tilgráfica, 1998. 18. RUSCONI, Carlos. Dicionário do Grego do Novo Testamento. São Paulo: Paulus, 2003. 19. SCOTT, Walter. Exposição da Revelação de Jesus Cristo. London: Pickering and Inglis, p 456. 20. STRONG, Augustus Hopkins. Teologia Sistemática, vol II, 1 ed. São Paulo: Hagnos, 2003. 21. TAYLOR, William Carey. Dicionário do Novo Testamento Grego, 9 ed. Rio de Janeiro: Juerp, 1991. 22. THIESSEM, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática, 5ª impressão. São Paulo: Editora Batista Regular do Brasil, 1999. 23. VINE, W. E.; Unger, Merril F.; Jr., William White. Dicionário Vine. 1 ed. São Paulo: CPAD, 2002.

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Verificação de Aprendizagem

A FABI, pensando em sua melhor comodidade, traz um método inovador. Agora você responde o questionário abaixo, e depois é só transcrever as respostas para o gabarito que segue anexo no final deste livro e enviá-lo para a FABI. A correção será disponibilizada com a maior brevidade, proporcionando, assim, para o dileto aluno, resultados mais eficazes. 1 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( ) Escatologia é o tratado ou estudo das últimas coisas b)- ( ) Corrente preterista – as profecias de Daniel e Apocalipse já se cumpriram c) - ( ) Corrente progressista – as profecias se cumprem na história d)- ( ) Corrente futurista – as profecias se cumpriram no passado 2 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) Pré-milenismo – reino terrestre ) Pré-milenismo – segue o método literal de interpretação ) Amilenismo – não haverá milênio na terra ) Pós-milenismo – é sustentado pelos pré-tribulacionistas

3 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( ) Dispensacionalismo – é o mesmo que revelação b) - ( ) Pré-tribulacionismo – é identificado como pós-milenista c) - ( ) Meso-tribulacionismo – arrebatamento no meio da 70ª semana d) - ( ) Pós-tribulacionismo – o arrebatamento é parcial 4 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) Arrebatamento parcial – só os que vigiam e esperam ) Iminência – o que está prestes a acontecer ) Pós-tribulacionismo apoia a doutrina da iminência ) Arrebatamento parcial – ocorrerá no meio da 70ªsemana Página | 89


5 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) Setenta semanas tem sua base na interpretação de Daniel 9.24-27 ) Setenta semanas de anos correspondem a 490 anos sabáticos ) O termo hebraico para semanas é sábado ) Setenta semanas de anos é igual a 490 anos

6 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) As semanas são divididas em três períodos: 7+62+1 ) O início da última semana se dará depois da primeira ) O início da contagem das semanas está em Neemias 2.1 ) O início da contagem é 14 de março de 445 a.C.

7 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) O mês usado nas Escrituras é de 31 dias ) 42 meses de 30 dias é igual a 1260 dias ) 69 semanas x 7 anos é igual a 483 anos ) 445 a.C. até 32 a.C. é igual a 476 anos

8 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) A contagem das semanas parou na 69ª ) No intervalo entre a 69ª e 70ª semana surgiu a Igreja ) A Igreja é chamada de mistério que esteve oculto ) Arrebatamento vem do grego parousia

9 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) Parousia significa chegada, vinda, presença ) Apocalipse significa aparecimento ) Epifania significa aparecer ) Harpadzo significa arrancar com violência, transportar

10 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( ) O Arrebatamento será para a Igreja Página | 90


b) - ( ) O Arrebatamento será nos ares c) - ( ) O Arrebatamento será iminente d) - ( ) O Arrebatamento marca o início da grande tribulação 11 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) Sincronismo – aquilo que se realiza ao mesmo tempo ) Haverá um sincronismo na hora do arrebatamento ) A Ressurreição só acontecerá na Grande Tribulação ) O Tribunal de Cristo acontecerá após o Arrebatamento

12 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) O Tribunal de Cristo será um julgamento para os ímpios ) Paulo usa a expressão bema para o Tribunal de Cristo ) Materiais a serem julgados: ouro, prata, pedra, areia ) Feno simboliza aquilo que tem fragilidade

13 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) A palavra recompensa é traduzida como coroa ) A coroa de alegria será entregue aos irmãos alegres ) Coroa incorruptível ao vencedor do desejo pecaminoso ) As Bodas do Cordeiro será antes do Tribunal de Cristo

14 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) A grande Tribulação é chamada de ira passada ) Grande Tribulação – chamada de vingança de nosso Deus ) Grande Tribulação – chamada dias de paz ) Grande Tribulação – dia da ira

15 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) Anticristo = anti = christos ) Anticristo significa opositor de Cristo ) O Anticristo é a besta que subiu do mar ) O Anticristo é o falso profeta Página | 91


16 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) No juízo abriram-se os Sete Selos das taças ) No juízo, os anjos tocaram sete trombetas ) No juízo foram derramadas as Sete Taças ) Esses juízos ocorrem no período da Grande Tribulação

17 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) O falso profeta é a besta que subiu da terra ) Armagedom significa montanha de Megido ) Armagedom também significa montanha de Esdrelom ) Armagedom é o local em que ocorrerá a batalha final

18 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) Período de mil anos refere-se ao Milênio ) Milênio não é uma dispensação ) Teocracia é um governo dirigido por Deus ) Haverá no Milênio um período de mil anos de paz

19 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) A Batalha final é chamada de Gogue e Magogue ) Neste período Satanás será lançado no lago de fogo ) O juízo final é chamado de o grande trono branco ) O juízo será para absorver os ímpios

20 – Coloque “C” para certo e “E” para errado: a) - ( b) - ( c) - ( d) - (

) Após o juízo haverá o estado eterno ) No juízo acontecerá a segunda ressurreição ) Esta ressurreição será espiritual ) No juízo os homens serão julgados segundo as obras

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Ficha de Matrícula FABI – Centro Educacional e Teológico Rua Eng. Heitor Antônio Eiras Garcia, 6455 (Sala 30) Jd. Esmeralda, São Paulo, SP. Cep 05564-200.

www.teologiafabi.com.br / Fone: (55xx11) 3532-3221 Ficha de Matrícula A FABI agradece a escolha desse curso que sem dúvida irá acrescentar seu vasto cabedal de conhecimento proporcionando uma cosmovisão mais ampla das Escrituras e subsídios que estão no seu entorno. Para efetivar sua matricula na FABI, preencha todos os campos da ficha de matrícula abaixo e envie a cópia dos documentos solicitados. (Só preencha caso ainda não seja matriculado) Nome Completo: Data Nasc.:

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Pai: Mãe: RG.:

CPF.:

Estado Civil:

Profissão:

Escolaridade: Fone: Res./CeI./Com.: ( ) End.: Bairro:

Cidade:

Estado:

CEP:

E-mail:

Igreja que pertence:

Cargo:

Como conheceu a FABI? Obs: Enviar Cópia do RG, CPF e Comprovante de Residência. Data:_____/______/__________.

__________________________________________________ Assinatura do Aluno (obrigatório)

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Gabarito de Escatologia FABI – Centro Educacional e Teológico Rua Eng. Heitor Antônio Eiras Garcia, 6455 (Sala 30) Jd. Esmeralda, São Paulo, SP. Cep 05564-200. www.teologiafabi.com.br / Fone: (55xx11) 3532-3221

Matrícula N°.:

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