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As cidades em busca de soluçþes

odebrecht informa A sua revista completa 40 anos

Inovadora Perfil da Braskem atrai jovens profissionais


Em busca do

sonho feliz cidade de

São muitas as realizações de nossas equipes em cidades de vários países. Dezenas dessas cidades tiveram seu desenvolvimento urbano incrementado com a nossa participação. Recuperar espaços públicos, construir túneis, viadutos, metrôs, abrir e revitalizar vias, operar sistemas de saneamento, tudo isso nos gratifica. Mas nada nos dá tanta satisfação quanto saber que o que fazemos é fundamental para melhorar a vida das pessoas que vivem nas cidades.


E D I T O R I A L

Espírito de transformação B

uenos Aires, Paranaíta, Lima, Cabo de Santo Agostinho, Luanda, Salvador, Mauá, Santo André, Miami, Goiânia, Rio de Janeiro. Cidades. Concentrações populacionais. Gente. Palcos de realizações, conquistas e desafios, de vitórias e frustrações – porque assim é a vida, e as urbes são o front onde a vida acontece, com suas maravilhas e mazelas. Nesta edição de Odebrecht Informa, nossa reportagem especial é dedicada ao tema Desenvolvimento Urbano. Você conhecerá iniciativas capazes de ajudar as cidades a tornarem-se lugares mais condizentes com o seu papel essencial de abrigar pessoas, com seus sonhos, sua vontade e necessidade de buscar a felicidade. São iniciativas que contam com a contribuição da Odebrecht, seja por meio da construção de metrôs, de vias expressas ou de aeroportos, seja pela implantação de um bairro inteiramente novo, a realização de serviços de reurbanização e revitalização que mudam a fisionomia de áreas inteiras da cidade. Da Grande São Paulo, com seus quase 20 milhões de habitantes, à pequena Paranaíta, no interior do Mato Grosso, com seus 10 mil moradores, passando por Buenos Aires,

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com uma história intimamente ligada aos trens, e por Luanda e Rio de Janeiro, que experimentam metamorfoses decorrentes do redesenho de sua malha viária, as cidades vão buscando seus caminhos e suas soluções. Pertencemos às cidades, e elas nos pertencem. Essa relação vai melhorando a partir do momento em que nos convencemos de que elas também são organismos vivos. Nas páginas de nossa reportagem especial, você verá exemplos que definem uma forma de ver as cidades, de se relacionar com elas e – respeitando sua história, seu caráter e seu espírito – de transformá-las. Esta edição também traz reportagens relacionadas a outros assuntos – entre os quais, a própria revista. Existe um motivo especial para isso: Odebrecht Informa completou, em outubro, 40 anos de existência. Para tratarmos desse assunto, fomos ouvir aqueles que são a razão da existência da revista: os leitores. Boa leitura. E o nosso muito obrigado por dedicar seu tempo a Odebrecht Informa, por fazer dela uma companheira cotidiana e, com isso, dar sentido à existência desta que é a publicação mais antiga da Organização Odebrecht. ]


π Passageiros na Estação Liniers, uma das que compõem a Linha Sarmiento, em Buenos Aires

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d e s t a q u e s

capa

peru

Estação Butantã, do Metrô de São Paulo. Foto de Edu Simões

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Desenvolvimento Urbano Conheça algumas ideias e ações que estão mudando cidades – e maneiras de viver – no Brasil e no mundo Projeto Muelle de Minerales, no Porto de Callao, simboliza o novo momento dos investimentos em obras portuárias no Peru

sustentabilidade

72 54 Fundo de Acesso à Terra: para pequenos agricultores do Baixo Sul do Bahia, o crescimento está mais próximo

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caminhadas conjuntas Odebrecht completa 25 anos de atuação em Portugal e 10 nos Emirados Árabes Unidos


gente

entrevista

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Conheça um pouco do cotidiano de Adriana Brito, Winston Lewis, Richard Cook e Kátia Freitas

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jovens Braskem é uma das empresas preferidas pelos universitários brasileiros, e seu perfil inovador tem tudo a ver com isso

comunidade Braskem Idesa, responsável pelo projeto Etileno XXI, é uma das empresas dos sonhos dos jovens profissionais mexicanos

odebrecht informa a mais antiga publicação de comunicação empresarial da Organização, completa 40 anos de existência

Carlos Mathias, Diretor-Superintendente da Odebrecht Agroindustrial, fala do impacto do Projeto Biocom na economia de Angola

argumento

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Kátia Mello, da empresa Diagonal Transformação de Territórios, oferece seu ponto de vista sobre gestão social

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C A P A

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mudando por nossa causa conheça alguns projetos que estão ajudando cidades do brasil e do mundo a se tornarem lugares mais eficientes e acolhedores

π O American Airlines Arena (à direita): marco na revitalização de uma ampla área do centro de Miami

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Edu Simões

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O trem aproxima-se da Estação Liniers, em Buenos Aires. A Linha Sarmiento, a principal de uma cidade cuja história é intimamente ligada aos trens, vai mudar. O Porto da Barra, em Salvador, tradicional ponto de encontro que rendeu muita música boa e muitas amizades indestrutíveis, vai mudar também. Assim como o centro do Rio de Janeiro e diversas áreas de Luanda. Na reportagem especial que você está prestes a começar a ler, o tema é Desenvolvimento Urbano. Nossos repórteres e fotógrafos saíram pelo Brasil e o mundo em busca de iniciativas que pudessem emblematizar o espírito das contribuições da Odebrecht para o aprimoramento das condições de vida nas cidades – de metrópoles como São Paulo, Lima e Miami a núcleos menores, como a mato-grossense Paranaíta e a paulista Mauá. Fomos conhecer de perto projetos que estão ajudando a tornar municípios, sejam eles gigantescos ou pequenos, lugares mais capazes de cumprir seu complexo papel de abrigo da vida humana. Da execução de amplos projetos de paisagismo à implantação de bairros inteiramente novos, passando por abertura de vias expressas e avenidas, construção de aeroportos e muito mais, as obras mostradas em nossa reportagem especial tratam, sobretudo, do encontro de soluções para o atendimento de expectativas. Nas cidades trabalhamos, nos divertimos, rimos, choramos, erramos, acertamos. Vivemos. Nossas cidades são o ambiente onde somos e estamos. Nosso desejo de crescimento é a razão do crescimento de nossas cidades. Porque a cidade somos nós. 8


π O Porto da Barra, em Salvador: mais harmonia no convívio entre pedestres e veículos

Novos ares para o Porto da Barra Texto Ricardo Sangiovanni | Foto Arthur Ikishima

O embrião de uma nova ideia de cidade está começando a sair do papel em Salvador, justamente na porção de terra onde a história da capital baiana, e também do Brasil, começou. Situada na entrada da Baía de Todos os Santos, principal cartão-postal da cidade, a Barra – que, séculos antes de se tornar o movimentado bairro de classe média alta que é hoje, um dia abrigou a vila de Diogo Caramuru, primeiro colono português do Brasil – foi o local escolhido pela Prefeitura para ganhar cara e infraestrutura novas. Trata-se do projeto Nova Orla Salvador – Trecho Barra, que começou a ser executado em outubro e tem como marca a transformação de segmentos movimentados de duas avenidas e algumas ruas da orla soteropolitana em áreas de uso compartilhado. Pisos contínuos, nivelados e coloridos, sem separação entre calçadas e faixas de rolagem, privilegiarão pedestres e ciclistas, em vez de automóveis e ônibus. Trocando em miúdos: 3,2 km de pistas para carros irão, em breve, virar um imenso calçadão.

A ideia é seguir o passo das principais tendências mundiais em termos de urbanismo: restringir, sem penalizar, a circulação de veículos motorizados, de modo a estimular o uso de meios de transporte alternativos e, sobretudo, a ocupação do espaço público pelas pessoas. Por estar situado em uma "ponta" da cidade, esse trecho da Barra foi considerado ideal para que o novo conceito fosse testado, já que grande parte das cerca de 120 linhas de ônibus que hoje passam por ali fazem o chamado "tráfego de passagem", podendo, portanto, ser substituídas por algumas poucas linhas circulares, operadas por micro-ônibus. Quanto aos demais tipos de veículos, só os de serviços essenciais (coleta de lixo, ambulâncias, polícia e outros serviços públicos) e os de moradores poderão circular. E, mesmo assim, a não mais que 20 ou 30 km/h. Requalificação da infraestrutura A inauguração está prevista em duas etapas: a primeira, do Barra Center, na Avenida Oceânica, ao

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π Francisco Senna: "A qualidade de vida de um lugar se conhece pela qualidade de suas calçadas"

Farol de Santa Maria, além das avenidas Barão de Sergy e Barão de Itapoã, até fevereiro, antes do Carnaval; e a segunda, indo dali até o Forte de São Diogo, beirando toda a praia do Porto da Barra, e a Avenida Marques de Leão, até junho, antes da Copa do Mundo. O projeto não se restringe a uma repaginada no visual da região. A um custo de R$ 57,7 milhões, a obra – parte de um programa maior da Prefeitura, que pretende remodelar vários trechos da orla – prevê também a requalificação de uma série de itens de infraestrutura e mobiliário urbano. Nesse aspecto, a mudança mais visível será o enterramento de toda a fiação da rede de iluminação pública: visíveis, só sobrarão os postes (e, mesmo assim, todos novos, redesenhados). Cabos de telecomunicações também irão para debaixo da terra, e a rede de água será requalificada ou, em alguns trechos, trocada. Novos dutos subterrâneos poderão ainda, futuramente, ser utilizados para implementação de redes de gás encanado. Sobre as calçadas, apenas bancos, árvores e a famosa balaustrada branca, uma marca do bairro, que serve de guarda-corpo entre a calçada e a praia.

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"É uma obra estratégica, cheia de desafios", explica Henrique Paixão, Diretor do Contrato. "A princípio, por causa dos prazos, relacionados ao Carnaval e à Copa. Além disso, cada pequena intervenção requer planejamento minucioso, já que envolve diálogo com o poder público e concessionárias. E, é claro, porque se trata de uma área de enorme significado para a cidade e para o nosso cliente", salienta Paixão. Por ser uma obra que mexe diretamente com a vida de quem mora e trabalha no bairro, Paixão elegeu como prioridade o diálogo com a população. "Temos um canal de comunicação ligado 24 horas. Queremos fazer tudo com o menor impacto possível no dia a dia do morador", enfatiza Paixão. Para reduzir os transtornos, vias já tiveram sentido alterado, e a sinalização foi otimizada. Além disso, foi montado um centro de acolhimento e informações, que contém painéis informativos, prazos atualizados, fotografias e croquis que simulam o "antes e depois" das mudanças. Aberto diariamente à visitação pública, o local tem recebido cerca de mil pessoas por semana.


Patrimônio histórico O centro de acolhimento foi montado em frente ao forte de Santa Maria, um dos três fortes dos séculos 16 e 17 tombados pelo patrimônio histórico e arquitetônico nacional que ficam dentro da área da nova Barra. Lá, os visitantes encontram também painéis com informações sobre a história desses monumentos e do bairro. Francisco Senna, historiador da arquitetura de Salvador, ex-professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), acredita que, com a transformação do entorno dos três fortes em largos, praças e áreas de lazer, o patrimônio histórico da Barra tende a ganhar em destaque e conservação. Orgulhoso da importância histórica do bairro onde vive desde 1979, Senna destaca o fato de a Barra ter sediado as primeiras experiências de miscigenação entre portugueses e índios no Brasil. Conta ainda que, antes mesmo de Salvador ser oficialmente fundada, o entorno do Porto da Barra abrigou, na primeira metade do século 16, a Vila do Caramuru e a vila do primeiro donatário da capitania, Francisco Pereira Coutinho – que, após entrar em discórdia com os Tupinambá, foi por eles devorado vivo. Só após isso tudo é que chegaria ali, no Porto da Barra, em 1549, o primeiro governador-geral do

Brasil, Tomé de Sousa, que fundaria Salvador a algumas léguas de distância. A partir de então, o local passou a ser conhecido por Vila Velha e, até o início do século 20, foi uma vila de pescadores distante do centro da cidade. Além de rico em história, o bairro o é também em arquitetura. São três fortes – entre os quais destaca-se o de Santo Antônio, famoso pelo farol e pela integração harmônica com o acidentado relevo do morro onde foi erguido –, o edifício Oceania, projeto do escritório Ferreira e Sodré ("uma joia do art déco tardio", diz Senna) construído entre 1939 e 1943. Construído não: "O Oceania é tão bonito que parece ter brotado do chão", brinca o historiador. "A Barra do século 20 era um bairro tranquilo, residencial, ao mesmo tempo com serviços, ótimo para se passear na rua, para se namorar", recorda Senna, saudoso da feição a um só tempo bucólica e boêmia do bairro que viu surgir a Tropicália nos anos 1960 e cuja qualidade de vida se deteriorou a partir da liberação da circulação de muitas linhas de ônibus, nos anos 1980. "Minha expectativa é de que a qualidade de vida do bairro seja recuperada. E a qualidade de vida de um lugar se conhece pela qualidade de suas calçadas." ]

π Ilustração mostra como ficará o Porto da Barra: mais espaço para as caminhadas

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à altura da cidade Texto João Marcondes | Foto Almir Bindilatti

O ano é 1974. O Aeroporto de Goiânia acaba de ser incluído no rol daqueles administrados pela Infraero. A modesta pista de pouso recebe apenas duas aeronaves por dia. As pessoas observam, com admiração, a aeronave inglesa Avro, modelo turbo-hélice da Varig, pousando. Viajar de avião é elegante. As refeições são sofisticadas, com talheres de prata e pratos de porcelana. As mulheres, bem maquiadas, desfilam seus melhores vestidos. Os homens, camisas alinhadas, ternos bem cortados. Bermuda e sandálias, comuns hoje em dia, nem pensar. Os aviões de 2013 são bem diferentes. Goiânia também não é mais a mesma. A capital planejada cresceu e se desenvolveu, com a riqueza do interior. Fundada em 1933, é uma jovem e bela octogenária. Ostenta o título de capital com maior área verde do país. Tem 1,4 milhão de habitantes e é a 30ª cidade brasileira com maior renda per capita mensal (R$ 1,348 contra a média nacional de R$ 748).

Segundo dados do Censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os moradores de Goiânia são os que desfrutam das melhores condições de infraestrutura do Brasil. Na análise dos 15 municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes, Goiânia possui os mais altos índices em identificação das ruas (94,1%), iluminação pública (99,6%), meio-fio/ guia (97,5%) e arborização (89,5%), além de atingir o mais baixo índice – e melhor – em domicílios com esgoto a céu aberto (0,5%) e lixo acumulado nas ruas (2,6%). Sua vocação para centro logístico é enorme, pois está no coração do mapa brasileiro, a apenas 200 km de Brasília, mas existe um problema. Tudo evoluiu, menos o Aeroporto Santa Genoveva, que é ainda muito acanhado. “O que mais ouvimos dos visitantes aqui é que nosso aeroporto está entre os piores do país”,

π A sala de embarque hoje: ampliação é uma necessidade premente

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π Pista do Aeroporto de Goiânia: em breve, cidade terá melhores condições de exercer sua vocação de centro logístico

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π Equipe da Odebrecht nas obras de terraplenagem: o novo aeroporto sai do papel

comenta o taxista Euclides Alves da Silva Neto, 31 anos, com ponto no Santa Genoveva. “O aeroporto é nossa porta de entrada, cartão de visitas, isso tem de mudar”, ele acrescenta. E vai mudar. A Odebrecht, em consórcio com a Via Engenharia, entregará em março de 2015 o novo e tão aguardado Terminal de Passageiros do Santa Genoveva. A capacidade de transporte passará de 3,5 milhões para 5,1 milhões de passageiros por ano.

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“Além do aumento da capacidade, o nível de conforto no aeroporto será significativamente maior para os passageiros”, destaca o Diretor de Contrato Marcelo Araújo, da Odebrecht. Enquanto o terminal atual ocupa 7.571 m², o novo terá 34.100 m², área quatro vezes maior. Hoje, o passageiro desce do avião na própria pista, em meio ao barulho de motor e ao trânsito de bagagens. O novo terminal terá quatro pontes de


embarque (fingers). Na parte interna, ganhará quatro escadas rolantes, 11 elevadores e lojas. Passará para a categoria “Aeroshopping”. O objetivo é fortalecer o varejo aeroportuário, com aposta no desenvolvimento de identidade visual, a capacitação de trabalhadores e o aprimoramento do mix comercial e da comunicação mercadológica. Centro logístico “Esse aeroporto é uma questão de autoafirmação para o povo goiano. Com ele, vamos desenvolver nossa vocação de centro logístico do país”, diz o Secretário de Infraestrutura de Goiás, Danilo de Freitas. “Além disso, o Santa Genoveva finalmente integrará outros 31 aeródromos do estado, interligando regiões importantes para a realização de negócios e desenvolvendo o turismo em nosso estado, que conta com belezas como a Chapada dos Veadeiros, a cidade histórica de Pirenópolis e as termas de Caldas Novas”, ele destaca. Goiânia diferencia-se hoje na área de eventos de negócios, sobretudo em setores como farmacêutico (com um polo com quase 30 indústrias na região de Anápolis) e têxtil (com mais de 2 mil confecções). Possui dois centros de convenções e um terceiro

em construção. “Agora contaremos também com um aeroporto do primeiro time no Brasil”, salienta Valter Eustáquio de Faria, consultor da Infraero. Além do novo terminal, o consórcio Odebrecht/ Via Engenharia desenvolve o projeto executivo das obras de infraestrutura, que inclui pista para taxiar, pátio de aeronaves, estacionamento para automóveis, sistemas viários e redes externas de esgoto, energia, água e iluminação. “A expectativa é de que o projeto e o orçamento sejam aprovados pelo TCU [Tribunal de Contas da União], e, assim, possamos concluir as obras junto com o terminal de passageiros em 2015”, explica Marcelo Araújo. “Estamos ansiosos, sim. Essa é uma obra que esperamos há muito tempo. Como consumidora, o aeroporto atual não me atende. É apertado e desconfortável”, enfatiza a cirurgiã-dentista Gheira D’Arc da Silva. Seu marido, o empresário do ramo de seguros Osvaldo Moreira, faz até oito viagens por ano. “Muitos empresários, inclusive de São Paulo, escolhem Goiânia para morar, buscando qualidade de vida. Com a construção do novo aeroporto, fecha-se um ciclo, e nossa cidade se consolida como centro urbano de excelência no Brasil”, argumenta. ]

π O taxista Euclides Neto: fortes expectativas pelas reformas na área externa

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π Rodovia MT-206: asfaltamento de 55 km trouxe novos tempos para a economia da região

Bem-vindo, chão preto Texto João Paulo Carvalho | Foto Márcio Lima

Cinco minutos para as duas da tarde. “Trinta e três graus à sombra”, anunciava em tom jocoso o piloto do avião antes da aterrissagem, no fim de outubro, em Alta Floresta, o maior município da região norte do Mato Grosso em um raio de 290 km. É a essa cidade, quente e próspera, que suas vizinhas menores buscam estar conectadas, sobretudo pelas oportunidades de comércio e a logística oferecida pelo aeroporto local. Uma dessas cidades é Paranaíta, habitada por pouco mais de 10 mil pessoas, na divisa com o estado do Pará. É lá que está sendo construída a Usina Hidrelétrica Teles Pires, uma das 10 maiores obras de infraestrutura em andamento do país e que terá capacidade de gerar 1.820 MW de energia quando estiver concluída. O empreendimento, iniciado em agosto de 2011, tem trazido grandes transformações para a população local. Além da promoção de cerca de 10 mil oportunidades (diretas e indiretas) de trabalho, que contribuem para movimentar a economia, a obra viabilizou a realização de um sonho da comunidade:

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a chegada do asfalto que liga as duas cidades. O que pode parecer (e ser) simples para muitos, era complexo e sacrificante para outros tantos, nesse caso, os moradores da cidade. A despretensiosa ida à escola ou a chegada de um produto à cidade era dificultada pela falta de uma estrada que não se desmanchasse com as chuvas, constantes na região. O tormento teve fim em outubro, com o asfaltamento de 55 km da Rodovia MT-206, obra realizada pela Odebrecht Infraestrutura, sob encomenda da Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP), gestora da usina, com apoio da Prefeitura de Paranaíta e do Governo de Mato Grosso, por meio da isenção de impostos. “Chão preto” De acordo com o Prefeito Tony Rufatto, o “chão preto”, como ele se refere ao asfalto, era um anseio da população. “Com a estrada de barro, os prejuízos eram muito grandes. O trajeto que hoje é feito em 40 minutos poderia levar até cinco horas em


dias mais chuvosos. Era constante o atolamento de carros e caminhões nesse trecho, o que só era resolvido com a chegada de tratores”, lembra o mandatário. “Agora temos muitos empresários e produtores que já demonstram interesse em se instalar em nosso município, entre eles o proprietário de um frigorífico. Possuímos grande potencial na região, e isso vai se tornar realidade com a chegada dessa rodovia”, ele acrescenta. Símbolos do avanço e da circulação de riqueza, duas agências bancárias, até então inexistentes em Paranaíta, acabam de se instalar na cidade. Um dos exemplos do progresso trazido pelas perspectivas da nova estrada é a história de Euza Maria Coelho dos Santos, mais conhecida como Baiana, dona do restaurante Laços e Abraços, um dos mais movimentados de Paranaíta. “Desde o começo da obra, eu atendo ao pessoal da Odebrecht e sabia que essa estrada se tornaria uma realidade. Mesmo depois de tantos percalços ao longo dos 12 anos em que vivo aqui, sempre acreditei que a situação da cidade iria mudar. Depois do contrato feito com a Odebrecht para

π Ademar Alberton, dono da gráfica Dema: duplicação do número de trabalhadores

fornecer alimentação, consegui investir no meu negócio. Comprei um novo espaço, decorei como sempre quis e hoje tenho 22 funcionários, que trabalham com carteira assinada e recebem bons salários”, ressalta Baiana, com orgulho. O empresário Ademar Alberton, dono da gráfica Dema, enfatiza a importância da chegada de uma obra desse porte para o crescimento da cidade. “Tenho esse comércio há 27 anos e nunca pensei em ampliá-lo, porque a demanda era baixa. Hoje, depois da chegada da usina e com a construção dessa estrada, o faturamento triplicou. Foi preciso ampliar a área do maquinário e duplicar o número de trabalhadores para atender a todos os pedidos que vêm chegando”, comemora. Um desafio a cada ano Além dos 55 km asfaltados, que agora unem Alta Floresta e Paranaíta, o trabalho de requalificação da rodovia também contemplou outros 41 km que vão de Paranaíta até o entroncamento da estrada que chega ao canteiro da Hidrelétrica Teles Pires. Com estrutura mais simples, sem asfalto, porém dentro dos parâmetros construtivos exigidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a intervenção garante que equipamentos de grande porte, necessários à conclusão da usina, a exemplo das turbinas, cheguem com segurança. “Sem isso seria impossível transportar tantas peças pesadas, porque a antiga estrada possuía pontes de madeira e curvas em elevação, o que faria com que os caminhões tombassem facilmente”, destaca o Diretor do Contrato da usina, Antônio Augusto Santos. “É muito gratificante sentir o olhar do trabalhador e entender que ele percebe a evolução das ações e a nossa luta constante para a melhoria da qualidade de vida dele no canteiro e da população na cidade. A cada ano, vencemos um desafio: no fim de 2012, a meta era implantar uma torre de telefonia celular. Conseguimos. Este ano, cerca de 800 integrantes foram mobilizados para realizar a construção da estrada. Missão cumprida mais uma vez”. ]

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do tamanho da paz Texto Carlos Pereira | Foto Lia Lubambo/Lusco

Com mais de 30 anos de experiência no ramo imobiliário, Djean Cruz, Diretor-Superintendente da Odebrecht Realizações Imobiliárias Bahia/ Pernambuco, considera a empresa uma “vendedora de sonhos”. O sucesso da Reserva do Paiva, o primeiro bairro planejado de Pernambuco, entusiasma o experiente realizador. “Vamos conquistar um resultado espetacular, modelo para o futuro. Muitas vezes, existe grande distância entre o que imaginamos fazer e o que a realidade permite”, afirma. A Reserva do Paiva nasceu de um desafio: encontrar o melhor destino para a preciosa faixa de terra pertencente aos grupos Cornélio Brennand e Ricardo Brennand localizada em Santo Agostinho, no Grande Recife. A região é o vetor sul de crescimento da capital pernambucana, apontando para o Complexo Portuário de Suape, hoje o principal motor de desenvolvimento do estado. São 5 milhões de m2 de impressionante beleza natural. Além de uma faixa de 8,5 km de praias paradisíacas, com coqueirais extensos e piscinas naturais, a Reserva do Paiva possui 500 hectares de Mata Atlântica remanescente e manguezais que margeiam o caudaloso Rio Jaboatão. Luís Henrique Valverde, Diretor Regional da Odebrecht Realizações Imobiliárias, acompanhou toda a evolução do projeto. Ele conta que, rapidamente, foi percebido o seu fabuloso potencial, “mas havia muitas dúvidas sobre como obter os melhores resultados”. Um masterplan foi elaborado e oferecido à Prefeitura de Santo Agostinho e ao Governo de Pernambuco. O documento buscou otimizar as potencialidades do projeto, definindo a tipologia da Reserva, com informações sobre moradia, mobilidade, necessidade de equipamentos públicos e privados e vocação específica comercial, residencial, industrial ou mista, entre outros detalhamentos. “O interesse pelo projeto foi imediato”, conta Luís Henrique. Após três anos de intenso debate, o masterplan foi incorporado ao Plano Diretor de Santo Agostinho, e isso tornou o empreendimento exequível. A dificuldade de acesso, por exemplo, foi solucionada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), que viabilizou uma ponte sobre o Rio Jaboatão e a infraestrutura viária complementar. “Uma PPP com investimentos iniciais de R$ 105 milhões está alavancando o principal empreendimento

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imobiliário e turístico de Pernambuco, que pode chegar a um valor geral de vendas de R$ 12 bilhões. A compreensão do estado sobre o potencial do projeto foi fundamental para o seu sucesso”, revela Luís Henrique. Em cinco anos, a Reserva do Paiva já entregou um condomínio de casas, a Morada da Península, e outro de apartamentos, a Vila dos Corais. Além disso, está sendo construído um complexo multiuso, com torres empresariais e centro comercial, o Novo Mundo Empresarial, um hotel cinco estrelas, da bandeira Sheraton, e torres residenciais que compõem o Terraço Laguna. Em breve, no local haverá a primeira escola, uma alameda de serviços, um supermercado e também o Parque do Paiva, com 6,6 hectares, o primeiro dos vários equipamentos públicos previstos. O sistema de mobilidade urbana do bairro foi planejado para os próximos 30 anos. “O bairro será construído em 25 etapas, e esse sistema será implantado à medida que isso for acontecendo”, explica Luís Henrique. “Meus filhos e netos adoraram” O condomínio Vila dos Corais foi eleito “Empreendimento Residencial do Ano”, em votação promovida pelo Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi) e pelo jornal O Estado de São Paulo. O prêmio é considerado o “Oscar” do mercado imobiliário brasileiro e foi o primeiro desse porte para o Nordeste. A advogada Roberta Abreu e Lima e o marido, que é médico, resolveram adquirir um imóvel como investimento. Mas a sofisticação do condomínio causou surpresa, e ambos decidiram que ali seria o novo lar do casal. “É como se eu vivesse em um resort de alto padrão. Tudo foi pensado cuidadosamente, desde o desenho exclusivo das luminárias do salão gourmet até o eficiente sistema de segurança. Meus filhos e netos adoraram”, afirma Roberta. O paulista Marcos Herszkowicz, 36 anos, gerente corporativo, foi outro investidor que se encantou pelo padrão de qualidade da Vila dos Corais e pelas possibilidades do novo bairro que está nascendo e buscou melhorar a sua qualidade de vida, mudando-se para o condomínio. Tudo combinado com a noiva pernambucana. Desportista, ao ser questionado sobre sua preferência entre as variadas opções disponíveis (surfe, vela, tênis, futebol, vôlei, corrida, natação, golfe e esportes de salão), respondeu com satisfação: “Todas elas”. ]


π Roberta Abreu e Lima na Vila dos Corais: sensação de viver em um resort de alto padrão

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π Obras do Parque Olímpico, na Zona Oeste do Rio de Janeiro: legado garantido

bairro olÍmpico Texto Eduardo Souza Lima | Foto Rogério Reis

Já se passaram 21 anos, mas, quando se fala em legado olímpico, a região portuária de Barcelona ainda é lembrada. Os que constroem o Parque Olímpico do Rio de Janeiro trabalham para que também ele venha a ser citado daqui a duas décadas como outro bom exemplo de como uma cidade pode ganhar bem mais que uma breve projeção a partir de um grande evento internacional. Planejamento, ousadia e ideias sustentáveis são as principais matérias-primas utilizadas pela Odebrecht Infraestrutura – Brasil para que isso deixe de ser um sonho e se torne uma realidade. O Parque Olímpico está sendo erguido na Barra da Tijuca, no terreno do antigo Autódromo de Jacarepaguá, em uma área de 1,18 milhão de metros quadrados, e sediará disputas de 15 modalidades olímpicas, como basquete, judô, tênis,

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ciclismo e natação, e 10 paralímpicas. Depois de 2016, uma parte desse imenso complexo esportivo será transformada em um bairro que servirá de referência em sustentabilidade e acessibilidade para a cidade, localizado ao lado do Centro Olímpico de Treinamento que ficará como legado para formação das futuras gerações de atletas brasileiros. Essa nova região residencial do Rio de Janeiro terá mais de 30% de áreas verdes, que incluirá um parque na orla da Lagoa de Jacarepaguá, e será atendida pelas novas linhas de BRT Transolímpica e Transcarioca. A construção do complexo foi viabilizada por uma Parceria Público-Privada (PPP), firmada entre a Concessionária Rio Mais (formada por Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken) e a Prefeitura do Rio de Janeiro, na sequência da


celebração de um acordo de cooperação técnica entre o Município e o Governo Federal. A PPP tem duração de 15 anos, período no qual estão incluídas a construção das instalações do Parque Olímpico e a manutenção do futuro bairro. O contrato inclui a construção de três arenas principais, do Centro Principal de Mídia (MPC, na sigla em inglês), do Centro Internacional de Transmissão (IBC, idem), de um hotel, que contará com 400 apartamentos e de toda a infraestrutura do Parque Olímpico e da Vila dos Atletas. Já no acordo de cooperação técnica com o Governo Federal, estão incluídas as construções do Centro Aquático e da Arena de Handebol, como equipamentos temporários, e do Centro de Tênis e do Velódromo, que ficarão integrados no futuro Centro Olímpico de Treinamento. As obras previstas na PPP somam um investimento total de cerca de R$ 1,4 bilhão. O empreendimento está dividido em duas fases, denominadas Modo Jogos, que abrange o período até 2016, e Modo Legado, após os Jogos Olímpicos. Parte das construções, já em andamento, servirá tanto aos Jogos quanto ao novo bairro. “Isso exigiu um estudo técnico detalhado, não apenas da infraestrutura, mas também da parte de paisagismo. O maior desafio é sobrepor esses dois momentos. Toda a infraestrutura de redes de utilidades está sendo projetada para servir ao Modo Legado, mas será construída antes, sob as obras do Modo Jogos”, explica a Gerente de Engenharia da Concessionária Rio Mais, Tomnila Lacerda. Arquitetura nômade Depois dos Jogos, o hotel servirá ao turismo, enquanto o MPC e o IBC se tornarão prédios comerciais. Outros equipamentos serão reaproveitados em diferentes pontos da cidade. “Trabalhamos com o conceito de arquitetura nômade”, diz Leandro Azevedo, Diretor-Superintendente da Odebrecht Infraestrutura no estado. A Arena de Handebol, a ser erguida em uma área de cerca de 35 mil m2, por exemplo, será desmontada e transformada em quatro escolas municipais, enquanto as quadras de tênis serão remontadas em comunidades carentes (mas sua infraestrutura será aproveitada no futuro bairro). O exemplo de Lisboa Lisboa ainda não sediou Jogos Olímpicos, mas a capital portuguesa também é um ótimo exemplo de como uma cidade pode tirar proveito da chance de sediar eventos internacionais. O Diretor de Contrato da Concessionária Rio Mais, Fernando

Pacheco, voltou ao Brasil depois de morar e trabalhar 21 anos no país e está se valendo da experiência profissional que acumulou por lá para aplicar na construção do Parque Olímpico. “É um país que deixou grandes lições em termos de legado. Portugal promoveu grandes eventos, como a Eurocopa 2004 e Expo’98, e se aproveitou deles para se modernizar. Participei de importantes obras da Expo’98, destacando a construção da Gare do Oriente, projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Como o Parque Olímpico, toda a área ocupada pela exposição passou por um processo de reurbanização e virou um novo bairro”, conta Pacheco. Do outro lado do oceano, o Diretor de Contrato também trouxe lições de sustentabilidade, que foram postas em prática assim que as estruturas do antigo autódromo começaram a ser removidas em julho de 2012. “Os escritórios do canteiro de obras foram construídos debaixo das antigas arquibancadas, aproveitando suas estruturas. A ideia é sempre reaproveitar o que for possível de material”, ele afirma. O objetivo é que a Rio Mais obtenha a certificação LEED (sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental) na construção dos equipamentos permanentes do parque. Uma das maiores preocupações é com o uso racional da água. “Quatro equipamentos esportivos do Parque Olímpico serão construídos por outras empresas, mas nós projetamos para eles um sistema integrado de distribuição que segue os princípios da sustentabilidade, para evitar o desperdício”, explica Pacheco. Destaques do projeto realizado pela Rio Mais, as três arenas principais do Parque Olímpico sediarão as competições de basquete, judô e lutas. As instalações, inéditas no Brasil, serão as mais modernas da América Latina, com capacidade para 36 mil espectadores. “As três arenas foram projetadas e estão sendo construídas com base no LEED. Dimensionamos o equipamento de ar condicionado e a rede elétrica a partir desses princípios. Também tivemos a preocupação de usar ao máximo a iluminação natural”, diz Tomnila. Os futuros moradores e visitantes do Parque Olímpico não serão os únicos a usufruir de todos esses benefícios e, quem sabe, poderão testemunhar o surgimento de novos campeões. Afinal, depois dos Jogos, as arenas farão parte do Centro Olímpico de Treinamento, para formação das futuras gerações de atletas de alto desempenho. ]

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rev i t al i z a ç ã o

o melhor de tudo é o aqui e o agora Texto João Marcondes | Foto Holanda Cavalcanti (SP) e Cícero Rodrigues (RJ)

O homem caminha pelo hall. Usa terno, gravata, chapéu e bengala. Sua senhora veste um belo conjunto azul, que combina com os olhos cristalinos. O barulho do sapato no piso ecoa pelo lugar, que tem pé-direto alto. Ele olha para fora do lobby envidraçado do edifício e vê uma fileira de árvores que plantou. Troca um olhar amistoso com a recepcionista do prédio. O homem tem 95 anos, e seu nome é Miguel Rizzo. “Sinto-me um pouco dono disso aqui”, brinca, com olhar de cumplicidade para a esposa, a catalã Josefa Moreno Rizzo, 84 anos. No terreno em que outrora funcionou a oficina mecânica de seu Miguel, foi construído o Edifício Odebrecht São Paulo, onde, em novembro, integrantes de diferentes empresas da Organização passaram a trabalhar. “O bairro precisa melhorar e esta obra vai trazer desenvolvimento”, comenta seu Miguel, admirando-se com o edifício de 18 andares e mais sete níveis de garagens. Ele está ali desde a década de 1940, quando eram comuns os passeios de carroça e o futebol na terra batida. Hoje o Butantã é um bairro que apresenta novas possibilidades de desenvolvimento. “Esse potencial nos trouxe um sentido de desafio”, explica Alexandre Nakano, Diretor de Investimentos da Odebrecht Properties, que administra o prédio. “Queremos que o Butantã não seja apenas um caminho imobiliário, mas um vetor de crescimento.”

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π Miguel e Josefa Rizzo em frente ao novo Edifício-sede da Odebrecht, no Butantã, em São Paulo: testemunhas das transformações no bairro


π Alexandre Nakano: vetor de crescimento

O Edifício Odebrecht será sustentável. Terá a maior parede verde de São Paulo e bicicletários com vestiários, para estimular o uso desse tipo de transporte. A Odebrecht Properties investirá na adoção de praças, como a Oliveira Penteado, em frente ao prédio, e no estímulo a iniciativas dinamizadoras do entorno, como a instalação de restaurantes e hotéis. Desde a inauguração do estação Butantã do metrô, construída pelo consórcio Via Amarela, integrado pela Odebrecht Infraestrutura - Brasil, o bairro de 50 mil habitantes ficou mais movimentado e vem recebendo empresas como a Odebrecht. “Cerca de 20% dos integrantes vão morar aqui, e faremos parte de circuito cultural que inclui a Biblioteca Mindlin, o campus da Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Butantan, a Casa de Vidro (de Lina Bo Bardi)”, acrescenta Nakano, lembrando que o prédio terá um Núcleo da Cultura e um teatro. “O Butantã é o ‘portal’ da Zona Oeste e para as rodovias Raposo Tavares e Regis Bittencourt. É uma região agradável, com amplo potencial de crescimento, que será ainda melhor com o novo Plano Diretor de São Paulo, que deverá estar pronto em um ano”, salienta Bruno Scacchetti, Diretor de Incorporação de Odebrecht

Realizações Imobiliárias, que construiu a sede paulistana da Organização. Porto Maravilha Possibilidades de crescimento também não faltam à região portuária do Rio de Janeiro, objeto da maior obra de revitalização do país. “O carioca não conhece isto aqui”, diz José Renato Rodrigues Ponte, Diretor-Presidente da concessionária Porto Novo. Para se ter uma ideia, enquanto uma rua era quebrada para realização de obras, descobriu-se o cais onde a Imperatriz Leopoldina desembarcou quando chegou ao Brasil no século 18, logo ao lado de outro cais submerso, para escravos. Arqueólogos foram chamados, a área foi cercada e criou-se um ponto turístico: os escombros da cidade antiga embaixo da moderna. A tarefa tornou-se uma verdadeira caça ao tesouro, com a descoberta de relíquias perdidas no subsolo e no meio de matagais, como a Igreja Nossa Senhora da Saúde e os Jardins Suspensos do Valongo. A revitalização, batizada Porto Maravilha, é uma ação de escalas grandiosas. Compreende uma região de 5 milhões de m² (do tamanho do bairro de Copacabana) em um quadrilátero das avenidas mais importantes do centro do Rio: Francisco

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π Via Binário: dois túneis e três pistas em cada sentido, cortando toda a região portuária do Rio de Janeiro

Bicalho, Rodrigues Alves, Rio Branco e Presidente Vargas. Sua maior ousadia foi a demolição (já iniciada) do Elevado Perimetral, que promoverá uma revolução urbanística e fará a cidade respirar. O modelo é uma Parceria Público-Privada (PPP) chamada Operação Urbana Consorciada. O consórcio Porto Novo é formado por Odebrecht Properties, OAS e Carioca. Durante 15 anos, será responsável por vários serviços, como coleta de lixo e controle de tráfego. Entre as intervenções estruturantes, destaca-se a implementação de um novo sistema viário, que aumentará em 50% o número de faixas de rolamento na região. Entre elas, a Via Binário do Porto, com 3,5 km de extensão, já inaugurada, que cruzará toda a Região Portuária com três pistas em cada sentido e dois túneis, e pela Rodrigues Alves, que será

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transformada em via expressa. Na superfície, na área que vai da Praça Mauá ao Armazém 8, será construído um grande passeio público arborizado, com 44 mil m². Ali perto, no Píer Mauá, a Porto Novo construirá o Museu do Amanhã, projeto do renomado arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava. Como a obra foi financiada por títulos de Cepac (Certificados de Potencial Adicional de Construção), lançados pela Prefeitura, o bairro terá seu gabarito aumentado, favorecendo o adensamento do porto. Hoje, apenas 25 mil pessoas moram na região (ocupada essencialmente por galpões abandonados e prédios públicos). “A expectativa é que cheguemos a 100 mil, de forma sustentável”, diz Geraldo Villin, Diretor-Superintendente de Propriedades Públicas da Odebrecht Properties. ]


π História e identidade: intervenções na região portuária do Rio de Janeiro incluem obras na área do Largo do Valongo

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que memória, vizinho! Texto Thereza Martins | Foto Wanezza Soares

π Maria Irileda da Silva, em Capuava: “Estou aqui até hoje e não pretendo me mudar”

Os moradores de Parque Capuava, Jardim Silvia Maria e Jardim Sônia Maria, bairros dos municípios de Santo André e Mauá, na Grande São Paulo, são vizinhos, mas estão distantes, separados por sua história de vida e vivência na região. Enquanto boa parte dos habitantes de Capuava (Santo André) migrou há décadas de estados nordestinos, fugindo da seca e da falta de oportunidades, os de Silvia Maria e Sônia Maria (Mauá) têm raízes no ABC paulista. Os bairros de Mauá desenvolveram-se de forma mais ou menos organizada, enquanto Capuava nasceu no improviso, nas encostas de um morro, sem

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nenhuma infraestrutura urbana nem condições adequadas de moradia. O Polo Petroquímico do ABC está localizado em uma área de confluência dos três bairros. Para contar a história desses moradores e sua relação com o polo, a Braskem desenvolveu o projeto “Polo Petroquímico do Grande ABC: histórias que se cruzam”. Flávio Chantre, Responsável por Relações Institucionais da empresa no ABC, explica: “A Braskem reconhece a importância das comunidades vizinhas em sua própria trajetória. Por isso, queríamos contar a história do polo por meio da experiência de vida das pessoas”.


Data especial A ideia da exposição surgiu em 2012, quando o polo completou 40 anos. Foi o primeiro polo petroquímico do Brasil, criado em 1972, com a inauguração da Petroquímica União (PQU). Flávio conta que o objetivo da Braskem era organizar ações especiais para comemorar a data. “Decidimos então registrar relatos pessoais e oferecer à população local a possibilidade de refletir sobre sua memória e identidade.” O projeto, executado pela empresa Museu da Pessoa, contemplou uma extensa pesquisa sobre o polo e a comunidade do entorno e a gravação de 21 depoimentos de antigos e novos moradores. Trechos dos relatos foram selecionados e publicados em painéis ilustrados com fotos, o que gerou uma exposição itinerante, que, entre setembro e novembro, percorreu espaços públicos e escolas dos três bairros. As gravações podem ser ouvidas na íntegra pelos visitantes. Um material paradidático, que aborda temas como a origem dos moradores, as relações de trabalho e a transformação urbana, entre outros, também foi desenvolvido para ser utilizado em escolas públicas locais. “Vi Capuava crescer” O município de Mauá ganhou autonomia em 1954, separando-se de Santo André. Nesse mesmo ano, foi inaugurada a Refinaria e Exploração de Petróleo União S.A. (posteriormente denominada Recap – Refinaria de Capuava e incorporada pela Petrobras), um marco dos primórdios do Polo Petroquímico do ABC, que foi constituído em 1972, com a inauguração da Petroquímica União. O Jardim Sônia Maria, um dos bairros enfocados no projeto conjunto da Braskem e do Museu da Pessoa, cresceu ao redor do polo, em uma faixa divisória entre indústria e residências. Sônia Maria e Silvia Maria reúnem cerca de 20 mil moradores. Maria Irileda da Silva, Dona Leda, como é conhecida em Capuava, nasceu em Fortaleza. Mudou-se para São Paulo acompanhando o primeiro marido, há 40 anos. No bairro de Capuava, criou 11 filhos. “Estou aqui até hoje e não pretendo me mudar. No começo, tinha um barraco pequeno e um colchão no chão. Sobrevivi porque tive ajuda e também trabalhei muito, no setor de limpeza da antiga PQU.” A casa onde mora hoje é de alvenaria, igual a quase todas as residências do núcleo, e tem luz elétrica, água encanada,

POLO DO ABC

Três passos decisivos para seu surgimento e crescimento

2010

1972 1954

Inauguração da Refinaria e Exploração de Petróleo União S.A. (Refinaria Capuava).

Inauguração da Petroquímica União (PQU) e constituição do Polo Petroquímico do ABC.

Aquisição da Quattor, empresa do polo, pela Braskem, que produz petroquímicos básicos, polietileno e polipropileno em suas unidades em Santo André e Mauá.

rede de esgoto e rua asfaltada, por onde o caminhão da coleta de lixo passa todos os dias. As melhorias, que incluíram a remoção de famílias residentes em terrenos nas encostas do morro, com risco de deslizamento em época de chuva, foram realizadas de acordo com projeto de urbanização da Prefeitura de Santo André, que começou no final da década de 1990, estendendo-se por dez anos. “Vi Capuava crescer. Quando cheguei, tudo aqui era barro e mato. O único transporte público era o trem que liga São Paulo ao ABC. Hoje, além do trem temos linhas de ônibus.” Ação transformadora O arquiteto e urbanista responsável pelo projeto de urbanização de Capuava, Luis Felipe Xavier, relata que os moradores participaram ativamente do processo, lotando salas de reunião para discutir as prioridades do projeto, as intervenções necessárias e a aplicação dos recursos públicos. Em 2005, viviam no núcleo aproximadamente 7 mil pessoas. Além de dotar Capuava de infraestrutura, o projeto de urbanização incluiu a construção de casas, de um conjunto de apartamentos e de uma creche.

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Luis Felipe explica que a influência direta do polo na vida e economia da região foi mais intensa até o final da década de 1980. “No período de 20 anos, o Grande ABC teve um crescimento populacional de mais de 200%. A partir da década de 1990, o comércio e os serviços expandiram-se mais que a indústria.” Nascido em Veleiros, bairro de classe média na região de Interlagos, em São Paulo, Luis Felipe relembra: “Fui criado brincando na rua e aprendi

a conviver com pessoas de todos os estratos sociais. Aprendi, também, o valor de um bairro organizado na vida dos moradores”. Ele procurou reproduzir esse aprendizado em projetos de urbanização dos quais participou e transmitir valores a seus alunos em cursos de Arquitetura, nas faculdades onde leciona. “A profissão do arquiteto urbanista encerra uma ação transformadora, que é criar condições para que as pessoas vivam e convivam em harmonia.” ]

π O arquiteto e urbanista Luis Felipe Xavier: destaque para a participação dos moradores no processo de transformações

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vamos para o centro? Texto Eliana Simonetti | Foto Fred Chalub

π Participantes do evento para conscientização sobre o câncer de mama e, ao fundo, o Metro Mover: Odebrecht presente no dia a dia de Miami

Milhares de pessoas, de todos os pontos da Grande Miami, na Flórida, desembarcaram do Miami Metro Mover em Downtown (o coração da cidade) e se reuniram no Bayfront Park, parque localizado em frente ao mar, para participar da 18ª edição de uma corrida de 5 km, promovida em 19 de outubro, sábado, com o intuito de conscientizar sobre o câncer de mama. No meio da multidão, vários integrantes da Odebrecht encontraram-se na barraca montada pela empresa, com lanche, água e sombra para os participantes. O Miami Metro Mover é um metrô de superfície que transita pela populosa região de Downtown, praticamente sem produzir ruído. Foi a primeira obra realizada pela Odebrecht nos Estados Unidos, em 1991, um ano depois da chegada da empresa ao país. É também um ícone da cidade, de sua modernidade e de seu pioneirismo. Hoje a marca da Odebrecht está presente em quase todos os quadrantes de Miami. Quem chega de avião, desembarca no Aeroporto International de Miami (MIA), que a empresa ampliou e modernizou, e toma o MIA Mover, trem elevado que conecta o aeroporto à Estação Central da cidade e cuja estrutura foi construída pela Odebrecht. Na viagem, de um lado, vê-se a American Airlines Arena e, de outro, o Adrienne Arsht Center – ambos construídos pela Odebrecht no centro da cidade, em uma área que estava degradada. Os que chegam pelo mar logo percebem as obras de ampliação do porto, em que a Odebrecht também está envolvida. Essa descrição é de Gilberto Neves, Diretor-Superintendente da Odebrecht nos Estados Unidos: “A integração de nossas obras na vida diária das pessoas demonstra que compreendemos as necessidades locais”, conclui.

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π Giancarlo com a esposa, Pilar, e o filho Stefano: a 15 minutos, de caminhada, do trabalho

“Visão de futuro” Na noite daquele mesmo sábado, 19 de outubro, o time de basquete da cidade, o Miami Heat, campeão nacional em 2006, 2012 e 2013, enfrentou em casa, na American Airlines Arena, o San Antonio Spurs. Era um jogo de início de temporada, mas quase todos os 19.600 lugares foram tomados. A arena, erguida pela Odebrecht em frente ao mar, é um espaço privilegiado. Também é palco de grandes shows, como os da banda Eagles, Julio Iglesias e Justin Timberlake, a serem realizados nos próximos meses. “Miami não é uma cidade: é muitas cidades”, diz Peter Dolara, uruguaio que vive em Miami há 50 anos e era Vice-presidente da American Airlines quando a arena foi erguida. “A construção de nossa arena foi uma demonstração de visão de futuro”, ele acrescenta. Na noite seguinte, comemorando seus 25 anos, a Orquestra Sinfônica de Miami abriu a temporada musical da cidade, com um concerto em uma das duas salas do Adrienne Arsht Center for the Performing Arts – obra da Odebrecht que, assim como a America Airlines Arena, contribuiu de maneira decisiva para a revitalização do centro de Miami.

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A Knight Concert Hall ficou lotada. No auditório, estavam Giancarlo e Pilar Salinas, nascidos no Peru e residentes em Downtown. Giancarlo Salinas deixou o Peru para estudar em Miami em 1998. É engenheiro industrial e trabalha em um banco. Em 2006, casou-se com Pilar. O apartamento é aquisição recente. “Chego ao trabalho em 15 minutos de caminhada, o que nos proporciona mais tempo para conviver em família”, diz. Stefano, o filho de Giancarlo e Pilar, com um ano e meio de idade, agradece. “Miami é uma cidade múltipla. É a capital emocional das Américas do Sul e Central e acaba de ingressar em uma fase de grande crescimento”, afirma Bernardo Ziscovich, arquiteto que participa do planejamento urbano da cidade. Segundo ele, nesta reta final de 2013, estão sendo construídos 5 mil apartamentos em Downtown Miami. Uma história de grandes transformações Ao longo de sua história, Miami teve altos e baixos, períodos críticos e outros de fervilhar econômico e cultural. Comprada dos espanhóis pelos norte-americanos em 1821, só se integrou aos


Miami AJ_OK.pdf

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2:30 PM

OBRAS ICÔNICAS CONTRIBUIÇÕES DA ODEBRECHT PARA O AVANÇO DE MIAMI EUA

Miami

B i s c ay n e B o u l eva rd

Florida

I - 9 5 E x p re s s

Estados Unidos no fim daquele século, quando três obras modificaram seu destino: uma ferrovia que atravessava o estado da Flórida, um porto que permitia o escoamento da produção do sul do país para o estrangeiro e uma ponte que ligou Miami a Miami Beach. Na primeira metade do século 20, por todo lado, surgiram hotéis de luxo e áreas de lazer com campos de golfe. Miami era destino turístico de primeira classe. A partir da década de 1960, o processo de mudanças acelerou-se. O porto transformou-se no maior do mundo para navios de cruzeiro. O Aeroporto Internacional passou a ser o segundo mais movimentado do país. Mais de 130 bancos internacionais e mais de 250 corporações multinacionais instalaram-se na cidade. Antigas mansões foram substituídas por edifícios comerciais. As residências à beira mar de Miami Beach, em estilo art déco, foram consideradas patrimônio histórico e passaram a abrigar bares e restaurantes. “Continuaremos a participar do desenvolvimento urbano da cidade, concorrendo para realizar seus projetos de saneamento básico e outras obras de infraestrutura que serão necessárias nesta nova fase de crescimento”, afirma Gilberto Neves. ]

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MIAMI

MIAMI BEACH

Aeroporto Internacional Adrienne Arsht Center

Airport Link (Orange Line)

AmericanAirlines Arena MIA Mover

Bayfront Park

Ampliação do porto

Metro Mover

Baía Biscayne

N

π A American Airlines Arena: casa do time de basquete Miami Heat e local de grandes shows internacionais

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π Mobilidade e ordenação: projetos viários contribuem para o surgimento de uma nova realidade urbanística em Luanda

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Por entre ruas, praças e avenidas Texto Boécio Vidal Lannes | Foto Edu Simões

Luanda respira progresso. Moradores e visitantes são testemunhas da rápida e contínua transformação da cidade e do país, desde o estabelecimento da paz, há pouco mais de uma década. Ruas, avenidas e praças recebem nova roupagem. Tudo planejado para melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos. A cidade, que em 1970 somava cerca de 400 mil habitantes, abriga hoje, segundo estimativas, mais de 6 milhões de pessoas. A necessidade de ordenação urbana, com redução dos constantes engarrafamentos e das ocupações irregulares, levou o então Ministério de Urbanismo e da Construção, a partir de 2002, a realizar um grande projeto estruturante: O Sistema Viário de Luanda, caracterizado pela construção e revitalização de vias expressas, incluindo macrodrenagem, sinalização e asfaltamento. Vale salientar que hoje esse projeto está sob a tutela do Ministério da Construção (já que o ministério anteriormente responsável pelo empreendimento foi modificado). Além disso, o Governo Provincial de Luanda desenvolveu o projeto Vias de Luanda, que visa revitalizar e modernizar avenidas, ruas e áreas comuns do centro da cidade, com ênfase na humanização dos espaços e na educação cívica dos usuários das áreas revitalizadas. Essas duas iniciativas, com execução sob a responsabilidade da Odebrecht, promoveram grandes mudanças no eixo metropolitano e reduziram o tempo gasto no trajeto entre o centro e os bairros. A despeito dessa injeção de ordenamento urbano, o conjunto de obras está apenas no começo. Sistema Viário de Luanda Apontando para um mapa da cidade, o Diretor de Contrato do Sistema Viário de Luanda, Marcos Torres, explica que as duas principais vias que cruzam a cidade serão interligadas em breve por uma linha de 5 km de BRT (Bus Rapid Transit, o corredor exclusivo para ônibus), pela qual circularão

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veículos articulados. Ele repete uma máxima recorrente na Odebrecht: “Transporte é uma rede interligada”. Com 21 anos de Odebrecht, Torres salienta que 500 mil cidadãos já foram beneficiados pelos 50 km de vias entregues à população nos últimos 11 anos. Em 2014, terão início as obras da Via Marginal Sudoeste, margeando a praia, com 8 km de extensão. Assim que ficar pronta, com amplas pistas de rolamento, a via deverá receber em seu entorno novos hotéis, prédios residenciais e comerciais e restaurantes, a exemplo do que ocorreu na Avenida da Samba, primeira via requalificada pela Odebrecht e cujo contrato foi assinado em 2002. Torres também orgulha-se quando fala dos benefícios entregues pela Via S8, que liga a Avenida 21 de Janeiro à Estrada do Golfe. “A requalificação urbana melhorou o trânsito local e permitiu à população do Bairro do Gamek acesso aos serviços públicos de água, drenagem pluvial, telefone, coleta de lixo e iluminação.” Sua satisfação, diz, é poder levar qualidade de vida para as pessoas. A vendedora Luzia Madalena Imbo, 23 anos, reconhece as melhorias no trânsito. Ela faz parte de uma legião de comerciantes informais que vendem seus produtos nas vias públicas de Luanda. Centenas delas, denominadas “zungueiras”, trabalham em uma passarela sobre a Avenida 21 de Janeiro, que liga a Rua Ngola Mbandi à Avenida da Samba. Em meio ao frenesi, Luzia destaca-se com seu sorriso farto e uma grande cesta de pães sobre a cabeça. Ela conta que vende cerca de 200 pães por dia, o que lhe garante uma pequena renda de 5 mil kwanzas, a moeda local (cerca de US$

SISTEMA VIÁRIO DE LUANDA > Iniciado em 2002, compreende a construção e revitalização de vias expressas, incluindo macrodrenagem, sinalização e asfaltamento CLIENTE

Ministério da Construção

50 km

de vias entregues à população nos últimos 11 anos > Em 2014 terão início as obras da Via Marginal Sudoeste, margeando a praia, com 8 km de extensão

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π Luzia Madalena Imbo: um olhar mais esperançoso para o futuro

PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DE EIXOS VIÁRIOS DE LUANDA – VIAS DE LUANDA > Recuperação das infraestruturas e redesenho da paisagem urbana dos principais corredores viários da cidade, incluindo implantação de redes de drenagem, redes técnicas, pavimentação, calçadas, áreas verdes e iluminação pública CLIENTE

Governo Provincial de Luanda > O projeto se caracteriza pela revitalização e ampliação contínua das avenidas, ruas e áreas comuns funcionais, em um novo conceito arquitetônico, concebido pelo arquiteto brasileiro Jaime Lerner

LUANDA SUL > Implantação do primeiro bairro totalmente planejado de Luanda, que incluiu a construção do Belas Shopping, o primeiro shopping center de Angola, inaugurado em 2007 CLIENTE

Governo Provincial de Luanda > Em suas sucessivas etapas, Luanda Sul já implantou 64 km de sistemas viários e 225 km de rede de energia elétrica, além de iluminação pública, drenagem, abastecimento de água e sistema de esgoto


Guilherme Afonso

π Vias de Luanda: recuperação da infraestrutura e redesenho da paisagem dos principais corredores viários da cidade

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50,00). “O trânsito das táxis está fluindo melhor”, comenta Luzia, referindo-se às vans que constituem o principal e mais típico meio de transporte público de Angola. Pintadas de azul e branco, as táxis transportam de 12 a 14 pessoas e estão por toda a Luanda. Ciente das mudanças no país, Luzia não vê a hora de ter um mercado e uma escola perto de sua casa. Vias de Luanda Idealizado para permitir a recuperação das infraestruturas e o redesenho da paisagem urbana dos principais corredores viários da cidade, o Projeto de Revitalização de Eixos Viários de Luanda – Vias de Luanda destaca-se no cenário da capital pela ampliação contínua das avenidas, ruas e áreas comuns funcionais em um novo conceito arquitetônico que vem se replicando na malha urbana. Assinado em 2007, o contrato abrange a reconstrução de infraestruturas viárias (redes de drenagem, redes técnicas, pavimentação, calçadas, áreas verdes e iluminação pública) e inclui serviços agregados de paisagismo, apoio ao trânsito, jardinagem, limpeza urbana, manutenção viária, ação social e comunicação. Ponto-chave para a revitalização da cidade, a manutenção urbana é um tema no qual a Odebrecht pode contribuir, considerando a experiência da empresa, a realidade socioeconômica local e a melhor aplicação dos investimentos envolvidos, segundo explica Rodrigo Americano, Diretor de Contrato. Com 12 anos de Odebrecht e sete de Angola, ele mantém uma relação produtiva com os administradores locais. “Nossa relação de confiança com o cliente leva-nos para além do contrato. Se necessitam de algum apoio emergencial para obras e ações sociais, eles nos solicitam e entramos em ação imediatamente”, diz. De fato, não é difícil encontrar equipes da Odebrecht fazendo reparos nas vias de Luanda. Baiano da cidade de Paulo Afonso, Ednaldo Romão da Silva, 40 anos, interrompeu seu trabalho por alguns instantes para conversar com a equipe de Odebrecht Informa de dentro de uma vala de uma rede coletora de água e esgoto que está sendo reparada no Bairro Talatona, na região sul. Ele lidera uma equipe de 40 pessoas. Integrante da Organização há 13 anos, técnico em edificações, ele mudou-se para Angola há cinco anos, mas visita o Brasil a cada quatro meses para matar a saudade da esposa e dos dois filhos. Romão, como é conhecido entre os colegas, sabe da importância de seu trabalho para o desenvolvimento de Luanda e do país

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e afirma que está pronto para novos desafios. “Fico em Angola até quando a Odebrecht quiser.” Um dos principais diferenciais do Projeto Vias de Luanda é a participação de uma referência mundial em planejamento urbano, o arquiteto Jaime Lerner, que foi contratado pela Odebrecht para redesenhar o espaço urbano da cidade e a forma como as pessoas interagem com ele. O estilo diferenciado do arquiteto brasileiro, que foi prefeito de Curitiba por três mandatos, pode ser observado especialmente nos canteiros arborizados da Avenida Deolinda Rodrigues, no centro. Em seus 1.360 m de avenida, destacam-se os passeios, as luminárias com quebra-luz, o gramado e os bancos de madeira. Lerner aplicou em Luanda o conceito de “acupuntura urbana”, idealizado por ele, segundo o qual a malha urbana reage e prospera com a revitalização de pontos estratégicos, como as agulhas chinesas fazem no corpo humano, irradiando um processo de melhora autônomo, em cadeia. Os traços do arquiteto também estão no espaço público mais movimentado da Ilha do Cabo, formado pelo calçadão e pela esplanada à beira-mar, em frente ao Clube Náutico de Luanda. Segundo historiadores, foi nessa ilha que o navegador português Diogo Cão teria aportado e feito o primeiro contato com o povo angolano, entre 1482 e 1486. A esplanada e o calçadão são espaços de lazer e esporte por excelência. Margeando uma vasta faixa de areia até o mar, o calçadão caracteriza-se pelo piso de pedra portuguesa, que exibe desenhos ondulados por toda a extensão. Também é ladeado por uma pista para caminhada, árvores, equipamentos de ginástica e a bela vista do mar. A experiência positiva do projeto Vias de Luanda nas avenidas levou a seu desenvolvimento no interior dos bairros, tendo como modelo o populoso Bairro Valódia, onde as pequenas ruas transversais também estão sendo revitalizadas. O que antes era um misto de restos de calçamento, buracos e terra batida está recebendo redes de drenagem, asfalto, iluminação pública, sinalização viária e redes técnicas. De acordo com Rodrigo Americano, a reconstrução e o reordenamento das ruas estão promovendo uma melhoria nos hábitos dos próprios moradores. “Além da melhoria no fluxo de trânsito, vemos uma clara mudança no comportamento das pessoas.” Com o avanço das obras de reconstrução da malha viária da cidade, por vezes, os dois projetos estruturantes, Sistema Viário de Luanda e Vias de Luanda, cruzam-se e complementam-se para


π Belas Shopping, em Luanda Sul

o benefício da população. É o que ocorre na Praça dos Campeões, à margem da Avenida 21 de Janeiro. Após a duplicação da via, a área utilizada para armazenamento de materiais próxima ao Bairro Rocha Pinto foi transformada em uma nova praça de lazer e prática esportiva, construída pelo Vias de Luanda. O espaço recebeu bancos, balanços, equipamentos de ginástica, lixeiras e duas quadras poliesportivas, onde os jovens dividem o tempo entre jogos de basquete e futebol. Jodilson Tomás Gemes, 18 anos, costuma ir à praça para jogar futebol. “Venho sempre que posso”, ele diz. Satisfeito com o novo espaço de lazer, o jovem, que estuda Topografia no Instituto Geográfico Cadastral de Angola, sonha em trabalhar na Odebrecht quando terminar o curso. Luanda Sul Outra contribuição estratégica da Odebrecht para o desenvolvimento urbano da capital angolana é o Projeto Luanda Sul, voltado à implantação do primeiro bairro totalmente planejado da cidade e que incluiu a construção do Belas Shopping, o primeiro shopping center de Angola. Ele impressiona pela variedade de lojas que vendem artigos exclusivos.

Inaugurado em março de 2007, ocupa uma área de 120 mil m² e está situado em local nobre, na região de Talatona, distante 17 km do centro de Luanda. Com cinema, praça de alimentação, amplo estacionamento e área de lazer, o shopping funciona como um cartão de visita para quem chega ao bairro onde está situado. Em suas sucessivas etapas, Luanda Sul já implantou 64 km de sistemas viários e 225 km de rede de energia elétrica, além de iluminação pública, drenagem, abastecimento de água e sistema de esgoto. Construtoras do Brasil, de Portugal e da China disputam terras para instalar condomínios residenciais e comerciais, além de hotéis. É um padrão de cidade melhorado para a capital angolana e que visa renovar e requalificar novos bairros. “Hoje, Luanda Sul tem o metro quadrado dos mais valorizados da cidade”, afirma Carlos Mathias, DiretorSuperintendente da Odebrecht Agroindustrial em Angola e que há 19 anos atrás estava à frente do lançamento do primeiro loteamento planejado de Luanda: o Condomínio Cajueiro, financiado parcialmente pela Sonangol (a estatal petroleira de Angola) para alojar seus integrantes, com 646 lotes e metragem mínima de 500 m². ]

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D e s e n v o l v i m e n t o

U r b a n o

urbes em movimento Texto Zaccaria Junior | Foto Holanda Cavalcanti

A mobilidade e os temas relacionados a esse grande desafio dos centros urbanos contemporâneos é assunto frequente da sociedade, em seus mais diferentes canais de comunicação, seja na fila do banco ou do cinema, seja nas salas de aula, no ambiente de trabalho e nas redes sociais. Apesar de hoje muito latente na mente dos brasileiros, a mobilidade é um assunto de interesse mundial. Com população que já supera o patamar de 9 milhões de pessoas, Lima possui uma estrutura de transporte de massa em fase de desenvolvimento. Há quase dois anos, a até então informalidade nos sistemas de vans e táxis da metrópole andina passou a contar com um reforço de peso: o Trem Elétrico, como é chamado o sistema de metrô local. “Uma cidade com mais de 3 milhões de habitantes já tem justificativa para adotar o metrô como

estratégia de transporte”, argumenta Carlos Nostre, Diretor de Contrato do consórcio construtor Metro de Lima. “Não existia dúvida em relação à necessidade desse modo de transporte para a realidade daqui”. Foram 18 meses de trabalho para entregar o trecho 1 da Linha 1 – do desenvolvimento da engenharia à colocação dos trens em operação. Em fase de construção, o trecho 2 da Linha 1, quando pronto, em 2014, adicionará 10 estações às 16 existentes no trecho 1. O percurso total, então, será de 33,9 km (21,5 km do primeiro trecho e 12,4 km do segundo). Para se ter uma ideia do impacto que somente a primeira fase da linha 1 trouxe a Lima, o percurso que anteriormente levava duas horas e meia para ser percorrido pelos automóveis leva hoje 30 minutos. Carlos Nostre ressalta que, apesar de ônibus e metrô serem meios de transporte

π Passageiros no Trem Elétrico de Lima: transporte de massa mais eficiente

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π Lima, seu trânsito pesado e o Trem Elétrico: a saída é pelo alto

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π Carlos Nostre e a usuária Aida Huamán, mãe de Oriana: no trem, mais cordialidade

complementares, a vantagem do meio sobre trilhos é grande. “Enquanto uma linha de metrô é capaz de transportar 70 mil pessoas por hora, uma linha de ônibus leva, no mesmo período, cerca de 20 mil passageiros”. Os usuários, por sua vez, já percebem a mudança para melhor na vida cotidiana. “É muito mais rápido, limpo, e os intervalos de espera são bem menores. Sem contar que consigo proporcionar para a minha filha um ambiente muito mais civilizado. Há uma cordialidade no metrô que não há nas vans. As pessoas são as mesmas que utilizam os dois meios de transporte, mas aqui no metrô o comportamento muda para a melhor”, diz Aida Huamán, 25 anos, mãe de Oriana, 6 anos, em conversa com a equipe de Odebrecht Informa na plataforma da Estação La Cultura. Inclusão social e econômica Ninfa Calle, Gerente Municipal do Distrito de San Juan de Lurigancho, o mais populoso de Lima e do Peru, com 1,5 milhão de habitantes, comemora a chegada do metrô em sua região. “Este é um momento muito importante. Finalmente teremos um transporte de massa que contribuirá bastante para a economia de tempo dos usuários e engrandecerá a região”, afirma. Ninfa considera o

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momento como o mais importante de San Juan de Lurigancho e observa que o sistema de transporte colaborará diretamente na inserção dos jovens no mercado de trabalho. “É uma revolução”, ela diz. “O trecho 1 já causou uma mudança significativa para parte da população de Lima. E o trecho 2 aproxima esses benefícios para San Juan de Lurigancho. Muitos peruanos de diversas outras partes do país, ao migrarem para Lima, vêm para a região. Todo o país está representado aqui, e essa nova realidade impactará diretamente na economia de energia, dinheiro e tempo. Algo que será colocado ao alcance de todos. Há muita esperança, a região está mais valorizada, e a economia se aqueceu”. A facilidade de acesso a San Juan de Lurigancho e o consequente olhar dos investidores voltados à região foram tema de reportagem recente do jornal peruano Gestión, especializado em economia e negócios. O distrito abrigará pela primeira vez em sua história um grande shopping, com lojas de ponta e cinema com tecnologia 4D, o segundo do gênero no país. “O shopping trará investimentos de US$ 70 milhões, além de 100 marcas que nunca haviam pensado antes em instalar representações na região. Atualmente só circulam por aqui moradores locais. Em um futuro próximo teremos pessoas de


outras localidades de Lima nos visitando, nos conhecendo”, salienta Ninfa Calle. Soluções viárias em Cusco Com objetivos semelhantes de solucionar gargalos de mobilidade, a pouco mais de mil quilômetros de Lima, em Cusco, foram iniciadas em agosto as obras da Vía de Evitamiento, projeto que integra parte do Plano de Desenvolvimento Urbano da província de Cusco e que consiste em renovar 9,5 km da estrada que liga a Rodovia Interoceânica, no bairro de Angostura, ao Aeroporto de Cusco, em Agua Buena. Entre os principais benefícios do projeto estão a economia de tempo e dinheiro no transporte de produtos e o aumento da segurança para os motoristas que trafegam pela região, pois serão construídas pontes e passarelas e instalados novos sistemas de iluminação e sinalização.

“A ideia da Vía de Evitamiento tem forte relação com a Interoceânica [rodovia que une o oceano Atlântico ao Pacífico, por meio da ligação entre o Brasil e o Peru]”, comenta Renato Bortoletti, Diretor do Contrato. “Parte do tráfego da Interoceânica passa por dentro de Cusco, e ocorre uma mescla com o trânsito local, gerando um volume para o qual a cidade não está preparada.” Segundo Bortoletti, o Plano Diretor da cidade já previa a solução do anel viário, e, em 2012, o Governo Regional começou a desenvolvê-lo. A via reduzirá o tempo de percurso em 40%, inclusive dando acesso ao aeroporto. “Este projeto resolve parte das questões locais em relação à mobilidade das pessoas, mas estamos empenhados em continuar a pensar em mais soluções”, informa Bortoletti. ]

π Obras da Via de Evitamiento: projeto faz parte do Plano de Desenvolvimento Urbano da província de Cusco

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π A área central de Buenos Aires: metrópole com história intimamente ligada às suas linhas de trem

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uma paixão que se renova Texto Cláudio Lovato Filho | Foto Bruna Romaro

Buenos Aires cresceu em volta de suas linhas de trem. Tão íntimo é esse vínculo que, em muitos casos, as estações deram nome às comunidades que se desenvolveram em seu entorno, como Liniers, Villa Luro, Ramos de Mejía e tantas outras. Mas os trens da capital argentina, protagonistas de uma bela e rica história, deixam, no presente, seus usuários insatisfeitos, por causa das dificuldades relacionadas à frequência, ao conforto e à segurança. Os buenairenses, apaixonados por seus trens, têm saudade dos tempos em que os vagões de passageiros e a cidade conviviam em harmonia, como se formassem uma mesma e graciosa entidade, uma pareja apaixonada, dançando seu tango predileto. Os tempos não são de paixão e poesia nas linhas de trens urbanos de Buenos Aires, mas são de otimismo nascente. O Governo argentino deu início a um programa de atualização de todo o serviço ferroviário nacional. Na capital, a principal linha, Sarmiento, por onde circulam 400 mil passageiros por dia, é objeto de um amplo projeto de modernização, que transformará não só ela própria, mas também as comunidades vizinhas e uma grande parte da cidade. Soterramento Sarmiento é o nome da obra que tem tudo para fazer com que a poesia, a paixão e o prazer voltem a fazer parte da relação do povo de

Buenos Aires com o meio de transporte que ajudou a dar corpo e alma à cidade. A Linha Sarmiento foi inaugurada em 1857. Iniciava-se onde está hoje o Teatro Colón, no coração da cidade, e terminava em San José de Flores. Um ano depois, foi estendida a Ramos de Mejía e, em 1960, a Moreno, na região metropolitana. A partir de então, o ritmo das reformas e modernizações diminuiu, e a obsolescência tornou-se um risco a ser afastado. Para isso, o Governo da Argentina colocou em marcha o projeto. A Odebrecht Infraestrutura – América Latina lidera a execução das obras, integrando o Consórcio Nuevo Sarmiento – CNS (do qual fazem parte ainda Iecsa, Ghella e Comsa). Financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Governo argentino, o projeto será realizado em três etapas. A primeira delas, com seus serviços preliminares já em andamento, envolverá serviços em 16,5 km de linha e deverá estar concluída em 2018 (veja infográfico). Os trabalhos relacionados ao projeto de engenharia encontram-se em fase avançada, o canteiro está completamente instalado, o equipamento de perfuração já foi posicionado e a fábrica de aduelas recebe os últimos ajustes para começar a operar.

π Passagem de nível na Estação Flores: um dos desafios que serão superados com o projeto

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D e s e n v o l v i m e n t o

SOTERRAMENTO

Ventosa (conduz as aduelas até o sistema de translação)

Sistema de translação (leva as aduelas até o eretor)

U r b a n o

Trem Durante a obra circulam normalmente

Obras no subsolo, benefícios na superfície

Eretor (posiciona as aduelas)

Roda de corte Parte dianteira do TBM

Túnel construído

Correia transportadora Extrai a terra e a envia à parte traseira do TBM

“Essa obra resolverá definitivamente os problemas da Linha Sarmiento, relacionados, sobretudo, a acidentes e a esperas sem sentido”, disse, em pronunciamento público, o Ministro do Transporte e do Interior argentino, Florencio Randazzo. Uma palavra, muitos desafios Mas, afinal de contas, o que vem a ser um “soterramento”? Rodney Carvalho, Responsável pela Odebrecht Infraestrutura - América Latina na Argentina, sorri. “Vamos ter que passar para baixo tudo aquilo que está na superfície”, ele diz. O sorriso do carioca Rodney substitui muitas palavras. Ele sabe o tamanho do desafio que suas equipes têm pela frente. E por todos os lados. “O compromisso é manter o mesmo traçado da linha existente, com o acesso dos usuários sendo feito pelos mesmos lugares de hoje, ou seja, as estações também não poderão ser deslocadas. As interferências no subsolo serão de todo o tipo, e os mapas e as plantas são muito antigos. As casas e os estabelecimentos comerciais estão colados aos trilhos e às estações. Teremos que trabalhar com a linha existente em plena operação.” Isso é um soterramento. Para enfrentar a situação, o uso de tecnologia de ponta é crucial. A equipe liderada por Henrique Ventura, Diretor de Contrato da Odebrecht, conta

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com um TBM (Tunnel Boring Machine, equipamento para perfuração de túneis) de 11,46 m de diâmetro. O “tatuzão”, que escavará a 25 m de profundidade, já está posicionado no poço. “Nossa fábrica de aduelas começará a produzir nos próximos meses”, informa Henrique. As aduelas são seções de concreto instaladas pelo TBM, conforme ele avança em sua escavação. O equipamento começará a operar no início de 2014.

π Sebastián Corvalán (à esquerda) e Gustavo Ripoll: diálogo franco entre comunidade e empresa


DIMENSÕES DO TÚNEL

11,46m

é o diâmetro externo

10,40m

é o diâmetro interno

15

estações subterrâneas serão construídas

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passagens de nível serão eliminadas

20 m/dia

é o avanço, em média, do TBM (operando a uma profundidade de 25 m)

FASES DA CONSTRUÇÃO Moreno

Paso del Rey Merlo

ETAPA 1

Haedo - Caballito 16,58 km

Castelar

Caballito Haedo Morón

Liniers Ramos Mejia

S.A. de Padua

ETAPA 2

Haedo - Castelar 5,3 km

Once

RIO DE LA PLATA

CIDADE DE BUENOS AIRES ARGENTINA

ETAPA 3

Uruguai

Castelar - Moreno 14,87 km

“Teremos oito frentes de trabalho na primeira etapa do projeto, uma em cada estação, e 3 mil pessoas no pico da obra”, relata Henrique. Um projeto como esse, realizado em algumas das áreas mais populosas da cidade, exigirá cuidadoso desenho da estratégia de relação com a comunidade. “Haverá ruído e transporte de material escavado em caminhões. Será preciso muito diálogo”, salienta Henrique. Gustavo Ripoll, Gerente de Assuntos Corporativos da Odebrecht no projeto, ouve tudo atentamente. Ele será o responsável direto pelo relacionamento com a população. “O fundamental é saber ouvir e oferecer informações com clareza”, afirma. Na Estação Liniers, acompanhando a equipe de Odebrecht Informa, Gustavo teve a oportunidade de se exercitar na execução da tarefa. Quinta-feira de manhã, Sebastián Corvalán, 33 anos, técnico administrativo em uma empresa de engenharia, aguardava seu trem. De segunda a sexta-feira, ele faz o percurso Liniers-Flores e depois toma o ônibus para o bairro de Belgrano, onde trabalha. “A condição geral tem que melhorar”, diz Sebastián. Curioso, ele passa a fazer perguntas técnicas ao repórter. Gustavo vem em socorro. Sebastián ouve de Gustavo explicações sobre o TBM. “É impressionante!”, reage. Na Estação Flores, nossa equipe testemunha um dos maiores problemas das linhas de trem de

Brasil

Buenos Aires

Buenos Aires: as passagens de nível. São 52, no caso da Linha Sarmiento. É através delas que pedestres e veículos atravessam a linha férrea nos intervalos da passagem dos trens. Ficam fechadas, em média, 45 minutos a cada hora. Resultado: grandes retenções e nó no trânsito. Com o Soterramento Sarmiento, essas passagens desaparecerão. Em seu lugar, deverão ser criadas praças e quadras de esporte, em um projeto ainda a ser definido. “A cidade é cortada pelos trens”, diz Esteban Klaric, Responsável pela Área Técnica no CNS. “A Linha Sarmiento divide o sul e o norte da cidade. Com o projeto, esse corte deixará de existir, haverá integração urbana e ganho de terreno e espaço verde, sem contar a reordenação do tráfego na superfície”. Esteban, 41 anos, nascido em Azul, na Província de Buenos Aires, mas morador da capital desde 1 mês de idade, é um estudioso da vida em metrópoles e um entusiasta das premissas executivas do projeto. “Em Buenos Aires, as estações de trem e as comunidades são como carne e osso. Por isso, nossa intervenção será cirúrgica.” Henrique Ventura salienta: “Com a obra, haverá mais passageiros, por causa do aumento da frequência dos trens e da confiabilidade do sistema. Esse projeto pode marcar a reaproximação dos buenairenses com a Linha Sarmiento e, mais adiante, com seus trens em geral”. ]

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U r b a n o

a mobilidade em pauta Texto Fabiana Cabral | Foto Ed Araújo

Mais de 7,4 milhões de veículos circulam pelos 17 mil km de vias da cidade de São Paulo. Milhões de cidadãos gastam mais tempo do que gostariam no trânsito, congestionado durante grande parte do dia. Desde junho de 2013, a Mobilidade Urbana é um dos temas mais discutidos no Brasil. Diversas cidades assistiram às manifestações populares pela melhoria no transporte público, iniciadas com o aumento de tarifas de ônibus em São Paulo. De acordo com o Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea), os investimentos do Governo Federal passarão de R$ 2 bilhões, em 2013, para R$ 50 bilhões nos próximos quatro anos. O Governo de São Paulo deverá investir R$ 45 bilhões até 2015, e a Prefeitura, R$ 11,6 bilhões, entre 2014 e 2017. Na capital paulista, já é possível observar alguns resultados. Em sete meses, a Prefeitura criou 243 km de faixas exclusivas para ônibus, elevando a velocidade média desses veículos de 13 para 25 km/h. A meta, para até o fim de 2013, é ter 300 km de faixas. Segundo o Prefeito Fernando Haddad, o uso irresponsável do carro e sua supremacia em relação a outros meios de transporte são os maiores obstáculos para a implantação das políticas públicas de trânsito com eficácia. “O problema não é todo mundo ter carro, e sim o modo de usá-lo”, ele afirmou durante abertura do Fórum de Mobilidade Urbana,

A CIDADE NÃO PODE PARAR Esforços de São Paulo refletem busca nacional por soluções de mobilidade

7,4 MI

de veículos circulam pelos 17 mil km de vias da cidade de São Paulo

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realizado pelo jornal Folha de S. Paulo, em 9 e 10 de outubro. O evento reuniu especialistas, empresários e autoridades e foi patrocinado por Odebrecht TransPort, Volvo e Porte Construtora. Público e participantes discutiram o uso de novas tecnologias, o transporte coletivo, as alternativas de locomoção, o urbanismo e seus impactos sobre a mobilidade urbana. O Governador Geraldo Alckmin afirmou que a mobilidade urbana é um desafio para toda a população. Segundo ele, somente 11 estados brasileiros têm trens e metrôs, que transportam, diariamente, 9 milhões de pessoas. Em São Paulo, o metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), juntos, atendem 7,3 milhões desse total. “Na capital, quatro novas linhas de metrô estão em construção. A previsão é de que 102 km estejam concluídos até 2014”, ele destacou durante o Fórum. Ideias, soluções e inovações “Não acompanhamos modelos condinzentes no setor de transporte público desde a década de 1920. Somente na década de 1970, começou-se a pensar em metrô”, assinalou Regina Meyer, arquiteta, urbanista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP). Na opinião de Raquel Rolnik, colunista da

11 estados brasileiros têm trens e metrôs que transportam, diariamente, 9 milhões de pessoas

243 km de faixas exclusivas para ônibus foram criadas pela prefeitura nos últimos meses

São Paulo

7,3 MI

Aumento dos investimentos do Governo Federal em Mobilidade Urbana (em R$)

9 MI

50 BI

TOTAL Outros Estados

1 ,7MI

2 BI EM 2013

PRÓXIMOS 4 ANOS


π Momento do fórum em São Paulo: soluções urbanas em debate

Folha de S. Paulo e professora da FAU-USP, três questões importantes permeiam o transporte público no país: “O primeiro é o preço, seguido da disponibilidade e da qualidade”. O arquiteto e urbanista Candido Malta, e o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA-USP), Paulo Feldmann, defenderam o pedágio urbano como incentivo ao uso do transporte público em São Paulo. “É melhor do que aumentar o preço dos combustíveis e das tarifas de transporte, e ainda gera recursos para o setor e reduz o trânsito”, salientou Malta. Feldmann acrescentou: “Teríamos um adicional na receita da cidade de R$ 3 bilhões com uma tarifa de R$ 10,00”. O consultor da Idelt e ex-presidente da CPTM Frederico Bussinger mostrou otimismo ao indicar inovações para aliviar a dependência do Estado pelos meios rodoviários: uma rede de plataformas logísticas, que une hidrovias, ferrovias e rodovias; e um hidroanel. O transporte como rede integrada de diferentes capacidades foi o conceito abordado por Rodrigo Carnaúba, Diretor de Mobilidade Urbana da Odebrecht TransPort. “Uma solução viável é o sistema tronco-alimentar, composto de diversos

meios de transporte, com integração física e tarifária, confortável e acessível”, explicou. Carbaúba salientou: “Implantar um novo sistema de transporte é também ajustar os outros já existentes”. A Odebrecht TransPort participa da implantação de importantes projetos em São Paulo e Rio de Janeiro. Na capital paulista, conquistou, em novembro de 2013, a Linha 6 – Laranja do Metrô. Com investimento de R$ 8,9 bilhões para construção e operação, a Linha 6 terá 15,5 km de túneis e 15 estações com capacidade para transportar 640 mil passageiros por dia. A empresa também integra a ViaQuatro, consórcio responsável pela operação da Linha 4 – Amarela do Metrô, e incorporou a Otima, ativo que realiza a instalação e manutenção de 7.500 novos abrigos e 14.700 totens indicativos de parada de ônibus. No Rio de Janeiro, a Odebrecht TransPort opera a SuperVia, empresa de trens urbanos que atende 12 municípios da região metropolitana e que, em novembro, bateu recorde ao transportar 644 mil passageiros em um dia. Em 2013, incorporou o VLT Carioca – primeiro Veículo Leve sobre Trilhos do Rio, que ligará a Zona Portuária ao centro da cidade e ao Aeroporto Santos Dumont. ]

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A R G U M E N T O

Leitura completa M ello Fred Chalub

k á t i a

Conhecer a realidade do território por meio de diagnósticos, antes de iniciar o empreendimento, permite entender as dinâmicas

É possível construir um novo paradigma de desenvolvimento das cidades e comunidades? Sim. Para isso, a contribuição de grandes empreendimentos e infraestruturas é decisiva, e pactos entre os agentes públicos e privados e as comunidades, também. E tudo deve ter como base um Plano de Gestão que oriente iniciativas para o Desenvolvimento Territorial Integrado. Conhecer a realidade do território por meio de diagnósticos, antes de iniciar o empreendimento, permite entender as dinâmicas instaladas e orientar ações mais assertivas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do negócio e do território. Experiências brasileiras, como a da Foz em Tocantins e na região metropolitana de Recife, da Odebrecht Realizações Imobiliárias em São Paulo e no Rio de Janeiro, da Vale em vários estados e do

Governo de Pernambuco no Polo Automotivo da Fiat, demonstram isso. Se, por um lado, os governos devem aliar o crescimento econômico ao desenvolvimento social, por outro, as empresas lidam com o desafio de serem indutoras do Desenvolvimento Territorial Integrado. As experiências que vivenciei na Diagonal demonstram o campo de possibilidades para a valiosa conquista da chamada “licença social” nas comunidades impactadas. Sem dúvida, os caminhos metodológicos e as práticas acumuladas pela empresa apontam para a importância de uma leitura territorial integrada capaz de revelar, entre tantas respostas, o potencial de cooperação das comunidades. Demonstram também o valor agregado tangível e intangível de um bom Plano de Gestão, com iniciativas que asseguram um novo padrão de desenvolvimento do território, respondendo aos desafios urbanos, ambientais, econômicos e sociais, internalizando seus efeitos positivos e reduzindo riscos e contingências para os empreendimentos. Um bom exemplo da Odebrecht a ser reconhecido foi o esforço do Polo Agroindustrial de Capanda, em Angola, para identificar o potencial de cooperação das comunidades rurais impactadas, reconhecendo seu capital social e orientando as ações que potencializam o desenvolvimento integrado com inclusão social. ]

Kátia Mello é Copresidente da Diagonal Transformação de Territórios, empresa especializada em gestão social, parceira da Odebrecht há 10 anos.

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TEO

"Prestar um serviço é oferecer ao cliente um produto único, que exige mais do que a ativa cooperação; exige uma relação de parceria entre o cliente e o empresário"


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O aço da história nova Planta industrial da csn em Volta Redonda permitirá à empresa diversificar seus negócios

Texto Edilson Lima | Foto Arquivo CSN

Basta uma rápida pesquisa sobre a história da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN para logo se perceber o quanto é estreita sua relação com o desenvolvimento industrial brasileiro. Fundada nos anos 1940 e privatizada em 1993, a empresa tem papel fundamental no crescimento do país. Para atender à crescente demanda do mercado brasileiro pelo aço que produz em suas unidades industriais, a CSN acaba de inaugurar a Planta Industrial de Aços Longos, em Volta Redonda (RJ). Construída pela Odebrecht Engenharia Industrial, por meio de um contrato de aliança, a nova planta permitirá à CSN diversificar seus

negócios e entrar na produção de vergalhões e de fio-máquina para o setor de habitação, por um lado, e as obras de infraestrutura, por outro. “A demanda por habitação e eventos como a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 têm aumentado o consumo de aços longos no Brasil, que tem crescido a 7% ao ano”, informa Fernando Cândido, Gerente Geral de Operações da CSN. A nova planta tem capacidade para produzir 400 mil t de vergalhões por ano e 100 mil t de fiomáquina. Se os vergalhões são feitos para atender ao setor da construção civil, o fio-máquina é

π A nova Planta Industrial de Aços Longos da CSN, em Volta Redonda: foco no mercado de habitação e infraestrutura

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utilizado em diversos setores da indústria, desde a produção de arame farpado até grades de geladeiras, passando por parafusos, porcas e arruelas. Segundo Fernando Cândido, o país demanda 26 milhões de t de aço por ano, sendo 12 milhões de t de aços longos. “Estamos diversificando para atender melhor nossos clientes”, afirma. Uma aliança pautada na confiança Era um desafio gigantesco com a CSN: construir uma planta industrial desse porte em 30 meses. Erguida em uma área de 42 mil m2, a unidade está dividida em cinco grandes áreas: aciaria, forno de reaquecimento, laminadores, estação de tratamento de água e instalações complementares. Sancho Augusto Montandon, da Odebrecht, Diretor do Contrato, relata que o primeiro passo foi assegurar o alinhamento das equipes, já que o contrato de aliança previa o trabalho conjunto

da Odebrecht Engenharia Industrial e da CSN. A Odebrecht assumiu a obra no início de 2011. “Cada cliente tem uma cultura diferente. Então, a primeira providência foi entender a forma de trabalho dele para melhor servi-lo”, explica Montandon. Gustavo Carreiro Beyer, Gerente de Planejamento da Odebrecht, diz que foi fundamental o estreitamento diário das relações: “A conquista se dá com muita transparência nas decisões”, observa. Carlos Alexandre Pinto, Coordenador de Planejamento da CSN, reforça: “Uniformizamos os procedimentos das equipes e semanalmente fazíamos análises e avaliações. Foi uma relação muito positiva, de muito entendimento e elevada produtividade”. Influenciar e ser influenciado foram práticas essenciais no decorrer da construção – por exemplo, durante a utilização de pontes rolantes para içar grandes equipamentos e transportá-los até o local desejado durante a montagem eletromecânica. “As

π Interior da nova planta industrial da CSN: unidade está dividida em cinco áreas

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fundações da planta são todas recortadas, o que dificulta o acesso e o transporte de grandes equipamentos. O uso das pontes rolantes, que não estava previsto no início, foi decisivo para ganharmos agilidade e tempo”, descreve Sancho Montandon. “Esse exercício de influenciar e ser influenciado foi constante. No fim, tivemos um crescimento mútuo”, enfatiza Geovanni Rodrigues, Gerente de Construção e Montagem. Oportunidades de crescimento Não faltaram oportunidades de crescimento. Maycon Alves, 24 anos, iniciou nas obras como armador, após passar pelo Programa de Qualificação Profissional Continuada Acreditar. Na época, ele já estudava Engenharia Civil, mas nunca tinha estado em uma obra. “O contato direto com profissionais experientes me fez ter certeza de que estava no caminho certo.”

O Mestre de Obras Atacísio Tenório Marques, 36 anos, participou do Programa de Desenvolvimento de Liderança. “Eu não sabia definir o que era um líder. Hoje sei claramente o papel da liderança na execução dos trabalhos”, ele explica. Seu liderado Marcos Paulo Martins Pereira, o Russo, diz, sorridente: “Eu não sabia pregar um prego, mas hoje sou carpinteiro e lidero uma turma de 13 pessoas”. Ao todo, cerca de 2 mil pessoas passaram pelo processo de qualificação. “Além da capacitação, que motiva o integrante a crescer, tivemos o programa Ouvindo o Campo, no qual, toda semana, a Equipe Dirigente dialogava diretamente com as equipes de campo, ouvindo suas demandas e buscando soluções conjuntas. Esse programa foi um diferencial ao criar um ambiente harmônico e de compromisso com a realização da obra, sem termos nenhuma paralisação por greve”, salienta Carlos Alberto de Oliveira, Gerente Administrativo Financeiro. ]

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Acervo Odebrecht

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pátrias parceiras odebrecht completa 25 anos de atuação em portugal e 10 nos emirados árabes unidos

π O ex-Presidente Lula fala aos convidados da cerimônia que comemorou os 25 anos de atuação da Odebrecht em Portugal: união pela geração de riquezas

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Texto Luciana Lana

Disse o ex-Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia que celebrou os 25 anos de atuação da Odebrecht em terras lusas: “Portugal e Brasil têm que estreitar ainda mais as suas relações. Não basta sermos duas pátrias irmãs. É preciso transformar essa irmandade em geração de riqueza, parceria entre empresários e construção de salários”. Soou como música aos ouvidos dos presentes à festa, em 22 de outubro, no Palácio Nacional da Ajuda. Eram integrantes da empresa, acadêmicos, políticos, autoridades e empresários. O Ministro da Economia, António Pires de Lima, vários Secretários de Estado e o ex-Primeiro Ministro José Sócrates estavam entre eles, assim como Eduardo Catroga e António Mexia, Chairman e CEO da EDP, os ex-Ministros Miguel Relvas e José Luis Arnaut. Também compareceram à celebração António Mota, da MotaEngil, Pedro Teixeira Duarte, da Teixeira Duarte, CEOs de bancos, seguradoras e parceiros. A presença da Odebrecht em Portugal traduz o que Lula propõe. “A empresa tem por princípio atuar de forma a estabelecer compromissos de longo prazo e relações de confiança mútua, com o propósito de servir cada vez mais e melhor as sociedades dos países em que está inserida”, disse Fábio Januário, Diretor-Superintendente da Odebrecht Infraestrutura em Portugal, Líbia e Emirados Árabes Unidos, em seu discurso. Ele concluiu afirmando: “Em Portugal, atingimos a plena integração, tendo o conteúdo local como prioridade na cadeia produtiva do nosso negócio”. Por fim, Fábio comunicou: “A partir deste marco de 25 anos de história, somado ao atingimento dessa plena integração, decidimos pautar nossa atuação em Portugal ao abrigo exclusivo de nossa marca 'Odebrecht', reforçando assim nosso vínculo de perpetuidade com o país e assegurando estreito alinhamento com a estratégia global de identidade de nossa Organização”. Na ocasião, foram também relembrados os períodos de maior desenvolvimento do país e a contribuição dada pela Odebrecht nesse sentido. Emílio Odebrecht, Pedro Novis e Ernesto Baiardi, Presidente e Membros do Conselho de Administração da Odebrecht S.A., Renato Martins e Hilberto Silva Filho, da Odebrecht S.A., entre outros, comentavam suas experiências na Odebrecht em Portugal. Lembravam que o país tinha acabado de aderir à Comunidade Econômica Europeia (CEE) quando a Organização tomou a decisão de nele investir – decisão estratégica em

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Acervo Odebrecht

π A Ponte Vasco da Gama: símbolo da presença da Odebrecht em Portugal

seu processo de internacionalização. Atuando na América Latina e na África, faltava à Organização atuar no chamado Primeiro Mundo. Às condições econômicas favoráveis – disponibilidade de fundos da CEE para investimentos – somou-se um encontro mais que oportuno: abalada pelos momentos de crise que Portugal havia enfrentado, a Bento Pedroso Construções (BPC), empresa familiar com 35 anos de tradição e prestígio, foi incorporada pela Odebrecht. João Rodrigues, que integrava a BPC e hoje é Diretor de Relações Institucionais da Odebrecht em Portugal, é uma das pessoas que simbolizam o resultado dessa união. Repleta de grandes marcos – como a construção da premiada Ponte Vasco da Gama, uma das obras de maior destaque na engenharia do continente europeu –, a história da atuação da Odebrecht em terras lusas está contada no livro Tempo de Criar o Futuro, lançado no âmbito das comemorações dos 60 anos da BPC e dos 25 anos de sua incorporação à Odebrecht. A publicação, oferecida aos convidados do evento na noite de 22 de outubro, traz belas fotografias e um histórico das relações entre Portugal e o Brasil. Obras de integração A partir do fim dos anos 1980, a BPC participou ativamente do processo de integração de Portugal, construindo alguma de suas principais estradas. No início dos anos 1990, surgiu a ideia da construção da Ponte Vasco da Gama, para solucionar o

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problema no tráfego entre as duas margens do Rio Tejo. A Ponte Vasco da Gama foi também a primeira Parceria Público-Privada realizada em Portugal, modelo que, posteriormente, viabilizou uma série de outras grandes obras no país. A ponte foi inaugurada dois meses antes da Expo’98. Para esse evento, a Odebrecht já havia participado da construção da moderna Gare Internacional de Lisboa, ou Gare do Oriente, estação onde se cruzam linhas de metrô, trens e ônibus. Outras obras da Odebrecht na capital portuguesa representaram grandes desafios de engenharia, com a construção de túneis e estações do Metrô na zona central de Lisboa, onde, além do adensamento populacional, havia um valoroso patrimônio histórico. A Odebrecht também ficou encarregada de construir o trecho final da Cril (Circular Regional Interna de Lisboa), que exigiu a remoção de comunidades e a preservação de uma série de construções, entre elas, o Aqueduto das Águas Livres, construído entre 1732 e 1834. Atualmente, a Odebrecht constrói, no norte de Portugal, o Aproveitamento Hidrelétrico do Baixo Sabor, uma obra que conta com o trabalho de arqueólogos e biólogos para garantir a preservação natural e cultural de uma região intocada, com espécies animais e vegetais raras e muitos sítios arqueológicos. A Hidrelétrica do Baixo Sabor e o reservatório que criará, com 450 milhões de m³, aumentará a capacidade de armazenamento de água no país e


duplicará esse armazenamento no Rio Douro, permitindo otimizar a produção de energia de outros aproveitamentos hidrelétricos. Antes da Hidrelétrica do Baixo Sabor, a empresa já havia construído, na região do Alentejo, a Barragem de Alqueva – a maior represa de Portugal para irrigação e produção de energia elétrica. Para os próximos anos, a Odebrecht estuda oportunidades em setores ligados à exportação. “Portugal tem posição bastante privilegiada. Portos e aeroportos podem gerar muita riqueza para o país”, salienta Fábio Januário. Segundo ele, um dos principais fatores do êxito da Odebrecht em Portugal foi a integração cultural das equipes à Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO). Em uma iniciativa pioneira no país, a Odebrecht promoveu a aproximação entre o mercado e o setor acadêmico – por meio do Programa Jovem Parceiro –, identificando e formando profissionais de alta qualificação que hoje atuam em empresas da Organização mundo afora. “Além da legitimidade que conquistamos por ter os portugueses conduzindo de forma plena nossa operação, estamos exportando talentos para outros países”, diz Fábio Januário.

Guilherme Afonso

Emirados Árabes Unidos Outro marco histórico que ocorre em 2013 é a chegada aos 10 anos de atuação da Odebrecht nos Emirados Árabes Unidos. Nesse país do Oriente Médio, a Odebrecht constituiu, em 2003, uma base para apoiar, entre outros projetos, a construção, em Djibuti (país da costa leste da África), de um píer de

atracação e reabastecimento de navios para a Dubai Port World (DP World). Também em Djibuti e para a DP World, a Odebrecht construiu o mais moderno terminal de contêineres da África Oriental, o Doraleh, inaugurado há dois anos. Na cidade de Abu Dhabi, no emirado de mesmo nome (um dos sete que compõem os Emirados Árabes Unidos), a empresa trabalhou na execução de uma nova pista para o Aeroporto Internacional e atualmente constrói uma estação de bombeamento de esgotos. Trata-se de um projeto de alta complexidade, que envolve a escavação de um poço com 100 m de profundidade e 50 m de diâmetro. A combinação das duas medidas torna essa estação de bombeamento a maior do mundo. A Odebrecht é responsável também pelo fornecimento e a instalação de equipamentos eletromecânicos, além das edificações de controle e comando, que receberão o esgoto proveniente da cidade de Abu Dhabi e o encaminharão à estação de tratamento. A obra integra o Programa Step (Strategic Tunnel Enhancement Programme), um dos mais importantes e estratégicos em execução no país. Cerca de 450 pessoas, de 24 nacionalidades, estão mobilizadas no projeto. Paulo Suffredini, Diretor de Contrato, com longa experiência nos Emirados Árabes Unidos, afirma: “A integração à sociedade foi facilitada pela postura dos integrantes da Odebrecht, de respeito à cultura, aos costumes e às tradições locais e de colaboração para qualificação das equipes”. Atualmente, a Odebrecht é o principal player latino-americano no Oriente Médio. ]

π Estação de Bombeamento de Esgoto de Abu Dhabi, em construção nessa cidade dos Emirados Árabes Unidos: projeto envolve a escavação de um poço com 100 m de profundidade

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G E N T E

VIAGEM

Nascido em Cusco, no Peru, e formado em Engenharia Civil, Winston Lewis ingressou na Odebrecht em 1981, na obra da Hidrelétrica Charcani V. Quase 34 anos depois, acaba de entregar a Rodovia Carhuaz-San Luis, na região de Ancash, no noroeste peruano. Sempre que pode, viaja com a esposa, Lilia, seus três filhos e dois netos. “Conhecendo outras culturas, aprendemos a entender as pessoas e a valorizar tudo de que é capaz o ser humano”, afirma. Aos viajantes que passarem por Lima, a capital de seu país, ele recomenda: aqueles que quiserem experimentar deliciosos pratos de pescado devem ir ao distrito de Barranco, cerca de 30 km distante do centro.

Holanda Cavalcanti

Delícias peruanas

π Winston Lewis: “Conhecendo outras culturas, aprendemos a entender as pessoas”

FAMÍLIA Leilo Albano

Paixão no trabalho

π Adriana com o marido, Paulo: inspiração para os companheiros de trabalho

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“Foi paixão à primeira vista”, diz Adriana Brito, Coordenadora de Responsabilidade Social da Odebrecht em Moçambique. Ela conheceu o marido, Paulo Brito, Diretor de Contrato da Odebrecht no projeto Moatize Expansão, aos 15 anos de idade. Casados há 25 anos, eles têm dois filhos: Ricardo, 23 anos, e Alexandre, 21 anos. No Brasil, acompanhando Paulo, Adriana morou em Salvador, Aracaju, Santa Bárbara (MG) e Caldas Novas (GO). Em 2003, o casal mudou-se para os Estados Unidos, onde ela permaneceu, com os filhos, quando Paulo foi trabalhar na Libéria. Ela prestava serviços de consultoria para a Odebrecht e passou uma de suas férias na Libéria. Desde 2011, o casal vive em Tete, Moçambique. É comum ver os dois passeando de mãos dadas. “Já ouvimos muitas pessoas dizerem que nos ver juntos lhes inspira o sentimento de família”, revela Adriana. “Na Odebrecht, além de acompanhar meu marido, coloco em prática os valores em que acredito e minhas aptidões profissionais.”


cultura Mário Grisolli

esporte

Pescador para toda obra

Fred Chalub

Richard Cook é Encarregado Geral da expansão do Aeroporto Internacional de Miami (EUA). Cresceu em uma família de atletas e aficionados por futebol, basquete e beisebol, mas desenvolveu uma paixão diferente: a pesca esportiva em alto-mar. Seu barco, que abriga folgadamente seis passageiros, fica estacionado atrás de sua casa, em um dos muitos canais que cortam a Grande Miami. Sempre que pode, é ali que Richard passa seu tempo. E como alguns de seus vizinhos e amigos têm a mesma paixão, ele decidiu promover um campeonato anual, que arrecada fundos para uma organização que reforma casas de pessoas necessitadas, a Rebuilding Together. “Os participantes também colocam a mão na massa, trabalhando nas casas, o que é muito gratificante”, diz Richard.

π Kátia Freitas: mais alegria nas estações

No Trem do Samba

π Richard Cook: esporte e solidariedade

Nascida no Rio de Janeiro, Kátia Freitas, Coordenadora de Novos Negócios da SuperVia está na empresa desde 2005. Sempre gostou de samba e de MPB em geral, mas agora sente como se respirasse música. Ela presta apoio logístico à realização de um evento que acontece no Rio há 18 anos, promovido por Marquinhos Oswaldo Cruz: o Trem do Samba. Tudo começou com sambistas cantando nos carros que saíam da Central do Brasil, em 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba. Há 14 anos, a SuperVia tornou-se parceira de Marquinhos Oswaldo Cruz, buscou outras parcerias e patrocínios. O evento cresceu. Este ano, o Trem do Samba começa com um aquecimento na Central do Brasil, e se desenrola em sete outros palcos, montados no bairro de Oswaldo Cruz, na Zona Norte do Rio. “Nosso objetivo é presentear nossos clientes e passageiros oferecendo uma semana de alegria”, resume Kátia.

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jovens

polo de atração de inovadores Braskem está entre as 15 empresas mais cobiçadas pelos universitários do país

Texto Luiz Carlos Ramos | Foto Ricardo Chaves

Uma pesquisa da consultoria sueca Universum ouviu 15.855 estudantes brasileiros de Engenharia, Gestão e Negócios, Tecnologia da Informação e Ciências Naturais, que apontaram: a Braskem está entre as 15 empresas mais inovadoras e mais cobiçadas pelos jovens do país. Uma das razões para isso é o estímulo à inovação que a empresa oferece aos jovens. Eles descobrem soluções técnicas para as necessidades dos clientes e abrem novas possibilidades para o uso do plástico. Patrick Teyssonneyre, Responsável por Inovação e Tecnologia da área de Polímeros da Braskem, é um exemplo: tem 37 anos. “Sou engenheiro de materiais formado pela Universidade Federal de São Carlos. Vim como estagiário e fui contratado”, conta Patrick, que atua no Centro de Tecnologia e Inovação da empresa no Polo Petroquímico de Triunfo (RS). Ele viaja pelo mundo por informações que levam a Braskem a lançar patentes e ampliar negócios. Em outubro, foi à 1ª Conferência Global de Inovação e Tecnologia da Braskem, em Gravataí (RS). No dia seguinte, em São Paulo, participou de um seminário interno para definição da estratégia tecnológica de longo prazo da Braskem. Na noite posterior, seguiu para a Feira de Dusseldorf, na Alemanha, país em que a Braskem possui unidades industriais (assim como nos Estados Unidos). “Quando a Braskem foi formada, há 11 anos, era uma grande empresa brasileira. Hoje, é global. Investimos em inovação para lançar produtos e agregar valores. Prestigiamos os jovens que se preparam para a inovação, com criatividade e disciplina.”

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Uma fábrica de talentos O Centro de Inovação e Tecnologia da Braskem em Triunfo existe há 10 anos e é uma verdadeira fábrica de talentos. Rita Sarmento, que tem mestrado em Engenharia Química e coordena o Laboratório de Catálise, explica: “Buscamos desenvolver sistemas catalíticos que atendam a todas as unidades de negócios. De 16 integrantes, 12 têm menos de 39 anos e possuem mestrado e doutorado.” O Responsável pelos Laboratórios de Inovação, Nercio Hexcel, tem 31 anos de petroquímica em Triunfo. “Trabalho com estagiários desde 1994”, ele conta. Gabriel Sabença Gusmão, de Niterói (RJ), 23 anos, engenheiro químico formado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), iniciou suas atividades como estagiário em 2013, no programa de Processos Renováveis, e foi logo contratado para ser pesquisador. “Havia chance de estudar nos Estados Unidos, mas a Braskem me atraiu. Fico aqui e aprendo com meu líder.” (Veja quadro com declarações de outros jovens integrantes do Centro de Inovação e Tecnologia de Triunfo.) Antonio Morschbacker, o líder de Gabriel, é o Responsável por Tecnologias Renováveis na Braskem, tem 24 anos de experiência em petroquímica na Organização e coordenou o desenvolvimento tecnológico do projeto do polietileno “verde” em Triunfo. Ele analisa: “Gabriel se destaca pela dedicação e criatividade. Só divergimos no futebol: sou Flamengo, ele é Vasco.”. ]


Falam os jovens

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Integrantes do Centro de Inovação e Tecnologia no Polo Petroquímico de Triunfo (RS) contam um pouco de sua história, falam da oportunidade que receberam e das experiências pelas quais vêm passando. Renata Cardoso (3), carioca, 31 anos, comenta: “Vim para o Sul há três anos. Estou feliz. Meus amigos me procuram, querem trabalhar aqui.” O gaúcho Rodrigo Brambilla (4), 32 anos, está há dois na Braskem: “Já ganhei prêmios com trabalhos que geraram patentes.” Maria Angélica Gollmann (5), gaúcha, 33 anos, afirma: “Estou há três anos em Triunfo. Após a universidade, ao atuar na indústria, cresci.” Bárbara Mano (2), de Indaiatuba (SP), 30 anos, salienta: “Trabalho com polímeros desde minha formação acadêmica e desejava atuar com pesquisa aplicada. Vim para o Sul há quatro anos, com meu marido, engenheiro ambiental em outra empresa.” Alexandre di Pintor da Luz (1), de São Bernardo do Campo (SP), 32 anos, relembra: “Em uma só viagem ao Sul, em 2006, conheci a Braskem e a minha esposa, que me conquistaram. Fruto disso nasceu Leonardo, hoje com 2 anos e meio”.

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jovens

Clareza de propósitos joint venture Braskem Idesa é uma das 10 empresas mais desejadas pelos novos profissionais mexicanos Texto Júlio César Soares | Foto Guilherme Afonso

Jesus Senderos tem 25 anos e nasceu em Puebla, estado localizado a 150 km da Cidade do México. Federico Francisco Santos Sanchez, da mesma idade, nasceu em Coatzacoalcos, no estado de Veracruz, um pouco mais longe, a 600 km da capital mexicana. O primeiro enfrenta o desafio diário do trabalho no escritório do Distrito Federal; o segundo atua no local onde está sendo construído um dos maiores complexos petroquímicos do mundo. As diferenças geográficas e de rotinas poderiam afastá-los. Ambos, porém, dividem uma particularidade: são integrantes da joint venture Braskem Idesa, eleita pelos jovens mexicanos como uma das 10 empresas dos sonhos no país. O levantamento, feito pela Cia. de Talentos, ouviu mais de 6 mil jovens entre 17 e 26 anos, que colocaram a Braskem Idesa na sexta posição do ranking, próxima à mexicana Pemex (estatal mexicana do setor petrolífero) e à frente de empresas como a Apple, Microsoft, Walt Disney Company e L'Oréal (veja quadro). “Nossa entrada no mercado mexicano se deu por meio de um trabalho intenso nas universidades, na busca de jovens profissionais”, conta Paola Ramos, Coordenadora de Pessoas e Organização da Braskem Idesa. “Para que isso acontecesse, a empresa participou de diversas feiras universitárias, de forma a apresentar o programa de jovens profissionais e a Tecnologia Empresarial Odebrecht [TEO]”, relata Eder Garrido, integrante da equipe de Comunicação Interna. Paola acrescenta: “Nossa cultura foi um grande diferencial para que os jovens escolhessem nossa empresa para trabalhar”. Jesus Senderos destaca: “Foi uma troca interessante. Estava acostumado a outro tipo de relação com a liderança das empresas nas quais trabalhei. Aqui o diálogo é direto e temos a delegação planejada, que nos dá maiores oportunidades e responsabilidades”. Federico, que atua na área de Produção de Cracker (na planta que transforma o etano em etileno, uma das etapas da fabricação do polietileno), comenta: “Por toda a cidade, vemos pessoas com os uniformes

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π Jesus Senderos: força jovem na Braskem Idesa


π Planta do Complexo Etileno XXI, em execução: ambiente amplamente favorável para a formação de jovens integrantes

azuis da Braskem Idesa”. E completa as palavras de Senderos em relação à TEO. “É algo novo, que não tive na formação universitária. As possibilidades de desenvolvimento individual são imensas aqui. Todos se preocupam em repassar seus conhecimentos, e acabamos desenvolvendo esse espírito. Impulsionamos nosso desenvolvimento humano e buscamos impulsionar esse desenvolvimento nos outros”, diz. Empresa mexicana A história da Braskem Idesa no México tem início em 2008. “Naquele ano, o Governo concluiu que era importante atrair a iniciativa privada para o mercado de petroquímica”, recorda Cleantho Leite, Diretor Comercial e de Desenvolvimento de Novos Negócios da empresa. Uma alteração na legislação do país permitiu que empresas mexicanas e de outros países disputassem com a Pemex o mercado de insumos.

Em 2010, a Braskem juntou-se à mexicana Idesa e formou a joint venture responsável pelo complexo petroquímico Etileno XXI, um investimento de US$ 4,3 bilhões. “Temos um trabalho de sinergia que nos caracteriza”, afirma Eduardo Bulgarelli, Diretor Corporativo e de Pessoas e Organização da Braskem Idesa. As obras de preparação do terreno foram executadas pela Odebrecht Infraestrutura - América Latina, e a construção do complexo está sob a liderança da Odebrecht Engenharia Industrial, em regime de aliança com a Braskem. Com cerca de 53% das obras concluídas, trabalham no empreendimento mais de 10 mil integrantes, 99% dos quais são mexicanos. No pico da obra, em 2014, serão quase 14 mil pessoas. A operação das plantas, que começará em 2015, será feita integralmente por profissionais mexicanos, que hoje estão em processo de capacitação. “A Braskem Idesa é uma empresa mexicana. Estamos criando as bases para que, no futuro, ela seja liderada

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π Jovens Parceiros mexicanos: a partir da esquerda, Sandra Angélica Cardoso Palmerín, Federico Francisco Santos Sánchez, Pablo Iván Vázquez Torres, André Villanueva Alor, David García Barradas, Cesar Morales Martínez, Diego Alberto Naranjo Salazar e Claudia Patricia Chiñas Culebro

por integrantes mexicanos, com a participação de um grupo muito pequeno de expatriados em posições estratégicas”, salienta Bulgarelli. Formação de pessoas Encontrar trabalhadores especializados é um dos maiores desafios da Braskem Idesa no país. “Cerca de 50% de nossos operadores são jovens da região de Coatzacoalcos e Nanchital”, informa Ferran Vidal, Superintendente de Relações Trabalhistas. Para chegar a esse número, programas de formação foram realizados em parceria com universidades próximas à obra, no estado de Veracruz. Na capital mexicana, o processo não é diferente. “Não há no mercado mexicano profissionais com a experiência requerida”, explica Paola Ramos. Por isso, integrantes brasileiros são levados temporariamente ao México para repassar suas experiências profissionais. Quatro mil pessoas inscreveram-se para participar dos programas de formação de operadores e técnicos de manutenção. Destes, 750 foram selecionados para a segunda fase, e, por fim, 150 ingressaram no programa, que durou cinco meses. Quando estiver pronto, em 2015, o projeto Etileno XXI acrescentará 1 milhão de t/ano de polietilenos ao mercado mexicano. “Antes disso, porém, já vem trazendo aos mexicanos a oportunidade de trabalhar em uma empresa que, por meio de sua cultura empresarial, seguramente ampliará seus horizontes profissionais”, afirma Bulgarelli. ]

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NA LISTA DOS SONHOS As 20 empresas mais admiradas pelos jovens no México

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Unilever Google Coca-Cola Procter & Gamble Pemex Braskem Idesa Volkswagen Coca-Cola Femsa Nestlé Cemex AXA (Cia de seguros francesa) L'Oréal Halliburton Apple Microsoft CFE (Comissão Federal de Eletricidade) Walt Disney Company Grupo Bimbo Audi British American Tobacco - Mexico


i de i as

Texto Emanuella Sombra

A embalagem da embalagem A Braskem vem expandindo seu portfólio de resinas no segmento de filmes termoencolhíveis, usados na produção dos invólucros que unem, em uma só embalagem, várias unidades de latas e garrafas. A novidade é o lançamento da HD7600, uma resina de polietileno de alta densidade (PEAD). O resultado é um plástico mais compacto, resistente e com melhores propriedades óticas se comparado aos similares, o que permite uma melhor visualização do produto. Renato Lima, Líder do Segmento de Filmes Industriais na Braskem, explica que o desenvolvimento da nova resina resultou de uma demanda do mercado. A família HD7600 foi concebida após 10 meses de pesquisas e vem sendo comercializada desde junho. “Ela é produzida nas unidades da empresa no Rio de Janeiro [HD7600-U] e na Bahia [HD7600-M]. Isso nos dá uma vantagem competitiva, pois diminui o tempo de entrega ao cliente, a depender da sua região”.

Velocidade e economia

engenharia verde

Na construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), realizada pela Odebrecht Engenharia Industrial (participante do Consórcio TUC), a automação da fábrica de tubulação aumentou a produtividade na obra. Isso porque ela reduziu a utilização de máquinas manuais, tornando o processo mais rápido e eficiente. Além disso, com a automação, não há liberação de resíduos no ambiente, proporcionando mais segurança aos trabalhadores.

Na Arena Corinthians – que é construída pela Odebrecht Infraestrutura - Brasil em São Paulo e será palco da abertura da Copa do Mundo de 2014 – boas ideias vêm ajudando a tornar o gramado perfeito. A começar por sua subestrutura, dotada de um sistema de drenagem e sucção para os dias de chuva. Em meio às raízes da grama, circulam finos tubos de plástico por onde passa água gelada, fundamental para mantê-la saudável em dias quentes. Por fim, o enxerto de fios artificiais entre a grama natural vem proporcionando mais densidade e resistência ao tapete verde.

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E N T R E V I S T A

o futuro semeado palmo a palmo carlos mathias, da odebrecht agroindustrial Texto Boécio Vidal Lannes | Foto Edu Simões

Carlos Mathias, Diretor-Superintendente da Odebrecht Agroindustrial no Projeto Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), tem 35 anos de Organização e 20 anos de atuação no país africano. Engenheiro formado pela Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro, ele chegou a Angola em 1988, para participar da construção da Hidrelétrica de Capanda, no Rio Kwanza. Nesta entrevista, ele fala da experiência de liderar a instalação de uma usina agroindustrial de enorme importância para Angola, destaca o peso dessa atuação internacional para a Odebrecht e o envolvimento com as comunidades, e analisa o momento socioeconômico do país que adotou.

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ππQuais são suas percepções e recordações sobre seus primeiros tempos em Angola? Cheguei aqui em 1988, quando havia conflitos armados no interior do país, muitas dificuldades de deslocamento e escassez de alimentos. Viemos para a construção da Hidrelétrica de Capanda. Vivíamos em um alojamento, a Vila do Gamek, em Luanda. Havia escola, posto de saúde, era autossuficiente. Em 1991, foi assinado o primeiro acordo de paz, mas infelizmente não deu certo. Não havia investimentos em infraestrutura. Até que, em 2002, foi assinado um acordo de paz definitivo. Aí sim, o país experimentou um salto fantástico, e, em 2006, chegou a crescer 12% ao ano, mesmo patamar da China. ππEm que estágio está o Projeto Biocom? É o maior investimento privado no país, fora da área do petróleo. A Biocom vai começar a produzir em 2014 açúcar e etanol a partir da cana-de-açúcar e energia por meio da queima do bagaço da cana. É resultado de uma parceria entre a Sonangol, estatal de petróleo de Angola, com 20%, o grupo angolano Damer, com 40%, e a Odebrecht, com outros 40%. Estão sendo investidos US$ 750 milhões no projeto, que vai produzir 2,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, que, por sua vez, darão origem a 256 mil toneladas de açúcar e a 23 milhões de litros de álcool, além da geração de 170 GWh de energia por ano, a ser disponibilizada na rede local.

Sim, sem dúvida. Tenho muito orgulho de ter contribuído e de continuar contribuindo para a reconstrução e o desenvolvimento do país. Recentemente, ao encerrar uma apresentação para o Vice-Presidente de Angola, Manuel Domingos Vicente, mostrei uma foto de dois jovens de 12 anos que ilustra isso muito bem. Os dois pegaram um adesivo e fizeram crachás como se fossem integrantes da Biocom. É isso que nos orgulha e, ao mesmo tempo, nos impõe uma grande responsabilidade, pois vemos o desejo dessa juventude de fazer parte da família Biocom. Diante disso, eu decidi acompanhar o crescimento desses dois meninos, porque em seis anos eles poderão trabalhar com a gente. ππE fora do trabalho, como é sua vida em Angola? Minha família e eu gostamos de ir à praia, viajar por Angola e conviver com amigos. Nós nos sentimos em casa em Angola, até porque minha esposa e meus dois filhos com ela, Tiago e Renata, são angolanos. Além disso, vivo um momento particularmente feliz, pois meu filho Rafael Mathias, fruto do primeiro casamento, que trabalha na Odebrecht em Angola, está trazendo a família, o que me permitirá conviver não somente com ele, mas também com minhas netas. ]

ππQuais são as expectativas? Nossa previsão é plantar 34 mil hectares até 2018, ano em que atingiremos a capacidade plena. De qualquer forma, separamos 8 mil hectares de reserva nativa. Vamos produzir energia a partir da queima da cana, que é mais barata e menos poluente que o diesel. Além disso, temos a opção de exportar o excedente do álcool e do açúcar para os Estados Unidos e para a Europa, uma vez que Angola é isenta de impostos. ππQual o impacto econômico e social da Biocom para Angola? É um projeto de 40, 50 anos. Estamos dentro de uma comunidade, na região de Cacuso, que tem quase 100 mil habitantes. Damos oportunidades de trabalho diretas para 2.500 pessoas e, indiretamente, a mais de 12 mil pessoas, ou seja, quase 20% da população. Mantemos lá programas de erradicação do analfabetismo e de desenvolvimento comunitário, mas sempre respeitando os valores locais. Um menino que hoje tem 10 anos muito possivelmente vai ser nosso integrante. ππDepois de tantos anos à frente de grandes projetos, de tantas histórias, o que você sente? Ainda se emociona com seu trabalho?

Biocom Maior investimento privado no país fora do setor do petróleo, a Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom) começará a produzir, em 2014, açúcar e etanol a partir da cana-de-açúcar, e a gerar energia, com a queima do bagaço da cana. Situada na Província de Malanje, a 400 km da capital Luanda, a Biocom dará oportunidade de trabalho a 2.500 pessoas. Até 2018, produzirá 2,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, que serão plantadas em uma área de 34 mil hectares, e que darão origem a 256 mil toneladas de açúcar e a 23 milhões de litros de etanol. Além disso, cerca de 170 GWh/ano de energia serão produzidos e disponibilizados na rede local.

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peru

π Obras no Porto de Callao: mais preservação ambiental e menos transtornos no trânsito

o fator callao projeto muelle de minerales é um símbolo da modernização do setor portuário no peru

Texto Zaccaria Junior | Foto Holanda Cavalcanti

Um dos principais exportadores de minerais no mundo, o Peru, pouco menos de uma década atrás, começou a investir de forma mais intensa na modernização de sua infraestrutura portuária, com o objetivo de alavancar a comercialização internacional desses insumos. Um dos critérios colocados como meta foi o de contribuir na eficácia do deslocamento das commodities dentro das zonas portuárias, com foco na preservação do meio ambiente e na qualidade de vida das comunidades presentes no entorno desses grandes projetos. O recente início de construção de um sistema integral de recepção, armazenamento e transporte no Porto de Matarani, na Baía de Islay, em Arequipa, é resultado desse direcionamento.

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O Projeto Matarani é estratégico para o porto mais importante da região Sul do país, e contará com a mesma tecnologia aplicada no Muelle de Minerales, no Porto de Callao, em etapa final de construção pela Odebrecht Infraestrutura - América Latina (veja infográfico). Igor Cruz, Diretor de Contrato de Obras Portuárias da Odebrecht Infraestrutura, toma o projeto Muelle de Minerales como exemplo para explicar a importância da mudança no setor. Desenvolvido no Porto de Callao, localizado a 15 km de Lima, o sistema, com extensão de 3,2 km, compreende uma faixa transportadora tubular responsável por levar concentrado de minerais desde o Open Access (ponto localizado entre os armazéns de concentrado existentes) até um cais, processo


PORTOS MODERNOS

Os minerais chegam aos armazéns por trem e caminhão até um dos quatro edifícios de descarga, cada um deles capaz de movimentar 350 toneladas por hora (TPH). > Trajeto do Open Acess até as galerias de distribuição feito por correias tubulares. > Já no cais, dentro da galeria de distribuição, o transporte é feito por correias tripper.

O Peru, um dos principais exportadores de minérios do mundo, investe na modernização de seus portos para elevar sua produtividade e aprimorar suas ações relacionadas à preservação ambiental. O projeto Muelle de Minerales, em execução do Porto de Callao, a 15 km de Lima, é um marco nesse novo momento de avanço da infraestrutura portuária do país.

3,2 km

de extensão, 400mm de diâmetro e composto de 112 galerias

18.120

130 mil

viagens de caminhão evitadas por ano

2.300 TPH

de capacidade (a atual é de 800 TPH)

rodilhos montados

Correia tubular

responsável por levar concentrado de minerais desde o Open Access (área localizada entre os armazéns) até o cais.

400mm

CHILE Lima

BRASIL

PORTO DE CALLAO

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π Dayana Ruiz: empenhada em estudos e treinamentos

fundamental para o controle do risco de contaminação no transporte desses produtos. “Temos por aqui a exportação de minérios como chumbo, cobre e zinco, e é preciso atenção redobrada em movimentação”. O projeto também eliminará a necessidade de um tráfego de caminhões na região do Callao correspondente a 130 mil viagens por ano e suas consequências: poluição sonora, emissões de CO2 e transtornos causados pela circulação de veículos pesados. Segundo Igor Cruz, o Governo peruano já vinha estudando com empresas privadas uma solução que pudesse reduzir praticamente em 100% a contaminação da área, resultante da extração dos minérios. “Com essas correias tubulares, acrescentada da ampliação dos armazéns, que estão sendo construídos paralelamente, vamos erradicar a contaminação no local. Este projeto já era esperado há mais de 40 anos. A exportação dos minérios das minas da região central do Peru é realizada pelo Porto de Callao, que fica em uma área densamente povoada e está praticamente dentro da capital peruana”. Além de ser social e ambientalmente mais segura, a modernização desses sistemas portuários permitirá o lançamento de 2.300 TPH de minerais, contribuindo para que o porto tenha capacidade de atender à crescente demanda de exportação desses insumos. Para se ter uma ideia da evolução, atualmente a capacidade não ultrapassa os 800 TPH, e a inexistência de um sistema seguro de transporte desse material faz com que o vento acabe levando

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partículas contaminadas para as comunidades próximas. Toque feminino Implantado no Projeto Muelle Minerales, o Programa Mulheres de Aço possibilita capacitação técnica para trabalhadoras residentes na zona de influência das obras. Após a formação, as participantes iniciaram carreira na empresa e foram responsáveis por uma importante etapa do projeto. As mulheres formaram uma equipe encarregada de armar e instalar 18.120 rodilhos, além de instalar pisos e cobertura lateral em 112 galerias ao longo de 3,2 km. Dayana Ruiz, hoje com 20 anos, foi contratada na obra aos 19, ao saber da oportunidade por meio de seu pai, trabalhador em Callao. “Meu pai chegou um dia em casa e comentou que estavam contratando mulheres. Decidi me candidatar. Passei por treinamentos e ouvi bastante os conselhos dos engenheiros, de como poderíamos crescer como pessoas e profissionais”, relata Dayana, mãe de Lionel, de 1 ano. “Foram muitas mudanças. Em um ano, houve uma reviravolta na minha vida, para melhor. Tive um filho e comecei a trabalhar na obra”, comenta a jovem, atualmente operadora de máquinas. Aliás, segundo Dayana, o que realmente a encanta no universo das obras são as máquinas. “Eu gosto de todos os tipos de máquinas e no momento estou bastante empenhada nos estudos e treinamentos para me tornar uma operadora de guindastes.” ]


Nossos leitores recomendam Odebrecht Informa A pesquisa sobre a revista Odebrecht Informa com integrantes da Organização foi uma das iniciativas realizadas pela publicação na data em que completa 40 anos. Quando perguntados sobre como, de forma geral, avaliam a revista, os leitores da edição em português responderam: Excelente – 33% Muito boa – 44% Boa – 20% Razoável – 3%

O questionário completo da pesquisa, com todas as perguntas e respostas, pode ser visto no site da revista (www.odebrechtinforma.com.br).


sus t en t ab i l i dade

instrumento de acesso aos sonhos

π A partir da esquerda, Sandoval Santos, Jailton Ribeiro, Adriano Santos, Edvan Alcântara, Benivaldo Santos e Ednei Lima, em Presidente Tancredo Neves: agricultores com apoio para crescer

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Texto Gabriela Vasconcellos | Foto Fernando Vivas

parceria no baixo sul da bahia faz surgir fundo que possibilita um decisivo apoio aos pequenos agricultores

Sete empresários rurais, com vontade de continuar no campo, estão escrevendo suas histórias em Presidente Tancredo Neves, na Bahia. Eles escolheram a agricultura como negócio e decidiram permanecer no local em que nasceram, ao lado da família. Para isso, estão trabalhando e buscando a sustentabilidade, cotidianamente, em cada plantação. Todos são ex-alunos da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) – unidade que oferece o ensino profissional técnico em agropecuária, integrado ao Ensino Médio. Quando concluíram os três anos de formação na CFR-PTN, onde aprenderam administração, cooperativismo, manejo de solos e diversas culturas, depararam-se com este desafio: como se desenvolver e crescer produtivamente? Afinal, eles também tinham em comum a falta de terra. “A propriedade de minha família é pequena, e, quando terminei o curso, já havia utilizado todos os hectares disponíveis. Precisava de mais área para plantar”, explica Sandoval Santos, 26 anos, morador da comunidade da Serra da Bananeira. Uma solução para transformar essa realidade foi identificada: o Fundo de Acesso à Terra (FAT). A iniciativa foi criada pela própria CFR-PTN, em parceria com a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan) – instituições ligadas ao Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), fomentado pela Fundação Odebrecht e parceiros públicos e privados. “Vimos que cada jovem tinha, em média, apenas cinco hectares para produzir, o que não garante uma produção sustentável, e isso estava influenciando-os a ir para as capitais”, conta Juscelino Macedo, Líder do Negócio Mandioca e Fruticultura. O FAT é um mecanismo que visa proporcionar assistência financeira a ex-alunos da CFR-PTN, que sejam associados da Coopatan, para que tenham condições de cuidar de seus projetos agrícolas e possam viver exclusiva e integralmente da renda gerada no campo. Os recursos que possibilitaram a aquisição de 138 hectares, divididos entre os selecionados, foram aportados pela Cooperativa, com apoio da Fundação Odebrecht. “Os sete jovens tiveram uma história de formação diferenciada. Destacavam-se do grupo pela experiência e dedicação. Foram eles que nos escolheram e abraçaram o desafio de encarar esse projeto-piloto”, pontua José Neto, coordenador do Fundo e monitor da CFR-PTN.

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π Marcelo Roma é um dos jovens que integra o Condomínio Agrícola Eliane Oliveira

Disciplina e valores éticos Edvan Alcântara, 23 anos, é um dos participantes e acredita que foi possível mudar a trajetória de sua vida. “Com os ensinamentos colocados em prática, tenho conseguido chegar aonde nunca imaginei”, afirma o morador da comunidade Alto da Prata. Benivaldo Santos, 26 anos, de Ouro Preto, tem sentimento semelhante. “Hoje sou referência na região e devo isso à disciplina e aos valores éticos que aprendi.” Os agricultores que acessaram o FAT têm carência de um ano para começar a pagar a terra e o período máximo de 10 anos para restituir o valor total, que será utilizado para financiar novas áreas para outros jovens da região. Sandoval é também um dos que integram o Fundo. Antes, trabalhava como diarista em propriedades de terceiros. Atualmente, reúne parceiros e os remunera pelo serviço prestado. “As dificuldades foram muitas, e a falta de rentabilidade sempre foi um desafio, mas, plantando em áreas maiores, é viável. Tenho certeza de que posso viver do campo”, reforça o jovem empresário rural. Como ele, Adriano Santos, morador de Ouro Preto, está apostando no FAT. “A renda aumentou. Mensalmente, tenho um lucro líquido de cerca de R$ 1.800,00 e a tendência é crescer ainda mais. No futuro, pretendo adquirir outra propriedade e dar continuidade aos plantios”, afirma o agricultor de 25 anos, que é também assistente educador na Coopatan, o que lhe permite compartilhar seus conhecimentos com a comunidade. “Queremos mostrar que não adianta ter preconceito com os produtores rurais. A gente move

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a cidade, move o mundo”, diz Marcelo Roma, 23 anos, que também aceitou o desafio do FAT e é morador da comunidade Gendiba. Seus plantios de mandioca, abacaxi e banana, assim como dos demais jovens, são comercializados por meio da Cooperativa. “A gente trabalhava, e, na hora da colheita, era um prejuízo, não tinha para quem vender. Agora existe destino certo para a produção”, assegura Ednei Lima, 19 anos, que reside em Ouro Preto e também participa do FAT. Por meio da Coopatan, eles têm ainda apoio para acessar linhas de crédito rural, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), via Banco do Brasil. Além de financiar a plantação, o recurso viabiliza a aquisição de máquinas agrícolas. Jailton Ribeiro, 22 anos, também morador de Ouro Preto, comprou um trator que beneficia não só a sua produção, mas a todos os jovens apoiados pelo FAT. “Não tinha recurso para investir nem em uma bicicleta. Conquistei crédito, e o equipamento adquirido faz toda a diferença no plantio. Também o alugo para outros agricultores, o que gera mais renda”, comenta. “Este é o início da realização do meu sonho”, completa. A área adquirida para dar início ao FAT foi batizada de Condomínio Agrícola Eliane Oliveira, homenagem a uma jovem que, aos 21 anos, foi a primeira presidente da Coopatan e morreu precocemente, em 2011, em um acidente. “Ela deixou sua marca na luta pela juventude do Brasil. Sua bandeira era acesso à terra para os jovens do campo”, assegura Juscelino Macedo. A história de Eliane os inspira. ]


Nossa família de Jabutis está aumentando

Pela quinta vez, um livro do Prêmio Odebrecht

Livros do Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica que receberam o Prêmio Jabuti

de Pesquisa Histórica – Clarival do Prado Valladares

2009

A Historia do Brazil de Frei Vicente do Salvador, de Maria Lêda Oliveira Projeto gráfico de Karyn Mathuiy

2010

Igreja e Convento de São Francisco da Bahia, organizado por Frei Hugo Fragoso e Maria Helena Flexor Projeto gráfico de Carina Flexor e Renata Kalid

2011

Theodoro Sampaio – nos sertões e nas cidades, de Ademir Pereira dos Santos (vencedor em duas categorias: Arquitetura e Construção e Projeto Gráfico) Projeto gráfico de Karyn Mathuiy

2013

O comércio do açúcar – Brasil, Portugal e Países Baixos (1595-1630), de Daniel Strum Projeto gráfico de Eduardo Vilas Boas

recebe o Prêmio Jabuti, promovido pela Câmara Brasileira do Livro e considerado o mais importante do mundo editorial brasileiro. Em 2013, o livro O comércio do açúcar – Brasil, Portugal e Países Baixos (1595-1630), de autoria de Daniel Strum, recebeu o prêmio por ter sido considerado o segundo melhor projeto gráfico do ano.


c omun i dade

diálogo bem cultivado relacionamento com as populações do entorno do projeto etileno XXI inclui geração de trabalho e florestamento

π Francisco Javier Rueda no Rancho Benjamín: depósito de material de terraplenagem tornou-se campo para mudas típicas da região

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Texto Júlio César Soares | Foto Guilherme Afonso

As casas coloridas de Pollo de Oro, a igreja azul, um pequeno comércio, capaz de refrescar a sede do clima tropical da região, e ruas de terra batida são a primeira visão do povoado situado em Nanchital, no Estado de Veracruz, sudeste do México. Logo na entrada, o Centro Comunitário dá as boas-vindas. Cerca de 200 pessoas lá vivem, a pouco mais de 1 km do Projeto Etileno XXI. Maria Elena Martinez, 43 anos, é dona de casa e mãe de uma menina de 14 anos. Segundo ela, a chegada do projeto mudou a vida de todos no povoado. “A comunidade estava esquecida. Agora aprendi novos ofícios e a cuidar do local onde vivo”, conta. Maria é daquelas pessoas com múltiplas funções. “Aqui aprendi de tudo: a ser manicure e a fazer mochilas e carteiras. Com as vantagens de trabalhar na comunidade e aumentar a renda familiar”, explica. O aprendizado vai além de ofícios. “Também aprendi a conservar o meio ambiente, tratando de forma correta o lixo que geramos, e isso é importante para as gerações futuras.” Doze comunidades estão no entorno do projeto, cuja população total alcança 230 mil pessoas. “Nosso maior desafio foi nos comunicar”, conta Antonio Galvão, Responsável por Sustentabilidade da Braskem Idesa. Para isso, números de telefone, páginas na internet, anúncios em jornais e rádios e visitas de integrantes da obra foram utilizados. “Mas, sem dúvida, as caixas de sugestões são a maneira mais utilizada pelas comunidades”, salienta Cecília

π Sentadas, a partir da esquerda, Esmeralda Rodríguez, Beatriz Jiménez e Maria Elena Martínez, moradoras da comunidade de Pollo de Oro, com Martha Beatriz Bartolo e Cecília Lormendez (em pé, a partir da esquerda), integrantes da Braskem Idesa: respeito, interação e apoio

Lormendez, Analista de Responsabilidade Social que atua diretamente com as comunidades. A caixa, colocada nas comunidades mais próximas às obras, é o que mais reverbera reclamações, pedidos e elogios à atuação da Braskem Idesa. “Tudo é acompanhado, com metas de tempo de resposta e de solução”, informa Antonio Galvão. Plantas pré-históricas Um dos pontos altos da relação da Braskem Idesa com a comunidade, até agora, foi atingido por meio de uma iniciativa de florestamento. Com 200 hectares, o Rancho Benjamín foi comprado pela Braskem Idesa no início das obras do Projeto Etileno XXI em 2012. De início, o local servia como depósito para o material da terraplenagem, executada pela Odebrecht Infraestrutura. Hoje, tornou-se um campo para mudas típicas da região. “Tínhamos aqui uma espécie de pasto, com poucos nutrientes necessários para plantação”, recorda Francisco Javier Rueda, Coordenador de Meio Ambiente da Braskem Idesa. Para estudo do solo, a joint venture contratou duas empresas especializadas em florestamento, que descobriram 350 plantas da espécie cratozamia miqueliana, típica do sudeste mexicano e ameaçada de extinção. A planta, que cresce na região desde tempos pré-históricos, chegou a alarmantes 95% de espécies perdidas, segundo estudos realizados em 2010 e publicados pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN em inglês). Cerca de 30 ha de Benjamín são de reservas naturais, que serão preservadas. Nessa área, as espécies conseguem se desenvolver. “Temos uma situação inusitada: com as 350 espécies, conseguiremos, até o final do projeto, aumentar em até cinco vezes o número de Ceratozamia miqueliana na região”, conta Antonio Galvão. A participação dos integrantes e da população no florestamento foi fundamental. No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, 400 pessoas, entre integrantes e moradores da região uniram-se para transformar parte do pasto de Benjamím em uma “selva”. “Com a ajuda das pessoas, chegamos a 54 ha plantados, e nossa meta é atingir 50 por ano”, relata Francisco Rueda. Diana Laura Flores Lopes, 19 anos, nunca havia plantado uma muda na vida e agora já sabe o que acontecerá quando passar pela área de florestamento. “Sei onde as mudas que plantei estão e, com certeza, me emocionarei sempre que avistá-las.” ]

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prof i ss ã o

serv i r

O encanto das descobertas O sonho de tornar-se jogador de futebol deu lugar à paixão pelo ofício de soldador Texto Alice Galeffi | Foto Ricardo Artner

v i c en t e

de

paulo

Vicente de Paulo Almeida iniciou sua carreira exercendo uma atividade que nada tinha a ver com a solda, trabalho que executa há mais de 30 anos. Nascido e criado na região rural de Barbacena (MG), ele concluiu o segundo grau e se mudou para Volta Redonda (RJ) para ser jogador de futebol profissional. Um acidente, porém, impossibilitou-o de prosseguir nos gramados. Um amigo levou-o então para trabalhar na área industrial, em São José dos Campos (SP). “De lá para cá, eu comecei na solda, tomei gosto e estou nisso até hoje. Já tenho 33 anos de obra”, conta Vicente. Buscando entender melhor o cotidiano de profissionais especializados da Organização Odebrecht, a vídeo-série Profissão Servir acompanhou de perto um dia na rotina de Vicente e mostra como ele participa da construção da plataforma P-74 no Estaleiro Inhaúma, unidade do Estaleiro

Enseada do Paraguaçu, no Rio de Janeiro (RJ). Ele chega às 6h50. Após checar os e-mails, dirige-se ao setor de solda, onde inicia as atividades. Por volta de 9h30 vai a campo supervisionar o trabalho dos soldadores. Percorre as frentes de serviço e visita a oficina onde são fabricados os módulos e as chapas que serão instalados na plataforma. Vicente revela: “Eu gosto mesmo é de estar aqui, em contato com as pessoas”. Todos o cumprimentam com um sorriso no rosto. Sobre sua profissão, confessa: “Sinto orgulho do que faço, pois faço muito bem. Gostaria de ver amanhã alguém que seja melhor do que eu, e, com certeza, vou encontrar”. Em relação à sua equipe, formada quase toda por jovens, ele comenta: “Gosto de ensinar a essa moçada, que tem muita vontade de aprender”. ]

Veja a entrevista completa de Vicente de Paulo à vídeo-série Profissão Servir no site de Odebrecht Informa, em www.odebrechtonline.com.br/videos

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alme i da


A TEO agora está na ponta de seus dedos! Publicado o primeiro eBook sobre a Tecnologia Empresarial Odebrecht.

Os livros escritos por Norberto Odebrecht já podem ser lidos em seu computador, tablet ou smartphone. O primeiro título publicado é Sobreviver, Crescer e Perpetuar, em português. Para adquirir e baixar a publicação, acesse: www.fundacaoodebrecht.org.br/Programas/Editorial/ Boa leitura!

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c omun i c a ç ã o

páginas que afirmam uma identidade odebrecht informa completa 40 anos renovada em seu papel de elo para os integrantes da organização

Texto José Enrique Barreiro | Fotos Almir Bindilatti

A foto de capa da edição nº 1 de Odebrecht Informa, publicada em outubro de 1973, mostra o edifício da Petrobras, na cidade do Rio de Janeiro, que tivera sua construção iniciada em 1969, pela Construtora Norberto Odebrecht, e que se encontrava em fase de conclusão. Era a primeira obra da construtora no Sudeste do país. A imagem revela o destino histórico da publicação inaugurada naquela ocasião: o de reunir, em suas páginas, as mais relevantes realizações das equipes da Odebrecht. Ao longo de 40 anos, completados em outubro de 2013, a revista tem procurado cumprir esse papel inaugural, sem deixar de transcendê-lo. Nesse período, transformou-se, reinventou-se e adaptou-se às demandas da Organização e aos novos contextos da comunicação e do ambiente global de negócios. Principalmente, reafirmou, entre seus objetivos principais, o de ser um elo entre os integrantes da Organização – e destes com as pessoas de seus relacionamentos – e de contribuir para a comunicação da prática da Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO). Para marcar os 40 anos da revista, foram ouvidos alguns integrantes da Organização, que responderam, cada um a seu modo, à pergunta: “Como a revista Odebrecht Informa contribui para o meu trabalho e para o meu crescimento pessoal?” A mesma pergunta continuará a ser feita a outros integrantes da Odebrecht nas próximas edições. Receber e publicar a palavra de nossos leitores pareceu-nos a melhor forma de celebrar os 40 anos desta que é a mais antiga publicação da Organização Odebrecht.

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Com a palavra, os leitores André Vital Diretor-Superintendente da Odebrecht Infraestrutura - Brasil nos estados da Bahia e Sergipe “A revista Odebrecht Informa é um ícone da Organização e cumpre, há quatro décadas, a missão de compartilhar com integrantes e parceiros informações sobre o que de mais relevante vem sendo realizado pelas equipes ao redor do mundo. Ao mesmo tempo em que contribui para a construção de uma imagem positiva da Organização, funciona como um grande almanaque dos projetos, das pessoas e suas histórias, contadas com zelo e dedicação a cada nova edição. Acima de tudo, confere transparência às ações da empresa, proporcionando relações de confiança com as comunidades em que estamos inseridos.”

Antonio Carlos Daiha Blando Diretor-Superintendente em Angola da Odebrecht Infraestrutura - África, Portugal e Emirados Árabes Unidos “Com Odebrecht Informa, consigo saber o que estamos realizando pelo mundo, nos diversos países onde atuamos. Parceiros e clientes tomam conhecimento da nossa atuação, da nossa vocação para servir, das riquezas geradas pelas empresas da Organização. Tecnologias, inovações e aplicações do conhecimento são difundidas pela publicação. Odebrecht Informa é formadora de opinião. Além disso, ainda tenho a oportunidade de rever colegas, saber onde estão e ler sobre seus programas. A revista nos une, nos aproxima, encurta distâncias, transmite, aumenta a sinergia, nos enche de orgulho por pertencer à Odebrecht.


“A revista nos une, nos aproxima, encurta distâncias, transmite, aumenta a sinergia, nos enche de orgulho por pentencer à Odebrecht.”

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Danilo Abdanur Gerente de Produção do Metrô de Los Teques, na Venezuela, e Líder da Comunidade de Conhecimento de Transporte sobre Trilhos “No início de minha trajetória na Organização, eu ficava cheio de orgulho e motivação ao ver na revista reportagens sobre as obras das quais participava. Até hoje é assim, mas quando você é um jovem engenheiro, é mais forte a sensação de estar contribuindo, ainda que timidamente, para a realização de algo. Depois vem aquela fase em que você quer crescer, entender melhor a empresa, integrar-se mais, estar informado dos diversos projetos que estamos realizando pelo mundo, quem são as pessoas, os líderes. E a revista é e sempre foi para mim um excelente veículo para nivelar informação. Nossa Organização é muito ampla e, por princípio, descentralizada, então acho que aí Odebrecht Informa realiza um papel muito importante. Ainda hoje, quando leio a revista, sempre me emociono. Revejo colegas com quem trabalhei ao longo de meus 30 anos na Organização, leio atentamente seus depoimentos, lições de vida e aprendizado, me informo sobre onde estão, seus programas atuais. É muito prazeroso!” Genésio Lemos Couto Responsável por Pessoas & Organização, Sustentabilidade e Comunicação na Odebrecht Agroindustrial “Definido o primeiro dia de trabalho na Odebrecht, saí da entrevista final com material para leitura imersiva, incluindo Odebrecht Informa. Não me lembro do conteúdo da revista, mas lembro-me claramente de que era a que mais me atraía para a leitura, pela abordagem ilustrativa das realizações, e de quem as fazia – o integrante. Sonhei ver ali, algum dia, uma realização minha. Aquilo ceivou minha determinação de realizar e contribuir com as comunidades, pessoas, a Organização e com o meu próprio desenvolvimento na Odebrecht. Hoje, 25 anos depois, reafirmo: Odebrecht Informa é um importante vetor de integração, engajamento e minimização das diversidades culturais.” Gilberto Neves Diretor-Superintendente da Odebrecht Engenharia Industrial nos Estados Unidos “Com o rápido crescimento da nossa Organização, passando a atuar em vários segmentos e países, a falar vários idiomas e a conviver com culturas diferentes, Odebrecht Informa torna-se um elo de comunicação muito importante para nossos colaboradores. A revista é cada vez mais fundamental para nossos membros, que não somente tomam conhecimento do que acontece em outros ambientes em que trabalhamos, mas também se espelham e se inspiram nos outros companheiros e em seus desafios. Parabenizo a Organização e os responsáveis por Odebrecht Informa pelo profissionalismo e pela qualidade das matérias.”

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Jorge Alexandre Oliveira Alves da Silva Responsável por Desenvolvimento de Mercado da Unidade de Polímeros da Braskem “Somos parte de um grande grupo empresarial, com milhares de integrantes espalhados pelo mundo. Compartilhar e comunicar experiências, soluções e ideias tornam-se, assim, um grande desafio. Em especial para nós, que trabalhamos com desenvolvimento dos polímeros da Braskem para construção civil e infraestrutura em parceria com os nossos clientes, é fundamental termos um canal eficiente de comunicação com os futuros usuários dessas soluções dentro da Organização. É nesse cenário que a revista Odebrecht Informa cumpre bem o seu papel de divulgar essas oportunidades internas de negócio, possibilitando sinergias transversais que contribuem para geração de riqueza e valor dentro da Organização.”

Paulo Mesquita Freire Gerente de Conta no Negócio Vinílicos da Braskem “Odebrecht Informa é um elo de comunicação entre as pessoas da Odebrecht. É por meio da revista que também me atualizo com informações de outras empresas de nossa Organização. Estamos constantemente desenvolvendo novos produtos nos quais a matéria-prima é a resina de PVC, principalmente para a construção civil. Divulgamos na revista Odebrecht Informa a utilização das telhas de PVC em 37 escolas construídas pela Odebrecht Infraestrutura - Brasil em Belo Horizonte, resultando em um exemplo de transversalidade entre as empresas.”

Paulo Suffredini Diretor de Contratos nos Emirados Árabes Unidos “Mais de três décadas após a minha entrada na Organização, nossos horizontes de diversificação de negócios e áreas de atuação expandiram-se de tal maneira que hoje é virtualmente impossível acompanhar “quem somos, onde estamos e o que fazemos” por meio de contatos informais entre colegas. Odebrecht Informa tem feito o papel de consolidar o que é importante e prover, em tempo hábil, os empresários-parceiros com informações que os ajudam na busca da satisfação dos seus clientes, por meio da oferta de soluções integradas.” ]

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p a p o papo

f i nal n a l

confirmações do acerto da rota JOrge Soto, responsável por desenvolvimento sustentável na braskem A Braskem participa do Índice de Sustentabilidade Empresarial da IBMF/ Bovespa desde 2005 e do Índice Dow Jones de Sustentabilidade desde 2012. A empresa foi premiada recentemente por suas práticas ambientais pelas revistas Exame e Época e é a única brasileira a ter avaliação máxima no CDP (Carbon Disclosure Project). O Responsável por Desenvolvimento Sustentável na Braskem, Jorge Soto, explica o que esses reconhecimentos representam para a empresa e para seus clientes

Texto Elea Almeida | Foto Marcelo Arruda

ππQuais as premissas conceituais das ações sociais e ambientais da Braskem? A Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO) norteia nossa atuação, sobretudo quando se fala de perpetuidade, que pressupõe relações de longo prazo e antecipação de riscos. A sustentabilidade é a única forma de garantir a perpetuidade da nossa sociedade. Buscamos satisfazer nossos clientes, com produtos e serviços cada vez mais responsáveis. Exemplo disso foi o desenvolvimento do polietileno "verde", que nos trouxe reconhecimento internacional. ππComo esses esforços se inserem e são vistos no âmbito da comunidade empresarial? Entendo que cada vez mais empresas e formadores de opinião reconhecem a importância da contribuição da Braskem para a sustentabilidade. A participação da Braskem no ISE, DJSI e CDP é exemplo disso. A liderança da Braskem no Comitê Brasileiro do

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Pacto Global é outro exemplo. A rede brasileira do Pacto Global é a quarta maior do mundo, com mais de 550 organizações signatárias. ππO que significa a presença da Braskem em todos esses índices e prêmios? Somos vistos como uma empresa de princípios, com objetivos de longo prazo associados à sustentabilidade. Cada índice avalia a Braskem por uma lupa diferente, e nos destacamos no conjunto. Isso significa que o caminho escolhido, de ampliar a contribuição da Braskem para as questões sociais e ambientais, está correto e ajuda nos relacionamentos externo e interno, ampliando nossa exposição positiva. ππQuais os próximos passos? Estamos lançando, com outras empresas, um movimento pela adoção do pensamento que tem como base o “ciclo de vida” dos produtos e serviços. As pessoas pre-

cisam enxergar o que acontece em todo o ciclo de vida dos produtos. Dessa forma, poderão fazer melhor suas escolhas. Muita gente olha para os plásticos e se esquece dos benefícios que ele traz, tanto na fase de produção quanto na de uso. É importante ter esse olhar ampliado. Outro desafio é a busca constante por investimentos, em que os benefícios sociais e ambientais caminhem junto com os econômicos. Eles são complementares e não excludentes. ]


Fazem parte da Organização Odebrecht: Negócios Odebrecht Engenharia Industrial Odebrecht Infraestrutura – Brasil Odebrecht Infraestrutura – África, Emirados Árabes e Portugal Odebrecht Infraestrutura – América Latina Odebrecht Realizações Imobiliárias Odebrecht Ambiental Odebrecht Latinvest Odebrecht Óleo e Gás Odebrecht Properties Odebrecht TransPort Braskem Estaleiro Enseada do Paraguaçu Odebrecht Agroindustrial Odebrecht Defesa e Tecnologia Investimentos Odebrecht Energias Brasil Odebrecht Africa Fund Odebrecht Latin Fund Empresas Auxiliares Odebrecht Comercializadora de Energia Odebrecht Corretora de Seguros Odebrecht Previdência Odebrecht Engenharia de Projetos Olex Ação Social Fundação Odebrecht

RESPONSáVEL POR COMuNICAçãO na ODEBREChT S.A. Márcio Polidoro RESPONSáVEL POR PROGRAMAS EDITORIAIS NA ODEBREChT S.A. Karolina Gutiez

COORDENAçãO EDITORIAL Versal Editores Editor José Enrique Barreiro Editor Executivo Cláudio Lovato Filho Editora de Fotografia Holanda Cavalcanti Arte e Produção Gráfica Rogério Nunes Tiragem 4.000 exemplares Pré-impressão e Impressão Pancrom Redação: Rio de Janeiro (55) 21 2239-4023 São Paulo (55) 11 3641-4743 e-mail: versal@versal.com.br

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contribuição

História e modernidade. Preservação do patrimônio arquitetônico e busca pelas soluções que o presente e o futuro exigem. Como fazer para que convivam em harmonia, para que se complementem? Em primeiro lugar, é preciso que se entenda o território - as pessoas que fazem dele seu lar e meio de vida, o espírito que suas edificações e monumentos encerram, sua a vocação, suas carências, sua riqueza. No Rio de Janeiro, a região portuária vem passando por um amplo projeto de revitalização, o Porto Maravilha. As intervenções físicas são apenas a face tangível do que está ocorrendo na área. A principal realização, porém, não é visível: o aumento da autoestima dos moradores da cidade e sua satisfação de saberem-se respeitados, valorizados, compreendidos - eles e seu amado território.

Por oi169 baixa  
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